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2
Ficha técnica
2024. SERVIÇO NACIONAL DE 
APRENDIZAGEM RURAL DE GOIÁS
SENAR GOIÁS
1ª EDIÇÃO – 2024
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
A reprodução não autorizada desta publi-
cação, no todo ou em parte, constitui vio-
lação dos direitos autorais (Lei nº 9.610)
FOTOS
GettyImages
Shutterstock
INFORMAÇÕES E CONTATO
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de 
Goiás - SENAR/AR-GO
Rua 87, n° 708, Ed. Faeg, 1° andar: Setor Sul, 
Goiânia/GO, CEP: 74.093-300
Contato: (62) 3412-2700 / 3412-2701
E-mail: senar@senargo.org.br 
http://www.senargo.org.br 
http://ead.senargo.org.br/
ESTRUTURA
ORGANIZACIONAL
PRESIDENTE DO CONSELHO 
ADMINISTRATIVO
José Mário Schreiner
SUPERINTENDENTE DO SENAR GOIÁS
Dirceu Borges
DIRETOR DO DEPARTAMENTO TÉCNICO 
DO SENAR GOIÁS
Leonnardo Cruvinel Furquim
GERENTE DE EDUCAÇÃO FORMAL DO 
SENAR GOIÁS
Rafael Antônio Rosa
senar@senargo.org.br http://www.senargo.org.br/ http://ead.senargo.org.br/ 
senar@senargo.org.br http://www.senargo.org.br/ http://ead.senargo.org.br/ 
senar@senargo.org.br http://www.senargo.org.br/ http://ead.senargo.org.br/ 
3
Sumário
Módulo 1: Os aspectos socioemocionais na vida e na sala de 
aula ....................................................................................................... 9
O que é educação socioemocional? ............................................10
Socioemocional e seus pilares dentro do cognitivo e da 
aprendizagem .......................................................................................... 19
Habilidades de relacionamentos .................................................22
Posturas e práticas consigo e com o outro ......................................... 26
Tomada de decisão responsável e ética .....................................29
Cuidados, segurança e integração na sociedade ............................... 31
Módulo 2: Competências socioemocionais como fator de pro-
teção à saúde mental ........................................................................ 40
Competências socioemocionais no ambiente de ensino ..........42
Autoconhecimento .......................................................................46
Conhecimento do eu e do próximo ..................................................... 49
Pensar, aproveitar, formular, criticar e incentivar .............................. 50
Limitações do ser humano ..................................................................... 52
Atitudes otimistas e metas .................................................................... 53
Autocontrole .................................................................................56
Conhecendo seus limites, frustrações, emoções e sentimentos ... 58
Autogestão ....................................................................................61
O que leva o ser humano ao estresse e o que a impulsividade pode 
causar ........................................................................................................ 63
Autoconsciência ............................................................................67
Valorização da pluralidade ..................................................................... 68
Situações conflituosas e trabalho em equipe .................................... 69
Solução de problemas ............................................................................ 69
Encerramento do módulo ............................................................74
4
Módulo 3: Identificação de possíveis problemas emocionais 
nos alunos e encaminhamento na rede de apoio ..................... 79
Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos .80
Cuidados com a saúde mental das crianças e dos adolescentes ..... 82
Como identificar sinais ........................................................................... 85
Tristezas, autolesões, mudanças físicas inexplicáveis, agressividade 
etc. ............................................................................................................. 86
Encaminhamentos na rede de apoio ...........................................90
Quais são as redes de apoio e para que servem? ............................... 91
A importância do encaminhamento realizado pela escola ao serviço 
responsável .............................................................................................. 94
Quais caminhos devo seguir e com quais redes posso contar? ....... 95
Encerramento do módulo ............................................................101
Encerramento do curso .................................................................... 105
Referências ...................................................................................107
5
Boas-vindas!
Desejamos as boas-vindas a você! 
A infância e a adolescência são fases muito importantes para o desenvolvimento humano, 
especialmente quando falamos de sentimentos. Por esse motivo, a Base Curricular Nacional 
prevê que o tema “o eu, o outro e o nós” seja abordado desde a educação infantil. 
Além disso, se antes da pandemia de 
covid-19 já encontrávamos estudantes 
com ansiedade, esse número aumentou 
após esse episódio. Dado esse contexto, 
no curso Educação Socioemocional você 
terá a oportunidade de pensar em formas 
de lidar com essas questões e preparar 
seus alunos para lidarem melhor com as 
adversidades da vida.
Confira como será sua jornada.
6
A seguir, saiba mais detalhes de cada módulo.
Módulo 1: Os aspectos socioemocionais na vida e na sala de aula
Você verá a importância de desenvolver as competências socioemocionais na vida 
e na sala de aula: autoconsciência, autocontrole, consciência social, habilidades de 
relacionamento e tomada de decisão responsável. Também conhecerá os pilares: 
aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Tudo isso 
para entender que a educação socioemocional é necessária para lidar com as emoções 
em um mundo conectado e abordar temas como diversidade cultural, ética e tomada 
de decisão responsável.
Módulo 2: Competências socioemocionais como fator de proteção à saúde mental
Aqui, você verá como as competências socioemocionais podem atuar como 
proteção à saúde mental, especialmente após a pandemia de covid-19. Ao abordar 
essas competências em sala de aula, é possível desenvolver habilidades como 
autoconhecimento, resiliência, empatia e comunicação, fundamentais para lidar com 
desafios na sala de aula e na vida cotidiana. Quando conectamos essas competências, 
podemos desenvolver integralmente os estudantes e fazê-los enfrentar os desafios da 
sociedade contemporânea.
7
Módulo 3: Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos e encaminha-
mentos na rede de apoio
Neste módulo, você saberá como identificar possíveis problemas emocionais em es-
tudantes, acolhê-los adequadamente e como fazer o encaminhamento na rede de 
apoio. Para tanto, você verá como a Base Nacional Comum Curricular e o Estatuto da 
Criança e do Adolescente tratam o tema da promoção da saúde mental e a ênfase 
dada ao papel das instituições de ensino nesse contexto.
Conclusão do curso
Para ser considerado concluinte e obter 
seu certificado, você precisa cumprir as 
seguintes etapas:
• passar por todas as telas do curso;
• responder às atividades de 
aprendizagem ao fim de cada módulo; 
e
• responder à pesquisa de satisfação.
Tudo pronto para começar? Vamos lá!
Os aspectos socioemocionais 
na vida e na sala de aula
Módulo 1
9
Módulo 1: Os aspectos soci-
oemocionais na vida e na sala 
de aula 
Atualmente, convivemos com uma geração conectada, que exige aulas atrativas e 
impactantes. Além disso, o mundo se transforma rapidamente, e toda essa pressa 
desencadeia muitas emoções. Isso tudo afeta as instituições de ensino, concorda? E como 
podemos abordar isso nesses ambientes? 
A educação socioemocional é uma das respostas para essas questões. Ela está presente em 
todos os momentos de nossas vidas cotidianas, em qualquer situação com a qual nos depara-o acompanhamento feito pela institu-
ição de ensino é fundamental. Pode, inclusive, 
salvar vidas. 
Ao identificar um estudante em sofrimento, leve o caso à direção da instituição de ensino, em 
seguida acione a família através de diálogo aberto e harmonioso. Se não houver o retorno 
esperado, deverá ser encaminhado à rede de apoio.
Vamos realizar uma atividade para praticar o que estudamos até agora?
95
Era o último mês antes de terminarem as aulas. O calor já predominava, mas uma de suas 
alunas, Raquel, começou a usar casaco todos os dias. Ao abordá-la, você descobriu que ela 
havia se cortado com uma lâmina de barbear. Diante dessa situação, quais redes de apoio você 
decidiu procurar?
Primeiro você levou o caso à direção da instituição de ensino, conversou com a 
família, mas não obteve resultado. Em seguida, acionou o Conselho Tutelar.
Logo avisou o Conselho Tutelar, pois não se sentiu à vontade para conversar com a 
família de Raquel.
Entrou em contato com a direção da sua instituição de ensino, pois não sabia o 
que fazer.
Relatou o caso ao Centro de Referência da Assistência Social da sua cidade, pois 
achou que a assistente social seria a pessoa mais indicada para essa situação.
Quais caminhos devo seguir e com quais redes 
posso contar?
Você já deve ter ouvido falar que cada ser humano é um universo, não é mesmo? Uma vez que 
cada estudante é único, é preciso avaliar cada situação específica antes de fazer o encaminha-
mento à rede de apoio. 
A resolução de qualquer problema na instituição de ensino deve ter, primeiro, a colaboração 
dos profissionais da educação e da família.
96
Ainda tem dúvidas sobre quais caminhos seguir ao se deparar com um estudante em sofri-
mento? Então entenda melhor a seguir.
Comunicar a direção da instituição 
educacional sobre o assunto. Em 
seguida acione os responsáveis 
pelo estudante. Leve em consider-
ação o retorno de outras pessoas 
envolvidas e, sobretudo, compreen-
da o contexto familiar e social do 
estudante para adotar abordagens 
assertivas. A atuação da família é 
fundamental nesse processo.
Compreendido o contexto no qual o 
estudante está inserido, desenvolva 
programas de acolhimento e 
trabalho em equipe. Ouvir todos os 
envolvidos é necessário.
Caso a rede de diálogos e tentativas 
não dê certo, acione o Conselho 
Tutelar, que dará encaminhamento 
aos órgãos competentes, de acordo 
com cada caso.
97
E sobre a família, ainda não sabe quais estratégias utilizar para aproximá-la da instituição de 
ensino? Acompanhe a seguir!
Faça reuniões periódicas
Aproveite esse momento para esclarecer dúvidas coletivas e individuais. Defina um 
tema e alinhe todos os tópicos que serão abordados. Assim, as chances de a experiên-
cia ser positiva são grandes, e essas pessoas tendem a retornar a esses encontros.
Realize atividades pedagógicas com a participação das famílias
Você pode fazer isso durante a implantação de um projeto novo. Dessa maneira, a 
família entenderá mais facilmente os objetivos da escola, e as crianças vão adorar estu-
dar e se divertir com as famílias e professores.
Ofereça palestras e workshops para as famílias
Gerar conteúdo para as famílias é importante para inseri-las no cotidiano da institu-
ição de ensino. Além de informação por escrito ou vídeo, uma sugestão é oferecer 
palestras e workshops. Você pode trabalhar temas que estão em alta, como educação 
socioemocional, tendências profissionais para o futuro e tecnologia.
98
Estabeleça canais de comunicação e divulgação das atividades
Marque presença nas redes sociais mais utilizadas pelas famílias. Esses espaços devem 
ser utilizados para informações importantes e para criar interações através de conteú-
dos como:
• notícias da instituição de ensino;
• cobertura de atividades internas e externas;
• publicação de vídeos interativos;
• entrevistas;
• webinars (videoconferências com intuito educacional).
Faça a exposição de trabalhos escolares
Essa estratégia traz dois benefícios: o primeiro é a maior satisfação dos alunos ao 
elaborar um trabalho que vai ser apresentado para seus familiares e conhecidos. 
O segundo é a oportunidade de as pessoas verem o que está sendo trabalhado na 
instituição de ensino.
Reinvente os eventos oficiais
Dia das Mães, Dia dos Pais e Feiras de Ciência, por exemplo, são ótimas maneiras de es-
treitar o relacionamento e garantir a presença da família. Para isso, você pode realizar 
atividades temáticas e, sempre que possível, envolver projetos interdisciplinares.
99
Incentive as práticas esportivas
As aulas de educação física precisam ser vistas com a importância que merecem, pois 
os alunos podem se desenvolver socialmente, além de a prática de exercícios físicos 
proporcionar muitos benefícios. Além disso, é possível trazer a família para a institu-
ição de ensino a fim de que participem de práticas esportivas. Os pais e demais famili-
ares podem participar de alguns esportes, com times formados entre toda a família.
Você já conhece a pedagogia restaurativa? Sua metodologia busca construir relações sau-
dáveis e resolver conflitos priorizando o diálogo e a empatia. Para saber mais sobre ela, clique 
aqui e aqui.
Chegou a hora aplicar os conceitos que aprendemos até aqui. Acesse o AVA e escute o podcast 
para analisar a situação a partir dos conhecimentos que você adquiriu neste módulo. A seguir, 
você pode conferir a transcrição do podcast.
Transcrição
Muito além do isolamento, a pandemia de Covid-19 agravou muitos quadros relacionados 
à saúde mental. Isso atingiu também as instituições de ensino, que precisaram lidar com 
estudantes que tiveram suas rotinas familiares afetadas. 
https://www.camara.leg.br/noticias/1010462-pedagogia-restaurativa-pode-reduzir-violencia-nas-escolas-afirmam-especialistas/
 https://www.mprj.mp.br/documents/20184/69946/cartilha_justica_restaurativa.pdf
100
É o caso de Rafael, que passou a apresentar um comportamento agressivo em sala de aula. 
Para conhecer melhor essa situação, mantenha sua escuta ativa! Hoje vamos conhecer a 
história de Rafael, um aluno que não costumava causar problemas antes da pandemia. Ele 
era muito amigável e nunca havia se metido em confusão. Porém, depois da Covid 19, Rafael 
passou a apresentar um comportamento agressivo e baixo rendimento. Ao acolher esse aluno, 
a instituição de ensino descobriu que os pais de Rafael haviam perdido o emprego durante a 
pandemia, o que causou muitos conflitos em casa. Isso acabou refletindo em Rafael, que se 
tornou um estudante agressivo na volta às aulas. Com base nessa situação, reflita e responda 
uma atividade sobre quais atitudes você tomaria para ajudar Rafael.
Diante dessa situação, quais atitudes você tomaria?
Acolher o aluno, criar vínculo, conversar com ele e seus responsáveis e com-
preender o que está ocorrendo.
Promover atividades que leve à reflexão da turma sobre o comportamento do colega.
Encaminhar o aluno à rede de encaminhamento para ser analisado.
Encaminhar o aluno até a direção para que seu comportamento seja compreendido.
Percebeu como é importante ter uma rede de apoio? Agora que você sabe tudo isso, vamos ao 
encerramento do módulo.
101
Encerramento do módulo
A infância e a adolescência são fases cruciais para o desenvolvimento da saúde mental. Por 
isso, os profissionais da educação precisam estar alertas para reconhecer sinais de sofrimento 
nos estudantes e fazer os devidos encaminhamentos. Além disso, toda a comunidade precisa 
se mobilizar, e a família tem um papel fundamental.
102
Por fim, caso você tenha acionado a direção e a família e isso não tenha dado dado o 
resultado esperado, o Conselho Tutelar deve ser acionado. Logo, podemos dizer que 
resguardar os direitos da criança e do adolescente também é papel da instituição de 
ensino, bem como possibilitar que o estudante faça parte da sociedade e promover o 
autoconhecimento e o senso crítico.
Sempre que quiser relembrar os principais temas vistos aqui,tenha em mãos o mapa mental 
disponível a seguir.
Educação 
Socioemocional
Identificação de possíveis problemas 
emocionais nos alunos e 
encaminhamentos na rede de apoio
Alguns documentos oficiais orientam sobre a prevenção de situações 
relacionadas à saúde mental em sala de aula. 
Um exemplo de política pública a ser implementada é o estabelecimento de equipes multidisciplinares nas escolas, 
com psicólogos, assistentes sociais, conselheiros educacionais e profissionais de saúde mental, para oferecer suporte 
aos alunos. 
Encaminhamentos na rede de apoio 
Ao identificar sinais como tristeza, baixa autoestima, agressividade, 
dificuldades de aprendizagem, impulsividade, frustração, ansiedade, 
abusos, discriminação, maus tratos, exposição a ambientes violentos e 
automutilação, o encaminhamento a ser feito deve seguir esta ordem: 
CRAS 
CAPS
Secretaria de Educação
Delegacia de Proteção 
à Criança e ao 
Adolescente
Unidade Básica de Saúde
Serviço de Proteção 
Social Especial
Vara da Infância e da Juventude
Centros de Atenção 
Psicossocial Infantojuvenil
Porém, você também pode contar com outras redes de apoio para buscar orientação. São elas: 
Direção da instituição 
de ensino
Família Conselho Tutelar 
O que fala a Base Nacional 
Comum Curricular (BNCC):
Traz ferramentas para 
trabalhar e promover a 
prevenção e a recuperação 
da saúde mental, em 
concordância com o 
currículo escolar.
O que fala o Estatuto da 
Criança e do Adolescente:
Garante o direito à proteção 
à vida e à saúde, mediante 
políticas públicas. Isso quer 
dizer que a instituição de 
ensino tem um papel 
importante nesse processo, 
pois deve promover 
estratégias que garantam o 
bem-estar físico, social e 
mental da comunidade 
escolar. 
103
Educação 
Socioemocional
Identificação de possíveis problemas 
emocionais nos alunos e 
encaminhamentos na rede de apoio
Alguns documentos oficiais orientam sobre a prevenção de situações 
relacionadas à saúde mental em sala de aula. 
Um exemplo de política pública a ser implementada é o estabelecimento de equipes multidisciplinares nas escolas, 
com psicólogos, assistentes sociais, conselheiros educacionais e profissionais de saúde mental, para oferecer suporte 
aos alunos. 
Encaminhamentos na rede de apoio 
Ao identificar sinais como tristeza, baixa autoestima, agressividade, 
dificuldades de aprendizagem, impulsividade, frustração, ansiedade, 
abusos, discriminação, maus tratos, exposição a ambientes violentos e 
automutilação, o encaminhamento a ser feito deve seguir esta ordem: 
CRAS 
CAPS
Secretaria de Educação
Delegacia de Proteção 
à Criança e ao 
Adolescente
Unidade Básica de Saúde
Serviço de Proteção 
Social Especial
Vara da Infância e da Juventude
Centros de Atenção 
Psicossocial Infantojuvenil
Porém, você também pode contar com outras redes de apoio para buscar orientação. São elas: 
Direção da instituição 
de ensino
Família Conselho Tutelar 
O que fala a Base Nacional 
Comum Curricular (BNCC):
Traz ferramentas para 
trabalhar e promover a 
prevenção e a recuperação 
da saúde mental, em 
concordância com o 
currículo escolar.
O que fala o Estatuto da 
Criança e do Adolescente:
Garante o direito à proteção 
à vida e à saúde, mediante 
políticas públicas. Isso quer 
dizer que a instituição de 
ensino tem um papel 
importante nesse processo, 
pois deve promover 
estratégias que garantam o 
bem-estar físico, social e 
mental da comunidade 
escolar. 
104
 
Você finalizou o módulo 3. A seguir, acompanhe o encerramento do curso.
105
Encerramento do curso
Que ótimo que você chegou até aqui! Você terminou o curso Educação Socioemocional. 
Esperamos que o curso tenha ajudado você 
a pensar em estratégias para trabalhar as 
questões emocionais em sala de aula e a 
preparar os estudantes para enfrentar as 
adversidades da vida. Além disso, você pode 
contar com uma rede de apoio formada 
pela família do estudante, a direção da sua 
instituição de ensino, o Conselho Tutelar e 
outros órgãos. 
Lembre-se, ainda, de que o acolhimento é fundamental e pode salvar vidas!
Para concluir o curso e obter seu certificado, não se esqueça de responder à pesquisa de 
satisfação!
106
Gabarito: 1. A
Você deve sempre levar o caso à direção da instituição de ensino, conversar com a família, de-
pois acionar o Conselho Tutelar.
Gabarito: 2. A
Você deve sempre buscar conversar com o aluno e entender seu comportamento, para, de-
pois, levar à direção, chamar os pais e a outras redes de apoio.
107
Referências 
AÇÃO EDUCATIVA. A escola na rede de proteção dos direitos de crianças e adolescentes. 
Disponível em: https://acaoeducativa.org.br/wp-content/uploads/2018/12/rededeprote-
cao_site2.pdf Acesso em: 10 jan. 2024. 
ANTUCCI, I. Contribuição do alerta, da atenção, da intenção e da expectativa temporal 
para o desempenho de humanos em tarefas de tempo de reação. 2001. 130 f. Tese (Douto-
rado em Psicologia) – Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo. 2001.
APPAI. Saúde mental nas escolas. Disponível em: https://www.appai.org.br/saude-men-
tal-nas-escolas/ Acesso em: 10 jan. 2024. 
BASE COMUM NACIONAL CURRICULAR. Competências socioemocionais como fator de 
proteção à saúde mental e ao bullying. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.
br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/195-competencias-soci-
oemocionais-como-fator-de-protecao-a-saude-mental-e-ao-bullying?highlight=WyJlc2NyaX-
RhIl0. Acesso em: 10 jan. 2024. 
BRASIL. Lei n.º 8.069 de 13 de Julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente. Dis-
ponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm Acesso em: 10 jan. 2024. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção psicossocial: as crianças e adolescentes no SUS. Tecen-
do redes para garantir direitos. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
atencao_psicossocial_criancaadolescentesus.pdf. Acesso em: 10 jan. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Rede de atenção psicossocial. Disponível em: https://linhas-
decuidado.saude.gov.br/portal/tabagismo/rede-atencao-psicossocial/. Acesso em: 10 jan. 
2024. 
CASEL. Collaborative for academic, social, and emotional learning. Safe and sound: an 
educational leader’s guide to evidence-based social and emotional learning programs – Illinois 
edition. Chicago: Author, 2005. Acesso em: 10 jan. 2024. 
COLÉGIO RAPHAEL DI SANTO. Socioemocional: o acolhimento que busca o pertencer para 
crescer. G1. 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/especial-publici-
tario/raphael-di-santo/colegio-raphael-di-santo/noticia/2023/06/28/socioemocional-o-acol-
himento-que-busca-o-pertencer-para-crescer.ghtml Acesso em: 10 jan. 2024. 
https://acaoeducativa.org.br/wp-content/uploads/2018/12/rededeprotecao_site2.pdf
https://acaoeducativa.org.br/wp-content/uploads/2018/12/rededeprotecao_site2.pdf
https://www.appai.org.br/saude-mental-nas-escolas/
https://www.appai.org.br/saude-mental-nas-escolas/
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/195-competencias-socioemocionais-como-fator-de-protecao-a-saude-mental-e-ao-bullying?highlight=WyJlc2NyaXRhIl0
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/195-competencias-socioemocionais-como-fator-de-protecao-a-saude-mental-e-ao-bullying?highlight=WyJlc2NyaXRhIl0
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/195-competencias-socioemocionais-como-fator-de-protecao-a-saude-mental-e-ao-bullying?highlight=WyJlc2NyaXRhIl0
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/195-competencias-socioemocionais-como-fator-de-protecao-a-saude-mental-e-ao-bullying?highlight=WyJlc2NyaXRhIl0
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_psicossocial_criancas_adolescentes_sus.pdfhttps://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_psicossocial_criancas_adolescentes_sus.pdf
https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/tabagismo/rede-atencao-psicossocial/
https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/tabagismo/rede-atencao-psicossocial/
https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/especial-publicitario/raphael-di-santo/colegio-raphael-di-santo/noticia/2023/06/28/socioemocional-o-acolhimento-que-busca-o-pertencer-para-crescer.ghtml
https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/especial-publicitario/raphael-di-santo/colegio-raphael-di-santo/noticia/2023/06/28/socioemocional-o-acolhimento-que-busca-o-pertencer-para-crescer.ghtml
https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/especial-publicitario/raphael-di-santo/colegio-raphael-di-santo/noticia/2023/06/28/socioemocional-o-acolhimento-que-busca-o-pertencer-para-crescer.ghtml
108
CONVIVA SP. Documento orientador de acolhimento emocional. Disponível em: https://
midiasstoragesec.blob.core.windows.net/001/2020/09/documento-orientador-de-acolhi-
mento-emocional.pdf Acesso em: 10 jan. 2024. 
DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. Unesco, 1996. Edição em português, 2010. Dis-
ponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000109590_por. Acesso em: out. de 
2022. Acesso em: 10 jan. 2024. 
DINA, A. A fábrica automática e a organização do trabalho. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1987. 
132 p.
ESCOLA DA INTELIGÊNCIA. O que é educação socioemocional. Disponível em: https://esco-
ladainteligencia.com.br/blog/educacao-socioemocional/. 2022. Acesso em: 10 jan. 2024. 
FACULDADE DE AGRONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Manual 
de referências bibliográficas. Disponível em: http://www.ufrgs.br/agronomia/manualcap1.
htm. Acesso em: 20 ago. 2002.
FUNDAÇÃO ABRINQ. Como cuidar da saúde mental na infância e na adolescência. 2020. 
Disponível em: https://www.fadc.org.br/noticias/como-cuidar-da-saude-mental-na-infan-
cia-e-adolescencia. Acesso em 10 jan. 2024. 
GRUPO DRUMMOND. O que é educação 4.0? Disponível em: https://drummond.com.br/o-
que-e-educacao-4-0/. Acesso em: 10 jan. 2024. 
INSTITUTO AYRTON SENNA. Avaliação socioemocional. Disponível em: https://institutoayr-
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INSTITUTO AYRTON SENNA. Macrocompetências: autogestão. Disponível em: https://insti-
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https://institutoayrtonsenna.org.br/app/uploads/2022/12/instituto-ayrton-senna-avaliacao-socioemocional-1.pdf
https://institutoayrtonsenna.org.br/app/uploads/2022/10/instituto-ayrton-senna-macrocompete%CC%82nci
https://institutoayrtonsenna.org.br/app/uploads/2022/10/instituto-ayrton-senna-macrocompete%CC%82nci
https://institutoayrtonsenna.org.br/app/uploads/2022/10/instituto-ayrton-senna-macrocompete%CC%82nci
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109
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https://www.fc.unesp.br/Home/ensino/pos-graduacao/programas/mestradoprofissionalemdocenciaparaaeducacaobasica/produto-larissa.pdf
https://www.foar.unesp.br/Home/projetoviverbem/relacoes-interpessoais-e-qualidade-de-vida-no-trabalho.pdf
https://www.foar.unesp.br/Home/projetoviverbem/relacoes-interpessoais-e-qualidade-de-vida-no-trabalho.pdf
https://www.foar.unesp.br/Home/projetoviverbem/relacoes-interpessoais-e-qualidade-de-vida-no-trabalho.pdf
https://www.unicef.org/brazil/media/12696/file/fortalecimento-psicossocial-da-comunidade-escolar.pdf
https://www.unicef.org/brazil/media/12696/file/fortalecimento-psicossocial-da-comunidade-escolar.pdfhttps://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/unicef-apoia-saude-mental-de-mais-de-50-mil-adolescentes-e-jovens
https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/unicef-apoia-saude-mental-de-mais-de-50-mil-adolescentes-e-jovens
https://cultura.uol.com.br/noticias/56576_cerca-de-35-de-criancas-e-adolescentes-no-brasil-sofrem-de-ansiedade-ou-depressao-devido-pandemia.html
https://cultura.uol.com.br/noticias/56576_cerca-de-35-de-criancas-e-adolescentes-no-brasil-sofrem-de-ansiedade-ou-depressao-devido-pandemia.html
https://cultura.uol.com.br/noticias/56576_cerca-de-35-de-criancas-e-adolescentes-no-brasil-sofrem-de-ansiedade-ou-depressao-devido-pandemia.html
	Módulo 1: Os aspectos socioemocionais na vida e na sala de aula 
	O que é educação socioemocional?
	Socioemocional e seus pilares dentro do cognitivo e da aprendizagem
	Habilidades de relacionamentos
	Posturas e práticas consigo e com o outro
	Tomada de decisão responsável e ética
	Cuidados, segurança e integração na sociedade
	Módulo 2: Competências socioemocionais como fator de proteção à saúde mental
	Competências socioemocionais no ambiente de ensino
	Autoconhecimento
	Conhecimento do eu e do próximo 
	Pensar, aproveitar, formular, criticar e incentivar
	Limitações do ser humano
	Atitudes otimistas e metas
	Autocontrole
	Conhecendo seus limites, frustrações, emoções e sentimentos 
	Autogestão
	O que leva o ser humano ao estresse e o que a impulsividade pode causar
	Autoconsciência
	Valorização da pluralidade
	Situações conflituosas e trabalho em equipe
	Solução de problemas
	Encerramento do módulo
	Módulo 3: Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos e encaminhamento na rede de apoio
	Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos
	Cuidados com a saúde mental das crianças e dos adolescentes
	Como identificar sinais
	Tristezas, autolesões, mudanças físicas inexplicáveis, agressividade etc.
	Encaminhamentos na rede de apoio
	Quais são as redes de apoio e para que servem?
	A importância do encaminhamento realizado pela escola ao serviço responsável
	Quais caminhos devo seguir e com quais redes posso contar?
	Encerramento do módulo
	Encerramento do curso
	Referências 
	Radio Button 1: Offmos. Por isso, é preciso saber usá-la, principalmente, na resolução de problemas. 
Para colocar em prática a educação socioemocional, precisamos desenvolver algumas com-
petências. Neste módulo, vamos saber mais sobre isso. 
10
O que é educação socioemocional?
Você sabia que a educação socioemocional surgiu da necessidade de gerir as próprias 
emoções, comportamentos, pensamentos e ações? Além disso, a educação socioemocional é 
essencial para uma aprendizagem eficaz. Para tanto, é necessário desenvolver nos estudantes 
as cinco competências apresentadas por Casel (2005).
O CASEL é uma organização internacional, sediada em Chicago nos EUA, que significa Col-
laborative for Academic, Social, and Emotional Learning. É uma das principais autoridades no 
avanço da Aprendizagem Socioemocional (SEL) em educação, fundada em 1994.
11
A seguir, conheça as competências apresentadas por Casel:
Autoconsciência
É o reconhecimento das próprias emoções, dos comportamentos, das limitações e dos 
valores, sempre em busca de manter uma atitude otimista e voltada ao crescimento. A 
autoconsciência permite que os alunos tenham liberdade, autonomia e plenitude. Em 
sala de aula, é possível abordar um tema como o racismo, promover o debate, levar o 
estudante a pensar e a se reconhecer no tema, expor sua opinião, identificar perfis de 
personalidade e ouvir outras opiniões.
Autogestão
É o saber gerenciar emoções, metas, ansiedade, estresse e impulsividade. Para praticar 
essa competência, é necessário compreender como controlar as emoções positivas e 
as negativas para que as primeiras sejam expressas adequadamente dentro de cada 
contexto. Nessa competência, também é importante aprender a se planejar com ante-
cedência e a otimizar o tempo. Para trabalhar com os estudantes, podemos propor a 
elaboração de um projeto de vida que demande prazos e estratégias.
12
Consciência social
É a empatia pelo outro, saber lidar com a diversidade e a responsabilidade ética. O 
estudante precisa aprender seu papel no grupo a que pertence, estabelecer relações 
consigo e com o outro e identificar o impacto de suas ações. Para isso, você pode 
propor atividades que envolvam o cuidado com o meio ambiente, como o cultivo de 
árvores e plantas, pois vivemos com outros seres vivos e a economia de água impacta 
nossa sobrevivência no planeta.
Habilidades de relacionamento
Permitem construir relacionamentos positivos e saudáveis. Devemos saber como 
lidar com o outro, agir com empatia, respeito, resistir às pressões da sociedade que 
quebram regimentos e saber resolver conflitos de forma harmoniosa. Essa habilidade 
é muito utilizada para resolver problemas como o bullying. Uma estratégia para tra-
balhar esse tema em sala de aula é abordar temáticas como preconceito, racismo, 
equidade de gênero, desigualdade social ou homofobia, além de fazer campanhas de 
conscientização.
13
Tomada de decisão responsável
Permite decidir com base nos conceitos éticos. Essa habilidade engloba a tomada de 
decisões que cada indivíduo precisa fazer de acordo com as normas e os padrões éticos 
da sociedade. Por exemplo: ultrapassar o sinal vermelho é contra as normas de trânsito 
e pode ter consequências tanto para si quanto para o outro em caso de acidente.
As competências socioemocionais são habilidades que você pode aprender; são habilidades 
que você pode praticar; e são habilidades que você pode ensinar.
Para saber ainda mais sobre as cinco competências de Casel, nada como beber da própria fon-
te, não é mesmo? Para isso, você pode clicar aqui e aqui.
https://casel.org/
https://casel.org/fundamentals-of-sel/what-is-the-casel-framework/#self-awareness
14
Além disso, essas competências vão muito 
além da sala de aula, pois desenvolvem nos 
estudantes as habilidades de: 
• gerir emoções e sentimentos;
• entender seu papel na sociedade e no pro-
cesso de aprendizagem; 
• usar a empatia; e
• desenvolver-se como ser humano.
Em um mundo onde somos bombardeados por informações o tempo todo e padrões de vida 
são vendidos pelas redes sociais, a inserção das competências socioemocionais deve ser in-
tencional, e não meramente conteudista. Além disso, desenvolver essas competências pode 
ajudar a evitar casos de ansiedade e depressão, crescentes após a pandemia de covid-19. 
Outro fator que influencia o comportamento diz respeito a uma teoria da personalidade 
chamada Big Five. Esse modelo descreve a personalidade humana em termos de cinco traços 
principais. A seguir, conheça quais são eles.
15
Extroversão
Refere-se ao grau em que uma pessoa é sociável, extrovertida, assertiva e busca in-
terações sociais. Pessoas extrovertidas tendem a ser mais sociáveis e energizadas em 
situações sociais.
Amabilidade
Este traço se relaciona com a compreensão, a empatia, a cooperação e a capacidade de 
ser agradável com os outros. Pessoas altamente amáveis tendem a ser gentis, prestati-
vas e cooperativas.
Conscienciosidade
A conscienciosidade diz respeito à organização, responsabilidade, disciplina e capaci-
dade de autocontrole. Indivíduos com alta conscienciosidade costumam ser organiza-
dos, confiáveis e cumpridores de suas obrigações.
16
Neuroticismo
Esse domínio está relacionado à estabilidade emocional e à tendência a experimentar 
emoções negativas, como ansiedade, depressão e raiva. Pessoas com alto neuroticismo 
podem ser mais suscetíveis ao estresse e às preocupações.
Abertura para a Experiência
A abertura para a experiência envolve a disposição para experimentar novas ideias, 
ser criativo, apreciar a arte e a cultura, bem como buscar experiências intelectuais e 
emocionais. Pessoas com alta abertura para a experiência tendem a ser mais curiosas e 
abertas a novas experiências.
A seguir, conheça outras questões importantes da educação socioemocional para a 
aprendizagem.
17
Ficou com vontade de saber mais sobre como abordar as competências socioemocionais em 
sala de aula? Então, leia o livro Educação Emocional Positiva: saber lidar com as emoções é uma 
importante lição, de Mirian Rodrigues. 
Por fim, para colocar em prática essas competências, também precisamos de estratégias. A 
seguir, conheça algumas delas:
Praticar a empatia
É a capacidade de ver o ponto de vista do outro. Trata-se de uma conexão consigo 
e com o outro. Desenvolver isso nem sempre é fácil, já que nem sempre estamos 
dispostos a olhar sob outra perspectiva. Mas isso é muito importante! Em sala de aula, 
podemos levantar discussões que levem o outro a refletir sobre suas ações, assistir a 
filmes que abordem essa temática ou promover contação de histórias que façam as 
pessoas refletir.
Perseverar
É a arte de persistir e ter constância em suas ações. Em sala de aula, podemos abordar 
esse pilar ao valorizar mais a caminhada do aluno do que o resultado em si. Afinal, a 
motivação leva à perseverança.
18
Incorporar a resolução de problemas
É a capacidade de resolver problemas com competência, serenidade e estratégia. Aqui, 
a empatia, a tomada de decisão assertiva e a estratégia devem estar de mãos dadas. A 
colaboração de todos os envolvidos também é fundamental para que o problema seja 
solucionado. Levar situações-problema para a sala de aula é uma ótima didática para 
colocar em prática esse pilar.
Responsabilidade
A responsabilidade refere-se à obrigação moral e ética de agir de maneira que promo-
va o bem-estar. É fundamental pensar sobre isso, verificando como nossos atos estão 
impactando o outro. As dinâmicas de grupo são boas práticas para abordar esse tema 
em sala de aula.
Comunicação assertiva
É a capacidade de expressar emoções e sentimentos de forma que o outro compreen-
da de forma saudável. É possível, também, usar a negação sem ofender ou magoar. 
Esse pilar é de extrema importância para um aprendizado saudável e produtivo. Em 
sala de aula, incentivar a comunicação assertiva é indispensável, e isso pode ser feito 
com objetividade, ouseja, agir e falar com clareza, para que todos compreendam nossa 
mensagem. O diálogo e a escuta são componentes necessários nesse processo.
19
Autorregulação
Ensine estratégias de autorregulação, como o uso de técnicas de relaxamento e mind-
fulness, para ajudar os alunos a lidar com o estresse e a ansiedade. 
Quer um exemplo de dinâmica para abordar a responsabilidade em sala de aula? 
Então clique aqui! 
Socioemocional e seus pilares dentro do cogniti-
vo e da aprendizagem
Quando falamos em educação socioemocional, também precisamos levar em consideração 
a parte cognitiva e a aprendizagem dos estudantes. Para tanto, a educação socioemocional 
conta com alguns pilares apresentados pelo francês Jacques Delors. Eles são conhecidos 
como os 4 Pilares da Educação no Século XXI e devem ser abordados nas instituições de 
ensino para que as crianças e os adolescentes desenvolvam seu potencial como ser humano. 
A seguir, conheça quais são eles.
https://www.youtube.com/watch?v=PBH3tU7C0nw
20
Aprender a conhecer
Este pilar consiste na busca do aprendiza-
do, inclusive as estratégias usadas para 
despertar o interesse do aluno. Para tanto, 
podemos fazer uso do reforço positivo.
Aprender a fazer
Este pilar prepara o aluno para agir em 
qualquer situação, atuar na prática, ter 
empatia e trabalhar em equipe. Para tan-
to, podemos desenvolver a aprendizagem 
com situações do cotidiano.
Aprender a conviver
Este pilar ensina a ter empatia, a saber 
conviver com as diferenças, sem julgamen-
tos e preconceitos. Atividades em grupo 
desenvolvem a empatia, a resolução de 
conflitos e o trabalho em equipe.
21
Aprender a ser
Este pilar ensina como olhar para dentro 
de nós para ter autoconhecimento e 
saber quem somos enquanto sujeitos 
pertencentes a uma sociedade. Para 
tanto, é necessário ter a capacidade da 
autorregulação, atuar com persistência 
e criatividade. Direcionar o estudante 
para pesquisar sobre um determinado 
assunto, por exemplo, pode ajudá-lo a 
compreender sua própria aprendizagem, 
bem como desenvolver paciência, 
perseverança e autoconhecimento.
Nesse contexto, as instituições de ensino precisam ter um novo olhar para a educação do sécu-
lo XXI. Para tanto, devem entender que o estudante não é um mero espectador: ele deve ter 
expertise para argumentar com base em fatos e dados, defender sua tese, posicionar-se com 
ética como cidadão. Afinal, essa atitude já faz parte de uma das competências, a autogestão.
Ter expertise significa ter um conjunto avançado de habilidades, conhecimentos aprofunda-
dos e experiência prática em uma área.
22
Você pode apresentar uma situação-problema, como a degradação do meio ambiente, e de-
bater esse tema de acordo com a realidade da sua turma.
A seguir, você saberá mais sobre as habilidades de relacionamento. 
Habilidades de relacionamentos
Saber se relacionar é muito importante para a vida em sociedade. Porém, nem todo mundo 
tem a mesma facilidade de fazer amigos, por exemplo, e algumas habilidades acabaram sendo 
prejudicadas com a pandemia de covid-19. A seguir, relembre como foi esse episódio.
23
Mesmo antes da pandemia, muitas instituições de ensino já precisavam lidar 
com a ansiedade de alguns estudantes.
|
Com a pandemia, foi preciso lidar com o isolamento: um belo dia, deixamos de 
sair de casa para trabalhar, não levamos mais as crianças para a escola, deixamos 
de nos encontrar com nossos amigos e familiares.
|
24
|
Isso se refletiu na volta às aulas: devido ao isolamento vivido na pandemia, pu-
demos presenciar um aumento nos casos de ansiedade e depressão.
|
Por fim, além dos prejuízos na saúde mental, tivemos atrasos na aprendizagem, 
principalmente na alfabetização, e risco de evasão escolar.
Nesse cenário, é muito importante trabalhar as competências socioemocionais. E qual é o pa-
pel das instituições de ensino pós-pandemia? A seguir, saiba mais sobre isso.
25
01
Desenvolver o protagonismo no aluno. 
 
02
Construir valores para criar relacionamentos saudáveis.
03
Possibilitar a interação e o cuidado com o outro.
26
04
Desenvolver o senso crítico e a ética dos valores sociais.
05
Propor atividades que tenham interação com o grupo.
06
Promover momentos de descontração, trabalhar o diálogo, a postura, o respeito e a 
cidadania.
Que tal assistir ao filme O Extraordinário (2017) com suas turmas? Ele fala da vida de Auggie 
Pullman, um garoto que nasceu com uma deformidade facial e precisou passar por 27 cirurgias 
plásticas. Ele só começou a frequentar uma escola regular aos 10 anos e precisa se esforçar 
para conseguir se encaixar em sua nova realidade.
Posturas e práticas consigo e com o outro
Você já deve ter ouvido que o ser humano é um ser social, não é mesmo? E, para se relacionar 
com os outros, também precisamos adotar práticas de autoconhecimento. Afinal, a partir do 
momento que nos conhecemos, diminuímos as possibilidades de projetar nos outros proble-
mas que são nossos. Mas o que a educação socioemocional tem a ver com isso?
27
A projeção ocorre quando uma emoção inaceitável é atribuída a outra pessoa, o que permite a 
alguém evitar lidar com esses aspectos de si mesma. Por exemplo: alguém que tem dificuldade 
de lidar com a raiva pode projetar esse sentimento em outra pessoa e vê-la como fonte do 
problema. Muitas vezes, isso ocorre de forma inconsciente.
Para saber como é importante desenvolver as habilidades emocionais e de relacionamento, 
assista ao vídeo no AVA! A seguir, você pode conferir a transcrição do vídeo.
Transcrição
O ser humano é um ser social. Isso significa, entre outras coisas, que nos comunicamos 
constantemente. Seja em casa, na escola, no trabalho ou em locais sociais.
A comunicação e socialização podem gerar emoções, e saber lidar com elas é muito 
importante. Quando desenvolvemos nossas habilidades emocionais e de relacionamento, 
facilitamos o trabalho em equipe, a solução de conflitos, a colaboração com os demais e a 
empatia. Todas essas habilidades são necessárias para viver em grupo.
Mas você sabe como trabalhar isso em sala de aula? Seu papel é guiar o estudante nesse 
processo, ensinando a importância da paciência, da empatia e do autoconhecimento. Você 
também deve trabalhar a ideia de que vivemos em um mundo repleto de pluralidades. Essa 
compreensão torna os desafios mais fáceis e contribui para a resolução de conflitos.
28
A diversidade cultural também é um conceito que pode ser explorado ao falar de pluralidade. 
Afinal, ao apresentar diferentes hábitos, culturas, dialetos e vestimentas, você proporciona 
aos alunos uma oportunidade de ampliar sua compreensão sobre a riqueza e a complexidade 
do mundo que os cerca.
E então, que tal trazer esses conceitos para a sala de aula?
Que tal assistir ao filme Divertidamente (2015) com suas turmas? Ele fala da vida de Riley, uma 
adolescente de 11 anos que muda de cidade com sua família. As emoções da menina ficam 
muito agitadas, e uma confusão na sala de controle do seu cérebro deixa a Alegria e a Tristeza 
de fora, o que afeta sua vida radicalmente. 
A seguir, você saberá como trabalhar o tema da tomada de decisão com suas turmas. 
29
Tomada de decisão responsável e ética
Tomar uma decisão nem sempre é uma tarefa fácil. 
Mas, você já parou para pensar por quê? Pense 
bem: como vivemos em sociedade, nossas escolhas 
precisam levar em conta padrões éticos e segurança. 
Para isso, você deve:
• ter uma mente aberta;
• ter senso crítico; 
• saber analisar problemas; e
• avaliar as próprias ações e seu impacto 
intrapessoal e interpessoal.
30
A seguir, saiba mais sobre o papel da ética na tomada de decisão.
Introdução
Vamos saber mais sobre a importância da ética na tomada de decisão?
Primeiro precisamos considerar que a ética é a área da filosofia que se dedica a 
investigar o comportamento humano. É o conjunto de valores, normas e regras 
pertencentes a uma sociedade. 
Um de seus representantesé Kant. Ele acreditava na autonomia da razão e que 
o ser humano seria totalmente capaz de tomar suas decisões racionalmente com 
base no dever. 
Conclusão
Desenvolver a ética, a moral e os estatutos que regem nossa sociedade é uma 
base interessante para que os estudantes saibam como agir no cotidiano. Assim, 
serão capazes de analisar as opções disponíveis e fazer escolhas de acordo com 
seus valores.
31
Por fim, para potencializar as chances de 
sucesso e minimizar as possibilidades de 
erro, você pode:
• estimular o pensamento crítico;
• fazer a gestão do tempo;
• estimular a participação dos 
estudantes no processo de 
aprendizagem; 
• envolver toda a comunidade escolar. 
Cuidados, segurança e integração na sociedade
Cuidar é tratar, dar atenção, ser responsável pelo 
bem-estar de alguém, o que também deve acontecer 
nas instituições de ensino. Pensando nisso, é preciso 
acolher e observar o que ocorre ao nosso redor, pois 
esse cuidado envolve a segurança dos estudantes.
É de extrema importância identificar estudantes tristes, ansiosos ou revoltados. Por exemp-
lo, se um estudante está frequentemente usando casaco em clima quente, isso pode indicar 
comportamentos autodestrutivos. Nessa situação, é crucial oferecer segurança e tranquili-
dade, estimular o diálogo, compreender sua história. Levar para a direção da escola e acionar 
a família, se necessário, encaminhá-lo aos órgãos competentes, como o Conselho Tutelar, para 
receber as tratativas adequadas.
32
Outra opção muito interessante para abordar também é Pedagogia de Emergência, que tem 
como objetivo ativar e fortalecer estratégias de enfrentamento, e o poder de autocura da 
criança, a fim de apoiá-la no processo de suas experiências e na prevenção de distúrbios rela-
cionados ao trauma. Para isso, o foco principal é aproveitar os recursos das crianças. 
Fortalecer, por meio de recursos pedagógicos e terapêuticos, a resiliência em crianças e jovens 
em situação de psicotrauma, apoiando vítimas de catástrofes, de violência física e emocional 
ou em condição de vulnerabilidade social.
Além disso, integrar um estudante na sociedade é muito mais do que torná-lo pertencente a 
um grupo: é preciso que ele entenda algumas questões. A seguir, saiba quais são elas.
Entenda seu papel, sua 
posição, seus interesses 
e suas metas. 
Entenda que é parte 
integrante e que sua 
posição e suas escolhas 
fazem diferença dentro 
daquele grupo. 
33
Portanto, podemos dizer que integrar é:
• incluir de forma efetiva; 
• trazer melhorias para a aprendizagem; 
• buscar métodos eficazes; e
• possibilitar que o estudante tenha 
bom convívio social com todos.
 
Chegou a hora aplicar os conceitos que aprendemos até aqui. Acesse o AVA e escute o podcast 
para analisar a situação a partir dos conhecimentos que você adquiriu neste módulo. A seguir, 
você pode conferir a transcrição do podcast.
Transcrição
Se você tem o hábito de aplicar provas para avaliar suas turmas, já deve ter percebido que essa 
tarefa pode estressar mais alguns estudantes do que outros.
Mas será que você conseguiria lidar com um episódio no qual uma aluna te procura para dizer 
que não se lembra do conteúdo? Para entender melhor o que aconteceu nesse caso, escute 
ativamente essa situação.
Imagine que a instituição de ensino onde você trabalha costuma realizar provas mensais para 
avaliar o aprendizado. Em uma dessas avaliações, uma aluna relata que teve um branco e não 
consegue se lembrar do conteúdo para responder às questões.
Calmamente, você pergunta se ela estudou e recebe uma resposta afirmativa. Porém, mesmo 
estudando para a prova, a estudante dizia não se lembrar de nada.
Diante dessa situação, alguns colegas riem da menina e outros a ofendem, o que deixa a turma 
agitada. Nesse caso, o acolhimento e a empatia são muito importantes.
34
Agora reflita sobre essa situação para responder uma atividade!
Diante dessa situação, qual seria a melhor atitude a ser tomada por você nesse momento?
Acalmar a turma, informar que isso pode ocorrer com qualquer um, recolher a pro-
va e dar nota zero para o aluno.
Acalmar a turma, informar que isso pode ocorrer com qualquer um e não conversar 
com o aluno.
Acalmar a turma, falar sobre empatia, limitações e medos, e tentar entender o que 
ocorreu com o aluno.
Analisar o comportamento da turma, chamar a atenção de todos, informar que 
serão punidos por fazerem bullying e tentar entender o que houve com o aluno.
Vimos bastante coisa até aqui, não é mesmo? Agora vamos para o encerramento do módulo!
35
Encerramento do módulo
Vimos que a educação socioemocional possibilita maior motivação, poder de resolução de 
conflitos, melhor comunicação, estratégias de estudo e melhor postura para tomar decisões. 
Também atua na criatividade, no pensamento crítico, na autogestão e na autoconsciência.
36
E, para que tudo isso seja possível, a educação socioemocional deve estar atrelada à realidade. 
Essas habilidades são essenciais em um mundo globalizado e em constante transformação.
Sempre que quiser relembrar os principais temas vistos aqui, tenha em mãos o mapa mental 
disponível a seguir. 
Os aspectos socioemocionais 
na vida e na sala de aula 
Competências socioemocionais: autoconsciência, 
autogestão, consciência social, habilidades de 
relacionamento, tomada de decisão responsável. 
 Cuidados, segurança e integração na 
sociedade: identificação de sinais e 
acolhimento dos estudantes em sofrimento. 
Pilares da educação socioemocional: aprender a conhecer, 
aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser. 
Posturas práticas consigo e com o outro: 
importância da paciência, da empatia, das 
pluralidades. 
Tomada de decisão responsável e ética: 
estímulo do pensamento crítico, gestão do 
tempo, participação dos estudantes, 
envolvimento da comunidade. 
01
0�
03
0�
05
Educação 
Socioemocional37
38
Você concluiu o Módulo 1. No próximo, vamos saber como as competências socioemocionais 
atuam na proteção à saúde mental.
Gabarito: C
É preciso praticar o senso de empatia com a turma e buscar compreender o que ocorreu com o 
aluno a fim de lhe oferecer segurança. Além disso, é necessário abordar a temática de bullying 
com a classe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Competências 
socioemocionais como fator 
de proteção à saúde mental
Módulo 2
40
Módulo 2: Competências so-
cioemocionais como fator de 
proteção à saúde mental
Após a pandemia de covid-19, ficou ainda 
mais evidente a importância de cuidar da 
saúde mental, especialmente das nossas 
crianças, que enfrentaram desafios em 
várias áreas.
Nesse contexto, você sabia que abordar as competências socioemocionais em sala de aula 
pode ajudar? É isso mesmo!
As competências socioemocionais podem transformar o cenário desafiador que se estabele-
ceu no pós-pandemia.
Em um mundo cheio de mudanças e diversidade, desenvolver essas competências se tornou 
essencial. Isso porque elas nos ajudam a lidar com a quantidade de informações e a alcançar 
nossos objetivos ao longo da vida.
41
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), é necessário integrar as com-
petências socioemocionais ao conteúdo para que crianças e adolescentes aprendam a lidar 
com suas emoções, filtrar informações, tomar decisões e se relacionar de forma saudável.
Pense nas competências socioemocionais como um conjunto de habilidades que, dia após dia, 
permite desenvolver o autoconhecimento e regular outras áreas fundamentais para o desen-
volvimento emocional. Se você está se perguntando como abordar essas competências em 
sala de aula com foco na saúde mental, a resposta está neste módulo.
42
Competências socioemocionais no am-
biente de ensino
Competências socioemocionais são capacidades individuais que demonstramos na forma 
como pensamos, sentimos e agimos, conosco e com as outras pessoas.
Elas nos ajudam a estabelecermetas, tomar decisões 
e enfrentar desafios ou situações novas. É possível 
notá-las quando reagimos a estímulos de ordem pes-
soal ou social.
No ambiente de ensino, podemos elencar algumas competências importantes para o 
desempenho escolar. Elas estão associadas a três das cinco macrocompetências definidas 
pelo Instituto Ayrton Senna: autogestão, amabilidade e abertura ao novo. A seguir, conheça 
essas competências.
Autogestão
• Determinação
• Foco
• Persistência
• Responsabilidade
Amabilidade
• Empatia
• Respeito
Abertura ao novo
• Curiosidade para 
aprender
O engajamento com os outros e a resiliência emocional são as outras duas 
macrocompetências definidas pelo Instituto. A seguir, conheça mais sobre cada uma delas e 
as competências associadas.
43
Autogestão
A autogestão requer habilidades como: determinação, organização, foco e persistên-
cia, essenciais para qualquer fase da vida, além de responsabilidade.
Engajamento e amabilidade
O engajamento com os outros e a amabilidade estão interligados, pois exigem empatia 
e assertividade para situações do cotidiano, como respeitar uma fila, devolver o que se 
encontra perdido, ser honesto com o próximo. Outras competências associadas são: 
iniciativa social, entusiasmo, respeito e confiança.
Resiliência emocional
Muito abordada ultimamente, a resiliência requer a capacidade de lidar com as dificul-
dades, a pressão e as circunstâncias adversas, sem perder a positividade e a autoconfi-
ança. Um exemplo pode ser uma mudança ou o fracasso em um projeto tão desejado.
44
Abertura ao novo
É a capacidade de se reinventar, ter criatividade, curiosidade e vontade de aprender.
O desempenho escolar depende das macrocompetências, que se aplicam a diferentes situ-
ações e cenários. Essas habilidades são fundamentais para o sucesso não só na educação, mas 
na vida cotidiana e no mundo do trabalho. Por isso, é essencial integrar as competências soci-
oemocionais ao ambiente de ensino.
Nesse cenário, é importante ter em mente alguns aspectos. Vamos conferir quais são eles? 
As competências socioemocionais 
são maleáveis e têm a capacidade 
de se transformar ao longo de toda 
a jornada da vida de uma pessoa.
45
Nem sempre os estudantes vão 
demonstrar todas as competências 
o tempo todo, pois cada pessoa tem 
suas próprias características, mo-
mentos de vida e valores.
O importante é garantir que cri-
anças e jovens recebam as ferra-
mentas necessárias para explorar e 
compreender seu potencial e suas 
competências socioemocionais para 
aplicá-las conforme suas necessi-
dades, seus interesses e projetos de 
vida.
A seguir, entenda como abordar e desenvolver algumas competências em sala de aula!
46
Autoconhecimento
O autoconhecimento nasce da percepção que alguém tem de si, o que envolve emoções, pen-
samentos, sentimentos, limitações e responsabilidade pelas próprias ações. 
O autoconhecimento permite criar um senso de pertencimento da criança consigo mesma e 
com o ambiente ao seu redor, inclusive o ambiente de ensino. 
47
O bom desempenho escolar está associado ao acolhimento. Quando a criança se sente à von-
tade, consegue exercer a autoconfiança.
Ter autoconhecimento é de suma importância para uma vida saudável e próspera em todas as 
áreas. Vamos descobrir como exercitar isso em sala de aula? 
48
Autobiografia e 
atividades de escrita 
reflexiva permitem 
explorar experiências, 
pensamentos e 
sentimentos.
Desenhos e expressão 
artística oferecem 
oportunidades de 
acesso a emoções e 
pensamentos de forma 
não verbal.
Jogos de 
autoconhecimento 
incentivam a reflexão 
e exploram o 
autoconhecimento 
de forma lúdica e 
interativa.
E tem mais: o compartilhamento de experiências e ideias em sala de aula ajuda a promover a 
diversidade de perspectivas e, ao permitir a expressão de opiniões e vivências, a fortalecer a 
autoconfiança de crianças e jovens. 
49
Conhecimento do eu e do próximo 
Quando as crianças vivem suas primeiras experiências sociais, na família, na escola ou com 
outras pessoas, começam a entender mais sobre elas mesmas e sobre os outros. 
Elas conseguem se diferenciar e se identificar como seres individuais e sociais.
Para saber a importância da compreensão do eu e do próximo e da troca de experiências para 
a construção de relacionamentos saudáveis, assista ao vídeo no AVA! Confira também estraté-
gias para colocar isso em prática na sala de aula. A seguir, você pode acompanhar a transcrição 
do vídeo.
Transcrição
A interdisciplinaridade é uma prática pedagógica que facilita o aprendizado dos alunos. Mas o 
que ela tem a ver com a Educação Socioemocional?
A Base Nacional Comum Curricular prevê a interdisciplinaridade já na educação infantil, com a 
abordagem “o eu, o outro e o nós”.
Para desenvolver o conhecimento do eu e do próximo, é preciso criar estratégias. Elas 
ajudarão a compreender o que uma pessoa pensa sobre identidade, personalidade, sentimen-
tos e experiências de outra pessoa.
Essa é uma habilidade valiosa para criar relações interpessoais saudáveis. Além disso, ela é 
essencial em contextos pessoais, educacionais e de trabalho.
Mas como podemos desenvolver isso nos estudantes? 
Através da empatia, da audição ativa, da observação não verbal, da comunicação aberta, do 
respeito à diversidade e das perguntas reflexivas.
A empatia é o saber se colocar no lugar do outro, tentando compreendê-lo. Já a audição ativa 
é essencial para compreender o que o outro está expressando. Essa compreensão também 
pode ser alcançada com a observação não verbal.
50
As emoções e sentimentos podem ser compreendidos inclusive por meio da linguagem corpo-
ral, tom de voz e expressões faciais. 
Estimular a comunicação aberta entre os alunos também é importante. 
Afinal, através da comunicação é possível encorajar o outro a compartilhar pensamentos e 
emoções. Além disso, acaba se criando um ambiente de confiança.
Já em relação à diversidade, é preciso respeitar as diferenças de crenças, valores e cultura, 
evitando pré-julgamentos. 
Por fim, podemos levantar perguntas reflexivas, que levam o aluno a pensar sobre seus pensa-
mentos, sentimentos e ações. Isso provoca um entendimento mais profundo sobre si mesmo 
e os outros. Também possibilita um feedback construtivo e respeitoso, favorecendo o cresci-
mento pessoal do outro.
Ao trabalhar essas questões, a criança aprende muitas coisas desde cedo. É o caso de trocar 
experiências, lidar com a pluralidade, a diversidade e o respeito. Que tal trabalhar isso em sala 
de aula?
Pensar, aproveitar, formular, criticar e incentivar
Para desenvolver o pensamento crítico, é importante aprender a refletir. Isso pode aconte-
cer em situações simples do dia a dia, como decidir o que comprar, escolher um emprego ou 
planejar uma tarefa. A seguir, acompanhe um exemplo aplicado no ambiente de ensino.
51
Imagine um aluno que faz uma apresentação na escola e, depois, revisa como 
foi. Ele percebe que teve momentos em que não se comunicou tão bem com a 
turma.
Em vez de culpar fatores externos, o aluno assume a responsabilidade por 
melhorar. Ele não apenas identifica os problemas, também tenta entender 
por que eles aconteceram. Pode ter sido falta de preparo, nervosismo ou 
desconhecimento de um assunto.
Para não desanimar, ele cria um plano de ação que contempla buscar feedback 
de colegas, professores e ler mais sobre o tema. Ele mostra vontade de apren-
der com os erros e se tornar melhor ao longo do tempo.
Perceba como a prática do pensamento crítico pode ser aplicada em diferentes 
situações de aprendizado e permite, além da identificação de problemas, a bus-
ca por soluções e a evolução contínua.
52
Limitações do ser humano
As competências socioemocionais se inter-relacionam e contribuem para o desenvolvimento 
integral do estudante.
O mapeamento atento do profissional da educação em sala de aula é fundamental para ajudar 
os estudantes a superaremconflitos internos.
Uma criança com problemas emocionais, 
que não se sente pertencente àquele 
ambiente ou acolhida, provavelmente 
terá um desenvolvimento acadêmico 
abaixo do esperado.
As limitações pessoais, especialmente no ambiente de ensino, podem variar de pessoa para 
pessoa e incluir diversos motivos. A seguir, conheça algumas que podemos encontrar em sala 
de aula, assim como as estratégias para lidar com elas.
Dificuldade de aprendizagem
Quando uma criança apresenta dificuldade 
em aprender e absorver novos conheci-
mentos, não significa que ela é menos ca-
paz, mas que precisa de mais suporte para 
um processo de ensino-aprendizagem 
eficaz. Usar recursos de apoio e desen-
volver métodos de estudo diferenciados 
ajudam a reduzir essas dificuldades.
53
Saúde mental
Problemas de saúde mental, como 
ansiedade e depressão, podem afetar 
o desempenho escolar. Buscar suporte 
profissional e estabelecer práticas de 
autocuidado e atividades que promovam 
o autoconhecimento são maneiras de 
enfrentar esses desafios.
Barreiras econômicas
Dificuldades econômicas podem 
impactar o acesso a materiais didáticos, 
oportunidades extracurriculares e até 
mesmo à alimentação. Investigar a 
possibilidade de ajuda financeira pode 
contribuir para minimizar o problema. 
Atitudes otimistas e metas
Integrar atitudes otimistas no ambiente de ensino cria um cenário propício para o sucesso, a 
realização pessoal e o engajamento. E como você pode fazer isso? Descubra a seguir.
54
01
Defina metas realistas alinhadas a sua realidade e a seus valores e mensure objetivos 
de curto, médio e longo prazo.
02
Crie projetos em que haja engajamento, responsabilidade e participação ativa.
03
Mantenha o foco nas oportunidades! Mesmo diante de desafios, direcione a mente às 
oportunidades que aparecem, ainda que pequenas.
55
04
Tenha uma visão positiva! Celebre as pequenas conquistas, adapte-se às mudanças e 
crie planos de ação para alcançar as metas.
Para atender às necessidades atuais e desenvolver projetos que incentivem o otimismo e a 
busca por metas, podemos considerar algumas iniciativas. Conheça algumas delas:
Parcerias com a 
comunidade para 
palestras sobre o meio 
ambiente.
Feira de ciências 
ambientais para 
promover a pesquisa e 
a criatividade.
Campanhas de 
conscientização sobre 
o cuidado com o meio 
ambiente na instituição 
de ensino.
Aqui, entendemos como o autoconhecimento pode fortalecer o senso de pertencimento 
da criança consigo mesma e com o meio que a cerca, especialmente no ambiente de ensino. 
Nesse cenário, lembre-se da importância do acolhimento para o bom desempenho escolar.
Na sequência, vamos falar sobre o autocontrole. Como podemos ajudar os estudantes a de-
senvolverem essa habilidade essencial? Vamos descobrir!
56
Autocontrole
O principal objetivo da BNCC é a formação completa dos estudantes, não apenas em relação 
às práticas pedagógicas, mas nos aspectos social e emocional. 
Por isso, a competência do autocontrole é imprescindível no contexto das instituições de ensino.
Gerenciar emoções é saber quando e como agir em diferentes situações. Isso significa ter 
consciência do que se sente, entender por que se sente dessa forma e saber controlar essas 
emoções de maneira adequada.
57
Para desenvolver essa habilidade em sala de aula, precisamos garantir que as práticas 
pedagógicas desenvolvam o cognitivo e o social juntos.
Um exemplo é adotar um ensino inclusi-
vo, que considera diferentes formas de 
aprendizado e cria um ambiente no qual 
as crianças se sentem acolhidas, valoriza-
das e integradas.
A seguir, confira estratégias para desenvolver o autocontrole no ambiente de ensino. 
01
Estimule a respiração profunda e lenta para acalmar as emoções e controlar a raiva.
58
02
Proponha o uso de um diário para registrar as emoções e estimular o autoconhecimento.
03
Promova apresentações teatrais. A dramatização permite reagir a diversas situações 
desafiadoras, estimula a autoestima, a comunicação e a autonomia.
Que tal se aprofundar na temática do autocontrole? O livro O poder do autocontrole: a chave 
para dominar os seus pensamentos, de William George Jordan, apresenta reflexões impor-
tantes. Aproveite a leitura!
Conhecendo seus limites, frustrações, emoções 
e sentimentos 
Conhecer seus limites é parte da autoconsciência. Entender quem você é, suas paixões, 
limitações, crenças, frustrações, emoções e seus sentimentos contribui para uma vida mais 
plena e equilibrada.
59
No ambiente de ensino, os profissionais 
da educação desempenham um papel 
essencial ao ajudar os estudantes a 
compreenderem suas emoções, aptidões 
e limitações.
Isso os capacita a lidar com momentos 
difíceis, incertezas e frustrações e a 
construir relações de confiança.
Quando se sentem acolhidos, crianças e jovens tendem a compartilhar mais sobre suas 
emoções.
Os profissionais da educação também podem 
auxiliar os estudantes a estabelecer metas pessoais, 
acadêmicas e profissionais. Essas metas orientam 
os passos a serem dados, além de incentivarem 
a criatividade e o instinto e contribuírem para o 
desenvolvimento da autorregulação.
Reciprocidade 
A reciprocidade envolve a troca mútua, dar e receber. Ao reconhecer limites, emoções e sen-
timentos, os estudantes também aprendem a perceber e a considerar os sentimentos e as 
necessidades dos demais. Isso promove um ambiente de reciprocidade e empatia.
60
Ao cultivar essa troca, os profissionais da educação incentivam a reflexão dos estudantes so-
bre si, a compreensão e o respeito pelos outros e, assim, a criação de relações mais equilibra-
das e saudáveis na comunidade escolar.
A próxima etapa da nossa jornada é a autogestão, uma habilidade que convida os estudantes a 
explorarem ainda mais o controle sobre suas ações, emoções e relações.
61
Autogestão
A educação socioemocional envolve a gestão das emoções, parte fundamental das cinco com-
petências propostas pela BNCC, implementadas no contexto de ensino em 2020. 
Uma dessas competências é a autogestão, cujo 
objetivo é capacitar os estudantes a lidarem com o 
estresse, controlar impulsos e definir metas.
 
62
Ao longo da jornada escolar, crianças 
e adolescentes enfrentam diversas 
situações estressantes, como testes, 
avaliações, provas, trabalhos e seminários. 
Tudo isso com prazos! Nesse cenário, é 
fundamental aprender a se organizar 
desde cedo.
É normal que, na educação infantil, as crianças tenham uma agenda para acompanhar eventos, 
trabalhos, apresentações etc.
E por que não incentivar os estudantes a adotarem uma agenda como parte essencial de sua 
rotina? Uma agenda pode ajudar na organização diária, o que inclui eventos e compromissos, 
e na criação de metas de curto prazo e de planos para evitar frustrações.
Para exercitar a autogestão, procure entender o que os estudantes já sabem para planejar 
propostas desafiadoras e promover projetos que permitam a eles explorar suas habilidades e 
conhecer melhor suas capacidades e limitações.
63
O que leva o ser humano ao estresse e o que a im-
pulsividade pode causar
Para cada pessoa, há um limite mental e físico. Quando esse limite é ultrapassado, é comum 
ocorrer o que conhecemos como estresse. 
O estresse afeta o corpo e a mente e pode acarretar consequências significativas ao longo 
da vida, assim como a impulsividade. Essa, por sua vez, consiste em agir sem pensar, guiar-se 
pelas emoções do momento.
64
Confira alguns fatores que podem influenciar a impulsividade:
As consequências da impulsividade podem ser prejudiciais e incluem escolhas inadequadas, 
endividamento devido a compras por impulso, problemas nas relações interpessoais e pre-
juízo à saúde mental, com ansiedade e até depressão.
Para lidar com a impulsividade dos 
estudantes, é importante levá-los a 
refletir sobre suas ações anteriores, 
adotar estratégias para desenvolver 
a autorregulação, a reflexãoe o 
autocontrole.
Algumas ações podem ajudar crianças e adolescentes impulsivos no ambiente de ensino. A 
seguir, conheça quais são elas.
65
01
Estabeleça expectativas claras.
02
Promova diálogos abertos.
03
Introduza o conteúdo das aulas de maneira transparente.
66
04
Ofereça pausas para reflexão.
No ambiente de ensino, é comum os estudantes manifestarem impulsividade por meio de 
ações como gritar, interromper a aula, ofender colegas ou se envolver em brigas. Nesse 
cenário, o profissional da educação tem como papel guiar os estudantes para uma reflexão 
prévia sobre suas atitudes e incentivá-los a pensar antes de agir.
A próxima competência socioemocional importante de ser trabalhada nos ambientes de ensi-
no é a autoconsciência. 
67
Autoconsciência
A autoconsciência é um reflexo das nossas crenças e valores adquiridos ao longo da vida, por 
meio de experiências e interações com o ambiente ao nosso redor. 
Desenvolver a autoconsciência permite compreender o certo e o errado, resolver problemas, 
cultivar o autocontrole e a empatia e avaliar nossas habilidades para diferentes tarefas.
A autoconsciência é fundamental para crianças e adolescentes, porque influencia o sucesso 
pessoal e profissional deles.
Muitas vezes, as crianças crescem sem ter uma noção clara de sua trajetória. Promover ativi-
dades nesse sentido pode ajudá-las estudantes a compreender melhor sua própria identidade 
e a reconhecer a riqueza da diversidade presente em suas histórias de vida. A seguir, confira 
exemplos de atividades.
68
Pesquisas sobre história 
familiar, tradições, 
valores e crenças.
Construção de uma 
árvore genealógica.
Entrevistas e diálogos 
com familiares.
Valorização da pluralidade
As pessoas enxergam o mundo de maneiras diferentes. Por isso, é essencial analisar se o que é 
praticado na sociedade está alinhado às nossas crenças e nossos valores.
Além disso, é importante valorizar as 
distintas características étnicas e culturais 
de cada grupo, reconhecer que cada 
indivíduo faz parte de um grupo social e 
que essas diferenças contribuem para o 
conhecimento e enriquecimento de nossa 
sociedade.
E como abordar a diversidade cultural em sala de aula? Por meio de atividades significativas: 
que tal propor uma feira cultural e tratar da diversidade do nosso país?
Essa atividade pode incluir discussões sobre 
questões sociais, legislações nacionais e 
internacionais, aspectos culturais e identidade 
de gênero.
69
Situações conflituosas e trabalho em equipe
Entender nossas limitações e as do outro é essencial para atuar em equipe, buscar soluções 
para problemas e oferecer ferramentas para o crescimento dos envolvidos. 
As competências socioemocionais, por exemplo, são ferramentas que auxiliam em situações 
de conflito. Nesse cenário, é importante debater em sala de aula temas como bullying, diver-
sidade e direitos humanos.
Bullying é um comportamento que tem por objetivo humilhar, diminuir e prejudicar o outro. 
Bullying é um desafio nas instituições de 
ensino e gera muitas dúvidas. Chamar um 
colega de “gordo” repetidamente não é 
uma brincadeira inocente, mas um ato 
que requer uma abordagem colaborativa 
de toda a equipe para levar os estudantes 
à reflexão e promover uma educação pau-
tada na empatia e no respeito.
Solução de problemas
Todas as pessoas enfrentam problemas na vida acadêmica, em casa ou no trabalho. Nesse 
sentido, é importante buscar soluções com cuidado e sabedoria.
70
Para resolver problemas de forma eficaz, é crucial contar com a participação ativa das partes 
envolvidas, enfatizando especialmente a comunicação efetiva e a empatia.
Através da comunicação não violenta, por exemplo, podemos resolver conflitos de maneira 
pacífica e construtiva.
A comunicação não violenta foi desenvolvida pelo psicólogo Marshall Bertram Rosenberg e 
incentiva as pessoas a se responsabilizarem por suas próprias emoções e necessidades, pro-
movendo uma comunicação mais autêntica e respeitosa.
Para conhecer os principais elementos da comunicação não violenta, veja a seguir.
Observação
Descrever objetivamente o que está acontecendo, evitando julgamentos e 
avaliações. Falar sobre fatos concretos e específicos.
Sentimentos
Identificar e expressar os sentimentos que estão surgindo em relação à situação, 
sem culpar os outros por esses sentimentos. Reconhecer a própria responsabili-
dade emocional.
71
Necessidades
Identificar as necessidades que estão por trás dos sentimentos. Todos têm neces-
sidades básicas, como segurança, autonomia, conexão emocional, etc. Reconhecer 
essas necessidades é fundamental.
Pedido
Fazer pedidos claros e específicos, em vez de exigir ou criticar. Os pedidos devem 
ser concretos, realizáveis e respeitar as necessidades de todas as partes envolvidas.
Porém, caso o conflito seja inevitável ou haja uma situação de exclusão, é possível agir de 
algumas formas:
Conflito
Em caso de conflito entre estudantes, promova a reflexão e o diálogo entre eles para 
que expressem suas perspectivas, emoções e entendimentos sobre o ocorrido. Isso 
pode ajudar a compreender as motivações por trás do conflito.
72
Exclusão
Em situações de exclusão, é necessário que todos os envolvidos lidem com o problema 
para que ele seja resolvido de maneira eficaz, por meio de estratégias que integrem o 
estudante excluído o mais rápido possível e incentivem a promoção de um ambiente 
inclusivo e acolhedor. Para isso, podemos criar oportunidades para que o aluno partici-
pe de grupos, clubes ou projetos escolares, permitindo que ele construa relacionamen-
tos com os colegas.
Chegou a hora aplicar os conceitos que aprendemos até aqui. Acesse o AVA e escute o podcast 
para analisar a situação a partir dos conhecimentos que você adquiriu neste módulo. A seguir, 
você pode conferir a transcrição do podcast.
Transcrição
Você já deve ter percebido que ensinar vai muito além de repassar conteúdos aos estudantes. 
Afinal, além de proporcionar conhecimento, a sala de aula também precisa ser um local de 
acolhimento.
Mas será que você conseguiria lidar com uma situação na qual encontra um aluno chorando no 
banheiro? Para entender melhor o que aconteceu nesse caso, mantenha sua escuta ativa. 
Imagine que, no intervalo das suas aulas, você foi ao banheiro e ouviu um choro copioso. Era 
Eduardo, um aluno com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, o famoso TDAH.
Ao perguntar sobre o que aconteceu, você soube que esse estudante foi excluído do seu 
grupo de amigos por causa dessa sua condição. 
Esses colegas alegaram para Eduardo que não gostariam de tê-lo no grupo de trabalho porque 
ele não aguentaria a pressão. 
73
Você acolheu esse aluno, mas sabe que precisa buscar outras soluções para esse caso. Com 
base nessa situação, reflita e responda uma atividade sobre qual posição a instituição de ensi-
no deve tomar.
Diante da situação apresentada no podcast, qual posição a instituição de ensino deve tomar?
Suspender os alunos e convocar seus responsáveis para entender o contexto familiar.
Suspender os alunos e promover atividades de esclarecimento, empatia e ética 
para combater o bullying.
Advertir e conversar com os envolvidos.
Educar para a democracia, a ética, a igualdade e a sensibilidade.
A seguir, vamos para o encerramento do módulo!
74
Encerramento do módulo
No Módulo 2, você aprendeu sobre as competências socioemocionais necessárias para uma 
vida equilibrada e a importância de integrá-las à educação de crianças e jovens.
Entender as emoções, aceitar as 
limitações e explorar suas próprias 
identidades são passos essenciais para 
o processo de aprendizado. Quando 
enfrentamos desafios e temos um bom 
domínio emocional, conseguimos lidar 
com eles da melhor maneira possível.
75
Agora, é o momento de colocar em prática tudo o 
que aprendemos. Use o conhecimento adquirido 
para criar estratégias que promovam a saúde mental 
e emocionalem sala de aula.
Sempre que quiser relembrar os principais temas vistos aqui, tenha em mãos o mapa mental 
disponível a seguir. 
Educação 
Socioemocional
Competências socioemocionais como 
fator de proteção à saúde mental 
Competências socioemocionais são capacidades individuais demonstradas na forma como 
pensamos, sentimos e agimos conosco e com os demais. 
Por que integrar as competências socioemocionais ao conteúdo? 
Autoconhecimento 
Autogestão 
Autocontrole 
Autoconsciência 
Quais são as competências importantes para o desempenho escolar? 
Para que crianças e adolescentes aprendam a lidar com suas emoções, filtrar informações, tomar decisões e se 
relacionar de forma saudável. 
Permite criar um senso de pertencimento da criança consigo mesma e com o 
ambiente ao seu redor. 
 
Como desenvolver em sala de aula? Autobiografia e atividades de escrita 
reflexiva, desenhos e expressão artística, jogos de autoconhecimento e 
compartilhamento de experiências e ideias. 
Capacita os estudantes para lidar com o estresse, controlar impulsos e 
definir metas. 
 
Como desenvolver em sala de aula? Como desenvolver em sala de aula? 
Incentivo ao uso de agenda como parte essencial da rotina, propostas 
desafiadoras e projetos que permitam explorar habilidades, capacidades 
e limitações. 
 
Permite saber quando e como agir em diferentes situações. 
 
Como desenvolver em sala de aula? Como desenvolver em sala de aula? 
Ensino inclusivo, estímulo à respiração profunda e lenta, ao uso de um diário 
para registrar as emoções e atividades teatrais. 
Reflexo de crenças e valores adquiridos ao longo da vida. 
 
Como desenvolver em sala de aula? Pesquisas sobre 
a história familiar, tradições, valores e crenças, construção de árvore 
genealógica, entrevistas e diálogos com familiares. 
Determinação Foco Persistência Responsabilidade
Empatia Respeito Curiosidade para aprender
As competências socioemocionais são flexíveis e podem se transformar ao longo da vida. 
O poder do autocontrole: a chave para dominar os seus pensamentos 
Dica de livro
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Educação 
Socioemocional
Competências socioemocionais como 
fator de proteção à saúde mental 
Competências socioemocionais são capacidades individuais demonstradas na forma como 
pensamos, sentimos e agimos conosco e com os demais. 
Por que integrar as competências socioemocionais ao conteúdo? 
Autoconhecimento 
Autogestão 
Autocontrole 
Autoconsciência 
Quais são as competências importantes para o desempenho escolar? 
Para que crianças e adolescentes aprendam a lidar com suas emoções, filtrar informações, tomar decisões e se 
relacionar de forma saudável. 
Permite criar um senso de pertencimento da criança consigo mesma e com o 
ambiente ao seu redor. 
 
Como desenvolver em sala de aula? Autobiografia e atividades de escrita 
reflexiva, desenhos e expressão artística, jogos de autoconhecimento e 
compartilhamento de experiências e ideias. 
Capacita os estudantes para lidar com o estresse, controlar impulsos e 
definir metas. 
 
Como desenvolver em sala de aula? Como desenvolver em sala de aula? 
Incentivo ao uso de agenda como parte essencial da rotina, propostas 
desafiadoras e projetos que permitam explorar habilidades, capacidades 
e limitações. 
 
Permite saber quando e como agir em diferentes situações. 
 
Como desenvolver em sala de aula? Como desenvolver em sala de aula? 
Ensino inclusivo, estímulo à respiração profunda e lenta, ao uso de um diário 
para registrar as emoções e atividades teatrais. 
Reflexo de crenças e valores adquiridos ao longo da vida. 
 
Como desenvolver em sala de aula? Pesquisas sobre 
a história familiar, tradições, valores e crenças, construção de árvore 
genealógica, entrevistas e diálogos com familiares. 
Determinação Foco Persistência Responsabilidade
Empatia Respeito Curiosidade para aprender
As competências socioemocionais são flexíveis e podem se transformar ao longo da vida. 
O poder do autocontrole: a chave para dominar os seus pensamentos 
Dica de livro
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Você concluiu o Módulo 2. No próximo módulo, vamos aprender a identificar possíveis proble-
mas emocionais nos estudantes e conhecer redes de apoio adequadas para encaminhamento. 
Gabarito: D
O papel da instituição de ensino é promover meios que evitem a prática do bullying. Para tan-
to, existem diversas formas de abordar esse tema. Uma delas é desenvolver as competências 
socioemocionais.
Identificação de possíveis 
problemas emocionais nos 
alunos e encaminhamento na 
rede de apoio
Módulo 3
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Módulo 3: Identificação de 
possíveis problemas emocionais 
nos alunos e encaminhamento 
na rede de apoio
Se você já acolheu um estudante que passava por um problema emocional, sabe o quanto é 
importante conhecer os documentos oficiais que abordam esse tipo de situação. Afinal, eles 
orientam sobre os melhores caminhos a serem seguidos. Entre esses documentos, podemos 
citar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Estatuto da Criança e do Adolescente. A 
seguir, saiba mais sobre eles.
Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Em sua totalidade, a BNCC nos traz ferramentas para trabalhar e promover a pre-
venção e a recuperação da saúde mental, em concordância com o currículo escolar.
Estatuto da Criança e do Adolescente
O Estatuto da Criança e do Adolescente (Brasil,1990), em seu artigo 7º, garante o direito 
à proteção à vida e à saúde, mediante políticas sociais públicas. Isso quer dizer que a 
instituição de ensino tem um papel importante nesse processo, pois deve promover 
estratégias que garantam o bem-estar físico, social e mental da comunidade escolar. 
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Para encaminhar um estudante à rede de apoio, precisamos seguir alguns passos. Neste 
módulo, vamos saber mais sobre isso. 
Identificação de possíveis problemas 
emocionais nos alunos
Embora já estejamos no século XXI, vivendo a chamada educação 4.0, que insere o aluno 
como protagonista do aprendizado, ainda encontramos dificuldades de abordar o tema da 
saúde mental. 
A educação 4.0 trouxe uma mudança significativa na forma como concebemos a educação e 
preparamos os alunos para os desafios do século XXI, no qual a tecnologia passou a desem-
penhar um papel fundamental em todas as esferas da vida.
Porém, precisamos romper essa barreira e 
compreender que nossos estudantes precisam 
se sentir acolhidos e seguros, para que seus 
problemas sejam identificados e tratados. 
 
Muitos dos problemas emocionais acarretam dificuldades de aprendizagem, problemas com-
portamentais e de conduta. Por isso, é muito importante promover atividades que abordem 
algumas questões:
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Questões 
socioemocionais, 
como a tomada de 
decisão responsável e o 
autoconhecimento.
Funções executivas, 
como a resolução 
de problemas, a 
organização e o 
planejamento.
Baixa autoestima. 
Identificar e mudar 
pensamentos negativos 
a fim de promover uma 
visão mais positiva de si. 
Que tal usar os jogos em sala de aula? Um exemplo são xadrez e as damas, jogos que envolvem 
estratégia, raciocínio lógico, tomada de decisão, autocontrole e autorregulação. Converse com 
a coordenação sobre a possibilidade de promover campeonatos desses jogos.
Outra estratégia que pode ser usada é a pedagogia afetiva, já que não há aprendizagem sem afeto. 
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A pedagogia afetiva é uma abordagem educacional que enfatiza a importância das emoções 
no processo de ensino e aprendizagem. 
Além disso, por meio do relacionamento, é mais fácil identificar problemas emocionais e com-
portamentais no estudante. Isso porque, ao estabelecer vínculos, é possível conhecer o aluno.
Criar projetos na instituição é uma forma de desenvolver a saúde mental dos alunos. Você 
pode abordar as emoções com avaliações formativas, que identificam o estado emocional do 
aluno, ou debater temas como ansiedade, depressão e bullying. Para tratar das emoções, use 
as artes plásticas, a música, a escrita e o teatro.
Cuidados com a saúde mentaldas crianças e dos 
adolescentes
A infância e adolescência são fases cruciais para o desenvolvimento da saúde mental. Por isso, 
os cuidados com a saúde mental das crianças e adolescentes são muito importantes. Uma for-
ma de assegurar esse cuidado se dá através da promoção de políticas públicas nessa área.
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Um exemplo de política pública a ser implementada é o estabelecimento de equipes multidis-
ciplinares nas escolas, com psicólogos, assistentes sociais, conselheiros educacionais e profis-
sionais de saúde mental, para oferecer suporte aos alunos.
Além de políticas públicas, é possível abordar a saúde mental de outras formas. Saiba como a 
seguir.
Promover a equidade, o respeito e a diversidade é de extrema im-
portância para se abordar as questões emocionais em sala de aula. 
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Os estudantes precisam se sentir pertencentes à comunidade 
escolar para que se sintam seguros e dispostos a mudanças.
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Trazer os estudantes para atuar ativamente na escola, participar de projetos, 
feiras e pesquisas, para promover seu conhecimento sobre diversos assuntos. 
Isso faz com que desenvolvam sua autonomia, a tomada de decisão, a 
autoconsciência e a empatia.
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Como identificar sinais
Uma das etapas mais importantes no acolhimento ao estudante que está passando por algum 
tipo de sofrimento é a identificação de sinais. Para nos ajudar nisso, podemos contar com a 
ajuda da neurociência.
Para entender melhor como a neurociência pode ajudar a identificar um estudante em sofri-
mento, assista ao vídeo no AVA! A seguir, você pode conferir a transcrição do vídeo.
Transcrição
Muito além do isolamento, a pandemia de Covid-19 agravou muitos quadros relacionados à 
saúde mental. Isso atingiu também as instituições de ensino, que precisaram lidar com es-
tudantes que tiveram suas rotinas familiares afetadas. É o caso de Rafael, que passou a apre-
sentar um comportamento agressivo em sala de aula. Para conhecer melhor essa situação, 
mantenha sua escuta ativa! Hoje vamos conhecer a história de Rafael, um aluno que não cos-
tumava causar problemas antes da pandemia. Ele era muito amigável e nunca havia se metido 
em confusão. Porém, depois do surto de Covid 19, Rafael passou a apresentar um comporta-
mento agressivo e baixo rendimento. Ao acolher esse aluno, a instituição de ensino descobriu 
que os pais de Rafael haviam perdido o emprego durante a pandemia, o que causou muitos 
conflitos em casa. Isso acabou refletindo em Rafael, que se tornou um estudante agressivo na 
volta às aulas. Com base nessa situação, reflita e responda uma atividade sobre quais atitudes 
você tomaria para ajudar Rafael.
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No filme Cisne Negro (2010), a protagonista costuma se ferir, como se o ato trouxesse alívio para 
um momento de dor emocional. É uma boa dica de filme para ser debatido em sala de aula.
Tristezas, autolesões, mudanças físicas inex-
plicáveis, agressividade etc.
Muitas crianças e adolescentes precisam lidar com diversos sentimentos em seu dia a dia. A 
seguir, conheça alguns deles.
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01
Tristeza
02
Baixa autoestima
03
Ansiedade
04
Abusos
05
Discriminação
06
Maus tratos
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07
Exposição a ambientes violentos
Compreender o contexto no qual nossos alunos estão inseridos nem sempre é tão fácil, mas 
podemos lançar mão de algumas estratégias:
Apresentar textos e 
figuras que abordem a 
violência doméstica, a 
desigualdade social ou 
o racismo.
Desenhar um mapa 
social do contexto no 
qual os estudantes es-
tão inseridos e refletir 
sobre isso.
Assistir a vídeos, ouvir 
podcasts e outras 
mídias que apresentem 
o tema do preconceito 
e propor uma reflexão.
Você também deve ter atenção a 
sentimentos de tristeza e agressividade 
gerados por distúrbios de humor; 
frustração; impulsividade; dificuldades de 
aprendizagem; não aceitação de condições; 
e mudanças (como a separação dos pais). 
Tudo isso é influenciado por alguns fatores, 
como problemas psiquiátricos, reações e o 
contexto social.
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Infelizmente, algo que acontece com frequência é a autolesão. O estudante aluno pode se 
morder e se cortar, queimar a pele e se esconder atrás de camisetas de mangas longas e 
calças. Nesses casos, tente dialogar com diretores e coordenadores e com a família. Em última 
instância, procure o Conselho Tutelar.
A seguir, saiba mais sobre os encaminhamentos na rede de apoio.
 
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Encaminhamentos na rede de apoio
Vimos que o acolhimento é fundamental para o estudante que está passando por algum sofri-
mento. Porém, você sabe o que fazer ao notar alterações importantes no comportamento de 
um estudante?
Sempre comunique a direção e a família e encaminhe o estudante a um serviço especializado. 
O encaminhamento é vital para garantir o bem-estar dos alunos em sua totalidade.
Esse cuidado está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei n.º 8.069, de 13 de 
julho de 2023. Vamos entender melhor como isso aparece na lei? 
O capítulo IV do Estatuto da Criança e do Adolescente informa que a criança e o 
adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua 
pessoa, ao preparo para o exercício da cidadania e à qualificação para o tra-
balho.
Logo, é papel da família e da escola garantir esse direito e ter o cuidado de 
perceber qualquer anormalidade comportamental do aluno, ou, ainda, evasão 
escolar e baixo rendimento.
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Quais são as redes de apoio e para que servem?
Além das leis que garantem os direitos das crianças e dos adolescentes, você pode contar com 
o apoio de estabelecimentos que fazem parte da chamada rede secundária e intermediária. A 
seguir, conheça quais são eles.
Centro de Referência da Assistência Social (CRAS)
O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) destina-se à prestação de serviços 
e de programas socioassistenciais de proteção social básica às famílias e aos indivíduos.
Conselho Tutelar
O Conselho Tutelar é responsável por fiscalizar situações de descumprimento dos 
direitos das crianças e adolescentes e faz os encaminhamentos necessários.
Secretaria de Educação
A Secretaria de Educação tem a responsabilidade de acompanhar o rendimento escolar 
dos estudantes, além de incentivar e implementar projetos institucionais que visem ao 
seu pleno desenvolvimento.
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Unidade Básica de Saúde
A Unidade Básica de Saúde faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS). Nela, são con-
duzidas ações de prevenção à saúde mental, além de atendimento a crianças, adoles-
centes, entre outros procedimentos, como saúde da mulher, planejamento familiar, 
pré-natal, entre outros.
Vara da Infância e da Juventude
A Vara da Infância e da Juventude é um órgão composto por entidades da sociedade 
civil que visam monitorar as políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes.
Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é responsável por cuidar da saúde mental de 
crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade.
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Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente apura crimes de estupro, abuso 
sexual, agressão, violência doméstica, tortura, entre outros crimes contra crianças e 
adolescentes.
Serviço de Proteção Social Especial (SPSE)
O Serviço de Proteção Social Especial (SPSE) cuida de situações que merecem um olhar 
diferenciado, como: crianças que precisam ser afastadas de seus familiares, situação 
de abandono, violência sexual, física e psicológica, cumprimento de medidas socioedu-
cativas, entre outros.
Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSI)
O Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSI) é um órgão responsável por 
oferecer cuidados integrais a crianças e adolescentes com transtornos psíquicos. 
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A importância do encaminhamento realizado 
pela escola ao serviço responsável
Por participar de uma sociedade, o estudante 
precisa ser compreendido em sua totalidade, 
não apenas pelo seu rendimento escolar. 
Assim,

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