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Revista Brasileira de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (2024): 11(29): 1523-1533. 
ISSN 2359-1412 
https://doi.org/10.21438/rbgas(2024)112930 
 
ISSN 2359-1412/RBGAS-2024-0116/2024/11/29/30/1523 
Rev. Bras. Gest. Amb. Sustent. 
https://revista.ecogestaobrasil.net 
 
A gestão do design no contexto organizacional: uma 
revisão integrativa 
Anna Tainah Tárrio de Paula¹,*, Camila Neves 
Sgarioni¹, Gedeandro Gonçalves dos Santos¹, 
Claudete Barbosa Ruschival², Sheila Cordeiro Mota² 
e José Carlos Calado Sales Junior¹,² 
¹Universidade Federal do Amazonas. Faculdade de Tecnologia. Programa de 
Pós-Graduação em Design. Av. Gal. Rodrigo Octávio Jordão Ramos, 3.000. Setor 
Norte. Coroado I. Manaus-AM, Brasil (CEP 69077-000). *E-mail: 
anna.paula@ufam.edu.br. 
²Universidade Federal do Amazonas. Faculdade de Tecnologia. Av. Gal. Rodrigo 
Octávio Jordão Ramos, 3.000. Setor Norte. Coroado I. Manaus-AM, Brasil (CEP 
69077-000). 
Resumo. A evolução de estudos sobre gestão de design é 
apontada por pesquisadores da área como crescente, com 
oportunidades vislumbradas em múltiplos exemplos e modelos 
identificados na literatura no que se refere a propor limites 
coesos para esta disciplina. A fim de suprir tal demanda, esta 
pesquisa aborda a questão de “como a gestão do design vem 
sendo aplicada no planejamento estratégico da organização”. Por 
meio de revisão integrativa, buscou-se realizar uma investigação 
em bancos de dados, abrangendo o tema em um contexto 
nacional. Constatou-se que quando se é aplicado ferramentas do 
design na gestão de pessoas e empresas, elas passam a entender 
melhor sua situação e identificar formas mais eficazes de 
melhorar seu desempenho no mercado. 
Palavras-chave: Gestão do design; Gestão de pessoas; Estratégia 
competitiva. 
Abstract. Design management in the organizational context: 
An integrative review. Researchers note that studies in the area 
of design management continue to evolve. Multiple examples and 
models identified in the literature show that there are 
opportunities in terms of proposing cohesive limits for this 
discipline. In order to meet this demand, this work addresses the 
question “how design management is being applied in the 
organization’s strategic planning?” This work, an integrative 
review of databases, considers the theme of design management 
in a national context. It has been found that when design tools are 
applied to people management and business operations, 
companies gain a better understanding of their situation and can 
Recebido 
26/08/2024 
Aceito 
27/12/2024 
Publicado 
31/12/2024 
 
 
 
Acesso aberto 
 
 
 
 
 
 
 0009-0004-1180-2532 
Anna Tainah Tárrio de 
Paula 
 0009-0003-7272-4104 
Camila Neves Sgarioni 
 0009-0009-7593-1559 
Gedeandro Gonçalves 
dos Santos 
https://doi.org/10.21438/rbgas(2024)112930
https://revista.ecogestaobrasil.net/
mailto:anna.paula@ufam.edu.br
mailto:anna.paula@ufam.edu.br
https://orcid.org/0009-0004-1180-2532
mailto:anna.paula@ufam.edu.br
mailto:anna.paula@ufam.edu.br
https://orcid.org/0009-0003-7272-4104
mailto:camilasgarioni.arq@gmail.com
https://orcid.org/0009-0009-7593-1559
http://revista.ecogestaobrasil.net/
http://www.orcid.org/
1524 Paula et al. 
 
Rev. Bras. Gest. Amb. Sustent., 2024, vol. 11, n. 29, p. 1523-1533. 
 
identify more effective ways to improve their market 
performance. 
Keywords: Design management; People management; 
Competitive strategy. 
 0000-0001-5686-3209 
Claudete Barbosa 
Ruschival 
 0000-0003-4467-0391 
Sheila Cordeiro Mota 
 0000-0001-9785-0447 
José Carlos Calado Sales 
Junior 
 
Introdução 
O design costumava desempenhar funções em projetos de produtos físicos, gráficos 
e serviços. Entretanto, ele passou a ter novas funções no Mundo do Negócio, funções essas 
que implicaram na introdução de inovações, por meio de estratégias de negócios. Quando 
o planejamento de um projeto, ou mesmo a gestão de uma empresa, torna-se 
multidisciplinar, observa-se um aumento significativo na colaboração entre os membros 
das diversas equipes essenciais para o seu funcionamento (Melo, 2022). 
Lona (2020) destaca a importância de estar atento às demandas do Mundo 
Moderno, uma vez que, com as constantes mudanças, as pessoas tornaram-se mais 
exigentes. A forma como os usuários passam a adquirir serviços e produtos também 
evoluiu, impactando diretamente no relacionamento entre as empresas e seus clientes. 
É evidente a necessidade das empresas melhorarem a experiência de seus 
usuários, estando diretamente relacionado aos avanços da tecnologia, que implicam uma 
nova cultura a ser adaptada. Os usuários tornam-se mais exigentes, pois não dependem 
mais de processos ultrapassados para descobrir, contratar e cancelar serviços; tudo pode 
ser feito em segundos a partir de um dispositivo tecnológico, como um smartphone. Este 
cenário, cada vez mais comum, força as empresas a buscarem medidas mais inovadoras e 
criativas (Silva, 2020). 
Segundo Silva (2020), para que o design possa impactar na gestão de forma eficaz, 
as empresas devem estar dispostas a reinventar seus processos e criar novos modelos de 
valor. Isso requer a integração do design em níveis estratégicos da organização, que pode 
ser determinante para o sucesso da organização. 
A gestão do design não apenas coordena projetos, como o desenvolvimento de 
produtos e serviços, mas também gerencia as relações entre os membros da equipe e 
qualquer outra parte envolvida no projeto (Best, 2012). Como resultado, investir em 
gestão do design pode melhorar a qualidade de vida das pessoas envolvidas e proporcionar 
à organização um diferencial competitivo no mercado. 
Segundo o Design Management Institute (DMI, 2014), a gestão do design abrange 
os processos, as decisões e estratégias que permitem que a inovação e a criação de 
produtos, serviços, comunicações, ambientes e marcas sejam projetados de forma eficaz. 
Além disso, Martins e Merino (2011) compreendem a gestão do design como a 
organização e a coordenação das atividades de design, baseadas nos objetivos e valores da 
empresa, a fim de planejar e coordenar as estratégias. Já Mozota et al. (2011) e Best (2012) 
ressaltam que o design pode ser um meio (ferramentas para solução de problemas) e um 
fim (quando colocado a serviço de objetivos corporativos). 
A gestão de design é uma ferramenta que pode prover a competitividade de uma 
organização, onde fortalece a imagem percebida pelo público interno e externo. Segundo 
Soares (2022), existem três conceitos hierarquicamente ordenados que podem auxiliar seu 
entendimento no âmbito acadêmico: 
Gestão de design (design management): é a atividade macro das 
estratégias dos designers (ou grupos interdisciplinares), com poder 
https://orcid.org/0000-0001-5686-3209
https://orcid.org/0000-0003-4467-0391
mailto:alicdantas188l@gmail.com
https://orcid.org/0000-0001-9785-0447
A gestão do design no contexto organizacional 1525 
 
Rev. Bras. Gest. Amb. Sustent., 2024, vol. 11, n. 29, p. 1523-1533. 
 
decisório em uma organização, estruturada para moldar o perfil da 
empresa, produtos e/ou serviços; 
Gerência de projeto: coordena tarefas, tempo e recursos (técnicas e 
ferramentas disponíveis para estabelecer as relações cliente/designer), 
criando condições para o desenvolvimento do projeto; e 
Metodologia de projeto: avalia métodos, técnicas e ferramentas aplicáveis 
ao desenvolvimento de um projeto. 
Existem várias ferramentas para gestão de design e cada uma delas tem suas 
características específicas, pode-se citar o PMBOK, o Prince 2 e o Design Thinking. O 
PMBOK é considerado a “Bíblia da gestão de projetos”, sendo um documento oficial 
atualizado de tempos em tempos que visa justamente a definir diretrizes acerca da gestão 
de projetos, podendo ser aplicado em qualquer negócio, independe do tamanho e do 
segmento. 
Segundo o Guia PMI BOK (PMI Book Service Center, 2008), gerenciamento de 
projetos é a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades 
do projeto a fim de atenderaos seus requisitos e o gerente do projeto é a pessoa designada 
pela organização responsável pela sua condução, com a missão de zelar para que os 
objetivos sejam atingidos. 
Quando se fala em Prince 2, trata-se de uma ferramenta que reúne um completo 
conjunto de conceitos e processos de gerenciamento de projetos capazes de endereçar, de 
forma efetiva, a atividade de gerenciamento, que se adequa a qualquer tipo ou tamanho de 
projeto, em qualquer tipo de organização. É uma metodologia consistente, baseada em 
anos de experiência de vários gerentes e equipes de projetos, além de ser de fácil 
aprendizado e poder ser utilizada gratuitamente. 
O design thinking é a maneira como o designer percebe as coisas e age sobre elas 
que chamou a atenção de gestores, abrindo novos caminhos para a inovação empresarial. 
Na concepção de Brown (2010), o design thinking é uma abordagem sistemática que 
permite a inovação e vai além da necessidade de produzir um produto ou serviço, pois é 
assertivo a ponto de entrar diretamente na vida do consumidor, podendo até ditar certos 
comportamentos futuros, adicionando valor ao negócio. 
De acordo com Lockwood (2010), o design thinking é a reunião de três qualidades: 
pensamento, raciocínio e pesquisa, cujo objetivo é envolver os consumidores, os designers 
e os empresários em um processo de integração, que pode ser aplicado a produtos, 
serviços e projetos de negócio, sendo a aplicação da sensibilidade de um designer e de 
métodos para a resolução de problemas, não importando quais sejam, com finalidade de 
inovação, esclarecendo frentes difusas, encontrando sentido para resolução de problemas. 
Como se constata, a gestão do design faz uso de várias ferramentas para sua 
execução prática. Diante disto, este artigo aborda a seguinte questão: “Como a gestão do 
design vem sendo aplicada no planejamento estratégico da organização?”. Esta pesquisa 
buscou atingir o objetivo de analisar como as empresas estão usando o design no seu 
processo de gestão de processos e pessoas, incluindo quais ferramentas vêm sendo usadas 
para isso. Essa pesquisa só foi possível a partir da observação do que já vem sendo 
registradonos textos acadêmicos, como artigos, a fim de encontrar um resultado por meio 
dessas análises. 
Materiais e métodos 
Este trabalho é de natureza teórica descritiva e exploratória, com o uso de técnicas 
de revisão bibliográfica a partir de análise qualitativa e quantitativa de dados provenientes 
de publicações selecionadas para o estudo. 
1526 Paula et al. 
 
Rev. Bras. Gest. Amb. Sustent., 2024, vol. 11, n. 29, p. 1523-1533. 
 
Os dados quantitativos obtidos são referentes ao número de estratégias de gestão 
que foram aplicadas e apresentadas em cada publicação. Os dados qualitativos obtidos são 
usados para a síntese final, relacionando quais ferramentas usadas serão extraídas das 
bibliografias analisadas. 
Para esta pesquisa, escolheu-se aplicar o método de revisão integrativa de 
literatura, que tem a capacidade de avaliar e agregar resultados a partir de uma questão 
em comum, possibilitando o conhecimento a respeito do que vem sendo publicado sobre a 
gestão do design (Dresch et al. 2015). Com relação ao método aplicado, Dresch et al. 
(2015) dividem o processo em seis etapas, (a) elaboração da pergunta norteadora, (b) 
busca ou amostragem na literatura, (c) coleta de dados, (d) análise crítica dos estudos 
incluídos, (e) discussão dos resultados e (f) apresentação da revisão. 
A escolha pela revisão integrativa decorre da necessidade de obter uma visão 
abrangente sobre o tema gestão do design e como ele tem sido aplicado na prática dentro 
de um contexto nacional. 
A pergunta norteadora, mencionada, busca identificar como a gestão do design vem 
sendo aplicada no planejamento estratégico, assim como os benefícios obtidos pelas 
organizações ao utilizar o design como diferencial competitivo. 
Para a busca e a amostragem na literatura, definiram-se, primeiramente, as 
seguintes bases de dados para análise: Capes, Scopus e SciELO. Também foram escolhidas 
base de dados das seguintes revistas científicas de avaliação Qualis A na área do design: 
DAT Journal (A4), Estudos em Design (A1) e Infodesign (A2). Acredita-se que com as seis 
bases de dados selecionadas será possível fazer uma busca que atenda ao objetivo dessa 
pesquisa. 
Foram realizadas buscas através de palavras-chave: “gestão do design”, 
“planejamento estratégico” e “estratégia competitiva”, foram utilizados os operadores 
booleanos “AND” e “OR”, que gerou a estratégia de busca [“Gestão do design” AND 
“planejamento estratégico”], [“Gestão do design” AND “estratégia competitiva”] e [“Gestão 
do design” AND “planejamento estratégico” OR “estratégia competitiva”]. Ainda foram 
utilizados três descritores para uma busca mais abrangente: “Design estratégico”, “Visão do 
futuro”, “Gestão empresarial”, combinando os três descritores com as palavras-chave que 
gerou a estratégia de busca [“Gestão do design” AND “design estratégico”], [“Gestão do 
design” AND “visão do futuro”], “Gestão do design” AND “gestão empresarial”], 
[“Planejamento estratégico” AND “design estratégico”] e [“Design estratégico” AND “visão 
do futuro”]. 
Foi definido, como critério de busca, que os textos deveriam ser em língua 
portuguesa e de pesquisadores nacionais, visto que o objetivo da pesquisa é analisar a 
gestão do design no contexto do Brasil. Além disso, também se estabeleceu que os 
resultados deveriam ser obtidos a partir de artigos publicados no máximo nos últimos 
cinco anos. Seriam excluídos textos repetidos em comum nas bases de dados, artigos pagos 
e que não atendessem o objetivo estabelecido nesse artigo. 
Foram feitas buscas, entre 11 e 16 de junho de 2024, nos bancos de dados 
previamente selecionados. Para a análise integrativa foram coletados todos os artigos que 
se encaixavam nos critérios de busca. 
Resultados e discussão 
Seguindo os preceitos de inclusão e exclusão, as buscas na base de dados 
resultaram em 988 artigos. Na etapa de exclusão de artigos e filtro por ano (2018-2022), 
restaram 482 artigos, após a seleção dos textos gratuitos, restaram 262 artigos, excluídos 
por idioma, restaram 160 e esse total foi submetido à análise da segunda etapa, que foi a 
exclusão por análise do título, resumo, palavras-chave e relação com a temática do estudo, 
restando 26 artigos. Em seguida, foi feita a leitura dos artigos restantes na íntegra, onde, 
A gestão do design no contexto organizacional 1527 
 
Rev. Bras. Gest. Amb. Sustent., 2024, vol. 11, n. 29, p. 1523-1533. 
 
dos 26 artigos escolhidos, apenas sete artigos foram aproveitados por serem os que 
tratarem da problemática proposta nesta pesquisa. 
A seleção a seguir conta com a retirada direta das informações a respeito de cada 
artigo. Os dados coletados foram primeiramente organizados na Tabela 1 com as seguintes 
informações: título do artigo, autores por meio de nome e sobrenome, ano de publicação, 
periódico em que foi publicado, objetivo do artigo, metodologia utilizada, amostra e 
principais resultados. 
 
 
 
Tabela 1. Dados retirados dos artigos. 
Artigo 1 
Título do artigo Experimentando o design na gestão pública: o caso do Laboratório de 
Inovação do Estado do Rio de Janeiro 
Autores Enzo Tessarolo, Camila da Silva, Artur Rangel, Diogo Coelho, Isadora 
Hertz 
Ano 2021 
Periódico Revista Ergodesign & HCI 
Objetivo do artigo Explorar como o design pode provocar cooperação entre pessoas e 
agências públicas e transformar a cultura governamental 
Metodologia Pesquisa exploratória e descritiva, evidenciada no estudo de caso e na 
avaliação da implementação do LAEP 
Amostra Laboratório de Aceleração da Eficiência Pública, do Estado do Rio de 
Janeiro (LAEP) 
Principais resultados Plano Estratégico 2025. Estratégia para melhorar as relações humanas. 
Artigo 2 
Título do artigo Gestão de design para inovação social em um caso de economia solidária 
Autores Marco Weiss, Luiz Figueiredo, Eugenio Merino, Giselle MerinoAno 2019 
Periódico DAPesquisa 
Objetivo do artigo Realizar um diagnóstico preliminar, por meio da gestão de design, de um 
grupo de produtores veganos da região de Florianópolis-SC 
Metodologia Pesquisa bibliográfica e estudo de caso, abordagem qualitativa de caráter 
exploratório. 
Amostra Um grupo de produtores veganos da região de Florianópolis-SC 
Principais resultados Como resultado, foi possível mapear as potencialidades e fragilidades dos 
produtos artesanais veganos ofertados pelos empreendedores 
Artigo 3 
Título do artigo O design participativo em tempos de atividades remotas: adaptação ao 
serviço educacional Escola_Casa 
Autores Evandro Stein, Marli Everling, Maria Dias, João Sobral, Elenir Morgnestern 
Ano 2021 
Periódico DAT Journal 
Objetivo do artigo Desenvolver uma metodologia híbrida de ensino-aprendizagem para a 
Escola_Casa 
Metodologia O artigo consiste de um estudo de caso 
Amostra Escola_Casa 
Principais resultados Um cronograma focado no humano como centro de todo processo 
 
1528 Paula et al. 
 
Rev. Bras. Gest. Amb. Sustent., 2024, vol. 11, n. 29, p. 1523-1533. 
 
Tabela 1. Continuação. 
Artigo 4 
Título do artigo Gestão de design e cultura organizacional: diagnóstico de uma 
microempresa de estofados 
Autores Franciele Forcelini, Thiago Varnier, Giselle Merino, Eugenio Merino 
Periódico Projética 
Ano 2019 
Objetivo do artigo Diagnosticar a cultura organizacional de uma microempresa de estofados 
como forma de identificar potencialidades e fragilidades para inserção da 
gestão de design 
Metodologia Levantamento qualitativo, exploratório e descritivo com estudo de caso 
Amostra Empresas 
Principais resultados A empresa pretende incluir o design em sua estratégia, necessita 
compreender as características da sua cultura organizacional a fim de 
identificar pontos críticos e favoráveis ao desenvolvimento de uma cultura 
direcionada ao design 
Artigo 5 
Título do artigo O design estratégico aplicado em startups internas de empresa de base não 
tecnológica 
Autores Thiago Melo, Carlos Gomes 
Periódico DAT Journal 
Ano 2022 
Objetivo do artigo Visa a apresentar o design estratégico do framework consolidado dos 
startup teams estruturado ao longo do estudo de caso exploratório com 
testes práticos realizados com os colaboradores do SEBRAE-PE 
Metodologia Lean startup 
Amostra Empresarial 
Principais resultados Para as empresas que pretendem utilizar abordagens como instrumento 
para a transformação da cultura da inovação, recomendam aplicação do 
framework startup teams, onde podem adequar a realidade da empresa 
Artigo 6 
Título do artigo A gestão de design de micro e pequenas empresas desenvolvedoras de 
produtos com foco em sustentabilidade 
Autores Fabiane Wolff, Pedro Benites 
Periódico Projética 
Ano 2019 
Objetivo do artigo Compreender como se dá a gestão do design em empresas com foco na 
sustentabilidade, através de uma abordagem exploratória avaliando como 
esta é entendida e estabelece um comparativo sobre como o tema é 
abordado no campo teórico e na realidade prática destes empresários 
Metodologia Exploratória qualitativa 
Amostra Empresarial 
Principais resultados Os resultados apontam para boas perspectivas futuras na relação entre 
gestão de design e sustentabilidade uma vez que as ferramentas de gestão 
bem estruturadas abrem caminho para os aspectos de sustentabilidade 
dentro das organizações 
 
A gestão do design no contexto organizacional 1529 
 
Rev. Bras. Gest. Amb. Sustent., 2024, vol. 11, n. 29, p. 1523-1533. 
 
Tabela 1. Continuação. 
Artigo 7 
Título do artigo Experiência extensionista com o banco de sangue HUUFSC: gestão 
estratégica de design 
Autores Lisandra Dias, Andréa Hoepers, Thais Machado 
Ano 2022 
Periódico Extensio UFSC - Revista Eletrônica de Extensão 
Objetivo do artigo Relatar a experiência extensionista entre o Curso de Design e o Banco de 
Sangue, do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São 
Thiago (HU), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com foco 
na gestão, entre 2015 e 2018 
Metodologia Estudo de caso 
Amostra Banco de Sangue, do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de 
São Thiago (HU), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) 
Principais resultados Implementação da comunicação com a comunidade universitária de 
forma interpessoal e midiática, processos otimizados, redução de 
desperdícios e gastos, até a melhoria no atendimento aos doadores 
 
 
 
Os resultados reportaram desfecho positivo quanto à aplicação do design no 
planejamento estratégico em uma empresa. O artigo 1 é contextualizado no laboratório de 
Aceleração da Eficiência Pública (LAEP), pertencente ao Rio de Janeiro, e que oferecia 
serviços de design estratégico e inovação. Tessarolo et al. (2021) cita algumas ferramentas 
do design thinking utilizadas pelo LAEP, como tendência, starbusting (estrelinha) canvas, 
maratonas de pesquisa, pensamento icônico, matriz de impacto, pitching, etc. O artigo fica 
no estudo de caso do Plano Estratégico 2025, do Estado do Rio de Janeiro, em que mais de 
30 agências públicas estariam envolvidas. Por meio de uma análise SWOT, foi possível 
entender a situação atual do estado, além da geração de um Canvas a partir de entrevistas 
com os representantes participantes dos grupos. O laboratório conseguiu formular um 
plano que trazia como metas algumas das seguintes medidas: diminuição da taxa de 
mortalidade materna; oportunidade de emprego e renda; moradia apropriada; maior 
alcance de tratamento de esgoto; diminuir o feminicídio; entre outros. Os autores 
constataram que com o design é possível desenvolver um planejamento estratégico em 
longo prazo, principalmente por envolver usuários e uma gama de setores que farão parte 
do processo. 
Weiss et al. (2019) elaborou um estudo de caso a respeito da aplicação da gestão 
do design em colaboração com a organização de um grupo de produtores de alimentos 
veganos. O estudo do artigo 2, aplicou a ferramenta Canvas, sendo possível que tinham 
como vantagem, a oferta de produtos diferenciados e uma organização que usa das 
habilidades de cada membro para dividir as funções. Entretanto, a ferramenta também 
identificou as desvantagens: identidade visual amadora, embalagens mal identificadas, 
problemas no armazenamento, entre outros. Com a análise foi estabeleceram um 
diagnóstico da situação atual do grupo, sendo possível determinar onde aplicar a gestão do 
design, como a elaboração de uma identidade visual para o grupo, etiquetas de 
identificação para os produtos; estabelecer a visão, missão e valores para o grupo, como 
também os objetivos. 
O artigo 3 explora o design participativo, que se aproxima bastante da gestão do 
design pela forma em que foi retratado. Stein et al. (2021) descrevem o projeto em torno 
da Escola_Casa, uma instituição que oferece cursos nas áreas de arte e design, localizada 
em Blumenau, Santa Catarina. A pesquisa buscou melhorar o modelo de funcionamento, 
principalmente, com relação ao método de ensino e aprendizagem, a fim de destacar no 
1530 Paula et al. 
 
Rev. Bras. Gest. Amb. Sustent., 2024, vol. 11, n. 29, p. 1523-1533. 
 
mercado, melhorando a experiência das pessoas que estão relacionadas com o processo. 
Para isso, foram feitos workshops on-line com vários colaboradores, tanto estudantes 
quanto professores. Também utilizaram da ferramenta Design Sprint, centrada no usuário, 
que é bastante usada quando se pretende atingir resultados de forma rápida (Silva, 2018). 
Os resultados gerados deram oportunidade para a criação de duas matrizes com a 
ferramenta “Blueprint: a Jornada dos estudantes e a Jornada do professor”. Que permitiu 
gerar uma metodologia que atendesse desde o desenvolvimento do cronograma, incluindo 
a sua execução. 
Tratando sobre a gestão do design no planejamento estratégico de uma empresa, 
Forcelini et al. (2019), no artigo 4, apresenta um estudo de caso a respeito da gestão do 
design e a cultura organizacional de uma microempresade estofados, onde os autores 
defendem a falta de gestão do design formalizada e estruturada, que prejudicava o 
desenvolvimento de produtos com mais qualidade e inovação. Forcelini et al. (2019) aplica 
entrevistas com vários membros da equipe, como gestores e empregados, visando à 
identificação de aspectos relacionados à cultura organizacional. Os dados foram 
transcritos e organizados por categorias, a fim de identificar as potencialidades e 
fragilidades da cultura organizacional. Diante do que foi levantado e concluindo, Forcelini 
et al. (2019) compreenderam a necessidade de uma mudança cultural na organização. Se 
uma empresa que pretende incluir o design em sua estratégia, necessita compreender as 
características da sua cultura organizacional, a fim de identificar pontos críticos e 
favoráveis ao desenvolvimento de uma cultura direcionada ao design. 
Segundo Forcelini et al. (2019) a adoção de uma gestão de design eficiente e uma 
cultura organizacional mais colaborativa e inovadora poderiam trazer benefícios para a 
empresa, como o aumento da competitividade, a melhoria na qualidade dos produtos, 
inserção de seus valores, no que se refere aos valores intrínsecos da cultura de design, 
como a inovação a qualidade e o foco nas pessoas. A empresa apresenta uma série de 
potenciais, como a valorização do design, a concepção e desenvolvimento de produtos 
diferenciados, a abertura para inovação, o compartilhamento de ideias, a percepção da 
qualidade dos produtos, bem como o interesse em ações socioculturais e sustentáveis. 
O artigo 5 visa a apresentar o design estratégico do framework consolidado dos 
Startup Teams estruturado ao longo do estudo de caso exploratório com testes práticos 
realizados com os colaboradores. Os startup teams consistem em times formados por 
colaboradores internos da instituição, atuando por meio de inovação aberta. Este 
framework possibilita ter uma visão clara de todo processo de aprendizagem ativa, 
baseado em projetos e seus impactos nos conhecimentos, habilidades e atitudes dos 
colaboradores da instituição, que pode servir de base para outras empresas utilizarem em 
seus projetos de inovação. De acordo com Suruagy et al. (2022), o framework startup team 
pretende ser um processo estruturado que possibilita introduzir nas organizações, de 
forma proposital e estratégica, novas dinâmicas que encorajam um comportamento 
inovador, que promovam uma cultura da inovação e que possibilitem o desenvolvimento 
produtivo de novos produtos e serviços inovadores, tendo em vista que possibilita um 
ambiente seguro em que o erro é esperado e aceito, além de servir como um processo de 
aprendizagem ativa baseada em projeto, com acompanhamento permanente de 
especialistas. Essa metodologia para as empesas que pretendem utilizar estas abordagens 
como instrumento para a transformação da cultura da inovação, recomendam aplicação do 
framework startup teams para estruturar um projeto que atenda a necessidade, considere 
o contexto e se adeque a realidade da empresa. 
Wolff et al. (2019) aborda a gestão do design nas micro e pequenas empresas 
focadas na sustentabilidade. No artigo 6 foram desenvolvidas entrevistas sobre a realidade 
das empresas e do seu foco na sustentabilidade e a avaliação da gestão de design da 
empresa. Os autores constataram que todas as empresas selecionadas utilizavam de 
alguma forma matérias-primas oriundas de descartes e refugos de processos produtivo 
A gestão do design no contexto organizacional 1531 
 
Rev. Bras. Gest. Amb. Sustent., 2024, vol. 11, n. 29, p. 1523-1533. 
 
anteriores. Apesar de todas as dificuldades no desenvolvimento dos negócios, os designers 
entrevistados mostraram-se dispostos a continuar lutando para transformar essa 
realidade. E quando se trata de gestão de design, é estabelecido uma relação entre o 
contexto de aplicação prática do design investigado na pesquisa, e esse modelo abordado à 
inserção e à integração do design nas organizações através de suas dimensões analisadas. 
Os resultados reportaram desfecho positivo quanto à aplicação do design no 
planejamento estratégico em uma empresa. Segundo Dias et al. (2022), no artigo 7, a 
gestão do design estratégico implantando no Banco de Sangue, do Hospital Universitário-
UFSC, teve resultado positivos. As melhorias foram observadas desde a implementação da 
comunicação, através do planejamento estratégico de comunicação e/ou design com a 
comunidade universitária de forma interpessoal e midiática com desenvolvimento de um 
brand voice, plano de ação para os processos ficarem mais otimizados, plano de ação para a 
redução de desperdícios e gastos, até a melhoria no atendimento aos doadores, 
fortalecimento da sua identidade visual através da gestão da marca, dando origem a marca 
gráfica e ao brandbook do Banco de Sangue. 
Conclusão 
Esta pesquisa apresentou uma revisão sistemática de literatura acadêmica acerca 
do tema gestão de design, que permitiu mapear a produção intelectual desenvolvida no 
Brasil, publicadas nos últimos cinco anos, que abordassem o tema gestão de design e suas 
ferramentas, evidenciando oportunidades de pesquisa na área. Ainda assim, considerando 
que foram avaliados nas bases de dados, todos os artigos pertinentes ao tema, de acordo 
com os critérios estabelecidos, e o aprofundamento da análise, considera-se relevante o 
que foi exposto, de modo de complexidade nas relações dos elementos inerentes a ela, 
graças ao fato de que busca determinar, de forma harmônica, correlações entre teoria e 
prática no contexto dos artigos examinados. 
Houve, contudo, um julgamento de uma evolução dos vários artigos mais recentes 
que abordam a importância do processo do design ser ajustado em informações de 
qualidade, baseadas em sistemas de análise e métricas confiáveis. Alguns desses artigos 
abordam a necessidade de aprimoramento de indicadores gerenciais para o design, que há 
um extenso caminho a ser explorado na proposição de modelos de avaliação de resultados, 
relacionando o design aos processos das organizações e ao ganho de competitividade. 
Esses modelos podem ser pensados considerando-se todas as funções organizacionais, 
como o marketing (comportamento e satisfação do consumidor, valor de marca, 
comunicação, etc.), finanças (custos, retorno sobre o investimento, valorização de ativos, 
etc.), recursos humanos (desempenho de empregados, saúde ocupacional, etc.); 
operacionais e logísticos (estoque, sistemas de produções, cadeias de suprimentos), dentre 
outros. 
Baseado no conjunto de averiguações coletadas pôde-se concluir que a gestão de 
design é, cada vez mais, uma necessidade, compreendida de forma multidisciplinar, 
incentivando um intercâmbio de conhecimentos e acentuando uma visão pluralista, 
podendo inclusive ser aplicada nas pesquisas sobre o ecodesign (Sgarioni e Mota, 2024). 
Entende-se ser viável ao desenvolvimento de estudos em diversas áreas de pesquisa, 
dando oportunidade a uma melhor compreensão por parte de todos os sujeitos envolvidos 
nos setores da empresa e participantes da gestão de design. 
A gestão do design não engessa o processo criativo, ao contrário, torna-o mais 
completo e assertivo, tendo em vista os stakeholders e toda a equipe que fará parte do 
funcionamento daquela empresa, serão considerados durante o processo. Essa pesquisa 
permite perceber como a gestão do design vem sendo aplicada em âmbito nacional, 
comprovando a eficiência da área e suas ferramentas, ao analisar os muitos benefícios que 
têm levado às empreses que as aderem. Quando se aplicam ferramentas da gestão do 
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design, é visível que as empresas passam a diagnosticar melhor a situação atual diante do 
mercado e os concorrentes, que, por consequência, os apontam com maiores facilidades 
onde precisam ou não melhorar. 
Acredita-se que essa revisão possa servir de estímulo para pesquisas futuras, para 
uma revisão mais amplificada, alémdos contextos nacionais, que poderia ser benéfica a 
fim de demostrar o cenário das empresas internacionais e seu relacionamento com a 
gestão do design. Uma revisão integrativa que abrangesse empresas de outros países 
poderia expandir o conhecimento a respeito de que ferramentas vêm sendo usadas pelas 
empresas de renome. Com os resultados seria possível visualizar as oportunidades que 
poderiam ser aplicadas no âmbito nacional. 
Agradecimentos 
Agradecimentos são devidos à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do 
Amazonas (FAPEAM) pela bolsa referente ao Programa de Apoio à Pós-Graduação Stricto 
Sensu (POSGRAD). 
Conflitos de interesses 
Os autores declaram que não há interesses financeiros concorrentes ou relações 
pessoais conhecidas que possam ter influenciado as inferências relatadas neste artigo. 
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https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt_BR
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