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Número de referência 44 páginas © ISO 2024 - © ABNT 2025 ABNT NBR ISO 55011:2025 ABNT NBR ISO 55011 Primeira edição 09.04.2025 Gestão de ativos — Orientação para o desenvolvimento de políticas públicas para promover a gestão de ativos Asset management — Guidance for the development of public policy to enable asset management NORMA BRASILEIRA ICS 03.100.01 Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A ii ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados © ISO 2024 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT, único representante da ISO no território brasileiro. © ABNT 2025 Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por escrito da ABNT. ABNT Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ Tel.: + 55 21 3974-2300 Fax: + 55 21 3974-2346 abnt@abnt.org.br www.abnt.org.br Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A iii ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Sumário Página Prefácio Nacional ...............................................................................................................................iv Introdução ............................................................................................................................................v 1 Escopo ................................................................................................................................1 2 Referência normativa .........................................................................................................1 3 Termos e definições ...........................................................................................................1 4 Ambiente favorável para a gestão de ativos a partir de uma perspectiva da política pública ..............................................................................................................4 4.1 Geral ....................................................................................................................................4 4.2 Participantes do ambiente favorável para a gestão de ativos .......................................4 4.2.1 Participantes governamentais ..........................................................................................4 4.2.2 Participantes não governamentais ...................................................................................5 4.2.3 Outros participantes ..........................................................................................................5 4.3 Interação entre participantes ............................................................................................6 5 Instrumentos de políticas públicas ..................................................................................7 5.1 Geral ....................................................................................................................................7 5.2 Instrumentos de políticas públicas que podem promover a gestão de ativos ............7 5.2.1 Identificação de instrumentos de políticas públicas ......................................................7 5.2.2 Formas de instrumentos de políticas públicas ...............................................................8 6 Desenvolvimento de instrumentos de políticas públicas para promover a gestão de ativos ..............................................................................................................9 6.1 Geral ....................................................................................................................................9 6.2 Elementos comuns de boas práticas nas políticas públicas .........................................9 6.2.1 Trazer o conhecimento especializado para o processo de formulação de políticas ...9 6.2.2 Determinação de ações e relacionamentos de participantes em um ambiente favorável para a gestão de ativos ...................................................................................10 6.2.3 Aproveitamento da gama de instrumentos de políticas públicas e considerações sobre os efeitos de suas interações .............................................................................. 11 6.2.4 Manutenção ou melhoria do ambiente favorável para a gestão de ativos .................12 Anexo A (informativo) Participantes governamentais dos ambientes favoráveis para a gestão de ativos ............................................................................................................................13 A.1 Participantes governamentais ........................................................................................13 A.1.1 Geral ..................................................................................................................................13 A.1.2 Órgãos legislativos ..........................................................................................................13 A.1.3 Gabinetes de políticas executivas ..................................................................................13 A.1.4 Órgãos administrativos ...................................................................................................14 A.1.5 Associações intergovernamentais .................................................................................14 A.2 Ações governamentais que apoiam um ambiente favorável para a gestão de ativos .... 14 A.3 Benefícios para os participantes governamentais ao apoiar a adoção da gestão de ativos ..........................................................................................................15 Anexo B (informativo) Participantes não governamentais dos ambientes favoráveis para a gestão de ativos ............................................................................................................17 Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A iv ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabelas Tabela 1 – Práticas recomendadas para investimento público efetivo ........................................ 11 Tabela A.1 – Ações do governo que apoiam um ambiente favorável para a gestão de ativos .....15 Tabela A.2 – Benefícios de apoiar a adoção de gestão de ativos para participantes governamentais ................................................................................................................16 Tabela B.1 – Ações de organizações não governamentais que apoiam um ambiente favorável para a gestão de ativos ....................................................................................................19 Tabela B.2 – Benefícios em apoiar a adoção da gestão de ativos para participantes não governamentais ................................................................................................................20— Fornecer treinamento e outros recursos de capacitação para ajudar as entidades reguladas a realizarem as atividades de gestão de ativos necessárias. Proprietários e operadores de ativos — Adotar práticas de gestão de ativos e melhorá-las continuamente. — Participar de associações profissionais e intergovernamentais que defendam a gestão de ativos. — Estabelecer grupos de coordenação de políticas de gestão de ativos no nível sênior de gestão dos órgãos. — Incentivar entidades legislativas e gabinetes de formulação de políticas a apoiarem a gestão de ativos em seus instrumentos de política pública. — Conforme apropriado, empregar e exigir o cumprimento dos requisitos contratuais para demonstrar competência de gestão de ativos para: — fornecedores de equipamentos e serviços críticos; — organizações do setor privado que participam com o órgão. Governos subnacionais — Alinhar-se com as atividades de capacitação do governo nacional, conforme apropriado — Envolver-se em atividades de capacitação que sejam apropriadas para o governo subnacional em particular. — Ver também participantes e ações no âmbito de governos nacionais como aplicáveis para governos subnacionais. A.3 Benefícios para os participantes governamentais ao apoiar a adoção da gestão de ativos A Tabela A.2 apresenta, em termos gerais e de alto nível, os benefícios que os governos nacionais e subnacionais obtêm ao apoiar a adoção da gestão de ativos pelas organizações proprietárias de ativos que operam neles. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 16 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela A.2 – Benefícios de apoiar a adoção de gestão de ativos para participantes governamentais Participante governamental Benefícios do apoio à adoção da gestão de ativos Governos nacionais Aumento da probabilidade dos objetivos nacionais e do valor dos ativos a serem alcançados. Governos subnacionais Aumento da probabilidade dos objetivos governamentais e do valor dos ativos a serem alcançados. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 17 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Anexo B (informativo) Participantes não governamentais dos ambientes favoráveis para a gestão de ativos B.1 Participantes não governamentais B.1.1 Geral Os participantes não governamentais do ambiente geral de apoio à gestão de ativos de um país ou região e exemplos de suas potenciais contribuições incluem, mas não se limitam, os participantes descritos em B.1.2 a B.1.8. B.1.2 Grupos de defesa da gestão de ativos Os grupos de defesa da gestão de ativos são formados principalmente por especialistas e profissionais da gestão de ativos de seus próprios países e ao redor do mundo. Esses grupos podem reunir exemplos úteis de abordagens de gestão de ativos e os benefícios de profissionais da gestão de ativos com quem estão familiarizados. Essas informações podem ser fornecidas por outros participantes não governamentais do ambiente favorável para a gestão de ativos (incluindo proprietários e operadores de ativos), assim como por participantes governamentais (por exemplo, formuladores de políticas públicas que possam emitir instrumentos políticos apoiando gestão de ativos), para encorajar a adoção de gestão de ativos e boas práticas. Os grupos de defesa mais maduros também podem publicar informações sobre gestão de ativos e oferecer treinamento em gestão de ativos e/ou programas de certificação, para promover a especialização em gestão de ativos de forma mais ampla. B.1.3 Associações profissionais Associações profissionais podem incluir membros que são, se tornaram ou estão se tornando especialistas e defensores da gestão de ativos. Elas podem também desempenhar um papel importante ao reunir e disseminar informações de forma a possibilitar benefícios da gestão de ativos em suas respectivas profissões. Associações profissionais podem: a) publicar informações e materiais de orientação em gestão de ativos considerados úteis para seus membros; b) ter seus próprios programas de treinamento e certificação destinados a melhorar e demonstrar a competência de seus membros na gestão de ativos; c) ter organizações de defesa que se envolvam de forma ativa e eficaz nos processos de formulação de políticas em seus respectivos países; d) utilizar ativamente várias mídias para se comunicar com os seus membros e com os grupos que pretendem influenciar. Também pode haver associações de profissionais cujo trabalho se intercepte com outros aspectos da gestão de ativos. Exemplos de profissões incluem, mas não limitam a: — consultores e fornecedores de soluções que apoiam a gestão de ativos; Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 18 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados — seguradoras cujos clientes são impactados pelos riscos mitigados pela gestão de ativos; — empresas de classificação de títulos cujas notações possam ser afetadas pelas práticas de gestão de ativos de seus clientes. B.1.4 Organizações individuais que possuem ou operam ativos Organizações individuais possuem ou operam ativos e desejam compartilhar suas experiências em gestão de ativos com a comunidade em geral. As grandes organizações que desempenham papéis significativos em suas respectivas indústrias podem também envolver programas de defesa que envolvam ativa e efetivamente o processo de formulação de políticas em suas áreas de influência. É importante notar que essas organizações criam políticas e apoiam ferramentas e estudos de caso exclusivamente em seus próprios ambientes favoráveis para a gestão de ativos (ver 4.2.3). B.1.5 Organizações e indivíduos que podem apoiar proprietários ou operadores de ativos Organizações e indivíduos podem apoiar proprietários ou operadores de ativos, cujas próprias atividades são impactadas pela forma como a gestão de ativos é implementada por estes proprietários ou operadores e que geram estudos de caso e lições aprendidas com suas experiências. B.1.6 Universidades Acadêmicos conduzem pesquisas ou ensinam gestão de ativos ou disciplinas relacionadas (por exemplo, engenharia, gestão, administração pública, projeto/desenvolvimento de serviços, planejamento financeiro, economia e previsão econômica, operação e manutenção de ativos, recursos humanos, planejamento e desenvolvimento comunitário). B.1.7 Mídia A mídia se comunica com público interessado em gestão de ativos. B.1.8 Indústria e fabricantes Indústria e fabricantes produzem, entregam ou projetam os vários tipos e classes de ativos, e desenvolvem as propriedades de gerenciamento do ciclo de vida que são usadas no planejamento de gestão de ativos. B.2 Ações não governamentais que apoiam um ambiente favorável para a gestão de ativos A Tabela B.1 fornece exemplos de ações não governamentais que apoiam um ambiente favorável para a gestão de ativos. Essas ações incluem, mas não se limitam à defesa de organizações governamentais que apoiam a gestão de ativos, o compartilhamento de informações e a colaboração com outrosparticipantes no ambiente favorável, e a exigência ou apoio à adoção da gestão de ativos pelas organizações proprietárias dos ativos com as quais interagem. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 19 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela B.1 – Ações de organizações não governamentais que apoiam um ambiente favorável para a gestão de ativos (continua) Participante não governamental Ações que apoiam um ambiente favorável para a gestão de ativos Grupos de defesa da gestão de ativos — Realizar eventos para profissionais da gestão de ativos. — Patrocinar programas de treinamento e certificação para profissionais da gestão de ativos. — Influenciar entidades governamentais a apoiar a gestão de ativos. — Colaborar com outros participantes no ambiente favorável. Quando forem envolvidos sindicatos, assegurar que haja apoio adequado para a gestão de ativos antes de se iniciarem as atividades de defesa de direitos junto aos elaboradores de políticas públicas. No caso de outros participantes não governamentais, assegurar que eles estejam suficientemente familiarizados com os benefícios que receberão ao apoiar a gestão de ativos e que tomem as medidas que estejam à sua disposição. Associações profissionais que defendem a gestão de ativos — Fornecer informações e orientações sobre a gestão de ativos a membros de setores ativos intensivos. — Patrocinar programas de treinamento e certificação para profissionais da gestão de ativos. — Influenciar entidades governamentais a apoiar a gestão de ativos. — Colaborar com outros participantes do ambiente favorável. Quando forem envolvidos sindicatos e associações de trabalhadores, assegurar que haja apoio apropriado para a gestão de ativos antes do envolvimento em atividades de defesa junto aos elaboradores de políticas públicas. No caso de outros participantes não governamentais, assegurar que eles estejam suficientemente familiarizados com os benefícios que receberão ao apoiar a gestão de ativos e que tomem as medidas que estejam à sua disposição. Organismos de normalização — Publicar normas interoperacionais que apoiem e possibilitem a adoção da gestão de ativos, quando apropriados. — Envolver especialistas e profissionais de gestão de ativos no desenvolvimento de normas que possibilitem a adoção da gestão de ativos. Seguradoras — Cobrar taxas menores das organizações que demonstrarem competência na gestão de ativos e taxas maiores daquelas que não demonstrarem. Credores/investidores — Fornecer condições mais favoráveis às organizações que demonstrarem competência na gestão de ativos. Agências de classificação de risco — Classificar empréstimos e títulos com base no fato de as agências de crédito requererem que os beneficiários dos empréstimos demonstrem competência na gestão de ativos, com classificações mais altas para empréstimos com esses requisitos e mais baixas para empréstimos sem eles. Clientes de fornecedores de uso intensivo de ativos — Requerer que fornecedores de equipamentos críticos e serviços demonstrem competência na gestão de ativos. Empregados de organizações intensivas em ativos — Adotar práticas de gestão de ativos em sua máxima extensão junto às autoridades atuais. — Promover a adoção de práticas de gestão de ativos a outros níveis da organização, especialmente para a alta direção. — Participar das associações profissionais que defendem a gestão de ativos. Sindicatos que operam em indústrias intensivas em ativos — Incluir requisitos de gestão de ativos que impactem a segurança do ambiente de trabalho ou outra condição de trabalho nos acordos de negociação. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 20 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela B.1 (conclusão) Participante não governamental Ações que apoiam um ambiente favorável para a gestão de ativos Universidades — Oferecer cursos de gestão de ativos em todos os níveis de estudo e incluir gestão de ativos em cursos mais amplos de engenharia e gestão. — Organizar grupos com interesses especiais para ex-alunos que pratiquem a gestão de ativos em nível sênior de suas organizações. Proprietários e operadores de ativos — Adotar práticas de gestão de ativos e melhorá-las continuamente. — Participar de associações profissionais que defendam a gestão de ativos. — Estabelecer grupos de coordenação de políticas na gestão de ativos nos níveis de gestão sênior e dentro do conselho de administração. — Influenciar entidades governamentais a apoiar a gestão de ativos nos instrumentos de políticas públicas que são emitidos. — Requerer que fornecedores de equipamentos críticos e serviços demonstrem competência na gestão de ativos. — Em alguns países, pode ser necessário que entidades que defendem a criação de instrumentos de políticas públicas para gestão de ativos convençam previamente proprietários e operadores de ativos quanto aos benefícios de sua implementação e colaborem com eles para obter recursos ou incentivos para facilitar sua implementação. B.3 Benefícios para participantes não governamentais do apoio à adoção da gestão de ativos A Tabela B.2 descreve exemplos dos benefícios do apoio à adoção da gestão de ativos para participantes não governamentais. Tabela B.2 – Benefícios em apoiar a adoção da gestão de ativos para participantes não governamentais (continua) Participante não governamental Benefícios do apoio à adoção da gestão de ativos Grupos de defesa da gestão de ativos Tornar-se conhecido por promover com sucesso a adoção de gestão de ativos por meio do trabalho de organizações parceiras pode aumenta o número de membros e a relevância desses grupos. Associações profissionais que defendem à gestão de ativos Tornar-se conhecido por promover com sucesso a adoção da gestão de ativos pelos membros de sua associação e por influenciar entidades governamentais e de educação/treinamento a apoiar a gestão de ativos pode aumentar o número de membros e a relevância desses grupos. Organismos de normalização Tornar-se conhecido por defender com êxito a adoção da gestão de ativos por meio de suas normas pode aumentar o número de membros e o bem-estar desses órgãos, e atrair mais participantes em seu processo de desenvolvimento de normas. Seguradoras Requerer que as organizações detentoras de seguros demonstrem competência na gestão de ativos pode reduzir o risco de perda devido a falhas de desempenho. Credores/investidores Requerer que organizações que recebem empréstimos ou investimentos demonstrem competência na gestão de ativos pode reduzir o risco de perda devido a falhas no desempenho de ativos e outros, e/ou pode melhorar a entrega de valor. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 21 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela B.2 (conclusão) Participante não governamental Benefícios do apoio à adoção da gestão de ativos Agências de classificação Requerer que agências de crédito requeiram que os seus beneficiários de empréstimos demonstrem competênciana gestão de ativos podem ajudar a reduzir o risco de fazer empréstimos ruins. Clientes de fornecedores intensivos de ativos Requerer que seus fornecedores demonstrem competência na gestão de ativos pode aumentar a probabilidade de receber bens e serviços de qualidade aceitável. Empregados de organizações intensivas em ativos Os funcionários destas organizações podem ter maior confiança na segurança em seu local de trabalho e no sucesso geral e viabilidade financeira de sua organização se elas (as organizações) demonstrarem conscientização e competência na gestão de ativos. Sindicatos que operam em indústrias intensivas em ativos Requerer que organizações com uso intensivo em ativos que empregam seus membros demonstrem competência na gestão de ativos pode proporcionar maior garantia de condições de trabalho seguras, especialmente quando isso envolver a operação de equipamentos que experimentam altas taxas de acidentes. Universidades Tornar-se conhecido como um educador eficaz de pessoas que seguem carreiras de sucesso com base na experiência na gestão de ativos obtida em sua educação pode atrair mais estudantes para seus programas de gestão de ativos e pode trazer avanço em atividades acadêmicas de pesquisa e desenvolvimento. Proprietários e operadores de ativos Apoiar o desenvolvimento de instrumentos de política pública que permitam a gestão de ativos pode auxiliar ainda mais os proprietários e operadores de ativos a obterem valor de seus ativos. Além disso, requerer que seus fornecedores demonstrem competência em gestão de ativos pode aumentar a probabilidade de receber bens e serviços de qualidade aceitável. B.4 Oportunidades não governamentais para influenciar políticas públicas que apoiem a adoção da gestão de ativos A Tabela B.3 apresenta exemplos de oportunidades que diferentes tipos de participantes não governamentais podem ter para influenciar políticas públicas que apoiem a adoção da gestão de ativos, considerando um ambiente favorável. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 22 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela B.3 – Oportunidades para influenciar políticas públicas que apoiem a adoção da gestão de ativos (continua) Participantes não governamentais Oportunidades para influenciar políticas públicas que apoiem a adoção da gestão de ativos Grupos que defendem a gestão de ativos — Realizar conferências para profissionais de gestão de ativos e incluir elaboradores de políticas governamentais para conhecer e expor casos de sucesso e os benefícios da gestão de ativos. — Convidar elaboradores de políticas governamentais para participar de treinamentos e programas de certificação para profissionais da gestão de ativos. — Influenciar as entidades governamentais e os órgãos normativos pertinentes a apoiar a gestão de ativos da forma que for possível. No caso de entidades governamentais, esse apoio pode incluir financiamento. — Colaborar com outros participantes no ambiente para fazer com que envolvam seus esforços de defesa junto a entidades governamentais e órgãos normativos pertinentes. Associações profissionais que defendem a gestão de ativos — Influenciar entidades governamentais e órgãos normativos a apoiar a gestão de ativos da forma que for possível. No caso de entidades governamentais, esse apoio pode incluir financiamento. — Colaborar com outros participantes do ambiente para que eles se envolvam em seus esforços de defesa junto às entidades governamentais e aos órgãos normativos pertinentes. Órgãos de normalização — Influenciar entidades governamentais a apoiar a gestão de ativos da forma que for possível. — Colaborar com outros participantes do ambiente para que envolvam seus esforços de defesa junto às entidades governamentais. Seguradoras — Trabalhar por meio de suas próprias associações para influenciar entidades governamentais e órgãos normativos pertinentes a apoiar a gestão de ativos da forma que for possível. Financiadores/Investidores — Trabalhar por meio de suas próprias associações para influenciar entidades governamentais e órgãos normativos relevantes a apoiar a gestão de ativos da forma que for possível Agências de classificação de risco — Trabalhar por meio de suas próprias associações para influenciar entidades governamentais e órgãos normativos relevantes a apoiar a gestão de ativos da forma que for possível. Clientes de fornecedores com uso intensivo de ativos — Trabalhar por meio de suas próprias associações para influenciar entidades governamentais e órgãos normativos relevantes a apoiar a gestão de ativos da forma que for possível. Empregados de organizações intensivas de ativos — Trabalhar por meio de suas próprias associações para influenciar entidades governamentais e órgãos normativos relevantes a apoiar a gestão de ativos da forma de que for possível. Sindicatos que operam em indústrias intensivas em ativos — Influenciar as entidades governamentais e os órgãos normativos relevantes a apoiar a gestão de ativos da forma que dispõem (por exemplo, requisitos que afetem a segurança no local de trabalho ou outras condições de trabalho). Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 23 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela B.3 (conclusão) Participantes não governamentais Oportunidades para influenciar políticas públicas que apoiem a adoção da gestão de ativos Universidades — Atuar como especialistas e/ou consultores, apoiando os esforços de outros participantes do ambiente a influenciar entidades governamentais e órgãos normativos pertinentes a apoiar a gestão de ativos da forma que dispõem. — Instruir os líderes atuais e futuros das empresas e do governo sobre os benefícios e as técnicas de gestão de ativos. Proprietários e operadores de ativos — Influenciar as entidades governamentais e os órgãos normativos pertinentes a apoiar a gestão de ativos da forma que dispõem. — Colaborar com outros participantes do ambiente para que eles se envolvam em seus esforços de apoio junto a entidades governamentais e órgãos normativos pertinentes. Se a organização for suficientemente influente, instigar diretamente as entidades governamentais e os órgãos normativos pertinentes para que apoiem a gestão de ativos por meio de políticas públicas adequadas. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 24 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Anexo C (informativo) Desenvolvimento de instrumentos de política pública que melhorem os resultados da gestão de ativos A Tabela C.1 fornece exemplos de boas práticas para o desenvolvimento de instrumentos de políticas públicas que possibilitem melhores resultados na gestão de ativos. Tabela C.1 – Boas práticas para o desenvolvimento de instrumentos de políticas públicas que possibilitem melhores resultados na gestão de ativos (continua) Instrumento de política pública Forma(s) de ação governamental Boas práticas que melhorem os resultados na gestão de ativos Planejamento governamentalestratégico Leis individuais, orientações ou diretivas executivas, políticas e diretrizes de órgãos de Estado. Fornecer a todas as partes interessadas, em especial aos órgãos de Estado, objetivos estratégicos claros que sirvam de base para o planejamento de longo prazo das atividades de gestão de ativos existentes e novos para atingir esses objetivos. É recomendável que isso esteja expresso nos planos estratégicos do governo. Estrutura legal e regulatória Conjunto de leis, orientações ou diretrizes executivas e políticas de órgão de Estado. Criar as autoridades para emitir instrumentos de política que possibilitem a gestão de ativos e delegar essas autoridades a diferentes órgãos. Uma estrutura jurídica ideal resolveria quaisquer lacunas ou sobreposições nas autoridades essenciais para uma boa gestão de ativos. Ela também forneceria incentivos convincentes para uma boa gestão de ativos e mecanismos para responsabilizar os órgãos pelo desempenho. Estrutura ou reforma institucional O conjunto de leis e orientações ou orientações executivas que atribui autoridades para emitir e implementar políticas públicas a diferentes órgãos. Delegar autoridades claras para promover a gestão de ativos aos órgãos mais bem posicionados para exercer essa autoridade e atingir os objetivos da política. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 25 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela C.1 (continuação) Instrumento de política pública Forma(s) de ação governamental Boas práticas que melhorem os resultados na gestão de ativos Modelos de governança Conjunto completo de instrumentos de política pública, por exemplo, as leis e as orientações ou diretrizes executivas que criam as autoridades para emitir e implementar políticas públicas, os incentivos para o cumprimento dessas políticas e os recursos para apoiar a implementação dessas políticas; atribuição dessas autoridades, incentivos e recursos a diferentes órgãos. Fornecer toda a gama de autoridades de gestão de ativos claramente articuladas, devidamente delegadas para evitar conflitos; incentivos eficazes para o cumprimento dessas políticas e mecanismos para assegurar a conformidade; e recursos adequados para apoiar a implementação eficaz da gestão de ativos. Determinação de objetivos de serviço Geralmente nas políticas dos órgãos de Estado, mas às vezes apenas em diretrizes. Fornecer expectativas claras (indicadores-chave de desempenho) para medir a realização dos objetivos organizacionais e, ao mesmo tempo, assegurar a transparência e a responsabilidade perante os contribuintes. Política tarifária e fiscal Às vezes em leis, mas geralmente em políticas. Fornecer incentivo favorável para o cumprimento das políticas de gestão de ativos e incentivo desfavorável para a falta de cumprimento, de forma a promover serviços justos, equitativos e financeiramente sustentáveis, incluindo a cobertura de custos de médio e longo prazos. Financeiro Principalmente as leis que autorizam os níveis máximos de fundos disponíveis para programas governamentais que afetem a adoção da gestão de ativos. Alguns desses níveis de financiamento autorizados podem afetar positiva ou negativamente a capacidade dos órgãos de investir de forma otimizada em seus próprios portfólios de ativos. Alguns dos fundos autorizados podem afetar o financiamento disponível, como doações, subsídios e outros incentivos financeiros para níveis subordinados do governo, com o objetivo de apoiar seus investimentos em ativos. Esses instrumentos também podem incluir orientações ou diretrizes executivas e políticas de órgãos que direcionem os fundos apropriados para atividades específicas que apoiem a gestão de ativos, por exemplo, treinamento e sistemas adequados de tecnologia da informação e comunicação (TIC). Fornecer fundos suficientes para assegurar a implementação bem-sucedida dos planos estratégicos do governo para atingir seus objetivos, incluindo atividades de apoio (por exemplo, capacitação, treinamento e sistemas adequados de TIC). Fornecer incentivos financeiros com base na demonstração da implementação dos sistemas de gestão de ativos. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 26 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela C.1 (continuação) Instrumento de política pública Forma(s) de ação governamental Boas práticas que melhorem os resultados na gestão de ativos Educação, treinamento e capacitação Estes instrumentos podem ser autorizados e ter recursos previstos em lei, mas geralmente são implementadas nas políticas dos órgãos e apoiadas por diretrizes de programas de subsídios. Fornecer ou melhorar a conscientização e as habilidades de gestão de ativos para as pessoas que devem apoiar essas atividades. Isso inclui programas educacionais, de capacitação e aqueles oferecidos por associações profissionais e prestadores de serviços profissionais aos membros, bem como treinamento para a alta direção, de modo que os gerentes atuais e futuros estejam cientes das virtudes da gestão de ativos e possam liderar sua implementação nas organizações pelas quais são responsáveis. Também inclui a capacitação organizacional para que a equipe pertinente obtenha a conscientização, as competências e a experiência necessárias para implementar, sustentar e aprimorar a gestão de ativos nas organizações às quais pertencem e, ao mesmo tempo, para contribuir com a gestão da mudança. Parcerias de pesquisa e inovação Estes instrumentos podem ser autorizados por lei, mas geralmente são implementadas nas políticas dos órgãos governamentais e apoiadas por diretrizes de programas de subsídios. Incentivar e apoiar o desenvolvimento de novas formas de abordar a gestão de ativos, incluindo: identificar as lacunas existentes; possibilitar e promover a pesquisa e a inovação voltadas para os problemas na gestão de ativos; promover a coprodução e a transferência de conhecimento; e promover um forte vínculo entre o conhecimento e a prática. Dados e informações Estes instrumentos podem ser autorizados por lei, mas geralmente são implementadas nas políticas do órgão governamental e apoiadas por diretrizes do órgão. Assegurar a disponibilidade e a utilidade de dados e informações para apoiar atividades e decisões eficazes de gestão de ativos e comunicá-las aos contribuintes. Políticas de concorrência e aquisições Autorizado por lei, mas implementados em políticas governamentais e apoiados por diretrizes de Estado Assegurar que a aquisição de ativos se baseie em sua contribuição para o desempenho da missão do governo e considere o custo total desses ativos ao longo de seus ciclos de vida completos. Além disso, assegurar que a aquisição de materiais de consumo e os serviços necessários para o apoio sejam consistentes com as políticas sociais ou outras incluídas nos objetivos do governo. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 27 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservadosTabela C.1 (conclusão) Instrumento de política pública Forma(s) de ação governamental Boas práticas que melhorem os resultados na gestão de ativos Auditorias Os requisitos para auditorias podem estar na legislação, em orientações, nas diretrizes executivas ou em políticas de órgãos; instruções para auditorias são normalmente fornecidas como diretrizes de órgãos. Fornecer um elemento crítico da gestão de ativos, isto é, assegurar que as ações correspondam à política governamental e normas pertinentes, e que os resultados sejam reportados corretamente. Convém que os relatórios dos resultados pretendidos sejam auditados por órgão independente. Os resultados precisos da auditoria são a base para a melhoria contínua. É recomendável que as auditorias sejam significativas e que o órgão regulador/ autoridade econômica responsável pelo monitoramento, considere proficiência técnica na elaboração dos resultados/ recomendações da auditoria. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 28 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Anexo D (informativo) Exemplos de ações e considerações do governo para o desenvolvimento e a aplicação de instrumentos de políticas públicas A Tabela D.1 fornece exemplos de ações e considerações específicas do governo para o desenvolvimento e a aplicação de instrumentos de políticas públicas para promover a gestão de ativos. Tabela D.1 – Exemplos de ações e considerações do governo para promover a gestão de ativos (continua) Instrumento de políticas públicas Exemplos de ações e considerações do governo para promover a gestão de ativos Planejamento estratégico do governo — Comunicar os objetivos do governo e permitir o alinhamento das decisões e investimentos da indústria e dos serviços públicos com os objetivos do governo ao: — determinar os objetivos nacionais vinculados a cada área do governo e quais dessas áreas possuem ativos críticos que convém que sejam geridos; — formular planos estratégicos a longo prazo para alcançar objetivos governamentais que reconheçam e considerem os ativos envolvidos no alcance destes objetivos; — requerer que áreas com ativos críticos realizem seus planejamentos estratégicos e assegurem que seus objetivos estratégicos estejam alinhados com os objetivos nacionais; — requerer de cada órgão governamental ou empresa de serviço público com ativos estratégicos que, na elaboração de planos estratégicos em gestão de ativos (SAMP), os objetivos e valores da gestão de ativos estejam alinhados com objetivos estratégicos de cada área, conectando, por meio dessa gestão de ativos, os ativos estatais críticos e seu ciclo de vida com os objetivos nacionais. — Como parte do processo de planejamento estratégico, executar análise de demanda e equilíbrio entre os investimentos em novos ativos e a manutenção dos ativos existentes. Arcabouço legal — Criar leis que exijam planos estratégicos em gestão de ativos (SAMP), sistemas definidos em gestão de ativos (SdGA) e planos associados (AMP). Estrutura institucional — Criar leis e políticas para áreas do governo que tenham ativos críticos e para que as agências reguladoras e os órgãos de controle dessas áreas emitam regulamentações e diretrizes para a implementação da gestão de ativos em suas respectivas áreas. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 29 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela D.1 (continuação) Instrumento de políticas públicas Exemplos de ações e considerações do governo para promover a gestão de ativos Modelos de governança — Criar políticas, regulamentos e diretrizes para assegurar que os ativos sejam geridos ao longo do seu ciclo de vida e que os recursos necessários sejam fornecidos para esse propósito. — Criar uma estrutura abrangente para a gestão de ativos, para assegurar que os ativos a serem incluídos no sistema de gestão de ativos estejam alinhados com os objetivos estratégicos do governo, que decisões na gestão de ativos sejam analisadas estrategicamente por todas as áreas governamentais relevantes que possuam vínculos com aquele ativo, que sua capacidade de suporte seja garantida desde o seu projeto e durante toda a sua vida útil, e que o custo do ciclo de vida esteja determinado corretamente antes que as decisões sejam tomadas. — Criar regras para assegurar que os recursos para a operação de ativos incorporados estejam alocados e controlados de acordo com os cálculos do custo do ciclo de vida. — Assegurar a coordenação e colaboração regular de dados e informações, possivelmente na forma de um painel de controle com indicadores de conformidade e desempenho em termos de gestão de ativos. — Promover o trabalho interdisciplinar para tarefas de gestão de ativos (quebrar os silos departamentais) em cada órgão governamental ou empresa de serviços públicos com ativos estratégicos. Metas de qualidade de serviços — Emitir normas e diretrizes para a criação e uso de indicadores de desempenho importantes para medir a realização dos objetivos. Políticas tarifárias e tributárias — Redefinir as políticas tarifárias para os operadores, fornecendo orientações que equilibrem custos e riscos, que não se baseiem no limite de idade dos ativos estabelecido nas normas administrativas e contábeis do Estado (limites de idade nos quais as tarifas devem cessar) e que considerem consequências de depreciação. Instrumentos financeiros — Criar leis e políticas para assegurar que as áreas do governo que possuem ativos críticos sejam providas dos recursos financeiros necessários para a implementação da gestão de ativos, incluindo treinamento, integração de sistemas de TIC etc. — Criar incentivos financeiros para proprietários ou operadores de ativos, para melhorar o desempenho da gestão de ativos. Desenvolvimento de educação, treinamento e capacitação — Criar políticas que incentivem o treinamento formal na gestão de ativos, por meio de educação profissional e superior. — Criar políticas para incentivar a entrega de programas de capacitação do pessoal na implementação, sustentação e melhoria da gestão de ativos em suas organizações. — Instituir prêmios de reconhecimento para operadores e contratadas com alto desempenho na gestão de ativos. Parcerias em pesquisa e inovação — Indexar um percentual da alocação anual de fundos para programas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que apoiem a gestão de ativos. — As Agências reguladoras podem ter parceria com associações profissionais em gestão de ativos para melhorar o desenvolvimento e a aplicação de instrumentos de políticas públicas que possibilitem a gestão de ativos. Dados e informações — Requerer informações confiáveis e regularmente atualizadas sobre os serviços públicos pelos prestadores de serviços para apoiar a determinação de políticas públicas e estratégias organizacionais, e a avaliação dos serviços prestados à sociedade. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 30 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados TabelaD.1 (conclusão) Instrumento de políticas públicas Exemplos de ações e considerações do governo para promover a gestão de ativos Políticas concorrenciais e compras públicas — Legislar sobre aquisição de ativos baseada no custo do ciclo de vida. — Desenvolver novos critérios para avaliar projetos de investimento e classificar propostas em licitações baseadas no custo do ciclo de vida e nos riscos de longo prazo. — Desenvolver ou autorizar o desenvolvimento de orientações para processos de aquisição alinhados com os conceitos de melhores práticas na gestão de ativos. Auditorias — Utilizar os serviços de auditores profissionais competentes e treinados na gestão de ativos. — Desenvolver processos de auditoria na gestão de ativos, baseados nas escalas de maturidade para contribuir com o desenvolvimento de organizações rumo a um nível qualificado para certificação (por exemplo, ABNT NBR ISO 55001). Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 31 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Anexo E (informativo) Estudos de caso Este Anexo fornece uma seleção de estudos de caso que resumem os tipos de instrumentos de políticas públicas desenvolvidos ou aplicados para melhorar a gestão de ativos, e os desafios, os sucessos, as lições aprendidas e os benefícios obtidos em uma variedade de setores e governos. Os estudos de caso incluídos têm como intenção ser informativos, e não exaustivos. A seguir são apresentados estudos de caso de Portugal (ver Tabela E.1), Canadá (ver Tabela E.2), Japão (ver Tabela E.3) e Austrália (ver Tabela E.4). Tabela E.1 – Estudo de caso 1 (continua) País/região: Portugal Nome do governo: República Portuguesa Nível de governo: Nacional Setor(es) abrangido(s): Água potável, águas residuais, águas pluviais Desenvolvimento ou aplicação de instrumentos de políticas públicas: Plano estratégico do governo Estrutura legal Estrutura institucional (autoridades) Modelos de governança (e contratos) Qualidade do serviço Políticas tarifária e tributária Instrumentos financeiros Treinamento e capacitação Pesquisa e inovação Descrição do estudo de caso: Quando Portugal aderiu à União Europeia (UE), em 1986, a cobertura de serviços essenciais de água (incluindo abastecimento de água, águas residuais e águas pluviais) era baixa e a qualidade do serviço prestado era muito precária na maior parte do país. Mesmo em grandes cidades, a água não era segura para consumo, interrupções eram frequentes e a maior parte das águas residuais era depositada em tanques sépticos não controlados ou drenados diretamente para estruturas coletoras sem qualquer tratamento.[10] Ao unir-se à UE, Portugal começou a ter acesso aos fundos de coesão com foco em alavancar o desenvolvimento do país. Para serviços de água, uma política pública coerente começou a tomar forma em 1992 pelo Governo Nacional Português e liderada pelo Ministro do Meio Ambiente. Uma grande reforma na estrutura legal e institucional, bem como um planejamento estratégico sólido foram pilares fundamentais para este processo. Os objetivos principais do governo nos primeiros anos foram construir uma nova infraestrutura para aumentar a cobertura de serviços e melhorar a qualidade do serviço, promovido pela alocação de fundos Europeus por meio do Ministro das Obras Públicas. Nos últimos anos, o maior desafio tem sido assegurar a sustentabilidade dos serviços ao maximizar o valor obtido pelos ativos de infraestruturas existentes a longo prazo por meio de práticas de gestão de ativos. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 32 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela E.1 (continuação) Como Portugal aplicou os instrumentos de políticas públicas escolhidos para alcançar objetivos governamentais: — Plano estratégico do governo: Portugal tem planos estratégicos de sete anos desde 2000, que incluem direcionamento estratégico e prioridades para a gestão de ativos, considerando uma visão a longo prazo para a existência de ativos e maximização de seu valor. Esses planos incluem: uma avaliação da situação; estabelecimento de objetivos nacionais; determinação de prioridades; uma estimativa de necessidades de investimento; e determinação da estratégia de financiamento. — Estrutura legal: práticas de gestão de ativos de infraestrutura são reconhecidas na legislação como deveres de concessionárias de água. Aquelas que atenderem a mais de 30 000 habitantes são obrigadas, por exemplo, a ter um sistema de gestão de ativos de infraestrutura. — – Estrutura institucional (autoridades): A Autoridade Reguladora de Serviços de Água e Resíduos de Portugal (ERSAR) possui mandato claro e habilidades para promover a aplicação de gestão de ativos incluída em seu modelo regulatório. Suas intervenções regulatórias para todos os serviços públicos de água têm resultado em melhoria na gestão de informações e sistemas de contabilidade dos serviços públicos, que são fundamentais para uma estrutura eficaz em gestão de ativos. Responsabilidades adicionais incluem a disseminação de informações sobre a qualidade do serviço, prêmios anuais de excelência para serviços públicos, distribuição de orientações técnicas, e promoção e apoio para projetos de gestão de ativos de infraestrutura. — – Modelos (e contratos) de governança: Os incentivos para a consolidação de pequenas e médias empresas de abastecimento de água para obter economias de escala também estão oferecendo oportunidades para a implementação de práticas de gestão de ativos. A ERSAR é responsável pela regulamentação legal e contratual destas (práticas de gestão de ativos), e exige determinadas práticas de gestão de ativos como parte dos contratos e da definição de metas e indicadores mínimos de qualidade do serviço. — – Qualidade do serviço: A ERSAR estabeleceu uma regulamentação em 2011 com uma avaliação anual totalmente auditada para todas as concessionárias de abastecimento de água e esgoto, baseada em 16 indicadores de qualidade do serviço. Os resultados das avaliações são disponibilizados publicamente e têm incentivado as concessionárias a aumentarem a eficiência, ao mesmo tempo em que criam informações concisas, confiáveis e de fácil interpretação. Desde 2014, a informação está agora disponível por meio de um aplicativo móvel gratuito e, desde 2016, vários novos índices de gestão de ativos foram incluídos. Desde 2022, os serviços de águas pluviais estão incluídos. — – Políticas tarifária e tributária: Foi determinada uma política tarifária pela ERSAR para serviços públicos de água com o objetivo de avançar na recuperação de custo, consistente com a capacidade econômica da população. A gestão de ativos é considerada na política tarifária pela sustentabilidade de ativos a longo prazo, particularmente ao acomodar a necessidade de expansão e a reabilitação de custos baseados em prioridades. Tributos que encorajam um comportamento desejável também têm sido introduzidos (por exemplo, o uso eficiente de água por meio de imposto sobre a utilização de recursos hídricos). Estes impostos alimentam o Fundo Ambiental, que retorna parcialmente às concessionárias de água para apoiar as atividades de gestão de ativos como melhoraria dos registros de ativos. — – Instrumentos financeiros: O programa de financiamento de serviços de água de Portugal inclui medidas de apoio às boaspráticas de gestão de ativos, em acordo com as prioridades estabelecidas no plano estratégico nacional. Por exemplo, alguns mecanismos de incentivo estão sendo introduzidos para exigir valores mínimos dos índices de conhecimento e gestão de ativos para a concessão de certos tipos de fundos da UE. — Treinamento e capacitação: O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) lidera iniciativas contínuas de treinamentos em gestão de ativos e capacitação para concessionárias de água por meio de programas como iniciativas iGPI e ProAguas. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 33 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela E.1 (conclusão) — Pesquisa e Inovação: A pesquisa começou, inicialmente, com o programa ‘’Gestão de Ativos de Infraestrutura hídrica.[52] Desde então, seguiram-se diversos projetos relevantes em nível nacional, europeu e internacional (por exemplo, projeto AWARE-P, projeto EU TRUST, as iniciativas iGPI, implementadas em Portugal pelo LNEC, e o Instituto Superior Técnico (IST) com envolvimento do ERSAR e várias concessionárias de águas). Uma metodologia integrada em gestão de ativos de infraestrutura foi desenvolvida e publicada em dois guias técnicos (ver Referências [54] e [55]). Um software inovador de apoio a decisões de gestão de ativos de infraestrutura também foi desenvolvido e testado em diversas concessionárias.[53] Dissertações de mestrado e teses de doutorado também têm contribuído (por exemplo, ver Referências [11], [57], [58] e [59]. Muitas conferências nacionais e internacionais, workshops, cursos e reuniões têm sido organizados em Portugal (por exemplo, IWA LESAM 2007 workshop de Gestão de Ativos de Infraestrutura na IWA, World Water Congress 2014). Desafios, sucessos e lições aprendidas: Apesar dos êxitos de Portugal, determinados desafios foram apresentados aos elaboradores de políticas públicas, e foram oferecidas oportunidades adicionais para melhoria futura. Estas incluem, mas não se limitam a: — Embora as práticas de gestão de ativos de infraestrutura sejam reconhecidas na legislação portuguesa que atualmente não apresenta referência a requisitos específicos de um sistema de gestão, nem verificação da conformidade com essas obrigações e ferramentas de penalização, a autoridade reguladora fez esforços para tornar os requisitos legais mais específicos (e, assim, aumentar a eficácia legal ao permitir uma identificação mais fácil de quaisquer violações de deveres etc.), principalmente por meio do desenvolvimento de novos índices de conhecimento e gestão de ativos. Esses índices agora são auditados anualmente como parte do processo de avaliação da qualidade do serviço.[56] — Desafios da estrutura institucional: Os principais desafios estão relacionados à sustentabilidade financeira dos serviços devido ao poder limitado do órgão regulador para determinar as tarifas (somente recomendações podem ser emitidas). Esse é um desafio a ser superado para melhorar ainda mais a qualidade do serviço e assegurar a recuperação total dos custos. O recente fortalecimento da autoridade da ERSAR permitirá que ela determine as tarifas do setor, aplique multas e exija o pagamento de dívidas. — Desafios de recursos financeiros: Mesmo com mecanismos de incentivo, alguns estudos revelaram que há um déficit de financiamento para a reabilitação que deve aumentar no futuro próximo com as tendências atuais de investimento (por exemplo, ver Referência [11]). Isso, combinado com a redução dos subsídios da UE, é um grande desafio para o setor no médio prazo, no qual as soluções devem ser exploradas para abordar a futura lacuna de financiamento. Benefícios ou resultados alcançados: Com uma política pública consistente de 1993 a 2019, Portugal melhorou significativamente os investimentos públicos no setor de água (cerca de 13 bilhões de euros), e a cobertura e a qualidade do serviço prestado pela infraestrutura pública melhoraram consideravelmente em todo o país, incluindo: — aumento na cobertura do abastecimento de água de 81 % para 96 %; — aumento da água potável de alta qualidade de 50 % para 99 %; — aumento da cobertura de esgoto e tratamento de 28 % para 85 %; — aumento dos recursos hídricos de boa qualidade, de 19 % para 78 %; — aumento da boa qualidade das águas balneares costeiras de 53 % para 99 %; — aumento da boa qualidade das águas balneares interiores de 17 % para 95 %. Progresso em direção às metas climáticas e de ESG: A coordenação e a integração desses instrumentos de política pública resultaram em melhorias significativas em Portugal para o ODS 6 (água potável e saneamento), ODS 3 (saúde pública), ODS 9 (inovação e infraestrutura) e ODS 17 (parcerias adequadas). A qualidade dos serviços de abastecimento de água também contribuiu para a melhoria dos ODS 15 (vida terrestre) e ODS 14 (vida debaixo d’água). Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 34 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela E.2 – Estudo de caso 2 País/região: Canadá Nome do governo: Governo do Canadá Nível de governo: Nacional Estadual Setor(es) abrangido(s): Água, águas residuais e resíduos Transporte Governo geral (por exemplo, tesouraria, administração) Meio ambiente, incluindo defesa contra enchentes Recursos naturais e gestão de terras Parques e recreação Instrumentos de políticas públicas desenvolvidos ou aplicados: Instrumentos financeiros Treinamento e capacitação Dados e informação Parcerias de pesquisa e inovação Descrição do estudo de caso: Os governos locais e os municípios do Canadá prestam uma ampla gama de serviços às comunidades. Uma cidade geralmente é responsável pelo fornecimento de água, esgoto, águas pluviais, estradas, trânsito e serviços de parques e recreação. Os municípios são proprietários e responsáveis por 60 % da infraestrutura do setor público do Canadá. Após a “era de ouro da infraestrutura” do Canadá, em que o país experimentou uma construção significativa de infraestrutura municipal após a Segunda Guerra Mundial, para apoiar a população do baby boom, seguiram-se várias décadas de subinvestimento em infraestrutura. Desencadeado pelos problemas econômicos vividos no final da década de 1970, o país caiu nos gastos com infraestrutura como uma parcela do produto interno bruto (PIB), com uma alta de 5 % em 1966 para uma baixa de pouco mais de 2 % por volta de 1998. Essa situação resultou no adiamento de uma quantidade significativa de itens de renovação de capital e no aumento da idade média da infraestrutura, com os ativos de infraestrutura diminuindo de condição e se tornando cada vez mais caros para reparo e renovação. Hoje, os municípios convivem com esse legado, e a infraestrutura construída durante a era de ouro está no final ou já ultrapassou o fim de sua vida útil, pois não recebeu manutenção adequada durante um período de três décadas. Problemas como mudanças climáticas, populacionais, aumento das expectativas dos clientes e a pandemia da Covid-19 agravaram ainda mais esse desafio. Nas últimas décadas, o governo federal do Canadá tomou medidas para entender melhor e enfrentar esse desafio. Em 2004, o Federal Gas Tax (renomeado como Canada Community Building Fund - Fundo de Construção Comunitária do Canadá) foi criado para direcionar o financiamento federal para a infraestrutura local. Em 2009, o Conselho de Contabilidade do SetorPúblico (PSAB) introduziu o PSAB 3150, exigindo que os municípios informassem quais ativos de capital tangíveis possuíam. Por meio do Plano Investindo no Canadá, lançado em 2016, o Governo do Canadá destinou mais de 180 bilhões de dólares canadenses, em 12 anos, para a infraestrutura que beneficia os canadenses - de transporte público a portos comerciais, redes de banda larga a sistemas de energia, serviços comunitários a espaços naturais. Os gastos contínuos em infraestrutura são acompanhados de um esforço para aprimorar as práticas de gestão de ativos e entender melhor os desafios de infraestrutura para apoiar o planejamento e a tomada de decisões eficazes, a fim de apoiar o direcionamento do financiamento extra para os lugares certos. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 35 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Por meio de dados aprimorados sobre ativos, os municípios podem planejar as necessidades de serviços comunitários, responder às mudanças climáticas e oferecer os melhores e mais econômicos resultados para as suas comunidades. Lançado em 2016, o Programa de Gestão de Ativos Municipais (MAMP) da Federação dos Municípios Canadenses (FCM) é um programa de oito anos, no valor de 110 milhões de dólares canadenses, financiado pela Infrastructure Canada, que até agora investiu em mais de 500 projetos de gestão de ativos municipais, ajudando a melhorar a vida de milhões de canadenses. O MAMP foi concebido para ajudar os municípios canadenses a tomar decisões fundamentadas sobre investimentos em infraestrutura com base em dados confiáveis e práticas sólidas de gestão de ativos. Ele oferece treinamento em gestão de ativos, financiamento e compartilhamento de informações, para permitir que os municípios acessem os dados necessários para um planejamento eficaz. O principal componente do MAMP é a iniciativa de financiamento direto que oferece até 50.000 dólares canadenses em subsídios para que os municípios promovam suas atividades relacionadas à gestão de ativos, incluindo: — avaliações de gestão de ativos; — desenvolvimento de planos, políticas e estratégias em gestão de ativos; — coleta de dados e relatórios relacionados a ativos; — treinamento em gestão de ativos e desenvolvimento organizacional; — transferência de conhecimento sobre a gestão de ativos. O MAMP também oferece subsídios a parceiros que forneçam programas de treinamento em gestão de ativos (assessoramento técnico), atividades de conscientização e educação sobre práticas recomendadas para o setor municipal. A última rodada de financiamento segue vários princípios orientadores que se originam dos objetivos do MAMP e regem o processo de seleção de parceiros e atividades. Por exemplo, a Canadian Network of Asset Managers (CNAM) tem sido uma organização parceira da FCM desde o início do financiamento de parceiros do MAMP, em 2017. A CNAM desenvolveu uma série de elementos de conscientização, conhecimento e assistência técnica para fazer avançar a prática de gestão de ativos no Canadá, incluindo o livreto AM101, da CNAM, um livreto de 32 páginas que oferece aos municípios uma visão geral do que, por que e como a gestão de ativos pode ser feita em sua comunidade. Um total de 5.000 cópias físicas foram impressas e distribuídas em todo o Canadá, e cópias digitais estão disponíveis para download gratuito (ver Referência [60]). O Infrastructure Canada viu o sucesso do programa, e o MAMP foi recapitalizado em seu terceiro ano, estendendo o programa de cinco para oito anos, com um adicional de 60 milhões de dólares canadenses comprometidos no Orçamento Federal de 2019. Os destaques do MAMP até o momento incluem: — 44 milhões de dólares canadenses fornecidos para financiar projetos municipais de gestão de ativos; — 1 063 projetos municipais de gestão de ativos foram financiados, dos quais 165 projetos foram concluídos no terceiro ano do programa, 84% positivamente ajudaram municípios a avançar ao menos um nível em sua escala de preparação de gestão de ativos, e 19 % dos beneficiários de subsídios melhoraram em cinco áreas de competência; — 14 milhões de dólares canadenses fornecidos como subsídio distribuído a 18 parceiros; — 477 eventos e workshops de treinamento para parceiros. Desde 2021, com o apoio contínuo do Governo do Canadá/Infrastructure Canada, a FCM continua a fornecer tanto componentes de financiamento direto, quanto componentes de parceria do MAMP. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 36 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela E.3 – Estudo de caso 3 (continua) País/região: Sendai, Japão Nome do governo: Cidade de Sendai Nível de governo: Nacional Cidade Setor(es) abrangido(s): Águas residuais Instrumento de políticas públicas desenvolvidos ou aplicados: Estrutura legal Estrutura institucional Governança pública do governo como um todo Instrumentos financeiros Desenvolvimento de treinamento e capacitação Parcerias de pesquisa e inovação Descrição do estudo de caso: De 1960 a 1980, o Japão experimentou um período de alto crescimento econômico e rápido desenvolvimento de infraestruturas. Em seguida a uma desaceleração deste crescimento logo após a virada do século, os governos nacionais e locais japoneses concentraram seus esforços na redução da dívida pública e na utilização dos orçamentos de forma mais eficiente. Nesse mesmo período, os investimentos de capital em infraestruturas e o número de funcionários dos governos foram reduzidos. Como resultado, os problemas com falhas e deterioração das infraestruturas aumentaram desde o início dos anos 2000. Falhas significativas de infraestruturas, como o túnel de Sasago, na Chuo Expressway, no Japão, desencadearam discussões sobre inspeção, reparação e renovação de infraestrutura, e mudaram a direção do investimento de capital de novos investimentos para a reabilitação e renovação, e o governo desenvolveu legislação, sistemas de subsídios e diretrizes para enfrentar esses problemas. No setor de águas residuais, o departamento de esgoto do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo (MLIT) estabeleceu o sistema de subsídio, em 2009, para apoiar a extensão da vida útil da instalação de esgoto, desenvolveu uma diretriz de gestão de operação e manutenção do saneamento, em 2014, e alterou a lei de saneamento, em 2015. O sistema de subsídio de 2009 foi substituído pelo sistema de suporte à implementação do “Sistema de Gestão de Resíduos de Esgoto” (SSMS), em 2016. Especialmente no SSMS, as instalações de tratamento de efluentes líquidos podem receber um subsídio de cerca de 50 % do custo total da reabilitação e da renovação após inspeção das instalações e elaboração de planejamento de longo prazo de renovações e planos de reabilitação. Como resultado, no final de 2020, 74,6 % das instalações de saneamento de efluentes líquidos no Japão desenvolveram planos de renovação. A Sendai Wastewater Utility (SWU) também estava no ponto de mudança da gestão, na década de 2000. Neste momento, o crescimento populacional de Sendai estabilizou e parou a demanda por expansão das redes de esgoto. O governo da cidade decidiu reduzir o orçamento da construção e o número de funcionários. Ao mesmo tempo, no entanto, a SWU previu aumentar a demanda por renovação e reduzir o risco de desastres, porque grandes terremotos ocorrem a cada 30 anos emSendai, e os riscos de inundação devido ao aquecimento global também estão aumentando. A empresa precisava melhorar o seu sistema de gestão para explicar claramente o contexto local às partes interessadas e para priorizar as atividades de forma eficaz e eficiente. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 37 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela E.3 (conclusão) Em 2006, a SWU lançou grupos de trabalho para introduzir a gestão de ativos e investigou boas práticas de gestão de ativos na Austrália. Com base nos resultados, a empresa decidiu implementar a gestão de ativos e criou o escritório de estratégia de gestão de ativos. Para implementar a gestão de ativos, a empresa elaborou uma estratégia de implementação específica. Analisou e projetou soluções, realizando entrevistas e benchmarking nas empresas do setor na Austrália. A estratégia consistia em estratégias individuais, como “estabelecimento de objetivos de gestão de ativos”, “gestão de riscos”, “critérios de tomada de decisão”, “previsão de renovação de longo prazo”, “desenvolvimento de processos de negócios”, “desenvolvimento de sistemas de TI” etc. Como esses esforços foram implementados em paralelo com as iniciativas do MLIT mencionadas acima, a SWU compartilhou sua experiência com outros governos na elaboração de diretrizes e cursos de formação. Apesar dos danos causados pelo Grande Terremoto do Leste do Japão, enquanto aumentava o conhecimento dos efeitos da gestão de ativos em caso de desastre, a SWU começou a operar o sistema de gestão de ativos formalmente em 2013. A SWU reduziu seu custo médio anual de renovação e reabilitação de JPY 18,4 bilhões para JPY 14,3 bilhões, por meio da melhoria contínua da gestão de ativos, para aplicar a nova modelagem de previsão de reabilitação. Depois de desenvolver estruturas de treinamento de auditoria interna e gestão de ativos, a concessionária obteve a primeira certificação ISO 55001 no Japão, em 2014. O MLIT e as associações relacionadas desempenharam um papel fundamental no estabelecimento da ISO 55001 como uma estrutura de certificação. Foram alocados peritos aos comitês internacionais de normalização ISO/TC 224 e ISO/PC 251 para compartilhar informações. Com base nos seus conhecimentos, o departamento de esgoto do MLIT elaborou um guia de aplicação da ISO 55001 e implementou a certificação-piloto na cidade de Sendai, Prefeitura de Aichi (estação de tratamento de águas residuais) e Swing Corporation (empresa privada). Esse guia foi revisto para adicionar exemplos práticos em instalações, em 2016, e tem sido utilizado não só no setor de águas residuais, mas também em empresas privadas, incluindo consultores e prestadores de serviços para estradas e abastecimento de água etc. Estas iniciativas culminaram, ao final, no estabelecimento da Associação Japonesa de Gestão de Ativos (JAAM). A implementação da gestão de ativos no Japão começou inicialmente no governo nacional e, paralelamente, nas concessionárias locais e prosseguiu com a experiência continuada e compartilhamento de resultados entre si. O desenvolvimento colaborativo de instrumentos de políticas públicas (como a legislação, diretrizes e sistema de subsídios) no Japão por meio de discussões pelos comitês oficiais permanentes entre grandes empresas de serviços públicos e o governo nacional (MLIT) tem possibilitado melhorias na sustentabilidade de serviços públicos de águas residuais. Desde a publicação da ISO 55000, em 2014, companhias privadas e instituições acadêmicas têm também aderido e colaborado com a coordenação da estrutura de gestão de ativos por meio da JAAM. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 38 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela E.4 – Estudo de caso 4 (continua) País/região: Austrália Nome do governo: Governo Local do Sul Australiano Nível de governo: Nacional Local Setor(es) abrangido(s): Todos Instrumentos de política pública desenvolvidos ou aplicados: Estrutura legal (reforma legislativa) Estrutura institucional (reforma institucional) Instrumentos financeiros Desenvolvimento de treinamento e capacitação Parcerias de pesquisa e inovação Descrição do estudo de caso: Este estudo de caso demonstra que, com o equilíbrio certo de reforma institucional, orientação clara e consistente e acompanhamento e apresentação de relatórios regulares, um modelo de prestação de serviços financeiramente sustentável é possível em quase todas as circunstâncias. A primeira década do século XXI testemunhou uma série de pesquisas nacionais e estaduais sobre o estatuto e as perspectivas do governo local na Austrália. O foco específico foi na saúde financeira do governo local, especialmente a situação precária dos pequenos e remotos conselhos rurais, mas também as fraquezas mais amplas na gestão de ativos e de finanças. Os governos locais australianos são muito intensivos em ativos, e muitos afirmaram que não podem se dar ao luxo de atender às necessidades futuras de renovação de ativos e às crescentes expectativas da comunidade. Em especial, em 2006, a Associação Australiana de Governos Locais (ALGA) encomendou um estudo sobre a sustentabilidade financeira dos então 700 conselhos em todo o país. A conclusão geral do relatório foi que cerca de 35 % dos conselhos eram financeiramente insustentáveis. O relatório recomendou reformas internas para melhorar a eficiência e sugeriu mudanças no financiamento intergovernamental para aqueles conselhos que enfrentavam desafios de sustentabilidade Uma estrutura nacional para sustentabilidade financeira: Am 2007, para resolver a questão, o então Conselho de Ministros do Governo Local e do Planejamento (LGPMC) concordou em desenvolver uma abordagem nacionalmente consistente para avaliar: — a sustentabilidade financeira dos conselhos locais; — o planejamento e a gestão de ativos; — o planejamento e a apresentação de relatórios financeiros. Em 2009, a LGPMC endossou Estruturas Nacionalmente Consistentes de Sustentabilidade Financeira. Os governos federal, estadual e municipal concordaram em implementar as estruturas, e o governo federal alocou 19 milhões de dólares australianos por meio do Fundo de Reformas do Governo Local, para que isso acontecesse. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 39 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela E.4 (continuação) Reforma legislativa para a gestão de ativos: Progressivamente, todos os estados introduziram uma reforma legislativa que exigia que os governos locais preparassem planos de gestão de ativos (AMP) ligados ao plano financeiro de longo prazo. Governos locais foram encorajados a focar em um planejamento de no mínimo dez anos e a se esforçar para obter pequenos excedentes operacionais contínuos com base em princípios contábeis por exercício. A contabilidade por exercício reconhece a depreciação dos ativos e a geração de receitas suficientes para compensar as despesas operacionais, incluindo a depreciação (com base nos valores dos ativos revistos periodicamente), facilitaa geração de fundos que podem ajudar a abordar as necessidades contínuas de renovação dos ativos. Investigações posteriores sobre a eficácia do fundo de reforma e outras iniciativas estatais do governo identificaram que a maioria dos conselhos fortaleceu suas capacidades financeiras, de gestão de ativos e de processos de tomada de decisão. Demonstração dos benefícios: Para demonstrar esses benefícios, o órgão regulador da Austrália do Sul foi um precursor de reformas nos anos que antecederam e depois de uma “Investigação de Sustentabilidade Financeira”, em 2005. Esta investigação foi o principal motor para a melhoria progressiva no desempenho financeiro do setor do governo local da Austrália do Sul e é melhor ilustrado na Associação de Governo Local anual (LGA), no Relatório de Indicadores Financeiros do Sul Austrália. O Relatório de Indicadores é uma iniciativa na qual a LGA, em parceria com os conselhos e o governo estadual, apresenta anualmente relatórios sobre os valores mais recentes, o histórico e as comparações dos principais indicadores de sustentabilidade financeira para o setor. O indicador mais crítico do desempenho financeiro do governo local é o resultado operacional anual, que mede a diferença entre a receita diária e as despesas de um exercício financeiro anual. A Figura E.1 apresenta a soma dos resultados operacionais anuais de cada conselho de 2001 a 2019 e mostra uma melhoria de 123 milhões de dólares australianos na posição operacional durante este período. Figura E.1 – Governo Local do Sul da Austrália – Excedente/(déficit) operacional Dos 68 conselhos da Austrália do Sul, um total de 39 registraram um superávit operacional no exercício do ano financeiro de 2018-19, em comparação com apenas 16 conselhos em 2000-01. A melhoria no resultado operacional foi gerada não somente pelo aumento das receitas, mas também, em alguns casos, pela revisão dos níveis de serviço para baixo (incluindo a retenção de ativos por mais tempo do que o previsto originalmente), para facilitar uma posição sustentável. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 40 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela E.4 (conclusão) Embora a reforma das práticas de gestão de ativos e de finanças esteja em curso, um objetivo-chave para cada governo local é a obtenção e manutenção de uma posição financeiramente sustentável. Programas de sustentabilidade financeira do governo local: No âmbito do seu Programa de Sustentabilidade Financeira, a Associação de Governos Locais da Austrália do Sul (LGA): — preparou e atualizou uma série abrangente de documentos de informação; — implementou projetos de assistência aos conselhos com reformas financeiras e de gestão de ativos; — realizou programas de treinamento e orientação para auxiliar ainda mais os conselhos — atraiu financiamento do governo federal para prosseguir com as reformas de sustentabilidade financeira que foram empreendidas pelos conselhos do sul australiano; — fez parceria com o Institute of Public Works Engineering Australasia (IPWEA) para adotar abordagens internacionalmente reconhecidas para a elaboração de políticas, estratégias e planos de gestão dos ativos (AMP). A experiência demonstrou que, com uma estrutura legislativa eficaz, uma diretriz para a gestão de ativos, orientações claras e consistentes de apoio e monitoramento e relatórios regulares, é possível melhorar significativamente o desempenho e a gestão financeiramente sustentável dos ativos de infraestrutura. NOTA Fonte: Cortesia da IPWEA; ver Referência [30]. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 41 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Bibliografia [1] ABNT NBR ISO 18091, Sistemas de gestão da qualidade - Diretrizes para a aplicação da ABNT NBR ISO 9001 em prefeituras [2] ABNT NBR ISO 20400, Compras sustentáveis – Diretrizes [3] ABNT NBR ISO 37001, Sistemas de gestão antissuborno - Requisitos com orientações para uso [4] ABNT NBR ISO 55001, Gestão de ativos – Sistemas de gestão – Requisitos [5] ABNT NBR ISO 55002, Gestão de ativos – Sistemas de gestão – Diretrizes para a aplicação da ABNT NBR ISO 55001 [6] ABNT ISO/TS 55010, Gestão de ativos - Orientação sobre o alinhamento das funções financeiras e não financeiras na gestão de ativos [7] ISO 550123 ), Asset management – Guidance on people involvement and competence [8] ISO 550134 ), Asset management – Guidance on the management of data assets [9] ABNT ISO/IEC TR 29110-5-3:2024, Engenharia de sistemas e software – Perfis de ciclo de vida para Micro-Organizações (VSE) Parte 5-3 – Diretrizes para entrega de serviços [10] Alegre, H., Amaral, R., Brito, R.S.; Baptista, J.M. Public Policies as Strategic Asset Management Enablers: The Case of Portugal. H2Open J. 2020, 3, pp. 428–436 [11] Amaral, R. Investment Strategic Planning of Water Services Investments in Portugal. Ph.D. Thesis, Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal, 2017 [12] Amjad, U., Ojomo, E., Downs, K., Cronk, R., Bartram, J. Rethinking Sustainability, Scaling Up, and Enabling Environment: A Framework for Their Implementation in Drinking Water Supply. Water. 2015, 7, pp. 1497–1514 [13] Australian Public Service Commission, 2012, The whole of government challenge. [Online: http:// www .apsc .gov .au/ publications -and -media/ archive/ publications -archive/ connecting -government/ challenge ] Accessed April 26, 2018 [14] Lee, B.X. 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Available online: https://www.iso.org/iso-and- policy-makers.html (accessed on 26 September 2021) [18] Bregel, J.L. Principal Features and Methods of Codification. Louisiana Law Review Journal 1987, 48, pp. 1073–1097 [19] Bressers, H.T.A., O’Toole, Jr, L.J. The Selection of Policy Instruments: The Selection of Policy Instruments: A Network-Based Perspective. Jnl Publ. Pol. 1998, 18, 3, pp. 213–239 [20] ISO/TC 251. Asset Management: Understanding the benefits of an ISO 55001 Asset Management System. ISO, Geneva, 2019. Available at [accessed 2024-04-17]: https://committee.iso.org/ files/live/sites/tc251/files/guidance/ISO%20TC251%20WG4%20ISO%2055001%20AMS%20 Benefits%20EN.pdf [21] Department for Transport. Highways England: Licence, Secretary of State for Transport statutory directions and guidance to the strategic highways company.Tabela B.3 – Oportunidades para influenciar políticas públicas que apoiem a adoção da gestão de ativos ..........................................................................................................22 Tabela C.1 – Boas práticas para o desenvolvimento de instrumentos de políticas públicas que possibilitem melhores resultados na gestão de ativos ........................................24 Tabela D.1 – Exemplos de ações e considerações do governo para promover a gestão de ativos .................................................................................................................................28 Figuras Figura 1 – Elementos-chave e relacionamentos no ambiente favorável para a gestão de ativos sob a perspectiva de políticas públicas ...............................................................6 Figura E.1 – Governo Local do Sul da Austrália – Excedente/(déficit) operacional ...................39 B.1 Participantes não governamentais .................................................................................17 B.1.1 Geral ..................................................................................................................................17 B.1.2 Grupos de defesa da gestão de ativos ...........................................................................17 B.1.3 Associações profissionais ..............................................................................................17 B.1.4 Organizações individuais que possuem ou operam ativos .........................................18 B.1.5 Organizações e indivíduos que podem apoiar proprietários ou operadores de ativos .. 18 B.1.6 Universidades ...................................................................................................................18 B.1.7 Mídia ..................................................................................................................................18 B.1.8 Indústria e fabricantes .....................................................................................................18 B.2 Ações não governamentais que apoiam um ambiente favorável para a gestão de ativos ............................................................................................................18 B.3 Benefícios para participantes não governamentais do apoio à adoção da gestão de ativos ..........................................................................................................20 B.4 Oportunidades não governamentais para influenciar políticas públicas que apoiem a adoção da gestão de ativos .........................................................................................21 Anexo C (informativo) Desenvolvimento de instrumentos de política pública que melhorem os resultados da gestão de ativos ..................................................................................24 Anexo D (informativo) Exemplos de ações e considerações do governo para o desenvolvimento e a aplicação de instrumentos de políticas públicas .....................28 Anexo E (informativo) Estudos de caso............................................................................................31 Bibliografia .........................................................................................................................................41 Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A v ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela E.1 – Estudo de caso 1 .........................................................................................................31 Tabela E.2 – Estudo de caso 2 .........................................................................................................34 Tabela E.3 – Estudo de caso 3 .........................................................................................................36 Tabela E.4 – Estudo de caso 4 .........................................................................................................38 Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A vi ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Prefácio Nacional A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da normalização. Os Documentos Técnicos internacionais adotados são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 3. A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996). Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT não substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo precedência sobre qualquer Documento Técnico ABNT. Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT. A ABNT NBR ISO 55011 foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Gestão de Ativos (ABNT/CEE-251). O Projeto foi submetido à Consulta Nacional no período de 20.02.2025 a 24.03.2025. A ABNT NBR ISO 55011 é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, à ISO 55011:2024, que foi elaborada pelo Technical Committee Asset management (ISO/TC 251). O Escopo em inglês da ABNT NBR ISO 55011 é o seguinte: Scope This document gives guidance on establishing, sustaining and improving an enabling environment for asset management through public policy. This document is applicable to all types and levels of government. While ISO 55000, ISO 55001 and ISO 55002 make reference to organizational policy, this document refers to public policy. The focus of this document is on influencing the choice and development of public policy instruments that promote the adoption of asset management and use of asset management systems through ISO 55001 and ISO 55002. NOTA This document is intended to provide guidance on the development and application of policy instruments based on international best practices. It is not intended to provide guidance on general public policy-making or on political issues. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A vii ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Introdução 0.1 Propósito Este documento fornece orientações para avançar na adoção da gestão de ativos por meio de políticas públicas, focadas especificamente no contexto externo de todas as organizações que gerenciam ativos. Estas orientações definem e descrevem um ambiente favorávelApril 2015 [22] Department of Treasury & Finance Victoria, 2016, Asset Management Accountability Framework, [Online: https://view.officeapps.live.com/op/view.aspx?src=https://www.dtf.v ic.gov.au/sites/default/ files/2018-02/Asset-Management-Accountability-Framework.docx] Accessed April 26, 2018 [23] Environmental Protection Agency (EPA). 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Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 43 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Available online: https://iwa-network.org/wp-content/uploads/2015/04/Lisbon_Regulators_ Charter_SCREEN_EN_errata.pdf (accessed on 15 November 2021) [33] Keskitalo, E.C.,Juhola, S., Baron, N., Fyhn, H., Klein, J. Implementing Local Climate Change Adaptation and Mitigation Actions: The Role of Various Policy Instruments in a Multi-Level Governance Context. Climate. 2016, 4, 7 [34] Koop, S.H.A., van Leeuwen, C.J. The Challenges of Water, Waste and Climate Change in Cities. Environ. Dev. Sustain. 2017, 19, 385–418 [35] Lascoumes, P., Le Gales, P. 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Este documento descreve como os participantes nesse ambiente podem agir e interagir uns com os outros para influenciar no desenvolvimento e na implementação de políticas públicas para promover a gestão de ativos em seus países e regiões (ver Anexos A e B). Este documento fornece uma abordagem consistente (ver Anexos C e D) para o desenvolvimento de instrumentos de políticas públicas (ver 5.2.1) que promovam a gestão de ativos e auxiliem a atingir os objetivos governamentais. Estes podem incluir implementar uma estrutura de práticas recomendadas para um investimento público eficaz (ver Tabela 1), alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas e, de outra forma, gerar maior valor para a sociedade. 0.2 Relação com outras normas A ABNT NBR ISO 55000 fornece contexto para as normas de gestão de ativos desenvolvidas pelo ISO/TC 251 (por exemplo, ABNT NBR ISO 55001, ABNT NBR ISO 55002, ABNT ISO TS 55010, este documento, ABNT NBR ISO 55012 e ABNT NBR ISO 55013). A ABNT NBR ISO 55001 especifica requisitos para um “sistema de gestão de ativos’’ organizacional, e a ABNT NBR ISO 55002 fornece orientações para uma organização na aplicação da ABNT NBR ISO 55001. Todos os conceitos, termos e definições nas normas acima são escritos a partir da perspectiva de cada organização individual. Nesta perspectiva, este documento se relaciona com o contexto externo no qual cada organização opera e é criada em condições estabelecidas por seus influenciadores externos. Este documento foi escrito a partir de uma perspectiva mais ampla e reconhece que muitos indivíduos e organizações diferentes (“participantes’’) estão envolvidos na promoção da adoção da gestão de ativos em seus respectivos países e jurisdições. É destinado a moldar positivamente o contexto externo de todas as organizações, e não somente uma única organização, por meio do desenvolvimento, ou influência sobre o desenvolvimento de políticas públicas de apoio. 0.3 Público-alvo Este documento é destinado àqueles indivíduos e organizações que querem e estão aptos a avançar e apoiar a adoção da gestão de ativos em seus respectivos países e regiões, por meio de políticas públicas. Este documento reconhece os agentes públicos como os principais participantes no processo de políticas públicas e reconhece que outros participantes podem ser envolvidos no processo. O termo “usuários secundários” é destinado àqueles indivíduos e organizações que desejam promover e apoiar a adoção da gestão de ativos e que buscam orientações sobre como fazer isso. NOTA 1 Estas orientações são relevantes para todos os níveis de governo. O público-alvo inclui o governo e demais funcionários que reconheçam os benefícios da gestão de ativos, gostariam e são capacitados para avançar na gestão de ativos por meio de seu trabalho. Esses indivíduos podem incluir aqueles que: — aconselham sobre políticas públicas; Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A viii ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados — implementam políticas públicas; — emitem orientações para órgãos implementadores; — emitem orientações executivas; — emitem regulamentos finais; — apresentam propostas de legislações ou regulamentos; — aprovam propostas de legislações e regulamentos; — aprovam legislações; — estão envolvidos no desenvolvimento de legislações, políticas, estruturas de relatórios e controle, incluindo auditorias; — influenciam elaboradores de políticas que possam comandar a gestão de ativos e/ou apoiar a adoção e alocação de recursos; — definem a direção estratégica de políticas públicas. NOTA 2 O público-alvo pode também incluir indivíduos e organizações não governamentais que reconheçam os benefícios da gestão de ativos e que queiram e possam influenciar os processos de formulação de políticas públicas utilizados pelos governos, assim como os processos de desenvolvimento de normas utilizados por organismos de normalização não governamentais para avançar na gestão de ativos. NOTA BRASILEIRA A expressão “agentes públicos” foi usada como tradução do termo original “government officials”. 0.4 Estrutura do documento A estrutura do documento é a seguinte: — a Seção 4 descreve o contexto no qual os participantes relevantes para o processo de elaboração de políticas podem utilizar instrumentos políticos para alcançar os resultados da gestão de ativos. — a Seção 5 identifica os instrumentos de políticas públicas implementados por governos para promover a gestão de ativos. — a Seção 6 define as práticas recomendadas para um investimento público eficaz e como os instrumentos de políticas públicas podem ser desenvolvidos para promover a gestão de ativos e elementos de boas práticas. — os Anexos A ao E fornecem detalhes sobre participantes governamentais e não governamentais, potenciais comportamentos e ações que podem ser tomadas para promover a gestão de ativos. Eles documentam estudos de caso baseados nas melhores práticas globais, demonstrando o desenvolvimento e uso de instrumentos de políticas públicas que possibilitam a gestão de ativos. 0.5 Benefícios deste documento 0.5.1 Geral Os benefícios da gestão de ativos para organizações individuais são descritos na ABNT NBR ISO 55000. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A ix ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados A adoção deste documento pode facilitar a criação e melhoria de um ambiente favorável, que, por sua vez, pode melhorar, de modo geral, a maturidade da gestão de ativos dentro de empresas, organizações e em âmbito nacional entre países. Por uma perspectiva mais ampla, isto pode ajudar a alcançar objetivos governamentais, como a prestação de melhores serviços públicos , infraestruturas que suportem o nível desejado de serviço e infraestruturas públicas mais seguras em todos os níveis governamentais, melhoria da competitividade do país no comércio com outros países, garantia de que contribuintes tenham melhor retorno de seus impostos e uma maior capacidade de resposta no bem-estar social. Os benefícios da adoção deste documento são descritos em 0.5.2 e 0.5.3. Os benefícios de apoiar a adoção da gestão de ativos para participantes governamentais e não governamentais são descritos com mais detalhes nos Anexos A e B, respectivamente. 0.5.2 Benefícios de uma abordagem consistente É recomendado que um ambiente favorável e eficaz para a gestão de ativos resulte na adoção de uma abordagem ampla e coerente para a gestão de ativos nas organizações que possuem, operam ou são de alguma forma responsáveis por ativos dentro de um país ou região. A adoção de uma abordagem consistente possui seus próprios benefícios, os quais incluem: a) utilizar a terminologia coerente para discutir a gestão de ativos e processos comuns para criar sistemas de gestão de ativos; b) ter acordado o conjunto de dados mínimo que: 1) reduza a duplicação de esforços dos proprietários de ativos ao fornecer elementos consistentes mínimos para diferentes jurisdições; 2) possibilite o alinhamento e a colaboração mais estreita, e facilite o diálogo entre jurisdições, associações e reguladores; c) criar uma comunidade de práticas com objetivose entendimentos comuns para promover um melhor resultado de desempenho internos e externos às organizações; d) alinhar com programas ou regimes de validação e verificação; e) alinhar com programas de melhoria de competências para demonstrar a proficiência dos profissionais na gestão de ativos; f) fornecer às partes interessadas uma compreensão dos benefícios de uma abordagem consistente e nacionalizada à gestão de ativos dentro de organizações governamentais e não governamentais. 0.5.3 Resultados benéficos na adoção deste documento Quando um ambiente favorável para a gestão de ativos for concretizado com êxito, os resultados ou benefícios esperados incluem, mas não são limitados ao seguinte: a) melhor uso de recursos financeiros e não financeiros, incluindo: 1) permitir uma maior eficiência de recursos (por exemplo, energia, água, materiais, terra e mão de obra), reduzindo simultaneamente os impactos ambientais e mantendo a prestação de serviços; 2) contribuir para um melhor uso das finanças, assegurando serviços de qualidade com retorno aceitável de investimentos e um custo de ciclo de vida previsível; Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A x ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados 3) facilitar a identificação de recursos humanos que são necessários para operar os ativos e seus facilitadores, suas competências e programar sua indução; 4) fornecer uma compreensão/identificação de recursos financeiros necessários para construir a capacidade de gestão de ativos; b) consideração das necessidades e expectativas das partes interessadas e cidadãos ao fornecer serviços efetivos; c) alinhamento dos objetivos governamentais, em diferentes níveis da administração e prestadores de serviços públicos, contribuindo para o alcance de objetivos nacionais e subnacionais; d) melhoria do processo de tomada de decisão a longo prazo, incluindo aqueles que: 1) reduzem os riscos de uso ineficiente de fundos de contribuintes e outros financiadores; 2) consideram todo o ciclo de vida dos ativos, permitindo a otimização do custo total do ciclo de vida, por meio da análise de desempenho, custo e risco 3) consideram os impactos da mudança climática e a necessidade de ativos resilientes às alterações climáticas; e) fomentar parcerias de pesquisa e inovação; f) maximização do valor entregue à sociedade pelos ativos nacionais e/ou subnacionais; g) melhoria contínua de serviços prestados pelo Estado ou por prestadores de serviços não governamentais; h) melhoria na transparência e responsabilização de decisões governamentais e ações a elas associadas, quando apropriado, o que pode gerar confiança e credibilidade dentro de comunidades de órgãos encarregados de gerenciar infraestruturas críticas; i) capacidade de promover, interagir e alcançar os requisitos de outros objetivos de políticas, como os ODS da ONU; j) gestão eficaz de riscos, que pode levar à: 1) redução de perda financeiras, melhoria da segurança, valor da marca e reputação, e minimização dos impactos sociais e ambientais; 2) redução de responsabilidade por prêmios de seguros, multas, penalidades etc.; 3) construção de resiliência, tempestividade e continuidade do serviço; k) demonstração de responsabilidade social, que pode: 1) melhorar a habilidade da organização de reduzir emissões, conservar recursos e adaptar-se às mudanças climáticas; 2) possibilitar a demonstração de responsabilidade social e práticas empresariais éticas, e, quando aplicável, atender a requisitos de obrigações ambientais, sociais e de governança (ESG); 3) criar comunidades mais seguras. Ver Anexo E para exemplos de estudos de caso demonstrando como os benefícios podem ser alcançados usando as abordagens e práticas identificadas neste documento. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A ABNT NBR ISO 55011:2025NORMA BRASILEIRA 1© ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Gestão de ativos — Orientação para o desenvolvimento de políticas públicas para promover a gestão de ativos 1 Escopo Este documento fornece orientações para o estabelecimento, manutenção e melhoria de um ambiente favorável para a gestão de ativos por meio de políticas públicas. Este documento é aplicável a todos os tipos e níveis governamentais. Enquanto as ABNT NBR ISO 55000, ABNT NBR ISO 55001 e ABNT NBR ISO 55002 fazem referência à política organizacional, este documento se refere à política pública. O foco deste documento é influenciar na escolha e desenvolvimento de instrumentos de políticas públicas que promovam a adoção da gestão de ativos e o uso de sistemas de gestão de ativos por meio das ABNT NBR ISO 55001 e ABNT NBR ISO 55002. NOTA Este documento se destina a fornecer orientações sobre o desenvolvimento e a aplicação de instrumentos políticos baseados nas melhores práticas internacionais. Não se destina a fornecer orientações para elaboração de políticas públicas em geral ou questões não políticas. 2 Referência normativa O documento a seguir é citado no texto de tal forma que seu conteúdo, total ou parcial, constitui requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). ABNT NBR ISO 55000, Gestão de ativos – Vocabulário, visão geral e princípios 3 Termos e definições Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR ISO 55000 e os seguintes. A ISO e a IEC mantêm bases de dados terminológicos para uso na normalização nos seguintes endereços: — Plataforma de Navegação Online ISO: disponível em https://www.iso.org/obp — Electropedia da IEC: disponível em https://www.electropedia.org/ 3.1 construção de capacidade fornecimento de competências, habilidades, conhecimento, experiências relevantes e financiamento, tecnologia e outros recursos associados que possibilitem que indivíduos ou organizações realizem novas tarefas para alcançar objetivos da gestão de ativos [FONTE: Federação dos Municípios Canadenses, 2019[24], p.19, modificadao - “provisão” substituiu “aquisição” e “e o financiamento, tecnologia e outros recursos associados” e “para atingir os objetivos de gestão de ativos” foram adicionados.] Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 2 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados 3.2 ambiente favorável para a gestão de ativos conjunto de circunstâncias, objetos e condições externas às organizações gestoras de ativos, que afetam positivamente a adoção da gestão de ativos e alcance dos objetivos do governo (3.4) Nota 1 de entrada: Os ambientes favoráveis à gestão de ativos são exclusivos para diferentes países e regiões, e podem ser exclusivos para diferentes regiões geográficas em um país. Exemplos dessas condições podem incluir condições físicas (por exemplo, recursos naturais) ou condições não físicas (por exemplo, legais, burocráticas, fiscais, informacionais, políticas, culturais). Nota 2 de entrada: Os aspectos acordados comumentesobre o ambiente favorável para gestão de ativos normalmente se enquadram em cinco categorias: econômica, política, administrativa, sociocultural e recursos. Esses fatores proporcionam o contexto para incentivos e oportunidades para o alcance dos objetivos governamentais (inclusive por meio da gestão de ativos). Por exemplo, fatores econômicos, incluindo o financiamento de infraestrutura física ou ações administrativas, podem incluir a criação de incentivos para desempenho. Nota 3 de entrada: Políticas públicas (3.7) são desenvolvidas e emitidas por diferentes níveis governamentais, em que cada um dos quais pode ter seu próprio ambiente favorável para a gestão de ativos, consistindo em condições variadas. Nota 4 de entrada: Este documento foca nas condições do contexto externo criadas por contribuições, interesses e demandas de participantes não governamentais e nas direções estratégicas de participantes governamentais, as quais podem ser modificadas por políticas públicas. [FONTE: Amjad et al. 2015[12]; Ojomo 2016[40], modificada] 3.3 governança sistema de direcionamento e controle [FONTE: ABNT ISO/IEC TR 29110-5-3:2024, 3.12] 3.4 governo ato de, ou responsabilidade por, gerenciar, governar e promover o desenvolvimento de uma região, incluindo responsabilização pela definição, projeto, desenvolvimento e institucionalização de políticas públicas (3.7) expressas na previsão de produtos e serviços para suas partes interessadas. Nota 1 de entrada: “Governo” pode se referir ao ato de governar, assim como às instituições (por exemplo, órgãos ou organizações) responsáveis por governar. Nota 2 de entrada: O termo ‘’governo’’ se refere a todos os níveis de governo. Nota 3 de entrada: O termo ‘’governo’’ é frequentemente utilizado para designar a máxima instância da administração executiva (o poder do Estado que, de acordo com a Constituição de um país, possui a atribuição de governar o povo e administrar interesses públicos, de modo a cumprir fielmente as determinações legais), geralmente reconhecido como a liderança de um Estado (qualquer país soberano com sua própria organização de estruturas políticas, assim como designando um conjunto de instituições que controlam e administram a nação) ou uma nação. Os Estados podem ter diversos níveis ou esferas de governo, dependendo da organização política desse país, como governos locais ou municipais, regionais ou estaduais, e nacionais ou federais. 3.5 governo local organização que é responsável pela governança (3.3) de uma área local e por prestar serviços etc. Nota 1 de entrada: O governo local pode ser um nível do governo subnacional (3.13) em países não federais e um nível sub-regional de governo (3.4) em países federais. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 3 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Nota 2 de entrada: Os termos “regiões’’ e “local’’ podem também se referir de forma mais genérica a um território subnacional com características socioeconômicas ou territoriais específicas que podem, mas nem sempre, corresponder a unidades administrativas ou políticas. 3.6 investimento público gastos de investimentos do governo (3.4) em infraestrutura física (por exemplo, estradas, edifícios públicos) e infraestrutura intangível (por exemplo, desenvolvimento de capital humano, inovação, pesquisa e desenvolvimento) com vida produtiva de longo prazo Nota 1 de entrada: As estatísticas geralmente captam investimento público direto, quando medido pela formação bruta de capital fixo. 3.7 políticas públicas guia de princípios para uma série de ações tomadas pelo governo (3.4) como resposta a uma necessidade percebida, formulada por um processo político específico e adotado, implementado e executado por órgão público específico que espera resultados Nota 1 de entrada: Política pública é diferente do termo ‘’política’’ usado na ABNT NBR ISO 55000. Na ABNT NBR ISO 55000, a alta administração emite políticas que fornecem a intenção e a direção da organização. Neste documento, as organizações governamentais emitem políticas públicas que normalmente fornecem um “guia de princípios’’ a ser seguido por diversas organizações em suas jurisdições. Exemplos de políticas públicas nesse contexto que possibilitam a gestão de ativos incluem os dados de 6.2. 3.8 instrumento de políticas públicas intervenção feita pelo governo (3.4) que pretende apoiar o alcance de objetivos de políticas públicas (3.10) Nota 1 de entrada: Para exemplos, ver Figura 1, 5.2.1 e Anexo C. 3.9 formulador de políticas públicas representante do governo (3.4), responsável por desenvolver, administrar ou influenciar políticas públicas (3.7) Nota 1 de entrada: Um formulador de políticas públicas não é necessariamente responsável por implementar políticas públicas. Nota 2 de entrada: Os formuladores de políticas públicas podem incluir reguladores, autoridades eleitas (por exemplo, políticos) e seus delegados e administradores públicos. 3.10 objetivos das políticas públicas resultado a ser alcançado por uma política pública (3.7) 3.11 processos das políticas públicas conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas pelas quais a política pública (3.7) é formulada, implementada e avaliada 3.12 entrega de serviço ato de prestar um serviço aos clientes Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 4 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados 3.13 governo subnacional nível de governo (3.4) abaixo de governos nacionais (regionais e locais) Nota 1 de entrada: “Governo regional’’ ou “região” se refere ao nível de governo imediatamente abaixo do nível nacional em países federativos (ou seja, estados federados) ou em países unitários (com um nível regional específico). 4 Ambiente favorável para a gestão de ativos a partir de uma perspectiva da política pública 4.1 Geral A implementação bem-sucedida da gestão de ativos em qualquer organização é influenciada pelos contextos interno e externo da organização. Estes contextos estão descritos nas ABNT NBR ISO 55000, ISO ABNT NBR 55001 e ABNT NBR ISO 55002, e incluem uma variedade de condições, como econômicas, políticas, administrativas e socioculturais, e recursos. Este documento foca nos contextos externos das organizações e em um subconjunto de condições que contribuem, por meio das políticas públicas, para o sucesso da implementação da gestão de ativos e, por sua vez, objetivos governamentais (por exemplo, os ODS da ONU). Esse relacionamento é ilustrado na Figura 1. O sucesso na criação e manutenção de um ambiente favorável à gestão de ativos nas jurisdições políticas depende da criação de políticas públicas adequadas, com um nível de consenso que permita a sua sustentação ao longo do tempo. Este documento fornece orientações para escolha, desenvolvimento e implementação de instrumentos de políticas públicas (ver Seções 5 e 6 para detalhes). Ele descreve considerações e ações que podem ser tomadas pelos participantes governamentais e não governamentais para alcançar objetivos governamentais e, em última análise, para agregar maior valor à sociedade. As orientações neste documento reconhecem os governos como principais atores na formação de políticas públicas. Contudo, atores não governamentais com interesse e experiência na gestão de ativos também têm um papel a desempenhar no processode formulação de políticas. Os envolvidos no desenvolvimento, implementação e aprimoramento de políticas públicas para criar ou melhorar o ambiente favorável para a gestão de ativos são referidos como “participantes” neste documento. O ambiente favorável para gestão de ativos é formado pelas interações dos participantes governamentais e não governamentais, condições delineadas e das estruturas legais, regulatórias e políticas (incluindo instrumentos de políticas públicas). O ambiente favorável para a gestão de ativos é dinâmico e muda constantemente em resposta às ações de seus participantes. Para criar um ambiente favorável para gestão de ativos por meio de políticas públicas, convém que os participantes ajam e interajam uns com os outros, de modo a apoiar positivamente e promover a adoção de gestão de ativos dentro de suas jurisdições políticas. Os participantes do ambiente favorável para a gestão de ativos são agrupados por tipo e descritos em 4.2, de acordo com as formas pelas quais pode ser favorecida a adoção de gestão de ativos por meio de políticas públicas. Os Anexos A e B fornecem exemplos de ações e comportamentos dos participantes em um ambiente favorável para a gestão de ativos. 4.2 Participantes do ambiente favorável para a gestão de ativos 4.2.1 Participantes governamentais As organizações e os agentes públicos em todos os níveis de governo e agências reguladoras são os participantes mais importantes no desenvolvimento e aprimoramento das políticas públicas. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 5 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Eles geralmente têm autoridade para desenvolver e aprimorar políticas públicas, por exemplo, por meio da criação de regras formais, delegações, atribuições, incentivos e capacitação que afetam diretamente os resultados de um ambiente favorável para a gestão de ativos. Entretanto, esses participantes não necessariamente têm a experiência em gestão de ativos existentes nas organizações proprietárias ou gestoras de ativos, ou nas organizações que promovem a gestão de ativos. O Anexo A descreve os diferentes participantes governamentais do ambiente favorável para a gestão de ativos e as formas que estes podem apoiar a gestão de ativos por meio de políticas públicas. 4.2.2 Participantes não governamentais Os participantes não governamentais do ambiente favorável podem promover a gestão de ativos por meio de políticas públicas ao se envolverem com órgãos governamentais e agentes públicos no desenvolvimento de seus instrumentos de políticas públicas. Participantes não governamentais podem incluir proprietários de ativos, grupos que apoiam a gestão de ativos, indivíduos e organizações industriais que apoiam proprietários ou operadores de ativos, associações profissionais, universidades, empresas de mídia e outras potenciais instituições e organizações (incluindo, mas não se limitando a, credores, investidores e seguradoras). NOTA BRASILEIRA O termo “universidades” foi usado como tradução do termo original “academia”. Esses participantes não governamentais podem ter conhecimento, experiência e/ou especialização em gestão de ativos, mas geralmente não possuem autoridade para emitir instrumentos de políticas públicas criar, sustentar ou melhorar esse ambiente favorável. Por exemplo, organizações não governamentais de normalização publicam normas voluntárias que podem também informar o desenvolvimento de políticas públicas que promovam a gestão de ativos. Embora essas normas não tenham força de lei, em muitos países e setores empresariais elas podem influenciar positivamente o comportamento. Outros participantes não governamentais podem contribuir para o avanço da gestão de ativos por meio de políticas públicas que podem envolver, por exemplo, o compartilhamento de conhecimento, promoção de benefícios da gestão de ativos, construção de capacidades e oportunidades de desenvolvimento profissional. O Anexo B descreve os participantes não governamentais e as formas que eles podem apoiar a gestão de ativos no ambiente favorável. 4.2.3 Outros participantes 4.2.3.1 Proprietários de ativos, operadores e custodiantes As organizações que possuem, operam ou de qualquer outra forma são responsáveis por ativos são o público-alvo de outras normas de gestão de ativos (por exemplo, ABNT NBR ISO 55001, ABNT NBR, ISO 55002, ISO/TS 55010) e aquelas aos quais os requisitos de gestão de ativos são destinados. Os proprietários e operadores de ativos se encontram entre participantes governamentais e não governamentais do ambiente favorável para a gestão de ativos. Eles criam políticas e apoiam ferramentas que são únicas em seus contextos organizacionais, incluindo, mas não se limitando a: — planos estratégicos específicos, os quais incluem os objetivos estratégicos da organização; — políticas de gestão de ativos específicas da organização, requeridas pela ABNT NBR ISO 55001; — programas de treinamento em gestão de ativos específicos da organização. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 6 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados a Exemplo de categorias de condições incluem: econômica, política, administrativa, sociocultural e de recursos. Figura 1 – Elementos-chave e relacionamentos no ambiente favorável para a gestão de ativos sob a perspectiva de políticas públicas 4.2.3.2 Sociedade A sociedade representa a totalidade da população de uma região e é, em última análise, impactada por boas ou más práticas de gestão de ativos. Os membros da sociedade são posicionados de forma única como destinatários de serviços e produtos viabilizados pela aplicação de gestão de ativos por parte dos proprietários de ativos e prestadores de serviços. Enquanto membros da sociedade normalmente esperam que seja papel do governo criar um ambiente adequado para uma efetiva gestão de ativos, membros da sociedade podem também tentar influenciar outros participantes (principalmente governamentais) no desenvolvimento de instrumentos de políticas públicas que promovam a gestão de ativos. Em ambos os casos, é importante para o governo comunicar a necessidade de gastos com a gestão de ativos e obter aceitação da sociedade, explicando o valor a ser obtido a partir disto. Por outro lado, a sociedade tem a função de comunicar ao governo a necessidade de gastos em gestão de ativos. 4.3 Interação entre participantes A interação entre diferentes participantes é fundamental para a criação de um ambiente favorável de sucesso da gestão de ativos por meio de políticas públicas. A coordenação entre os formuladores de políticas públicas, líderes organizacionais, especialistas em gestão de ativos e participantes não governamentais relevantes pode resultar em uma política pública desenvolvida com as contribuições necessárias para a gestão de ativos. O resultado dos instrumentos de políticas públicas desenvolvidas pode gerar mais valor tanto para o governo quanto para a sociedade. O Anexo D fornece exemplos de ações e considerações pelo governo que promovem a gestão de ativos por meio de diferentes instrumentos de políticas públicas. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o deU T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 7 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados 5 Instrumentos de políticas públicas 5.1 Geral Todos os elementos do ambiente favorável desempenham papéis positivos no avanço da adoção da gestão de ativos. Instrumentos de políticas públicas são elementos poderosos para a criação ou melhoria de um ambiente favorável para a gestão de ativos, porque podem requerer a adoção ou fornecer incentivos ou apoios para a adoção da gestão de ativos, para ajudar na realização de objetivos do governo em seus respectivos países e regiões. Uma visão geral dos instrumentos de políticas públicas que podem ser implantados pelos governos para promover a gestão de ativos está indicada em 5.2.1. Instrumentos de políticas públicas podem envolver tipos variados de intervenções obrigatórias a voluntárias, baseados em incentivos de acordo com a necessidade e situação dos respectivos governos e países. A(s) respectiva(s) forma(s) que o instrumento de políticas públicas pode assumir também está(ão) descrita(s). Por exemplo, um governo pode escolher utilizar intervenções financeiras para apoiar a adoção da gestão de ativos. Intervenções financeiras podem incluir, tanto programas orçamentários (obrigatórios), quanto de subsídios e oportunidades de financiamentos competitivas (baseados em incentivos) que apoiam atividades de gestão de ativos. A Seção 6 descreve como os processos para desenvolver estes instrumentos de políticas públicas podem conectar participantes governamentais e não governamentais (ver 4.2) no ambiente favorável e trazer a especialização na gestão de ativos para melhorar a efetividade desses instrumentos. Os benefícios que podem ser realizados por uma abordagem consistente em conjunto com o desenvolvimento estratégico e coordenado das políticas públicas estão descritos em 0.5. 5.2 Instrumentos de políticas públicas que podem promover a gestão de ativos 5.2.1 Identificação de instrumentos de políticas públicas Os instrumentos de políticas públicas que podem promover a gestão de ativos incluem, mas não estão limitados a, aqueles que: a) promovem e facilitam a gestão de ativos, como: 1) planejamento estratégico governamental; 2) determinação de uma estrutura legal e regulatória; 3) supervisão de alterações de uma estrutura institucional; b) envolvem modelos de governança, como: 1) governança corporativa; 2) governança pública; c) envolvem políticas de governança, como: 1) políticas tributárias (normas tributárias éticas); 2) política de investimento; 3) política comercial; 4) políticas de concorrência (incluindo regras de contratação pública); Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 8 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados d) fornecem regras e normas específicas do setor que sejam aplicáveis ao tipo de sistemas de ativos (quando pertinente), como: 1) objetivos de qualidade de serviço e sistemas de avaliação; 2) normas de responsabilidade social e ambiental; e) desenvolvem capital humano, como: 1) políticas de educação, treinamento e capacitação; 2) desenvolvimento de parcerias de pesquisa e inovação; f) desenvolvem instrumentos econômicos e financeiros, como: 1) integração de dados e informações intangíveis na cadeia de valor; 2) normas relativas à localização territorial das estruturas legais de companhias gestoras; 3) alinhamento de informações financeiras e não financeiras (ver ABNT ISO/TS 55010); g) ajudam a medir o sucesso de iniciativas de gestão de ativos enquanto criam confiança e apoio para iniciativas governamentais: 1) métricas de desempenho e benchmarking; 2) comunicação e engajamento público. O Anexo C apresenta boas práticas para o desenvolvimento destes instrumentos de políticas públicas que promovem a gestão de ativos. 5.2.2 Formas de instrumentos de políticas públicas Instrumentos de políticas públicas, como os identificados em 5.2.1, agem como dispositivos intermediários para orientar relações entre o governo e a sociedade, e podem ser operacionalizados por meio de diferentes formas de ações governamentais. Eles são apresentados como uma hierarquia de autoridades políticas, como a seguir: NOTA Esta lista é ilustrativa e não exaustiva, e a hierarquia pode variar de acordo com o sistema político em uso no país ou região a ser considerado. a) leis (por exemplo, tornar obrigatórios as políticas e os planos de gestão de ativos para órgãos governamentais) b) orientações nacionais ou diretivas executivas (por exemplo, orientações nacionais na forma de comitê de supervisão, como o Infrastructure da? Austrália); c) regulamentos (por exemplo, funções de auditoria para gestão de ativos); d) políticas (por exemplo, incluir aqueles que incentivam a adoção de abordagens que abrangem todo o ciclo de vida do ativo); e) diretrizes e manuais (por exemplo, governança de ativos). Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 9 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados É recomendado notar que alguns instrumentos de política pública podem ser informados por conhecimentos especializados e por uma base de evidências fornecida por organismos não governamentais, por exemplo: — um órgão não governamental de normalização pode criar normas técnicas ou sistemas de gestão específicos para cada setor; — uma associação industrial pode criar orientações para a implementação de gestão de ativos de um setor específico ou fornecer oportunidades de certificação e treinamento. Esses insumos de gestão de ativos não governamentais podem funcionar a serviço de instrumentos de políticas públicas, quando vinculados a objetivos governamentais. 6 Desenvolvimento de instrumentos de políticas públicas para promover a gestão de ativos 6.1 Geral Os processos que os governos utilizam para desenvolver e aplicar instrumentos de políticas públicas podem criar oportunidades para alcançar objetivos do governo em nível nacional ou regional. A seleção e o desenvolvimento de diferentes formas de instrumentos de políticas públicas (ver 5.2.2) variam de acordo com o participante que está desenvolvendo os instrumentos no ambiente favorável. Por exemplo, as diferentes formas são desenvolvidas pelos seguintes participantes governamentais do ambiente favorável: a) órgãos legislativos que desenvolvem e publicam leis; b) gabinetes de política executiva que desenvolvem e publicam orientações executivas; c) escritórios administrativos que aplicam a legislação e emitem regulamentos, políticas e diretrizes de órgãos públicos ao fazer isso. Os processos específicos de elaboração de políticas diferem de acordo com o tipo de participantes e variam conforme o país. Isso é fundamental para entender em que ponto(s) específico(s) e de que forma os especialistas ou a expertise em gestão de ativos podem ser envolvidos no(s) processo(s) de desenvolvimento de políticas públicas. No desenvolvimento de instrumentos de políticas públicas, convém que seus formuladores e aqueles que os aconselham considerem os elementos comuns de boas práticas descritos em 6.2. 6.2 Elementos comuns de boas práticas nas políticas públicas 6.2.1 Trazer o conhecimento especializado para o processo de formulação de políticas As boas práticas nos processosde formulação de políticas governamentais envolvem os participantes impactados pelos potenciais elementos políticos e dão a eles a oportunidade de comentar e possivelmente afetar as políticas que estão sendo desenvolvidas. O envolvimento pode ser iniciado tanto pelos participantes governamentais quanto pelos não governamentais. Embora conhecimentos específicos relativos à lei em questão possam ser consultados no desenvolvimento de novas leis, convém que disciplinas como a gestão de ativos (que podem ter uma visão sistêmica Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 10 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados e multidisciplinar) também sejam consultadas. Trazer conhecimentos especializados em gestão de ativos e a abordagem holística e integrativa da gestão de ativos em processos de formulação de políticas aplicáveis pode contribuir significativamente para aumentar a probabilidade de que as políticas alcancem seus objetivos pretendidos (ver Anexo E para exemplos de estudos de caso). Embora os governos controlem os processos de formulação de políticas públicas, especialistas não governamentais no assunto podem, por vezes, trazer seus conhecimentos especializados para esses processos. Exemplos de boas práticas ao fazer isso vêm principalmente de grupos de defesa da gestão de ativos e associações profissionais que defendem a gestão de ativos para ou em nome de seus membros. Esses exemplos incluem: a) estabelecer e manter contatos periódicos com funcionários envolvidos no processo de formulação de políticas; b) ter conhecimento das próximas atividades de formulação de políticas que impactem a gestão de ativos e fornecer informações para essas atividades; c) apresentar as atividades de gestão de ativos dos principais formuladores de políticas em conferências e publicações. 6.2.2 Determinação de ações e relacionamentos de participantes em um ambiente favorável para a gestão de ativos As formas pelas quais os participantes de um ambiente favorável podem apoiar a adoção da gestão de ativos são discutidas em 4.2. Ações específicas que participantes governamentais e não governamentais podem tomar são apresentadas nos Anexos A e B, respectivamente. O Anexo C apresenta as boas práticas por meio das quais os governos podem desenvolver instrumentos específicos de políticas públicas. O Anexo D apresenta exemplos mais explícitos de ações e considerações dos governos para o desenvolvimento e aplicação de instrumentos específicos de políticas públicas. Para promover a gestão de ativos para fins públicos específicos, convém que os participantes do ambiente favorável estejam cientes dos propósitos e de como trabalhar em conjunto para alcançá-los. Por exemplo, investimentos públicos e privados efetivos em ativos e infraestrutura, dentro do país ou outra região política, requerem o relacionamento necessário entre os participantes para que as ações possam ser apropriadamente compreendidas, coordenadas e executadas. O investimento público entrega o serviço para o qual é requerido que a entidade preste ou opte por cumprir as diretrizes de suas políticas e as expectativas das partes interessadas. A Tabela 1 descreve uma estrutura para investimentos públicos efetivos que convém que sejam considerados no desenvolvimento de instrumentos de políticas públicas que apoiam a gestão de ativos. Embora esses princípios sejam aplicáveis especificamente aos investimentos públicos em ativos de infraestrutura, convém que princípios similares sejam desenvolvidos para que as políticas públicas orientem investimentos privados em infraestrutura e outros ativos. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 11 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela 1 – Práticas recomendadas para investimento público efetivo Resultados desejados Práticas recomendadas a) Investimentos públicos coordenados entre diferentes níveis de governo e políticas públicas — Investir com uma estratégia integrada, adaptada aos diferentes territórios. — Adotar instrumentos efetivos de coordenação entre as administrações nos níveis nacional e subnacional. — Assegurar a coordenação horizontal entre os governos subnacionais para investir em níveis apropriados. b) Aumento da capacidade para investimentos públicos e consistência e alinhamento de políticas públicas em todos os níveis de governo — Avaliar efeitos de longo prazo de investimentos públicos e associados ao aumento dos riscos. — Envolver as partes interessadas ao longo do ciclo de investimento. — Mobilizar agentes privados e instituições financiadoras para diversificar fontes de recursos e desenvolver capacidades. — Fortalecer especializações de agentes públicos e instituições envolvidas nos projetos de investimentos públicos. — Focar em resultados e promover aprendizado pela experiência. — Promover e apoiar os agentes públicos e instituições a desenvolver competências em gestão de ativos. c) Estrutura de investimento público sólido e todos os níveis de governo — Estabelecer uma estrutura orçamentária focada no futuro, adaptada aos objetivos dos investimentos pretendidos, que considere o custo total dos ativos em relação ao seu ciclo de vida completo, incluindo custos operacionais. — Desenvolver uma gestão financeira sólida e transparente em todos os níveis da administração. — Promover a transparência das contratações públicas e seu uso estratégico em todos os níveis da administração. — Assegurar a qualidade e a consistência das regulamentações em todos os níveis da administração, utilizando linguagem similar ou padronizada. — Assegurar consistência e qualidade de práticas de gestão de ativos em todos os níveis da administração, utilizando linguagem similar ou padronizada. NOTA Fonte: Referências [41], [42] e [43], modificadas. 6.2.3 Aproveitamento da gama de instrumentos de políticas públicas e considerações sobre os efeitos de suas interações Uma boa prática envolve também o desenvolvimento estratégico e, por vezes, a coordenação simultânea dos instrumentos de políticas públicas para promover a gestão de ativos. Em quase todas as áreas da formulação de políticas existe uma variedade de instrumentos políticos que podem ser utilizados para alcançar os resultados desejados. É comum que diversos instrumentos políticos sejam utilizados em conjunto com outros, dependendo da complexidade da questão a ser abordada. Um exemplo de combinação de políticas para alcançar o resultado desejado é a regulação e o financiamento. Para promover a gestão de ativos, um governo pode implementar um instrumento político que exija a conformidade com uma norma de gestão de ativos como a ABNT NBR ISO 55001, por meio de regulamentação, enquanto também permite financiamentos plurianuais para apoiar um planejamento a longo prazo como parte da gestão de ativos. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 12 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados 6.2.4 Manutenção ou melhoria do ambiente favorável para a gestão de ativosAs boas práticas para melhorar o ambiente favorável para gestão de ativos não estão limitadas aos participantes governamentais do ambiente favorável (por exemplo, melhorar os instrumentos de políticas públicas implementados pelo governo para promover a gestão de ativos ou os processos que produzem estes instrumentos). Boas práticas para alcançar esse resultado incluem também o compartilhamento de conhecimentos e o fortalecimento das capacidades e credibilidade dos participantes não governamentais do ambiente favorável. Por exemplo, organismos de normalização, universidades e associações profissionais podem desempenhar um papel importante na oferta global das melhores práticas e conhecimento especializado para manter ou melhorar o ambiente favorável para gestão de ativos. A sociedade em si pode também desempenhar um papel ao comunicar ao governo a necessidade de melhoria do ambiente favorável para gestão de ativos, uma vez que herda os resultados das políticas públicas, como serviços, produtos ou programas. O engajamento com a sociedade vai informar e providenciar orientações sobre os requisitos das políticas públicas. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 13 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Anexo A (informativo) Participantes governamentais dos ambientes favoráveis para a gestão de ativos A.1 Participantes governamentais A.1.1 Geral Os participantes governamentais nos ambientes favoráveis para a gestão de ativos incluem, mas não se limitam a: — órgãos legislativos que promulgam leis; — gabinete de política executiva que emite orientações específicas; — órgãos administrativos que implementam leis e orientações executivas. NOTA Em algumas jurisdições, isso pode incluir os órgãos governamentais integrados que combinam financiamento, regulamentação, planejamento e execução. Os participantes do ambiente favorável para a gestão de ativos descritos em A.1.2 a A.1.5 têm a autoridade para emitir e/ou implementar os instrumentos de políticas públicas que possam permitir a gestão de ativos em seus respectivos países ou área de influência. A.1.2 Órgãos legislativos Os órgãos legislativos promulgam leis que autorizam atividades governamentais, incluindo a autoridade para emitir políticas e regulamentos, e delegam essas autoridades a órgãos administrativos. Os órgãos legislativos podem organizar suas atividades de formulação de políticas em comitês e subcomitês responsáveis por setores abrangentes da economia (por exemplo, transporte, água, energia, comunicações) e por assuntos de interesse público (por exemplo, defesa, segurança do trabalho, saúde, qualidade ambiental, recursos naturais). Os funcionários que trabalham na maioria dos órgãos legislativos incluem agentes públicos eleitos, bem como profissionais não eleitos. Os órgãos legislativos podem também incluir um órgão que revise a execução dos programas governamentais em relação à conformidade legal e auditar as atividades financeiras dos órgãos administrativos. A.1.3 Gabinetes de políticas executivas Os gabinetes de políticas executivas desenvolvem e emitem orientações executivas que possuem o efeito jurídico de leis em relação às autoridades atribuídas aos órgãos governamentais nacionais e como é esperado que esses órgãos operem. Estas orientações geralmente podem não substituir a autoridade da lei. Estes gabinetes podem funcionar diretamente sob a chefia do principal agente público executivo de um país (por exemplo, o Primeiro-Ministro ou Presidente) e são organizados de formas diferentes por diferentes países. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 14 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados A.1.4 Órgãos administrativos Os órgãos administrativos podem ser chamados por diversos nomes, de acordo com seu país ou área de influência, e realizam funções atribuídas a eles por lei ou orientação executiva. Essas funções podem incluir a emissão de políticas ou regulamentos do órgão que tenham força de lei. Esses órgãos geralmente seguem os mesmos padrões organizacionais de órgãos legislativos responsáveis pelas leis que criaram. Os agentes públicos que trabalham em órgãos administrativos podem incluir funcionários eleitos e pessoal designado pelos agentes públicos eleitos, assim como profissionais que tenham funções que possam ser independentes destes. A.1.5 Associações intergovernamentais As associações intergovernamentais podem ser formadas em todos os níveis de governo e organizadas em torno de governos individuais (por exemplo, governos estaduais ou municipais) ou funções governamentais específicas [por exemplo, orçamentos, compras, tecnologia da informação (TI)]. Estas associações são similares às associações profissionais, pois coordenam o desenvolvimento de propostas de políticas e atividades de treinamento entregues a seus membros. Essas associações podem também desempenhar papéis importantes na disseminação de informação de assuntos variados, como a gestão de ativos, por meio de seus membros e na construção de alianças entre especialistas nas diferentes esferas políticas e diversos níveis de governo. A.2 Ações governamentais que apoiam um ambiente favorável para a gestão de ativos A Tabela A.1 apresenta exemplos de ações governamentais que apoiam ambientes favoráveis para a gestão de ativos e que podem variar a cada região. Essas ações incluem, mas não se limitam a, emissão de políticas e instrumentos políticos que determinam, incentivam ou fornecem suporte para a adoção da gestão de ativos dentro de suas respectivas regiões políticas, e convite a especialistas em gestão de ativos para auxiliarem em seus processos de formulação de políticas. Documento impresso em 01/08/2025 18:41:16, de uso exclusivo de UTFPR - UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA D oc um en to im pr es so e m 0 1/ 08 /2 02 5 18 :4 1: 16 , d e us o ex cl us iv o de U T F P R - U N IV E R S ID A D E T E C N O LO G IC A F E D E R A L D O P A R A N A 15 ABNT NBR ISO 55011:2025 © ISO 2024 - © ABNT 2025 - Todos os direitos reservados Tabela A.1 – Ações do governo que apoiam um ambiente favorável para a gestão de ativos Participante governamental Ações que apoiam um ambiente favorável para a gestão de ativos Governos nacionais Entidades formuladoras de políticas — Aprovar leis e/ou emitir orientações executivas que apoiam gestão de ativos por meio de determinações, incentivos e/ou capacitação para proprietários e operadores de ativos; delegações dessas autoridades a organismos administrativos; e requisitos para que entidades não governamentais participem do ambiente favorável para a gestão de ativos. — Envolver especialistas em gestão de ativos de órgãos governamentais e organizações não governamentais no desenvolvimento de políticas de gestão de ativos. Entidades que concedem subvenções ou empréstimos — Condicionar a concessão de subvenções e empréstimos à capacidade dos potenciais beneficiários demonstrarem competência na gestão de ativos. — Fornecer treinamento e outros recursos de capacitação para ajudar os potenciais beneficiários a realizarem as atividades de gestão de ativos necessárias. Entidades reguladoras — Requerer que entidades reguladas demonstrem competência em gestão de ativos, conforme apropriado. — Monitorar a conformidade regulatória.