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DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA AEROESPACIAL COMISSÃO DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO - CSMT TREINAMENTO DA CIPA 2025 O Treinamento de Segurança da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio – CIPA, tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador (Ref. NR-05). MÓDULO 1: O QUE É CIPA? MÓDULO 2: ACIDENTES DO TRABALHO SUMÁRIO 1.1 INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO TRABALHO-------------------------------------------02 1.2 O QUE É CIPA----------------------------------------------------------------------------------------03 1.3 SEGURANÇA DO TRABALHO NO COMAER (ICA 206-1)-------------------------------04 1.4 REUNIÃO DE CIPA----------------------------------------------------------------------------------16 2.1 SEGURANÇA DO TRABALHO NO COMAER (ICA 206-1)-------------------------------21 2.2 ACIDENTES DE TRABALHO---------------------------------------------------------------------22 2.3 CAUSAS DE ACIDENTES DE TRABALHO---------------------------------------------------24 2.4 INVESTIGAÇÃO DOS ACIDENTES DE TRABALHO--------------------------------------25 2.5 RELATÓRIO DE ANÁLISE DE ACIDENTE----------------------------------------------------31 2.6 EXEMPLO DE RELATÓRIO DE ANÁLISE DE ACIDENTE-------------------------------33 1 MÓDULO 1 OQUE É CIPA? 1.1 INTRODUÇÃO A SEGURANÇA DO TRABALHO A Segurança do Trabalho pode ser entendida como o conjunto de medidas adotadas, visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho das pessoas envolvidas. A Segurança do Trabalho é praticada pela conscientização de empregadores e empregados em relação aos seus direitos e deveres e também praticada no trabalho, na rua, em casa, em todo lugar e em qualquer momento. O quadro de Segurança do Trabalho de uma organização, quando necessário, é formado de uma equipe multidisciplinar composta pelos seguintes profissionais: • Engenheiro de Segurança do Trabalho; • Médico do Trabalho; • Técnico de Segurança do Trabalho; • Enfermeiro do Trabalho; • Auxiliar em Enfermagem do Trabalho. Esses profissionais formam o SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. A CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que é composta por representantes do empregador e dos empregados, que tem a responsabilidade de auxiliar o SESMT nas atividades prevencionistas. 2 A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil a Legislação de Segurança do Trabalho baseia-se nas: • Constituição Federal (CF); • Consolidação das Leis do Trabalho (CLT); • Normas Regulamentadoras (NR). Leis complementares como portarias, decretos e convenções internacionais como: • Organização Internacional do Trabalho (OIT); • Organização Mundial da Saúde (OMS). 1.2 O QUE É CIPA? Significa Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, criada na década de 40, pelo Governo Federal, objetivando reduzir o grande número de acidentes de trabalho nas indústrias. É um grupo de pessoas, constituído por representantes dos empregados e do empregador especialmente treinados para colaborar na prevenção de acidentes. A participação efetiva dos trabalhadores nessa comissão é um dos pilares de qualquer programa voltado à prevenção de acidentes. A CIPA considera o fato de o acidente de trabalho ser fruto de causas que podem ser eliminadas ou atenuadas ora pelo empregador, ora pelo próprio empregado ou, ainda, pela ação conjugada de ambos. As organizações privadas e públicas e os órgãos governamentais que possuam empregados regidos pela CLT ficam obrigados a organizar e manter em funcionamento uma CIPA, que é normatizada pela Norma Regulamentadora – NR-05, da portaria do MTB nº3.214 de 08 de junho de 1978. 3 1.3 SEGURANÇA DO TRABALHO NO COMAER (ICA 206-1) FINALIDADE A presente Instrução tem por finalidade estabelecer as diretrizes e os requisitos para o gerenciamento de riscos ocupacionais, para a constituição, bem como o funcionamento e as atribuições da CIPA. CONCEITUAÇÕES a) AGENTE BIOLÓGICO: Microrganismos, parasitas ou materiais originados de organismos que, em função de sua natureza e do tipo de exposição, são capazes de acarretar lesão ou agravo à Saúde do trabalhador. Exemplos: parasitas, bactérias, protozoários, fungos, vírus e príons. b) AGENTE FÍSICO: Qualquer forma de energia que, em função de sua natureza, intensidade e exposição, seja capaz de causar lesão ou agravo à Saúde do trabalhador. Exemplos: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes e umidade. c) AGENTE QUÍMICO: Substância química, que, por si só, ou em misturas, quer Seja em seu estado natural, quer Seja utilizada em processo de trabalho, quer Seja em função de sua natureza, de sua concentração e de sua exposição, Seja capaz de causar lesão ou agravo à Saúde do trabalhador. d) ANALISE DE RISCO: Processo de compreensão da natureza do risco, determinando-se o nível de risco. Inclui a apreciação das causas e das fontes de risco, assim como, as suas consequências positivas e negativas da ocorrência do risco em tela. 4 e) ATESTADO DE ORIGEM: Documento final, resultante de sindicância pericial, que visa a determinar a existência de um nexo causal ocupacional, com determinado agravo à Saúde, seja doença ou acidente, com previsão no Estatuto dos Militares (Lei 6.880/ 1980). A antiga denominação - ATESTADO SANITÁRIO DE ORIGEM - está sendo revista, alinhando-se às normas em vigor. f) COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA): Comissão, designada pelo Comandante, Chefe ou Diretor da OM, encarregada de observar e de avaliar as condições de risco, nos ambientes de trabalho, sugerindo medidas para reduzir e até mesmo eliminar e (ou) neutralizar os riscos existentes. Também é responsável por discutir os acidentes ocorridos, sugerindo medidas que previnam ocorrências semelhantes, além de orientar os demais militares, servidores públicos e contratados, quanto à prevenção de acidentes. g) COMISSÃO DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO (CSMT): Comissão designada, por meio da DIRSA e da DIRINFRA, encarregada de assessorar e de fiscalizar as atividades das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CIPA) das Organizações Militares pertencentes à estrutura administrativa do COMAER. h) EMERGÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO: Situação que representa uma ameaça ao efetivo, aos prestadores de serviços ou ao público em geral, é situação que causa interrupção nas atividades ou encerramento, podendo ser causada por agentes ambientais ou físicos. i) EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI): Todo equipamento de uso individual composto de um ou mais dispositivos capazes de proteger contra um ou mais riscos, que sejam suscetíveis de ameaçar a integridade física e a Saúde dos trabalhadores. j) EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA: É todo dispositivo, sistema ou meio, fixo ou móvel, de abrangência coletiva, destinado a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores, usuários e terceiros. 5 k) GERENCIAMENTO DE RISCO: É o processo de planejar, de organizar, de dirigir e de controlar os recursos humanos e materiais de uma organização, no sentido de minimizar os problemas decorrentes de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. l) MAPA DE RISCO: Representação gráfica dos riscos existentes, no ambiente de trabalho, de acordo com a planta baixa simplificada e layout dos setores. m) PERIGO: Situação na qual Se encontra ameaça, à existência ou à integridade física de uma pessoa, um animal ou um objeto. E uma variável intrínseca ao processo e deve ser considerada e avaliada, continuamente, nas ações de prevenção. n) PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO E SAÚDE OCUPACIONAL (PCMSO): Programa que visa ao controle médico, no ambientede trabalho, de uma organização, quanto aos Militares e aos Servidores Públicos, cujas linhas de ação têm como base, preferencialmente, o Programa de Gerenciamento de Riscos. Na falta desse, o PCMSO pode ser baseado em laudos técnicos ambientais. A autoria do PCMSO é exclusiva do médico do trabalho, especialista responsável pela sua coordenação, bem como dos seus demais programas vinculados. Poderá ser exercida pelo Oficial Médico atuante na organização, ainda que ele não Seja um especialista. o) PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCO (PGR): E um conjunto de procedimentos, de técnicas de gestão, de métodos de avaliação, de registros e de controles de monitoramento e de avaliação de riscos, que deve ser adotado pelas organizações, com o objetivo de prevenir acidentes de trabalho, contemplando-se os riscos ocupacionais e as suas respectivas medidas de prevenção. q) RISCO OCUPACIONAL: Combinação entre a severidade e a probabilidade, causada por um evento perigoso, que pode ocasionar danos à Saúde, durante a atividade laboral, a exposição a agente nocivo ou a exigência da atividade de trabalho, considerando-se a severidade de uma lesão, ou agravo à Saúde, advindo do risco em tela. ÂMBITO A presente Instrução se aplica a todas as Organizações do Comando da Aeronáutica. 6 SEGURANÇA DO TRABALHO NO COMAER COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA) A CIPA tem por objetivo a prevenção de acidentes e de doenças relacionadas ao trabalho, de modo a tornar compatível, permanentemente, o trabalho com a preservação da vida, além da garantia e da promoção da saúde do trabalhador. CONSTITUIÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA CIPA A CIPA deve ser constituída por militares, em cada uma das OM específicas. O Seu dimensionamento será deliberado, segundo os critérios de cada Comandante, Chefe ou Diretor, exigindo-se, no mínimo um representante, lotado em setor específico, para o gerenciamento das ações de interesse da análise de riscos, da prevenção de acidentes e/ou doenças ocupacionais. Os militares (ativa e/ou reserva) não pertencentes à OM, necessários ao cumprimento das atribuições da CIPA, poderão ser solicitados pelo Presidente da mesma, via cadeia de comando. Para os Destacamentos, poderá ser adotado o dimensionamento de uma CIPA, por meio de uma metodologia coordenada com o órgão superior, respeitando-se a existência de um representante para a gestão das atividades de interesse da análise de riscos, da prevenção de acidentes e/ou doenças ocupacionais. Dentre os integrantes de uma CIPA, são consideradas mínimas as seguintes funções: a) Presidente; b) Vice-Presidente; c) Membros. A CIPA terá a duração de dois anos, permitindo-se a substituição de 2/3 dos seus membros, a fim de evitar a descontinuidade das atividades. Os membros da CIPA são designados pelo Comandante, Chefe ou Diretor e devem ser publicados em Boletim da OM ou da OM apoiadora. 7 A CIPA é subordinada, diretamente, ao Comandante, ao Chefe ou ao Diretor. Cada OM deve estruturar e formalizar as ações, as atividades e as atribuições de sua CIPA em uma NPA. ATRIBUIÇÕES CABE AO COMANDANTE, CHEFE E DIRETOR: a) Proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao desempenho de suas atribuições, garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas constantes no plano de trabalho; b) Permitir a colaboração do efetivo nas ações da CIPA; e c) Enviar o Relatório de Ocorrências, elaborado pela CIPA, até o dia 15 dos meses de janeiro e de julho aos Chefes-de-Estado-Maior, Vice-Diretor de cada ODSGA, via Cadeia de Comando, para análise e ações decorrentes, se for o caso. CABE AO PRESIDENTE DA CIPA: a) convocar os membros para as reuniões; b) coordenar as reuniões, encaminhando ao Comandante, ao Chefe ou ao Diretor as decisões da comissão; c) coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando-se, para que os objetivos propostos sejam alcançados; d) divulgar as decisões da CIPA aprovadas pelo Comandante, pelo Chefe ou pelo Diretor ao efetivo; e e) providenciar para que sejam enviados os Relatórios Semestrais de Ocorrências, até o dia 15 dos meses de janeiro e julho, ao respectivo DTINFRA Regional, de acordo com as informações constantes do ANEXO A desta ICA. 8 CABE AO VICE-PRESIDENTE: a) substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seus afastamentos temporários; e b) manter-se ciente quanto às atividades da CIPA. CABE À CIPA: a) fazer o levantamento dos perigos das atividades, da exposição dos militares, das medidas de prevenção existentes, bem como avaliar os riscos, qualitativamente, para o inventário de riscos do Programa de Gerenciamento de Riscos da OM; b) registrar a percepção dos riscos dos militares, por meio do Mapa de Risco; c) verificar os ambientes e as condições de trabalho, no mínimo três vezes ao ano, visando identificar situações que possam trazer riscos para a segurança e para a saúde do efetivo e, no caso de constatação de um risco grave e iminente para a vida e para a saúde do militar, solicitar ao Chefe do Setor ou ao Encarregado a interrupção das atividades, até a adoção das medidas corretivas e de controle; d) elaborar e acompanhar um Plano de Trabalho, que possibilite a ação preventiva em Segurança e em Saúde no Trabalho; e) participar no desenvolvimento e na implementação de programas da OM, relacionados à Segurança e à Saúde no Trabalho; f) analisar os acidentes e as doenças relacionadas ao trabalho, propondo, quando for o caso, medidas para a solução dos problemas identificados; g) fiscalizar os trabalhadores de empresas terceirizadas, que realizam atividades na OM, quanto à Segurança e, principalmente, ao uso correto do EPI, quando for o caso. Ao constatar situação que envolva um risco grave e iminente, para a vida e para a saúde do trabalhador, solicitar a suspensão da atividade e comunicar o fato ao Presidente da CIPA; h) fornecer ao efetivo o EPI adequado para a atividade, além de treinar o uso correto, mantendo registro em formulário próprio e arquivado com acesso restrito; i) fiscalizar o uso correto do EPI por parte do efetivo; j) promover, anualmente, a SIPAT, conforme programação definida em seu Plano de Trabalho; e k) emitir o Relatório de Ocorrências Semestrais, conforme dados a serem preenchidos constantes do Anexo A. 9 CABE AOS MEMBROS DA CIPA: a) a execução das atribuições que lhes forem delegadas; e b) estabelecer um canal de comunicação, para receber as sugestões do efetivo da OM relacionadas à prevenção de acidentes e de condições de risco. CABE AO EFETIVO: a) indicar à CIPA situações de riscos, além de apresentar sugestões para a melhoria das condições de trabalho, e b) cumprir as ordens impostas por meio do Comandante, do Chefe ou do Diretor, no tocante à Segurança do Trabalho. FUNCIONAMENTO A CIPA terá reuniões ordinárias bimestrais, de acordo com o calendário preestabelecido. As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas na OM, preferencialmente, de forma presencial, podendo, também, a participação ocorrer de forma remota. As reuniões da CIPA serão registradas, por meio de atas assinadas pelos presentes. As atas das reuniões devem ser mantidas como informação documentada, podendo ser consolidadas por meio eletrônico. 10 As deliberações e os encaminhamentos das reuniões da CIPA devem ser disponibilizados ao efetivo, por meio do modo de Comunicação julgado mais apropriado, considerando-se: • Páginas Intraer; • E-mail corporativo; • Outros, etc. AS REUNIÕES EXTRAORDINÁRIAS DEVEM SER REALIZADAS QUANDO: a) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal. Nesse caso, a reunião deve ser realizada até o primeiro dia útil após a ocorrência; ou b) houver solicitação do presidente da Comissão. Para cada reunião ordinária ou extraordinária, os membros da CIPA designarão o secretário responsável por redigir a ata. As CIPA ou representante nomeado das OM sediadas em um mesmo complexo, ou edificação, devem interagirpara discutirem ações de prevenção de acidentes, para as áreas de comum acesso. A vacância definitiva do membro da CIPA será suprida por outro militar do Setor, que ele representava, devendo o motivo ser registrado em ata de reunião, e ter a sua indicação publicada em Boletim. A vacância definitiva do Presidente ou do Vice-Presidente deverá ser suprida, por indicação do Comandante, do Chefe ou do Diretor, por meio da cadeia hierárquica correspondente da Organização. 11 TREINAMENTO A organização deve promover treinamento para o representante nomeado e para os membros da CIPA, de preferência, antes de assumir a função. O TREINAMENTO DEVE CONTEMPLAR, NO MÍNIMO, OS SEGUINTES ITENS: a) inspeção de Segurança para verificar o ambiente, condições de trabalho, bem como dos riscos originados do processo produtivo; b) noções sobre acidentes e sobre doenças relacionadas ao trabalho, decorrentes das condições de trabalho e da exposição aos riscos existentes na organização, especificando-se as suas medidas de prevenção; c) metodologia de investigação e de análise de acidentes e de doenças relacionadas ao trabalho; d) princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de prevenção dos riscos; e) noções sobre as legislações relativas à Segurança e à Saúde do Trabalho do COMAER e do Ministério do Trabalho e Previdência; f) metodologia para realizar o levantamento de perigos, para o inventário de riscos e para o plano de ação do Programa de Gerenciamento de Risco; e g) organização da CIPA e de Outros assuntos necessários ao exercício das atribuições da Comissão. O treinamento deverá possuir carga horária mínima de 20h (vinte horas), distribuída em, no máximo, 08h (oito horas) diárias. É recomendável que, no treinamento realizado de forma presencial haja, no mínimo, aulas práticas de inspeção de segurança, de mapa de risco e de análise de acidente. O treinamento realizado há menos de 02 (dois) anos contados da conclusão do curso, pode ser aproveitado na mesma OM. Os treinamentos podem ser ministrados na modalidade EAD ou semipresencial, contemplando o conteúdo previsto, atendendo aos requisitos operacionais, administrativos, tecnológicos e de estruturação pedagógica, em um AVA apropriado à gestão, à transmissão do conhecimento e à aprendizagem do conteúdo. O treinamento do representante nomeado pode ser realizado, integralmente, na modalidade EAD ou semipresencial. 12 DAS CONTRATADAS A empresa contratada para prestação de Serviços continuados na OM contratante, que possuir 5 (cinco) ou mais empregados deverá nomear um representante, a fim de cumprir os objetivos da CIPA. A nomeação do representante da empresa contratada, para a prestação de Serviços continuados deve ser feita entre os empregados, que exercem suas atividades na OM contratante. O representante nomeado da empresa contratada, para a prestação de serviço continuado, considerando-se os graus de risco da OM contratante, nos termos previstos na NR-5. Antes de a contratada iniciar as atividades, a CIPA ou o representante da OM contratante, deverá informar aos trabalhadores os riscos existentes na OM e as medidas de prevenção específicas à natureza das tarefas desenvolvidas. A CIPA ou o representante nomeado da empresa contratada, para a prestação de serviço continuado, pode ser convidado a participar da reunião da CIPA da OM contratante, com a finalidade de integrar as ações de prevenção. Sempre que empresas privadas realizarem, simultaneamente, atividades no mesmo local de trabalho devem executar ações integradas, para aplicar as medidas de prevenção, visando à proteção de todo o trabalhador exposto aos riscos ocupacionais. O PGR da Organização contratante poderá incluir as medidas de prevenção para as empresas contratadas, que atuem em suas dependências ou local, previamente, convencionado em contrato. O Oficial Fiscal de Contratos deverá ser um agente fiscalizador das medidas de proteção dos trabalhadores subcontratados, além de verificar os Atestados de Saúde Ocupacional (ASO) ou exames periódicos atualizados, e a devida disponibilidade de EPI. As Organizações Militares contratantes devem fornecer às contratadas informações sobre os riscos ocupacionais sob sua gestão e que possam impactar nas atividades das contratadas. As OM ou as empresas contratadas devem, ainda, fornecer o Inventario de Riscos Ocupacionais específicos de suas atividades, que serão realizadas nas dependências da contratante ou local previamente convencionado em contrato. 13 COMPETÊNCIAS GERAIS DO EFETIVO DO COMAER CABE AOS COMANDANTES, CHEFES E DIRETORES a) cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Saúde e sobre Segurança no Trabalho (SST); b) disponibilizar condições, para que sejam informados aos militares das organizações: • Os riscos ocupacionais existentes nos locais de trabalho; • As medidas de prevenção adotadas, por meio da OM, a fim de neutralizar ou de reduzir tais riscos; • Os resultados dos exames médicos complementares aos quais os próprios militares forem submetidos, assegurando a confidencialidade prevista na legislação a respeito do sigilo médico; • Os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho. c) determinar procedimentos, que devam ser dotados em caso de acidente ou de doença relacionada ao trabalho, incluindo a análise de suas causas; d) disponibilizar para a Inspeção do Trabalho todas as informações relativas à segurança e à saúde no trabalho; e) implementar medidas de prevenção, de acordo com a seguinte ordem de prioridade: • Neutralização dos fatores de risco; • Minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva; • Minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas administrativas ou de organização do trabalho; • Adoção de medidas de proteção individual. 14 CABE A TODOS OS MILITARES DAS ORGANIZAÇÕES a) cumprir as disposições legais e regulamentares inerentes à SST, expedidas pelo Comandante, Chefe e Diretor; b) submeter-se aos exames médicos previstos, conforme o estabelecido no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO); e c) usar o equipamento de proteção individual fornecido pela Organização Militar. Cabe ao profissional, seja militar ou civil, informar imediatamente ao seu Chefe imediato qualquer situação no trabalho, que represente um risco iminente à Saúde, além de reportar tal condição no relatório de risco disponibilizado pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Uma vez comprovada a condição relatada, cabe ao profissional, seja militar ou servidor público, informar ao seu superior hierárquico qualquer situação no trabalho que, no seu entendimento, possa representar um risco iminente à saúde ou à integridade física, sua ou de outra pessoa, além de reportar tal condição no relatório de risco disponibilizado pela CIPA. 15 1.4 REUNIÃO DE CIPA A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio - CIPA é uma equipe muito importante em favor das ações de Segurança do Trabalho na organização. O ponto alto da CIPA são as Reuniões Ordinárias. É através das reuniões que os objetivos são traçados, que o planejamento é elaborado, implantado e acompanhado. Para o DCTA, OMs Subordinadas e Sediadas a CIPA deverá realizar reuniões ordinárias mensais, seguindo o calendário preestabelecido pelo presidente da CIPA em cada mandato. (IC DCTA 2025) Basicamente, o objetivo das reuniões fica dividido em 3 (três) eixos: a) Realizar ou solicitar ações que possam diminuir ou extinguir o risco de acidentes; b) Debater sobre acidentes ocorridos; e c) Auxiliar o efetivo da OM na prevenção de acidentes. As reuniões, sejam ordinárias ou extraordinárias, serão registradas em ata, que serão lavradas pelo secretário (a) e assinadas por todos os membros presentes. Estes documentos devem ser mantidos como informação documentada. Os avisos de convocação para as reuniõesda CIPA serão feitos com antecedência mínima de 08 (oito) dias. Caso haja indisponibilidade de algum membro, esta deverá ser justificada ao Presidente da CIPA no ato do recebimento de convocação, para, caso o Presidente julgue pertinente, remarcar a data. Em caso de acidente grave ou fatal, a CIPA deverá realizar reunião extraordinária com a presença do Chefe e do Encarregado do Setor envolvido, com o prazo de 1 (um) dia útil após a ocorrência. O Presidente da CIPA possui autonomia para solicitar reuniões extraordinárias, quando julgar necessário. Deverá ser feita revisão das medidas sugeridas na reunião anterior, avaliando-se as solucionadas e as pendentes. 16 As reuniões da CIPA deverão, obrigatoriamente, obedecer à seguinte ordem: a) Leitura da ATA de sessão anterior; b) Retirada de falta, através da lista de assinatura dos presentes; c) Verificação do andamento das recomendações aprovadas; d) Apresentação de assuntos gerais relacionados com a prevenção de acidentes, segurança e higiene do trabalho; e e) Revisão de ações a serem implementadas e encerramento. CONDUÇÃO REUNIÃO DE CIPA a) Palavra de abertura: Deve ser lembrado o propósito das reuniões da CIPA; b) Leitura da Ata da reunião anterior; c) Análise e aprovação da ata anterior: Toda ata deve ser analisada e aprovada pela maioria dos membros da CIPA; d) Lista de presença: verificar as pessoas presentes e ausentes; e) Pendências deixadas por outras reuniões; f) Assuntos a serem abordados; g) Participação dos membros da CIPA na reunião: Assuntos pertinentes podem ser levantados por qualquer membro, todos serão ouvidos e todas as opiniões serão consideradas; h) Toda reunião de CIPA deve ser registrada em ata e precisa ser entregue a todos os membros da CIPA; i) Encerramento: Ao final da reunião o presidente ou vice deverá determinar as obrigações de cada membro da CIPA. 17 MODELO Ata de reunião de CIPA – Gestão 2024/2025 Ata da primeira reunião ordinária mensal da CIPA – Gestão 2024/2025 do (a) OM, estabelecida na Guarnição de Aeronáutica de São José dos Campos. Aos __ de ____ de 2024, as __ horas e __ minutos, no local designado pelo calendário de reunião mensal da CIPA, sob a presidência do (a) ____, os membros se reuniram para realizar a referida reunião. O (a) Presidente iniciou lendo a Ata da reunião anterior, e em seguida foi checada a lista de presença, não havendo nenhuma falta. Verificou-se que não houve acidente do trabalho até a presente data. Demais tópicos…………………………………….. Sem mais pautas a tratar, foi encerrada a presente reunião às xx horas e xx minutos. A presente Ata, lavrada por mim, Secretário (a), foi lida, analisada e discutida, será assinada e terá distribuída uma cópia a todos os presentes. Presidente____________________________________________________ Vice-Presidente________________________________________________ Membros_____________________________________________________ 18 ASSUNTOS DISCUTIDOS EM REUNIÃO DE CIPA a) PGR: Programa de Gerenciamento de Riscos: Discutir as Medidas de Prevenção pelo Plano de Ação da OM. b) PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional: Discutir as medidas propostas, exames necessários, vacinações. c) CSMT: Comissão de Segurança e Medicina do Trabalho: Solicitar ajuda do CSMT nas eventuais necessidades. d) MAPA DE RISCO: Solicitar ajuda ou trabalho em parceria na elaboração do Mapa de Risco, conforme NR 5, registrar a percepção dos riscos dos trabalhadores, por meio do mapa de risco ou outra técnica ou ferramenta apropriada à sua escolha, com assessoria da Comissão de Segurança e em Medicina do Trabalho - CSMT, para as OM que não possuam Setor de Segurança do Trabalho; e) Riscos que foram observados no ambiente de trabalho; f) Medidas de controle de riscos necessárias e avaliações de prioridades relacionadas Segurança e Saúde no Trabalho; g) Análises de auditorias realizadas no ambiente de trabalho e nos maquinários; h) Avaliação das medidas que foram implantadas e sugestões de melhorias das mesmas; i) Elaboração e divulgação de normas de segurança e saúde aos funcionários; j) Avaliações dos processos de trabalho referentes à segurança e saúde no trabalho e da implantação e andamento das medidas preventivas previstas; k) Participações nas análises de acidentes ocorridos na empresa e nas propostas de medidas preventivas; l) Análises dos Comunicados de Acidentes do Trabalho – CAT emitidos pela organização; m) Elaboração da Semana Interna de Prevenção aos Acidentes - SIPAT; n) Assuntos sobre uso dos EPI, e assuntos relacionados a ele. 19 AVISO SOBRE AS REUNIÕES DA CIPA Para esse fim existe o Calendário de Reuniões Ordinárias da CIPA. Esse documento é obrigatório a todas as CIPA. O ideal seria deixá-lo em local de fácil acesso, assim todos poderiam se manter informados e programar suas agendas. DOCUMENTOS DA CIPA São documentos referentes a atuação da CIPA e que devem ser arquivados na organização, à disposição da visita técnica do CSMT: • Calendário das reuniões ordinárias; • Ata das reuniões ordinárias e extraordinárias; • Plano de trabalho da CIPA; • Cheklist de Inspeção de Segurança da CIPA; • Relatório de inspeção da CIPA; • Outros documentos correlatos (CAT, AO, relatório de investigação de acidentes, entre outros). 20 MÓDULO 2 ACIDENTES DO TRABALHO 2.1 SEGURANÇA DO TRABALHO NO COMAER (ICA 206 - 1) ANÁLISE DE ACIDENTES E DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO A organização deve analisar os acidentes e as doenças relacionadas ao trabalho. As análises de acidentes e de doenças relacionadas ao trabalho serão documentadas devendo: a) considerar as situações geradoras do evento, levando-se em conta as atividades, efetivamente, desenvolvidas, o ambiente de trabalho, os materiais e a organização da produção e do trabalho; b) identificar os fatores e relacioná-los como eventos que contribuem para a ocorrência; c) fornecer evidências para subsidiar e para revisar as medidas de prevenção existentes. PREPARAÇÃO PARA EMERGÊNCIAS A organização deve estabelecer, implementar e manter procedimentos de respostas aos cenários de emergências no local de trabalho, de acordo com os riscos, as características e as circunstâncias das atividades. Os procedimentos de resposta aos cenários de emergências devem prever: a) os meios e os recursos necessários, para os primeiros socorros, encaminhamento de acidentados e abandono; b) as medidas necessárias, para os cenários de emergências de grande magnitude, quando aplicável; c) as Organizações devem contemplar um plano de contingência, para a adoção de medidas de segurança. 21 2.2 ACIDENTES DE TRABALHO CONCEITOS BÁSICOS a) ACIDENTE DE TRABALHO: é o que ocorre pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, provocando lesões corporais ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou a redução, permanente ou temporária, da capacidade do trabalho, de acordo com o Regulamento dos benefícios da Previdência Social. Decreto nº 611/92. b) ACIDENTE DE TRAJETO: é o acidente ocorrido com o empregado no percurso da residência para o trabalho ou vice-versa. O que pode descaracterizar o acidente de trajeto: • Exceder o tempo habitual do translado; • Se ocorrer uma parada entre esses dois pontos. c) CADASTRO DE ACIDENTES: é o conjunto de registros com informações e dados relativos aos acidentes ocorridos de modo a facilitar os trabalhos de estatísticas e análises. d) DOENÇA PROFISSIONAL OU DO TRABALHO: é aquela adquirida no exercício do trabalho a serviço da empresa, equivale-se ao acidente do trabalho. e) ACIDENTE COM AFASTAMENTO: é aquele que impossibilita o retorno do acidentado ao trabalho na jornada normal do dia seguinte; f) ACIDENTE SEM AFASTAMENTO: é aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho ocorre no dia do acidente ou no dia seguinte. g) ACIDENTE SEM VÍTIMA (INCIDENTE): é toda a ocorrência não programada que interrompe a atividade normal de trabalhoresultando somente em danos materiais ou ao meio ambiente. 22 DOCUMENTAÇÃO DO ACIDENTE DE TRABALHO Para todo acidente de trabalho ocorrido, deve ser providenciado comunicação interna (Ficha de levantamento de dados e análise) e externa: a) ATESTADO DE ORIGEM - AO: Documento final, resultante de sindicância pericial, que visa a determinar a existência de um nexo causal ocupacional, com determinado agravo à Saúde, seja doença ou acidente, com previsão no Estatuto dos Militares (Lei 6.880/1980). A antiga denominação, ATESTADO SANITÁRIO DE ORIGEM, está sendo revista, alinhando-se às normas em vigor (ICA 206-1). b) COMUNICAÇÃO INTERNA: é o registro feito pelo Setor de Segurança ou pela CIPA que tem por finalidade informar internamente a ocorrência para que sejam tomadas as medidas corretivas, conhecida como Comunicação de Acidentes do Trabalho – CAT. Sempre que ocorrer acidente a CIPA deverá realizar a reunião extraordinária até o primeiro dia útil após a ocorrência ou por solicitação do presidente da Comissão. c) COMUNICAÇÃO EXTERNA: é a obrigação legal que a empresa tem de comunicar o acidente ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no período preferencialmente de 24 horas podendo ser até no máximo de 15 dias. OBS: ´Para empresas contratadas e prestadoras de serviços. 23 2.3 CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES Os prejuízos ocasionados pelos acidentes de trabalho afetam em geral a Família, a Organização e até mesmo a Nação. a) PARA A FAMÍLIA: • Lesão, incapacidade temporária ou até a morte, de uma das fontes de recursos financeiros da família; b) PARA A NAÇÃO: • Aumento de impostos e taxa de seguros; • Acúmulo de encargos assumidos pela Previdência Social; • Aumento dos preços prejudicando o consumidor e a economia. c) PARA A ORGANIZAÇÃO: • Custos do acidente; • Tempo perdido pelo trabalhador durante e após o acidente; • Interrupção na produção; • Diminuição da produção pelo impacto emocional; • Danos às máquinas, materiais ou equipamentos; • Despesas com Primeiros Socorros; • Treinamento para substitutos; • Atraso na produção e no produto final. Segundo a FUNDACENTRO o custo com acidente no Brasil pode chegar a R$ 32 bilhões por ano. A FUNDACENTRO é um portal governamental dedicado à saúde e à segurança do trabalhador, acesse: www.fundacentro.gov.br 24 http://www.fundacentro.gov.br/ LEVANTAMENTO DOS FATOS Logo após o acidente deverá ser feito um levantamento das causas e fatos múltiplos que identifiquem falhas ou desvios junto aos trabalhadores, máquinas, ferramentas, equipamentos e outros fatores que direta ou indiretamente vieram influenciar na ocorrência. A CIPA acompanhada do Setor de Segurança do Trabalho, quando houver, deverá fazer o levantamento dos fatos e avaliar minuciosamente o ocorrido (pessoas ligadas às atividades, supervisores e outros). ANÁLISE DOS ACIDENTES Concluir os objetivos e formular possíveis ações de prevenção para evitar acidentes futuros que envolvam os mesmos fatos. Buscar junto aos membros da CIPA ou aos demais colegas, pessoas capazes de levar a execução das medidas propostas. A CIPA deverá determinar os prazos para execução das medidas propostas. 2.4 CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO 25 a) ATO INSEGURO São atitudes, atos, ações ou comportamentos do trabalhador contrários às normas de segurança, se expondo, consciente ou inconscientemente, ao risco de sofrer acidentes, exemplos: • Efetuar trabalhos sem autorização; • Limpar máquinas ligadas e em movimento; • Correr, brincar em serviço; • Operar máquinas e equipamentos sem habilitação. Exemplos: 26 b) CONDIÇÃO INSEGURA É a condição característica do local de trabalho ou da forma com que o trabalho é administrado e que pode levar a ocorrência de acidentes, exemplos: • Irregularidades em máquinas, equipamentos; • Falta de treinamento; • Horas extras excessivas, etc. São condições que, presentes no ambiente de trabalho, comprometem a segurança do trabalhador e a própria segurança das instalações e dos equipamentos, exemplos: 1. Equipamento pessoal e vestuário inadequado; 2. Ambiente de trabalho inadequado; 3. Condições dos edifícios insatisfatórias; 4. Equipamentos defeituosos ou impróprios; 5. Arrumação imprópria do material. 1. EQUIPAMENTO PESSOAL E VESTUÁRIO INADEQUADO: • Falta de EPI onde for necessário, pela natureza da tarefa. 27 2. AMBIENTE DE TRABALHO INADEQUADO: • Iluminação deficiente quer natural, quer artificial; • Ventilação insuficiente para a eliminação de gases, fumos e poeiras nocivas à saúde do trabalhador; • Falta de ordem e asseio nos ambientes de trabalho; • Arranjo físico inadequado. 3. CONDIÇÕES DOS EDIFÍCIOS INSATISFATÓRIAS: • Assoalhos e pisos em mau estado e/ou escorregadios; • Escadas inseguras e sem proteção lateral; • Ausência ou deficiência de instalação contra incêndios, saída de emergência defeituosa ou mal localizada; • Temperatura extrema (quente ou frio). 28 4. EQUIPAMENTOS DEFEITUOSOS OU IMPRÓPRIOS: • Máquinas obsoletas; • Ausência de protetores nas máquinas ou prensas; • Ferramentas inadequadas; • Instalações elétricas defeituosas. 5. ARRUMAÇÃO IMPRÓPRIA DO MATERIAL: • Arrumação do material pesado em local alto; • Barras com pontas salientes; • Desordem no material guardado; • Falta de marcação nas passagens; • Falta de ordem e de limpeza. 29 c) FATOR PESSOAL São os fatores que dão origem às condições ou aos atos inseguros, exemplos: • Excesso de confiança; • Incapacidade física; • Uso de álcool e de substâncias psicoativas; • Agressividade; • Nível de compreensão; • Grau de atenção, etc. O Fator Pessoal divide-se em dois grupos: 1. Erro inconsciente do acidentado: Quando o trabalhador não sabe ou não percebe que está errado. Ex: Distração, esquecimento, falta de conhecimento; 2. Falhas orgânicas do acidentado: Ex: Desmaios, cãibras, convulsões. 30 2.5 INVESTIGAÇÃO DOS ACIDENTES DE TRABALHO É o estudo das causas, circunstâncias e consequências em que o acidente aconteceu. Tem por objetivo descobrir as causas de um acidente, estudá-las e propor medidas que eliminem ou neutralizem essas causas evitando assim acidentes de mesma natureza. “Não interessa verificar a falta de cuidado do trabalhador, mas as razões que o levaram a ter a falta de cuidado”. DEVE SEGUIR OS SEGUINTES PASSOS: • Coleta de dados; • Registro; • Análise dos fatos; • Proposição de medidas; • Verificação dos resultados. A ANÁLISE DO ACIDENTE DEVE CONTER: • Sede da Lesão; • Natureza da Lesão (contusão, fratura, queimadura); • Agente da Lesão. OS AGENTES DE LESÃO PODEM SER DE TRÊS TIPOS: • Riscos Locais; • Riscos Ambientais; • Riscos de Operação. 31 A INVESTIGAÇÃO E ANÁLISE DE ACIDENTES é uma das ações costumeiras dentro do setor de segurança. A NR-01 determina a análise de acidentes e doenças ocupacionais, a NR 04 e a NR-05 também falam sobre o tema. Uma boa análise de acidentes ajuda a evitar acidentes parecidos, o que leva a organização ao aprendizado e a melhoria constante das condições do ambiente de trabalho. Itens que estão no relatório de investigação de acidentes: • Dados do acidentado; • Dados da empresa; • Descrição do acidente; • Cronologia do acidente; • Análise do acidente; • Providencias tomadas; • Causas do acidente; • Ações recomendadas para evitar acidentes similares. 32 2.6 EXEMPLO DE RELATÓRIO DE ANÁLISE DE ACIDENTE 33 34 35 36 37 38 39 40 Os acidentes de trabalho são recorrentes em muitas organizações cujas atividades ofereçam algum tipo de risco a seus servidores. Estar ciente das orientações do superior e de acordo com as exigências designadas, como o uso do Equipamento de Proteção Individual, é dever de todo servidor e pode evitar um acidente de trabalho. 41 REFERÊNCIAS American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH). (2012). Definição de Higiene Industrial. American Heart Association (AHA). (2010). Diretrizes para RessuscitaçãoCardiopulmonar (RCP) e Atendimento Cardiovascular de Emergência. American Industrial Hygiene Association (AIHA). (2012). Definição de Higiene Industrial. Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Normas Regulamentadoras. Portaria do MTB nº 3.214, de 08 de junho de 1978. Brasil. Presidência da República. Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980. Dispõe sobre o Estatuto dos Militares. Comando da Aeronáutica. Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 206-1. Segurança e Saúde do Trabalho no COMAER. 2023. Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. Instrução Complementar (IC) DCTA 2025. British Occupational Hygiene Society (BOHS). (2012). Definição de Higiene Ocupacional. FUNDACENTRO. Portal dedicado à saúde e segurança do trabalhador. Disponível em: www.fundacentro.gov.br. International Occupational Hygiene Association (IOHA). (2012). Definição de Higiene Ocupacional. National Safety Council (NSC). (2012). Definição de Higiene Industrial. Occupational Safety and Health Administration (OSHA). (2012). Definição de Higiene Ocupacional. Organização Internacional do Trabalho (OIT). Convenções e recomendações sobre segurança no trabalho. Organização Mundial da Saúde (OMS). Diretrizes sobre saúde ocupacional. 42 http://www.fundacentro.gov.br/