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4 T H C O F F E E Saúde Bucal da Gestante Profa.: Maria Cláudia Nunes Araujo Teodoro 4 T H C O F F E E Conteúdo Programático • Introdução • Fisiologia da Gestação • Etapas do desenvolvimento do bebê e relação com os eventos maternos • Pré-natal odontológico • Atendimento odontológico da gestante: da anamnese aos procedimentos invasivos • Parto e suas relações com o desenvolvimento do bebê • Aleitamento materno: a perspectiva da mãe 4 T H C O F F E E Gravidez é o período de cerca de nove meses de gestação nos seres humanos, contado a partir da fecundação e implantação de um óvulo no útero até ao nascimento 4 T H C O F F E E . Tempo de gestação humana: 38 a 40 semanas - 9 meses Alterações fisiológicas importantes Alterações emocionais Alterações hormonais Alterações nos hábitos 4 T H C O F F E E 4 T H C O F F E E A fecundação – união entre o óvulo e o espermatozóide – dá origem ao zigoto, que se instala no útero após uma série de divisões celulares. Nesse momento, a placenta também começa a se formar, envolvendo o embrião com o líquido amniótico, que auxilia na alimentação do embrião e o protege caso a mãe sofra uma queda. Ao fim do primeiro mês, ele mede entre 0,4 cm e 0,5 cm. (BRASIL, 2017) 4 T H C O F F E E No segundo mês, o coração bate de forma acelerada, aproximadamente 150 vezes por minuto. É nessa fase que se inicia a formação do sistema nervoso e dos aparelhos digestivo, circulatório e respiratório. Os olhos, a boca, o nariz, os braços e as pernas também começam a se desenvolver. O comprimento do embrião chega a 4 cm (BRASIL, 2017). O período fetal, que começa no terceiro mês de gestação, é marcado pelo desenvolvimento do esqueleto, das costelas e dos dedos de mãos e pés. Todos os órgãos internos se formam até o fim do mês, quando o feto mede 14 cm (BRASIL, 2017). SEGUNDO MÊS TERCEIRO MÊS Nessa fase, o bebê mede cerca de 16 cm e começa a se movimentar, sugar e engolir. Ele também é capaz de perceber alterações de luz e diferenciar gostos amargos e doces (BRASIL, 2017). QUARTO MÊS 4 T H C O F F E E A partir do quinto mês, nascem os primeiros fios de cabelo, os cílios e as sobrancelhas. Formam-se as trompas e o útero nas meninas e os órgãos genitais dos meninos podem ser vistos no exame de ultrassom. O bebê tem cerca de 25 cm de comprimento e consegue realizar movimentos como franzir a testa e chupar o dedo. O bebê mede cerca de 32 cm e consegue reconhecer sons externos, especialmente a voz e a respiração da mãe. Lábios e sobrancelhas começam a ficar mais visíveis e as pontas dos dedos apresentam sulcos que se tornarão as impressões digitais. O bebê mede entre 35 cm e 40 cm. Dentro do útero, boceja, abre os olhos, dorme e se movimenta. Os órgãos internos continuam crescendo e ele ouve e reage a estímulos sonoros, como músicas e conversas (BRASIL, 2017). QUINTO MÊS SEXTO MÊS SÉTIMO MÊS 4 T H C O F F E E Nesse período, o bebê mede entre 40 cm a 45 cm e começa a se preparar para ficar em posição de parto – de cabeça para baixo. Para ajudar a manter a temperatura do bebê depois do nascimento, uma camada de gordura se forma sob a pele. Os pulmões estão quase prontos e os ossos ficam mais resistentes (BRASIL, 2017). OITAVO MÊS NONO MÊS O bebê mede entre 45 cm e 50 cm, todos os órgãos estão completamente formados e ele já consegue controlar a respiração. Em torno da 40ª semana, ele está preparado para nascer (BRASIL, 2017). 4 T H C O F F E E Útero: aumento de tamanho de 20 vezes; aumento do suprimento sanguíneo Mamas: aumento do volume e da textura; mamilos ficam mais moveis Pele: Aumenta a quantidade de melanina – melasmas – por conta da progesterona Aumento da necessidade de consumo de proteínas Hipoglicemia de jejum e Hiperinsulinemia e hiperglicemia pós prandial Peso corporal: Aumento de cerca de 12,5Kg – Útero (900 mg); Feto (3400 g); Placenta (650 g); Líquido amniótico (1000 g); Mamas (800 g); volume sanguíneo (1500 g); líquido extravascular (1500 g) Alterações no metabolismo hídrico: maior retenção de líquidos pela menor osmolaridade plasmática – edema + hipertensão = pré eclampsia – retenção de sódio no organismo Alterações Fisiológicas 4 T H C O F F E E LEGENDA AQUI Alterações Hormonais • O aumento dos níveis hormonais podem afetar a forma como a gestante se sente emocionalmente • A produção de estrógeno aumenta cerca de 30x durante a gravidez • No inicio da gestação a progesterona é produzida em altas doses. Ela quem mantem a gravidez nos 3 primeiros meses e cria um ambiente favorável no útero para desenvolvimento do embrião • Alguns hormônios produzidos pela placenta diminuem a efetividade da insulina em reduzir a glicose do sangue, visando aumentar a oferta de nutrientes para o feto. Por isso as gestantes precisam produzir mias insulina que o habitual a fim de controlar seus níveis de açúcar no sangue. Algumas mulheres, por fatores individuais, podem não atingir o equilíbrio entre a necessidade de insulina e seus níveis de glicemia, podendo se tornar diabética durante a gestação (diabetes gestacional) 4 T H C O F F E E ALTERAÇÕES EMOCIONAIS 4 T H C O F F E E ACOMPANHAMENTO PRÉ- NATAL o A realização do pré-natal representa papel fundamental na prevenção e/ou detecção precoce de alterações patológicas tanto maternas como fetais, permitindo um desenvolvimento saudável do bebê e reduzindo os riscos da gestante. 4 T H C O F F E E GESTAÇÃO DE RISCO HABITUAL GESTAÇÃO DE ALTO RISCOx 4 T H C O F F E E PRÉ NATAL ODONTOLÓGICO 4 T H C O F F E E Planejamento familiar Incomum no Brasil Atendimento odontológico apenas do bebê e da criança não tem sido suficiente Necessidade da ampliação do atendimento da Odontopediatra 4 T H C O F F E E Sabe-se hoje que muito do que a criança será está relacionado aos primeiros mil dias de vida , incluindo os aproximadamente 270 dias da gestação. (KONISHI et al., 2018). Capacidade técnica e atualização profissional para atuação com competência e segurança O 4 T H C O F F E E Pré-natal odontológico consiste na assistência e no controle da saúde bucal da futura mãe, no aconselhamento das manobras orientadoras e preventivas para a manutenção da saúde do bebê, com vistas à integridade dos dentes, equilíbrio da boca e harmonia da face. CAMARGO, 2009 4 T H C O F F E E GRUPOS OPERATIVOS • CLÍNICA AMPLIADA • CONSULTAS COMPULSÓRIAS • ASSOCIAÇÃO COM BENEFÍCIOS • PLANO DE ATENDIMENTO INDIVIDUAL • NECESSIDADE DE ENCAMINHAMENTO DO OBSTETRA • INICIATIVA DA GESTANTE REDE PÚBLICA REDE PRIVADA 4 T H C O F F E E ORIENTAÇÕES SOBRE PROCEDIMENTOS CURATIVOS ORIENTAÇÕES SOBRE O BEBÊ ORIENTAÇÕES SOBRE AUTOCUIDADO 4 T H C O F F E E E, por que atender a gestante? 1) podem apresentar algumas alterações bucais próprias do período gestacional; 2) têm necessidades acumuladas que podem comprometer a saúde materna e da criança; 3) devem ser alvo de programas de educação em saúde porque elas são multiplicadoras de atitudes na rede familiar, influenciando os hábitos alimentares e de higiene da família; 4) são um grupo de fácil acesso por estar frequentando sistematicamente nesse período os serviços de saúde, o que é um facilitador importante e, além disso, elas podem ser enquadradas em programas de periodicidade programada e não abordá- las seria uma oportunidade perdida. (LEAL, 2006) 4 T H C O F F E E • Anamnese minuciosa • Exames complementares e momento da • consulta • Comunicação multiprofissional • Conhecimento de farmacologia e terapêutica • Boa técnica anestésica e seleção do anestésico • Plano de tratamento adequado • Planejamento estratégico pela idade gestacional Requisitos para abordagem odontológica VÍNCULO COM A GESTANTE 4 T H C O F F E E • Idade gestacional • Risco gestacional • Número de gestações e tipos de parto • Queixa principal e história dadoença • atual • História médica • História odontoestomatológica • Antecedentes familiares • Alergias • Aferição de sinais vitais* (P.A.) • Avaliação dos hábitos de higiene bucal • Avaliação de hábitos deletérios Anamnese Minuciosa 4 T H C O F F E E • 2º trimestre - 13ª a 26ª semana – 4 a 6 meses Não está em período de formação e nem existe o desconforto do aumento abdominal Levar em conta o risco habitual ou alto risco Procedimentos eletivos que levem várias sessões devem ser adiados E se for urgência? Melhor momento para o atendimento 4 T H C O F F E E Exames complementares e momento da consulta Meio da manhã é o melhor horário Posso/Devo radiografar a gestante? 4 T H C O F F E E Comunicação multiprofissional • Desmistificação do atendimento odontológico • Pareceres médicos (gestantes de alto risco/ alterações de P.A./ alterações sistêmicas) • Orientações dietéticas 4 T H C O F F E E Conhecimento de Farmacologia e Terapêutica • Analgésicos e AINES utilizados para gestantes: Paracetamol; Ibuprofeno • Antibióticos utilizados para gestantes Penicilinas e Cefalosporinas*(primeira linha de escolha) • Procedimentos que exijam muitas medicações pós operatórias devem ser postergados 4 T H C O F F E E Boa técnica anestésica e Seleção do anestésico local Anestesia adequada com a menor quantidade de tubetes anestésicos 2 tubetes – segurança (ANDRADE, 2014) Mepivacaína SV em casos de PA > 140x90 mmHg Culturalmente mistificado – importante orientaçõesLidocaína com epinefrina 1:100000 Punção aspirativa negativa Pareceres médicos para gestantes de alto risco 4 T H C O F F E E Plano de Tratamento Adequado • Nas gestantes os procedimentos e planejamentos longos ou com várias consultas devem ser postergados • Urgências devem ser resolvidas • Infecções devem ser resolvidas (sejam agudas ou crônicas) • Atenção especial às doenças periodontais • Terapia Periodontal Não Cirúrgica deve ser incluída em todos os planejamentos de gestantes 4 T H C O F F E E Implicações Periodontais • Infecção na placenta, por bactérias de origem periodontal, via hematogênica, podem causar parto prematuro. • LPS, via hematogênica, induzem células corioamnióticas a secretar PGE e TNF alfa, que são citocinas relacionadas ao parto. • Citocinas fetotóxicas. 4 T H C O F F E E • Parto em tempo normal: entre 38ª e 40ª semana de gestação • Parto pré termo : entre 22ª e 37ª semana de gestação – 10% das gestações • RN de baixo peso: