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Semiologia de Sistema 
Cardiovascular
Prof Amanda Diniz – Estácio Maracanã – 2025 
Sistema Cardiovascular 
• CONSTITUIÇÃO: coração, sangue, 
vasos (artérias, arteríolas, veias, 
vênulas e capilares)
• FUNÇÃO: conduzir através do 
sangue os elementos indispensáveis 
à vida, além de participar do 
equilíbrio térmico do organismo
Sistema Cardiovascular 
• ESTRUTURA: 
O coração: 
4 cavidades (2 átrios e 2 ventrículos)
2 válvulas átrio-ventriculares (mitral e tricúspede) 
2 válvulas sigmóides ou semi-lunares (aórtica e pulmonar). 
Septo interatrial e septo interventricular. 
Vasos da base e ápice livre. 
Pericárdio saco fibroseroso com 2 capas (visceral –
epicárdio e parietal)
Líquido pericárdico. 
O miocárdio possui células especializadas na geração dos 
impulsos cardíacos (nódulo sinusal), na condução do 
impulso (sistema de Hiss-Purkinje) e na contração (células 
miocárdicas comuns). O endocárdio é dividido em parietal 
e valvular
Inervação
• Autonomia - contrações rítmicas espontâneas 
• Rápida adaptação às condições circulatórias imediatas - sistema 
nervoso autônomo (SNA) - fibras simpáticas e parassimpáticas. 
Inervação parassimpática: ramos direito e esquerdo do nervo vago -
inervação do nódulo SA e nódulo AV
-ação moderadora
-diminui a excitabilidade cardíaca
-diminui a força de contração
-diminui a freqüência cardíaca 
-dificulta a condução do estímulo pelo nódulo AV (bloqueio 
atrioventricular)
Inervação simpática: nódulos SA e AV, a musculatura atrial, a 
musculatura ventricular e o Feixe de Hiss
-ação estimulante
-aumenta a excitabilidade cardíaca
-aumenta a força de contração 
-aumenta a frequência cardíaca 
-facilita a condução de estímulo pelo nódulo AV
Propriedades
• Batmotropismo - é a capacidade que o 
coração possui de auto-excitação
(excitabilidade)
• Inotropismo - é a capacidade que o 
coração possui de auto-contração
(contratilidade)
• Dromotropismo - é a capacidade do 
coração de conduzir por toda sua 
massa a contração produzida em 
algumas de suas partes 
(condutibilidade)
• Cronotropismo - é a capacidade que o 
coração possui de produzir batimentos 
de maneira rítmica (ritmicidade)
Anamnese
• antecedentes históricos e familiares - devem ser analisadas informações sobre o animal antes da 
doença, doenças e transtornos anteriores, antecedentes hereditários, local onde vive e o nível de 
atividade física do animal.
• doença atual - analisar informações a respeito do aparecimento dos diversos sintomas, início e 
evolução de cada um deles, bem como informações a respeito do funcionamento dos diversos 
sistemas do organismo, tratamentos realizados ou em realização.
• sexo - machos da raça Cocker Spaniel apresentam maior incidência de fibrose mitral que as 
fêmeas
• peso - animais gordos tem predisposição a depósito de gordura nas artérias (arteriosclerose) Os 
animais com insuficiência cardíaca de duração moderada a longa apresentam-se frequentemente 
magros e caquéticos.
• atividade - afastar animais com defeitos congênitos da atividade reprodutiva.
• idade - cães novos podem apresentar mal-formações congênitas, enquanto cães mais velhos 
normalmente apresentam problemas valvulares.
• raça - algumas raças apresentam maior incidência por determinada patologia cardíaca, como por 
exemplo, a miocardiopatia do Boxer e as patologias congênitas
Inspeção
• Os sinais e sintomas podem variar !! 
• Pode haver ausência de sinais e sintomas !! Um animal 
cardiopata pode não apresentar sinal algum (extremidades 
frias, perda de peso, tosse, dispnéia, diminuição do tempo 
de preenchimento capilar)
Parâmetros a serem analisados:
• Atitude e postura - geralmente os animais com 
insuficiência cardíaca apresentam atitude deprimida, 
membros torácicos abduzidos e o pescoço estendido para 
facilitar a ventilação, relutância em deitar
• Deambulação do animal - fraqueza devido a insuficiência 
cardíaca ou a estenose aórtica severa, diagnostico 
diferencial para doença neuromuscular ou esquelética
• Membranas mucosas - Mucosas pálidas por anemia ou por 
baixo débito cardíaco. Cianóticas nos estágios finais de 
insuficiência cardíaca ou no caso de animais jovens com 
Tetralogia de Fallot.
*Tetralogia de Fallot: Defeito do septo ventricular, Obstrução 
da via de saída do ventrículo direito, Estenose da valva 
pulmonar, Hipertrofia ventricular direita, Excesso de 
“cavalgamento” da aorta
Inspeção
• Padrão de ventilação - a freqüência da respiração por 
minuto pode ser alterada por excitação, febre, ansiedade, 
insuficiência pulmonar e insuficiência cardíaca do lado 
esquerdo. 
• Veia jugular - as veias jugulares não devem distender-se 
quando o animal está em estação, com a cabeça normal, e 
não devem apresentar pulsações. Às vezes essas pulsações 
se devem ao pulso carotídeo. Para distinguir um 
verdadeiro pulso jugular da transmissão carotídea, a veia 
jugular deve ser ocluída abaixo da área de pulso visível. 
Caso o pulso desapareça trata-se de uma pulsação jugular 
verdadeira. 
• Tosse - A tosse cardíaca possui tom baixo e ressonante, 
sendo paroxística nas primeiras horas da manhã. A tosse 
de origem cardíaca pode ser exacerbada durante períodos 
de excitação e após ingestão de água.
• Choque cardíaco (ictus cordis) - pode ser observado em 
animais muito magros, após exercício intenso, na anemia 
hemolítica grave ou no eretismo cardíaco (contração com 
muita intensidade) causado pelo excesso de digitálicos ou 
estricnina
• * digitálicos: aumentam a força do coração e diminuem a 
frequência cardíaca pelo bloqueio de bombas sódio-
potássio-ATPase (elevam Ca e NA intracelular)
Palpação
O choque cardíaco ou “ictus cordis” é a vibração da parede torácica ao nível da região cardíaca, produzida principalmente durante a 
sístole ventricular. O ictus cordis pode estar diminuído, aumentado ou desviado da posição normal.
Diminuído
• Ocorre na insuficiência cardíaca, nas efusões pericárdicas (hidro, hemopericárdio) e pleurais (hidro, hemotórax), 
• leucose pericárdica, pericardite infecciosa e animais obesos.
Aumentado
• Ocorre na hipertrofia cardíaca, intoxicação por digitálicos ou estricnina, no início de doença cardíaca ou perfusão 
• inadequada dos vasos devido a compensação que ocorre na tentativa de manter a hemostasia ou na cardiomegalia.
Desviado
• Algumas afecções podem desviar o ictus cordis cranialmente, caudalmente ou lateralmente. Em raros casos de 
• anomalia congênita o coração pode localizar-se no lado direito.
• Cranialmente - ascite, hepatomegalia, distenção gástrica ou intestinal, dispepsias ruminais e gestação avançada.
• Caudalmente - hipertrofia cardíaca, tumores na parede torácica, tumores no mediastino (linfossarcoma).
• Lateralmente - comprometimento do hemitórax.
• Ectopia (congênita) - destrocardia
Percussão
A percussão dígito-digital em pequenos 
animais. Através da percussão podemos 
delimitar a área cardíaca.
• Som normal: equinos – mate absoluto; 
Outras espécies – mate relativo.
• Som patológico: pneumopericárdio
(produção de gás por bactérias) – som 
timpânico
Aumento da área de maciez cardíaca: 
hipertrofia ou dilatação cardíaca, distensão 
do saco pericárdico e neoplasias
Ausculta
Ruídos
• 1ª bulha: sístole - contração do ventrículo e 
fechamento das válvulas atrioventriculares 
(mitral e tricúspide)
• 2ª bulha: diástole - fechamento das válvulas 
semilunares (aórtica e pulmonar). 
Na ausculta cardíaca devem ser considerados 
os ruídos cardíacos e suas características 
quanto à freqüência, ritmo, intensidade e 
timbre (FRIT), em cada um dos focos 
valvulares.
Ruídos
• Alterações na frequência
Taquicardia (aumento): hipertrofias compensadoras, estresse, exercício físico, febre, miocardites
Bradicardia (diminuição): insuficiência cardíaca grave, atonia do miocárdio, estados parassimpáticos 
• Alterações no ritmo
Arritmia: modificação do sistema de condução dos estímulos cardíacos. Arritmias sinusais – nódulo sinoatrial;
Extra-sístole – nódulo sinoatrial em combinaçãocom as fibras auriculares; Arritmia completa – desordem 
absoluta nas contrações cardíacas; Ritmo de galope
• Alterações na intensidade
Hiperfonese: bulhas se produzem com grande intensidade
Hipofonese: bulhas se produzem com pouca intensidade
• Alterações no timbre
Conforme as modificações que sofrem o endocárdio e as válvulas, produzem-se alterações nos timbres dos 
ruídos que se denominam, segundo o seu caráter, em ruídos musculares, secos, duros, velados, metálicos e 
impuros
Patologias valvulares
Lado esquerdo (mitral/aórtica): 
congestão pulmonar → edema 
pulmonar – chega sangue do 
pulmão pelo coração esquerdo
Lado direito 
(tricúspide/pulmonar): congestão 
na circulação de retorno → 
hidropsias e edema de membros 
→ ascite – chega sangue do corpo 
pelo coração direito
Sopro
Fisiológicos – anemia, hipoproteinemia, febre e 
corações atletas;
Inocente – Não estão associados à cardiopatas;
Patológicos – Doença cardíaca estrutural, CVCM, 
doenças congênitas, shunts cardíacos, doença vascular
• Grau 1 – Dificilmente audível
• Grau 2 – Intensidade leve – Pode ser ouvido 
rapidamente. É mais leve que os sons cardíacos S1 
e S2
• Grau 3 – Som baixo a moderado, mesma 
intensidade que os sons cardíacos S1 e S2
• Grau 4 – Som alto, mas sem frêmito som 
estrepitoso, mais alto que S1 e S2
• Grau 5 – Som alto e pode-se perceber o frêmito 
som estrepitoso sobre o tórax
• Grau 6 –Som muito alto, audível sem estetoscópio
Pressão
• Condições normais: A PH > PO na primeira parte do trajeto 
circulatório. Filtra-se líquido para fora do vaso sanguíneo, mas à 
medida que os capilares se ramificam e se afastam do coração, a PH 
diminui e a PO mantém-se constante. Haverá um ponto teórico em 
que as duas pressões se igualam e, portanto, não haverá filtração 
nem reabsorção. A partir deste ponto, a PH