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Aula colesterol slides

Anotações sobre colesterol: importância, estrutura e ésteres; vias de síntese (etapas e HMG‑CoA redutase, alvo das estatinas) e regulação; destinos (ésteres, sais biliares) e transporte por lipoproteínas (quilomícrons, VLDL, LDL, HDL), apolipoproteínas e metabolismo de quilomícrons.

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Universidade Federal de Pelotas 
Centro de Ciências Químicas, Farmacêuticas e de Alimentos
Medicina Veterinária 
Colesterol 
1. Importância do colesterol
1. Forte correlação com
os altos níveis no sangue
e incidência de doenças
cardiovasculares.
2. Papel fundamental na estrutura das membranas
celulares modulando sua fluidez.
3. Precursor da vitamina D 
O 7-desidrocolesterol é 
convertido em colecalciferol 
em uma reação dependente 
de luz solar.
4. Precursor dos hormônios esteróides
Estradiol, cortisol e 
testosterona
4. Precursor dos sais biliares
Sais biliares são 
sintetizados no fígado 
e secretados para a 
vesícula biliar.
......é muito importante para os organismos 
manterem um suprimento contínuo de 
colesterol.
O fígado tem um papel central na homeostasia
do colesterol.
O colesterol não é necessário na dieta dos 
mamíferos, pois o fígado pode sintetizá-lo a 
partir de precursores mais simples.
O colesterol é eliminado a partir do fígado pela 
bile, sem sofrer modificações ou na forma de 
sais biliares. 
2. Estrutura do colesterol
Núcleo Esteroide
A maior parte do colesterol 
circulante é encontrado na 
forma de ésteres de 
colesterol 
(com um ácido graxo 
ligado).
Não ocorrem nas 
membranas.
Bem mais hidrofóbico, 
transportados associados 
com lipoproteínas.
ÉSTERES DE COLESTEROL:
Ácido graxo
3. Síntese do colesterol
O colesterol é sintetizado praticamente por todos os 
tecidos, embora o fígado, o intestino, o córtex adrenal, 
testículos e ovários sejam os maiores contribuintes 
para a produção desta molécula no organismo.
A síntese ocorre no citoplasma com enzimas 
presentes tanto no citosol como nas membranas do 
retículo endoplasmático. 
condensação
conversão
polimerização
ciclização
Reações: 
1. Condensação do Acetil-CoA para formar o mevalonato:
HMG-CoA redutase proteína 
do retículo endoplasmático 
liso com o sítio catalítico 
projetando-se para o 
citosol. 
Ponto de atuação dos 
fármacos para diminuir o 
colesterol. 
Sinvastatina
Atrovastatina
Lovastatina
Pravastatina
Rosuvastatina
2. Conversão do 
mevalonato em 
isoprenos:
3. Condensação de 
isoprenos para 
formar o esqualeno
4. Conversão do 
esqualeno em 
colesterol:
HMG-CoA redutase - Regulada 
pela concentração 
de colesterol intracelular e 
pelos hormônios glucagon e 
insulina.
Altas concentrações de 
colesterol reduz a produção de 
receptor LDL e assim a 
captação de colesterol no 
sangue
4. Regulação da Síntese do colesterol
Uma pequena fração é incorporada 
na membrana dos hepatócitos.
Pode ser exportado 
como ésteres de 
colesterol
Pode ser 
exportado na 
formar de ácidos 
biliares (bile).
5. Destinos do colesterol
Os ésteres de colesterol são formados no fígado pela enzima 
acil-CoA-colesterol aciltransferase (ACAT).
São armazenados no fígado ou
transportados para outros 
tecidos inseridos em partículas 
lipoprotéicas para outros 
tecidos que empregam o 
colesterol
Exportação dos Ésteres de 
colesterol
5.1 Transporte do colesterol por 
lipoproteínas do plasma:
Lipoproteínas plasmáticas:
Complexos esféricos formados 
com proteínas 
(apolipoproteínas) com 
combinações variadas de 
colesterol, fosfolipídios, 
ésteres de colesterol e 
triacilgliceróis.
Função das lipoproteínas: manter solúveis seus componentes
lipídicos no plasma e promover um eficiente mecanismo de
transporte entre os tecidos (deficiência no transporte deposição de
lipídios nos tecidos).
Representantes:Quilomicrons
Lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL)
Lipoproteínas de baixa densidade (LDLs)
Lipoproteínas de alta densidade (HDL)
Diferenças: Diferem na composição lipídica e protéica, no 
tamanho e na densidade e no sítio de origem.
5.1.1 Lipoproteínas:
Diferenças no tamanho
Diferenças na composição e 
densidade
Quilomicrons: maior tamanho e menor 
densidade (mais lipídios que proteínas).
Quanto mais proteínas (mais densidade).
Apolipoproteínas
As apolipoproteínas agem como sinalizadoras tanto dirigindo as 
lipoproteínas para tecidos específicos, como ativando enzimas 
que agem sobre elas. Podem ser classificadas pela estrutura e 
função em 5 classes principais: de A até E
Lipoproteínas e transporte dos lipídios.
a. Quilomícrons
- Os quilomícrons são formados nas células da mucosa intestinal 
Transportam triacilgliceróis, colesterol, vitaminas lipossolúveis 
e ésteres de colesterol da dieta para os tecidos (90% são 
triacilgliceróis). 
5.1.2 Metabolismo dos quilomícrons
Transportam ácidos graxos da dieta para os tecidos em que serão consumidos 
ou armazenados. Os remanescentes dos quilomicrons contendo colesterol e 
apolipoproteínas movem-se até o fígado.
ApoC-II
No fígado tem receptores para a 
Apo E que promovem a 
absorção dos quilomicrons por 
endocitose.
b. VLDLs
5.1.3 Metabolismo das VLDLs
- As VLDLs são produzidas no fígado e são compostas de 60% de 
triacilgliceróis. Sua função é carregar os tricilgliceróis do fígado 
para os tecidos periféricos.
LDL: levar colesterol para os tecidos 
periféricos. Membranas da células tem 
receptores para a Apo B 100.
Com a perda de 
triacilgliceróis as VLDL se 
convertem em LDL (ricas em 
colesterol e contendo a apoB-
100 como apolipoproteína
função de transporte de 
colesterol para outros 
tecidos.
ApoC-II
ApoE
c. HDLs
5.1.4 Metabolismo das HDLs
São sintetizadas no fígado e intestino como partículas ricas em 
proteínas e contendo pouco colesterol e nenhum éster de 
colesterol.
Apolipoproteína A1 compreende cerca de 70 % das proteínas 
das HDLs.
Servem de reservatório circulante de apo CII ( para ativar 
lipase lipoprotéica) e de apo E (para a endocitose dos 
remanescentes de quilomicrons.
Fosfolipídios:
fosfaditilcolina
FCCAT: 
Fosfatidilcolina
colestero-
aciltransferase
FCCAT: 
Transfere o ácido 
graxo do C2 da 
fosfatidilcolina
para o 
colesterol
HDL3 
Pobres em ésteres 
de colesterol
HDL2 
Ricas ésteres de 
colesterol
PTEC
Proteína 
Transferidora 
de EC
A estrutura cíclica do colesterol não pode ser 
degradada até gás carbônico e água.
O núcleo esterol é eliminado pela conversão em 
sais biliares e pela secreção do colesterol na 
bile que o transporta até o intestino para a 
eliminação.
No intestino parte do colesterol é modificada 
pelas bactérias antes da excreção (coprostonol e 
colestanol, esteróis neutros fecais).
7. Degradação do colesterol
Ácidos e sais biliares 
A maior parte da síntese do colesterol ocorre 
no fígado
Uma pequena fração é incorporada 
na membrana dos hepatócitos.
Pode ser exportado como ésteres de 
colesterol
Pode ser usado para 
formar de ácidos biliares 
(bile).
Bile: 
Líquido produzido pelo fígado que é armazenado na vesícula 
biliar.
Liberada no duodeno com a finalidade de auxiliar a digestão 
(gorduras).
Composição da bile: 
Pigmentos, água, sais inorgânicos, colesterol e sais biliares.
ácido cólico (ácido biliar)
ácido quenodesoxicólico (ácido biliar)
Antes dos ácidos biliares deixarem o fígado são conjugados 
com uma molécula de glicina ou taurina. Essas novas 
estruturas são chamadas de sais biliares.
Os sais biliares fornecem o único metabolismo significativo para a 
excreção do colesterol.
Circulação entero- hepática:
fígado secreta 15 -30g 
para o intestino e cerca 
de 0.5 g de sais biliares 
são eliminados.
O fígado repõe a perda 
sintetizando a partir do 
colesterol.
Seqüestradores de sais 
biliares (colestiramina) 
impedem a absorção –
tratamento de 
hipercolesterolemia)
Colelitíase - pedras na vesícula
Ocorre devido a um desequilíbrio entre a quantidade de água e as 
substâncias presentes na bile. Quando há aumento na quantidade 
de uma dessas substâncias, ela pode se tornar insolúvel e começar 
a se precipitar formando os cálculos biliares.

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