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AULA: A ATUAÇÃO DOS SISTEMAS ENDÓCRINO E RENAL NA REGULAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
Como o nosso corpo mantém a pressão arterial dentro de valores normais e o papel fundamental que os sistemas endócrino e renal têm nesse controle.
 Primeiramente, vamos entender: o que é pressão arterial?
A pressão arterial é a força com que o sangue empurra as paredes das artérias enquanto circula. E ela depende principalmente de duas coisas:
1- Quanto sangue o coração bombeia – que é o débito cardíaco.
2- Quanta resistência os vasos oferecem – que é a resistência vascular periférica.
fórmula: PA = DC × RVP.
Ou seja: pressão arterial é igual ao débito cardíaco vezes a resistência vascular.
 Agora, vamos para o foco da aula: os sistemas endócrino e renal
 1. SISTEMA ENDÓCRINO: Os hormônios que regulam a PA
O sistema endócrino funciona como um mensageiro químico. Em resposta a alterações na pressão ou no volume de sangue, ele libera hormônios para corrigir isso.
Vamos começar com o mais importante: o Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona, ou SRAA.
Imaginem que a pressão caiu. O que acontece?
O rim, que é um grande sensor do corpo, percebe essa queda de pressão. Mais especificamente, quem percebe isso são as células justaglomerulares, que ficam próximas aos glomérulos.
E o que elas fazem?
📍 Elas liberam renina.
Renina vai até o fígado e encontra o angiotensinogênio, uma proteína que está ali quietinha, esperando.
Aí a renina transforma esse angiotensinogênio em angiotensina I.
Mas a angiotensina I ainda é fraca, não tem ação efetiva. Quem vai ativá-la é a ECA – enzima conversora da angiotensina, que está no pulmão.
E o produto final é a angiotensina II.
E o que a angiotensina II faz? Várias coisas importantes:
1. Vasoconstrição intensa – os vasos se contraem → aumenta a resistência → a pressão sobe.
2. Estimula a liberação de aldosterona pela adrenal – e já já falamos sobre ela.
3. Ativa o ADH e a sede – tudo isso pra reter água e aumentar o volume do sangue.
 Vamos falar da aldosterona
A aldosterona é um hormônio liberado pela córtex da adrenal, e sua função é muito clara:
· Fazer o rim reabsorver mais sódio.
· E, junto com o sódio, vem a água.
· Resultado? Aumenta o volume de sangue.
Mais volume → mais pressão. Simples assim.
E o ADH, o hormônio antidiurético?
O ADH é liberado pela neuro-hipófise quando há pouca água no corpo ou pressão baixa.
Ele age nos túbulos renais, dizendo assim: “Ei, segura essa água aí, não joga fora!”
Com isso, o corpo retém mais água, e a pressão sobe.
E olha que curioso: o ADH também constrói vasos um pouquinho – por isso também ajuda a elevar a pressão.
E quando a pressão está alta demais?
Aí entra o sistema oposto: os peptídeos natriuréticos, como o ANP e o BNP.
Eles são liberados pelo coração quando ele sente que está muito cheio, muito esticado — como se dissesse: “Tem água demais aqui!”
E o que eles fazem?
· Vasodilatação
· Aumentam a excreção de sódio e água pelos rins
· E inibem o SRAA e o ADH
Tudo isso para reduzir a volemia e baixar a pressão arterial.
🩺 Agora, vamos falar do sistema renal como órgão efetor
O rim é onde tudo isso acontece de verdade.
Ele é o órgão que executa o que os hormônios mandam.
Se o ADH e a aldosterona mandarem reabsorver água e sal, o rim obedece.
Se o ANP mandar excretar, o rim excreta.
Além disso, o próprio rim detecta quedas na pressão de perfusão e libera a renina, como já vimos.
Recapitulando a lógica da regulação
🔽 Se a PA cai:
· Rim libera renina
· Forma-se angiotensina II → vaso contrai
· Angiotensina II libera aldosterona e ADH
· Rins retêm água e sal
· Pressão sobe
🔼 Se a PA sobe demais:
· Coração libera ANP/BNP
· Rins eliminam mais sal e água
· Vasos dilatam
· Pressão abaixa
 Conclusão da aula
O sistema endócrino envia os sinais. O sistema renal executa os comandos.
Juntos, eles garantem que a pressão arterial permaneça em níveis adequados para garantir a perfusão dos órgãos, sem causar danos às artérias ou ao coração.

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