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Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 7 
1 
 
CAMADAS DA PAREDE VASCULAR 
As paredes das artérias e veias são compostas por três 
camadas denominadas TÚNICAS, mas os vários tipos de 
artérias e veias são distinguidos entre si pela espessura da 
parede vascular e pelas diferenças na composição das 
camadas. 
TÚNICA ÍNTIMA 
- Camada mais interna dos vasos e constituída de 3 
subcamadas: 
1. ENDOTÉLIO: única camada de células epiteliais 
pavimentosas (epitélio pavimentoso simples), unidas por 
zônulas de oclusão e junções comunicantes; 
2. LÂMINA BASAL (das células endoteliais): fina camada 
extracelular, composta principalmente de colágeno, 
proteoglicanos e glicoproteínas; 
3. CAMADA SUBENDOTELIAL*: consiste em tecido 
conjuntivo frouxo, onde algumas células musculares lisas 
são encontradas dispersas. 
*A camada subendotelial da túnica íntima das artérias e 
das arteríolas contém uma camada semelhante a um 
folheto ou lamela fenestrada de material elástico, 
denominada lâmina elástica interna. As fenestrações 
permitem a difusão fácil de substâncias por meio da 
camada. 
TÚNICA MÉDIA 
- Consistem em camadas de células musculares lisas 
vasculares dispostas circunferencialmente; 
- Nas artérias, essa camada é relativamente espessa e se 
estende da lâmina elástica interna até a lâmina elástica 
externa*; 
- Fibras elásticas, fibras reticulares e proteoglicanos estão 
interpostas entre as células musculares lisas da túnica 
média; 
- As lamelas elásticas são fenestradas e estão em camadas 
concêntricas circulares. Todos os componentes 
extracelulares da túnica média são produzidos pelas células 
musculares lisas vasculares; 
*A lâmina elástica externa é uma camada de fibras e 
lamelas elásticas, que separa a túnica média da túnica 
adventícia, assim como a lâmina elástica interna separa a 
túnica íntima da túnica média. 
 
TÚNICA ADVENTÍCIA 
- É a camada mais externa de tecido conjuntivo, composta 
de fibras colágenas e de algumas fibras elásticas dispostas 
longitudinalmente. Esses elementos de tecido conjuntivo 
fundem-se gradualmente com o tecido conjuntivo frouxo 
que circunda os vasos; 
- Varia de relativamente fina, na maior parte do sistema 
arterial, até bem espessa nas vênulas e veias, onde é o 
principal componente da parede do vaso; 
- A túnica adventícia das grandes artérias e veias contém 
um próprio sistema de vasos, chamado de VASOS DOS 
VASOS (VASA VASORUM)*, e uma rede de nervos 
autônomos, denominados NERVOS DOS VASOS 
(VASCULARES), que controla a contração do músculo liso 
nas paredes dos vasos; 
*Esse sistema supre de sangue as próprias paredes 
vasculares, pois nas artérias de médio e grande calibre, os 
nutrientes que vem em difusão pelo sangue não chegam 
nas camadas mais externas. 
 
ENDOTÉLIO 
- Tipo de epitélio simples pavimentoso; 
- O endotélio é formado por uma camada contínua de 
células endoteliais poligonais, alongadas e achatadas, que 
estão alinhadas na direção do fluxo sanguíneo; 
- Na superfície luminal, as células endoteliais expressam 
moléculas de adesão de superfície e receptores, como 
receptores de lipoproteína de baixa densidade [LDL], de 
insulina e de histamina; 
- As propriedades funcionais das células endoteliais mudam 
em resposta a diversos estímulos. Esse processo, conhecido 
como ativação endotelial*, também é responsável pela 
patogenia de muitas doenças vasculares (aterosclerose); 
*Os indutores da ativação endotelial incluem antígenos 
bacterianos e virais, citotoxinas, produtos do complemento, 
produtos lipídicos e hipoxia. 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 7 
2 
 
- As células endoteliais participam nas interações do sangue 
com o tecido conjuntivo subjacente e são responsáveis por 
muitas propriedades dos vasos, como: 
o Manutenção de uma barreira de permeabilidade 
seletiva, que possibilita o movimento seletivo de 
moléculas pequenas e grandes do sangue para os 
tecidos e dos tecidos para o sangue; 
o Manutenção de uma barreira não trombogênica 
entre as plaquetas sanguíneas e o tecido 
subendotelial, devido a produção de 
anticoagulantes e substâncias antitrombogênicas; 
o Modulação do fluxo sanguíneo e da resistência 
vascular, obtida pela secreção de vasoconstritores 
e vasodilatadores; 
o Regulação e a modulação das respostas imunes; 
o Síntese hormonal e outras atividades metabólica; 
o Modificação das lipoproteínas (LDL), por meio de 
oxidação por radicais livres produzidos pelas 
células endoteliais; 
ARTÉRIAS 
- As artérias são classificadas em três tipos, com base no 
seu calibre e nas características da túnica média: 
o Artérias de grande calibre ou artérias elásticas; 
o Artérias de calibre médio ou artérias musculares; 
o Artérias de pequeno calibre e as arteríolas; 
ARTÉRIAS DE GRANDE CALIBRE OU ELÁSTICAS 
- Do ponto de vista funcional, as artérias elásticas atuam 
principalmente como tubos de condução, mas também 
facilitam o movimento contínuo e uniforme ao longo do 
tubo*; 
COMO OCORRE O FLUXO SANGUÍNEO? 
Os ventrículos do coração bombeiam o sangue para dentro 
das artérias elásticas durante a sístole. A pressão gerada 
pela contração dos ventrículos move o sangue através das 
artérias elásticas e ao longo da árvore arterial. 
Simultaneamente, provoca também a distensão da parede 
das grandes artérias elásticas. A distensão é limitada pela 
rede de fibras colágenas na túnica média e na túnica 
adventícia. Durante a diástole, quando não há pressão 
gerada pelo coração, a retração das artérias elásticas 
distendidas promove a manutenção da pressão arterial e o 
fluxo de sangue nos vasos. A retração elástica inicial força 
o sangue tanto para longe quanto de volta ao coração. O 
fluxo de sangue em direção ao coração determina o 
fechamento da valva da aorta e da valva pulmonar. Em 
seguida, a retração elástica continuada mantém o fluxo 
contínuo de sangue para longe do coração. 
TÚNICA ÍNTIMA: Nas artérias elásticas, ela é 
relativamente espessa; 
o Endotélio com sua lâmina basal, células alongadas 
e achatadas e zônulas de oclusão e junções 
comunicantes; 
o Tecido conjuntivo subendotelial consiste em fibras 
tanto colágenas quanto elásticas, mas o principal 
tipo de célula nessa camada é a célula muscular 
lisa. É contrátil e secreta substância fundamental 
extracelular, podendo conter macrófagos; 
o Lâmina elástica interna indistinguível ou quase não 
evidente, pois ela é uma das muitas camadas 
elásticas presentes na parede do vaso; 
TÚNICA MÉDIA: É a mais espessa das 3 camadas nas 
artérias vasculares. Contém: 
o Elastina na forma de folhetos ou lamelas 
fenestrados, localizada entre as camadas de 
células musculares em camadas concêntricas; 
o Células musculares lisas vasculares, que estão 
dispostas em camadas. Elas são fusiformes e com 
núcleo alongado. Podem proliferar e migrar para a 
túnica íntima em resposta a fatores de 
crescimento (importante na reparação fisiológica 
da parede vascular e nos processos patológicos 
como os que ocorrem na aterosclerose); 
o As fibras colágenas, a elastina e a substância 
fundamental (proteoglicanos) são sintetizadas e 
secretadas pelas células musculares lisas 
vasculares; 
TÚNICA ADVENTÍCIA: Nas artérias elásticas, ela é 
relativamente fina (tem, em geral, menos da metade da 
espessura da túnica média). Contém: 
o As fibras colágenas, que ajudam a impedir a 
expansão da parede arterial além dos limites 
fisiológicos durante a sístole do ciclo cardíaco; 
o As fibras elásticas, que não formam lamelas, mas 
uma rede frouxa menos organizada que aquela 
encontrada na túnica média; 
o Os fibroblastos e os macrófagos, que constituem 
as principais células da túnica adventícia; 
o Os vasos dos vasos (vasa vasorum), que incluem 
pequenos ramos arteriais, sua rede capilar e veias-
satélite; 
o Os nervos dos vasos (vasculares), também 
denominados nervos vasoconstritores. São 
formados por fibras nervosas simpáticaspós-
sinápticas não mielinizadas. Esses neurônios 
liberam norepinefrina (NE) como 
neurotransmissor sináptico, que promove 
estreitamento do vaso sanguíneo 
(vasoconstrição). 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 7 
3 
 
Ex: a aorta e as artérias pulmonares, transportam o sangue 
do coração para as circulações sistêmica e pulmonar, 
respectivamente. Seus principais ramos – o tronco 
braquiocefálico, as artérias carótida comum, subclávia e 
ilíaca comum – também são classificadas como artérias 
elásticas; 
ARTÉRIAS DE CALIBRE MÉDIO OU MUSCULARES 
- Geralmente, não podem ser nitidamente distinguidas das 
elásticas; 
- Diferentemente das artérias elásticas, as artérias 
musculares apresentam uma quantidade maior de músculo 
liso e menor de elastina na túnica média. Além disso, a 
membrana elástica interna mais proeminente ajuda a 
distinguir as artérias musculares das artérias elásticas; 
TÚNICA ÍNTIMA: relativamente mais fina nas artérias 
musculares que nas artérias elásticas, com o endotélio e 
lâmina basal, uma esparsa camada subendotelial, e uma 
membrana elástica interna bem proeminente; 
TÚNICA MÉDIA: composta quase inteiramente de 
músculo liso vascular, com pouco material elástico. Como 
nas artérias elásticas, não há fibroblastos nessa camada. As 
células musculares lisas contêm uma lâmina externa 
(lâmina basal), exceto nos locais das junções comunicantes, 
e produzem colágeno extracelular, elastina e substância 
fundamental; 
TÚNICA ADVENTÍCIA: é relativamente espessa em 
comparação com as artérias elásticas, e contém 
fibroblastos, fibras colágenas (principal componente), fibras 
elásticas e, em alguns vasos, células adiposas dispersas. 
Com frequência, nas artérias maiores, existe uma 
membrana elástica externa evidente, separando da túnica 
média. Contém nervos e pequenos vasos (vaso vasorum) 
que podem penetrar na túnica média em artérias 
musculares de grande calibre; 
ARTÉRIAS DE PEQUENO CALIBRE E ARTERÍOLAS 
- Distinguem-se umas das outras pelo número de camadas 
de músculo liso na túnica média: As arteríolas apresentam 
apenas uma ou duas camadas, enquanto as artérias de 
pequeno calibre podem exibir até oito camadas de músculo 
liso em sua túnica média; 
- A túnica íntima de uma artéria de pequeno calibre 
apresenta uma membrana elástica interna, enquanto essa 
camada pode ou não estar presente na arteríola; 
- Em ambas, o endotélio é semelhante ao de outras 
artérias, e a túnica adventícia é uma bainha fina e pouco 
definida de tecido conjuntivo; 
ARTERÍOLAS 
- São vasos que atuam como reguladores do fluxo para os 
leitos capilares; 
- Elas partem das artérias e criam uma alta resistência de 
saída para o fluxo sanguíneo arterial. Elas contraem e 
dilatam, sendo conhecidas como locais de resistência 
variável*; 
- Na relação normal entre uma arteríola e uma rede de 
capilares, a contração do músculo liso na parede de uma 
arteríola aumenta a RESISTÊNCIA VASCULAR e reduz ou 
interrompe o sangue que vai para os capilares. O ligeiro 
espessamento do músculo liso na origem do leito capilar a 
partir de uma arteríola é denominado esfíncter pré-capilar; 
- Em sua maioria, as arteríolas podem se dilatar 60 a 100% 
em relação a seu diâmetro de repouso e podem manter 
uma constrição de até 40% por um longo período de 
tempo. Assim, a diminuição ou aumento na resistência 
vascular tem efeito direto sobre a distribuição do fluxo 
sanguíneo** e a pressão arterial sistêmica; 
*O diâmetro arteriolar é regulado por fatores locais, como a 
concentração de oxigênio nos tecidos, pelo SNA e por 
hormônios; 
**Essa regulação direciona o fluxo sanguíneo para os locais 
onde possa ser mais necessário. Por exemplo, durante um 
esforço físico, como a corrida, o fluxo sanguíneo para o 
músculo esquelético aumenta devido à dilatação das 
arteríolas, enquanto o fluxo sanguíneo para o intestino é 
reduzido por constrição arteriolar. No entanto, depois de 
uma refeição, ocorre o inverso. 
METARTERÍOLA 
- Algumas arteríolas se ramificam em vasos conhecidos 
como metarteríolas: As arteríolas verdadeiras têm uma 
camada contínua de músculo liso, mas somente parte da 
parede de uma metarteríola é circundada por músculo liso; 
- O sangue que flui pelas metarteríolas pode seguir dois 
caminhos. Se anéis de músculo, denominados esfíncteres 
pré-capilares, estão relaxados, o sangue que flui pela 
metarteríola é direcionado para os leitos capilares 
adjacentes. Se os esfincteres pré-capilares estão todos 
constritos, o sangue da metarteríola atalha os capilares e 
vai diretamente para a circulação venosa 
LEIS BIOFÍSICAS 
- A circulação do sangue segue a física do fluido dos 
líquidos: os líquidos e os gases fluem por gradientes de 
pressão (∆P) de regiões de alta pressão para regiões de 
baixa pressão; 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 7 
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- No corpo humano, o sangue flui do coração (região de 
pressão mais alta) para o circuito fechado de vasos 
sanguíneos (região de menor pressão); 
PRESSÃO: Conforme o sangue se move pelo sistema, a 
pressão diminui, devido ao atrito entre o sangue e a parede 
dos vasos sanguíneos; 
PRESSÃO PROPULSORA: Pressão criada dentro dos 
ventrículos, ou seja, força que impulsiona o sangue pelos 
vasos sanguíneos; 
RESISTÊNCIA: Tendência de o sistema circulatório se opor 
ao fluxo sanguíneo é denominada resistência ao fluxo; 
PRESSÃO ARTERIAL 
- A pressão arterial reflete a pressão de propulsão criada 
pela ação de bombeamento do coração; 
- Uma vez que é pressão ventricular é difícil de ser medida, , 
é comum assumir que a pressão arterial reflete a pressão 
ventricular. 
CONCEITOS 
FREQUÊNCIA CARDÍACA: É o número de vezes que o 
coração bate (ou cicla) por minuto. Apresenta taxas 
variáveis em cada pessoa. 
DÉBITO CARDÍACO (DC): Volume sanguíneo ejetado pelo 
ventrículo esquerdo em um determinado período. Uma vez 
que todo o sangue que deixa o coração flui pelos tecidos, o 
débito cardíaco é um indicador do fluxo sanguíneo total do 
corpo; 
o O débito cardíaco (DC) pode ser calculado 
MULTIPLICANDO-SE a frequência cardíaca 
(batimentos por minuto) pelo volume sistólico* 
(mL por batimento, ou por contração): 
 
o O débito cardíaco médio em repouso é 5 L/min; 
PRÉ-CARGA: Tensão na parede do ventrículo no final da 
diástole, ou seja, é o grau de estiramento do miocárdio 
antes do início da contração. Esse estiramento representa a 
carga colocada sobre o músculo cardíaco antes que ele 
contraia; 
PÓS-CARGA: É a carga combinada do sangue no ventrículo 
(o VDF – volume diastólico final) e da resistência durante a 
contração ventricular. Tensão na parede do ventrículo 
durante a sístole. A pós-carga reflete a pré-carga e o 
esforço requerido para empurrar o sangue para dentro do 
sistema arterial. A pressão arterial média é um indicador 
clínico indireto da pós-carga; 
RESISTÊNCIA VASCULAR PERIFÉRICA: Resistência dos vasos 
sanguíneos ao fluxo sanguíneo por eles. 
*O volume sistólico é a quantidade de sangue (volume) 
bombeado por um ventrículo durante uma contração. É 
medido em milímetros por batimento: 
 
FLUXO SANGUÍNEO 
A contração ventricular é a força que cria o fluxo sanguíneo 
através do sistema circulatório: 
1. Como o sangue sob pressão é ejetado a partir do 
ventrículo esquerdo, a aorta e as artérias expandem-se 
para acomodá-lo, armazenando pressão nas paredes 
elásticas; 
2. Quando o ventrículo relaxa (isovolumétrico) e a valva da 
aorta fecha (para impedir o refluxo sanguíneo ao 
ventrículo), as paredes arteriais elásticas retraem, 
propelindo o sangue para a frente, em direção às pequenas 
artérias e arteríolas; 
- Assim, por sustentar a pressão direcionadora do fluxo 
sanguíneo durante o relaxamento ventricular, as artérias 
mantêm o sangue fluindo continuamente através dos vasos 
sanguíneos; 
- O fluxo sanguíneo obedece a regras do fluxo de fluidos. O 
fluxo é diretamente proporcional ao gradientede pressão 
entre dois pontos quaisquer, e é inversamente proporcional 
à resistência dos vasos ao fluxo; 
TAXA X VELOCIDADE 
TAXA DE FLUXO: Volume sanguíneo que passa em um dado 
ponto do sistema por unidade de tempo. Na circulação, o 
fluxo é expresso em litros por minuto (L/min) ou em 
mililitros por minuto (mL/min). A taxa de fluxo mensura 
quanto sangue (volume) passa por um ponto em um 
período. 
VELOCIDADE DE FLUXO: Distância que um dado volume 
sanguíneo percorre em um dado período. A velocidade de 
fluxo é uma medida de o quão rápido o sangue flui ao 
passar por um ponto; 
- A relação entre a velocidade de fluxo (v), a taxa de fluxo 
(Q) e a área de secção transversal do tubo (A) é expressa 
pela equação: 
 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 7 
5 
 
- Em um tubo com diâmetro variável, se a taxa de fluxo é 
constante, a velocidade de fluxo varia inversamente ao 
diâmetro. Em outras palavras, a velocidade é maior em 
partes mais estreitas e mais lenta em partes mais largas. 
PA NAS ARTÉRIAS E VEIAS 
- A pressão arterial é maior nas artérias e diminui 
continuamente à medida que o sangue flui através do 
sistema circulatório. Isso ocorre porque a energia é 
perdida, como consequência da resistência ao fluxo 
sanguíneo oferecida pelos vasos e pelo atrito entre a 
células sanguíneas; 
- Na circulação sistêmica, a maior pressão ocorre na aorta e 
resulta da pressão gerada pelo ventrículo esquerdo: 
o A pressão aórtica alcança uma média de 120 
mmHg durante a sístole ventricular (pressão 
sistólica); 
o Após, cai constantemente até 80 mmHg durante a 
diástole ventricular (pressão diastólica); 
- Apesar da pressão no ventrículo cair para poucos mmHg 
quando o ventrículo relaxa, a pressão diastólica nas grandes 
artérias permanece relativamente alta, isso devido à 
capacidade desses vasos de capturar e armazenar energia 
nas suas paredes elásticas; 
ONDA DE PRESSÃO OU PULSO 
- O rápido aumento da pressão que ocorre quando o 
ventrículo esquerdo empurra o sangue para dentro da 
aorta pode ser percebido como ONDA DE PRESSÃO ou 
PULSO, que é transmitido ao longo das artérias; 
- A onda de pressão viaja cerca de 10 vezes mais rápido que 
o próprio sangue. Mesmo assim, o pulso percebido no 
braço ocorre um pouco depois da contração ventricular que 
gerou a onda; 
- Devido ao atrito, a amplitude da onda de pressão diminui 
com a distância e, por fim, desaparece nos capilares. 
Ademais, quando o sangue alcança as veias, a pressão 
diminui devido ao atrito e não há mais uma onda de 
pressão. O fluxo sanguíneo venoso* é mais estável do que 
pulsátil (em pulsos), empurrado pelo movimento contínuo 
do sangue para os capilares; 
*O sangue sob baixa pressão das veias localizadas abaixo 
do coração precisa fluir “morro acima”, ou contra a 
gravidade, para retornar ao coração. Esse processo, 
conhecido como retorno venoso, é auxiliado pelas valvas, 
pela bomba musculesquelética e pela bomba respiratória. 
Quando os músculos contraem, como os da panturrilha, 
eles comprimem as veias, forçando o sangue para cima, 
passando pelas valvas. 
- A PRESSÃO DE PULSO, uma medida de amplitude da onda 
de pressão, é definida como a pressão sistólica menos a 
pressão diastólica: 
 
PRESSÃO ARTERIAL MÉDIA 
- A pressão arterial média (PAM) é a força impulsora do 
fluxo sanguíneo; 
- É influenciada por dois parâmetros: o débito cardíaco 
(volume sanguíneo que o coração bombeia por minuto) e a 
resistência periférica (resistência dos vasos sanguíneos ao 
fluxo sanguíneo por eles): 
- A pressão arterial é pulsátil, logo, usa-se um valor único 
para representar a pressão direcionadora: Pressão arterial 
média (PAM); 
- A PAM é estimada somando-se a pressão diastólica mais 
um terço da pressão de pulso: 
 
- Nota-se que a PAM é mais próxima da pressão diastólica 
do que da pressão sistólica, uma vez que a diástole dura o 
dobro do tempo da sístole; 
OBS: a PA muito alta ou muito baixa pode ser um indicativo 
de problemas no sistema circulatório. Se a pressão arterial 
cai muito baixo (hipotensão), a força direcionadora do fluxo 
sanguíneo é incapaz de superar a gravidade. Assim, o fluxo 
sanguíneo e a oferta de oxigênio para o encéfalo são 
prejudicados e podem causar tontura ou desmaio. Por outro 
lado, se a pressão arterial estiver cronicamente elevada 
(hipertensão), a alta pressão sobre a parede dos vasos 
sanguíneos pode fazer as áreas enfraquecidas sofrerem 
rupturas e pode ocorrer sangramento nos tecidos ( se for no 
encéfalo, é chamada de hemorragia cerebral, chamada de 
derrame ou AVE). 
ESFIGMOMANOMETRIA 
- Quando a pressão do manguito excede a pressão arterial, 
o fluxo sanguíneo para a porção inferior do braço é 
interrompido; 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 7 
6 
 
- À medida que a pressão é diminuída, e a pressão no 
manguito cai abaixo da pressão arterial sistólica (PAS), o 
sangue começa a fluir novamente; 
- Quando o sangue passa na artéria ainda comprimida, um 
ruído bem definido, chamado de som de Korotkoff, pode 
ser escutado a cada onda de pressão (pulso); 
SONS DE KOROTKOFF: São causados pelo fluxo turbulento 
do sangue através da área comprimida. Quando o manguito 
de pressão não comprime mais a artéria, o fluxo fica mais 
lento e os sons desaparecem; 
Obs: A pressão na qual o primeiro som de Korotkoff é 
escutado representa a pressão mais alta na artéria, sendo a 
pressão sistólica. O ponto no qual o som de Korotkoff 
desaparece é a pressão mais baixa e é registrada como 
pressão diastólica. 
DÉBITO CARDÍACO E RESISTÊNCIA PERIFÉRICA 
- A pressão arterial é um balanço entre o fluxo sanguíneo 
para dentro das artérias e o fluxo sanguíneo para fora das 
artérias; 
- O fluxo sanguíneo para dentro da aorta é igual ao débito 
cardíaco do ventrículo esquerdo. O fluxo sanguíneo para 
fora das artérias é influenciado principalmente pela 
resistência periférica, definida como a resistência ao fluxo 
oferecida pelas arteríolas. Então, a PAM é proporcional ao 
débito cardíaco (DC) vezes a resistência (R) das arteríolas: 
 
 
COMO ISSO OCORRE? 
- Se o débito cardíaco aumenta, o coração bombeia mais 
sangue para dentro das artérias por unidade de tempo. 
Logo, se a resistência ao fluxo para fora das artérias não 
mudar, o fluxo para dentro das artérias fica maior que o 
fluxo para fora. Desse modo, ocorre um acúmulo de sangue 
nas artérias, e a PA sobe; 
- Da mesma forma, caso o DC não altere, mas a resistência 
aumenta, o fluxo para fora das artérias diminui, causando 
acúmulo de sangue e elevando a PA (maioria dos casos de 
hipertensão); 
OUTROS FATORES QUE INFLUENCIAM A PA 
DISTRIBUIÇÃO DE SANGUE 
- A distribuição relativa de sangue entre os lados arterial e 
venoso da circulação pode ser um fator importante para 
manter a pressão sanguínea arterial. As artérias contêm 
pouco volume sanguíneo (11% do total) e as veias grande 
volume (60%), pois elas atuam como um reservatório de 
volume para a circulação sistêmica, que pode ser 
redistribuído para as artérias se necessário; 
- Se a pressão arterial cai, a aumentada atividade simpática 
constringe as veias, diminuindo a retenção de volume. O 
retorno venoso aumenta, enviando sangue para o coração, 
o qual, de acordo com a lei de Frank-Starling do coração, 
bombeia todo o retorno venoso para o lado sistêmico da 
circulação, elevando a PAM; 
VOLUME SANGUÍNEO 
- Embora o volume sanguíneo na circulação seja 
relativamente constante, mudanças no volume sanguíneo 
podem afetar a pressão arterial; 
- Pequenos aumentos no volume sanguíneo ocorrem 
durante o dia, devido à ingestão de alimentos e líquidos, 
mas, em geral, não ocorrem mudanças duradouras na 
pressão sanguínea, devido às compensações 
homeostáticas; 
 
- Se o volume sanguíneo aumenta, a PA aumenta. Quando o 
volume sanguíneo diminui, a pressão arterial diminui; 
- Quando há um aumento do volume sanguíneo, o rim deve 
excretar o excessode água por meio da urina para 
restabelecer o volume normal; 
- Já na compensação para a diminuição do volume 
sanguíneo é preciso uma resposta integrada dos rins (que 
conservam o volume de sangue) e do sistema 
cardiovascular (vasoconstrição e aumento da estimulação 
simpática ao coração, para aumentar o débito cardíaco); 
RESISTÊNCIA NAS ARTERÍOLAS 
- A lei de Poiseuille diz que a resistência ao fluxo sanguíneo 
(R) é diretamente proporcional ao comprimento do tubo 
por onde o fluído passa (L) e à viscosidade ($) do fluido, e 
inversamente proporcional à quarta potência do raio do 
tubo (r): 
 
- Em geral, o comprimento do sistema circulatório e a 
viscosidade do sangue são constantes, o que torna apenas 
o raio dos vasos sanguíneos a principal resistência ao fluxo 
sanguíneo.; 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 7 
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- As arteríolas são o principal local de resistência variável do 
sistema circulatório e contribuem com mais de 60% da 
resistência total ao fluxo no sistema. A resistência nas 
arteríolas é variável devido à grande quantidade de 
músculo liso nas paredes arteriolares; 
- A resistência arteriolar é controlada por fatores sistêmicos 
e locais: 
o O controle local da resistência arteriolar ajusta o 
fluxo sanguíneo no tecido às necessidades 
metabólicas deste; 
o Os reflexos simpáticos mediados pelo SNC 
mantêm a PAM e controlam a distribuição 
sanguínea; 
o Os hormônios influenciam a PA por atuarem 
diretamente nas arteríolas, alterando o controle 
reflexo autonômico; 
AUTORREGULAÇÃO MIOGÊNICA DO FLUXO 
- O músculo liso vascular pode regular seu próprio estado 
de contração, um processo chamado de autorregulação 
miogênica; 
- COMO? Quando há o aumento da PA e as fibras 
musculares lisas da arteríola se distendem, a arteríola se 
contrai. Essa vasoconstrição aumenta a resistência da 
arteríola, diminuindo o fluxo sanguíneo pelo vaso; 
COMO OCORRE A CONTRAÇÃO DO MÚSCULO LISO? 
1. Quando as células do músculo liso vascular das arteríolas 
são estiradas, canais mecanicamente ativados se abrem na 
membrana do músculo; 
2. A entrada de cátions despolariza a célula. A 
despolarização abre canais de Ca2+ dependentes de 
voltagem, e o Ca2+ flui para o interior da célula, a favor de 
seu gradiente eletroquímico; 
3. O cálcio, entrando na célula, combina-se com a 
calmodulina e ativa a cinase da cadeia leve da miosina 
(MLCK); 
4. A MLCK aumenta a atividade da ATPase miosínica e a 
atividade das ligações cruzadas, resultando em contração; 
SINAIS PARÁCRINOS 
- O fluxo sanguíneo pode ser regulado pelos esfíncteres 
pré-capilares, que estão nas junções metarteríola-capilares. 
Quando esses feixes de músculo liso contraem, restringem 
o fluxo para os capilares. No oposto, quando os esfíncteres 
relaxam, o fluxo sanguíneo para os capilares aumenta; 
- A regulação local também ocorre pela mudança da 
resistência arteriolar em um tecido, realizada por moléculas 
parácrinas (O2, CO2 e NO) secretadas pelo endotélio ou por 
células para as quais as arteríolas estão suprindo sangue; 
- As concentrações de moléculas parácrinas se alteram 
quando as células se tornam mais ou menos ativas 
metabolicamente: Se o metabolismo aeróbio aumenta, os 
níveis de O2 diminuem, ao passo que a produção de CO2 se 
eleva. Tanto o baixo O2 quanto o alto CO2 dilatam as 
arteríolas. Esta vasodilatação aumenta o fluxo sanguíneo 
para o tecido, trazendo mais O2 para atender à demanda 
metabólica e remover o excesso de CO2. O aumento do 
fluxo sanguíneo para acompanhar um aumento de 
atividade metabólica é chamado de HIPEREMIA ATIVA; 
- Se o fluxo sanguíneo para um tecido é ocluído por poucos 
segundos a minutos, os níveis de O2 caem, e os sinais 
metabólicos parácrinos, como CO2 e H+, acumulam-se no 
líquido intersticial, e a hipóxia local faz as células 
endoteliais secretarem NO. Quando sai a oclusão e o fluxo 
sanguíneo volta, NO e CO2 geram maior vasodilatação, e a 
medida que os vasodilatadores são metabolizados e 
removidos, o raio da arteríola volta gradualmente ao 
normal. Um aumento no fluxo sanguíneo tecidual após um 
período de baixa perfusão (fluxo sanguíneo) é chamado de 
HIPEREMIA REATIVA; 
 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 7 
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- Outro sinal vasodilatador parácrino é o nucleotídeo 
adenosina. Se o músculo cardíaco consumir mais oxigênio 
que o suprimento ofertado pelo sangue, ocorrerá hipóxia 
miocárdica. Então, as células miocárdicas liberam 
adenosina, que dilata as arteríolas coronárias para trazer 
fluxo sanguíneo adicional; 
OBS: Nem todas as moléculas vasoativas parácrinas 
refletem mudanças no metabolismo. Por exemplo, as 
cininas e a histamina são vasodilatadores que tem papel na 
inflamação, bem como a serotonina (5-HT) é uma molécula 
vasoconstritora liberada por plaquetas ativadas, para 
diminuir a perda de sangue em uma lesão. Agonistas da 
serotonina (triptanos) são fármacos que se ligam aos 
receptores 5-HT1 e promovem vasoconstrição. Esses 
fármacos são utilizados para tratar enxaquecas causadas 
por uma vasodilatação encefálica inadequada. 
CONTROLE NEURAL – DIVISÃO SIMPÁTICA 
- A maioria das arteríolas sistêmicas é inervada por 
neurônios simpáticos; 
- A descarga tônica de noradrenalina dos neurônios 
simpáticos ajuda a manter o tônus das arteríolas. A 
noradrenalina se liga aos receptores alfa nos músculos lisos 
vasculares, causando vasoconstrição; 
- Se há maior liberação de noradrenalina, as arteríolas 
contraem, e se há menor, elas dilatam; 
 
- Ademais, a adrenalina produzida pela medula das 
suprarrenais se liga aos receptores alfa, reforçando a 
vasoconstrição. Contudo, os receptores alfa têm uma 
menor afinidade pela adrenalina e não respondem tão 
fortemente a ela como à noradrenalina; 
- Por outro lado, os receptores beta 2 (encontrados no 
músculo liso vascular do coração, no fígado e nas arteríolas 
do músculo esquelético) ativados pela adrenalina causam 
vasodilatação; 
LUTA OU FUGA 
Essa resposta inclui um aumento na atividade simpática, 
juntamente com a liberação de adrenalina. Vasos 
sanguíneos que possuem receptores beta 2 dilatam em 
resposta à adrenalina. Assim, a vasodilatação mediada por 
beta 2 aumenta o fluxo sanguíneo para o coração, o 
músculo esquelético, o fígado e para os tecidos que estão 
ativos durante a resposta de luta ou fuga. Na reação de luta 
ou fuga, a atividade simpática aumentada nos receptores 
alfa arteriolares causa vasoconstrição. O aumento na 
resistência desvia sangue de órgãos não essenciais, como o 
trato gastrintestinal, para os órgãos nobres; 
DISTRIBUIÇÃO DE SANGUE 
- Variações no fluxo sanguíneo para tecidos individuais são 
possíveis porque as arteríolas no corpo são arranjadas em 
paralelo, ou seja, todas as arteríolas recebem sangue da 
aorta ao mesmo tempo. Assim, o fluxo sanguíneo de todas 
as arteríolas é sempre igual ao débito cardíaco; 
- Contudo, o fluxo através de arteríolas individuais em um 
sistema ramificado de arteríolas depende de sua resistência 
(R). Quanto maior a resistência em uma arteríola (quando 
se contrai), menor o fluxo sanguíneo por ela: 
 
- Assim, o sangue é desviado das arteríolas de maior 
resistência para as arteríolas de menor resistência; 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 7 
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REGULAÇÃO DA FUNÇÃO CARDIOVASCULAR 
- O sistema nervoso central coordena o controle reflexo da 
pressão arterial e a distribuição de sangue aos tecidos; 
- O principal centro integrador situa-se no bulbo; 
- A principal função do centro de controle cardiovascular 
(CCC) é garantir fluxo sanguíneo adequado ao encéfalo e ao 
coração, mantendo uma pressão arterial média suficiente; 
- O CCC tem influências de outras partes do encéfalo e pode 
alterar a função de alguns órgãos ou tecidos, sem alterar a 
função de outros. Por exemplo, os centros 
termorreguladores do hipotálamo se comunicam com o 
CCC para alterar o fluxo sanguíneo para a pelee a 
comunicação encéfalo-intestino após uma refeição 
aumenta o fluxo sanguíneo para o trato intestinal. 
REFLEXO BARORRECEPTOR 
- A principal via reflexa para o controle homeostático da 
pressão arterial média é o reflexo barorreceptor; 
- Os barorreceptores são mecanorreceptores sensíveis ao 
estiramento, e estão nas paredes das artérias carótidas e 
aorta; 
- Monitoram continuamente a pressão do sangue que flui 
para o cérebro (barorreceptores carotídeos) e para o corpo 
(barorreceptores aórticos); 
o GLOSSOFARÍNGEO (NC IX): Envia informação do 
seio carotídeo; 
o VAGO (NC X): Envia informação do arco aórtico; 
- Os barorreceptores estão tonicamente ativos, disparando 
potenciais de ação continuamente durante a pressão 
arterial normal; 
- Quando a pressão arterial nas artérias aumenta, a 
membrana dos barorreceptores estira, e a frequência de 
disparos do receptor aumenta. Se a pressão sanguínea cai, 
a frequência de disparos do receptor diminui; 
- A resposta do reflexo barorreceptor é rápida: mudanças 
no débito cardíaco e na resistência periférica ocorrem 
dentro de dois batimentos cardíacos após o estímulo; 
COMO OCORRE? 
1. Alterações na PA são percebidas pelos barorreceptores, 
que enviam potenciais de ação por meio do nervo 
glossofaríngeo (fibras carotídeas) e vago (fibras aórticas); 
2. As aferências dos nervos chegam ao núcleo do trato 
solitário (NTS), que fica no bulbo; 
3. Envia respostas por meio de neurônios autonômicos 
simpáticos e parassimpáticos, dependendo da necessidade; 
SIMPÁTICO: Aumenta FC, encurta o tempo de condução do 
nó AV e aumenta a força de contração cardíaca; 
PARASSIMPÁTICO: Diminui FC, mas somente um pequeno 
efeito na contração ventricular; 
- PA elevada: aumenta a atividade parassimpática e diminui 
a atividade simpática, a fim de reduzir a atividade do 
coração e dilatar as arteríolas; 
INFLUÊNCIA DE OUTROS SISTEMAS 
- A função cardiovascular pode ser modulada por sinais de 
outros receptores periféricos, além dos barorreceptores, 
como os quimiorreceptores arteriais ativados pelos baixos 
níveis sanguíneos de oxigênio aumentam o débito cardíaco; 
- A pressão arterial também está sujeita à modulação por 
centros encefálicos superiores, como o hipotálamo e o 
córtex cerebral, como o reflexo vasovagal; 
IPC: Ademais, a regulação da pressão arterial no sistema 
circulatório está intimamente associada à regulação do 
equilíbrio hídrico pelos rins. Certos hormônios secretados 
pelo coração atuam sobre os rins, e hormônios secretados 
pelos rins atuam sobre o coração e os vasos sanguíneos. 
SISTEMA RAA 
SRAA (Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona). 
- Faz a regulação da PA à longo prazo; 
1. Primeiro, ocorre uma queda de PA que causa a 
diminuição da perfusão renal, percebida pelos 
barorreceptores das arteríolas aferentes do rim; 
2. Isso faz com que a pró-renina seja convertida em RENINA 
pelas células justaglomerulares. Essa conversão também é 
aumentada pela ação dos nervos simpáticos renais e 
agonistas de beta 1; 
2. Na circulação, a renina é uma enzima e cliva o 
angiotensinogênio (proteína produzida no fígado) em 
angiotensina I (ANG1), que é inativa biologicamente; 
3. Nos pulmões e rins, a ANG1 encontra a enzima 
conversora de angiotensina (ECA), convertendo a proteína 
ANG1 é convertida em ANGIOTENSINA 2 (ANG2); 
4. A ANG2 terá diversos papeis: 
o Induz a produção de ALDOSTERONA pelas células 
da zona glomerulosa do córtex das suprarrenais, 
que por sua vez aumenta absorção de Na+ (e logo, 
Laíse Weis ;) Problema 1 – Módulo 7 
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de água) nos TCD (túbulo contorcido distal) do rim, 
aumentando o volume sanguíneo; 
o Em médio prazo, a ANG2 causa vasoconstrição nas 
arteríolas; 
o Em longo prazo, pode agir diretamente nos rins, 
diminuindo a excreção de Na+ e H2O, retendo 
volume; 
o Estimula a vasopressina (liberada pela neuro 
hipófise) que age nos vasos sanguíneos causando a 
vasoconstrição; 
o ANG2 também pode agir em neurônios 
hipotalâmicos, causando sede; 
 
PEPTÍDEO NATRIURÉTICO ATRIAL (PNA) 
- Hormônio produzido pelas células musculares cardíacas 
atriais a partir da distensão da sua parede muscular devido 
à chegada de um grande volume de sangue (aumento da 
volemia); 
- Aumenta a diurese, reduzindo a volemia, e 
consequentemente, a pressão arterial; 
FATORES QUE ALTERAM A PA 
- Vestimenta: Além de causar desconforto, roupas 
apertadas podem dificultar a chegada do sangue que leva 
oxigênio para os tecidos e dificultar o retorno desse sangue 
ao coração; 
- Tabagismo: A nicotina é prejudicial ao organismo, pois 
promove a liberação de catecolaminas, que aumentam a 
frequência cardíaca, a pressão arterial e a resistência 
periférica. Aumenta também a capacidade orgânica em 
formar coágulos e diminui sua função de destruí-los. Há 
redução de oxigênio nos glóbulos vermelhos em cerca de 
15 a 20%, pois o monóxido de carbono que resulta da 
queima do fumo e do papel se liga à hemoglobina. Este 
último também lesa a parede interna dos vasos, 
propiciando a deposição de gorduras; 
- Esforço físico: Durante a prática do exercício físico há um 
consumo maior de oxigênio, o que faz a musculatura do 
coração trabalhar mais rápido para bombear o sangue; 
 
VALORES DA PRESSÃO ARTERIAL 
 
- Crianças, em geral, têm os níveis mais baixos que os 
adultos. Para eles é normal os níveis estarem em torno de 
90 por 40. Em adultos, a pressão ideal deve estar abaixo de 
120 por 80 mm de mercúrio. 
- Já os idosos têm uma pressão mais elevada, pois o 
envelhecimento das artérias provoca seu endurecimento e 
diminui sua capacidade de distender (diminui a elasticidade 
e aumenta o risco de rupturas, isquemia e aneurismas). 
A pressão alta é muito comum na terceira idade, 
principalmente do componente sistólico;

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