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W BA 11 24 _V 1. 0 GESTÃO E MANUTENÇÃO EM SISTEMAS DE COMBATE À INCÊNDIOS 2 Dione Dulcineia dos Santos São Paulo Platos Soluções Educacionais S.A 2022 GESTÃO E MANUTENÇÃO EM SISTEMAS DE COMBATE À INCÊNDIOS 1ª edição 3 2022 Platos Soluções Educacionais S.A Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César CEP: 01418-002— São Paulo — SP Homepage: https://www.platosedu.com.br/ Head de Platos Soluções Educacionais S.A Silvia Rodrigues Cima Bizatto Conselho Acadêmico Alessandra Cristina Fahl Ana Carolina Gulelmo Staut Camila Braga de Oliveira Higa Camila Turchetti Bacan Gabiatti Giani Vendramel de Oliveira Gislaine Denisale Ferreira Henrique Salustiano Silva Mariana Gerardi Mello Nirse Ruscheinsky Breternitz Priscila Pereira Silva Coordenador Nirse Ruscheinsky Breternitz Revisor Felipe Delapria Dias dos Santos Editorial Beatriz Meloni Montefusco Carolina Yaly Márcia Regina Silva Paola Andressa Machado Leal Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ Santos, Dione Dulcineia dos Gestão e manutenção em sistemas de combate à incêndios / Dione Dulcineia dos Santos. – São Paulo: Platos Soluções Educacionais S.A., 2022. 44 p. ISBN 978-65-5356-235-6 1. Equipamentos de combate à incêndio. 2. Manutenção preventina. 3. Gestão de manutenção. I. Título. CDD 363.37 _____________________________________________________________________________ Evelyn Moraes – CRB: 010289/O S237g © 2022 por Platos Soluções Educacionais S.A. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A. https://www.platosedu.com.br/ 4 SUMÁRIO Apresentação da disciplina __________________________________ 05 Introdução aos sistemas de combate a incêndio _____________ 07 Modelos de gestão de manutenção __________________________ 17 Fatores interferentes ________________________________________ 29 Detecção, testes e sinalização no combate a incêndio ________ 38 GESTÃO E MANUTENÇÃO EM SISTEMAS DE COMBATE À INCÊNDIOS 5 Apresentação da disciplina Seja bem-vindo ao início de mais uma etapa nesta jornada rumo ao desenvolvimento contínuo de melhoria e qualificação técnica e profissional. A gestão e a manutenção de sistemas de combate a incêndios é uma parcela fundamental da prevenção e da atuação ativa no combate a situações de incêndio e pânico. Nesta disciplina, o conhecimento será construído etapa a etapa a partir da consolidação de nossos saberes e pelo, também, enriquecedor processo de agregação e formulação de novos saberes e competências, teóricas e práticas, acerca da temática de gestão e manutenção de sistemas de combate a incêndio. Ao longo de nossa jornada de troca e enriquecimento de saberes, veremos que para termos uma situação de incêndio, faz-se necessário que, previamente, tenha existido um princípio de incêndio que não pode ser contido a tempo de evitar a instalação da situação incendiária consolidada. Para tal esclarecimento, é substancial a devida apropriação da teoria do fogo e da existência do tetraedro do fogo. Carece-nos o domínio de tais conhecimentos, como as formas de propagação do fogo, por exemplo, para que sejamos capazes de gerir de maneira adequada e estratégica os sistemas de combate a incêndio, sempre atentos a sua manutenção e verificação de vida útil. Ao longo de nossas aulas, você conhecerá um pouco mais sobre o tetraedro do fogo, as classes de incêndio e os diferentes tipos de equipamento de combate a incêndio. Será capaz de identificar quais são as principais características de dispositivos e equipamentos de combate a incêndio e quais normativas nacionais podem se relacionar 6 com tal temática. Aprenderá sobre os conceitos de manutenabilidade, confiabilidade e manutenção produtiva total. Perceberá, também, que há questões ambientais e antrópicas que podem influenciar de maneira direta o funcionamento dos diferentes tipos de dispositivos de detecção e combate a incêndio. 7 Introdução aos sistemas de combate a incêndio Autoria: Dione Dulcinea dos Santos Leitura crítica: Felipe Delapria Dias dos Santos Objetivos • Identificar o tetraedro do fogo. • Identificar dispositivos e equipamentos de combate a incêndio. • Explicitar normativas referentes ao contexto da prevenção a princípios de incêndio e pânico. 8 1. Teoria do fogo Enquanto profissionais prevencionistas, temos o dever de atuar de maneira preventiva em nossos posicionamentos quanto à gestão estratégica e operacional de sistemas de combate a incêndios e realizar, sempre, vistorias rotineiras, bem como manutenções preditivas e preventivas em tais sistemas. No entanto, para que ocorra um incêndio, se faz necessária a presença de fogo, de maneira geral. Neste material, iremos apresentar a teoria geral do fogo, bem como suas formas de propagação. A transferência de calor pode se dar através de condução, convecção ou irradiação (que também pode ser chamada de radiação). Sendo o calor um dos componentes do tetraedro do fogo, tais formas de propagação também se aplicam aos incêndios. Na condução, há transmissão de calor através das moléculas que compõem o material. Simplesmente, podemos dizer que a transmissão de calor ocorre através do meio. Neste caso, há um gradiente de temperatura em um meio estacionário sólido ou fluido (acontecendo principalmente em materiais sólidos). A convecção é essencialmente uma forma modificada da condução, na qual o meio se desloca internamente. O processo consiste na transmissão de calor pelo deslocamento de camadas do material por causa da diferença de densidade entre elas. Isso só ocorre em líquidos e gases. Na irradiação, o calor é transportado através de ondas eletromagnéticas. A emissão pode ser atribuída às modificações das configurações eletrônicas dos átomos ou moléculas que a constituem, e tal processo de transferência de calor pode acontecer, inclusive, no vácuo. O termo radiação é utilizado para todos os fenômenos eletromagnéticos (ondas de rádio, raios X, gama, ultrassom etc.), mas só são de interesse determinados (comprimentos de onda) que resultem em energia térmica. 9 Veremos, também, certas características dos dispositivos e equipamentos de combate a incêndio e normativas nacionais que podem relacionar-se com tal temática. O fogo é a reação química exotérmica de combustão (há a liberação de calor e luz nesta reação) que ocorre, de maneira controlada, entre um combustível e um comburente a partir do fornecimento, a partir de uma fonte de calor. Além da presença destes três elementos, se faz necessário, também, que existam as condições ótimas para que ocorra a reação (como as proporções adequadas de reagentes e energia de ativação necessária ao início da combustão). Desde os primórdios da humanidade, lançamos mão do uso do fogo para aquecimento, alimentação, fabricação de utensílios etc. Já um incêndio é, nada mais nada menos, que a presença indesejada de fogo de maneira descontrolada. Ele origina-se de princípios de incêndio que não foram contidos devido a situações específicas do local onde este se instalou ou devido à falta de dispositivos, equipamentos ou até mesmo capital humano adequadamente treinado para efetuar a prevenção e extinção de possíveis princípios de incêndio. Podemos citar como falha de prevenção a ocorrência de incêndios, por exemplo, o desconhecimento de sistemas de proteção ativa de incêndios e seus componentes (tal como os agentes extintores, equipamentos fixos ou móveis, as classes de incêndio e desconhecimento de rotas de fuga). Para que se instale um incêndio, é necessário a presença de combustível, comburente, fonte de calor e a reaçãoem cadeia. Assim, teremos o que se chama de tetraedro do fogo. Sem um destes quatro elementos, o fogo não se mantém de maneira autossustentável, visto que cada um destes quatro elementos está conectado uns aos outros de maneiras interdependentes. Ao retirar um ou mais dos elementos que compõem o tetraedro do fogo, teremos a extinção da reação química de combustão. 10 Observe a seguinte composição do tetraedro do fogo: • Combustível: é qualquer substância (líquida, gasosa ou sólida) capaz de queimar e alimentar a reação de combustão (o fogo). Podemos citar como exemplos de combustíveis: madeiras; espumas; tecidos; papel; plásticos; borrachas; gasolina; álcool; diesel; querosene; óleos; graxas; acetileno; gás natural veicular; gás liquefeito de petróleo etc. • Comburente: é o gás que se combina ao combustível para que ocorra a reação de combustão na presença do calor necessário a ativação, ao início, da reação química. O oxigênio é o combustível mais comum, visto que compõe o ar atmosférico respirável. Sendo o oxigênio um potente comburente, se faz necessário extrema atenção na operação e manutenção de plantas industriais onde haja a necessidade e presença de oxigênio puro. • Calor: forma de energia necessária à ativação e manutenção da reação química de combustão. Uma fonte de calor pode ser qualquer situação que gere energia suficiente para que ocorra, se inicie a combustão ao contato com os gases provenientes de um combustível, por exemplo. Podemos citar a fagulha gerada ao ligarmos ou desligarmos uma lâmpada em ambientes com vazamentos de gás onde já haja a concentração deste gás suficiente para a reação instantânea de combustão. Em ambientes industriais, a fonte de calor necessária ao início de um incêndio pode vir até mesmo de uma superfície aquecida na carcaça de uma máquina qualquer. • Reação em cadeia: pode-se dizer que ela é a sequência de interações de óxido-redução e liberação de energia em forma de calor, necessárias e suficientes, para que se mantenha a presença do fogo. Os incêndios podem ser classificados de acordo com o tipo de combustível que deu origem a ele (Figura 1). 11 Figura 1 – Classes do fogo Fonte: adaptada de Heavypong/iStock.com. Podemos classificar um incêndio em classe A, B, C, D e K: • Classe A: ocorre a combustão, principalmente, de combustíveis sólidos, e estes geram cinzas e carvão. A extinção por resfriamento e retirada de possíveis fontes de combustíveis adjacentes costumam ser as formas mais eficientes. • Classe B: ocorre a combustão de líquidos e gases inflamáveis e/ou combustíveis. Não produz resíduos, cinzas. As formas de extinção mais eficientes são por abafamento e quebra da reação em cadeia. • Classe C: é a queima de materiais, equipamentos ou instalações energizadas, como no caso da ocorrência de curto-circuito. Ao interromper o fornecimento de energia elétrica, o incêndio deve ser reclassificado em A, B, D ou K. • Classe D: é a queima de materiais pirofóricos, metais alcalinos combustíveis (como o sódio e magnésio). Em tais produtos 12 químicos, a combustão pode ser espontânea. Neste tipo de incêndio, a reação de combustão é instantânea e violenta (gera inicialmente grande emissão de luz e calor) e tais materiais reagem violentamente a água. Sendo assim, para tal classe de incêndio, a forma mais eficiente de extinção se dá por abafamento, e seu combate deve ser realizado por profissionais especializados. • Classe K: neste tipo de incêndio, temos a queima de gorduras de origem animal ou vegetal em seu estado líquido ou sólido, geralmente provenientes de ambientes culinários como cozinhas industriais. Tal classe pode ser combatida por meio de abafamento. 2. Equipamentos e dispositivos de combate a incêndio Os equipamentos e dispositivos de combate a incêndio podem ser fixos ou móveis. Como exemplo de equipamentos móveis, podemos citar os diversos tipos de extintores. Citam-se como equipamentos e dispositivos fixos os hidrantes, mangotinhos e sprinklers (Figura 2). Figura 2 – Sprinkler Fonte: MarcosMartinezSanchez/iStock.com. 13 Os extintores podem conter diferentes tipos e quantidades de agentes extintores em seu interior. Podem ser, também, portáteis ou estarem montados sobre rodas. A NBR 12693, atualizada no ano de 2021, nos traz que extintor de incêndio (Figura 3) é um aparelho de acionamento manual e que contém um agente extintor destinado a combater princípios de incêndio. Figura 3 – Extintor de incêndio Fonte: https://pixabay.com/photos/alarm-batch-burning-clear-clipping-316545/. Acesso em: 5 jul. 2022. Devemos atentar ao fato de que a referida norma deixa de maneira explícita o fato de que extintores servem apenas para combate a princípios de incêndio, e não para combater a situação de incêndio já instalada. O profissional legalmente habilitado que elaborou o projeto de combate a incêndio deve indicar a localização de tais extintores, podendo estes serem alocados tanto na área interna quanto externamente à área de risco a ser protegida. Os extintores devem ser submetidos a processos de inspeção e manutenção periódicas e as organizações devem manter pessoal treinado para sua manutenção, vistoria e manuseio. https://pixabay.com/photos/alarm-batch-burning-clear-clipping-316545/ 14 Figura 4 – Inspeção de rotina Fonte: Visual Generation/iStock.com. Quantos aos dispositivos de combate a incêndio do tipo fixo, conforme a ABNT (1998), temos o conceito de hidrante (Figura 5) como sendo um ponto de tomada de água em que há uma ou duas saídas contendo válvulas e seus respectivos adaptadores, tampões, mangueiras de incêndio e demais acessórios. Já o mangotinho é conceituado como sendo o ponto de tomada de água em que há uma saída contendo válvula de abertura rápida e demais acessórios. Figura 5 – Hidrante Fonte: borevina/iStock.com. https://www.istockphoto.com/br/portfolio/RaStudio?mediatype=illustration 15 É importante salientar que um sistema de hidrantes, ou um sistema de hidrantes e mangotinhos, é o sistema de combate a incêndio composto pela reserva de incêndio (aquela quantidade de água devidamente calculada e prevista em projeto destinada exclusivamente para o combate a incêndio), bombas de incêndio (caso seja necessário), tubulações, hidrantes ou mangotinhos e seus acessórios. Caso a manutenção dos diferentes tipos de bombas de incêndio (Figura 6) falhe, pode-se haver consequências graves quando da necessidade da utilização destes equipamentos. Figura 6 – Bombas de incêndio Fonte: Panupong Piewkleng/iStock.com. As bombas de incêndio podem ser classificadas, conforme ABNT (1998), em bomba principal, bomba de pressurização (também chamada de bomba Jockey) e bomba de reforço: • Bomba principal: é a bomba hidráulica que nos interessa a sua capacidade de recalcar água para os sistemas de combate a incêndio, por meio da força centrífuga originada por este tipo de bomba. https://www.istockphoto.com/br/portfolio/PanupongPiewkleng?mediatype=photography 16 • Bomba Jockey ou bomba de pressurização: é a bomba hidráulica utilizada para a manutenção da faixa de pressurização de um sistema de combate a incêndio. Tal sistema deve ser executado e instalado, conforme as especificações do projeto de combate a incêndio e pânico elaborado por profissional legalmente habilitado. Ao se acionar um sistema de combate a incêndio é crucial que os jatos de água se mantenham com a força e vazão projetados. • Bomba de reforço: é aquela bomba hidráulica utilizada para manter a faixa de pressurização correta e garantir o adequado fornecimento de água nos hidrantes ou mangotinhos mais desfavoráveis hidraulicamente no sistema de combate a incêndio, quando estes não puderem ser abastecidos somente pelo reservatório elevado. Nota-se que os sistemas de combate a incêndio são compostos pelo conjunto integrado entre dispositivos fixos e móveis, bem como todos os seus acessórios. Os dispositivos móveis são os extintores. Já os dispositivosfixos são os hidrantes, mangotinhos e sprinklers. A partir do conteúdo exposto acima, podemos perceber que é questão basilar o domínio de todas as características dos diferentes sistemas de combate a incêndio para que, a partir disso, tracemos as melhores técnicas e estratégias de gestão e manutenção destes sistemas em específico. Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12693: Sistemas de proteção por extintores de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2021. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT 13714: Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12962: Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2016. 17 Modelos de gestão de manutenção Autoria: Dione Dulcinea dos Santos Leitura crítica: Felipe Delapria Dias dos Santos Objetivos • Introduzir conceitos de manutenção produtiva total. • Introduzir conceitos de manutenabilidade e confiabilidade. • Identificar diferentes tipos de manutenção. 18 1. Modelos de gestão de manutenção Neste tema, você será apresentado aos conceitos de confiabilidade e mantenabilidade. Você verá, também, que este modelo de gestão estratégica para manutenção possui os mesmos fundamentos da chamada manutenção produtiva total (ou TPM para a sigla em inglês). Ambos os modelos foram aperfeiçoados no Japão no momento pós- Segunda Guerra Mundial, quando havia uma grande necessidade das indústrias rentáveis, porém, sem grandes custos ou maiores trabalhos. 1.1 Confiabilidade, mantenabilidade e curva ABC Dizemos que a confiabilidade é a propriedade de se operar um equipamento sem falhas durante um dado período. Quando falamos em confiabilidade deve-se ter em mente que este conceito está sempre associado a um período pré-determinado de tempo. Quanto maior o tempo, maior a chance de acontecerem falhas. Ou seja, quanto maior o tempo, menor é a confiabilidade de um dado maquinário, ferramenta ou equipamento. Já a mantenabilidade, que também pode ser chamada de manutenabilidade, é a medida do grau de facilidade para se realizar um reparo. Ou seja, o grau de facilidade em se realizar uma manutenção em dado equipamento desde que esta medida de facilidade esteja considerando sempre os procedimentos operacionais padrão, ou seja, os procedimentos definidos. A verificação do grau de confiabilidade é sempre realizada após um dado período de estabilização do equipamento, por um dado período, a fim de saber qual é a sua taxa de falha. O indicador utilizado para realizar tal avaliação é o tempo médio entre falhas. A matenabilidade é avaliada a partir do indicador de tempo médio para reparo. Para que se tenham dados suficientes, a fim de estruturar tecnicamente indicadores, se faz necessário realizar registros 19 confiáveis das manutenções realizadas. Em resumo: a confiabilidade se mede pelo tempo médio entre as falhas enquanto a manutenibilidade se mede pelo tempo médio de reparo. Outro conceito muito importante que se relaciona diretamente com as questões de confiabilidade e mantenabilidade é o conceito do custo do ciclo de vida. Este conceito foca em reduzir o custo global de produção e manutenção de um dado produto ou equipamento. Seu cálculo leva em consideração todas as etapas do ciclo de vida de um equipamento, e deve utilizar todos os custos relativos à cada equipamento avaliado. O custo global, também chamado de custo do ciclo de vida, deve considerar o custo de aquisição (A) mais os custos referentes a operação de um dado equipamento ou ferramenta (O) mais os custos de manutenção (M) mais os custos de desativação do equipamento (D). Ou seja, quanto se custará para se realizar o descarte de equipamento? Temos então que: Custo do Ciclo de Vida = Custo de aquisição (A) + custos de operação (O) + custos de manutenção (M) + custos de desativação (D). Outra questão essencial quando consideramos os conceitos de confiabilidade e manutenabilidade é a melhoria contínua. Quando temos o fomento da cultura de melhoria contínua dentro de uma organização, e seus resultados são devidamente registrados, tratados e arquivados, é possível gerar informações, com dados e indicadores, que servirão de base para a formação de um rico portfólio de informações. A formação de tal banco de dados contendo informações provenientes de estudos de melhoria contínua pode propiciar melhor e mais eficaz gerenciamento de máquinas, ferramentas e equipamentos dentro do conceito de manutenibilidade e confiabilidade. A melhoria contínua consiste na coleta e análise das informações e aprendizagens acerca das falhas e processos de feedback de ações tomadas e melhorias realizadas e alcançadas devido à aplicação da confiabilidade e mantenabilidade. Ela pode permitir, ainda, ao fornecedor monitorar o desempenho dos equipamentos e verificar se as metas 20 de confiabilidade e mantenabilidade foram atingidas dentro da gestão dos sistemas de combate a incêndio. Este processo de coleta de dados e verificação da monitoria de desempenho de equipamentos pode se tornar prática nos momentos de recargas de extintores e sua manutenção, por exemplo. Nós podemos verificar a qualidade e a confiabilidade dos fornecedores que realizam as manutenções nos extintores de incêndio. Os princípios de confiabilidade e melhoria contínua aplicam-se facilmente aos sistemas de combate a incêndio. Ao elaborar um banco de dados rico em informações referentes aos testes de funcionamento de hidrantes, mangotinhos, chuveiros automáticos, sistemas sonoros de alarme e recarga de extintores, teremos um processo organizado e estruturado aplicado aos principais defeitos apresentados pelos equipamentos. Este sistema pode ser aplicado para toda e qualquer falha grave apresentada pelo equipamento objeto de estudo que não foi prevista anteriormente. Como ferramenta de gestão, podemos utilizar a técnica das atividades baseadas em custos para manutenção dos sistemas de combate a incêndio. Tal técnica lança mão de dados obtidos a partir da implementação e gestão da melhoria contínua. O uso das atividades baseadas em custo objetiva reduzir desperdícios e desvios em todos os níveis produtivos de uma organização, sendo, portanto, uma técnica de gestão estratégica e com características modernas que atribui custos às atividades e operações unitárias. Quando aplicamos a técnica de atividades baseadas em custos (também conhecida como curva ABC) é possível detectar gastos invisíveis do processo. Geralmente, esse tipo de custo, aquele que não é direto, muitas vezes, pode mascarar desvios produtivos. Entre os principais custos a serem controlados dentro de um sistema de manutenção podemos citar o custo com pessoal, o custo com material e o custo com serviços. Cada um desses três tipos básicos (material, pessoal e serviços) pode também ser subdividido em: I. Trabalhos de melhoria. 21 II. Manutenções corretivas. III. Manutenções preventivas. Deve-se considerar, também, indicadores, como o indicador de disponibilidade dos equipamentos. O acompanhamento por meio de indicadores pode ser considerado uma abordagem de melhoria contínua e, assim, caracterizar-se como um trabalho preventivo, visto que a partir deles as organizações podem fundamentar a tomada de decisões estratégicas. Desta maneira, para que tenhamos uma gestão eficiente e eficaz dos sistemas de combate a incêndio, faz-se necessário a presença de dados referentes a indicadores, por exemplo: • O tempo total de produção perdido. • O tempo total utilizado para reparar equipamentos ou o tempo de espera para que tais reparos aconteçam. • O tempo de produção perdido devido a serviços internos não previsto. • Custos de manutenção por ordem de serviço. • Manutenções por unidade produzida. • Custos de manutenção considerando a mão de obra. • Custos de manutenção considerando mais os materiais para cada setor. A manutenção pode ser classificadaem: a. Manutenção corretiva. b. Manutenção preventiva. c. Manutenção preditiva. d. Manutenção emergência. 22 A manutenção emergencial é aquela realizada de maneira imediata a falha e, mesmo após sua realização, tem-se perda de resultados. Já a manutenção corretiva é aquela realizada após a quebra de um dado equipamento, porém, após a sua realização, não se tem perda de rendimento. Ou seja, não há perda de resultados. A manutenção preventiva é aquela realizada conforme o plano de manutenção da organização. Já a manutenção preditiva é aquela realizada de maneira eficaz, baseada em indicadores de funcionamento das máquinas e equipamentos e seus componentes. Ao utilizar a metodologia da curva ABC, ou atividade baseada em custos, dentro da manutenção nos dará de maneira explícita quais são os custos diretos e quais são os custos indiretos envolvidos na gestão da manutenção dos sistemas de combate a incêndio. Desta maneira, teremos dados suficientes que serão capazes de apoiar campanhas, apoiar processos internos de melhoria contínua da organização e melhorar as técnicas de elaboração orçamentária voltadas a manutenção dos sistemas de combate a incêndio. É possível determinar, por exemplo, quais são as atividades que mais agregam, ou não, a toda manutenção dos sistemas de combate a incêndio. É importante salientar que os conceitos referentes à aplicação da metodologia da atividade baseada em custo devem estar bem claros para todos os envolvidos neste processo. Desta maneira, temos que: • Custo é o valor de bens e serviços consumidos de maneira direta ou indiretamente para a produção ou a manutenção de bens e serviços. • Despesas são os valores de bens e serviços que não estão diretamente relacionados à produção de outro bem ou serviço que deverá ser consumido em um dado período. • Gasto é o valor dos bens e serviços adquiridos por uma organização. 23 • Perda é o valor dos bens e serviços que são consumidos de maneira involuntária ou de maneira comum de forma não prevista no procedimento operacional padrão. • Desperdício é o consumo intencional de alguma matéria-prima que por alguma razão não se direcionou a produção de um dado bem ou de um dado serviço. Podemos considerar, também, como desperdício os produtos que foram danificados durante o processo de fabricação perdendo seu valor de mercado. Há algumas estratégias que podem ser adotadas no processo que envolve a atividade baseada por custos dentro de um sistema de gestão de combate a incêndio. São ações estratégicas, por exemplo, padronizar as ordens de trabalho ou as ordens de serviço. Todos os envolvidos devem possuir procedimentos operacionais padrão para atividades que envolvem a manutenção de sistemas de combate a incêndio. As informações voltadas à ordem de serviços de saúde e segurança do trabalho, devem ter também todas as atividades e tarefas que cada colaborador deve executar e todas as pessoas devem estar definitiva e devidamente treinados para aplicação destes procedimentos operacionais. É indicado, também, que não se aplique apenas à manutenção corretiva e sim à manutenção preventiva e preditiva quando for possível. Deve-se, ainda, avaliar de maneira permanente a vida útil de todos os equipamentos e, quando for possível, participar dos projetos fabris antes que se adquira novos componentes para os sistemas de combate a incêndio. Desta maneira, teremos uma redução de serviços de reparo e aplicação da prevenção na manutenção também. Quando um equipamento ainda está em fase de projeto, não foi de fato construído, não existe – de maneira concreta – dados históricos acerca de tal equipamento. O que poderia vir a inviabilizar as questões referentes à confiabilidade deste equipamento. Nestes casos, podemos utilizar uma técnica chamada diagrama de blocos de confiabilidade. Nesta técnica, estabeleceremos relações de dependência considerando 24 a confiabilidade entre sistemas principais, subsistemas e cada um dos componentes deste dado equipamento objeto de estudo. Desta forma, a avaliação de sua confiabilidade será avaliada antes mesmo do equipamento ser construído. A aplicação da técnica do diagrama de blocos de confiabilidade é possível, porque a maioria do subsistema ou componentes utilizados em equipamentos, mesmo que não estejam em uso no nosso equipamento objeto de estudo, já foram, provavelmente, utilizados em projetos anteriores. 1.2 Manutenção produtiva total A manutenção produtiva total (Figura 1) consiste em um programa ou metodologia que tem por objetivo a maximização do rendimento operacional a partir da participação direta de operadores e do grupo de pessoas encarregadas de fazer manutenção em equipamentos e máquinas. Figura 1 – Manutenção Produtiva Total (TPM) Fonte: adaptada de https://commons.wikimedia.org/wiki/File:8_pillars_of_tpm.png. Acesso em: 5 jul. 2022. https://commons.wikimedia.org/wiki/File:8_pillars_of_tpm.png 25 A técnica da manutenção produtiva total, ou simplesmente TPM considerando a sigla em inglês, busca a falha zero ou defeito zero dentro de uma organização. São pilares da TPM: • Manutenção autônoma. • Manutenção planejada. • Controle inicial. • Melhoria específica. • Educação e treinamento. • Segurança e meio ambiente. • Qualidade. • Manutenção produtiva total aplicada às áreas administrativas. Faz-se necessário envolver todos os departamentos de uma empresa. Quando falamos, por exemplo, a respeito do pilar da manutenção autônoma, estamos dizendo que os operadores dos equipamentos devem ser capacitados para que realizem a vistoria e, também, atuarem como mantenedores dos equipamentos com os quais trabalham de maneira cotidiana, sempre em condições adequadas de funcionamento. Os mantenedores específicos, ou seja, os mecânicos especializados, devem ser acionados apenas quando o operador não consegue solucionar o problema, quando temos situações de maior complexidade. O chamado mantenedor de primeiro nível é o operador envolvido com a manutenção autônoma. Ele deve ser capaz de realizar manutenções preventivas rotineiras e manutenções corretivas básicas. A produção e a manutenção de uma empresa devem estar em constante estado de interação. A finalidade de tal interação é propiciar que dentro do ambiente laboral tais trocas permitam mudanças que venham a melhorar a produtividade 26 bem como propiciar uma maior satisfação em atuar no seu posto de trabalho, visto que a TPM propicia maior autonomia ao indivíduo em seu ambiente laboral. A manutenção autônoma prevê que o operador mantenha o ambiente sempre limpo e organizado. Ele deve verificar se todas as ferramentas envolvidas em sua atividade estão funcionando da maneira para as quais foram projetadas. O operador deve ser capaz de realizar uma inspeção inicial e abrangente, além de ser capacitado a elaborar procedimentos operacionais padrão, executar regulagens ou reparos simples no maquinário com o qual trabalha (como lubrificação e aplicação de manutenção). A aplicação da manutenção autônoma é capaz de evitar a deterioração precoce de equipamentos novos bem como manter equipamentos mais antigos em bom estado de conservação. Ou seja, prolongar sua vida útil. Sendo a limpeza também um método da manutenção autônoma, podem ser consideradas atividades e indicadores da realização da manutenção autônoma a ocorrência de limpezas iniciais, a eliminação de fontes de sujidade e difícil acesso, a elaboração de normas provisórias para limpeza, bem como a ocorrência de inspeções e lubrificações. A realização de inspeções gerais nas quais são verificados se há parafusos soltos, ruídos ou aquecimento excessivo nos equipamentos, verificação de nível de óleo, ponto de lubrificação, se as proteções estão todas devidamente fixadas e em funcionamento ou ainda verificar se há mangueiras furadas ou desgastada. Por fim, a inspeção autônoma (baseada nos preceitos da manutenção produtiva total e melhoria contínua) prevê o registro de tudo oque foi observado e se as recomendações foram atendidas pela equipe de manutenção. Um operador deve ser capaz de identificar anomalias que podem vir a gerar grandes falhas nos equipamentos, tomar decisões rápidas a fim de 27 antecipar possíveis desvios e ser capaz de classificar quanto à criticidade de anomalias. É necessário fomentar o exercício de tais atividades com motivação e disciplina. Outro pilar que merece destaque dentro da metodologia da manutenção produtiva total é o pilar educação e treinamento, visto que este vai interferir diretamente no pilar segurança e meio ambiente, bem como nos demais pilares da manutenção produtiva total. Todos os pilares da metodologia de manutenção produtiva total estão assentados sobre as pessoas, o capital humano da organização. Não há ativo mais valioso para uma empresa que seu capital humano. A realização de capacitação e treinamentos, bem como o fomento a educação dos colaboradores, é de suma importância, não apenas para a organização, mas também para os próprios trabalhadores de uma empresa. Equipes devidamente treinadas tendem a ser equipes mais coesas. O fomento a cultura de segurança proporciona redução de desvios, redução de custos operacionais, melhoria de produtividade e melhoria da qualidade de vida no ambiente laboral. Sendo assim, também melhora índices voltados à saúde e segurança. Ao se falar sobre a manutenção produtiva total de dentro das áreas administrativas, estamos falando da melhoria de organização e processos de trocas entre diferentes setores de uma organização. O setor de recursos humanos deve conversar com o setor de segurança do trabalho e este também com os setores produtivos que, por conseguinte, deve conversar melhor com setor de manutenção, por exemplo. Com o aumento de trocas, diálogos, informações e insights, teremos a promoção da perda zero ou redução de desvios. Temos, também, melhoria da qualidade de vida a partir do sentimento de realização e autoconfiança dos colaboradores. O objetivo global da metodologia TPM é criar um ambiente que seja capaz de propiciar melhorias contínuas em todos os setores 28 de uma organização. Desta maneira, a empresa pode apresentar melhor rentabilidade e melhor produtividade. Em contrapartida, o capital humano da organização será mais capacitado e incentivado a desenvolver novas habilidades. Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 5462: Confiabilidade e mantenabilidade. Rio de Janeiro: ABNT, 1994. NAKAJIMA, Seiichi. Introdução ao TPM – Total Productive Maintenance. Tradução Mário Nishimura. São Paulo: IMC Internacional Sistemas Educativos, 1989. 29 Fatores interferentes Autoria: Dione Dulcinea dos Santos Leitura crítica: Felipe Delapria Dias dos Santos Objetivos • Apresentar os conceitos de vida útil de projeto e inspeção predial. • Apresentar conhecimentos referentes à engenharia legal. • Apresentar a ferramenta de checklist aplicado ao contexto dos sistemas de combate a incêndio. 30 1. A inspeção predial na gestão e manutenção dos sistemas de combate a incêndio Quando tratamos da gestão e manutenção dos sistemas de combate a incêndio de uma edificação, é importante também se ater a fatores ambientais que podem levar à deterioração do sistema em período menor que sua vida útil de projeto. A vida útil de projeto é o período para o qual se fez a estimativa de que, neste dado período, o sistema projetado atenderá a todos os requisitos ideais de desempenho, considerando a aplicação das normas aplicáveis, o estado da técnica no momento de elaboração e execução do projeto e, também, supondo que todos os processos de manutenção especificado para tal sistema foram realizados de forma correta e com a periodicidade adequada. Entende-se por desempenho o comportamento do sistema predial quando submetido às condições de exposição e uso a que estão sujeitos ao longo de sua vida útil e mediante a realização das manutenções previstas no projeto e construção. Como se pode perceber, a vida útil de projeto é uma estimativa teórica de tempo. Ela se concretizará, de fato, enquanto vida útil, ou não, de acordo com a eficiência na realização e registro das manutenções e a exposição do sistema a intempéries com maior ou menor severidade, por exemplo. O fato de um mangotinho estar localizado em área interna ou externa da edificação ou se está com a manutenção em dia ou não são questões que podem interferir na vida útil de projeto do sistema de combate a incêndio de uma edificação. A ferramenta da inspeção predial, a ser utilizada também para o sistema hidráulico presente nos sistemas de combate a incêndio do tipo fixo, resulta da aplicação da visão sistêmica total e da priorização de possíveis providências. 31 Conforme a NBR 16.747 (ABNT, 2020), a inspeção predial é a análise das condições técnicas, de uso e de manutenção da edificação, visando orientar a manutenção e a qualidade predial total. Ao se aplicar a visão sistêmica total, analisa-se as condições construtivas, de uso e os procedimentos de manutenção. Para Gomide et al. (2020), essa metodologia permite a análise de todas as variáveis que envolvem o desempenho dos elementos edificantes, possibilitando o ajuste e introdução de técnicas de manutenção predial a fim de se alcançar a qualidade predial total. Já a priorização de providências permite a ordenação lógica das adequações necessárias à edificação inspecionada. Figura 1 – Visão sistêmica Fonte: adaptada de Gomide et al. (2020). 32 A engenharia diagnóstica faz parte do arcabouço da engenharia legal. Há fatores ambientais que podem atuar como interferentes no sistema de combate a incêndio. Para que possamos realizar a verificação destas condições ambientais e sua relação com o sistema predial de combate a incêndio, faz-se necessário a realização de vistorias periódicas, tanto nos sistemas de combate a incêndio fixos quanto móveis. A inspeção predial e a perícia não são a mesma coisa. Ambas fazem parte do arcabouço da engenharia diagnóstica. Figura 2 – Engenharia legal Fonte: adaptada de Gomide et al. (2020). No entanto, para Gomide et al. (2020), a inspeção em edificações e seus sistemas (inclusive os sistemas de combate a incêndio) é a análise técnica de fato, condição ou direito relativo à uma edificação, com base em informações genéricas e na experiência do engenheiro. Ela faz parte 33 da análise sintomatológica da engenharia diagnóstica. A sintomatologia técnica da edificação trata-se da constatação e análise dos sintomas e condições físicas das anomalias construtivas e falhas de manutenção. Já a perícia em edificações é a determinação da origem, da causa e do mecanismo de ação de um fato, condição ou direito relativo à uma edificação. Ela faz parte da etiologia técnica da edificação, que é a determinação dos efeitos, origens, causas, mecanismos de ação, agentes e fatores de agravamento das anomalias construtivas e falhas de manutenção. A engenharia diagnóstica tem ainda o seu ramo de atuação na terapêutica da edificação, que são os estudos das reparações das anomalias construtivas e falhas de manutenção. Tais anomalias podem estar presentes em um ou mais dos sistemas que compõem o conjunto da edificação. Temos, por exemplo, que questões referentes aos sistemas elétricos e hidráulicos de uma edificação podem interferir no funcionamento adequado do sistema de combate a incêndio. Figura 3 – Estudos da engenharia diagnóstica Fonte: adaptada de Gomide et al (2020). 34 As inspeções prediais podem ser uma das ferramentas que nos auxiliam na realização das perícias nos sistemas prediais. Dentro da engenharia diagnóstica, após a realização da perícia, têm-se apenas a consultoria em edificações, que é a prescrição técnica a respeito de um fato ou condição relativo a uma edificação. O principal objetivo de se aplicar a engenharia diagnóstica (também em sistemas de combate a incêndio) é determinar irregularidades prediais que possamprejudicar a qualidade dos sistemas da edificação. Mesmo com a existência de norma referente a manutenção em edificações, NBR 5.674 (ABNT, 2012), poucos são os condomínios que aplicam a norma de fato e aplicam os procedimentos recomendados ou o plano de manutenção. A gestão e manutenção dos sistemas de combate a incêndio, considerando a aplicação da NBR 5.674 do ano de 2012, teremos que os registros referentes às inspeções realizadas nos sistemas de combate a incêndio podem ser facilmente materializados a partir de informações geradas pela aplicação de listas de verificação. Considerando o fluxo de documentação, conforme a NBR 5.674 (que trata dos requisitos para o sistema de gestão de manutenção em edificações), temos que o checklist (ou lista de verificação) estará presente na etapa de execução. Em programas de manutenção, inclusive para os sistemas de combate a incêndio, deve haver registros tanto de contratação de mão de obra como de execução de serviços em todos os sistemas da edificação e, obviamente, o sistema de combate a incêndio também é um dos sistemas que compõem a edificação. Documentações devem ficar armazenadas para uso e registro do condomínio. Checklists são ferramentas extensamente utilizadas no gerenciamento de riscos. De caráter qualitativo, frequentemente são associados à fase de identificação dos riscos, apesar de terem limitações neste aspecto. 35 Dentro do processo de inspeção, no mesmo estabelecimento pode ser implantado vários modelos de checklist para diversas situações, como: a. Equipamentos, máquinas, veículos. b. Atendimento de normas regulamentadoras. c. Verificação de processos e procedimentos. d. Vistorias de órgãos públicos. A inspeção deve começar pela casa de bombas, com o teste de um dos hidrantes instalados. Figura 4 – Checklist em sistemas de combate a incêndio Fonte: A stockphoto/iStock.com. A inspeção dos demais hidrantes restringe-se à verificação interna dos abrigos de mangueiras com os respectivos conteúdos, os hidrantes em si e o dispositivo de recalque. No preenchimento do checklist, caso seja constatada alguma não conformidade com as normas regulamentares ou técnicas, deverá ser orientada a necessidade imediata de manutenção ao empregador. https://www.istockphoto.com/br/portfolio/MarcosMartinezSanchez?mediatype=photography 36 Ainda que o empregador não seja o proprietário da edificação, ele deverá ser alertado quanto à sua responsabilidade no âmbito da legislação trabalhista. Isto sem considerar os demais aspectos legais decorrentes de um acidente do trabalho, motivado pela falha nos sistemas de segurança contra incêndio. O conceito de qualidade total sob a ótica do consumidor foi estabelecido como a adequação do produto ao uso a partir do Código de Defesa do Consumidor, do ano de 1990. A qualidade total inicia-se no planejamento do próprio processo, de acordo com a filosofia japonesa Kaizen. A partir da definição das etapas básicas da melhoria contínua, surge também o ciclo PDCA. É muito comum que problemas causados nas instalações hidráulicas de sistemas de combate a incêndio sejam decorrentes da deterioração e desgaste das tubulações e conexões das mesmas. São comuns patologias relacionadas à corrosão dos elementos metálicos do sistema de combate a incêndio, manutenções precárias ou inexistentes, ou até mesmo vícios de funcionamento provenientes do mal dimensionamento do sistema de combate a incêndio desde sua fase de projeto. De acordo com Souza et al. (2018), o hidrante de recalque é objeto de descaso quanto a sua manutenção e limpeza, uma vez que ele não é tão acessível e a tubulação que o antecede é geralmente enterrada. O hidrante de recalque, sendo ele de uso exclusivo dos bombeiros, muitas vezes pode se tornar objeto de descaso quanto a manutenção adequada. Considerando que sua localização se dá na área externa a edificação, ele está propício à degradação proveniente de eventos climáticos, umidade e corrosão de contato caso não seja envelopado com concreto ou manta asfáltica. Além disso, podem ocorrer vazamentos nas tubulações, conexões e registros e entupimentos na válvula. O reservatório também pode apresentar patologias, como vazamentos e falha na bomba. Esses problemas geram outros, e podem fazer com 37 que todo o sistema de combate a incêndio não funcione de forma correta. Além disso, vazamentos nas válvulas dos hidrantes provocam gotejamento em mangueiras aduchadas, podendo surgir bolores e fissuras nas mesmas com possibilidade de rompimento de tais mangueiras afetadas durante seu uso. Toda edificação deve possuir um programa de manutenção dos sistemas de combate a incêndios para garantir o bom funcionamento dos dispositivos. Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12.693: Sistemas de proteção por extintores de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2021. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 16.747: Inspeção predial: diretrizes, conceitos, terminologias e procedimentos. Rio de Janeiro: ABNT, 2020. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR – 12.962: Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2016. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 5674: Manutenção de edificações–requisitos para o sistema de gestão de manutenção. Rio de Janeiro: ABNT, 2012. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13.714: Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. GOMIDE, T. L. F. et al. Inspeção predial total. 3. ed. São Paulo: Editora Oficina de Textos, 2020. SOUZA, Thales B.; DE SOUSA, Bruna D. S.; AGUIAR, Luiz E. A. Sistema de Proteção Contra Incêndio e Pânico para Edificação Multifamiliar. Projectus, Rio de Janeiro, v. 3, n. 4, p. 45-70, 2018. Disponível em: https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/ projectus/article/view/65. Acesso em: 5 jul. 2022. https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/projectus/article/view/65 https://revistas.unisuam.edu.br/index.php/projectus/article/view/65 38 Detecção, testes e sinalização no combate a incêndio Autoria: Dione Dulcinea dos Santos Leitura crítica: Felipe Delapria Dias dos Santos Objetivos • Discorrer acerca das etapas necessárias à realização de inspeções visuais em equipamentos de combate a incêndio. • Apresentar ações necessárias quando da identificação de deterioração de equipamentos de combate a incêndio. • Apresentar diferentes tipos de sistemas de detecção e alarme contra incêndios. 39 1. Testes de funcionamento de equipamentos de combate a incêndio Ao se tratar da gestão e manutenção de sistemas de combate a incêndio, temos a função de manter estes sistemas em pleno funcionamento de maneira que atenda a todas as prerrogativas legais e normativas. Nos sistemas de combate a incêndio fixos do tipo hidrantes e mangotinhos, se faz necessária a realização de um teste inicial de verificação de seu funcionamento logo após a instalação dos mesmos, conforme a NBR 13714 (ABNT, 2000). Para que a instalação de hidrantes e mangotinhos (Figura 1) seja aceita e posta em uso é imprescindível que um profissional legalmente habilitado realize a inspeção visual de todo o sistema, seja realizado o ensaio de estanqueidade de todas as tubulações e reservatórios afins a este sistema e, por fim, seja realizado um teste de funcionamento. Figura 1 – Mangotinho Fonte: trainman111t/iStock.com. 40 A conferência documental com posterior realização da inspeção visual a ser realizada por profissional legalmente habilitado tem a finalidade de garantir que todos os pontos de hidrantes e/ou mangotinhos foram instalados em conformidade com projeto de combate a incêndio e pânico referente aquela edificação objeto de estudo, e que as tubulações foram executadas conforme as indicações das plantas. É basilar, também, que todas as modificações que porventura sejam introduzidas pela empresa responsável pela instalação do sistema fixo de combate a incêndio (hidrante,como na Figura 2) no momento de instalação sejam documentadas, incluídas no projeto e aprovadas pelo projetista. Figura 2 – Hidrante Fonte: Joa_Souza/iStock.com. Durante o momento da inspeção visual, se faz necessário responder a algumas perguntas norteadoras, tais como: a. Os locais de instalação estão de acordo com o que foi indicado no projeto de combate a incêndio e pânico? Tal questionamento é válido para qualquer sistema fixo de combate a incêndio. b. A reserva de incêndio foi executada e está em condições plenas de uso (com volume e localização estipulados em planta)? 41 c. Os pontos de hidrantes e/ou mangotinhos estão montados com todos os materiais e acessórios previstos, e totalmente desobstruídos? d. Os pontos de hidrantes e/ou mangotinhos mais favoráveis e mais desfavoráveis hidraulicamente correspondem àqueles indicados no projeto? e. Caso a edificação tenha dois ou mais sistemas, a identificação quanto às finalidades e características de funcionamento destes é realizada de maneira rápida e fácil? Tais pontos se baseiam em questões sugeridas pela NBR 13714 (ABNT, 2000). Após a realização da inspeção visual, é chegada a hora de se realizar o teste de estanqueidade nos sistemas de combate a incêndio do tipo fixo hidrantes e mangotinhos. Tais sistemas devem ser ensaiados sob pressão hidrostática equivalente a 1,5 vez a pressão máxima de trabalho, ou 1 500 kPa no mínimo, durante 2 horas – não sendo tolerados quaisquer vazamentos no sistema (Figura 3). Figura 3 – Vazamento em tubulação Fonte: Firmafotografen/iStock.com. 42 A NBR 13714 (ABNT, 2000) preconiza que, caso sejam observados vazamentos, deve-se ensaiar novamente o sistema após a tomada das seguintes medidas corretivas: a. Desmontagem das juntas da tubulação, realizar a substituição das peças comprovadamente danificadas, e realizar a remontagem, com aplicação do vedante adequado. b. Substituir o trecho retilíneo da tubulação danificada, sendo obrigatória a remontagem com utilização de uniões roscadas, flanges ou soldas adequadas ao tipo da tubulação. c. Substituir todas as válvulas. d. Substituir os acessórios. e. Verificar a existência de quaisquer anormalidades em bombas, motores e outros equipamentos. Caso haja qualquer anormalidade no seu funcionamento, esta deve ser corrigida conforme recomendação dos fabricantes. Após os hidrantes e mangotinhos serem aprovados na inspeção visual e no teste hidrostático, tem-se, então, o momento de realização do teste de funcionamento referente a todo processo de automatização destes sistemas (incluindo as pressões de operações das bombas e o acionamento dos alarmes sonoros e/ou óticos). Também deve ser ensaiada a partida automática das bombas acionadas por grupo gerador de emergência. A determinação da vazão real nos hidrantes e mangotinhos mais desfavoráveis hidraulicamente, deve ser realizada de maneira atenta quanto ao seu funcionamento. É no teste de funcionamento que se determina (a fim de verificar os dados que foram previamente calculados) a pressão de descarga das bombas principal ou de reforço. Caso esta esteja instalada em condição de sucção negativa, deverá, também, ser determinada a pressão na sua sucção. As pressões obtidas 43 nos esguichos e junto à bomba devem ser iguais ou superiores às correspondentes pressões teóricas apresentadas no projeto. Após todas estas etapas (inspeção visual, conferência documental e teste de funcionamento) tem-se que o sistema de combate a incêndio do tipo fixo hidrante ou mangotinho foi corretamente instalado e está em perfeito estado de funcionamento. Deve-se realizar inspeções visuais periódicas (com espaçamento máximo de três meses) nestas instalações. Tal inspeção pode ser realizada tanto pela brigada de incêndio da organização quanto pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), cuja composição pode abranger desde o técnico em segurança do trabalho até o médico do trabalho e engenheiro do trabalho (perpassando também pelo enfermeiro do trabalho e pelo auxiliar de enfermagem do trabalho). Os profissionais de nível médio técnico que compõem os SESMT (o técnico em segurança do trabalho e o técnico ou auxiliar de enfermagem do trabalho) devem dedicar-se às ações do SESMT por toda a sua jornada de trabalho (oito horas diárias). Já os profissionais de nível superior de escolaridade que podem chegar a compor o SESMT de uma empresa (o médico do trabalho, o engenheiro de segurança do trabalho e o enfermeiro do trabalho) podem dedicar-se ao SESMT de tal empresa por tempo parcial (no mínimo três horas) ou tempo integral (seis horas de trabalho). O dimensionamento do SESMT de uma empresa deve considerar seu grau de risco e o quantitativo de funcionários. O dimensionamento do SESMT e quais cargos participarão de tal grupo dependerá do grau de risco da atividade principal da empresa e do número total de funcionários do estabelecimento. Os profissionais integrantes do SESMT deverão ser empregados da empresa, salvo alguns casos específicos previstos na norma regulamentadora número 04 do atual Ministério da Economia do Brasil. Os profissionais que integram o SESMT devem possuir tanto formação técnica quanto registro profissional 44 em conformidade com a regulamentação profissional do mesmo e os instrumentos normativos emitidos pelo respectivo conselho profissional, quando este for existente. Outros equipamentos do tipo fixo de importância primordial quando da necessidade de combate a incêndio são os dispositivos de detecção de incêndio, como o exemplo mostrado na Figura 4. Figura 4 – Detector de fumaça Fonte: adventtr/iStock.com. Conforme a NBR 17240 (ABNT, 2010), eles são partes componentes de um sistema de detecção de incêndio automático que contém pelo menos um sensor que, de maneira constante em pequenos intervalos de tempo, monitora pelo menos um fenômeno físico e/ou químico associado com o incêndio (como a presença de fumaça ou calor), e que gera pelo menos um sinal correspondente para o equipamento de controle e indicação. Quando há o uso deste tipo de dispositivo para a detecção de calor, dizemos que o dispositivo de detecção de incêndio é do tipo detector de temperatura. Ele é sensível às temperaturas anormais e/ou taxa de elevação de temperatura 45 e/ou diferenças de temperatura. O equipamento automático de proteção contra incêndio é um equipamento de controle ou combate a incêndio, por exemplo, controle de exaustão de fumaça, ventiladores ou um sistema de extinção automática. A NBR 17240 (ABNT, 2010) nos traz que todo projeto referente aos sistemas de detecção e alarme de incêndio deve conter todos os elementos necessários ao seu completo funcionamento, de forma a garantir a detecção de um princípio de incêndio, no menor tempo possível. No sistema de detecção convencional, temos círculos de detecção em que cada circuito de detecção é instalado em uma determinada zona ou área protegida. Neste tipo de sistema, a central que recebe as informações deste sistema identifica somente a área protegida pelo circuito de detecção onde o dispositivo está instalado. A norma preconiza que, a partir de dados previamente levantados na fase de planejamento do projeto de combate a incêndio e pânico, devem ser definidos o tipo de sistema de detecção e o tipo de detector apropriado para cada ambiente a ser protegido, levando-se em consideração a sensibilidade do detector e o tempo de resposta do sistema. A Figura 5 mostra o detalhamento do interior de um detector de fumaça. Figura 5 – Interior de um detector de fumaça Fonte: MachineHeadz/iStock.com. 46 Os sistemas de detecção e alarme de incêndio podem ser de três diferentes tipos: endereçável; analógico; ou algorítmico. • Sistema de detecção e alarme de incêndio do tipo endereçável: é o sistema composto por um ou mais circuitos de detecção. Cada um destes dispositivos de detecção que compõem tal sistema recebe um “endereço’’que permite à central identificá- lo individualmente. Este sistema não permite o ajuste do nível de alarme dos dispositivos de detecção via central. • Sistema de detecção e alarme de incêndio do tipo analógico: é um sistema no qual a central monitora continuamente os parâmetros fornecidos pelo sistema referentes à temperatura do ambiente e à presença ou não de fumaça, a fim de compará-los aos valores tidos como referência para aquele ambiente objeto de observação que foram previamente definidos. O sistema de detecção e alarme de incêndio do tipo endereçável analógico permite o ajuste do nível de alarme dos dispositivos de detecção via central. • Sistema de detecção e alarme de incêndio do tipo algorítmico: neste tipo de sistema, os detectores monitoram continuamente os valores de seus elementos sensores, são capazes de realizar tomadas de decisões e de se comunicar com a central, informando seu estado de alarme, pré-alarme e/ou falha, entre outros. O sistema de detecção e alarme de incêndio do tipo algorítmico está fortemente alinhado à tecnologia da Internet das Coisas. A partir da escolha do tipo de sistema de detecção de princípio de incêndio mais adequado para cada edificação e seu tipo de ocupação, deve-se elaborar um memorial descritivo no qual estará presente: I. As premissas de detecção. II. A arquitetura do sistema e suas interfaces com outros sistemas. 47 III. A lógica de funcionamento do sistema. IV. As ações a serem tomadas para cada evento do sistema. Conforme Colombo e de Lucca Filho (2018), a Internet das Coisas (do inglês Internet of Things, IoT), é uma infraestrutura de comunicação que permite conectar o mundo real e o virtual, criando um mundo mais inteligente nos diversos segmentos da sociedade moderna. Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12693: Sistemas de proteção por extintores de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2021. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13714: Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12962: Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2016. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 5674: Manutenção de edificações–requisitos para o sistema de gestão de manutenção. Rio de Janeiro: ABNT, 2012. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 17240: Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de incêndio – Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2010. COLOMBO, J. F.; DE LUCCA FILHO, J. Internet das Coisas (IoT) e Indústria 4.0: revolucionando o mundo dos negócios. Revista Interface Tecnológica, Taquaritinga, v. 15, n. 2, p. 72-85, 2018. Disponível em: https://revista.fatectq.edu.br/ index.php/interfacetecnologica/article/view/496. Acesso em: 5 jul. 2022. https://revista.fatectq.edu.br/index.php/interfacetecnologica/article/view/496 https://revista.fatectq.edu.br/index.php/interfacetecnologica/article/view/496 48 Sumário Apresentação da disciplina Introdução aos sistemas de combate a incêndio Objetivos 1. Teoria do fogo 2. Equipamentos e dispositivos de combate a incêndio Referências Modelos de gestão de manutenção Objetivos 1. Modelos de gestão de manutenção Referências Fatores interferentes Objetivos 1. A inspeção predial na gestão e manutenção dos sistemas de combate a incêndio Referências Detecção, testes e sinalização no combate a incêndio Objetivos 1. Testes de funcionamento de equipamentos de combate a incêndio Referências