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Chás
Índice
O Autor 03
A medicina da doença 04
O que é o chá? 07
Os benefícios do chá 08
Consumir hoje e sempre 10
Você já ouviu falar em fitoterapia? 11
História da fitoterapia 12
A fitoterapia no Brasil 14
Vantagens da fitoterapia 14
Entenda as diferenças 16
Benefícios da fitoterapia 17
Cuidados da fitoterapia 18
Qualquer pessoa pode recorrer ao tratamento? 18
Quais são as maneiras de usar as plantas? 18
Conheça a diferença entre: 19
Infusão 19
Decocção 19
Cataplasma 19
Qual melhor forma de se fazer o chá? 20
Porque eu devo confiar na cura pelos chás? 23
O uso de plantas medicinais 24
Conclusão da pesquisa 25
O uso de plantas medicinais pelos idosos 25
Conclusão da Pesquisa 27
Verdades e mitos sobre chás 28
Verdades 28
Mitos 29
Curiosidades sobre os chás: 30
O Autor
Este livro foi desenvolvido por Gilson Reis, especialista em 
chás para uso medicinal!
O Gilson já ajudou a diversas pessoas a utilizarem os chás na 
cura de doenças e ter uma vida mais saudável, sem efeitos 
colaterais.
E agora, através do curso Cura pelos Chás, ele quer ensinar 
ao máximo de pessoas como recuperar a sua saúde utilizando 
a naturaza como aliada.
Este curso foi baseado em seus 
conhecimentos, estudos e em um 
livro de gerações dentro de sua 
família, com mais de 200 anos.
Através dele o Gilson conseguiu 
curar a própria doença da visícula, 
sem utilizar remédios, cirurgia e 
nem nada do tipo. Apenas 
com ervas e chás! E a 
partir daí, se tornou es-
pecialista no assunto.
4
A medicina da doença
“Aos 30 anos, você tem uma depressãozinha, uma tristeza meio per-
sistente: prescreve-se FLUOXETINA.
A Fluoxetina dificulta seu sono. Então, prescreve-se CLONAZEPAM, o 
Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz 
sua memória. Volta ao doutor.
Ele nota que você aumentou de peso. Aí, prescreve SIBUTRAMINA.
A Sibutramina o faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia 
incômoda. Novo retorno ao doutor. Além da taquicardia, ele nota que 
você, além da “batedeira” no coração, também está com a pressão 
alta. Então, prescreve-lhe LOSARTANA e ATENOLOL, este último para 
reduzir sua taquicardia.
Você já está com 35 anos e toma: Fluoxetina, Clonazepam, Sibutrami-
na, Losartana e Atenolol. E, aparentemente adequado, um “polivita-
mínicos” é prescrito. Como o doutor não entende nada de vitaminas 
e minerais, manda que você compre um “Polivitamínico de A a Z” da 
vida, que pra muito pouca coisa serve. Mas, na mídia, Luciano Huck 
disse que esse é ótimo. Você acreditou, e comprou. Lamento!
Já se vão R$ 350,00 por mês. Pode pesar no orçamento. O dinheiro 
a ser gasto em investimentos e lazer, escorre para o ralo da indús-
tria farmacêutica. Você começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso 
(apesar da Fluoxetina e do Clonazepam), pois as contas não batem no 
fim do mês. Começa a sentir dor de estômago e azia. Seu intestino fica 
“preso”. Vai a outro doutor. Prescrição: OMEPRAZOL + DOMPERIDO-
NA + LAXANTE “NATURAL”.
Os sintomas somem, mas só os sintomas, apesar da “escangalhação” 
que virou sua flora intestinal. Outras queixas aparecem. Dentre elas, 
uma é particularmente perturbadora: aos 37 anos, apenas, você não 
tem mais potência sexual. Além de estar “brochando” com frequência, 
tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés.
5
Para o doutor da medicina da doença, isso não é problema. Até man-
da você escolher o remédio: SILDANAFIL, TADALAFIL, LODENAFIL 
ou VARDENAFIL, escolha por pim-pam-pum. Sua potência melhora, 
mas, como consequência, esses remédios dão uma tremenda dor de 
cabeça, palpitação, vermelhidão e coriza. Não há problema, o doutor 
aumenta a dose do ATENOLOL e passa uma NEOSALDINA para você 
tomar antes do sexo. Se precisar, instila um “remedinho” para seu 
corrimento nasal, que sobrecarrega seu coração.
Quando tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus 
dentes estão apodrecendo e caindo(entre nós, é o antidepressivo). 
Tome grana pra gastar com o dentista. Nessa mesma época, outra 
constatação: sua memória está falhando bem mais que o habitual. 
Mais uma vez, para seu doutor, isso não é problema: GINKGO BILOBA 
é prescrito.
Nos exames de rotina, sua glicose está em 110 e seu colesterol em 
220. Nas costas da folha de receituário, o doutor prescreve METFOR-
MINA + SINVASTATINA. “É para evitar Diabetes e Infarto”, diz o cui-
dador de sua saúde(?!).
Aos 40 e poucos anos, você já toma: FLUOXETINA, CLONAZEPAM, 
LOSARTANA, ATENOLOL, POLIVITAMÍNICO de A a Z, OMEPRAZOL, 
DOMPERIDONA, LAXANTE “NATURAL”, SILDENAFIL, VARDENAFIL, 
LODENAFIL ou TADALAFIL, NEOSALDINA (ou “Neusa”, como cha-
mam), GINKGO BILOBA, METFORMINA e SINVASTATINA (convenha-
mos, isso está muito longe de ser saudável!). Mil reais por mês! E sem 
saúde!!!
Entretanto, você ainda continua deprimido, cansado e engordando. 
O doutor, de novo. Troca a Fluoxetina por DULOXETINA, um antide-
pressivo “mais moderno”. 
Após dois meses você se sente melhor (ou um pouco “menos ruim”). 
Porém, outro contratempo surge: o novo antidepressivo o faz urinar 
demoradamente e com jato fraco. Passa a ser necessário levantar duas 
vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu descanso extrema-
mente necessário para sua saúde. Mas isso é fácil para seu doutor: ele 
prescreve TANSULOSINA, para ajudar na micção, o ato de urinar. 
6
Você melhora, realmente, contudo... não ejacula mais. Não sai nada!
Vou parar por aqui. É deprimente. Isso não é medicina. Isso não é 
saúde.
Essa história termina com uma situação cada vez mais comum: a DER-
ROCADA EM BLOCO da sua saúde. Você está obeso, sem disposição, 
com sofrível ereção e memória e concentração deficientes. Diabético, 
hipertenso e com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso 
elevado arrebentou seu joelho (um doutor cogitou até colocar uma 
prótese). Surge na sua cabeça a ideia maluca de procurar um CIRUR-
GIÃO BARIÁTRICO, para “reduzir seu estômago” e um PSICOTERA-
PEUTA para cuidar de seu juízo destrambelhado é aconselhado.
Sem grana, triste, ansioso, deprimido, pensando em dar fim à sua 
minguada vida e... DOENTE, muito doente! Apesar dos “remédios” 
(ou por causa deles!!).
A indústria farmacêutica? “Vai bem, obrigado!”, mais ainda com sua 
valiosa contribuição por anos ou décadas. E o seu doutor? “Bem, obri-
gado!”, graças à sua doença (ou à doença plantada passo a passo em 
sua vida).”. Texto escrito por Doutor Carlos Bayma.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=8D2Vvv1mqXE
Com base no que lemos no texto do Carlos Bayma podemos entender 
que a relação indústria farmacêutica emédicos não é tão parcial quan-
to imaginávamos, pois vimos que a indústria influência os médicos na 
prestação da medicação.
Logo, podemos desconfiar que talvez aquele remédio indicado por 
nosso médico não seja realmente o melhor caminho, pois o uso dele 
deverá curar uma doença e, infelizmente, poderá causar outras.
Portanto podemos chegar a conclusão de que os chás realmente po-
dem ser nossos melhores amigos quando o assunto é cura das doen-
ças. Pois os chás não irão lhe causar outras doenças, nem dependên-
cias e nem efeitos colaterais (se usados corretamente, claro).
 
7
O que é o chá?
O chá é uma bebida preparada a partir de espécies vegetais como fo-
lhas, flores, frutos, raízes ou casca, geralmente preparada com água 
quente.
São usados desde do começo dos tempos, onde o homem utiliza esses 
vegetais, juntos a água e argila para curar seus males. Mesmo na épo-
ca atual, em que a tecnologia médica mostra-se capaz de realizações 
espetaculares, muitas pessoas continuam adeptas da medicina natural 
por divisarem nela o meio ideal para recuperar a saúde e manter o 
equilíbrio orgânico.
Desde então o tratamento de forma mais natural vem se desenvolven-
do e ganhando destaque como é o caso dos Chás, ou seja, tratamentos 
à base de ervas medicinais, hortaliças e água, alcançaram importantes 
vitórias sobre as doenças modernas, desde que usadas da forma cor-
reta.
Sendo de maneira natural e bem mais barata existem as ervas, plantas 
medicinais que possuem benefícios e curas para muitas doenças como 
relatamos em nosso e-book para isso basta que você fique atento as 
contraindicações e não ultrapassem o uso indicado.
Há um mundo em que muitos desconhecem a respeito do valor desta 
flora tão rica que Deus, em sua infinita bondade e tão perfeitamente a 
distribuiu pelo nosso planeta.
A legislação que aprova o Regulamento para Chá na área de alimentos 
é a Resolução RDC nº 277, de 22 de setembro de 2005, a qual fixa a 
identidade e as características mínimas de qualidade às quais os chás 
devem obedecer. Nesta legislação, estão excluídos os produtos obtidos 
de espécies vegetais com finalidade medicamentosa e ou terapêutica.
A verdade é que o homem vive cercado de remédios naturais e não 
sabe disso.
Mas, não são todas as espécies vegetais, nem qualquer parte da plan-
ta, que podem ser utilizadas para o preparo de chás.
Ficou curioso e quer saber como isso é possível? Entenda mas a seguir:
8
Os benefícios do chá
O chá é tradicionalmente usado nos seus países de origem como uma 
bebida benéfica à saúde em vários aspectos. Recentemente, cientistas 
têm se dedicado aos estudos dos efeitos do chá sobre o organismo, 
bem como a conhecer melhor as substâncias que promovem esses 
efeitos. Todos os tipos de chá possuem praticamente as mesmas subs-
tâncias, porém em concentrações muito diferentes devido aos proces-
sos de preparação.
Estudos sugerem que o chá tem muitas propriedades benéficas impor-
tantes, por exemplo: é anticâncerígeno, aumenta o metabolismo, aju-
da o sistema imunológico, reduz o mau hálito, diminui o stress e etc.
Alguns chás tem propriedades termogênicas, que ajudam na perda de 
gordura, como o chá de gengibre e o chá verde. 
São digestivos, como o chá de camomila, espinheira-santa. As plantas 
com esse poder promovem o relaxamento da musculatura do trato 
gastrointestinal, reduzindo tanto as cólicas quanto o desconforto no 
abdome.
Também diminuem os gases que se formam no intestino e no estôma-
go e facilitam, e muito, todo o processo digestivo.
 
Outros chás são antivirais, como o de alho, eucalipto e guaco. Forta-
lecem o sistema imunológico e têm propriedades anti-inflamatórias e 
analgésicas. 
Algumas plantas, como o gengibre, são ainda mais poderosas: elas 
conseguem dificultar o acesso dos vírus às células, impedindo que as 
doenças - principalmente gripes e resfriados -, acabem se instalando 
no organismo.
Diuréticos sendo eles chá de chapéu-de-couro, cavalinha e cana-do-
-brejo. Estimulam o bom funcionamento dos rins, colaborando com a 
eliminação da urina.
9
Os chás ainda acalmam, previnem o envelhecimento precoce, aliviam 
sintomas de cólicas e azias, diminuem a taxa de colesterol, entre ou-
tros benefícios.
É no entanto de salientar que o excesso de consumo, ou o consumo de 
chá mal conservado ou mal preparado, têm também efeitos negativos 
para a saúde. Mas, em geral, pode-se dizer que o chá tem sobretudo 
efeitos benéficos, porque todas estas substâncias têm efeitos benéfi-
cos se ingeridas em pequenas quantidades.
Uma boa xícara de chá revigora, mas também ajuda a aliviar momen-
taneamente pequenos problemas pelos quais passamos.
10
Consumir hoje e sempre 
Um ponto importante é a regularidade. A maior parte dos chás precisa 
ser consumida todos os dias para que seus efeitos possam ser per-
cebidos. Foi isso o que demonstrou um estudo publicado pelo jornal 
acadêmico Phytotherapy Research, dos Estados Unidos. A pesquisa 
foi realizada na universidade americana de Newcastle e mostrou que 
o consumo diário de chá-verde ou preto inibe a produção de enzimas 
cerebrais associadas à perda de memória. Mas parou de beber, os be-
nefícios cessam.
Os efeitos terapêuticos de muitos chás são comprovados cientifica-
mente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regu-
lamenta o uso com fins terapêuticos por meio de uma resolução de 
2005. “A Anvisa fez uma portaria com várias plantas e frutas que 
podem ser comercializada e ingeridas na forma de chá e que são re-
conhecidas pela medicina tradicional brasileira”. O chá, ou infusão, é 
uma das principais formas de administrar fitoterápicos. Esse método 
de administração traz o benefício extra do sabor, 
11
Você já ouviu falar em fitoterapia?
O termo Fitoterapia deriva do grego therapeia, tratamento, e phyton, 
vegetal, e diz respeito ao estudo das plantas medicinais e suas aplica-
ções na cura das doenças.
Ela surgiu independentemente na maioria dos povos. Na China, por 
exemplo, surgiu por volta de 3000 a.C., quando o imperador Cho-
-Chin-Kei descreveu as propriedades do Ginseng e da Cânfora.
A partir dela as plantas que contêm princípios ativos são capazes de 
curar diversas doenças e foi a partir do reconhecimento destas pro-
priedades terapêuticas que se deu o surgimento da medicina alopática 
moderna.
12
História da fitoterapia
A utilização dos vegetais na prevenção e cura de doenças está regis-
tada toda a história da humanidade: as plantas foram o primeiro me-
dicamento do homem.
O descobrimento das propriedades curativas das plantas foi, no início, 
meramente intuitivo, tendo passado pela observação de animais que, 
quando doentes, buscavam nas ervas a cura para as suas afecções.
Desde o Egito antigo as plantas, assim como alguns metais e venenos 
de animais, eram utilizadas como medicamento. Ao todo foram encon-
trados pelo menos 700 tipos de drogas para uso medicinal relatados 
num papiro de 1.500 anos a.C. Os assírios, e os hebreus também cul-
tivavam estas plantas para a produção de tais drogas.
Em 1873, o egiptólogo alemão Georg Ebers encontrou um rolo de 
papiro. Após ter decifrada a introdução, foi surpreendido pela frase: 
“Aqui começa o livro relativo à preparação dos remédios para todas as 
partes do corpo humano”. Provou-se mais tarde que este manuscrito 
era o primeiro tratado médico egípcio conhecido.
De entre as plantas mais utilizadas pelos egípcios é indispensável ci-
tar: zimbro, semente de linho, funcho, alho, folha de sene e o lírio.
Já na antiga Grécia (460-377 a.C), Hipócrates, conhecido como o Pai 
da Medicina descreveu os conhecimentos médicos daquele tempo em 
13
seus escritos. Neles também haviam recomendações de uso e indica-
ções de plantas para cada tipo de doença.
A principal referência da qual se aproveitaram os países do ocidente 
derivam do grego Dioscórides . Em seu livro “De Matéria Médica”, ele 
descreveu 600 espécies de plantas, seguido de ilustração e indicação 
para uso.
Na China, as referências às plantas que têm sidoencontradas são an-
teriores á Dinastia Ming (1500 A.C). Registos das plantas e do seu uso 
têm sido encontradas nos “oráculos dos ossos”, os meios de gravação 
de informação naquele tempo.
Ainda hoje na China, a Fitoterapia é a principal terapêutica ensinada 
nas universidades de Medicina Tradicional Chinesa, sendo mais exer-
cida que a Acupunctura.
Na Índia, existiu uma civilização, os Vedas. Na sua medicina, denomi-
nada AYURVEDA, existem registos do uso da Fitoterapia há aproxima-
damente 4000 anos.
Situando a história da Índia nos seus períodos, o período Vedântico foi 
o momento em que se estabeleceram por escrito as bases da Medici-
na Tradicional Indiana, registadas por dois médicos cujas obras estão 
entre as maiores preciosidades da Fitoterapia. No período Bramânico 
foram feitas anotações de 1000 vegetais
Na Mesopotâmia, onde a fitoterapia era profundamente estudada e 
praticada, ocorreu no Vale Mesopotâmio provavelmente a primeira 
experiência na área da preparação de medicamentos, com a produção 
de Ópio.
Na Babilônia, nos seus famosos jardins suspensos, eram cultivadas 64 
espécies vegetais medicinais.
No entanto, a história e origem da fitoterapia são incertas, já que pes-
soas de diversas regiões do planeta já utilizavam as plantas como úni-
co recurso para tratar doenças.
Nos dias atuais, o estudo das plantas está muito difundido, originando 
o surgimento de diversos centros de pesquisa na área, principalmen-
te nas Faculdades de Farmácia, e a cada dia apresentam-se trabalhos 
científicos sobre as plantas, a sua composição e ação terapêutica.
14
A fitoterapia no Brasil
Os índios do Brasil já utilizavam as plantas para tratar doenças, e este 
conhecimento pôde ser enriquecido através dos anos, com a chegada 
dos escravos, jesuítas europeus e seus conhecimentos sobre as plan-
tas.
Curiosamente e para nosso benefícios, algumas das plantas descober-
tas naquela época ainda são utilizadas hoje pela botânica.
Vantagens da fitoterapia
A fitoterapia possui a vantagem de ser mais acessível ao público con-
sumidor, tanto pelo preço baixo quanto pela não necessidade de recei-
ta médica. As ervas medicinais também são fáceis de serem manipu-
ladas e as indicações de uso acompanham a embalagem do produto. 
Elas geralmente se encontram desidratadas, servem para infusões que 
devem ser tomadas ou, banhadas sobre partes do corpo.
15
O uso de plantas como remédio é tradição em vários estados. Em Bra-
sília, é comum as pessoas irem as feiras e comprar gengibre e alho 
para curar a gripe. Esses produtos foram testados em laboratórios. 
Fazendo parte da nova lista da Anvisa, com 43 medicamentos fitoterá-
picos à base de alimentos cujo efeito foi comprovado cientificamente, 
incluindo alho, alcachofra e gengibre.
Atualmente, a Anvisa reconhece 390 fitoterápicos, transformados pe-
las indústrias em cápsulas ou xaropes. A agência criou também uma 
nova categoria: a dos fitoterápicos tradicionais. São produtos feitos, 
por exemplo, com arnica, eucalipto e maracujá. Eles foram reconheci-
dos sem necessidade de pesquisas porque os efeitos medicinais já são 
consagrados há anos pela população.
“A gente gostaria de resgatar esse já vasto conhecimento sobre as 
plantas medicinais. Eles foram avaliados pela Anvisa, então você tem 
certeza da identificação e da qualidade daquele produto”, explica Ana 
Cecília Bezerra Carvalho, coordenadora de fitoterápicos da Anvisa.
Na hora de comprar um fitoterápico, não é preciso ter receita médica. 
Mas é importante a orientação de um profissional. Um médico acredi-
ta que os produtos naturais podem ajudar na recuperação de algumas 
doenças. “É uma fonte de saúde, um recurso inestimável para a saúde 
da gente e ao alcance da população”.
16
Entenda as diferenças
Medicamentos fitoterápicos:
• Feitos à base de plantas;
• Testados em laboratórios;
• Com adição de produto sintético.
Produtos fitoterápicos:
• Usados pela população há mais de 30 anos;
• Sem adição de produtos químicos;
• Não foram avaliados em laboratórios;
• Podem ser vendidos desidratados ou em pó;
• Encontrados sem adição de nenhuma química.
As ervas naturais quase nunca produzem efeitos colaterais significati-
vos quando usadas corretamente, o que acontece muito quando toma-
mos medicamentos manipulados de maneira farmacológica.
17
Benefícios da fitoterapia
Há diversos benefícios do uso da fitoterapia, pois ela é indicada para 
combater insônia, dor de cabeça, nervosismo, vermes intestinais, pro-
blemas de pele, gripe, tosse, dor de garganta impotência, melhora da 
circulação sanguínea e muitas outras enfermidades, além do emagre-
cimento. Algumas plantas são diuréticas e possuem propriedades que 
aceleram o metabolismo.
Um dos maiores benefícios da fitoterapia, e motivo pelo qual muitas 
pessoas têm se interessado pelo tratamento, é a forma natural utili-
zada para manipular as plantas. O processo utilizado pela fitoterapia 
é popular, e não farmacológico, o que significa que o produto desta 
manipulação é livre de elementos sintéticos.
Os elementos sintéticos, que constituem os medicamentos tradicio-
nais, potencializam a ação ativa da matéria prima contra as doenças 
oferecendo um prazo mais curto para a cura, mas podem oferecer 
também, dependência e reações adversas, que vão desde um descon-
forto estomacal a alergias na pele, entre outros sintomas típicos.
Já a atuação dos chás e outros tipos de preparos produzidos pela fi-
toterapia, possuem ação mais lenta no organismo, e oferecem me-
nos riscos de dependência química, enquanto as reações adversas são 
bem menos frequentes.
18
Cuidados da fitoterapia
O tratamento feito através da fitoterapia também possui algumas des-
vantagens, entre elas está a automedicação. Algumas plantas podem 
ser prejudiciais para quem tem pressão alta, por exemplo, ou para mu-
lheres em estado de gestação, essas, devem ser evitadas e indicadas 
somente por um terapeuta.
As plantas utilizadas em infusão para serem tomadas como chá, tam-
bém não são de todo inofensivas para a saúde. Elas podem causar 
reações alérgicas, ou estarem contaminadas por agrotóxicos e metais 
pesados. O ideal é conhecer a procedência de tais plantas antes de se 
tornar um consumidor do produto.
Outra desvantagem também, seria a demora na obtenção de resulta-
dos a partir deste tipo de tratamento. A percepção de algum benefício 
só poderia ser notado após meses do tratamento.
Qualquer pessoa pode recorrer ao tratamen-
to?
Segundo os especialistas, sim: a fitoterapia é recomendada de recém-
-nascidos a idosos. Porém, seu uso não pode ser indiscriminado. Afi-
nal, apesar de as plantas parecerem inofensivas, algumas são tóxicas 
e, se usadas em dosagem inadequada ou sem o acompanhamento, 
podem fazer mal. “É necessário suprir somente o que o organismo 
está necessitando para que a pessoa fique em seu melhor estado, com 
a mente clara, alegre e cheia de energia. Em doses erradas, a conse-
quência é o desequilíbrio”.
Quais são as maneiras de usar as plantas? 
O consumo pode ser feito por meio de infusão (chá), creme, pomada, 
comprimido, gel e até sabonete. Dependendo do caso indica-se um 
conjunto de vegetais. Apenas um deles mostra-se suficiente para ali-
viar os principais sintomas da doença, na maioria das vezes, ou seja, 
não precisa usar todos juntos.
19
Conheça a diferença entre infusão, decocção 
e cataplasma? 
Infusão
Uma das maneiras de se preparar o chá é conhecida com infusão. Esse 
processo é comum para receitas feitas com flores e folhas que são 
mais delicadas e precisam de cuidado. Na infusão, a erva é colocada 
em um recipiente de louça ou vidro. Depois, despeja-se água fervente 
sobre ela. Para extrair os princípios ativos, a mistura deve ser abafada 
por alguns minutos (varia conforme a planta utilizada). Após o tempo 
necessário, o chá é coado e pode ser consumido em seguida.
Decocção
Diferentemente da infusão, a decocção submete os ingrediente ao 
processo de cozimento a uma alta temperatura. Geralmente, utiliza-se 
esse métodoquando o chá é preparado com as partes mais duras da 
planta (raiz, semente ou casca). Os ingredientes são colocados em um 
recipiente que possa ir ao fogo (preferencialmente de vidro). Depois 
acrescenta-se água fria e o recipiente vai ao fogo, semitapado, por 
cerca de dez minutos. Em seguida, o chá deve descansar abafado por 
mais alguns minutos. A mistura é coada antes do consumo.
Cataplasma
Papa medicamentosa feita de farinhas, polpas ou pó de raízes e folhas 
que se aplica sobre alguma parte do corpo dolorida ou inflamada.
20
Qual melhor forma de se fazer o chá, erva 
ou saquinho?
Comparamos chás “iguais”, mas produzidos dessas duas formas dis-
tintas. A diferença é óbvia já à primeira vista. O sabor do chá produzi-
do através do método das ervas é muito melhor do que o chá produzi-
do pelo método do saquinho! Sem falar na aparência…
O chá que vem em saquinho tem uma qualidade muito inferior ao 
chá com as folhas inteiras. Antes de começar os estudos sobre chás, 
eu achava que era o mesmo chá, e que só vinha moidinho. Não! O 
21
processo é todo diferente. O chá, originalmente, é de produção manu-
al. O método original, chamado método ortodoxo, processa as folhas 
em diversas etapas diferentes. As folhas repousam para perder certa 
quantidade de água, são amassadas ou enroladas para liberar sabor, 
são secadas etc. Cada tipo de chá (branco, verde, oolong, preto etc) é 
preparado com um processo diferente.
A maioria dos chás de saquinho que encontramos no mercado (com 
exceção de saquinhos com ervas soltas dentro) utiliza o método CTC, 
que rasga e tritura as folhas para acelerar o processo de oxidação. 
Além de prejudicar muito o sabor do chá, durante esse processo, tam-
bém se perdem muitas das propriedades do chá.
Outro fator que diferencia bastante os dois tipos de fabricação é a 
quantidade de folhas utilizadas. Em um chá de qualidade superior, 
utiliza-se apenas as folhas mais jovens. Em geral, usa-se o botão da 
folha e as duas folhas mais jovens. Em alguns casos, até 5 folhas. Os 
chás brancos, por exemplo, utilizam apenas o botão da folha (razão 
por quê é um chá mais caro), podendo conter também mais uma ou 
duas folhinhas. Folhas mais jovens possuem mais sabor. Folhas mais 
velhas possuem menos sabor, e por isso não são utilizadas na fabrica-
ção de chás de qualidade superior. Ao comprar um chá a granel, você 
pode literalmente ver as folhas após a infusão (e consegue ver que são 
folhas pequenas). Já em um chá processado, não temos como saber 
quantas folhas foram utilizadas, ou mesmo se o chá contém também 
galhos e outros detritos.
22
A diferenciação começa já nas plantações de chá. São muitos os fato-
res que alteram a qualidade e o sabor de um chá (como ocorre com 
os vinhos, por exemplo): altitude da plantação, temperatura do local, 
ph do solo, quantidade de chuvas, mais ou menos sol no terreno. Por 
exemplo, quanto maior a altitude da plantação, melhor é a qualidade 
do chá. Ao estudar e degustar chás na Ásia, pude perceber nitidamen-
te essa diferença – de aparência das folhas, qualidade e preço!
Todos esses fatores são observados e classificam até os chás a granel 
em diferentes subcategorias (o assunto é extenso!). São tantos os cui-
dados (e custo) com o cultivo, a colheita, o processo, que as plantações 
de chá que produzem chá de qualidade não fazem chá em saquinho. 
Seria desperdício… Em geral, na Ásia existem plantações cujas folhas 
são utilizadas apenas para chá de saquinho. O cuidado é certamente 
menor.
Mais um fator que altera a qualidade do chá é a utilização de aro-
matizantes. Eles costumam “esconder” o sabor do chá. Assim, fica 
mais difícil saber se a qualidade do produto é realmente boa. Mas os 
aromatizantes não são utilizados apenas pelos fabricantes de chá de 
saquinho. Também existem blends de chá a granel sendo produzidos 
com aromatizante. Esse é um costume europeu, também difundido na 
América. Na Ásia, a grande maioria do chá produzido e consumido é 
puro. Mas também existem alguns blends tradicionais, com frutas, flo-
res e especiarias. No máximo, utilizam essência de alguma flor (como 
o famoso chá verde com jasmim), mas não aromatizantes artificiais.
23
Porque eu devo confiar na cura pelos chás?
O chá é tradicionalmente usado nos seus países de origem como uma 
bebida benéfica à saúde em vários aspectos. Recentemente, cientistas 
têm se dedicado aos estudos dos efeitos do chá sobre o organismo, 
bem como a conhecer melhor as substâncias que promovem esses 
efeitos. Todos os tipos de chá possuem praticamente as mesmas subs-
tâncias, porém em concentrações muito diferentes devido aos proces-
sos de preparação. 
Porque são chás feitos de ervas naturais, onde você sabe exatamente 
como está sendo preparada tal medicação, diferente das que compra-
mos em farmácias, e quando usados da maneira correta tem tantos 
benefícios como os manipulados. 
Salientamos que o excesso de consumo, ou o consumo de chá mal 
conservado ou mal preparado, têm também efeitos negativos para a 
saúde.
Mas, em geral, pode-se dizer que o chá tem sobretudo efeitos benéfi-
cos, porque todas estas substâncias têm efeitos benéficos se ingeridas 
em pequenas quantidades.
Vou deixar, abaixo, dois estudos científicos que comprovam os efeitos 
dos chás no combate a doenças:
24
O uso de plantas medicinais
Foram realizadas 263 entrevistas, destas 151 usam plantas medici-
nais (57,41%) e fizeram 19 citações de espécies diferentes, perten-
centes à 16 famílias. Dos que usam plantas medicinais, 93,37% con-
sideraram utilizar o chá como medicamento e 6,63% alegaram fazer 
a utilização do mesmo como alimento. Dentre as espécies citadas, 7 
são referidas na resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(ANVISA), que regulamentou uma lista de várias plantas medicinais 
de uso tradicional com efeito comprovado cientificamente, além das 
formas corretas de uso e contra-indicação das mesmas. Dentre os 151 
entrevistados, 96 foram mulheres (63,57%)
A espécie mais citada pelos entrevistados foi a erva-cidreira (Lippia 
alba (Mill) N. E. Br., Verbenaceae) com 113 citações, seguida por hor-
telã (Mentha sp., Lamiaceae) com 90 citações, capim-santo (Cymbo-
pogon citratus (DC) Stapf., Poaceae) citado 48 vezes, erva-doce (Pim-
pinella anisum L., Apiaceae) com 25 citações, camomila (Matricária 
recutita L., Asteraceae) citada 23 vezes, boldo (Plectranthus barbatus 
Andrews, Lamiaceae) com 20 citações, eucalipto (Eucalyptus globulus 
Labill., Myrtaceae) citado 11 vezes, alfavaca (Ocimum basilicum L., 
Lamiaceae), quebra-pedra (Phylantus niruri L., Phyllanthaceae) e la-
ranjeira (Citrus sinensis (L.) Osbeck., Rutaceae) com 6 citações cada.
A forma de preparo correto das plantas medicinais deve ser levado em 
consideração devido aos diferentes óleos essenciais voláteis presentes 
nas folhas e outros órgãos da planta. A forma de preparo mais utiliza-
da pela população de Quixadá é o chá.
Com relação ao uso dos chás, diante da pesquisa ficou claro que a 
maioria das pessoas afirmou que faz o uso desses chás casualmente, 
mas um bom número informou que faz o uso semanal e diário (27%).
A forma correta de preparo de chás é através de infusão, no entanto, 
a maioria dos entrevistados (80%) alegaram cozinhar as partes para a 
produção de chá, o que não é o correto, por esse motivo, muitos dos 
óleos essenciais tenham perdido a sua função. Esse também pode ser 
o motivo pelo qual os riscos de toxidade diminuam.
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Com relação ao uso associado de medicamentos químicos e naturais, 
12,9% usam os dois ao mesmo tempo, mostrando-nos que a maioria 
não fazem esse uso em concomitância, por temerem que essa associa-
ção cause algum dano ao organismo.
Quanto à dosagem a ser tomada, 82% afirmaram tomar de 1 a 2 xíca-
ras ao dia, 10% de 2 a 3 xícaras ao dia e 8% alegaram tomar a quanti-
dade que achar necessário, podendo ultrapassar 4 xícaras ao dia.
As doenças mais tratadas com as plantas medicinais pelos entrevista-
dos foram: insônia, dores, inflamações, ansiedade e problemasesto-
macais.
Conclusão da Pesquisa 
Os resultados obtidos permitiram concluir que: o uso de plantas me-
dicinais é muito frequente; os maiores usuários de chás são mulheres; 
os chás são usados com maior frequência para cura ou prevenção de 
doenças.
Para ler o artigo completo, acesse este site:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-05722015000300407&lang=pt
O uso de plantas medicinais pelos idosos
O consumo de plantas medicinais tem base na tradição familiar e tor-
nou-se prática generalizada na medicina popular. Os resultados das 
entrevistas mostraram que todos os idosos conheciam, das vinte plan-
tas medicinais apresentadas, a babosa, a camomila, a erva-cidreira, a 
macela, a malva, a manjerona, a noz-moscada, a pata-de-vaca e a sál-
via. Além disso, 94% dos mesmos faziam o uso de plantas medicinais, 
sendo que 71,4% destes, utilizavam frequentemente, enquanto 94,2% 
foram influenciados principalmente pelos familiares (pais e avós). As 
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plantas medicinais consumidas diariamente pelos idosos eram a erva-
-cidreira (48,6%), a malva (34,3%), o quebra-pedra (34,1%), a sálvia 
(25,7%), a camomila (22,9%), o guaco (20%), a carqueja e a macela 
(14,3%), a pata-de-vaca e o alecrim (8,6%) e a babosa (2,9%), prepa-
radas na forma de chá (decocção) ou infusão.
Considerando que diversos estudos comprovam que as plantas me-
dicinais têm alto valor terapêutico e possuem propriedades reconhe-
cidas de cura, prevenção, diagnóstico ou tratamento de sintomas de 
doenças (Arnous et al., 2005; Cunha et al, 2010; Guedes et al., 2012), 
seu uso é benéfico e recomendado.
Foi realizada uma entrevista de grupo focal no mês de agosto de 2010, 
de acordo com as normas estabelecidas pelo Comitê de Ética em Pes-
quisa Envolvendo Seres Humanos (CEPEH). Foi apresentado, aos ido-
sos, amostras de 20 espécies de plantas medicinais in vivo: alcachofra 
(Cynara scolymus L.), alecrim (Rosmarinus officinalis L.), arruda (Ruta 
gravenolens L.), babosa (Aloe vera L.), boldo-da-terra (Plectranthus 
barbatus Andrews), camomila (Matricária chamomila L.), carqueja 
(Baccharis trimera Less), erva-cidreira (Melissa officinalis L.), fun-
cho (Foeniculum vulgare Gaetn), gengibre (Zingiber officinale Ros-
coe), guaco (Mikania glomerata Spreng), hortelã (Mentha piperita L.), 
macela (Achyrocline satureoides Lam.), malva (Malva silvestris L.), 
manjerona (Origanum majorona L.), noz-moscada (Myristica fragans 
Houtt), orégano (Origanum vulgare L.), pata-de-vaca (Bauhinia forfi-
cata Link), quebra-pedra (Phyllanthus niruri L.) e sálvia (Salvia offici-
nalis L.).
Dos idosos entrevistados, 94,3% utilizavam plantas medicinais para 
tratar suas enfermidades, sendo que somente 5,7% não faziam este 
uso. Inclusive, 71,4% utilizavam plantas medicinais frequentemente/
diariamente, e somente 22,9% raramente, enquanto 5,7% nunca as 
empregavam.
Das plantas medicinais apresentadas aos idosos, todos (100%) conhe-
ciam a babosa, a camomila, a erva-cidreira, a macela, a malva, a man-
jerona, a noz-moscada, a pata-de-vaca e a sálvia. Cerca de 94,3% re-
conheceram a carqueja, 91,4% o alecrim e a hortelã, 88,6% o funcho, 
85,7% a arruda e o guaco, 80% o orégano, 74,3% a alcachofra, 71,4% 
o boldo, 62,9% o gengibre e 51,4% a quebra-pedra.
Os idosos negaram obter algum problema após o uso das plantas me-
dicinais.
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Quando os idosos foram questionados sobre o uso diário das plan-
tas medicinais, as plantas citadas foram: a erva-cidreira (48,6%), a 
malva (34,3%), a quebra-pedra (34,1%), a sálvia (25,7%), a camomila 
(22,9%), o guaco (20%), a carqueja e a macela (14,3%), a pata-de-vaca 
e o alecrim (8,6%) e a babosa (2,9%).
Conclusão da Pesquisa
Desta forma, os resultados do presente estudo demonstram que os 
idosos do possuem ótimo conhecimento sobre as plantas medicinais, 
em termos de reconhecimento e forma de preparação. Além disso, o 
consumo frequente das plantas medicinais, destaca que esta cultura 
popular ainda prevalece nesta faixa etária e região do Brasil. Assim, 
informações acerca das plantas medicinais devem ser disponibilizadas 
para a população, em especial a mais idosa, enfatizando os modos de 
cultivo e colheita, através de técnicas desconhecidas por eles, e a me-
lhor forma de utilização de cada espécie medicinal, estimulando ainda 
mais seu uso, dentro de critérios que evitem prejuízos para a saúde.
Para ler o artigo completo, acesse este site:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-05722013000500002&lang=pt
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Verdades e 
Mitos sobre 
chás 
Verdades 
• Os chás podem 
proteger o coração: 
ingerir regularmente 
os chás verde, branco 
ou preto, ajuda na pre-
venção e controle de doen-
ças cardiovasculares.
• Beber chá emagrece: alguns pos-
suem propriedades termogênicas, como é o caso do gengibre, que 
aumentam o metabolismo do corpo. Outros ainda possuem flavo-
noides, capazes de atuar na regulação da queima de gorduras e 
aumentar a queima de calorias.
• Existem chás que combatem à insônia: infusões a base de erva 
doce, camomila ou maracujá, ajudam no relaxamento do corpo e 
contribuem para a qualidade do sono. Assim como o café, alguns 
chás possuem cafeína, por isso, não exagere nas doses.
• Chás são usados contra o envelhecimento precoce: muitos chás, 
como o de Camellia, por exemplo, são ótimas fontes de catequinas 
e polifenóis, substâncias antioxidantes que agem no combate aos 
radicais livres responsáveis pelo envelhecimento das células.
• Não se deve ingerir o mesmo chá por muito tempo: em longos 
períodos, o corpo se acostuma com as substâncias dos chás e para 
de reagir. O ideal é não ultrapassar um mês com a mesma bebida.
• Gestantes devem ter cuidado com alguns chás: algumas bebi-
das têm propriedades abortivas, por isso, certos tipos de chás não 
são indicados na gravidez.
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Mitos 
• Chás podem acompanhar as refeições: o consumo de chás du-
rante ou após o almoço e o jantar não é recomendado. A bebida 
pode conter substâncias que atrapalham a digestão ou inibem o 
corpo de absorver o ferro presente nos alimentos.
• Beber chá sem moderação: como qualquer outra bebida, ingerir 
chá excessivamente não faz bem à saúde. De forma exagerada, 
alguns chás podem ter efeito contrário e ainda levar à problemas 
de saúde. O ideal é ingerir de 3 a 5 xícaras por dia.
• Chás substituem a água: nenhuma substância é capaz de subs-
tituir a água em relação à hidratação do corpo humano.
• A proporção da erva e da água são indiferentes: não ter aten-
ção às medidas corretas muitas vezes atrapalha o funcionamento 
dos chás. É preciso seguir o modo de preparo corretamente, bem 
como o tipo e tempo de fervura recomendados.
• Chá quente queima gordura: a temperatura da bebida não in-
tervém nesse processo. O que traz melhores resultados são suas 
propriedades.
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Curiosidades sobre os chás: 
1 Na antiga China e Sibéria, o chá era muitas vezes utilizado 
como moeda de troca, tendo um valor tão elevado como o próprio 
dinheiro.
2 A segunda bebida mais consumida no mundo depois da água, 
estima-se que diariamente são saboreadas mais de 3 biliões de chá-
venas de chá.
3 Os países considerados os maiores consumidores de chá no 
mundo são a Índia, Paquistão, Bangladesh, Sri Lanka, Turquia, Mar-
rocos, Rússia, China, Irlanda, Estados Unidos da América e Reino 
Unido.
4 Com vários benefícios em termos de saúde, o chá é um supres-
sor de apetite natural, faz bem ao coração e ajuda a equilibrar o 
colesterol.
5 Num dia de trabalho, uma pessoa com experiência na apanha 
das folhas de chá pode recolher cerca de 32 quilos de chá, o que dá 
para preparar 14 mil chávenas de chá.
6 Em termos de benefícios de saúde e sabor irrepreensível, o chá 
solto é melhor do que o chá em saqueta. 
7 O chá pode ser utilizado para aliviar queimaduras e escaldões 
– basta colocar saquetas de chá molhadas na área afetada, afixan-
do-os com um pouco de gaze se necessário.
8 Existem dezenas de idiomas no mundo que designam a palavra 
chá como “cha”. 
9 Existem 4 principais tiposde chá – preto, branco, verde e oo-
long – mas cada um tem centenas de subtipos.
10 Uma chávena de chá branco tem a mesma quantidade de antio-
xidantes que 10 copos de sumo de maçã.
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11 Um chá que já passou o seu prazo de validade pode ser utiliza-
do para fertilizar as plantas ou como inibidor de odores no frigorífi-
co.
12 A China e a Índia são os maiores produtores de chá no mundo.
13 Durante a 2ª Guerra Mundial, os soldados britânicos faziam 
uma pausa nas batalhas para saborearem uma chávena de chá.
14 No Tibete, o chá é praticamente considerado uma bebida sa-
grada.
15 Vários estudos científicos apontam para o facto dos homens em 
países asiáticos que consomem chá verde regularmente apresenta-
rem menos casos de câncer da próstata.
16 O chá preto é o tipo de chá mais produzido, consumido e expor-
tado em todo o mundo.
17 A maioria da cafeína existente no chá é liberada após os pri-
meiros 30 segundos de infusão, o que significa que quem pretende 
um chá com menos cafeína, pode deitar fora essa água e acrescen-
tar água quente fresca. 
18 O termo “colher de chá” tem tudo a ver com chá – como o ta-
manho da colher era perfeito para medir chá solto, ficou conhecida 
como “teaspoon” ou colher de chá.
19 O saquinho de chá mais caro foi produzido pela empresa bri-
tânica PG TIPS em comemoração ao seu 75º aniversário e continha 
uma edição limitada de folhas de chá Premium e 280 diamantes.
20 Os chás caseiros tendem a ser mais suaves no nosso organis-
mo, enquanto os remédios costumam agir de forma mais agressiva.
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21 Quer viajar e não consegue ficar sem tomar seu chá? Veja como 
ele é chamado ao redor do mundo:
• Thee ( Holanda )
• Thé ( França )
• Tea ( Hungria / Inglaterra ) 
• Herbata ( Polônia )
• Te ( Suécia )
• Çay ( Turquia )
• Cha ( China e Japão )
• Tee ( Alemanha )
• Tè ( Itália )
• Chá ( Brasil / Portugal )
• Chai ( Rússia )
• Té ( Espanha)
	O Autor
	A medicina da doença
	O que é o chá?
	Os benefícios do chá
	Consumir hoje e sempre 
	Você já ouviu falar em fitoterapia?
	História da fitoterapia
	A fitoterapia no Brasil
	Vantagens da fitoterapia
	Entenda as diferenças
	Benefícios da fitoterapia
	Cuidados da fitoterapia
	Qualquer pessoa pode recorrer ao tratamento?
	Quais são as maneiras de usar as plantas? 
	Conheça a diferença entre infusão, decocção e cataplasma? 
	Infusão
	Decocção
	Cataplasma
	Qual melhor forma de se fazer o chá, erva ou saquinho?
	Porque eu devo confiar na cura pelos chás?
	O uso de plantas medicinais
	Conclusão da Pesquisa 
	O uso de plantas medicinais pelos idosos
	Conclusão da Pesquisa
	Verdades e Mitos sobre chás 
	Verdades 
	Mitos 
	Curiosidades sobre os chás:

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