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CIVIL_PARTE_GERAL_I_apostila_1

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O material tem fins exclusivamente didáticos para acompanhamento do aluno em aula, não tendo conteúdo científico de obra literária. Desta forma, podem conter erros de digitação e abreviações não inteligíveis, sendo que qualquer dúvida sobre o referido deve ser tirada exclusivamente junto a este professor. 
A leitura do mesmo não exime a obrigatoriedade do acompanhamento das aulas, sendo mero material de apoio para facilitação do aprendizado.
É terminantemente proibida sua divulgação ou publicação, salvo aos alunos deste curso.
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DIREITO
 CIVIL PARTE GERAL
APOSTILA 01
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CONCEITO DO DIREITO CIVIL
É ramo direito privado, pois rege as relações entre particulares sem interferência do Estado.
Rege a relação entre os particulares. Ex; Pedro compra a caneta de Valter. Quais as regras jurídicas que vão estabelecer esta relação ? DIREITO CIVIL
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Já o direito tributário rege as relações de cobrança de tributos entre o Estado e o particular, aqui temos direito público.
Já o direito penal rege a aplicação da pena para as pessoas, logo a relação entre o Estado e as pessoas.
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O direito civil rege as relações entre as pessoas, exemplo contrato. Um simples contrato de compra e venda, porque se a lei não define forma ele poderá ser verbal, então, para comprar o seu carro há necessidade de contrato escrito ?
NÃO, a lei somente exige o recibo oficial de transferência do veículo, registrado no DETRAN, mas não contrato.
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O contrato faz lei entre as partes, dos romanos Pact Sunt Servanda, isso praticamente explica tudo o conceito do direito civil, pois rege as relações jurídicas entre as pessoas, os particulares, sem que o Estado interfira.
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E as relações do direito de família, pensão para os filhos ou regime de casamento entre os cônjuges ? Direito civil, pois a relações é entre pessoas e não com o Estado. Ninguém efetua casamento com a Prefeitura de Registro, não é verdade. Por isso essas regras estão dispostas no Código Civil, Livro IV, e integram o direito civil.
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Agora quando a pessoa ao contratar é destinatário final de produtos e serviços, como a compra de produtos junto ao supermercado, a simples compra de combustível ou a compra de uma TV temos regras de direitos do consumidor, como regras específicas.
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Regras específicas no Código de Defesa do Consumidor, não no Código Civil, que, por ora, deixamos de lado para entender o direito civil e a legislação pertinente.
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E o direito processual civil ? Rege as relações do processo, ou seja, como a Justiça irá ser aplicada entre as partes dentro do direito civil. É ramo do direito público porque quem aplica a Justiça é o Estado, o poder judiciário, e não o particular, por isso ramo do direito público.
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CONCEITO DE DIREITO CIVIL
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O direito civil faz parte do direito, das leis escritas. No nosso direito, ao contrário do direito anglo-saxão, por exemplo, nossas leis são escritas e não costumeiras. Mas digo isso que para entender nosso direito o ser humano segue sempre as regras ou leis.
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Por exemplo, para seguir princípios religiosos temos regras religiosas. Para ter boa saúde temos que seguir regras e hábitos para boa saúde, com normas ou certas condutas, não fumar, não beber, não comer demais, ter uma alimentação balanceada.
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No DIREITO CIVIL é o mesmo raciocínio, pois todas as relações entre os particulares, seja uma compra e venda, uma doação de algum bem, as relações entre filhos e no casamento temos regras a serem seguidas, regras essas dispostas no Código Civil brasileiro, Lei Federal 10406/2002.
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Vez ou outra, certas relações do direito civil não estão previstas no próprio Código Civil, mas sim em leis especiais, como o direito a pensão alimentícia para o nascituro, alimentos gravídicos, Lei Federal 11804/2008, entre outros.
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Com esse racicínio temos o CONCEITO DE DIREITO CIVIL; é aquele que rege as relações entre as pessoas, bem simples assim.
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E essa relação vai desde da proteção ao nascituro, antes da concepção da vida (artigo 2º do Código Civil), como ex. a possibilidade de alimentos gravídicos, ou pós morte com a proteção da herança e até a reputação e proteção aos nomes dos mortos.
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ORIGEM HISTÓRICA DO DIREITO CIVIL
Os romanos inventaram o direito civil. Para eles, direito civil era todas as relações das pessoas, inclusive a penal, a única diferenciação era entre o JUS CIVILE E O JUS GENTIUM
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JUS CIVILE, direito aplicado entre os súditos romanos, cidadãos romanos.
JUS GENTIUM – direitos aplicado entre os estrangeiros e os romanos, direitos das gentes.
JUS NATURALE – o ideal natural pela qual deveria evoluir o direito.
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Após o fim do império romano e a Idade Feudal o direito civil ficou esquecido, pois a interferência da Igreja Católica e do senhores feudais foi constante, o que as relações entre as pessoas passou a ser regida pela Igreja.
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Exemplo disso e herdado até hoje no nosso direito civil e entre as pessoas é a NOITE DO ESPOSAL praticada em alguns Feudos na Idade Média. O que era isso ?
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Os noivos que contraíssem núpcias e fosse morar no Feudo a primeira noite da mulher não era do marido, mas sim do Sr Feudal, dono do Feudo. Assim, o direito de desvirginar a mulher não era do marido, mas sim do Sr Feudal e esse dia era chamado de noite do ESPOSAL, por isso ESPOSA.
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 Com o fim da Idade Média e a revolução Burguesa a partir do século XVI, com a saída da Igreja na vida das pessoas o direito civil passou não ter importância, pois o mundo estava preocupado em regulamentar as relações comerciais e acabar com o período absolutista, em que o rei reinava soberano.
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Com exceção da França que editou o Código Napoleão em 1804 e influenciou todo o mundo, e até hoje a legislação civil francesa foi influenciada por este Código, o mundo todo começou a pensar em regulamentar as relações civis no fim do século.
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No Brasil não foi diferente e editados em 1850 o Código Comercial, muito antes do nosso primeiro Código Civil que veio somente em 1916, pois como dito, dada a revolução industrial e comércio intenso entre as nações dava-se atenção mais as relações comerciais e não as relações entre as pessoas, como prevê o direito civil.
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Em 1916 editamos o primeiro Código Civil, que ficou desatualizado, pois previa o pagamento do dote pelo pai da noiva, por exemplo. Foi que em 1967 foi nomeada comissão de juristas sob presidência de Miguel Reale para um novo Código que somente entrou em vigor em 2002.
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DIREITO CIVIL CONSTITUCIONAL 
Está voltada a uma visão unitária do sistema, pois visa unir o direito constitucional, que é direito público, ao direito civil, que é direito privado.
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Isso porque a Constituição Federal também impõe modelos e regras entre as pessoas, pois não só organiza o Estado Brasileiro, como no artigo 226 pela qual determina o direito de família, ou no artigo 5º que determina o direito de propriedade, ou no artigo 3º que determina a solidariedade entre as pessoas.
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Ou que o Brasil deve-se pautar pela dignidade da pessoa humana, logo no artigo 3º, Inciso III, ou o Princípio Constitucional da Igualdade, caput, do artigo 5º.
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Desta forma, toda vez que falarmos em qualquer regra entre de intercâmbio entre as pessoas e esta regra tiver previsão na Constituição, estamos diante do direito civil-constitucional.
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Ou qualquer regra de direito civil deve ser pautada pela dignidade da pessoa humana, solidariedade e igualdade, senão não podemos ter um direito civil justo ou constitucional. Ex, casamento entre pessoas do mesmo sexo. 
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O Código Civil determina que casamento somente entre homem e mulher. Todo argumento jurídico do casamento ou união estável entre pessoas do mesmo século