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MARCADORES DA FUNÇÃO RENAL
MANAUS – AM
2023
Função Renal
2
Os rins são dois órgãos localizados em ambos os
lados da coluna vertebral, atrás das últimas
costelas, e medem aproximadamente 12
centímetros.
A função dos rins é, entre outras, filtrar o sangue
para eliminar substâncias nocivas ao organismo,
como amônia, ureia e ácido úrico.
Eles também atuam secretando substâncias
importantes para nossa saúde.
Função Renal
3
Função Renal
4
5
Função Renal
Os testes precisam examinar:
- A taxa de filtração glomerular;
- A capacidade secretória do rim;
- A capacidade de reabsorção de
componentes, o que é validado, por
exemplo, pela densidade da urina.
Depuração de 
inulina
Depuração de 
creatinina
Dosagem da 
cistatina C
6
Função Renal
Depuração de Inulina
Polissacarídeo exógeno eliminado por filtração renal.
Infusão através de injeção, numa quantidade e
tempo conhecido.
Coletar amostra de sangue e de urina.
Elaboração de curva de eliminação plasmática (da
quantidade presente no plasma em relação ao que
está sendo eliminado na urina).
Desvantagens: teste demorado e inconveniente. Há a
necessidade de internação do paciente. Pequena
quantidade de depuração extra-renal.
7
Função Renal
Clearence ou Depuração de Creatinina
A creatinina é o produto do metabolismo da
creatina, proteína presente nos músculos, sendo
assim, ela se torna proporcional à massa muscular do
individuo.
A creatinina é liberada dos tecidos para o plasma,
depois é filtrada pelos glomérulos e não sofre
reabsorção.
Quando há um déficit na filtração glomerular, há
elevação na creatinina plasmática.
8
Função Renal
Clearence ou Depuração de Creatinina
Paciente é hidratado com 
500 mL de água e esvazia 
completamente a bexiga
Recolher toda a urina no 
período de 24 h
Coletar uma amostra de 
sangue (qualquer período 
da coleta da urina)
Medir o volume da urina
9
Função Renal
Clearence ou Depuração de Creatinina
Taxa em que a creatinina é eliminada do plasma no
período de um dia.
Paciente faz a coleta de plasma e coleta de urina de
24h.
𝐶𝑙𝑒𝑎𝑟𝑒𝑛𝑐𝑒 𝑑𝑒 𝑐𝑟𝑒𝑎𝑡𝑖𝑛𝑖𝑛𝑎 =
𝐶𝑟𝑒𝑎𝑡𝑖𝑛𝑖𝑛𝑎 𝑢𝑟𝑖𝑛á𝑟𝑖𝑎 𝑚𝑔/𝑑𝐿
𝐶𝑟𝑒𝑎𝑡𝑖𝑛𝑖𝑛𝑎 𝑝𝑙𝑎𝑠𝑚á𝑡𝑖𝑐𝑎 𝑚𝑔/𝑑𝐿
×
𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑢𝑟𝑖𝑛á𝑟𝑖𝑜 𝑒𝑚 24ℎ (𝑚𝑙)
1440min (𝑢𝑚 𝑑𝑖𝑎)
×
1,73 (𝑚2)
𝑆𝑢𝑝𝑒𝑟𝑓í𝑐𝑖𝑒 𝑐𝑜𝑟𝑝ó𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑝𝑎𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒
10
Função Renal
Clearence ou Depuração de Creatinina
A depuração de creatinina é um dos melhores
indicadores da taxa de filtração glomerular.
- Produto final de metabolismo;
- Facilmente analisada;
- Produzida em taxas constantes;
- Eliminada exclusivamente pelos rins.
A diminuição do clearence de creatinina é um
marcador muito sensível da redução das taxas de
filtração glomerular.
11
Função Renal
Cistatina C
Uma proteína de baixo peso molecular.
Inibidora de protease.
A concentração sérica não é influenciada por massa
muscular, dieta ou gênero.
Uma única medida que pode indicar boa ou ruim
filtração glomerular.
Mais sensível e específica que a creatinina.
Pouco acessível por conta do custo.
12
Função Renal
Proteinúria
Segunda forma de avaliar função renal.
Definida como a presença anormal de proteínas na urina.
Casos fisiológicos:
- Proteinúria ortostática;
- Proteinúria febril;
- Proteinúria induzida por exercícios.
Casos patológicos:
- Problema glomerular;
- Problema na reabsorção;
13
Função Renal
Urina de 24 horas
Durante o dia há variação na eliminação de elementos que
podem ser encontrados na urina.
Padrão ouro na dosagem de proteinúria.
Adultos: proteinúria > 150 mg de proteína/dia.
Crianças: proteinúria > 4mg/m2/hr (levar em consideração
a área corporal da criança).
Ensaio de fita:
+ significativa numa amostra aleatória.
++ significativa na primeira urina da manhã (concentrada).
14
Função Renal
Microalbuminúria
Teste muito sensível que avalia a excreção
aumentada de albumina na urina.
Avalia a lesão renal precoce, causada pelo
diabetes.
Teste mais sensível que a dosagem de proteica
de 24h.
Na microalbuminúria, as dosagens de proteína
ocorrem em volumes muito menores.
15
Função Renal
Ureia
A ureia é um composto nitrogenado
formado no fígado e proveniente da
biotransformação da amônia.
A ureia cai na circulação sanguínea e é,
posteriormente, enviada para os rins para
que seja realizada a sua eliminação.
> 90% é eliminada pelos rins.
Não é um marcador precoce de lesão renal.
Proteínas
Aminoácidos
Amônia (NH3)
Ureia
Proteólise
biotransformação
Síntese 
enzimática
16
Ureia: hiperuremia
Valores acima de 40 mg/dL.
Doenças renais:
Pré-renal: perfusão inadequada dos rins.
Renal: filtração glomerular diminuída.
Pós renal: reabsorção de ureia ou obstrução
do trato urinário.
Função Renal
17
Ureia: hipouremia
- Insuficiência hepática;
- Desnutrição;
- Hiperidratação;
Resultando em coma hepático por acúmulo de amônia.
Função Renal
18
Ácido úrico
O ácido úrico é um resíduo gerado em
decorrência da degradação de purinas, as
quais são utilizadas para a diferentes
processos metabólicos no organismo.
A dosagem dos níveis de ácido úrico no
sangue é um dos métodos mais usados para
avaliação da função renal e também casos
de artrite gotosa (gota).
Função Renal
19
Ácido úrico
O consumo exagerado de alimentos ricos
em proteína, como carnes vermelhas, frutos
do mar e peixes aumenta as chances
do ácido úrico elevado, assim como o
consumo exagerado de bebidas alcoólicas,
tanto pelo aumento da produção de urato
quanto pela redução da sua eliminação.
Função Renal
20
PESQUISA DE ELEMENTOS ANORMAIS E 
SEDIMENTOSCOPIA (EAS)
21
Características Gerais
A Pesquisa de Elementos Anormais e
Sedimentoscopia (EAS) fornece uma grande
variedade de informações sobre os
processos fisiopatológicos, considerando as
doenças que envolvem os rins, o trato
urinário inferior e as condições metabólicas
do paciente.
Teste de Triagem, não confirma diagnóstico.
EAS
22
EAS
Amostra
- Para o exame, a amostra de urina deve ser
recente e livre de conservantes.
- De preferência, o paciente deve permanecer 2
horas sem urinar antes da coleta.
- Amostra deve ser mantida a temperatura
ambiente, mas pode ser acondicionada em
geladeira, protegida da luz, caso o exame não seja
realizado no período de 2 horas após a coleta.
- A melhor urina a ser coletada para o teste é a
primeira urina da manhã, pois esta é mais
concentrada.
EAS
23
EAS
• aspecto, cor, odor, presença de sedimento.
Exame Físico
• pH, proteína, densidade, cetonas, glicose, sangue oculto,
urobilinogênio, pigmentos biliares, nitrito.
Exame Químico
• inorgânicos: cristais.
• orgânicos: células (leucócitos, hemácias, epiteliais, do
túbulo renal, piriformes, etc), cilindros, filamento de muco,
bactérias, fungos e leveduras, parasitas, etc.
Exame Microscópico
24
EAS
Exame Físico: Cor
A cor normal da urina é caracterizada como amarelo
claro ou amarelo citrino.
Incolor = Diluição, uso de diuréticos, diabetes
melitus.
Amarelo = Urocromo.
Âmbar = Bilirrubina.
Laranja = Medicamentos, alimentação.
Vermelha = Sangue, hemoglobina, mioglobina,
medicamentos.
Marrom = Sangue, hemoglobina, mioglobina, ácido
homogentísico.
Verde = Medicamentos, Pseudomonas.
Azul = Azul de metileno.
25
EAS
Exame Físico: Aspecto
Também chamado de turbidez, o aspecto tem
relação com a transparência ou a turvação da urina.
A análise consiste na observação da urina
homogeneizada, dentro de um recipiente
transparente e contra uma fonte luminosa.
De acordo com a quantidade de partículas
suspensas, o laboratório deve padronizar a
nomenclatura, sendo as mais comuns:
- Límpida;
- Semi-turva ou ligeiramente turva;
- Turva, ou ainda leitosa.
26
EAS
Exame Físico: Odor
O odor característico da urina é decorrente da
presença de ácidos voláteis e raramente
apresenta significado clínico, não sendo um
parâmetro comum nos laudos.
Existem algumas situações especiais onde o
odor da urina pode ser útil e auxiliar no
diagnóstico.
Urina com odor adocicado pode ser indicativoda presença de cetonas.
Urina com odor forte e fétido pode ser
indicativo da presença de bactérias.
Exame Físico: Espuma
A verificação da espuma é uma técnica de
triagem.
Uma urina normal, ao ser colocada em um tubo
e agitada, forma uma espuma branca e
transitória, que se desfaz rapidamente.
A presença de uma espuma branca, persistente
e durável pode indicar a presença de
quantidades significativas de proteínas na urina.
27
EAS
Exame Químico
Nesta etapa do exame são analisadas substâncias
que estão dissolvidas na urina e trazem informações
importantes sobre alterações fisiológicas do
paciente.
O exame químico é realizado, atualmente, através
da tira reagente, um método rápido e sensível com
resultados em cerca de 2 minutos.
28
Exame Químico
A tira reagente é uma fita de plástico com várias
“almofadas” impregnadas com reagentes químicos.
Essa tira é mergulhada na urina homogeneizada e
não centrifugada.
Quando ocorre uma interação entre a amostra e os
reagentes químicos, há modificação na coloração
das “almofadas”.
Cada marca de tira reagente fornece uma espécie
de gabarito, onde a tira deve ser comparada e
analisada de acordo com cada analito.
EAS
29
Exame Químico: pH
Não são atribuídos valores normais para pH
urinário, uma vez que pode variar amplamente
devido ao pH sanguíneo, aos hábitos alimentares,
etc.
Urinas alcalinas podem ser encontradas em
pacientes com infecção urinária ou pessoas com
dieta vegetariana, por exemplo.
Urinas ácidas são produzidas em indivíduos que
consomem mais proteína de origem animal e em
casos de pacientes em acidose, situação que pode
ocorrer em pacientes diabéticos mal controlados
em relação à glicemia.
EAS
Urina humana
Ácido Neutro Básico
30
Exame Químico: densidade
A avaliação da densidade urinária pode fornecer
alguma informação sobre a capacidade de
concentração dos rins e o estado de hidratação do
paciente.
Essa capacidade de concentração é alterada pela
ingestão e eliminação de líquido.
Considerando que a urina é composta de água e
solutos, sua densidade sempre será maior que a da
água pura e isolada.
EAS
Urina Densidade Causas
Normal 1.006 - 1.025
Baixa densidade 1.005 Alta ingestão de
líquidos, uso de
substâncias com
propriedades
diuréticas, pacientes
portadores de
diabetes insípido.
Alta densidade 1.025 - 1.030 Desidratação,
alteração de
liberação de
hormônio
antidiurético,
diabetes mellitus mal
controlada, em casos
de eclampsia e de
insuficiência cardíaca.
31
Exame Químico: proteínas
A presença de elevadas quantidades de proteínas na
urina é um indicativo de lesão renal.
Em um estado normal, os rins permitem uma
pequena quantidade de proteínas na urina, uma vez
que grande parte das proteínas de baixo peso
molecular são reabsorvidas do filtrado, enquanto as
proteínas de alto peso molecular, como a albumina,
dificilmente são filtradas, permanecendo na
circulação sanguínea.
Assim, alterações glomerulares e tubulares podem
permitir que grandes concentrações de proteínas
sejam excretadas.
EAS
32
Exame Químico: glicose
Dentro do néfron, a glicose é filtrada e depois
reabsorvida no túbulo proximal.
Existe um limiar renal de reabsorção para a glicose
que é cerca 160 a 180 mg/dL.
Concentrações acima desta faixa o rim não
consegue reabsorver totalmente, o que pode causar
o aparecimento de glicose na urina.
EAS
33
Exame Químico: cetonas
Os corpos cetônicos são subprodutos derivados do
metabolismo lipídico, especialmente dos ácidos
graxos utilizados como fonte de energia quando há
pouca reserva de carboidratos.
A cetonúria pode ocorrer quando há quadros de
vômitos, febre, de jejum prolongado ou dietas
muito severas para perda de peso, após exercícios
intensos e, principalmente, quando há diabetes
mellitus, onde ocorre alterações metabólicas
energéticas significativas.
EAS
34
Exame Químico: bilirrubina e urobilinogênio
Os dois metabólitos serão comentados juntos pois
estão relacionados ao metabolismo da hemoglobina
e ambos, quando alterados, podem indicar algum
tipo de alteração hepática.
A bilirrubina direta ou conjugada pode aparecer na
urina quando há icterícia de origem obstrutiva
(obstrução do ducto biliar) ou hepatocelular.
O urobilinogênio pode aparecer em pequenas
concentrações na urina, entretanto o aumento está
relacionado ao excesso de produção de bilirrubina
(hemólise intravascular, anemias hemolíticas) ou em
distúrbios hepáticos que prejudicam a sua
reabsorção.
EAS
35
Exame Químico: sangue (hemoglobina)
As tiras reagentes apresentam uma área específica
onde podem ser detectadas hemácias íntegras
(hematúria) ou hemoglobina livre (hemoglobinúria).
A análise química positiva para sangue deve ser
acompanhada e relacionada com o exame
microscópico do sedimento urinário.
A hematúria é decorrente de sangramento em
qualquer ponto do trato urinário, podendo ser de
origem glomerular, ou após algum trauma, presença
de cálculo ou infecção.
Além disso, é comum o aparecimento de hemácias
na urina durante a menstruação.
EAS
36
Exame Químico: leucócitos
Os leucócitos granulócitos produzem uma enzima
chamada esterase leucocitária.
Elas estão presentes nos granulócitos intactos ou
lisados e a pesquisa dessa enzima é utilizada para a
detecção de leucocitúria.
A reação positiva para esterase leucocitária pode
estar associada à processos inflamatórios e
infecciosos do trato urinário.
EAS
37
Exame Químico: nitrito
Algumas bactérias que causam infecção urinária
apresentam a capacidade de converter o nitrato
urinário em nitrito.
A pesquisa desse composto se tornou um método
indireto da triagem para bacteriúria e infecção
urinária.
EAS
38
39
Exame Microscópico ou Sedimentoscopia
Enquanto o exame físico avalia características
organolépticas e o exame químico investiga
substâncias dissolvidas na urina, o exame
microscópico se preocupa em detectar, identificar e
quantificar materiais particulados ou elementos
figurados que estão em suspensão na urina, como
células epiteliais, leucócitos, hemácias, cristais,
cilindros e microrganismos.
O exame microscópico também recebe o nome de
sedimentoscopia porque a amostra utilizada nessa
etapa é o sedimento da amostra de urina após a
centrifugação.
EAS
40
Exame Microscópico: células epiteliais
São as células de revestimento do trato
geniturinário, podendo ser encontradas no
sedimento devido à descamação normal de células
antigas, que ocorre naturalmente nos tecidos
epiteliais.
O aumento acentuado dessas células pode indicar
inflamação.
São três tipos principais de células epiteliais
encontradas na urina:
- Células escamosas ou pavimentosas;
- Células de transição;
- Células tubulares renais.
EAS
41
Exame Microscópico: células epiteliais
As células escamosas são provenientes da região da
vagina e das porções inferiores da uretra, raramente
a sua presença possui significado clínico.
São células grandes, achatadas, com a morfologia
irregular, contendo núcleo central e citoplasma
abundante.
EAS
42
Exame Microscópico: células epiteliais
As células de transição estão presentes no epitélio
da pelve renal, ureteres e bexiga urinária.
São até 4 vezes maiores que um leucócito e podem
ser esféricas, piriformes ou apresentar projeções
caudais e podem conter até dois núcleos.
Podem aparecer no sedimento urinário em
quantidade acentuada em infecções urinárias ou
quando for realizado cateterismo urinário.
EAS
43
Exame Microscópico: células epiteliais
Células tubulares renais revestem o néfron e são as
células epiteliais com maior importância clínica pois
sua presença em grande quantidade pode indicar
injúria tubular.
EAS
44
Exame Microscópico: leucócitos
O número aumentado de leucócitos na urina é
chamado de leucocitúria (alguns livros também
podem trazer o termo piúria), sendo geralmente
polimorfonucleares neutrófilos, mas pode ser
qualquer tipo de leucócito.
A presença dessas células indica um processo
inflamatório que pode ser decorrente de uma
infecção urinária.
EAS
45
Exame Microscópico: hemácias
A liberaçãode hemácias na urina é chamada de
hematúria.
A presença de hemácias na urina deve ser sempre
investigada uma vez que pode ser algo transitório e
de curso benigno, como no caso da urina de
pacientes durante a menstruação.
Ou pode indicar algum tipo de alteração no trato
geniturinário, como infecção urinária, nefrolitíase,
doença glomerular ou neoplasias.
EAS
46
Exame Microscópico: cilindros urinários
São elementos formados no interior dos túbulos
distais ou nos ductos coletores, apresentando
comprimento e diâmetro variável e formato
cilíndrico.
Os cilindros são formados a partir da gelificação ou
precipitação da proteína de Tamm-Horsfall, uma
glicoproteína produzida pelas células tubulares
renais.
Em condições normais, a proteína de Tamm-Horsfall
é secretada de maneira quase constante mas pode
aumentar em condições de estresse ou exercício
físico.
EAS
Cilindro hialino (composto apenas de proteína
Tamm-Horsfall): pode aparecer após exercício
extenuante, em caso de desidratação, febre ou
estresse emocional.
47
EAS
Cilindro epitelial.
Cilindro leucocitário.
Cilindro hemático.
48
Exame Microscópico: cristalúria
A cristalúria é um achado relativamente comum no
exame microscópico.
Os cristais são formados a partir da precipitação de
solutos na urina, incluindo sais inorgânicos,
compostos orgânicos e substâncias exógenas, como
medicamentos.
Os cristais urinários se apresentam como estruturas
de forma geométrica ou como material amorfo e
podem precipitar no trato urinário formando
cálculos.
EAS
Cristais de oxalato de cálcio - normais
49
EAS
Cristais de ácido úrico- normais Cristais de fosfato triplo - normais
50
EAS
Cristais de cistina - patológico Cristais de colesterol - patológico
51
Exame Microscópico: fios de muco
A presença de filamentos de muco não possui
significado clínico mas aparece com bastante
frequência, especialmente em amostras de
pacientes do gênero feminino.
Se apresentam como filamentos longos, delgados,
de contorno irregular e estrutura fibrilar.
São derivados da secreção de glândulas acessórias e
em grande quantidade podem estar associados com
inflamação ou irritação do trato geniturinário.
EAS
52
Exame Microscópico: espermatozoides
São encontrados por vezes, após relações sexuais ou
ejaculação noturna e não têm nenhum significado
clínico.
Em homens, quando encontrados em quantidades
elevadas, devem ser mencionados por se suspeitar
de ejaculação retrógrada.
Em mulheres, mencionar apenas se solicitação
específica ou pericial, preservando assim a
privacidade da mesma.
EAS
53
Exame Microscópico: microorganismos
EAS
Leucócitos e bactérias
Protozoários
Fungos