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Derrame pleural venda proibida Introdução e definição O derrame pleural é o acúmulo suprafisiológico de líquido no espaço pleural. Isso acontece pelo excesso na produção ou falta de reabsorção do líquido. A densidade do líquido é maior do que a do ar, justificando o seu acúmulo em bases pulmonares. Sinais e sintomas A suspeita do derrame pleural se dá pela história de dispneia intensa, tosse seca, dor pleurítica ou trepopneia (dispneia que se alivia quando o paciente deita do lado do derrame). Ao exame físico, haverá redução ou abolição do murmúrio vesicular, macicez à percussão, frêmito toracovocal reduzido. # BIZU: esses sinais só são encontrados quando as coleções são maiores que 300 mL. venda proibida A radiografia é o primeiro exame a ser solicitado. Na posição ortostática (PA e perfil), o líquido vai se acumular nas bases, obliterando o seio costofrênico, ocorrendo em derrames com > 200 mL. Exames complementares Nas radiografias abaixo pode-se visualizar áreas radiopacas em base sugestivas de derrame pleural. Na incidência de Laurell (quando a radiografia é feita com o indivíduo em decúbito lateral), coleções > 50 mL já são visíveis. # BIZU: O exame de imagem auxilia a partir da apresentação clínica e não deve ser analisado isoladamente! venda proibida Se o paciente estiver sintomático, apresentando dispneia intensa, deve-se proceder para a toracocentese de alívio. Outro critério é se o derrame pleural for > 1 cm na radiografia em decúbito lateral Observação importante: não se deve retirar > 1500 mL de uma vez, pois pode acontecer edema pulmonar de reexpansão. # BIZU: diferença entre toracocentese e toracostomia: • Toracocentese: introdução de uma agulha/cânula/cateter no espaço pleural com objetivo de remover fluidos ou ar • Toracostomia: criação de uma comunicação entre a cavidade pleural e o exterior por meio de um dreno. Quer saber mais sobre esses procedimentos? Assista a aula de ‘’Toracocentese e drenagem torácica’’ aqui no módulo de procedimentos do TPSZ Para auxiliar no diagnóstico, deve-se fazer a toracocentese diagnóstica. Algumas possíveis causas do derrame pleural são: Pancreatite Insuficiência cardíaca Cirrose Pneumonia Tuberculose Neoplasia O derrame pode ser exsudativo ou transudativo. venda proibida A análise macroscópica é feita no momento da coleta, podendo indicar possíveis etiologias, como na imagem: Exsudativo: ocorre quando fatores locais estão alterados. Exemplo: inflamação do pulmão ou da pleura, resultando em extravasamento do líquido para o espaço pleural (pneumonia) ou quando há diminuição na drenagem linfática (neoplasia) Transudativos: acontece por fatores sistêmicos. Exemplo: aumento da pressão hidrostática (insuficiência cardíaca), ou redução da pressão oncótica (hipoproteinemia), aumento da pressão negativa intrapleural (atelectasia). Depois da coleta do líquido, é necessário fazer a análise, a qual se divide em macroscópica e microscópica. venda proibida 1 e 2 - Citrino: líquido em aspecto habitual de um transudato, geralmente as etiologias são insuficiência cardíaca ou cirrose 3 - Leitoso: pode ser quilotórax (acidente na tentativa da punção do acesso venoso central) 4 e 5 - Purulento: uma das causas principais é o empiema 6 - Hemático: provável etiologia neoplásica, tuberculose ou parapneumônico complicado Critérios de Light (1 presente = exsudato) Proteína líquido/ proteína sérica > 0,5 OU DHL líquido/ DHL sérico > 0,6 OU DHL > 2/3 limite superior sérico Depois da análise macroscópica, o passo a seguir é diferenciar os pacientes que têm causas inflamatórias de derrame (exsudato) daqueles com causas não inflamatórias (transudato). Para essa diferenciação, utiliza-se os critérios de Light. Se o indivíduo possuir um dos critérios, é considerado exsudato. Avaliação microscópica venda proibida Fluxograma Derrame pleural Critérios de Light ExsudatoTransudato Empiema Aspecto de pus Insuficiência cardíaca Cirrose Síndrome nefrótica Insuficiência renal Atelectasia TEP Parapneumônico Tuberculose Neoplásico Pancreatite Hemotórax Quilotórax Corrobora com exsudato Proteína > 3 mg/dL Colesterol > 45 mg/dL venda proibida Se não tiver a dosagem de proteína ou DHL sérico para fazer a comparação, pode-se usar outros parâmetros para considerar exsudato: Proteína do líquido pleural > 3g/dL OU Dosagem do colesterol do líquido pleural > 45 mg/dL Análise laboratorial: o recomendado é a retirada de 50-60 mL de líquido: Bioquímica (5 mL) Microbiologia (20 mL) Citologia (10-25 mL) Além do DHL e proteínas para os critérios de Light, geralmente é solicitado: Contagem celular e diferencial pH e glicose. # BIZU: Os exames laboratoriais que serão solicitados dependem da su speita clínica. Com suspeita de infecção: solicitar bacterioscopia e cultura Se há indícios de neoplasia: solicitar citologia oncótica Pode ser solicitado a mais: colesterol, amilase, triglicerídeos, baciloscopia (BAAR e cultura para M. tuberculosis). venda proibida Celularidade e diferencial Se for predomínio de neutrófilos (>50%) indica processo agudo. Exemplo: derrame parapneumônico, neoplasia (20% dos casos) e embolia pulmonar Enquanto predomínio de linfócito (>50%) indica processo crônico. Exemplo: embolia e neoplasia (80% dos casos) Se > 80% de linfócitos, a tuberculose e linfoma passam a ser os diagnósticos mais prováveis. Glicose e pH pleural Se a glicose estiver consumida ( 35 U/L em pacientes com exsudato linfocitário é altamente sugestivo de tuberculose pleural. Se o ADA > 250 U/L empiema e linfoma passam a ser o diagnóstico mais provável. Derrame pleural sem diagnóstico Se após a história clínica, exame físico, análise do líquido e exames de imagem não houver certeza diagnóstica, 3 estratégias são possíveis de realizar: Observação1. Broncoscopia2. Biópsia da pleura 3. Drenagem de tórax (toracostomia) Após toracocentese diagnóstica, deve-se avaliar a necessidade de toracostomia. Algumas indicações são: Derrame pleural ocupando > que 1/2 do hemitórax na radiografia e refratariedade à toracocentese Derrame loculado (encarceradas por aderências pleurais ou dentro de fissuras pulmonares) visto pela tomografia, ultrassom ou radiografia Aspiração de pus (empiema) pH do líquido pleural 1500 mL, para evitar a síndrome de reexpansão pulmonar Algumas complicações são pneumotórax e hemotórax. Na suspeita de piora clínica do paciente, como desconforto respiratório, é necessário solicitar radiografia de controle. Na dúvida, é válido fazer a toracocentese diagnóstica. A análise do líquido se divide na análise macroscópica e microscópica, com avaliação de parâmetros específicos Caso haja indicação, é necessário realizar a toracostomia, ou seja, drenagem de tórax. venda proibida Referências VELASCO, Irineu Tadeu et al.Medicina de emergência: abordagem prática. 17 ed. Barueri, SP: Manole, 2023. venda proibida