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Cálculo de Taxa de Secagem
Calcule a taxa de secagem acima do PSF, abaixo do PSF, taxa de secagem total
e elabore a curva de secagem da madeira de Pinus elliottii, considerando as
seguintes condições:
Dados: Dimensões da peça: 25mm de espessura, 10cm largura e 35cm de 
comprimento;
Registro Tempo (H) Peso Atual 
(Pa) (g)
Tu (%)
1 0 1010,0 92,1
2 15 928,4 76,6
3 30 777,1 47,8
4 45 669,5 30,5
5 60 600,0 14,1
6 75 569,8 8,4
Ts = Qae/Ae T
Ts= Taxa de secagem (g/cm2h)
Qae= Quantidade de água evaporada (g)
Ae = Área de evaporação (cm2)
T = Tempo (h)
Cálculo da
Taxa de Secagem
Cálculo de Taxa de Secagem
Ae= (Espessura x Largura)x2 + (Espessura x Comprimento)x2 + 
(Largura x Comprimento)x2 
Ae = (2,5 x 10)x2 + (2,5 x 35)x2 + (10 x 35)x2
Ae = (25)*2 + (87,5)*2 + (350)*2
Ae = 50 + 175 + 700
Ae = 925 cm2
Qae (acima do PSF) = 1010 – 669,5 = 340,5 g
T (acima do PSF) = 45 – 0 = 45 hs
Qae (abaix do PSF) = 669,5 - 569,8 = 99,6 g
T (acima do PSF) = 75 – 45 = 30 hs
Qae (total) = 1010 – 569,8 = 440,2 g
T (acima do PSF) = 75 – 0 = 75 hs
Ae= 925 cm2
Cálculo da
Taxa de Secagem
TS = Qae/Ae T
TS (acima PSF) = 340,5/925 * 45 = 0,00818 g/cm2h
TS (abaixo PSF) = 99,6 /925 * 30 = 0,00359 g/cm2h
TS (total) = 440,2/925 * 75 = 0,00634 g/cm2h
Cálculo da
Taxa de Secagem
Curva de Secagem
TU (%) Tempo
(h)
92,1 0
76,6 15
47,8 30
30,5 45
14,1 60
8,4 75
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
CENTRO DE ENGENHARIAS
ENGENHARIA INDUSTRIAL MADEIREIRA
SECAGEM DA MADEIRA
PROF. LEONARDO OLIVEIRA
Programas de Secagem da Madeira
Pelotas, junho de 2025.
Programas de Secagem
O programa de secagem pode ser definido como
uma sequência de temperaturas e umidades
relativa ao ar, determinadas em função do teor
de umidade da madeira, que será aplicada ao
longo do processo de secagem.
Programas de Secagem
Um programa de secagem, devidamente,
ajustado proporcionará a obtenção de madeira
seca no teor de umidade desejado, com a
mínima incidência de defeitos e no menor
tempo possível.
Programas de Secagem
Um programa típico de secagem apresenta três
fases distintas:
●Aquecimento inicial
●Secagem
●Controle de Qualidade 
(Uniformização e Condicionamento)
Aquecimento Inicial
É a fase na qual a madeira é aquecida, sem iniciar
o processo de secagem.
Deve ser gradativa, com a manutenção do maior teor de
umidade relativa do ar dentro da câmara e a diferença
entre TBS e TBU menor ou igual a dois.
Aquecimento Inicial
Essa condição pode ser obtida com o
fechamento das aberturas (entrada e saída de
ar), umidificação (vaporização) intensa e
temperatura amena, até a carga de madeira
atingir a temperatura inicial indica no programa
de secagem.
Aquecimento Inicial
Hildebrand (1970) recomenda que o tempo de
aquecimento seja de no mínimo uma hora por
centímetro de espessura da peça de
madeira. Para espécies refratárias este período
deve ser prolongado, chegando a 12 ou mais horas
de aquecimento.
Aquecimento Inicial
Fase de 
Aquecimento
Inicial
Tempo 
(h)
Temperatura
(ºC)
Umidade
(%)
TBS TBU Diferença 
Higrométrica
Relativa Equilíbrio
12,0 40 39 1,0 94 21,6
Aquecimento inicial para secagem de Eucalyptus grandis.
Secagem
Nessa fase inicia a secagem da madeira
propriamente dita.
Encerra-se o processo de vaporização,
abre-se as entradas e saídas de ar e mantém-
se a TBS.
Secagem
A TBS é mantida ou pouco elevada e a
diferença entre os bulbos será aumentada
gradativamente até a madeira atingir o PSF.
Secagem
Abaixo do PSF se elevada a TBS e
intensifica a diferença entre TBS e TBU até
o final da secagem.
Secagem
Teor de 
Umidade da 
Madeira (%)
Temperatura (ºC) Umidade 
Relativa (%)
TBS TBU
SAT – 60 50 45 75
60-40 50 44 70
40-30 50 42 60
30-25 55 43 50
25-20 60 46 45
20-15 70 52 40
15-10 75 57 40
Programa de Secagem da madeira de Mogno (USDA, 1961)
Uniformização
O principal objetivo da uniformização é reduzir a
variação da umidade que ocorre entre as peças de
madeira que constituem a carga.
Uniformização
De acordo com Pratt (1974), uma variação de
2% na umidade final da secagem pode ser
considerada aceitável do ponto de vista prático.
Em função da exigência do cliente e de mercado
esta amplitude pode que ser alterada.
Uniformização
Os procedimentos para a uniformização dos teores de
umidade das peças são:
●Quando a amostra mais seca alcançar um teor de
umidade cerca de 2% abaixo do TUF desejado,
deve-se estabelecer uma UEq na estufa igual ao desta
amostra, mantendo-se a mesma TBS;
Uniformização
Os procedimentos para a uniformização dos teores de
umidade das peças são:
●Manter essas condições até que a amostra mais
úmida atinja o TUF desejado.
Uniformização
Teor de Umidade 
Final (TUF)
(%)
Teor de Umidade 
da Amostra mais 
Seca
(%) 
Teor de Umidade 
de Equilíbrio 
durante a 
Uniformização 
(%)
Teor de Umidade 
da Amostra mais 
Úmida
(%) 
8 6 6 8
Condicionamento
O condicionamento visa amenizar o
gradiente de umidade em cada peça da carga
e aliviar as tensões internas que se
desenvolvem na madeira durante a secagem.
Este procedimento é indispensável quando a
madeira destina-se a usinagem após a secagem.
Condicionamento
Os procedimento usuais para o condicionamento são:
● Quando a amostra mais úmida atingir o teor de
umidade médio desejado, eleva-se a UEq dentro
da câmara em 4% acima deste valor, mantendo a
temperatura de bulbo seco com o valor correspondente a
temperatura mais elevada utilizada durante o programa.
Condicionamento
● Mantêm-se esta condição até o final do processo,
quando as tensões forem aliviadas (verificado pelo “teste do
garfo”).
A fase de condicionamento pode ter de 4 a 48
horas de duração, dependendo da espécie,
espessura das peças e temperaturas utilizadas.
Condicionamento
Resfriamento
Após a realização das fases do programa de
secagem é feito o resfriamento da madeira, ou seja,
a estufa é desligada e a madeira será mantida na
câmara até atingir a temperatura ambiente.
Este procedimento visa evitar choques térmicos
na madeira, o que pode causar defeitos.
Programas de Secagem
Os programas secagem podem ser de dois tipos:
●Programas Umidade-Temperatura
●Programas Tempo-Temperatura
Os programas regidos pelo teor de umidade da
madeira tomam como base o potencial ou gradiente
de secagem (PS):
PS = TU madeira / UEq
O PS expressa a severidade ou a suavidade das
condições de secagem.
Programas Umidade-Temperatura 
Programas Umidade-Temperatura
Pode-se estabelecer um PS fixo para todo o
programa ou diferenciados para cada faixa de
temperatura.
Para refratárias recomenda-se PS baixos,
enquanto, que para madeiras de fácil secagem
utiliza-se PS mais elevados.
Umidade
Madeira (%)
Temperatura (ºC) Umidade (%) Potencial 
SecagemTbs Tbu Dep. Relativa Equilíbrio
Aquecimento 40 39 1,0 94 21,6 -
60 40 38,5 1,5 91 19,8 3,03
50 40 37,5 2,5 85 17,0 2,94
40 40 36 4,0 77 14,1 2,84
30 40 35 5,0 72 12,8 2,34
25 50 44 6,0 70 11,4 2,19
20 58 50 8,0 63 9,5 2,10
15 65 52 13,0 50 7,0 2,14
10 65 43 22,0 29 4,5 2,22
Uniformização 65 55 10,0 59 8,0 -
Condicionamento 65 61,5 3,5 83 14,0 -
Programas Tempo-Temperatura
A repetição do emprego de um programa para
secar a mesma madeira (espécie, espessura, procedência, uso
final) em um mesmo secador, permite a adoção
prática das interferências em conhecidos intervalos
de tempo.
Programas Tempo-Temperatura
Programas de Tempo-Temperatura são uma
consequência do uso repetitivo dos Programas
de Umidade-Temperatura, sendo mais
práticos.
Entretanto, são menos precisos e mais sujeitos a
erros.
Atividade de Aula
Elabore um Programa de Secagem para madeira de
Pinus sp. de 1 polegada de espessura, considerando a
temperatura de bulbo seco (TBS) inicial de 60ºC e
final de 72ºC, adotando um Potencial de Secagem de
3,0 durante todo o processo.
Umidade
Madeira (%)
Temperatura (ºC) Umidade (%) Potencial 
SecagemTbs Tbu Dep. Relativa EquilíbrioAquecimento -
60 60 3,0
50 3,0
40 3,0
30 3,0
25 3,0
20 3,0
15 3,0
10 72 3,0
Uniformização -
Condicionamento -

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