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PERFIL
METABÓLICO
Pancreático e Ósseo
Lucas e Caroline
SUMÁRIO
PERFIL METABÓLICO
ANATOMIA E FISIOLOGIA DO PÂNCREAS
PERFIL METABÓLICO DO PÂNCREAS
FISIOLOGIA ÓSSEA
PERFIL METABÓLICO ÓSSEO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
PERFIL METABÓLICO
Em termos simples, o perfil metabólico é um
conjunto de exames bioquímicos que
fazemos no sangue ou em outros fluidos de
um animal para avaliar o estado funcional do
seu organismo em relação ao metabolismo. 
Quando interpretado adequadamente,
o perfil bioquímico fornece importantes
informações do estado clínico, metabólico e
produtivo de um animal.
PERFIL METABÓLICO
A determinação e a interpretação de
compostos químicos no sangue são algumas
das principais aplicações práticas da
Bioquímica Clínica.
Exemplos na Veterinária
Diagnosticar e Prevenir Doenças;
Monitorar a Saúde do Rebanho;
Avaliar o Desempenho Produtivo;
Ajustar Dietas.
Perfil Metabólico do Pancrêas
Anatomia e Fisiologia do Pâncreas
Localizado na parte dorsal da
cavidade abdominal
Dividido em Lobo Direito e
Esquerdo e Corpo 
Possui um Sistema de Ductos 
Figura1 - Pâncreas de diferentes mamíferos domésticos, segundo Nickel, Schummer e Seiferle, 1995.
Anatomia e Fisiologia do Pâncreas
A função endócrina do
pâncreas é desempenhada
pelas ilhotas pancreáticas
de Langerhans. Essas células
endócrinas secretam
insulina, glucagon e
somatostatina diretamente
na corrente sanguínea. 
Função Endócrina
Anatomia e Fisiologia do Pâncreas
A função exócrina do pâncreas
está relacionada à produção
do suco pancreático, que
contém enzimas digestivas
fundamentais. O suco
pancreático é liberado no
duodeno através do sistema
de ductos, ajudando na
digestão dos alimentos.
Função Exócrina
Histologia do Pâncreas 
Figura2 - Histologia do Pâncreas (Histology guide) 
A amilase é uma enzima digestiva
secretada predominantemente pelo
pâncreas e pelas glândulas salivares,
estando presente em níveis mínimos
em outros tecidos, exceto no fígado
Amilase 
Ela é essencial no processo de
digestão de carboidratos complexos,
permitindo a liberação de açúcares
mais simples que possam ser
absorvidos pelo organismo.
Existem, no mínimo, 4 isoenzimas de
amílase no plasma de cães e 7 nos
humanos, as duas principais são a
pancreática (tipo P) e salivar (tipo S). 
A integridade funcional da amilase
depende inteiramente da presença de
cálcio. 
Importância Clínica
É uma proteína globular que atua como
catalisador para a hidrólise de ácidos
graxos de cadeia longa, os triacilgliceróis;
Ela possui um papel fundamental na
digestão e absorção de gorduras no
trato gastrointestinal de animais.
Níveis de lipase no sangue são
importantes marcadores diagnósticos,
especialmente para distúrbios
pancreáticos, como a pancreatite aguda
e crônica, especialmente em cães.
Lipase
A tripsina é sintetizada pelas células
acinares do pâncreas, sob a forma de
um zimógeno, denominado
tripsinogênio, que é secretado no
duodeno através do suco pancreático. 
Tripsina
Pode estar na forma de tripsina,
tripsinogênio ou do complexo
antitripsina
Tripsina Imunorreativa
(TLI)
O TLI sérico é um marcador órgão
específico. E por vezes, o TLI pode ser
mais confiável de pancreatite aguda
do que a amilase ou a lipase 
Tripsina
TLI no diagnóstico de IPE
A IPE é uma condição na qual o pâncreas não
produz enzimas digestivas em quantidade
suficiente para a digestão adequada dos
alimentos.
Os sinais clínicos da podem não estar
presentes à avaliação clínica até que 90% da
função das células pancreáticas seja perdida
e também podem não distinguir a IPE de
outras causas de má absorção. 
Figura 3. É realizado no teste do pezinho em recém nascidos 
Característica High Density Lipoprotein (HDL)
Very Low Density Lipoprotein
(VLDL)
Composição principal Principalmente Proteína Principalmente colesterol
Função Principal Transporte do Colesterol para o fígado Transporte de Triglicerídeos do fígado para os tecidos
Efeito sobre a Saúde Protetor cardiovascular e hepático Níveis altos aumentam risco de Pancreatite e cardiopatias
Bioquímica Parte do Perfil Lipídico Estimado no cálculo do perfil lipídico com base em triglicerídeos
Exemplo Clínico Relevante Hiperlipidemia primária, obesidade Pancreatite, diabetes mellitus, disfunção hepática
Colesterol
Tem origem exógena e endógena,
sintetizado, a partir do acetil-CoA.
Pode estar ligado a lipoproteínas
(HDL, LDL e VLDL) e são
indicadores do total de lipídeos
no plasma.
O colesterol é essencial e esta
envolvido na produção de
hormônios, vitamina D e ácidos
biliares. 
Quadro comparativo entre HDL E VLDL
Triglicerídeos
Os triglicerídeos (TG) são lipídeos
formados por glicerol e três ácidos
graxos, representando a principal
forma de armazenamento de
gordura no organismo.
Nos cães da raça Schnauzer, é comum
observar hiperlipidemia primária, com
aumento de VLDL e triglicerídeos, o que
os torna predispostos à pancreatite
(NELSON e COUTO, 2010; UEDA, 2011)
Importância Clínica
Níveis elevados de TG afetam
negativamente o pâncreas, o excesso
de gordura circulante pode causar
alterações no fluxo sanguíneo e no
ambiente químico ao redor do
pâncreas. 
Promove Anabolismo
Hipoglicemiante
Estimula a Glicogênese
Promove a Síntese de
Proteínas e Lipídios
Glicose
INSULINA GLUCAGON
Promove Catabolismo
Hiperglicemiante
Estimula a Gliconeogênese
Promove a Lipólise
A interação regulada entre a insulina e o glucagon, secretados pelo
pâncreas, é o cerne da manutenção da glicemia, um processo vital para
o funcionamento adequado do organismo.
Glicose
Glicosímetro Exame Laboratorial
Facilidade de coleta
Resultado imediato
 Menor custo 
Maior Precisão
Necessita manejo
Maior Tempo de
espera
essencial para
detectar
precocemente
distúrbios
relacionados ao
metabolismo ósseo
e mineral, 
Perfil metabólico ósseo
ferramenta
bioquímica
utilizada na
medicina
veterinária para
avaliar a saúde do
tecido ósseo e o
metabolismo
mineral em
animais. 
feita por meio da
dosagem de
marcadores
bioquímicos
específicos
presentes no sangue,
permitindo o
diagnóstico de
doenças 
Importância do Perfil Ósseo
Prevenção e diagnóstico precoce de doenças metabólicas ósseas,
como raquitismo, osteomalácia e hipocalcemia puerperal.
Avaliação da resposta ao tratamento de doenças ósseas e
distúrbios endócrinos.
Monitoramento da nutrição mineral, especialmente de cálcio,
fósforo, magnésio e vitamina D, fundamentais para o metabolismo
ósseo.
Acompanhamento do crescimento ósseo em animais jovens
Redução de perdas econômicas em rebanhos por problemas
ósseos que comprometem desempenho, fertilidade e longevidade
dos animais.
Suporte estrutural e locomoção;
Proteção de órgãos internos;
Armazenamento de minerais (como cálcio e fósforo);
Hematopoiese (produção de células sanguíneas na
medula óssea);
Reserva de fatores de crescimento e regulação
endócrina.
Fisiologia Óssea
O osso é um tecido conjuntivo mineralizado,
altamente dinâmico e metabolicamente
ativo, que participa de diversas funções vitais:
Classificação dos ossos
Ossos longos Ossos curtos Ossos planos Ossos irregulares Ossos sesamoides
Têm o
comprimento
maior que a
largura
Largura e
espessura
semelhantes
Finos e
geralmente
curvos, protegem
órgãos
Formato
complexo
Pequenos,
desenvolvem-se
dentro de
tendões
Anatomia Óssea
Diáfise: corpo central do osso.
Epífises: extremidades do osso.
Metáfise: região entre a diáfise e epífise;
onde ocorre o crescimento ósseo na
infância/adolescência.
Periósteo: camada externa fibrosa que
reveste o osso (exceto nas articulações).
Endósteo: reveste a cavidade interna do
osso.
Medula óssea:
Vermelha: produz células sanguíneas
(hematopoiese).
Amarela: armazena gordura.
Cortical
Mais denso e forte
Tipos principais de tecidos ósseos
Trabecular
Estrutura
esponjosa;
Metabolicame
mais ativo;
Mais sólido;
Formado por
lamelas ósseas;
Células do tecido ósseo
Osteoblastos Osteoclastos Osteócitos
Produzem a matriz
óssea;
Secretam colágeno,
fosfatase alcalina, e
cálcio para o osteóide;
Reabsorvem a matriz
óssea;
Liberandocálcio e
fósforo;
Células menos ativas;
Formadas a partir dos
osteoblastos
Composição do osso
Fase mineral (60-70%) Matriz orgânica (20-25%) Água
Cristais de hidroxiapatita -
formados por fosfato e
cálcio;
dureza e resistência à
compressão;
Estocagem de íons como
cálcio, fósforo, magnésio e
fluoreto;
Colágeno tipo I -
proporciona resistência à
tração e flexibilidade;
Proteínas não colágenas -
regulação da
mineralização e sinalização
celular;
Fatores de crescimento;
Essencial para o
transporte de íons,
nutrientes e resíduos;
Presente nos espaços
entre a matriz e na fase
mineral
Mineralização
Processo de deposição de
cálcio e fósforo na matriz
osteoide que deixa o osso
rígido e resistente.
Desmineralização
Ocorre quando os minerais
são retirados do osso para
manter os níveis de cálcio no
sangue;
Esse equilíbrio é vital - PTH e
vitamina D;
Resposta à ingestão
inadequada de minerais ou
perda excessiva.
Paratormônio (PTH): Hormônio da paratireoide que aumenta os níveis de cálcio
no sangue ao estimular a reabsorção óssea, a reabsorção renal e intestinal de
cálcio
 Calcitonina (CT): Hormônio produzido pelas células C da tireoide, que diminui
os níveis de cálcio ao inibir a atividade dos osteoclastos e aumentar a excreção
do mineral pelos rins;
Vitamina D (1,25-DHC): Promove a absorção de cálcio e fósforo no intestino e
atua junto ao PTH para liberar cálcio dos ossos;
Principais reguladores do perfil ósseo
Secretado pelas glândulas paratireoides;
Atua regulando os níveis de cálcio no sangue por três mecanismo principais: 
 Aumenta a reabsorção de cálcio nos túbulos renais;
 Estimula a liberação de cálcio dos ossos;
 Aumenta a absorção de cálcio no intestino, via produção de calcitriol
(vitamina D ativa);
Elevas os níveis de cálcio e reduz os de fósforo no sangue;
Controlado pelos níveis séricos de cálcio no sangue via feedback negativo;
HORMONIÔ PARATIREOIDEANO (PTH)
Produzida pelas células C da tireoide;
Reduz os níveis de cálcio no sangue ao:
inibir a atividade dos osteoclastos
(células responsáveis pela reabsorção
óssea).
Reduzir a reabsorção renal de cálcio e
fósforo;
Atua de forma oposta ao PTH;
Calcitonina (CT)
Forma ativa: 1,25-diidroxicolecalciferol;
Produzida após conversões no fígado e rins;
 Funções Principais: 
Estimula absorção de cálcio e fósforo no intestino;
Promove a liberação de cálcio nos óssos, em sinergia com
o PTH;
Reduz a excreção renal de cálcio e fósforo;
Controlada pelos níveis de cálcio, fósforo e PTH;
Vitamina D
Diferença estrutural entre a
vitamina d2 e vitamina d3
Ergocalciferol
 plantas e fungos;
duplas ligações
extras e um grupo
metila (CH₃) a mais;
 colecalciferol 
pele de humanos e
animais, a partir do
colesterol;
mais simples, com
uma cadeia mais
estável;
Essa pequena diferença faz com que a vitamina D3 seja mais eficaz no
organismo do que a D2 — ela tem maior afinidade pelos receptores e é mais
estável no sangue.
Biossíntese da vitamina D
Acontece principalmente na pele, a partir de um precursor
chamado 7-desidrocolesterol, que está presente nas camadas
da epiderme.
A pele é exposta à luz ultravioleta B (UVB) do sol, esse precursor
absorve a radiação e se transforma em pré-vitamina D3.
Em seguida, com a temperatura corporal, essa molécula se
reorganiza espontaneamente, formando a vitamina D3
(colecalciferol).
Essa ainda não é a forma ativa. A vitamina D3 vai para o fígado,
onde é convertida em 25-hidroxivitamina D (ou calcidiol), que é a
forma armazenada.
Depois, ela vai para os rins, onde sofre uma nova modificação,
tornando-se 1,25-diidroxivitamina D (ou calcitriol), que é a forma
biologicamente ativa da vitamina D
Interação entre os
reguladores 
PTH e Vitamina D: Trabalham juntos para aumentar o cálcio sérico;
PTH e Calcitonina: Efeitos opostos na homeostase do cálcio;
Calcitonina age de forma independente da vitamina D
Marcadores laboratoriais do
metabolismo ósseo
Marcadores de formação Marcadores de reabsorção 
x
refletem atividade osteoclástica
degradação da matriz óssea (colágeno tipo I)
Identificar perda óssea acelerada
refletem atividade dos osteoblastos
formação e mineralização da matriz óssea
avaliar formação óssea
Marcadores do metabolismo
ósseo de formação
Fosfatase alcalina óssea
Enzima produzida pelos osteblastos
Altos níveis dela no sangue
Atividade aumentada de formação óssea
Marcadores do metabolismo
ósseo de formação
Fosfatase alcalina óssea
Osteocalcina sérica intacta
Produzida pelos osteoblasto
Diretamente ligada à mineralização da
matriz óssea 
Marcadores do metabolismo
ósseo de formação
Fosfatase alcalina óssea
Osteocalcina sérica intacta
Propeptídeos de colágeno tipo 1
Liberados durante a produção de colágeno
Refletem a síntese de novo osso
Marcadores do metabolismo
ósseo de reabsorção
Hidroxiprolina
Aa presente no colágeno do osso
Quando o colágeno é degradado ela é
liberada na corrente sanguínea ou na urina
Marcadores do metabolismo
ósseo de reabsorção
Hidroxiprolina
Interligados ao colágeno
Piridinolina Total
Piridinolina e Deoxipiridolina livre
Ligações cruzadas do calágeno que são
liberadas quando o osso é reabsorvido
Hidroxiprolina
Interligados ao colágeno
Piridinolina Total
Piridinolina e Deoxipiridolina livre
N-telopeptídeos (NTx)
C-telopeptídeos (CTx)
Marcadores do metabolismo
ósseo de reabsorção
Fragmentos do colágeno que também
aparecem no sangue ou na urina durante a
reabsorção óssea
Marcadores gerais do
metabolismo ósseo 
Cálcio e fósforo séricos
Minerais essenciais para a formação da
matriz óssea
Alterações podem indicar distúrbios ósseos
Marcadores gerais do
metabolismo ósseo 
Cálcio e fósforo séricos
Paratormônio (PTH)
Produzido pelas glândulas paratireoides;
Regula a liberação de cálcio dos ossos.
Marcadores gerais do
metabolismo ósseo 
Cálcio e fósforo séricos
Paratormônio (PTH)
Vitamina D (25-hidroxivitamina D)
Essencial para a absorção de cálcio e fósforo
Participa da regulação ósse junto com o PTH
Transtornos do metabolismo
ósseo - osteoporose
A osteoporose ocorre
principalmente em
vacas de alta produção;
Desmineralização do osso:
alta saída de Ca no leite e
deficiência de Ca na dieta
 Teste para diagnóstico:
 pode incluir Ca, P, Mg e fosfatase alcalina
(remodelamento ósseo) no plasma 
prolina na urina (aa da matriz óssea)
Osteopetrose
Excesso de consumo de Ca: excessiva mineralização dos ossos causando
engrossamento e exostose = cavidade medular é preenchida por tecido ósseo
(anemia mielotísica e pancitopenia)
No perfil sanguineo não é observado excesso de cálcio, pelo contrário, devido
a secreção de CT em resposta aos altos níveis de Ca, o que é detectado é a
hipocalcemia e hipofosfatemia com baixa atividade de fosfatase alcalina.
Hiperparatireoidismo primário x Hipoparatireoidismo
Secreção contínua de PTH
Baixa secreção de PTH ou falha
na interação do hormônio com
suas células-alvoAdenocarcinoma ou lesão
funcional na glândula
paratireoide
A ação prolongada da PTH sobre
o osso causa desmineralização
óssea osteocítica e osteoclástica
Frequente em cachorros e gatos
idosos. Provoca cálculos renais,
osteoporose e fraturas
Na etiologia desta doença
aparecem causas congênitas
(agenesia), idiopáticas (associada
com parotidite linfocita difusa),
iatrogênicas (cirurgias da tireoide),
metabólicas e neoplásias.
Cursa com hipocalcemia.
Provoca cãibras, formigamentos
e tetania.
Desafios e perspectivas
Diversidade anatômica entre as
espécies e a limitação de
tecnologias avançadas em algumas
clínicas
Acesso a exames complementares
Ferramentas de imagem e
marcadores biomoleculares
oferecem perspectivas
promissoras, permitindo
diagnósticos mais rápidos.
Considerações Finais 
O Perfil Metabólico nos permite identificar
desequilíbrios, deficiências ou excessos, são
ferramentas poderosas que nos fornecem
informações valiosas para guiar intervenções,
mudanças no manejo e, quando necessário,
tratamentos.
Portanto, é fundamental que a comunidade
veterinária adquira conhecimentotécnico para
utilizar essa ferramenta.
Obrigado!

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