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Curso: Psicologia 
Disciplina: Psicologia Social - 4° período, noturno
Professor(a): Felippe Otaviano Fernandes
Aluno (a): Antônia Joicynara Silva Michiles 
 
INTRODUÇÃOEste trabalho tem como finalidade expor uma atividade prática realizada nainstituição de ensino Universidade Salvador, como parte integrante da nota docurso de Psicologia, 2016.2. A atividade em questão foi construída afim decomplementar os conhecimentos sobre a observação vulgar, assistemática eposteriormente, sistemática. Assim sendo, cada grupo de dois alunos realizou aexperiência a partir de instruções da docente Cecília Spinola. A experiênciarelatada no presente trabalho foi por nós realizada com o objetivo de ser usadacomo material de estudo tanto aos procedimentos como seus resultados
1.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE OS MÉTODOS DE OBSERVAÇÃONo campo do saber científico, a opção escolhida do método a ser utilizado pelopesquisador está vinculada ao fenômeno tomado como objeto de estudo. Na área da Psicologia, uma das opções metodológicas diz respeito ao métodoobservacional. Esse método mostra-se relevante especialmente para entender oque o indivíduo em questão faz e sob que circunstâncias (Danna & Matos,2006), e nos estudos que envolvem interações humanas, visto haver situaçõesque dificilmente poderiam ser captadas ou apreendidas de outra forma (Dessen& Murta, 1997; Kreppner, 2001).Na década de 1940, com a ênfase no estudo do comportamento observávelinfluenciado pela corrente behaviorista, a observação era tida como uma técnicacomplementar à experimentação (Z. M. M. Alves, 1998), tendo sido consideradacomo de menor valor devido à interferência do observador no meio pesquisado,o que acarretaria a perda do rigor científico e da objetividade do estudo (Dessen& Murta, 1997; Kreppner, 2001). Para Dessen e Borges (1998), contudo, osúltimos anos vêm mostrando um crescente interesse pela utilização deestratégias observacionais, tanto para a coleta de dados quanto para aavaliação psicológica e construção de instrumentos de medida decomportamentos.O presente dilema sobre o método de observação é a modificação docomportamento do sujeito observado justamente pela presença do observador, oque tiraria a credibilidade do estudo, que teria como principal objetivo a análisedo comportamento natural e sem interferências externas. Visto isso, pode-secategorizar o método de observação em duas vertentes: a observação informalou vulgar e a observação formal ou científica. (Danna e Matos, 1986)Na observação vulgar, além de não haver nenhum tipo de controle de variáveis,trata-se de uma observação leiga, sem formulação de hipóteses. Já naobservação formal ou científica, esta pode ser de caráter estruturado(sistemática ou assistemática), varia de acordo com o local onde é realizada aexperiência (in loco ou laboratório), interferência de atitude do observador(participante ou não participante) e em questão de número de observadores
presentes (individual ou em equipe).A observação informal de situações cotidianas é diferente da observaçãocientífica, pois a última possui finalidade conhecida, descrita através dashipóteses e objetivos traçados previamente (Danna & Matos, 2006) e que éatentamente buscada (Ferreira & Mousquer, 2004). Além disso, na observaçãocientífica, há um amplo controle de variáveis que possam vir a influenciar nocomportamento do indivíduo em observação. O ambiente controlado, como olaboratório, permite melhor administração de fatores a que o sujeito seráexposto. Os autores Moser e Amorim (1998) salientam que a importância daobservação e do registro sistemático do comportamento está no quanto asociedade pode tirar estudos proveitosos com a descrição minuciosa docomportamento, pois ela permite que profissionais de diferentes áreas possamse comunicar, em suas diferentes perspectivas, acerca de um mesmo fenômenoobservado a partir de suas principais características. Um exemplo desse fato é aelaboração do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM),criado pela associação Norte-americana de Psiquiatria, em 1952. A esse respeito, convém salientar que o aprimoramento da técnica confere maiorcredibilidade à observação, uma vez que, quando se levantam estas discussões,pressupõe-se que os pesquisadores saibam destas limitações. Exatamente porisso são feitas contextualizações da situação, estudos bibliográficos e muitasvezes observações mais amplas e qualitativas, na tentativa de sanar estescomprometimentos e realizar estudos seguramente científicos. Nesse sentido, oprimeiro passo para que o conhecimento seja produzido em bases férteis econfiáveis deve ser o entendimento da história, da importância, vantagens elimitações que um método oferece, para que a pesquisa tenha validade e possaser utilizada devidamente na construção de novos saberes (Cano e Sampaio,2007).
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Observação Psicológica e Relatório
Observação Psicológica e Relatório
Disciplina: Psicoterapia Breve
7 documentos
Universidade: Universidade do Estado da Bahia
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presentes (individual ou em equipe).A observação informal de situações cotidianas é diferente da observaçãocientífica, pois a última possui finalidade conhecida, descrita através dashipóteses e objetivos traçados previamente (Danna & Matos, 2006) e que éatentamente buscada (Ferreira & Mousquer, 2004). Além disso, na observaçãocientífica, há um amplo controle de variáveis que possam vir a influenciar nocomportamento do indivíduo em observação. O ambiente controlado, como olaboratório, permite melhor administração de fatores a que o sujeito seráexposto. Os autores Moser e Amorim (1998) salientam que a importância daobservação e do registro sistemático do comportamento está no quanto asociedade pode tirar estudos proveitosos com a descrição minuciosa docomportamento, pois ela permite que profissionais de diferentes áreas possamse comunicar, em suas diferentes perspectivas, acerca de um mesmo fenômenoobservado a partir de suas principais características. Um exemplo desse fato é aelaboração do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM),criado pela associação Norte-americana de Psiquiatria, em 1952. A esse respeito, convém salientar que o aprimoramento da técnica confere maiorcredibilidade à observação, uma vez que, quando se levantam estas discussões,pressupõe-se que os pesquisadores saibam destas limitações. Exatamente porisso são feitas contextualizações da situação, estudos bibliográficos e muitasvezes observações mais amplas e qualitativas, na tentativa de sanar estescomprometimentos e realizar estudos seguramente científicos. Nesse sentido, oprimeiro passo para que o conhecimento seja produzido em bases férteis econfiáveis deve ser o entendimento da história, da importância, vantagens elimitações que um método oferece, para que a pesquisa tenha validade e possaser utilizada devidamente na construção de novos saberes (Cano e Sampaio,2007).
2 REGISTRO DE CONDUTA 
Observação VulgarOs estudos aqui presentes tratam-se de observações in loco, ou seja, na vidareal, sem o controle de variáveis; não participante, onde não há interação entre oobservador e o sujeito em observação e feita em equipe de duas pessoas,Observador 1 e Observador 2. A observação vulgar pauta-se na coleta de dados de forma leiga sobre ocomportamento, sem formulação de hipóteses.Biblioteca, Universidade Salvador, 30 de Agosto de 2016.Início da observação: 07:45Término da observação: 08:15Observador 1 “Senhora de, em média, 50 anos. A senhora está sentada com seu grupo,aparentementeestudando. É a mais velha entre as seis mulheres. Levanta-se,vai em direção a área interna pegar um livro, porém apenas duas vão com ela.Parece determinada e sorridente. Aguarda o livro ser computado e o leva paramesa do grupo. É um livro enorme. O sujeito tem cabelos pretos ondulados noombro, usa óculos e batom vermelho, uma presilha brilhante do lado direito,veste uma camiseta polo lilás clara com um símbolo provavelmente do curso,suéter de lã creme, calça jeans, meias e sapatilha preta.Está compartilhando ideias de como dividir o capítulo do livro que pegou.Aparenta ser a líder do grupo. Anota coisas do livro em um caderno, sua afeiçãoé séria e parece focada. ”Observador 2“A presente pessoa em que foi feita o estudo, encontra-se de calça preta comuma blusa lilás onde o símbolo
Local da observação: Parque Flamboyant
Data: 19/03/2015
Descrição da Observação:
A seguinte observação aconteceu em um parque muito conhecido e frequentado chamado Parque Flamboyant localizado em umas áreas mais nobres de Goiânia. Em um típico domingo a tarde onde geralmente tem muitas famílias e crianças brincando, excepcionalmente neste domingo havia poucas pessoas, o calor era forte por volta das 16 horas. Observei um casal de um homem e uma mulher com duas crianças pequenas e um cachorrinho. Estavam à frente de um lago e debaixo de uma arvore grande onde fazia sombra, com um lençol sobre a grama o casal estava deitados conversando e olhando as crianças que provavelmente tinha oito e dez anos de idade, os meninos corriam atrás do cachorrinho que era pequeno e latia alto.
Em alguns momentos a mulher chamava a atenção deles para não se distanciarem e nem irem muito perto do lago. Um dos meninos teve uma reação de fechar a cara, possivelmente de não ter gostado da chamada de atenção da mulher, a outra criança que sorria bastante das brincadeiras com o cachorrinho segurou a mão do menino chamando para continuar com a brincadeira.
Algum tempo depois o casal se levantou e de mãos dadas chamaram os dois meninos parem irem embora, os meninos pegaram o cachorrinho no colo e foi em direção ao casal que arrumavam o lençol e juntavam algumas sacolas para jogar fora aonde tinha restos de comida, provavelmente aonde eles tinham realizado um piquenique.
Relatório 03
Local da observação: Parque Vaca Brava
Data: 21/03/2015
Descrição da Observação:
A observação aconteceu no parque vaca brava localizada na região sul de Goiânia, um parque diferenciado por esta rodeado de edifícios residências, bares, colégios, clinicas e ate um shopping. É frequentado por pessoas de todas as idades interessados em desfrutar da sua extensa área verdes. Conta com uma pista de Cooper que o rodeia e por onde caminham centenas de pessoas diariamente. Neste dia o parque estava cheio, pessoas fazendo caminhada, andando de bicicleta e patins.
Observei uma mulher com aproximadamente trinta anos que usava roupas de academia sentada em um banco do parque, estava calçando um patins rosa em uma menina que provavelmente tinha sete anos, a menina estava com os olhos cheio de agua e a mulher passava suas mãos nos olhos da criança retirando algumas lagrimas, após colocar o patins, houve uma pequena conversa entre a mulher e a menina, por algumas vezes a menina abaixava a cabeça e a mulher imediatamente levantava a cabeça dela em direção aos seus olhos.
Após a conversa, a mulher segurando a mão da menina levanta e começa a andar e a pedir para menina patinar, nesse momento escuto a voz da mulher que diz “Vamos, confio em você”. A menina que não chorava mais e deu um leve sorriso após a mulher soltar sua mão e correr a sua frente pedindo para que a menina a encontrasse, ela estava patinando sozinha e a mulher que dava altas risadas
Data: 06 /03 /2016 Horário: 19:00h – 19:30h
Local: lanchonete Tempo de observação: 30 minutos
Horário da aula: terça – noturno – 1º horário
Três moças fizeram o pedido e uma moça começou falar ‘precisava desabafar com vocês, briguei com a minha sogra, fiquei muito chateada com as ofensas que ela me disse e decidi que não vou deixar o meu filho com ela’. Uma falou ‘mas amiga calma, me conta direitinho o que aconteceu’. Ela continuou ‘estou trabalhando e minha sogra disse que cuidaria do meu filho para eu poder trabalhar, mas ela tem me falado coisas horríveis, que eu sou irresponsável e que o bebê da muito trabalho, que ela já esta cansada. Engravidei cedo sim, mas sempre trabalhei e ela fala que eu dei o golpe da barriga, só engravidei por interesse. Ela nunca trabalhou e vem falar isso de mim?’. A outra amiga perguntou, mas ela falou assim do nada? Ela respondeu, ‘não, desde que comecei a namorar com filho dela ela me trata mal, disse que não gosta da minha família porque eles são pobres e interesseiros, na frente das pessoas ela me trata bem, mas quando estamos a sós ela me trata assim’. A terceira moça perguntou quem cuidaria do bebê ela respondeu que sua mãe cuidaria enquanto ela trabalhava. A segunda moça perguntou: ‘e o seu marido? Sabe do que aconteceu? Ela respondeu ‘sabe sim, contei tudo pra ele e inclusive mostrei as mensagens que ela mandou, ele ficou muito chateado e foi conversar com a mãe e ela falou que era mentira, ai ele mostrou as mensagens ai ela ficou calada, ia falar o quê? Depois ela veio falar pra mim que eu estava colocando o filho contra ela. Se a filha dela engravidar vou achar bem feito não é vingança não é justiça, ela fala tanto de mim que esqueceu que tem uma moça em casa. Você acredita que ela me xingava e falava que fiz a casa de motel?’. Nesse momento chegou algumas pessoas conhecidas e elas mudaram de assunto.
Conclusão:
A conversa dos três meninos me deixou muito curiosa, queria ter ouvido o início. Esta conversa despertou muitas perguntas em mim. Fiquei tentando entender o que deu início aquela conversa. Será que o mais velho vem de uma família muito tradicional ou quem sabe machista? E o menor com toda aquela empolgação pra ser marido, imaginei que ele viesse de uma família tranquila, pensei que a mãe elogiasse o marido na frente dele. Ele falava de uma maneira tão ingênua. Inicialmente achei a conversa muito engraçada. Me senti tão bem ouvindo as palavras do pequeno.
Na conversa da parada de ônibus fiquei me perguntando se a mulher que não gostou que o senhor se relacionasse com outra mulher seria a ex esposa com ciúmes.
A conversa das moças me chocou bastante, como ainda tem pessoas que pensam dessa maneira? Por que falar mal da nora pras pessoas? A moça deu a entender que trabalhava pra conquistar as suas coisas. As pessoas ainda não estão prontas para respeitar o diferente.
ALUNO: Stefany Cristina Pereira
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