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UC15 - Problema 4
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## Resumo sobre Alterações Metabólicas/Endócrinas e Cuidados Paliativos em GeriatriaEste material aborda as principais alterações metabólicas e hormonais que ocorrem no envelhecimento, com foco especial nas disfunções da tireoide, paratireoide, hipófise, pâncreas, além da diabetes mellitus tipo 2 e seus impactos clínicos, diagnóstico e tratamento. Também são discutidos os critérios da síndrome metabólica e o manejo do hipotireoidismo no idoso, incluindo a tireoidite de Hashimoto, uma das principais causas dessa condição.### Alterações Metabólicas e Hormonais no EnvelhecimentoNo envelhecimento, observa-se uma redução nos níveis dos hormônios tireoidianos T3 e T4, com níveis normais ou elevados de TSH, o que sugere um mecanismo protetor contra o catabolismo, diminuindo o metabolismo basal e aumentando o tecido adiposo, que é metabolicamente menos ativo. Os hormônios tireoidianos são essenciais para o consumo de oxigênio e manutenção da temperatura corporal, e sua diminuição contribui para a maior suscetibilidade à hipotermia e à resposta febril reduzida em idosos. Além disso, o envelhecimento está associado ao aumento do colesterol sérico e das lipoproteínas de baixa densidade, possivelmente devido à queda da função tireoidiana.As glândulas paratireoides mantêm sua função relativamente estável com a idade, embora haja variações étnicas e de gênero nos níveis de PTH e cálcio. Com o envelhecimento, a regulação do cálcio muda: enquanto em jovens a calcemia é mantida pela absorção intestinal, nos idosos ela depende mais da reabsorção óssea, possivelmente devido à menor capacidade do PTH em estimular a vitamina D ativa. A hipófise aumenta de volume, mas apresenta variações individuais em suas funções, e a melatonina, importante para o sono e proteção antioxidante, diminui com a idade.No pâncreas, as alterações morfológicas são mínimas, mas há um aumento leve da glicemia de jejum e uma intolerância à glicose relacionada à diminuição da secreção e da ação da insulina, além da exaustão progressiva das células beta pancreáticas. Isso contribui para o desenvolvimento do diabetes mellitus tipo 2, uma doença poligênica com forte componente ambiental, caracterizada por resistência insulínica e perda progressiva da secreção de insulina.### Diabetes Mellitus Tipo 2: Fisiopatologia, Diagnóstico e TratamentoO diabetes tipo 2 é uma doença multifatorial, com fatores de risco como história familiar, idade avançada, obesidade, sedentarismo, pré-diabetes e componentes da síndrome metabólica (hipertensão, dislipidemia). A resistência à insulina leva a hiperglicemia crônica, acompanhada de hiperglucagonemia, aumento da produção hepática de glicose, disfunção incretínica, aumento da lipólise e deficiência variável na secreção de insulina. Inicialmente, as células beta compensam a resistência com hiperplasia e hipertrofia, mas com o tempo entram em exaustão, levando a um quadro semelhante ao diabetes tipo 1 em estágios avançados.Clinicamente, o diabetes tipo 2 pode ser assintomático por longos períodos, sendo diagnosticado em exames de rotina ou após o aparecimento de complicações crônicas. Os sintomas clássicos (poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso) são menos frequentes. As complicações são divididas em microvasculares (retinopatia, nefropatia, neuropatia e pé diabético) e macrovasculares (doença arterial coronariana, doenças cerebrovasculares e arteriopatia periférica), ambas relacionadas à inflamação endotelial e estresse oxidativo.O diagnóstico baseia-se em exames laboratoriais como glicemia de jejum, teste oral de tolerância à glicose (TOTG) e hemoglobina glicada (HbA1c), com critérios específicos para confirmação. O rastreamento é recomendado pela ADA, com periodicidade variável conforme o risco. O tratamento inicial é não farmacológico, com mudanças no estilo de vida, dieta e atividade física. A terapia medicamentosa é indicada conforme a gravidade, iniciando com metformina e podendo associar outros agentes hipoglicemiantes, incluindo insulina em casos graves.### Hipotireoidismo no Idoso e Tireoidite de HashimotoO hipotireoidismo no idoso é um processo insidioso de falência tireoidiana, caracterizado pela diminuição da disponibilidade dos hormônios tireoidianos nos tecidos, levando a um enlentecimento funcional do organismo. O diagnóstico é desafiador, pois muitos sintomas são inespecíficos e comuns ao envelhecimento, como fadiga, fraqueza, alterações neuropsiquiátricas (humor deprimido, lentidão mental), sintomas metabólicos (aumento do colesterol), cardiovasculares (bradicardia, cardiomegalia) e osteomusculares (miopatia com edema e dor muscular).A etiologia é predominantemente primária, com a tireoidite de Hashimoto sendo a principal causa em regiões sem deficiência de iodo. Outras causas incluem pós-operatório de tireoidectomia, irradiação cervical e uso terapêutico de iodo radioativo. O diagnóstico baseia-se no aumento do TSH, que pode preceder a queda dos hormônios tireoidianos livres. O tratamento deve ser individualizado, iniciando com doses baixas de levotiroxina e progressão lenta, especialmente em idosos com doença cardíaca, para evitar complicações.O hipotireoidismo subclínico, caracterizado por TSH elevado com T4 normal, é comum e pode progredir para o quadro sintomático, especialmente na presença de anticorpos antitireoidianos. O tratamento é recomendado para TSH acima de 10 mU/ml ou em casos específicos, como idosos com depressão ou risco aumentado de doença cardiovascular. A tireoidite de Hashimoto envolve infiltração linfocitária e produção de autoanticorpos que destroem o tecido tireoidiano, inicialmente causando hipertireoidismo transitório devido à liberação dos hormônios armazenados, seguido pelo desenvolvimento do hipotireoidismo.---### Destaques- O envelhecimento promove alterações hormonais que diminuem o metabolismo basal, afetam a termorregulação e elevam o colesterol, com impacto na função tireoidiana e pancreática.- Diabetes mellitus tipo 2 é uma doença multifatorial, caracterizada por resistência insulínica e exaustão progressiva das células beta, com complicações micro e macrovasculares graves.- O diagnóstico do diabetes envolve glicemia de jejum, TOTG e HbA1c, e o tratamento combina mudanças no estilo de vida e medicamentos, incluindo insulina em casos avançados.- Hipotireoidismo no idoso é de difícil diagnóstico devido à sobreposição de sintomas com o envelhecimento, sendo a tireoidite de Hashimoto a principal causa.- O tratamento do hipotireoidismo deve ser cuidadoso e individualizado, com doses menores e progressão lenta para evitar complicações cardiovasculares.

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