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Ergonomia no Ambiente de Trabalho Contribuições para a Saúde do Trabalhador e a Eficiência Organizacional Introdução A ergonomia é uma área do conhecimento que estuda a relação entre o ser humano, suas atividades e o ambiente de trabalho, com o objetivo de promover saúde, segurança, conforto e eficiência. Em um contexto organizacional marcado pela intensificação do trabalho e pelo uso crescente de tecnologias, a aplicação de princípios ergonômicos tornou-se essencial para prevenir doenças ocupacionais e melhorar o desempenho dos trabalhadores. Dessa forma, a ergonomia contribui não apenas para a qualidade de vida no trabalho, mas também para a produtividade e a sustentabilidade das organizações. Este artigo tem como objetivo abordar o conceito de ergonomia, suas principais áreas de atuação e a importância de sua aplicação no ambiente organizacional. Desenvolvimento A ergonomia pode ser definida como a ciência que busca adaptar o trabalho ao ser humano, considerando suas capacidades físicas, cognitivas e psicossociais. Segundo Iida (2016), a ergonomia visa projetar sistemas de trabalho que proporcionem segurança, conforto e eficiência, reduzindo riscos à saúde do trabalhador. As áreas da ergonomia são geralmente classificadas em três dimensões: ergonomia física, ergonomia cognitiva e ergonomia organizacional. A ergonomia física está relacionada às características anatômicas e biomecânicas do ser humano, abordando aspectos como postura, movimentos repetitivos, levantamento de cargas e adequação de mobiliários e equipamentos. Já a ergonomia cognitiva envolve os processos mentais, como percepção, memória, tomada de decisão e carga mental de trabalho. Por sua vez, a ergonomia organizacional trata da estruturação do trabalho, incluindo jornadas, pausas, trabalho em equipe e processos organizacionais. A aplicação inadequada dos princípios ergonômicos pode resultar em diversos problemas de saúde, como lesões por esforços repetitivos (LER/DORT), dores musculoesqueléticas, fadiga, estresse e queda de produtividade. Em contrapartida, ambientes de trabalho ergonomicamente adequados contribuem para a redução de afastamentos, melhora do bem-estar, aumento da motivação e melhor desempenho organizacional. Nesse sentido, a ergonomia deve ser vista como um investimento estratégico. A adoção de análises ergonômicas do trabalho, treinamentos e adaptações no ambiente laboral demonstra o compromisso da organização com a saúde e a segurança de seus colaboradores. Conclusão Diante do exposto, conclui-se que a ergonomia desempenha um papel fundamental na promoção da saúde do trabalhador e na eficiência organizacional. Ao adaptar o trabalho às características humanas, a ergonomia contribui para a prevenção de doenças ocupacionais, melhoria das condições de trabalho e aumento da produtividade. Assim, torna-se imprescindível que as organizações incorporem práticas ergonômicas em sua gestão, reconhecendo que ambientes de trabalho saudáveis e seguros são essenciais para o desempenho sustentável e para a valorização do capital humano. Referências IIDA, Itiro; BUARQUE, Lia. Ergonomia: projeto e produção. 3. ed. São Paulo: Blucher, 2016. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. DUL, Jan; WEERDMEESTER, Bernard. Ergonomia prática. 3. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2012. Referências LUZ, Ricardo. Gestão do Clima Organizacional. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2014. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. GIL, Antonio Carlos. Gestão de Pessoas: enfoque nos papéis profissionais. São Paulo: Atlas, 2019.