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Semana03
RESUMO
ESTRATÉGIC
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
 Resumos - Método VDE 1ª fase OAB 
 Atualizado para o 44º Exame de Ordem 
@metodovde/ @viciodeumaestudante 
Material de uso individual. Proibido o repasse! 
 
1 
 
 
SUMÁRIO 
CONSTITUCIONAL 2 
Nacionalidade 2 
Repartição de Competência 7 
PROCESSO DO TRABALHO 12 
PROCESSO CIVIL 13 
Procedimento Comum 13 
TRIBUTÁRIO 27 
Imunidades Tributárias 27 
ADMINISTRATIVO 35 
Improbidade Administrativa 35 
DIREITO PENAL 40 
Ilicitude 40 
Culpabilidade 45 
DIREITO CIVIL 50 
Contratos: Contratos em Geral 50 
Contratos: Contratos em Espécie 62 
DIREITO DO TRABALHO 74 
Duração do Trabalho 74 
PROCESSO PENAL 85 
Competência 85 
Provas 96 
ÉTICA 109 
Honorários Advocatícios 109 
Incompatibilidades e Impedimentos 117 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
 Resumos - Método VDE 1ª fase OAB 
 Atualizado para o 44º Exame de Ordem 
@metodovde/ @viciodeumaestudante 
Material de uso individual. Proibido o repasse! 
 
2 
DIA 15 
 CONSTITUCIONAL 
Nacionalidade 
A nacionalidade é o vínculo jurídico-político entre Estado soberano e o indivíduo, que torna este um 
membro integrante da comunidade que constitui o Estado. 
O brasileiro pode ser nato ou naturalizado, a depender do cumprimento de alguns requisitos, 
vejamos: 
 
1. Brasileiro Nato 
A Constituição Federal trouxe hipóteses taxativas para ser Brasileiro Nato. 
1.1 1ª hipótese 
Os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não 
estejam a serviço de seu país; 
Exemplo: Se uma criança nascer em Belo Horizonte, no Brasil, e seus pais sejam italianos, mas não 
trabalhem para o governo italiano, a criança será considerada brasileira nata. 
1.2 2ª hipótese 
Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro OU mãe brasileira (não precisa ser os 2), desde que 
qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; 
Exemplo: Se um diplomata brasileiro, ou um militar brasileiro, tiver um filho no exterior, esse filho é 
considerado brasileiro nato, mesmo que o outro pai ou mãe seja estrangeiro. 
 
1.3 3ª hipótese 
Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro OU de mãe brasileira, desde que sejam registrados em 
repartição brasileira competente OU 
venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida 
a maioridade, pela nacionalidade brasileira; *CAIU NA OAB 36 e 34* 
Exemplo: uma criança nascida em Portugal de pai brasileiro que seja registrada no consulado 
brasileiro em Lisboa. 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
 Resumos - Método VDE 1ª fase OAB 
 Atualizado para o 44º Exame de Ordem 
@metodovde/ @viciodeumaestudante 
Material de uso individual. Proibido o repasse! 
 
3 
2. Brasileiro Naturalizado 
O processo de naturalização e conflito de naturalização é de competência da Justiça Federal, bem 
como as causas referentes à opção de nacionalidade – art. 109, X da CF/88. 
2.1 1ª hipótese - Naturalização Ordinária 
Os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de 
língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; *CAIU NA OAB 26* 
Exemplo: Um cidadão português que reside no Brasil há um ano ininterrupto e demonstra idoneidade 
moral (isto é, não tem antecedentes criminais e se comporta de forma regular) pode solicitar a 
naturalização brasileira. 
 
2.2 2ª hipótese - Naturalização Extraordinária 
Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de 
quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade 
brasileira. (NATURALIZAÇÃO EXTRAORDINÁRIA)       
 
ATENÇÃO! Os portugueses com residência permanente no Brasil podem obter direitos 
equiparados aos de brasileiros naturalizados, inclusive o direito de concorrer a cargos 
eletivos, desde que comprovem idoneidade moral e atendam aos requisitos legais - art. 
12, § 1º da CF/88. 
TABELINHA PARA NÃO ESQUECER… 
BRASILEIRO NATO BRASILEIRO NATURALIZADO 
Os nascidos na República Federativa do Brasil, 
ainda que de pais estrangeiros, desde que 
estes não estejam a serviço de seu país; 
Os que, na forma da lei, adquiram a 
nacionalidade brasileira, exigidas aos originários 
de países de língua portuguesa apenas 
residência por um ano ininterrupto e idoneidade 
moral; (NATURALIZAÇÃO ORDINÁRIA) 
Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro OU 
mãe brasileira (não precisa ser os 2), desde que 
qualquer deles esteja a serviço da República 
Federativa do Brasil; 
Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, 
residentes no Brasil há mais de 15 anos 
ininterruptos e sem condenação penal, desde 
que requeiram a nacionalidade brasileira. 
(NATURALIZAÇÃO EXTRAORDINÁRIA) 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
 Resumos - Método VDE 1ª fase OAB 
 Atualizado para o 44º Exame de Ordem 
@metodovde/ @viciodeumaestudante 
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4 
Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro OU 
de mãe brasileira, desde que sejam registrados 
em repartição brasileira competente OU 
 
Os venham a residir na República Federativa do 
Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de 
atingida a maioridade, pela nacionalidade 
brasileira; *CAIU NA OAB 36 e 34* 
 
 
3. Perda da Nacionalidade 
 
ATENÇÃO REDOBRADA! TIVEMOS MUDANÇAS PROMOVIDAS PELA EC 131/23 (TEMA 
QUENTÍSSIMO PARA A SUA PROVA) 
Tema já cobrado na OAB 41 em Direito Internacional, mostrando-se um tema interdisciplinar! 
- A perda da nacionalidade é a extinção do vínculo patrial que liga o indivíduo ao Estado. No Brasil, a 
perda da nacionalidade ocorrerá conforme art. 12, §4º da CF/88: 
Art 12 § 4º CF - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude 
relacionada ao processo de naturalização ou de atentado contra a ordem 
constitucional e o Estado Democrático; 
II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante 
autoridade brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem 
apatridia. *CAIU NA OAB 41* 
§ 5º A renúncia da nacionalidade, nos termos do inciso II do § 4º deste artigo, 
não impede o interessado de readquirir sua nacionalidade brasileira originária, 
nos termos da lei. 
3.1 1ª hipótese 
Tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacionada ao 
processo de naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
Antes, a previsão era somente "atividade nociva ao interesse nacional 
3.2 2ª hipótese 
Fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira 
competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia. *CAIU NA OAB 41* 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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5 
A renúncia da nacionalidade nessa hipótese não impede o interessado de readquirir sua 
nacionalidade brasileira originária! 
ATENÇÃO! Não se perde mais a nacionalidade brasileira quando se adquirir uma nova 
nacionalidade, mesmo que não seja essa originária ou imposta como condição para 
permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. 
 
ATENÇÃO! Nos termos do § 5º do art. 12 da CF, incluído pela EC 131/2023, existe a 
possibilidade de readquirir a nacionalidade brasileira originária, ou seja, caso 
readquira, será considerado brasileiro nato novamente. 
Antes da EC, a regra era a perda da nacionalidade por adquirir outra nacionalidade, mas agora só 
perde a nacionalidade mediante PEDIDO EXPRESSO, além disso, não é possívelfunciona uma livraria terá que pagar IPTU. 
A imunidade não abarca a empresa que vende ou fabrica o livro, apenas os objetos (livros, jornais e 
etc.), o que se busca é baratear ao consumidor final o custo do objeto. 
Ademais, embora inclua o papel, a imunidade não aproveita o serviço de composição gráfica que 
integra o processo de edição de livro, incidindo sobre este serviço, portanto, o imposto municipal ISS. 
Exemplo: insumos como tinta, impressora e cola necessários para a impressão e fabricação do livro 
não terão imunidade . 
 
Mas e o avanço tecnológico? Livro digitais? Livros em CDS (áudio-book)? Também são 
imunes? 
Interpretando a Constituição conforme a atualidade, o STF editou a Súmula Vinculante 52 
estendendo a aplicação da imunidade tributária para os livros digitais (e-books) e para 
os leitores eletrônicos (e-readers – exemplo: Kindle), que são utilizados exclusivamente 
para leitura e funcionam como o “papel para impressão”. 
Súmula vinculante 57: A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da 
CF/88 aplica-se à importação e comercialização, no mercado interno, do livro 
eletrônico (e-book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como 
leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades 
acessórias. *CAIU NA OAB 36* 
ATENÇÃO! Encartes publicitários com finalidade exclusivamente comerciais (que só 
possuem promoções e propagandas – exemplo: encartes de supermercado) e revistas 
de revendedores (exemplo: revistas da AVON) não possuem imunidade tributária, 
conforme entendimento do STF. 
Por outro lado, o fato de uma publicação eventualmente veicular peça de caráter publicitário não 
retira dela a imunidade (não pode ser exclusivamente publicitária). 
 
É possível ler livros digitais em “smartphones”, “tablets” e “laptops”. Isso significa que 
eles também devem gozar de imunidade tributária? 
NÃO. Um “smartphone”, um “tablet” ou um “laptop” não podem ser considerados suportes 
utilizados exclusivamente para fixar um livro eletrônico. 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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2.4 Imunidade dos Partidos Políticos, Entidades Sindicais dos Trabalhadores e 
Instituições de Educação e Assistência Social 
A imunidade visa garantir a autonomia dos partidos políticos frente ao Estado, permitindo a 
liberdade de atuação partidária. Isto é, se fosse possível tributar os partidos, seria possível interferir 
ou até inviabilizar certos partidos, beneficiando outros, o que comprometeria o Estado Democrático 
de Direito. 
Quanto às instituições de assistência social sem fins lucrativos conferem imunidade em relação 
aos impostos e contribuições que incidam sobre o patrimônio, a renda e os serviços, desde que estes 
atendam aos requisitos fixados em lei. 
 
ATENÇÃO! NÃO CONFUNDA!! Almejar lucro é o propósito final de uma empresa, mas se 
a assistência social precisa de recursos para a continuidade de seu propósito social, 
difere-se, portanto, da pretensão de lucro, pois o que se busca é a continuidade da 
atividade e não meramente o lucro. 
Através dessa imunidade, a Constituição objetiva promover o desenvolvimento social por meio de 
particulares incentivados a prestar serviços públicos (instituições de educação e de assistência 
social) e a disseminar a liberdade política (partidos políticos e sindicatos dos trabalhadores). 
PEGADINHAS DA BANCA! 
● Imunidade se aplica aos sindicatos dos trabalhadores, não aos sindicatos patronais; 
● As instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos podem ter lucro, 
porém o objetivo delas não é ter lucro e a receita deve ser integralmente revestida na 
própria instituição. 
● Trata-se de imunidade subjetiva (em razão dos entes imunes) e condicionada, por força da 
própria Constituição que estabelece que a imunidade será concedida se “atendidos os 
requisitos da lei”. 
 
2.5 Imunidade Musical 
A imunidade objetiva que visa desincentivar a pirataria, possibilitando a prática comercial de 
menores preços sobre a música nacional, sendo aplicável a fonogramas (arquivo de áudio com 
música), videofonogramas (arquivo de vídeo com música, ou seja, clipes musicais) e suportes 
materiais ou arquivos digitais que os contenham (exemplos: CDs e DVDs). 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
 Resumos - Método VDE 1ª fase OAB 
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ATENÇÃO! A imunidade não se aplica a filmes e não se estende a todas as etapas da 
produção do CD/DVD, salvo na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de 
leitura a laser. Ou seja, a imunidade não se aplica na replicação da matriz do CD e do 
DVD). 
Não há incidência de imposto sobre fonograma e videograma musicais, desde que: 
1- A obra tenha sido produzida no Brasil; 
2- A obra seja de autoria de autor brasileiro ou interpretada por artista brasileiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
 Resumos - Método VDE 1ª fase OAB 
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40 
DIA 17 
 ADMINISTRATIVO 
Improbidade Administrativa 
 
1. Conceito 
A improbidade administrativa é caracterizada quando agentes públicos ou particulares agem 
com dolo, causando prejuízos ao erário, enriquecimento ilícito ou violação dos princípios da 
administração pública. 
ATENÇÃO! No entanto, atos de Improbidade NÃO são considerados crime. Não existe 
qualquer sanção penal para a prática de ato de improbidade. O objetivo é punir 
civil-administrativamente o agente. De acordo com o art 37, §4 CF. 
Art 37, §4 CF. Os atos de improbidade administrativa importara ̃o a suspensão dos 
direitos poli ́ticos, a perda da func ̧ão pública, a indisponibilidade dos bens e o 
ressarcimento ao era ́rio, na forma e gradac ̧ão previstas em lei, sem prejuízo da ação 
penal cabi ́vel. 
Mas nada impede que, se o ilícito for também crime previsto no código penal ou lei especial, a 
sanção por improbidade não impede e nem prejudica a ação penal cabível. 
O rol de atos de improbidade administrativa é taxativo, descrito nos arts 9, 10 e 11 da Lei de 
Improbidade. 
ATUALIZAÇÃO LEGISLATIVA! Para as condutas serem caracterizadas precisam ser dolosas 
(alterações trazidas pela Lei 14.230/21), ou seja, é preciso que haja a vontade livre e 
consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado na Lei. 
Antes, existiam atos de improbidade culposos, mas agora SOMENTE POR ATO DOLOSO. *CAIU NA 
OAB 35* *CAIU NA OAB 43* 
Somente com essa informação, você conseguirá excluir muitos itens de questões ou até acertar 
de cara, mesmo sem saber muitos detalhes sobre o tema! Por isso, DECORE ESSA INFORMAÇÃO! 
 
 
 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
 Resumos - Método VDE 1ª fase OAB 
 Atualizado para o 44º Exame de Ordem 
@metodovde/ @viciodeumaestudante 
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2. Sujeito Ativo e Passivo 
 
2.1 Sujeito Passivo 
A improbidade administrativa pode ser praticada por qualquer agente público, servidor ou não, 
contra a administração direta, indireta, fundacional ou autárquica de qualquer dos Poderes da 
União, Estados ou Municípios. *CAIU NA OAB 33* 
Também estão submetidas às sanções às entidades privadas que recebam subvenção, benefício ou 
incentivo, fiscal ou creditício de entes públicos ou governamentais ou ainda, aquelas que ainda que 
não integrem a Administração Pública Indireta, mas o erário haja concorrido para o custeio ou 
criação no seu patrimônio. Ou seja, os particularestambém podem responder por improbidade, 
desde que se beneficiem ou concorram para a prática do ato. 
Exemplo: Um agente público pratica ato de improbidade administrativa com o intuito de locupletar 
valores de uma determinada repartição pública. O particular pode ser beneficiado com o desvio do 
dinheiro ou auxiliar o agente público em conluio para receber os valores. Ambos responderão pelo 
ato de improbidade. 
ATENÇÃO! Não existe prerrogativa de função nas ações de improbidade 
administrativa. Apesar de os agentes públicos poderem ser alvo de ações de 
improbidade administrativa, não existe foro por prerrogativa de função para estas 
ações, o que significa que não há um foro especial ou privilegiado para processar e julgar estes 
casos. A competência para julgar ações de improbidade é geralmente da Justiça de primeiro 
grau. 
 
2.2 Sujeito Passivo 
Os sujeitos passivos podem ser os entes da Administração Pública em geral, sendo todos os órgãos 
da administração pública direta e todas as entidades da administração pública indireta, sendo 
elas de direito privado ou público, bem como os entes privados que possuem vínculo com o Estado. 
TABELINHA PARA NÃO CONFUNDIR! 
SUJEITO ATIVO SUJEITO PASSIVO 
Consiste naquele que pratica o ato enquadrado na 
legislação como ato ímprobo. 
É aquele contra quem o ato de improbidade é 
praticado. 
 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
 Resumos - Método VDE 1ª fase OAB 
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Material de uso individual. Proibido o repasse! 
 
42 
3. Legitimidade Ativa para Ação 
O Ministério Público é legitimado para propor ação de improbidade e entes públicos que tenham 
sofrido prejuízos em razão de atos de improbidade estão autorizados a propor ação e celebrar 
acordos de não persecução civil em relação a esses atos. 
Ou seja, o STF declarou inválidos dispositivos da Lei 14.230/2021, que conferiam ao MP legitimidade 
exclusiva para ações de improbidade. 
Entretanto, qualquer pessoa poderá representar à autoridade competente para que seja instaurada 
a investigação para apuração da prática do ato administrativo. 
 
4. Tipos de Improbidade 
Não se esqueça, somente poderá ser caracterizada mediante comprovação de dolo, ou seja, não 
poderá ser aplicado em casos de negligência ou imprudência (culposo). *CAIU NA OAB 35**CAIU NA 
OAB 43* 
São tipos de improbidade administrativa: 
● Enriquecimento Ilícito 
● Dano ao erário 
● Lesão aos princípios da administração 
Vamos cada um deles, separadamente: 
 
4.1 Enriquecimento Ilícito 
Quando um agente público, em razão do exercício de cargo, mandato ou função, obtém vantagem 
patrimonial indevida. 
Exemplo: um servidor público que desvia uma quantia de R$2.000,00 de uma repartição pública, no 
caso houve um enriquecimento ilícito. 
Consequências: perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função 
pública, suspensão dos direitos políticos até 14 anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor 
do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou 
incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica 
da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 anos. 
 
 
4.2 Dano ao Erário 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
 Resumos - Método VDE 1ª fase OAB 
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43 
Aqui o agente causa com sua ação ou omissão danos ao patrimônio público, onde pode receber 
punições maiores e menores pelos seus atos, de acordo com o caso concreto. 
Deve haver a efetiva comprovação dos danos. 
Exemplo: A realização de uma despesa pública sem a devida licitação, quando essa licitação era 
obrigatória, e que, por conta disso, houve um sobrepreço na aquisição de um bem ou serviço. 
ATENÇÃO! A concessão de benefícios indevidos era uma hipótese autônoma de 
espécies de improbidade. Mas com as mudanças trazidas pela Lei 14.230/21, virou 
hipótese de ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário, art. 10, XII. 
Consequências: perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta 
circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 12 anos, pagamento de 
multa civil equivalente ao valor do dano e proibição de contratar com o poder público ou de receber 
benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de 
pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 12 anos. 
 
4.3 Lesão aos Princípios da Administração Pública 
O agente causa com sua ação ou omissão atos que violem os deveres de honestidade, de 
imparcialidade e de legalidade. 
Exemplo: Um funcionário público que, no exercício de suas funções, utiliza recursos públicos para fins 
particulares, como, por exemplo, usar um veículo oficial para viagens pessoais. 
ATUALIZAÇÃO LEGISLATIVA! Nepostimo e promoção pessoal - inseridos como novas 
hipóteses de ato de improbidade que causa lesão aos princípios da administração 
pública, com as mudanças trazidas pela Lei 14.230/21: 
Nomear cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por 
afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor 
da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou 
assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, 
ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em 
qualquer dos Poderes. 
Praticar, no âmbito da administração pública e com recursos do erário, ato de 
publicidade que contrarie o disposto no § 1º do art. 37 da CF de forma a 
promover inequívoco enaltecimento do agente público e personalização de 
atos, de programas, de obras, de serviços ou de campanhas dos órgãos 
públicos. 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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44 
Consequências: pagamento de multa civil de até 24 vezes o valor da remuneração percebida pelo 
agente e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais 
ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja 
sócio majoritário, pelo prazo não superior a 4 anos. 
TABELINHA PARA FIXAR! 
 SUSPENSÃO 
DOS DIREITOS 
POLÍTICOS 
 
MULTA 
PROIBIÇÃO DE 
CONTRATAR 
PERDA DA 
FUNÇÃO PÚBLICA 
ENRIQUECIMENTO 
ILÍCITO 
14 anos 
*CAIU NA 
OAB 36* 
equivalente ao 
valor do 
acréscimo 
patrimonial 
*CAIU NA 
OAB 36* 
14 anos 
*CAIU NA 
OAB 36* 
SIM 
DANO AO ERÁRIO 12 anos dano 12 anos SIM 
LESÃO AOS 
PRINCÍPIOS 
X 24x remuneração 
do servidor 
4 anos NÃO 
 
ATENÇÃO! Antes do trânsito em julgado, são cabíveis o afastamento preventivo do 
agente público e a indisponibilidade de bens. Mas a PERDA da função pública só depois 
do trânsito em julgado. 
 
4. Prazo Prescricional 
A ação para a aplicação das sanções prescrevem em 8 anos, contados a partir da ocorrência do 
fato ou, no caso de infrações permanentes, do dia em que cessou a permanência. *CAIU NA OAB 
32* 
 
 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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45 
 DIREITO PENAL 
Ilicitude 
1. Conceito 
Quando falamos de ilicitude, a primeira palavra que deve vir à sua mente é CONTRARIEDADE. Isso 
porque a ilicitude pressupõe a existência de uma lei e de uma conduta que foi contráriaà lei. 
ILICITUDE = CONTRARIEDADE 
Há, portanto, a presunção de que o fato TÍPICO também é ILÍCITO. Contudo, trata-se de uma 
presunção relativa, ou seja, existem exceções. Essas exceções são denominadas de excludentes de 
ilicitude. 
2. Excludentes de Ilicitude 
As excludentes de ilicitude fazem com que o fato seja típico, mas não ilícito. Isso significa dizer que 
apesar de haver um previsão legal para aquela conduta, esta será admissível pelo direito em 
algumas situações. 
→ São Excludentes de Ilicitude: 
● Estado de Necessidade (artigo 24, CP); 
● Legítima Defesa (artigo 25, CP); 
● Estrito Cumprimento do Dever Legal; 
● Exercício Regular do Direito. 
 
2.1 Legítima Defesa 
Permite a um indivíduo usar a força para repelir uma agressão injusta, atual ou iminente, a direito 
próprio ou de outrem, usando meios necessários e moderados. 
LEGÍTIMA DEFESA = INJUSTA AGRESSÃO 
→ São requisitos para a configuração da legítima defesa: 
● Uso moderado dos meios necessários; 
● Repelir injusta agressão; 
● Agressão atual ou iminente; 
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● Direito seu ou de outrem. 
ATENÇÃO! 
Percebe-se que o artigo 25 do CP, permite que se utilize da legítima defesa para repelir 
injusta agressão "a direito seu ou de outrem". Portanto, é perfeitamente possível a legítima defesa 
de interesse de terceiro. 
Além disso, em regra, não é necessário autorização da vítima para o outro agir, quando se refere a 
direito indisponível (ex: vida). De outra forma, tratando-se de bem jurídico disponível, o agente só 
poderá defendê-lo com o consentimento do titular. Assim, se o agente atuar contra a vontade do 
terceiro possuidor do bem, a defesa será considerada ilegítima. *CAIU NA OAB 39* 
 
INOVAÇÃO DO PACOTE ANTICRIME! 
 Considera-se também em legítima defesa o agente de segurança que repele agressão ou 
risco de agressão à vítima mantida refém durante a prática de crime. 
 
IMPORTANTE! 
Lembre-se que se ocorre um ataque animal de forma INSTINTIVA e INVOLUNTÁRIA e há 
uma agressão contra ele para que o agente se livre da situação de perigo, haverá ESTADO DE 
NECESSIDADE. 
Por outro lado, se o ataque de um animal ocorrer após PROVOCAÇÃO E ORDEM de uma inimizade e 
o agente agredir o animal para se defender, haverá LEGÍTIMA DEFESA. 
→ Legítima Defesa Putativa ou Imaginária: 
Também chamada de descriminante putativa, nesta modalidade de legítima defesa o indivíduo 
imagina estar em legítima defesa, reagindo contra uma agressão inexistente. 
Exemplo: Joãozinho está andando na rua, de noite, em uma rua escura. Em determinado momento, 
sente um indivíduo que lhe é estranho se aproximando rapidamente. Quando chega mais perto, o 
indivíduo tira um objeto do bolso, o qual Joãozinho teve certeza se tratar de uma arma de fogo, 
quando, para se defender, desfere um soco no indivíduo e sai correndo. Porém, após alguns metros, 
olha para trás e vê que, na verdade, o objeto retirado se tratava de um celular. 
Art. 20, § 1º, CP: É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas 
circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. 
Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como 
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crime culposo. 
Note que, caso realmente exista esse erro, mediante comprovação, é possível que o agente seja 
isento de pena. É preciso constatar se realmente, naquela situação, qualquer pessoa agiria da 
mesma forma. 
 
2.2 Estado de Necessidade 
O estado de necessidade está intimamente ligado à palavra PERIGO. Isto porque se parte do 
pressuposto de que, para se configurar o estado de necessidade, deve haver um perigo. 
ESTADO DE NECESSIDADE = PERIGO 
 
→ São requisitos para a configuração do Estado de Necessidade: 
● Quem pratica fato para salvar de perigo atual (natureza, seres irracionais ou atividade 
humana), 
● Que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, 
● Direito próprio ou alheio, cujo sacrifício não era razoável exigir-se. 
● Exclui a ilicitude quando o bem jurídico preservado tem valor igual ou superior ao bem 
jurídico sacrificado. *CAIU NA OAB 36* 
● Se o agente salvou um bem jurídico de menor valor, existe crime, mas a pena poderá ser 
diminuída de 1 a 2/3. 
Exemplo: Colocaram fogo numa sala e tem alguém que não está me deixando sair, eu agredi essa 
pessoa pra sair e me livrar da situação de perigo. 
Exemplo: Em uma situação de enchente alguém não está me deixando sair, eu agredi essa pessoa 
pra sair e me livrar da situação de perigo. 
Exemplo: Em um ataque de um animal de forma INSTINTIVA e INVOLUNTÁRIA, lesionei o animal pra sair 
e me livrar da situação de perigo. 
 
 
O ataque animal pode se caracterizar legítima defesa ou estado de necessidade. 
Como diferenciar na prova da OAB? ATENÇÃO!! 
 
 
 
 
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ATAQUE ANIMAL 
LEGÍTIMA DEFESA ESTADO DE NECESSIDADE 
O animal é utilizado como uma 
arma/instrumento/ferramenta por uma outra 
pessoa por meio de uma provocação. 
O ataque animal ocorre de forma INSTINTIVA e 
INVOLUNTÁRIA e há uma agressão contra ele 
para que o agente se livre da situação de 
perigo. 
Exemplo: Luan estava passeando com o seu 
cachorro quando se deparou com um grande 
desafeto. Com o intuito de lesionar seu desafeto, 
Luan provoca o seu cachorro para atacá-lo. 
Exemplo: Um cachorro ataca um determinado 
cidadão, que atira no animal para se defender. 
 
2.3 Estrito Cumprimento do Dever Legal 
O estrito cumprimento do dever legal está direcionado a um agente público que pratica aquele fato 
típico em observância ao que a lei lhe impõe. Logo, o estrito cumprimento significa uma OBEDIÊNCIA 
à lei. É, portanto, o cumprimento de um dever legal. 
ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL = AGENTE PÚBLICO 
→ São requisitos para a configuração do Estrito Cumprimento do Dever Legal: 
● Prática de um fato típico em razão de o agente cumprir uma ordem legal de natureza 
penal ou extrapenal. 
● Aqui o agente está obrigado a cumprir o mandamento legal (qualquer obrigação direta ou 
indiretamente resultante da lei) 
● Aplicado muito em casos de funcionários públicos. 
 
O agente deve ter conhecimento da situação? 
Sim! O agente deve ter conhecimento da situação, bem como os coautores e partícipes 
(abrange particulares e funcionário público). 
Exemplo: Oficial de Justiça que ingressa em uma residência contra a vontade do morador 
para cumprir um mandado de busca e apreensão. Apesar de existir o crime de violação de 
domicílio, este não se aplica a essa situação, pois o agente público está protegido pelo instituto do 
estrito cumprimento do dever legal. 
 
 
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2.4 Exercício Regular de um Direito 
Exercício de um direito que é reconhecido pelo ordenamento jurídico não pode constituir um crime. 
Da mesma forma, assim como ocorre no estrito cumprimento do dever legal, não há tipo específico 
no Código Penal para definir o exercício regular de um direito. 
O exercício regular do direito está direcionado ao cidadão comum que pratica o fato típico em 
circunstância permitida pela lei.Assim, se alguém exercita um direito previsto ou autorizado de 
algum modo pelo ordenamento jurídico, não pode ser punido por isso. 
Exemplo: Violência esportiva. Ou seja, em um contexto de esporte com contato físico, como por 
exemplo, uma luta de boxe, há a ocorrência de um fato típico chamado lesão corporal. Contudo, 
como a conduta foi praticada dentro de um contexto esportivo, há o exercício regular do direito e 
não haverá responsabilização criminal. 
2.5 Consentimento do Ofendido 
Causa supralegal de exclusão de ilicitude. 
O consentimento deve ser expresso e livre! 
IMPORTANTE! 
Existem alguns crimes que o tipo penal reclama o dissenso da vítima, exemplo, estupro. 
Portanto, existem crimes em que o consentimento do ofendido exclui a própria TIPICIDADE. *CAIU NA 
OAB 31* 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Culpabilidade 
1. Conceito 
É o juízo de reprovação sobre quem praticou fato típico e ilícito. 
CULPABILIDADE = REPROVAÇÃO 
A culpabilidade, enquanto estrutura do crime, é, usualmente, compreendida como a censurabilidade 
do autor do injusto, ou seja, o juízo de reprovação sobre aquele que praticou fato típico e antijurídico 
e poderia e deveria ter agido de acordo com o Direito. 
Exemplo: O indivíduo foi lá, praticou um fato típico, ilícito e falta o terceiro elemento para ser 
caracterizado o crime: culpabilidade! O fato também tem que ser CULPÁVEL. 
2. Elementos e suas Excludentes 
 
2.1 Imputabilidade 
- Capacidade de entender e de querer o caráter ilícito do fato e de determinar-se de acordo com 
esse entendimento. 
- Adota-se o critério cronológico: toda pessoa é presumidamente imputável, a partir da data em que 
se completa 18 anos de idade (Art. 27 CP) 
IMPORTANTE! 
Adota-se o critério biopsicológico para doença mental, desenvolvimento mental 
incompleto, desenvolvimento mental retardado e embriaguez completa fortuita ou 
acidental (Art 26 CP) 
Exemplo: Menores de 18 anos são INIMPUTÁVEIS, maiores de 18 anos são IMPUTÁVEIS. 
→ São excludentes da imputabilidade: 
● Menoridade, 
● Doença mental, desenvolvimento mental incompleto, desenvolvimento mental 
retardado e 
● Embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou maior. 
 
 
 
 
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TABELINHA PARA NÃO CONFUNDIR! 
TIPOS DE EMBRIAGUEZ 
NÃO ACIDENTAL 
(voluntária/ 
culposa) 
Voluntária: quando o agente, volitivamente, faz a 
ingestão de bebidas alcoólicas com a finalidade de se 
embriagar. Mas aqui, não há finalidade de cometer 
crime, mas sim de perder o controle. 
Culposa: o agente, por descuido, por falta de costume 
ou mesmo sensibilidade do organismo, embriaga-se 
sem que fosse a sua intenção colocar-se nesse 
estado. 
Não exclui a 
culpabilidade (art. 28, 
II). 
ACIDENTAL 
COMPLETA 
O agente está completamente incapaz de entender o 
caráter ilícito do fato e a sua embriaguez se deu por 
motivo de caso fortuito ou força maior. 
Exemplo: Suponhamos que durante um assalto a 
vítima do crime de roubo, após ser amarrada, é 
forçada a ingerir bebida alcoólica e vem a se 
embriagar. Depois, vem cometer um crime. 
Exclui a culpabilidade 
(ISENÇÃO DE PENA) 
(art. 28, § 1o, do CP). 
 
ACIDENTAL 
INCOMPLETA 
A embriaguez involuntária, proveniente do caso fortuito 
ou de força maior, contudo, tal embriaguez não é 
completa e, em virtude disso, o agente tinha alguma 
capacidade de, ao tempo da ação ou da omissão, 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se 
de acordo com esse entendimento. 
Redução de pena de 
1/3 a 2/3 (art. 28, § 2o, 
do CP). 
 
PATOLÓGICA Alcoolismo. 
 
Tratada como doença 
mental, podendo 
gerar 
inimputabilidade ou 
semi-imputabilidade 
(art. 26 do CP). 
PREORDENADA O agente se embriagou com o objetivo de ter coragem 
para cometer um crime. 
Completa ou incompleta, não haverá exclusão da 
imputabilidade, tampouco redução de pena. 
Não exclui a 
culpabilidade e 
configura agravante 
genérica (art. 61, II, l, 
do CP). 
 
 
A emancipação civil altera a inimputabilidade penal? 
Não! A emancipação civil em nada altera a inimputabilidade penal! 
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ATENÇÃO! 
Não afasta a imputabilidade penal: 
● A emoção; 
● A paixão; 
● Embriaguez voluntária ou culposa. 
 
As sentenças proferidas perante os inimputáveis são absolutórias? 
Sim! Com exceção dos menores de 18 anos (que são submetidos ao regime do ECA), as 
SENTENÇAS proferidas perante os inimputáveis é ABSOLUTÓRIA, que podem ser: *CAIU NA 
OAB 30* 
● SENTENÇA ABSOLUTÓRIA PRÓPRIA: juiz absolve o réu e não aplica nenhuma sanção 
penal; 
● SENTENÇA ABSOLUTÓRIA IMPRÓPRIA: juiz absolve e aplica medida de segurança: 
 
NÃO ESQUECER! 
● Crime com pena de Detenção = Tratamento Ambulatorial e 
● Crime cometido com pena de Reclusão = Internação *CAIU NA OAB 30* 
 
2.2 Potencial Consciência da Ilicitude 
- A aplicação da pena só é possível quando o agente tinha ao menos a possibilidade de conhecer o 
caráter ilícito do fato. 
→ São excludentes do potencial consciência da ilicitude: 
● Erro de proibição inevitável (é a falsa percepção do agente sobre o caráter 
ilícito do seu comportamento). 
● Erro de Proibição/ Erro sobre a Ilicitude do Fato: *CAIU NA OAB 42* 
-O agente conhece a realidade e sabe o que faz, mas não sabe que a conduta é ilícita. 
Exemplo: holandês traz maconha para o Brasil, achando que é lícito. 
IMPORTANTE! Afasta a culpabilidade por ausência de potencial consciência da ilicitude. 
Se escusável, ISENTA de pena. Se inescusável, redução de 1/6 a 1/3 da pena. 
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TABELINHA PARA NÃO CONFUNDIR! 
ERRO DE TIPO ERRO DE PROIBIÇÃO 
Há falsa percepção da realidade pelo agente 
(não sabe o que faz) 
O agente conhece a realidade e sabe o que faz, 
mas não sabe que a conduta é ilícita. 
O agente NÃO SABE o que faz O agente SABE o que faz, mas pensa que sua 
conduta é lícita. 
Excludente de tipicidade Excludente de culpabilidade (não há potencial 
consciência da ilicitude) 
ESCUSÁVEL → exclui o dolo e a culpa 
INESCUSÁVEL → exclui somente o dolo, mas 
subsiste a culpa, se o crime culposo for previsto 
na lei. 
ESCUSÁVEL → exclui a culpabilidade por 
ausência do potencial consciência da ilicitude 
INESCUSÁVEL → agente responde pelo crime 
doloso, com redução de pena de 1/6 a 1/3 
EXCLUI O CRIME (o fato não é típico) EXCLUI A PENA (o fato é típico, ilícito mas não é 
culpável) 
 
2.3 Exigibilidade de Conduta Diversa 
Quando o agente pratica o fato típico e ilícito em uma situação de normalidade, ou seja, quando lhe 
era exigível uma conduta diversa. 
→ Excludentes da conduta diversa: 
● Coação MORAL irresistível: O coator, para alcançar o resultado ilícito desejado, ameaça o 
coagido, e este, por medo, realiza a conduta criminosa. Essa intimidação recai sobre sua 
vontade, viciando-a, de modo a retirar a exigência legal de agir de maneira diferente. 
Exclui-se a culpabilidade, em face da inexigibilidade de conduta diversa. 
Exemplo: Traficante ordena que indivíduo guarde droga na residência dele sob pena de perturbar 
sua família. 
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ATENÇÃO! 
O que foi coagido não responde por nada se foi irresistível. Já o coator responde pelo 
crime normalmente. Trata-se de manifestação da autoria mediata, pois o coator 
valeu-se de uma pessoa sem culpabilidade (inexigibilidade de conduta diversa) para realizar uma 
infração penal. Além disso, o coator responde – além do crime praticado pelo coagido – pelo 
crime de tortura definido pelo art. 1.º, I, 'b', da Lei 9.455/77 em concurso material. 
 
PARA DECORAR!! 
Lembre-se que se a coação for FÍSICA, haverá a exclusão da TIPICIDADE. 
 
● Obediência hierárquica: Quando um funcionário público subalterno pratica uma 
infração penal em decorrência do cumprimento de ordem, não manifestamente ilegal, 
emitida pelo superior hierárquico. 
Exemplo: Mandado de prisão ilegal. 
 
PEGADINHA DA BANCA! 
Quanto a obediência hierárquica, a ordem dada NÃO pode ser manifestamente ilegal! 
Pois, caso seja, aquele que cumpre a ordem sabendo que está cumprindo uma ordem ilegal, 
responde pelo crime juntamente com aquele que deu a ordem. 
Assim… 
- Ordem manifestamente ilegal (“estava na cara”): ambos respondem; 
- Ordem não manifestamente ilegal (como previsto no respectio artigo): apenas o chefe 
responde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIA 18 
 DIREITO CIVIL 
Contratos: Contratos em Geral 
 
1. Conceito de Contrato 
Contrato é o acordo estabelecido entre 2 ou mais pessoas para constituir, regular ou extinguir uma 
relação jurídica. Possui os seguintes elementos: 
→ Elementos Subjetivos: 
Partes contratantes, devem ter a capacidade para contratar ou serem assistidas ou representadas, 
com discernimento para consentir. 
→ Elementos Objetivos: 
Objeto disposto entre as partes, na qual deve ser lícito, possível e determinável, não podendo atentar 
contra a ordem pública. 
 
1.1 Requisitos para a sua validade 
- Acordo de vontades entre as partes; 
- Agente capaz; 
- Objeto lícito, possível, determinado ou determinável; 
- Forma prescrita ou não defesa em lei; 
- Ausência de defeitos (causadores de nulidade ou anulabilidade). 
2. Princípios contratuais 
No direito brasileiro, os princípios contratuais são as bases que sustentam e orientam a formação, 
interpretação e execução dos contratos, garantindo a sua validade e o respeito aos direitos e 
deveres das partes envolvidas. 
Vejamos os mais importantes: 
 
 
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2.1 Autonomia da vontade 
O Princípio da Autonomia da Vontade, ou Autonomia Privada, é um dos pilares do Direito Contratual e 
se refere à liberdade que as partes têm para decidir se querem contratar, com quem querem 
contratar e qual será o conteúdo do contrato. 
Em outras palavras, ele permite que indivíduos e empresas regulem seus próprios interesses por meio 
de acordos, criando normas e obrigações para si mesmos. 
2.2 Força obrigatória dos contratos (“Pacta sunt servanda”) 
As partes não são obrigadas a contratar, mas, uma vez que o façam, ficam obrigadas a cumprir suas 
cláusulas. 
Além disso, em regra, os contratos não serão revisados, salvo se houver onerosidade excessiva para 
uma das partes. 
Exemplo: Uma vez que o contrato foi assinado, ele se tornou uma "lei entre as partes". João é 
obrigado a entregar o apartamento e transferir a propriedade, e Maria é obrigada a pagar o valor 
combinado nas datas estipuladas. Nenhum deles pode desistir unilateralmente do negócio ou mudar 
as condições (preço, prazos, multas). Qualquer alteração exige o acordo de ambos. Esse princípio 
garante a segurança jurídica, permitindo que as partes confiem que o que foi acordado será 
cumprido. 
2.3 Relatividade dos efeitos do contrato 
Em regra, os contratos produzem efeito entre as partes; 
Exceções: 
● Promessa em favor de terceiro: É quando as partes de um contrato (o estipulante e o 
promitente) combinam que uma prestação será realizada em benefício de uma terceira pessoa (o 
beneficiário), que não é parte do contrato. 
● Promessa de fato de terceiro: Aqui, uma das partes (o promitente) se compromete com a 
outra (o estipulante) a conseguir que um terceiro faça algo ou dê seu consentimento para algo. 
● Contrato com pessoa a declarar: É um contrato onde uma das partes (o estipulante) se 
reserva o direito de, em um prazo determinado, nomear uma outra pessoa (o eleito) que o substituirá 
na posição contratual, ou seja, assumirá os direitos e obrigações do contrato. 
2.4 Função Social do contrato 
O contrato interessa a toda a sociedade, limitando-se à liberdade de contratar (art. 421, CC). São 
vocacionados ao bem-estar comum, sem prejuízo do interesse econômico pretendido pelas partes. 
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Tem como objetivo: 
● Abrandar a força obrigatória do contrato (Pacta Sunt Servanda); 
● Coibir cláusulas abusivas, gerando nulidade absoluta das mesmas; 
● Possibilitar, sempre que possível, a conservação do contrato e o seu equilíbrio; 
● Possibilitar a revisão do contrato quando o mesmo contiver alguma onerosidade excessiva. 
Exemplo: Um proprietário de imóvel aluga um terreno para um comerciante por muitos anos. No 
último ano do contrato, o comerciante investe muito em benfeitorias para o seu negócio, confiando 
na renovação. No entanto, o proprietário, sem qualquer justificativa plausível, decide não renovar o 
contrato apenas para causar prejuízo ao comerciante e, talvez, até se apropriar das melhorias. A 
função social do contrato, em conjunto com a boa-fé, pode impedir que o proprietário exerça seu 
direito de não renovar de forma abusiva, protegendo o investimento e a confiança do comerciante. 
2.5 Boa-fé objetiva 
Obriga as partes contratantes a agirem de boa-fé e serem honestos quando da elaboração e 
vigência contratual (art. 422, CC). 
Exemplo: Uma empresa de Fortaleza/CE está negociando a compra de um grande lote de produtos 
de um fornecedor. No meio das negociações avançadas, a empresa, sem justificativa, rompe 
abruptamente as tratativas, causando prejuízo significativo ao fornecedor que já havia feito 
investimentos (compra de matéria-prima, etc.). Mesmo sem um contrato assinado, a quebra 
injustificada da expectativa gerada pelas negociações pode ser considerada uma violação da 
boa-fé objetiva, gerando dever de indenizar as perdas e danos. 
3. Classificação dos contratos 
Trouxemos as principais classificações dos contratos em formato de tabela, para uma visão mais 
esquematizada e resumida, suficiente para a prova da OAB. 
Vejamos: 
Quanto aos deveres das partes: 
UNILATERAIS BILATERAIS 
Cria deveres apenas para uma das partes. Cria deveres para ambas as partes. 
Quanto ao benefício das partes: 
ONEROSO GRATUITO 
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Ambas as partes se beneficiam; 
Exemplo: Contrato de compra e venda. 
Apenas uma das partes se beneficia; 
Exemplo: Doação pura - Ana, que está muito bem 
financeiramente, decide doar R$ 50.000,00 para Hulk, 
por serseu melhor amigo. 
Quanto aos riscos no contrato: 
COMUTATIVO ALEATÓRIOS 
Prestações determinadas, ou seja, as partes 
já têm conhecimento das prestações que 
deverão ser cumpridas. 
Prestações indeterminadas, ou seja, as prestações 
que deverão ser cumpridas são desconhecidas por 
uma das partes. 
Quanto à previsão legal: 
TÍPICOS OU NOMINADOS ATÍPICOS OU INOMINADOS 
O modo de desenvolvimento está previsto e 
regulamentado por lei; 
Exemplo: Contrato de compra e venda é 
previsto no Código Civil. 
Não há designação em lei e estão dentro da esfera 
de liberdade das partes (art. 425, CC). 
Quanto à forma de aperfeiçoamento: 
CONSENSUAIS REAIS 
Há manifestação da vontade. Há entrega da coisa. 
Quanto à consideração recíproca: 
EXECUÇÃO INSTANTÂNEA EXECUÇÃO DIFERIDA TRATO SUCESSIVO 
Cumprido no momento da sua celebração, 
ou seja, consuma-se em um só ato, após a 
execução (pagamento à vista). 
Cumprido no futuro, ou 
seja, consuma-se em 
um só ato, mas no futuro 
(pagamento postergado 
para data única); 
Exemplo: Ana investiu R$ 
600.000,00 para o RBD 
realizar um show daqui 1 
mês ou 1 ano. 
 
Contrato realizado de 
forma prolongada, ou 
seja, consuma-se por 
meio de atos reiterados 
(é o chamado 
pagamento fracionado). 
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Quanto à discussão das cláusulas: 
ADESÃO PARITÁRIOS CONTRATO-TIPO 
Não há liberalidade de discussão de 
cláusulas; em que pese haver a vontade das 
partes, não há puntuação contratual*, logo, 
não há negociação do está no contrato; 
Exemplo: contrato bancário. 
Permitem a discussão 
de cláusulas, há 
puntuação contratual*. 
Contrato de formulário 
(não se confunde com o 
de adesão), há 
puntuação contratual* e 
são acrescentadas 
cláusulas à mão ou por 
procedimento 
mecânico. 
Quanto à formalidade: 
FORMAIS INFORMAIS 
Forma prescrita em lei que, quando não 
observada, gera nulidade do contrato; 
Exemplo: Compra e venda de bem imóvel. 
Não há forma prevista na lei. 
Quanto à solenidade: 
SOLENES NÃO SOLENES 
Lei prevê solenidade para que se aperfeiçoe; 
Exemplo: Registro. 
Não há forma prevista na lei. 
Quanto à definitividade: 
PRELIMINARES DEFINITIVOS 
Antecedem o definitivo, implica a confecção 
do contrato principal. 
É o contrato propriamente dito. 
*Obs: Pontuação contratual é a fase de negociações que antecede a proposta de um contrato. 
 
4. Teoria da imprevisão (Rebus Sic Stantibus) 
A Teoria da Imprevisão visa proteger uma das partes de um contrato de um desequilíbrio contratual 
causado por eventos que não eram previsíveis no momento da celebração do contrato ou 
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extraordinários, permitindo que a parte prejudicada solicite a revisão ou resolução do contrato para 
restabelecer o equilíbrio contratual. Com a aplicação da teoria da imprevisão, deve-se observar a 
tentativa de manutenção da conservação do contrato, caso não seja possível, faz-se necessária a 
resolução contratual (art. 479, CC). 
4.1 Requisitos 
 
● Existe o contrato de execução continuada ou diferida (são os que devem ser cumpridos em 
um só ato, mas em momento futuro. A prestação de uma das partes não se dá 
imediatamente após a formação do vínculo, mas a termo) + 
● Prestação excessivamente onerosa e extrema vantagem para a outra parte + 
● Fato superveniente e imprevisível 
É uma cláusula implícita a todos os contratos, objetivando o equilíbrio entre os contratantes. 
IMPORTANTE! Caso o indivíduo esteja diante de uma relação consumerista, deverá aplicar 
a Teoria da Quebra da Base Objetiva do Contrato, prevista no art. 6, V, do CDC, que exige 
apenas que o fato seja superveniente e acarreta onerosidade excessiva. 
TABELINHA PARA NÃO CONFUNDIR! 
TEORIA DA IMPREVISÃO TEORIA DA QUEBRA DA BASE OBJETIVA 
Aplica-se nas relações cíveis Aplica-se nas relações consumeristas 
Fundamento: art 478 CC Fundamento: art 6, V CDC 
Art. 478. Nos contratos de execução 
continuada ou diferida, se a prestação de uma 
das partes se tornar excessivamente onerosa, 
com extrema vantagem para a outra, em 
virtude de acontecimentos extraordinários e 
imprevisíveis, poderá o devedor pedir a 
resolução do contrato. Os efeitos da sentença 
que a decretar retroagirão à data da citação. 
Art. 6 São direitos básicos do consumidor: 
[...] 
V - a modificação das cláusulas contratuais que 
estabeleçam prestações desproporcionais ou 
sua revisão em razão de fatos supervenientes 
que as tornem excessivamente onerosas; 
 
5. Exceção do contrato não cumprido (Exceptio Non Adimpleti Contractus) 
Se uma das partes descumprir o acordado, a outra não pode ser obrigada a cumprir (art. 476, CC). 
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IMPORTANTE! Só é possível alegar essa exceção em contratos onerosos! 
Trata-se de um mecanismo de defesa, pois, excepcionalmente será permitido, a quem incumbe 
cumprir a prestação em primeiro lugar, recusar-se ao seu cumprimento, até que a outra parte 
satisfaça a prestação que lhe compete ou dê alguma garantia de que ela será cumprida. *CAIU NA 
OAB 34* 
 
6. Estipulação em favor de terceiro 
A estipulação em favor de terceiro permite que um contrato, celebrado entre duas partes, gere um 
benefício direto para uma terceira pessoa que não faz parte da relação contratual original. 
ATENÇÃO!!! É uma importante exceção ao princípio da relatividade dos efeitos dos 
contratos, que geralmente limita os efeitos contratuais apenas às partes que os 
celebraram. 
Art. 436 CC. O que estipula em favor de terceiro pode exigir o cumprimento da 
obrigação. 
Parágrafo único. Ao terceiro, em favor de quem se estipulou a obrigação, 
também é permitido exigi-la, ficando, todavia, sujeito às condições e normas 
do contrato, se a ele anuir, e o estipulante não o inovar nos termos do art. 438. 
Art. 437 CC. Se ao terceiro, em favor de quem se fez o contrato, se deixar o 
direito de reclamar-lhe a execução, não poderá o estipulante exonerar o 
devedor. 
Art. 438 CC. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o terceiro 
designado no contrato, independentemente da sua anuência e da do outro 
contratante. 
Parágrafo único. A substituição pode ser feita por ato entre vivos ou por 
disposição de última vontade. 
Ocorre quando uma pessoa (estipulante) convenciona com outra (promitente) uma obrigação em 
que a prestação será cumprida em favor de outra pessoa (beneficiário). 
ATENÇÃO!!! O beneficiário não está na relação jurídica, é um terceiro. 
Exemplo: Maria decide procurar uma seguradora para fazer um contrato de seguro de vida, na qual 
beneficiará sua filha, ou seja, a relação jurídica é entre Maria e a seguradora, mas quem será 
beneficiada é sua filha (terceira pessoa). 
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Qualquer pessoa pode ser indicada como beneficiária, desde que seja sujeito de direitos e 
determinável. Ademais, por se tratar de uma exceção ao princípio da relatividade dos contratos, o 
consentimento do beneficiário não é necessário para a constituição do contrato, sendo que ele ainda 
poderá recusar-se a receber a estipulação feita em seu favor. 
 
7. Promessa de fato de terceiroTrata-se de um contrato em que uma pessoa (promitente) se obriga a fazer com que um terceiro 
cumpra um fato. O promitente é quem assume a obrigação. O terceiro só se vincula quando dá o 
consentimento. O promitente não terá mais qualquer responsabilidade ou obrigação com relação 
àquele contrato. 
NÃO CONFUNDIR!!! A promessa de fato de terceiro não se confunde com a estipulação em 
favor de terceiro. Enquanto na estipulação um contrato beneficia um terceiro, na 
promessa de fato de terceiro, uma das partes contrata para que um terceiro realize uma 
prestação ou ato específico. 
Art. 439 CC. Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas 
e danos, quando este o não executar. 
Exemplo: Ana, amiga de Hulk, promete para um programa de podcast que Hulk participaria de um 
congresso de Direito Civil. Entretanto, no dia da palestra, Hulk não aparece, logo, quem responderá 
por perdas e danos será Ana. 
Parágrafo único. Tal responsabilidade não existirá se o terceiro for o cônjuge do 
promitente, dependendo da sua anuência o ato a ser praticado, e desde que, 
pelo regime do casamento, a indenização, de algum modo, venha a recair sobre 
os seus bens. 
Exemplo: Ana, casada com Aldenor sob o regime da comunhão universal de bens, prometeu, com a 
anuência de Aldenor, que este participaria de um programa de podcast. No entanto, na data 
estipulada, Aldenor não comparece. Nesse caso, Ana não responderá por perdas e danos. 
Art. 440 CC. Nenhuma obrigação haverá para quem se comprometer por 
outrem, se este, depois de se ter obrigado, faltar à prestação. 
Exemplo: Ana convenceu Aldenor a ir até o podcast, mas chegando lá, ele se revolta e discute com o 
apresentador, indo embora. Nesse caso, quem vai responder por perdas e danos será Aldenor. 
 
 
 
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8. Vício redibitório 
O vício redibitório é um defeito oculto em uma coisa (móvel ou imóvel) que a torna imprópria para o 
uso a que se destina ou lhe diminui consideravelmente o valor, sendo uma garantia implícita. Esse 
vício ocorre em contratos comutativos, ou seja, aqueles em que as prestações são certas e 
equivalentes para ambas as partes (como a compra e venda), ou em doações onerosas (com 
encargo), nos termos do art. 441 do CC. 
Redibir significa anular judicialmente uma venda ou outro contrato comutativo em que a coisa 
negociada foi entregue com vícios ou defeitos ocultos. Neste caso há o desconhecimento do vício 
pelo adquirente. 
ATENÇÃO!! Não há que se falar em vício redibitório no Código do Consumidor! 
 
8.1 Características 
● É um defeito material e oculto que atinge a coisa objeto do contrato prejudicando o seu uso 
ou reduzindo seu valor, dando ao adquirente direito para redibir (devolver a coisa defeituosa) 
ou para obter abatimento no preço. 
● A demanda redibitória é tempestiva; 
● Não há necessidade de culpa; 
● O adquirente tem a opção de rejeitar a coisa ou pedir o abatimento do preço, não é obrigada 
a escolher o abatimento (art. 442, CC); 
● Se o alienante conhecia o vício/defeito da coisa, restituirá o que recebeu com perdas e danos; 
se o não conhecia, restituirá o valor recebido mais as despesas do contrato (art. 443, CC); 
IMPORTANTE! Se o alienante sabia da existência do vício, além de devolver o valor, deverá, 
ainda, pagar perdas e danos. 
Se não sabia, irá somente restituir o valor recebido + despesas do contrato. 
 
8.2 Ações do vício redibitório 
→ AÇÃO REDIBITÓRIA: 
O objeto da demanda é o desfazimento do contrato - redibir o negócio (uso impossível), prazo 
prescricional de 3 anos (art. 206, §3º, V, CC). 
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→ AÇÃO ESTIMATÓRIA: 
O objeto da demanda será o abatimento do preço e manutenção do negócio. 
ATENÇÃO!!! O alienante é responsável objetivamente (independentemente de culpa), 
mesmo alegando que não conhecia o defeito. Não se exige má-fé do alienante! 
RESUMÃO! 
PRAZO PARA AJUIZAR AÇÃO REDIBITÓRIA (art. 445, CC): 
Móvel – 30 dias a contar da entrega. Imóvel – 1 ano a contar da entrega. 
Se o adquirente já estava na posse, o prazo 
conta-se da alienação, reduzido à metade. 
Sendo bem móvel ou imóvel que nunca teve posse, 
conta-se o prazo inteiro. 
PRAZO QUANDO VÍCIO OCULTO OU DE DIFÍCIL PERCEPÇÃO: 
Móvel - 180 dias a contar da descoberta do 
vício. 
Imóvel - 1 ano a contar da descoberta do vício. 
Exemplo: Em dezembro, Ana comprou um carro de uma concessionária e o vendedor disse que só 
precisaria fazer a revisão após 6 meses, pois ele já tinha feito. Em junho, Ana leva o carro para revisão 
e descobre que existe um vício, logo, o prazo começa a ser contado a partir de junho. 
 
9. Evicção 
Consiste na perda da coisa, de forma total ou parcial, diante de uma decisão judicial ou ato 
administrativo de apreensão fundados em causa preexiste ao contrato que a atribui a um terceiro. 
A mesma ocorre quando quem vendeu não poderia ter vendido e quem comprou perdeu o bem 
para o verdadeiro proprietário. 
 
9.1 Sujeitos 
● Evicto: adquirente que vem a perder a coisa adquirida; 
● Alienante: aquele que transfere através de contrato; 
● Evictor: terceiro que move a ação e vem a ganhar total ou parcialmente o objeto do contrato. 
 
 
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9.2 Requisitos 
● Contrato oneroso; 
● Perda da coisa por ato estatal; 
● Anterioridade do direito do terceiro: Nos casos de perda parcial, mas considerável, poderá o 
evicto optar entre rescisão do contrato e restituição da parte do preço correspondente ao 
desfalque sofrido. 
Exemplo: Apreensão de veículo por falsificação de documento realizado pelo antigo dono. 
 
9.3 Características 
● Não é necessária a previsão contratual para que a responsabilidade sobre a evicção do 
alienante seja alegada, todavia, as partes podem reforçá-la, diminuí-la ou excluí-la (art. 448, 
CC); 
● A má-fé na evicção é latente; 
● O evicto poderá pleitear, salvo estipulação em contrário, a restituição integral do preço ou 
das quantias que pagou (art. 450, CC), através da AÇÃO EDILÍCIA, observado o prazo 
prescricional de 3 anos (art. 206, §3º, V, CC), tendo direito: 
 - à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir; 
- à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente 
resultarem da evicção; 
- às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. 
ATENÇÃO!!! Caso o evicto saiba que o bem possui algum litígio ou que o dono não é quem 
esteja vendendo, não terá direito de demandar contra quem vendeu (art. 457, CC). 
 
10. Contrato aleatório 
Essa modalidade de contrato dispõe que as obrigações assumidas por uma ou ambas as partes 
dependem de um evento incerto ou desconhecido no momento da celebração, além disso caso o 
evento acordado não venha a existir um dos contratantes assumirá o risco tendo o outro direito de 
receber, conforme art. 458 do Código Civil. 
Art. 458. CC. Se o contrato for aleatório, por dizer respeito a coisas ou fatos 
futuros, cujo risco de não virem a existir um dos contratantes assuma, terá o outro 
direito de receber integralmente o que lhe foi prometido, desde que de sua parte 
não tenha havido dolo ou culpa, ainda que nada do avençado venha a existir. 
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Exemplo: no caso de um contrato de compra e venda, quando se compra coisa incerta ou futura, 
compro a colheita de milho, que pode existir se o campo produzir o milho, ou deixar de existir, caso 
não produza, ou o contrato de seguro, em que a contraprestação da seguradora só é devida se 
ocorrer um evento futuro, por exemplo, no seguro contra incêndio, a indenização só será devida se a 
coisa se incendiar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Contratos: Contratos em Espécie 
Passada a parte geral dos contratos, vamos estudar as espécies. Para a 1ª fase da OAB, não vamos 
esgotar exaustivamente todas as espécies com suas peculiaridades. Vamos estudar as espécies 
mais cobradas, como contrato de compra e venda, doação, mútuo, comodato, fiança, locação, 
prestação de serviço e empreitada. 
 
1. Contrato de compra e venda 
O contrato de compra e venda é um dos contratos mais comuns e fundamentais do Direito Civil 
brasileiro. Ele está previsto nos artigos 481 e seguintes do Código Civil, e é a base para a maioria das 
transações comerciais e particulares envolvendo bens. 
Art. 481 CC. Pelo contrato de compra e venda, um dos contratantes se obriga a 
transferir o domínio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe certo preço em 
dinheiro. 
 Nesta modalidade, o comprador se obriga a pagar preço e o vendedor se obriga a entregar o objeto. 
Trata-se de um contrato translativo, mas o contrato de compra e venda por si só não transmite a 
propriedade, só estabelecendo o COMPROMISSO de o vencedor transmitir a propriedade. 
ATENÇÃO!!! Se, ao invés de pagar o preço, puder entregar outra coisa, trata-se de troca 
ou permuta. 
A propriedade móvel se transfere através da TRADIÇÃO (entrega) e a transferência da propriedade 
imóvel se dá por meio de REGISTRO no cartório de registro imobiliário. 
Art. 1.267 CC. A propriedade das coisas não se transfere pelos negócios jurídicos 
antes da tradição. 
Art. 1.245 CC. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do 
título translativo no Registro de Imóveis. 
A escritura pública é essencial para a validade do contrato de compra e venda de imóveis de valor 
superior a 30 vezes o maior salário mínimo vigente no país (art. 108, CC). A ausência de escritura 
pública torna o contrato nulo (art. 108, CC). 
ATENÇÃO!!! EXCEÇÃO: Caso seja um imóvel de valor menor que 30 salários mínimos, não 
é necessário a escritura pública. *CAIU NA OAB 41* 
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O vendedor tem a obrigação de entregar a coisa ao comprador. Enquanto não ocorre essa tradição, 
a coisa é do vendedor e, por isso, os riscos em relação à coisa correm por sua conta, até a tradição 
ou registro. 
Se antes da tradição o comprador cair em insolvência civil, poderá o vendedor sobrestar a entrega 
da coisa até que o comprador lhe dê garantias, reais ou fidejussórias, de que vai pagar o preço por 
aquela coisa. Há, aqui, a exceptio non adimpleti contractus, um inadimplemento antes da entrega 
da coisa. 
 
1.1 Cláusulas especiais do contrato de compra e venda 
 → Retrovenda: 
 Assegura o direito ao vendedor de comprar para si o imóvel (cabe apenas para esse tipo) vendido e 
sujeita o comprador ao dever de vendê-la àquele, dentro do prazo decadencial de 3 anos (art. 505, 
CC). 
 Exemplo: Ana é apaixonada pelo seu apartamento, mas, infelizmente, está precisando vender. Hulk, 
que está muito interessado, faz uma proposta. Ana diz que só irá vender a casa se tiver o direito de 
retrovenda, pois caso consiga o dinheiro de volta em até 3 anos, ele terá que vender para ela. 
 → Venda a contento: 
 Depende da manifestação do agrado/satisfação do potencial comprador sobre a coisa (bem móvel 
- mais frequente - ou imóvel) que lhe foi entregue pelo vendedor. 
 Exemplo: O vinho que se degusta pode ser um entre tantos que serão comprados. 
 → Direito de Preferência: 
 Assegura ao vendedor o direito de adquirir a coisa quando o comprador pretender vendê-la a 
terceiro, pelo preço e condições que este oferecer (art. 513, CC). 
 Exemplo: Ana vende sua casa para Aldenor com cláusula de preferência. Quando Aldenor quiser 
vender sua casa, deverá oferecer primeiro a Ana, que é a antiga dona, e ela terá preferência quanto 
aos outros compradores. Se ele quiser vender por R$ 300.000,00 e Ana não aceitar e um outro 
comprador aceitar, poderá vender para o outro. 
 
E se o novo comprador não cumprir a cláusula? 
Irá responder por perdas e danos e caso esse terceiro tenha comprado, sabendo da 
existência da cláusula, responderá solidariamente com o vendedor, por existir má-fé 
(art. 518, CC). 
 
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 → Venda com Reserva de Domínio: 
 A entrega da coisa não constitui tradição, no sentido de modo de aquisição da propriedade da coisa 
móvel, mas apenas transmissão de posse direta para o comprador. Enquanto perdurar o pagamento 
das prestações, o direito de propriedade e a posse mediata permanecem com o vendedor e a posse 
imediata é transferida ao comprador. 
 Exemplo: Ana quer comprar o carro de Hulk, mas Hulk diz para Ana que, apesar de transferir a posse 
do carro, permanecerá como dono até a quitação do preço. 
1.2 Venda de ascendentes a descendentes 
É proibido que ascendentes vendam aos descendentes quaisquer bens, sem que haja o 
consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante, sob pena de anulação do ato. 
ATENÇÃO!!! EXCEÇÃO: Dispensa-se o consentimento do cônjuge, se casado sob o regime 
de separação obrigatória!! 
O prazo para anular essa venda de ascendente para descendente é um prazo decadencial de 2 
anos, contado da celebração do negócio. 
1.3 Venda entre cônjuges 
É possível que haja a venda de bens entre cônjuges, desde que o contrato de compra e venda seja 
compatível com o regime de bens adotado pelo casal, isso porque só é possível compra e venda de 
bens excluídos da comunhão. 
Exemplo: Se João já tinha um apartamento em Fortaleza/CE antes de se casar com Maria, esse 
apartamento é um bem particular de João. Ele pode vendê-lo para Maria. Da mesma forma, se Maria 
já tinha um carro antes do casamento, ela pode vendê-lo para João. 
Se o bem estiver dentre aqueles constantes da comunhão, a compra e venda será nula, visto que há 
a impossibilidade do objeto (art. 166, II, CC). 
 
1.4 Venda Ad Mensuram (art. 500 CC) 
Trata-se de venda especificada, detalhada por indicação de preço e medida de extensão. 
Exemplo: Um comprador está interessado em um terreno para construir uma loja. O vendedor 
anuncia o terreno com 300 m², e o preço é negociado em R$ 1.500,00 por m², totalizando R$ 
450.000,00. No contrato, fica explícito: "Terreno de 300 m², pelo valor de R$ 1.500,00/m²". Ao medir o 
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terreno após a compra, o comprador descobre que ele tem apenas 280 m² (20 m² a menos). Como a 
venda foi ad mensuram, o comprador tem direito de: 
- Pedir os 20 m² que faltam (sepossível); ou 
- Exigir a devolução de R$ 30.000,00 (20 m² x R$ 1.500,00/m²); ou 
- Desfazer o negócio, se a falta for significativa para o seu projeto. 
Isso acontece porque, na venda ad mensuram, a medida é essencial para o preço e a finalidade do 
imóvel. 
Se houver variação considerável na área, estará presente um vício redibitório especial. Se a margem 
de erro é apenas de 5%, o comprador não poderá ingressar em juízo, salvo se provar que sem esse 
percentual não teria realizado a compra. *CAIU NA OAB 34* 
 
2. Contrato de doação 
O contrato de doação é uma forma de liberalidade onde uma pessoa, por espírito de liberalidade, 
transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra, que os aceita. É um contrato 
benéfico, unilateral e gratuito. 
Art. 538 CC. Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por 
liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de 
outra. 
2.1 Características 
- Trata-se de um contrato em que o doador transfere para o donatário seus bens ou vantagens que 
assim desejar; 
- A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular (art. 541, CC); 
- Ademais, a doação feita ao nascituro é válida, desde que seja aceita pelo seu representante legal 
(art. 542, CC). Aqui, o contrato é válido, mas a eficácia da doação depende do nascimento com vida 
do donatário, estando em uma condição suspensiva. 
IMPORTANTE!! Se a pessoa que o doador indicar falecer antes de receber a doação, os 
bens doados voltarão para o seu patrimônio. 
 
IMPORTANTE!! É nula a doação de todos os bens sem a reserva do mínimo para a 
sobrevivência do doador (art. 548, CC), bem como a doação quanto à parte que exceder 
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o limite de que o doador, no momento da liberalidade, poderia dispor em testamento (doação 
inoficiosa) (art. 549, CC); 
Exemplo: Ana tem seus bens avaliados no valor de R$ 500.000,00 e decide deixar um testamento a 
Hulk, seu amigo, no valor de R$ 400.000,00. Ana tem uma filha, logo, não será possível cumprir esse 
testamento, pois ela só poderia dispor de 50% do valor que possui, que seria R$ 250.000,00, visto 
que os outros 50% seria de sua filha, herdeira necessária. 
 
IMPORTANTE!! É ANULÁVEL a doação feita para amante. 
 
2.2 Doação pura 
A doação pura é a forma mais simples e direta de doação no Direito Civil. Ela se caracteriza por ser 
um ato de pura liberalidade do doador, sem que haja qualquer tipo de contrapartida, condição, 
encargo ou motivação específica imposta ao donatário (quem recebe a doação). 
Doação pura é aquela feita sem condição presente ou futura, sem encargo, sem termo, enfim, sem 
quaisquer restrições ou modificações para a sua constituição ou execução. Ademais, dispensa-se a 
aceitação expressa quando se tratar de doação pura, feita em favor de absolutamente incapaz. (art. 
543, do CC) *CAIU NA OAB 34* 
Exemplo: João, por carinho, doa um relógio de pulso para sua amiga Maria. Não há nenhuma 
condição para Maria usar o relógio, nem ela precisa fazer nada em troca. É uma liberalidade total. 
2.2 Revogação da doação 
A revogação da doação é a possibilidade de o doador desfazer a liberalidade anteriormente feita, 
retomando o bem ou a vantagem doada. 
 
Em quais hipóteses a doação pode ser revogada? E qual o prazo? 
Por ingratidão do donatário ou por inexecução do encargo! O prazo para revogação da 
doação será de 1 ano, a contar de quando chegue ao conhecimento do doador o fato que 
autoriza a revogação da doação. 
 
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IMPORTANTE!! A revogação não vai prejudicar direitos adquiridos por terceiros nem vai 
obrigar o donatário a restituir frutos que percebeu antes da citação válida da ação que 
intenta a revogação da doação. 
→ Ingratidão do donatário (hipóteses exemplificativas): 
A revogação por ingratidão ocorre quando o donatário comete atos de ingratidão contra o doador, 
como atentado contra a vida, homicídio doloso, ofensa física, injúria grave, calúnia etc. 
● donatário atentou contra a vida do doador: se conseguir consumar a morte do doador, 
quem terá legitimidade será os seus herdeiros; 
● donatário atentou fisicamente contra o doador; 
● donatário injuriou gravemente o doador ou o caluniou; 
● se, podendo ministrar alimentos ao doador, o donatário tenha se recusado a prestar; 
● quando o donatário causar uma das hipóteses acima em face do cônjuge, ascendente, 
descendente, ainda que adotivo, ou irmão do doador; 
EXCEÇÕES! Doações que NÃO podem ser revogadas por ingratidão: 
● doações puramente remuneratórias (aquelas que são uma espécie de 
agradecimento); *CAIU NA OAB 32* 
● as oneradas com encargo já cumprido; 
● as que se fizerem em cumprimento de obrigação natural; as feitas para determinado 
casamento. 
→ Inexecução do encargo: 
Ocorre quando o donatário não cumpre a obrigação estabelecida pelo doador como condição para 
a doação. 
Exemplo: Dona Glória doa um terreno para seu sobrinho Pedro com uma condição explícita no 
contrato: Pedro deve revitalizar a praça pública em frente à casa dela em 6 meses. Pedro aceita o 
terreno, mas não cumpre a obrigação de arrumar a praça dentro do prazo. Diante do não 
cumprimento do encargo, Dona Glória pode entrar com uma ação judicial para revogar a doação. Se 
o juiz confirmar o descumprimento, o terreno volta para o patrimônio de Dona Glória. 
O direito de revogar a doação, nesta hipótese, não se transmite aos herdeiros do doador e nem 
prejudica os herdeiros do donatário. 
ATENÇÃO!!! O direito de revogar uma doação NÃO é extensível aos herdeiros do doador e 
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nem pode ser usado em desfavor dos herdeiros do donatário. Ou seja, toda revogação é 
PERSONALÍSSIMA. 
EXCEÇÕES: 
● Caso já tenha sido dado início à ação pelo doador, os herdeiros poderão prosseguir em 
caso de falecimento. Igualmente, caso o donatário venha a falecer no curso do processo, a 
demanda poderá continuar em face destes. 
● Caso o doador tenha sido morto pelo donatário, terá legitimidade os seus 
herdeiros/sucessores. 
 
2.3 Doação de ascendentes e descendentes e doação entre cônjuges 
As doações de ascendentes a descendentes e a doação entre cônjuges importam em adiantamento 
da herança. 
No caso de doação de ascendentes a descendentes, os bens deverão ser colacionados ao processo 
de inventário pelo descendente que recebeu o bem, sob pena de ser considerado sonegado, 
perdendo o direito que tem sobre a coisa. 
Já a doação entre cônjuges é plenamente válida e possível, desde que o bem doado não seja 
integrante de patrimônio comum do casal, como é o bem particular. 
3. Mútuo 
O contrato de mútuo é um tipo de empréstimo de coisas fungíveis, ou seja, bens que podem ser 
substituídos por outros do mesmo gênero, qualidade e quantidade (art. 586, CC). 
Exemplo: O mais comum é o DINHEIRO - Ana empresta R$ 200,00 para Aldenor, na qual fica 
estipulado que deve restituir com outro objeto do mesmo gênero, qualidade e quantidade. Ele poderá 
entregar uma nota de R$ 200,00 ou 2 notas de R$ 100,00, por exemplo. 
A coisa devolvida não é exatamente a mesma coisa que foi emprestada, mas sim algo com as 
mesmas caraterísticas, em razão de sua fungibilidade. 
O mutuante pode exigir garantia da restituição, se antes do vencimentoo mutuário sofrer notória 
mudança em sua situação econômica. 
O mútuo feito a pessoa menor, sem prévia autorização daquele sob cuja guarda estiver, não pode 
ser reavido nem do mutuário, nem de seus fiadores (art. 588, CC). 
 
 
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4. Comodato 
O contrato de comodato é um tipo de empréstimo gratuito de coisas infungíveis, ou seja, bens que 
não podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade, devendo a coisa 
ser devolvida ao final (art. 579, CC). *CAIU NA OAB 33* 
Exemplo: O modem de internet é um contrato de comodato, visto que foi contratado a internet, mas 
é necessário o modem para funcionar, sendo assim, a empresa cede o uso do modem. 
Quando o prazo estipulado se findar, o comodatário devolverá o objeto ao comodante, é o que se 
espera, é o correto a ser feito, é a tradição. Por haver condição de preservação do bem, o seu 
descumprimento é acionado com a cláusula penal, na falta dessa prevalece a pacta sunt servanda. 
ATENÇÃO!!! Vale ressaltar que os tutores, curadores e administradores não poderão dar 
em comodato os bens confiados à sua guarda, exceto se autorizados. 
TABELINHA PARA NÃO CONFUNDIR! 
MÚTUO COMODATO 
Bens fungíveis Bens infungíveis 
Empréstimo de consumo Empréstimo de uso 
Há transferência do bem Não há transferência do bem 
Ex.: Dinheiro Ex.: Modem de Internet 
 
5. Fiança 
Trata-se de um contrato pelo qual o fiador garante que vai satisfazer ao credor uma obrigação que é 
assumida pelo devedor, caso este não cumpra a obrigação. É uma obrigação acessória em que o 
fiador garante que a obrigação principal será cumprida. *CAIU NA OAB 38* *CAIU NA OAB 41* 
Art. 818 CC. Pelo contrato de fiança, uma pessoa garante satisfazer ao credor 
uma obrigação assumida pelo devedor, caso este não a cumpra. 
Art. 819 CC. A fiança dar-se-á por escrito, e não admite interpretação extensiva, 
caso este não a cumpra. 
Não sendo limitada, a fiança compreenderá todos os acessórios da dívida principal, inclusive as 
despesas judiciais, desde a citação do fiador. Se o fiador se tornar insolvente ou incapaz, poderá o 
credor exigir que seja substituído. 
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Exemplo: O banco XYZ empresta dinheiro para Ana pagar o seu financiamento estudantil. Fernandes, 
pai de Ana, atua como seu fiador, a fim de que haja uma garantia a mais para o banco. 
A fiança limitada decorre da lei e do contrato, de modo que o fiador não pode ser compelido a pagar 
valor superior ao que foi avençado, devendo responder tão somente até o limite da garantia por ele 
assumida, o que afasta sua responsabilização em relação aos acessórios da dívida principal e aos 
honorários advocatícios, que deverão ser cobrados apenas do devedor afiançado. 
5.1 Benefício de ordem do fiador 
O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir, até a contestação da lide, que 
sejam primeiro executados os bens do devedor. É deste benefício que dizemos que a 
responsabilidade do fiador é SUBSIDIÁRIA, pois o fiador só é cobrado depois do devedor! 
EXCEÇÕES (quando não é aplicado o benefício da ordem): *CAIU NA OAB 38* *CAIU NA OAB 41* 
● Quando há renúncia expressa do benefício; 
● O fiador está na obrigação como principal pagador ou devedor solidário; 
● Devedor insolvente ou falido; 
ATENÇÃO!!! A renúncia ao benefício de ordem NÃO pode ocorrer em um contrato de 
adesão, sendo considerada a cláusula nula (Enunciado 364, CJF). 
O fiador poderá se exonerar da fiança que tenha celebrado por prazo indeterminado, sempre que 
lhe convier. Neste caso, ficará o fiador obrigado a todos os efeitos da fiança em 60 dias após a 
notificação do credor. 
ATENÇÃO!!! O fiador ficará por 120 dias obrigado quando se tratar de locação de imóveis 
urbanos (Lei nº 8.245/91). 
O fiador, ainda que solidário, ficará desobrigado: 
● Se, sem consentimento seu, o credor conceder moratória ao devedor; 
● Se, por fato do credor, for impossível a sub-rogação nos seus direitos e preferências; 
● Se o credor, em pagamento da dívida, aceitar amigavelmente do devedor objeto diverso 
do que este era obrigado a lhe dar, ainda que depois venha a perdê-lo por evicção. 
 
 
 
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6. Locação 
Trata-se de um contrato por meio do qual o locador cede ao locatário o uso e gozo de alguma coisa 
não fungível, que pode ser bem móvel ou imóvel, mediante pagamento de remuneração (aluguel). 
*CAIU NA OAB 42* 
Art. 565 CPC. Na locação de coisas, uma das partes se obriga a ceder à outra, 
por tempo determinado ou não, o uso e gozo de coisa não fungível, mediante 
certa retribuição. 
Na locação de coisas, o locatário que estiver em mora deverá responder por caso fortuito ou força 
maior. *CAIU NA OAB 32* 
 
6.1 Obrigações do locador (art. 566, CC) 
I - entregar ao locatário a coisa alugada, com suas pertenças, em estado de servir ao uso a que se 
destina, e a mantê-la nesse estado, pelo tempo do contrato, salvo cláusula expressa em contrário; 
II - garantir-lhe, durante o tempo do contrato, o uso pacíco da coisa. 
 
6.2 Obrigações do locatário (art. 569, CC) 
I - servir-se da coisa alugada para os usos convencionados ou presumidos, conforme a natureza 
dela e as circunstâncias, bem como tratá-la com o mesmo cuidado como se sua fosse; 
II - pagar pontualmente o aluguel nos prazos ajustados, e, em falta de ajuste, segundo o costume do 
lugar; 
III - levar ao conhecimento do locador as turbações de terceiros, que se pretendam fundadas em 
direito; 
IV - restituir a coisa, finda a locação, no estado em que a recebeu, salvas as deteriorações naturais 
ao uso regular. 
 
6.3 Extinção do contrato 
Art. 46, Lei nº 8.245/91. Nas locações ajustadas por escrito e por prazo igual ou 
superior a 30, a resolução do contrato ocorrerá findo o prazo estipulado, 
independentemente de notificação ou aviso. 
§ 1º Findo o prazo ajustado, se o locatário continuar na posse do imóvel alugado 
por mais de trinta dias sem oposição do locador, presumir-se-á prorrogada a 
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locação por prazo indeterminado, mantidas as demais cláusulas e condições do 
contrato. 
§ 2º Ocorrendo a prorrogação, o locador poderá denunciar o contrato a 
qualquer tempo, concedido o prazo de trinta dias para desocupação. 
Terminou o prazo de 30 meses, o proprietário poderá simplesmente pedir o imóvel e o locatário 
poderá entregar sem pagar multa ou qualquer tipo de indenização (denúncia vazia). *CAIU NA OAB 
42* 
Se o proprietário e o inquilino desejarem, poderão continuar a locação que passará a vigorar por 
prazo indeterminado. Vigorando por prazo indeterminado, qualquer uma das partes poderá terminar 
a locação bastando dar um aviso com, no mínimo, 30 dias de antecedência para desocupação. 
Importante ressaltar que o proprietário poderá retomar o imóvel locado sem uma motivação além 
do fim da vigência do prazo em que foi pactuado o contrato de aluguel. 
7. Prestação de serviço 
Trata-se de um contrato onde uma parte presta um serviço à outra, havendo subordinação, na qual 
o prestador recebe remuneração pelo serviçofazer esse pedido e a 
pessoa ficar sem nacionalidade (apatridia), ou seja, para ser aceito, precisa ter outra nacionalidade. 
 
4. Extradição 
A extradição é um mecanismo internacional de cooperação entre o Brasil e outra nação estrangeira 
com a finalidade de entregar um criminoso de uma nação para a outra a fim de puni-lo 
devidamente. 
Exemplo: um criminoso de outro país vem para o Brasil. Seu país de origem solicita a extradição para 
processar e julgar esse criminoso. Se houver acordo entre os países, poderá ser feita a extradição. 
 
 
 
 
 
 
“Ana, e no caso dos brasileiros? Eles podem ser extraditados?” 
Somente os naturalizados, em algumas situações. Portanto, o brasileiro nato NUNCA pode 
ser extraditado!! Nesse viés, vejamos o que dispõe o art. 5º, LI da CF/88: 
Art 5, LI da CF/88 – Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, 
em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de 
comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, 
na forma da lei; 
 
TABELINHA PARA NÃO CONFUNDIR! 
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EXTRADIÇÃO 
BRASILEIRO NATO BRASILEIRO NATURALIZADO 
NUNCA poderá ser extraditado, sob nenhuma 
hipótese. 
 
É o que aconteceu no caso do Robinho, que foi 
condenado por estupro no exterior, mas por 
estar no brasil, não pode ser extraditado para a 
Europa para cumprir pena. 
Brasileiro naturalizado PODE ser extraditado 
nessas condições: 
1) prática de crime comum, desde que praticado 
ANTES da naturalização; 
2) Envolvimento com tráfico ilícito de 
entorpecentes ou drogas afins praticado ANTES 
ou DEPOIS da naturalização. *CAIU NA OAB 25* 
 
5. Cargos Privativos de Brasileiros Natos 
A regra geral é que a lei não poderá estabelecer tratamento diferente entre brasileiros natos e 
naturalizados, salvo nos casos taxativos expressamente previstos pela CF/88: 
Art. 12, § 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; (prefeito/governador/vereador 
podem ser brasileiros naturalizados) 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; *CAIU NA OAB 36* 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa 
 
- Os cargos elencados acima fazem parte de um rol taxativo, quem não está na lista não precisa ser 
brasileiro nato para assumir o cargo. 
 
 
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Repartição de Competência 
Esse tema é muito decoreba, mas sempre muito cobrado nas provas mais recentes! 
Faça a leitura da letra da lei e resolva muitas questões!! 
Partindo da ideia de que a nossa Federação é composta por entes autônomos (União, Estados, 
Distrito Federal e Municípios), a Constituição Federal deve estabelecer o âmbito de atuação de cada 
um, possibilitando a convivência harmônica entre eles e o justo exercício do poder. 
Assim, é preciso que se atribua a cada ente autonomia e capacidade para eles resolverem os 
problemas que lhes são próprios, respeitando, pois, peculiaridades locais. Isso é a aplicação do 
Princípio da Predominância de Interesses. 
Assim, caberia à União os assuntos de interesse geral/nacional, que exigirão um tratamento 
uniforme em todo país (como a emissão de moeda); aos Estados, os temas de interesse regional 
(como instituir regiões metropolitanas); e aos Municípios, as matérias de interesse local (como 
organizar e prestar o transporte coletivo). 
ATENÇÃO! Não há hierarquia entre os entes federativos! 
A União, por exemplo, caso atue em tema reservado aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios, incorrerá em afronta à Constituição, devendo cessar a indevida intromissão. 
 
1. Competência Exclusiva da União (art. 21, CF) 
- Trata-se de competências de natureza administrativa ou material, ou seja, estão relacionadas 
à prestação de serviços públicos pela União. 
- Não podem ser delegadas, sob nenhuma hipótese! 
ATENÇÃO PARA ATUALIZAÇÃO LEGISLATIVA! 
Art. 21, XXIII b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização 
e a utilização de radioisótopos para pesquisa e uso agrícolas e industriais; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 118, de 2022) 
c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção, a comercialização 
e a utilização de radioisótopos para pesquisa e uso médicos; (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 118, de 2022) 
XXVI - organizar e fiscalizar a proteção e o tratamento de dados pessoais, 
nos termos da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 115, de 2022) 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc118.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc118.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc118.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc115.htm#art2
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2. Competência Privativa da União (art. 22, CF) 
- Competência legislativa, ou seja, para legislar sobre determinados assuntos. 
- Pode ser delegada aos Estados e ao DF, desde que seja sobre questões específicas e por lei 
complementar. 
ATENÇÃO PARA ATUALIZAÇÃO LEGISLATIVA! 
Art. 22, XXX CF - proteção e tratamento de dados pessoais. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 115, de 2022) 
ATENÇÃO! Para ajudar no decoreba, segue: 
CAPACETE de PM: 
C – civil, A – agrário, P – penal, A – aeronáutico, C – comercial, E – eleitoral, T – trabalho, 
E – espacial, P – processual, M – marítimo. 
 
ATENÇÃO! Legislar sobre estacionamentos é tratar de norma de direito privado, mais 
especificamente, de direito CIVIL. *CAIU NA OAB 33* 
 
JURISPRUDÊNCIA IMPORTANTE! "Compete privativamente à União instituir a Taxa de 
Fiscalização de Funcionamento (TFF) recolhidas ao Fundo de Fiscalização das Telecomunicações 
(FISTEL), devida pelas concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviços de 
telecomunicações e de uso de radiofrequência, anualmente, pela fiscalização do funcionamento 
das estações. Tese fixada pelo STF: “A instituição de taxa de fiscalização do funcionamento de 
torres e antenas de transmissão e recepção de dados e voz é de competência privativa da União, 
nos termos do art. 22, IV, da Constituição Federal, não competindo aos Municípios instituir referida 
taxa.” STF. Plenário. RE 776594/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 2/12/2022 (Repercussão Geral – 
Tema 919) (Info 1078). 
 
3. Competência Comum (art. 23, CF) 
- São competências administrativas atribuídas a todos os entes federativos, também são 
chamadas de competência paralela. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc115.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc115.htm#art3
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- Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em 
âmbito nacional. 
 
4. Competência Concorrente (art. 24, CF) 
- A União limita-se a estabelecer normas gerais.prestado. 
Art. 594 CC. Toda a espécie de serviço ou trabalho lícito, material ou imaterial, 
pode ser contratada mediante retribuição. 
Nesse viés, caso as partes não tenham estipulado o valor da retribuição nem cheguem a acordo, 
este será determinado segundo os costumes do lugar, tempo do serviço e sua qualidade. 
A prestação do serviço não poderá ter duração superior a 4 anos, mesmo que ao fim desse prazo a 
obra ainda não tenha sido concluída. 
ATENÇÃO!!! Apenas se aplica o Código Civil se não forem aplicáveis a CLT ou o CDC. 
 
8. Empreitada 
Trata-se de um contrato por meio do qual o dono da obra estipula com o empreiteiro algum serviço 
a ser executado, mediante certa remuneração. 
Exemplo: Pedro quer uma churrasqueira na sua casa em Campos dos Goytacazes. Ele contrata o 
pedreiro Sr. Antônio para construí-la. O acordo é: 
- Sr. Antônio entregará a churrasqueira pronta (resultado final). 
- Pedro pagará R$ 3.000,00 pelo serviço completo (mão de obra e materiais básicos). 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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78 
- Sr. Antônio terá autonomia para executar o trabalho, usando suas ferramentas e organizando-se 
para o prazo de 10 dias úteis. 
Esse é um contrato de empreitada porque o foco é a entrega de uma obra específica por um preço 
combinado, sem vínculo de emprego. 
O empreiteiro poderá prestar o serviço apenas com sua mão de obra ou mão de obra + materiais 
(art. 610, CC). 
O empreiteiro não se subordina ao dono da obra e deverá entregar o serviço solicitado dentro do 
prazo proposto, recebendo uma remuneração fixa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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79 
 DIREITO DO TRABALHO 
Duração do Trabalho 
1. Jornada de trabalho 
A jornada de trabalho é o período em que um empregado está à disposição do empregador para 
realizar suas atividades profissionais, conforme estabelecido no contrato de trabalho e nas leis. 
É um dos pilares da relação empregatícia, pois define a carga horária e o expediente do 
colaborador. 
Em regra, são 8 horas diárias e 44 horas semanais, sem hora extra ou atraso por 5 minutos. O 
descumprimento da limitação máxima diária ou semanal resulta no dever de remunerar as horas 
ultrapassadas como extras, com adicional mínimo de 50%. 
 
ATENÇÃO!!! É possível que o ACT ou a CCT defina um percentual superior. 
 
1.1 Horas in itinere 
Horas in itinere é uma expressão em latim que significa "horas no itinerário" ou "horas no caminho". 
Trata-se do tempo despendido pelo empregado de casa para o trabalho e vice-versa, que não é 
mais considerado tempo à disposição do empregador (mudança da reforma trabalhista).*CAIU NA 
OAB 29* 
Exemplo: Joana mora na cidade, mas trabalha em uma fazenda isolada onde não passa ônibus. A 
empresa, para ajudar, busca Joana de van todos os dias. O trajeto leva 1 hora (ida e volta). A 1 hora 
que Joana passa na van não é mais paga pela empresa. O tempo de deslocamento deixou de ser 
considerado parte da jornada de trabalho, mesmo com a van fornecida pela empresa para um local 
de difícil acesso. 
 
1.2 Tempo à disposição do empregador 
O tempo à disposição do empregador é todo o período em que o empregado está sob o poder de 
comando do empregador, aguardando ou executando ordens, mesmo que não esteja realizando 
ativamente suas tarefas. Esse tempo é considerado parte da jornada de trabalho e, portanto, deve 
ser remunerado. 
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Contudo, temos casos em que não constitui tempo à disposição do empregador, ou seja, não 
integra na jornada de trabalho, o tempo investido em: 
● Práticas religiosas; 
● Descanso; 
● Lazer; 
● Estudo; 
● Alimentação; 
● Relacionamento; 
● Higiene; 
● Troca de roupa ou uniforme. 
ATENÇÃO!!! Essas são atividades que o empregado faz por si, sem se colocar, 
necessariamente, à disposição do empregador para tal. Ou seja, nesse caso, o 
empregado faz tais atividades por VONTADE PRÓPRIA. *CAIU NA OAB 28* *CAIU NA OAB 26* *CAIU 
NA OAB 25* *CAIU NA OAB 38**CAIU NA OAB 42* 
 
ATENÇÃO!!! Caso a questão diga que há obrigatoriedade de realizar a troca de roupas na 
empresa, esse tempo contará como tempo de serviço. 
 
2. Jornada 12X36 
A jornada 12x36 é um regime de trabalho especial onde o empregado trabalha 12 horas 
consecutivas e, em seguida, folga nas 36 horas seguintes. É um modelo que tem sido amplamente 
utilizado em diversas áreas, especialmente naquelas que exigem funcionamento contínuo, como 
hospitais, segurança, portaria, indústrias com turnos ininterruptos, entre outros. 
Trata-se de um regime lícito desde que estabelecido por acordo individual escrito, convenção 
coletiva ou acordo coletivo, em regra. 
Porém, existem algumas exceções, conforme segue: 
EMPREGADO - REGRA GERAL 
(art 59 CLT) 
EMPREGADO DOMÉSTICO (art 10 
LC 150/2015) 
MOTORISTA (art 235-F CLT) 
→ Acordo individual escrito; 
→ Acordo coletivo de trabalho; 
→ Convenção coletiva de 
trabalho; 
→ Somente por acordo 
individual escrito. 
 
 
→ Acordo coletivo de 
trabalho; 
→ Convenção coletiva de 
trabalho. 
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Art. 59-A. Em exceção ao disposto 
no art. 59 desta Consolidação, é 
facultado às partes, mediante 
acordo individual escrito, 
convenção coletiva ou acordo 
coletivo de trabalho, estabelecer 
horário de trabalho de doze horas 
seguidas por trinta e seis horas 
ininterruptas de descanso, 
observados ou indenizados os 
intervalos para repouso e 
alimentação. 
Art. 10 da LC 150/2015. É facultado às 
partes, mediante acordo escrito 
entre essas, estabelecer horário de 
trabalho de 12 (doze) horas 
seguidas por 36 (trinta e seis) 
horas ininterruptas de descanso, 
observados ou indenizados os 
intervalos para repouso e 
alimentação. 
 
Art. 235-F. Convenção e acordo 
coletivo poderão prever jornada 
especial de 12 (doze) horas de 
trabalho por 36 (trinta e seis) 
horas de descanso para o 
trabalho do motorista 
profissional empregado em 
regime de compensação. 
 
ATENÇÃO!!! Os intervalos poderão ser indenizados, e os valores do descanso semanal 
remunerado, feriados e eventual prorrogação do horário noturno já estão abrangidos 
pela remuneração ajustada. 
 
ATENÇÃO!!! A CLT proíbe a retirada total dos domingos como dia de descanso em um 
período determinado. E no regime de 12x36, não há direito ao pagamento em dobro de 
horas extras trabalhadas, mesmo que se trabalhe em domingos ou feriados, visto que já estão 
incluídos na remuneração pactuada.*CAIU NA OAB 28* 
 
3. Trabalho em regime de tempo parcial 
Existem duas modalidades principais para o regime de tempo parcial após a Reforma Trabalhista: 
3.1 Modalidade 1 
É aquela cuja duração não exceda a 30 horas semanais, sem possibilidade de horas suplementares 
semanais. 
Se houver horas extras, o empregador precisa pagar o valor da hora normal + acréscimo de 50%. 
3.2 Modalidade 2 
É aquela que trabalha até 26 horas semanais e poderá fazer até 6 horas extras por semana. 
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ATENÇÃO!!! É possível a adesão dos empregados atuais, desde que haja consentimento 
do empregado e negociação coletiva. 
 
IMPORTANTE!!! No trabalho em regime de tempo parcial, a remuneração será 
proporcional à remuneração dos empregados que cumprem as mesmas funções em 
tempo integral. 
 
4. Controle de jornada 
O controle de jornada de trabalho é o registro dos horários de entrada, saída e intervalos dos 
funcionários. É essencial para garantir o cumprimento da legislação trabalhista, o pagamento 
correto de salários, horas extras e demais direitos, além de oferecer segurança jurídica para a 
empresa e para o empregado. 
ATENÇÃO!!! Empresas com mais de 20 empregados têm a obrigação de manter a 
anotação de entrada e saída dos empregados, em registro manual, mecânico ou 
eletrônico, inclusive pequenas e microempresas também. *CAIU NA OAB 24* 
Há uma incompatibilidade entre o §2º do art. 74 da CLT e a Súmula nº 338, I do TST. Mas pela CLT ter 
sido alterada pela Reforma Trabalhista (sendo mais recente) é o que prevalece, ou seja, a Súmula 
nº 338, I do TST não está mais válida! 
 
ATENÇÃO!!! É obrigatório o registro do horário de trabalho do empregado doméstico por 
qualquer meio manual, mecânico ou eletrônico (art. 12 da LC 150). 
Caso não apresente o controle de jornada na contestação, sem justificativa, gera a presunção 
RELATIVA de veracidade da jornada alegada na inicial. 
4.1 Excluídos do controle de jornada 
São EXCLUÍDOS do controle de jornada, pela impossibilidade de fiscalização do horário: 
→ Os gerentes com poderes de gestão: 
● Aquele que dar ordens, contrata e dispensa funcionários, faz reunião com fornecedores; 
● Deve receber gratificação de função não inferior a 40% do salário efetivo; 
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● Apesar de excluídos do controle de jornada, esses profissionais preservam o direito ao 
descanso semanal remunerado e à folga em feriados, sob pena de receberem em dobro 
(informativo 149 do TST). 
→ Os empregados que exercem atividade externa: 
● Por exemplo, motoristas e ferroviários que laboram em estado do interior. 
→ Os empregados em regime de teletrabalho que prestam serviço por produção ou por tarefa: 
● Para os empregados em regime de teletrabalho que prestam serviço por PRODUÇÃO ou por 
TAREFA, a lei estabelece que NÃO se aplica o controle de jornada. 
ATENÇÃO!!! Se a questão lhe trouxer o caso do empregado em regime de teletrabalho que 
pleiteia horas extras, esse terá sim o direito, pois deverá ter o controle de jornada. Somente 
nos casos em que o enunciado mencionar que o empregado presta serviço por produção ou 
tarefa — situação específica, como por exemplo, o empregado remoto que precisa escrever 20 
páginas de um material por dia — é que você adotará o entendimento de que não há controle de 
jornada. 
 
ATENÇÃO!!! O ponto britânico é uma prática de registro de ponto de trabalho que consiste 
em marcar os mesmos horários de entrada e saída para um funcionário todos os dias. 
Este é considerado INVÁLIDO no ordenamento jurídico brasileiro. 
 
5. Intervalos 
 
5.1 Intervalo interjornada 
Trata-se do período de descanso do empregado entre duas jornadas de trabalho consecutivas. 
Entre um dia e outro de trabalho deve ter intervalo de 11 horas (art 66 CLT). 
Algumas categorias diferenciadas terão horários de descanso diferentes, conforme segue: 
REGRA GERAL 11 horas (art. 66, CLT) 
CABINEIROS 14 horas (art, 245, CLT) 
JORNALISTAS 10 horas (art. 308, CLT) 
OPERADORES CINEMATOGRÁFICOS 12 horas (art. 235, § 2º, CLT) 
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TELEFONISTAS 17 horas (art. 229, caput, CLT) 
AERONAUTAS 12, 16 ou 24 horas, a depender do caso (art. 48, Lei nº 
13.475/17) 
 
ATENÇÃO!!! A não concessão do intervalo implica no pagamento do período suprimido, 
com acréscimo de 50%, com natureza indenizatória (art. 71, §4º, da CLT).*CAIU NA OAB 25* 
 
5.2 Intervalo intrajornada 
Trata-se dos períodos destinados ao repouso ou alimentação ao longo da jornada de trabalho. 
Existem 3 modalidades de intervalo intrajornada: 
● O empregado que labora, diariamente, por até 4 horas, não tem direito ao intervalo 
intrajornada; 
● Os que laboram entre 4 e 6 horas diárias, fazem jus a 15 minutos de intervalo para repouso 
e alimentação. 
● Os que possuem 6 horas ou mais de trabalho diário, farão jus a 1 hora de intervalo 
intrajornada, no mínimo. *CAIU NA OAB 25* 
TABELA PARA FIXAÇÃO! 
Jornada de até 4 horas Não tem direito ao intervalo 
Jornada entre 4 e 6 horas 15 minutos 
Jornada superior a 6 horas 1 hora, no mínimo. 
 
ATENÇÃO!!! Mulher com filho de até 6 meses de idade tem direito a 2 intervalos de 30 
minutos cada um para amamentação (Art. 396 CLT). 
 
ATENÇÃO!!! A não concessão do intervalo implica no pagamento do período suprimido, 
com acréscimo de 50%, com natureza indenizatória (art. 71, § 4º da CLT). *CAIU NA OAB 
25* 
 
TABELINHA PARA FIXAR! 
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CONSEQUÊNCIAS DA SUPRESSÃO OU REDUÇÃO 
INDEVIDA DO INTERVALO INTRAJORNADA 
- Acréscimo de 50% 
- Pagamento apenas do período suprimido 
- Possui natureza indenizatória. 
 
ATENÇÃO!!! Após a reforma trabalhista, é possível a convenção e acordo coletivo de 
trabalho dispuserem sobre o intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de 30 
min para jornadas superiores a 6 horas. (art 611-A CLT). Ou seja, a Súmula 437, no seu item II TST 
ficou comprometida. 
 
6. Prontidão 
A prontidão ocorre quando o empregado permanece nas dependências da empresa (ou em local 
determinado por ela, próximo ao serviço), aguardando ordens ou a necessidade de iniciar suas 
atividades. Ele está fisicamente presente, mas sem estar efetivamente trabalhando. 
6.1 Características 
● Receberá a remuneração equivalente a 2/3 do horário normal;*CAIU NA OAB 35* 
● Esse regime pode durar, no máximo, 12 horas.*CAIU NA OAB 35* 
Exemplo: Um motorista de ônibus que, após terminar uma rota, fica na garagem aguardando ser 
chamado para outra viagem inesperada. 
7. Sobreaviso 
O sobreaviso ocorre quando o empregado permanece fora das dependências da empresa, 
geralmente em sua própria casa (ou em outro local de sua escolha), aguardando ser chamado 
para o serviço. Ele deve estar acessível por algum meio de comunicação (telefone, rádio, aplicativo, 
etc.) para atender a um chamado urgente. 
7.1 Características 
● Receberá somente o valor equivalente a 1/3 da hora normal;*CAIU NA OAB 25* 
● Regime em comento pode durar o tempo máximo de 24 horas. *CAIU NA OAB 25* 
Exemplo: Um técnico de TI que, fora do horário de expediente, precisa manter o celular ligado para 
ser acionado em caso de problemas urgentes nos sistemas da empresa. 
 
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TABELINHA PARA FIXAR! 
 PRONTIDÃO SOBREAVISO 
O que é? Fica na empresa aguardando 
ordens. 
Fica em caso ou em outro local 
acordado, aguardando ordens. 
Limite máximo 12 horas 24 horas 
Remuneração 2/3 da hora normal 1/3 da hora normal. 
 
8. Banco de horas 
Trata-se da possibilidade de compensação de jornada da hora extraprestada ao empregado em 
determinado dia ser compensado com a redução do horário em outros dias, sem a necessidade de 
pagamento de horas extras. 
8.1 Tipos de negociações do banco de horas 
Essas negociações do banco de horas podem se dar de 3 formas distintas, conforme segue: 
→ Anual 
Exige uma convenção coletiva de trabalho ou um acordo coletivo de trabalho firmado entre o 
sindicato da categoria dos trabalhadores e a empresa (ou sindicato patronal). 
Não pode ser feito apenas por acordo individual. 
As horas acumuladas podem ser compensadas em um período máximo de um ano. 
→ Semestral *CAIU NA OAB 35* 
Necessita de um acordo individual escrito entre empregado e empregador. Este acordo deve ser 
claro e formalizado para ter validade jurídica. 
As horas acumuladas devem ser compensadas em um período máximo de seis meses a partir da 
data em que foram geradas. 
→ Mensal *CAIU NA OAB 25* 
Necessita de acordo individual, que pode ser tácito (implícito) ou escrito. 
A CLT permite que a compensação ocorra no mesmo mês em que as horas extras foram realizadas 
sem a necessidade de um acordo formal complexo. 
As horas devem ser compensadas dentro do próprio mês da sua realização. 
 
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TABELINHA PARA DECORAR! 
ANUAL (art. 59, §2°, CLT) SEMESTRAL 
(art. 59, §5°, CLT) 
MENSAL 
→ Acordo coletivo de trabalho 
→ Convenção coletiva de 
trabalho 
→ Acordo individual escrito → Acordo individual escrito 
Poderá ocorrer de forma tácita 
ou escrita. 
Período máximo de 
compensação de até 01 ano 
Período máximo de 
compensação de 06 meses 
- 
Limite de 10 horas diárias de 
trabalho. 
 
 
9. Trabalho noturno - adicional noturno 
De acordo com o Art. 73 da CLT, para trabalhadores urbanos, considera-se trabalho noturno aquele 
realizado entre 22 horas de um dia e 5 horas do dia seguinte. 
Em relação aos trabalhadores rurais temos 2 variações: 
● Lavoura: considera-se trabalho noturno aquele realizado entre 21 horas de um dia e 5 
horas do dia seguinte; 
● Pecuária: considera-se trabalho noturno aquele realizado entre 20 horas de um dia e 4 
horas do dia seguinte. 
O adicional noturno é um acréscimo salarial pago ao trabalhador que exerce suas atividades no 
período considerado noturno. Esse adicional é uma compensação pelo maior desgaste e pela 
perturbação do ciclo biológico natural do ser humano. 
O percentual para trabalhadores urbanos é de no mínimo 20% sobre o valor da hora normal diurna 
e para os trabalhadores rurais é de no mínimo 25% sobre o valor da hora normal diurna. 
TABELINHA PARA DECORAR! 
 URBANO 
(art. 73 da CLT) 
RURAL 
(art. 7º da Lei 5.889/73) 
PERÍODO Das 22h às 5h 
Pecuária: das 20h às 4h 
Agricultura: das 21h às 5h 
ADICIONAL 20% 25% 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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HORA DO TRABALHO 52m30s 60 minutos 
O advogado possui previsão de adicional noturno? 
Sim! O art. 20, §3º da Lei 8.906/94 prevê, ao advogado empregado, um horário especial, das 
20h às 5h, que será remunerado como noturno, além do adicional de 25% sobre o valor da 
hora diurna. 
 
ATENÇÃO!!! O adicional noturno possui natureza salarial, ou seja, constitui base de 
cálculo para as horas extras, refletindo no 13º salário, férias + 1/3, FGTS, aviso prévio e DSR. 
 
10. Férias 
As férias são um direito fundamental de todo trabalhador brasileiro, garantido pela Constituição 
Federal (Art. 7º, XVII) e detalhado na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
Consistem em um período de descanso remunerado de 30 dias, concedido após um tempo de 
trabalho, essencial para a recuperação física e mental do empregado. 
Para a concessão das férias é preciso se atentar aos seguintes períodos:*CAIU NA OAB 21* *CAIU NA 
OAB 26* *CAIU NA OAB 39* *CAIU NA OAB 42* 
→ Período aquisitivo: 
É o período de 12 meses em que o trabalhador adquire o direito às férias. 
→ Período concessivo: 
É o período de 12 meses subsequentes ao período aquisitivo, onde o trabalhador goza do seu direito 
de férias. 
10.1 Proporcionalidade das férias 
As férias são contadas de forma proporcional, onde a depender do quantitativo de faltas o número 
de 30 dias vai diminuindo, conforme expõe o art. 130 da CLT: 
(+9) FALTAS INJUSTIFICADAS DIAS DE FÉRIAS (-6) 
Até 5 faltas 30 dias 
6 a 14 faltas 24 dias 
15 a 23 faltas 18 dias 
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24 a 32 faltas 12 dias 
Mais de 32 faltas Não há direito às férias 
 
IMPORTANTE!!! O trabalhador pode vender até um terço do período de férias a que tem 
direito, ou seja, se ele tiver 30 dias de férias, o mesmo poderá vender 10 dias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIA 19 
 PROCESSO PENAL 
Competência 
 
1. Conceito - absoluta e relativa 
É o critério que define os limites jurisdicionais de cada órgão judiciário. 
É divida em absoluta e relativa. 
A competência absoluta diz respeito a critérios fixos e imutáveis, definidos pela natureza da infração, 
pela função do agente (autor) ou por foro por prerrogativa de função (como juízes, deputados etc.). 
Já a competência relativa pode ser modificada pelas partes, e decorre de critérios como: 
● Território (local onde ocorreu o crime) 
● Domicílio ou residência do réu 
● Conexão ou continência (quando há mais de um crime ou réu) 
COMPETÊNCIA 
ABSOLUTA RELATIVA 
Não admite prorrogação Admite prorrogação 
Arguida a qualquer tempo Arguida na resposta à acusação, sob pena 
de preclusão 
Prejuízo presumido Prejuízo comprovado 
MATÉRIA 
(Justiça Federal, Militar, 
Eleitoral, Estadual) 
PRERROGATIVA DE 
FORO (Foro 
Privilegiado) 
TERRITÓRIO 
(Prevenção, Conexão e Continência) 
 
TABELINHA PARA NÃO CONFUNDIR! 
COMPETÊNCIA ABSOLUTA COMPETÊNCIA RELATIVA 
Baseada no interesse público Baseada no interesse das partes: intuito de 
evitar prejuízo do acusado 
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Regras não podem ser modificadas: 
improrrogável ou imodificável 
Regras podem ser modificadas: prorrogável ou 
modificável 
Reconhecida de ofício pelo juiz, desde que a 
sentença ainda não tenha sido prolatada 
Reconhecida de ofício pelo juiz até o início da 
instrução processual 
Ratione materiae: natureza da infração; 
Ratione personae: qualidade das pessoas 
acusadas 
Ratione loci: leva em consideração o local onde 
foi praticada/consumada a infração 
Se um juiz absolutamente incompente proferir 
decisão, haverá nulidade absoluta. 
EXCEÇÃO: Juiz incompentente absolvendo o 
acusado. Como não cabe Revisão Criminal (arts. 
621-631, CPP) contrária ao réu, a decisão não 
poderá ser revista, seria válida. 
Caso a arguição da incompetência relativa de 
um determinado foro não seja realizada a 
tempo, ocorrerá a prorrogação da competência 
do foro incompetente, ou seja, em regra, o juiz 
que não era competente vai passar a ser 
competente. 
 
1.1 Competência pelo Lugar da Infração 
A competência é determinada,em regra, pelo lugar em que se consumar a infração ou no caso de 
tentativa, o lugar que foi praticado o último ato de execução. 
Aplica-se, portanto, em regra, a TEORIA DO RESULTADO! 
Art. 70 CPP. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se 
consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o 
último ato de execução. 
§ 1º Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora 
dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, 
no Brasil, o último ato de execução. 
§ 2º Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, 
será competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha 
produzido ou devia produzir seu resultado. 
§ 3º Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando 
incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de 
duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção. 
§ 4º Nos crimes previstos no art. 171 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 
1940 (Código Penal), quando praticados mediante depósito, mediante emissão 
de cheques sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado ou com o 
pagamento frustrado ou mediante transferência de valores, a competência será 
definida pelo local do domicílio da vítima, e, em caso de pluralidade de vítimas, 
a competência firmar-se-á pela prevenção. (Incluído pela Lei nº 14.155, de 2021) 
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PEGADINHA DA BANCA! 
No juizado especial, a competência do lugar de infração é o da PRÁTICA DO ATO (teoria da 
atividade, art. 63, Lei nº 9.099/95). 
Art. 63. A competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração 
penal. 
 
RESUMÃO PARA NÃO ESQUECER!! 
 
1.2 Crimes a distância 
Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência será 
determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução. 
Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o juiz do 
lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu resultado (art. 
70, §§1º e 2º, CPP). 
Se o limite territorial for incerto (divisas) e crime continuado ou permanente: a competência 
firmar-se-á pela prevenção (arts. 70, §3º, e 71, CPP). 
Exemplo: Crime começa ser executado no Brasil e sua consumação termina no Uruguai ou sua 
execução começa no Paraguai e sua consumação se dá no Brasil. 
LUGAR DO CRIME 
CPP (art. 70) CP (art. 6º) 
Teoria do RESULTADO: 
Lugar do crime é o local em que se consumou a 
infração, ou, no caso de tentativa, o lugar em que for 
praticado o último ato de execução. 
Teoria da UBIQUIDADE: 
Lugar do crime é local em que ocorreu a 
ação ou omissão (no todo ou em parte), 
bem como onde se produziu ou deveria 
produzir-se o resultado. 
Regra destinada a resolver crimes envolvendo o 
território de duas ou mais comarcas (ou seções 
judiciárias) apenas dentro do Brasil (conflito interno 
de competência territorial) - CRIMES PLURILOCAIS 
Regra destinada a resolver a competência 
no caso de crimes envolvendo o território 
de dois ou mais países (conflito 
internacional de jurisdição) - CRIMES À 
DISTÂNCIA 
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Art. 71 CPP. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em 
território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela 
prevenção. 
 
1.3 Competência subsidiária 
 
IMPORTANTE! A competência do domicílio ou residência do réu é uma regra 
subsidiária, se aplica quando não for possível definir a competência pelo lugar da 
infração. É aplicável quando o lugar da infração é desconhecido e quando se trata de 
ação penal exclusivamente privada. 
 
 
E se o réu tiver mais de uma residência? 
Se o réu tiver mais de uma residência, a competência será definida pela prevenção. Se o 
réu não tiver residência ou seu paradeiro for desconhecido, o juiz que primeiro tomar 
conhecimento do fato será competente. 
Exemplo: “Caso Ana caia em um golpe e faça um pix para uma conta de outro Estado, como ela vai 
rastrear onde caiu o dinheiro?” O legislador pensou no bem-estar da vítima, para que não fosse 
ainda mais prejudicada, e estabeleceu como competência o local do domicílio da vítima. 
 
1.4 Competência pela Distribuição 
Art. 75 CPP. A precedência da distribuição fixará a competência quando, na 
mesma circunscrição judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente. 
Parágrafo único. A distribuição realizada para o efeito da concessão de fiança 
ou da decretação de prisão preventiva ou de qualquer diligência anterior à 
denúncia ou queixa prevenirá a da ação penal. 
 
É uma espécie de “sorteio”. Havendo mais de um juiz competente no foro do processo, a distribuição 
determinará qual magistrado será o responsável. 
Exemplo: Se há 10 juízes criminais em Ribeirão Preto, a distribuição irá definir qual deles será o 
competente para o caso. 
 
 
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2. Continência e Conexão 
A conexão e a continência são causas modificadoras de competência no processo penal, cuja 
finalidade é garantir a economia processual e evitar decisões contraditórias. Ambos os institutos 
estão relacionados à determinação do juízo competente para julgar casos concretos, conforme 
critérios estabelecidos em lei. 
 
2.1 Continência (concurso de agentes) 
Um fato criminoso está contido/englobado em outro, logo, não é possível a separação dos delitos 
em processos diferentes. 
→ 1ª hipótese: 2 ou mais pessoas acusadas pela mesma infração; 
Exemplo: Durante um roubo a uma joalheria, dois indivíduos armados (João e Carlos) agem em 
conjunto. João rende os clientes enquanto Carlos recolhe as joias. Ambos são presos e denunciados 
pela prática do mesmo crime de roubo majorado. 
→ 2ª hipótese: Infração cometida nas seguintes condições: concurso formal de crimes, aberractio 
ictus e aberractio criminis. 
 
Exemplo: Pedro, ao atirar contra um desafeto (intenção de matar), acerta duas pessoas ao mesmo 
tempo, com um único disparo. 
2.2 Conexão (concurso de crimes) 
Existe uma ligação (liame) entre as infrações penais que justifique sua união em um mesmo 
processo para facilitar seu julgamento. 
Serve para evitar decisões contraditórias e facilitar o trâmite geral do processo. 
→ 1ª hipótese: Se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, 
por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, 
ou por várias pessoas, umas contra as outras (intersubjetiva); 
Exemplo: Diversas lesões corporais em briga de torcida (é diferente de rixa). 
→ 2ª hipótese: Se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as 
outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas 
(objetiva/teleológica/finalista); 
Exemplo: Crime de lavagem de capitais, que pressupõe a existência de um crime anterior (infração 
penal antecedente). 
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→ 3ª hipótese: Quandoa prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares 
influir na prova de outra infração (instrumental/probatória). 
Exemplo: Roubo e receptação. 
 
2.3 Regras 
Art. 79 CPP. A conexão e a continência importarão unidade de processo e 
julgamento, salvo: 
I - no concurso entre a jurisdição comum e a militar; 
II - no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores. 
 
IMPORTANTE! Quando houver concurso entre jurisdição comum e militar, não terá 
reunião do processo. A Justiça Militar é uma justiça especial, sendo de competência 
absoluta. 
TABELINHA PARA RESUMIR! 
Concurso entre crime de competência do júri + 
crime de jurisdição comum federal ou 
estadual: 
Crime eleitoral conexo com um crime da justiça 
comum (estadual ou federal): 
A competência para julgamento será do 
Tribunal do Júri (O tribunal do júri puxa para si). 
A competência para o julgamento de ambos é 
da Justiça Eleitoral. (Inq 4435 AgR-quarto-QO, 
Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, 
julgado em 20/11/2018) 
Concurso entre crime de jurisdição comum + 
crime militar: 
Concurso entre crime de jurisdição comum + 
juízo de menores: 
Haverá a separação de processos. Haverá a separação de processos. 
 
3. Casos específicos 
 
3.1 Justiça Federal 
 
 
 
 
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IMPORTANTE! 
A competência da Justiça Federal é prevista na Constituição Federal, sendo taxativa, 
enquanto que a competência da Justiça estadual é residual. Assim, só será competência da 
Justiça Estadual quando o crime não for previsto como de competência da Justiça Federal. 
Desse modo, havendo um crime da Justiça Federal e outro da Justiça Estadual e devendo ambos 
ser julgados conjuntamente, a reunião deverá ser feita na Justiça Federal, a fim de que o art. 109 da 
CF/88 não seja descumprido. *CAIU NA OAB 32* 
Art. 109, CF/88. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
[...] 
IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, 
serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas 
públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar 
e da Justiça Eleitoral; 
 
3.2 Empresa Pública 
 
Súmula nº 38, STJ. Compete à Justiça Estadual Comum, na vigência da 
CF/88, o processo por contravenção penal, ainda que praticada em 
detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades. 
 PARA DECORAR!! Empresa pÚblica tem a letra U de União, atraindo a competência 
para a Justiça Federal. 
 
E se houver a prática de contravenção penal? 
Não importa onde seja, será competência da Justiça Estadual!!! 
 
 
 
3.3 Sociedade de Economia Mista 
Súmula nº 42, STJ Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar 
as causas cíveis em que é parte sociedade de economia mista e os 
crimes praticados em seu detrimento. 
 
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PEGADINHA DA BANCA! 
Será julgado na Justiça ESTADUAL mesmo se for Sociedade de Economia Mista federal. 
Exemplo: Nas ações movidas em face da Caixa Econômica Federal (EP federal) são julgadas pela 
Justiça Federal, enquanto as ações movidas em face do Banco do Brasil S.A e PETROBRAS (SEM 
federal) são julgadas pela Justiça Estadual, embora ambas sejam instituições financeiras 
constituídas como empresas estatais federais. *CAIU NA OAB 28* 
 
3.4 Estelionato 
A característica principal do crime de estelionato é o emprego da fraude. Assim, segundo a doutrina 
de Rogério Greco, o estelionato ocorre quando presentes os seguintes elementos: 
● Conduta do agente dirigida finalisticamente à obtenção de vantagem ilícita, em 
prejuízo alheio; 
● A vantagem ilícita pode ser para o próprio agente ou para terceiro; 
● A vítima é induzida ou mantida em erro; 
● O agente se vale de um artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento para a 
consecução do seu fim. 
Houve uma mudança recente na legislação sobre o tema. Vejamos: 
Art 70 § 4º CPP Nos crimes previstos no art. 171 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940 (Código Penal), quando praticados mediante depósito, 
mediante emissão de cheques sem suficiente provisão de fundos em poder do 
sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transferência de valores, a 
competência será definida pelo local do domicílio da vítima, e, em caso de 
pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela prevenção. (Incluído 
pela Lei nº 14.155, de 2021) 
IMPORTANTE! A competência para processar e julgar o crime de ESTELIONATO, quando 
praticados mediante depósito, mediante emissão de cheques sem suficiente provisão 
de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante 
transferência de valores: Será definida pelo local do domicílio da vítima, e, em caso de 
pluralidade de vítimas, a competência firmar-se-á pela prevenção. (alteração promovidas pela Lei 
14.155/2021) 
Dessa forma, CUIDADO… as SÚMULA 244 STJ E SÚMULA 521 STF ESTÃO SUPERADAS! 
 
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3.5 Competência para julgar crimes cometidos em embarcações: 
Os crimes cometidos em embarcação e sujeitos à lei penal brasileira serão processados e julgados 
pela justiça do primeiro porto brasileiro em que tocar a embarcação após o crime ou, quando se 
afastar do país, pela do último em que houver tocado. *CAIU NA OAB 38* 
 
3.6 Competência para julgar crimes contra a honra: 
Nos processos por crime contra a honra, em que forem querelantes as pessoas que a Constituição 
sujeita à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, àquele ou a estes caberá o julgamento, quando 
oposta e admitida a exceção da verdade. 
Ou seja, em regra, quem julga a exceção da verdade nos crimes contra a honra é o próprio juiz 
competente para a ação penal privada. No entanto, se o excepto for uma autoridade que possui 
foro por prerrogativa de função, a competência para julgar a exceção será do tribunal ao qual o 
querelante está vinculado. *CAIU NA OAB 39* 
 
4. Competência por Prevenção 
Quando há 2 juízes igualmente competentes para julgar o processo, aquele que primeiro tomar 
conhecimento dos fatos, tornar-se-á o juízo prevento, “puxa para si” a competência. 
Art. 83 CPP. Verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que, 
concorrendo dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição 
cumulativa, um deles tiver antecedido aos outros na prática de algum ato do 
processo ou de medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da 
denúncia ou da queixa (arts. 70, § 3o, 71, 72, § 2o, e 78, II, c). 
Exemplo: Juiz da comarca de Vitória da Conquista - BA é o primeiro a despachar sobre um caso de 
corpo encontrado em um rio que divide esse município com Planalto - BA. 
→ São atos que podem gerar prevenção: 
● decretação de prisão preventiva 
● pedido de explicações em juízo 
● concessão de fiança. 
 
E se houver a prática de infração continuada ou permanente, praticada em território de 
duas ou mais jurisdições? 
Nesse caso, a competência firmar-se-á pela prevenção. 
 
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5. Foro de Prerrogativa de Função: 
“Foro privilegiado” é quando a competência é determinadapela função que a pessoa ocupa que 
faz ter essa prerrogativa. 
Art. 84 CPP. A competência pela prerrogativa de função é do Supremo Tribunal 
Federal, do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais Regionais Federais e 
Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, relativamente às pessoas 
que devam responder perante eles por crimes comuns e de responsabilidade. 
Art. 85 CPP. Nos processos por crime contra a honra, em que forem querelantes 
as pessoas que a Constituição sujeita à jurisdição do Supremo Tribunal Federal 
e dos Tribunais de Apelação, àquele ou a estes caberá o julgamento, quando 
oposta e admitida a exceção da verdade. 
IMPORTANTE! A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro 
por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual – 
Súmula Vinculante nº 45. 
Para você entender melhor o que quer dizer essa súmula: 
● A imunidade parlamentar relativa, também conhecida como imunidade formal, encontra 
previsão no artigo 53, §1º ao §8º, da CF/88. Nos termos do §1º, “Os Deputados e Senadores, 
desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal 
Federal”. 
● Ou seja, caso o deputado federal ou senador pratique crime doloso contra a vida, será 
julgado perante o STF, enquanto que o parlamentar estadual será submetido a julgamento 
pelo Tribunal de Justiça (ou Tribunal Regional Federal, se o caso). 
● Esta regra, contudo, não se aplica aos vereadores, que, por força do art. 29, VIII, da CF/88, 
desfrutam somente de imunidade absoluta, desde que as suas opiniões, palavras e votos 
sejam proferidos no exercício do mandato (nexo material) e na circunscrição do município 
(critério territorial). Não há disposição constitucional que lhes atribua o foro especial para o 
processo e julgamento de infrações penais. 
● Mas nada impede que a Constituição Estadual estabeleça também a prerrogativa de foro. A 
regra estadual, todavia, não prevalece nos crimes contra a vida, pois a competência do Júri 
está estampada na Constituição Federal. 
● Ou seja, se um vereador cometer um crime de homicídio, mesmo tendo a prerrogativa 
definida pela Constituição Estadual, será julgado pelo Tribunal do Júri (a prerrogativa não 
terá vez). 
 
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RESUMÃO FINAL DO RACIOCÍNIO PARA NÃO CONFUNDIR!! 
1) Detectada a prática da infração penal, busca-se o lugar da consumação. 
2) Não sendo possível encontrá-lo, elege-se o foro do domicílio ou residência do réu. 
3) Se também não for viável apurá-lo, vale a regra da prevenção, ou seja, o primeiro juiz que decidir 
algo relativo à investigação ou ao processo, tornar-se-á competente. 
4) Ainda que encontrado o lugar onde a infração se consumou, cuidando-se de matéria especial 
(militar ou eleitoral), busca-se o foro específico, bem como quando o agente tiver foro privilegiado. 
5) Inexistindo matéria especial ou agente privilegiado, faz-se a distribuição por sorteio. 
6) Não ocorrerá distribuição por sorteio se houver Vara específica para determinada matéria (como 
a de violência doméstica, infância e juventude, etc.), em caso de conexão ou continência ou se já se 
concretizou a prevenção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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101 
Provas 
Têm o objetivo de demonstrar o que foi alegado nos autos, de modo que o juiz se convença daquele 
ponto de vista e decida a favor do que foi pedido. 
NÃO CONFUNDA! 
 Durante o inquérito policial, são produzidos elementos de informação em relação à 
autoria e à materialidade, que diferem das provas, as quais são produzidas ao longo do processo 
sob o contraditório e ampla defesa. 
O ônus será sempre de quem alegar, independentemente de ser acusação ou defesa. 
ATENÇÃO!! NÃO EXISTE HIERARQUIA ENTRE AS PROVAS! 
EXCEÇÃO: No Sistema Tarifado das Provas, quando os meios de prova têm valor 
probatório fixado em abstrato pelo legislador, cabendo ao juiz fazer o cálculo aritmético. 
É aplicado, por exemplo, no exame de corpo de delito e no estado das pessoas. 
 
1. Princípios 
→ Autorresponsabilidade: requerer a produção das provas que for de seu interesse. 
→ Comunhão ou aquisição das provas: a prova pertence ao processo, mesmo que produzida a 
pedido de uma das partes. 
→ Oralidade: as provas serão produzidas, preferencialmente, de maneira oral. 
→ Concentração: em regra, as provas são feitas em audiência única (AIJ). 
→ Publicidade: A audiência de produção das provas é pública, salvo se presente motivo de 
restrição. 
→ Liberdade probatória: liberdade ampla para a busca da verdade. 
→ Favor rei: privilégios processuais em favor do acusado (ex.: in dubio pro reo). 
→ Identidade física do juiz: em regra, o juiz que conduzir a instrução probatória deverá julgar a ação 
penal (juiz das garantias - segue suspenso). 
→ Sistema da Persuasão Racional do Juiz: É a regra no processo. Significa que o juiz forma o seu 
convencimento de maneira livre, embora tenha que fundamentar suas decisões no processo. 
 
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102 
2. Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada 
Toda prova produzida em consequência de uma descoberta obtida por meio ilícito, como uma 
busca ilegal, estará contaminada pela ilicitude, considerada ilícita por derivação. 
Ninguém pode ser condenado com base em provas ilícitas, seja por ilicitude originária ou por 
derivação. 
Exemplos: 
● busca domiciliar sem mandado, quando não houver consentimento do morador ou 
situação de flagrância; 
● violação de sigilo bancário sem autorização judicial; 
● exercício de ameaças para obtenção de confissão; 
● interceptação de comunicações telefônicas sem autorização judicial; 
Em regra, são inadmissíveis. 
IMPORTANTE! Quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras ou 
quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente (fonte que, por si 
só, conduz ao fato objeto da prova. 
 
3. Cadeia de Custódia 
É o conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica 
do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir 
de seu reconhecimento até o descarte. 
INOVAÇÃO DO PACOTE ANTICRIME - ARTIGOS 158-A e 158-B, CPP 
 
 
 Como se inicia? 
Com a preservação do local de crime ou com procedimentos policiais ou periciais nos 
quais seja detectada a existência de vestígio. 
Vestígio é todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, 
que se relacione à infração penal. 
O principal objetivo da cadeia de custódia é preservar a integridade das provas materiais, 
garantindo que elas sejam utilizadas com o máximo de confiança e credibilidade durante o processo 
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judicial. Isso inclui desde a coleta de provas, como vestígios de crimes, até o seu processamento, 
utilização e descarte. 
IMPORTANTE! A quebra da cadeia de custódia pode ter sérias consequências para o 
processo penal, pois, se for provado que a prova foi adulterada ou contaminada, ela 
pode ser considerada ilícita ou ineficaz. 
TABELA RESUMÃODA CADEIA DE CUSTÓDIA! 
ETAPAS DA CADEIA DE CUSTÓDIA: 
RECONHECIMENTO Ato de distinguir um elemento como de potencial interesse para a produc ̧ão da 
prova pericial; 
ISOLAMENTO Ato de evitar que se altere o estado das coisas, devendo isolar e preservar o 
ambiente imediato, mediato e relacionado aos vestígios e local de crime; 
FIXAÇÃO Descric ̧ão detalhada do vesti ́gio conforme se encontra no local de crime ou no 
corpo de delito, e a sua posic ̧ão na a ́rea de exames, podendo ser ilustrada por 
fotografias, filmagens ou croqui, sendo indispensa ́vel a sua descric ̧ão no laudo 
pericial produzido pelo perito responsa ́vel pelo atendimento; 
COLETA Ato de recolher o vesti ́gio que sera ́ submetido a ̀ ana ́lise pericial, respeitando suas 
caracteri ́sticas e natureza; 
ATENÇÃO! A coleta deve ser realizada preferencialmente por perito oficial 
ACONDICIONAMENTO Procedimento por meio do qual cada vesti ́gio coletado e ́ embalado de forma 
individualizada, de acordo com suas caracteri ́sticas fi ́sicas, químicas e biolo ́gicas, 
para posterior ana ́lise, com anotac ̧ão da data, hora e nome de quem realizou a 
coleta e o acondicionamento; 
ATENÇÃO! E ́ proibida a entrada em locais isolados bem como a remoc ̧ão de 
quaisquer vesti ́gios de locais de crime antes da liberac ̧ão por parte do perito 
responsa ́vel, sendo tipificada como fraude processual a sua realizac ̧ão. 
ATENÇÃO! O recipiente devera ́ individualizar o vesti ́gio, preservar suas 
caracteri ́sticas, impedir contaminac ̧ão e vazamento, ter grau de resistência 
adequado e espac ̧o para registro de informac ̧ões sobre seu conteu ́do. 
ATENÇÃO! O recipiente so ́ podera ́ ser aberto pelo perito que vai proceder à análise 
e, motivadamente, por pessoa autorizada. 
TRANSPORTE Ato de transferir o vesti ́gio de um local para o outro, utilizando as condic ̧ões 
adequadas (embalagens, vei ́culos, temperatura, entre outras), de modo a garantir 
a manutenc ̧ão de suas caracteri ́sticas originais, bem como o controle de sua 
posse; 
RECEBIMENTO Ato formal de transfere ̂ncia da posse do vesti ́gio, que deve ser documentado com, 
no mi ́nimo, informac ̧ões referentes ao nu ́mero de procedimento e unidade de 
poli ́cia judicia ́ria relacionada, local de origem, nome de quem transportou o 
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vesti ́gio, co ́digo de rastreamento, natureza do exame, tipo do vestígio, protocolo, 
assinatura e identificac ̧ão de quem o recebeu; 
PROCESSAMENTO Exame pericial em si, manipulac ̧ão do vesti ́gio de acordo com a metodologia 
adequada a ̀s suas caracteri ́sticas biolo ́gicas, fi ́sicas e qui ́micas, a fim de se obter o 
resultado desejado, que devera ́ ser formalizado em laudo produzido por perito; 
ARMAZENAMENTO Procedimento referente a ̀ guarda, em condic ̧ões adequadas, do material a ser 
processado, guardado para realizac ̧ão de contraperi ́cia, descartado ou 
transportado, com vinculac ̧ão ao nu ́mero do laudo correspondente; 
DESCARTE Procedimento referente a ̀ liberac ̧ão do vestígio, respeitando a legislac ̧ão vigente e, 
quando pertinente, mediante autorizac ̧ão judicial. 
 
4. Corpo de delito 
A prova pericial é realizada por um especialista em determinado ramo do conhecimento técnico ou 
científico, que avalia elementos materiais ou realiza exames para esclarecer questões que exigem 
um conhecimento técnico. 
 
Pode envolver perícias em diversos campos ? 
Sim! Pode envolver perícias em diversos campos, como medicina, contabilidade, 
engenharia, balística, entre outros. 
 
Entendi! O perito é nomeado por quem ? 
O perito é nomeado pelo juiz ou pelas partes (assistente técnico) e deve elaborar um 
laudo técnico. 
 
Caso o crime deixe vestígios, e o exame de corpo de delito não for realizado, o que 
acontece? 
Nesse caso, haverá nulidade (art. 564, III, “b”, CPP). 
 
 
ATENÇÃO! Não é possível suprir o Exame de Corpo de Delito a confissão do acusado, 
nos termos do art. 158, CPP. 
Se os vestígios desapareceram (ECD impossível), a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta 
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105 
(art. 167, CPP). *CAIU NA OAB 33* *CAIU NA OAB 34* 
 
Quem pode ser perito? 
Para ser um perito oficial, deve ser portador de diploma de curso superior. 
Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 pessoas idôneas, portadoras de 
diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem 
habilitação técnica relacionada com a natureza do exame. 
Se a perícia for complexa que abranja mais de uma área de conhecimento especializado, 
poder-se-á designar mais de um perito oficial (e mais de um assistente técnico). 
 
ATENÇÃO!! NA LEI DE DROGAS É DIFERENTE! 
 
PERITO - CPP 
(art. 159, caput e § 1o) 
PERITO - LEI DE DROGAS 
(art. 50, § 1o, da Lei 11.343) 
1 perito OFICIAL 1 perito OFICIAL 
Na falta do perito oficial: 2 pessoas idôneas, 
portadoras de diploma de curso superior 
preferencialmente na área específica. 
Na falta do perito oficial: 1 pessoa idônea 
 
 
IMPORTANTE! Súmula 361, STF: No processo penal, é nulo o exame realizado por um só 
perito, considerando-se impedido o que tiver funcionando anteriormente na diligência 
de apreensão. 
 
Como assim, Ana? Acabou de dizer que o laudo pericial deve ser feito por 1 só perito 
oficial. Calma, explico! 
Essa súmula é aplicável SOMENTE nos casos em que a perícia for realizada por peritos não 
oficiais, ou seja, na falta do oficial. 
• Se a perícia for realizada por perito oficial: basta um único perito. 
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106 
• Se a perícia for realizada por perito não oficial: serão necessários dois peritos não oficiais. 
 
JURISPRUDÊNCIA IMPORTANTE! 
O reconhecimento da qualificadora de rompimento de obstáculo EXIGE a realização de exame 
pericial, o qual somente pode ser substituído por outros meios probatórios quando inexistirem 
vestígios, o corpo de delito houver desaparecido ou as circunstâncias do crime não permitirem a 
confecção do laudo. Ainda que a presença da circunstância qualificadora esteja em consonância 
com a prova testemunhal colhida nos autos, mostra-se imprescindível a realização de exame de 
corpo de delito, nos termos do art. 158 do CPP. [STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1814051/RS, Rel. Min. Nefi 
Cordeiro, julgado em 07/11/2019]. *CAIU NA OAB 33* *CAIU NA OAB 34* 
 
 
JURISPRUDÊNCIA IMPORTANTE! 
A materialidade do delito de incêndio deve ser comprovada, em regra, mediante exame de corpo 
de delito, podendo ser suprida por outros meios caso haja uma justificativa para a não realização 
do laudo pericial. Em um caso concreto, o STF entendeu que essa utilização estava justificada. Isso 
porque o réu, mesmo após ser orientado pelo Corpo de Bombeiros a registrar, imediatamente, 
ocorrência policial e solicitar perícia técnica ao Instituto de Criminalística, permaneceu inerte 
durante sete dias. A não elaboração da perícia oficial ocorreu, portanto, em razão do 
desaparecimento dos vestígios do crime, considerada a demora em registrar a ocorrência e a 
falta de preservação do local. Por essa razão a materialidade do delito foi demonstrada pela prova 
testemunhal, corroborada por cópias da apólice do seguro, aviso de sinistro, ocorrência policial, 
relatório de regulação de sinistros, fotografias, laudos de averiguação e pelo laudo elaboradopela 
seguradora. [STF. 1a Turma. HC 136964/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 18/2/2020 (Info 967)] 
 
Onde ficam as conclusões dos peritos? 
As conclusões dos peritos responsáveis pelo exame de corpo de delito são colocadas no 
laudo pericial, documento que traz, ainda, as respostas aos quesitos (perguntas) 
elaborados pelas partes. 
 
IMPORTANTE! O juiz não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo 
ou em parte (art. 182, CPP). 
 
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107 
5. Interrogatório do Acusado 
O interrogatório é o último ato da instrução processual, é a oportunidade que ele tem de exercer o 
seu direito de autodefesa diante do juiz, ou de ficar calado, deve estar acompanhado de advogado 
ou de um defensor público. 
Havendo mais de um acusado, serão interrogados separadamente. 
 
IMPORTANTE! O acusado pode mentir, pois não presta compromisso de dizer a verdade! 
Essa é uma garantia constitucional, que permite ao acusado não produzir prova contra si 
mesmo. 
Já as testemunhas prestam o compromisso de dizer a verdade, então não podem mentir (a 
mentira enseja cometimento de crime de falso testemunho). 
Admite o interrogatório por videoconferência, de forma excepcional e devidamente fundamentada 
pelo juiz, pelos seguintes motivos: *CAIU NA OAB 28* 
● Prevenir risco à segurança pública, quando exista fundada suspeita de que o preso integre 
organização criminosa ou de que, por outra razão, possa fugir durante o deslocamento; 
● Viabilizar a participação do réu no referido ato processual, quando haja relevante 
dificuldade para seu comparecimento em juízo, por enfermidade ou outra circunstância 
pessoal; 
● Impedir a influência do réu no ânimo de testemunha ou da vítima, desde que não seja 
possível colher o depoimento destas por videoconferência; 
● Responder à gravíssima questão de ordem pública. 
 
ATENÇÃO! O acusado não é obrigado a falar no interrogatório, bem como também não 
é obrigado a participar de acareações, de reconhecimentos, de reconstituições, de 
fornecer material para exames periciais, tais como exame de sangue, de DNA ou de 
escrita, em decorrência do princípio da não autoincriminação. *CAIU NA OAB 39* 
 
6. Confissão 
- É o ato através do qual o agente aceita no todo ou em parte os fatos que lhe são imputados. 
- Pode confessar partes dos fatos (é uma prova divisível) 
- Pode desistir da confissão (é retratável) 
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PARA LEMBRAR!! A confissão é uma atenuante genérica, quando feita antes do 
julgamento, prevista no art. art. 65, III, d, do CP. 
 
ATENÇÃO! Súmula 630 do STJ: A incidência da atenuante da confissão espontânea no 
crime de tráfico ilícito de entorpecentes exige o reconhecimento da traficância pelo 
acusado, não bastando a mera admissão da posse ou propriedade para uso próprio. 
 
7. Depoimento do Ofendido 
O ofendido (vítima) será ouvido, sempre que possível, acerca das circunstâncias da infração, quem 
seja ou presuma ser o seu autor, as provas que possa indicar, tomando por termo as suas 
declarações. 
Antes do início da audiência e durante a sua realização, será reservado espaço separado para esse 
momento. 
 JURISPRUDÊNCIA IMPORTANTE! 
“É cediço que esta Corte Superior atribui especial relevo à palavra da vítima nos crimes sexuais. 
Porém, a conclusão pela culpabilidade depende da coerência com os demais elementos de 
provas carreados aos autos. Precedentes” (AgRg no AREsp 1.631.659/SC, Quinta Turma, j. 
09/06/2020). 
 
 JURISPRUDÊNCIA IMPORTANTE! 
Nos delitos praticados em ambiente doméstico e familiar, geralmente praticados à 
clandestinidade, sem a presença de testemunhas, a palavra da vítima possui especial relevância, 
notadamente quando corroborada por outros elementos probatórios acostados aos autos. 
(Jurisprudência em teses n 111 STJ) 
 
 
 
 
 
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8. Prova Testemunhal 
Deverá ser prestado oralmente, não sendo permitido à testemunha trazer de forma escrita, por 
exemplo, chegar e ler depoimento. Entretanto, é totalmente permitido a breve consulta a 
apontamentos para não esquecer tópicos importantes! 
 
IMPORTANTE! Quando for mais de uma testemunha, deverão ser inquiridas de forma 
individual, de forma que uma não ouça o depoimento da outra, para não influenciar. 
Além disso, antes de começar e durante a audiência, deverá ser garantido a 
INCOMUNICABILIDADE entre elas. 
As testemunhas prestam o compromisso de dizer a verdade perante o juízo. A mentira enseja 
cometimento de crime de falso testemunho. Entretanto, pode permanecer em silêncio quando as 
perguntas ou respostas possam levá-la a autoincriminação. 
Algumas pessoas são isentas e até proibidas de testemunhar, de acordo com o CPP: 
PESSOAS ISENTAS DE TESTEMUNHAR 
(poderão se recusar a depor - Art 206 CPP) 
PESSOAS PROIBIDAS DE TESTEMUNHAR 
(Art 207 CPP) 
Não prestam o compromisso de dizer a 
verdade, ou seja, são consideradas 
INFORMANTES, não podendo responder pelo 
delito de falso testemunho! *CAIU NA OAB 31* 
Quando testemunham, prestam o compromisso 
de dizer a verdade. 
Ascendente ou descendente, o afim em linha 
reta, o cônjuge, o irmão e o pai, a mãe, ou o 
filho adotivo do acusado. 
 
EXCEÇÃO: 
Quando não for possível, por outro modo, 
obter-se ou integrar-se a prova do fato e de 
suas circunstâncias. 
Pessoas que, em razão de função, ministério, 
ofício ou profissão, devam guardar segredo. 
 
EXCEÇÃO: 
Se, desobrigadas pela parte interessada, 
quiserem dar o seu testemunho. 
 
 
E as perguntas? Deverão ser formulados por quem? 
As perguntas deverão ser formuladas pelas partes diretamente à testemunha. A 
inquirição das testemunhas pelo juiz antes que seja oportunizada a formulação das 
perguntas às partes, com a inversão da ordem prevista no art. 212 do CPP, constitui 
nulidade relativa, ou seja, somente pode ser anulada com a demonstração de prejuízo. 
 
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110 
 
E se a testemunha faltar sem motivo justificado? O que acontece? 
Se, regularmente intimada, a testemunha deixar de comparecer sem motivo justificado, 
o juiz poderá requisitar à autoridade policial a sua apresentação ou determinar seja 
conduzida por oficial de justiça, que poderá solicitar o auxílio da força pública (condução 
coercitiva da testemunha). 
Se a testemunha morar fora da jurisdição do juiz, será expedida CARTA PRECATÓRIA, 
onde será inquirida pelo juiz da sua residência. 
 
ATENÇÃO! A expedição da precatória não suspenderá a instrução criminal. 
 
IMPORTANTE! Súmula 273 do STJ: Intimada a defesa da expedição da carta precatória, 
torna-se desnecessária a intimação da data da audiência no juízo deprecado. 
 
8.1 Quantidade de testemunhas 
 
PROCEDIMENTO NÚMERO DE TESTEMUNHAS 
Comum Ordinário 8 testemunhas (Art 401 CPP) 
Comum Sumário 5 testemunhas (Art 532 CPP) 
Sumaríssimo 3 testemunhas (Art 34, Lei 9.099/95) 
Procedimento do Júri 1ª fase: 8 testemunhas (Art 401 CPP) 
2ª fase: 5 testemunhas (Art 532 CPP) 
Lei de Drogas 5 testemunhas (Art 54, III ,Lei 11.343/06) 
 
 
8.2 Acareação 
Acontece quando o juiz coloca os envolvidos de "frente" para esclarecer as divergências entre os 
depoimentos das partes e testemunhas. Pode acontecer entre acusados, entre acusado e 
testemunha, entre testemunhas, entre acusado ou testemunha e a pessoa ofendida e entre as 
pessoas ofendidas. *CAIU NA OAB 39* 
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IMPORTANTE! 
 O advogado pode oferecer contradita, alegando ser a testemunha proibida de depor 
por ter conhecimento dos fatos em razão de sua profissão. *CAIU NA OAB 43* 
Exemplo: O advogado fala em audiência “Excelência, ofereço contradita à testemunha 
apresentada, pois trata-se do psiquiatra do réu, que teve acesso aos fatos em razão de sua 
profissão. Requer que a contradita seja acolhida e a testemunha não seja ouvida.” 
 
9. Busca e Apreensão 
 
9.1 Busca Pessoal 
- Por razões de segurança ou de natureza processual penal; 
- É necessária fundada suspeita; 
 
E depende de autorização? 
Não depende de autorização judicial, ou seja, independe de mandado nos casos de 
prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma 
proibida ou de objetivos ou papeis que constituam corpo de delito, ou quando a medida 
for determinada no curso da busca domiciliar. A violação ao domicílio está sujeita à 
cláusula de reserva da jurisdição, ou seja, decisão judicial fundamentada, salvo em caso de 
flagrante ou desastre, ou para prestar socorro. 
9.2 Busca Domiciliar 
A busca domiciliar depende de mandado de busca, pois o domicílio é inviolável (art. 5º da 
Constituição da República). 
IMPORTANTE! A busca domiciliar por determinação judicial só pode ser feita durante o 
dia, salvo se o morador consentir que se realizem à noite (art 245 CPP). 
→ O mandado de busca deverá: 
● indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a diligência e o 
nome do respectivo proprietário ou morador; ou, no caso de busca pessoal, o nome da 
pessoa que terá de sofrê-la ou os sinais que a identifiquem; 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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112 
● mencionar o motivo e os fins da diligência; 
● ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer expedir. 
10. Interceptação Telefônica 
Consiste em tomar conhecimento de uma comunicação entre os interlocutores, sem que eles 
tenham conhecimento, sendo realizado por um terceiro que não participa da conversa (ou 
comunicação). 
 
 
E qual a diferença para escuta telefônica? 
Aqui, um dos interlocutores tem conhecimento da gravação realizada por terceiro. 
 
 
 
E precisa de autorização judicial? 
 Sim! Necessita de autorização judicial e será competente o juiz da ação principal. 
Pode ser autorizada pelo juiz: de ofício, a requerimento da autoridade policial, ou a 
requerimento do Ministério Público. *CAIU NA OAB 36* *CAIU NA OAB 40* 
 
IMPORTANTE! 
 A interceptação não será admitida: 
● quando não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal; 
● quando a prova puder ser feita por outros meios disponíveis; 
● quando o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de 
detenção. *CAIU NA OAB 40* *CAIU NA OAB 36* *CAIU NA OAB 28* 
 
11. Provas Urgentes 
São todas colhidas ainda durante a investigação, ou seja, são considerados ELEMENTOS DE 
INFORMAÇÃO. 
Possuem o contraditório DIFERIDO, ou seja, a prova é produzida sem participação das partes, 
podendo estas formularem as suas manifestações acerca do conteúdo e forma de produção da 
primeira em momento posterior. 
 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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113 
TABELA DE RESUMÃO!! 
 
 
PROVAS 
CAUTELARES 
São aquelas em que ocorre risco de desaparecimento do objeto da prova em 
razão do decurso do tempo, movidas por necessidade e urgência. 
Exemplo: 
Busca domiciliar ordenada pelo juiz na fase inquisitorial, para que sejam 
apreendidos documentos ou objetos importantes. 
PROVAS NÃO 
REPETÍVEIS 
São as de iminente perecimento, que são colhidas durante o inquérito policial 
por inviabilidade lógica da sua realização na fase processual 
Exemplo: 
Perícia realizada nos vestígios deixados pela infração penal, no caso de 
exame de corpo de delito. 
PROVAS 
ANTECIPADAS 
São aquelas produzidas antes em virtude de situação de urgência e 
relevância. 
IMPORTANTE! A decisão que determina a produção antecipada de provas 
com base no art. 366 do CPP deve ser concretamente fundamentada, não 
justificando unicamente o mero decurso do tempo. (Súmula n. 455/STJ) 
IMPORTANTE! É possível a antecipação da colheita da prova testemunhal, 
com base no art. 366 do CPP, nas hipóteses em que as testemunhas são 
policiais, tendo em vista a relevante probabilidade de esvaziamento da prova 
pela natureza da atuação profissional, marcada pelo contato diário com fatos 
criminosos. (Jurisprudência em teses n 111 STJ) 
Exemplo: 
Depoimentos de testemunha portadora de doença que possa sujeitá-la à 
morte antes do início da fase instrutória do processo. 
 
 
 
 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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114 
 ÉTICA 
Honorários Advocatícios 
 
Podem ser considerados como honorários advocatícios os pagamentos recebidos pelos advogados 
em razão da atividade advocatícia que foi prestada para o cliente. 
Não se incluem nesse conceito os valores recebidos que sejam oriundos de relação empregatícia, 
por exemplo, o salário recebido por ser advogado de um escritório de advocacia. 
 
1. Tipos de Honorários 
 
1.1. Convencionais 
- São aqueles firmados entre o advogado e o cliente; 
- É recomendável que seja estipulado por escrito (é apenas uma recomendação), para valer 
como título extrajudicial. 
ATENÇÃO MÁXIMA! Se um advogado indicar um cliente para outro advogado e, em 
razão disso, ganhar comissão, esse valor será considerado honorários convencionais. 
 
Se não mencionar quando serão pagos os honorários, aplica-se o critério usual: 
● 1/3 no início, 
● 1/3 no andamento, 
● 1/3 no final (ou no recebimento do valor pelo cliente). 
 
RESUMINDO: 
● Escrito ou Verbal; 
● Acordado pelas partes; 
● Mais usual; 
● Se não mencionar quando serão pagos → 1\3 
 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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115 
1.2. Por Arbitramento Judicial 
- Cabível em situações em que não há fixação dos valores de honorários pelas partes, fazendo 
assim com que o juiz arbitre qual será a remuneração devida ao profissional. *CAIU NA OAB 35* 
Nesse caso, o juiz é quem faz a avaliação do trabalho e esforço empregado pelo advogado bem 
como da questão que está sendo suscitada em juízo, fixando assim o valor a ser pago que não pode 
ser inferior ao elencado na Tabela de Honorários emanada do Conselho Seccional competente. 
- Quando não houver um acordo sobre os honorários entre as partes, o juiz irá arbitrar o valor dos 
honorários, com base em critérios como o trabalho realizado pelo advogado, a importância da 
causa e o que é previstona lei, especialmente no CPC . O objetivo é garantir uma remuneração justa 
e compatível com os serviços prestados. 
ATENÇÃO! 
Nos casos em que o advogado atuar como dativo para defender cliente hipossuficiente - 
não representado em razão da Defensoria Pública estar indisponível por qualquer motivo - terá 
direito a receber os honorários fixados pelo juiz e que serão pagos pelo Estado.*CAIU NA OAB 29* 
 
RESUMINDO: 
● Fixados pelo juiz na falta de contrato ou em caso de desentendimento entre o 
advogado e o cliente; 
● Na falta de estipulação ou de acordo, os honorários são fixados por arbitramento 
judicial, em remuneração compatível com o trabalho e o valor econômico da 
questão, observado obrigatoriamente o disposto no CPC. *CAIU NA OAB 35* 
● O advogado dativo (aquele nomeado pelo juiz para atuar na causa do juridicamente 
necessitado), também tem direito aos honorários arbitrados pelo juiz, observando a 
tabela organizada pelo Conselho Seccional e pago pelo Estado. 
 
1.3. Sucumbenciais 
- São devidos nas situações que a sua representação logrou êxito, de modo que a parte vencida 
(sucumbente) deve pagar ao advogado da parte vencedora. 
É direito do advogado mesmo que atue em causa própria. 
- Os valores devem ser fixados entre 10% e 20% sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, 
do proveito econômico obtido, ou não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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116 
 
ATENÇÃO PARA NÃO CONFUNDIR! 
Honorários Advocatícios no CPC: Entre 10% e 20% 
Honorários Advocatícios na CLT: Entre 5% a 15% 
- Quando for fixar os honorários, o juiz deve observar alguns critérios: 
● o grau de zelo do profissional; 
● o local de prestação do serviço; 
● a natureza e a importância da causa; e 
● o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. 
 
ATENÇÃO! Se a procedência da causa for parcial, os honorários serão fixados de forma 
recíproca (cada um deve uma parte ao outro), sendo vedado que haja compensação 
entre os honorários. 
 
ATENÇÃO! Os honorários sucumbenciais também são devidos contra a Fazenda 
Pública e nas ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato da 
categoria. 
 
RESUMINDO: 
● Aqueles devidos pelo vencido na ação ao advogado da parte vencedora; 
● Mínimo de 10% e máximo de 20% do valor da condenação, do proveito econômico 
obtido ou o valor atualizado da causa. 
 
“E se o advogado morrer ou se tornar civilmente incapaz?” 
Nesses casos, os honorários serão estipulados de forma proporcional ao trabalho exercido, 
destinado os valores aos sucessores do falecido ou aos representantes legais do incapaz. 
 
 
 
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“E se a parte sucumbente (que perder) for beneficiária da justiça gratuita” 
Se ele não possuir outros créditos (mesmo que processuais) que possam ser usados, 
suspense-se a exigibilidade de modo que a dívida só poderá ser executada se, em até 5 
anos após o trânsito em julgado da decisão que fixou os honorários, o advogado 
conseguir demonstrar que o devedor agora possui recursos para quitar o débito. É 
importante lembrar que atualmente isso não se aplica a CLT! 
TABELINHA PARA NÃO CONFUNDIR! 
HONORÁRIOS ADV NO CPC HONORÁRIOS ADV NA CLT 
Entre 10% e 20% Entre 5% a 15% 
E se for beneficiário da justiça gratuita? 
Ficarão sob condição suspensiva de 
exigibilidade e somente poderão ser 
executadas se, nos 5 anos subsequentes ao 
trânsito em julgado, o devedor demonstrar 
condições de realizar o pagamento. 
E se for beneficiário da justiça gratuita? 
Se for beneficiário da Justiça gratuita, não há 
ninguém para pagar (lacuna legislativa - ADI) 
*vamos estudar isso em processo do trabalho 
 
 Se o advogado renunciar expressamente aos honorários pactuados na hipótese de 
encerramento contratual com o cliente, o advogado mantém direito aos honorários 
proporcionais ao trabalho? 
 Tem direito de receber honorários pelo o que fez. Essa sempre será a lógica. 
O distrato e a rescisão do contrato de prestação de serviços advocatícios, mesmo que formalmente 
celebrados, não configuram renúncia expressa aos honorários pactuados. 
CUIDADO! Os acordos que retirem do sócio o direito ao recebimento dos honorários 
sucumbenciais serão válidos somente APÓS o protocolo de petição que revogue os 
poderes que lhe foram outorgados ou que noticie a renúncia a eles, e os honorários 
serão devidos proporcionalmente ao trabalho realizado nos processos. (Incluído pela Lei nº 
14.365, de 2022) 
 
 
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1.4. Assistenciais 
São os devidos por sindicato que contrata advogado para condução de processo do seu interesse. 
Exemplo: Jorge é advogado, atuando no escritório modelo de uma universidade. Em certa ocasião, 
Jorge é consultado por um cliente, pois este gostaria de esclarecer dúvidas sobre honorários 
advocatícios. O cliente indaga a Jorge sobre o que seriam os honorários assistenciais. Jorge 
respondeu que os honorários assistenciais são aqueles fixados em ações coletivas propostas por 
entidades de classe em substituição processual. 
 
ATENÇÃO! A Lei nº 13.725/2018 acrescentou a figura dos honorários assistenciais: aqueles 
fixados em ações coletivas em favor da entidade de classe que atua em substituição 
processual. *CAIU NA OAB 33* *CAIU NA OAB 28* 
Importante saber: 
- É possível a cumulação entre honorários assistenciais e honorários contratuais; 
- A entidade de classe pode firmar contrato de honorários advocatícios diretamente com os 
beneficiários da ação coletiva. 
2. Vedações 
1. É vedada a diminuição dos honorários contratados sob a justificativa de que o litígio foi 
solucionado por qualquer mecanismo adequado de solução extrajudicial (ex: mediação, 
conciliação). 
O trabalho foi finalizado mais cedo, mas a missão foi cumprida, ou seja, deve-se os honorários 
acordados. 
Exemplo: O cliente contratou a advogada Carla para mover uma ação de cobrança. Antes da 
audiência, a parte contrária propôs um acordo e o litígio foi resolvido por mediação. O cliente quis 
pagar menos, alegando que Carla “quase não trabalhou”. Carla tem direito aos honorários 
contratados integralmente, pois cumpriu sua missão com êxito. 
2. É vedado que o advogado estipule valores menores que os dispostos na Tabela de Honorários 
que é instituída por cada Conselho Seccional, sob pena de caracterizar-se aviltamento de 
honorários. 
Exemplo: João, advogado recém-formado, propõe cobrar R$ 100,00 por uma ação trabalhista cujo 
mínimo na tabela da OAB é R$ 2.000,00. Essa conduta é vedada e caracteriza aviltamento de 
honorários. 
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119 
3. É vedada a compensação entre os honorários sucumbenciais entre advogados, em caso de 
procedência da ação parcial por ambas as partes. 
Exemplo: Em uma ação de indenização, o autor teve parte do pedido atendido e o réu obteve êxito 
em afastar outros pedidos. O juiz fixou honorários para os dois lados e determinou que cada um 
“compensasse” o valor. Essa decisão é indevida. A compensação de honorários entre advogados é 
vedada, conforme o CPC e- Os Estados e DF podem legislar de forma suplementar às normas gerais e, caso não tenha 
norma geral sobre o assunto, terá a competência plena para legislar. 
- Caso venha uma lei federal superveniente (posterior) sobre normas gerais, suspende-se a 
eficácia da lei estadual no que for contrário. 
ATENÇÃO! Lei federal nunca pode revogar uma lei estadual, pois, tecnicamente, a 
revogação só pode ocorrer quando a norma é emanada do mesmo ente. Por isso, nesse 
caso, suspense-se a eficácia da norma estadual, mas não há revogação! 
 
- A competência legislativa concorrente envolve a União, os Estados e o DF. O Município NÃO está 
incluído neste artigo. *CAIU NA OAB 39* 
TABELA PARA FIXAÇÃO!! 
COMPETÊNCIA COMUM COMPETÊNCIA CONCORRENTE 
Competência administrativa Competência para legislar 
É atribuída a todos os entes (União, Estados, 
DF e Municípios), sem exceção. 
É atribuída a mais de um ente federativo (caso 
contrário seria privativa ou exclusiva), mas não 
a todos (não há previsão de competência 
concorrente para o Município). 
 
JURISPRUDÊNCIA IMPORTANTE! 
"Em princípio, não é de admitir, no mesmo processo de ação direta, a cumulação de arguições de 
inconstitucionalidade de atos normativos emanados de diferentes entes da Federação, ainda 
quando lhes seja comum o fundamento jurídico invocado. Há, no entanto, duas hipóteses pelo 
menos em que a cumulação objetiva considerada, mais que facultada, é necessária: a) a primeira 
é aquela em que, dada a imbricação substancial entre a norma federal e a estadual, a 
cumulação é indispensável para viabilizar a eficácia do provimento judicial visado: assim, por 
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exemplo, quando, na área da competência concorrente da União e dos Estados, a lei federal de 
normas gerais e a lei local contiverem preceitos normativos idênticos ou similares cuja eventual 
inconstitucionalidade haja de ser simultaneamente declarada, sob pena de fazer-se inócua a 
decisão que só a um deles alcançasse; b) a segunda é aquela em que da relação material entre 
os dois diplomas resulta que a inconstitucionalidade de um possa tornar-se questão prejudicial da 
invalidez do outro, como sucede na espécie.” (ADI-QO 2844 / PR – PARANÁ. QUESTÃO DE ORDEM NA 
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE. Julgamento: 
24/04/2003. Órgão Julgador: Tribunal Pleno). 
 
5. Competência dos Municípios 
O município está dentro do estado, que, por sua vez, está dentro do país. Esses interesses locais 
seriam também de interesse regional, estadual, nacional. Não há como separar os interesses do 
município dos demais. Dessa forma, se a competência é municipal, não significa que não haverá 
interesse estadual e nacional, pois o município não está desacoplado do todo, mas no caso deste, o 
interesse é predominantemente local. 
 
5.1 Suplementação da Legislação Federal e Estadual 
Autoriza que os municípios tratem de matérias de competência comum ou concorrente, desde que 
tenham algum aspecto de interesse local, desde que não vá contra ao disposto na lei federal ou 
estadual. 
ATENÇÃO! Não pode ser exercida quando se tratar de matéria de competência 
exclusiva ou privativa da União ou dos estados. 
 
Veja alguns casos concretos que já foram decididos que é da competência dos municípios: 
● O Município estabelecerá como se dará a exploração de estabelecimento comercial, 
no sentido de emissão de alvará e licença de funcionamento; 
● O Município fixa horário de funcionamento de ônibus, loja, drogaria, farmácia. 
● O Município pode impor ao estabelecimento bancário a obrigação de instalação de 
portas elétricas, detector de metais, tempo de espera na fila do banco. 
● Município pode fixar limite máximo de tempo de espera no banco: deve- se observar 
o princípio da proporcionalidade, eis que se trata de um princípio constitucional; 
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● É competente o município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento 
comercial, conforme Súmula Vinculante 38. 
● Súmula 19 do STJ: A fixação de horário bancário, para atendimento ao público, é da 
competência da União. Quando se trata de horário de funcionamento de bancos, 
não é de interesse local, porque requer uma padronização nacional, pois envolve o 
sistema financeiro nacional, remessa de dinheiro para o estrangeiro, bolsa de valores 
de vários países etc. 
● Súmula Vinculante 49: Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que 
impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em 
determinada área. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PROCESSO DO TRABALHO 
Recursos 
1. Preparo recursal 
O preparo recursal é um dos requisitos extrínsecos de admissibilidade de um recurso, ou seja, uma 
das condições que devem ser cumpridas para que um recurso seja conhecido e julgado pelo 
tribunal. 
Ele se refere ao pagamento das custas processuais e do depósito recursal, quando exigidos por lei. 
1.1 Custas processuais 
As custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2%, observado o mínimo de R$ 
10,64 e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência 
Social. 
As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. Contudo, em caso de 
recurso, as custas serão pagas e comprovadas dentro do prazo recursal. Na execução, são devidas 
as custas, mas sempre serão pagas no final e pelo executado. 
→ Isentos de custas processuais: 
● Beneficiários da justiça gratuita; 
● Entes federativos e autarquias e fundações públicas; 
● Ministério Público do Trabalho (MPT); 
● Massa falida. 
1.2 Depósito recursal 
Depositado por empresas condenadas em processos jurídicos que desejam entrar com um recurso 
no processo. 
Ou seja, não se trata de um pagamento para alguém, mas de um depósito que garantirá que a 
empresa será capaz de pagar o valor referente à condenação, caso ela se confirme, sendo uma 
espécie de garantia de uma futura execução. 
→ Isentos do depósito recursal: 
● Beneficiários da justiça gratuita; 
● Entidades filantrópicas; *CAIU NA OAB 34* *CAIU NA OAB 30* 
● Empresa em recuperação judicial; *CAIU NA OAB 33* 
● Massa falida; 
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● Entes federativos e autarquias e fundações públicas; 
● Ministério Público do Trabalho (MPT). 
→ Pagam a metade do depósito recursal: 
● Entidades sem fins lucrativos; 
● Empregadores domésticos; *CAIU NA OAB 31* 
● Microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. 
TABELINHA PARA FIXAR!!! 
ISENTOS DE CUSTAS ISENTOS DE DEPÓSITO RECURSAL DEPÓSITO RECURSAL PELA 
METADE 
Beneficiários da justiça 
gratuita 
Beneficiários da justiça gratuita Entidades sem fins lucrativos. 
U, E, DF, M, Autarquias, 
Fundações Públicas. 
U, E, DF, M, Autarquias, 
Fundações Públicas. 
Empregador doméstico. 
Ministério Público do Trabalho. Ministério Público do Trabalho. Microempreendedores 
individuais 
Massa Falida. Massa Falida. Empresa de pequeno porte. 
 Entidadeso Estatuto da Advocacia. 
3. Definição e cobrança de honorários 
- Os honorários devem ser definidos com base no princípio da moderação e nos elementos do art. 49 
do CED. É obrigatório observar o valor mínimo da Tabela de Honorários da OAB; 
- É proibida a diminuição de honorários contratados em decorrência da resolução do litígio por meio 
de acordo. 
- Existindo dificuldade no pagamento dos honorários, é recomendado que o advogado tente ao 
máximo resolver através de uma solução amigável. Se não for possível, urge a necessidade de se 
cobrar judicialmente. Nesses casos, deve o advogado renunciar ao mandato que recebeu do cliente 
em débito, de forma prévia. 
- Outrossim, os honorários inseridos na condenação pertencem ao advogado, de modo que este tem 
o direito autônomo de exigir o cumprimento da sentença, sendo possível que ele solicite ao juiz que 
o precatório seja expedido em seu nome, quando for o caso. 
- Por se configurar como título executivo, o contrato escrito firmado pelas partes pode ser executado 
através da execução por quantia certa sem necessidade de propor uma ação de conhecimento. 
 
ATENÇÃO! Isso não é possível se o contrato for verbal, sendo necessária que seja 
instaurada uma ação de cobrança. 
 
IMPORTANTE! A decisão judicial que fixar ou arbitrar honorários e o contrato escrito 
que os estipular são TÍTULOS EXECUTIVOS e constituem crédito privilegiado na 
falência, concordata, concurso de credores, insolvência civil e liquidação 
extrajudicial, sendo FACULTADO ao advogado promover nos mesmos autos da ação a 
execução dos honorários. 
- Não autoriza o saque de duplicatas. 
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- É possível a emissão de fatura, mas não pode ser levada a protesto. 
- Pode ser levado a protesto cheque ou nota promissória depois de frustrada a tentativa de 
recebimento amigável. 
IMPORTANTE!! No caso de bloqueio universal do patrimônio do cliente por decisão 
judicial, será garantida ao advogado a liberação de até 20% (vinte por cento) dos 
bens bloqueados para fins de recebimento de honorários e reembolso de gastos com 
a defesa, ressalvadas as causas relacionadas aos crimes previstos na Lei de Drogas. *CAIU NA 
OAB 38* *CAIU NA OAB 43* Ou seja, se o crime tiver relação com a lei de drogas, não há 
liberação antecipada dos honorários! 
Exemplo: Um empresário tem todos os seus bens bloqueados por decisão judicial em uma 
investigação criminal. O advogado que o defende entra com pedido para liberação de parte 
desses bens, alegando que precisa receber os honorários contratuais e reembolsar despesas 
com a defesa. O juiz autoriza a liberação de até 20% dos bens bloqueados para esse fim, exceto 
se o processo envolver crime da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006) nesse caso, não há essa 
possibilidade. 
- É possível que haja a compensação de créditos, pelo advogado, de dívidas perante o cliente, desde 
que o contrato preveja tal situação ou quando o cliente der autorização especial para este fim. 
Exemplo: receber os honorários através de um bode. 
4. Cláusula Pacto Quota Litis 
Na cláusula pacto quota litis, o advogado só recebe seus honorários no final do processo, caso o 
cliente ganhe a causa. O valor a ser pago ao advogado é uma porcentagem do montante que o 
cliente receberá, seja ele proveniente de uma sentença favorável, acordo ou qualquer outro tipo de 
resolução favorável. 
- Honorários que dependem do êxito da ação e devem ser, necessariamente, representados por 
pecúnia, ou seja, dinheiro. *CAIU NA OAB 32* 
- Quando acrescidos dos honorários sucumbenciais, não podem ser superiores às vantagens 
recebidas pelo cliente. 
Exemplo: Situação em que o advogado acorda com o cliente que o seu pagamento será efetivado 
em conformidade com o que for ganho (ex: quero 10% do valor total, caso vençamos a disputa) 
- Quando o objeto do serviço jurídico tratar de prestações vencidas e vincendas, os honorários 
advocatícios poderão incidir sobre o valor de umas e outras, atendidos os requisitos da moderação e 
da razoabilidade. 
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IMPORTANTE! Excepcionalmente, será possível a participação do advogado em bens 
particulares do cliente comprovadamente sem condições pecuniárias, desde que 
contratado previamente por escrito. 
 
5. Prescrição: 
O Estatuto da Advocacia e OAB determina que a ação de cobrança dos honorários advocatícios 
prescreve em 5 anos, sendo o termo inicial contado a partir: 
I- do vencimento do contrato, quando houver; 
II- do trânsito em julgado da decisão que os fixar ou arbitrar; 
III- da finalização do serviço extrajudicial (assessoria, consultoria e direção jurídicas; 
acompanhamento de inquérito policial); 
IV- da desistência ou transação; 
V- da renúncia ou revogação de mandato. 
IMPORTANTE! O oposto também é aplicado, ou seja, a ação de prestação de contas 
dos valores recebidos pelo advogado e dos serviços prestados ao cliente também 
prescreve em 5 anos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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Incompatibilidades e Impedimentos 
1. Incompatibilidade 
Determina a proibição TOTAL do exercício da advocacia, mesmo em causa própria. *CAIU NA OAB 
40* *CAIU NA OAB 37* *CAIU NA OAB 33* 
Permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de exercê-lo temporariamente. A 
incompatibilidade apenas cessa quando deixar o cargo por motivo de aposentadoria, morte, 
renúncia ou exoneração. 
 
1.1 Hipóteses de Incompatibilidade 
● Chefe do Poder Executivo (Presidente, Prefeito e Governador) e membros da Mesa do 
Poder Legislativo e seus substitutos legais; *CAIU NA OAB 37* *CAIU NA OAB 42* 
 
● Membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais e conselhos de 
contas, dos juizados especiais, da justiça de paz, juízes classistas, bem como de todos os 
que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração 
pública direta e indireta;  
 
● Ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta 
ou indireta, em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de 
serviço público; 
EXCEÇÃO: Cargos que não possuem poder de decisão relevante sobre interesses de 
terceiros e cargo de direção de magistério de cursos jurídicos. 
 
● Ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do 
Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro; *CAIU NA OAB 33* 
Exemplo: escrevente, oficiais de justiça.. 
● Ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de 
qualquer natureza; 
Exemplo: peritos, delegados.. *CAIU NA OAB 40* 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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IMPORTANTE! O STF declarou a inconstitucionalidade de dispositivos do Estatuto da 
Advocacia que autorizavam policiais e militares na ativa a advogar em causa própria. 
Ou seja, NÃO É POSSÍVEL A ATUAÇÃO MESMO EM CAUSA PRÓPRIA DOS POLICIAIS E 
MILITARES. A decisão unânime foi tomada no julgamento da ADI 7227.. Segundo o Plenário, esses 
profissionais poderiam ter privilégios de acesso a inquéritos e processos, entre outras vantagensque desequilibram a relação processual. Ou seja, foi declarado inconstitucional o artigo 28 § 3º e 
4º do Estatuto da Advocacia. 
● Ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento, arrecadação 
ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais; 
Exemplo: auditores fiscais. 
● Ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras, inclusive 
privadas. 
 
Ana, aos estagiários de direito também são aplicadas as regras das atividades 
incompatíveis com a advocacia?" 
Sim! Aos estagiários de direito também são aplicadas as atividades consideradas 
incompatíveis com a advocacia, motivo pelo qual é sempre importante verificar se a 
função exercida pelo pretendente à condição de estagiário pode ou não ser exercida de 
forma paralela com a advocacia, pois se tiver uma incompatibilidade, não será possível a inscrição 
na OAB (Art. 28, VI, do Estatuto da OAB). 
Contudo, isto não significa que o estudante de direito não pode estagiar de nenhuma forma, pois é 
possível que aluno, que exerça atividade incompatível com a advocacia, frequente o estágio 
ministrado pela respectiva instituição de ensino superior, para fins de aprendizagem (Art. 9º, § 3º, 
EAOAB). 
RESUMÃO EM TABELA! 
A ADVOCACIA É INCOMPATÍVEL COM: 
Membros do Judiciário e do 
Ministério Público; 
Chefe do Poder Executivo e 
membros da Mesa do Poder 
Legislativo e seus substitutos 
legais; 
Chefe do Poder Executivo e 
membros da Mesa do Poder 
Legislativo e seus substitutos 
legais. 
Membros de órgãos do Poder 
Judiciário, do Ministério Público, 
Vinculados direta ou 
indiretamente a órgão do 
A partir do momento que o 
parlamentar passar a exercer 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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dos tribunais e conselhos de 
contas, dos juizados especiais, 
da justiça de paz, juízes 
classistas, bem como de todos 
os que exerçam função de 
julgamento em órgãos de 
deliberação coletiva da 
administração pública direta e 
indireta; 
Poder Judiciário e os que 
exercem serviços notariais e de 
registro; 
uma função perante a Mesa 
Diretora, deverá solicitar sua 
licença, em razão do exercício 
de atividade incompatível com 
a advocacia em caráter 
temporário (Art. 12, EAOAB). 
 
 
2. Impedimento 
Determina a proibição PARCIAL do exercício da advocacia, ou seja, pode-se exercer a advocacia, 
mas com a restrição prevista no art. 30 do Estatuto da OAB. *CAIU NA OAB 30* *CAIU NA OAB 30* 
 
2.1 Hipóteses de Impedimento 
● Os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a Fazenda Pública que 
os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora; *CAIU NA OAB 42* 
EXCEÇÃO: Professores de cursos jurídicos. 
 
● Os membros do Poder Legislativo (deputado, vereador, senador), em seus diferentes níveis, 
contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de 
economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou 
permissionárias de serviço público. *CAIU NA OAB 30* *CAIU NA OAB 31* *CAIU NA OAB 42**CAIU NA 
OAB 43* 
Exemplo: Carlos é advogado regularmente inscrito na OAB e foi eleito vereador em seu município. 
Mesmo com o cargo sendo em nível municipal exercido em tempo parcial, Carlos não pode atuar 
como advogado em processos em que figure como parte, como a Caixa Econômica Federal 
(empresa pública federal). 
Ou seja, mesmo que a causa seja de interesse privado de um cliente seu, se envolver a Caixa 
Econômica, Carlos está impedido de atuar como advogado, seja contra ou a favor delas, enquanto 
exercer seu mandato. 
 
 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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"Agora, Ana, a função de membro do legislativo gera incompatibilidade, não?" 
NÃO. O exercício da função de Vereador, Deputado ou Senador apenas gera o 
impedimento de exercer a advocacia contra ou a favor das pessoas supramencionadas. 
Todavia, a partir do momento que o legislador passa a ser membro da mesa diretora da 
casa legislativa (ex: presidente da mesa do Senado Federal), o impedimento se converte, 
pelo período de exercício da função, em uma incompatibilidade, de modo que o indivíduo fica 
proibido de exercer a advocacia, conforme elencado no Art. 28, I, do Estatuto da Advocacia. 
Portanto, quando o parlamentar deixar de ser parte da mesa diretora e voltar a exercer apenas a 
atividade de Deputado, Vereador ou Senador, voltará a ser apenas um impedimento. 
 
 
 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
	DIA 15 
	 CONSTITUCIONAL 
	Nacionalidade 
	 
	Repartição de Competência 
	PROCESSO DO TRABALHO 
	Recursos 
	 
	DIA 16​​ 
	 PROCESSO CIVIL 
	Procedimento Comum 
	TRIBUTÁRIO 
	Imunidades Tributárias 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	DIA 17 
	 ADMINISTRATIVO 
	Improbidade Administrativa 
	 DIREITO PENAL 
	Ilicitude 
	 
	Culpabilidade 
	DIA 18 
	 DIREITO CIVIL 
	Contratos: Contratos em Geral 
	Contratos: Contratos em Espécie 
	 DIREITO DO TRABALHO 
	Duração do Trabalho 
	 
	 
	 
	 
	 
	DIA 19 
	 PROCESSO PENAL 
	Competência 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	Provas 
	 
	 
	 ÉTICA 
	Honorários Advocatícios 
	 
	 
	Incompatibilidades e ImpedimentosFilantrópicas. Microempresas. 
 Empresa em Recuperação 
Judicial 
 
 
2. Recursos em espécie 
 
2.1 Recurso Ordinário 
Cabível das decisões terminativas ou definitivas da 1ª ou 2ª instância (em processo de 
competência originária, por exemplo, habeas corpus). *CAIU NA OAB 41* 
O prazo para interpor o recurso ordinário é de 8 dias. 
ATENÇÃO!!! Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança 
cabe recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho. *CAIU NA 
OAB 31* 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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14 
ATENÇÃO!!! Também cabe RO nos processos de dissídio coletivo. Os processos de 
dissídio coletivo são julgados originariamente pelo TRT, cabendo recurso ordinário para a 
instância superior, ou seja, o TST. *CAIU NA OAB 38* 
 
 
Cabe recurso ordinário no rito sumário (causas de até 2 salários mínimos)? 
Não! Nesse rito, em regra, não é cabível recurso. Apenas será possível a interposição de 
recurso se houver ofensa à Constituição Federal ou embargos de declaração em uma de 
suas hipóteses. *CAIU NA OAB 32* 
 
Se o juiz homologar o acordo judicial ou extrajudicial cabe recurso ordinário? 
Não, se o juiz homologar não cabe nada, exceto para a União. 
 
 
Se o juiz NÃO homologar o acordo judicial ou extrajudicial cabe recurso ordinário? 
Sim, se o juiz NÃO homologar cabe recurso ordinário.*CAIU NA OAB 30**CAIU NA OAB 29* 
 
Da decisão interlocutória cabe recurso ordinário? 
Via de regra não, salvo se violar súmula ou orientação jurisprudencial do TST, violar decisão 
recorrível do mesmo TRT OU acolher exceção de incompetência territorial.*CAIU NA OAB 
28* 
 
2.2 Recurso de Revista 
Cabível contra acórdãos do TRT que julgam recursos ordinários interpostos em dissídios individuais. 
O prazo para interpor o recurso de revista também é de 8 dias. 
O recurso de revista é julgado pelo TST, visando a uniformização da jurisprudência em razão de 
qualquer incontroversa sumular, incoerência com Lei Federal e distopia de entendimentos de 
tribunais, é recurso de revista. *CAIU NA OAB 33* 
Para ser aceito, depende da demonstração do pré-questionamento. 
 
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15 
ATENÇÃO!!! Somente é possível o Recurso de Revista no rito sumaríssimo em apenas 3 
situações. Quando a decisão do TRT estiver atingindo a CRFB/88, Súmula Vinculante ou 
Súmula do TST. *CAIU NA OAB 34* 
 
2.3 Embargos de Declaração 
Cabível em decisão com omissão, obscuridade, contradição e manifesto equívoco na análise dos 
pressupostos de admissibilidade. *CAIU NA OAB 28* 
O prazo é de 5 dias, observe que os embargos de declaração é o único a ser 5 dias. 
ATENÇÃO!!! Se interposto para uso protelatório, cabe multa de até 2% do valor da causa, 
podendo ser elevado em até 10% na reiteração. 
 
2.4 Agravo de Petição 
Cabível em face de decisões proferidas no processo de execução. *CAIU NA OAB 36* *CAIU NA OAB 
28* *CAIU NA OAB 41* 
O prazo para interpor o agravo de petição também é de 8 dias. 
Ana, existe alguma dica para gravar quando será cabível o agravo de petição? 
Claro, mermã! Quando a questão falar de um caso concreto em que o processo se 
encontra na fase de execução, logo lembre-se do agravo de petição. 
Dica: Decisão na execuÇÃO cabe Agravo de PetiÇÃO. 
 
2.5 Agravo de instrumento 
Cabível para impugnar a decisão que negou a admissibilidade de outro recurso, ou seja, para 
destrancar outro recurso. 
O prazo do agravo de instrumento também é de 8 dias. 
Ana, existe alguma dica para gravar quando será cabível o agravo de instrumento? 
Claro, mermã! Quando a questão falar que foi negado o seguimento de um recurso de um 
órgão para o outro, lembre-se logo do agravo de instrumento. 
Dica: Negou seguiMENTO cabe Agravo de InstruMENTO. 
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16 
 
2.6 Embargos de divergência 
Cabível quando houver divergência entre as decisões de turmas do TST ou até mesmo da própria 
decisão da SDI.*CAIU NA OAB 36* 
O prazo dos embargos de divergência também é de 8 dias. 
2.7 Recurso adesivo 
Ocorre quando há sucumbência recíproca e uma parte perde o prazo de apresentar o recurso e a 
outra apresenta, logo, no lugar das contrarrazões, poderá impetrar recurso adesivo. *CAIU NA OAB 
42* 
O prazo para interpor o recurso adesivo também é de 8 dias. 
ATENÇÃO!!! O recurso adesivo é dependente do recurso principal, ou seja, com a 
desistência do recurso principal, o recurso adesivo fica prejudicado, ocorrendo, portanto, o 
trânsito em julgado da sentença. *CAIU NA OAB 39* 
Ana, em quais hipóteses são cabíveis a interposição do recurso adesivo? 
O recurso adesivo é cabível na interposição de recurso ordinário, de agravo de petição, de 
revista e de embargos ao TST. Logo, não é cabível nos embargos de declaração. *CAIU NA 
OAB 34* *CAIU NA OAB 29* *CAIU NA OAB 39* 
 
Ana, é necessário que a matéria veiculada no recurso adesivo esteja relacionada com a 
do recurso principal interposto pela parte contrária? 
Não! É desnecessário que a matéria nele veiculada esteja relacionada com a do recurso 
interposto pela parte contrária. *CAIU NA OAB 34* 
 
2.8 Recurso extraordinário 
É interposto das decisões proferidas pelo Tribunal Superior do Trabalho, desde que contrarie a 
Constituição Federal. 
O prazo para interpor o recurso extraordinário é de 15 dias, sendo julgado pelo Supremo Tribunal 
Federal (STF). 
 
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2.9 Agravo interno 
Tem o objetivo de combater a decisão monocrática do Relator que nega seguimento. 
Aqui já estamos dentro do órgão julgador do recurso, diferente do Agravo de Instrumento que por 
sua vez tenta levar o recurso para o órgão que de fato vai julgá-lo. 
O prazo do agravo interno também é de 8 dias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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18 
DIA 16 
 PROCESSO CIVIL 
Procedimento Comum 
O Procedimento Comum no processo civil, é o rito padrão para os processos judiciais que não 
possuem legislação própria. Ele é composto por várias fases e etapas, e sua aplicação é a regra 
geral no processo civil, exceto quando há legislação especial que o substitui. 
→ É a partir daqui que se entende como está o processo. 
1. Petição Inicial 
Meio pelo qual a parte vai provocar o judiciário (inerte no momento) para pleitear seu direito. 
 
1.1 Requisitos da Petição Inicial (art. 319 CPC) 
A petição inicial deve conter vários requisitos para ser considerada válida e aceita pelo juiz. Os 
principais requisitos são: indicação do juízo, qualificação das partes, narração dos fatos e 
fundamentos jurídicos, pedido, valor da causa, indicação das provas e opção por audiência de 
conciliação. 
A petição deve ser escrita e assinada por advogado, salvo exceções, e acompanhada dos 
documentos indispensáveis. Conforme art. 319 do CPC dispõe: 
Art. 319 CPC. A petição inicial indicará: 
I - o juízo a que é dirigida; 
II - os nomes, osprenomes, o estado civil, a existência de união estável, a 
profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro 
Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do 
autor e do réu; 
III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido; 
IV - o pedido com as suas especificações; 
V - o valor da causa; 
VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos 
alegados; 
VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de 
mediação. 
§ 1º Caso não disponha das informações previstas no inciso II, poderá o autor, na 
petição inicial, requerer ao juiz diligências necessárias a sua obtenção. 
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§ 2º A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de informações a 
que se refere o inciso II, for possível a citação do réu. 
§ 3º A petição inicial não será indeferida pelo não atendimento ao disposto no 
inciso II deste artigo se a obtenção de tais informações tornar impossível ou 
excessivamente oneroso o acesso à justiça. 
Art. 320 CPC. A petição inicial será instruída com os documentos 
indispensáveis à propositura da ação. 
 
1.2 Pedido 
É o objeto do processo. Via de regra, deve ser certo e determinado, logo, tem que pedir exatamente 
o que a parte quer. 
Pode ser imediato ou mediato. 
● Pedido Imediato: é o provimento jurídico. Pode ser uma declaração, uma condenação ou 
uma constituição. 
● Exemplo: Declaração de paternidade, quando se quer o reconhecimento da paternidade 
(se é pai biológico), não está constituindo, apenas declarando algo que já existe. 
● Pedido Mediato: é, efetivamente, o que a parte quer. Trata-se de algo palpável, ou seja, é 
parte prática do pedido. 
● Exemplo: na declaração de paternidade mencionado, a "Declaração" é o pedido 
imediato, que é o provimento jurídico. Agora, "de paternidade" é o pedido mediato, que é 
o bem da vida realmente pretendido. 
→ Cumulação de Pedidos: 
 Requisitos: identidade das partes, pedidos compatíveis entre si, competência do juízo para todos os 
pedidos e identidade procedimental (mesmo rito). 
Art. 326 CPC. É lícito formular mais de um pedido em ordem subsidiária, a fim de 
que o juiz conheça do posterior, quando não acolher o anterior. 
Parágrafo único. É lícito formular mais de um pedido, alternativamente, para que 
o juiz acolha um deles. 
Art. 327 CPC. É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, 
de vários pedidos, ainda que entre eles não haja conexão. 
§ 1º São requisitos de admissibilidade da cumulação que: 
I - os pedidos sejam compatíveis entre si; 
II - seja competente para conhecer deles o mesmo juízo; 
III - seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento. 
 
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ATENÇÃO! Quando, para cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento, será 
admitida a cumulação, sendo empregado o PROCEDIMENTO COMUM, sem prejuízo das 
técnicas processuais diferenciadas, previstas para cada rito. 
 
- Cumulação própria (art. 327 CPC): A parte quer "isso" e "aquilo", então tem essa conjunção aditiva 
"e", porque a parte realmente quer os dois, logo, faz mais de um pedido e quer que todos sejam 
analisados. 
a) simples: os pedidos são independentes, ou seja, “eu quero isso e aquilo”, um não tem nada a ver 
com o outro. 
b) sucessiva: os pedidos são dependentes, logo, a análise do pedido posterior depende 
necessariamente do acolhimento do pedido anterior. 
Exemplo: Maria quer que seja reconhecida a paternidade e o genitor condenado a pagar alimentos. 
Se a pessoa não for o pai, via de regra, não será condenada ao pagamento, salvo nos casos de 
paternidade socioafetiva que, aí sim, teria que haver o pagamento. 
- Cumulação imprópria (art. 326 CPC): É a cumulação "falsa"; é a cumulação com a conjunção 
aditiva "ou". A parte formula mais de um pedido, mas, na realidade, ela quer um ou o outro. 
a) eventual ou subsidiária: há ordem de preferência; a parte pede uma coisa (que é o que ela 
realmente quer), mas ela pede, subsidiariamente, outra coisa. 
Exemplo: A clínica “Corpo Bonito” não quer ser condenada por danos morais, mas se for, quer que 
seja em um valor abaixo. 
b) alternativa: não há ordem de preferência, então tanto faz: "Ah, eu tenho uma obrigação com Hulk 
e que para ele tanto faz se o pagamento será em ração ou em dinheiro". 
Ana, posso fazer outro pedido DEPOIS de iniciado o processo? 
Sim! Entretanto, preste atenção ao momento: 
- ANTES DA CITAÇÃO DO RÉU: se o autor resolver pedir mais coisas ou fazer alguma 
alteração, não precisa da autorização do réu. 
- SE O RÉU JÁ TIVER SIDO CITADO: ele terá que concordar, ou seja, terá que aceitar essa 
alteração dos pedidos. 
- QUANDO É FEITO PELO RÉU: ele faz um pedido mais adiante, na chamada reconvenção 
(contra-ataque em face do autor). 
 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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1.3 Valor da Causa 
- A petição deve indicar, necessariamente, um valor da causa, ainda que a ação não tenha valor 
econômico. 
- O réu pode impugnar o valor da causa na contestação. 
Art. 291 CPC. A toda causa será atribuído valor certo, ainda que não tenha 
conteúdo econômico imediatamente aferível. 
Art. 292 CPC. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e 
será: 
I - na ação de cobrança de dívida, a soma monetariamente corrigida do 
principal, dos juros de mora vencidos e de outras penalidades, se houver, até a 
data de propositura da ação; 
II - na ação que tiver por objeto a existência, a validade, o cumprimento, a 
modificação, a resolução, a resilição ou a rescisão de ato jurídico, o valor do ato 
ou o de sua parte controvertida; 
III - na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas 
pelo autor; 
IV - na ação de divisão, de demarcação e de reivindicação, o valor de avaliação 
da área ou do bem objeto do pedido; 
V - na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano moral, o valor 
pretendido; 
VI - na ação em que há cumulação de pedidos, a quantia correspondente à 
soma dos valores de todos eles; 
VII - na ação em que os pedidos são alternativos, o de maior valor; 
VIII - na ação em que houver pedido subsidiário, o valor do pedido principal. 
Art. 293 CPC. O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor 
atribuído à causa pelo autor, sob pena de preclusão, e o juiz decidirá a respeito, 
impondo, se for o caso, a complementação das custas. 
RESUMÃO PARA NÃO ESQUECER! 
● Ação em que há cumulação de pedidos: soma todos os valores. 
● Ação em que os pedidos são alternativos: maior valor. 
● Ação em que houver pedido subsidiário: valor do pedido principal. 
● Ação de alimentos: o valor da causa é a soma de 12 prestações mensais pedidas pelo autor. 
 
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2. Juízo de Admissibilidade da Petição Inicial 
Aqui o magistrado verificará se estão presentes os requisitos da petição inicial, ou seja, momento no 
qual o juiz vai dar os “checks”, verificando se petição inicial está completa! 
O que ele pode fazer nesse momento? 
● Indeferir a petição inicial→ é cabível o recurso de APELAÇÃO 
● Julgar improcedente o pedido liminarmente → é cabível o recurso de APELAÇÃO 
● Analisar a tutela (se for o caso) → é cabível o recurso de AGRAVO DE 
INSTRUMENTO. 
 
3. Emenda da Petição Inicial (art. 321 CPC) 
Ocorre quando não são preenchidos os requisitos ou há irregularidades na petição inicial. Nesse 
caso, o juiz concede o prazo de 15 dias para a complementação. *CAIU NA OAB 33* 
O juiz tem que indicar, com precisão, o que deverá ser corrigido. 
Se não o fizer no prazo (a chamada emenda), haverá indeferimento da inicial, sem resolução do 
mérito. 
Art. 321 CPC. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos 
dos arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de 
dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 
(quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser 
corrigido ou completado. 
Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição 
inicial. 
 
4. Indeferimento da Petição Inicial (art. 330 CPC) 
O indeferimento da petição inicial ocorre quando a petição não atende aos requisitos legais para dar 
início a uma ação judicial. O artigo 330 do CPC lista as situações em que a petição inicial será 
indeferida: 
Art. 330 CPC. A petição inicial será indeferida quando: 
I - for inepta; 
II - a parte for manifestamente ilegítima; 
III - o autor carecer de interesse processual; 
IV - não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321. 
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Quando a inicial for inepta ou a parte for manifestamente ilegítima ou o autor não tiver interesse 
processual ou não tiver representação de advogado ou não atendido o prazo de emenda à inicial: 
● Haverá resolução SEM julgamento do mérito (art. 485, I, CPC). 
● NÃO haverá coisa julgada, podendo a ação ser reproposta desde que sanado o vício. 
 
5. Improcedência Liminar do Pedido 
A improcedência liminar do pedido, prevista no artigo 332 do CPC, é uma forma de julgamento que 
antecipa a decisão de mérito e declara a improcedência do pedido antes mesmo da citação do réu. 
Art. 487 CPC. Haverá resolução de mérito quando o juiz: 
I - acolher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou na reconvenção; 
II - decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou 
prescrição; 
III - homologar: 
a) o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação ou na 
reconvenção; 
b) a transação; 
c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção. 
Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do § 1º do art. 332, a prescrição e a 
decadência não serão reconhecidas sem que antes seja dada às partes 
oportunidade de manifestar-se. 
- Decisão de extinção do processo COM resolução de mérito. 
- Causas que DISPENSEM a fase instrutória, independentemente da citação do réu. 
Decisão que favorece o réu, portanto, não precisa ser citado. 
Hipóteses: 
● Quando o pedido contrariar enunciado de súmula do STF e STJ. 
● Acórdão de recursos repetitivos dos tribunais superiores. 
● Entendimento firmado em incidente de demandas repetitivas ou assunção de 
competência. 
● Súmula do TJ local. 
● Prescrição e decadência. 
 
 
 
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TABELINHA PARA DIFERENCIAÇÃO!! 
INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL IMPROCEDÊNCIA LIMINAR DO PEDIDO 
Extinção sem resolução do mérito Extinção com resolução do mérito 
Hipóteses: 
- for inepta; 
- a parte for manifestamente ilegítima; 
- o autor carecer de interesse processual; 
- não tiver representação de advogado; 
- não atendido o prazo de emenda à inicial 
Hipóteses: 
- Matéria de direito + precedente; 
- Prescrição/Decadência. 
 
Recurso cabível: APELAÇÃO - 15 dias; 
Juiz poderá exercer juízo de retratação no prazo 
de 05 dias; 
Juiz não se retratou, cita réu para apresentar 
contrarrazões. 
Recurso cabível: APELAÇÃO - 15 dias; 
Juiz poderá exercer juízo de retratação no 
prazo de 05 dias; 
Juiz não se retratou, cita réu para apresentar 
contrarrazões. 
 
6. Audiência de Conciliação e Mediação 
- Será designada após o juízo de admissibilidade. 
- Juiz designará com antecedência mínima de 30 dias, devendo o réu ser citado com pelo menos 20 
dias de antecedência (art. 334, caput, CPC); 
- Poderá haver mais de uma sessão destinada à conciliação e à mediação, não podendo exceder a 
2 meses da data de realização da primeira sessão, desde que necessárias para a composição das 
partes (art. 334, §2º, CPC). *CAIU NA OAB 30* *CAIU NA OAB 26* 
- No procedimento comum, a REGRA é ter audiência de mediação e conciliação. 
EXCEÇÕES (art. 334, §4º, I e II, CPC) - quando não tem audiência de conciliação e mediação: 
a) as DUAS partes manifestarem desinteresse. 
● O autor deve manifestar o seu desinteresse pela audiência na petição inicial e o réu por 
petição, que será apresentada com antecedência de 10 dias, contados da data da 
audiência (art. 334, §5º, CPC). 
● Se apenas uma das partes manifestarem o interesse em não ter, ela vai ocorrer da 
mesma forma. 
● Em caso de omissão sobre o interesse ou não na audiência, ela ocorrerá! *CAIU NA OAB 
38* *CAIU NA OAB 39* 
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● Havendo litisconsórcio, o desinteresse na realização da audiência deve ser manifestado 
por todos os litisconsortes (art. 334, §6º, CPC). 
b) quando o direito não admite a autocomposição. 
● É o direito ao qual o sujeito não pode abrir mão, por exemplo: direito à vida, à liberdade, 
à saúde, à imagem e à dignidade, sendo encontrados nos direitos fundamentais do rol 
do art. 5º, CF/88. 
c) quando não houver nenhum conciliador disponível. 
● Nesse caso, o próprio juiz pode realizá-la, entretanto, como há críticas neste sentido, 
deverá ser realizada, preferencialmente, por conciliadores e mediadores. 
 
O não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação é considerado 
ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até 2% da vantagem 
econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União ou do Estado (art. 334, §8º, 
CPC). *CAIU NA OAB 29* *CAIU NA OAB 27* *CAIU NA OAB 38* 
- No Juizado Especial, se o indivíduo não comparecer à audiência de conciliação e mediação, a 
consequência será a revelia. 
ATENÇÃO! No procedimento especial, a REGRA é NÃO ter a audiência de conciliação e 
mediação. Só haverá se o próprio rito especial for previsto. 
 
ATENÇÃO! Nas ações de família é possível que, a requerimento das partes, o juiz 
determine a suspensão do processo enquanto os litigantes se submetem a mediação 
extrajudicial ou a atendimento multidisciplinar. *CAIU NA OAB 26* *CAIU NA OAB 27* 
RESUMÃO PARA NÃO ESQUECER! 
1) Juiz marca a audiência de conciliação e mediação dentro de, no mínimo, 30 dias; 
2) Réu tem que ser citado, pelo menos, 20 dias antes da data da audiência; 
3) Réu, até 10 dias antes da audiência, vai poder se opor à sua realização, apresentando uma petição 
simples com pedido de cancelamento, demonstrando o seu desinteresse na realização. 
 
7. Defesa do Réu 
Pode ser ofertada: 
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● Somente contestação; 
● Contestação com reconvenção (tem que estar na mesma petição); 
● Somente reconvenção (caso não queira contestar). 
 
7.1 Contestação 
- Tudo de defesa deverá ser alegado nesse momento. 
- Meio no qual o réu se defende do que é alegado pelo autor. 
- Prazo de 15 dias úteis, contados da audiência de conciliação ou de mediação ou da citação (a 
depender da forma como foi feita). 
ATENÇÃO! Possuem prazo em dobro (arts. 180, 183, 186 e 229, CPC): Ministério Público, 
Advocacia Pública, Defensoria Pública e litisconsortes, em se tratando de processos 
físicos (NÃO se aplica a eletrônicos), com advogados diferentes e de escritórios de 
advocacia diferentes. 
- A contagem de prazo parará de ser em dobro se, havendo dois réus, é oferecida defesa por apenas 
um deles (art. 229, §2º, CPC). 
- Só o litisconsorte que foi condenado (que sucumbiu) é que vai ter o interesse recursal, só ele vai 
poder entrar com recurso e aqui não tem prazo em dobro. 
- PRAZOS DIFERENCIADOS: 
● Ação Rescisória - mínimo de 15 dias e máximo de 30 dias; 
● Tutela cautelar antecedente - prazo de 5 dias. 
ATENÇÃO! Quando ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na 
composição consensual, o réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 
dias, cujo termo inicial será a data do protocolo do pedido de cancelamento da 
audiência de conciliação ou de mediação apresentado pelo réu (art. 335, II, CPC). *CAIU NA OAB 39* 
 
ATENÇÃO! Em regra, o advogado não poderá realizar nenhum ato processual sem a 
procuração (mandato), visto que a sua capacidade postulatória não estará 
devidamente comprovada. 
Entretanto, o art. 104 do CPC traz exceções, que permite que o advogado postule sem procuração, 
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como: evitar preclusão, decadência ou prescrição, ou, ainda, para praticar um ato considerado 
urgente. Nessas situações, ele deverá apresentar a procuração no prazo de 15 dias, o qual ainda 
poderá ser prorrogado pelo magistrado da causa. *CAIU NA OAB 40* 
- Toda a matéria de defesa do réu deve ser alegada, sob pena de ser considerado revel, e 
presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas pelo autor (art. 344, CPC). Assim, a 
REVELIA acontece quando há ausência de contestação no prazo de 15 dias. 
Art. 341, CPC. Incumbe ao réu manifestar-se precisamente sobre as alegações 
de fato constantes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não 
impugnadas, salvo se: 
I - não for admissível, a seu respeito, a confissão; 
II - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei 
considerar da substância do ato; 
III - estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto. 
 
- Não se aplica os efeitos da revelia (art. 345, CPC) quando existir pluralidade de réus e um deles 
apresentar contestação (aproveita aos demais). 
 
ATENÇÃO! O ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica ao defensor 
público, ao advogado dativo e ao curador especial. 
EXCEPCIONALMENTE, admite-se que o réu, depois da contestação, deduza novas alegações quando: 
a) Relativas a direito ou a fato superveniente: se a pessoa soube agora, como iria alegar antes? 
b) Matérias que o juiz pode conhecer de ofício: prescrição. 
c) Matérias que a própria lei autoriza que sejam alegadas a qualquer tempo: decadência 
convencional do CDC. 
RESUMO EM TABELINHA PARA DIFERENCIAÇÃO!! 
PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE 
(art. 336, CPC) 
PRINCÍPIO DA IMPUGNAÇÃO ESPECIFICADA 
DOS FATOS (art. 341, CPC) 
O réu deve concentrar toda a matéria de defesa 
na contestação. 
O réu deve impugnar todos os fatos de 
maneira específica, sob pena de presunção 
de veracidade dos fatos alegados pelo autor. 
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Exceções: 
- Matérias relativas a fatos supervenientes; 
- Matérias que o juiz pode conhecer de ofício; 
- Matérias que a própria lei autorize serem 
alegadas a qualquer tempo. 
Exceções: 
- Fatos que não admitem confissão; 
- Quando a inicial não está acompanhada de 
prova legal; 
- Quando houver contradição com a defesa, 
considerada em seu conjunto; 
- Quando a contestação for apresentada por 
negativa geral (curador especial ou defensor 
público), ou seja, não vai impugnar 
especificamente, mas também não vai 
presumir verdadeiro o alegado pelo autor. 
- A arguição de impedimento e de suspeição NÃO deve ser alegada na contestação, deve ser feita 
em uma petição separada (art. 146, CPC). 
 
ATENÇÃO! Todas as preliminares de mérito podem ser reconhecidas de OFÍCIO pelo juiz, 
exceto a convenção de arbitragem e incompetência relativa. 
 
- O autor poderá: *CAIU NA OAB 27* 
● Até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de 
consentimento do réu; 
● Até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com 
consentimento do réu, assegurado o contraditório no prazo mínimo de 15 (quinze) dias. 
 
8. Reconvenção 
- Ação do réu contra o autor no mesmo processo em que é demandado. 
- É um contra-ataque do réu. 
- Tem os mesmos requisitos da petição inicial. 
- Deve haver conexão com a ação principal ou fundamentos da defesa (art. 343, caput, CPC). 
- Pode ser apresentada com a contestação ou de forma autônoma somente se réu NÃO quiser 
contestar, porque se quiser, necessariamente, a reconvenção terá que estar JUNTO da contestação, 
como um capítulo. 
- O réu pode propor a reconvenção independente de oferecer contestação (art. 343, §6º, CPC). 
*CAIU NA OAB 42* 
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ATENÇÃO! No Juizado Especial não se admitirá a reconvenção (art. 31, Lei nº 9.099/95). 
*CAIU NA OAB 42* 
● Nesse caso, dentro da própria contestação, é lícito ao réu formular pedido em seu favor, desde
fundado nos mesmos fatos que constituem objeto da controvérsia. 
● Formulado o pedido do réu, o autor poderá responder na própria audiência ou requer
designação da nova data, que será desde logo fixada, cientes todos os presentes. 
- Pode ser proposta em litisconsórcio com um terceiro, bem como contra o autor e um terceiro. 
Exemplo: Ana entrou com uma ação contra Aldenor e Hulk, sendo que ambos só podem contestar 
(se defender) ou reconvir, podendo acrescentar Davi como litisconsorte. 
- Sendo proposta, o autor será intimado, na pessoa do seu advogado, para apresentar resposta em 
15 dias úteis. 
 
ATENÇÃO! A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o 
exame do mérito não impede o prosseguimento da reconvenção. 
 
 
9. Julgamento Antecipado do Mérito 
É uma decisão feita quando não há necessidade de produção de outras provas ou quando o réu for 
revel e não houver requerimento de provas. *CAIU NA OAB 31* 
Há supressão da fase instrutória e da saneadora, ou seja, julga-se o processo no estado em que ele 
se encontra, por não ter necessidade de esperar mais. 
O julgamento faz coisa julgada material. 
Contra a SENTENÇA de julgamento antecipado do mérito, cabe APELAÇÃO. 
 
10. Julgamento Parcial do Mérito 
É uma espécie de “desacumulação” de pedido. 
Ocorre quando o magistrado já tem condições, desde logo, de julgar uma das pretensões da parte, 
porquanto já está convencido, já tem elementos suficientes para decidir sobre aquele “pedaço”, por 
isso é chamado de julgamento parcialde mérito. 
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Quando um ou mais pedidos formulados ou parcela deles ficarem incontroversos ou estiverem em 
condições imediatas de julgamento. O que acontece com o outro pedido? O processo segue 
normalmente. 
A decisão sobre o julgamento parcial é uma DECISÃO INTERLOCUTÓRIA (não é uma sentença), da 
qual cabe AGRAVO DE INSTRUMENTO. 
Exemplo: Ana entra com ação contra Aldenor pedindo danos morais e materiais e o juiz se convence 
de que os danos materiais estão realmente presentes, enquanto os danos morais ainda não há 
certeza, ainda pode ser necessária a produção de provas. Aqui é possível o julgamento parcial do 
mérito, pois poderá haver o julgamento com relação aos danos materiais, já que o juiz já está 
convencido. 
Portanto, a decisão do juiz sobre uma parte do mérito somente é uma decisão interlocutória, da qual 
cabe agravo de instrumento. O processo vai seguir quanto ao restante (no caso do exemplo, o 
processo seguirá quanto aos danos morais). 
TABELINHA PARA NÃO CONFUNDIR! 
JULGAMENTO ANTECIPADO DO MÉRITO JULGAMENTO PARCIAL DO MÉRITO 
É uma sentença É uma decisão interlocutória 
Cabe APELAÇÃO Cabe AGRAVO DE INSTRUMENTO 
 
 
11. Fase de Saneamento 
- É nessa fase que o juiz vai "organizar" o processo, verificando se precisa de mais provas, quem é 
que vai produzi-las e tudo o mais, ou seja, serve para: *CAIU NA OAB 30* *CAIU NA OAB 41* 
● resolver as questões processuais pendentes 
● delimitar as questões de fato que serão objeto de prova 
● definir a distribuição do ônus da prova 
● delimitar as questões de direito 
● designar, se necessário, audiência de instrução e julgamento 
- Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes, no 
prazo comum de 5 dias, findo o qual a decisão se torna estável. 
- As partes podem apresentar ao juiz, para homologação, delimitação consensual das questões de 
fato e de direito, a qual, se homologada, vincula as partes e o juiz. 
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- Se a causa apresentar complexidade em matéria de fato ou de direito, deverá o juiz designar 
audiência para que o saneamento seja feito em cooperação com as partes, oportunidade em que o 
juiz, se for o caso, convidará as partes a integrar ou esclarecer suas alegações. 
- É possível que as partes invertam consensualmente o ônus da prova, salvo quando: 
● recair sobre direito indisponível da parte; 
● tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. 
 
12. Audiência de Instrução e Julgamento 
- Momento em que as provas (meios utilizados para levar, ao conhecimento do juiz, os fatos 
relevantes para julgamento) serão produzidas. 
- As partes vão provar por todos os meios de direito admitidos (exceto prova ilícita): prova 
documental, pericial, por depoimento, etc. 
- Instalada a audiência, o juiz tentará conciliar as partes. 
- A ordem da prova oral se encontra no art. 361, CPC. Inicia-se a produção de provas orais, 
preferencialmente na seguinte ordem: o perito e os assistentes técnicos, que responderão aos 
quesitos de esclarecimentos requeridos; o autor, em seguida o réu, que prestarão depoimentos 
pessoais; as testemunhas arroladas pelo autor e pelo réu, que serão inquiridas. 
● Podem depor como testemunhas todas as pessoas, exceto as incapazes, impedidas ou 
suspeitas (art. 447, CPC) *CAIU NA OAB 42* 
● Se necessário, o juiz pode admitir o depoimento dessas testemunhas e serão prestados 
independentemente de compromisso, sendo atribuído o valor que possam merecer (art. 
447, §§4º e 5º, CPC). 
● Havendo provas orais a serem produzidas no feito e que sejam essenciais à solução da 
controvérsia, as partes não poderão renunciar a sua produção, tendo em vista que elas 
são necessárias para o convencimento do juiz. 
- Finda a instrução, o juiz dará a palavra ao advogado do autor e do réu, e ao MP, se for o caso de sua 
intervenção, sucessivamente, pelo prazo de 20 minutos para cada um, prorrogável por 10 minutos, a 
critério do juiz (art. 364, CPC). 
- Quando a causa apresentar questões complexas de fato ou de direito, o debate oral poderá ser 
substituído por razões finais escritas, que serão apresentadas pelo autor e pelo réu, bem como pelo 
MP, se for o caso de sua intervenção, em prazos sucessivos de 15 dias (art. 364, §2º, CPC). 
- Encerrado o debate ou oferecidas as razões finais, o juiz proferirá sentença, da qual cabe apelação, 
em audiência ou no prazo de 30 dias. A audiência será pública, salvo as exceções legais. 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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TRIBUTÁRIO 
Imunidades Tributárias 
1. Imunidade X Isenção 
 
1.1 Imunidade 
São hipóteses de não incidência de tributos sobre determinadas matérias, o que representa uma 
delimitação da competência tributária. É determinada pela Constituição Federal. É a ausência de 
competência, ou seja, é a proibição que os entes federativos cobrem tributos em determinadas 
situações. 
A imunidade não se refere apenas aos IMPOSTOS, ela se estende também às taxas para propositura 
de ações ou solicitação de registros e certidões por aqueles reconhecidamente pobres. Ou seja, NÃO 
existem previsões de imunidades para contribuições de melhoria e empréstimos compulsórios. 
ATENÇÃO! O descumprimento da obrigação acessória, que não é alcançada pela 
imunidade da obrigação principal, converte-se no pagamento de multa, ou seja, 
converte-se em nova obrigação principal. *CAIU NA OAB 35* *CAIU NA OAB 28* 
 
ATENÇÃO PARA A DICA INTERDISCIPLINAR COM DIREITO CONSTITUCIONAL: 
As hipóteses da Constituição Federal, que se referem às imunidades tributárias são 
consideradas cláusulas pétreas, nos termos do art. 60, §4º, da CF/1988. Logo, estão 
impossibilitadas de serem alteradas, ainda que por meio de emenda constitucional. 
 
1.2 Isenção 
É determinada na legislação infraconstitucional (lei ordinária), isentando determinada hipótese do 
pagamento de tributo, sendo um meio de exclusão do crédito tributário. 
Exemplo: A lei 7.713 de 1988, que através de seu art. 6º, XIV, garantiu o direito à isenção de Imposto de 
Renda Pessoa Física aos proventos advindos de aposentadoria, pensão ou reforma percebidos por 
pessoas portadoras de qualquer uma das moléstias graves expressamente mencionadas no 
dispositivo. 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
https://www.aurum.com.br/blog/aposentadoria-da-pessoa-com-deficiencia/
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ATENÇÃO! Isenção é causa de exclusão de crédito tributário. 
A isenção deverá sempre decorrer de lei que especifique as condições e os requisitos 
exigidos para a sua concessão, bem como a quais tributos ela se aplica e o prazo de sua duração. 
TABELA PARA NÃO CONFUNDIR! 
IMUNIDADE ISENÇÃO 
Imunidade vem da Constituição Federal! Isenção vem da Lei! 
 
2. Espécies de Imunidades Tributárias 
 
2.1 Imunidade Recíproca 
É vedado instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços uns dos outros (entes federativos, 
autarquias e fundações públicas). Logo, é completamente vedada a tributação mútua entre os 
entes federativos, devendo ser preceituado o equilíbrio federativo e a autonomia das entidades. 
*CAIU NA OAB39* 
ATENÇÃO! Somente se aplica aos IMPOSTOS!!! 
Ou seja, as outras espécies tributárias (taxas, contribuição de melhoria, empréstimo 
compulsório e contribuições sociais) podem ser cobradas de uns aos outros normalmente. 
Se estende às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere 
ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas 
decorrentes. 
ATENÇÃO! Tal imunidade é considerada pelo STF como cláusula pétrea, por ser uma 
ferramenta constitucional que visa garantir a autonomia político-administrativa dos 
entes, privilegiando o Pacto Federativo. Isso porque, impedindo que um ente cobre 
impostos sobre o patrimônio/renda/serviços do outro, a Constituição evita que um ente possa 
pressionar o outro para lhe conceder algum tipo de privilégio ou troca de favores. 
 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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ATENÇÃO REFORMA TRIBUTÁRIA!!! 
Art. 150, § 2º da CRFB/88. “A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às 
fundações instituídas e mantidas pelo poder público e à empresa pública prestadora de 
serviço postal (CORREIOS), no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços 
vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrente”. 
Dessa forma, com a mudança, trouxe expressamente que os CORREIOS possuem 
imunidade recíproca, o que antes já era um entendimento pacificado pela 
jurisprudência. 
RESUMINDO! 
IMUNIDADE RECÍPROCA É APLICÁVEL IMUNIDADE RECÍPROCA NÃO É APLICÁVEL 
Aos entes políticos (União, Estados, Municípios e 
Distrito Federal); 
Às empresas públicas e às sociedades de 
economia mista que atuam em regime 
concorrencial (exemplo: Banco do Brasil e Caixa 
Econômica Federal pagam os mesmos impostos 
que os bancos privados); 
Às autarquias e fundações públicas instituídas e 
mantidas pelo poder público e à empresa 
pública prestadora de serviço postal (reforma 
tributária), desde que o seu 
patrimônio/renda/serviço se relacione com 
“suas finalidades essenciais ou às delas 
decorrentes” (art. 150, §2º da CF);Às demais 
empresas públicas e sociedades de economia 
mista que atuam em regime de 
monopólio/exclusividade prestando serviços 
unicamente de Estado (ou seja, não possuem 
intuito lucrativo), conforme entendimento do 
STF, a exemplo da Infraero; 
Aos cartórios, pois prestam serviço público, 
porém possuem intuito lucrativo e possuem 
capacidade contributiva (entendimento do STF 
firmado na ADI 3089); 
À Caixa de Assistência da OAB (entendimento 
recente do STF) e seccionais da OAB, pois 
desempenham atividade própria de Estado. 
Aos casos em que os entes imunes figurem como 
contribuintes de fato, conforme Súmula nº 591 do 
STF. 
 
2.2 Imunidade de Templos Religiosos 
Não é possível instituir impostos sobre templos de qualquer culto, para garantir a liberdade 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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religiosa. Essa imunidade refere-se ao lugar que se destina à prática de atos religiosos, de um culto, 
seja este qual for. A imunidade também atingirá o patrimônio, a renda e os serviços relacionados 
com as finalidades essenciais das entidades. 
ATENÇÃO REFORMA TRIBUTÁRIA!!! 
Após reforma tributária ocorreu a ampliação da imunidade tributária de templos de 
qualquer culto: “entidades religiosas e templos de qualquer culto, inclusive suas organizações 
assistenciais e beneficentes”, segundo o Fundamento legal: art. 150, VI, “b” da CF. 
 
ATENÇÃO! Somente se aplica aos IMPOSTOS!!! 
Ou seja, as outras espécies tributárias (taxas, contribuição de melhoria, empréstimo 
compulsório e contribuições sociais) não estão abrangidas pela imunidade. O conceito de templo é 
amplo, abrangendo todo o conjunto organizacional que mantém o local, inclusive sobre o cemitério 
utilizado em suas celebrações, desde que este seja uma extensão da entidade religiosa. 
(entendimento pacificado do STF) 
 
ATENÇÃO! Maçonaria não goza de imunidade tributária (entendimento pacificado do 
STF). 
Exemplos: 
- Igreja possui loja de lembrancinhas religiosas não pagará ICMS sobre as mercadorias porque a 
atividade possui relação com o objeto da atividade religiosa; 
- Os cemitérios que funcionem como extensões de entidades religiosas, que não tenham fins 
lucrativos e se dediquem exclusivamente à realização de serviços religiosos e funerários – são 
imunes à incidência do Imposto Predial e Territorial Urbano. 
- Igreja que possui imóvel alugado a terceiros não pagará IPTU desde que reverta todo o rendimento 
do aluguel para a finalidade essencial (qual seja: a atividade religiosa). 
PARA NÃO CONFUNDIR! 
NÃO POSSUI IMUNIDADE! POSSUI IMUNIDADE! 
Líder Religioso? Paga IPVA e os demais 
impostos! 
Entidade religiosa? Tem imunidade! 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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Entidade religiosa que tem como primórdio a 
obtenção do lucro? Não segue a finalidade 
essencial, logo não possui imunidade. 
Entidade religiosa que tem como premissa 
difundir a religião? Tem imunidade, pois é a 
finalidade essencial 
Construções de terceiro próximo a igreja? Não 
possui imunidade. 
Construções da própria igreja? Exemplo: 
convento. Sim! Respeita a finalidade essencial. 
 
ATENÇÃO!! Quando o templo é proprietário do imóvel, mas faz a locação para terceiros, 
sem exercer o culto no local, para que haja imunidade, os valores recebidos de aluguel 
devem ser revertidos para as finalidades do templo. 
Súmula Vinculante 52: "Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune 
ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, 
VI, "c", da Constituição Federal, desde que o valor dos alugueis seja aplicado 
nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas." 
 
ATENÇÃO! Emenda Constitucional n 166/2022, acrescenta o § 1º-A ao art. 156 da 
Constituição Federal: 
Art. 156 CF § 1º-A O imposto previsto no inciso I do caput (IPTU) deste artigo não 
incide sobre templos de qualquer culto, ainda que as entidades abrangidas 
pela imunidade de que trata a alínea "b" do inciso VI do caput do art. 150 desta 
Constituição sejam apenas locatárias do bem imóvel. 
Aqui, é o caso de o templo ser o locatário do imóvel que vai acontecer o culto e o terceiro ser o 
proprietário/locador. Ou seja, o culto acontece em um lugar ALUGADO, de um terceiro. 
Assim, diante da novidade legislativa, os Municípios não podem mais cobrar o IPTU dos templos de 
qualquer culto de imóveis de propriedade do templo, desde que utilizado pelo templo para o culto; 
de imóveis de propriedade do templo, locados para terceiros, mas que a verba de locação seja 
aplicada nas atividades do templo; e agora também não é possível a cobrança para imóveis 
locados pelos templos, que não são de sua propriedade. 
 Imunidade de Templos Religiosos 
2.3 Imunidade Cultural ou de Imprensa 
É vedado instituir IMPOSTOS sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão. 
É de natureza objetiva, portanto, abrange somente impostos incidentes sobre bens e coisas, como o 
Nome: Romário José Milton, CPF: 24611148386 IP: 45.169.68.251, 172.69.11.147
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ICMS, IPI e II. *CAIU NA OAB 36* 
Exemplo: o livro possui imunidade (de ICMS, por exemplo), mas o proprietário do imóvel onde

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