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11
1° Grupo
Benigna Agnelo Uate
Henrique Carlos Cristosse
Lerice Da-Lívia Dimbane
Melita Augusto Mbie 
Nelson Rosa Machava
Pierino Castigo Bie
Steffan Crimildo Choy
Sidney Erika Ricardo Maoze
Licenciatura em Direito
Direitos Humanos e Política 
Universidade Save
Maxixe, 2024
1° Grupo
Benigna Agnelo Uate
Henrique Carlos Cristosse
Lerice Da-Lívia Dimbane
Melita Augusto Mbie 
Nelson Rosa Machava
Pierino Castigo Bie
Steffan Crimildo Choy
Sidney Erika Ricardo Maoze
Licenciatura em Direito
Direitos Humanos e Política 
	Trabalho a ser entregue na Faculdade de Letras e Ciências Sociais, Curso de Direito orientado pela doctora Mónica Niconte na cadeira tema transversal I para efeitos avaliativos.
Universidade Save
Maxixe, 2024
Índice
Capítulo I. Introdução	3
1.2. Objectivos	3
1.2.1. Objectivo Geral	3
1.2.2. Objectivos específicos	3
1.3. Metodologia	3
Capitulo II. Desenvolvimento	4
2.1. Visão moderna e conceito dos direitos humanos	4
2.1.2. A declaração dos direitos humanos	4
2.2. Características dos direitos humanos	5
2.3. Direitos humanos em Moçambique	6
2.3.1. Direitos humanos na Constituição de 1975	6
2.3.2. Direitos Humanos e Constituição da Viragem Democrática de 1990	7
2.3.3. Direitos Humanos na Constituição de 2004	7
2.3.4. Marcos da observância dos direitos Humanos na CRM de 2004	8
Capitulo III.	10
3.1. Conclusão	10
Referências bibliográficas	11
II
Capítulo I. Introdução 
O presente trabalho visa trazer de forma clara, directa, objectiva e concisa a descrição do direitos humanos e Política. Quanto a organização e estrutura, o trabalho divide-se em três capitulo: O primeiro capitulo é composto por elementos textuais que incluem a introdução, objetivos e metodologias, o segundo capitulo é composto pelo desenvolvimento e por fim o terceiro capitulo que engloba a conclusão e referências bibliográficas. É preponderante salientar que no segundo capítulo do presente trabalho, concretamente no desenvolvimento faz-se a descrição 
1.2. Objectivos 
1.2.1. Objectivo Geral
· Definir direitos humanos e política.
1.2.2. Objectivos específicos 
· Descrever direitos humanos e política;
· Caracterizar direitos humanos e política;
· Explicar direitos humanos e relacionarmos com a política.
1.3. Metodologia 
Segundo Lakatos (2009:134) ‟Consulta bibliográfica é o acto de fazer leituras em livros, manuais com objectivo de buscar „. 
Segundo (LAKATOS e MARCONI, 2009:110) ‟a utilização a análise documental visa permitir-nos a aquisição de subsídios teóricos que possam iluminar o nosso estudo e que posteriormente sejam confrontados com a informação a recolher por outros métodos sobre o tema em causa.” 
Com isto, pretendemos dizer que usou-se fielmente os métodos acima citados para a construção do presente trabalho e graças as obras literárias, a análise de documentos, legislações ou instrumentos jurídicos como a Constituição da República de Moçambique (CRM) contrui-se o trabalho em epigrafe.
Capitulo II. Desenvolvimento
2.1. Visão moderna e conceito dos direitos humanos 
Na formulação moderna estabelecida a partir da Declaração de 1948 os direitos humanos são fruto de uma elaboração intelectual, ética e filosófica que afunda as suas raízes na cultura ocidental onde é garantido ao individuo a proteção dos seus direitos fundamentais devido à sua essência humana, mesmo contra os abusos do Estado. 
Direitos humanos são os direitos básicos e liberdades dos seres humanos que são inalienáveis e independentes de raça, género, nacionalidade, etnia, religião ou qualquer outra condição. São direitos civis e políticos; direitos econômicos, sociais e culturais e colectivos.
2.1.2. A declaração dos direitos humanos 
A declaração de direitos humanos é composta por trinta artigos dentre eles podemos citar que no seu artigo 1 preconiza que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade" e no artigo 2 preconiza que "todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. "
Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania. E nos números 1 e 2 do artigo 9 preconiza que: "Toda a pessoa acusada de um acto delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas, e ninguém será condenado por acções ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam acto delituoso à face do direito interno ou internacional. " Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o acto delituoso foi cometido. 
E o número 1 do artigo 19 preconiza que "toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. "
O ensino técnico e profissional deve ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito. E o número 2 do mesmo artigo preconiza que a educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a manutenção da paz. E o número 3 preconiza que aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos.
Por isso que os direitos humanos são normas que reconhecem e protegem a dignidade de todos os seres humanos. Os direitos humanos regem o modo como os seres humanos individualmente vivem em sociedade e entre si, bem como sua relação com o Estado e as obrigações que o Estado tem em relação a eles.
A lei dos direitos humanos obriga os governos a tomarem algumas decisoes e os impede de tomarem outras. Os indivíduos também têm responsabilidades: usufruindo dos seus direitos humanos, devem respeitar os direitos dos outros. Nenhum governo, grupo ou indivíduo tem o direito de fazer qualquer coisa que viole os direitos de outra pessoa.
2.2. Características dos direitos humanos 
· Universalidade e inalienabilidade
Os direitos humanos são universais e inalienáveis. Todas as pessoas em todo o mundo têm direito a eles. Ninguém pode voluntariamente desistir deles. Nem outros podem tirá-los dele ou dela. 
· Indivisibilidade
Direitos humanos são indivisíveis. Sejam de natureza civil, política, econômica, social ou cultural, eles são todos inerentes à dignidade de toda pessoa humana. Consequentemente, todos eles têm o mesmo valor como direitos. Não existe um direito "menor". Não há hierarquia de direitos humanos.
· Interdependência e inter-relação
· A realização de um direito muitas vezes depende, no todo ou em parte, da realização de outros. Por exemplo, a realização do direito à saúde pode depender da realização do direito à educação ou do direito à informação.
· Igualdade e não discriminação
Todos os indivíduos são iguais como seres humanos e em virtude da inerente dignidade de cada pessoa humana. 
Todos os seres humanos têm direito a seus direitos humanos sem discriminação de qualquer tipo, como raça, cor, sexo, etnia, idade, idioma, religião, opinião política ou outra, origem nacional ou social, deficiência, propriedade, nascimento ou outro status como explicado pelos órgãos dos tratados de direitos humanos.
 
· Participação e inclusão
Cada pessoa e todos os povos têm direito à participação ativa, livree significativa no desenvolvimento civil, político, econômico, social e cultural, por meio do qual os direitos humanos e as liberdades fundamentais podem ser realizados. Têm também direito a contribuir para esse desenvolvimento e a desfrutar do mesmo.
· Responsabilização e Estado de Direito
Os Estados e outros detentores de deveres têm de cumprir as normas e padrões legais consagrados nos instrumentos de direitos humanos. Quando não o fizerem, os titulares de direitos lesados têm o direito de instaurar procedimentos para uma reparação adequada perante um tribunal competente ou outro adjudicador, de acordo com as regras e procedimentos previstos na lei.
2.3. Direitos humanos em Moçambique 
Moçambique tem aderido a quase todos os instrumentos de tutela dos direitos humanos por um lado, por outro lado evidencia-se a força coerciva do Estado cuja herança histórica assenta no colonialismo, e mais, com a imposição da comunidade internacional, aderiu-se ao respeito dos direitos humanos.
2.3.1. Direitos humanos na Constituição de 1975
A Constituição República Popular de Moçambique de 1975 foi a primeira a ser aprovada na história de Moçambique independente. Na época histórica em questão, a palavra “popular” tinha um significado bem preciso: remontava a uma concepção de Estado e de sociedade em que apenas uma força, que supostamente detinha a larga representação da população, podia legitimamente interpretar os interesses, anseios, desejos de toda a nação. 
Esta Constituição salvaguardava os direitos humanos por isso, prosseguia uma política de paz e de desarmamento e no seu artigo 1, diz que Moçambique é um “Estado soberano, independente e democrático, entre os direitos civis, salvaguardou-se a propriedade privada, a liberdade de culto religioso, onde Moçambique declara-se Estado laico, com uma nítida separação com as instituições religiosas, permitindo a todos de praticar o seu credo, ou de não praticar nenhum credo, assim como a liberdade de opinião e reunião. Também preconiza a liberdade de associação, de domicílio e o segredo de correspondência representam outras liberdades individuais garantidas pela Constituição de 1975 no seu artigo 33, assim como o direito a um justo processo e a ter uma defesa nos termos da lei por parte do arguido nos termos do artigo 35. 
2.3.2. Direitos Humanos e Constituição da Viragem Democrática de 1990
Com saída do regime socialista para o regime capitalista, que culminou com uma nova Constituição de 1990, mudou-se da ideologia politica, social e económica e veio proteger-se de forma mais acrescida o respeito pelos direitos humanos, de tal forma que esta previsto no artigo 9 a liberdade de acesso ao culto, fundamentado no seu numero 3 que preconiza que: "O estado valoriza as actividades das confissões religiosas visando promover um clima de entendimento e tolerância social e o reforço da unidade nacional. ". Assim como no artigo 30 preconiza a participação da vida politica do Estado nos seguintes termos: " O povo moçambicano exerce o poder politico através do sufrágio universal, directo, secreto e periódico para a escolha dos seus representantes", assim como: o direito-dever de voto para os cidadãos moçambicanos maiores de 18 anos de idade, é o reflexo do comprometimento cívico necessário que todos os cidadãos devem demonstrar para com a sua pátria, assim como o direito à liberdade de imprensa e à informação e no seu artigo 67 preconiza que " O homem e a Mulher são iguais perante a lei em todos os domínios da vida politica, económica, social e cultural." E no número 1 do artigo 70 preconiza que “Todos os cidadãos têm direito a vida, tem direito a integridade física e não pode ser sujeito a tortura ou tratamentos cruéis e desumanos" e no número 2 do mesmo artigo diz que na "Republica de Moçambique não há pena de morte. " Essas são algumas das muitas evidencias que a Constituição de 1990 da Republica de Moçambique traz com vista a salvaguardar os direitos humanos. 
2.3.3. Direitos Humanos na Constituição de 2004 
A Constituição de 2004 representa a última etapa, até agora, do reformismo constitucional moçambicano e enfatiza o princípio do Estado de Direito e do respeito e garantia “dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos”. Esta Constituição preconiza direitos humanos por isso afirma que: A República de Moçambique é um Estado de Direito, baseado no pluralismo de expressão, na organização política democrática, no respeito e garantia dos direitos e liberdades fundamentais do Homem.
Também, introduz o princípio do pluralismo jurídico, reconhecendo a presença simultânea, no território nacional, de “vários sistemas normativos”, inclusive os “tradicionais”, desde que não entrem em contradição com os princípios constitucionais. 
E no título II da (Constituição de 2004 assume a denominação) de “Direitos, Deveres e Liberdades” e no capítulo III, do artigo 56, “Direitos, Liberdades e Garantias Individuais” defende-se que: “a lei só pode limitar os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos pela Constituição”, deixando assim o Estado de ter um papel preponderante na determinação de valores e comportamentos dos cidadãos, como ainda era visível na Constituição de 1990. 
2.3.4. Marcos da observância dos direitos Humanos na CRM de 2004
A Constituição da República de Moçambique (CRM) contém vários artigos que abordam diretamente os direitos humanos, refletindo o compromisso do país com a proteção e promoção desses direitos. Aqui estão alguns dos principais artigos relevantes:
· Artigo 40 - este artigo trata do Direito à vida, afirmando que "todo o ser humano tem direito à vida" e estabelece a proteção desse direito fundamental;
· Artigo 70 - este artigo aborda a integridade física, a proibição da tortura e de tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes, reforçando a proteção dos direitos humanos;
· Artigo 89 - reconhece a saúde como um direito humano fundamental, estabelecendo que o Estado deve garantir o acesso à saúde para todos;
· Artigo 87 - este artigo consagra o direito à greve, que é uma garantia constitucional, permitindo que os trabalhadores exerçam esse direito como parte de suas liberdades;
· Artigo 292- define os direitos, liberdades e garantias fundamentais como limites materiais de revisão constitucional, assegurando que esses direitos não podem ser alterados ou revogados. 
Esses artigos, entre outros, formam a base legal para a proteção dos direitos humanos em Moçambique, refletindo um compromisso com a dignidade e a liberdade dos cidadãos. A CRM não apenas reconhece esses direitos, mas também estabelece obrigações para o Estado em sua promoção e proteção.
Capitulo III.
3.1. Conclusão 
Chegado no fim do nosso trabalho, conclui-se que os direitos humanos são normas que reconhecem e protegem a dignidade de todos os seres humanos. Os direitos humanos regem o modo como os seres humanos individualmente vivem em sociedade e entre si, bem como sua relação com o Estado e as obrigações que o Estado tem em relação a eles.
Os direitos humanos caracterizam-se por serem: universalidade e inalienáveis, indivisibilidade, interdependência e inter-relação, igualdade e não descriminação, participação e inclusão e responsabilização e Estado de Direito.
Percebeu-se que Moçambique faz parte dos Estados que respeitam e salvaguardam os direitos humanos e o Estado exerce a força coerciva sobre todos a respeito da proteção dos direitos humanos. E também concluímos que a primeira Constituição da Republica popular de Moçambique salvaguarda o respeito pelos direitos humanos o que ganhou mais força e poder com a Constituição da República de Moçambique de 1990 e consolidou-se e vai se consolidar com a Constituição de 2004. 
Referências bibliográficas 
MARKONI Maria de Andrade, Lakatos Eva Maria. Técnica de pesquisa, 5ª ed. São Paulo, editora Atlas, 1991
Legislação: 
Declaração dos Universal dos direitos humanos 
Constituição da Republica popular de Moçambique de 1975
Constituição da Republica de Moçambiquede 1990
Constituição da Republica de Moçambique 2004

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