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2 Ficha técnica 2024. SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL DE GOIÁS SENAR GOIÁS 1ª EDIÇÃO – 2024 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS A reprodução não autorizada desta publi- cação, no todo ou em parte, constitui vio- lação dos direitos autorais (Lei nº 9.610) FOTOS GettyImages Shutterstock INFORMAÇÕES E CONTATO Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Goiás - SENAR/AR-GO Rua 87, n° 708, Ed. Faeg, 1° andar: Setor Sul, Goiânia/GO, CEP: 74.093-300 Contato: (62) 3412-2700 / 3412-2701 E-mail: senar@senargo.org.br http://www.senargo.org.br http://ead.senargo.org.br/ ESTRUTURA ORGANIZACIONAL PRESIDENTE DO CONSELHO ADMINISTRATIVO José Mário Schreiner SUPERINTENDENTE DO SENAR GOIÁS Dirceu Borges DIRETOR DO DEPARTAMENTO TÉCNICO DO SENAR GOIÁS Leonnardo Cruvinel Furquim GERENTE DE EDUCAÇÃO FORMAL DO SENAR GOIÁS Rafael Antônio Rosa senar@senargo.org.br http://www.senargo.org.br/ http://ead.senargo.org.br/ senar@senargo.org.br http://www.senargo.org.br/ http://ead.senargo.org.br/ senar@senargo.org.br http://www.senargo.org.br/ http://ead.senargo.org.br/ 3 Sumário Módulo 1: Os aspectos socioemocionais na vida e na sala de aula ....................................................................................................... 9 O que é educação socioemocional? ............................................10 Socioemocional e seus pilares dentro do cognitivo e da aprendizagem .......................................................................................... 19 Habilidades de relacionamentos .................................................22 Posturas e práticas consigo e com o outro ......................................... 26 Tomada de decisão responsável e ética .....................................29 Cuidados, segurança e integração na sociedade ............................... 31 Módulo 2: Competências socioemocionais como fator de pro- teção à saúde mental ........................................................................ 40 Competências socioemocionais no ambiente de ensino ..........42 Autoconhecimento .......................................................................46 Conhecimento do eu e do próximo ..................................................... 49 Pensar, aproveitar, formular, criticar e incentivar .............................. 50 Limitações do ser humano ..................................................................... 52 Atitudes otimistas e metas .................................................................... 53 Autocontrole .................................................................................56 Conhecendo seus limites, frustrações, emoções e sentimentos ... 58 Autogestão ....................................................................................61 O que leva o ser humano ao estresse e o que a impulsividade pode causar ........................................................................................................ 63 Autoconsciência ............................................................................67 Valorização da pluralidade ..................................................................... 68 Situações conflituosas e trabalho em equipe .................................... 69 Solução de problemas ............................................................................ 69 Encerramento do módulo ............................................................74 4 Módulo 3: Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos e encaminhamento na rede de apoio ..................... 79 Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos .80 Cuidados com a saúde mental das crianças e dos adolescentes ..... 82 Como identificar sinais ........................................................................... 85 Tristezas, autolesões, mudanças físicas inexplicáveis, agressividade etc. ............................................................................................................. 86 Encaminhamentos na rede de apoio ...........................................90 Quais são as redes de apoio e para que servem? ............................... 91 A importância do encaminhamento realizado pela escola ao serviço responsável .............................................................................................. 94 Quais caminhos devo seguir e com quais redes posso contar? ....... 95 Encerramento do módulo ............................................................101 Encerramento do curso .................................................................... 105 Referências ...................................................................................107 5 Boas-vindas! Desejamos as boas-vindas a você! A infância e a adolescência são fases muito importantes para o desenvolvimento humano, especialmente quando falamos de sentimentos. Por esse motivo, a Base Curricular Nacional prevê que o tema “o eu, o outro e o nós” seja abordado desde a educação infantil. Além disso, se antes da pandemia de covid-19 já encontrávamos estudantes com ansiedade, esse número aumentou após esse episódio. Dado esse contexto, no curso Educação Socioemocional você terá a oportunidade de pensar em formas de lidar com essas questões e preparar seus alunos para lidarem melhor com as adversidades da vida. Confira como será sua jornada. 6 A seguir, saiba mais detalhes de cada módulo. Módulo 1: Os aspectos socioemocionais na vida e na sala de aula Você verá a importância de desenvolver as competências socioemocionais na vida e na sala de aula: autoconsciência, autocontrole, consciência social, habilidades de relacionamento e tomada de decisão responsável. Também conhecerá os pilares: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Tudo isso para entender que a educação socioemocional é necessária para lidar com as emoções em um mundo conectado e abordar temas como diversidade cultural, ética e tomada de decisão responsável. Módulo 2: Competências socioemocionais como fator de proteção à saúde mental Aqui, você verá como as competências socioemocionais podem atuar como proteção à saúde mental, especialmente após a pandemia de covid-19. Ao abordar essas competências em sala de aula, é possível desenvolver habilidades como autoconhecimento, resiliência, empatia e comunicação, fundamentais para lidar com desafios na sala de aula e na vida cotidiana. Quando conectamos essas competências, podemos desenvolver integralmente os estudantes e fazê-los enfrentar os desafios da sociedade contemporânea. 7 Módulo 3: Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos e encaminha- mentos na rede de apoio Neste módulo, você saberá como identificar possíveis problemas emocionais em es- tudantes, acolhê-los adequadamente e como fazer o encaminhamento na rede de apoio. Para tanto, você verá como a Base Nacional Comum Curricular e o Estatuto da Criança e do Adolescente tratam o tema da promoção da saúde mental e a ênfase dada ao papel das instituições de ensino nesse contexto. Conclusão do curso Para ser considerado concluinte e obter seu certificado, você precisa cumprir as seguintes etapas: • passar por todas as telas do curso; • responder às atividades de aprendizagem ao fim de cada módulo; e • responder à pesquisa de satisfação. Tudo pronto para começar? Vamos lá! Os aspectos socioemocionais na vida e na sala de aula Módulo 1 9 Módulo 1: Os aspectos soci- oemocionais na vida e na sala de aula Atualmente, convivemos com uma geração conectada, que exige aulas atrativas e impactantes. Além disso, o mundo se transforma rapidamente, e toda essa pressa desencadeia muitas emoções. Isso tudo afeta as instituições de ensino, concorda? E como podemos abordar isso nesses ambientes? A educação socioemocional é uma das respostas para essas questões. Ela está presente em todos os momentos de nossas vidas cotidianas, em qualquer situação com a qual nos depara-o acompanhamento feito pela institu- ição de ensino é fundamental. Pode, inclusive, salvar vidas. Ao identificar um estudante em sofrimento, leve o caso à direção da instituição de ensino, em seguida acione a família através de diálogo aberto e harmonioso. Se não houver o retorno esperado, deverá ser encaminhado à rede de apoio. Vamos realizar uma atividade para praticar o que estudamos até agora? 95 Era o último mês antes de terminarem as aulas. O calor já predominava, mas uma de suas alunas, Raquel, começou a usar casaco todos os dias. Ao abordá-la, você descobriu que ela havia se cortado com uma lâmina de barbear. Diante dessa situação, quais redes de apoio você decidiu procurar? Primeiro você levou o caso à direção da instituição de ensino, conversou com a família, mas não obteve resultado. Em seguida, acionou o Conselho Tutelar. Logo avisou o Conselho Tutelar, pois não se sentiu à vontade para conversar com a família de Raquel. Entrou em contato com a direção da sua instituição de ensino, pois não sabia o que fazer. Relatou o caso ao Centro de Referência da Assistência Social da sua cidade, pois achou que a assistente social seria a pessoa mais indicada para essa situação. Quais caminhos devo seguir e com quais redes posso contar? Você já deve ter ouvido falar que cada ser humano é um universo, não é mesmo? Uma vez que cada estudante é único, é preciso avaliar cada situação específica antes de fazer o encaminha- mento à rede de apoio. A resolução de qualquer problema na instituição de ensino deve ter, primeiro, a colaboração dos profissionais da educação e da família. 96 Ainda tem dúvidas sobre quais caminhos seguir ao se deparar com um estudante em sofri- mento? Então entenda melhor a seguir. Comunicar a direção da instituição educacional sobre o assunto. Em seguida acione os responsáveis pelo estudante. Leve em consider- ação o retorno de outras pessoas envolvidas e, sobretudo, compreen- da o contexto familiar e social do estudante para adotar abordagens assertivas. A atuação da família é fundamental nesse processo. Compreendido o contexto no qual o estudante está inserido, desenvolva programas de acolhimento e trabalho em equipe. Ouvir todos os envolvidos é necessário. Caso a rede de diálogos e tentativas não dê certo, acione o Conselho Tutelar, que dará encaminhamento aos órgãos competentes, de acordo com cada caso. 97 E sobre a família, ainda não sabe quais estratégias utilizar para aproximá-la da instituição de ensino? Acompanhe a seguir! Faça reuniões periódicas Aproveite esse momento para esclarecer dúvidas coletivas e individuais. Defina um tema e alinhe todos os tópicos que serão abordados. Assim, as chances de a experiên- cia ser positiva são grandes, e essas pessoas tendem a retornar a esses encontros. Realize atividades pedagógicas com a participação das famílias Você pode fazer isso durante a implantação de um projeto novo. Dessa maneira, a família entenderá mais facilmente os objetivos da escola, e as crianças vão adorar estu- dar e se divertir com as famílias e professores. Ofereça palestras e workshops para as famílias Gerar conteúdo para as famílias é importante para inseri-las no cotidiano da institu- ição de ensino. Além de informação por escrito ou vídeo, uma sugestão é oferecer palestras e workshops. Você pode trabalhar temas que estão em alta, como educação socioemocional, tendências profissionais para o futuro e tecnologia. 98 Estabeleça canais de comunicação e divulgação das atividades Marque presença nas redes sociais mais utilizadas pelas famílias. Esses espaços devem ser utilizados para informações importantes e para criar interações através de conteú- dos como: • notícias da instituição de ensino; • cobertura de atividades internas e externas; • publicação de vídeos interativos; • entrevistas; • webinars (videoconferências com intuito educacional). Faça a exposição de trabalhos escolares Essa estratégia traz dois benefícios: o primeiro é a maior satisfação dos alunos ao elaborar um trabalho que vai ser apresentado para seus familiares e conhecidos. O segundo é a oportunidade de as pessoas verem o que está sendo trabalhado na instituição de ensino. Reinvente os eventos oficiais Dia das Mães, Dia dos Pais e Feiras de Ciência, por exemplo, são ótimas maneiras de es- treitar o relacionamento e garantir a presença da família. Para isso, você pode realizar atividades temáticas e, sempre que possível, envolver projetos interdisciplinares. 99 Incentive as práticas esportivas As aulas de educação física precisam ser vistas com a importância que merecem, pois os alunos podem se desenvolver socialmente, além de a prática de exercícios físicos proporcionar muitos benefícios. Além disso, é possível trazer a família para a institu- ição de ensino a fim de que participem de práticas esportivas. Os pais e demais famili- ares podem participar de alguns esportes, com times formados entre toda a família. Você já conhece a pedagogia restaurativa? Sua metodologia busca construir relações sau- dáveis e resolver conflitos priorizando o diálogo e a empatia. Para saber mais sobre ela, clique aqui e aqui. Chegou a hora aplicar os conceitos que aprendemos até aqui. Acesse o AVA e escute o podcast para analisar a situação a partir dos conhecimentos que você adquiriu neste módulo. A seguir, você pode conferir a transcrição do podcast. Transcrição Muito além do isolamento, a pandemia de Covid-19 agravou muitos quadros relacionados à saúde mental. Isso atingiu também as instituições de ensino, que precisaram lidar com estudantes que tiveram suas rotinas familiares afetadas. https://www.camara.leg.br/noticias/1010462-pedagogia-restaurativa-pode-reduzir-violencia-nas-escolas-afirmam-especialistas/ https://www.mprj.mp.br/documents/20184/69946/cartilha_justica_restaurativa.pdf 100 É o caso de Rafael, que passou a apresentar um comportamento agressivo em sala de aula. Para conhecer melhor essa situação, mantenha sua escuta ativa! Hoje vamos conhecer a história de Rafael, um aluno que não costumava causar problemas antes da pandemia. Ele era muito amigável e nunca havia se metido em confusão. Porém, depois da Covid 19, Rafael passou a apresentar um comportamento agressivo e baixo rendimento. Ao acolher esse aluno, a instituição de ensino descobriu que os pais de Rafael haviam perdido o emprego durante a pandemia, o que causou muitos conflitos em casa. Isso acabou refletindo em Rafael, que se tornou um estudante agressivo na volta às aulas. Com base nessa situação, reflita e responda uma atividade sobre quais atitudes você tomaria para ajudar Rafael. Diante dessa situação, quais atitudes você tomaria? Acolher o aluno, criar vínculo, conversar com ele e seus responsáveis e com- preender o que está ocorrendo. Promover atividades que leve à reflexão da turma sobre o comportamento do colega. Encaminhar o aluno à rede de encaminhamento para ser analisado. Encaminhar o aluno até a direção para que seu comportamento seja compreendido. Percebeu como é importante ter uma rede de apoio? Agora que você sabe tudo isso, vamos ao encerramento do módulo. 101 Encerramento do módulo A infância e a adolescência são fases cruciais para o desenvolvimento da saúde mental. Por isso, os profissionais da educação precisam estar alertas para reconhecer sinais de sofrimento nos estudantes e fazer os devidos encaminhamentos. Além disso, toda a comunidade precisa se mobilizar, e a família tem um papel fundamental. 102 Por fim, caso você tenha acionado a direção e a família e isso não tenha dado dado o resultado esperado, o Conselho Tutelar deve ser acionado. Logo, podemos dizer que resguardar os direitos da criança e do adolescente também é papel da instituição de ensino, bem como possibilitar que o estudante faça parte da sociedade e promover o autoconhecimento e o senso crítico. Sempre que quiser relembrar os principais temas vistos aqui,tenha em mãos o mapa mental disponível a seguir. Educação Socioemocional Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos e encaminhamentos na rede de apoio Alguns documentos oficiais orientam sobre a prevenção de situações relacionadas à saúde mental em sala de aula. Um exemplo de política pública a ser implementada é o estabelecimento de equipes multidisciplinares nas escolas, com psicólogos, assistentes sociais, conselheiros educacionais e profissionais de saúde mental, para oferecer suporte aos alunos. Encaminhamentos na rede de apoio Ao identificar sinais como tristeza, baixa autoestima, agressividade, dificuldades de aprendizagem, impulsividade, frustração, ansiedade, abusos, discriminação, maus tratos, exposição a ambientes violentos e automutilação, o encaminhamento a ser feito deve seguir esta ordem: CRAS CAPS Secretaria de Educação Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Unidade Básica de Saúde Serviço de Proteção Social Especial Vara da Infância e da Juventude Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil Porém, você também pode contar com outras redes de apoio para buscar orientação. São elas: Direção da instituição de ensino Família Conselho Tutelar O que fala a Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Traz ferramentas para trabalhar e promover a prevenção e a recuperação da saúde mental, em concordância com o currículo escolar. O que fala o Estatuto da Criança e do Adolescente: Garante o direito à proteção à vida e à saúde, mediante políticas públicas. Isso quer dizer que a instituição de ensino tem um papel importante nesse processo, pois deve promover estratégias que garantam o bem-estar físico, social e mental da comunidade escolar. 103 Educação Socioemocional Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos e encaminhamentos na rede de apoio Alguns documentos oficiais orientam sobre a prevenção de situações relacionadas à saúde mental em sala de aula. Um exemplo de política pública a ser implementada é o estabelecimento de equipes multidisciplinares nas escolas, com psicólogos, assistentes sociais, conselheiros educacionais e profissionais de saúde mental, para oferecer suporte aos alunos. Encaminhamentos na rede de apoio Ao identificar sinais como tristeza, baixa autoestima, agressividade, dificuldades de aprendizagem, impulsividade, frustração, ansiedade, abusos, discriminação, maus tratos, exposição a ambientes violentos e automutilação, o encaminhamento a ser feito deve seguir esta ordem: CRAS CAPS Secretaria de Educação Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Unidade Básica de Saúde Serviço de Proteção Social Especial Vara da Infância e da Juventude Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil Porém, você também pode contar com outras redes de apoio para buscar orientação. São elas: Direção da instituição de ensino Família Conselho Tutelar O que fala a Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Traz ferramentas para trabalhar e promover a prevenção e a recuperação da saúde mental, em concordância com o currículo escolar. O que fala o Estatuto da Criança e do Adolescente: Garante o direito à proteção à vida e à saúde, mediante políticas públicas. Isso quer dizer que a instituição de ensino tem um papel importante nesse processo, pois deve promover estratégias que garantam o bem-estar físico, social e mental da comunidade escolar. 104 Você finalizou o módulo 3. A seguir, acompanhe o encerramento do curso. 105 Encerramento do curso Que ótimo que você chegou até aqui! Você terminou o curso Educação Socioemocional. Esperamos que o curso tenha ajudado você a pensar em estratégias para trabalhar as questões emocionais em sala de aula e a preparar os estudantes para enfrentar as adversidades da vida. Além disso, você pode contar com uma rede de apoio formada pela família do estudante, a direção da sua instituição de ensino, o Conselho Tutelar e outros órgãos. Lembre-se, ainda, de que o acolhimento é fundamental e pode salvar vidas! Para concluir o curso e obter seu certificado, não se esqueça de responder à pesquisa de satisfação! 106 Gabarito: 1. A Você deve sempre levar o caso à direção da instituição de ensino, conversar com a família, de- pois acionar o Conselho Tutelar. Gabarito: 2. A Você deve sempre buscar conversar com o aluno e entender seu comportamento, para, de- pois, levar à direção, chamar os pais e a outras redes de apoio. 107 Referências AÇÃO EDUCATIVA. A escola na rede de proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Disponível em: https://acaoeducativa.org.br/wp-content/uploads/2018/12/rededeprote- cao_site2.pdf Acesso em: 10 jan. 2024. ANTUCCI, I. Contribuição do alerta, da atenção, da intenção e da expectativa temporal para o desempenho de humanos em tarefas de tempo de reação. 2001. 130 f. Tese (Douto- rado em Psicologia) – Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo. 2001. APPAI. Saúde mental nas escolas. Disponível em: https://www.appai.org.br/saude-men- tal-nas-escolas/ Acesso em: 10 jan. 2024. BASE COMUM NACIONAL CURRICULAR. Competências socioemocionais como fator de proteção à saúde mental e ao bullying. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov. br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/195-competencias-soci- oemocionais-como-fator-de-protecao-a-saude-mental-e-ao-bullying?highlight=WyJlc2NyaX- RhIl0. Acesso em: 10 jan. 2024. BRASIL. Lei n.º 8.069 de 13 de Julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente. Dis- ponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm Acesso em: 10 jan. 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção psicossocial: as crianças e adolescentes no SUS. Tecen- do redes para garantir direitos. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ atencao_psicossocial_criancaadolescentesus.pdf. Acesso em: 10 jan. 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Rede de atenção psicossocial. Disponível em: https://linhas- decuidado.saude.gov.br/portal/tabagismo/rede-atencao-psicossocial/. Acesso em: 10 jan. 2024. CASEL. 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Documento orientador de acolhimento emocional. Disponível em: https:// midiasstoragesec.blob.core.windows.net/001/2020/09/documento-orientador-de-acolhi- mento-emocional.pdf Acesso em: 10 jan. 2024. DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. Unesco, 1996. Edição em português, 2010. Dis- ponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000109590_por. Acesso em: out. de 2022. Acesso em: 10 jan. 2024. DINA, A. A fábrica automática e a organização do trabalho. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1987. 132 p. ESCOLA DA INTELIGÊNCIA. O que é educação socioemocional. Disponível em: https://esco- ladainteligencia.com.br/blog/educacao-socioemocional/. 2022. Acesso em: 10 jan. 2024. FACULDADE DE AGRONOMIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Manual de referências bibliográficas. Disponível em: http://www.ufrgs.br/agronomia/manualcap1. htm. Acesso em: 20 ago. 2002. FUNDAÇÃO ABRINQ. Como cuidar da saúde mental na infância e na adolescência. 2020. 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Habilidades socioemocionais melhoram aprendizagem em matemática e por- tuguês, além de combaterem a evasão escolar. Revista Educação. Revista Educação. 2023. Disponível em: Habilidades socioemocionais. https://revistaeducacao.com.br/2023/03/03/ habilidades-socioemocionais/. Acesso em: 10 jan. 2024. SKINNER, B. Selection by consequences. Behavioral and Brain Sciences, v.7, p.477-481, 1984. UNESP. Agressividade infantil: guia de orientação para professores. Disponível em: https:// www.fc.unesp.br/Home/ensino/pos-graduacao/programas/mestradoprofissionalemdocen- ciaparaaeducacaobasica/produto-larissa.pdf. Acesso em 11 jan. 2024. UNESP. Relações interpessoais e qualidade de vida no trabalho. Disponível em: https:// www.foar.unesp.br/Home/projetoviverbem/relacoes-interpessoais-e-qualidade-de-vi- da-no-trabalho.pdf. Acesso em: 10 jan. 2024. UNICEF. 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Socioemocional e seus pilares dentro do cognitivo e da aprendizagem Habilidades de relacionamentos Posturas e práticas consigo e com o outro Tomada de decisão responsável e ética Cuidados, segurança e integração na sociedade Módulo 2: Competências socioemocionais como fator de proteção à saúde mental Competências socioemocionais no ambiente de ensino Autoconhecimento Conhecimento do eu e do próximo Pensar, aproveitar, formular, criticar e incentivar Limitações do ser humano Atitudes otimistas e metas Autocontrole Conhecendo seus limites, frustrações, emoções e sentimentos Autogestão O que leva o ser humano ao estresse e o que a impulsividade pode causar Autoconsciência Valorização da pluralidade Situações conflituosas e trabalho em equipe Solução de problemas Encerramento do módulo Módulo 3: Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos e encaminhamento na rede de apoio Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos Cuidados com a saúde mental das crianças e dos adolescentes Como identificar sinais Tristezas, autolesões, mudanças físicas inexplicáveis, agressividade etc. Encaminhamentos na rede de apoio Quais são as redes de apoio e para que servem? A importância do encaminhamento realizado pela escola ao serviço responsável Quais caminhos devo seguir e com quais redes posso contar? Encerramento do módulo Encerramento do curso Referências Radio Button 1: Offmos. Por isso, é preciso saber usá-la, principalmente, na resolução de problemas. Para colocar em prática a educação socioemocional, precisamos desenvolver algumas com- petências. Neste módulo, vamos saber mais sobre isso. 10 O que é educação socioemocional? Você sabia que a educação socioemocional surgiu da necessidade de gerir as próprias emoções, comportamentos, pensamentos e ações? Além disso, a educação socioemocional é essencial para uma aprendizagem eficaz. Para tanto, é necessário desenvolver nos estudantes as cinco competências apresentadas por Casel (2005). O CASEL é uma organização internacional, sediada em Chicago nos EUA, que significa Col- laborative for Academic, Social, and Emotional Learning. É uma das principais autoridades no avanço da Aprendizagem Socioemocional (SEL) em educação, fundada em 1994. 11 A seguir, conheça as competências apresentadas por Casel: Autoconsciência É o reconhecimento das próprias emoções, dos comportamentos, das limitações e dos valores, sempre em busca de manter uma atitude otimista e voltada ao crescimento. A autoconsciência permite que os alunos tenham liberdade, autonomia e plenitude. Em sala de aula, é possível abordar um tema como o racismo, promover o debate, levar o estudante a pensar e a se reconhecer no tema, expor sua opinião, identificar perfis de personalidade e ouvir outras opiniões. Autogestão É o saber gerenciar emoções, metas, ansiedade, estresse e impulsividade. Para praticar essa competência, é necessário compreender como controlar as emoções positivas e as negativas para que as primeiras sejam expressas adequadamente dentro de cada contexto. Nessa competência, também é importante aprender a se planejar com ante- cedência e a otimizar o tempo. Para trabalhar com os estudantes, podemos propor a elaboração de um projeto de vida que demande prazos e estratégias. 12 Consciência social É a empatia pelo outro, saber lidar com a diversidade e a responsabilidade ética. O estudante precisa aprender seu papel no grupo a que pertence, estabelecer relações consigo e com o outro e identificar o impacto de suas ações. Para isso, você pode propor atividades que envolvam o cuidado com o meio ambiente, como o cultivo de árvores e plantas, pois vivemos com outros seres vivos e a economia de água impacta nossa sobrevivência no planeta. Habilidades de relacionamento Permitem construir relacionamentos positivos e saudáveis. Devemos saber como lidar com o outro, agir com empatia, respeito, resistir às pressões da sociedade que quebram regimentos e saber resolver conflitos de forma harmoniosa. Essa habilidade é muito utilizada para resolver problemas como o bullying. Uma estratégia para tra- balhar esse tema em sala de aula é abordar temáticas como preconceito, racismo, equidade de gênero, desigualdade social ou homofobia, além de fazer campanhas de conscientização. 13 Tomada de decisão responsável Permite decidir com base nos conceitos éticos. Essa habilidade engloba a tomada de decisões que cada indivíduo precisa fazer de acordo com as normas e os padrões éticos da sociedade. Por exemplo: ultrapassar o sinal vermelho é contra as normas de trânsito e pode ter consequências tanto para si quanto para o outro em caso de acidente. As competências socioemocionais são habilidades que você pode aprender; são habilidades que você pode praticar; e são habilidades que você pode ensinar. Para saber ainda mais sobre as cinco competências de Casel, nada como beber da própria fon- te, não é mesmo? Para isso, você pode clicar aqui e aqui. https://casel.org/ https://casel.org/fundamentals-of-sel/what-is-the-casel-framework/#self-awareness 14 Além disso, essas competências vão muito além da sala de aula, pois desenvolvem nos estudantes as habilidades de: • gerir emoções e sentimentos; • entender seu papel na sociedade e no pro- cesso de aprendizagem; • usar a empatia; e • desenvolver-se como ser humano. Em um mundo onde somos bombardeados por informações o tempo todo e padrões de vida são vendidos pelas redes sociais, a inserção das competências socioemocionais deve ser in- tencional, e não meramente conteudista. Além disso, desenvolver essas competências pode ajudar a evitar casos de ansiedade e depressão, crescentes após a pandemia de covid-19. Outro fator que influencia o comportamento diz respeito a uma teoria da personalidade chamada Big Five. Esse modelo descreve a personalidade humana em termos de cinco traços principais. A seguir, conheça quais são eles. 15 Extroversão Refere-se ao grau em que uma pessoa é sociável, extrovertida, assertiva e busca in- terações sociais. Pessoas extrovertidas tendem a ser mais sociáveis e energizadas em situações sociais. Amabilidade Este traço se relaciona com a compreensão, a empatia, a cooperação e a capacidade de ser agradável com os outros. Pessoas altamente amáveis tendem a ser gentis, prestati- vas e cooperativas. Conscienciosidade A conscienciosidade diz respeito à organização, responsabilidade, disciplina e capaci- dade de autocontrole. Indivíduos com alta conscienciosidade costumam ser organiza- dos, confiáveis e cumpridores de suas obrigações. 16 Neuroticismo Esse domínio está relacionado à estabilidade emocional e à tendência a experimentar emoções negativas, como ansiedade, depressão e raiva. Pessoas com alto neuroticismo podem ser mais suscetíveis ao estresse e às preocupações. Abertura para a Experiência A abertura para a experiência envolve a disposição para experimentar novas ideias, ser criativo, apreciar a arte e a cultura, bem como buscar experiências intelectuais e emocionais. Pessoas com alta abertura para a experiência tendem a ser mais curiosas e abertas a novas experiências. A seguir, conheça outras questões importantes da educação socioemocional para a aprendizagem. 17 Ficou com vontade de saber mais sobre como abordar as competências socioemocionais em sala de aula? Então, leia o livro Educação Emocional Positiva: saber lidar com as emoções é uma importante lição, de Mirian Rodrigues. Por fim, para colocar em prática essas competências, também precisamos de estratégias. A seguir, conheça algumas delas: Praticar a empatia É a capacidade de ver o ponto de vista do outro. Trata-se de uma conexão consigo e com o outro. Desenvolver isso nem sempre é fácil, já que nem sempre estamos dispostos a olhar sob outra perspectiva. Mas isso é muito importante! Em sala de aula, podemos levantar discussões que levem o outro a refletir sobre suas ações, assistir a filmes que abordem essa temática ou promover contação de histórias que façam as pessoas refletir. Perseverar É a arte de persistir e ter constância em suas ações. Em sala de aula, podemos abordar esse pilar ao valorizar mais a caminhada do aluno do que o resultado em si. Afinal, a motivação leva à perseverança. 18 Incorporar a resolução de problemas É a capacidade de resolver problemas com competência, serenidade e estratégia. Aqui, a empatia, a tomada de decisão assertiva e a estratégia devem estar de mãos dadas. A colaboração de todos os envolvidos também é fundamental para que o problema seja solucionado. Levar situações-problema para a sala de aula é uma ótima didática para colocar em prática esse pilar. Responsabilidade A responsabilidade refere-se à obrigação moral e ética de agir de maneira que promo- va o bem-estar. É fundamental pensar sobre isso, verificando como nossos atos estão impactando o outro. As dinâmicas de grupo são boas práticas para abordar esse tema em sala de aula. Comunicação assertiva É a capacidade de expressar emoções e sentimentos de forma que o outro compreen- da de forma saudável. É possível, também, usar a negação sem ofender ou magoar. Esse pilar é de extrema importância para um aprendizado saudável e produtivo. Em sala de aula, incentivar a comunicação assertiva é indispensável, e isso pode ser feito com objetividade, ouseja, agir e falar com clareza, para que todos compreendam nossa mensagem. O diálogo e a escuta são componentes necessários nesse processo. 19 Autorregulação Ensine estratégias de autorregulação, como o uso de técnicas de relaxamento e mind- fulness, para ajudar os alunos a lidar com o estresse e a ansiedade. Quer um exemplo de dinâmica para abordar a responsabilidade em sala de aula? Então clique aqui! Socioemocional e seus pilares dentro do cogniti- vo e da aprendizagem Quando falamos em educação socioemocional, também precisamos levar em consideração a parte cognitiva e a aprendizagem dos estudantes. Para tanto, a educação socioemocional conta com alguns pilares apresentados pelo francês Jacques Delors. Eles são conhecidos como os 4 Pilares da Educação no Século XXI e devem ser abordados nas instituições de ensino para que as crianças e os adolescentes desenvolvam seu potencial como ser humano. A seguir, conheça quais são eles. https://www.youtube.com/watch?v=PBH3tU7C0nw 20 Aprender a conhecer Este pilar consiste na busca do aprendiza- do, inclusive as estratégias usadas para despertar o interesse do aluno. Para tanto, podemos fazer uso do reforço positivo. Aprender a fazer Este pilar prepara o aluno para agir em qualquer situação, atuar na prática, ter empatia e trabalhar em equipe. Para tan- to, podemos desenvolver a aprendizagem com situações do cotidiano. Aprender a conviver Este pilar ensina a ter empatia, a saber conviver com as diferenças, sem julgamen- tos e preconceitos. Atividades em grupo desenvolvem a empatia, a resolução de conflitos e o trabalho em equipe. 21 Aprender a ser Este pilar ensina como olhar para dentro de nós para ter autoconhecimento e saber quem somos enquanto sujeitos pertencentes a uma sociedade. Para tanto, é necessário ter a capacidade da autorregulação, atuar com persistência e criatividade. Direcionar o estudante para pesquisar sobre um determinado assunto, por exemplo, pode ajudá-lo a compreender sua própria aprendizagem, bem como desenvolver paciência, perseverança e autoconhecimento. Nesse contexto, as instituições de ensino precisam ter um novo olhar para a educação do sécu- lo XXI. Para tanto, devem entender que o estudante não é um mero espectador: ele deve ter expertise para argumentar com base em fatos e dados, defender sua tese, posicionar-se com ética como cidadão. Afinal, essa atitude já faz parte de uma das competências, a autogestão. Ter expertise significa ter um conjunto avançado de habilidades, conhecimentos aprofunda- dos e experiência prática em uma área. 22 Você pode apresentar uma situação-problema, como a degradação do meio ambiente, e de- bater esse tema de acordo com a realidade da sua turma. A seguir, você saberá mais sobre as habilidades de relacionamento. Habilidades de relacionamentos Saber se relacionar é muito importante para a vida em sociedade. Porém, nem todo mundo tem a mesma facilidade de fazer amigos, por exemplo, e algumas habilidades acabaram sendo prejudicadas com a pandemia de covid-19. A seguir, relembre como foi esse episódio. 23 Mesmo antes da pandemia, muitas instituições de ensino já precisavam lidar com a ansiedade de alguns estudantes. | Com a pandemia, foi preciso lidar com o isolamento: um belo dia, deixamos de sair de casa para trabalhar, não levamos mais as crianças para a escola, deixamos de nos encontrar com nossos amigos e familiares. | 24 | Isso se refletiu na volta às aulas: devido ao isolamento vivido na pandemia, pu- demos presenciar um aumento nos casos de ansiedade e depressão. | Por fim, além dos prejuízos na saúde mental, tivemos atrasos na aprendizagem, principalmente na alfabetização, e risco de evasão escolar. Nesse cenário, é muito importante trabalhar as competências socioemocionais. E qual é o pa- pel das instituições de ensino pós-pandemia? A seguir, saiba mais sobre isso. 25 01 Desenvolver o protagonismo no aluno. 02 Construir valores para criar relacionamentos saudáveis. 03 Possibilitar a interação e o cuidado com o outro. 26 04 Desenvolver o senso crítico e a ética dos valores sociais. 05 Propor atividades que tenham interação com o grupo. 06 Promover momentos de descontração, trabalhar o diálogo, a postura, o respeito e a cidadania. Que tal assistir ao filme O Extraordinário (2017) com suas turmas? Ele fala da vida de Auggie Pullman, um garoto que nasceu com uma deformidade facial e precisou passar por 27 cirurgias plásticas. Ele só começou a frequentar uma escola regular aos 10 anos e precisa se esforçar para conseguir se encaixar em sua nova realidade. Posturas e práticas consigo e com o outro Você já deve ter ouvido que o ser humano é um ser social, não é mesmo? E, para se relacionar com os outros, também precisamos adotar práticas de autoconhecimento. Afinal, a partir do momento que nos conhecemos, diminuímos as possibilidades de projetar nos outros proble- mas que são nossos. Mas o que a educação socioemocional tem a ver com isso? 27 A projeção ocorre quando uma emoção inaceitável é atribuída a outra pessoa, o que permite a alguém evitar lidar com esses aspectos de si mesma. Por exemplo: alguém que tem dificuldade de lidar com a raiva pode projetar esse sentimento em outra pessoa e vê-la como fonte do problema. Muitas vezes, isso ocorre de forma inconsciente. Para saber como é importante desenvolver as habilidades emocionais e de relacionamento, assista ao vídeo no AVA! A seguir, você pode conferir a transcrição do vídeo. Transcrição O ser humano é um ser social. Isso significa, entre outras coisas, que nos comunicamos constantemente. Seja em casa, na escola, no trabalho ou em locais sociais. A comunicação e socialização podem gerar emoções, e saber lidar com elas é muito importante. Quando desenvolvemos nossas habilidades emocionais e de relacionamento, facilitamos o trabalho em equipe, a solução de conflitos, a colaboração com os demais e a empatia. Todas essas habilidades são necessárias para viver em grupo. Mas você sabe como trabalhar isso em sala de aula? Seu papel é guiar o estudante nesse processo, ensinando a importância da paciência, da empatia e do autoconhecimento. Você também deve trabalhar a ideia de que vivemos em um mundo repleto de pluralidades. Essa compreensão torna os desafios mais fáceis e contribui para a resolução de conflitos. 28 A diversidade cultural também é um conceito que pode ser explorado ao falar de pluralidade. Afinal, ao apresentar diferentes hábitos, culturas, dialetos e vestimentas, você proporciona aos alunos uma oportunidade de ampliar sua compreensão sobre a riqueza e a complexidade do mundo que os cerca. E então, que tal trazer esses conceitos para a sala de aula? Que tal assistir ao filme Divertidamente (2015) com suas turmas? Ele fala da vida de Riley, uma adolescente de 11 anos que muda de cidade com sua família. As emoções da menina ficam muito agitadas, e uma confusão na sala de controle do seu cérebro deixa a Alegria e a Tristeza de fora, o que afeta sua vida radicalmente. A seguir, você saberá como trabalhar o tema da tomada de decisão com suas turmas. 29 Tomada de decisão responsável e ética Tomar uma decisão nem sempre é uma tarefa fácil. Mas, você já parou para pensar por quê? Pense bem: como vivemos em sociedade, nossas escolhas precisam levar em conta padrões éticos e segurança. Para isso, você deve: • ter uma mente aberta; • ter senso crítico; • saber analisar problemas; e • avaliar as próprias ações e seu impacto intrapessoal e interpessoal. 30 A seguir, saiba mais sobre o papel da ética na tomada de decisão. Introdução Vamos saber mais sobre a importância da ética na tomada de decisão? Primeiro precisamos considerar que a ética é a área da filosofia que se dedica a investigar o comportamento humano. É o conjunto de valores, normas e regras pertencentes a uma sociedade. Um de seus representantesé Kant. Ele acreditava na autonomia da razão e que o ser humano seria totalmente capaz de tomar suas decisões racionalmente com base no dever. Conclusão Desenvolver a ética, a moral e os estatutos que regem nossa sociedade é uma base interessante para que os estudantes saibam como agir no cotidiano. Assim, serão capazes de analisar as opções disponíveis e fazer escolhas de acordo com seus valores. 31 Por fim, para potencializar as chances de sucesso e minimizar as possibilidades de erro, você pode: • estimular o pensamento crítico; • fazer a gestão do tempo; • estimular a participação dos estudantes no processo de aprendizagem; • envolver toda a comunidade escolar. Cuidados, segurança e integração na sociedade Cuidar é tratar, dar atenção, ser responsável pelo bem-estar de alguém, o que também deve acontecer nas instituições de ensino. Pensando nisso, é preciso acolher e observar o que ocorre ao nosso redor, pois esse cuidado envolve a segurança dos estudantes. É de extrema importância identificar estudantes tristes, ansiosos ou revoltados. Por exemp- lo, se um estudante está frequentemente usando casaco em clima quente, isso pode indicar comportamentos autodestrutivos. Nessa situação, é crucial oferecer segurança e tranquili- dade, estimular o diálogo, compreender sua história. Levar para a direção da escola e acionar a família, se necessário, encaminhá-lo aos órgãos competentes, como o Conselho Tutelar, para receber as tratativas adequadas. 32 Outra opção muito interessante para abordar também é Pedagogia de Emergência, que tem como objetivo ativar e fortalecer estratégias de enfrentamento, e o poder de autocura da criança, a fim de apoiá-la no processo de suas experiências e na prevenção de distúrbios rela- cionados ao trauma. Para isso, o foco principal é aproveitar os recursos das crianças. Fortalecer, por meio de recursos pedagógicos e terapêuticos, a resiliência em crianças e jovens em situação de psicotrauma, apoiando vítimas de catástrofes, de violência física e emocional ou em condição de vulnerabilidade social. Além disso, integrar um estudante na sociedade é muito mais do que torná-lo pertencente a um grupo: é preciso que ele entenda algumas questões. A seguir, saiba quais são elas. Entenda seu papel, sua posição, seus interesses e suas metas. Entenda que é parte integrante e que sua posição e suas escolhas fazem diferença dentro daquele grupo. 33 Portanto, podemos dizer que integrar é: • incluir de forma efetiva; • trazer melhorias para a aprendizagem; • buscar métodos eficazes; e • possibilitar que o estudante tenha bom convívio social com todos. Chegou a hora aplicar os conceitos que aprendemos até aqui. Acesse o AVA e escute o podcast para analisar a situação a partir dos conhecimentos que você adquiriu neste módulo. A seguir, você pode conferir a transcrição do podcast. Transcrição Se você tem o hábito de aplicar provas para avaliar suas turmas, já deve ter percebido que essa tarefa pode estressar mais alguns estudantes do que outros. Mas será que você conseguiria lidar com um episódio no qual uma aluna te procura para dizer que não se lembra do conteúdo? Para entender melhor o que aconteceu nesse caso, escute ativamente essa situação. Imagine que a instituição de ensino onde você trabalha costuma realizar provas mensais para avaliar o aprendizado. Em uma dessas avaliações, uma aluna relata que teve um branco e não consegue se lembrar do conteúdo para responder às questões. Calmamente, você pergunta se ela estudou e recebe uma resposta afirmativa. Porém, mesmo estudando para a prova, a estudante dizia não se lembrar de nada. Diante dessa situação, alguns colegas riem da menina e outros a ofendem, o que deixa a turma agitada. Nesse caso, o acolhimento e a empatia são muito importantes. 34 Agora reflita sobre essa situação para responder uma atividade! Diante dessa situação, qual seria a melhor atitude a ser tomada por você nesse momento? Acalmar a turma, informar que isso pode ocorrer com qualquer um, recolher a pro- va e dar nota zero para o aluno. Acalmar a turma, informar que isso pode ocorrer com qualquer um e não conversar com o aluno. Acalmar a turma, falar sobre empatia, limitações e medos, e tentar entender o que ocorreu com o aluno. Analisar o comportamento da turma, chamar a atenção de todos, informar que serão punidos por fazerem bullying e tentar entender o que houve com o aluno. Vimos bastante coisa até aqui, não é mesmo? Agora vamos para o encerramento do módulo! 35 Encerramento do módulo Vimos que a educação socioemocional possibilita maior motivação, poder de resolução de conflitos, melhor comunicação, estratégias de estudo e melhor postura para tomar decisões. Também atua na criatividade, no pensamento crítico, na autogestão e na autoconsciência. 36 E, para que tudo isso seja possível, a educação socioemocional deve estar atrelada à realidade. Essas habilidades são essenciais em um mundo globalizado e em constante transformação. Sempre que quiser relembrar os principais temas vistos aqui, tenha em mãos o mapa mental disponível a seguir. Os aspectos socioemocionais na vida e na sala de aula Competências socioemocionais: autoconsciência, autogestão, consciência social, habilidades de relacionamento, tomada de decisão responsável. Cuidados, segurança e integração na sociedade: identificação de sinais e acolhimento dos estudantes em sofrimento. Pilares da educação socioemocional: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser. Posturas práticas consigo e com o outro: importância da paciência, da empatia, das pluralidades. Tomada de decisão responsável e ética: estímulo do pensamento crítico, gestão do tempo, participação dos estudantes, envolvimento da comunidade. 01 0� 03 0� 05 Educação Socioemocional37 38 Você concluiu o Módulo 1. No próximo, vamos saber como as competências socioemocionais atuam na proteção à saúde mental. Gabarito: C É preciso praticar o senso de empatia com a turma e buscar compreender o que ocorreu com o aluno a fim de lhe oferecer segurança. Além disso, é necessário abordar a temática de bullying com a classe. Competências socioemocionais como fator de proteção à saúde mental Módulo 2 40 Módulo 2: Competências so- cioemocionais como fator de proteção à saúde mental Após a pandemia de covid-19, ficou ainda mais evidente a importância de cuidar da saúde mental, especialmente das nossas crianças, que enfrentaram desafios em várias áreas. Nesse contexto, você sabia que abordar as competências socioemocionais em sala de aula pode ajudar? É isso mesmo! As competências socioemocionais podem transformar o cenário desafiador que se estabele- ceu no pós-pandemia. Em um mundo cheio de mudanças e diversidade, desenvolver essas competências se tornou essencial. Isso porque elas nos ajudam a lidar com a quantidade de informações e a alcançar nossos objetivos ao longo da vida. 41 De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), é necessário integrar as com- petências socioemocionais ao conteúdo para que crianças e adolescentes aprendam a lidar com suas emoções, filtrar informações, tomar decisões e se relacionar de forma saudável. Pense nas competências socioemocionais como um conjunto de habilidades que, dia após dia, permite desenvolver o autoconhecimento e regular outras áreas fundamentais para o desen- volvimento emocional. Se você está se perguntando como abordar essas competências em sala de aula com foco na saúde mental, a resposta está neste módulo. 42 Competências socioemocionais no am- biente de ensino Competências socioemocionais são capacidades individuais que demonstramos na forma como pensamos, sentimos e agimos, conosco e com as outras pessoas. Elas nos ajudam a estabelecermetas, tomar decisões e enfrentar desafios ou situações novas. É possível notá-las quando reagimos a estímulos de ordem pes- soal ou social. No ambiente de ensino, podemos elencar algumas competências importantes para o desempenho escolar. Elas estão associadas a três das cinco macrocompetências definidas pelo Instituto Ayrton Senna: autogestão, amabilidade e abertura ao novo. A seguir, conheça essas competências. Autogestão • Determinação • Foco • Persistência • Responsabilidade Amabilidade • Empatia • Respeito Abertura ao novo • Curiosidade para aprender O engajamento com os outros e a resiliência emocional são as outras duas macrocompetências definidas pelo Instituto. A seguir, conheça mais sobre cada uma delas e as competências associadas. 43 Autogestão A autogestão requer habilidades como: determinação, organização, foco e persistên- cia, essenciais para qualquer fase da vida, além de responsabilidade. Engajamento e amabilidade O engajamento com os outros e a amabilidade estão interligados, pois exigem empatia e assertividade para situações do cotidiano, como respeitar uma fila, devolver o que se encontra perdido, ser honesto com o próximo. Outras competências associadas são: iniciativa social, entusiasmo, respeito e confiança. Resiliência emocional Muito abordada ultimamente, a resiliência requer a capacidade de lidar com as dificul- dades, a pressão e as circunstâncias adversas, sem perder a positividade e a autoconfi- ança. Um exemplo pode ser uma mudança ou o fracasso em um projeto tão desejado. 44 Abertura ao novo É a capacidade de se reinventar, ter criatividade, curiosidade e vontade de aprender. O desempenho escolar depende das macrocompetências, que se aplicam a diferentes situ- ações e cenários. Essas habilidades são fundamentais para o sucesso não só na educação, mas na vida cotidiana e no mundo do trabalho. Por isso, é essencial integrar as competências soci- oemocionais ao ambiente de ensino. Nesse cenário, é importante ter em mente alguns aspectos. Vamos conferir quais são eles? As competências socioemocionais são maleáveis e têm a capacidade de se transformar ao longo de toda a jornada da vida de uma pessoa. 45 Nem sempre os estudantes vão demonstrar todas as competências o tempo todo, pois cada pessoa tem suas próprias características, mo- mentos de vida e valores. O importante é garantir que cri- anças e jovens recebam as ferra- mentas necessárias para explorar e compreender seu potencial e suas competências socioemocionais para aplicá-las conforme suas necessi- dades, seus interesses e projetos de vida. A seguir, entenda como abordar e desenvolver algumas competências em sala de aula! 46 Autoconhecimento O autoconhecimento nasce da percepção que alguém tem de si, o que envolve emoções, pen- samentos, sentimentos, limitações e responsabilidade pelas próprias ações. O autoconhecimento permite criar um senso de pertencimento da criança consigo mesma e com o ambiente ao seu redor, inclusive o ambiente de ensino. 47 O bom desempenho escolar está associado ao acolhimento. Quando a criança se sente à von- tade, consegue exercer a autoconfiança. Ter autoconhecimento é de suma importância para uma vida saudável e próspera em todas as áreas. Vamos descobrir como exercitar isso em sala de aula? 48 Autobiografia e atividades de escrita reflexiva permitem explorar experiências, pensamentos e sentimentos. Desenhos e expressão artística oferecem oportunidades de acesso a emoções e pensamentos de forma não verbal. Jogos de autoconhecimento incentivam a reflexão e exploram o autoconhecimento de forma lúdica e interativa. E tem mais: o compartilhamento de experiências e ideias em sala de aula ajuda a promover a diversidade de perspectivas e, ao permitir a expressão de opiniões e vivências, a fortalecer a autoconfiança de crianças e jovens. 49 Conhecimento do eu e do próximo Quando as crianças vivem suas primeiras experiências sociais, na família, na escola ou com outras pessoas, começam a entender mais sobre elas mesmas e sobre os outros. Elas conseguem se diferenciar e se identificar como seres individuais e sociais. Para saber a importância da compreensão do eu e do próximo e da troca de experiências para a construção de relacionamentos saudáveis, assista ao vídeo no AVA! Confira também estraté- gias para colocar isso em prática na sala de aula. A seguir, você pode acompanhar a transcrição do vídeo. Transcrição A interdisciplinaridade é uma prática pedagógica que facilita o aprendizado dos alunos. Mas o que ela tem a ver com a Educação Socioemocional? A Base Nacional Comum Curricular prevê a interdisciplinaridade já na educação infantil, com a abordagem “o eu, o outro e o nós”. Para desenvolver o conhecimento do eu e do próximo, é preciso criar estratégias. Elas ajudarão a compreender o que uma pessoa pensa sobre identidade, personalidade, sentimen- tos e experiências de outra pessoa. Essa é uma habilidade valiosa para criar relações interpessoais saudáveis. Além disso, ela é essencial em contextos pessoais, educacionais e de trabalho. Mas como podemos desenvolver isso nos estudantes? Através da empatia, da audição ativa, da observação não verbal, da comunicação aberta, do respeito à diversidade e das perguntas reflexivas. A empatia é o saber se colocar no lugar do outro, tentando compreendê-lo. Já a audição ativa é essencial para compreender o que o outro está expressando. Essa compreensão também pode ser alcançada com a observação não verbal. 50 As emoções e sentimentos podem ser compreendidos inclusive por meio da linguagem corpo- ral, tom de voz e expressões faciais. Estimular a comunicação aberta entre os alunos também é importante. Afinal, através da comunicação é possível encorajar o outro a compartilhar pensamentos e emoções. Além disso, acaba se criando um ambiente de confiança. Já em relação à diversidade, é preciso respeitar as diferenças de crenças, valores e cultura, evitando pré-julgamentos. Por fim, podemos levantar perguntas reflexivas, que levam o aluno a pensar sobre seus pensa- mentos, sentimentos e ações. Isso provoca um entendimento mais profundo sobre si mesmo e os outros. Também possibilita um feedback construtivo e respeitoso, favorecendo o cresci- mento pessoal do outro. Ao trabalhar essas questões, a criança aprende muitas coisas desde cedo. É o caso de trocar experiências, lidar com a pluralidade, a diversidade e o respeito. Que tal trabalhar isso em sala de aula? Pensar, aproveitar, formular, criticar e incentivar Para desenvolver o pensamento crítico, é importante aprender a refletir. Isso pode aconte- cer em situações simples do dia a dia, como decidir o que comprar, escolher um emprego ou planejar uma tarefa. A seguir, acompanhe um exemplo aplicado no ambiente de ensino. 51 Imagine um aluno que faz uma apresentação na escola e, depois, revisa como foi. Ele percebe que teve momentos em que não se comunicou tão bem com a turma. Em vez de culpar fatores externos, o aluno assume a responsabilidade por melhorar. Ele não apenas identifica os problemas, também tenta entender por que eles aconteceram. Pode ter sido falta de preparo, nervosismo ou desconhecimento de um assunto. Para não desanimar, ele cria um plano de ação que contempla buscar feedback de colegas, professores e ler mais sobre o tema. Ele mostra vontade de apren- der com os erros e se tornar melhor ao longo do tempo. Perceba como a prática do pensamento crítico pode ser aplicada em diferentes situações de aprendizado e permite, além da identificação de problemas, a bus- ca por soluções e a evolução contínua. 52 Limitações do ser humano As competências socioemocionais se inter-relacionam e contribuem para o desenvolvimento integral do estudante. O mapeamento atento do profissional da educação em sala de aula é fundamental para ajudar os estudantes a superaremconflitos internos. Uma criança com problemas emocionais, que não se sente pertencente àquele ambiente ou acolhida, provavelmente terá um desenvolvimento acadêmico abaixo do esperado. As limitações pessoais, especialmente no ambiente de ensino, podem variar de pessoa para pessoa e incluir diversos motivos. A seguir, conheça algumas que podemos encontrar em sala de aula, assim como as estratégias para lidar com elas. Dificuldade de aprendizagem Quando uma criança apresenta dificuldade em aprender e absorver novos conheci- mentos, não significa que ela é menos ca- paz, mas que precisa de mais suporte para um processo de ensino-aprendizagem eficaz. Usar recursos de apoio e desen- volver métodos de estudo diferenciados ajudam a reduzir essas dificuldades. 53 Saúde mental Problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, podem afetar o desempenho escolar. Buscar suporte profissional e estabelecer práticas de autocuidado e atividades que promovam o autoconhecimento são maneiras de enfrentar esses desafios. Barreiras econômicas Dificuldades econômicas podem impactar o acesso a materiais didáticos, oportunidades extracurriculares e até mesmo à alimentação. Investigar a possibilidade de ajuda financeira pode contribuir para minimizar o problema. Atitudes otimistas e metas Integrar atitudes otimistas no ambiente de ensino cria um cenário propício para o sucesso, a realização pessoal e o engajamento. E como você pode fazer isso? Descubra a seguir. 54 01 Defina metas realistas alinhadas a sua realidade e a seus valores e mensure objetivos de curto, médio e longo prazo. 02 Crie projetos em que haja engajamento, responsabilidade e participação ativa. 03 Mantenha o foco nas oportunidades! Mesmo diante de desafios, direcione a mente às oportunidades que aparecem, ainda que pequenas. 55 04 Tenha uma visão positiva! Celebre as pequenas conquistas, adapte-se às mudanças e crie planos de ação para alcançar as metas. Para atender às necessidades atuais e desenvolver projetos que incentivem o otimismo e a busca por metas, podemos considerar algumas iniciativas. Conheça algumas delas: Parcerias com a comunidade para palestras sobre o meio ambiente. Feira de ciências ambientais para promover a pesquisa e a criatividade. Campanhas de conscientização sobre o cuidado com o meio ambiente na instituição de ensino. Aqui, entendemos como o autoconhecimento pode fortalecer o senso de pertencimento da criança consigo mesma e com o meio que a cerca, especialmente no ambiente de ensino. Nesse cenário, lembre-se da importância do acolhimento para o bom desempenho escolar. Na sequência, vamos falar sobre o autocontrole. Como podemos ajudar os estudantes a de- senvolverem essa habilidade essencial? Vamos descobrir! 56 Autocontrole O principal objetivo da BNCC é a formação completa dos estudantes, não apenas em relação às práticas pedagógicas, mas nos aspectos social e emocional. Por isso, a competência do autocontrole é imprescindível no contexto das instituições de ensino. Gerenciar emoções é saber quando e como agir em diferentes situações. Isso significa ter consciência do que se sente, entender por que se sente dessa forma e saber controlar essas emoções de maneira adequada. 57 Para desenvolver essa habilidade em sala de aula, precisamos garantir que as práticas pedagógicas desenvolvam o cognitivo e o social juntos. Um exemplo é adotar um ensino inclusi- vo, que considera diferentes formas de aprendizado e cria um ambiente no qual as crianças se sentem acolhidas, valoriza- das e integradas. A seguir, confira estratégias para desenvolver o autocontrole no ambiente de ensino. 01 Estimule a respiração profunda e lenta para acalmar as emoções e controlar a raiva. 58 02 Proponha o uso de um diário para registrar as emoções e estimular o autoconhecimento. 03 Promova apresentações teatrais. A dramatização permite reagir a diversas situações desafiadoras, estimula a autoestima, a comunicação e a autonomia. Que tal se aprofundar na temática do autocontrole? O livro O poder do autocontrole: a chave para dominar os seus pensamentos, de William George Jordan, apresenta reflexões impor- tantes. Aproveite a leitura! Conhecendo seus limites, frustrações, emoções e sentimentos Conhecer seus limites é parte da autoconsciência. Entender quem você é, suas paixões, limitações, crenças, frustrações, emoções e seus sentimentos contribui para uma vida mais plena e equilibrada. 59 No ambiente de ensino, os profissionais da educação desempenham um papel essencial ao ajudar os estudantes a compreenderem suas emoções, aptidões e limitações. Isso os capacita a lidar com momentos difíceis, incertezas e frustrações e a construir relações de confiança. Quando se sentem acolhidos, crianças e jovens tendem a compartilhar mais sobre suas emoções. Os profissionais da educação também podem auxiliar os estudantes a estabelecer metas pessoais, acadêmicas e profissionais. Essas metas orientam os passos a serem dados, além de incentivarem a criatividade e o instinto e contribuírem para o desenvolvimento da autorregulação. Reciprocidade A reciprocidade envolve a troca mútua, dar e receber. Ao reconhecer limites, emoções e sen- timentos, os estudantes também aprendem a perceber e a considerar os sentimentos e as necessidades dos demais. Isso promove um ambiente de reciprocidade e empatia. 60 Ao cultivar essa troca, os profissionais da educação incentivam a reflexão dos estudantes so- bre si, a compreensão e o respeito pelos outros e, assim, a criação de relações mais equilibra- das e saudáveis na comunidade escolar. A próxima etapa da nossa jornada é a autogestão, uma habilidade que convida os estudantes a explorarem ainda mais o controle sobre suas ações, emoções e relações. 61 Autogestão A educação socioemocional envolve a gestão das emoções, parte fundamental das cinco com- petências propostas pela BNCC, implementadas no contexto de ensino em 2020. Uma dessas competências é a autogestão, cujo objetivo é capacitar os estudantes a lidarem com o estresse, controlar impulsos e definir metas. 62 Ao longo da jornada escolar, crianças e adolescentes enfrentam diversas situações estressantes, como testes, avaliações, provas, trabalhos e seminários. Tudo isso com prazos! Nesse cenário, é fundamental aprender a se organizar desde cedo. É normal que, na educação infantil, as crianças tenham uma agenda para acompanhar eventos, trabalhos, apresentações etc. E por que não incentivar os estudantes a adotarem uma agenda como parte essencial de sua rotina? Uma agenda pode ajudar na organização diária, o que inclui eventos e compromissos, e na criação de metas de curto prazo e de planos para evitar frustrações. Para exercitar a autogestão, procure entender o que os estudantes já sabem para planejar propostas desafiadoras e promover projetos que permitam a eles explorar suas habilidades e conhecer melhor suas capacidades e limitações. 63 O que leva o ser humano ao estresse e o que a im- pulsividade pode causar Para cada pessoa, há um limite mental e físico. Quando esse limite é ultrapassado, é comum ocorrer o que conhecemos como estresse. O estresse afeta o corpo e a mente e pode acarretar consequências significativas ao longo da vida, assim como a impulsividade. Essa, por sua vez, consiste em agir sem pensar, guiar-se pelas emoções do momento. 64 Confira alguns fatores que podem influenciar a impulsividade: As consequências da impulsividade podem ser prejudiciais e incluem escolhas inadequadas, endividamento devido a compras por impulso, problemas nas relações interpessoais e pre- juízo à saúde mental, com ansiedade e até depressão. Para lidar com a impulsividade dos estudantes, é importante levá-los a refletir sobre suas ações anteriores, adotar estratégias para desenvolver a autorregulação, a reflexãoe o autocontrole. Algumas ações podem ajudar crianças e adolescentes impulsivos no ambiente de ensino. A seguir, conheça quais são elas. 65 01 Estabeleça expectativas claras. 02 Promova diálogos abertos. 03 Introduza o conteúdo das aulas de maneira transparente. 66 04 Ofereça pausas para reflexão. No ambiente de ensino, é comum os estudantes manifestarem impulsividade por meio de ações como gritar, interromper a aula, ofender colegas ou se envolver em brigas. Nesse cenário, o profissional da educação tem como papel guiar os estudantes para uma reflexão prévia sobre suas atitudes e incentivá-los a pensar antes de agir. A próxima competência socioemocional importante de ser trabalhada nos ambientes de ensi- no é a autoconsciência. 67 Autoconsciência A autoconsciência é um reflexo das nossas crenças e valores adquiridos ao longo da vida, por meio de experiências e interações com o ambiente ao nosso redor. Desenvolver a autoconsciência permite compreender o certo e o errado, resolver problemas, cultivar o autocontrole e a empatia e avaliar nossas habilidades para diferentes tarefas. A autoconsciência é fundamental para crianças e adolescentes, porque influencia o sucesso pessoal e profissional deles. Muitas vezes, as crianças crescem sem ter uma noção clara de sua trajetória. Promover ativi- dades nesse sentido pode ajudá-las estudantes a compreender melhor sua própria identidade e a reconhecer a riqueza da diversidade presente em suas histórias de vida. A seguir, confira exemplos de atividades. 68 Pesquisas sobre história familiar, tradições, valores e crenças. Construção de uma árvore genealógica. Entrevistas e diálogos com familiares. Valorização da pluralidade As pessoas enxergam o mundo de maneiras diferentes. Por isso, é essencial analisar se o que é praticado na sociedade está alinhado às nossas crenças e nossos valores. Além disso, é importante valorizar as distintas características étnicas e culturais de cada grupo, reconhecer que cada indivíduo faz parte de um grupo social e que essas diferenças contribuem para o conhecimento e enriquecimento de nossa sociedade. E como abordar a diversidade cultural em sala de aula? Por meio de atividades significativas: que tal propor uma feira cultural e tratar da diversidade do nosso país? Essa atividade pode incluir discussões sobre questões sociais, legislações nacionais e internacionais, aspectos culturais e identidade de gênero. 69 Situações conflituosas e trabalho em equipe Entender nossas limitações e as do outro é essencial para atuar em equipe, buscar soluções para problemas e oferecer ferramentas para o crescimento dos envolvidos. As competências socioemocionais, por exemplo, são ferramentas que auxiliam em situações de conflito. Nesse cenário, é importante debater em sala de aula temas como bullying, diver- sidade e direitos humanos. Bullying é um comportamento que tem por objetivo humilhar, diminuir e prejudicar o outro. Bullying é um desafio nas instituições de ensino e gera muitas dúvidas. Chamar um colega de “gordo” repetidamente não é uma brincadeira inocente, mas um ato que requer uma abordagem colaborativa de toda a equipe para levar os estudantes à reflexão e promover uma educação pau- tada na empatia e no respeito. Solução de problemas Todas as pessoas enfrentam problemas na vida acadêmica, em casa ou no trabalho. Nesse sentido, é importante buscar soluções com cuidado e sabedoria. 70 Para resolver problemas de forma eficaz, é crucial contar com a participação ativa das partes envolvidas, enfatizando especialmente a comunicação efetiva e a empatia. Através da comunicação não violenta, por exemplo, podemos resolver conflitos de maneira pacífica e construtiva. A comunicação não violenta foi desenvolvida pelo psicólogo Marshall Bertram Rosenberg e incentiva as pessoas a se responsabilizarem por suas próprias emoções e necessidades, pro- movendo uma comunicação mais autêntica e respeitosa. Para conhecer os principais elementos da comunicação não violenta, veja a seguir. Observação Descrever objetivamente o que está acontecendo, evitando julgamentos e avaliações. Falar sobre fatos concretos e específicos. Sentimentos Identificar e expressar os sentimentos que estão surgindo em relação à situação, sem culpar os outros por esses sentimentos. Reconhecer a própria responsabili- dade emocional. 71 Necessidades Identificar as necessidades que estão por trás dos sentimentos. Todos têm neces- sidades básicas, como segurança, autonomia, conexão emocional, etc. Reconhecer essas necessidades é fundamental. Pedido Fazer pedidos claros e específicos, em vez de exigir ou criticar. Os pedidos devem ser concretos, realizáveis e respeitar as necessidades de todas as partes envolvidas. Porém, caso o conflito seja inevitável ou haja uma situação de exclusão, é possível agir de algumas formas: Conflito Em caso de conflito entre estudantes, promova a reflexão e o diálogo entre eles para que expressem suas perspectivas, emoções e entendimentos sobre o ocorrido. Isso pode ajudar a compreender as motivações por trás do conflito. 72 Exclusão Em situações de exclusão, é necessário que todos os envolvidos lidem com o problema para que ele seja resolvido de maneira eficaz, por meio de estratégias que integrem o estudante excluído o mais rápido possível e incentivem a promoção de um ambiente inclusivo e acolhedor. Para isso, podemos criar oportunidades para que o aluno partici- pe de grupos, clubes ou projetos escolares, permitindo que ele construa relacionamen- tos com os colegas. Chegou a hora aplicar os conceitos que aprendemos até aqui. Acesse o AVA e escute o podcast para analisar a situação a partir dos conhecimentos que você adquiriu neste módulo. A seguir, você pode conferir a transcrição do podcast. Transcrição Você já deve ter percebido que ensinar vai muito além de repassar conteúdos aos estudantes. Afinal, além de proporcionar conhecimento, a sala de aula também precisa ser um local de acolhimento. Mas será que você conseguiria lidar com uma situação na qual encontra um aluno chorando no banheiro? Para entender melhor o que aconteceu nesse caso, mantenha sua escuta ativa. Imagine que, no intervalo das suas aulas, você foi ao banheiro e ouviu um choro copioso. Era Eduardo, um aluno com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, o famoso TDAH. Ao perguntar sobre o que aconteceu, você soube que esse estudante foi excluído do seu grupo de amigos por causa dessa sua condição. Esses colegas alegaram para Eduardo que não gostariam de tê-lo no grupo de trabalho porque ele não aguentaria a pressão. 73 Você acolheu esse aluno, mas sabe que precisa buscar outras soluções para esse caso. Com base nessa situação, reflita e responda uma atividade sobre qual posição a instituição de ensi- no deve tomar. Diante da situação apresentada no podcast, qual posição a instituição de ensino deve tomar? Suspender os alunos e convocar seus responsáveis para entender o contexto familiar. Suspender os alunos e promover atividades de esclarecimento, empatia e ética para combater o bullying. Advertir e conversar com os envolvidos. Educar para a democracia, a ética, a igualdade e a sensibilidade. A seguir, vamos para o encerramento do módulo! 74 Encerramento do módulo No Módulo 2, você aprendeu sobre as competências socioemocionais necessárias para uma vida equilibrada e a importância de integrá-las à educação de crianças e jovens. Entender as emoções, aceitar as limitações e explorar suas próprias identidades são passos essenciais para o processo de aprendizado. Quando enfrentamos desafios e temos um bom domínio emocional, conseguimos lidar com eles da melhor maneira possível. 75 Agora, é o momento de colocar em prática tudo o que aprendemos. Use o conhecimento adquirido para criar estratégias que promovam a saúde mental e emocionalem sala de aula. Sempre que quiser relembrar os principais temas vistos aqui, tenha em mãos o mapa mental disponível a seguir. Educação Socioemocional Competências socioemocionais como fator de proteção à saúde mental Competências socioemocionais são capacidades individuais demonstradas na forma como pensamos, sentimos e agimos conosco e com os demais. Por que integrar as competências socioemocionais ao conteúdo? Autoconhecimento Autogestão Autocontrole Autoconsciência Quais são as competências importantes para o desempenho escolar? Para que crianças e adolescentes aprendam a lidar com suas emoções, filtrar informações, tomar decisões e se relacionar de forma saudável. Permite criar um senso de pertencimento da criança consigo mesma e com o ambiente ao seu redor. Como desenvolver em sala de aula? Autobiografia e atividades de escrita reflexiva, desenhos e expressão artística, jogos de autoconhecimento e compartilhamento de experiências e ideias. Capacita os estudantes para lidar com o estresse, controlar impulsos e definir metas. Como desenvolver em sala de aula? Como desenvolver em sala de aula? Incentivo ao uso de agenda como parte essencial da rotina, propostas desafiadoras e projetos que permitam explorar habilidades, capacidades e limitações. Permite saber quando e como agir em diferentes situações. Como desenvolver em sala de aula? Como desenvolver em sala de aula? Ensino inclusivo, estímulo à respiração profunda e lenta, ao uso de um diário para registrar as emoções e atividades teatrais. Reflexo de crenças e valores adquiridos ao longo da vida. Como desenvolver em sala de aula? Pesquisas sobre a história familiar, tradições, valores e crenças, construção de árvore genealógica, entrevistas e diálogos com familiares. Determinação Foco Persistência Responsabilidade Empatia Respeito Curiosidade para aprender As competências socioemocionais são flexíveis e podem se transformar ao longo da vida. O poder do autocontrole: a chave para dominar os seus pensamentos Dica de livro 76 Educação Socioemocional Competências socioemocionais como fator de proteção à saúde mental Competências socioemocionais são capacidades individuais demonstradas na forma como pensamos, sentimos e agimos conosco e com os demais. Por que integrar as competências socioemocionais ao conteúdo? Autoconhecimento Autogestão Autocontrole Autoconsciência Quais são as competências importantes para o desempenho escolar? Para que crianças e adolescentes aprendam a lidar com suas emoções, filtrar informações, tomar decisões e se relacionar de forma saudável. Permite criar um senso de pertencimento da criança consigo mesma e com o ambiente ao seu redor. Como desenvolver em sala de aula? Autobiografia e atividades de escrita reflexiva, desenhos e expressão artística, jogos de autoconhecimento e compartilhamento de experiências e ideias. Capacita os estudantes para lidar com o estresse, controlar impulsos e definir metas. Como desenvolver em sala de aula? Como desenvolver em sala de aula? Incentivo ao uso de agenda como parte essencial da rotina, propostas desafiadoras e projetos que permitam explorar habilidades, capacidades e limitações. Permite saber quando e como agir em diferentes situações. Como desenvolver em sala de aula? Como desenvolver em sala de aula? Ensino inclusivo, estímulo à respiração profunda e lenta, ao uso de um diário para registrar as emoções e atividades teatrais. Reflexo de crenças e valores adquiridos ao longo da vida. Como desenvolver em sala de aula? Pesquisas sobre a história familiar, tradições, valores e crenças, construção de árvore genealógica, entrevistas e diálogos com familiares. Determinação Foco Persistência Responsabilidade Empatia Respeito Curiosidade para aprender As competências socioemocionais são flexíveis e podem se transformar ao longo da vida. O poder do autocontrole: a chave para dominar os seus pensamentos Dica de livro 77 Você concluiu o Módulo 2. No próximo módulo, vamos aprender a identificar possíveis proble- mas emocionais nos estudantes e conhecer redes de apoio adequadas para encaminhamento. Gabarito: D O papel da instituição de ensino é promover meios que evitem a prática do bullying. Para tan- to, existem diversas formas de abordar esse tema. Uma delas é desenvolver as competências socioemocionais. Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos e encaminhamento na rede de apoio Módulo 3 79 Módulo 3: Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos e encaminhamento na rede de apoio Se você já acolheu um estudante que passava por um problema emocional, sabe o quanto é importante conhecer os documentos oficiais que abordam esse tipo de situação. Afinal, eles orientam sobre os melhores caminhos a serem seguidos. Entre esses documentos, podemos citar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Estatuto da Criança e do Adolescente. A seguir, saiba mais sobre eles. Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Em sua totalidade, a BNCC nos traz ferramentas para trabalhar e promover a pre- venção e a recuperação da saúde mental, em concordância com o currículo escolar. Estatuto da Criança e do Adolescente O Estatuto da Criança e do Adolescente (Brasil,1990), em seu artigo 7º, garante o direito à proteção à vida e à saúde, mediante políticas sociais públicas. Isso quer dizer que a instituição de ensino tem um papel importante nesse processo, pois deve promover estratégias que garantam o bem-estar físico, social e mental da comunidade escolar. 80 Para encaminhar um estudante à rede de apoio, precisamos seguir alguns passos. Neste módulo, vamos saber mais sobre isso. Identificação de possíveis problemas emocionais nos alunos Embora já estejamos no século XXI, vivendo a chamada educação 4.0, que insere o aluno como protagonista do aprendizado, ainda encontramos dificuldades de abordar o tema da saúde mental. A educação 4.0 trouxe uma mudança significativa na forma como concebemos a educação e preparamos os alunos para os desafios do século XXI, no qual a tecnologia passou a desem- penhar um papel fundamental em todas as esferas da vida. Porém, precisamos romper essa barreira e compreender que nossos estudantes precisam se sentir acolhidos e seguros, para que seus problemas sejam identificados e tratados. Muitos dos problemas emocionais acarretam dificuldades de aprendizagem, problemas com- portamentais e de conduta. Por isso, é muito importante promover atividades que abordem algumas questões: 81 Questões socioemocionais, como a tomada de decisão responsável e o autoconhecimento. Funções executivas, como a resolução de problemas, a organização e o planejamento. Baixa autoestima. Identificar e mudar pensamentos negativos a fim de promover uma visão mais positiva de si. Que tal usar os jogos em sala de aula? Um exemplo são xadrez e as damas, jogos que envolvem estratégia, raciocínio lógico, tomada de decisão, autocontrole e autorregulação. Converse com a coordenação sobre a possibilidade de promover campeonatos desses jogos. Outra estratégia que pode ser usada é a pedagogia afetiva, já que não há aprendizagem sem afeto. 82 A pedagogia afetiva é uma abordagem educacional que enfatiza a importância das emoções no processo de ensino e aprendizagem. Além disso, por meio do relacionamento, é mais fácil identificar problemas emocionais e com- portamentais no estudante. Isso porque, ao estabelecer vínculos, é possível conhecer o aluno. Criar projetos na instituição é uma forma de desenvolver a saúde mental dos alunos. Você pode abordar as emoções com avaliações formativas, que identificam o estado emocional do aluno, ou debater temas como ansiedade, depressão e bullying. Para tratar das emoções, use as artes plásticas, a música, a escrita e o teatro. Cuidados com a saúde mentaldas crianças e dos adolescentes A infância e adolescência são fases cruciais para o desenvolvimento da saúde mental. Por isso, os cuidados com a saúde mental das crianças e adolescentes são muito importantes. Uma for- ma de assegurar esse cuidado se dá através da promoção de políticas públicas nessa área. 83 Um exemplo de política pública a ser implementada é o estabelecimento de equipes multidis- ciplinares nas escolas, com psicólogos, assistentes sociais, conselheiros educacionais e profis- sionais de saúde mental, para oferecer suporte aos alunos. Além de políticas públicas, é possível abordar a saúde mental de outras formas. Saiba como a seguir. Promover a equidade, o respeito e a diversidade é de extrema im- portância para se abordar as questões emocionais em sala de aula. 84 Os estudantes precisam se sentir pertencentes à comunidade escolar para que se sintam seguros e dispostos a mudanças. | Trazer os estudantes para atuar ativamente na escola, participar de projetos, feiras e pesquisas, para promover seu conhecimento sobre diversos assuntos. Isso faz com que desenvolvam sua autonomia, a tomada de decisão, a autoconsciência e a empatia. 85 Como identificar sinais Uma das etapas mais importantes no acolhimento ao estudante que está passando por algum tipo de sofrimento é a identificação de sinais. Para nos ajudar nisso, podemos contar com a ajuda da neurociência. Para entender melhor como a neurociência pode ajudar a identificar um estudante em sofri- mento, assista ao vídeo no AVA! A seguir, você pode conferir a transcrição do vídeo. Transcrição Muito além do isolamento, a pandemia de Covid-19 agravou muitos quadros relacionados à saúde mental. Isso atingiu também as instituições de ensino, que precisaram lidar com es- tudantes que tiveram suas rotinas familiares afetadas. É o caso de Rafael, que passou a apre- sentar um comportamento agressivo em sala de aula. Para conhecer melhor essa situação, mantenha sua escuta ativa! Hoje vamos conhecer a história de Rafael, um aluno que não cos- tumava causar problemas antes da pandemia. Ele era muito amigável e nunca havia se metido em confusão. Porém, depois do surto de Covid 19, Rafael passou a apresentar um comporta- mento agressivo e baixo rendimento. Ao acolher esse aluno, a instituição de ensino descobriu que os pais de Rafael haviam perdido o emprego durante a pandemia, o que causou muitos conflitos em casa. Isso acabou refletindo em Rafael, que se tornou um estudante agressivo na volta às aulas. Com base nessa situação, reflita e responda uma atividade sobre quais atitudes você tomaria para ajudar Rafael. 86 No filme Cisne Negro (2010), a protagonista costuma se ferir, como se o ato trouxesse alívio para um momento de dor emocional. É uma boa dica de filme para ser debatido em sala de aula. Tristezas, autolesões, mudanças físicas inex- plicáveis, agressividade etc. Muitas crianças e adolescentes precisam lidar com diversos sentimentos em seu dia a dia. A seguir, conheça alguns deles. 87 01 Tristeza 02 Baixa autoestima 03 Ansiedade 04 Abusos 05 Discriminação 06 Maus tratos 88 07 Exposição a ambientes violentos Compreender o contexto no qual nossos alunos estão inseridos nem sempre é tão fácil, mas podemos lançar mão de algumas estratégias: Apresentar textos e figuras que abordem a violência doméstica, a desigualdade social ou o racismo. Desenhar um mapa social do contexto no qual os estudantes es- tão inseridos e refletir sobre isso. Assistir a vídeos, ouvir podcasts e outras mídias que apresentem o tema do preconceito e propor uma reflexão. Você também deve ter atenção a sentimentos de tristeza e agressividade gerados por distúrbios de humor; frustração; impulsividade; dificuldades de aprendizagem; não aceitação de condições; e mudanças (como a separação dos pais). Tudo isso é influenciado por alguns fatores, como problemas psiquiátricos, reações e o contexto social. 89 Infelizmente, algo que acontece com frequência é a autolesão. O estudante aluno pode se morder e se cortar, queimar a pele e se esconder atrás de camisetas de mangas longas e calças. Nesses casos, tente dialogar com diretores e coordenadores e com a família. Em última instância, procure o Conselho Tutelar. A seguir, saiba mais sobre os encaminhamentos na rede de apoio. 90 Encaminhamentos na rede de apoio Vimos que o acolhimento é fundamental para o estudante que está passando por algum sofri- mento. Porém, você sabe o que fazer ao notar alterações importantes no comportamento de um estudante? Sempre comunique a direção e a família e encaminhe o estudante a um serviço especializado. O encaminhamento é vital para garantir o bem-estar dos alunos em sua totalidade. Esse cuidado está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 2023. Vamos entender melhor como isso aparece na lei? O capítulo IV do Estatuto da Criança e do Adolescente informa que a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, ao preparo para o exercício da cidadania e à qualificação para o tra- balho. Logo, é papel da família e da escola garantir esse direito e ter o cuidado de perceber qualquer anormalidade comportamental do aluno, ou, ainda, evasão escolar e baixo rendimento. 91 Quais são as redes de apoio e para que servem? Além das leis que garantem os direitos das crianças e dos adolescentes, você pode contar com o apoio de estabelecimentos que fazem parte da chamada rede secundária e intermediária. A seguir, conheça quais são eles. Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) destina-se à prestação de serviços e de programas socioassistenciais de proteção social básica às famílias e aos indivíduos. Conselho Tutelar O Conselho Tutelar é responsável por fiscalizar situações de descumprimento dos direitos das crianças e adolescentes e faz os encaminhamentos necessários. Secretaria de Educação A Secretaria de Educação tem a responsabilidade de acompanhar o rendimento escolar dos estudantes, além de incentivar e implementar projetos institucionais que visem ao seu pleno desenvolvimento. 92 Unidade Básica de Saúde A Unidade Básica de Saúde faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS). Nela, são con- duzidas ações de prevenção à saúde mental, além de atendimento a crianças, adoles- centes, entre outros procedimentos, como saúde da mulher, planejamento familiar, pré-natal, entre outros. Vara da Infância e da Juventude A Vara da Infância e da Juventude é um órgão composto por entidades da sociedade civil que visam monitorar as políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes. Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é responsável por cuidar da saúde mental de crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade. 93 Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente apura crimes de estupro, abuso sexual, agressão, violência doméstica, tortura, entre outros crimes contra crianças e adolescentes. Serviço de Proteção Social Especial (SPSE) O Serviço de Proteção Social Especial (SPSE) cuida de situações que merecem um olhar diferenciado, como: crianças que precisam ser afastadas de seus familiares, situação de abandono, violência sexual, física e psicológica, cumprimento de medidas socioedu- cativas, entre outros. Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSI) O Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSI) é um órgão responsável por oferecer cuidados integrais a crianças e adolescentes com transtornos psíquicos. 94 A importância do encaminhamento realizado pela escola ao serviço responsável Por participar de uma sociedade, o estudante precisa ser compreendido em sua totalidade, não apenas pelo seu rendimento escolar. Assim,