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Introdução O esôfago é um órgão tubular de musculatura lisa e seu funcionamento só se inicia a partir da chegada do alimento. Faz ligação da cavidade oral com o estomago. O equino não tem atividade de êmese, justamente por uma musculatura que existe na região cárdia (estrada do estomago) e pela maneira que o esôfago se insere no estomago formando um ângulo de (quase) 90º graus, impedindo que o alimento volte para o esôfago em direção a boca. Caso o alimento permaneça parado no estomago ocorre uma compactação gástrica. O pâncreas é anexado ao duodeno na curvatura duodenal. O jejuno é anexado ao mesentério (alta vascularização). O íleo se insere no ceco do animal. O ceco é importantíssimo para digestão do equino, sendo altamente desenvolvido, com formato de virgula. Possui saculações e estruturas tendinosas chamadas de tênias cecais. Tem como função transformar os alimentos líquidos em semissólidos (pastosos). Os equinos possuem colón maior (2 ventrais e 2 dorsais) e colón menor. Ambos sendo conectados pelo colón transverso. O colón menor possui um mesentério mais gorduroso. Vista lateral direita O ceco é dividido em base (direcionado para o abdômen dorsal) corpo e ápice (direcionado para o abdômen ventral). A válvula ceco cólica leva o conteúdo intestinal direto para o colón ventral direito. O fígado do equino está mais projetado mais para o lado direito, principalmente o lobo lateral direito O rim direito faz sintopia com o lobo caudado do fígado, se encaixando no processo caudado do lobo caudado do fígado. Vista lateral esquerda Na lateral esquerda é visualizado o lobo lateral esquerdo do fígado, fazendo uma leve saliência cobrindo uma parte do estomago (impressão estomacal). A curvatura maior do baço faz sintopia com o estomago – cheio: baço deslocado caudalmente; vazio: baço deslocado cranialmente. O rim esquerdo está intimamente ligado ao baço pelo ligamento nefroesplênico. Parte do jejuno e colón menor (descendente) estão do lado esquerdo – movimentação de alças de intestino. A flexura pélvica tem propriedade de diminuir o lúmen de intestino grosso do equino e nessa região acontece muita compactação intestinal. Vista cranial A flexura diafragmática (conectando colón dorsal esquerdo ao colón dorsal direito) sempre será dorsal a flexura external (conectando colón ventral esquerdo ao colón ventral direito). A aorta abdominal, partindo do ventrículo esquerdo, percorrendo dorsalmente todo abdômen. Vista caudal Estomago Possui corpo e fundo; curvatura maior (caudal) e menor. A entrada do alimento no estomago dá-se pelo cárdia e sai, em direção ao intestino pelo piloro. Localização entre 9ª-15ª costela, no abdômen esquerdo, caudal ao diafragma e fígado, cranial ao baço. O estomago do equino suporta, uma média, de 8 a 12L, com alto grau de distensão. Divisão - cárdia – mais cranial, fixado ao diafragma próximo à superfície dorsal da 11ª costela - fundo - mucosa aglandular (digestão mecânica) em sua maior extensão - corpo – maior porção, estendendo- se da região aglandular ventral ao cárdia até o ângulo agudo da curvatura menor - piloro – incisura angular do duodeno, sendo a única porção desviada para o abdômen direito O estomago, na superfície parietal, repousa contra o diafragma e lobo esquerdo do fígado. Já a superfície visceral está voltada para o intestino. A porção mesogástrica dorsal faz sintopia com os ligamentos gastrofrênico e gastroesplênico, além do omento maior. A curvatura maior, próxima ao cárdia, está anexa à cúpula diafragmática pelo ligamento gastrofrêncio. Ligamento gastroesplênico (conecta a porção esquerda da curvatura maior ao baço). Omento/epiplon Prega peritoneal que se origina da parede abdominal dorsal e se liga ao longo da curvatura maior do estômago (omento maior). Estende- se caudalmente, formando a bursa omental (“bolsa achatada”). A bursa omental é acessada através de uma fenda espessa, o forâme epiplóico O omento menor (porção mesogástrica ventral) conecta a curvatura menor do estômago à superfície visceral do fígado (ligamento hepatogástrico) e uma borda direita livre conecta o duodeno ao fígado (ligamento hepatoduodenal). Baço Localizado na parede abdominal esquerda com ampla base dorsal localizada dorsalmente até as últimas três costelas. Possui um ápice ventral estreito direcionado cranioventralmente próximo à extremidade distal da décima costela. Porção dorsal anexa à região esquerda do diafragma (ligamento frenicoesplênico) e ao rim esquerdo (ligamento nefroesplênico). Conecta-se ao estômago pelo ligamento gastroesplênico. Fígado O fígado está 60% à direita do plano mediano com eixo longo posicionado obliquamente. Superfície caudodorsal (lobo caudado) está adjacente ao rim direito (direita do plano mediano). A superfície cranioventral está próximo 6ª a 7ª costela (esquerda do plano mediano). Superfície parietal adjacente ao diafragma e superfície visceral contém impressões do estômago, ceco, cólon, duodeno e rim direito. - lobos esquerdo (medial e lateral) e direito - lobo quadrado - lobo caudado A fissura umbilical (ligamento falciforme) separa o lobo medial esquerdo do lobo quadrado. O processo caudado é posicionado dorsalmente à veia cava caudal fazendo o limite dorsal do forame epiplóico. O pâncreas e veia porta faz o limite ventral do forame epiplóico) A porção proximal do duodeno está fixa à porção medial do lobo direito (mesoduodeno). O mesoduodeno é continuado por uma banda de tecido fibroso que liga o cólon dorsal direito à superfície visceral do fígado. Pâncreas É dividido em corpo, lobos direito e esquerdo. Localizado à direita do plano mediano e completamente acerca da veia porta, sendo confluente entre o estômago, duodeno (flexura duodenal cranial), fígado, base do ceco. O lobo direito encontra-se próximo ao duodeno descendente, estendendo-se até o rim direito. Já o lobo esquerdo estende-se através dos cólons dorsal direito e cólon transverso, em direção ao rim esquerdo. Forame epiploico O forame epiploico é um espaço e causa encarceramento de porções do intestino, principalmente jejuno e íleo, levando a um estrangulamento isquêmico dessas porções. Limites - lobo caudado do fígado – dorsocranial - veia cava caudal – dorsal - veia porta – ventral - lobo direito do pâncreas – caudoventral Intestino delgado Composto por duodeno, jejuno e íleo e possui uma região de mesentério composta por: mesoduodeno, mesojejuno e mesoíleo. O mesojejuno (mesentério) liga-se à parede dorsal abdominal ventralmente à primeira vértebra lombar A artéria mesentérica cranial e artéria celíaca irrigam praticamente todo o mesentério. Duodeno Tem +/- 1 metro de comprimento. É dividido em cranial, descendente e ascendente. O duodeno cranial possui a flexura sigmóide duodenal, ventral ao fígado, na região da veia porta, presença de papilas duodenais maior e menor e corpo do pâncreas. A Flexura duodenal cranial tem início na porção descendente, projetada para o lado direito do abdômen). Na flexão caudal (parte transversal curta do duodeno) próximo ao polo caudal do rim direito, o duodeno gira medialmente e passa da direita para a esquerda em torno da base do ceco, caudal à raiz do mesentério. O duodeno ascendente curto passa cranialmente à esquerda do mesentério (transição para o jejuno ventral e medial para o rim esquerdo). A junção duodenojejunal está ligada ao cólon transverso pela prega duodenocólica. Jejuno Possui 25 metros de comprimento, com maior mobilidade. Localizado abdômendorsal esquerdo (entremeadas às alças de cólon descendente/menor). Íleo Possui 50 centímetros de comprimento com parede muscular espessa. A parede dorsomedial do ceco que projeta-se no lúmen do ceco por uma estrutura chamada papila ileal. Prega ileocecal conecta a tênia dorsal do ceco. Intestino grosso .. Ceco Capacidade de 30L ou mais possui 1 metro de comprimento. Fixado dorsalmente na superfície ventral do rim direito, pâncreas e parede abdominal dorsal (raiz do mesentério). Possui uma base larga e curvada dorsalmente, localizada na fossa paralombar direita). O corpo do ceco curva-se cranioventralmente. O ápice localiza-se na concavidade da flexura esternal dos cólons ventrais Presença de saculações (haustras) e 4 principais tênias/bandas – dorsal, ventral, medial e lateral. Artérias, veias e vasos linfáticos passam pelo mesentério sobre as tênias cecais medial e lateral. Tênia ventral direciona-se da base em direção ao ápice do ceco, sendo facilmente palpada via retal. Tênia lateral do ceco forma a prega cecocólica, ligando-o ao cólon vental direito. Colon Maior Capacidade de 80L ou mais. Porção dorsal e ventral, direita e esquerda. Origem do lado direito do abdômen (óstio cecocólico), próximo às duas últimas costelas e término do lado direito (junção do cólon dorsal direito ao cólon transverso). Cólons ventrais = 25cm de diâmetro médio; flexura pélvica = diminuição de 8cm do diâmetro médio; junção da ampola cólica (50cm) ao cólon transverso (8cm) – enterolitos Tênias - 4 longitudinais nos cólons ventrais (2 fixadas ao mesocólon e 2 livres) - 1 longitudinal na flexura pélvica - 1 no cólon dorsal esquerdo - 3 no cólon dorsal direito (1 fixada ao mesocólon e 2 livres) Transverso Pequeno segmento que conecta o cólon ascendente (maior) ao cólon descendente (menor). Direciona-se da direita para a esquerda até a raiz do mesentério. Com diâmetro aproximado de 8cm. É fixado à parede abdominal dorsal por uma ligação mesentérica curta e possui duas tênias longitudinais: mesentérica e antimesentérica. Colón menor Possui 3-4 metros terminais localizado em região caudodorsal esquerda com diâmetro aproximado de 8cm. Formação de síbalas (morfologia das fezes) fecais. Possui saculações e 2 tênias: mesentérica e antimesentérica. Mesentério com grande quantidade de gordura. Reto Com comprimento de 25cm. Inicio na entrada da pelve e término no canal anal. Porção caudal localiza-se no espaço retroperitoneal e porção terminal é mais dilatada – armazenamento de síbalas fecais