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FORMAÇÃO CONTINUADA – ASSISTENTES DE EDUCAÇÃO INFANTIL 
FORMAÇÃO Nº 06 
 
PERÍODO: SEMANA 29 DE MARÇO A 09 DE ABRIL DE 2021. 
 
ASSUNTO: INTERDISCIPLINARIDADE 
 
 
INTERDISCIPLINARIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
 
OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
A Educação Infantil é a fase inicial da Educação Básica e representa, em geral, o primeiro 
contato que a criança tem com o mundo externo ao de sua casa, distante de pais e familiares. 
Essa etapa educacional ocorre entre os 0 e 6 anos de idade e tem como objetivo principal 
incentivar o aluno a conhecer o novo mundo do qual ele faz parte, através de uma série de 
experiências promovidas no ambiente escolar. 
Abaixo apresentamos outros objetivos associados a esse momento na vida do educando: 
 Conhecer mais de si mesmo; 
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 Estabelecer vínculos com outras crianças e adultos; 
 Aprender e utilizar as diferentes linguagens; 
 Saber como expressar-se e demonstrar emoções; 
 Adquirir autonomia para agir diante do mundo que integra; 
 Descobrir sua cultura e as práticas a ela relacionadas. 
 
Para atingir tais intenções, a interdisciplinaridade surge como uma ferramenta que 
fornece suporte aos educadores e ajuda no processo de desenvolvimento do aluno. 
O ambiente escolar precisa, cada vez mais, de olhares diferenciados sobre o processo 
ensino-aprendizagem, de maneira que educadores e alunos estejam em sintonia uns com os 
outros e com o mundo que integram. 
Dentre as possibilidades de auxílio nesse processo de desenvolvimento da criança 
destaca-se a interdisciplinaridade. 
 
O QUE É INTERDISCIPLINARIDADE? 
 
Os estudos acerca da interdisciplinaridade começaram a ser desenvolvidos e divulgados 
primeiramente na França e na Itália durante a década de 1960. Em pouco tempo as reflexões a 
ela vinculadas foram trazidas para o Brasil, ainda no final dos anos 60. Na sequência, o tema foi 
incorporado aos discursos educacionais do país e passou a orientar a legislação, bem como o 
estabelecimento de planejamentos e projetos nos ambientes de ensino. 
 Podemos conceituá-la como um princípio pedagógico que busca integrar as várias 
disciplinas e conteúdos presentes nos currículos escolares. 
Isto porque ela compreende o processo de desenvolvimento do aluno como algo 
complexo e dinâmico, o qual precisa de associações dos diversos conhecimentos e não de 
fragmentações, como era corrente na educação tradicionalista. 
 
O EDUCADOR E A INTERDISCIPLINARIDADE: 
 
É preciso destacar que o educador num ambiente de práticas interdisciplinares precisa de 
um comportamento específico. Ele não deve ser um expositor de conteúdos, mas sim um 
orientador das crianças nas suas descobertas. 
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Por meio desse novo olhar educacional, os alunos são os responsáveis pela construção de 
seus saberes, a partir de trocas e diálogo com os colegas e com os educadores. E, mais 
importante, a partir de suas experiências vividas dentro e fora do contexto escolar. 
Nesse sentido, cabe ao educador mediar às relações e observar as crianças a fim de 
perceber quais conteúdos devem ser trabalhados e em quais momentos. Além disso, é essencial 
que compreendam as realidades socioculturais de cada um de seus alunos. 
 
INTERDISCIPLINARIDADE E EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
Uma questão importante da interdisciplinaridade quando aplicada aos alunos da 
Educação Infantil, é que ela precisa estar vinculada à ludicidade. Isto porque já se sabe o quão 
relevante são as práticas lúdicas na promoção do desenvolvimento da criança entre 0 e 6 anos. 
É por meio de jogos e brincadeiras que esses alunos ampliam capacidades como 
criatividade, sensibilidade, afetividade e, ainda, conhecem mais sobre o mundo do qual fazem 
parte. Portanto, na Educação Infantil, é preciso integrar os diversos assuntos curriculares 
brincando, estimulando a curiosidade das crianças e fazendo-as refletir sobre suas experiências, 
construindo assim um saber completo, integrado e adequado ao desenvolvimento delas. Os 
jogos na prática interdisciplinar para o educador devem ser utilizados para facilitar a construção 
da personalidade integral da criança e também as funções psicológicas, intelectuais e morais. O 
jogo auxilia a evolução da criança, pois a mesma deve utilizar de análise, observação, atenção, 
imaginação e a compreensão para utilizar as regras que serão empregadas para se jogar. 
Desse modo acredita-se que eles também ajudam no desenvolvimento do aluno na 
aprendizagem e que através dos jogos os alunos compreendem um determinado conteúdo, a 
trabalhar em grupo e a desenvolver seu raciocínio. Sendo assim os jogos devem ser utilizados 
pelos educadores como um recurso metodológico eficaz na aprendizagem. Outro recurso que 
pode ser utilizado na pratica interdisciplinar são as atividades musicais, pois a mesma auxilia na 
vivência e compreensão, facilitando e contribuindo para a formação integral do ser. 
A INTERDISCIPLINARIDADE é uma forma de ensino, e ocorre quando se relacionam os 
conteúdos de diferentes disciplinas, para estudar um tema com o objetivo de capacitar o aluno, e 
aplicar os conhecimentos específicos de cada área na análise e verificação desse tema. O que 
exige uma nova postura diante do conhecimento, uma atitude de contextualizar, de formar uma 
pessoa íntegra e que possui saberes que vão além dos limites das disciplinas, saberes 
globalizado. 
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Por exemplo, ao trabalhar conteúdos dos campos de experiência de forma 
interdisciplinar, os alunos fazem pesquisas buscando informações, fazem registros de 
observações, anotam e quantificam dados. Nestas atividades, os estudantes utilizam- se de 
conhecimentos relacionados aos campos de experiências: Escuta, Fala, Pensamento e 
Imaginação, e Espaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações, além de outros. 
 
INTERDISCIPLINARIDADE E OS TEMAS TRANSVERSAIS 
 
Na interdisciplinaridade, os objetivos específicos de cada disciplina são preservados. O 
conceito de transversalidade e de transdisciplinaridade busca superar o limite da disciplina 
através do diálogo, tratando e contextualizando um tema/objetivo comum (transversal) entre 
diversas disciplinas. 
A interdisciplinaridade é cobrada dos educadores pelo MEC (Ministério da Educação) 
através dos temas transversais. “são temas que estão voltados para a compreensão e para a 
construção da realidade social e dos direitos e responsabilidades relacionadas com a vida pessoal 
e coletiva e com a afirmação do princípio da participação política”. 
Os temas transversais têm o objetivo de abordar em sala de aula, os conceitos e valores 
básicos à democracia e à cidadania e formar pessoas preparadas para propor intervenções, para 
os problemas que relacionam Ética, Saúde, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural e Orientação 
Sexual, considerados temas de abrangência nacional e até mesmo de caráter universal. 
De acordo com o MEC a contribuição da escola, portanto, é a de desenvolver projetos 
pedagógicos interdisciplinares, que desenvolvam as capacidades dos alunos de intervir na 
realidade e transformar a sociedade. Para isso, o MEC orienta que um projeto pedagógico seja 
orientado por 3 principais diretrizes: 
 “Posicionar-se em relação às questões sociais e interpretar a tarefa educativa como uma 
intervenção na realidade no momento presente”; 
 “Não tratar os valores apenas como conceitos ideais”; 
 “Incluir essa perspectiva no ensino dos conteúdos das áreas de conhecimento escolar”. 
 
INTERDISCIPLINARIDADE NA ESCOLA: DESAFIOS E CONQUISTAS 
 
Há muitos desafios enfrentados pelos educadores e coordenadores pedagógicos, para 
implementar a interdisciplinaridade na prática das escolas de forma efetiva. Os desafios não 
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estão relacionados apenas aos recursos, materiais, tempo e infraestrutura da escola, vão além, e 
envolvem a formação profissional dos professores. 
Nos cursos de licenciatura, por exemplo, a metodologia da interdisciplinaridade é 
abordada paradiscutir conceitos teóricos e muitas vezes não se elabora nenhum projeto 
interdisciplinar, nem mesmo nos programas de estágios. Exige-se que o educador seja um 
aprendiz de saberes diversos, que saiba como lidar com alunos de diferentes contextos 
socioculturais e também com a equipe de educadores da escola. 
Outro desafio é que a interdisciplinaridade não tem um método definido, um passo a 
passo ou um guia para orientar o educador na sua aplicação. Consequentemente, esse cenário, 
exige que o educador tenha habilidades de planejamento e disposição para elaborar, estratégias 
e procedimentos em conjunto com os demais colegas e coordenadores. 
Ao mesmo tempo em que a formação de qualidade é uma necessidade, o ganho de 
conhecimento ao trabalhar a interdisciplinaridade é uma conquista para os educadores. Os 
educadores que se dispõem a superar os limites específicos de sua disciplina e do comodismo da 
rotina, adquirem conhecimentos de outras áreas, passam a lidar com alunos mais motivados e 
engajados com as aulas e desenvolvem habilidades fortes de comunicação e parceria. 
Piaget afirma que a interdisciplinaridade pode ser entendida como “o intercâmbio mútuo 
e a integração recíproca de várias ciências”. É a construção do saber a partir da conjunção de 
várias áreas do conhecimento. A interdisciplinaridade na educação, dessa forma, nada mais é 
que a integração de disciplinas, a fim de propiciar a associação de várias áreas em torno de um 
mesmo tema. Assim, em vez de seguir um planejamento rígido e tradicional, a ideia é romper os 
limites entre as matérias, a fim de tornar o ensino mais genuíno. Com isso, o aluno enxerga o 
aprendizado como algo mais tangível à sua realidade. 
 
QUAL A DIFERENÇA ENTRE INTERDISCIPLINARIDADE E MULTIDISCIPLINARIDADE? 
 
É preciso esclarecer a diferença entre interdisciplinaridade e multidisciplinaridade. Esse 
último, apesar de também se relacionar à abordagem de um conjunto de disciplinas, não 
demanda tanta integração e linearidade entre elas. Temos informações de várias matérias ao 
estudar dado assunto, mas não existe preocupação de fazer uma interligação. Com isso, o 
conhecimento adquirido não é percebido de forma tão correlata. 
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Para facilitar o entendimento, imagine diversas caixas, uma em cima da outra. Todas elas 
abordam o mesmo assunto, mas cada uma representa alguma disciplina diferente. Isso é a 
multidisciplinaridade. Até é possível enxergar uma relação, mas as matérias não se misturam. 
Na interdisciplinaridade, há mais interação e coordenação. No lugar de várias caixas 
pequenas, teríamos uma caixa imensa, em que cada disciplina contribuísse com um pouco de 
conhecimento. Isso torna a aprendizagem mais estruturada e rica, já que os conceitos são 
compartilhados e analisados a partir de vários pontos de vista. 
A escola precisa seguir a realidade do aluno. As experiências educacionais devem refletir 
o aspecto multifacetado que a nossa existência tem. Não é uma única disciplina que dará conta 
de explicar todos os lados de uma única questão. A partir do aprendizado na escola, o estudante 
é capaz de entrar em processos de generalizações e levar para o dia a dia o que conseguiu 
abstrair sobre a forma de lidar com as dificuldades. 
Muitas vezes falamos das metodologias ativas, mostrar quão importantes são no 
processo do aprendizado. O principal objetivo é incentivar os alunos para que aprendam de 
forma autônoma e participativa, a partir de problemas e situações reais, participando ativamente 
e sendo responsável pela construção do seu conhecimento. Metodologias ativas são práticas 
pedagógicas que pretendem colocar o aluno no centro de seu processo de ensino-aprendizagem, 
assumindo papel de protagonista. O papel da escola que utiliza de metodologias ativas de ensino 
é de construção do conhecimento junto aos estudantes, e não mais de detentora do 
conhecimento. 
 
COMO TRABALHAR A INTERDISCIPLINARIDADE NAS ESCOLAS? 
 
Na EDUCAÇÃO INFANTIL as Crianças em suas primeiras fases escolares precisam de 
muitas tarefas lúdicas para se engajar. Integrar musicalização, teatro, matemática, artes e 
linguagem oral e escrita pode deixar o projeto mais motivador. Uma ideia é levar as crianças para 
visitar o jardim da escola e, a partir das plantas e flores escolhidas por cada um, colocar em 
prática cada disciplina. Veja: 
No Campo de Experiência, (ET) é possível contar, por exemplo, quantas pétalas cada flor 
tem, Depois, descobrir o quanto as operações de comparação estão interligadas; em (EO), é 
possível estudar, de forma básica, o papel de cada parte da planta e como ela chega a se 
desenvolver; na Linguagem, podemos estudar a formação de palavras, frases e introduzir 
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conceitos, como o de adjetivos; em Musicalização, podemos nos utilizar de canções infantis em 
que existam o tema ou as palavras abordadas. 
A INTERDISCIPLINARIDADE como princípio pedagógico, tem sido pronunciada como 
aquela capaz de realizar uma nova forma de educar, a de educar para a dúvida. Entretanto, sua 
concretização é marcada por muitas contradições, principalmente na questão conceitual e 
efetivação na escola. Por um lado, não existe uma definição única que contemple toda a 
grandiosidade deste fenômeno, mas em todas elas encontramos a ideia de uma nova atitude 
frente ao conhecimento, que confrontada com os aspectos que envolvem a gestão da escola 
torna a interdisciplinaridade um objetivo difícil de ser alcançado, mas não impossível. Por outro 
lado, nossa relação com o mundo social, natural e cultural aponta para a constatação de um 
saber fragmentado, historicamente determinado pelos interesses das classes dominantes 
(detentoras das relações de poder) que ressaltaram, ocultaram ou negaram saberes. A 
interdisciplinaridade pode auxiliar no conhecimento produzido e orientar a produção de uma 
nova ordem de conhecimento, constituindo condição necessária para melhoria da qualidade do 
ensino. 
As transformações promovidas da interdisciplinaridade podem ser entendidas como um 
“convite” à revisão da nossa relação com o conhecimento. De acordo com Castro (2006) O 
processo interdisciplinar desempenha papel decisivo para dar estrutura ao desejo de criar uma 
obra de educação à luz da sabedoria, da coragem e da humildade. 
“Um olhar interdisciplinar atento recupera a magia das práticas, a essência de seus 
movimentos, “O conhecimento nasce dos movimentos contidos nas dúvidas, nos conflitos, nas 
perguntas/respostas, nas certezas/incertezas que são vivenciadas na solução e ou/propostas, 
alternativas em superar, assumir, atuar, agir nessa ambigüidade do ser”. (FAZENDA,1994). 
Nas Escolas Tradicionais as aulas eram centradas no professor e os exercícios eram de 
fixação. Já na Escola Renovada a metodologia era centradas no aluno e se selecionava conteúdos 
a partir de seus interesses e o professor era o facilitador da aprendizagem. Já na Escola Tecnicista 
o professor controlava e dirigia as atividades. Hoje em nossa atual sociedade o 
professor/educador é um orientador, mediador do conhecimento e o educando é o centro do 
processo educacional. Diante dessa reflexão o ensino hoje deve auxiliar o aluno a um estudo real 
e aprofundado das verdadeiras necessidades de nossa sociedade e da situação socioeconômica 
regional do país. 
 
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“Há a necessidade de o professor apropriar-se do conhecimento científico, de saber 
organizá-lo e articulá-lo, de ter competência. Mas essa competência, para o verdadeiro 
educador, deve estar impregnada de humildade, de simplicidade de atitudes. É necessário 
enxergar o outro, construir com ele o alicerce do conhecimento, não só para servir a sociedade, 
mas para entender a vida.” (NOGUEIRA, 1994). 
A interdisciplinaridade é comumente entendida como uma corrente de pensamento e 
mais ainda, unicamente de caráter educativo. Entretanto, é possível notar que a 
interdisciplinaridade não apresenta apenas uma dimensão, mas, duas. Estasdimensões, que são 
a prática educativa e o caráter epistemológico, ambas, enquanto maneiras de se conceber a 
interdisciplinaridade; não deve, entre outras coisas, perder de vista o seu aspecto pragmático ao 
ambiente escolar. Rios (2002) assim considera a interdisciplinaridade tanto como uma prática 
educativa quanto como uma acepção epistemológica (compreensão do conhecimento) deve ter 
também o intuito de favorecer o florescimento de uma educação científica factível e 
implementável nas escolas. 
A importância da atitude interdisciplinar pode ser constatada pela ousadia na busca de 
novas soluções, da transformação das práticas docentes, da pesquisa e da construção dos 
projetos fundamentados na participação de todos, que levem o grupo a rever suas crenças a 
respeito da educação, da escola, do papel do educador e do papel dos alunos. 
A educação passa por momentos de grandes questionamentos, onde se evidencia a 
necessidade de mudanças em seus mais diversos âmbitos, principalmente na prática de ensino. 
Fala-se em reforma no ensino superior, para que se possa ter uma educação mais completa do 
educando, e preparando-o para atender demandas de mercado e para cidadania. 
Uma prática interdisciplinar conta-se agora com uma matriz curricular reformulada que já 
foge ao tradicional, trabalhando com diferentes disciplinas, atitude interdisciplinar, uma atitude 
frente a alternativas para conhecer mais e melhor; atitude de espera frente aos atos não 
consumados, atitude de reciprocidade que impele à troca, que impele ao diálogo, com pares 
anônimos ou consigo mesmo, atitude de humildade frente à limitação do próprio saber, atitude 
de perplexidade frente à possibilidade de desvendar novos saberes, atitude de desafio, frente ao 
novo, desafio em redimensionar o velho, atitude de envolvimento e comprometimento com os 
projetos e com as pessoas neles envolvidas, atitude, pois, de compromisso em construir sempre 
da melhor forma possível, atitude de responsabilidade. 
O ponto de partida do trabalho interdisciplinar na Educação Infantil é a curiosidade das 
crianças, que deve ir constituindo-se em objetos de estudo: Um evento significativo da escola 
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e/ou comunidade; uma situação presenciada ou vivida; um fenômeno observado; um passeio 
pelas redondezas da escola; um fato trazido pelo professor que interessou às crianças... São 
exemplos que exigem uma percepção atenta do educador, no sentido de redimensionar os fatos 
na busca de respostas às perguntas e interesses das crianças, desencadeando um estudo cuja 
fonte de pesquisa são as diferentes áreas do conhecimento”. (NICOLAU, 1997). 
 
O LÚDICO NA CONSTRUÇÃO INTERDISCIPLINAR 
 
Uma questão importante da interdisciplinaridade quando aplicada aos alunos da 
Educação Infantil, é que ela precisa estar vinculada à ludicidade. ... É por meio de jogos e 
brincadeiras que esses alunos ampliam capacidades como criatividade, sensibilidade, afetividade 
e, ainda, conhecem mais sobre o mundo do qual fazem parte. 
Segundo Freire (1997) o brinquedo como suporte da brincadeira tem papel estimulante 
para a criança no momento da ação lúdica. Por meio do brinquedo a criança reinventa o mundo 
e libera suas atividades e fantasias. Através da magia do faz-de-conta explora os limites e, parte 
para aventura que a leva ao encontro do Outro-Eu. 
O pensamento da criança evolui a partir de suas ações, e atividades são tão importantes 
para o desenvolvimento do pensamento infantil. A ludicidade tem conquistado um espaço no 
panorama da educação infantil. Negrine (1994) sugere que o brinquedo é a essência da infância e 
seu uso permite um trabalho pedagógico que possibilita a produção do conhecimento e também 
a estimulação da afetividade na criança. Miranda (1997) salienta que o jogo está na gênese do 
pensamento, da descoberta de si mesmo, da possibilidade de experimentar, de criar e de 
transformar o mundo. 
Freire (1997) Propõe explorar novas práticas no ambiente-escola que se utilizam do 
lúdico, para a construção da aprendizagem. Poder vivenciar o processo do aprender colocando-
se no lugar da criança, permitindo que a criatividade e a imaginação aflorem através da 
interdisciplinaridade enquanto atitude. 
O contato com os jogos na aprendizagem permite-lhes o mundo mágico no caminho das 
descobertas, as atividades lúdicas permitem também as crianças desenvolver a negociação, 
fazendo regras e resolvendo conflitos, pois brincar é a forma de a criança compreender o mundo 
adulto a sua volta, trazendo para seu mundo imaginário. 
Desse modo ao fazermos uso do lúdico em sala de aula deve-se sempre estar buscando 
novas maneiras de envolver o aluno em atividades que levem os mesmos a refletir e descobrir o 
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mundo que os cerca. Para Freire (1997) Através dos jogos na prática interdisciplinar o educador 
poderá ajudar as crianças a recriarem sua visão de mundo, seu modo de agir, através de um 
trabalho que envolva sentimentos, capacidade de atenção, de concentração, as relações, 
autoestima, e, a aprendizagem. 
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INTERAGINDO... 
 
01 – As Metodologias ativas são práticas pedagógicas que pretendem colocar o aluno no centro 
de seu processo de ensino-aprendizagem, assumindo o papel de protagonista. Nesse contexto 
qual o papel da escola? 
 
02 – Quais os maiores desafios e conquistas da interdisciplinaridade na escola? 
 
03 – De forma Interdisciplinar como você trabalharia o tema CIRCO, abordando todos os campos 
de experiência? 
 
04 – Nas práticas interdisciplinares o educador não deve ser apenas expositor de conteúdos. 
Dentro desse contexto, como você se observa? 
 
 
FORMAÇÃO: Nº 06 
TEMA: Interdisciplinaridade na Educação Infantil 
 
NOME: _________________________________________________________________________ 
 
ESCOLA/C.E.I.: ___________________________________________________________________ 
 
TURMA: ________________________________________________________________________

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