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Maria Emília Mota - MED DELTA XVIII 2C/4P
ANATOMIA
RIM
Forma →
Os rins são um par de órgãos avermelhados em
forma de feijão e encontram-se acima da cintura,
entre peritônio e parede posterior do abdome.
Localização →
São considerados retroperitoneais e estão
localizados entre T12 e L3, protegidos pelas
costelas 11 e 12.
Diferenciação rim direito e esquerdo →
O rim direito está mais baixo do que o esquerdo,
devido a dividir o espaço com o fígado.
Anatomia Externa e Interna →
Hilo renal: local onde o ureter emerge do rim,
junto com a artéria e veia renal.
Camadas do rim:
- Cápsula fibrosa → TCDNM, serve como
uma barreira contra traumatismos e ajuda a
manter a forma do rim.
- Cápsula adiposa → circula a cápsula
fibrosa e protege o rim de traumas e
ancora-o na cavidade abdominal.
- Camada superficial (fáscia) → TCDNM,
localiza-se profundamente no peritônio.
1. Córtex renal: região externa da parte
interna que se estende da cápsula fibrosa
até a base das pirâmides renais e nos
espaços entre elas.
2. Medula renal: região interna na qual
consiste em várias pirâmides renais que
possuem forma de cone e tem sua base
mais larga voltada para o córtex renal,
enquanto seu ápice está voltado para o hilo
renal.
3. Papila renal: ápice da pirâmide renal,
voltada para o hilo renal.
4. Coluna renal: parte do córtex renal que se
estende entre as pirâmides renais.
5. Cálices renais maiores (2 a 3) e cálices
renais menores (8 a 18): estruturas em
forma de taça, na qual o ducto coletor
desemboca.
6. Seio renal: expansão do hilo e é formado
por parte da pelve renal, os cálices e ramos
de vasos sanguíneos e nervos renais.
Vascularização →
A. renal
⇩
A. segmentares
⇩
A. interlobares
⇩
A. arciforme
⇩
A. interlobulares
⇩
Arteríola. aferente
⇩
Capilares glomerulares (fenestrados sem
diafragma)
⇩
Arteríola eferente
⇩
Capilares peritubulares (fenestrados)
Maria Emília Mota - MED DELTA XVIII 2C/4P
Drenagem →
Capilares peritubulares (fenestrados)
⇩
V. interlobulares
⇩
V. arciformes
⇩
V. interlobares
⇩
V. renal
Néfron →
São as unidades funcionais dos rins, compostos por
um corpúsculo renal e um túbulo renal.
1. Corpúsculo renal: formado pelo glomérulo
e pela cápsula glomerular (cápsula de
Bowman), responsável por filtrar o plasma
sanguíneo.
2. Túbulo renal: possui três partes: túbulo
contorcido proximal (TCP), alça de Henle e
túbulo contorcido distal (TCD). O TCP e o
TCD estão no córtex renal, enquanto a alça
de Henle se estende até a medula renal.
Os néfrons são classificados como corticais
(80-85%) ou justamedulares (15-20%).
1. Néfrons corticais: possuem alças de Henle
curtas, que penetram superficialmente na
medula renal.
2. Néfrons justamedulares: possuem alças
longas que se estendem até a medula
profunda.
Funções dos rins →
Inervação →
Maria Emília Mota - MED DELTA XVIII 2C/4P
URETERES
Os ureteres são responsáveis por transportar a
urina da pelve renal até a bexiga urinária.
Forma →
Tem de 25 a 30 cm de comprimento e são tubos
estreitos de paredes espessas que variam de 1 a
10 mm de diâmetro entre a pelve e a bexiga.
Localização →
São retroperitoneais e, na base da bexiga, os
ureteres se curvam medialmente e atravessam a
parede da face posterior de forma oblíquo.
Válvula fisiológica →
Não existe uma válvula anatômica para impedir o
refluxo da urina, porém existe uma válvula
fisiológica, na qual a medida que a bexiga se
enche com urina, a pressão do seu interior
comprime as aberturas oblíquas dos ureteres e
impede o refluxo. Em caso que esse mecanismo
não esteja funcionando corretamente,
microrganismos podem se deslocar da bexiga para
o ureter e, posteriormente, até mesmo os rins,
causando pielonefrite.
Anatomia externa e interna →
Possui três camadas que formam a parede dos
ureteres:
1. Túnica mucosa: formada por epitélio de
transição e lâmina própria.
2. Túnica muscular: no geral, é formada por
duas camadas, sendo camada longitudinal
interna e circular externa.
3. Túnica adventícia: formada por TC.
BEXIGA URINÁRIA
A bexiga é um órgão muscular oco e distensível
que é responsável por armazenar temporariamente
a urina proveniente dos rins através dos ureteres
até que o corpo esteja preparado para a excretar
através da uretra.
Forma →
Quando está distendida, pelo acúmulo de urina, é
esférica, enquanto quando está vazia é achatada.
A medida que o volume de urina se acumula,
torna-se piriforme e ascende para a cavidade
abdominal.
A bexiga tem capacidade média de 700 a 800 mL.
É menor nas mulheres, devido ao útero que ocupa
um espaço superior à bexiga urinária.
Localização →
Nos homens, é anterior ao reto.
Nas mulheres, é anterior a vagina e inferior ao
útero.
São as pregas do peritônio que mantém a bexiga
em sua posição.
Maria Emília Mota - MED DELTA XVIII 2C/4P
Anatomia externa e interna →
A bexiga tem quatro superfícies anatômicas:
superior, inferior, inferolateral direita e inferolateral
esquerda.
Pode ainda ser dividida em:
● Corpo: delimitado anteriormente pelo ápice
e posteriormente pelo fundo.
● Colo: inferior na região do orifício interno
da uretra, emerge da união das superfícies
inferolaterais direita e esquerda.
Músculo detrusor da bexiga: constitui a parede
interna da bexiga, na qual é importante para, no
momento em que se contraí, expulsar a urina para
a uretra. Ainda, o m. detrusor da bexiga forma o
esfíncter interno da uretra em torno do colo da
bexiga.
Trígono da bexiga: se encontra no assoalho da
bexiga e é formado pelo o orifício interno da uretra
e os dois orifícios ureterais.
Reflexo da micção →
Quando a bexiga se enche a pressão intravesical
aumenta proporcionalmente, ocasionando o
estiramento de toda parede vesical. Receptores de
estiramento são então ativados e mandam
impulsos nervosos (parassimpáticos) até a medula
sacral.
Por arco reflexo, impulsos parassimpáticos do
centro de micção do centro de micção se
propagam para a parede da bexiga e o músculo
esfíncter interno da uretra. Os impulsos nervosos
provocam a contração do m. detrusor da bexiga e
o relaxamento do esfíncter interno da bexiga.
Ao mesmo tempo, o centro de micção inibe
neurônios motores simpáticos que inervam o
músculo m. esquelético esfíncter externo da uretra.
Com a contração da bexiga e relaxamento dos
esfíncteres, ocorre a micção.
Vascularização e drenagem linfática →
A bexiga é vascularizada pelas artérias vesicais
superiores e inferiores.
● No homem, MAIS as artérias obturadora e
glútea inferior.
● Na mulher, MAIS ramos uterinos e vaginais.
Veias pélvicas: Plexos venosos drenam para a veia
ilíaca interna.
Drenagem Linfática é feita pelos plexos mucosos,
intramusculares e extramusculares para os
Linfonodos Ilíacos Internos e Externos
Inervação →
Maria Emília Mota - MED DELTA XVIII 2C/4P
URETRA
Forma →
É um pequeno tubo que vai do óstio interno da
uretra no assoalho da bexiga urinária até o exterior
do corpo. Constitui-se como a parte terminal do
sistema urinário.
Sistema urinário feminino →
Comparação uretra masculina e feminina →
Localização →
A uretra masculina se estende do óstio interno da
uretra até o externo, atravessa a próstata e o
músculo transverso do períneo e, finalmente, o
penis, percorrendo distância de 20 cm.
A uretra feminina encontra-se posterior a sínfise
púbica e tem comprimento de 4 cm, na qual a
abertura da uretra para o exterior - óstio externo da
uretra - está localizada entre o clítoris e a abertura
vaginal.
Anatomia externa e interna →
Uretra masculina é dividida em:
● Prostática - parte da uretra que penetra a
próstata e na qual está se junta ao ducto
ejaculatório do sistema reprodutor
masculino
● Membranosa - parte da uretra que passa
através do espaço perineal profundo e onde
é rodeada pelo esfíncter externo da uretra
● Esponjosa (peniana) - uretra que viaja
através do corpo esponjoso do pênis.
Uretra feminina:
Maria Emília Mota - MED DELTA XVIII 2C/4P
Escavações →
O peritônio quando se estende sobre a face
superior da bexiga urinária e se reflete, forma de
uma bolsa periodontal e dá origem a dois tipos de
escavaçãoou bolsa em mulheres e um tipo nos
homens.
Na mulher:
● Escavação/Bolsa vesicouterina = sobre a
parede anterior do útero;
● Escavação/Bolsa retouterina =
posteriormente ao útero.
No homem:
● Escavação/Bolsa retovesical sobre a
parede anterior do reto.
Bolsa ou saco de Douglas →
Representa a escavação retouterina para as
mulheres (Separa a parte supravaginal do colo do
útero e o corpo do útero do colo sigmóide e do
reto); E nos homens corresponde a escavação
retovesical que é o espaço entre a face posterior
da bexiga e o reto.
Como os líquidos tendem a descer para essa
bolsa, examinar a presença de líquido na bolsa/
saco de Douglas é importante para o diagnóstico
de hemorragia abdominal, ascite, endometriose,
peritonite e outras doenças que causem secreção
de líquido intra-abdominal como tumores e
infecções purulentas na cavidade abdominal.
Maria Emília Mota - MED DELTA XVIII 2C/4P
PÂNCREAS
O pâncreas, é glândula mista, por ser considerada
uma importante glândula do Sistema Endócrino,
por ser responsável pela produção de hormônios; e
para o Sistema Digestório, pela produção de
enzimas digestivas.
Localização →
Com tamanho médio de 20 cm, alongado, está
localizado no abdômen, retroperitoneamente, de
L1 a L2, entre o duodeno e o baço. Pesa cerca de
100 gramas.
Divisão e limites →
O pâncreas é dividido em cabeça, colo, corpo e
cauda e processo uncinado, cada uma com limites
anatômicos bem definidos.
1. Cabeça: está localizada dentro da curvatura
em forma de "C" do duodeno proximal,
sendo estabilizada pelo processo uncinado
pancreático, que se encontra entre o
duodeno e os vasos mesentéricos
superiores.
2. Colo do pâncreas: situa-se anteriormente a
esses vasos e inclina-se em direção à
cauda, ficando posicionado logo abaixo do
piloro.
3. Corpo do pâncreas: orienta-se cranialmente
e estende-se ao longo da flexura
duodenojejunal, passando pela região
superior do rim esquerdo.
4. Cauda do pâncreas: termina no hilo
esplênico, localizado no interior do
ligamento esplenorrenal.
Segmentos Anátomo Cirúrgicos de Busnardo
→
Os segmentos anátomo cirúrgicos do pâncreas,
descritos por Busnardo, são divisões baseadas em
critérios anatômicos e vasculares, importantes para
orientar cirurgias pancreáticas. Essas divisões
levam em conta o suprimento arterial e a
drenagem venosa, permitindo ressecções mais
precisas e preservação funcional.
Essa segmentação é crucial para planejar
procedimentos como pancreatectomias parciais,
preservando a funcionalidade do órgão e
minimizando complicações pós-operatórias.
Vascularização →
O pâncreas é suprido pelas aa. pancreáticas,
ramos da artéria esplênica; pelas aa.
pancreaticoduodenais superiores, ramos da artéria
gastroduodenal; pelas aa. pancreaticoduodenais
inferiores e ramos da a. mesentérica superior.
Drenagem venosa →
A drenagem venosa do pâncreas ocorre
principalmente pela veia esplênica, que se funde
com a veia mesentérica superior para formar a veia
porta hepática. Adicionalmente, alguns ramos
drenam diretamente para a veia mesentérica
superior, criando uma comunicação entre os plexos
venosos desses dois sistemas.
Drenagem linfática →
A drenagem linfática do pâncreas ocorre por redes
localizadas sobre os vasos sanguíneos, que
conduzem o fluido linfático para os linfonodos
pancreáticos esplênicos ao longo da artéria
esplênica. Esses linfonodos drenam para o plexo
linfático celíaco, de onde o fluido segue direta ou
indiretamente, via ducto torácico, para a cisterna
do quilo.
Maria Emília Mota - MED DELTA XVIII 2C/4P
Inervação →
O suprimento nervoso do pâncreas é constituído
de três diferentes feixes nervosos, incluindo o
nervo vago (NC X), os nervos esplâncnicos
torácicos e fibras dos plexos mesentérico superior
e celíaco.
Maria Emília Mota - MED DELTA XVIII 2C/4P
TIREOIDE
Localização →
A glândula tireóide, de formato semelhante a uma
borboleta, é localizada anterior à cartilagem
Cricóide e inferior à cartilagem tireóide.
Anatomia →
É constituída de 2 lobos, direito e esquerdo, que
são conectados por um istmo central. Encontra-se
encapsulada na região pré-traqueal da fáscia
cervical profunda. Possui Septos que segmentam o
tecido glandular em folículos tireoidianos.
Vascularização →
A tireoide é irrigada principalmente pela artéria
tireóidea superior (ramo da artéria carótida
externa) e pela artéria tireóidea inferior (ramo do
tronco tireocervical da artéria subclávia). Uma
artéria tireóidea pode estar presente, de forma
inconstante, originando-se do tronco
braquiocefálico. As artérias apresentam múltiplas
anastomoses intraglandulares e periglandulares,
garantindo irrigação eficiente.
As veias tireóideas superior, média e inferior
drenam o sangue da glândula tireóide.
Drenagem linfática →
A drenagem linfática da tireoide e paratireoides
ocorre pelos linfonodos pré-laríngeos,
pré-traqueais e paratraqueais, que drenam para os
linfonodos cervicais profundos inferiores. Alguns
vasos também podem drenar para os linfonodos
braquicefálicos ou o ducto torácico, auxiliando na
remoção de líquidos e na vigilância imunológica.
Inervação →
A tireoide e as paratireóides recebem inervação
simpática dos gânglios cervicais superiores,
médios e inferiores, que atingem a glândula
através de plexos cardíacos e periarteriais,
seguindo as artérias tireóideas.
PARATIREOIDES
As paratireóides são
quatro glândulas que
ficam no pescoço, atrás
da tireóide, cuja função é
controlar os níveis de
cálcio no sangue por meio da produção do
hormônio paratireoideano ou paratormônio (PTH).
Maria Emília Mota - MED DELTA XVIII 2C/4P
GLÂNDULAS ADRENAIS
Localização →
As glândulas adrenais, também conhecidas como
suprarrenais, estão localizadas nos polos
superiores dos rins, abaixo do diafragma. Elas
possuem coloração amarelada e formato piramidal.
Função →
Sua principal função é a liberação de hormônios
essenciais, como a adrenalina, que atua na
resposta ao estresse, e o cortisol, que regula o
metabolismo e o sistema imunológico. Essas
glândulas desempenham um papel vital no sistema
endócrino, influenciando processos como o
metabolismo, a circulação sanguínea e a resposta
corporal ao estresse.
Vascularização →
Recebem irrigação de três fontes principais: as
artérias suprarrenais superiores (derivadas das
artérias frênicas inferiores), as artérias
suprarrenais médias (originadas da aorta
abdominal) e as artérias suprarrenais inferiores
(provenientes das artérias renais).
Drenagem venosa →
O sangue é drenado pelas veias suprarrenais: a
direita, que drena diretamente na veia cava inferior,
e a esquerda, que drena na veia renal esquerda
antes de alcançar a veia cava inferior.
Drenagem linfática →
A drenagem linfática das adrenais ocorre nos
gânglios linfáticos para-aórticos.
Inervação →
● Pelo S. N. Parassimpático: pelo Nervo Vago
(X), plexo celíaco, nn. esplâncnicos
● Pelo S.N. Simpático: é o único órgão
inervado por fibras pré-ganglionares do S.
N. Simpático.

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