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EQUIPE MULTIDISCIPLINAR PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS 
(EMERER) - 2025 PLANO DE AÇÃO 
1. IDENTIFICAÇÃO 
Instituição de ensino: Colégio Cívico Militar Ivan Ferreira do Amaral Filho 
Município: Campina Grande do Sul 
NRE: Área Metropolitana Norte 
Componentes da EMERER: Michele Pereira Lima, Caroline Baptista de Lara, Ivone Moura dos Santos Camilo, Maria Roseli Correa, 
Suley Benedita Weller, Rosangela Bastos Miranda, Emili Camili Castilho de Oliveira, Eric Dion Grzeszczyszyn da Silva, Andreia 
Vasconcelos Farias, Erica Jaine Oliveira Skrepec, Ozeni Cano Sa e Flademir Evangelista de Mattos. 
Estudantes: Rafaely Vitoria Calixto de Oliveira e Gabrielle Alice Panzarini. 
Coordenador/a da EMERER: Andreia Vasconcelos Farias 
 
 
2. JUSTIFICATIVA 
A educação para as relações étnico-raciais é um direito garantido pela Lei nº 10.639/03, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional (LDB), e pela Lei nº 11.645/08, que torna obrigatória a inclusão da temática nos currículos escolares. A ausência 
de abordagens que contemplem a história, cultura e contribuição das populações negras e indígenas no Brasil reforça a invisibilidade 
dessas culturas e perpetua estereótipos raciais prejudiciais. 
O ambiente escolar deve ser um espaço seguro e inclusivo, onde todas as formas de diversidade sejam respeitadas e valorizadas. No 
entanto, muitos alunos ainda se deparam com comentários racistas, muitas vezes disfarçados de "piadas" ou "brincadeiras", que, 
 
embora não tenham a intenção explícita de prejudicar, perpetuam estereótipos raciais prejudiciais e contribuem para a marginalização 
de grupos étnico-raciais. 
Esses comentários, embora esparsos e, muitas vezes, considerados "inofensivos", reforçam uma cultura de desrespeito que pode 
afetar negativamente o ambiente escolar, especialmente para alunos negros, indígenas e de outras etnias. Tais atitudes, se não 
tratadas adequadamente, podem gerar um clima de desconforto, insegurança e exclusão, prejudicando o bem-estar emocional e o 
desenvolvimento acadêmico dos estudantes. 
Este plano de ação é uma resposta direta à necessidade urgente de transformar esse ambiente. A proposta é estabelecer uma postura 
educativa e preventiva, de forma que todos os membros da comunidade escolar (alunos, professores e funcionários) compreendam 
que a educação antirracista não se limita à luta contra o racismo explícito, mas também deve combater as formas sutis de 
discriminação, como as "piadas racistas", que são frequentemente naturalizadas no cotidiano escolar. 
 
 
 
3. OBJETIVO GERAL 
 
Desenvolver práticas de positivação e conscientização que efetivem a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e Indígena, assim como da Lei 
Federal nº 10.639/03 e da Lei Federal nº 11.645/08. 
 
 
3.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
● Incentivar a pesquisa e o protagonismo estudantil no desenvolvimento de projetos e ações educativas que abordem a história e 
as culturas afro-brasileiras e indígenas, com ênfase na promoção de uma educação que desconstrua estereótipos e contribua 
 
para a formação de cidadãos críticos e conscientes de sua identidade. 
● Fortalecer a integração entre teoria e prática por meio da realização de atividades que envolvam as produções dos estudantes 
sobre temas étnico-raciais, como o combate ao racismo religioso e a valorização da culinária tradicional, utilizando plataformas 
digitais para disseminar conhecimento e engajamento da comunidade escolar, ampliando o impacto das iniciativas. 
● Desenvolver e implementar práticas pedagógicas inclusivas que incorporem a temática das culturas afro-brasileira e indígena em 
diversas áreas do conhecimento, buscando sensibilizar estudantes, professores e funcionários para a importância de respeitar e 
celebrar as diferentes identidades culturais presentes na sociedade brasileira. 
 
 
 
4. PLANEJAMENTO DAS AÇÕES 
EIXO 01 – Currículo e Projeto Político-Pedagógico 
● Coordenação de uma campanha contra o racismo religioso elaborada pelos (as) estudantes dos 7º anos e divulgação das 
produções nas redes sociais da instituição escolar; 
● Mostra de receitas e pratos típicos do Brasil Imperial, com a intencionalidade de promover a valorização dos saberes 
culinários afro-brasileiros, indígenas e populares por meio do resgate de receitas e pratos típicos do Brasil Imperial, e refletir 
sobre as contribuições invisibilizadas dos povos escravizados e indígenas na formação da identidade alimentar brasileira; 
● Participação dos (as) estudantes na OBAPO- Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários (OBAPO) e 
premiação interna dos (as) discentes que obtiverem os melhores resultados em um evento na quadra poliesportiva; 
● Planejamento e seleção interna de práticas para submissão ao selo Enedina Alves Marques; 
 
 
 
 
EIXO 02 – Recursos de mídias e materiais didático-pedagógicos 
● Elaboração de podcasts estudantis sobre personalidades negras que foram invisibilizadas na história nacional; 
● Acesso dos estudantes e comunidade escolar a livros que tratem positivamente a questão racial, que destaque 
personagens negros/as ou indígenas numa perspectiva afirmativa e representativa, que contribua na educação para as 
relações étnico-raciais no cotidiano escolar e leitura das obras literárias nas aulas de Arte e Ensino Religioso; 
● Oficina de escrita criativa destinadas às turmas de sexto ano relacionada a valorização dos cabelos crespos e cacheados; 
● Leitura orientada nas aulas de Projeto de Vida de trechos da obra literária Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus e 
preenchimento de uma ficha de análise. 
 
 
 
EIXO 03 – Gestão e espaço físico 
● Composição da EMERER dentro do prazo estipulado em orientações encaminhadas pela SEED, bem como a realização 
de ações pedagógicas durante o ano letivo, de forma recorrente. 
● Participação no IV SIMPÓSIO VIRTUAL DE ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES EM RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E 
DIVERSIDADE: "SABERES, CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS PARA A PROMOÇÃO DA INCLUSÃO E JUSTIÇA SOCIAL, 
organizado pelo Instituto Federal do Paraná- Campus Campo Largo. 
● Inscrição e participação na II e III Jornada de História e Cultura Indígena, Africana e Afrobrasileira; 
● Submissão de prática exitosa para o selo Enedina. 
 
 
 
5. ESTRUTURAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DAS AÇÕES 
Ações a serem 
desenvolvidas 
durante o ano letivo 
Encaminhamentos das ações Responsáveis Atores envolvidos Estratégias 
utilizadas 
Material de 
apoio 
Duração Resultados 
esperados 
 
Coordenação de uma 
campanha contra o 
racismo religioso 
elaborada pelos (as) 
estudantes dos 7º anos 
e divulgação das 
produções nas redes 
sociais da instituição 
escolar; 
Os(as) estudantes 
participarão de rodas de 
conversa, análise de 
vídeos e leitura de textos 
informativos sobre 
diversidade religiosa, 
liberdade de culto e 
manifestações de racismo 
religioso no Brasil. 
Em grupos, os(as) 
alunos(as) elaborarão 
materiais diversos 
(cartazes digitais, vídeos 
curtos, frases de impacto, 
ilustrações e textos 
reflexivos) com 
mensagens de respeito e 
valorização da 
diversidade religiosa. 
Os trabalhos produzidos 
serão revisados por 
professores(as) e equipe 
pedagógica para garantir 
adequação à proposta, 
qualidade da informação 
e linguagem respeitosa. 
 
 
Professores(as) de História, 
Ensino Religioso e Língua 
Portuguesa: Condução das 
atividades em sala, 
mediação dos debates e 
orientação das produções 
dos(as) alunos(as). 
 
Grêmio Estudantil:Curadoria 
e publicação dos materiais 
nas redes sociais 
institucionais, assegurando 
linguagem inclusiva e 
respeito à diversidade. 
 
Estudantes dos 7º anos: 
Protagonistas da campanha, 
responsáveis pelas 
pesquisas, debates e criação 
dos materiais de 
sensibilização. 
 
Demais membros da 
comunidade escolar: 
Envolvimento nas ações de 
sensibilização e valorização 
da diversidade,com possível 
participação em atividades 
de culminância (ex: 
exposições, debates, rodas 
de conversa). 
Criação de 
materiais 
visuais 
(cartazes, 
banners, 
ilustrações) e 
audiovisuais 
(vídeos curtos, 
podcasts, 
animações) 
que abordem o 
tema de 
maneira 
acessível e 
envolvente. 
Cartilha: 
RACISMO 
religioso: 
novas 
lentes às 
violações 
relacionada
s à 
crescente 
tensão 
entre 
liberdade 
religiosa e 
liberdade 
de 
expressão 
e crença. 
 
 
A 
campanh
a contra o 
racismo 
religioso 
terá 
duração 
de quatro 
semanas, 
distribuíd
as ao 
longo de 
um mês 
letivo 
A campanha 
contra o 
racismo 
religioso 
pretende 
gerar 
conscientizaç
ão entre 
os(as) 
estudantes 
sobre a 
importância 
da liberdade 
de crença e o 
combate à 
intolerância. 
Espera-se o 
fortalecimento 
de uma 
cultura 
escolar mais 
inclusiva e 
respeitosa, 
com 
protagonismo 
juvenil na 
promoção dos 
direitos 
humanos. A 
produção de 
materiais 
educativos e 
sua 
divulgação 
nas redes 
sociais deve 
ampliar o 
diálogo com a 
comunidade 
escolar, 
 
incentivando 
práticas 
pedagógicas 
contínuas 
voltadas à 
valorização 
da 
diversidade 
religiosa. 
Mostra de receitas e 
pratos típicos do Brasil 
Imperial, com a 
intencionalidade de 
promover a valorização 
dos saberes culinários 
afro-brasileiros, 
indígenas e populares 
por meio do resgate de 
receitas e pratos típicos 
do Brasil Imperial, e 
refletir sobre as 
contribuições 
invisibilizadas dos 
povos escravizados e 
indígenas na formação 
da identidade alimentar 
brasileira; 
 
Será realizada uma Mostra 
de Receitas e Pratos 
Típicos do Brasil Imperial, 
com a participação dos(as) 
estudantes na pesquisa, 
preparação e apresentação 
de alimentos que resgatem 
saberes culinários 
afro-brasileiros, indígenas e 
populares. A atividade tem 
como objetivo valorizar as 
contribuições históricas e 
culturais desses grupos, 
frequentemente 
invisibilizadas, na formação 
da identidade alimentar 
brasileira. A mostra será 
organizada em formato 
expositivo e degustativo, 
com cartazes, falas 
explicativas e produções 
textuais que contextualizem 
os pratos apresentados. 
 
Os estudantes serão os 
protagonistas do projeto: 
realizarão pesquisas sobre 
receitas e sua história, 
elaborarão cartazes e textos 
explicativos, prepararão ou 
apresentarão os pratos 
escolhidos e participarão de 
rodas de conversa para refletir 
criticamente sobre escravidão, 
colonialismo e o apagamento 
cultural das contribuições 
africanas e indígenas na 
formação da culinária brasileira. 
Os professores de História irão 
contextualizar o Brasil Imperial e 
as influências africanas e 
indígenas na alimentação; os de 
Geografia abordará rotas 
comerciais e ingredientes; o de 
Língua Portuguesa orientará a 
produção textual e a 
comunicação oral; os de Arte 
apoiará a criação de cartazes e 
Na realização da 
Mostra de 
receitas e pratos 
típicos do Brasil 
Imperial, serão 
utilizadas 
estratégias como 
pesquisa 
orientada sobre 
receitas 
tradicionais e 
suas origens, 
oficinas 
interdisciplinares 
com diferentes 
áreas do 
conhecimento 
para 
contextualização 
histórica e 
cultural, e 
produção de 
materiais 
educativos como 
cartazes e textos 
explicativos. 
CÂMARA 
CASCUDO
, Luís. 
História da 
alimentaçã
o no Brasil. 
Global 
Editora e 
Distribuidor
a Ltda, 
2017. 
A Mostra 
terá 
duração 
total de 
três 
semanas, 
com a 
realização 
das 
atividades 
dividida 
em etapas. 
Na 
primeira 
semana, 
os 
estudantes 
iniciarão 
as 
pesquisas 
sobre as 
receitas e 
o contexto 
histórico 
do Brasil 
Imperial. 
Espera-se que, 
ao final da 
Mostra de 
receitas e 
pratos típicos 
do Brasil 
Imperial, os 
estudantes 
tenham 
ampliado seu 
conhecimento 
histórico e 
cultural sobre 
as contribuições 
afro-brasileiras, 
indígenas e 
populares na 
formação da 
culinária 
nacional. Eles 
desenvolverão 
habilidades de 
pesquisa, 
comunicação e 
trabalho 
 
cenografia; o de Ciências ou 
Biologia trabalhará com plantas e 
ingredientes nativos; 
 
Também serão 
promovidas rodas 
de conversa e 
debates para 
reflexão crítica 
sobre racismo 
estrutural e 
apagamento 
cultural. Será 
incentivada a 
participação 
comunitária, com 
familiares e 
convidados 
especiais 
compartilhando 
saberes, além da 
organização de 
uma Mostra 
aberta para 
socialização dos 
resultados com 
toda a 
comunidade 
escolar e local. 
Na 
segunda 
semana, 
serão 
desenvolvi
dos os 
materiais 
educativos
, como 
cartazes, 
textos 
explicativo
s e 
ensaios 
para 
apresentaç
ão oral. Já 
na terceira 
semana, 
ocorrerá a 
organizaçã
o da 
Mostra, 
incluindo a 
exposição 
dos pratos, 
apresentaç
ões dos 
alunos e 
atividades 
abertas à 
comunidad
e escolar. 
Esse 
coletivo, além 
de fortalecerem 
o respeito e a 
valorização da 
diversidade 
cultural 
presente no 
Brasil. 
 
 
cronogram
a poderá 
ser 
ajustado 
conforme 
as 
necessida
des da 
escola e o 
envolvime
nto das 
turmas 
participant
es. 
Elaboração de 
podcasts estudantis 
sobre personalidades 
negras que foram 
invisibilizadas na 
história nacional; 
Será realizada a elaboração 
de podcasts estudantis 
sobre personalidades 
negras invisibilizadas na 
história nacional. Os 
estudantes pesquisarão 
suas vidas e contribuições, 
produzirão roteiros e 
aprenderão técnicas de 
gravação e edição. Os 
podcasts serão divulgados 
para a comunidade escolar, 
ampliando o 
reconhecimento das 
narrativas afro-brasileiras 
Os principais responsáveis pela 
elaboração dos podcasts serão 
os estudantes, que irão conduzir 
as pesquisas, roteirização, 
gravação e edição dos 
conteúdos. Os professores, 
especialmente de História, 
Português e Artes, terão o papel 
de orientar e apoiar os alunos 
durante todas as etapas do 
processo, oferecendo subsídios 
teóricos e técnicos. A equipe 
pedagógica e a coordenação 
escolar serão responsáveis pela 
organização logística, 
disponibilização de recursos 
tecnológicos e articulação com a 
comunidade escolar para 
divulgação dos podcasts. 
Os estudantes 
realizarão 
pesquisas sobre 
personalidades 
negras 
invisibilizadas, 
utilizando fontes 
confiáveis. 
Participarão de 
oficinas para 
aprender a 
roteirizar, gravar 
e editar podcasts, 
desenvolvendo 
habilidades 
técnicas. 
Também 
ocorrerão 
debates e rodas 
Enciclopédi
a Negra A 
elaboração 
dos 
podcasts 
durará 
cerca de 
quatro 
semanas, 
incluindo 
pesquisa, 
oficinas de 
produção, 
gravação, 
edição e 
divulgação 
para a 
comunidad
e escolar, 
com 
Espera-se que 
os estudantes 
ampliem o 
conhecimento 
sobre 
personalidades 
negras 
invisibilizadas, 
desenvolvam 
habilidades de 
pesquisa e 
produção 
audiovisual, e 
que a 
comunidade 
escolar 
aumente a 
valorização da 
cultura 
 
de conversa para 
refletir sobre 
representatividad
e negra e o 
apagamento 
histórico. 
 
momentos 
de reflexão 
e debate 
sobre os 
temas 
abordados. 
 
afro-brasileira e 
a reflexão sobre 
representativida
de. 
 
Oficina de escrita 
criativa destinadas às 
turmas de sexto ano 
relacionada a 
valorização dos 
cabelos crespos e 
cacheados; 
 
 
Será realizada uma oficina 
de escrita criativa com as 
turmas do sexto ano, 
focada na valorização dos 
cabelos crespos e 
cacheados. Os estudantes 
expressarão suas 
experiências por meio de 
poesias, contos ou 
crônicas, enquanto 
participam de dinâmicas 
sobre autoestima e 
representatividade. 
 
Os principais responsáveis serão 
os professores de Língua 
Portuguesa, que orientarão a 
produção textual e conduzirão as 
atividades da oficina. A equipe 
pedagógica apoiará na 
organização e logística, 
enquanto a coordenação escolar 
facilitará recursos e espaços 
para a realização. Os estudantes 
das turmas do sexto ano serão 
os protagonistas na criação dos 
textos, e a comunidade escolar 
participará como público e 
incentivadora da valorização da 
diversidade capilar. 
Serão adotadas 
estratégias que 
incluem 
dinâmicas de 
grupo para 
promover a 
reflexão sobre 
autoestima e 
diversidade 
capilar, leituras 
de textos e 
poesiasque 
valorizem cabelos 
crespos e 
cacheados, além 
de discussões 
guiadas sobre 
representatividad
e e padrões 
estéticos. Os 
estudantes serão 
estimulados a 
produzir textos 
literários, como 
poesias, contos e 
crônicas, 
Curta-metr
agem: Hair 
Love 
(2018) 
A oficina 
de escrita 
criativa 
terá duas 
semanas 
de 
duração. 
Espera-se que 
os estudantes 
fortaleçam a 
autoestima e a 
valorização da 
identidade 
pessoal, 
reconhecendo a 
beleza e a 
diversidade dos 
cabelos crespos 
e cacheados. 
Além disso, 
desenvolverão 
habilidades de 
escrita criativa e 
expressão 
literária, 
aprimorando a 
capacidade de 
comunicar suas 
experiências e 
opiniões. 
 
expressando 
suas vivências e 
opiniões. 
Leitura orientada nas 
aulas de Projeto de 
Vida de trechos da 
obra literária Quarto de 
Despejo, de Carolina 
Maria de Jesus e 
preenchimento de uma 
ficha de análise. 
Será realizada uma leitura 
orientada, nas aulas de 
Projeto de Vida, de trechos 
da obra Quarto de Despejo, 
de Carolina Maria de Jesus. 
Após a leitura, os 
estudantes preencherão 
uma ficha de análise para 
refletir sobre os temas 
abordados e aprofundar a 
compreensão do contexto 
histórico e social da obra. 
 
Os responsáveis pela leitura 
orientada e pela aplicação da 
ficha de análise serão os 
professores responsáveis pelas 
aulas de Projeto de Vida, que 
conduzirão as discussões e 
apoiarão a reflexão dos 
estudantes sobre os temas da 
obra. Os alunos serão os 
protagonistas, realizando a 
leitura e o preenchimento da 
ficha. A equipe pedagógica e a 
coordenação escolar apoiarão na 
organização e no fornecimento 
dos materiais necessários. 
Serão adotadas 
estratégias como 
a leitura coletiva 
e orientada de 
trechos 
selecionados da 
obra Quarto de 
Despejo, seguida 
de discussões 
guiadas para 
estimular a 
compreensão e 
reflexão crítica 
dos estudantes 
sobre as 
questões sociais 
apresentadas. 
Após a leitura, os 
alunos 
preencherão uma 
ficha de análise 
para organizar 
suas impressões 
e aprofundar o 
entendimento do 
contexto 
histórico, das 
condições de vida 
da autora e das 
temáticas 
relacionadas à 
Trechos da 
obra 
“Quarto de 
Desejo” e 
videobiogra
fia de 
Carolina 
Maria de 
Jesus. 
A atividade 
de leitura 
orientada 
da obra 
Quarto de 
Despejo 
terá 
duração de 
aproximad
amente 
duas 
semanas. 
Espera-se que 
os estudantes 
desenvolvam 
uma 
compreensão 
crítica sobre as 
condições 
sociais 
retratadas na 
obra Quarto de 
Despejo, 
ampliando seu 
entendimento 
sobre 
desigualdade, 
resistência e a 
voz das 
mulheres 
negras na 
história 
brasileira. 
Também 
espera-se que 
aprimorem suas 
habilidades de 
leitura e análise 
textual, além de 
fortalecerem a 
capacidade de 
refletir e 
dialogar sobre 
 
desigualdade e 
resistência. 
temas sociais 
relevantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. AVALIAÇÃO 
A avaliação será formativa e contínua, levando em consideração o progresso dos alunos ao longo das atividades, sua participação 
ativa nas discussões e projetos, e sua capacidade de refletir sobre as questões culturais e étnico-raciais. As práticas serão 
instrumentalizadas com base em rubricas avaliativas, que serão elaboradas posteriormente. 
 
 
 
 
 
 
 
7. REFERÊNCIAS 
BRASIL. Lei Federal n.° 10.639, de 09 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394 de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as 
diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História 
e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. 
Acesso em: 16 jun. 2025 
BRASIL. Lei Federal n.º 11.645 de 10 de março de 2008. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no 
currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e indígena. Disponível em: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 16 jun. 2025. 
DA CÂMARA CASCUDO, Luís. História da alimentação no Brasil. Global Editora e Distribuidora Ltda, 2017. 
GOMES, Nilma Lino et al. Experiências étnico-culturais para a formação de professores. Autêntica, 2018. 
GOMES, Nilma Lino. O movimento negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Editora Vozes Limitada, 
2019. 
LAURIANO, J., SCHWARCZ, L. Enciclopédia negra. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.1 de jul. de 2021. 
OLIVEIRA, Adriano Sérgio Bezerra de; MOURA, Andrezza Karla Neves de. Educação (Anti) racista: reflexos e reflexões. Desafios 
da educação na contemporaneidade, p. 89, 2023. 
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Resolução Estadual n.° 2.084 de 16 de Abril de 2025, que dispõe sobre a 
 
composição e o funcionamento das Equipes Multidisciplinares para a Educação das Relações Étnico-Raciais (EMERER) no âmbito 
da rede pública estadual de educação. Disponível em: 
https://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/pesquisarAto.do?action=exibir&codAto=357762&indice=1&totalRegistros=17&dt=16.5.2
%20025.11.10.49.452.%20Acesso%20em:%2016%20jun.%202025.. Acesso em 31. jul. 2025. 
RIBEIRO, Djamila. Pequeno Manual Antirracista. São Paulo: 1ª Companhia das Letras, 2019, 135 p. 
RIBEIRO, Djamila; ALMEIDA , Lizandra Magon de; ROCHA, Maurício (Ed.). Uma nova História, feita de histórias: 
Personalidades negras invisibilizadas da História do Brasil. Editora Jandaíra, 2022. 
 
 
 
https://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/pesquisarAto.do?action=exibir&codAto=357762&indice=1&totalRegistros=17&dt=16.5.2%20025.11.10.49.452.%20Acesso%20em:%2016%20jun.%202025
https://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/pesquisarAto.do?action=exibir&codAto=357762&indice=1&totalRegistros=17&dt=16.5.2%20025.11.10.49.452.%20Acesso%20em:%2016%20jun.%202025

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