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GESTÃO E MANUTENÇÃO EM 
SISTEMAS DE COMBATE À 
INCÊNDIOS
2
Dione Dulcineia dos Santos
São Paulo
Platos Soluções Educacionais S.A 
2022
 GESTÃO E MANUTENÇÃO EM SISTEMAS DE 
COMBATE À INCÊNDIOS
1ª edição
3
2022
Platos Soluções Educacionais S.A
Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César
CEP: 01418-002— São Paulo — SP
Homepage: https://www.platosedu.com.br/
Head de Platos Soluções Educacionais S.A
Silvia Rodrigues Cima Bizatto
Conselho Acadêmico
Alessandra Cristina Fahl
Ana Carolina Gulelmo Staut
Camila Braga de Oliveira Higa
Camila Turchetti Bacan Gabiatti
Giani Vendramel de Oliveira
Gislaine Denisale Ferreira
Henrique Salustiano Silva
Mariana Gerardi Mello
Nirse Ruscheinsky Breternitz
Priscila Pereira Silva
Coordenador
Nirse Ruscheinsky Breternitz
Revisor
Felipe Delapria Dias dos Santos
Editorial
Beatriz Meloni Montefusco
Carolina Yaly
Márcia Regina Silva
Paola Andressa Machado Leal
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ 
Santos, Dione Dulcineia dos
 Gestão e manutenção em sistemas de combate à 
incêndios / Dione Dulcineia dos Santos. – São Paulo: Platos 
Soluções Educacionais S.A., 2022.
44 p.
ISBN 978-65-5356-235-6
1. Equipamentos de combate à incêndio. 2. Manutenção 
preventina. 3. Gestão de manutenção. I. Título.
CDD 363.37
_____________________________________________________________________________ 
 Evelyn Moraes – CRB: 010289/O
S237g 
© 2022 por Platos Soluções Educacionais S.A.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou 
transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo 
fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de 
informação, sem prévia autorização, por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A.
https://www.platosedu.com.br/
4
SUMÁRIO
Apresentação da disciplina __________________________________ 05
Introdução aos sistemas de combate a incêndio _____________ 07
Modelos de gestão de manutenção __________________________ 17
Fatores interferentes ________________________________________ 29
Detecção, testes e sinalização no combate a incêndio ________ 38
GESTÃO E MANUTENÇÃO EM SISTEMAS DE COMBATE À 
INCÊNDIOS
5
Apresentação da disciplina
Seja bem-vindo ao início de mais uma etapa nesta jornada rumo 
ao desenvolvimento contínuo de melhoria e qualificação técnica e 
profissional. A gestão e a manutenção de sistemas de combate a 
incêndios é uma parcela fundamental da prevenção e da atuação ativa 
no combate a situações de incêndio e pânico.
Nesta disciplina, o conhecimento será construído etapa a etapa a partir 
da consolidação de nossos saberes e pelo, também, enriquecedor 
processo de agregação e formulação de novos saberes e competências, 
teóricas e práticas, acerca da temática de gestão e manutenção de 
sistemas de combate a incêndio.
Ao longo de nossa jornada de troca e enriquecimento de saberes, 
veremos que para termos uma situação de incêndio, faz-se necessário 
que, previamente, tenha existido um princípio de incêndio que não 
pode ser contido a tempo de evitar a instalação da situação incendiária 
consolidada. Para tal esclarecimento, é substancial a devida apropriação 
da teoria do fogo e da existência do tetraedro do fogo. Carece-nos o 
domínio de tais conhecimentos, como as formas de propagação do fogo, 
por exemplo, para que sejamos capazes de gerir de maneira adequada 
e estratégica os sistemas de combate a incêndio, sempre atentos a sua 
manutenção e verificação de vida útil.
Ao longo de nossas aulas, você conhecerá um pouco mais sobre o 
tetraedro do fogo, as classes de incêndio e os diferentes tipos de 
equipamento de combate a incêndio. Será capaz de identificar quais 
são as principais características de dispositivos e equipamentos de 
combate a incêndio e quais normativas nacionais podem se relacionar 
6
com tal temática. Aprenderá sobre os conceitos de manutenabilidade, 
confiabilidade e manutenção produtiva total. Perceberá, também, que 
há questões ambientais e antrópicas que podem influenciar de maneira 
direta o funcionamento dos diferentes tipos de dispositivos de detecção 
e combate a incêndio.
7
Introdução aos sistemas de 
combate a incêndio
Autoria: Dione Dulcinea dos Santos
Leitura crítica: Felipe Delapria Dias dos Santos
Objetivos
• Identificar o tetraedro do fogo.
• Identificar dispositivos e equipamentos de combate 
a incêndio.
• Explicitar normativas referentes ao contexto da 
prevenção a princípios de incêndio e pânico.
8
1. Teoria do fogo
Enquanto profissionais prevencionistas, temos o dever de atuar de 
maneira preventiva em nossos posicionamentos quanto à gestão 
estratégica e operacional de sistemas de combate a incêndios e realizar, 
sempre, vistorias rotineiras, bem como manutenções preditivas e 
preventivas em tais sistemas. No entanto, para que ocorra um incêndio, 
se faz necessária a presença de fogo, de maneira geral.
Neste material, iremos apresentar a teoria geral do fogo, bem como suas 
formas de propagação. A transferência de calor pode se dar através de 
condução, convecção ou irradiação (que também pode ser chamada de 
radiação). Sendo o calor um dos componentes do tetraedro do fogo, tais 
formas de propagação também se aplicam aos incêndios.
Na condução, há transmissão de calor através das moléculas que 
compõem o material. Simplesmente, podemos dizer que a transmissão 
de calor ocorre através do meio. Neste caso, há um gradiente de 
temperatura em um meio estacionário sólido ou fluido (acontecendo 
principalmente em materiais sólidos).
A convecção é essencialmente uma forma modificada da condução, na qual 
o meio se desloca internamente. O processo consiste na transmissão de 
calor pelo deslocamento de camadas do material por causa da diferença de 
densidade entre elas. Isso só ocorre em líquidos e gases.
Na irradiação, o calor é transportado através de ondas 
eletromagnéticas. A emissão pode ser atribuída às modificações das 
configurações eletrônicas dos átomos ou moléculas que a constituem, 
e tal processo de transferência de calor pode acontecer, inclusive, 
no vácuo. O termo radiação é utilizado para todos os fenômenos 
eletromagnéticos (ondas de rádio, raios X, gama, ultrassom etc.), 
mas só são de interesse determinados (comprimentos de onda) que 
resultem em energia térmica.
9
Veremos, também, certas características dos dispositivos e 
equipamentos de combate a incêndio e normativas nacionais que 
podem relacionar-se com tal temática.
O fogo é a reação química exotérmica de combustão (há a liberação 
de calor e luz nesta reação) que ocorre, de maneira controlada, entre 
um combustível e um comburente a partir do fornecimento, a partir 
de uma fonte de calor. Além da presença destes três elementos, se faz 
necessário, também, que existam as condições ótimas para que ocorra 
a reação (como as proporções adequadas de reagentes e energia de 
ativação necessária ao início da combustão). Desde os primórdios 
da humanidade, lançamos mão do uso do fogo para aquecimento, 
alimentação, fabricação de utensílios etc.
Já um incêndio é, nada mais nada menos, que a presença indesejada de 
fogo de maneira descontrolada. Ele origina-se de princípios de incêndio 
que não foram contidos devido a situações específicas do local onde 
este se instalou ou devido à falta de dispositivos, equipamentos ou 
até mesmo capital humano adequadamente treinado para efetuar a 
prevenção e extinção de possíveis princípios de incêndio.
Podemos citar como falha de prevenção a ocorrência de incêndios, por 
exemplo, o desconhecimento de sistemas de proteção ativa de incêndios e 
seus componentes (tal como os agentes extintores, equipamentos fixos ou 
móveis, as classes de incêndio e desconhecimento de rotas de fuga).
Para que se instale um incêndio, é necessário a presença de 
combustível, comburente, fonte de calor e a reaçãoem cadeia. Assim, 
teremos o que se chama de tetraedro do fogo. Sem um destes quatro 
elementos, o fogo não se mantém de maneira autossustentável, visto 
que cada um destes quatro elementos está conectado uns aos outros de 
maneiras interdependentes. Ao retirar um ou mais dos elementos que 
compõem o tetraedro do fogo, teremos a extinção da reação química de 
combustão.
10
Observe a seguinte composição do tetraedro do fogo:
• Combustível: é qualquer substância (líquida, gasosa ou sólida) 
capaz de queimar e alimentar a reação de combustão (o fogo). 
Podemos citar como exemplos de combustíveis: madeiras; 
espumas; tecidos; papel; plásticos; borrachas; gasolina; álcool; 
diesel; querosene; óleos; graxas; acetileno; gás natural veicular; gás 
liquefeito de petróleo etc.
• Comburente: é o gás que se combina ao combustível para que 
ocorra a reação de combustão na presença do calor necessário a 
ativação, ao início, da reação química. O oxigênio é o combustível 
mais comum, visto que compõe o ar atmosférico respirável. Sendo 
o oxigênio um potente comburente, se faz necessário extrema 
atenção na operação e manutenção de plantas industriais onde 
haja a necessidade e presença de oxigênio puro.
• Calor: forma de energia necessária à ativação e manutenção 
da reação química de combustão. Uma fonte de calor pode ser 
qualquer situação que gere energia suficiente para que ocorra, 
se inicie a combustão ao contato com os gases provenientes de 
um combustível, por exemplo. Podemos citar a fagulha gerada 
ao ligarmos ou desligarmos uma lâmpada em ambientes com 
vazamentos de gás onde já haja a concentração deste gás 
suficiente para a reação instantânea de combustão. Em ambientes 
industriais, a fonte de calor necessária ao início de um incêndio 
pode vir até mesmo de uma superfície aquecida na carcaça de 
uma máquina qualquer.
• Reação em cadeia: pode-se dizer que ela é a sequência de 
interações de óxido-redução e liberação de energia em forma de 
calor, necessárias e suficientes, para que se mantenha a presença 
do fogo.
Os incêndios podem ser classificados de acordo com o tipo de 
combustível que deu origem a ele (Figura 1).
11
Figura 1 – Classes do fogo
Fonte: adaptada de Heavypong/iStock.com. 
Podemos classificar um incêndio em classe A, B, C, D e K:
• Classe A: ocorre a combustão, principalmente, de combustíveis 
sólidos, e estes geram cinzas e carvão. A extinção por resfriamento 
e retirada de possíveis fontes de combustíveis adjacentes 
costumam ser as formas mais eficientes.
• Classe B: ocorre a combustão de líquidos e gases inflamáveis e/ou 
combustíveis. Não produz resíduos, cinzas. As formas de extinção 
mais eficientes são por abafamento e quebra da reação em cadeia.
• Classe C: é a queima de materiais, equipamentos ou instalações 
energizadas, como no caso da ocorrência de curto-circuito. Ao 
interromper o fornecimento de energia elétrica, o incêndio deve 
ser reclassificado em A, B, D ou K.
• Classe D: é a queima de materiais pirofóricos, metais alcalinos 
combustíveis (como o sódio e magnésio). Em tais produtos 
12
químicos, a combustão pode ser espontânea. Neste tipo de 
incêndio, a reação de combustão é instantânea e violenta (gera 
inicialmente grande emissão de luz e calor) e tais materiais reagem 
violentamente a água. Sendo assim, para tal classe de incêndio, 
a forma mais eficiente de extinção se dá por abafamento, e seu 
combate deve ser realizado por profissionais especializados.
• Classe K: neste tipo de incêndio, temos a queima de gorduras de 
origem animal ou vegetal em seu estado líquido ou sólido, geralmente 
provenientes de ambientes culinários como cozinhas industriais. Tal 
classe pode ser combatida por meio de abafamento.
2. Equipamentos e dispositivos de combate a 
incêndio
Os equipamentos e dispositivos de combate a incêndio podem ser fixos 
ou móveis. Como exemplo de equipamentos móveis, podemos citar os 
diversos tipos de extintores. Citam-se como equipamentos e dispositivos 
fixos os hidrantes, mangotinhos e sprinklers (Figura 2).
Figura 2 – Sprinkler
Fonte: MarcosMartinezSanchez/iStock.com.
13
Os extintores podem conter diferentes tipos e quantidades de agentes 
extintores em seu interior. Podem ser, também, portáteis ou estarem 
montados sobre rodas. A NBR 12693, atualizada no ano de 2021, nos 
traz que extintor de incêndio (Figura 3) é um aparelho de acionamento 
manual e que contém um agente extintor destinado a combater 
princípios de incêndio.
Figura 3 – Extintor de incêndio
Fonte: https://pixabay.com/photos/alarm-batch-burning-clear-clipping-316545/. 
Acesso em: 5 jul. 2022.
Devemos atentar ao fato de que a referida norma deixa de maneira 
explícita o fato de que extintores servem apenas para combate a 
princípios de incêndio, e não para combater a situação de incêndio 
já instalada. O profissional legalmente habilitado que elaborou o 
projeto de combate a incêndio deve indicar a localização de tais 
extintores, podendo estes serem alocados tanto na área interna quanto 
externamente à área de risco a ser protegida. Os extintores devem ser 
submetidos a processos de inspeção e manutenção periódicas e as 
organizações devem manter pessoal treinado para sua manutenção, 
vistoria e manuseio.
https://pixabay.com/photos/alarm-batch-burning-clear-clipping-316545/
14
Figura 4 – Inspeção de rotina
Fonte: Visual Generation/iStock.com.
Quantos aos dispositivos de combate a incêndio do tipo fixo, conforme 
a ABNT (1998), temos o conceito de hidrante (Figura 5) como sendo um 
ponto de tomada de água em que há uma ou duas saídas contendo 
válvulas e seus respectivos adaptadores, tampões, mangueiras de 
incêndio e demais acessórios. Já o mangotinho é conceituado como 
sendo o ponto de tomada de água em que há uma saída contendo 
válvula de abertura rápida e demais acessórios.
Figura 5 – Hidrante
Fonte: borevina/iStock.com.
https://www.istockphoto.com/br/portfolio/RaStudio?mediatype=illustration
15
É importante salientar que um sistema de hidrantes, ou um sistema de 
hidrantes e mangotinhos, é o sistema de combate a incêndio composto 
pela reserva de incêndio (aquela quantidade de água devidamente 
calculada e prevista em projeto destinada exclusivamente para o 
combate a incêndio), bombas de incêndio (caso seja necessário), 
tubulações, hidrantes ou mangotinhos e seus acessórios.
Caso a manutenção dos diferentes tipos de bombas de incêndio (Figura 
6) falhe, pode-se haver consequências graves quando da necessidade da 
utilização destes equipamentos.
Figura 6 – Bombas de incêndio
Fonte: Panupong Piewkleng/iStock.com.
As bombas de incêndio podem ser classificadas, conforme ABNT (1998), 
em bomba principal, bomba de pressurização (também chamada de 
bomba Jockey) e bomba de reforço:
• Bomba principal: é a bomba hidráulica que nos interessa a sua 
capacidade de recalcar água para os sistemas de combate a 
incêndio, por meio da força centrífuga originada por este tipo de 
bomba.
https://www.istockphoto.com/br/portfolio/PanupongPiewkleng?mediatype=photography
16
• Bomba Jockey ou bomba de pressurização: é a bomba hidráulica 
utilizada para a manutenção da faixa de pressurização de um 
sistema de combate a incêndio. Tal sistema deve ser executado 
e instalado, conforme as especificações do projeto de combate 
a incêndio e pânico elaborado por profissional legalmente 
habilitado. Ao se acionar um sistema de combate a incêndio é 
crucial que os jatos de água se mantenham com a força e vazão 
projetados.
• Bomba de reforço: é aquela bomba hidráulica utilizada para 
manter a faixa de pressurização correta e garantir o adequado 
fornecimento de água nos hidrantes ou mangotinhos mais 
desfavoráveis hidraulicamente no sistema de combate a incêndio, 
quando estes não puderem ser abastecidos somente pelo 
reservatório elevado.
Nota-se que os sistemas de combate a incêndio são compostos pelo 
conjunto integrado entre dispositivos fixos e móveis, bem como todos 
os seus acessórios. Os dispositivos móveis são os extintores. Já os 
dispositivosfixos são os hidrantes, mangotinhos e sprinklers. A partir do 
conteúdo exposto acima, podemos perceber que é questão basilar o 
domínio de todas as características dos diferentes sistemas de combate 
a incêndio para que, a partir disso, tracemos as melhores técnicas e 
estratégias de gestão e manutenção destes sistemas em específico.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12693: Sistemas de 
proteção por extintores de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT 13714: Sistemas de 
hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12962: Inspeção, 
manutenção e recarga em extintores de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2016.
17
Modelos de gestão de 
manutenção
Autoria: Dione Dulcinea dos Santos
Leitura crítica: Felipe Delapria Dias dos Santos
Objetivos
• Introduzir conceitos de manutenção produtiva total.
• Introduzir conceitos de manutenabilidade e 
confiabilidade.
• Identificar diferentes tipos de manutenção.
18
1. Modelos de gestão de manutenção
Neste tema, você será apresentado aos conceitos de confiabilidade 
e mantenabilidade. Você verá, também, que este modelo de gestão 
estratégica para manutenção possui os mesmos fundamentos da 
chamada manutenção produtiva total (ou TPM para a sigla em inglês). 
Ambos os modelos foram aperfeiçoados no Japão no momento pós-
Segunda Guerra Mundial, quando havia uma grande necessidade das 
indústrias rentáveis, porém, sem grandes custos ou maiores trabalhos.
1.1	 Confiabilidade,	mantenabilidade	e	curva	ABC
Dizemos que a confiabilidade é a propriedade de se operar um 
equipamento sem falhas durante um dado período. Quando falamos 
em confiabilidade deve-se ter em mente que este conceito está sempre 
associado a um período pré-determinado de tempo. Quanto maior o 
tempo, maior a chance de acontecerem falhas. Ou seja, quanto maior o 
tempo, menor é a confiabilidade de um dado maquinário, ferramenta ou 
equipamento.
Já a mantenabilidade, que também pode ser chamada de 
manutenabilidade, é a medida do grau de facilidade para se realizar um 
reparo. Ou seja, o grau de facilidade em se realizar uma manutenção 
em dado equipamento desde que esta medida de facilidade esteja 
considerando sempre os procedimentos operacionais padrão, ou seja, os 
procedimentos definidos. A verificação do grau de confiabilidade é sempre 
realizada após um dado período de estabilização do equipamento, por um 
dado período, a fim de saber qual é a sua taxa de falha.
O indicador utilizado para realizar tal avaliação é o tempo médio entre 
falhas. A matenabilidade é avaliada a partir do indicador de tempo 
médio para reparo. Para que se tenham dados suficientes, a fim de 
estruturar tecnicamente indicadores, se faz necessário realizar registros 
19
confiáveis das manutenções realizadas. Em resumo: a confiabilidade se 
mede pelo tempo médio entre as falhas enquanto a manutenibilidade se 
mede pelo tempo médio de reparo.
Outro conceito muito importante que se relaciona diretamente com as 
questões de confiabilidade e mantenabilidade é o conceito do custo do 
ciclo de vida. Este conceito foca em reduzir o custo global de produção e 
manutenção de um dado produto ou equipamento. Seu cálculo leva em 
consideração todas as etapas do ciclo de vida de um equipamento, e deve 
utilizar todos os custos relativos à cada equipamento avaliado. O custo 
global, também chamado de custo do ciclo de vida, deve considerar o 
custo de aquisição (A) mais os custos referentes a operação de um dado 
equipamento ou ferramenta (O) mais os custos de manutenção (M) mais os 
custos de desativação do equipamento (D). Ou seja, quanto se custará para 
se realizar o descarte de equipamento? Temos então que:
Custo	do	Ciclo	de	Vida	=	Custo	de	aquisição	(A)	+	custos	de	operação	
(O)	+	custos	de	manutenção	(M)	+	custos	de	desativação	(D).
Outra questão essencial quando consideramos os conceitos de 
confiabilidade e manutenabilidade é a melhoria contínua. Quando 
temos o fomento da cultura de melhoria contínua dentro de uma 
organização, e seus resultados são devidamente registrados, tratados e 
arquivados, é possível gerar informações, com dados e indicadores, que 
servirão de base para a formação de um rico portfólio de informações. 
A formação de tal banco de dados contendo informações provenientes 
de estudos de melhoria contínua pode propiciar melhor e mais eficaz 
gerenciamento de máquinas, ferramentas e equipamentos dentro do 
conceito de manutenibilidade e confiabilidade.
A melhoria contínua consiste na coleta e análise das informações e 
aprendizagens acerca das falhas e processos de feedback de ações 
tomadas e melhorias realizadas e alcançadas devido à aplicação da 
confiabilidade e mantenabilidade. Ela pode permitir, ainda, ao fornecedor 
monitorar o desempenho dos equipamentos e verificar se as metas 
20
de confiabilidade e mantenabilidade foram atingidas dentro da gestão 
dos sistemas de combate a incêndio. Este processo de coleta de dados 
e verificação da monitoria de desempenho de equipamentos pode se 
tornar prática nos momentos de recargas de extintores e sua manutenção, 
por exemplo. Nós podemos verificar a qualidade e a confiabilidade dos 
fornecedores que realizam as manutenções nos extintores de incêndio.
Os princípios de confiabilidade e melhoria contínua aplicam-se facilmente 
aos sistemas de combate a incêndio. Ao elaborar um banco de dados rico 
em informações referentes aos testes de funcionamento de hidrantes, 
mangotinhos, chuveiros automáticos, sistemas sonoros de alarme e recarga 
de extintores, teremos um processo organizado e estruturado aplicado 
aos principais defeitos apresentados pelos equipamentos. Este sistema 
pode ser aplicado para toda e qualquer falha grave apresentada pelo 
equipamento objeto de estudo que não foi prevista anteriormente.
Como ferramenta de gestão, podemos utilizar a técnica das atividades 
baseadas em custos para manutenção dos sistemas de combate a incêndio. 
Tal técnica lança mão de dados obtidos a partir da implementação e 
gestão da melhoria contínua. O uso das atividades baseadas em custo 
objetiva reduzir desperdícios e desvios em todos os níveis produtivos de 
uma organização, sendo, portanto, uma técnica de gestão estratégica e 
com características modernas que atribui custos às atividades e operações 
unitárias. Quando aplicamos a técnica de atividades baseadas em custos 
(também conhecida como curva ABC) é possível detectar gastos invisíveis 
do processo. Geralmente, esse tipo de custo, aquele que não é direto, 
muitas vezes, pode mascarar desvios produtivos.
Entre os principais custos a serem controlados dentro de um sistema de 
manutenção podemos citar o custo com pessoal, o custo com material 
e o custo com serviços. Cada um desses três tipos básicos (material, 
pessoal e serviços) pode também ser subdividido em:
I. Trabalhos de melhoria.
21
II. Manutenções corretivas.
III. Manutenções preventivas.
Deve-se considerar, também, indicadores, como o indicador de 
disponibilidade dos equipamentos. O acompanhamento por meio de 
indicadores pode ser considerado uma abordagem de melhoria contínua 
e, assim, caracterizar-se como um trabalho preventivo, visto que a 
partir deles as organizações podem fundamentar a tomada de decisões 
estratégicas. Desta maneira, para que tenhamos uma gestão eficiente e 
eficaz dos sistemas de combate a incêndio, faz-se necessário a presença 
de dados referentes a indicadores, por exemplo:
• O tempo total de produção perdido.
• O tempo total utilizado para reparar equipamentos ou o tempo de 
espera para que tais reparos aconteçam.
• O tempo de produção perdido devido a serviços internos não 
previsto.
• Custos de manutenção por ordem de serviço.
• Manutenções por unidade produzida.
• Custos de manutenção considerando a mão de obra.
• Custos de manutenção considerando mais os materiais para cada 
setor.
A manutenção pode ser classificadaem:
a. Manutenção corretiva.
b. Manutenção preventiva.
c. Manutenção preditiva.
d. Manutenção emergência.
22
A manutenção emergencial é aquela realizada de maneira imediata 
a falha e, mesmo após sua realização, tem-se perda de resultados. 
Já a manutenção corretiva é aquela realizada após a quebra de um 
dado equipamento, porém, após a sua realização, não se tem perda 
de rendimento. Ou seja, não há perda de resultados. A manutenção 
preventiva é aquela realizada conforme o plano de manutenção da 
organização. Já a manutenção preditiva é aquela realizada de maneira 
eficaz, baseada em indicadores de funcionamento das máquinas e 
equipamentos e seus componentes.
Ao utilizar a metodologia da curva ABC, ou atividade baseada em custos, 
dentro da manutenção nos dará de maneira explícita quais são os custos 
diretos e quais são os custos indiretos envolvidos na gestão da manutenção 
dos sistemas de combate a incêndio. Desta maneira, teremos dados 
suficientes que serão capazes de apoiar campanhas, apoiar processos 
internos de melhoria contínua da organização e melhorar as técnicas de 
elaboração orçamentária voltadas a manutenção dos sistemas de combate 
a incêndio. É possível determinar, por exemplo, quais são as atividades 
que mais agregam, ou não, a toda manutenção dos sistemas de combate a 
incêndio. É importante salientar que os conceitos referentes à aplicação da 
metodologia da atividade baseada em custo devem estar bem claros para 
todos os envolvidos neste processo. Desta maneira, temos que:
• Custo é o valor de bens e serviços consumidos de maneira direta ou 
indiretamente para a produção ou a manutenção de bens e serviços.
• Despesas são os valores de bens e serviços que não estão 
diretamente relacionados à produção de outro bem ou serviço que 
deverá ser consumido em um dado período.
• Gasto é o valor dos bens e serviços adquiridos por uma 
organização.
23
• Perda é o valor dos bens e serviços que são consumidos de 
maneira involuntária ou de maneira comum de forma não prevista 
no procedimento operacional padrão.
• Desperdício é o consumo intencional de alguma matéria-prima 
que por alguma razão não se direcionou a produção de um dado 
bem ou de um dado serviço. Podemos considerar, também, como 
desperdício os produtos que foram danificados durante o processo 
de fabricação perdendo seu valor de mercado.
Há algumas estratégias que podem ser adotadas no processo que 
envolve a atividade baseada por custos dentro de um sistema de 
gestão de combate a incêndio. São ações estratégicas, por exemplo, 
padronizar as ordens de trabalho ou as ordens de serviço. Todos os 
envolvidos devem possuir procedimentos operacionais padrão para 
atividades que envolvem a manutenção de sistemas de combate a 
incêndio. As informações voltadas à ordem de serviços de saúde e 
segurança do trabalho, devem ter também todas as atividades e tarefas 
que cada colaborador deve executar e todas as pessoas devem estar 
definitiva e devidamente treinados para aplicação destes procedimentos 
operacionais. É indicado, também, que não se aplique apenas à 
manutenção corretiva e sim à manutenção preventiva e preditiva quando 
for possível. Deve-se, ainda, avaliar de maneira permanente a vida útil de 
todos os equipamentos e, quando for possível, participar dos projetos 
fabris antes que se adquira novos componentes para os sistemas de 
combate a incêndio. Desta maneira, teremos uma redução de serviços de 
reparo e aplicação da prevenção na manutenção também.
Quando um equipamento ainda está em fase de projeto, não foi de 
fato construído, não existe – de maneira concreta – dados históricos 
acerca de tal equipamento. O que poderia vir a inviabilizar as questões 
referentes à confiabilidade deste equipamento. Nestes casos, podemos 
utilizar uma técnica chamada diagrama de blocos de confiabilidade. 
Nesta técnica, estabeleceremos relações de dependência considerando 
24
a confiabilidade entre sistemas principais, subsistemas e cada um 
dos componentes deste dado equipamento objeto de estudo. Desta 
forma, a avaliação de sua confiabilidade será avaliada antes mesmo do 
equipamento ser construído. A aplicação da técnica do diagrama de 
blocos de confiabilidade é possível, porque a maioria do subsistema ou 
componentes utilizados em equipamentos, mesmo que não estejam em 
uso no nosso equipamento objeto de estudo, já foram, provavelmente, 
utilizados em projetos anteriores.
1.2	 Manutenção	produtiva	total
A manutenção produtiva total (Figura 1) consiste em um programa 
ou metodologia que tem por objetivo a maximização do rendimento 
operacional a partir da participação direta de operadores e do grupo 
de pessoas encarregadas de fazer manutenção em equipamentos e 
máquinas.
Figura	1	–	Manutenção	Produtiva	Total	(TPM)
Fonte: adaptada de https://commons.wikimedia.org/wiki/File:8_pillars_of_tpm.png. 
Acesso em: 5 jul. 2022.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:8_pillars_of_tpm.png
25
A técnica da manutenção produtiva total, ou simplesmente TPM 
considerando a sigla em inglês, busca a falha zero ou defeito zero dentro 
de uma organização. São pilares da TPM:
• Manutenção autônoma.
• Manutenção planejada.
• Controle inicial.
• Melhoria específica.
• Educação e treinamento.
• Segurança e meio ambiente.
• Qualidade.
• Manutenção produtiva total aplicada às áreas administrativas.
Faz-se necessário envolver todos os departamentos de uma empresa. 
Quando falamos, por exemplo, a respeito do pilar da manutenção 
autônoma, estamos dizendo que os operadores dos equipamentos devem 
ser capacitados para que realizem a vistoria e, também, atuarem como 
mantenedores dos equipamentos com os quais trabalham de maneira 
cotidiana, sempre em condições adequadas de funcionamento. Os 
mantenedores específicos, ou seja, os mecânicos especializados, devem 
ser acionados apenas quando o operador não consegue solucionar o 
problema, quando temos situações de maior complexidade. O chamado 
mantenedor de primeiro nível é o operador envolvido com a manutenção 
autônoma. Ele deve ser capaz de realizar manutenções preventivas 
rotineiras e manutenções corretivas básicas. A produção e a manutenção 
de uma empresa devem estar em constante estado de interação.
A finalidade de tal interação é propiciar que dentro do ambiente laboral 
tais trocas permitam mudanças que venham a melhorar a produtividade 
26
bem como propiciar uma maior satisfação em atuar no seu posto de 
trabalho, visto que a TPM propicia maior autonomia ao indivíduo em seu 
ambiente laboral.
A manutenção autônoma prevê que o operador mantenha o ambiente 
sempre limpo e organizado. Ele deve verificar se todas as ferramentas 
envolvidas em sua atividade estão funcionando da maneira para as 
quais foram projetadas. O operador deve ser capaz de realizar uma 
inspeção inicial e abrangente, além de ser capacitado a elaborar 
procedimentos operacionais padrão, executar regulagens ou reparos 
simples no maquinário com o qual trabalha (como lubrificação e 
aplicação de manutenção).
A aplicação da manutenção autônoma é capaz de evitar a deterioração 
precoce de equipamentos novos bem como manter equipamentos mais 
antigos em bom estado de conservação. Ou seja, prolongar sua vida 
útil. Sendo a limpeza também um método da manutenção autônoma, 
podem ser consideradas atividades e indicadores da realização da 
manutenção autônoma a ocorrência de limpezas iniciais, a eliminação de 
fontes de sujidade e difícil acesso, a elaboração de normas provisórias 
para limpeza, bem como a ocorrência de inspeções e lubrificações.
A realização de inspeções gerais nas quais são verificados se há 
parafusos soltos, ruídos ou aquecimento excessivo nos equipamentos, 
verificação de nível de óleo, ponto de lubrificação, se as proteções estão 
todas devidamente fixadas e em funcionamento ou ainda verificar se há 
mangueiras furadas ou desgastada.
Por fim, a inspeção autônoma (baseada nos preceitos da manutenção 
produtiva total e melhoria contínua) prevê o registro de tudo oque 
foi observado e se as recomendações foram atendidas pela equipe de 
manutenção.
Um operador deve ser capaz de identificar anomalias que podem vir a 
gerar grandes falhas nos equipamentos, tomar decisões rápidas a fim de 
27
antecipar possíveis desvios e ser capaz de classificar quanto à criticidade 
de anomalias. É necessário fomentar o exercício de tais atividades com 
motivação e disciplina.
Outro pilar que merece destaque dentro da metodologia da 
manutenção produtiva total é o pilar educação e treinamento, visto 
que este vai interferir diretamente no pilar segurança e meio ambiente, 
bem como nos demais pilares da manutenção produtiva total. Todos os 
pilares da metodologia de manutenção produtiva total estão assentados 
sobre as pessoas, o capital humano da organização. Não há ativo mais 
valioso para uma empresa que seu capital humano. A realização de 
capacitação e treinamentos, bem como o fomento a educação dos 
colaboradores, é de suma importância, não apenas para a organização, 
mas também para os próprios trabalhadores de uma empresa. Equipes 
devidamente treinadas tendem a ser equipes mais coesas. O fomento 
a cultura de segurança proporciona redução de desvios, redução de 
custos operacionais, melhoria de produtividade e melhoria da qualidade 
de vida no ambiente laboral. Sendo assim, também melhora índices 
voltados à saúde e segurança.
Ao se falar sobre a manutenção produtiva total de dentro das áreas 
administrativas, estamos falando da melhoria de organização e processos 
de trocas entre diferentes setores de uma organização. O setor de recursos 
humanos deve conversar com o setor de segurança do trabalho e este 
também com os setores produtivos que, por conseguinte, deve conversar 
melhor com setor de manutenção, por exemplo.
Com o aumento de trocas, diálogos, informações e insights, teremos 
a promoção da perda zero ou redução de desvios. Temos, também, 
melhoria da qualidade de vida a partir do sentimento de realização e 
autoconfiança dos colaboradores.
O objetivo global da metodologia TPM é criar um ambiente que 
seja capaz de propiciar melhorias contínuas em todos os setores 
28
de uma organização. Desta maneira, a empresa pode apresentar 
melhor rentabilidade e melhor produtividade. Em contrapartida, o 
capital humano da organização será mais capacitado e incentivado a 
desenvolver novas habilidades.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT	NBR	5462: Confiabilidade e 
mantenabilidade. Rio de Janeiro: ABNT, 1994.
NAKAJIMA, Seiichi. Introdução	ao	TPM – Total Productive Maintenance. Tradução 
Mário Nishimura. São Paulo: IMC Internacional Sistemas Educativos, 1989.
29
Fatores interferentes
Autoria: Dione Dulcinea dos Santos
Leitura crítica: Felipe Delapria Dias dos Santos
Objetivos
• Apresentar os conceitos de vida útil de projeto e 
inspeção predial.
• Apresentar conhecimentos referentes à engenharia 
legal.
• Apresentar a ferramenta de checklist aplicado ao 
contexto dos sistemas de combate a incêndio.
30
1. A inspeção predial na gestão e manutenção 
dos sistemas de combate a incêndio
Quando tratamos da gestão e manutenção dos sistemas de combate 
a incêndio de uma edificação, é importante também se ater a fatores 
ambientais que podem levar à deterioração do sistema em período 
menor que sua vida útil de projeto. A vida útil de projeto é o período 
para o qual se fez a estimativa de que, neste dado período, o sistema 
projetado atenderá a todos os requisitos ideais de desempenho, 
considerando a aplicação das normas aplicáveis, o estado da técnica 
no momento de elaboração e execução do projeto e, também, 
supondo que todos os processos de manutenção especificado para 
tal sistema foram realizados de forma correta e com a periodicidade 
adequada.
Entende-se por desempenho o comportamento do sistema predial 
quando submetido às condições de exposição e uso a que estão 
sujeitos ao longo de sua vida útil e mediante a realização das 
manutenções previstas no projeto e construção. Como se pode 
perceber, a vida útil de projeto é uma estimativa teórica de tempo. Ela 
se concretizará, de fato, enquanto vida útil, ou não, de acordo com a 
eficiência na realização e registro das manutenções e a exposição do 
sistema a intempéries com maior ou menor severidade, por exemplo. 
O fato de um mangotinho estar localizado em área interna ou externa 
da edificação ou se está com a manutenção em dia ou não são 
questões que podem interferir na vida útil de projeto do sistema de 
combate a incêndio de uma edificação.
A ferramenta da inspeção predial, a ser utilizada também para o sistema 
hidráulico presente nos sistemas de combate a incêndio do tipo fixo, 
resulta da aplicação da visão sistêmica total e da priorização de possíveis 
providências.
31
Conforme a NBR 16.747 (ABNT, 2020), a inspeção predial é a análise 
das condições técnicas, de uso e de manutenção da edificação, visando 
orientar a manutenção e a qualidade predial total.
Ao se aplicar a visão sistêmica total, analisa-se as condições construtivas, 
de uso e os procedimentos de manutenção. Para Gomide et al. (2020), 
essa metodologia permite a análise de todas as variáveis que envolvem 
o desempenho dos elementos edificantes, possibilitando o ajuste e 
introdução de técnicas de manutenção predial a fim de se alcançar a 
qualidade predial total.
Já a priorização de providências permite a ordenação lógica das 
adequações necessárias à edificação inspecionada.
Figura 1 – Visão sistêmica
Fonte: adaptada de Gomide et al. (2020).
32
A engenharia diagnóstica faz parte do arcabouço da engenharia legal. 
Há fatores ambientais que podem atuar como interferentes no sistema 
de combate a incêndio. Para que possamos realizar a verificação destas 
condições ambientais e sua relação com o sistema predial de combate a 
incêndio, faz-se necessário a realização de vistorias periódicas, tanto nos 
sistemas de combate a incêndio fixos quanto móveis. A inspeção predial 
e a perícia não são a mesma coisa. Ambas fazem parte do arcabouço da 
engenharia diagnóstica.
Figura 2 – Engenharia legal
Fonte: adaptada de Gomide et al. (2020).
No entanto, para Gomide et al. (2020), a inspeção em edificações e 
seus sistemas (inclusive os sistemas de combate a incêndio) é a análise 
técnica de fato, condição ou direito relativo à uma edificação, com base 
em informações genéricas e na experiência do engenheiro. Ela faz parte 
33
da análise sintomatológica da engenharia diagnóstica. A sintomatologia 
técnica da edificação trata-se da constatação e análise dos sintomas e 
condições físicas das anomalias construtivas e falhas de manutenção.
Já a perícia em edificações é a determinação da origem, da causa e do 
mecanismo de ação de um fato, condição ou direito relativo à uma 
edificação. Ela faz parte da etiologia técnica da edificação, que é a 
determinação dos efeitos, origens, causas, mecanismos de ação, agentes 
e fatores de agravamento das anomalias construtivas e falhas de 
manutenção.
A engenharia diagnóstica tem ainda o seu ramo de atuação na 
terapêutica da edificação, que são os estudos das reparações das 
anomalias construtivas e falhas de manutenção. Tais anomalias podem 
estar presentes em um ou mais dos sistemas que compõem o conjunto 
da edificação. Temos, por exemplo, que questões referentes aos 
sistemas elétricos e hidráulicos de uma edificação podem interferir no 
funcionamento adequado do sistema de combate a incêndio.
Figura 3 – Estudos da engenharia diagnóstica
Fonte: adaptada de Gomide et al (2020).
34
As inspeções prediais podem ser uma das ferramentas que nos auxiliam 
na realização das perícias nos sistemas prediais. Dentro da engenharia 
diagnóstica, após a realização da perícia, têm-se apenas a consultoria em 
edificações, que é a prescrição técnica a respeito de um fato ou condição 
relativo a uma edificação.
O principal objetivo de se aplicar a engenharia diagnóstica (também em 
sistemas de combate a incêndio) é determinar irregularidades prediais 
que possamprejudicar a qualidade dos sistemas da edificação. Mesmo 
com a existência de norma referente a manutenção em edificações, 
NBR 5.674 (ABNT, 2012), poucos são os condomínios que aplicam a 
norma de fato e aplicam os procedimentos recomendados ou o plano de 
manutenção.
A gestão e manutenção dos sistemas de combate a incêndio, 
considerando a aplicação da NBR 5.674 do ano de 2012, teremos que os 
registros referentes às inspeções realizadas nos sistemas de combate a 
incêndio podem ser facilmente materializados a partir de informações 
geradas pela aplicação de listas de verificação.
Considerando o fluxo de documentação, conforme a NBR 5.674 (que 
trata dos requisitos para o sistema de gestão de manutenção em 
edificações), temos que o checklist (ou lista de verificação) estará 
presente na etapa de execução. Em programas de manutenção, inclusive 
para os sistemas de combate a incêndio, deve haver registros tanto de 
contratação de mão de obra como de execução de serviços em todos os 
sistemas da edificação e, obviamente, o sistema de combate a incêndio 
também é um dos sistemas que compõem a edificação. Documentações 
devem ficar armazenadas para uso e registro do condomínio.
Checklists são ferramentas extensamente utilizadas no gerenciamento 
de riscos. De caráter qualitativo, frequentemente são associados à fase 
de identificação dos riscos, apesar de terem limitações neste aspecto. 
35
Dentro do processo de inspeção, no mesmo estabelecimento pode ser 
implantado vários modelos de checklist para diversas situações, como:
a. Equipamentos, máquinas, veículos.
b. Atendimento de normas regulamentadoras.
c. Verificação de processos e procedimentos.
d. Vistorias de órgãos públicos.
A inspeção deve começar pela casa de bombas, com o teste de um dos 
hidrantes instalados.
Figura 4 – Checklist em sistemas de combate a incêndio
Fonte: A stockphoto/iStock.com.
A inspeção dos demais hidrantes restringe-se à verificação interna dos 
abrigos de mangueiras com os respectivos conteúdos, os hidrantes em 
si e o dispositivo de recalque. No preenchimento do checklist, caso seja 
constatada alguma não conformidade com as normas regulamentares 
ou técnicas, deverá ser orientada a necessidade imediata de 
manutenção ao empregador.
https://www.istockphoto.com/br/portfolio/MarcosMartinezSanchez?mediatype=photography
36
Ainda que o empregador não seja o proprietário da edificação, ele 
deverá ser alertado quanto à sua responsabilidade no âmbito da 
legislação trabalhista. Isto sem considerar os demais aspectos legais 
decorrentes de um acidente do trabalho, motivado pela falha nos 
sistemas de segurança contra incêndio.
O conceito de qualidade total sob a ótica do consumidor foi estabelecido 
como a adequação do produto ao uso a partir do Código de Defesa 
do Consumidor, do ano de 1990. A qualidade total inicia-se no 
planejamento do próprio processo, de acordo com a filosofia japonesa 
Kaizen. A partir da definição das etapas básicas da melhoria contínua, 
surge também o ciclo PDCA.
É muito comum que problemas causados nas instalações hidráulicas 
de sistemas de combate a incêndio sejam decorrentes da deterioração 
e desgaste das tubulações e conexões das mesmas. São comuns 
patologias relacionadas à corrosão dos elementos metálicos do sistema 
de combate a incêndio, manutenções precárias ou inexistentes, ou até 
mesmo vícios de funcionamento provenientes do mal dimensionamento 
do sistema de combate a incêndio desde sua fase de projeto.
De acordo com Souza et al. (2018), o hidrante de recalque é objeto de 
descaso quanto a sua manutenção e limpeza, uma vez que ele não é 
tão acessível e a tubulação que o antecede é geralmente enterrada. O 
hidrante de recalque, sendo ele de uso exclusivo dos bombeiros, muitas 
vezes pode se tornar objeto de descaso quanto a manutenção adequada. 
Considerando que sua localização se dá na área externa a edificação, ele 
está propício à degradação proveniente de eventos climáticos, umidade 
e corrosão de contato caso não seja envelopado com concreto ou 
manta asfáltica. Além disso, podem ocorrer vazamentos nas tubulações, 
conexões e registros e entupimentos na válvula.
O reservatório também pode apresentar patologias, como vazamentos 
e falha na bomba. Esses problemas geram outros, e podem fazer com 
37
que todo o sistema de combate a incêndio não funcione de forma 
correta. Além disso, vazamentos nas válvulas dos hidrantes provocam 
gotejamento em mangueiras aduchadas, podendo surgir bolores 
e fissuras nas mesmas com possibilidade de rompimento de tais 
mangueiras afetadas durante seu uso. Toda edificação deve possuir um 
programa de manutenção dos sistemas de combate a incêndios para 
garantir o bom funcionamento dos dispositivos.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12.693: Sistemas de 
proteção por extintores de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 16.747: Inspeção 
predial: diretrizes, conceitos, terminologias e procedimentos. Rio de Janeiro: ABNT, 
2020.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR – 12.962: Inspeção, 
manutenção e recarga em extintores de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2016.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 5674: Manutenção 
de edificações–requisitos para o sistema de gestão de manutenção. Rio de Janeiro: 
ABNT, 2012.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13.714: Sistemas de 
hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 
2000.
GOMIDE, T. L. F. et al. Inspeção predial total. 3. ed. São Paulo: Editora Oficina de 
Textos, 2020.
SOUZA, Thales B.; DE SOUSA, Bruna D. S.; AGUIAR, Luiz E. A. Sistema de Proteção 
Contra Incêndio e Pânico para Edificação Multifamiliar. Projectus, Rio de Janeiro, v. 
3, n. 4, p. 45-70, 2018. Disponível em: https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/
projectus/article/view/65. Acesso em: 5 jul. 2022.
https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/projectus/article/view/65
https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/projectus/article/view/65
38
Detecção, testes e sinalização no 
combate a incêndio
Autoria: Dione Dulcinea dos Santos
Leitura crítica: Felipe Delapria Dias dos Santos
Objetivos
• Discorrer acerca das etapas necessárias à realização 
de inspeções visuais em equipamentos de combate 
a incêndio.
• Apresentar ações necessárias quando da 
identificação de deterioração de equipamentos de 
combate a incêndio.
• Apresentar diferentes tipos de sistemas de detecção 
e alarme contra incêndios.
39
1. Testes de funcionamento de equipamentos 
de combate a incêndio
Ao se tratar da gestão e manutenção de sistemas de combate a incêndio, 
temos a função de manter estes sistemas em pleno funcionamento de 
maneira que atenda a todas as prerrogativas legais e normativas.
Nos sistemas de combate a incêndio fixos do tipo hidrantes e 
mangotinhos, se faz necessária a realização de um teste inicial de 
verificação de seu funcionamento logo após a instalação dos mesmos, 
conforme a NBR 13714 (ABNT, 2000). Para que a instalação de hidrantes 
e mangotinhos (Figura 1) seja aceita e posta em uso é imprescindível 
que um profissional legalmente habilitado realize a inspeção visual de 
todo o sistema, seja realizado o ensaio de estanqueidade de todas as 
tubulações e reservatórios afins a este sistema e, por fim, seja realizado 
um teste de funcionamento.
Figura 1 – Mangotinho
Fonte: trainman111t/iStock.com.
40
A conferência documental com posterior realização da inspeção visual 
a ser realizada por profissional legalmente habilitado tem a finalidade 
de garantir que todos os pontos de hidrantes e/ou mangotinhos foram 
instalados em conformidade com projeto de combate a incêndio e 
pânico referente aquela edificação objeto de estudo, e que as tubulações 
foram executadas conforme as indicações das plantas. É basilar, 
também, que todas as modificações que porventura sejam introduzidas 
pela empresa responsável pela instalação do sistema fixo de combate a 
incêndio (hidrante,como na Figura 2) no momento de instalação sejam 
documentadas, incluídas no projeto e aprovadas pelo projetista.
Figura 2 – Hidrante
Fonte: Joa_Souza/iStock.com.
Durante o momento da inspeção visual, se faz necessário responder a 
algumas perguntas norteadoras, tais como:
a. Os locais de instalação estão de acordo com o que foi indicado no 
projeto de combate a incêndio e pânico? Tal questionamento é 
válido para qualquer sistema fixo de combate a incêndio.
b. A reserva de incêndio foi executada e está em condições plenas de 
uso (com volume e localização estipulados em planta)?
41
c. Os pontos de hidrantes e/ou mangotinhos estão montados 
com todos os materiais e acessórios previstos, e totalmente 
desobstruídos?
d. Os pontos de hidrantes e/ou mangotinhos mais favoráveis e mais 
desfavoráveis hidraulicamente correspondem àqueles indicados 
no projeto?
e. Caso a edificação tenha dois ou mais sistemas, a identificação 
quanto às finalidades e características de funcionamento destes é 
realizada de maneira rápida e fácil?
Tais pontos se baseiam em questões sugeridas pela NBR 13714 (ABNT, 
2000). Após a realização da inspeção visual, é chegada a hora de se 
realizar o teste de estanqueidade nos sistemas de combate a incêndio 
do tipo fixo hidrantes e mangotinhos. Tais sistemas devem ser ensaiados 
sob pressão hidrostática equivalente a 1,5 vez a pressão máxima 
de trabalho, ou 1 500 kPa no mínimo, durante 2 horas – não sendo 
tolerados quaisquer vazamentos no sistema (Figura 3).
Figura 3 – Vazamento em tubulação
Fonte: Firmafotografen/iStock.com.
42
A NBR 13714 (ABNT, 2000) preconiza que, caso sejam observados 
vazamentos, deve-se ensaiar novamente o sistema após a tomada das 
seguintes medidas corretivas:
a. Desmontagem das juntas da tubulação, realizar a substituição das 
peças comprovadamente danificadas, e realizar a remontagem, 
com aplicação do vedante adequado.
b. Substituir o trecho retilíneo da tubulação danificada, sendo 
obrigatória a remontagem com utilização de uniões roscadas, 
flanges ou soldas adequadas ao tipo da tubulação.
c. Substituir todas as válvulas.
d. Substituir os acessórios.
e. Verificar a existência de quaisquer anormalidades em 
bombas, motores e outros equipamentos. Caso haja qualquer 
anormalidade no seu funcionamento, esta deve ser corrigida 
conforme recomendação dos fabricantes.
Após os hidrantes e mangotinhos serem aprovados na inspeção visual e 
no teste hidrostático, tem-se, então, o momento de realização do teste 
de funcionamento referente a todo processo de automatização destes 
sistemas (incluindo as pressões de operações das bombas e o acionamento 
dos alarmes sonoros e/ou óticos). Também deve ser ensaiada a partida 
automática das bombas acionadas por grupo gerador de emergência.
A determinação da vazão real nos hidrantes e mangotinhos mais 
desfavoráveis hidraulicamente, deve ser realizada de maneira atenta 
quanto ao seu funcionamento. É no teste de funcionamento que 
se determina (a fim de verificar os dados que foram previamente 
calculados) a pressão de descarga das bombas principal ou de reforço. 
Caso esta esteja instalada em condição de sucção negativa, deverá, 
também, ser determinada a pressão na sua sucção. As pressões obtidas 
43
nos esguichos e junto à bomba devem ser iguais ou superiores às 
correspondentes pressões teóricas apresentadas no projeto.
Após todas estas etapas (inspeção visual, conferência documental e 
teste de funcionamento) tem-se que o sistema de combate a incêndio do 
tipo fixo hidrante ou mangotinho foi corretamente instalado e está em 
perfeito estado de funcionamento.
Deve-se realizar inspeções visuais periódicas (com espaçamento 
máximo de três meses) nestas instalações. Tal inspeção pode ser 
realizada tanto pela brigada de incêndio da organização quanto pelo 
Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do 
Trabalho (SESMT), cuja composição pode abranger desde o técnico 
em segurança do trabalho até o médico do trabalho e engenheiro do 
trabalho (perpassando também pelo enfermeiro do trabalho e pelo 
auxiliar de enfermagem do trabalho). Os profissionais de nível médio 
técnico que compõem os SESMT (o técnico em segurança do trabalho e 
o técnico ou auxiliar de enfermagem do trabalho) devem dedicar-se às 
ações do SESMT por toda a sua jornada de trabalho (oito horas diárias). 
Já os profissionais de nível superior de escolaridade que podem chegar a 
compor o SESMT de uma empresa (o médico do trabalho, o engenheiro 
de segurança do trabalho e o enfermeiro do trabalho) podem dedicar-se 
ao SESMT de tal empresa por tempo parcial (no mínimo três horas) ou 
tempo integral (seis horas de trabalho).
O dimensionamento do SESMT de uma empresa deve considerar seu 
grau de risco e o quantitativo de funcionários. O dimensionamento 
do SESMT e quais cargos participarão de tal grupo dependerá do 
grau de risco da atividade principal da empresa e do número total 
de funcionários do estabelecimento. Os profissionais integrantes 
do SESMT deverão ser empregados da empresa, salvo alguns casos 
específicos previstos na norma regulamentadora número 04 do atual 
Ministério da Economia do Brasil. Os profissionais que integram o SESMT 
devem possuir tanto formação técnica quanto registro profissional 
44
em conformidade com a regulamentação profissional do mesmo e os 
instrumentos normativos emitidos pelo respectivo conselho profissional, 
quando este for existente.
Outros equipamentos do tipo fixo de importância primordial quando da 
necessidade de combate a incêndio são os dispositivos de detecção de 
incêndio, como o exemplo mostrado na Figura 4.
Figura 4 – Detector de fumaça
Fonte: adventtr/iStock.com.
Conforme a NBR 17240 (ABNT, 2010), eles são partes componentes de 
um sistema de detecção de incêndio automático que contém pelo menos 
um sensor que, de maneira constante em pequenos intervalos de tempo, 
monitora pelo menos um fenômeno físico e/ou químico associado com o 
incêndio (como a presença de fumaça ou calor), e que gera pelo menos um 
sinal correspondente para o equipamento de controle e indicação. Quando 
há o uso deste tipo de dispositivo para a detecção de calor, dizemos que o 
dispositivo de detecção de incêndio é do tipo detector de temperatura. Ele 
é sensível às temperaturas anormais e/ou taxa de elevação de temperatura 
45
e/ou diferenças de temperatura. O equipamento automático de proteção 
contra incêndio é um equipamento de controle ou combate a incêndio, por 
exemplo, controle de exaustão de fumaça, ventiladores ou um sistema de 
extinção automática.
A NBR 17240 (ABNT, 2010) nos traz que todo projeto referente aos 
sistemas de detecção e alarme de incêndio deve conter todos os 
elementos necessários ao seu completo funcionamento, de forma 
a garantir a detecção de um princípio de incêndio, no menor tempo 
possível. No sistema de detecção convencional, temos círculos de 
detecção em que cada circuito de detecção é instalado em uma 
determinada zona ou área protegida. Neste tipo de sistema, a central 
que recebe as informações deste sistema identifica somente a área 
protegida pelo circuito de detecção onde o dispositivo está instalado.
A norma preconiza que, a partir de dados previamente levantados na fase 
de planejamento do projeto de combate a incêndio e pânico, devem ser 
definidos o tipo de sistema de detecção e o tipo de detector apropriado 
para cada ambiente a ser protegido, levando-se em consideração a 
sensibilidade do detector e o tempo de resposta do sistema. A Figura 5 
mostra o detalhamento do interior de um detector de fumaça.
Figura 5 – Interior de um detector de fumaça
Fonte: MachineHeadz/iStock.com.
46
Os sistemas de detecção e alarme de incêndio podem ser de três 
diferentes tipos: endereçável; analógico; ou algorítmico.
• Sistema de detecção e alarme de incêndio do tipo endereçável: 
é o sistema composto por um ou mais circuitos de detecção. 
Cada um destes dispositivos de detecção que compõem tal 
sistema recebe um “endereço’’que permite à central identificá-
lo individualmente. Este sistema não permite o ajuste do nível de 
alarme dos dispositivos de detecção via central.
• Sistema de detecção e alarme de incêndio do tipo analógico: 
é um sistema no qual a central monitora continuamente os 
parâmetros fornecidos pelo sistema referentes à temperatura do 
ambiente e à presença ou não de fumaça, a fim de compará-los 
aos valores tidos como referência para aquele ambiente objeto 
de observação que foram previamente definidos. O sistema de 
detecção e alarme de incêndio do tipo endereçável analógico 
permite o ajuste do nível de alarme dos dispositivos de detecção 
via central.
• Sistema de detecção e alarme de incêndio do tipo algorítmico: 
neste tipo de sistema, os detectores monitoram continuamente 
os valores de seus elementos sensores, são capazes de realizar 
tomadas de decisões e de se comunicar com a central, informando 
seu estado de alarme, pré-alarme e/ou falha, entre outros. O 
sistema de detecção e alarme de incêndio do tipo algorítmico está 
fortemente alinhado à tecnologia da Internet das Coisas.
A partir da escolha do tipo de sistema de detecção de princípio de 
incêndio mais adequado para cada edificação e seu tipo de ocupação, 
deve-se elaborar um memorial descritivo no qual estará presente:
I. As premissas de detecção.
II. A arquitetura do sistema e suas interfaces com outros sistemas.
47
III. A lógica de funcionamento do sistema.
IV. As ações a serem tomadas para cada evento do sistema.
Conforme Colombo e de Lucca Filho (2018), a Internet das Coisas (do 
inglês Internet of Things, IoT), é uma infraestrutura de comunicação que 
permite conectar o mundo real e o virtual, criando um mundo mais 
inteligente nos diversos segmentos da sociedade moderna.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12693: Sistemas de 
proteção por extintores de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13714: Sistemas de 
hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12962: Inspeção, 
manutenção e recarga em extintores de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2016.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 5674: Manutenção 
de edificações–requisitos para o sistema de gestão de manutenção. Rio de Janeiro: 
ABNT, 2012.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 17240: Sistemas 
de detecção e alarme de incêndio – Projeto, instalação, comissionamento e 
manutenção de sistemas de detecção e alarme de incêndio – Requisitos. Rio de 
Janeiro: ABNT, 2010.
COLOMBO, J. F.; DE LUCCA FILHO, J. Internet das Coisas (IoT) e Indústria 4.0: 
revolucionando o mundo dos negócios. Revista Interface Tecnológica, 
Taquaritinga, v. 15, n. 2, p. 72-85, 2018. Disponível em: https://revista.fatectq.edu.br/
index.php/interfacetecnologica/article/view/496. Acesso em: 5 jul. 2022.
https://revista.fatectq.edu.br/index.php/interfacetecnologica/article/view/496
https://revista.fatectq.edu.br/index.php/interfacetecnologica/article/view/496
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	Sumário
	Apresentação da disciplina
	Introdução aos sistemas de combate a incêndio
	Objetivos
	1. Teoria do fogo
	2. Equipamentos e dispositivos de combate a incêndio
	Referências
	Modelos de gestão de manutenção
	Objetivos
	1. Modelos de gestão de manutenção
	Referências
	Fatores interferentes
	Objetivos
	1. A inspeção predial na gestão e manutenção dos sistemas de combate a incêndio
	Referências
	Detecção, testes e sinalização no combate a incêndio
	Objetivos
	1. Testes de funcionamento de equipamentos de combate a incêndio
	Referências

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