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Aula 07
Delegado de
Polícia -
Direito Penal
2022 (Curso Regular)
Autor
Michael Procopio Ribeiro
Alves Avelar
22 de Setembro de 2022
Delegado de Polícia - Direito Penal
2022 (Curso Regular)
Aula 07
Michael Procopio Ribeiro Alves Avelar
Sumário
Delegado de Polícia - Direito Penal 3
 
 
 
 
 
PRESCRIÇÃO 
 
Sumário 
PRESCRIÇÃO ...................................................................................................................................... 2 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS ...................................................................................................................... 3 
CONCEITO E NOÇÕES GERAIS DE PRESCRIÇÃO ............................................................................................... 3 
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ................................................................................................... 10 
1 - PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA PROPRIAMENTE DITA ......................................................................... 11 
2 - PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA SUPERVENIENTE OU INTERCORRENTE .................................................... 22 
3 - PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA RETROATIVA .................................................................................... 25 
4 - PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA VIRTUAL OU ANTECIPADA ................................................................... 27 
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA ................................................................................................ 29 
PRESCRIÇÃO DA PENA DE MULTA .......................................................................................................... 36 
QUESTÕES COMENTADAS .................................................................................................................... 40 
LISTA DE QUESTÕES ........................................................................................................................... 85 
GABARITO ..................................................................................................................................... 104 
QUESTÃO DISSERTATIVA ................................................................................................................... 104 
DESTAQUES DA LEGISLAÇÃO E DA JURISPRUDÊNCIA .................................................................................. 106 
RESUMO ....................................................................................................................................... 118 
Prescrição.......................................................................................................................................... 118 
Prescrição da Pretensão Punitiva ..................................................................................................... 120 
Prescrição da Pretensão Executória ................................................................................................. 125 
Prescrição da pena de multa ............................................................................................................ 127 
CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................................... 128 
Estratégia Carreira Jurídica
Delegado de Polícia - Direito Penal - Prof.: Michael Procopio Ribeiro Alves Avelar
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PRESCRIÇÃO 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Nas aulas passadas, estudamos os elementos do crime, segundo a teoria tripartida. Vimos, então, o fato 
típico, a ilicitude e a culpabilidade. Após, analisamos o conceito de punibilidade, as suas causas de exclusão, 
as suas condições objetivas e as causas de sua extinção. Entretanto, deixamos para a presente aula o estudo 
da prescrição, como a mais complexa das causas de extinção da punibilidade. Isto não significa, entretanto, 
que a matéria não seja compreensível, sendo o objetivo do Curso trazer a explicação mais didática possível, 
sem descuidar da densidade exigida nos concursos. 
Esta aula será composta pelos seguintes capítulos: 
 
 
 
Com isso, encerraremos o estudo da punibilidade. Poderemos, então, avançar nos estudos dos demais 
institutos do Direito Penal. 
Deixo meu desejo de sempre de que a aula seja produtiva. Estudaremos as principais nuances da prescrição, 
abrangendo todas as suas modalidades. Já sabemos: para que a prova seja leve, nosso treino deve ser 
pesado! Pesado no sentido de estudo com afinco, mas de forma que os temas sejam interessantes. Espero 
que gostem desta aula e finalizem bem o estudo da punibilidade. 
 
CONCEITO E NOÇÕES GERAIS DE PRESCRIÇÃO 
Prescrição é a causa extintiva da punibilidade decorrente da inércia estatal por determinado lapso 
temporal. Envolve a perda do direito de punir do Estado ou de executar uma punição imposta. O Estado 
perde a pretensão concreta de punir quem praticou uma infração penal, devido à sua inação por 
determinado período. 
A prescrição é um instituto ligado à necessidade de segurança jurídica, evitando que o sujeito passe toda a 
sua vida sem saber se será eventualmente punido por uma conduta praticada nos anos iniciais de sua 
existência. Utilizando um exemplo de um conto grego, evita-se que o poder de punir do Estado penda, tal 
Conceito e noções 
gerais de prescrição
Prescrição da Pretensão 
Punitiva
Prescrição da Pretensão 
Executória
Prescrição da Pena de 
Multa
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qual a espada em relação à cabeça de Dámocles1, sobre o indivíduo, que fica sem saber se condutas 
praticadas em um passado remoto algum dia ensejarão a sua punição na esfera criminal. 
Também representa uma limitação ao Estado, dando-lhe um prazo para investigação e punição do delito. 
Mesmo porque o interesse social de punir o delito existe enquanto este está vivo na memória popular, 
especialmente se considerarmos a função preventiva da pena. Referida função, seja geral (demonstrar a 
todos que a prática de crime leva à imposição de uma sanção, funcionando como reafirmação da vigência 
da lei e coagindo todos à obediência), seja individual (aplicando a sanção ao agente para que ele seja 
ressocializado e para que não reincida), possui mais relevância se a punição não demorar muito tempo para 
sua efetivação. 
Além disso, o passar do tempo torna mais difícil a produção de provas, levando o fato delituoso ao 
esquecimento. Testemunhas falecem, o exame de corpo de delito vai se tornando cada vez mais improvável 
de ser realizado, os próprios elementos de prova vão se dissipando. 
São, portanto, fundamentos a justificar o reconhecimento da prescrição como causa extintiva da 
punibilidade, de acordo com Cezar Bitencourt: 
➢ Enfraquecimento do quadro probatório; 
➢ Inconveniência de aplicação da sanção penal muito tempo depois da prática da infração penal; 
➢ Combate à ineficiência do Estado; 
➢ Esquecimento do fato. 
A prescrição deve ser reconhecida de ofício pelo juiz, pois, extinta a punibilidade, não há mais razão para 
continuidade do processo penal. Ao contrário do Direito Privado, não há possibilidade de o acusado 
renunciar à prescrição ou insistir para que o processo prossiga e seja absolvido2. Observado o transcurso do 
prazo prescricional, o magistrado deve pronunciá-lo de ofício: 
Art. 61. Em qualquer fase do processo, o juiz, se reconhecer extinta a punibilidade, deverá declará-lo 
de ofício. 
 
Quando um crime for pressuposto, elemento constitutivo (crime complexo) ou circunstância agravante de 
outro, a extinção da punibilidade dele não influi na outra infração penal. Além disso, mesmo que um crime 
já tenha prescrito, ele pode ser considerado pelo juiz para se agravar a pena de outro devido à conexão 
existente entre eles. É o que determina o artigo 108 do Código Penal: 
 
1 BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. Parte Geral. 10 ed.nos incisos do artigo 109 do Código Penal, conforme quase já transcrito no item anterior. 
Os marcos temporais da prescrição retroativa serão a publicação da condenação e o recebimento da 
denúncia ou da queixa. 
Como já vimos, o Superior Tribunal de Justiça entende que a publicação da sentença condenatória ocorre 
com a sua publicação em cartório pelo escrivão, e não quando da intimação das partes nem de sua 
publicação em diário oficial. 
Para ilustrar os marcos temporais da prescrição retroativa, segue um esquema com a demonstração de seus 
termos inicial e final no processo comum: 
 
 
 
No rito dos processos de competência do Tribunal do Júri, há marcos temporais além daquelas previstos no 
processo comum. Neles, é possível calcular a prescrição retroativa entre a publicação da sentença ou 
acórdão condenatório recorrível e o acórdão confirmatório da pronúncia. Também cabe a prescrição 
retroativa entre o acórdão que confirmou a pronúncia e a própria decisão de pronúncia. Por fim, é possível 
também que escoe o prazo da prescrição retroativa entre a pronúncia e o recebimento da queixa ou da 
denúncia pelo juiz. 
Também foi elaborado um esquema com os marcos temporais para a prescrição retroativa, este com base 
no procedimento do Tribunal do Júri: 
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Estudamos, deste modo, a prescrição da pretensão punitiva retroativa e suas principais nuances. 
 
4 - PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA VIRTUAL OU 
ANTECIPADA 
A prescrição da pretensão punitiva virtual, em perspectiva, projetada ou por prognose é aquela calculada 
com base em um exercício de projeção, com relação à probabilidade de ser aplicada determinada pena 
pelo juiz, antes mesmo de haver uma sentença ou um acórdão condenatório. Isto é, trata-se da prescrição 
reconhecida antecipadamente, com base na provável pena a ser aplicada pelo juiz. 
Esta modalidade não possui amparo legal, sendo uma construção doutrinária. Busca-se antecipar o 
reconhecimento da prescrição, mesmo que o processo penal sequer tenha se iniciado, já com base na pena 
que será aplicada pelo juiz, após a realização da dosimetria. Como se trata de pena aplicada ao caso 
concreto, ainda que apenas suposta ou projetada, os prazos serão fixados a partir dela, utilizando-se os 
parâmetros do artigo 109 do Código Penal. 
Esta hipótese doutrinária de incidência da prescrição retroativa tornou-se muito restrita após a alteração 
do Código Penal pela Lei 12.234, de 2010. Foi praticamente esvaziada. Isto porque era possível seu 
reconhecimento, em tese, em muitos mais casos quando se possibilitava a prescrição retroativa com data 
anterior ao do recebimento da denúncia ou queixa. Como visto acima, o Código Penal foi alterado, 
constando, da redação atual, a vedação expressa ao cálculo prescricional com retroação a termo anterior 
ao recebimento da inicial pelo juiz, o que em muito esvazia a construção teórica da prescrição virtual. De 
todo modo, ainda há possibilidade de analisar crimes antes da Lei 12.234/2010, além de ser defensável seu 
cálculo com data posterior ao do recebimento da inicial acusatória, apesar de mais difícil. 
Apesar de se tratar de questão controversa na doutrina, o Superior Tribunal de Justiça pacificou, 
com a elaboração da Súmula nº 438, o entendimento de que não é cabível o reconhecimento 
da prescrição da pretensão punitiva virtual. É o seguinte seu enunciado: 
“É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com 
fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal.” 
O Supremo Tribunal Federal também não tem admitido referida modalidade de prescrição, 
conforme o seguinte julgado: 
“(...) 2. Esta Corte, em sede de repercussão geral, fixou entendimento de ser inviável o reconhecimento 
da prescrição em perspectiva (virtual, antecipada) – RE 602.527 QO-RG, CEZAR PELUSO, DJe 
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18.12.2009. (...)” (STF, HC 125777/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, Julgamento: 
21/06/2016). 
Consigno que, apesar da orientação sumulada de tribunal superior, na prática há casos em que o próprio 
Ministério Público promove o arquivamento do inquérito com base na prescrição virtual. No mais, muitos 
juristas entendem que não há justa causa para a ação penal se, projetada a pena que deve ser aplicada pelo 
juiz, for possível antever que haverá o reconhecimento da prescrição retroativa. 
A prescrição virtual busca reconhecer que, no futuro, outra modalidade de prescrição da pretensão punitiva 
será fatalmente reconhecida. É o caso do sujeito que é acusado de um crime de furto simples, cuja pena 
abstrata é de reclusão, de um a quatro anos, e multa. Com base no máximo da pena privativa de liberdade, 
que é de quatro anos, a pena prescreverá em 8 anos, nos termos do artigo 109, inciso IV, do Código Penal. 
Por outro lado, se verificamos que o réu é primário, não há agravantes nem causas de aumento de pena, 
bem como nenhuma circunstância judicial desfavorável ao agente, podemos supor que a pena aplicada, ao 
final do processo, será de um ano de reclusão ou, no máximo, não chega a exceder a dois anos. Deste modo, 
o prazo, com base nesta projeção, será de 4 anos para a prescrição, nos termos do artigo 109, V, do Código 
Penal. O prazo é a metade quando se considera a pena que deve ser efetivamente aplicada pelo juiz, em vez 
de se utilizar o máximo da pena prevista em abstrato. 
Imaginemos que o crime de furto, acima mencionado, foi praticado em 10 de maio de 2014. Se o promotor 
de justiça ou o procurador da república recebem os autos do inquérito policial em junho de 2018, verificará 
que não ocorreu a prescrição com base na pena máxima em abstrato prevista para o crime contra o 
patrimônio acima mencionado. Isto porque não transcorreram oito anos entre a data da consumação do 
crime e a data atual em que o membro do Ministério Público recebeu os autos para oferecer denúncia. 
Entretanto, se o promotor ou procurador considerar a pena que o juiz deve aplicar ao caso, já antecipando 
que não deve estar acima do mínimo, sabe que, ao final, a prescrição com base na pena em concreto será 
calculada, de forma retroativa, com relação à sanção penal de cerca de um ano de reclusão. Por isso, o 
membro do Ministério Público verifica que o prazo prescricional correspondente será de 4 anos, a metade 
do prazo com base na pena em abstrato. Tendo a denúncia sido recebida em 10 de maio de 2014, o prazo 
de 4 anos já teria transcorrido integralmente em 9 de maio de 2018. Se os autos são remetidos para 
alegações finais em junho de 2018, a prescrição virtual já teria ocorrido, razão pela qual, em tese, o 
Ministério Público já poderia pedir o reconhecimento da extinção da punibilidade. Devemos lembrar, 
entretanto, que o STJ não aceita tal tese. 
Não se trata de caso em que efetivamente já se extinguiu a punibilidade do agente. É uma projeção de que, 
com fulcro no caso concreto e na pena que deverá ser aplicada pelo juiz em virtude dos elementos previstos 
na inicial acusatória, a ocorrência da prescrição ao final é previsível. O trâmite de um processo todo para, 
ao final, confirmar aquilo que já foi previsto seria contrário ao princípio da efetividade, além de demonstrar 
que não há justa causa ou interesse de agir suficiente para justificar o movimento da máquina judiciária para 
se obter nenhum resultado prático. 
O que se busca com o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva virtual é a antecipação do que 
se verifica que certamente ocorrerá no curso do processo penal, evitando-se a prática de atos inúteis. Se o 
oferecimento da denúncia e o julgamento do acusado não possuem potencialidade de ensejar a imposição 
de uma sanção penal que será executada, a acusação não teminteresse jurídico para pedir ao Poder 
Judiciário que receba a denúncia. Ou, conforme a doutrina de Direito Processual Penal, falta justa causa para 
fundamentar o início de uma ação penal contra o denunciado, se não há efeito útil possível. 
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O esquema a seguir demonstra os marcos temporais dentre os quais se verifica o transcurso do prazo da 
prescrição da pretensão punitiva virtual ou projetada, além de ficar destacado que a projeção da pena a ser 
aplicada pelo juiz é feita ao início (ou no curso do processo), antes de o indivíduo ser efetivamente 
condenado no curso do processo penal: 
 
 
 
O esquema para os casos de procedimento do Tribunal do Júri é o seguinte: 
 
 
 
Como visto, por mais defensável que seja o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva virtual, que 
evitaria o trâmite de um processo inútil, o Superior Tribunal de Justiça possui entendimento firmado de que 
não é possível a extinção da punibilidade com base em pena hipotética. O Supremo Tribunal tem adotado a 
mesma orientação. 
 
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA 
A prescrição da pretensão executória é a perda do poder do Estado de executar a sanção imposta, em razão 
de sua inércia por determinado intervalo de tempo. Esta modalidade de prescrição fulmina uma pena já 
aplicada pelo Estado, sendo que o prazo é calculado com base nela. A prescrição da pretensão executória é 
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menos favorável do que a prescrição da pretensão punitiva. Por isso, só calcularemos a PPE se não tiver 
ocorrido a PPP20. 
Os prazos da prescrição da pretensão executória serão aqueles do artigo 109 do Código Penal, mas a 
correspondência será feita com a pena aplicada já com trânsito para a acusação, ou, nos casos de evasão do 
condenado ou de revogação do livramento condicional (LC), no que resta da pena aplicada. 
O cálculo, assim, deve ocorrer conforme o seguinte quadro: 
 
Pena aplicada (ou, no caso de evasão ou de 
revogação do LC, tempo que resta da pena) 
Prazo prescricional 
Inferior a 1 ano 3 anos 
De 1 a 2 anos 4 anos 
De mais de 2 a 4 anos 8 anos 
De mais de 4 a 8 anos 12 anos 
De mais de 8 a 12 anos 16 anos 
Superior a 12 anos 20 anos 
 
Segundo Bitencourt, a prescrição da pretensão executória pressupõe o trânsito em julgado da condenação: 
A prescrição da pretensão executória só poderá ocorrer depois de transitar em julgado a sentença 
condenatória, regulando-se pela pena concretizada (art. 110), e verificando-se nos mesmos prazos 
fixados no art. 109 21. 
Entretanto, considerando que o prazo, segundo o entendimento jurisprudencial predominante, já se inicia 
com o trânsito em julgado da condenação para a acusação, podemos dizer que a prescrição da pretensão 
executória (PPE) se baseia no trânsito em julgado para a acusação. 
Em suma: 
• O cálculo é feito com base na pena em concreto. 
• Pressupõe o trânsito em julgado para ambas as partes. 
• Tem a sua data inicial no trânsito em julgado para a acusação. 
 
20 BITENCOURT, Cezar Roberto. Parte geral. Coleção Tratado de direito penal volume 1. 26 ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2020, 
p. 1009. 
21 BITENCOURT, Cezar Roberto. Ob. Cit., 2020, p. 1010. 
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Neste sentido: 
“(...) 2. Essa Sexta Turma entende que enquanto não transitada em julgado a sentença condenatória, 
para ambas as partes, não há falar em prescrição da pretensão executória, uma vez que ainda em 
curso o prazo da prescrição da pretensão punitiva, de forma intercorrente, contudo, iniciada a 
contagem da prescrição, o marco inicial, por expressa determinação do art. 112, I, do Código Penal, 
é o trânsito em julgado para a acusação, ainda que de forma retroativa. (HC 232.031/DF, Rel. 
Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS), Rel. p/ Acórdão Ministra 
MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 15/05/2012, DJe 29/08/2012).” 
(STJ, EDcl no AgRg no HC 452876/SP, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 26/11/2018). 
A PPE extingue a sanção penal, mas subsistem os efeitos secundários da condenação, tanto penais quanto 
extrapenais. Deste modo, reconhecida a prescrição da pretensão executória, a condenação continuará apta 
a ensejar o efeito da reincidência, se o indivíduo voltar a delinquir. Nisso, há uma diferença fundamental em 
relação às modalidades de PPP: 
 
No caso de concurso de delitos, seja ele formal ou material, incide sobre cada pena isoladamente, como já 
ressaltado. No caso de continuidade delitiva, desconsidera-se o aumento decorrente do crime continuado 
para o cálculo prescricional, como enuncia a Súmula 497 do STF, acima transcrita. 
A prescrição da pretensão executória está prevista no artigo 110 do Código Penal: 
CP, Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
§ 1º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois 
de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por 
termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
A reincidência implica o aumento do prazo da prescrição da pretensão executória em um terço. Vale 
lembrar que este aumento apenas ocorre no caso da prescrição da pretensão executória (PPE), não 
incidindo no cômputo da prescrição da pretensão punitiva (PPP). 
O termo inicial para o transcurso do prazo da prescrição da pretensão executória é o trânsito em julgado da 
sentença condenatória para a acusação, ou da sentença que revoga a suspensão condicional da pena ou o 
livramento condicional. O interessante é que, quando transitada em julgado a sentença para a acusação, a 
sanção penal ainda não poderá ser executada se pendente recurso para a defesa, conforme entendimento 
tradicional dos tribunais superiores. 
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Ainda que este entendimento tenha sido instável no STF, durante muitos anos prevaleceu e hoje se entende 
que a pena só pode ser executada após o trânsito em julgado para ambas as partes22. No entanto, o prazo 
da prescrição da pretensão executória já se inicia com o trânsito em julgado para a acusação, sem aguardar 
que o trânsito em julgado ocorra também para o acusado. 
Essa aparente contradição já foi questionada nos Tribunais Superiores, sendo que o STJ já sedimentou o 
entendimento de que a prescrição realmente começa a correr do trânsito em julgado para a acusação, ainda 
que a pena ainda não possa ser executada. O seguinte excerto de um precedente do STJ demonstra a 
consolidação deste entendimento: 
“(...) 1. A jurisprudência desta Corte Superior de Justiça é no sentido de que, conforme disposto 
expressamente no art. 112, I, do CP, o termo inicial da contagem do prazo da prescrição executória é 
a data do trânsito em julgado para a acusação, e não para ambas as partes, prevalecendo a 
interpretação literal mais benéfica ao condenado (...)” 
(STJ, AgRg nos EDcl no AgRg no AREsp 1764481/PR, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, 
QUINTA TURMA, julgado em 09/02/2021, DJe 12/02/2021) 
O STF possuía jurisprudência no mesmo sentido, como se nota do julgamento do HC 113715, pela Segunda 
Turma, relatado pela Ministra Carmen Lúcia. Entretanto, a Primeira Turma do STF passou a decidir de forma 
diferente, entendendo que “a prescrição da pretensão executória pressupõe a inércia do titular do direito 
de punir”,razão pela qual não se inicia a contagem desse prazo até que haja o trânsito em julgado para 
ambas as partes23. 
O STF vai se pronunciar de forma conclusiva sobre o tema ao julgar o ARE 848107, com repercussão geral 
reconhecida, sobre o tema. De todo modo, o Pleno decidiu recentemente no seguinte sentido: 
A prescrição da pretensão executória, no que pressupõe quadro a revelar a possibilidade de execução 
da pena, tem como marco inicial o trânsito em julgado, para ambas as partes, da condenação. 
(STF, AI 794971 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Rel. p/ acórdão Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, 
julgado em 19/04/2021) 
Segundo este entendimento, apenas se pode falar em prescrição da pretensão executória 
como aquela que se baseia em pena definitiva, após o trânsito em julgado para ambas as 
partes. Assim, esta seria a principal diferença conceitual entre a prescrição da pretensão 
executória e a prescrição da pretensão punitiva. Entretanto, este não vem sendo o 
entendimento do STJ, sendo, atualmente, seguido apenas pela Primeira Turma do STF. É 
preciso aguardar e verificar se o Pleno da Suprema Corte, ao apreciar a matéria, vai 
pacificar o entendimento no âmbito do tribunal de cúpula do Poder Judiciário24. 
Com a interrupção da prescrição, o prazo começa a fluir do dia em que o prazo se interrompe, caso a 
interrupção não for computada na pena, como ocorre em alguns benefícios da execução penal. Deste modo, 
tendo havido a fuga do executado em 07 de agosto de 2017, será esta a data em que o prazo da prescrição 
 
22 HC 152919 AgR/MG, de 06/12/2019. 
23 RE 696.533/SC, Rel. Min. Luiz Fux, Rel. p/ acórdão Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Julgamento 
em 06/02/2018. 
24 Acompanhar o trâmite do ARE 848107, com repercussão geral reconhecida, sobre o tema. 
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da pretensão executória começará a correr, com base, neste caso, no tempo de pena privativa de liberdade 
que o condenado ainda tem a cumprir. 
Os termos iniciais do decurso do prazo da prescrição da pretensão executória estão previstos no artigo 112 
do Código Penal: 
Art. 112 - No caso do art. 110 deste Código, a prescrição começa a correr: 
I - do dia em que transita em julgado a sentença condenatória, para a acusação, ou a que revoga a 
suspensão condicional da pena ou o livramento condicional; 
II - do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da interrupção deva computar-se 
na pena. 
No caso de abandono de execução, como já dito, a pena se regula pelo que resta da pena privativa de 
liberdade. Caso se trate de penas restritivas de direitos, o início do prazo se dará com o abandono do seu 
cumprimento. É o que se depreende do artigo 113 do Código Penal: 
CP, Art. 113 - No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a 
prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena. 
É importante destacar que o STJ entende que o disposto no artigo 113 do CP, de prazo prescricional 
calculado pelo restante da pena, não se aplica às penas restritivas de direitos. Segundo a Corte, a referida 
regra deve ser aplicada apenas no caso de evasão do condenado, ou seja, de interrupção do cumprimento 
da pena privativa de liberdade, ou de revogação do livramento condicional, sem interpretação extensiva: 
 “(...) I - O cálculo da prescrição pela pena residual, conforme prevê o art. 113 do Código Penal, 
limita-se às hipóteses de evasão e de revogação do livramento condicional. Vale dizer, o citado 
dispositivo tem interpretação restritiva. II - Hipótese na qual a medida restritiva de direitos foi 
convertida em privativa de liberdade, em razão do descumprimento, por força do art. 44, § 4º, do CP, 
aplicável somente para calcular o tempo de pena a ser executado, sem influência no prazo 
prescricional. (...)” 
(STJ, RHC 99969/RS, Rel. Min. Felix Fischer, Quinta Turma, DJe 19/09/2018). 
Referido entendimento foi ratificado em acórdão publicado no DJe de 28/02/2020: HC 541317/SP. Em tal 
caso, o STJ considerou que não houve revogação do livramento condicional e, assim, não deveria haver o 
cálculo prescricional com base na pena remanescente. 
Pode ocorrer a suspensão da prescrição da pretensão executória, caso o condenado seja preso por outro 
motivo. Deste modo, tendo sido procurado o executado para cumprimento da pena restritiva de direitos, 
consistente em dois anos de prestação de serviços à comunidade, sua prisão por outro delito deixa suspenso 
o prazo prescricional. A suspensão significa que o prazo fica paralisado enquanto o condenado estiver na 
prisão. Quando sair do cárcere, o decurso do prazo continuará de onde parou. É o que prevê o parágrafo 
único do artigo 116 do Código Penal: 
Art. 116 (...) 
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição não corre 
durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. 
Há, ainda, causas de interrupção da prescrição da pretensão executória. Quando o prazo prescricional é 
interrompido, ele volta a fluir do começo, recomeçando a contagem como se nenhuma fração do seu prazo 
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já tivesse escoado. As hipóteses estão previstas no artigo 117, incisos V e VI, que dizem respeito 
especificamente ao reconhecimento da prescrição da pretensão executória: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
(...) 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
§ 1º - Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz efeitos 
relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, 
estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. 
§ 2º - Interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V deste artigo, todo o prazo começa a 
correr, novamente, do dia da interrupção. 
Entretanto, como fica claro pela leitura do parágrafo segundo do artigo 117, no caso de início ou continuação 
do cumprimento de pena, a prescrição não volta a correr com todo o prazo restituído. No caso do início ou 
de continuação, o prazo prescricional deixa de fluir. Entretanto, caso haja interrupção no cumprimento da 
pena, o prazo será calculado com base no tempo de pena que resta ao agente cumprir. Por isso, neste caso, 
não se devolve o prazo integralmente. 
Ademais, interrompe-se o prazo em virtude do início ou da continuação do cumprimento da pena, bem 
como em razão da reincidência. No caso da reincidência, o STJ consolidou sua jurisprudência no sentido de 
que a interrupção da prescrição ocorre com a prática do novo delito, e não a do seu trânsito em julgado: 
“(...) 2. Ambas as Turmas especializadas em direito penal deste Sodalício entendem que a reincidência, 
como reza o art. 117, inciso VI, do Código Penal, interrompe o prazo da prescrição da pretensão 
executória do Estado, considerando-se, como marco interruptivo, a data da prática de novo crime, 
e não a do seu trânsito em julgado (...)”. (STJ, HC 317662/RS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, 
Sexta Turma, DJe 06/05/2015). 
Conforme determina o parágrafo único do artigo 117, referidas causas interruptivas são pessoais, não se 
estendendo a corréus, coautores ou partícipes. 
Com relação ao início de cumprimento de pena, cumpre salientar que não o configura a audiência 
admonitória, em que o juiz adverte o beneficiado sobre as condições da suspensão condicional da pena, 
conforme o seguinte precedente do STJ: 
“. 1. Consoante a jurisprudência do STJ, a audiência admonitória não configura início do 
cumprimento da pena, não servindo, portanto, para interromper o prazo da prescrição executória, 
contudo, efetuado o pagamento da multa, tem-se por iniciada a execução. 2. Não evidenciado o 
transcurso do lapso de 4 anos entreo trânsito em julgado da condenação para o Ministério Público e 
o início da execução, pelo pagamento da multa, não há falar em prescrição da pretensão executória. 
3. Decisão agravada mantida por seus próprios fundamentos. 4. Agravo regimental improvido.” (AgRg 
no RHC 70260/RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 07/04/2017). 
A reincidência que interrompe a PPE é a posterior à condenação. Para que a prescrição da pretensão 
executória se interrompa, é necessário que o indivíduo, no decurso do prazo, pratique novo delito. Neste 
caso, o prazo corre da data da prática do crime, e não do trânsito em julgado. Por outro lado, a prática de 
crime anterior, pela qual ele já estava sendo processado, não interromperá o prazo prescricional. 
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Se a reincidência for por fato anterior à condenação, é causa de aumento de pena, já influenciando a 
dosimetria da pena e, de forma indireta, a própria fixação do prazo de prescrição da pretensão executória. 
As causas de diminuição do prazo prescricional referentes ao menor de 21 anos de idade, ao tempo do 
crime, ou maior de 70 anos, à época da sentença, aplicam-se para os prazos de extinção da pretensão 
executória. Os prazos devem ser reduzidos da metade nestes casos, conforme determina o artigo 115 do 
Código Penal: 
Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do 
crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
Em um esquema gráfico, podemos visualizar a prescrição da pretensão executória com início do trânsito em 
julgado para a acusação (entendimento majoritário). O fim do prazo ocorre com a prescrição, que extingue 
a punibilidade, ou com o cumprimento da pena: 
 
 
 
Sobre a relação entre detração e prescrição, pode surgir a dúvida sobre a necessidade de se computar o 
período de detração na base do cálculo para estipulação do prazo prescricional, nos termos do artigo 109 
do Código Penal. Na sentença, o juiz já deve efetuar a detração (o desconto) do período de prisão processual 
a que o condenado já foi submetido. 
O Superior Tribunal de Justiça já possui entendimento consolidado a respeito desta questão, como se 
depreende do trecho do seguinte precedente, que determina que o período de detração não deve ser 
levado em conta para o estabelecimento do prazo prescricional: 
“(...) 2. Não é possível levar em consideração o tempo em que o paciente permaneceu preso 
cautelarmente, entre 17/11/2008 e 20/11/2009, porquanto, nos termos do entendimento consolidado 
no Superior Tribunal de Justiça, "o período de prisão provisória do réu é levado em conta apenas para 
o desconto da pena a ser cumprida, sendo irrelevante para fins de contagem do prazo prescricional, 
que deve ser analisado a partir da pena concretamente imposta pelo julgador, e não do restante da 
reprimenda a ser executada pelo Estado" (AgRg no HC 181.711/ES, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, 
Sexta Turma, julgado em 05/04/2016, DJe 18/04/2016). (...)” (STJ, HC 400704/SP, Rel. Min. Reynaldo 
Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 31/08/2017). 
“3. O período de prisão provisória do Réu é considerado apenas para o desconto da pena a ser 
cumprida e não para contagem do prazo prescricional, o qual será analisado a partir da pena definitiva 
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aplicada, não sendo cabível a detração para fins prescricionais.” (STJ, AgRg no HC 490288/PR, Rel. Min. 
Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe 11/09/2019). 
No caso da prescrição da pretensão punitiva, a detração nunca deve ser levada em conta, nos termos de 
jurisprudência do STJ. Ressalve-se, entretanto, que se a pena for calculada pelo que resta a ser cumprido, a 
detração, ainda que indiretamente, influenciará a prescrição da pretensão executória. 
Assim, encerramos o estudo das modalidades de prescrição das penas privativas de liberdade e das 
restritivas de direitos, passando à análise da prescrição da pena de multa. 
 
PRESCRIÇÃO DA PENA DE MULTA 
A prescrição da pena de multa possui regras próprias no Código Penal. Esta espécie de pena passou por 
alterações desde o advento do Estatuto, sendo uma delas a efetivada pela Lei nº 9.268/96, que determinou 
o tratamento da multa, após o trânsito em julgado da condenação, como dívida de valor, ao alterar o caput 
do artigo 51 do Código Penal: 
Art. 51 - Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será considerada dívida de valor, 
aplicando-se-lhes as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública, inclusive no que 
concerne às causas interruptivas e suspensivas da prescrição. 
Em 2019, por meio da Lei 13.964/2019, foi modificada a redação do artigo acima transcrito, para deixar claro 
que a execução deve se dar no juízo da execução penal: 
Art. 51. Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será executada perante o juiz da 
execução penal e será considerada dívida de valor, aplicáveis as normas relativas à dívida ativa da 
Fazenda Pública, inclusive no que concerne às causas interruptivas e suspensivas da prescrição. 
De todo modo, a prescrição da pena de multa está prevista no artigo 114 do Código Penal, que assim dispõe: 
Art. 114 - A prescrição da pena de multa ocorrerá: 
I - em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada; 
II - no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade, quando a multa for 
alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada 
Quando a pena de multa for a única cominada, em abstrato, ou aplicada, em concreto pelo juiz, o seu prazo 
prescricional será de dois anos. 
Se for prevista em abstrato de forma alternativa ou cumulativa com a pena restritiva de liberdade, ou se for 
cumulativamente aplicada com esta última pena, seguirá o prazo previsto para ela. Deste modo, se a pena 
privativa de liberdade prescrever em oito anos, a pena de multa aplicada de forma conjunta também 
prescreverá em oito anos, no mesmo prazo, portanto. 
 
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(CESPE/CEBRASPE/TJ-BA/Juiz de Direito Substituto) Com relação a aspectos diversos pertinentes aos 
prazos prescricionais previstos no CP, assinale a opção correta. 
a) Tais prazos serão reduzidos pela metade nas situações em que, ao tempo do crime, o agente fosse menor 
de vinte e um anos de idade ou, na data do trânsito em julgado da sentença condenatória, fosse maior de 
setenta anos de idade. 
b) Em se tratando de criminoso reincidente, são aumentados em um terço os prazos da prescrição da 
pretensão punitiva. 
c) A prescrição é regulada pela pena total imposta nos casos de crimes continuados, sendo computado o 
acréscimo decorrente da continuação. 
d) A prescrição da pena de multa ocorrerá em dois anos, quando for a única pena cominada, ou no mesmo 
prazo de prescrição da pena privativa de liberdade, se tiver sido cominada alternativamente. 
e) Na hipótese de evasão do condenado, a prescrição da pretensão executória é regulada pelo total da pena 
privativa de liberdade imposta. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. A redução ocorre para o maior de 70 anos na data da sentença, não do 
trânsito, conforme artigo 115, caput, do CP. 
A alternativa B está incorreta. O aumento de um terço, previsto no art. 110 do CP, se limita à prescrição da 
pretensão executória. Súmula 220 - STJ: A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão 
punitiva. 
A alternativa C está incorreta. A prescrição, para os crimes continuados, não leva em conta o acréscimo 
decorrente da continuidade delitiva. Súmula 497-STF: Quando se tratar de crime continuado, a prescrição 
regula-se pelapena imposta na sentença, não se computando o acréscimo decorrente da continuação. 
A alternativa D está correta. É o teor do art. 114 do CP, o que deve ser considerado correto em provas 
objetivas (texto de lei vigente). 
A alternativa E está incorreta. Em caso de evasão do condenado, a prescrição é calculada pelo que resta da 
pena, nos termos do artigo 113 do CP. 
Gabarito: Letra D. 
 
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Entretanto, com relação à prescrição da pretensão executória, surge a controvérsia. Com a Lei 
nº 9.268/96, o artigo 51 do Código Penal, acima transcrito, passou a considerar a pena de multa, 
após o trânsito em julgado da sentença condenatória, como dívida de valor, devendo ser 
aplicadas as normas referentes à execução da dívida ativa da Fazenda Nacional, inclusive no que 
se refere às causas de interrupção e suspensão do prazo prescricional. 
Surgiu, então, a celeuma sobre o regramento da prescrição da pretensão executória. 
Parte da doutrina passou a defender que, mesmo com a alteração do artigo 51 do Código Penal, a prescrição 
da pretensão executória continuou a obedecer ao mesmo regramento da prescrição da pretensão punitiva. 
Isto é, nos moldes do artigo 114 do Código Penal, acima transcrito. Se a pena de multa for a única cominada 
ou aplicada para o crime, o prazo de prescrição é de 2 anos. Caso a pena de multa seja cominada ou aplicada, 
de forma cumulativa ou alternativa, em conjunto com pena privativa de liberdade, deve prescrever no 
mesmo prazo desta última. 
Entretanto, outra corrente doutrinária começou a defender a posição de que a prescrição da pretensão 
executória da pena de multa deve se regular pelo mesmo prazo previsto para a prescrição da dívida ativa da 
Fazenda Pública, ou seja, de 5 anos, aplicando-se o CTN. 
Deste modo, podemos esquematizar os entendimentos a respeito da prescrição da pretensão executória 
da pena de multa da seguinte forma. 
 
O tema foi enfrentado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que considerou que o prazo a ser 
adotado deve ser o da legislação tributária. Apesar de longa, segue a ementa do acórdão, devido à 
importância das premissas estabelecidas. O trecho mais relevante para a aula está em destaque: 
“4. Não obstante a higidez do fundamento do ato impugnado, e apenas ad argumentandum tantum, 
é consensual que a pena de multa pode ser alcançada pela prescrição da pretensão punitiva, nos 
termos do art. 114, I e II, do Código Penal, tanto a pena cominada in abstracto quanto a 
concretamente fixada na sentença ainda não transitada em julgado, ao passo que a prescrição da 
pretensão executória da pena de multa, vale dizer, da pena resultante de sentença transitada em 
julgado, há de ser questionada junto à autoridade fiscal à luz do Código Tributário Nacional, por 
Artigo 114 do 
Código Penal
O prazo será de 2 (dois) anos, quando a multa for 
a única cominada ou aplicada, e será o mesmo 
prazo estabelecido para prescrição da pena 
privativa de liberdade, quando a multa for 
alternativa ou cumulativamente cominada ou 
cumulativamente aplicada
Legislação 
Tributária
Como determina o artigo 51 do Código Penal, 
deve-se adotar o prazo prescricional da dívida 
ativa da Fazenda Pública. Assim, deve-se adotar o 
prazo previsto no artigo 174 do CTN: prescrição 
no prazo de 5 anos.
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expressa disposição do art. 51 do Código Penal. 5. Ainda a título argumentativo, não há falar em 
competência do Juízo da Execução Penal para decidir a respeito da pena de multa convertida em dívida 
de valor. Destarte, independentemente da origem penal da sanção, a multa restou convolada em 
obrigação de natureza fiscal e, por essa razão, a competência para passou a ser da autoridade fiscal, 
por força da Lei n. 9.268/96, que deu nova redação ao art. 51 do Código Penal. 6. Agravo regimental 
desprovido.” (STF, HC 115405 AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Julgamento: 13/11/2012). 
Entretanto, há um precedente do Superior Tribunal de Justiça, proveniente de sua Terceira Seção, em que 
o prazo de prescrição da pretensão executória foi considerado como de 2 anos, nos termos do artigo 114 
do Código Penal: 
“AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO 
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM 
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA. TERMO INICIAL. 
TRÂNSITO EM JULGADO PARA A ACUSAÇÃO. ART. 112, I, DO CÓDIGO PENAL. RECONHECIMENTO DE 
OFÍCIO. AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO. 1. Essa Corte Superior sedimentou o entendimento de 
que, nos termos do que dispõe o art. 112, I, do Código Penal, o prazo prescricional da pretensão 
executória começa a correr com o trânsito em julgado para a acusação. 2. Segundo o art. 114, inciso 
I, do Código Penal, a pena imposta ao agravante - pena de multa -, prescreve em 2 (dois) anos. 3. Na 
hipótese, considerando a pena imposta no patamar de 10 dias-multa, com trânsito em julgado 
para a acusação em 5/6/2015, verifica-se a ocorrência da prescrição da pretensão executória, tendo 
em vista que, após a data do trânsito em julgado para a acusação transcorreu lapso temporal 
superior a 2 anos. Agravo regimental prejudicado. De ofício, reconhecida a prescrição da pretensão 
executória para declarar a extinção da punibilidade.” (STJ, AgRg nos EDcl nos EDv no AgRg nos EDcl 
nos EAREsp 770540/DF, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Terceira Seção, DJe 27/06/2017). 
Portanto, há divergência entre os entendimentos proferidos pelos Tribunais Superiores, assim como a 
doutrina não apresenta consenso sobre o tema. O Pacote Anticrime só modificou o artigo 51 do CP por 
determinar que a execução se dará perante o juízo da execução criminal, mas não conseguiu resolver a 
celeuma, que pode ser assim resumida: 
 
Com o estudo da prescrição da pena de multa, encerramos o capítulo e a aula de hoje. 
 
Artigo 114 do 
Código Penal
Prazo da PPP. Para o STJ, 
também usado para a PPE
Legislação Tributária Para o STF, prazo para a PPE
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QUESTÕES COMENTADAS 
 
Q1. FUNDEP/DPE-MG/Defensor Público/2014 
Num processo por crime de lesões corporais leves, foi proferida, em 20 de julho de 2012, a sentença 
condenatória que aplicou pena de 07 (sete) meses de detenção diante da pena cominada entre 03 
(três) meses e 01 (um) ano de detenção. O crime foi praticado em 30 de abril de 2008 e a denúncia 
recebida em 10 de agosto de 2010. Houve trânsito em julgado para a acusação. 
Segundo o direito penal brasileiro, é CORRETO afirmar 
 a) que houve prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato. 
 b) que houve prescrição retroativa. 
 c) que houve prescrição da pretensão executória. 
 d) que não houve prescrição. 
Comentários 
A alternativa B está correta. Como vimos, antes da Lei nº 12.234 de 2010, o art. 110, § 2º do Código Penal, 
atualmente revogado, dispunha o seguinte: 
Art. 110 § 2º - A prescrição, de que trata o parágrafo anterior, pode ter por termo inicial data anterior 
à do recebimento da denúncia ou da queixa 
Deste modo, como a prescrição retroativa tem por base a pena concreta e o prazo prescricional é contado 
de forma retroativa, entre a data da prática do crime até a data do recebimento da denúncia, decorreu o 
prazo prescricional previsto no art. 109, inciso I do Código Penal, antes da alteração feita pela Lei 
12.234/2010. O crime foi cometido antes da novatio legis in pejus, pois o prazo prescricional aplicável foi 
alterado por lei posterior mais gravosa: 
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo odisposto no § 1o do art. 
110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, 
verificando-se: 
(...) 
VI - em dois anos, se o máximo da pena é inferior a um ano. (texto anterior à reforma!) 
Esta questão exigiu conhecimento das alterações realizadas no tema, que não podem ser aplicadas a crimes 
cometidos anteriormente, por serem mais gravosas para o réu. 
 
Q2. FMP-Concursos/TJ-MT/Juiz de Direito/2014 
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De acordo com entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça, assinale a afirmativa correta. 
 a) A prescrição não é aplicável nas medidas socioeducativas. 
 b) O período de suspensão do prazo prescricional não é regulado pelo máximo da pena cominada. 
 c) É admissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em 
pena hipotética. 
 d) A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
 e) A pronúncia não é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a 
desclassificar o crime. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. A matéria deve ser tratada na aula de Estatuto da Criança e do Adolescente. 
Vejamos: 
Súmula 338. A prescrição penal é aplicável nas medidas sócio-educativas. 
A alternativa B está incorreta. Vejamos: 
Súmula 415. O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena 
cominada. 
A alternativa C está incorreta. Vejamos: 
Súmula 438. É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com 
fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Vejamos: 
Súmula 220. A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva 
A alternativa E está incorreta. Vejamos: 
Súmula 191. A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a 
desclassificar o crime. 
 
Q3. CESPE/TRF 2ª Região/Juiz Federal/2013 
A respeito da punibilidade e das suas causas de extinção, assinale a opção correta. 
 a) A morte do agente dá ensejo à extinção da punibilidade desse agente e, ainda que posteriormente 
à sentença declaratória da extinção se comprove a falsidade da certidão de óbito, a sentença será 
mantida, uma vez que não cabe revisão criminal em prejuízo do réu. 
 b) No crime de peculato exclusivamente em sua modalidade culposa, se houver reparação do dano 
no curso do inquérito policial, extinguir-se-á a punibilidade do agente. 
 c) A prescrição retroativa regula-se pela pena concreta fixada na condenação, contado o prazo do 
trânsito em julgado para a acusação retroativamente ao recebimento da denúncia, ou do recebimento 
da denúncia até a prática do crime. 
 d) O juiz não pode declarar isenção de pena em favor do autor do crime de homicídio. 
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 e) Nos crimes contra a ordem tributária, extingue-se a punibilidade com o pagamento integral ou o 
parcelamento do tributo ou contribuição social devida, incluídos os acessórios legais. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com as decisões mais recentes do STJ e STF a sentença no referido 
caso seria nula, uma vez que foi fundamentada em fato inexistente, de modo a possibilitar a retomada da 
ação. 
A alternativa B está correta. De acordo com o art. 312, § 3º do Código Penal: 
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público 
ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: 
(...) 
 Peculato culposo 
§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: 
Pena - detenção, de três meses a um ano. 
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, 
extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta. 
A alternativa C está incorreta. Essa alternativa também nos exige conhecimento da letra da lei, uma vez que 
o art. 110, § 1º, do Código Penal, dispõe: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
§ 1º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois 
de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por 
termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o art. 121, § 5º do Código Penal: 
Art. 121 § 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as 
consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne 
desnecessária. 
A alternativa E está incorreta. Não se extingue a punibilidade com o parcelamento do tributo, mas apenas 
com seu pagamento integral. 
 
Q4. MPE-SP/MPE-SP/Promotor de Justiça/2013 
Assinale a alternativa que segue a Jurisprudência da Suprema Corte sobre a prescrição. 
 a) É inadmissível a prescrição em perspectiva ou virtual, fundada na futura e incerta pena a ser 
aplicada, à míngua de previsão legal. 
 b) Se o sentenciado está evadido, suspende-se o curso da prescrição da pretensão executória, a qual 
é calculada pelo tempo que resta da pena a cumprir e deve ter seu curso reiniciado quando da captura. 
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 c) A prescrição intercorrente é calculada com base no montante imposto na sentença e extingue a 
pena aplicada em concreto, remanescendo os demais efeitos da condenação. 
 d) É irrelevante para a contagem da prescrição da pretensão punitiva o fato de o delito ter sido 
tentado, em face da teoria subjetiva ou voluntarística. 
 e) No crime continuado, a prescrição retroativa é calculada com base em cada pena concreta para 
cada delito, observado o acréscimo pela continuidade, devendo os períodos ser medidos, dentre os 
seguintes marcos: data do fato, data do oferecimento da denúncia e data da publicação da sentença 
condenatória. 
Comentários 
A alternativa A está correta. De acordo com entendimento pacificado do STF, não é admissível a prescrição 
em perspectiva ou virtual. 
A alternativa B está incorreta. Cuida-se de hipótese de causa interruptiva da prescrição prevista no art. 107, 
inciso V do Código Penal: 
 Art. 112 - No caso do art. 110 deste Código, a prescrição começa a correr: 
I - do dia em que transita em julgado a sentença condenatória, para a acusação, ou a que revoga a 
suspensão condicional da pena ou o livramento condicional; 
II - do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da interrupção deva computar-
se na pena. 
Prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento condicional 
Art. 113 - No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição é 
regulada pelo tempo que resta da pena. 
A alternativa C está incorreta. Como visto, a prescrição intercorrente é calculada com base no montante 
imposto na sentença e extingue a pena aplicada em concreto, extinguindo os efeitos da condenação. 
A alternativa D está incorreta. No caso de tentativa o prazo prescricional começa a ser contado quando da 
cessação da atividade criminosa, conforme art. 111, II do CP que dispõe: 
Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: 
(...) 
II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; 
A alternativa Eestá incorreta. Com relação à prescrição do crime continuado, não deve ser considerado o 
acréscimo pela continuidade, como dispõe a Súmula 497 do STF transcrita abaixo: 
Súmula 497. Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na 
sentença, não se computando o acréscimo decorrente da continuação. 
 
Q5. CESPE/Polícia Federal/Delegado de Polícia/2013 
Item 36 
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36 A detração é considerada para efeito da prescrição da pretensão punitiva, não se estendendo aos 
cálculos relativos à prescrição da pretensão executória. 
Comentários 
Este item cobra entendimento jurisprudencial já consolidado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça: 
“(...) 2. Não é possível levar em consideração o tempo em que o paciente permaneceu preso 
cautelarmente, entre 17/11/2008 e 20/11/2009, porquanto, nos termos do entendimento 
consolidado no Superior Tribunal de Justiça, "o período de prisão provisória do réu é levado em conta 
apenas para o desconto da pena a ser cumprida, sendo irrelevante para fins de contagem do prazo 
prescricional, que deve ser analisado a partir da pena concretamente imposta pelo julgador, e não 
do restante da reprimenda a ser executada pelo Estado" (AgRg no HC 181.711/ES, Rel. Ministro 
Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 05/04/2016, DJe 18/04/2016). (...)” 
(STJ, HC 400704/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 31/08/2017). 
O item está incorreto. A detração não pode ser considerada para fins de cálculo da prescrição da pretensão 
punitiva. 
Vale observar que a prescrição da pretensão executória, por sua vez, nos casos de evasão ou revogação de 
livramento condicional, regula-se pelo restante da pena, nos termos do artigo 113 do Código Penal. Deste 
modo, pode-se falar que a detração será considerada, de forma indireta, pois a prescrição vai ser calculada 
pelo que resta da pena. 
 
Q6. FCC/MPE-CE/Promotor de Justiça/2009 
No caso de concurso de crimes, a prescrição incidirá 
a) sobre a pena de cada um, isoladamente, apenas na hipótese de prescrição da pretensão executória. 
b) sempre sobre o total da pena. 
c) sobre o total da pena, se o concurso for material, e sobre a pena de cada um, isoladamente, se 
formal. 
d) sobre a pena de cada um, isoladamente, se corresponder a crime continuado, e sobre total, se o 
concurso for material ou formal. 
e) sempre sobre a pena de cada um, isoladamente. 
Comentários 
A alternativa E está correta. Em caso de concurso de material e formal de crimes, a extinção da punibilidade 
incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente, nos termos do art. 119 do Código Penal. 
Tratando-se de crime continuado, deve-se observar o conteúdo da Súmula 497, do STF que dispõe o 
seguinte: 
Súmula 497 
Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se 
computando o acréscimo decorrente da continuação. 
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Q7. FGV/DPE-AM/Analista Judiciário/2018 
Sobre a extinção da punibilidade: 
a) O perdão judicial independe de lei, pois é realizado por meio de Decreto Presidencial. 
b) No caso de concurso de crimes, o cálculo da prescrição incide sobre a somatória das penas. 
c) Ao contrário da renúncia ao direito de queixa, a decadência é causa de extinção da punibilidade. 
d) O prazo de prescrição é reduzido pela metade quando o agente for maior de setenta anos na data 
da sentença. 
e) Em caso de revogação do livramento condicional, a prescrição da pretensão executória é regulada 
pelo total da pena imposta. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Como visto na aula anterior, o perdão judicial tem que ser concedido nos 
casos previstos em lei, conforme dispõe o art. 107, inciso IX do Código Penal: 
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: 
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei. 
A alternativa B está incorreta. A pena isolada de cada um, em seu máximo previsto de forma abstrata, 
servirá para a estipulação do prazo prescricional, assim como para a incidência do prazo e a extinção da 
punibilidade em relação a cada um deles. É o que determina o artigo 119 do Código Penal: 
Art. 119 - No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, 
isoladamente. 
A alternativa C está incorreta. Como visto na aula anterior, a renúncia ao direito de queixa também é causa 
de extinção da punibilidade de acordo com o art. 107, inciso V do Código Penal: 
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: 
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada; 
A alternativa D está correta. É o que determina o art. 115 do Código Penal: 
Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, 
menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
A alternativa E está incorreta. No caso de fuga ou evasão do condenado a prescrição é regulada pelo tempo 
que resta da pena, não de acordo com o total da pena fixada na sentença, conforme dispõe o art. 113 do 
Código Penal. 
Art. 113 - No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição é 
regulada pelo tempo que resta da pena. 
 
Q8. VUNESP/TJ-SP/Juiz Substituto/2017 
A chamada prescrição retroativa 
a) é regulada pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
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b) não pode ter por termo inicial data anterior à publicação da sentença condenatória recorrível. 
c) acarreta o acréscimo de um terço no lapso prescricional em se tratando de acusado reincidente. 
d) não marca os antecedentes do acusado, nem gera futura reincidência. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. A prescrição retroativa tem por base a pena concreta. 
A alternativa B está incorreta. De acordo como o art. 110, § 1º do CP a prescrição retroativa não pode, em 
nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
A alternativa C está incorreta. Em caso de reincidência não há o aumento do lapso prescricional nos prazos 
de prescrição da pretensão punitiva, apenas da executória. 
Portanto, a alternativa D está correta. A prescrição da pretensão punitiva extingue os efeitos principais e 
secundários da condenação, nem gerando reincidência. 
 
Q9. CESPE/TRF - 5ª Região/Juiz Federal Substituto/2017 
Acerca da extinção da punibilidade, assinale a opção correta. 
a) Transitada em julgado a sentença condenatória, a prescrição corre também durante o tempo em 
que o condenado estiver preso por outro motivo, salvo se a pena estiver sendo cumprida no 
estrangeiro. 
b) A extinção da punibilidade de crime que seja pressuposto, elemento constitutivo ou circunstância 
agravante de outro crime não se estende a este e, tratando-se de crimes conexos, a extinção da 
punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. 
c) Para fins de prescrição, tratando-se de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre 
a pena de cada um, isoladamente, sendo considerada para efeitos de reincidência a sentença que 
conceder o perdão judicial. 
d) Após o trânsito em julgado da sentença condenatória, a prescrição regula-se pela pena aplicada e, 
se o crime for hediondo, os prazos aumentam em um terço, ainda que o condenado não seja 
reincidente. 
e) Após o trânsito em julgado da sentença condenatória para a acusação ou após o não provimento 
de seu recurso, a prescrição regula-se pela pena aplicada, podendo o termo inicial ser a data anterior 
à da denúnciaou à da queixa. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Transitada em julgado a sentença condenatória, a prescrição não corre 
durante o tempo em que o condenado estiver preso por outro motivo, bem como quando a pena estiver 
sendo cumprida no estrangeiro. Vejamos o fundamento legal: 
Art. 116 - Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: 
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 I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da 
existência do crime; 
II - enquanto o agente cumpre pena no exterior. 
(...) 
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição não corre 
durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. 
A alternativa B está correta. A alternativa dispõe sobre o art. 108 do CP, que preconiza o seguinte: 
Art. 108 - A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento constitutivo ou 
circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade 
de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. 
A alternativa C está incorreta. Em caso de perdão judicial, dispõe o art. 120 do Código Penal que: 
Art. 120 - A sentença que conceder perdão judicial não será considerada para efeitos de reincidência. 
A alternativa D está incorreta. Após o trânsito em julgado da sentença condenatória, a prescrição regula-se 
pela pena aplicada, mas, se o acusado for reincidente, os prazos aumentam em um terço, consoante 
determina o art. 110 caput do Código Penal: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
A alternativa E está incorreta. Na prescrição retroativa, depois da alteração realizada pela Lei nº 
12.234/2010, não pode o termo inicial ser a data anterior à da denúncia ou à da queixa, como dispõe o art. 
110, § 1º do CP: 
Art. 110 § 1º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação 
ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma 
hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
 
Q.10 FCC/DPE-SC/Defensor Público/2017 
Sobre a prescrição, é correto afirmar: 
a) O prazo prescricional das contravenções penais é diminuído da metade. 
b) O prazo da prescrição da pretensão punitiva aumenta de um terço em caso de réu reincidente. 
c) O menor prazo prescricional do direito brasileiro é de três anos. 
d) A pronúncia e o acórdão confirmatório da pronúncia interrompem a prescrição. 
e) No estupro de vulnerável o termo inicial da prescrição da executória punitiva começa a correr da 
data em que a vítima completar dezoito anos. 
Comentários: 
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A alternativa A está incorreta. A alternativa é matéria a ser vista na disciplina de Direito Penal Especial ou 
Legislação Penal Extravagante, sendo que não há tal previsão na Lei das Contravenções Penais. 
A prescrição é reduzida pela metade nas hipóteses previstas no artigo 115, do CP: 
Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, 
menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
A alternativa B está incorreta. De acordo como o art. 110 do CP, na prescrição executória é que os prazos 
aumentam de um terço, se o condenado é reincidente: 
 Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
Ademais, a Súmula nº 220 do STJ prevê o seguinte: 
A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
A alternativa C está incorreta. O menor prazo prescricional do direito brasileiro é de dois anos. Vejamos: 
Art. 114 - A prescrição da pena de multa ocorrerá: 
I - em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada; 
Ademais, há o prazo de 2 anos para o delito previsto no artigo 28 da Lei 11.343/2006. 
A alternativa D está correta. A pronúncia e o acórdão confirmatório da pronúncia interrompem a prescrição, 
conforme dispõe o artigo 117 do Código Penal: 
 Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
II - pela pronúncia; 
III - pela decisão confirmatória da pronúncia; 
A alternativa E está incorreta. No estupro de vulnerável o termo inicial da prescrição da pretensão punitiva 
começa a correr da data em que a vítima completar dezoito anos, salvo se já houver sido proposta a ação 
penal, conforme dispõe o art. 111, inciso V do Código Penal: 
Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: 
V - nos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, previstos neste Código ou em 
legislação especial, da data em que a vítima completar 18 (dezoito) anos, salvo se a esse tempo já 
houver sido proposta a ação penal. 
O preceito legal não abrange a prescrição da pretensão executória. 
 
Q11. FCC/DPE-PR/Defensor Público/2017 
Ana Luci, em virtude da prática de lesão corporal leve (cuja pena abstratamente cominada é de 
detenção de três meses a um ano) ocorrida em 02/10/2009, foi absolvida impropriamente. Em 
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09/10/2012, foi-lhe aplicada medida de segurança consistente em tratamento ambulatorial, pelo 
prazo mínimo de três anos. O trânsito em julgado da sentença para o Ministério Público ocorreu em 
29/10/2012. Até o presente momento, Ana Luci não foi localizada para iniciar o tratamento 
ambulatorial e o Juízo da execução, até o presente momento, decidiu apenas pela realização de 
diligências para sua localização. Também não há notícias de que Ana Luci tenha se envolvido em nova 
infração penal. 
Considerando o caso concreto, bem como o posicionamento dos tribunais superiores sobre a 
prescrição das medidas de segurança, a prescrição da pretensão executória 
 a) foi alcançada em 29/10/2015. 
 b) foi alcançada em 29/10/2016. 
 c) foi alcançada em 02/10/2012. 
 d) será alcançada em 09/10/2020. 
 e) será alcançada em 29/10/2020. 
Comentários: 
Sobre a prescrição da medida de segurança, o Superior Tribunal de Justiça enuncia de acordo com a Súmula 
527, o seguinte: 
Súmula 527 STJ - O tempo de duração da medida de segurança não deve ultrapassar o limite máximo 
da pena abstratamente cominada ao delito praticado. 
Com este entendimento, que analisaremos mais detidamente na aula sobre medidas de segurança, vimos 
que o STJ tem aplicado, tanto para a prescrição da pretensão punitiva quanto para a da pretensão 
executória, o prazo máximo previsto em abstrato para o crime. Ademais, tem entendido que o prazo da 
prescrição da pretensão executória se inicia com o trânsito em julgado para a acusação. 
A pena cominada ao crime era de é de detenção de três meses a um ano. Deste modo, nos termos do art. 
109 do Código Penal, a prescrição opera em quatro anos, tendo em vista que não houve o trânsito em 
julgado final: 
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no § 1o do art. 
110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, 
verificando-se: 
V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois; 
Neste caso, o termo inicial é a data do trânsito em julgado para a acusação, que ocorreu em 29/10/2012, 
conforme dispõe o art. 110,§ 1º do Código Penal: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
§ 1o A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou 
depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, 
ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
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 Assim, somado os quatro anos, conclui-se que a prescrição da pretensão executória foi alcançada em 
29/10/2016. 
Portanto, a alternativa B está correta. 
 
Q12. FGV/ALERJ/Procurador/2017 
O Código Penal, em seu artigo 107, prevê uma relação de causas de extinção de punibilidade, dentre 
as quais se destaca a prescrição. A doutrina tradicionalmente define prescrição como a perda pelo 
Estado do direito de aplicar sanção penal adequada ou de executá-la em razão do decurso do tempo. 
Sobre o tema, de acordo com as previsões do Código Penal e a jurisprudência majoritária do Superior 
Tribunal de Justiça, é correto afirmar que: 
 a) o oferecimento da denúncia é causa interruptiva da prescrição; 
 b) o maior de 60 anos terá o prazo prescricional computado pela metade; 
 c) o início do cumprimento da pena interrompe o prazo da prescrição da pretensão punitiva; 
 d) a pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar 
o crime em sessão plenária; 
 e) a prescrição pela pena aplicada, depois do trânsito em julgado para a acusação, 
independentemente da data do crime, não poderá ter por base período anterior ao recebimento da 
denúncia. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Conforme o art. 117 do Código Penal, é causa interruptiva da prescrição o 
recebimento da denúncia. Vejamos: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
A alternativa B está incorreta. Consoante o art. 115, o maior de 70 anos terá o prazo prescricional 
computado pela metade: 
 Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do 
crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
A alternativa C está incorreta. O início do cumprimento da pena interrompe o prazo da prescrição da 
pretensão executória. O fundamento legal está no art. 117 do Código Penal: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
 V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
A alternativa D está correta. Trata-se do teor da Súmula 191 do STJ, que dispõe exatamente que: 
Súmula 191 do STJ - A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha 
a desclassificar o crime. 
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A alternativa E está incorreta. Na verdade, a prescrição pela pena aplicada, depois do trânsito em julgado 
para a acusação, vai depender da data do crime. Antes da Lei nº 12. 234/2010, a prescrição retroativa podia 
abranger período anterior ao recebimento da denúncia ou queixa. Quando houve a modificação, tivemos 
novatio legis in pejus, ou seja, lei mais gravosa para o réu, que só pode ser aplicada para os casos ocorridos 
após o início da sua vigência. 
 
Q13. MPE-PR/MPE-PR/Promotor de Justiça/2016 
Considerando o entendimento sumulado dos Tribunais Superiores, analise as assertivas abaixo e 
indique a alternativa: 
I - A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o 
crime. 
II - A sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da extinção da punibilidade, não subsistindo 
qualquer efeito condenatório. 
III - A reincidência interrompe o prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
IV - É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento 
em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal. 
 a) Todas as assertivas estão corretas; 
 b) Apenas as assertivas I e III estão incorretas; 
 c) Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas; 
 d) Apenas as assertivas II, III e IV estão incorretas; 
 e) Apenas as assertivas III e IV estão corretas. 
Comentários: 
O item I está correto. Trata-se da reprodução do teor da Súmula nº 191 do STJ. 
O item II está correto. Trata-se da reprodução do teor da Súmula nº 18 do STJ. 
O item III está incorreto. Na verdade, o teor da Súmula nº 220 do STJ dispõe o seguinte: 
Súmula nº 220 
A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
O item IV está correto. Trata-se da reprodução do teor da Súmula nº 438 do STJ. 
Portanto, a alternativa C está correta. 
 
Q14. FCC/DPE-ES/Defensor Público/2016 
Interrompe a prescrição a publicação 
a) da sentença condenatória integralmente anulada em grau de apelação. 
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b) da sentença condenatória, ainda que reformada parcialmente em grau de apelação para a redução 
da pena imposta. 
c) da sentença absolutória imprópria. 
d) do acórdão confirmatório da condenação. 
e) da sentença concessiva do perdão judicial. 
Comentários: 
De acordo com o art. 117 do Código Penal, interrompe a prescrição: 
 Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
(...) 
 IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; 
A alternativa B está correta. 
 
Q15. FCC/DPE-BA/Defensor Público/2016 
Sobre a prescrição, é correto afirmar que 
a) o oferecimento da denúncia ou queixa é causa interruptiva da prescrição. 
b) o prazo da prescrição da pretensão executória regula-se pela pena aplicada na sentença, 
aumentado de um terço, se o condenado for reincidente. 
c) no caso de concurso de crimes, as penas se somam para fins de prescrição. 
d) é reduzido de metade o prazo de prescrição quando o agente for menor de 21 anos na data da 
sentença. 
e) no caso de fuga ou evasão do condenado a prescrição é regulada de acordo com o total da pena 
fixada na sentença. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois, é o recebimento da denúncia ou queixa que consiste em causa 
interruptiva da prescrição. Vejamos: 
 Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
A alternativa B está correta. Trata-se de matéria tratada no art. 110 do Código Penal transcrito abaixo: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
A alternativa C está incorreta. No concurso de crimes, a prescrição incide sobre a pena de cada um, de forma 
isolada, de acordo com o art. 119 do Código Penal que segue transcrito abaixo: 
Art. 119 - No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, 
isoladamente. 
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A alternativa D está incorreta. É reduzida de metade o prazo de prescrição quando o agente for menor de 
21 anos, ao tempo do crime. Vejamos: 
 Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do 
crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
A alternativa E está incorreta. No caso de fuga ou evasão do condenado a prescrição é regulada pelo tempo 
que resta da pena, não de acordo com o total da pena fixada na sentença, conforme dispõeo art. 113 do 
Código Penal. 
Art. 113 - No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição é 
regulada pelo tempo que resta da pena. 
 
Q16. MPE-GO/MPE-GO/Promotor Público/2016 
A prescrição da pretensão punitiva com fundamento em pena hipotética, independentemente da 
existência ou sorte do processo penal é: 
a) Inadmissível conforme entendimento sumulado do STF. 
b) Admissível conforme entendimento majoritário do STJ, embora não sumulado. 
c) Inadmissível conforme entendimento sumulado do STJ. 
d) Admissível conforme entendimento majoritário do STF, embora não sumulado. 
Comentários: 
A alternativa C está correta, pois, apesar de se tratar de questão controversa na doutrina, o Superior 
Tribunal de Justiça pacificou, com a elaboração da Súmula nº 238, o entendimento de que não é cabível o 
reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva virtual. É o seguinte seu enunciado: 
Súmula 438, STJ 
“É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em 
pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal.” 
 
Q17. MPE-SC/MPE-SC/Promotor Público/2016 
Em relação às causas interruptivas da prescrição previstas no art. 117 do Código Penal, o prazo sempre 
começa a correr, novamente, do dia da interrupção. 
( ) Correto. 
( ) Errado. 
Comentários: 
A assertiva está errada. De acordo com o § 2º do art. 117 do Código Penal, há uma exceção à regra. Vejamos: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
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§ 2º - Interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V deste artigo, todo o prazo começa a 
correr, novamente, do dia da interrupção 
 
Q18. FCC/TJ-PI/Juiz Substituto/2015 
A denominada prescrição retroativa 
a) não afasta a reincidência se, depois de declarada em processo anterior, o acusado vier a ser 
condenado por crime posterior. 
b) pode ser reconhecida em segunda instância, caso verificada entre a data de recebimento da 
denúncia e a de publicação da sentença condenatória, sem necessidade de apreciação de apelação 
interposta pelo Ministério Público, se postulada por este apenas a alteração do regime prisional 
imposto. 
c) é modalidade de prescrição da pretensão punitiva e o respectivo prazo deve ser aumentado de 1/3 
(um terço), se o condenado for reincidente. 
d) deve ser calculada com base no total da pena, se reconhecida a continuidade delitiva. 
e) não pode ser reconhecida entre a pronúncia e a decisão que a confirmar em grau de recurso. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. A prescrição da pretensão punitiva afasta também os efeitos secundários da 
condenação, como a reincidência. 
A alternativa B está correta. Eventual recurso do Ministério Público só evita a prescrição retroativa se buscar 
o aumento da pena. 
A alternativa C está incorreta. O erro desta alternativa está no trecho em que menciona que a reincidência 
se aplica para fins de cálculo da prescrição retroativa. Na realidade, a reincidência se aplica apenas no cálculo 
de prescrição da pretensão executória, de acordo com o art. 110 do Código Penal, que segue transcrito 
abaixo: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
A alternativa D está incorreta. No caso de continuidade delitiva, o aumento decorrente do reconhecimento 
do próprio crime continuado não deve ser utilizado para a estipulação do prazo prescricional. É o que 
entende o Superior Tribunal de Justiça, conforme a Súmula 497: 
Súmula 497 
Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se 
computando o acréscimo decorrente da continuação. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 117 do Código Penal, interrompe a prescrição nos casos 
listados abaixo: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
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II - pela pronúncia; 
III - pela decisão confirmatória da pronúncia; 
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
Deste modo, entre a pronúncia e a decisão que a confirmar em grau de recurso poderá haver a prescrição, 
inclusive a retroativa. 
 
Q19. FCC/DPE-SP/Defensor Público/2015 
O réu foi denunciado por furto simples. Após a citação por edital, o processo foi suspenso, com fulcro 
no art. 366 do CPP. Sabendo que o furto possui pena de 01 (um) a 04 (quatro) anos, e que o prazo 
prescricional previsto para pena mínima é de 04 (quatro) anos, enquanto para a máxima é de 08 (oito) 
anos, o prazo prescricional ficará suspenso por 
 a) 8 (oito) anos. 
 b) 12 (doze) anos. 
 c) 3 (três) anos. 
 d) 16 (dezesseis) anos. 
 e) 4 (quatro) anos. 
Comentários: 
A alternativa A está correta. A suspensão do curso do prazo prescricional não possui, na legislação, um limite 
expresso. A este respeito, o Superior Tribunal de Justiça editou o enunciado 415 da sua Súmula, entendendo 
que se deve respeitar o máximo da pena cominada ao delito para delimitação do período de suspensão da 
prescrição: 
Súmula 415, STJ 
O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada. 
Deste modo, como o prazo prescricional do crime é de oito anos, o período de suspensão se regulará neste 
prazo. 
 
Q20. FCC/TJ-AL/Juiz Substituto/2015 
No tocante à interrupção da prescrição, é correto afirmar que 
a) o tempo transcorrido antes da causa interruptiva é contado, em qualquer situação, para o prazo 
prescricional. 
b) pode produzir efeitos relativamente a todos os autores do crime, salvo exceções. 
c) a reincidência interrompe a prescrição da pretensão punitiva. 
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d) a impronúncia constituiu causa interruptiva da prescrição. 
e) a prescrição fica interrompida enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa 
o reconhecimento da existência do crime. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. A interrupção faz com que o prazo seja reiniciado do, desprezando-se o 
período já escoado. A previsão legal está no § 2º art. 117 do Código Penal: 
Art. 117 § 2º - Interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V deste artigo, todo o prazo começa 
a correr, novamente, do dia da interrupção. 
A alternativa B está correta, conforme dispõe o § 1º do art. 117 do Código Penal. Vejamos: 
Art. 117 § 1º - Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz 
efeitos relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo 
processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. 
A alternativa C está incorreta. A reincidência interrompe a prescrição da pretensão executória. É o que 
entente do Superior Tribunal de Justiça, conforme a Súmula nº 220: 
Súmula nº 220 
A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
A alternativa D está incorreta. Apenas a pronúncia e a decisão confirmatória da pronúncia são causas de 
interrupção da prescrição. 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
 II - pela pronúncia; 
III - pela decisão confirmatória da pronúncia; 
A alternativa E está incorreta. A prescrição fica suspensa enquanto não resolvida, em outro processo, 
questão de que dependa o reconhecimento da existência do crime.São Paulo: Saraiva, 2006, p. 873. 
2 “Contudo, por ocasião do julgamento da Ação Penal nº 688, a Corte Especial desta Corte assentou o entendimento de que "a 
extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva apaga todos os efeitos da condenação, devendo-se, por isso, 
considerar a apelação do réu inadmissível por falta de interesse recursal, mesmo que a defesa objetive a absolvição pela 
atipicidade da conduta a ele imputada". Precedentes desta Corte e do STF.” (STJ, AgRg no AREsp n. 1.488.705/SP, relator Des. 
Convoc. Leopoldo de Arruda Raposo, Quinta Turma, julgado em 1/10/2019, DJe de 21/10/2019). 
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Art. 108 - A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento constitutivo ou 
circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos crimes conexos, a extinção da 
punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. 
Tal raciocínio também deve ser seguido no caso de crimes que possuam outro que lhe seja antecedente, 
como no caso da receptação e da lavagem de dinheiro. O fato de o crime anterior já ter prescrito não impede 
o reconhecimento do delito posterior. 
No caso das penas restritivas de direito, o prazo prescricional será o mesmo das penas privativas de 
liberdade. É o que determina o parágrafo único do artigo 109 do Código Penal: 
Parágrafo único - Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as 
privativas de liberdade. 
Ademais, o artigo 118 do Código Penal reza que as penas mais leves prescrevem com as mais graves: 
Art. 118 - As penas mais leves prescrevem com as mais graves. 
Se houver concurso de crimes, os prazos prescricionais deverão ser considerados de forma 
individualizada. Os delitos serão considerados individualmente. Por isso, o juiz deve efetuar a dosimetria 
dos delitos de forma separada e, após estabelecer a pena de cada infração, realizar o cálculo decorrente do 
concurso. 
A regra abrange os casos de concurso material e de concurso formal. A pena isolada de cada um, em seu 
máximo previsto de forma abstrata, servirá para a estipulação do prazo prescricional, assim como para a 
incidência do prazo e a extinção da punibilidade em relação a cada um deles. É o que determina o artigo 119 
do Código Penal: 
Art. 119 - No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, 
isoladamente. 
No caso de continuidade delitiva, o aumento decorrente do reconhecimento do próprio crime continuado 
não deve ser utilizado para a estipulação do prazo prescricional. É o que entende o Supremo Tribunal 
Federal, conforme a Súmula 497: 
Súmula 497 
Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se 
computando o acréscimo decorrente da continuação. 
A regra é a prescritibilidade, ou seja, todos os crimes estão sujeitos à prescrição. Existem, 
entretanto, hipóteses de imprescritibilidade previstos na nossa Constituição, que determina 
um tratamento mais gravoso para determinados delitos. 
Vejamos o que diz a Constituição em seu artigo 5º, incisos XLII e XLIV: 
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de 
reclusão, nos termos da lei; 
(...) 
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, 
contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
São, portanto, crimes imprescritíveis (e inafiançáveis): 
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➢ Crime de racismo; 
➢ Crimes praticados por grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado 
democrático. 
Os crimes de racismo estão previstos na Lei nº 7.716/89, sendo que as razões para sua punição com maior 
rigor dizem respeito à busca do constituinte pela construção de uma sociedade igualitária. Em uma 
sociedade formada com base na escravidão de indígenas e negros vindos da África, a discriminação social, 
que é algo grave e abjeto, deve ser coibida com rigor, demonstrando que a República Federativa do Brasil 
não compactua com o tratamento discriminatório e preconceituoso contra os seus cidadãos. 
Referida lei não se limita a punir o racismo baseado em raça, cor ou etnia, mas também abrange o 
preconceito e a descriminação por motivos religiosos ou de procedência nacional. O STF decidiu que inclui, 
ainda, a homotransfobia. Houve, portanto, uma interpretação do termo racismo para abranger preconceito 
e discriminação por diversos fatores, como se nota do artigo 1º da Lei 7.716/89: 
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de 
raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. 
Conquanto o termo racismo pareça mais atrelado ao preconceito e à discriminação referentes à etnia ou à 
cor da pele do indivíduo, a lei, que foi promulgada para definir os crimes resultantes de preconceito de raça 
e de cor, foi além, cuidando também de preconceito ou discriminação decorrentes da origem ou por motivo 
religioso. 
Segue trecho de acórdão do STF em que fica clara a interpretação do que é o racismo, mencionado na 
Constituição, deve ser realizada nos moldes da Lei 7.716/89, e não de forma a limitá-lo a questões apenas 
de cor, de raça e de grupos étnicos: 
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. CRIME DE RACISMO RELIGIOSO. INÉPCIA 
DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. IMPRESCRITIBILIDADE. PREVISÃO CONSTITUCIONAL EXPRESSA. LIVRO. 
PUBLICAÇÃO. PROSELITISMO COMO NÚCLEO ESSENCIAL DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA. 
TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. 1. Não se reconhece a inépcia da denúncia na hipótese em que a 
tese acusatória é descrita com nitidez e o acusado pode insurgir-se, com paridade de armas, contra o 
conteúdo veiculado por meio da respectiva peça acusatória. 2. Nos termos da jurisprudência do STF, 
“a divisão dos seres humanos em raças resulta de um processo de conteúdo meramente político-
social” (HC 82424, Relator(a): Min. MOREIRA ALVES, Relator(a) p/ Acórdão: Min. MAURÍCIO CORRÊA, 
Tribunal Pleno, julgado em 17/09/2003), de modo que o conceito jurídico associado ao racismo não 
pode ser delineado a partir de referências raciais ancoradas em compreensões científicas há muito 
superadas. Assim, a imprescritibilidade de práticas de racismo deve ser aferida segundo as 
características político-sociais consagradas na Lei 7.716/89, nas quais se inserem condutas 
exercitadas por razões de ordem religiosa e que se qualificam, em tese, como preconceituosas ou 
discriminatórias. (...)” (RHC 134682/BA, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, Julgamento: 
29/11/2016). 
Deste modo, as condutas previstas como crime na Lei n. 7.716/89 devem ser consideradas imprescritíveis, 
como interpretação dada pela Suprema Corte ao termo racismo, previsto na nossa Constituição. 
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Neste ponto, cumpre analisar uma importante questão. A Lei nº 9.459, de 1997 alterou o Código Penal, 
adicionando uma forma qualificada do crime de injúria. Cuida-se do delito de injúria qualificada por racismo, 
também denominada de injúria racial. Consiste na injúria, crime contra a honra subjetiva do sujeito passivo, 
com elementos de raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de violência. 
Referida qualificadora está prevista no artigo 140, § 3º, do Código Penal: 
Injúria 
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: 
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
(...) 
§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou 
a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:Vejamos a fundamentação legal: 
Art. 116 - Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: 
 I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da 
existência do crime; 
 
Q21. MPE-SP/MPE-SP/Promotor de Justiça/2015 
Mévio, com 20 (vinte) anos de idade, por sentença publicada no dia 05 de março de 2013, na qual 
reconheceu-se sua reincidência, foi condenado à pena de 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão, 
mais multa, por crime de receptação dolosa praticada em 12 de fevereiro de 2012, tendo a decisão 
transitado em julgado para o Ministério Público em 30 de março de 2013. Em 05 de maio de 2015, ao 
julgar apelo interposto em seu favor, o Tribunal: 
a) deve julgar o mérito e não reconhecer a ocorrência de prescrição pois, por ser Mévio reincidente, 
assim reconhecido na sentença, o prazo prescricional é acrescido de 1/3 (um terço), conforme 
determina o art. 110, caput, do Código Penal. 
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b) deve decretar a extinção da punibilidade de Mévio em razão da ocorrência da prescrição 
intercorrente da pretensão executória estatal. 
c) deve decretar a extinção da punibilidade de Mévio em face da ocorrência da prescrição 
intercorrente da pretensão punitiva estatal. 
d) deve decretar a extinção da punibilidade de Mévio em face da prescrição retroativa da pretensão 
punitiva estatal. 
e) deve decretar a extinção da punibilidade de Mévio em virtude da prescrição retroativa da pretensão 
executória estatal. 
Comentários: 
A alternativa C está correta. Na prescrição da pretensão punitiva intercorrente, fixada a pena, 
transitando em julgado a sentença para a acusação, leva-se em conta a pena recorrível efetivamente 
aplicada. No caso em tela, temos que a pena aplicada é de 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão, 
mais multa, cujo prazo prescricional é de quatro anos, de acordo com o art. 109, inciso V do Código 
Penal, que é reduzido de metade por Mévio ser, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos. 
Deste modo, o prazo prescricional passou a ser de dois anos. Neste ponto, vale destacar que conforme 
a Súmula nº 220 do STJ, a reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. A 
sentença transitou em julgado para a acusação em 30 de março de 2013. Em 05 de maio de 2015, já 
havia passado dois anos, razão pela qual, o Tribunal, ao julgar apelo interposto em seu favor, deveria 
reconhecer a prescrição intercorrente. 
Q22. FCC/TJ-RR/Juiz Substituto/2015 
Segundo entendimento sumulado dos Tribunais Superiores, 
a) o período de suspensão do prazo prescricional, no caso do art. 366 do CPP, é regulado pelo máximo 
da pena cominada. 
b) a prescrição pela pena em concreto é somente da pretensão punitiva. 
c) a prescrição da ação penal regula-se pelo máximo da pena cominada, quando não há recurso da 
acusação. 
d) a reincidência influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
e) admissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em 
pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Se o réu citado por edital não comparecer, o prazo 
prescricional ficará suspenso. Dispõe o art. 366 do CPP o seguinte: 
Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos 
o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das 
provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no 
art. 312. 
Sobre a suspensão do curso do prazo prescricional, o Superior Tribunal de Justiça editou o enunciado 415 
da sua Súmula: 
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Súmula 415, STJ 
O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada. 
 
Q23. FCC/TJ-PE/Juiz Substituto/2015 
A prescrição retroativa, 
a) modalidade de prescrição da pretensão executória, é regulada pela pena aplicada, não podendo ter 
por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
b) modalidade de prescrição da pretensão executória, é regulada pelo máximo da pena privativa de 
liberdade cominada ao crime e pode ocorrer entre o recebimento da denúncia e a publicação da 
sentença condenatória transitada em julgado para a acusação. 
c) modalidade de prescrição da pretensão punitiva, é regulada pelo máximo da pena privativa de 
liberdade cominada ao crime, não podendo ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
d) antes prevista como forma de prescrição da pretensão punitiva, foi abolida por recente reforma 
legislativa. 
e) modalidade de prescrição da pretensão punitiva, é regulada pela pena aplicada e pode ocorrer entre 
o recebimento da denúncia e a publicação da sentença condenatória transitada em julgado para a 
acusação 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Na realidade, a prescrição retroativa é modalidade de prescrição da 
pretensão punitiva. 
A alternativa B está incorreta. A prescrição retroativa não é modalidade de prescrição da pretensão 
executória. 
A alternativa C está incorreta. A prescrição retroativa tem por base a pena concreta. 
A alternativa D está incorreta. A prescrição retroativa não foi abolida, apenas sofreu algumas modificações 
com depois da Lei nº 12.234/2010. 
A alternativa E está correta. O fundamento legal da prescrição retroativa encontra-se no § 1º do art. 110 do 
Código Penal, que dispõe: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
§ 1o A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois 
de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por 
termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
 
Q24. FCC/TJ-GO/Juiz Substituto/2015 
A interrupção da prescrição 
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a) não leva a que comece a correr novamente o prazo a partir do dia em que verificada a causa 
interruptiva, no caso de continuação do cumprimento da pena. 
b) ocorre com o oferecimento da denúncia ou da queixa, e não com o recebimento. 
c) é extensível aos crimes conexos, ainda que objeto de processos distintos, se verificada em relação 
a qualquer deles. 
d) produz efeitos relativamente a todos os autores do crime quando do início ou continuação do 
cumprimento da pena por algum deles. 
e) ocorre com a publicação da sentença ou acórdãos absolutórios recorríveis. 
Comentários: 
A alternativa A está correta. É a regra que se extrai do parágrafo segundo do artigo 117, que prevê uma 
exceção, ao dispor: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
§ 2º - Interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V deste artigo, todo o prazo começa a 
correr, novamente, do dia da interrupção. 
Neste caso, de início ou continuação do cumprimento da pena, o prazo voltará a correr no caso de evasão 
ou abandono do cumprimento de pena, sendo calculado com base na pena que resta a cumprir. 
A alternativa B está incorreta. A interrupção da prescrição ocorre com o recebimento da denúncia ou da 
queixa, de acordo com o art. 117, inciso I do Código Penal: 
 Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
A alternativa C está incorreta. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, estende-se aos 
demais a interrupçãorelativa a qualquer deles. É o que dispõe o art. 117, § 1º do Código Penal: 
 Art. 117 § 1º - Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz 
efeitos relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo 
processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. 
A alternativa D está incorreta. A hipótese prevista no art. 117 do Código Penal preconiza que, excetuados 
os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a todos os 
autores do crime. Vejamos: 
 Art. 117 § 1º - Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz 
efeitos relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo 
processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. 
A alternativa E está incorreta. O erro da alternativa está no trecho: “acórdãos absolutórios recorríveis”. O 
correto seria: “acórdãos condenatórios recorríveis”, como indica o dispositivo legal, que fundamenta a 
questão: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
 IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; 
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Q25. CESPE/DPE-PE/Defensor Público/2015 
Com relação ao concurso de crimes, julgue o seguinte item. 
O cálculo da prescrição da pretensão punitiva no concurso de crimes é feito isoladamente para cada 
um dos crimes praticados, desconsiderando-se o acréscimo decorrente do concurso formal ou 
material ou da continuidade delitiva. 
( ) Correto. 
( ) Errado. 
Comentários: 
No que se refere ao cálculo da prescrição em concurso de crimes, o art. 119 do Código Penal dispõe: 
Art. 119 - No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, 
isoladamente. 
No caso de continuidade delitiva, desconsidera-se o aumento decorrente do crime continuado para o cálculo 
prescricional, como enuncia a Súmula 497 do STF: 
Súmula 497 
Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se 
computando o acréscimo decorrente da continuação 
Portanto, a assertiva está correta. 
 
Q26. FCC/DPE-CE/Defensor Público/2014 
A chamada prescrição retroativa 
a) pode ser reconhecida entre a data de recebimento da denúncia e a de publicação da sentença 
condenatória transitada em julgado para a acusação. 
b) é regulada pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
c) já não é prevista no ordenamento jurídico brasileiro. 
d) é modalidade de prescrição da pretensão executória. 
e) pode ter por termo inicial data anterior à do recebimento da denúncia ou da queixa. 
Comentários: 
A alternativa A está correta. A prescrição retroativa é regulada pelo art. 110, § 1º do Código Penal, que 
dispõe: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
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§ 1o A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou 
depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, 
ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
A alternativa B está incorreta. A prescrição retroativa é regulada pela pena aplicada. 
A alternativa C está incorreta. A prescrição retroativa foi alterada pela Lei nº 12.234/2010 e encontra 
previsão no ordenamento jurídico brasileiro no art. 110, § 1º do Código Penal. 
A alternativa D está incorreta. A prescrição retroativa é modalidade de prescrição da pretensão punitiva. 
A alternativa E está incorreta. A prescrição retroativa não pode ter por termo inicial data anterior à do 
recebimento da denúncia ou da queixa, de acordo com a segunda parte do § 1º do art. 110 do Código Penal. 
 
Q27. FCC/DPE-RS/Defensor Público/2014 
João praticou o delito de furto qualificado em 01/05/09, quando contava com 21 anos, o que ensejou 
o oferecimento de denúncia contra si em 01/07/10, que foi recebida em 05/07/10. Sobreveio sentença 
condenatória, publicada em 02/07/12, determinando o cumprimento da pena de 2 anos de reclusão. 
A referida pena, em recurso exclusivo da defesa, foi reduzida para 8 meses de reclusão pelo Juízo de 
2º grau, em face do reconhecimento da tentativa, cujo acórdão foi publicado em 03/07/13. 
Interpostos recursos especiais, tanto pelo Ministério Público como pela Defesa, foram desprovidos em 
27/06/14, acórdão publicado em 01/07/14, que transitou em julgado em 31/07/14. No caso concreto, 
sobre a eventual extinção de punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva estatal, considerando 
o lapso temporal 
a) ocorrido entre data da publicação do acórdão que reduziu a pena fixada na sentença condenatória 
e o trânsito em julgado deste, afigura-se prescrita a pretensão punitiva estatal. 
b) ocorrido entre todos os marcos, a pretensão punitiva estatal não se encontra prescrita. 
c) transcorrido entre a data do fato e a data do recebimento da denúncia, afigura-se prescrita a 
pretensão punitiva estatal. 
d) ocorrido entre a data da publicação da sentença condenatória e a do trânsito em julgado da decisão 
que julgou os recursos especiais, afigura-se presente a chamada prescrição intercorrente da pretensão 
punitiva estatal. 
e) transcorrido entre a data do recebimento da denúncia e a data da publicação da sentença 
condenatória, afigura-se presente a chamada prescrição retroativa da pretensão punitiva estatal. 
Comentários: 
No presente caso, a data do fato é anterior a maio de 2010, assim, o prazo prescricional previsto no art. 109, 
VI era de 02 anos e não de 03 anos. Há a interrupção do prazo prescricional no recebimento da denúncia e 
na data da publicação da sentença condenatória recorrível. 
A sentença condenatória que determinou o cumprimento da pena de 2 anos de reclusão foi publicada em 
02 de julho de 2012. Em segundo grau, a pena é diminuída para 8 meses. Ao fim, o recurso de ambos não 
gera alteração na pena, sendo que o Ministério Público não recorreu da sentença de primeiro grau. 
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Deste modo, ocorreu a prescrição intercorrente da pretensão punitiva estatal entre a data da publicação da 
sentença condenatória (02/07/2012) e a do trânsito em julgado da decisão que julgou os recursos especiais 
(31/07/14), tendo em vista que entre estes períodos transcorreu o prazo prescricional de dois anos. 
Portanto, a alternativa D está correta. 
 
Q28. VUNESP/TJ-SP/Juiz Substituto/2014 
Analise estes conceitos atinentes à prescrição penal: 
I. É a perda do direito de punir do Estado, considerada a pena concreta com trânsito em julgado para 
a acusação, levando-se em conta prazo anterior à sentença. 
II. É a perda do direito de punir do Estado, levando-se em conta a pena concreta, com trânsito em 
julgado para a acusação, ou improvido seu recurso, cujo lapso temporal inicia-se na data da sentença 
e segue até o trânsito em julgado para a defesa. 
III. É a perda do direito de aplicar efetivamente a pena concreta e definitiva, com o lapso temporal 
entre o trânsito em julgado da sentença condenatória para a acusação e o início do cumprimento da 
pena ou a ocorrência de reincidência. 
Agora, escolha a opção que indique, respectivamente, as modalidades de prescrição acima descritas: 
 a) retroativa; intercorrente ou superveniente; da pretensão executória. 
 b) intercorrente ou superveniente; retroativa; da pretensão executória. 
 c)da pretensão executória; intercorrente ou superveniente; retroativa. 
 d) retroativa; da pretensão executória; intercorrente ou superveniente. 
Comentários: 
O item I conceitua a prescrição retroativa, que encontra fundamento legal no art. 110, caput e § 1º do 
Código Penal. Esta espécie de prescrição regula-se pela pena aplicada em concreto. É reconhecida após o 
trânsito em julgado, que possui termo anterior à sentença condenatória. 
O item II trata da prescrição superveniente ou intercorrente. A prescrição superveniente é a que incide a 
partir do trânsito em julgado da sentença condenatória para a acusação, levando em conta a pena 
efetivamente aplicada. 
O item III apresenta a definição da pretensão executória. A prescrição da pretensão executória é a perda do 
poder do Estado de executar a sanção imposta, em razão de sua inércia por determinado intervalo de tempo. 
Esta espécie de prescrição no trânsito em julgado para ambas as partes. 
Portanto, a alternativa A está correta. 
 
Q29. VUNESP/DPE-MS/Defensor Público/2014 
Assinale a alternativa correta. 
a) Ocorrendo a prescrição da pretensão executória, a vítima não tem à sua disposição o título 
executivo judicial para promover a liquidação e execução cível. 
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b) Os prazos prescricionais, configurados antes de a sentença transitar em julgado, devem ser 
exasperados diante da reincidência do agente. 
c) Nos crimes contra a ordem tributária, a prescrição ocorre pelo pagamento do tributo antes do 
oferecimento da denúncia. 
d) O oferecimento da denúncia ou da queixa não interrompe a prescrição. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. A prescrição da pretensão executória extingue a sanção penal, mas subsistem 
os efeitos secundários da condenação, tanto penais quanto extrapenais. 
A alternativa B está incorreta. A causa de exasperação do prazo prescricional pela reincidência ocorre depois 
de transitar em julgado a sentença condenatória, conforme dispõe o art. 110 do Código Penal: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
A alternativa C está incorreta. Neste caso, extingue-se a punibilidade caso o agente faça o pagamento do 
tributo antes do recebimento da denúncia, de acordo com o art. 34 da Lei 9.249/95. 
A alternativa D está correta. As causas de interrupção estão previstas no art. 117 do Código Penal: 
 Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
 I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
 II - pela pronúncia; 
 III - pela decisão confirmatória da pronúncia; 
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
 
Q30. VUNESP/DPE-MS/Defensor Público/2014 
Agente imputável e menor de 21 anos à época do fato criminoso ocorrido em 10 de junho de 2006. 
Foi denunciado como incurso no art. 157, caput, do CP. A denúncia foi recebida em 29 de junho de 
2006 e até 01 de julho de 2014 não havia sido prolatada sentença. Diante disso, pode-se afirmar que 
a) ocorreu a pretensão punitiva estatal, considerado o máximo da pena abstratamente cominada à 
infração. 
b) ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva estatal somente depois de decorridos seis anos da data 
supra mencionada (01.07.2014). 
c) ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva estatal somente depois de decorridos quatro anos da 
data supra mencionada (01.07.2014). 
d) antes da prolação da sentença condenatória não se pode falar em ocorrência da pretensão punitiva 
estatal. 
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Comentários: 
A alternativa A está correta. Em primeiro lugar, vale ressaltar que, pela idade do agente, ao tempo do crime, 
o prazo de prescrição será reduzido pela metade, nos termos do art. 115 do Código Penal. Deste modo, 
como a pena máxima cominada para o crime de roubo é de dez anos, o prazo prescricional será de dezesseis 
anos, e, com a redução pela metade, será de oito anos. Desta forma, verifica-se que decorreu o prazo 
prescricional a contar do recebimento da denúncia ocorrido em 29 de junho de 2006, até 01 de julho de 
2014, data essa em que não havia sido prolatada sentença. Portanto, ocorreu a prescrição da pretensão 
punitiva estatal. 
 
Q31. NC-UFPR/DPE-PR/Defensor Público/2014 
Assinale a alternativa correta em matéria de prescrição. 
a) Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre durante o tempo em que o 
condenado está preso por outro motivo. 
b) Nos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, previstos no Código Penal ou em 
legislação especial, a prescrição da pretensão punitiva começa a correr da data em que a vítima 
completar 21 (vinte e um) anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal. 
c) Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos prescricionais previstos para as penas 
privativas de liberdade. 
d) São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, maior 
de 60 (sessenta) anos. 
e) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 3 (três) anos, quando a multa for a única cominada ou 
aplicada. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 116 do Código Penal, depois de passar em julgado a 
sentença final, a prescrição não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. 
Vejamos: 
Art. 116 - Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: 
(...) 
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição não corre 
durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo 
A alternativa B está incorreta. Na realidade, o termo inicial da prescrição antes de transitado em julgado a 
sentença final é a data em que a vítima completa 18 (dezoito anos), como prevê o art. 111, inciso V do 
Código Penal: 
 Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: 
V - nos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, previstos neste Código ou em 
legislação especial, da data em que a vítima completar 18 (dezoito) anos, salvo se a esse tempo já 
houver sido proposta a ação penal. 
A alternativa C está correta. É o que determina o parágrafo único do artigo 109 do Código Penal: 
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Parágrafo único - Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as 
privativas de liberdade. 
A alternativa D está incorreta. A redução ocorre nos casos em que o agente, na data da sentença, contar 
com mais de 70 (setenta) anos, como dispõe o art. 115 do Código Penal: 
Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, 
menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
A alternativa E está incorreta. A prescrição ocorrerá em 2 (dois) anos como preceitua o art. 114, inciso I, do 
Código Penal: 
Art. 114 - A prescrição da pena de multa ocorrerá: 
I - em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada; 
 
Q32. VUNESP/TJ-PA/Juiz de Direito/2014 
Após as alterações havidas no art. 110 do Código Penal, a prescrição retroativa 
a) não é mais aplicável aos crimes hediondos e afins. 
b) não pode ser mais alegada na fase investigativa, visto que seu lapso temporal limitou-se à fase 
judicial. 
c) por expressa ressalva legal somente poderá ser aplicada a sentenças condenatórias com trânsito 
em julgado para a acusação e para a defesa.d) aumentou para três anos o prazo prescricional para os crimes punidos com pena máxima inferior a 
um ano. 
e) foi extinta. 
Comentários: 
A alternativa B está correta. Como visto em aula, anteriormente, a PPP retroativa era mais ampla, podendo 
ser verificada também no interregno entre o recebimento da denúncia ou queixa e a data dos próprios fatos, 
ou seja, a data do início da prescrição. Já vimos que o início da contagem varia, sendo contado, em regra, da 
data em que o crime se consumou. Esta hipótese de incidência da prescrição retroativa não é mais possível, 
após a alteração do Código Penal pela Lei 12.234, de 2010: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
§ 1º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois 
de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por 
termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. (Redação dada pela Lei nº 12.234, de 2010). 
Se não pode ter data anterior à da denúncia ou queixa, a prescrição da pretensão punitiva retroativa ficou 
limitada à fase judicial, por pressupor a existência de processo penal. 
 
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Q33. MPE-SC/MPE-SC/Promotor de Justiça/2014 
Analise o enunciado da questão abaixo e assinale se ele é Certo ou Errado. 
Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que a pronúncia é causa 
interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime de homicídio 
qualificado para homicídio culposo. 
o Certo 
o Errado 
Comentários: 
A assertiva está correta. a desclassificação dos jurados não invalida a interrupção da prescrição operada 
com a pronúncia. Este entendimento está consolidado na Súmula 191 do STJ: 
Súmula 191, STJ 
 “A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o 
crime.” 
 
Q34. VUNESP/PC-SP/Delegado de Polícia/2014 
Em regra geral, a prescrição antes de transitar em julgado a sentença final 
a) chamada, pela doutrina, de prescrição intercorrente. 
b) é chamada, pela doutrina, de prescrição retroativa. 
c) regula-se pelo mínimo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
d) regula-se pela pena aplicada na sentença de primeiro grau. 
e) regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
Comentários: 
A alternativa E está correta. A prescrição da pretensão punitiva propriamente dita é calculada com base no 
limite máximo da pena prevista em abstrato para o delito. Está prevista no artigo 109 do Código Penal. 
Vejamos o que diz o dispositivo: 
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no § 1o do 
art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, 
verificando-se: 
I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; 
II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a doze; 
III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito; 
IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro; 
V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois; 
VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. 
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O artigo 109 do Código Penal estabelece que a prescrição ali tratada, que se regula pelo máximo da pena 
prevista para o delito, se refere aos casos em que não houve o trânsito em julgado. Ademais, o Código faz 
uma ressalva e a questão pede a “regra geral”, o que demonstra que a alternativa E está correta. 
 
Q35. FGV/AL-MT/Procurador/2013 
As causas interruptivas da prescrição da pretensão punitiva estão listadas a seguir, à exceção de uma. 
Assinale-a. 
 a) Recebimento da denúncia ou da queixa. 
 b) Reincidência. 
 c) Pronúncia. 
 d) Decisão confirmatória da pronúncia. 
 e) Publicação da sentença condenatória recorrível. 
Comentários: 
A alternativa B está correta. As hipóteses tratadas no inciso V e VI do art. 117 do Código Penal ocorrem após 
o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, operando efeitos apenas na prescrição da pretensão 
executória. Vejamos: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
II - pela pronúncia; 
III - pela decisão confirmatória da pronúncia; 
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; (Redação dada pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996) 
VI - pela reincidência. 
Em relação à PPP, o STJ sumulou o entendimento sobre a não influência da reincidência na definição do 
prazo: 
Súmula 220, STJ 
 “A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva.” 
 
Q36. MP-GO/MP-GO/Promotor de Justiça/2013 
As Ensina Damásio de Jesus, citado por Rogério Greco, que "a prescrição, em face de nossa legislação 
penal, tem tríplice fundamento: 1° ) o decurso do tempo ( teoria do esquecimento do fato); 2° ) a 
correção do condenado; e 3° ) a negligência da autoridade" (Código Penal Comentado, 6º edição). 
Sobre a prescrição, é correto dizer que: 
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 a) nos Tribunais Superiores admite-se, pacificamente, a extinção da punibilidade em virtude de 
prescrição da pretensão punitiva com base em previsão da pena que hipoteticamente seria aplicada, 
independentemente da existência ou sorte do processo criminal. 
 b) não é passível de prescrição a pretensão punitiva ou executória se derivada da prática de crimes 
de racismo, de redução à condição análoga à de escravo, ou de crimes consistentes em ação de grupos 
armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. 
 c) a prescrição superveniente ou intercorrente atinge a pretensão punitiva do Estado, é contada a 
partir da publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis, tomando por base o trânsito 
em julgado para a acusação ou o improvimento do seu recurso, e regula-se pela pena aplicada. 
 d) a prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento condicional é 
regulada pelo tempo total da pena imposta. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. O Superior Tribunal de Justiça pacificou, com a elaboração da Súmula nº 238, 
o entendimento de que não é cabível o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva virtual. É o 
seguinte seu enunciado: 
Súmula 438, STJ 
“É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em 
pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal.” 
A alternativa B está incorreta. De acordo com a Constituição Federal, são crimes imprescritíveis o racismo e 
a ação de grupos armados contra o Estado Democrático, conforme indica os incisos do art. 5º: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos 
termos da lei; 
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra 
a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
A alternativa C está correta.A prescrição da pretensão punitiva superveniente ou intercorrente é a que 
incide a partir do trânsito em julgado da sentença condenatória para a acusação, levando em conta a pena 
efetivamente aplicada. O trânsito em julgado para a acusação diz respeito à pena aplicada. Por conseguinte, 
o prazo corre da sentença condenatória se a acusação não buscar o aumento da pena. De igual modo, o 
prazo começa a fluir da sentença condenatória se o recurso da acusação for improvido ou o aumento da 
pena não modificar o prazo prescricional. A prescrição da pretensão punitiva superveniente está prevista no 
artigo 110, § 1º do Código Penal: 
CP, Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
§ 1º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou 
depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, 
ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
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A alternativa D está incorreta. No caso de abandono de execução, como já dito, a pena se regula pelo que 
resta da pena. É o que se depreende do artigo 113 do Código penal: 
CP, Art. 113 - No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a prescrição 
é regulada pelo tempo que resta da pena. 
 
Q37. CESPE/Polícia Federal/Delegado de Polícia/2013 
Item 34 
Suponha que determinada sentença condenatória, com pena de dez anos de reclusão, imposta ao réu, 
tenha sido recebida em termo próprio, em cartório, pelo escrivão, em 13/8/2011 e publicada no órgão 
oficial em 17/8/2011, e que tenha sido o réu intimado, pessoalmente, em 20/8/2011, e a defensoria 
pública e o MP intimados, pessoalmente, em 19/8/2011. Nessa situação hipotética, a interrupção do 
curso da prescrição ocorreu em 17/8/2011. 
Comentários: 
Neste item, devemos nos atentar para as causas interruptivas da prescrição. Aplica-se ao caso o artigo 117, 
IV, do Código Penal: 
Causas interruptivas da prescrição 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
(...) 
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; (...) 
Entretanto, da leitura do dispositivo não fica claro se a publicação deve se dar em cartório ou na imprensa 
oficial. A questão exigia, assim, conhecimento da jurisprudência. Vejamos: 
PENAL E PROCESSO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL EM HABEAS CORPUS. (1) LEI N.º 
8.038/90. CONTRARRAZÕES RECURSAIS NÃO PREVISTAS. CÂNONES DA LEI COMPLEMENTAR N.º 
75/93. IMPOSIÇÃO DE UM PRONUNCIAMENTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL. INCABÍVEL. 
POSICIONAMENTO DO PARQUET EM PARECER. POSSIBILIDADE. (2) PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO 
PUNITIVA. MARCO INTERRUPTIVO. ART. 117, IV, DO CÓDIGO PENAL. PUBLICAÇÃO DA SENTENÇA EM 
CARTÓRIO. PRECEDENTES. 1. Na Lei n. 8.038/1990, não há previsão de contrarrazões ao recurso 
ordinário em habeas corpus, sendo prescindível a intimação do Ministério Público estadual para 
apresentar resposta ao recurso da defesa, suprida essa falta pela manifestação do Subprocurador-
Geral da República em sede de parecer. 2. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça é pacífica 
no sentido de que, nos termos do artigo 117, inciso IV, do Código Penal, a prescrição se interrompe na 
data da publicação da sentença em cartório, ou seja, de sua entrega ao escrivão, e não da intimação 
das partes ou publicação no órgão oficial. 3. Recurso ordinário desprovido. (STJ, RHC 59830/MA, Rel. 
Min. Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe 22/10/2015). 
O item está incorreto. Considerando a jurisprudência do STJ, basta a publicação em cartório da sentença 
recorrível para a interrupção da prescrição. Assim, no caso do enunciado, a interrupção ocorreu em 
13/8/2011. 
 
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Q38. CESPE/Polícia Federal/Delegado de Polícia/2013 
Item 35 
Considere que Jorge, Carlos e Antônio sejam condenados, definitivamente, a uma mesma pena, por 
terem praticado, em coautoria, o crime de roubo. Nessa situação, incidindo a interrupção da 
prescrição da pretensão executória da referida pena em relação a Jorge, essa interrupção não 
produzirá efeitos em relação aos demais coautores. 
Comentários: 
Neste caso, o enunciado cobra o conhecimento da letra da lei, conforme se depreende da leitura do artigo 
117, incisos V e VI, e seus parágrafos 1º e 2º: 
CP, Art. Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
(...) 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
§ 1º - Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz efeitos 
relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, 
estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. 
§ 2º - Interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V deste artigo, todo o prazo começa a 
correr, novamente, do dia da interrupção. 
O parágrafo primeiro, que trata da extensão dos efeitos da interrupção da prescrição, excetua justamente 
os incisos V e VI. Referidos incisos tratam do início ou continuação do cumprimento da pena e da 
reincidência, ou seja, os dois casos de interrupção que cuidam da prescrição da pretensão executória. 
O item está correto. A interrupção da prescrição da pretensão executória não produz efeitos em relação aos 
demais autores. 
 
Q39. FGV/TJ-AM/Juiz de Direito/2013 
Com relação ao instituto da prescrição, causa de extinção da punibilidade, assinale a afirmativa 
correta. 
a) O prazo da prescrição é interrompido com o oferecimento da denúncia ou queixa. 
b) Segundo a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, é possível o reconhecimento da 
prescrição pela pena hipotética. 
c) O reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva e da prescrição executória apaga todos os 
efeitos secundários do crime. 
d) As circunstâncias agravantes e atenuantes previstas no Código Penal, sejam elas quais forem, não 
interferem de qualquer forma no prazo prescricional, ao contrário das causas de aumento e de 
diminuição de pena que devem ser observadas no cálculo respectivo 
e) De acordo com o Superior Tribunal de Justiça, o período de suspensão do prazo prescricional é 
regulado pelo máximo da pena cominada. 
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Comentários: 
A alternativa A está incorreta. O prazo da prescrição é interrompido com o recebimento da denúncia ou 
queixa, de acordo com o art. 117, inciso I, do Código Penal: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
A alternativa B está incorreta. O Superior Tribunal de Justiça pacificou, com a elaboração da Súmula nº 238, 
o entendimento de que não é cabível o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva virtual. É o 
seguinte seu enunciado: 
Súmula 438, STJ 
“É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em 
pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal.” 
A alternativa C está incorreta. O reconhecimento da prescrição executória extingue a sanção penal, mas 
subsistem os efeitos secundários da condenação, tanto penais quanto extrapenais. 
A alternativa D está incorreta. Em regra, as agravantes e atenuantes não influenciam no cômputo da 
prescrição, exceto nas hipóteses previstas no art. 115 do Código Penal e no caso de reincidência, previsto 
no art. 110 do Código Penal. 
A alternativa E está correta. A suspensão do curso do prazo prescricional não possui,na legislação, um limite 
expresso. A este respeito, o Superior Tribunal de Justiça editou o enunciado 415 da sua Súmula, entendendo 
que se deve respeitar o máximo da pena cominada ao delito para delimitação do período de suspensão da 
prescrição: 
Súmula 415, STJ 
O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada. 
 
Q40. TJ-SC/TJ-SC/Juiz de Direito/2013 
Sobre o instituto da prescrição, assinale a alternativa correta: 
a) É cabível a decretação da extinção da punibilidade do agente quando o juiz verificar, ainda no curso 
da instrução processual, que a provável pena a ser aplicada estará fulminada pelo advento da 
prescrição da pretensão punitiva. 
b) A sentença condenatória recorrível, posteriormente anulada por decisão do Tribunal de Justiça, 
conserva o efeito jurídico de interromper a fluência do prazo prescricional. 
c) A prescrição da pretensão executória é regulada pela pena aplicada na sentença condenatória 
transitada em julgado, não influindo, a reincidência do agente, no cômputo de seu prazo. 
d) Aos crimes eleitorais são aplicáveis os prazos prescricionais previstos no Código Penal. 
e) Não é possível o reconhecimento da prescrição em crime em que houve a imposição de medida de 
segurança, uma vez que nessa hipótese não ocorre a aplicação de pena privativa de liberdade. 
Comentários: 
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A alternativa A está incorreta. O Superior Tribunal de Justiça pacificou, com a elaboração da Súmula nº 238, 
o entendimento de que não é cabível o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva virtual. É o 
seguinte seu enunciado: 
Súmula 438, STJ 
“É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em 
pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal.” 
A alternativa B está incorreta. A sentença anulada não interrompe prescrição. Também o acórdão que 
reconhecer sua nulidade não interromperá, nos termos da Súmula 709 do Supremo Tribunal Federal: 
Súmula 709, STF 
 “Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da 
denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela.” 
A alternativa C está incorreta. Pelo contrário, em caso de reincidência há a exasperação do prazo 
prescricional, conforme prevê o art. 110 do Código Penal: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. 
A alternativa D está correta. O código eleitoral não prevê prazos prescricionais especiais. Esta matéria será 
estudada na Legislação Penal Extravagante, outra disciplina. Entretanto, sabemos que o Código Penal se 
aplica se não houver previsão específica na outra lei, nos termos do seu artigo 12. 
A alternativa E está incorreta. Segundo o art. 96, parágrafo único do Código Penal, no caso de extinção da 
punibilidade, não é possível a imposição de medida de segurança: 
Art. 96. Parágrafo único - Extinta a punibilidade, não se impõe medida de segurança nem subsiste a 
que tenha sido imposta. 
Além disso, os Tribunais Superiores entendem ser prescritível a medida de segurança, havendo controvérsia 
sobre os prazos prescricionais. 
 
Q41. CESPE/PC-ES/Delegado de Polícia/2011 
Considerando os princípios constitucionais penais e o disposto no direito penal brasileiro, julgue os 
itens subsecutivos. 
A citação válida, por constituir garantia decorrente do devido processo legal, é causa interruptiva da 
prescrição penal. 
Comentários: 
A assertiva está errada. Por se tratar de matéria prejudicial ao réu, a interrupção necessita de previsão legal. 
O rol do art. 117 do Código Penal traz as seguintes hipóteses de interrupção: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
 I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
II - pela pronúncia; 
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III - pela decisão confirmatória da pronúncia; 
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
 
Q42. NC-UFPR/PC-PR/Delegado de Polícia/2021 
J.J. respondeu processo pelo crime de peculato (art. 312 do Código Penal) cometido no dia 
30/09/2010, quando tinha 66 anos de idade. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público em 
16/10/2014 e recebida pelo (a) Magistrado(a) competente no dia 18/10/2014. O processo tramitou 
regularmente e J.J. foi condenado a cumprir pena de 2 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, 
e ao pagamento de 10 dias-multa no valor de 1/30 do salário mínimo vigente à época do fato. A 
sentença foi proferida em 16/11/2016 e publicada no dia 18/11/2016. Não houve interposição de 
recurso pelas partes e foi certificado o trânsito em julgado, ocorrido em 05/12/2016. Em 20/10/2018 
se iniciou o cumprimento da pena. A partir das normas aplicáveis à extinção da punibilidade, é correto 
afirmar que nesse caso: 
a) houve prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato. 
b) houve prescrição da pretensão punitiva intercorrente (subsequente) pela pena em concreto. 
c) houve prescrição da pretensão punitiva retroativa pela pena em concreto. 
d) houve somente prescrição da pretensão executória. 
e) não houve prescrição. 
 
Comentários: 
A alternativa correta é a alternativa C. A pena para o crime de peculato previsto no caput do art. 312 é de 
reclusão de dois a doze anos, e multa. Então, a prescrição da pretensão punitiva propriamente dita ocorreria 
em dezesseis anos, nos termos do art. 109, inciso II do Código Penal. Em razão do recebimento da denúncia, 
a prescrição foi interrompida, fazendo com que o prazo fosse reiniciado, desprezando-se o período já 
escoado. No entanto, nesse interstício não ocorreu a prescrição. Também não houve a prescrição da 
pretensão punitiva superveniente ou intercorrente, que leva em conta a pena efetivamente aplicada. Como 
J.J. foi condenado a cumprir pena de 2 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 
10 dias-multa no valor de 1/30 do salário-mínimo vigente à época do fato, a prescrição ocorreria em quatro 
anos. Entre a publicação da sentença ocorrida no dia 18/11/2016 e a data do trânsito em julgado decorreram 
apenas 17 dias. Já a prescrição da pretensão punitiva retroativa ocorreu. Quando J.J. tinha quando cometeu 
o crime, ele já contava com 66 anos. De acordo com o art. 115 do Código Penal, são reduzidos de metade 
os prazos de prescrição quando o criminoso era, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. Como a 
sentença foi proferida em 16/11/2016 e publicada dois dias depois, o prazo da prescrição se reduziu à 
metade, ou seja, passou a ter o prazo de dois anos. A prescrição da pretensão punitiva retroativa regula-se 
pela pena aplicada em concreto, com base nas faixas previstas nos incisos do artigo 109 do Código Penal, 
nos mesmos moldes da prescrição da pretensão punitiva intercorrente. Entretanto, neste caso, o cálculo é 
feito de trás para frente. Além disso, é importante relembrar que os marcos temporais da prescrição 
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retroativa serão a publicação da condenação e o recebimento da denúncia ou da queixa. Com isso, verifica-
se que, como o recebimento da denúncia ocorreu no dia 18/10/2014 e a sentença foi publicada 18/11/2016, 
a prescrição da pretensão punitiva retroativa ocorreu. 
 
Q43. CESPE/MPE-CE/Promotor de Justiça/2010 
De acordo com o CP, o curso da prescrição interrompe-se 
 a) em virtude da reincidência. 
 b) pelo início, mas nãopela continuação do cumprimento da pena. 
 c) pelo oferecimento da denúncia ou da queixa. 
 d) se houver prolação de sentença absolutória. 
 e) pela superveniência da confissão do acusado em juízo. 
Comentários: 
De acordo com o rol do art. 117 do Código Penal, são causas de interrupção da prescrição as seguintes: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
 I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
II - pela pronúncia; 
III - pela decisão confirmatória da pronúncia; 
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
Portanto, a alternativa A está correta. 
A alternativas B está incorretas, por negar a interrupção no caso de continuação do cumprimento da pena. 
As outras opções, das alternativas C, D e E estão incorretas, por não estarem previstas no rol nem em outro 
dispositivo legal. 
 
Q44. FCC/TJ-MS/Juiz de Direito/2010 
Constitui causa interruptiva da prescrição 
 a) os embargos de declaração. 
 b) a decisão de pronúncia, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime, segundo 
entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça. 
 c) a reincidência do acusado, mas apenas na modalidade de prescrição da pretensão punitiva. 
 d) o recebimento da denúncia, ainda que posteriormente anulado. 
 e) o aditamento à inicial quando supre omissão referente ao mesmo fato. 
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Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Por se tratar de matéria prejudicial ao réu, a interrupção da prescrição 
depende de previsão legal, que não existe na espécie. O Pacote Anticrime incluiu os embargos de declaração 
na hipótese de suspensão do prazo prescricional (continua não havendo a interrupção). 
A alternativa B está correta. A desclassificação dos jurados não invalida a interrupção da prescrição operada 
com a pronúncia. Este entendimento está consolidado na Súmula 191 do STJ: 
Súmula 191, STJ 
 “A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o 
crime..” 
A alternativa C está incorreta. Em relação à PPP, o STJ sumulou o entendimento sobre a não influência da 
reincidência na definição do prazo: 
Súmula 220, STJ 
 “A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva.” 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o STF, o termo inicial do prazo prescricional é o recebimento 
válido da denúncia e não despacho anterior de recebimento anulado. 
A alternativa E está incorreta. Para relembrar, de acordo com o rol do art. 117 do Código Penal, são causas 
de interrupção da prescrição as seguintes: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
 I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
II - pela pronúncia; 
III - pela decisão confirmatória da pronúncia; 
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
Como visto, o aditamento à inicial não é causa de interrupção da prescrição. 
 
Q45. FGV/TJ-PA/Juiz de Direito/2009 
Assinale a causa que não interrompe o curso da prescrição. 
 a) Reincidência. 
 b) Oferecimento da denúncia ou da queixa. 
 c) Publicação da sentença condenatória recorrível. 
 d) Publicação do acórdão condenatório recorrível. 
 e) Decisão confirmatória da pronúncia. 
Comentários: 
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A alternativa B está correta. Na realidade, o inciso I do art. 117 do Código Penal, prevê como causa de 
interrupção da prescrição o recebimento, e não o oferecimento da denúncia. Vejamos: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
 I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
 
Q46. CESPE/Delegado da Polícia Federal/2018 
Julgue o item a seguir: 
A detração é considerada para efeito da prescrição da pretensão punitiva, não se estendendo aos 
cálculos relativos à prescrição da pretensão executória. 
Comentários 
Este item cobra entendimento jurisprudencial já consolidado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça: 
“(…) 2. Não é possível levar em consideração o tempo em que o paciente permaneceu preso 
cautelarmente, entre 17/11/2008 e 20/11/2009, porquanto, nos termos do entendimento 
consolidado no Superior Tribunal de Justiça, “o período de prisão provisória do réu é levado em conta 
apenas para o desconto da pena a ser cumprida, sendo irrelevante para fins de contagem do prazo 
prescricional, que deve ser analisado a partir da pena concretamente imposta pelo julgador, e não 
do restante da reprimenda a ser executada pelo Estado” (AgRg no HC 181.711/ES, Rel. Ministro 
Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 05/04/2016, DJe 18/04/2016). (…)” 
(STJ, HC 400704/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 31/08/2017). 
O item está incorreto. A detração não pode ser considerada para fins de cálculo da prescrição da pretensão 
punitiva. 
Vale observar que a prescrição da pretensão executória, por sua vez, nos casos de evasão ou revogação de 
livramento condicional, regula-se pelo restante da pena, nos termos do artigo 113 do Código Penal. Deste 
modo, pode-se falar que a detração será considerada, de forma indireta, pois a prescrição vai ser calculada 
pelo que resta da pena. 
 
 
Q47 VUNEST/Juiz Substituto/2018 
Quanto à prescrição, é correto afirmar que: 
(A) em se tratando de “posse de droga para consumo pessoal”, previsto no artigo 28, da Lei no 
11.343/2006, os lapsos prescricionais tanto da pretensão punitiva quanto da executória são de 2 (dois) 
anos, reduzidos da metade se o agente, ao tempo do crime, era menor de 21 (vinte e um) anos, ou, 
na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
(B) depois de transitada em julgado a sentença condenatória para a acusação ou improvido seu 
recurso, a prescrição retroativa ou superveniente regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos 
fixados em lei, os quais são aumentados de 1/3 (um terço), em caso de reincidência. 
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(C) a decisão de pronúncia é causa interruptiva da prescrição, salvo se o Tribunal do Júri venha a 
desclassificar o crime. 
(D) em se tratando de continuação delitiva comum ou concurso formal perfeito de crimes, a prescrição 
regula-se pela pena imposta na sentença, computando-se o acréscimo decorrente do sistema da 
exasperação penal. 
 
Comentários: 
Alternativa A: Correta, nos termos do Art. 30 da Lei n. 11.343/2006: 
Art. 30. Prescrevem em 2 (dois) anos a imposição e a execução das penas, observado, no tocante à 
interrupção do prazo, o disposto nos arts. 107 e seguintes do Código Penal. 
Além disso, o Art. 115 do Código Penal prevê a redução do prazo de prescrição, pela metade, quando o 
criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 
(setenta) anos. 
Alternativa B: Errada. De início, nos termos do Art. 110, §1º, do CP, a prescrição da pretensão punitiva 
retroativa ou superveniente efetivamente se regula pela pena aplicada: 
Art. 110 – A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena 
aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o 
condenado é reincidente. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
1o A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois 
de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por 
termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. (Redação dada pela Lei nº 12.234,de 2010). 
Entretanto, o aumento de 1/3 no prazo prescricional só se aplica à prescrição da pretensão executória e não 
da pretensão punitiva, nos termos da Súmula 220 do STJ: 
A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
Alternativa C: Errada, nos termos do art. 117 do CP e da Súmula 115 do STJ: 
 Art. 117 – O curso da prescrição interrompe-se: 
(…) 
 II – pela pronúncia; 
Súmula 115 do STJ: A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha 
a desclassificar o crime 
Alternativa D: Errada. No caso do concurso formal perfeito, a prescrição incidirá sobre as penas de cada um 
dos delitos de forma isolada, nos termos do Art. 119 do CP: 
Art. 119 – No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada 
um, isoladamente. 
Já no caso do crime continuado, a prescrição se regula pela pena imposta na condenação, mas sem o 
cômputo do acréscimo decorrente da exasperação, nos termos da súmula 497 do STF: 
Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se 
computando o acréscimo decorrente da continuação. 
 
Q48 CESPE/Delegado de Polícia/2012 
Com relação às causas extintivas da punibilidade, julgue o item a seguir. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art110
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12234.htm#art2
 
 
 
 
 
 A multa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente como sanção às infrações administrativas, sujeita-
se ao prazo prescricional de dois anos quando for a única cominada ou aplicada. 
Comentários: 
Apesar de se tratar de matéria do ECA, achei importante comentar, dada a relação com o tema da prescrição. 
Tratando-se de sanção de natureza administrativa, a prescrição é quinquenal por força do art. 1º do Decreto 
20.910 /32, que dispõe: 
Art. 1º As dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim todo e qualquer direito 
ou ação contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em 
cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem. 
Gabarito: Errado. 
 
Q49 CESPE/Delegado de Polícia/2012 
Com relação às causas extintivas da punibilidade, julgue o item a seguir. 
Excepcionando a regra constitucional da prescritibilidade, duas hipóteses em que a pretensão punitiva ou 
executória do Estado não são atingidas são os crimes de racismo e de tortura. 
Comentários: 
A regra é a prescritibilidade, ou seja, todos os crimes estão sujeitos à prescrição. Existem, entretanto, 
hipóteses de imprescritibilidade previstos na nossa Constituição, que determina um tratamento mais 
gravoso para determinados delitos. Vejamos o que diz a Constituição em seu art. 5º, incisos XLII e XLIV: 
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos 
termos da lei; 
(...) 
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra 
a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
São, portanto, imprescritíveis (e inafiançáveis): 
• Crime de racismo; 
• Crimes praticados por grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado 
Democrático. 
A tortura, não prevista no texto constitucional, não é considerada crime imprescritível. 
Gabarito: Errado. 
 
Q50. CESPE/Juiz de Direito/TJ-MS/2020 
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No tocante à prescrição, correto afirmar que 
a) cometido o homicídio qualificado para ocultar outro crime, a prescrição deste impede a qualificação 
daquele. 
b) os crimes mais leves prescrevem com os mais graves, se cometidos em concurso de delitos. 
c) é regulada pelo total da pena nos casos de evasão do condenado ou de revogação do livramento 
condicional. 
d) não se aplicam às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as privativas de 
liberdade. 
e) a sua ocorrência em relação ao crime de furto não alcança a receptação que o tinha como 
pressuposto. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 108 do Código Penal, a extinção da punibilidade 
de um dos crimes conexos não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da 
conexão. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 118 do Código Penal, as penas mais leves prescrevem 
com as mais graves, e não os crimes mais graves com os mais leves. No caso de concurso de 
crimes, como dispõe o art. 119, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, 
isoladamente. 
A alternativa C está incorreta. Nos termos do art. 113, nos casos de evasão do condenado ou de 
revogação do livramento condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena. 
A alternativa D está incorreta. O parágrafo único do art. 109, determina que devem ser aplicadas às 
penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as privativas de liberdade. 
A alternativa E está correta. É o que dispõe o art. 108 do Código Penal: 
 Art. 108 - A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento constitutivo 
ou circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos crimes conexos, a extinção 
da punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da 
conexão. 
 
Q51. VUNESP/Juiz de Direito/TJ-AC/2019 
Sobre a extinção de punibilidade, é correto afirmar que 
a) nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede a agravação da pena, em relação 
aos outros, resultante da conexão. 
b) a prescrição da pretensão punitiva ocorre em 12 (doze) anos, se o máximo da pena for superior a 
04 (quatro) e não exceder a 08 (oito). 
c) a contagem da prescrição dos crimes permanentes, antes de transitar a sentença final, inicia-se a 
partir do dia em que o primeiro ato de execução foi efetivado. 
d) a reincidência do agente interrompe o prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
Comentários: 
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A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 108 do Código Penal, a extinção da punibilidade 
de um dos crimes conexos não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da 
conexão. 
A alternativa B está correta. De acordo com o inciso II do art. 109 do Código Penal, a prescrição verifica-se 
em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito. 
A alternativa C está incorreta. Nos crimes permanentes, a prescrição começa a correr do dia em que 
cessou a permanência, conforme inciso III do art. 111 do Código Penal. 
A alternativa D está incorreta. Para a prescrição da pretensão punitiva, da qual a PPP propriamente dita é 
uma das modalidades, a reincidência não interfere no prazo. O fato de o acusado ser reincidente só causa o 
aumento do prazo prescricional depois de transitar em julgado a sentença penal condenatória, como prevê 
o caput do artigo 110 do Código Penal. Em relação à PPP, o STJ sumulou o entendimento sobre a não 
influência da reincidência na definição do prazo: 
Súmula 220, STJ 
 “A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva.” 
 
Q52. CESPE/Juiz de Direito/TJ-BA/2019 
Com relação a aspectos diversos pertinentes aos prazos prescricionais previstos no CP, assinale a 
opção correta. 
a) Tais prazos serão reduzidos pela metade nas situações em que, ao tempo do crime, o agente fosse 
menor de vinte e um anos de idade ou, na data do trânsito em julgado da sentença condenatória, 
fosse maior de setenta anos de idade. 
b) Em se tratando de criminoso reincidente, são aumentados em um terço os prazos da prescriçãoda 
pretensão punitiva. 
c) A prescrição é regulada pela pena total imposta nos casos de crimes continuados, sendo computado 
o acréscimo decorrente da continuação. 
d) A prescrição da pena de multa ocorrerá em dois anos, quando for a única pena cominada, ou no 
mesmo prazo de prescrição da pena privativa de liberdade, se tiver sido cominada alternativamente. 
e) Na hipótese de evasão do condenado, a prescrição da pretensão executória é regulada pelo total 
da pena privativa de liberdade imposta. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Consoante o art. 115, são reduzidos de metade os prazos de 
prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data 
da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
A alternativa B está incorreta. O aumento de um terço não se aplica à prescrição da pretensão executória 
(Súmula 220 do STJ). 
A alternativa C está incorreta. Não se computa o acréscimo decorrente da continuação (Súmula 497 do STF). 
A alternativa D está correta. Como prevê o art. 114, a prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) 
anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada; ou no mesmo prazo estabelecido para prescrição 
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da pena privativa de liberdade, quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou 
cumulativamente aplicada. 
A alternativa E está incorreta. Nos termos do art. 113, nos casos de evasão do condenado ou de 
revogação do livramento condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena. 
 
Q53. VUNESP/Juiz de Direito/TJ-RS/2018 
João foi condenado por furto simples (CP, art. 155, caput) em sentença já transitada em julgado para 
a acusação. Na primeira fase de dosimetria, a pena foi fixada no mínimo legal. Reconhecidas 
circunstâncias agravantes, a pena foi majorada em 1/2 (metade). Por fim, em razão da continuidade 
delitiva, a pena foi novamente aumentada em 1/2 (metade). A prescrição da pretensão executória 
dar-se-á em 
a) 4 (quatro) anos. 
b) 3 (três) anos. 
c) 8 (oito) anos. 
d) 12 (doze) anos. 
e) 2 (dois) anos. 
Comentários: 
A alternativa A está correta. A pena em abstrato para o crime previsto no caput do art. 155 do Código Penal 
Pena é de reclusão, de um a quatro anos, e multa. A pena mínima é de um ano, aumentada pela metade, 
passou para um ano e seis meses. Porém, em razão da continuidade delitiva, a pena foi novamente 
aumentada em 1/2 (metade). Ocorre que de acordo com a súmula 497 do STF, quando se tratar de crime 
continuado, a prescrição é regulada pela pena imposta na sentença, não se computando o acréscimo 
decorrente da continuação. Deste modo, para fins de cálculo de prescrição, a pena é de um ano e seis meses 
e prescreveria em quatro anos, já que o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não 
excede a dois. 
 
Q54. VUNESP/Juiz de Direito/TJ-RO/2019 
A respeito da prescrição penal, é correto afirmar que 
a) a prescrição do crime de falsidade de assentamento de registro civil, antes de transitar em julgado 
a sentença condenatória, começa a correr na data em que se consumou. 
b) a prescrição da pena de multa dar-se-á em 2 anos, quando cominada ou aplicada cumulativamente 
ou alternativamente à pena privativa de liberdade. 
c) a prescrição do crime tentado, antes de transitar em julgado a sentença condenatória, regula-se 
pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada, reduzida de 2/3 (dois terços). 
d) são causas interruptivas da prescrição o oferecimento da denúncia ou queixa; a pronúncia e o início 
do cumprimento da pena, hipóteses em que todo o prazo começa a correr novamente. 
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e) a prescrição de crime de estupro de criança, antes de transitar em julgado a sentença condenatória, 
começa a correr no dia em que a vítima completar 18 (dezoito) anos, se não proposta ação penal em 
momento anterior. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 111 do Código Penal, a prescrição do crime de falsidade 
de assentamento de registro civil, antes de transitar em julgado a sentença condenatória, começa a correr 
da data em que o fato se tornou conhecido. 
A alternativa B está incorreta. O art. 114 prevê que a prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos, 
quando a multa for a única cominada ou aplicada; ou no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena 
privativa de liberdade, quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente 
aplicada. 
A alternativa C está incorreta. No cálculo da prescrição da pretensão punitiva de crime tentado deve-se 
levar em conta a pena máxima abstratamente aplicável diminuída em 1/3 (fração de diminuição mínima 
para cálculo da pena máxima). 
A alternativa D está incorreta. São causas interruptivas da prescrição o recebimento da denúncia ou da 
queixa; a pronúncia; a decisão confirmatória da pronúncia; a publicação da sentença ou acórdão 
condenatórios recorríveis; o início ou continuação do cumprimento da pena e a reincidência. 
A alternativa E está correta. Nos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, a 
prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr da data em que a vítima 
completar 18 (dezoito) anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal, como 
prevê o art. 111, inciso IV do Código Penal. 
 
Q55. DPF/CEBRASPE/2021/Delegado de Polícia Federal/2021 
Julgue o item a seguir: 
O acórdão confirmatório da condenação interrompe a prescrição. 
Comentários 
Correto. Cuida-se de decisão recente do STF, que pacificou a questão e está destacada no livro digital: 
"Nos termos do inciso IV do artigo 117 do Código Penal, o acórdão condenatório sempre interrompe 
a prescrição, inclusive quando confirmatório da sentença de 1º grau, seja mantendo, reduzindo ou 
aumentando a pena anteriormente imposta", nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros 
Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Plenário, Sessão Virtual de 17.4.2020 a 
24.4.2020. (STF, HC 176473, Tribunal Pleno). 
 
Q56. DPE-BA/FCC/2021/Defensor Público/2021 
Sobre a prescrição, é correto afirmar: 
a) O prazo prescricional do Código Penal é reduzido em um sexto caso seja reconhecida uma atenuante 
na aplicação da pena. 
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b) Nos crimes ambientais, a prescrição corre pela metade quando é reconhecida a baixa escolaridade 
do acusado. 
c) Os recursos aos Tribunais Superiores somente suspendem o prazo prescricional quando 
inadmissíveis. 
d) Após a chamada Lei Anticrime, o prazo prescricional em caso de crime hediondos ou equiparado 
não se submete a redução em razão da idade. 
e) Em caso de tentativa, o termo inicial da prescrição da pretensão punitiva é o do início da atividade 
criminosa. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. As circunstâncias judiciais, as agravantes e as atenuantes não são 
consideradas no cálculo da prescrição em abstrato. Quando aplicadas na pena em concreto, há influência 
na fixação do prazo, mas não a redução de um sexto. Há duas atenuantes de pena, apenas, que são 
consideradas. No caso do menor de 21 anos de idade, ao tempo do crime, e do maior de 70 anos, à época 
da sentença, os prazos prescricionais devem ser reduzidos pela metade. 
A alternativa B está incorreta. Segundo o artigo 14, inciso I, da Lei 9.605/98, o baixo grau de instrução ou 
escolaridade do agente é circunstância que atenua a pena. Entretanto, não há previsão de redução do prazo 
prescricional pela metade. 
A alternativa C está correta. As causas suspensivas da prescrição estão previstas no artigo 116 do Código 
Penal, com a redação dadapela Lei 13.964, de 24 de dezembro de 2019. Essa lei inseriu o inciso III, que 
determina a suspensão da prescrição na pendência de recursos aos Tribunais Superiores, quando 
inadmissíveis: 
Art. 116 - Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: 
(...) 
III - na pendência de embargos de declaração ou de recursos aos Tribunais Superiores, quando 
inadmissíveis; e 
A alternativa D está incorreta. Não houve essa modificação legislativa. 
A alternativa E está incorreta. O artigo 111 do Código Penal é o que prevê o termo inicial da 
prescrição da pretensão punitiva propriamente dita. No caso do delito tentado, o prazo começa a 
correr do dia em que cessada a atividade criminosa: 
Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: 
(...) 
II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; 
Gabarito: Alternativa C 
 
Q57. Instituto AOCP/PC-PA/Delegado de Polícia/2021 
Analise a seguinte situação hipotética: Romeu, funcionário público, praticou dois crimes de peculato 
(art. 312, caput, CP), devendo o segundo, pelas condições de tempo, local, modo de execução e outras 
semelhantes, ser considerado continuação do primeiro. Foi regularmente processado e condenado, 
com a aplicação da pena privativa de liberdade no patamar mínimo. Nesse caso, considerando que 
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ocorreu o trânsito em julgado da sentença penal condenatória para ambas as partes, a extinção da 
punibilidade pela prescrição ocorrerá em 
a) quatro anos. 
b) oito anos. 
c) doze anos. 
d) dezesseis anos. 
e) vinte anos. 
Comentários 
A assertiva A está correta. Nos termos da Súmula 497 do STF: “quando se tratar de crime continuado, a 
prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, não se computando o acréscimo decorrente da 
continuação”. Assim, como a pena mínima para o delito de peculato é de dois anos, nos termos do artigo 
110 c/c 109, inciso V, ambos do Código Penal, que regulam a prescrição das penas após o trânsito em julgado 
da sentença condenatória, ocorrerá a prescrição em quatro anos. 
 
Q58. FGV/PC-RN/Delegado de Polícia/2021 
Prescrição é a perda pelo Estado do direito de punir ou executar a pena em razão do decurso do 
tempo, tratando-se de causa de extinção da punibilidade. 
Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir. 
I. O termo inicial da prescrição da pretensão punitiva é o do dia em que cessar a permanência, em 
crimes desta natureza. 
II. A publicação do acórdão condenatório interrompe o prazo da prescrição da pretensão executória. 
III. A desclassificação posterior pelo Tribunal do Júri faz desaparecer a causa de interrupção da 
prescrição em razão da pronúncia. 
Está correto somente o que se afirma em: 
a) I; 
b) II; 
c) III; 
d) I e III; 
e) II e III. 
Comentários 
A assertiva I está correta. Nos termos do artigo 111, inciso III do Código Penal, a prescrição começa a correr, 
nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência. 
A assertiva II está incorreta. Nos termos do artigo 117, inciso IV do Código Penal, a publicação de sentença 
ou acórdão condenatórios recorríveis é causa interruptiva de prescrição. 
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A assertiva III está incorreta. A Súmula 191 do STJ registrou o seguinte entendimento: “A pronúncia é causa 
interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime” (Súmula n. 191, 
Terceira Seção, julgado em 25/6/1997, DJ de 1/8/1997, p. 33718.) 
Diante do exposto, a assertiva A deve ser assinalada. 
 
LISTA DE QUESTÕES 
 
Q1. FUNDEP/DPE-MG/Defensor Público/2014 
Num processo por crime de lesões corporais leves, foi proferida, em 20 de julho de 2012, a sentença 
condenatória que aplicou pena de 07 (sete) meses de detenção diante da pena cominada entre 03 
(três) meses e 01 (um) ano de detenção. O crime foi praticado em 30 de abril de 2008 e a denúncia 
recebida em 10 de agosto de 2010. Houve trânsito em julgado para a acusação. 
Segundo o direito penal brasileiro, é CORRETO afirmar 
 a) que houve prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato. 
 b) que houve prescrição retroativa. 
 c) que houve prescrição da pretensão executória. 
 d) que não houve prescrição. 
Q2. FMP-Concursos/TJ-MT/Juiz de Direito/2014 
De acordo com entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça, assinale a afirmativa correta. 
 a) A prescrição não é aplicável nas medidas socioeducativas. 
 b) O período de suspensão do prazo prescricional não é regulado pelo máximo da pena cominada. 
 c) É admissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em 
pena hipotética. 
 d) A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
 e) A pronúncia não é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a 
desclassificar o crime. 
 
Q3. CESPE/TRF 2ª Região/Juiz Federal/2013 
A respeito da punibilidade e das suas causas de extinção, assinale a opção correta. 
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 a) A morte do agente dá ensejo à extinção da punibilidade desse agente e, ainda que posteriormente 
à sentença declaratória da extinção se comprove a falsidade da certidão de óbito, a sentença será 
mantida, uma vez que não cabe revisão criminal em prejuízo do réu. 
 b) No crime de peculato exclusivamente em sua modalidade culposa, se houver reparação do dano 
no curso do inquérito policial, extinguir-se-á a punibilidade do agente. 
 c) A prescrição retroativa regula-se pela pena concreta fixada na condenação, contado o prazo do 
trânsito em julgado para a acusação retroativamente ao recebimento da denúncia, ou do recebimento 
da denúncia até a prática do crime. 
 d) O juiz não pode declarar isenção de pena em favor do autor do crime de homicídio. 
 e) Nos crimes contra a ordem tributária, extingue-se a punibilidade com o pagamento integral ou o 
parcelamento do tributo ou contribuição social devida, incluídos os acessórios legais. 
 
Q4. MPE-SP/MPE-SP/Promotor de Justiça/2013 
Assinale a alternativa que segue a Jurisprudência da Suprema Corte sobre a prescrição. 
 a) É inadmissível a prescrição em perspectiva ou virtual, fundada na futura e incerta pena a ser 
aplicada, à míngua de previsão legal. 
 b) Se o sentenciado está evadido, suspende-se o curso da prescrição da pretensão executória, a qual 
é calculada pelo tempo que resta da pena a cumprir e deve ter seu curso reiniciado quando da captura. 
 c) A prescrição intercorrente é calculada com base no montante imposto na sentença e extingue a 
pena aplicada em concreto, remanescendo os demais efeitos da condenação. 
 d) É irrelevante para a contagem da prescrição da pretensão punitiva o fato de o delito ter sido 
tentado, em face da teoria subjetiva ou voluntarística. 
 e) No crime continuado, a prescrição retroativa é calculada com base em cada pena concreta para 
cada delito, observado o acréscimo pela continuidade, devendo os períodos ser medidos, dentre os 
seguintes marcos: data do fato, data do oferecimento da denúncia e data da publicação da sentença 
condenatória. 
 
Q5. CESPE/Polícia Federal/Delegado de Polícia/2013 
Item 36 
36 A detração é considerada para efeito da prescrição da pretensão punitiva, não se estendendo aos 
cálculos relativos à prescrição da pretensão executória. 
o Correto 
o Incorreto 
 
Q6. FCC/MPE-CE/Promotor de Justiça/2009 
No caso de concurso de crimes, a prescrição incidirá 
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a)Pena - reclusão de um a três anos e multa. 
O advento deste crime fez grande parte da doutrina diferenciar o racismo, conduta criminalizada por meio 
da Lei 9.459/1997, da injúria racial, prevista no artigo 140, caput e parágrafo terceiro, do Código Penal. 
O racismo é o crime imprescritível, que se configura, por exemplo, quando alguém impede ou obsta o acesso 
de alguém, devidamente habilitado, a qualquer cargo da Administração Direta ou Indireta, bem como das 
concessionárias de serviços públicos, por motivos de discriminação de raça, cor, etnia, religião ou 
procedência racial. São condutas que promovem o tratamento discriminatório por motivos inaceitáveis, 
como a origem étnica do indivíduo. 
A injúria racial, por sua vez, passou a ser compreendida como a conduta do sujeito que imputa uma 
qualidade negativa à vítima, desde que haja emprego de elementos referentes à raça, cor, étnica, origem, 
religião ou condição de pessoa com deficiência. Assim, o sujeito que usa um termo depreciativo contra um 
judeu, por exemplo, praticando uma ofensa à autoestima do sujeito, sua honra subjetiva, pratica o crime de 
injúria qualificada por racismo. Para esta doutrina, a injúria racial, crime diverso do racismo, é prescritível, 
já que não foi mencionado como uma das exceções da Constituição para a ocorrência da prescrição. 
Entretanto, a jurisprudência se fixou de forma diversa. O Superior Tribunal de Justiça tem classificado o 
crime de injúria qualificada pelo racismo como uma nova modalidade de racismo e, deste modo, também 
abrangida pela determinação constitucional de imprescritibilidade. Neste sentido: 
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TEMPESTIVIDADE 
COMPROVADA. AGRAVO CONHECIDO. INJÚRIA RACIAL. CRIME IMPRESCRITÍVEL. OFENSA A 
DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. MATÉRIA 
ANALISADA, EM CASO ANÁLOGO, PELO STF. AGRAVO REGIMENTAL PARCIALMENTE PROVIDO E 
INDEFERIDO O PEDIDO DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. 1. Comprovada a republicação da decisão 
de inadmissão do recurso especial, é reconsiderada a decisão que julgou intempestivo o agravo. 
2. Nos termos da orientação jurisprudencial desta Corte, com o advento da Lei n.9.459/97, 
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introduzindo a denominada injúria racial, criou-se mais um delito no cenário do racismo, portanto, 
imprescritível, inafiançável e sujeito à pena de reclusão (AgRg no AREsp 686.965/DF, Rel. Ministro 
ERICSON MARANHO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/SP), SEXTA TURMA, julgado em 
18/08/2015, DJe 31/08/2015). 3. A ofensa a dispositivo constitucional não pode ser examinada em 
recurso especial, uma vez que compete exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal o exame de 
matéria constitucional, o qual já se manifestou, em caso análogo, refutando a violação do princípio 
da proporcionalidade da pena cominada ao delito de injúria racial. 4. Agravo regimental parcialmente 
provido para conhecer do agravo em recurso especial mas negar-lhe provimento e indeferir o pedido 
de extinção da punibilidade.” (AgRg no AREsp 734236/DF, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 
08/03/2018). 
Em outubro de 2021, o Pleno do Supremo Tribunal Federal também decidiu, no HC 154.248, por maioria, 
nos termos do voto do Relator, Ministro Edson Fachin, pela equiparação da injúria racial ao crime de 
racismo, previsto pela Lei n. 7.716/1989. Nos termos do artigo 5º, XLII, da Constituição, que estabelece que 
"a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da 
lei", a Corte decidiu em conformidade com o STJ, considerando que a injúria racial deve ser considerada 
crime imprescritível e inafiançável. 
 
Visto o crime de racismo, cabem algumas breves considerações sobre o crime de ação de grupos armados, 
civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. Há um mandado, na Constituição, 
de criminalização de referida conduta. Esse mandado foi cumprido com a Lei 14.197, de 1º de setembro de 
2021, que inseriu na Parte Especial do Código Penal o Título XII, denominado “Dos crimes contra o Estado 
Democrático de Direito”. Desse modo, se praticados os delitos previstos nos artigos 359-L e 359-M do Código 
por grupos armados, entendo que o delito deve ser considerado imprescritível. 
Por fim, no âmbito do Direito Internacional, cumpre destacar que o Brasil aderiu ao Estatuto de Roma do 
Tribunal Penal Internacional (TPI). Deste modo, a República Federativa do Brasil passou a reconhecer a 
competência desta Corte Internacional para julgamento de crimes de maior gravidade e que afetem a 
comunidade global em seu conjunto. 
O Decreto n. 4.388, de 25 de setembro de 2002, promulgou o Estatuto do TPI, cuja competência está 
definida no seu artigo 5º: 
Artigo 5o 
Crimes da Competência do Tribunal 
1. A competência do Tribunal restringir-se-á aos crimes mais graves, que afetam a comunidade 
internacional no seu conjunto. Nos termos do presente Estatuto, o Tribunal terá competência para 
julgar os seguintes crimes: 
a) O crime de genocídio; 
b) Crimes contra a humanidade; 
INJÚRIA 
RACIAL
Modalidade de racismo:
inafiançável e imprescritível.
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c) Crimes de guerra; 
d) O crime de agressão. 
2. O Tribunal poderá exercer a sua competência em relação ao crime de agressão desde que, nos 
termos dos artigos 121 e 123, seja aprovada uma disposição em que se defina o crime e se enunciem 
as condições em que o Tribunal terá competência relativamente a este crime. Tal disposição deve ser 
compatível com as disposições pertinentes da Carta das Nações Unidas. 
Para os referidos crimes, o Estatuto de Roma criou a regra da imprescritibilidade em seu artigo 29: 
Artigo 29 
Imprescritibilidade 
Os crimes da competência do Tribunal não prescrevem. 
Deste modo, no âmbito do Direito Penal Internacional, há a previsão de imprescritibilidade para todos os 
delitos de competência do Tribunal Penal Internacional, com sede na Haia, nos Países Baixos. 
Entretanto, alguns doutrinadores entendem que referida previsão não encontra guarida na Constituição, já 
que não está compreendida nas exceções à regra de que todos os crimes são prescritíveis. Cuida-se de 
matéria controversa na doutrina, sendo que, do ponto de vista de previsão em tratados internacionais, pelo 
texto do Estatuto de Roma, deve-se ter em vista que os crimes compreendidos na competência do TPI são 
imprescritíveis. 
Vistas as hipóteses de imprescritibilidade, cabe reforçar que a regra é de que toda infração penal se submete 
à prescrição. A prescrição, causa de extinção da punibilidade por inércia do Estado, possui várias 
modalidades: 
 
 
 
A principal classificação diferencia a prescrição da pretensão punitiva e a prescrição da pretensão 
executória: 
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➢ Prescrição da pretensão punitiva: ocorre antes do trânsito em julgado da sentença, extinguindo o 
direito de punir do Estado. 
➢ Prescrição da pretensão executória: ocorre após o trânsito em julgado da sentença para a acusação, 
impedindo o Estado de executar a punição (pena ou medida de segurança). 
Passaremos, então, à análise de cada uma delas, separadamente, em capítulos próprios. 
Entretanto, antes, cabe um pequeno registro sobras as medidas de segurança. Estudaremos esta espécie de 
sanção penal, inclusive no que se refere às regras de prescrição, mais adiante. Registro, entretanto, que o 
STF tem precedente (HC 107.777) diferenciando o prazo de prescrição da pretensão punitiva, que deve ser 
calculada com base nasobre a pena de cada um, isoladamente, apenas na hipótese de prescrição da pretensão executória. 
b) sempre sobre o total da pena. 
c) sobre o total da pena, se o concurso for material, e sobre a pena de cada um, isoladamente, se 
formal. 
d) sobre a pena de cada um, isoladamente, se corresponder a crime continuado, e sobre total, se o 
concurso for material ou formal. 
e) sempre sobre a pena de cada um, isoladamente. 
 
Q7. FCC/DPE-AM/Analista Jurídico/2018 
Sobre a extinção da punibilidade: 
a) O perdão judicial independe de lei, pois é realizado por meio de Decreto Presidencial. 
b) No caso de concurso de crimes, o cálculo da prescrição incide sobre a somatória das penas. 
c) Ao contrário da renúncia ao direito de queixa, a decadência é causa de extinção da punibilidade. 
d) O prazo de prescrição é reduzido pela metade quando o agente for maior de setenta anos na data 
da sentença. 
e) Em caso de revogação do livramento condicional, a prescrição da pretensão executória é regulada 
pelo total da pena imposta. 
 
Q8. VUNESP/TJ-SP/Juiz Substituto/2017 
A chamada prescrição retroativa 
a) é regulada pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
b) não pode ter por termo inicial data anterior à publicação da sentença condenatória recorrível. 
c) acarreta o acréscimo de um terço no lapso prescricional em se tratando de acusado reincidente. 
d) não marca os antecedentes do acusado, nem gera futura reincidência. 
 
Q9. CESPE/TRF - 5ª Região/Juiz Federal Substituto/2017 
Acerca da extinção da punibilidade, assinale a opção correta. 
a) Transitada em julgado a sentença condenatória, a prescrição corre também durante o tempo em 
que o condenado estiver preso por outro motivo, salvo se a pena estiver sendo cumprida no 
estrangeiro. 
b) A extinção da punibilidade de crime que seja pressuposto, elemento constitutivo ou circunstância 
agravante de outro crime não se estende a este e, tratando-se de crimes conexos, a extinção da 
punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. 
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c) Para fins de prescrição, tratando-se de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre 
a pena de cada um, isoladamente, sendo considerada para efeitos de reincidência a sentença que 
conceder o perdão judicial. 
d) Após o trânsito em julgado da sentença condenatória, a prescrição regula-se pela pena aplicada e, 
se o crime for hediondo, os prazos aumentam em um terço, ainda que o condenado não seja 
reincidente. 
e) Após o trânsito em julgado da sentença condenatória para a acusação ou após o não provimento 
de seu recurso, a prescrição regula-se pela pena aplicada, podendo o termo inicial ser a data anterior 
à da denúncia ou à da queixa. 
 
Q.10 FCC/DPE-SC/Defensor Público/2017 
Sobre a prescrição, é correto afirmar: 
a) O prazo prescricional das contravenções penais é diminuído da metade. 
b) O prazo da prescrição da pretensão punitiva aumenta de um terço em caso de réu reincidente. 
c) O menor prazo prescricional do direito brasileiro é de três anos. 
d) A pronúncia e o acórdão confirmatório da pronúncia interrompem a prescrição. 
e) No estupro de vulnerável o termo inicial da prescrição da executória punitiva começa a correr da 
data em que a vítima completar dezoito anos. 
 
Q11. FCC/DPE-PR/Defensor Público/2017 
Ana Luci, em virtude da prática de lesão corporal leve (cuja pena abstratamente cominada é de 
detenção de três meses a um ano) ocorrida em 02/10/2009, foi absolvida impropriamente. Em 
09/10/2012, foi-lhe aplicada medida de segurança consistente em tratamento ambulatorial, pelo 
prazo mínimo de três anos. O trânsito em julgado da sentença para o Ministério Público ocorreu em 
29/10/2012. Até o presente momento, Ana Luci não foi localizada para iniciar o tratamento 
ambulatorial e o Juízo da execução, até o presente momento, decidiu apenas pela realização de 
diligências para sua localização. Também não há notícias de que Ana Luci tenha se envolvido em nova 
infração penal. 
Considerando o caso concreto, bem como o posicionamento dos tribunais superiores sobre a 
prescrição das medidas de segurança, a prescrição da pretensão executória 
 a) foi alcançada em 29/10/2015. 
 b) foi alcançada em 29/10/2016. 
 c) foi alcançada em 02/10/2012. 
 d) será alcançada em 09/10/2020. 
 e) será alcançada em 29/10/2020. 
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Q12. FGV/ALERJ/Procurador/2017 
O Código Penal, em seu artigo 107, prevê uma relação de causas de extinção de punibilidade, dentre 
as quais se destaca a prescrição. A doutrina tradicionalmente define prescrição como a perda pelo 
Estado do direito de aplicar sanção penal adequada ou de executá-la em razão do decurso do tempo. 
Sobre o tema, de acordo com as previsões do Código Penal e a jurisprudência majoritária do Superior 
Tribunal de Justiça, é correto afirmar que: 
 a) o oferecimento da denúncia é causa interruptiva da prescrição; 
 b) o maior de 60 anos terá o prazo prescricional computado pela metade; 
 c) o início do cumprimento da pena interrompe o prazo da prescrição da pretensão punitiva; 
 d) a pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar 
o crime em sessão plenária; 
 e) a prescrição pela pena aplicada, depois do trânsito em julgado para a acusação, 
independentemente da data do crime, não poderá ter por base período anterior ao recebimento da 
denúncia. 
 
Q13. MPE-PR/MPE-PR/Promotor de Justiça/2016 
Considerando o entendimento sumulado dos Tribunais Superiores, analise as assertivas abaixo e 
indique a alternativa: 
I - A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o 
crime. 
II - A sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da extinção da punibilidade, não subsistindo 
qualquer efeito condenatório. 
III - A reincidência interrompe o prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
IV - É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento 
em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal. 
 a) Todas as assertivas estão corretas; 
 b) Apenas as assertivas I e III estão incorretas; 
 c) Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas; 
 d) Apenas as assertivas II, III e IV estão incorretas; 
 e) Apenas as assertivas III e IV estão corretas. 
 
 
Q14. FCC/DPE-ES/Defensor Público/2016 
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Interrompe a prescrição a publicação 
a) da sentença condenatória integralmente anulada em grau de apelação. 
b) da sentença condenatória, ainda que reformada parcialmente em grau de apelação para a redução 
da pena imposta. 
c) da sentença absolutória imprópria. 
d) do acórdão confirmatório da condenação. 
e) da sentença concessiva do perdão judicial. 
 
Q15. FCC/DPE-BA/Defensor Público/2016 
Sobre a prescrição, é correto afirmar que 
a) o oferecimento da denúncia ou queixa é causa interruptiva da prescrição. 
b) o prazo da prescrição da pretensão executória regula-se pela pena aplicada na sentença, 
aumentado de um terço, se o condenado for reincidente. 
c) no caso de concurso de crimes, as penas se somam para fins de prescrição. 
d) é reduzido de metade o prazo de prescrição quando o agente for menor de 21 anos na data da 
sentença. 
e) no caso de fuga ou evasão do condenado a prescrição é regulada de acordo com o total da pena 
fixada na sentença. 
 
Q16. MPE-GO/MPE-GO/Promotor Público/2016 
A prescrição da pretensão punitiva com fundamento em pena hipotética, independentementeda 
existência ou sorte do processo penal é: 
a) Inadmissível conforme entendimento sumulado do STF. 
b) Admissível conforme entendimento majoritário do STJ, embora não sumulado. 
c) Inadmissível conforme entendimento sumulado do STJ. 
d) Admissível conforme entendimento majoritário do STF, embora não sumulado. 
 
Q17. MPE-SC/MPE-SC/Promotor Público/2016 
Em relação às causas interruptivas da prescrição previstas no art. 117 do Código Penal, o prazo sempre 
começa a correr, novamente, do dia da interrupção. 
( ) Correto. 
( ) Errado. 
 
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Q18. FCC/TJ-PI/Juiz Substituto/2015 
A denominada prescrição retroativa 
a) não afasta a reincidência se, depois de declarada em processo anterior, o acusado vier a ser 
condenado por crime posterior. 
b) pode ser reconhecida em segunda instância, caso verificada entre a data de recebimento da 
denúncia e a de publicação da sentença condenatória, sem necessidade de apreciação de apelação 
interposta pelo Ministério Público, se postulada por este apenas a alteração do regime prisional 
imposto. 
c) é modalidade de prescrição da pretensão punitiva e o respectivo prazo deve ser aumentado de 1/3 
(um terço), se o condenado for reincidente. 
d) deve ser calculada com base no total da pena, se reconhecida a continuidade delitiva. 
e) não pode ser reconhecida entre a pronúncia e a decisão que a confirmar em grau de recurso. 
 
Q19. FCC/DPE-SP/Defensor Público/2015 
O réu foi denunciado por furto simples. Após a citação por edital, o processo foi suspenso, com fulcro 
no art. 366 do CPP. Sabendo que o furto possui pena de 01 (um) a 04 (quatro) anos, e que o prazo 
prescricional previsto para pena mínima é de 04 (quatro) anos, enquanto para a máxima é de 08 (oito) 
anos, o prazo prescricional ficará suspenso por 
 a) 8 (oito) anos. 
 b) 12 (doze) anos. 
 c) 3 (três) anos. 
 d) 16 (dezesseis) anos. 
 e) 4 (quatro) anos. 
 
Q20. FCC/TJ-AL/Juiz Substituto/2015 
No tocante à interrupção da prescrição, é correto afirmar que 
a) o tempo transcorrido antes da causa interruptiva é contado, em qualquer situação, para o prazo 
prescricional. 
b) pode produzir efeitos relativamente a todos os autores do crime, salvo exceções. 
c) a reincidência interrompe a prescrição da pretensão punitiva. 
d) a impronúncia constituiu causa interruptiva da prescrição. 
e) a prescrição fica interrompida enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa 
o reconhecimento da existência do crime. 
 
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Q21. MPE-SP/MPE-SP/Promotor de Justiça/2015 
Mévio, com 20 (vinte) anos de idade, por sentença publicada no dia 05 de março de 2013, na qual 
reconheceu-se sua reincidência, foi condenado à pena de 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão, 
mais multa, por crime de receptação dolosa praticada em 12 de fevereiro de 2012, tendo a decisão 
transitado em julgado para o Ministério Público em 30 de março de 2013. Em 05 de maio de 2015, ao 
julgar apelo interposto em seu favor, o Tribunal: 
a) deve julgar o mérito e não reconhecer a ocorrência de prescrição pois, por ser Mévio reincidente, 
assim reconhecido na sentença, o prazo prescricional é acrescido de 1/3 (um terço), conforme 
determina o art. 110, caput, do Código Penal. 
b) deve decretar a extinção da punibilidade de Mévio em razão da ocorrência da prescrição 
intercorrente da pretensão executória estatal. 
c) deve decretar a extinção da punibilidade de Mévio em face da ocorrência da prescrição 
intercorrente da pretensão punitiva estatal. 
d) deve decretar a extinção da punibilidade de Mévio em face da prescrição retroativa da pretensão 
punitiva estatal. 
e) deve decretar a extinção da punibilidade de Mévio em virtude da prescrição retroativa da pretensão 
executória estatal. 
 
Q22. FCC/TJ-RR/Juiz Substituto/2015 
Segundo entendimento sumulado dos Tribunais Superiores, 
a) o período de suspensão do prazo prescricional, no caso do art. 366 do CPP, é regulado pelo máximo 
da pena cominada. 
b) a prescrição pela pena em concreto é somente da pretensão punitiva. 
c) a prescrição da ação penal regula-se pelo máximo da pena cominada, quando não há recurso da 
acusação. 
d) a reincidência influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
e) admissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento em 
pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal. 
 
Q23. FCC/TJ-PE/Juiz Substituto/2015 
A prescrição retroativa, 
a) modalidade de prescrição da pretensão executória, é regulada pela pena aplicada, não podendo ter 
por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
b) modalidade de prescrição da pretensão executória, é regulada pelo máximo da pena privativa de 
liberdade cominada ao crime e pode ocorrer entre o recebimento da denúncia e a publicação da 
sentença condenatória transitada em julgado para a acusação. 
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c) modalidade de prescrição da pretensão punitiva, é regulada pelo máximo da pena privativa de 
liberdade cominada ao crime, não podendo ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
d) antes prevista como forma de prescrição da pretensão punitiva, foi abolida por recente reforma 
legislativa. 
e) modalidade de prescrição da pretensão punitiva, é regulada pela pena aplicada e pode ocorrer entre 
o recebimento da denúncia e a publicação da sentença condenatória transitada em julgado para a 
acusação 
 
Q24. FCC/TJ-GO/Juiz Substituto/2015 
A interrupção da prescrição 
a) não leva a que comece a correr novamente o prazo a partir do dia em que verificada a causa 
interruptiva, no caso de continuação do cumprimento da pena. 
b) ocorre com o oferecimento da denúncia ou da queixa, e não com o recebimento. 
c) é extensível aos crimes conexos, ainda que objeto de processos distintos, se verificada em relação 
a qualquer deles. 
d) produz efeitos relativamente a todos os autores do crime quando do início ou continuação do 
cumprimento da pena por algum deles. 
e) ocorre com a publicação da sentença ou acórdãos absolutórios recorríveis. 
 
Q25. CESPE/DPE-PE/Defensor Público/2015 
Com relação ao concurso de crimes, julgue o seguinte item. 
O cálculo da prescrição da pretensão punitiva no concurso de crimes é feito isoladamente para cada 
um dos crimes praticados, desconsiderando-se o acréscimo decorrente do concurso formal ou 
material ou da continuidade delitiva. 
( ) Correto. 
( ) Errado. 
 
Q26. FCC/DPE-CE/Defensor Público/2014 
A chamada prescrição retroativa 
a) pode ser reconhecida entre a data de recebimento da denúncia e a de publicação da sentença 
condenatória transitada em julgado para a acusação. 
b) é regulada pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
c) já não é prevista no ordenamento jurídico brasileiro. 
d) é modalidade de prescrição da pretensão executória. 
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e) pode ter por termo inicial data anterior à do recebimento da denúncia ou da queixa. 
 
Q27. FCC/DPE-RS/Defensor Público/2014 
João praticou o delito de furto qualificado em 01/05/09, quando contava com 21 anos, o que ensejou 
o oferecimento de denúncia contra si em 01/07/10, que foi recebida em 05/07/10. Sobreveio sentença 
condenatória, publicada em 02/07/12, determinando o cumprimento da pena de 2 anos de reclusão. 
A referida pena, em recurso exclusivo da defesa, foi reduzida para 8 meses de reclusão pelo Juízo de 
2º grau, em face do reconhecimento datentativa, cujo acórdão foi publicado em 03/07/13. 
Interpostos recursos especiais, tanto pelo Ministério Público como pela Defesa, foram desprovidos em 
27/06/14, acórdão publicado em 01/07/14, que transitou em julgado em 31/07/14. No caso concreto, 
sobre a eventual extinção de punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva estatal, considerando 
o lapso temporal 
a) ocorrido entre data da publicação do acórdão que reduziu a pena fixada na sentença condenatória 
e o trânsito em julgado deste, afigura-se prescrita a pretensão punitiva estatal. 
b) ocorrido entre todos os marcos, a pretensão punitiva estatal não se encontra prescrita. 
c) transcorrido entre a data do fato e a data do recebimento da denúncia, afigura-se prescrita a 
pretensão punitiva estatal. 
d) ocorrido entre a data da publicação da sentença condenatória e a do trânsito em julgado da decisão 
que julgou os recursos especiais, afigura-se presente a chamada prescrição intercorrente da pretensão 
punitiva estatal. 
e) transcorrido entre a data do recebimento da denúncia e a data da publicação da sentença 
condenatória, afigura-se presente a chamada prescrição retroativa da pretensão punitiva estatal. 
 
Q28. VUNESP/TJ-SP/Juiz Substituto/2014 
Analise estes conceitos atinentes à prescrição penal: 
I. É a perda do direito de punir do Estado, considerada a pena concreta com trânsito em julgado para 
a acusação, levando-se em conta prazo anterior à sentença. 
II. É a perda do direito de punir do Estado, levando-se em conta a pena concreta, com trânsito em 
julgado para a acusação, ou improvido seu recurso, cujo lapso temporal inicia-se na data da sentença 
e segue até o trânsito em julgado para a defesa. 
III. É a perda do direito de aplicar efetivamente a pena concreta e definitiva, com o lapso temporal 
entre o trânsito em julgado da sentença condenatória para a acusação e o início do cumprimento da 
pena ou a ocorrência de reincidência. 
Agora, escolha a opção que indique, respectivamente, as modalidades de prescrição acima descritas: 
 a) retroativa; intercorrente ou superveniente; da pretensão executória. 
 b) intercorrente ou superveniente; retroativa; da pretensão executória. 
 c) da pretensão executória; intercorrente ou superveniente; retroativa. 
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 d) retroativa; da pretensão executória; intercorrente ou superveniente. 
 
Q29. VUNESP/DPE-MS/Defensor Público/2014 
Assinale a alternativa correta. 
a) Ocorrendo a prescrição da pretensão executória, a vítima não tem à sua disposição o título 
executivo judicial para promover a liquidação e execução cível. 
b) Os prazos prescricionais, configurados antes de a sentença transitar em julgado, devem ser 
exasperados diante da reincidência do agente. 
c) Nos crimes contra a ordem tributária, a prescrição ocorre pelo pagamento do tributo antes do 
oferecimento da denúncia. 
d) O oferecimento da denúncia ou da queixa não interrompe a prescrição. 
Q30. VUNESP/DPE-MS/Defensor Público/2014 
Agente imputável e menor de 21 anos à época do fato criminoso ocorrido em 10 de junho de 2006. 
Foi denunciado como incurso no art. 157, caput, do CP. A denúncia foi recebida em 29 de junho de 
2006 e até 01 de julho de 2014 não havia sido prolatada sentença. Diante disso, pode-se afirmar que 
a) ocorreu a pretensão punitiva estatal, considerado o máximo da pena abstratamente cominada à 
infração. 
b) ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva estatal somente depois de decorridos seis anos da data 
supra mencionada (01.07.2014). 
c) ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva estatal somente depois de decorridos quatro anos da 
data supra mencionada (01.07.2014). 
d) antes da prolação da sentença condenatória não se pode falar em ocorrência da pretensão punitiva 
estatal. 
 
Q31. NC-UFPR/DPE-PR/Defensor Público/2014 
Assinale a alternativa correta em matéria de prescrição. 
a) Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre durante o tempo em que o 
condenado está preso por outro motivo. 
b) Nos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, previstos no Código Penal ou em 
legislação especial, a prescrição da pretensão punitiva começa a correr da data em que a vítima 
completar 21 (vinte e um) anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal. 
c) Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos prescricionais previstos para as penas 
privativas de liberdade. 
d) São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, maior 
de 60 (sessenta) anos. 
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e) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 3 (três) anos, quando a multa for a única cominada ou 
aplicada. 
 
Q32. VUNESP/TJ-PA/Juiz de Direito/2014 
Após as alterações havidas no art. 110 do Código Penal, a prescrição retroativa 
a) não é mais aplicável aos crimes hediondos e afins. 
b) não pode ser mais alegada na fase investigativa, visto que seu lapso temporal limitou-se à fase 
judicial. 
c) por expressa ressalva legal somente poderá ser aplicada a sentenças condenatórias com trânsito 
em julgado para a acusação e para a defesa. 
d) aumentou para três anos o prazo prescricional para os crimes punidos com pena máxima inferior a 
um ano. 
e) foi extinta. 
 
Q33. MPE-SC/MPE-SC/Promotor de Justiça/2014 
Analise o enunciado da questão abaixo e assinale se ele é Certo ou Errado. 
Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que a pronúncia é causa 
interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime de homicídio 
qualificado para homicídio culposo. 
o Certo 
o Errado 
 
Q34. VUNESP/PC-SP/Delegado de Polícia/2014 
Em regra geral, a prescrição antes de transitar em julgado a sentença final 
a) chamada, pela doutrina, de prescrição intercorrente. 
b) é chamada, pela doutrina, de prescrição retroativa. 
c) regula-se pelo mínimo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
d) regula-se pela pena aplicada na sentença de primeiro grau. 
e) regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 
 
Q35. FGV/AL-MT/Procurador/2013 
As causas interruptivas da prescrição da pretensão punitiva estão listadas a seguir, à exceção de uma. 
Assinale-a. 
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 a) Recebimento da denúncia ou da queixa. 
 b) Reincidência. 
 c) Pronúncia. 
 d) Decisão confirmatória da pronúncia. 
 e) Publicação da sentença condenatória recorrível. 
 
Q36. MP-GO/MP-GO/Promotor de Justiça/2013 
As Ensina Damásio de Jesus, citado por Rogério Greco, que "a prescrição, em face de nossa legislação 
penal, tem tríplice fundamento: 1° ) o decurso do tempo ( teoria do esquecimento do fato); 2° ) a 
correção do condenado; e 3° ) a negligência da autoridade" (Código Penal Comentado, 6º edição). 
Sobre a prescrição, é correto dizer que: 
 a) nos Tribunais Superiores admite-se, pacificamente, a extinção da punibilidade em virtude de 
prescrição da pretensão punitiva com base em previsão da pena que hipoteticamente seria aplicada, 
independentemente da existência ou sorte do processo criminal. 
 b) não é passível de prescrição a pretensão punitiva ou executória se derivada da prática de crimes 
de racismo, de redução à condição análoga à de escravo, ou de crimes consistentes em ação de grupos 
armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. 
 c) a prescrição superveniente ou intercorrente atinge a pretensão punitiva do Estado, é contada a 
partir da publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis, tomando por base o trânsito 
em julgado para a acusaçãoou o improvimento do seu recurso, e regula-se pela pena aplicada. 
 d) a prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento condicional é 
regulada pelo tempo total da pena imposta. 
 
Q37. CESPE/Polícia Federal/Delegado de Polícia/2013 
Item 34 
Suponha que determinada sentença condenatória, com pena de dez anos de reclusão, imposta ao réu, 
tenha sido recebida em termo próprio, em cartório, pelo escrivão, em 13/8/2011 e publicada no órgão 
oficial em 17/8/2011, e que tenha sido o réu intimado, pessoalmente, em 20/8/2011, e a defensoria 
pública e o MP intimados, pessoalmente, em 19/8/2011. Nessa situação hipotética, a interrupção do 
curso da prescrição ocorreu em 17/8/2011. 
Q38. CESPE/Polícia Federal/Delegado de Polícia/2013 
Item 35 
Considere que Jorge, Carlos e Antônio sejam condenados, definitivamente, a uma mesma pena, por 
terem praticado, em coautoria, o crime de roubo. Nessa situação, incidindo a interrupção da 
prescrição da pretensão executória da referida pena em relação a Jorge, essa interrupção não 
produzirá efeitos em relação aos demais coautores. 
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Q39. FGV/TJ-AM/Juiz de Direito/2013 
Com relação ao instituto da prescrição, causa de extinção da punibilidade, assinale a afirmativa 
correta. 
a) O prazo da prescrição é interrompido com o oferecimento da denúncia ou queixa. 
b) Segundo a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, é possível o reconhecimento da 
prescrição pela pena hipotética. 
c) O reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva e da prescrição executória apaga todos os 
efeitos secundários do crime. 
d) As circunstâncias agravantes e atenuantes previstas no Código Penal, sejam elas quais forem, não 
interferem de qualquer forma no prazo prescricional, ao contrário das causas de aumento e de 
diminuição de pena que devem ser observadas no cálculo respectivo 
e) De acordo com o Superior Tribunal de Justiça, o período de suspensão do prazo prescricional é 
regulado pelo máximo da pena cominada. 
 
Q40. TJ-SC/TJ-SC/Juiz de Direito/2013 
Sobre o instituto da prescrição, assinale a alternativa correta: 
a) É cabível a decretação da extinção da punibilidade do agente quando o juiz verificar, ainda no curso 
da instrução processual, que a provável pena a ser aplicada estará fulminada pelo advento da 
prescrição da pretensão punitiva. 
b) A sentença condenatória recorrível, posteriormente anulada por decisão do Tribunal de Justiça, 
conserva o efeito jurídico de interromper a fluência do prazo prescricional. 
c) A prescrição da pretensão executória é regulada pela pena aplicada na sentença condenatória 
transitada em julgado, não influindo, a reincidência do agente, no cômputo de seu prazo. 
d) Aos crimes eleitorais são aplicáveis os prazos prescricionais previstos no Código Penal. 
e) Não é possível o reconhecimento da prescrição em crime em que houve a imposição de medida de 
segurança, uma vez que nessa hipótese não ocorre a aplicação de pena privativa de liberdade. 
 
Q41. CESPE/PC-ES/Delegado de Polícia/2011 
Considerando os princípios constitucionais penais e o disposto no direito penal brasileiro, julgue os 
itens subsecutivos. 
A citação válida, por constituir garantia decorrente do devido processo legal, é causa interruptiva da 
prescrição penal. 
 
Q42. NC-UFPR/PC-PR/Delegado de Polícia/2021 
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J.J. respondeu processo pelo crime de peculato (art. 312 do Código Penal) cometido no dia 
30/09/2010, quando tinha 66 anos de idade. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público em 
16/10/2014 e recebida pelo (a) Magistrado(a) competente no dia 18/10/2014. O processo tramitou 
regularmente e J.J. foi condenado a cumprir pena de 2 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, 
e ao pagamento de 10 dias-multa no valor de 1/30 do salário mínimo vigente à época do fato. A 
sentença foi proferida em 16/11/2016 e publicada no dia 18/11/2016. Não houve interposição de 
recurso pelas partes e foi certificado o trânsito em julgado, ocorrido em 05/12/2016. Em 20/10/2018 
se iniciou o cumprimento da pena. A partir das normas aplicáveis à extinção da punibilidade, é correto 
afirmar que nesse caso: 
a) houve prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato. 
b) houve prescrição da pretensão punitiva intercorrente (subsequente) pela pena em concreto. 
c) houve prescrição da pretensão punitiva retroativa pela pena em concreto. 
d) houve somente prescrição da pretensão executória. 
e) não houve prescrição. 
 
Q43. CESPE/MPE-CE/Promotor de Justiça/2010 
De acordo com o CP, o curso da prescrição interrompe-se 
 a) em virtude da reincidência. 
 b) pelo início, mas não pela continuação do cumprimento da pena. 
 c) pelo oferecimento da denúncia ou da queixa. 
 d) se houver prolação de sentença absolutória. 
 e) pela superveniência da confissão do acusado em juízo. 
 
Q44. FCC/TJ-MS/Juiz de Direito/2010 
Constitui causa interruptiva da prescrição 
 a) os embargos de declaração. 
 b) a decisão de pronúncia, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime, segundo 
entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça. 
 c) a reincidência do acusado, mas apenas na modalidade de prescrição da pretensão punitiva. 
 d) o recebimento da denúncia, ainda que posteriormente anulado. 
 e) o aditamento à inicial quando supre omissão referente ao mesmo fato. 
 
Q45. FGV/TJ-PA/Juiz de Direito/2009 
Assinale a causa que não interrompe o curso da prescrição. 
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 a) Reincidência. 
 b) Oferecimento da denúncia ou da queixa. 
 c) Publicação da sentença condenatória recorrível. 
 d) Publicação do acórdão condenatório recorrível. 
 e) Decisão confirmatória da pronúncia. 
 
Q46. CESPE/Delegado da Polícia Federal/2018 
Julgue o item a seguir: 
A detração é considerada para efeito da prescrição da pretensão punitiva, não se estendendo aos 
cálculos relativos à prescrição da pretensão executória. 
 
 
Q47 VUNEST/Juiz Substituto/2018 
Quanto à prescrição, é correto afirmar que: 
(A) em se tratando de “posse de droga para consumo pessoal”, previsto no artigo 28, da Lei no 
11.343/2006, os lapsos prescricionais tanto da pretensão punitiva quanto da executória são de 2 (dois) 
anos, reduzidos da metade se o agente, ao tempo do crime, era menor de 21 (vinte e um) anos, ou, 
na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
(B) depois de transitada em julgado a sentença condenatória para a acusação ou improvido seu 
recurso, a prescrição retroativa ou superveniente regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos 
fixados em lei, os quais são aumentados de 1/3 (um terço), em caso de reincidência. 
(C) a decisão de pronúncia é causa interruptiva da prescrição, salvo se o Tribunal do Júri venha a 
desclassificar o crime. 
(D) em se tratando de continuação delitiva comum ou concurso formal perfeito de crimes, a prescrição 
regula-se pela pena imposta na sentença, computando-se o acréscimo decorrente do sistema da 
exasperação penal. 
Q48 CESPE/Delegado de Polícia/2012 
Com relação às causas extintivas da punibilidade, julgue o item a seguir. 
 A multa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente como sanção às infrações administrativas, sujeita-
se ao prazo prescricional de dois anos quando for a única cominada ou aplicada. 
 
Q49 CESPE/Delegado de Polícia/2012 
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Com relação às causas extintivas da punibilidade, julgue o item a seguir. 
 Excepcionandoa regra constitucional da prescritibilidade, duas hipóteses em que a pretensão punitiva ou 
executória do Estado não são atingidas são os crimes de racismo e de tortura. 
 
Q50. CESPE/Juiz de Direito/TJ-MS/2020 
No tocante à prescrição, correto afirmar que 
a) cometido o homicídio qualificado para ocultar outro crime, a prescrição deste impede a qualificação 
daquele. 
b) os crimes mais leves prescrevem com os mais graves, se cometidos em concurso de delitos. 
c) é regulada pelo total da pena nos casos de evasão do condenado ou de revogação do livramento 
condicional. 
d) não se aplicam às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as privativas de 
liberdade. 
e) a sua ocorrência em relação ao crime de furto não alcança a receptação que o tinha como 
pressuposto. 
 
Q51. VUNESP/Juiz de Direito/TJ-AC/2019 
Sobre a extinção de punibilidade, é correto afirmar que 
a) nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede a agravação da pena, em relação 
aos outros, resultante da conexão. 
b) a prescrição da pretensão punitiva ocorre em 12 (doze) anos, se o máximo da pena for superior a 
04 (quatro) e não exceder a 08 (oito). 
c) a contagem da prescrição dos crimes permanentes, antes de transitar a sentença final, inicia-se a 
partir do dia em que o primeiro ato de execução foi efetivado. 
d) a reincidência do agente interrompe o prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
 
Q52. CESPE/Juiz de Direito/TJ-BA/2019 
Com relação a aspectos diversos pertinentes aos prazos prescricionais previstos no CP, assinale a 
opção correta. 
a) Tais prazos serão reduzidos pela metade nas situações em que, ao tempo do crime, o agente fosse 
menor de vinte e um anos de idade ou, na data do trânsito em julgado da sentença condenatória, 
fosse maior de setenta anos de idade. 
b) Em se tratando de criminoso reincidente, são aumentados em um terço os prazos da prescrição da 
pretensão punitiva. 
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c) A prescrição é regulada pela pena total imposta nos casos de crimes continuados, sendo computado 
o acréscimo decorrente da continuação. 
d) A prescrição da pena de multa ocorrerá em dois anos, quando for a única pena cominada, ou no 
mesmo prazo de prescrição da pena privativa de liberdade, se tiver sido cominada alternativamente. 
e) Na hipótese de evasão do condenado, a prescrição da pretensão executória é regulada pelo total 
da pena privativa de liberdade imposta. 
 
Q53. VUNESP/Juiz de Direito/TJ-RS/2018 
João foi condenado por furto simples (CP, art. 155, caput) em sentença já transitada em julgado para 
a acusação. Na primeira fase de dosimetria, a pena foi fixada no mínimo legal. Reconhecidas 
circunstâncias agravantes, a pena foi majorada em 1/2 (metade). Por fim, em razão da continuidade 
delitiva, a pena foi novamente aumentada em 1/2 (metade). A prescrição da pretensão executória 
dar-se-á em 
a) 4 (quatro) anos. 
b) 3 (três) anos. 
c) 8 (oito) anos. 
d) 12 (doze) anos. 
e) 2 (dois) anos. 
 
Q54. VUNESP/Juiz de Direito/TJ-RO/2019 
A respeito da prescrição penal, é correto afirmar que 
a) a prescrição do crime de falsidade de assentamento de registro civil, antes de transitar em julgado 
a sentença condenatória, começa a correr na data em que se consumou. 
b) a prescrição da pena de multa dar-se-á em 2 anos, quando cominada ou aplicada cumulativamente 
ou alternativamente à pena privativa de liberdade. 
c) a prescrição do crime tentado, antes de transitar em julgado a sentença condenatória, regula-se 
pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada, reduzida de 2/3 (dois terços). 
d) são causas interruptivas da prescrição o oferecimento da denúncia ou queixa; a pronúncia e o início 
do cumprimento da pena, hipóteses em que todo o prazo começa a correr novamente. 
e) a prescrição de crime de estupro de criança, antes de transitar em julgado a sentença condenatória, 
começa a correr no dia em que a vítima completar 18 (dezoito) anos, se não proposta ação penal em 
momento anterior. 
Q55. DPF/CEBRASPE/2021/Delegado de Polícia Federal/2021 
Julgue o item a seguir: 
O acórdão confirmatório da condenação interrompe a prescrição. 
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Q56. DPE-BA/FCC/2021/Defensor Público/2021 
Sobre a prescrição, é correto afirmar: 
a) O prazo prescricional do Código Penal é reduzido em um sexto caso seja reconhecida uma atenuante 
na aplicação da pena. 
b) Nos crimes ambientais, a prescrição corre pela metade quando é reconhecida a baixa escolaridade 
do acusado. 
c) Os recursos aos Tribunais Superiores somente suspendem o prazo prescricional quando 
inadmissíveis. 
d) Após a chamada Lei Anticrime, o prazo prescricional em caso de crime hediondos ou equiparado 
não se submete a redução em razão da idade. 
e) Em caso de tentativa, o termo inicial da prescrição da pretensão punitiva é o do início da atividade 
criminosa. 
 
Q57. Instituto AOCP/PC-PA/Delegado de Polícia/2021 
Analise a seguinte situação hipotética: Romeu, funcionário público, praticou dois crimes de peculato 
(art. 312, caput, CP), devendo o segundo, pelas condições de tempo, local, modo de execução e outras 
semelhantes, ser considerado continuação do primeiro. Foi regularmente processado e condenado, 
com a aplicação da pena privativa de liberdade no patamar mínimo. Nesse caso, considerando que 
ocorreu o trânsito em julgado da sentença penal condenatória para ambas as partes, a extinção da 
punibilidade pela prescrição ocorrerá em 
a) quatro anos. 
b) oito anos. 
c) doze anos. 
d) dezesseis anos. 
e) vinte anos. 
 
Q58. FGV/PC-RN/Delegado de Polícia/2021 
Prescrição é a perda pelo Estado do direito de punir ou executar a pena em razão do decurso do 
tempo, tratando-se de causa de extinção da punibilidade. 
Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir. 
I. O termo inicial da prescrição da pretensão punitiva é o do dia em que cessar a permanência, em 
crimes desta natureza. 
II. A publicação do acórdão condenatório interrompe o prazo da prescrição da pretensão executória. 
III. A desclassificação posterior pelo Tribunal do Júri faz desaparecer a causa de interrupção da 
prescrição em razão da pronúncia. 
Está correto somente o que se afirma em: 
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a) I; 
b) II; 
c) III; 
d) I e III; 
e) II e III. 
 
GABARITO 
Q1. B 
Q2. D 
Q3. B 
Q4. A 
Q5. INCORRETO 
Q6. E 
Q7. D 
Q8. D 
Q9. B 
Q10. D 
Q11. B 
Q12. D 
Q13. B 
Q14. B 
Q15. B 
Q16. C 
Q17. INCORRETO 
Q18. B 
Q19. A 
Q20. B 
Q21. C 
Q22. A 
Q23. E 
Q24. A 
Q25. CORRETA 
Q26. A 
Q27. D 
Q28. A 
Q29. D 
Q30. A 
Q31. C 
Q32. B 
Q33. CORRETA 
Q34. E 
Q35. B 
Q36. C 
Q37. INCORRETO 
Q38. CORRETO 
Q39. E 
Q40. D 
Q41. INCORRETO 
Q42. C 
Q43. A 
Q44. B 
Q45. B 
Q46. INCORRETO 
Q47. A 
Q48. INCORRETO 
Q49. INCORRETO 
Q50. E 
Q51. B 
Q52. D 
Q53. A 
Q54. E 
Q55. Correto 
Q56. C 
Q57. A 
Q58. A 
 
QUESTÃO DISSERTATIVA 
Q1. FGV/TJ-AM/2013/Juiz de Direito Substituto 
Paulo, nascido em 01/01/1943, e seu filho Júlio, nascido em 10/08/1983, o primeiro aposentado 
e o último desempregado, foram denunciados pela prática do injusto de furto qualificado 
tentado (Art. 155, § 4º, IV, c/c 14, II, do Código Penal). O fato ocorreu em 10/10/2010. A 
denúncia foi recebida em 15/10/2010. Ao final da instrução criminal, a pretensão punitiva foi 
parcialmente acolhida, sendo Paulo condenado nos termos do pedido inicial à pena de oito 
meses de reclusão em regime aberto, enquanto Júlio foi absolvido por falta de prova. A sentença 
Estratégia Carreira Jurídica
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cj.estrategia.com | 105foi publicada em 06/01/2013. Apelaram o MP buscando a condenação de Júlio e o aumento de 
pena de Paulo e a defesa deste buscando a absolvição por falta de prova. O recurso de Paulo foi 
desprovido e o do MP foi parcialmente provido, ficando mantida a pena de Paulo. A sessão de 
julgamento ocorreu em 17/10/2013, transitando em julgado para ambas as partes em 
03/11/2013. A defesa técnica de Paulo e Júlio requereu a extinção da punibilidade pela 
prescrição da pretensão punitiva. Com base no caso descrito, apresente a decisão a ser adotada. 
Comentários: 
No caso em tela, observa-se que apenas prescreveu a pena de Paulo. Aplicada a pena de 08 meses de 
reclusão e sendo o fato praticado após o advento da Lei 12.234/2010, o prazo prescricional é de 03 
anos, de acordo com o art. 109, inciso VI do Código Penal: 
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no § 1o do 
art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, 
verificando-se: 
(...) 
VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. (Redação dada pela Lei nº 
12.234, de 2010). 
 Considerando que quando da sentença Paulo tinha 70 anos, na forma do artigo 115 do CP, o prazo 
prescricional é reduzido de metade. Vejamos: 
 Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo 
do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
Entre a data do recebimento da denúncia e a da publicação da sentença foi ultrapassado o prazo de 
01 ano e 06 meses, sendo irrelevante o recurso do Ministério Público para aumentar a pena. 
No caso de Júlio, não houve prescrição. A sentença condenatória com relação a Paulo, ainda que ele 
tenha sido absolvido inicialmente, interrompeu o prazo prescricional na forma do artigo 117 § 1º do 
Código Penal, transcrito abaixo: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
(...) 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
§ 1º - Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz 
efeitos relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do 
mesmo processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. 
 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12234.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12234.htm#art2
 
 
 
 
 
 
 
 
DESTAQUES DA LEGISLAÇÃO E DA JURISPRUDÊNCIA 
Neste ponto da aula, citamos, para fins de revisão, os principais dispositivos de lei e entendimentos 
jurisprudenciais que podem fazer a diferença na hora da prova. Lembre-se de revisá-los! 
 
 Art. 61 do Código de Processo Penal: a prescrição como matéria de ofício. 
Art. 61. Em qualquer fase do processo, o juiz, se reconhecer extinta a punibilidade, deverá 
declará-lo de ofício. 
 Art. 108 do Código Penal: a extinção da punibilidade quando um crime for pressuposto, elemento 
constitutivo (crime complexo) ou circunstância agravante de outro. 
Art. 108 - A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento constitutivo ou 
circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos crimes conexos, a extinção da 
punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da 
conexão. 
 Art. 109 do Código Penal, parágrafo único: o prazo prescricional das penas restritivas de direito. 
Parágrafo único - Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos previstos para as 
privativas de liberdade. 
 Art. 118 do Código Penal: as penas mais leves prescrevem com as mais graves. 
Art. 118 - As penas mais leves prescrevem com as mais graves. 
 Art. 119 do Código Penal: prescrição no concurso de crimes. 
Art. 119 - No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de 
cada um, isoladamente. 
 Súmula 497 do Superior Tribunal de Justiça: prescrição no caso continuidade delitiva: 
Súmula 497 
Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença, 
não se computando o acréscimo decorrente da continuação. 
 Art. 5º, incisos XLII e XLIV da Constituição Federal: crimes impescritíveis 
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de 
reclusão, nos termos da lei; 
(...) 
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, 
contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
 Art. 1º da Lei 7.716/89: interpretação do termo racismo. 
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito 
de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. 
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 RHC 134682 STF: entendimento de que a interpretação do termo racismo, mencionado na 
Constituição, deve ser realizada nos moldes da Lei 7.716/89. 
“RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. CRIME DE RACISMO RELIGIOSO. 
INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. IMPRESCRITIBILIDADE. PREVISÃO CONSTITUCIONAL 
EXPRESSA. LIVRO. PUBLICAÇÃO. PROSELITISMO COMO NÚCLEO ESSENCIAL DA LIBERDADE DE 
EXPRESSÃO RELIGIOSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. 1. Não se reconhece a inépcia da 
denúncia na hipótese em que a tese acusatória é descrita com nitidez e o acusado pode insurgir-
se, com paridade de armas, contra o conteúdo veiculado por meio da respectiva peça acusatória. 
2. Nos termos da jurisprudência do STF, “a divisão dos seres humanos em raças resulta de um 
processo de conteúdo meramente político-social” (HC 82424, Relator(a): Min. MOREIRA ALVES, 
Relator(a) p/ Acórdão: Min. MAURÍCIO CORRÊA, Tribunal Pleno, julgado em 17/09/2003), de 
modo que o conceito jurídico associado ao racismo não pode ser delineado a partir de referências 
raciais ancoradas em compreensões científicas há muito superadas. Assim, a imprescritibilidade 
de práticas de racismo deve ser aferida segundo as características político-sociais consagradas 
na Lei 7.716/89, nas quais se inserem condutas exercitadas por razões de ordem religiosa e que 
se qualificam, em tese, como preconceituosas ou discriminatórias. 3. A liberdade religiosa e a de 
expressão constituem elementos fundantes da ordem constitucional e devem ser exercidas com 
observância dos demais direitos e garantias fundamentais, não alcançando, nessa ótica, 
condutas reveladoras de discriminação. 4. No que toca especificamente à liberdade de expressão 
religiosa, cumpre reconhecer, nas hipóteses de religiões que se alçam a universais, que o discurso 
proselitista é da essência de seu integral exercício. De tal modo, a finalidade de alcançar o outro, 
mediante persuasão, configura comportamento intrínseco a religiões de tal natureza. Para a 
consecução de tal objetivo, não se revela ilícito, por si só, a comparação entre diversas religiões, 
inclusive com explicitação de certa hierarquização ou animosidade entre elas. 5. O discurso 
discriminatório criminoso somente se materializa após ultrapassadas três etapas indispensáveis. 
Uma de caráter cognitivo, em que atestada a desigualdade entre grupos e/ou indivíduos; outra 
de viés valorativo, em que se assenta suposta relação de superioridade entre eles e, por fim; uma 
terceira, em que o agente, a partir das fases anteriores, supõe legítima a dominação, exploração, 
escravização, eliminação, supressão ou redução de direitos fundamentais do diferente que 
compreende inferior. 6. A discriminação não libera consequências jurídicas negativas, 
especialmente no âmbito penal, na hipótese em que as etapas iniciais de desigualação 
desembocam na suposta prestação de auxílio ao grupo ou indivíduo que, na percepção do 
agente,encontrar-se-ia em situação desfavorável. 7. Hipótese concreta em que o paciente, por 
meio de publicação em livro, incita a comunidade católica a empreender resgate religioso 
direcionado à salvação de adeptos do espiritismo, em atitude que, a despeito de considerar 
inferiores os praticantes de fé distinta, o faz sem sinalização de violência, dominação, 
exploração, escravização, eliminação, supressão ou redução de direitos fundamentais. 8. 
Conduta que, embora intolerante, pedante e prepotente, se insere no cenário do embate entre 
religiões e decorrente da liberdade de proselitismo, essencial ao exercício, em sua inteireza, da 
liberdade de expressão religiosa. Impossibilidade, sob o ângulo da tipicidade conglobante, que 
conduta autorizada pelo ordenamento jurídico legitime a intervenção do Direito Penal. 9. Ante 
a atipicidade da conduta, dá-se provimento ao recurso para o fim de determinar o trancamento 
da ação penal pendente.” (RHC 134682/BA, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, Julgamento: 
29/11/2016). 
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 Art. 140, § 3º, do Código Penal: injúria racial. 
Injúria 
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: 
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
(...) 
§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem 
ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: 
Pena - reclusão de um a três anos e multa. 
 AgRg no AREsp 734236/STJ: entendimento de que o crime de injúria qualificada pelo racismo 
constitui uma nova modalidade de racismo sendo assim, imprescritível. 
“PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. 
TEMPESTIVIDADE COMPROVADA. AGRAVO CONHECIDO. INJÚRIA RACIAL. CRIME 
IMPRESCRITÍVEL. OFENSA A DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. USURPAÇÃO 
DE COMPETÊNCIA. MATÉRIA ANALISADA, EM CASO ANÁLOGO, PELO STF. AGRAVO REGIMENTAL 
PARCIALMENTE PROVIDO E INDEFERIDO O PEDIDO DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. 1. 
Comprovada a republicação da decisão de inadmissão do recurso especial, é reconsiderada a 
decisão que julgou intempestivo o agravo. 2. Nos termos da orientação jurisprudencial desta 
Corte, com o advento da Lei n.9.459/97, introduzindo a denominada injúria racial, criou-se 
mais um delito no cenário do racismo, portanto, imprescritível, inafiançável e sujeito à pena 
de reclusão (AgRg no AREsp 686.965/DF, Rel. Ministro ERICSON MARANHO (DESEMBARGADOR 
CONVOCADO DO TJ/SP), SEXTA TURMA, julgado em 18/08/2015, DJe 31/08/2015). 3. A ofensa 
a dispositivo constitucional não pode ser examinada em recurso especial, uma vez que compete 
exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal o exame de matéria constitucional, o qual já se 
manifestou, em caso análogo, refutando a violação do princípio da proporcionalidade da pena 
cominada ao delito de injúria racial. 4. Agravo regimental parcialmente provido para conhecer 
do agravo em recurso especial mas negar-lhe provimento e indeferir o pedido de extinção da 
punibilidade.” (AgRg no AREsp 734236/DF, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 
08/03/2018). 
 HC 154248/STF: mudança de entendimento da Corte, concluindo que o crime de injúria qualificada 
pelo racismo é uma nova modalidade de racismo e, portanto, imprescritível: 
Ementa: HABEAS CORPUS. MATÉRIA CRIMINAL. INJÚRIA RACIAL (ART. 140, § 3º, DO CÓDIGO 
PENAL). ESPÉCIE DO GÊNERO RACISMO. IMPRESCRITIBILIDADE. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. 
Depreende-se das normas do texto constitucional, de compromissos internacionais e de julgados 
do Supremo Tribunal Federal o reconhecimento objetivo do racismo estrutural como dado da 
realidade brasileira ainda a ser superado por meio da soma de esforços do Poder Público e de 
todo o conjunto da sociedade. 2. O crime de injúria racial reúne todos os elementos necessários 
à sua caracterização como uma das espécies de racismo, seja diante da definição constante do 
voto condutor do julgamento do HC 82.424/RS, seja diante do conceito de discriminação racial 
previsto na Convenção Internacional Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação 
Racial. 3. A simples distinção topológica entre os crimes previstos na Lei 7.716/1989 e o art. 140, 
§ 3º, do Código Penal não tem o condão de fazer deste uma conduta delituosa diversa do 
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racismo, até porque o rol previsto na legislação extravagante não é exaustivo. 4. Por ser espécie 
do gênero racismo, o crime de injúria racial é imprescritível. 5. Ordem de habeas corpus 
denegada. 
(HC 154248, Relator(a): EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 28/10/2021, PROCESSO 
ELETRÔNICO DJe-036 DIVULG 22-02-2022 PUBLIC 23-02-2022) 
 Art. 5º do Decreto nº 4.388, de 25 de setembro de 2002, que promulgou o Estatuto do TPI: 
reconhece a competência do Tribunal Penal Internacional para julgamento de crimes de maior 
gravidade e que afetem a comunidade global em seu conjunto. 
Artigo 5º 
Crimes da Competência do Tribunal 
1. A competência do Tribunal restringir-se-á aos crimes mais graves, que afetam a comunidade 
internacional no seu conjunto. Nos termos do presente Estatuto, o Tribunal terá competência 
para julgar os seguintes crimes: 
a) O crime de genocídio; 
b) Crimes contra a humanidade; 
c) Crimes de guerra; 
d) O crime de agressão. 
2. O Tribunal poderá exercer a sua competência em relação ao crime de agressão desde que, nos 
termos dos artigos 121 e 123, seja aprovada uma disposição em que se defina o crime e se 
enunciem as condições em que o Tribunal terá competência relativamente a este crime. Tal 
disposição deve ser compatível com as disposições pertinentes da Carta das Nações Unidas. 
 art. 29 do Estatuto de Roma: imprescritibilidade para os crimes de competência do TRI. 
Artigo 29 
Imprescritibilidade 
Os crimes da competência do Tribunal não prescrevem. 
 Art. 109 do Código Penal: prazos prescricionais. 
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no § 1o 
do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao 
crime, verificando-se: 
I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; 
II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a doze; 
III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito; 
IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro; 
V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a 
dois; 
VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. 
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 Art. 30 da Lei 11.343/06: estipula que a imposição e a execução das penas previstas para o delito 
do artigo 28 do mesmo diploma legal prescrevem em dois anos. 
Art. 30. Prescrevem em 2 (dois) anos a imposição e a execução das penas, observado, no tocante 
à interrupção do prazo, o disposto nos arts. 107 e seguintes do Código Penal. 
 Art. 115 do Código Penal: hipóteses de redução dos prazos prescricionais pela metade. 
Redução dos prazos de prescrição 
Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo 
do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
 Art. 119 do Código Penal: prazo prescricional no concurso de crimes. 
Art. 119 - No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de 
cada um, isoladamente. 
 Art. 111 do Código Penal: termo inicial da prescrição da pretensão punitiva propriamente dita 
(modificação pela Lei n. 14.344/2022 – Lei HenryBorel): 
Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: 
I - do dia em que o crime se consumou; 
II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; 
III - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; 
IV - nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil, da data 
em que o fato se tornou conhecido. 
V - nos crimes contra a dignidade sexual ou que envolvam violência contra a criança e o 
adolescente, previstos neste Código ou em legislação especial, da data em que a vítima 
completar 18 (dezoito) anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal. 
 Art. 116 do Código Penal: causas suspensivas da prescrição. 
Art. 116 - Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: 
I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da 
existência do crime; 
II - enquanto o agente cumpre pena no exterior; 
III - na pendência de embargos de declaração ou de recursos aos Tribunais Superiores, quando 
inadmissíveis; e 
IV - enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal. 
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição não corre 
durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo 
 Súmula nº 415 do Superior Tribunal de Justiça: regulação do período de suspensão do prazo 
prescricional. 
Súmula 415, STJ 
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O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada. 
 Art. 117 do Código Penal: causas interruptivas da prescrição. 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
II - pela pronúncia; 
III - pela decisão confirmatória da pronúncia; 
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
§ 1º - Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz 
efeitos relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do 
mesmo processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. 
§ 2º - Interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V deste artigo, todo o prazo começa 
a correr, novamente, do dia da interrupção. 
 Súmula 709 do Supremo Tribunal Federal: 
Súmula 709, STF 
 “Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição 
da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela.” 
 Súmula 191 do STJ: a desclassificação dos jurados não invalida a interrupção da prescrição operada 
com a pronúncia. 
Súmula 191, STJ 
 “A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a 
desclassificar o crime..” 
 EDcl no AgRg no RE nos EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 1264697/SP STJ: entendimento do STJ sobre 
a interrupção do prazo prescricional em caso de recurso da defesa. 
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA CARACTERIZADA. 
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. EMBARGOS PREJUDICADO. 1. Nos termos da jurisprudência 
pacífica do Superior Tribunal de Justiça, o acórdão confirmatório da condenação não constitui 
marco interruptivo da prescrição. 2. Decorrido lapso temporal entre os marcos interruptivos, 
operou-se a extinção da punibilidade das embargantes pela prescrição da pretensão punitiva. 3. 
Manifestação do Ministério Público Federal pela prejudicialidade dos aclaratórios ante a 
consumação da prescrição. 
Embargos de declaração prejudicados, prescrição da pretensão punitiva declarada de ofício. 
(EDcl no AgRg no RE nos EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 1264697/SP, Rel. Ministro HUMBERTO 
MARTINS, CORTE ESPECIAL, julgado em 06/09/2017, DJe 15/09/2017) 
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 RHC 59.830/STJ: entendimento de que basta a publicação em cartório, ou seja, com a devolução 
dos autos pelo juiz ao cartório ou secretaria do juízo para interromper a prescrição pela publicação da 
sentença: 
PENAL E PROCESSO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL EM HABEAS CORPUS. (1) LEI 
N.º 8.038/90. CONTRARRAZÕES RECURSAIS NÃO PREVISTAS. 
CÂNONES DA LEI COMPLEMENTAR N.º 75/93. IMPOSIÇÃO DE UM PRONUNCIAMENTO DO 
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL. INCABÍVEL. 
POSICIONAMENTO DO PARQUET EM PARECER. POSSIBILIDADE. (2) PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO 
PUNITIVA. MARCO INTERRUPTIVO. ART. 117, IV, DO CÓDIGO PENAL. PUBLICAÇÃO DA SENTENÇA 
EM CARTÓRIO. PRECEDENTES. 
1. Na Lei n. 8.038/1990, não há previsão de contrarrazões ao recurso ordinário em habeas 
corpus, sendo prescindível a intimação do Ministério Público estadual para apresentar resposta 
ao recurso da defesa, suprida essa falta pela manifestação do Subprocurador-Geral da República 
em sede de parecer. 
2. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de que, nos termos do 
artigo 117, inciso IV, do Código Penal, a prescrição se interrompe na data da publicação da 
sentença em cartório, ou seja, de sua entrega ao escrivão, e não da intimação das partes ou 
publicação no órgão oficial. 
3. Recurso ordinário desprovido. 
(RHC 59.830/MA, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 
01/10/2015, DJe 22/10/2015) 
 Súmula nº 220 do STJ: sobre a não influência da reincidência na definição do prazo em caso de PPP. 
Súmula 220, STJ 
 “A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva.” 
 Súmula 146 do STJ: a utilização da pena já aplicada na condenação como parâmetro para a fixação 
do prazo prescricional. 
 Súmula 146, STJ 
“A prescrição da ação penal regula-se pela pena concretizada na sentença, quando não há 
recurso da acusação.” 
 Art. 110 § 1º do Código Penal: a PPP retroativa depois da alteração do Código Penal pela Lei 12.234, 
de 2010: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela 
pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um 
terço, se o condenado é reincidente. 
§ 1º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou 
depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma 
hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. (Redação dada pela Lei 
nº 12.234, de 2010). 
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 Súmula nº 438: não é cabível o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva virtual. 
Súmula 438, STJ 
“É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com 
fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal.” 
 Art. 110 do Código Penal: prescrição da pretensão executória. 
CP, Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela 
pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um 
terço, se o condenado é reincidente. 
§ 1º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação 
ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma 
hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. 
 AgRg nos EDcl nos EDv no AgRg nos EDcl nos EAREsp 770540/STJ: entendimento de que a prescrição 
realmente começa a correr do trânsito em julgado para a acusação, ainda que a pena ainda não possa 
ser executada. 
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIANO 
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM 
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA. TERMO INICIAL. 
TRÂNSITO EM JULGADO PARA A ACUSAÇÃO. ART. 112, I, DO CÓDIGO PENAL. RECONHECIMENTO 
DE OFÍCIO. 
AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO. 
1. Essa Corte Superior sedimentou o entendimento de que, nos termos do que dispõe o art. 112, 
I, do Código Penal, o prazo prescricional da pretensão executória começa a correr com o trânsito 
em julgado para a acusação. 
2. Segundo o art. 114, inciso I, do Código Penal, a pena imposta ao agravante - pena de multa -, 
prescreve em 2 (dois) anos. 
3. Na hipótese, considerando a pena imposta no patamar de 10 dias-multa, com trânsito em 
julgado para a acusação em 5/6/2015, verifica-se a ocorrência da prescrição da pretensão 
executória, tendo em vista que, após a data do trânsito em julgado para a acusação transcorreu 
lapso temporal superior a 2 anos. 
Agravo regimental prejudicado. De ofício, reconhecida a prescrição da pretensão executória 
para declarar a extinção da punibilidade. 
(AgRg nos EDcl nos EDv no AgRg nos EDcl nos EAREsp 770.540/DF, Rel. Ministro JOEL ILAN 
PACIORNIK, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 14/06/2017, DJe 27/06/2017) 
 RE 696533/STF: entendimento de que a prescrição somente começa a correr do trânsito em julgado 
para ambas as partes. 
“EMENTA: RECURSO ESPECIAL. PRERROGATIVA DE FORO. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. TERMO 
INICIAL. DEMAIS TESES RECURSAIS REJEITADAS. IMEDIATA EXECUÇÃO DA PENA. I. TERMO 
INICIAL DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA 1. A prescrição da pretensão executória 
pressupõe a inércia do titular do direito de punir. Se o seu titular se encontrava impossibilitado 
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de exercê-lo em razão do entendimento anterior do Supremo Tribunal Federal que vedava a 
execução provisória da pena, não há falar-se em inércia do titular da pretensão executória. 2. O 
entendimento defensivo de que a prescrição da pretensão executória se inicia com o trânsito em 
julgado para a acusação viola o direito fundamental à inafastabilidade da jurisdição, que 
pressupõe a existência de uma tutela jurisdicional efetiva, ou melhor, uma justiça efetiva. 3. A 
verificação, em concreto, de manobras procrastinatórias, como sucessiva oposição de embargos 
de declaração e a renúncia do recorrente ao cargo de prefeito que ocupava, apenas reforça a 
ideia de que é absolutamente desarrazoada a tese de que o início da contagem do prazo 
prescricional deve se dar a partir do trânsito em julgado para a acusação. Em verdade, tal 
entendimento apenas fomenta a interposição de recursos com fim meramente procrastinatório, 
frustrando a efetividade da jurisdição penal. 4. Desse modo, se não houve ainda o trânsito em 
julgado para ambas as partes, não há falar-se em prescrição da pretensão executória. II. DEMAIS 
TESES VENTILADAS NO RECURSO ESPECIAL. 5. As teses de mérito do recurso especial já foram 
examinadas pelo Supremo Tribunal Federal por duas vezes. Uma, em sessão virtual 
posteriormente anulada pela Turma para trazer a matéria à discussão presencial. Outra, pelo 
Ministro Luiz Fux, em habeas corpus impetrado pelo ora recorrente. 6. Ressalto, no ponto, que 
os tipos penais em análise não exigem a ocorrência de dano ao erário. Como se sabe, a regra 
para a contratação pelo poder público é que os contratos sejam precedidos de procedimento 
licitatório, assegurando a concorrência entre os participantes, com o objetivo de obter a 
proposta mais vantajosa para a Administração Pública. Por esta razão, as hipóteses de 
inexigibilidade ou dispensa de licitação são taxativas e não podem ser ampliadas. O bem jurídico 
tutelado aqui é, em última instância, a própria moralidade administrativa e o interesse público, 
prescindindo a consumação dos delitos em análise, repita-se, da ocorrência de dano ao erário, 
uma vez que o interesse público já foi lesado pela ausência de higidez no procedimento 
licitatório. 7. De todo modo, a análise acerca da ocorrência de dano ao erário ou da presença de 
dolo específico exigem o revolvimento de fatos e provas, o que é vedado no âmbito dos recursos 
excepcionais (SUM 7/STJ e SUM 279/STF). III. CONCLUSÃO 8. Recurso especial não conhecido. 
Determinação de imediata execução da pena imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª 
Região, a quem delegada a execução da pena. Expedição de mandado de prisão.”. 
(RE 696.533/SC, Rel. Min. Luiz Fux, Rel. p/ acórdão Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, 
Julgamento em 06/02/2018). 
 Art. 112 do Código Penal: termos iniciais do decurso do prazo da prescrição da pretensão 
executória. 
Art. 112 - No caso do art. 110 deste Código, a prescrição começa a correr: 
I - do dia em que transita em julgado a sentença condenatória, para a acusação, ou a que revoga 
a suspensão condicional da pena ou o livramento condicional; 
II - do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da interrupção deva 
computar-se na pena. 
 Art.113 do Código Penal: abandono de execução. 
CP, Art. 113 - No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional, a 
prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena. 
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 Art. 116 do Código Penal: suspensão da prescrição da pretensão executória. 
Art. 116 (...) 
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição não corre 
durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. 
 Art. 117, incisos V e VI, hipóteses que dizem respeito especificamente ao reconhecimento da 
prescrição da pretensão executória. 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
(...) 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
§ 1º - Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz 
efeitos relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do 
mesmo processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. 
§ 2º - Interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V deste artigo, todo o prazo começa 
a correr, novamente, do dia da interrupção. 
 AgRg no RHC 70260 STJ: entendimento que não configura início de cumprimento de pena a 
audiência admonitória. 
“PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. PRESCRIÇÃO EXECUTÓRIA. 
NÃO OCORRÊNCIA. INTERRUPÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL. INÍCIO DO CUMPRIMENTO DA 
PENA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. Consoante a jurisprudência do STJ, a audiência 
admonitória não configura início do cumprimento da pena, não servindo, portanto, para 
interromper o prazo da prescrição executória, contudo, efetuado o pagamento da multa, 
tem-se por iniciada a execução. 2. Não evidenciado o transcurso do lapso de 4 anos entre 
o trânsito em julgado da condenação para o Ministério Público e o início da execução, pelo 
pagamento da multa, não há falar em prescrição da pretensão executória. 3. Decisão agravada 
mantida por seus próprios fundamentos. 4. Agravo regimental improvido.” (AgRg no RHC 
70260/RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 07/04/2017). 
 AgRg no HC 181.711/ES: entendimento que determina que o período de detração não deve ser 
levado em conta para o estabelecimento do prazo prescricional. 
PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. 1. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DO RECURSO 
PRÓPRIO. NÃO CABIMENTO. 2. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA. PRISÃO CAUTELAR. 
DETRAÇÃO DA PENA. AUSÊNCIA DE INTERFERÊNCIA NO PRAZO PRESCRICIONAL. 3. INÍCIO DO 
CUMPRIMENTO DA PENA. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO. FUGA. REINÍCIO DO PRAZO. 
RESTANTE DA PENA A CUMPRIR. ALTERAÇÃO DO LAPSO PRESCRICIONAL. PERÍODO NÃO 
IMPLEMENTADO. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. 4. HABEASCORPUS NÃO 
CONHECIDO. 
1. O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, diante da utilização crescente e 
sucessiva do habeas corpus, passaram a restringir sua admissibilidade quando o ato ilegal for 
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passível de impugnação pela via recursal própria, sem olvidar a possibilidade de concessão da 
ordem, de ofício, nos casos de flagrante ilegalidade. 
2. Não é possível levar em consideração o tempo em que o paciente permaneceu preso 
cautelarmente, entre 17/11/2008 e 20/11/2009, porquanto, nos termos do entendimento 
consolidado no Superior Tribunal de Justiça, "o período de prisão provisória do réu é levado em 
conta apenas para o desconto da pena a ser cumprida, sendo irrelevante para fins de contagem 
do prazo prescricional, que deve ser analisado a partir da pena concretamente imposta pelo 
julgador, e não do restante da reprimenda a ser executada pelo Estado" (AgRg no HC 
181.711/ES, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 05/04/2016, DJe 
18/04/2016). 
3. Após o início do cumprimento da pena, tem-se que eventual fuga reinicia a contagem do prazo 
prescricional, o qual se regula pelo restante da pena a cumprir e a partir da data da fuga (arts. 
113 e 107, inciso V, c/c § 2º, do Código Penal). Dessa forma, quando o paciente se evadiu, em 
12/12/2013, ainda restavam a cumprir 7 (sete) anos, 3 (três) meses e 23 (vinte e três) dias de 
reclusão, a prescrever em 12 (doze) anos, nos termos do art. 109, inciso III, do Código Penal. 
Assim, tendo se evadido em 12/12/2013, tem-se que a prescrição ocorrerá apenas em 
11/12/2025, conforme assentou a Corte local. 
4. Habeas corpus não conhecido. 
(HC 400.704/SP, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 
22/08/2017, DJe 31/08/2017) 
 Art. 51 do Código Penal: determina o tratamento da multa como dívida de valor. 
Art. 51 - Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será considerada dívida de 
valor, aplicando-se-lhes as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública, 
inclusive no que concerne às causas interruptivas e suspensivas da prescrição. 
 Art. 114 do Código Penal: prescrição da pena de multa. 
Art. 114 - A prescrição da pena de multa ocorrerá: 
I - em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada; 
II - no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade, quando a multa 
for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada 
 HC 115405 STF: entendimento de que se deve adotar o prazo da legislação tributária. 
“Execução penal. Agravo regimental no habeas corpus. Crimes financeiros – arts. 4º e 22 da Lei 
n. 7.492/86. Pena privativa de liberdade cumulada com pena de multa. Indulto da primeira e 
inscrição da segunda na dívida ativa da União. Juízo da execução penal incompetente para 
analisar o pedido de indulto da multa. Competência da autoridade Fiscal. Impetração de HHCC 
no TJ/SP e no STJ. Não conhecimento. Ausência de ameaça ao direito de locomoção. Objeto único 
da tutela em HC (CF, art. 5º, inc. LXVIII). Impossibilidade da reconversão da multa em pena 
privativa de liberdade. Fundamento não atacado. Insistência nos temas de fundo (competência 
do Juízo da Execução Penal e prescrição da pena de multa). Art. 51 do Código Penal: Pena multa 
convertida em dívida de valor. Regência pela legislação atinente à Fazenda Pública. Dupla 
supressão de instância. Inviabilidade do writ. 1. O habeas corpus é cabível “sempre que alguém 
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sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por 
ilegalidade ou abuso de poder” (CF, art. 5º, inc. LXIX), por isso não tem cabimento quando não 
estiver em jogo o objeto específico de sua tutela. 2. In casu, o paciente foi condenado à pena 
privativa de liberdade, cumulada com pena de multa, pela prática dos crimes descritos nos arts. 
4º e 22, da Lei n. 7.492/86, e, após o trânsito em julgado da sentença, foi iniciada a execução da 
pena privativa de liberdade, sendo a pena de multa convertida em dívida de valor e encaminhada 
à Fazenda Pública para execução, ex vi do art. 51 do Código Penal. Posteriormente beneficiado 
com o indulto da pena privativa de liberdade, o paciente requereu o indulto da pena de multa, 
tendo o Juízo da Execução Penal se declarado incompetente para julgar o feito em face da 
conversão daquela em dívida de valor, ante o deslocamento da competência para a autoridade 
fiscal. 2.1. Daí a impetração sucessiva de habeas corpus no TJ/SP e STJ sustentando a 
competência do Juízo da Execução Penal, fundada em que a conversão da pena de multa em 
dívida de valor não lhe retira a natureza penal; inovando, ademais, com a ocorrência da 
prescrição. 2.2. Ambos os Tribunais não conheceram das impetrações, sob o fundamento da 
inexistência de ameaça atual ou iminente ao status libertatis em decorrência de abuso de poder 
ou ilegalidade, sendo certo que o inadimplemento da pena de multa convertida em dívida ativa 
não resultará em cerceio da liberdade; aliás, em consonância com o entendimento firmado pelo 
Pleno desta Corte no HC (AgR) n. 82.880/SP, Pleno, DJ de 16/05/2003, verbis: “CONSTITUCIONAL. 
PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS: CABIMENTO. C.F., art. 5º, LXVIII. I. - O habeas corpus visa 
a proteger a liberdade de locomoção – liberdade de ir, vir e ficar – por ilegalidade ou abuso de 
poder, não podendo ser utilizado para proteção de direitos outros. C.F., art. 5º LXVIII. II. - H.C. 
Indeferido, liminarmente. Agravo não provido”, valendo conferir ainda o recente julgado da 2ª 
Turma desta Corte no HC n. 105.903, Rel. Min. Rosa Weber, no qual, em situação que se 
assemelha à do caso sub examine, assentou que “Tratando-se de condenação criminal somente 
à pena de multa e não sendo ela passível de conversão em prisão, não se encontra em risco a 
liberdade de locomoção do paciente, não sendo, por este motivo e conforme consubstanciado 
na Súmula 693 deste Supremo Tribunal Federal, cabível o habeas corpus, instrumento destinado 
à garantia da liberdade de locomoção”. 3. A insistência no conhecimento de questões sobre as 
quais as instâncias antecedentes não se manifestaram encontra resistência na pacífica 
jurisprudência desta Corte, no sentido de repudiar o conhecimento, per saltum, de habeas 
corpus, sendo certo que, in casu, há dupla supressão de instância. 4. Não obstante a higidez do 
fundamento do ato impugnado, e apenas ad argumentandum tantum, é consensual que a 
pena de multa pode ser alcançada pela prescrição da pretensão punitiva, nos termos do art. 
114, I e II, do Código Penal, tanto a pena cominada in abstracto quanto a concretamente 
fixada na sentença ainda não transitada em julgado, ao passo que a prescrição da pretensão 
executória da pena de multa, vale dizer, da pena resultante de sentença transitada em 
julgado, há de ser questionada junto à autoridade fiscal à luz do Código Tributário Nacional, 
por expressa disposição do art. 51 do Código Penal. 5. Ainda a título argumentativo, não há 
falar em competência do Juízo da Execução Penal para decidir a respeito da pena de multa 
convertida em dívida de valor. Destarte, independentemente da origem penal da sanção, a 
multa restou convolada em obrigação de natureza fiscal e, por essa razão, a competência para 
passou a ser da autoridade fiscal, por força da Lei n. 9.268/96, que deu nova redação ao art. 
51 do Código Penal. 6. Agravo regimental desprovido.” (STF, HC 115405 AgR/SP, Rel. Min. Luiz 
Fux, Primeira Turma, Julgamento: 13/11/2012). 
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 STJ, AgRg nos EDcl nospena máxima cominada abstratamente ao delito, e da prescrição da pretensão 
executória, calculada no limite máximo de duração, antes de 30 anos e, com a Lei 13.964/2019, alterado 
para 40 anos. O STJ, por sua vez, tem adotado o prazo prescricional com base na pena máxima prevista em 
abstrato para o delito, sem diferenciar prescrição da pretensão punitiva e da pretensão executória (RHC 
30915, HC 182.973 e HC 121.726). 
 
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 
A Prescrição da Pretensão Punitiva é a causa extintiva da punibilidade que impede a própria formação do 
título executivo pelo Estado, dada sua inércia por determinado período de tempo. Esta modalidade de 
prescrição ocorre antes do trânsito em julgado, de forma que não há sequer a imposição definitiva de sanção 
penal ao acusado e, em alguns casos, ainda nem se iniciou o processo penal. 
A ocorrência da prescrição da pretensão punitiva (PPP) impede o início ou a continuidade do processo penal. 
A prescrição, como visto acima, deve ser declarada de ofício pelo juiz. Deste modo, assim que se constata a 
prescrição do caso concreto, o trâmite do processo penal deve ser encerrado, com a declaração da extinção 
da punibilidade. Se, oferecida a denúncia, já se verificar o decurso do prazo prescricional, a peça inicial da 
acusação deve ser rejeitada, por não haver punibilidade. 
Esta modalidade de prescrição impede a própria formação do título executivo definitivo do Estado, o que 
quer dizer que não há sentença penal transitada em julgado. Deste modo, o indivíduo não será julgado 
inocente ou culpado, ao final do processo, pois será declarada a extinção da punibilidade. 
Por conseguinte, o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva afasta tanto os efeitos principais 
quanto os efeitos secundários da condenação. Não haverá a imposição de sanção penal, seja ela uma pena, 
seja uma medida de segurança. Além disso, o fato fulminado pela prescrição da pretensão punitiva não 
ensejará, por isso, a reincidência do agente, já que não haverá sentença condenatória definitiva a 
fundamentar este efeito penal secundário. 
Em se tratando de consulta pública, o caso em que houve o reconhecimento desta modalidade de prescrição 
não pode constar da folha de antecedentes. Essa informação só deve constar da folha de antecedentes que 
for fornecida mediante requisição judicial. 
De forma diferente da prescrição da pretensão executória, a modalidade referente à punitiva impede o 
exame do mérito da ação penal. Por isso, se reconhecida anteriormente, o juiz não condena nem absolve o 
culpado, pois a extinção da pretensão punitiva é prejudicial em relação ao próprio objeto da ação penal, 
sendo declarada de ofício assim que constatada (Ressalvo que a extinção da punibilidade é uma das causas 
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de “absolvição sumária”, entretanto, referida fase processual abrange hipóteses não tratadas no artigo 386 
do Código de Processo Penal como de absolvição propriamente dita). 
A prescrição da pretensão punitiva possui diferentes modalidades, conforme o termo inicial e final do seu 
prazo, variando também a sua base de cálculo. A base para o cômputo do prazo prescricional pode ser a 
pena máxima cominada abstratamente ao delito ou a pena aplicada pelo juiz no caso concreto, a depender 
da espécie de PPP. 
São as modalidades de prescrição da pretensão punitiva: a PPP propriamente dita, a PPP superveniente, a 
PPP retroativa e a PPP virtual. Esta ramificação pode ser melhor vista abaixo: 
 
 
 
Passaremos, agora, ao estudo de cada uma das formas de prescrição da pretensão punitiva. 
 
1 - PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA PROPRIAMENTE DITA 
A prescrição da pretensão punitiva propriamente dita é a extinção da punibilidade, por decurso do prazo 
em que o Estado permanece inerte, calculada com base no limite máximo da pena prevista em abstrato 
para o delito. Considera-se o máximo da pena que foi estabelecida pelo legislador. 
O direito de punir do Estado, o ius puniendi, desaparece antes mesmo de ser imposta a pena pelo juiz, 
mesmo que provisoriamente na primeira instância. O acusado, então, não deve ser condenado nas custas 
processuais. A fiança deve ser devolvida integralmente ao acusado3. 
 
3 No mesmo sentido: BRASILEIRO, Renato. Manual de processo civil: volume único. 8 ed. Salvador: Editora JusPodivm, 2020, p. 
1179. CUNHA, Rogério Sanches. Manual de direito penal: parte geral (arts. 1º ao 120). 8ª ed. Salvador: JusPODIVM, 2020, p. 400. 
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Está prevista no artigo 109 do Código Penal, que traz os parâmetros para a fixação do prazo prescricional 
para cada infração penal. Há vários prazos prescricionais estabelecidos na lei conforme o limite máximo da 
pena prevista de forma abstrata no preceito secundário do tipo penal. Vejamos o que diz o dispositivo: 
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no § 1o do 
art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, 
verificando-se: 
I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze; 
II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a doze; 
III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito; 
IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro; 
V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois; 
VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. 
O artigo 109 do Código Penal estabelece que a prescrição ali tratada, que se regula pelo máximo da pena 
prevista para o delito, se refere aos casos em que não houve o trânsito em julgado. O dispositivo faz ressalva 
ao parágrafo único do artigo 110, que cuida da prescrição após o trânsito em julgado para a acusação ou 
depois do improvimento do seu recurso. 
Segue um quadro com a relação entre a pena máxima prevista em abstrato para o delito e o prazo 
prescricional estabelecido pelo Código Penal: 
Pena máxima Prazo prescricional 
Inferior a 1 ano 3 anos 
De 1 a 2 anos 4 anos 
De mais de 2 a 4 anos 8 anos 
De mais de 4 a 8 anos 12 anos 
De mais de 8 a 12 anos 16 anos 
Superior a 12 anos 20 anos 
Destaco que o prazo mínimo de prescrição, para os crimes cuja pena máxima em abstrato é inferior a um 
ano, foi alterado pela Lei 12.234, de 5 de maio de 2010. Antes desta data, o prazo mínimo era de 2 anos, 
sendo que a alteração, em decorrência do princípio da legalidade e do seu corolário da anterioridade, 
determina que o prazo de 3 anos só pode ser aplicado aos delitos cometidos após a data de entrada em 
vigor da lei alteradora. 
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Apesar de se tratar de delito da legislação penal extravagante, cumpre destacar que o 
crime de posse de droga para consumo pessoal possui prazo próprio para cálculo da 
prescrição. O artigo 30 da Lei 11.343/06 estipula que a imposição e a execução das penas 
previstas para o delito do artigo 28 do mesmo diploma legal prescrevem em dois anos. 
Como o dispositivo menciona imposição e execução, trata tanto da prescrição da 
pretensão punitiva quanto da prescrição da pretensão executória. Vejamos o teor do 
artigo 30: 
Art. 30. Prescrevem em 2 (dois) anos a imposição e a execução das penas, observado, no tocante à 
interrupção do prazo, o disposto nos arts. 107 e seguintes do Código Penal. 
Como dito acima, a prescrição da pretensão punitiva propriamente dita leva em conta a pena máxima 
prevista de forma abstrata para o delito. Como não há pena imposta ao indivíduo ou a pena fixada não é 
definitiva (pode ser aumentada),EDv no AgRg nos EDcl nos EAREsp 770540/DF: entendimento de que o prazo 
de prescrição da pretensão executória é de 2 anos. 
“AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA 
NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE 
DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA. 
TERMO INICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO PARA A ACUSAÇÃO. ART. 112, I, DO CÓDIGO PENAL. 
RECONHECIMENTO DE OFÍCIO. AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO. 1. Essa Corte Superior 
sedimentou o entendimento de que, nos termos do que dispõe o art. 112, I, do Código Penal, o 
prazo prescricional da pretensão executória começa a correr com o trânsito em julgado para 
a acusação. 2. Segundo o art. 114, inciso I, do Código Penal, a pena imposta ao agravante - 
pena de multa -, prescreve em 2 (dois) anos. 3. Na hipótese, considerando a pena imposta 
no patamar de 10 dias-multa, com trânsito em julgado para a acusação em 5/6/2015, verifica-
se a ocorrência da prescrição da pretensão executória, tendo em vista que, após a data 
do trânsito em julgado para a acusação transcorreu lapso temporal superior a 2 anos. Agravo 
regimental prejudicado. De ofício, reconhecida a prescrição da pretensão executória para 
declarar a extinção da punibilidade.” (STJ, AgRg nos EDcl nos EDv no AgRg nos EDcl nos EAREsp 
770540/DF, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Terceira Seção, DJe 27/06/2017). 
 
RESUMO 
Para finalizar o estudo da matéria, trazemos um resumo dos principais aspectos estudados ao longo 
da aula. Sugerimos que esse resumo seja estudado sempre previamente ao início da aula seguinte, 
como forma de “refrescar” a memória. Além disso, segundo a organização de estudos de vocês, a cada 
ciclo de estudos é fundamental retomar esses resumos. Caso encontrem dificuldade em compreender 
alguma informação, não deixem de retornar à aula. 
 
Prescrição 
É a causa extintiva da punibilidade decorrente da inércia estatal por determinado lapso temporal. 
 São fundamentos a justificar o reconhecimento da prescrição como causa extintiva da punibilidade: 
- Enfraquecimento do quadro probatório; 
- Inconveniência de aplicação da sanção penal muito tempo depois da prática da infração penal; 
- Combate à ineficiência do Estado; 
- Esquecimento do fato. 
 Deve ser reconhecida de ofício pelo juiz. 
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 Quando um crime for pressuposto, elemento constitutivo (crime complexo) ou circunstância 
agravante de outro, a extinção da punibilidade dele não influi a outra infração penal. Além disso, 
mesmo que um crime já tenha prescrito, ele pode ser considerado pelo juiz para se agravar a pena de 
outro devido à conexão existente entre eles. 
 No caso das penas restritivas de direito, o prazo prescricional será o mesmo das penas privativas 
de liberdade. 
 As penas mais leves prescrevem com as mais graves. 
 Se houver concurso de crimes, os prazos prescricionais deverão ser considerados de forma 
individualizada. 
 No caso de continuidade delitiva, o aumento decorrente do reconhecimento do próprio crime 
continuado não deve ser utilizado para a estipulação do prazo prescricional. 
 A regra é a prescritibilidade, ou seja, todos os crimes estão sujeitos à prescrição. Existem, 
entretanto, hipóteses de imprescritibilidade. 
 São, portanto, crimes imprescritíveis (e inafiançáveis): 
- Crime de racismo; 
- Crimes praticados por grupos armados, civis ou militares, contra a ordem 
constitucional e o Estado democrático. 
 Grande parte da doutrina diferencia o crime de racismo da Lei n. 7.716/89 da injúria racial: 
- O racismo é o crime imprescritível. São condutas que promovem o tratamento discriminatório por 
motivos abjetos, como a origem étnica do indivíduo. 
- A injúria racial, por sua vez, passou a ser compreendida como a conduta do sujeito que imputa uma 
qualidade negativa à vítima, desde que haja emprego de elementos referentes à raça, cor, étnica, 
origem, religião ou condição de pessoa com deficiência. 
 O STF e o STJ consideram a injúria racial uma modalidade de racismo e, portanto, imprescritível. 
 O crime de ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado 
Democrático é imprescritível. Atualmente, esses crimes foram inseridos no Código Penal, como crimes 
contra o Estado Democrático de Direito. 
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 No âmbito do Direito Penal Internacional, há a previsão de imprescritibilidade para todos os delitos 
de competência do Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, nos Países Baixos. Entretanto, 
alguns doutrinadores entendem que referida previsão não encontra guarida na Constituição. 
 A prescrição, causa de extinção da punibilidade por inércia do Estado, possui várias modalidades: 
- Prescrição da pretensão punitiva: ocorre antes do trânsito em julgado da sentença, extinguindo o 
direito de punir do Estado. Impede que haja efeitos penais ou extrapenais da condenação. 
- Prescrição da pretensão executória: ocorre após o trânsito em julgado da sentença, impedindo o 
Estado de executar a punição (pena ou medida de segurança). Os efeitos secundários e extrapenais 
persistem. 
 
 
Prescrição da Pretensão Punitiva 
 É a causa extintiva da punibilidade que impede a própria formação do título executivo pelo Estado, 
dada sua inércia por determinado período de tempo. Esta modalidade de prescrição ocorre antes do 
trânsito em julgado, de forma que não há sequer a imposição definitiva de sanção penal ao acusado. 
 A ocorrência da prescrição da pretensão punitiva (PPP) impede o início ou a continuidade do 
processo penal. 
 O reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva afasta tanto os efeitos principais quanto os 
efeitos secundários da condenação. 
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 A prescrição da pretensão punitiva possui diferentes modalidades, conforme o termo inicial e final 
do seu prazo, variando também a base de cálculo. A base para o cômputo do prazo prescricional pode 
ser a pena máxima cominada abstratamente ao delito ou a pena aplicada pelo juiz no caso concreto, 
a depender da espécie de PPP. 
 São as modalidades de prescrição da pretensão punitiva: a PPP propriamente dita, a PPP 
superveniente, a PPP retroativa e a PPP virtual. 
 
 
 Prescrição da pretensão punitiva propriamente dita: é a extinção da punibilidade, por decurso do 
prazo em que o Estado permanece inerte, calculada com base no limite máximo da pena prevista em 
abstrato para o delito. 
 O artigo 109 do Código Penal se refere aos casos em que não houve o trânsito em julgado. 
 O prazo mínimo de prescrição, para os crimes cuja pena máxima em abstrato é inferior a um ano, 
foi alterado pela Lei 12.234, de 5 de maio de 2010. Antes desta data, o prazo mínimo era de 2 anos. 
 O crime de posse de droga para consumo pessoal possui prazo próprio para cálculo da prescrição. 
O artigo 30 da Lei 11.343/06 estipula que a imposição e a execução das penas previstas para o delito 
do artigo 28 do mesmo diploma legal prescrevem em dois anos. 
 Eventual qualificadora deve ser considerada. 
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✓ Qual a fração de aumento de pena deve ser considerada para fixação do prazo de prescrição 
da pretensão punitiva, no caso de incidência de uma majorante? 
Se o indivíduo é acusado ou investigado em relação à prática de um delito majorado, deve-se 
considerar o maior aumento possível.No caso de incidir uma minorante, ou uma causa de diminuição 
de pena, considera-se a menor diminuição possível. É o que determina a teoria da pior das hipóteses. 
 Por sua vez, as circunstâncias judiciais, as agravantes e as atenuantes não são consideradas. 
Entretanto, a chamada menoridade relativa e a senilidade são consideradas por força de lei. No caso 
do menor de 21 anos de idade, ao tempo do crime, e do maior de 70 anos, à época da sentença, os 
prazos prescricionais devem ser reduzidos pela metade. 
 
 Com relação ao termo inicial do prazo da prescrição da pretensão punitiva propriamente dita, o 
Código Penal estipulou as regras para o início da contagem no art. 111 do Código Penal. 
 A prescrição possui causas suspensivas. A suspensão determina que o prazo deixe de fluir, ficando 
paralisado. Com o fim da suspensão, a prescrição volta a correr de onde parou. As causas suspensivas 
da prescrição estão previstas no artigo 116 do Código Penal. A suspensão do curso do prazo 
prescricional não possui, na legislação, um limite expresso. A este respeito, o Superior Tribunal de 
Justiça editou o enunciado 415 da sua Súmula, entendendo que se deve respeitar o máximo da pena 
cominada ao delito para delimitação do período de suspensão da prescrição. 
 A prescrição também pode ser interrompida. A interrupção faz com que o prazo seja reiniciado, 
desprezando-se o período já escoado. A prescrição da pretensão punitiva interrompe-se pelo 
recebimento da denúncia ou queixa; pela pronúncia, nos crimes da competência do Tribunal do Júri; 
pela decisão que confirma a pronúncia e, por fim, pela publicação da sentença ou acórdão 
condenatório recorríveis, bem como pelo acórdão que confirma a condenação. 
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 O parágrafo único do artigo 107 prescreve, ainda, que as causas interruptivas da prescrição 
abrangem os crimes conexos, os quais estejam sendo tratados no mesmo processo. 
 Caso o juiz de primeira instância rejeite a denúncia, a interrupção ocorrerá com a publicação do 
acórdão que der provimento ao recurso a recebê-la. Entretanto, se for anulada a decisão de primeiro 
grau, o processo volta à primeira instância para nova decisão do juiz sobre o recebimento ou rejeição. 
Neste último caso, o acórdão não é causa interruptiva da prescrição. É o que prevê a Súmula 709 do 
Supremo Tribunal Federal. 
 Quanto à pronúncia, esta decisão interrompe a prescrição mesmo que, posteriormente, o Conselho 
de Sentença do Tribunal de Júri desclassifique o crime. 
 Caso o réu seja condenado na primeira instância, a publicação da sentença condenatória 
interrompe a prescrição. Se a defesa recorrer e o tribunal confirmar a sentença condenatória, o 
acórdão confirmatório da condenação interrompe o prazo novamente. É o atual entendimento 
consolidado do Pleno do STF. Claramente, se o réu for absolvido pelo juiz da primeira instância, a 
publicação de acórdão que, dando provimento ao recurso, condenar o acusado interrompe a 
prescrição. 
 Com relação à publicação da sentença, que interrompe a prescrição, o Superior Tribunal de Justiça 
já fixou o entendimento de que basta a publicação em cartório, ou seja, com a devolução dos autos 
pelo juiz ao cartório ou secretaria do juízo. 
 Para a prescrição da pretensão punitiva, da qual a PPP propriamente dita é uma das modalidades, 
a reincidência não interfere no prazo. 
 
 Prescrição da pretensão punitiva superveniente ou intercorrente: 
 A prescrição da pretensão punitiva superveniente ou intercorrente é a que incide a partir do 
trânsito em julgado da sentença condenatória para a acusação, levando em conta a pena 
efetivamente aplicada. 
 A utilização da pena já aplicada na condenação como parâmetro para a fixação do prazo 
prescricional é entendimento consolidado na jurisprudência. 
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 O trânsito em julgado para a acusação diz respeito à pena aplicada. Deste modo, se a acusação 
recorrer apenas do regime inicial de cumprimento de pena, sem buscar a majoração da pena aplicada 
pelo juiz, o prazo da prescrição da pretensão punitiva intercorrente começará a fluir. 
 Por conseguinte, o prazo corre da sentença condenatória se a acusação não buscar o aumento da 
pena. De igual modo, o prazo começa a fluir da sentença condenatória se o recurso da acusação for 
improvido ou o aumento da pena não modificar o prazo prescricional. 
 
 Prescrição da pretensão punitiva retroativa: 
 É a prescrição, reconhecida após o trânsito em julgado, que possui termo anterior à sentença 
condenatória. 
 A prescrição da pretensão punitiva retroativa regula-se pela pena aplicada em concreto 
 O cálculo é feito de trás para frente. Após a imposição da pena, o cálculo do prazo prescricional é 
feito com base na pena aplicada em concreto. Entretanto, os marcos temporais estarão no passado, 
entre a sentença ou o acórdão condenatório recorrível e o recebimento da denúncia ou queixa. 
 Anteriormente, a PPP retroativa era mais ampla, podendo ser verificada também no interregno 
entre o recebimento da denúncia ou queixa e a data dos próprios fatos. Esta hipótese de incidência 
da prescrição retroativa não é mais possível, após a alteração do Código Penal pela Lei 12.234, de 
2010. 
 Com o advento da Lei n. 12.234/2010, parte da doutrina passou a entender que não havia mais 
possibilidade de reconhecimento de prescrição da pretensão punitiva retroativa. Tal entendimento 
foi rechaçado pela doutrina e pela jurisprudência majoritária. 
 Os marcos temporais da prescrição retroativa serão a publicação da condenação e o recebimento 
da denúncia ou da queixa. 
 No rito dos processos de competência do Tribunal do Júri, há marcos temporais além daquelas 
previstos no processo comum. Neles, é possível calcular a prescrição retroativa entre a publicação da 
sentença ou acórdão condenatório recorrível e o acórdão confirmatório da pronúncia. Também cabe 
a prescrição retroativa entre o acórdão que confirmou a pronúncia e a própria decisão de pronúncia. 
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Por fim, é possível também que escoe o prazo da prescrição retroativa entre a pronúncia e o 
recebimento da queixa ou da denúncia pelo juiz. 
 
 Prescrição da pretensão punitiva virtual ou antecipada: é aquela calculada com base em um 
exercício de prognose, com relação à probabilidade de ser aplicada determinada pena pelo juiz, antes 
mesmo de haver uma sentença ou um acórdão condenatório. Isto é, trata-se da prescrição 
reconhecida antecipadamente, com base na provável pena a ser aplicada pelo juiz. 
 Esta modalidade não possui amparo legal, sendo uma construção doutrinária. Busca-se antecipar 
o reconhecimento da prescrição, mesmo que o processo penal sequer tenha iniciado, já com base na 
pena que será aplicada pelo juiz, após a realização da dosimetria. 
 Consigno que, apesar da orientação da Súmula 438 do STJ, na prática há casos em que o próprio 
Ministério Público promove o arquivamento do inquérito com base na prescrição virtual. No mais, 
muitos juristas entendem que não há justa causa para a ação penal. 
 A prescrição virtual busca reconhecer que, no futuro, outra modalidade de prescrição da pretensão 
punitiva será fatalmente reconhecida. 
 Como visto, por mais defensável que seja o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva 
virtual, que evitaria o trâmite de um processo inútil, o Superior Tribunal de Justiça possui 
entendimento firmado de que não é possível a extinção da punibilidade com base em pena hipotética. 
 
Prescrição da Pretensão Executória 
É a perda do poder do Estado de executar a sanção imposta, em razão de sua inércia por 
determinado intervalo de tempo. 
 Os prazos da prescrição da pretensão executória serão aqueles do artigo 109 do Código Penal, mas 
a correspondência será feita com a pena aplicada de forma definitiva, ou, nos casos de evasão do 
condenado ou de revogação do livramento condicional (LC), no que resta da pena aplicada. 
 A prescrição da pretensão executória (PPE) depende do trânsito em julgado para ambas as partes, 
apesar de a jurisprudência retroagir o termo inicial ao trânsito em julgado para a acusação. 
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 A PPE extingue a sanção penal, mas subsistem os efeitos secundários da condenação, tanto penais 
quanto extrapenais. 
 No caso de concurso de delitos, incide sobre cada pena isoladamente, como já ressaltado. No caso 
de continuidade delitiva, desconsidera-se o aumento decorrente do crime continuado para o cálculo 
prescricional, como enuncia a Súmula 497 do STF. 
 A reincidência implica no aumento do prazo da prescrição da pretensão executória em um terço. 
 O termo inicial para o transcurso do prazo da prescrição da pretensão executória se inicia com o 
trânsito em julgado da sentença condenatória para a acusação, ou da sentença que revoga a 
suspensão condicional da pena ou o livramento condicional. 
 O STJ já sedimentou o entendimento de que a prescrição realmente começa a correr do trânsito 
em julgado para a acusação, ainda que a pena ainda não possa ser executada. 
 Com a interrupção da prescrição, o prazo começa a fluir do dia em que o prazo se interrompe, caso 
a interrupção não for computada na pena como ocorre em alguns benefícios da execução penal. 
 Os termos iniciais do decurso do prazo da prescrição da pretensão executória estão previstos no 
artigo 112 do Código Penal. 
 No caso de abandono de execução, como já dito, a pena se regula pelo que resta da pena. 
 Caso se trate de penas restritivas de direitos, o início do prazo se dará com o abandono do seu 
cumprimento. 
 Pode ocorrer a suspensão da prescrição da pretensão executória, caso o condenado seja preso por 
outro motivo. 
 Há, ainda, causas de interrupção da prescrição da pretensão executória previstas no artigo 117, 
incisos V e VI. 
 Entretanto, no caso de início ou continuação do cumprimento de pena, a prescrição não volta a 
correr com todo o prazo restituído. Porém, caso haja interrupção no cumprimento da pena, o prazo 
será calculado com base no tempo de pena que resta ao agente cumprir. Por isso, não se devolve o 
prazo integralmente. 
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 Ademais, interrompe-se o prazo em virtude do início ou da continuação do cumprimento da pena, 
bem como em razão da reincidência. 
 Conforme determina o parágrafo único do artigo 117, referidas causas interruptivas são pessoais, 
não se estendendo a corréus, coautores ou partícipes. 
 Com relação ao início de cumprimento de pena, cumpre salientar que não o configura a audiência 
admonitória. 
 A reincidência que interrompe a PPE é a posterior à condenação. Neste caso, o prazo corre da data 
da prática do crime, e não do trânsito em julgado. Por outro lado, a prática de crime anterior, pela 
qual ele já estava sendo processado, não interromperá o prazo prescricional. 
 As causas de diminuição do prazo prescricional referentes ao menor de 21 anos de idade, ao tempo 
do crime, ou maior de 70 anos, à época da sentença, aplicam-se para os prazos de extinção da 
pretensão executória. 
 Sobre a relação entre detração e prescrição, na sentença, o juiz já deve efetuar a detração do 
período de prisão processual a que o condenado já foi submetido. O Superior Tribunal de Justiça já 
possui entendimento consolidado, que determina que o período de detração não deve ser levado em 
conta para o estabelecimento do prazo prescricional. 
 
Prescrição da pena de multa 
 Esta espécie de pena passou por alterações desde o advento do Estatuto, sendo a última delas a 
efetivada pela Lei nº 9.268/96, que determinou o tratamento da multa como dívida de valor, ao alterar 
o caput do artigo 51 do Código Penal. 
 Entretanto, com relação à prescrição da pretensão executória, surge a controvérsia. Parte da 
doutrina passou a defender que, mesmo com a alteração do artigo 51 do Código Penal, a prescrição 
da pretensão executória continuou a obedecer ao mesmo regramento da prescrição da pretensão 
punitiva. 
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 Se a pena de multa for a única cominada ou aplicada para o crime, o prazo de prescrição é de 2 
anos. Caso a pena de multa seja cominada ou aplicada, de forma cumulativa ou alternativa, em 
conjunto com pena privativa de liberdade, deve prescrever no mesmo prazo desta última. 
 Entretanto, outra corrente doutrinária começou a defender a posição de que a prescrição da 
pretensão executória da pena de multa deve se regular pelo mesmo prazo previsto para a prescrição 
da dívida ativa da Fazenda Pública, ou seja, de 5 anos. 
 O tema foi enfrentado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que considerou que o 
prazo a ser adotado deve ser o da legislação tributária. Entretanto, há um recente precedente do 
Superior Tribunal de Justiça, em que o prazo de prescrição da pretensão executória foi considerado 
como de 2 anos, nos termos do artigo 114 do Código Penal. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Este é o fim de nossa aula de prescrição, na qual encerramos o tema da punibilidade, iniciado na aula 
passada. Estudamos, portanto, o conceito analítico de crime que, para a teria tripartida, é o fato típico, 
ilícito e culpável, além de havermos abordado a punibilidade, que é pressuposto de pena. 
O tema da punibilidade foi dividido, de modo a deixarmos a presente aula somente para análise da 
prescrição, dada a maior complexidade desta causa de extinção da punibilidade. As demais causas 
legais de extinção da punibilidade já foram estudadas na aula anterior. 
Espero que, apesar de ser uma matéria um pouco mais complexa que a da aula passada, tenha sido 
exposta de forma compreensível. Se restarem dúvidas, entrem em contato. 
Quaisquer sugestões são bem-vindas e, apesar de elaborada com muito rigor, toda aula pode ser 
aperfeiçoada a partir de contribuições. O contato pode ser feito pelo fórum, por e-mail ou pelo 
Instagram. 
Até a próxima aula. Forte abraço e meus desejos de sempre de sucesso! 
Michael Procopio. 
 
michael.avelar@estrategia.com 
 
professor.procopio 
 
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mailto:michael.avelar@estrategia.com
https://www.facebook.com/eleitoralparaconcursoleva-se em conta a maior pena que pode ser aplicada no caso, sem análise 
do mérito, apenas considerando qual a pena mais alta pode ser calculada pelo juiz em relação à conduta 
de que se acusa o indivíduo. 
Eventual qualificadora deve ser considerada. A forma qualificada estipula uma pena abstrata diversa para o 
caso de sua configuração, com novas balizas máxima e mínima. Deste modo, é o limite máximo próprio do 
delito qualificado que deve ser utilizado como parâmetro para o estabelecimento do prazo prescricional 
daquele caso. 
As majorantes são levadas em conta para se fixar o prazo prescricional do caso. Neste caso, pode haver uma 
fixação de um mínimo e máximo para o aumento. Por exemplo, nas hipóteses do roubo majorado, previsto 
no artigo 157, § 2º, do Código Penal, o legislador estabeleceu que a pena deve ser aumentada de um terço 
até metade. Em casos como esses, como se estabelece o limite máximo para a estipulação do prazo 
prescricional? 
✓ Qual a fração de aumento de pena deve ser considerada para fixação do prazo de prescrição da 
pretensão punitiva, no caso de incidência de uma majorante? 
Se o indivíduo é acusado ou investigado em relação à prática de um delito majorado, deve-se considerar o 
maior aumento possível. No caso de incidir uma minorante, ou uma causa de diminuição de pena, considera-
se a menor diminuição possível. É o que determina a teoria da pior das hipóteses, já que o cálculo deve 
encontrar a maior pena possível abstratamente cominada ao delito. 
Por exemplo, no caso do roubo majorado por concurso de duas ou mais pessoas, a pior hipótese possível 
para o acusado da prática deste crime é o aumento de metade, ou seja, o maior aumento previsto na lei. 
Com base na pena máxima calculada com incidência da causa de aumento no maior grau, estabelece-se o 
prazo da prescrição da pretensão punitiva. Como a pena é do roubo é de até 10 anos de reclusão, o aumento 
de metade implica em uma sanção de 15 anos como pior das hipóteses. Deste modo, o cálculo prescricional 
será feito com base em uma pena máxima de 15 anos, levando ao prazo de 20 anos para a prescrição, nos 
termos do artigo 109, I, do CP. 
Por sua vez, as circunstâncias judiciais, as agravantes e as atenuantes não são consideradas no cálculo. As 
circunstâncias judiciais, previstas no artigo 59 do Código Penal, devem ser consideradas na primeira fase da 
dosimetria para fixação da pena-base pelo juiz. Já as agravantes e atenuantes incidem na segunda fase do 
cálculo, na qual se estabelece a pena intermediária. Para o cálculo da prescrição, não são levadas em conta. 
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Ainda que da leitura da peça acusatória, o juiz verifique que a conduta praticada pelo agente implica o 
reconhecimento de uma agravante, esta conclusão não influenciará no parâmetro utilizado para fixação da 
prescrição. De igual modo, as circunstâncias do artigo 59 não devem ser consideradas para tal finalidade. 
Entretanto, a chamada menoridade relativa e a senilidade são consideradas por força de 
lei. No caso do menor de 21 anos de idade, ao tempo do crime, e do maior de 70 anos, à 
época da sentença, os prazos prescricionais devem ser reduzidos pela metade. Deve-se 
relembrar, aqui, que se considera o crime praticado ao tempo da ação ou da omissão do 
agente, em decorrência da adoção do princípio da atividade pelo Código Penal. Referida 
redução dos prazos pela metade está prevista no artigo 115: 
Redução dos prazos de prescrição 
Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do 
crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos. 
No caso do redutor de senilidade, há sua incidência se a idade de 70 anos de idade for implementada ao 
tempo da primeira condenação, seja ele em primeiro grau ou no julgamento de recurso. Neste sentido: 
“(...) 4. "A jurisprudência desta Casa se assenta na orientação de que a redução do prazo 
prescricional à metade, com base no art. 115 do Código Penal, aplica-se aos réus que atingirem a 
idade de 70 anos até a primeva condenação, tenha ela se dado na sentença ou no acórdão, 
situação que não ocorreu na hipótese" (AgRg nos EDcl no AREsp 491.258/TO, Rel. Ministro ANTONIO 
SALDANHA PALHEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 07/02/2019, DJe 26/02/2019). 5. Agravo regimental 
não conhecido. (...)” (STJ, AgInt no AREsp 1361717/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe 
29/03/2019). 
Vale mencionar que a idade de 70 anos deve ter sido atingida ao tempo da primeira condenação, não 
havendo redução do prazo se a idade for implementada quando de julgamento de recurso interposto da 
sentença condenatória: 
“(...) 3. Por expressa previsão do art. 115 do CP, são reduzidos pela metade os prazos de prescrição 
quando o criminoso era, na data da sentença, maior de 70 anos. O termo sentença deve ser 
compreendido como a primeira decisão condenatória, seja sentença ou acórdão proferido em apelação 
(...)”( STJ, HC 316110, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe 01/07/2019). 
 
 
 
No caso de concurso de crimes, como já visto, a prescrição deve ser considerada em relação a cada uma das 
infrações penais, de forma isolada, como prevê o artigo 119 do Código Penal: 
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Art. 119 - No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, 
isoladamente. 
Com relação ao termo inicial do prazo da prescrição da pretensão punitiva propriamente dita, o Código 
Penal estipulou as regras para o início da sua fruição. No caso do crime consumado, em regra, o início do 
prazo é o da consumação. Se for tentado, conta-se da data do último ato de execução, ou, nos termos da 
lei, com a cessação da atividade criminosa. 
No caso dos crimes permanentes, cuja consumação se protrai no tempo, o prazo só começará a correr 
quando cessada a permanência. Para os crimes de bigamia e falsificação ou alteração de assentamento do 
registro civil, a lei prevê prazo diferenciado, em razão da dificuldade de esses crimes serem desvendados 
em pouco tempo. Para referidos crimes, o termo inicial é a data em que o fato se torna conhecido, ou seja, 
o dia em que que seja descoberta a bigamia ou a falsificação ou alteração do assentamento de registro civil. 
O artigo 111 do Código Penal é o que prevê o termo inicial da prescrição da pretensão punitiva propriamente 
dita. Sua última alteração ocorreu por meio da Lei n. 14.344/2022, conhecida como Lei Henry Borel: 
Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr: 
I - do dia em que o crime se consumou; 
II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; 
III - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; 
IV - nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil, da data em 
que o fato se tornou conhecido. 
V - nos crimes contra a dignidade sexual ou que envolvam violência contra a criança e o adolescente, 
previstos neste Código ou em legislação especial, da data em que a vítima completar 18 (dezoito) 
anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal. 
A regra é que a prescrição tenha seu prazo iniciado com a consumação do crime, o que varia se o delito for 
material, já que a consumação ocorre com a produção do resultado, ou se for delito formal ou de mera 
conduta, em que a conduta típica será suficiente para a consumação e, assim, o início do decurso do prazo. 
Se tentado o delito, é o fim da atividade criminosa que marca o início do prazo prescricional, como o último 
disparo antes da chegada de policiais. Nos delitos permanentes, é a cessação que faz iniciar o decurso do 
prazo, já que a consumação se protrai no tempo.Por isso, no sequestro, até a vítima ser libertada não corre 
o prazo de prescrição. 
Há exceções em razão de peculiaridades de alguns crimes. No caso de bigamia e de falsificação ou alteração 
do registro civil, dada a clandestinidade inerente a essas condutas e devido à maior dificuldade de 
descoberta, o legislador previu que o conhecimento do fato é o que faz com o que o prazo comece a fluir. 
Por fim, a Lei n. 12.650/2012 havia acrescido o inciso V ao artigo 111, para trazer uma disciplina específica 
de prescrição dos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. A Lei n. 14.344/2022, 
conhecida como Lei Henry Borel, alterou a redação para incluir também os casos de violência contra criança 
ou adolescente. Em todos esses delitos, devido à vulnerabilidade da vítima e da grande possibilidade de 
esses delitos não serem noticiados, especialmente quando praticados por seus genitores ou responsáveis, a 
prescrição não corre até que a vítima complete 18 anos de idade. A prescrição se inicia antes, entretanto, 
se já foi proposta a ação penal, pois o fundamento para o seu prazo não fluir desaparece: a ausência de 
comunicação às autoridades sobre a infração penal e da consequente persecução penal dos envolvidos. 
 
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A prescrição possui causas suspensivas. A suspensão determina que o prazo deixe de fluir, ficando 
paralisado. Com o fim da suspensão, a prescrição volta a correr de onde parou. 
Deste modo, se o prazo prescricional é de 10 anos e, ao completar 4 anos do prazo, sobrevém uma causa 
suspensiva, o prazo ficará congelado nos 4 anos já corridos. Cessada a causa de suspensão do prazo, este 
voltará a fluir, reiniciando-se nos 4 anos em que havia sido suspenso e correndo pelos 6 anos restantes. 
As causas suspensivas da prescrição estão previstas no artigo 116 do Código Penal, com a redação dada pela 
Lei 13.964, de 24 de dezembro de 2019: 
Art. 116 - Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: 
I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da 
existência do crime; 
II - enquanto o agente cumpre pena no exterior; 
III - na pendência de embargos de declaração ou de recursos aos Tribunais Superiores, quando 
inadmissíveis; e 
IV - enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal. 
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a prescrição não corre 
durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo 
Entendo que as modificações só podem ser aplicadas para os crimes cometidos após o início da vigência da 
Lei, já que a prescrição tem natureza penal, por limitar o poder de punir. Deste modo, as novas hipóteses, 
previstas nos incisos III e IV do artigo 116, só podem ser aplicadas aos crimes cometidos a partir de 23 da 
janeiro de 2020. Vale mencionar que o inciso II só teve sua redação modificada, sem alteração de conteúdo 
da norma que dele se extrai. 
Inciso I: Da leitura do dispositivo, percebe-se que a prescrição não corre enquanto, em outro processo, não 
for resolvida questão de que depende a existência do crime. Cuida-se da chamada questão prejudicial. 
Inciso II: Também há suspensão do prazo prescricional no caso de o agente estar cumprindo pena no 
exterior. A alteração da Lei 13.964/2019 foi meramente terminológica, trocando a expressão “no 
estrangeiro” por “no exterior”. A eficácia jurídica é a mesma, razão pela qual não há que se falar de aplicação 
da modificação no tempo. 
Inciso III: Foi inserido pelo Pacote Anticrime, aplicando-se para os delitos cometidos após o início de sua 
vigência. A prescrição não corre durante a pendência de embargos de declaração, bem como de recursos 
aos Tribunais Superiores, quando inadmissíveis. Ou seja, deve-se analisar a não admissibilidade dos recursos 
para que haja a suspensão do prazo prescricional. A não admissibilidade significa que o recurso não passou 
pelo juízo de admissibilidade, ou seja, não se analisou o mérito4. Entendo, ainda, que o fato de a prescrição 
não correr se os recursos forem inadmissíveis é pressuposto tanto dos recursos aos Tribunais Superiores 
quanto dos embargos de declaração. Pensemos que, caso haja erro do juízo no cálculo da pena, por 
exemplo, os embargos são admissíveis e, então, o acusado não deu causa a este incidente. A ideia que rege 
 
4 LIMA, Renato Brasileiro de. Pacote Anticrime. Salvador: Editora JusPodivm, 2020, p. 62-63. No mesmo sentido, só admitindo a 
suspensão da prescrição se não admitido o recurso: JUNQUEIRA, Gustavo et al. Lei Anticrime. São Paulo: Saraiva Educação, 2020, 
p. 30. 
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a suspensão nos casos do inciso III é evitar que o réu consiga prolongar o processo por meio de instrumentos 
meramente protelatórios, em razão da sua não admissibilidade. Por isso, os recursos devem ter sido 
interpostos pela defesa5. 
Inciso IV: Foi inserido pelo Pacote Anticrime, aplicando-se para os crimes cometidos após a sua entrada em 
vigor. Celebrado o acordo de não persecução penal, que foi instituído, sem base legal, por uma resolução 
do CNMP e, posteriormente, efetivamente criado pela Lei 13.964/2019, fica suspensa a prescrição enquanto 
ele não for cumprido ou rescindido. 
Parágrafo único: Por fim, a prisão do indivíduo, por outro motivo, é uma causa suspensiva da prescrição. 
Enquanto o agente estiver preso por delito diverso, a prescrição não corre. Só voltará a correr quando ele 
for posto em liberdade, enfatizando que ele deveria estar preso por motivo diverso, ou seja, não em razão 
do delito cujo prazo prescricional estava suspenso. 
A suspensão do curso do prazo prescricional não possui, na legislação, um limite expresso. A este respeito, 
o Superior Tribunal de Justiça editou o enunciado 415 da sua Súmula, entendendo que se deve respeitar o 
máximo da pena cominada ao delito para delimitação do período de suspensão da prescrição: 
Súmula 415, STJ 
O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada. 
Deste modo, superado o prazo prescricional que corresponda ao máximo da pena cominada, o prazo 
prescricional deve voltar a fluir, estando ou não superada a causa suspensiva. Portanto, a prescrição fica 
suspensa pelo prazo que corresponda à pena máxima abstratamente cominada ao delito. Isto porque o STJ 
pacificou o entendimento de que a suspensão do prazo prescricional não é ilimitada, devendo ter como 
limite de duração a própria pena em abstrato cominada ao delito, em seu máximo. 
Exemplo de aplicação: 
1. Estabelece a Súmula n.º 415 do STJ que "[o] período de suspensão do prazo prescricional é regulado 
pelo máximo da pena cominada". Após o transcurso do prazo de suspensão, a prescrição volta a 
fluir. 2. No caso, o crime de atentado violento ao pudor supostamente praticado pelo Recorrente 
ocorreu em 1998, na vigência do art. 214 do Código Penal (revogado pela Lei n.º 12.015/2009), que 
previa a pena de 6 (seis) a 10 (dez) anos de reclusão, com um prazo prescricional de 16 (dezesseis) 
anos, nos termos do art. 109, inciso II, do Código Penal. 3. Assim, não procede a alegação de prescrição 
da pretensão punitiva, uma vez que a denúncia foi recebida em 04/08/1999 e o processo e o curso do 
prazo prescricional foram suspensos em 24/10/2002, nos termos do art. 366 do Código de Processo 
Penal, voltando a fluir após o transcurso do mencionado lapso de 16 (dezesseis) anos. (...) (STJ, RHC 
113570/MG, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe 01/10/2019) 
Há causas de suspensão do prazo prescricional fora do Código Penal. É o caso do art. 366 do CPP, que 
determina que o processo deve ser suspenso, assim como a prescrição, se o réu, citado por edital, não 
comparecer ao processo nem constituiradvogado. 
Analisando essa hipótese, o STF fixou o mesmo entendimento, em julgamento recente e por seu Pleno. Foi 
aprovada a tese de que: 
"Em caso de inatividade processual decorrente de citação por edital, ressalvados os crimes previstos 
na Constituição Federal como imprescritíveis, é constitucional limitar o período de suspensão do prazo 
 
5 JUNQUEIRA, Gustavo et al. Lei Anticrime. São Paulo: Saraiva Educação, 2020, p. 30-31. 
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prescricional ao tempo de prescrição da pena máxima em abstrato cominada ao crime, a despeito de 
o processo permanecer suspenso". (STF, RE 600.851/DF, Tema 438-RG, Rel. Min. Edson Fachin, 
Plenário, Sessão Virtual de 27.11.2020 a 4.12.2020). 
 
A prescrição possui causas interruptivas. A interrupção faz com que o prazo seja reiniciado, desprezando-
se o período já escoado. Se já se passaram 4 anos de um prazo prescricional de 10 anos, a causa de 
interrupção de prescrição faz com que voltem a fluir os 10 anos. O prazo é restituído por inteiro. 
As causas interruptivas da prescrição estão previstas no artigo 117 do Código Penal: 
Art. 117 - O curso da prescrição interrompe-se: 
I - pelo recebimento da denúncia ou da queixa; 
II - pela pronúncia; 
III - pela decisão confirmatória da pronúncia; 
IV - pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis; 
V - pelo início ou continuação do cumprimento da pena; 
VI - pela reincidência. 
§ 1º - Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz efeitos 
relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, 
estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. 
§ 2º - Interrompida a prescrição, salvo a hipótese do inciso V deste artigo, todo o prazo começa a 
correr, novamente, do dia da interrupção. 
As hipóteses dos incisos V e VI do artigo 117 (início ou continuação do cumprimento da pena e reincidência) 
são causas de interrupção de prescrição aplicáveis para a prescrição da pretensão executória, de modo que 
serão estudadas no capítulo próprio. São pessoais, não se estendendo a coautores e partícipes. 
Com exceção dessas situações restritas à prescrição da pretensão executória, as demais causas de 
interrupção da prescrição estendem-se aos coautores e partícipes. O artigo 117, § 1º, do CP, prescreve, 
ainda, que as causas interruptivas da prescrição abrangem os crimes conexos, os quais estejam sendo 
tratados no mesmo processo. 
A prescrição da pretensão punitiva interrompe-se pelo recebimento da denúncia ou queixa; pela pronúncia, 
nos crimes da competência do Tribunal do Júri; pela decisão que confirma a pronúncia e, por fim, pela 
publicação da sentença ou acórdão condenatório recorríveis. 
Caso o juiz de primeira instância rejeite a denúncia, a interrupção ocorrerá com a publicação do acórdão 
que der provimento ao recurso a recebê-la. Entretanto, se for anulada a decisão de primeiro grau, o processo 
volta à primeira instância para nova decisão do juiz sobre o recebimento ou rejeição. Neste último caso, o 
acórdão não é causa interruptiva da prescrição. É o que prevê a Súmula 709 do Supremo Tribunal Federal: 
Súmula 709, STF 
 “Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da 
denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela.” 
 
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✓ E se o juízo do recebimento da denúncia for declarado incompetente? 
Segundo entendimento que prevalece nos Tribunais Superiores, depende da natureza da 
incompetência. A interrupção ocorre se o juízo que recebeu a inicial for relativamente 
incompetente, mas a decisão do absolutamente incompetente não interrompe a prescrição. 
A doutrina processualista, por outro lado, tem visão mais crítica. Nucci defende que, reconhecida 
a incompetência absoluta, nenhum ato pode ser aproveitado, sendo possível aproveitar-se 
apenas os instrutórios, ratificando-os, se a incompetência for relativa. Nessa hipótese, os atos 
decisórios também seriam anulados6. Para Renato Brasileiro, mesmo a instrução deveria ser 
renovada, independentemente de ser competência absoluta ou relativa7. 
Em se tratando de incompetência relativa, o STF já decidiu que interrupção se computa do ato 
de recebimento pelo juízo incompetente, considerando-se o ato de ratificação, do juízo 
competente, como meramente declaratório8. O STJ decidiu no mesmo sentido, considerando 
que, tratando-se de incompetência territorial, que é relativa, a interrupção da prescrição vale 
desde o recebimento pelo juízo incompetente, aplicando-se o princípio da convalidação9. 
Por outro lado, o STF tem decidido de forma expressa que o recebimento da denúncia por juízo 
absolutamente incompetente não interrompe a prescrição, por ser uma decisão nula10. 
Analisando casos de detentor de foro por prerrogativa de foro, o STJ concluiu que, nesse caso, o 
ato é absolutamente nulo, não surtindo efeitos. Vale lembrar que se trata de regra de 
competência em razão da pessoa e, por isso, absoluta11. Também houve decisão do STJ 
considerando o ato nulo quando a renúncia foi recebida pelo Juízo Federal, se a competência 
era da Justiça Estadual12. Esse julgado envolvia, portanto, competência de natureza absoluta. 
Quanto à decisão ou acórdão condenatórios e a interrupção da prescrição, surgiu controvérsia sobre o 
acórdão que confirma a condenação, ou seja, o acordão confirmatório da sentença que condenou o réu. O 
 
6 NUCCI, Guilherme de Souza. Código de Processo Penal Comentado. 15. ed. rev. atual. e ampl. Rio de Janeiro: Forense, 2016, 
p. 1175. 
7 LIMA, Renato Brasileiro de. Manual de Processo Penal. 15. ed. rev. ampl. e atual. Salvador: Ed. JusPodivm, 2020, p. 426-428. 
8 Decisão monocrática proferida no HC 218518, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Julgamento: 18/08/2022, Publicação: 19/08/2022. 
9 STJ, RHC n. 40.514/MG, relatora Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em 8/5/2014, DJe de 16/5/2014. 
10 STF, HC 205375 AgR, Relator(a): RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 09/10/2021. 
11 STJ, APn n. 295/RR, relator Ministro Jorge Mussi, Corte Especial, julgado em 17/12/2014, DJe de 12/2/2015; STJ, AgRg no 
REsp n. 1.492.580/RJ, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 3/3/2016, DJe de 10/3/2016. 
12 STJ, AgRg no AgRg nos EDcl no AREsp n. 961.417/BA, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 
18/4/2017, DJe de 26/4/2017. 
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STJ vinha entendendo que o acórdão que confirma a condenação não interrompe a prescrição13. No STF, 
havia divergência entre as Turmas14. 
Entretanto, em julgado finalizado em 27/04/2020, o Pleno do STF decidiu a questão, entendendo que o 
acórdão confirmatório da condenação interrompe a prescrição: 
O Tribunal, por maioria, indeferiu a ordem de habeas corpus e propôs a fixação da seguinte tese: "Nos 
termos do inciso IV do artigo 117 do Código Penal, o acórdão condenatório sempre interrompe a 
prescrição, inclusive quando confirmatório da sentença de 1º grau, seja mantendo, reduzindo ou 
aumentando a pena anteriormente imposta", nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros 
Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Plenário, Sessão Virtual de 17.4.2020 a 
24.4.2020. (STF, HC 176473, Tribunal Pleno). 
Ou seja: a prescrição se interrompe com a condenação na primeira instância. Tendo havido recurso e sendo 
a condenação mantida, o acórdão confirmatório também interromperá a prescrição, iniciando-se uma nova 
contagem do prazo em cada um dos dois marcos interruptivos. O Superior Tribunal de Justiça passou, então, 
a acompanharo novo entendimento do STF: 
“O acórdão que confirma a condenação é marco interruptivo da prescrição da pretensão punitiva, 
conforme entendimento atual deste Superior Tribunal de Justiça, em conformidade com o julgamento, 
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, do HC 176.473, Rel. Ministro ALEXANDRE DE MORAES, 
julgado em 27/04/2020, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-224, DIVULG 09-09-2020, PUBLIC 10-09-2020 
(...)" (STJ, EDcl no AgRg nos EAREsp 1638943/PB, Rel. Ministra LAURITA VAZ, TERCEIRA SEÇÃO, julgado 
em 25/11/2020, DJe 02/12/2020). 
Com relação à publicação da sentença, o que interrompe a prescrição, o Superior Tribunal de Justiça já fixou 
o entendimento de que basta a publicação em cartório, ou seja, com a devolução dos autos pelo juiz ao 
cartório ou secretaria do juízo. O prazo, então, não se interrompe somente após a publicação na imprensa 
oficial ou com a intimação das partes. É o que se lê no seguinte trecho de precedente do STJ: 
(...) 2. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de que, nos termos do 
artigo 117, inciso IV, do Código Penal, a prescrição se interrompe na data da publicação da sentença 
em cartório, ou seja, de sua entrega ao escrivão, e não da intimação das partes ou publicação no 
órgão oficial. 3. Recurso ordinário desprovido. (STJ, RHC 59830/MA, Rel. Min. Maria Thereza de Assis 
Moura, Sexta Turma, DJe 22/10/2015). 
 
13 “(...) Nos termos da jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça, o acórdão confirmatório da condenação não 
constitui marco interruptivo da prescrição (...)” (EDcl no AgRg no RE nos EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 1264697 / SP, STJ, Dje 
15/09/2017). 
14 “(...) Não obstante a posição de parte da doutrina, o Código Penal não faz distinção entre acórdão condenatório inicial e acórdão 
condenatório confirmatório da decisão. Não há, sistematicamente, justificativa para tratamentos díspares. 3. A ideia de prescrição 
está vinculada à inércia estatal e o que existe na confirmação da condenação é a atuação do Tribunal. Consequentemente, se o 
Estado não está inerte, há necessidade de se interromper a prescrição para o cumprimento do devido processo legal. (...).” 
(STF, RE 1210553 ED/RS, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, Julgamento: 28/06/2019). “(...) Jurisprudência desta 
Suprema Corte, cujas decisões corretamente distinguem, para efeito de interrupção da prescrição penal (CP, art. 117, IV), entre 
acórdão condenatório e acórdão meramente confirmatório de anterior condenação penal, em ordem a não atribuir eficácia 
interruptiva do lapso prescricional à decisão do Tribunal que simplesmente nega provimento ao recurso interposto pelo réu contra 
anterior sentença condenatória. Precedentes. Doutrina. (...).”(STF, RE 1202790 AgR/GO, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, 
Julgamento: 28/06/2019). 
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Quanto à pronúncia, esta decisão interrompe a prescrição mesmo que, 
posteriormente, o Conselho de Sentença do Tribunal de Júri desclassifique o crime. 
Por exemplo, pode ocorrer de o Tribunal do Júri entender que não houve homicídio 
doloso, mas sim lesão corporal seguida de morte. Neste caso, a competência deixa de 
ser do próprio Tribunal do Júri, devendo ser julgado pelo juiz presidente, nos termos 
do artigo 492, § 1º, do CPP. Mesmo neste caso, a desclassificação dos jurados não 
invalida a interrupção da prescrição operada com a pronúncia. Este entendimento está consolidado na 
Súmula 191 do STJ: 
Súmula 191, STJ 
 “A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o 
crime.” 
O esquema a seguir demonstra os marcos interruptivos da prescrição da pretensão punitiva que podem 
ocorrer no curso do procedimento comum: 
 
 
 
Com relação ao procedimento dos processos de competência do Tribunal do Júri, há específicas causas de 
interrupção da prescrição da pretensão punitiva. Referidas causas seguem representadas no esquema 
abaixo: 
 
 
 
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Para a prescrição da pretensão punitiva, da qual a PPP propriamente dita é uma das modalidades, a 
reincidência não interfere no prazo. O fato de o acusado ser reincidente só causa o aumento do prazo 
prescricional depois de transitar em julgado a sentença penal condenatória, como prevê o caput do artigo 
110 do Código Penal. Esta hipótese será vista no estudo da prescrição da pretensão executória. Em relação 
à PPP, o STJ sumulou o entendimento sobre a não influência da reincidência na definição do prazo: 
Súmula 220, STJ 
 “A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva.” 
Vimos, então, a primeira modalidade de prescrição da pretensão punitiva, a propriamente dita. Devemos, 
agora, passar ao estudo das demais espécies de prescrição. 
 
2 - PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA SUPERVENIENTE OU 
INTERCORRENTE 
A prescrição da pretensão punitiva superveniente ou intercorrente é a que incide a partir do trânsito em 
julgado da sentença condenatória para a acusação, levando em conta a pena efetivamente aplicada. 
Portanto, é a perda do direito de punir em razão da inércia estatal, verificada após a condenação do acusado, 
da qual não caiba mais recurso para a acusação, e calculada com base na pena aplicada em concreto pelo 
juiz. Essa conceituação prevalece na doutrina, sendo adotada por Julio Fabbrini Mirabete e Renato N. 
Fabbrini15 e Masson16. 
Cumpre, entretanto, destacar, na esteira da lição de Cezar Bitencourt, que a diferença entre a prescrição 
retroativa e intercorrente é que esta se dirige para o futuro, para períodos posteriores à sentença, enquanto 
aquela se volta ao passado, para períodos anteriores à sentença. Apesar de pressupor o trânsito em julgado 
para a acusação ou o improvimento de seu recurso, a PPP intercorrente tem como termo inicial a sentença 
condenatória: 
Assim, o prazo da prescrição intercorrente, superveniente ou subsequente começa a correr a partir da 
sentença condenatória, até o trânsito em julgado para acusação e defesa17. 
Cunha também destaca que, apesar de a PPP intercorrente pressupor o trânsito em julgado para a acusação 
em relação ao quantum de pena (a pena imposta pelo juiz), o seu termo inicial é a publicação da sentença 
ou acórdão condenatório18. 
Luiz Regis Prado destaca que a prescrição superveniente pode se dar em dois casos e menciona ser o seu 
prazo inicial a publicação da sentença condenatória. Primeiro, quando há o trânsito em julgado para a 
acusação, correndo o prazo até o trânsito em julgado para ambas as partes. Em segundo lugar, quando há 
o improvimento do recurso da acusação, que busca aumentar a pena, ou quando o recurso da acusação é 
 
15 MIRABETE, Julio Fabbrini; FABBRINI, Renato N. Manual de direito penal, volume I: parte geral, arts 1º ao 120 do CP. 32ª ed. 
São Paulo: Atlas, 2016, p. 402. 
16 MASSON, Cleber. Direito penal: parte geral (arts. 1º a 120) – vol. 1. 13 ed. São Paulo: MÉTODO, 2019, p. 796. 
17 BITENCOURT, Cezar Roberto. Parte geral. Coleção Tratado de direito penal volume 1. 26 ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2020, 
p. 1009. 
18 CUNHA, Rogério Sanches. Manual de direito penal: parte geral (arts. 1º ao 120). 8ª ed. Salvador: JusPODIVM, 2020, p. 409. 
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provido, mas não acarreta a elevação da pena. Entretanto, o autor não separa a prescrição retroativa, que 
seria a designação usual da segunda hipótese19. 
Em suma: 
• deve ter havido o trânsito em julgado para a acusação, 
• o cálculo será realizado tendo como data inicial a publicação da sentença ou acórdão condenatório, 
• será levada em conta a pena efetivamente aplicada pelo juizou tribunal. 
A utilização da pena já aplicada na condenação como parâmetro para a fixação do prazo prescricional é 
entendimento consolidado na jurisprudência, conforme a Súmula 146 do STF: 
 Súmula 146, STF 
“A prescrição da ação penal regula-se pela pena concretizada na sentença, quando não há recurso da 
acusação.” 
Para a definição do prazo prescricional, utilizaremos novamente os parâmetros do artigo 109 do Código 
Penal. Entretanto, para encontrarmos o prazo da prescrição da pretensão punitiva superveniente, a base 
não será o limite máximo da pena abstratamente cominada para o crime. Aqui, o prazo será definido a partir 
da pena já aplicada ao acusado. 
Assim, podemos utilizar o mesmo quadro acima transcrito quando do estudo da prescrição da pretensão 
punitiva propriamente dita, com a diferença de que a primeira coluna será da pena aplicada, e não mais do 
máximo da pena. A correspondência, portanto, deve ser entre a pena concreta da condenação e as faixas 
de prazos previstos nos incisos do artigo 109: 
 
Pena aplicada Prazo prescricional 
Inferior a 1 ano 3 anos 
De 1 a 2 anos 4 anos 
De mais de 2 a 4 anos 8 anos 
De mais de 4 a 8 anos 12 anos 
De mais de 8 a 12 anos 16 anos 
Superior a 12 anos 20 anos 
 
 
19 PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro. 18 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2020, p. 365-371. 
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O trânsito em julgado para a acusação diz respeito à pena aplicada. Deste modo, se a acusação recorrer 
apenas do regime inicial de cumprimento de pena, sem buscar a majoração da pena aplicada pelo juiz, o 
prazo da prescrição da pretensão punitiva intercorrente começará a fluir. 
Por conseguinte, o prazo corre da sentença condenatória se a acusação não buscar o aumento da pena. De 
igual modo, o prazo começa a fluir da sentença condenatória se o recurso da acusação for improvido ou o 
aumento da pena não modificar o prazo prescricional. 
O esquema a seguir mostra os marcos temporais da prescrição da pretensão punitiva superveniente ou 
intercorrente, que tem como início o trânsito em julgado para a acusação e o seu fim no trânsito em julgado 
para ambas as partes. Cabe ressaltar que o esquema se refere ao trânsito em julgado para a acusação, mas 
a leitura deve ser feita em conjunto com as observações acima: 
 
 
 
O STF tem precedente exigindo o trânsito em julgado para a acusação para a ocorrência da prescrição da 
pretensão punitiva intercorrente: 
“(...) 3. Não há que se falar de prescrição retroativa ou intercorrente antes do trânsito em julgado para 
a acusação (HC 95.626, Rel. Min. Gilmar Mendes) (...)” (STF, HC 121967 AgR/SP, Rel. Min. Roberto 
Barroso, Primeira Turma, Julgamento: 03/03/2015). 
Entretanto, analisando a questão mais a fundo (e revisando a edição anterior deste Curso), verifico que o 
Superior Tribunal de Justiça entende que, apesar de pressupor o trânsito em julgado para a acusação, o 
termo inicial da prescrição da pretensão punitiva intercorrente pode retroagir. 
Referido entendimento pode ser visualizado no seguinte trecho de um acórdão do STJ: 
“(...) 2. Entre a publicação da sentença condenatória (19/7/2010) e a presente data transcorreu 
prazo superior a 08 anos. Assim, considerando o disposto no art. 109, IV, do CP, forçoso o 
reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, na modalidade intercorrente. (...)” (STJ, EDcl no 
AgRg nos EDcl no AREsp 859903/PA, Rel. Min. Joel Paciornik, Quinta Turma, DJe 19/03/2019). 
Para melhor compreensão sobre o início e o fim do prazo da prescrição intercorrente, vale a leitura: 
“A prescrição intercorrente ocorre entre a publicação da sentença condenatória recorrível e o trânsito 
em julgado para a defesa, pressupondo o trânsito em julgado da pena imposta para a acusação, nos 
termos do artigo 110, § 1º, do Código Penal. Doutrina.Jurisprudência.” (STJ, AgRg no HC 538854/SP, 
Rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe 25/10/2019). 
 
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Deste modo, este seria o esquema gráfico dos termos inicial e final da PPP superveniente ou intercorrente, 
desde que tenha havido o trânsito em julgado para a acusação: 
 
 
 
Por fim, cumpre lembrar que a reincidência não influencia no prazo da prescrição da pretensão punitiva 
intercorrente, conforme entendimento do STJ fixado na Súmula nº 220, já transcrita acima. Deste modo, 
não há o aumento de um terço na PPP intercorrente caso o agente seja reincidente. 
Estas são as considerações mais relevantes sobre a prescrição da pretensão punitiva superveniente. 
 
3 - PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA RETROATIVA 
É a prescrição, reconhecida até mesmo após o trânsito em julgado, que possui termo anterior à sentença 
condenatória. A prescrição da pretensão punitiva retroativa é a perda do direito de punir, pelo Estado, por 
decurso de prazo que é verificado no passado, com base na pena aplicada, mas em relação a período anterior 
à condenação. 
A prescrição da pretensão punitiva retroativa regula-se pela pena aplicada em concreto, com base nas faixas 
previstas nos incisos do artigo 109 do Código Penal, nos mesmos moldes da prescrição da pretensão punitiva 
intercorrente. Entretanto, neste caso, o cálculo é feito de trás para frente. 
Após a imposição da pena, o cálculo do prazo prescricional é feito com base na pena aplicada em concreto. 
Entretanto, os marcos temporais estarão no passado, entre a sentença ou o acórdão condenatório recorrível 
e o recebimento da denúncia ou queixa. Por se voltar para o passado, esta modalidade de PPP é denominada 
retroativa. 
Anteriormente, a PPP retroativa era mais ampla, podendo ser verificada também no 
interregno entre o recebimento da denúncia ou queixa e a data dos próprios fatos, ou seja, a 
data do início da prescrição. Já vimos que o início da contagem varia, sendo contado, em regra, 
da data em que o crime se consumou. Esta hipótese de incidência da prescrição retroativa não 
é mais possível, após a alteração do Código Penal pela Lei 12.234, de 2010: 
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela 
pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, 
se o condenado é reincidente. 
§ 1º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação ou depois 
de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por 
termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa. (Redação dada pela Lei nº 12.234, de 2010). 
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Com o advento da Lei 12.234/2010, parte da doutrina passou a entender que não havia mais possibilidade 
de reconhecimento de prescrição da pretensão punitiva retroativa no Direito Penal Brasileiro, em razão da 
nova redação dada ao parágrafo primeiro do artigo 110 do CP. Ao se vedar que a prescrição fosse calculada 
com início em data anterior ao recebimento da denúncia ou queixa, chegou-se a cogitar o fim da sua 
modalidade retroativa. 
Tal entendimento foi rechaçado pela doutrina e pela jurisprudência majoritárias, que, interpretando a 
modificação legislativa, estabeleceram a posição de que houve apenas uma limitação dos períodos em que 
seria possível a ocorrência da prescrição retroativa, que não pode mais ser calculada, por exemplo, entre 
a data da consumação do crime e a data do recebimento da inicial acusatória. 
Deste modo, ainda se compreende ser possível o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva 
retroativa. Seu cálculo levará em conta a pena já aplicada ao réu, fazendo-se a correspondência com os 
prazos previstos

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