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SÍNDROME DE BURNOUT
A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde).
Sua principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. A síndrome se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.
Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno.
Sintomas
O sintoma típico da síndrome de burnout é a sensação de esgotamento físico e emocional que se reflete em atitudes negativas, como ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima.
Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome.
Diagnóstico
O diagnóstico leva em conta o levantamento da história do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho.
Respostas psicométricas a questionário baseado na Escala Likert também ajudam a estabelecer o diagnóstico.
Tratamento
O tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Atividade física regular e exercícios de relaxamento também ajudam a controlar os sintomas.
Recomendações
* Não use a falta de tempo como desculpa para não praticar exercícios físicos e não desfrutar momentos de descontração e lazer. Mudanças no estilo de vida podem ser a melhor forma de prevenir ou tratar a síndrome de burnout;
* Conscientize-se de que o consumo de álcool e de outras drogas para afastar as crises de ansiedade e depressão não é um bom remédio para resolver o problema;
* Avalie quanto as condições de trabalho estão interferindo em sua qualidade de vida e prejudicando sua saúde física e mental. Avalie também a possibilidade de propor nova dinâmica para as atividades diárias e objetivos profissionais.
https://souenfermagem.com.br
Antipirético
  
Antipirético ou antitérmico (também pode ser chamado de febrífugo e antifebril) é um medicamento que previne ou reduz a febre, diminuindo a temperatura corporal que está acima do normal (acima de 37°C).
Entretanto, eles não vão afetar a temperatura normal do corpo se um pessoa que não tiver febre o ingerir.
Os antipiréticos fazem com que o hipotálamo "ignore" um aumento de temperatura induzido por interleucina. O corpo então irá trabalhar para baixar a temperatura e o resultado é a redução da febre.
Contraditoriamente, a maioria dos antipiréticos são usados para outros fins. Por exemplo, os antipiréticos mais comuns no Brasil e nos Estados Unidos são a aspirina e o paracetamol, que são usados primariamente para o alívio da dor. Existe um debate sobre o uso apropriado de tais medicamentos: a febre é parte da resposta imune do corpo contra uma infecção que acarreta benefícios e malefícios.
Entre os benefícios da febre destacam-se o aumento da resposta imunitária e promoção da fagocitose por parte dos leucócitos. O aumento da temperatura corporal impede também a proliferação de bactérias impedindo a sua captação de ferro.
Entre os maiores riscos da febre destacam-se os doentes com patologias cardíacas. A febre resulta em parte de um aumento da taxa metabólica do organismo, o que se traduz num aumento do consumo de oxigénio (13% por 1 ºC) e maior produção de metabolitos. Isto resulta num aumento da frequência cardíaca para aumentar o aporte sanguíneo nos tecidos. Em doentes com patologias cardíacas este aumento é bastante crítico sendo que doentes que sofreram enfartes recentes têm maior risco de sofrerem danos cerebrais.
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Bócio
 
BÓCIO - AUMENTO DE VOLUME DA TIREÓIDE
Corresponde a um conjunto de doenças da glândula tireóide que se caracterizam por um aumento perceptível no tamanho desta glândula. Como a tireóide se localiza na parte anterior e inferior do pescoço, é nesta região que as pessoas irão observar este aumento, que pode envolver toda a tireóide (aumento difuso, bócio difuso) ou provocar a formação de um ou mais nódulos (caroços).
O aumento da tireóide pode se acompanhar de excesso (hipertireoidismo) ou redução de seu funcionamento (hipotireoidismo). Estas alterações podem ser decorrentes de doenças hereditárias (herdadas da família), auto-imunes, carência de iodo, ou tumores benignos e malignos. Predominam em mulheres dos 20 aos 40 anos e, em geral, necessitam de investigação diagnóstica e tratamento adequados.
Como se desenvolve?
Dependendo de sua causa, o aumento da tireóide pode ser devido a:
Falta de iodo na dieta, como ocorre em regiões carentes deste elemento no meio ambiente, especialmente em regiões de cerrado e montanhosas.
Doenças familiares decorrentes de defeitos nas diversas etapas de síntese dos hormônios.
Doenças auto-imunes, nas quais se desenvolvem anticorpos contra a glândula. Estes anticorpos podem bloquear ou estimular a produção de hormônios.
Proliferação dos folículos da glândula, formando o chamado bócio colóide.
Tumores benignos, cuja origem é desconhecida.
Tumores malignos, que podem apresentar vários tipos de acordo com sua constituição. Alguns tipos de tumores malignos podem ser familiares e outros estão associados a exposição à radiação.
O que se sente?
Os sintomas decorrentes do bócio ocorrem por seus efeitos locais ou pelas manifestações clínicas associadas ao excesso ou diminuição na produção hormonal, caracterizando o hipertireoidismo e o hipotireoidismo (ver itens específicos nesse site).
Os efeitos locais incluem a dificuldade para engolir alimentos, a dificuldade respiratória, principalmente quando se elevam os dois braços simultaneamente, a tosse irritativa, a rouquidão, a voz com duas tonalidades e a dilatação das veias do pescoço.
Os sintomas gerais são decorrentes do excesso ou diminuição dos hormônios da tireóide (ler Hipertireoidismo e Hipotireoidismo).
Como o médico faz o diagnóstico?
O médico faz o diagnóstico colhendo a história clínica do paciente e realizando o exame clínico completo, incluindo a palpação do pescoço e da região onde se observa o aumento de volume. No exame geral, são detectados os sinais de hipo ou hipertireoidismo. A partir destas observações, podem ser realizados exames de confirmação que incluem a dosagem dos hormônios da tireóide (T3 e T4), o hormônio que controla a tireóide (TSH), os anticorpos antitireóide (antiTPO, antimicrossomais, antitireoglobulina, TRAB), a ultra-sonografia da região cervical e a cintilografia de tireóide. Podem ser importantes também radiografias da região cervical e provas de função pulmonar no sentido de detectar a extensão da restrição respiratória.
Nos casos em que se suspeita de tumores de tireóide, pode ser necessária a realização de punção aspirativa (puncionar o nódulo da tireóide com uma agulha especial) na região em que se observa o aumento da tireóide.
Como se trata?
Dependendo da causa, o tratamento envolve medicamentos para controlar o excesso ou a diminuição do funcionamento da tireóide. Nos casos de suspeita de tumores da tireóide, está indicada a cirurgia de retirada da tireóide. Após a cirurgia, o paciente deve ser avaliado para presença de resquícios do tumor e se os mesmos existirem, receber tratamento com iodo radioativo. Nos casos de bócio com manifestações de compressão de estruturas do pescoço, está indicada também a cirurgia de retirada da região em que ocorre o aumento de volume. Após a cirurgia, o paciente deve ser avaliado, no sentido de se verificar se o mesmo necessita ou não de reposição hormonal para evitar o hipotireoidismo.
Como se previne?
Nos ambientes com deficiência deiodo, o mesmo deve ser administrado através da iodação do sal de cozinha, que é obrigatória por lei. No sentido de prevenir o surgimento dos tumores, deve ser evitada a radioterapia sobre a tireóide e a contaminação da mesma com radioatividade.
Na medida em que diversas doenças são familiares, ao detectar um paciente com bócio, o médico deve procurar analisar o envolvimento familiar da moléstia, o que pode levá-lo a solicitar exames específicos para algumas doenças familiares.
Adenoma
Adenoma é definido como uma coleção de crescimentos de origem glandular. Esse tipo de neoplasia é benigna, embora possa progredir para maligna (adenocarcinoma).
Pode desenvolver-se em diferentes órgãos, inclusive cólon, adrenal, hipófise, tireóide, entre outros. Mesmo sendo tumores benignos, os adenomas possuem a capacidade de causar complicações na saúde dos indivíduos que o possuem, devido à compressão que causam em outras estruturas (chamado de efeito de massa), resultando na produção de grande quantidade de hormônio de forma desregulada (síndrome paraneoplásica).
Esse tumor surge no epitélio da mucosa (estômago, intestino delgado e intestino grosso), glândulas (endócrina e exócrina) e tubos. Os locais onde costumam aparecer são:
· Cólon: local muito comum, encontrados normalmente pelo colonoscopia. Não são removidos, pois possuem tendência de progredirem para malignidade, resultando em um câncer de cólon.
· Renal: geralmente pequeno e assintomático, derivado dos túbulos renais
· Supra-renal (adrenal): são muito comuns e encontrados com mais frequência na região abdominal. Aproximadamente 1 em 10.000 é maligno. Alguns adenomas adrenais secretam cortisol resultando em síndrome de Cushing, aldosterona que causa a síndrome de Conn, ou andrógeno que resulta em hiperandrogenismo.
· Tireóide: em aproximadamente 1 entre 10 pessoas apresentam nódulos na tireóide. A investigação se faz necessária, pois uma pequena percentagem é maligna. A confirmação normalmente é feita através da biópsia, mas a cirurgia às vezes é necessária, principalmente quando são encontradas células do tipo foliculares na biópsia.
· Hipófise: em aproximadamente 10% dos pacientes com problemas neurológicos apresentam adenoma. O tratamento geralmente é cirúrgico, sendo que o paciente responde muito bem a ele. O subtipo mais encontrado é o prolactinoma, visto com maior frequência em mulheres, e comumente diagnosticada no período de gestação, pois o prolactinoma aumenta de tamanho nessa época.
· Fígado: podem ser encontrados adenomas hepatocelulares, adenomas hepáticos, mas estes são benignos e raros. Podem levar à hepatomegalia ou outros sintomas. Seu aparecimento está associado com o uso de anticoncepcionais orais.
· Pulmão: o adenoma que aparece no pulmão é o alveolar. É uma neoplasia benigna rara, sendo o paciente frequentemente assintomático, encontrado normalmente acidentalmente.
· Mama: quando os adenomas estão na mama, recebem o nome de fibroadenomas. Geralmente são muito pequenos e difíceis de descobrir; frequentemente não há nenhum sintoma. Os tratamentos podem incluir uma biópsia de agulha, remoção ou ambos.
· Apêndice: adenomas também podem estar presentes no apêndice. É muito raro, mas pode acontecer. O subtipo mais comum é denominado de cistadenoma.
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Oxigenoterapia
A oxigenoterapia pode ser definida como a administração de oxigênio superior à encontrada na atmosfera com objetivo de minimizar o déficit de oxigênio que o organismo está necessitando.
O tratamento com diferentes dispositivos está vinculado ao grau de severidade da incapacidade respiratória que o paciente apresenta.
Tem como papel principal prevenir ou aliviar a hipoxemia na vigência de má perfusão tissular. A cânula nasal é um dispositivo de polietileno ou silicone com duas pequenas cânulas, que medem em torno de 1,5 cm, introduzidas nas narinas e que permitem fluxo de oxigênio regulável que não ultrapasse de 6 l/min. Ele é ofertado ao paciente na forma seca até 2 l/min e umidificado para valores superiores em virtude do risco de epistaxe. Resulta em 23% a 30% de fração O2 para o paciente.
Encontramos também a máscara facial aberta, que é utilizada para a administração de oxigênio de forma umidificada. Recobre o nariz e boca do paciente, mas não possui sistema de vedação. Pode ofertar até 40% de concentração de oxigênio dependendo da velocidade do fluxo que pode variar de 10 a 15 l/m.
A máscara de Venturi é uma máscara facial fenestrada que possui sistema de alto fluxo. O oxigênio passa por um orifício, sob pressão, permitindo a aspiração do ar ambiente para o interior da máscara, o que provoca a mistura de ar ambiente e oxigênio.
É considerado um método eficaz por permitir o controle da quantidade exata de O2 por meio de adaptadores coloridos e removíveis, atingindo até 50% de concentração de oxigênio.
Ventilação mecânica não invasiva O suporte ventilatório não invasivo é feito por meio de
máscaras, que mantêm pressão positiva contínua (continuous positive airway pressure - CPAP) ou de dois níveis que mantêm a pressão contínua na inspiração e expiração (bilevel positive airway pressure - Bipap). Asseguram a manutenção das trocas gasosas com diminuição do trabalho respiratório melhorando o padrão respiratório.
A máscara de CPAP pode ter como complicações a broncoaspiração em crianças, devido o aumento da salivação, devendo ser instalada com pelo menos uma hora de jejum. Já nos adultos, a principal queixa, além da intolerância, é de náuseas, podendo ser seguidas de vômitos.
Para máscara de Bipap, é importante a administração de sedação, sem que haja prejuízo do padrão respiratório, para que o paciente tolere melhor a utilização do suporte respiratório. Ventilação mecânica invasiva A ventilação mecânica invasiva é a assistência ventilatória por meio de respirador mecânico.
As principais indicações são a diminuição do consumo de oxigênio exigido pelo músculo cardíaco na vigência de cardiopatia, bloqueio neuromuscular para a realização de procedimentos invasivos e diminuição da hipoxemia ou hipercapnia para pacientes que apresentam insuficiência respiratória. Pode ser utilizado para prevenção de atelectasias e da fadiga respiratória.
Vários são os tipos de respirador mecânico no mercado, porém, é necessário que a escolha, bem como os parâmetros, esteja de acordo com a necessidade do paciente.
A ventilação mecânica fornece o gás ao pulmão por meio de pressão positiva a uma determinada frequência e essa a quantidade de ar pode ser limitada pelo tempo, pela pressão e pelo volume. É importante que os parâmetros do ventilador sejam ajustados levando-se em consideração o resultado da gasometria, que indica valores de oxigênio e gás carbônico; radiografia de tórax e patologia de base.
Entre eles estão o pico de pressão inspiratória; relação entre a inspiração e expiração; a modalidade respiratória, que varia de acordo com o nível de dependência do paciente; frequência respiratória; pressão expiratória positiva final (Peep), responsável pela manutenção da distensão alveolar no final da expiração; e a fração inspiratória de oxigênio (FiO2).
Os cuidados de enfermagem incluem a vigilância constante, alarmes ligados ininterruptamente, o auxílio na fixação do tubo traqueal, a avaliação da perfusão periférica para verificar a eficácia da perfusão tecidual, a instalação da oximetria de pulso, a observação da expansibilidade torácica em sincronia com o ventilador mecânico e a avaliação da necessidade de analgesia e sedação.
Mudança de decúbito para evitar atelectasia e otimização da expansibilidade torácica, e higiene oral para diminuição da proliferação bacteriana também são cuidados importantes a serem prestados pela equipe de enfermagem. Não se esqueça de estabelecer a comunicação efetiva com todos os pacientes que estão em ventilação mecânica, incluindo aqueles que se apresentam sedados. 
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Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica -DPOC
Estado de doença pulmonar no qual o fluxo de ar está obstruído.
É constituída pela bronquite crônica, enfisema,asma. Acelera as alterações fisiológicas da função pulmonar que são causadas pelo envelhecimen-to. A obstrução do ar pode ser reversível ou irreversível.
Fisiologia:
Obstrução aérea que reduz o fluxo de ar varia conforme a doença adjacente.
→ Bronquite crônica: o acúmulo excessivo de secreções bloqueia as vias respiratórias;
→ Enfisema: a troca gasosa comprometida (oxigênio, carbono) resulta da destruição das paredes do alvéolo superestendido;
→ Asma: as vias aéreas inflamadas e constritas obstruem o fluxo aéreo.
Manifestações clínicas:
- dispnéia (em repouso, pode ser grave);
- tosse (uso de músculos acessórios);
- aumento no trabalho respiratório;
- perda de peso (interferência na alimentação);
- intolerância os esforços/exercícios.
- Ruídos Adventícios(sibilos,roncos,estertores:sons anormais percebidos na ausculta pulmonar)
- Baqueateamento dos dedos – aumento do volume das pontas dos dedos das mãos e perda do ângulo de e-mergência da unha)
A gravidade da doença é determinada por exames de avaliação da função pulmonar.
Fatores de risco:
- exposição à fumaça do fumo (fumante, tabagista passivo);
- poluição do ar ambiente;
- infecções respiratórias;
- exposição ocupacional;
- anormalidades genéticas.
Complicações:
Podem variar dependendo do distúrbio adjacente: pneumonia; atelectasia; pneumotórax; enfisema; insuficiência e falência respiratória; hipertensão pulmonar (cor pulmonale).
Tratamento:
- oxigenioterapia (contínua ou intermitente);
- broncodilatadores (melhorar o fluxo aéreo, prevenir a dispnéia);
- corticosteróides;
- reabilitação pulmonar (componentes educacionais, psicossociais, comportamentais e físicos);
- exercícios respiratórios (tosse assistida, respiração profunda, drenagem postural, entre outros);
- retreinamento/exercícios.
- ensino do paciente e da família;
- medidas de enfrentamento do estresse
- educação em terapia respiratória
- terapia ocupacional para conservação da energia durante as atividades da vida diária.
Pontos importantes para a assistência:
- orientar para deixar de fumar (intervenção terapêutica mais importante). O tabagismo deprime a atividade macrófaga das células e afeta o mecanismo ciliar de limpeza do trato respiratório, cuja função é manter as passagens respiratórias livres de irritantes inalados, bactérias e outras matérias estranhas. O tabagismo tam-bém causa um crescente acúmulo de muco, que produz mais irritação, infecção e dano para o pulmão.
- orientar para vacinação;
- evitar contato com alta concentração de pólen no ar e poluição ambiental;
- evitar exposição a extremos de temperatura (elevadas com alto grau de umidade ou frio intenso);
- resgate da auto-estima e da sensação de limitação e de impotência (valorização, esperança, bem-estar);
- monitorizar ritmo respiratório (dispnéia e hipoxemia);
- atentar para efeitos colaterais da medicação;
- atentar para sinais de infecção (bacteriana ou virótica), que agravam o quadro e aumentam os riscos de
falência respiratória;
- oximetria de pulso;
- cuidados específicos na intubação e ventilação mecânica;
- em estado grave - alterações cognitivas, dispnéia, taquipnéia e taquicardia.
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Insuficiência Respiratória
Ocorre quando o organismo não realiza a troca de oxigênio por dióxido de carbono adequada-mente, isto faz com que o nível de dióxido de carbono (CO2) se eleve e o de oxigênio (O2) diminua, causando hipóxia.
Tipos:
- Aguda: é a falência respiratória que surge nos pacientes cujos pulmões eram estrutural e funcionalmente normais, ocorre rapidamente.
- Crônica: é a falência respiratória que surge nos pacientes com doença pulmonar crônica, surge em período de meses ou anos.
Causas: ventilação inadequada, obstrução de vias aéreas superiores, uso de drogas, anestésicos, doenças pulmonares pré-existentes, complicações pós-operatórias, politraumatismos, etc.
Diagnóstico: Exame laboratorial (gasometria) ou pelos sinais clínicos
Sinais Clínicos:
- ↑ FC (Freqüência Cardíaca)
- ↑ FR (Freqüência respiratória)
- Hipóxia (dispnéia, taquipnéia, hipotensão, taquicardia, bradicardia, arritmias, cianose) - (Desorientação, queda do nível de consciência, agitação psicomotora)
- Uso de músculos acessórios da respiração
- Sudorese
Tratamento:
- Cânula orofaríngea (Guedel): dispositivo de borracha para ser introduzido na boca evitando o deslocamento da língua. Varia de tamanho de acordo com o paciente
- Cânula naso-faríngea: dispositivo de borracha para ser introduzido pelo nariz. O tamanho varia de acordo com o paciente.
- Monitorização: oxímetro de pulso e monitor cardíaco.
- Oxigenoterapia: administração de oxigênio quando o paciente está com hipóxia.
Métodos de administração de oxigênio:
1- Catéter nasal simples ou tipo óculos: introdução de um catéter na narina ligado a um sistema de oxi-gênio umidificado – fluxo de 3 a 6 litros/min.
2- Máscaras faciais: (Venturi) máscaras que cobrem a boca e o nariz, de plástico, com orifício lateral, transparente e fornecem concentração de oxigênio de acordo com as válvulas que as acompanha li-gado a um sistema de umidificação.
3- Bolsa auto-inflável: (ambú) máscara que é comprimida na face do paciente, podendo ser conectado ao oxigênio umidificado.
4- Tenda facial de oxigênio: uso limitado pela dificuldade de manuseio, sendo mais utilizado para cri-anças; fornecem baixa concentração de oxigênio.
Cuidados de Enfermagem:
- organizar material de acordo com método de administração de oxigênio;
- manter nível de água no umidificador adequado;
- trocar água do umidificador diariamente e/ou de acordo com instruções da CCIH;
- explicar o procedimento ao paciente;
- manter nível de comunicação durante o procedimento;
- observar possíveis alterações;
- observar frequentemente as condições de permeabilidade dos cateteres e/ ou sondas;
- realizar troca dos cateteres nasais ou máscaras faciais;
- descartar e/ou desinfectar material em expurgo.
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Queloide ou cicatriz hipertrófica? Saiba as diferenças
Tanto a queloide quanto a cicatriz hipertrófica são cicatrizações anormais da pele. Porém, costumamos chamar de queloide todo machucado que não cicatriza completamente ou fica com aquela aparência desagradável, contrastando com a pele sem ferimentos. A diferença é que a queloide costuma ultrapassar o limite do trauma e criar pele além de onde foi o ferimento. Já a cicatriz hipertrófica fica nos limites da ferida, podendo até regredir posteriormente.
Diferente da cicatriz hipertrófica, a queloide pode incomodar e crescer ainda durante alguns anos. Isso porque existe ali um tecido ainda vivo em constante atividade, formando novos tecidos e repuxando a pele. A dermatologista Tatiana Jerez é quem nos explica essas diferenças. Ela afirma que queloide vem da predisposição genética das pessoas. “Não existe nada que a pessoa tenha feito ao longo da vida para desenvolver queloide. Ela já nasce com isso. Em geral, existe um histórico familiar”, ressalta a dermatologista.
Aos 16 anos, Thamires Oliveira, hoje com 22, foi fazer um furo na orelha e a cicatrização começou a criar um volume que foi crescendo até ficar aproximadamente do tamanho de uma azeitona. “Incomodava quando eu ia ao salão de beleza fazer o cabelo e as pessoas perguntavam ou ficavam olhando curiosas. No verão era horrível”, explica Thamires. Ela conta que sua mãe também desenvolveu duas queloides em duas cirurgias.
Mais comum em pessoas negras, a queloide, segundo a especialista, geralmente começa a aparecer na adolescência e provavelmente sempre irá se manifestar em um novo ferimento. Além de nem sempre surgir de um trauma, pois pode surgir a partir de um furo na orelha ou de uma espinha. “O pior da queloide é quando se formam sem a pessoa se dar conta. Como, por exemplo, a espinha. Às vezes a pessoa estoura uma espinha e quando viu já se formou a queloide”, ressalta a dermatologista.
E se - sabendo que tem queloide - você sofre um novo ferimento? “O ideal é procurar um dermatologista ou cirurgião plástico. Orientamos que não haja tração no lugar do ferimento, mexendo no local o menos possível. Existem tambémcurativos especiais - fitas de silicone - que colocamos. Eles inibem a formação da cicatriz.”, comenta Tatiana.
Sobre os tratamentos para reduzir as queloides, a especialista cita a infiltração de corticoide no local da cicatriz como sendo a mais convencional. Hoje também existem tratamentos a laser, que sendo feitos precocemente podem alcançar bons resultados, garante a médica Tatiana.
Porém, em alguns casos a cicatriz é tão grande que se recomenda a cirurgia para removê-la. Este foi o caso de Thamires. Ela fez infiltrações de corticoides e a cirurgia para retirar a queloide. “Hoje estou muito feliz com o resultado. Tenho orelhas novas. Sinto-me livre e posso prender o cabelo, coisa que eu não fazia em público por ter vergonha”, comemora a jovem. Thamires nunca mais furou a orelha. Agora, usa somente brincos de pressão para evitar a volta da queloide.
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