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ANEXO
RESPONDENTE 1
1. Você considera que os grupos de amigos exercem influência sobre as escolhas e os comportamentos dos estudantes? 
(x) Sim ( ) Não 
2. O consumo de bebidas alcoólicas entre adolescentes e jovens é uma questão percebida no contexto da comunidade escolar? ( x ) Sim ( ) Não 
3. Na sua percepção, o consumo de bebidas alcoólicas faz parte de alguns espaços de convivência e sociabilidade frequentados pelos jovens? ( x ) Sim ( ) Não 
4. Você considera que os estudantes possuem conhecimento sobre os riscos relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas? ( x ) Sim ( ) Não 
5. Na sua percepção, alguns jovens tendem a considerar o consumo de álcool entre amigos como menos arriscado? ( x ) Sim ( ) Não 
6. A escola desenvolve ou já desenvolveu ações de educação em saúde relacionadas ao consumo de álcool ou a outros comportamentos de risco? ( x ) Sim ( ) Não 
7. Você considera que a escola enfrenta dificuldades para abordar o consumo de álcool com adolescentes e jovens? ( x ) Sim ( ) Não 
8. Caso tenha respondido "sim" sobre a influência dos grupos de amigos, de que forma você percebe essa influência nas escolhas e nos comportamentos dos jovens? Geralmente grupos são formados entre jovens que tem alguns costumes e entrar nestes grupos só fazendo o que os outros fazem. 
9. Em quais situações ou espaços de convivência você percebe maior aproximação dos jovens com o consumo de bebidas alcoólicas? Eventos festivos na cidade. 
10. Na sua percepção, quais fatores sociais, familiares ou culturais podem contribuir para o contato dos jovens com as bebidas alcoólicas? Muitas famílias já tem adultos que usam bebidas alcoólicas e assim o jovem não vê nada de mal em introduzir este costume para sua vida também. 
11. Como você percebe a forma pela qual os jovens compreendem os riscos associados ao consumo de álcool? Há situações em que eles conhecem os riscos, mas parecem não considerá-los relevantes para suas próprias escolhas? 
Muitos são informados sobre os riscos para a saúde e até financeiramente, mas consideram que é para se divertir e participar socialmente de eventos. 
12. Caso a escola já tenha desenvolvido ações de educação em saúde sobre álcool ou outros comportamentos de risco, quais foram essas ações e como os estudantes reagiram a elas? 
Há 3 anos trabalho nesta Escola. Os trabalhos giram em torno das ações em sala de aula com orientação e a patrulha escolar da Polícia militar sempre está presente e orientam com palestras. Não tem uma frequência de rotinas, mas acontecem. 
13. Na sua experiência, quais são os principais desafios enfrentados pela escola e quais estratégias poderiam tornar as ações de educação em saúde mais próximas da realidade, da linguagem e das formas de sociabilidade dos jovens? 
Acredito que os desafios permeiam a abordagem aos alunos por conta de questões de constrangimento e proteção a figura do aluno. A área da Escola tem zonas de risco para uso de drogas ilícitas, comunidades fragilizadas pela questão econômica e social, que afetam direta e indiretamente a Escola. As estratégias poderiam englobar o trato do assunto através de trabalhos em sala de aula, eventos que estimulem a prática de esportes, o engajamento em grêmios estudantis e demais eventos na Escola)
RESPONDENTE 2
1. Você considera que os grupos de amigos exercem influência sobre as escolhas e os comportamentos dos estudantes?
(X) Sim
( ) Não
2. O consumo de bebidas alcoólicas entre adolescentes e jovens é uma questão percebida no contexto da comunidade escolar?
(X) Sim
( ) Não
3. Na sua percepção, o consumo de bebidas alcoólicas faz parte de alguns espaços de convivência e sociabilidade frequentados pelos jovens?
(X) Sim
( ) Não
4. Você considera que os estudantes possuem conhecimento sobre os riscos relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas?
(X) Sim
( ) Não
5. Na sua percepção, alguns jovens tendem a considerar o consumo de álcool entre amigos como menos arriscado?
(X) Sim
( ) Não
6. A escola desenvolve ou já desenvolveu ações de educação em saúde relacionadas ao consumo de álcool ou a outros comportamentos de risco?
(X) Sim
( ) Não
7. Você considera que a escola enfrenta dificuldades para abordar o consumo de álcool com adolescentes e jovens?
(X) Sim
( ) Não
8. A influência aparece principalmente pela necessidade que alguns adolescentes têm de serem aceitos. Às vezes o jovem muda comportamento, linguagem e hábitos para não ficar de fora do grupo. Não significa que todos façam isso, mas é algo que percebemos nessa idade.
9. Principalmente em festas, encontros nos fins de semana e eventos maiores que acontecem na cidade. Também existem encontros entre os próprios jovens fora da escola em que pode ocorrer esse contato.
10. A convivência familiar influencia bastante. Em algumas famílias a bebida está presente em festas, fins de semana e comemorações, então o adolescente cresce vendo aquilo como algo comum. Também existem a influência dos amigos e a facilidade de encontrar bebida em diferentes ambientes.
11. Eles conhecem muitos dos riscos, principalmente porque recebem informações na escola e também pela internet. O problema é que conhecer não significa necessariamente evitar. Alguns acreditam que, por serem jovens ou beberem apenas em determinadas ocasiões, nada grave acontecerá.
12. Já tivemos orientações em sala, palestras e ações com participação de profissionais externos e da segurança pública. Os estudantes costumam ouvir e alguns participam com perguntas, mas acredito que ações isoladas acabam tendo efeito limitado.
13. Um desafio é falar do assunto sem transformar a atividade apenas em proibição. O jovem precisa conseguir falar também. Seria interessante trabalhar situações que façam parte da realidade deles, rodas de conversa, projetos envolvendo esporte, cultura, família e participação dos próprios estudantes.
RESPONDENTE 3
1. (X) Sim ( ) Não
2. (X) Sim ( ) Não
3. (X) Sim ( ) Não
4. (X) Sim ( ) Não
5. (X) Sim ( ) Não
6. (X) Sim ( ) Não
7. (X) Sim ( ) Não
8. Vejo que a amizade pesa bastante nas decisões, principalmente entre os adolescentes. Existe a vontade de acompanhar os colegas e de não parecer diferente. Alguns comportamentos começam justamente nessa convivência.
9. Festas da cidade, comemorações, encontros de amigos e ambientes fora da escola. Não vejo isso necessariamente acontecendo dentro da escola, mas são situações da vida dos estudantes que acabam chegando até o ambiente escolar por meio das conversas e dos comportamentos.
10. A normalização da bebida pelos adultos é um fator importante. A criança cresce vendo bebidas em aniversários, festas familiares e outras comemorações. Depois, na adolescência, pode entender que experimentar também faz parte do processo de crescer.
11. Acredito que boa parte sabe que bebida alcoólica faz mal e que existem riscos. Só que muitos enxergam esses problemas como algo distante. Pensam que dependência ou problemas de saúde acontecem com outras pessoas, não com eles.
12. Existem trabalhos de orientação e palestras. Alguns professores também abordam temas relacionados à saúde dentro dos conteúdos e projetos. Os alunos geralmente participam, embora nem todos demonstrem o mesmo interesse.
13. O maior desafio é conseguir chegar ao jovem sem um discurso que ele já ouviu várias vezes. Repetir apenas que álcool faz mal talvez não seja suficiente. Acredito que seria melhor discutir situações concretas, consequências sociais e familiares e ouvir mais o que os próprios alunos pensam.
RESPONDENTE 4
1. (X) Sim ( ) Não
2. (X) Sim ( ) Não
3. (X) Sim ( ) Não
4. ( ) Sim (X) Não
5. (X) Sim ( ) Não
6. (X) Sim ( ) Não
7. (X) Sim ( ) Não
8. Os amigos exercem influência porque nessa fase existe muita preocupação em fazer parte de determinado grupo. Nem sempre o aluno consegue dizer não quando os colegas tratam determinada prática como normal.
9. Percebo maior possibilidade em festas, shows, comemorações e encontros fora do horário escolar. São espaços onde existe menor acompanhamento da família e maior contato com pessoas de diferentes idades.
10. Acreditoque existem vários fatores juntos: dificuldades familiares, pouca supervisão, exemplo dos adultos, influência dos amigos e a própria cultura de associar bebida com festa e diversão.
11. Não considero que todos tenham conhecimento suficiente. Eles sabem de algumas consequências, mas muitas vezes é um conhecimento superficial. Falar que bebida faz mal é diferente de compreender os impactos que ela pode causar na vida, na família, nos estudos e nas relações.
12. Já ocorreram palestras e orientações, inclusive relacionadas a drogas e outros riscos. A reação varia. Alguns prestam atenção e perguntam, enquanto outros tratam como um assunto que não diz respeito a eles.
13. Falta continuidade. Uma palestra pode ajudar, mas o tema precisaria aparecer durante o ano de formas diferentes. A participação das famílias também seria importante, assim como atividades em que os jovens possam falar sem medo de julgamento.
RESPONDENTE 5
1. (X) Sim ( ) Não
2. (X) Sim ( ) Não
3. (X) Sim ( ) Não
4. (X) Sim ( ) Não
5. (X) Sim ( ) Não
6. (X) Sim ( ) Não
7. (X) Sim ( ) Não
8. Isso aparece nas conversas, nas brincadeiras e na forma como alguns estudantes contam o que fizeram no fim de semana. O comportamento de um colega pode servir como referência para outros, principalmente quando aquele jovem é muito aceito pelo grupo.
9. Festas e eventos são os espaços mais evidentes. Também existem reuniões menores entre amigos. O problema é que nesses ambientes o consumo pode ser visto como parte normal da diversão.
10. O exemplo familiar tem peso, mas não acredito que explique tudo. Existem jovens de famílias estruturadas que também entram em contato com bebidas pela convivência social. Amigos, redes sociais, festas e curiosidade também contribuem.
11. Eles sabem que existem riscos, mas costumam relacioná-los ao excesso. Alguns parecem pensar que, se beberem somente em festas ou com amigos, estarão protegidos. É uma percepção de risco diferente daquela que os adultos possuem.
12. A escola trabalha com orientação, palestras e atividades dentro das próprias disciplinas. Os estudantes participam, mas seria necessário desenvolver ações com maior frequência para que o assunto não aparecesse somente em momentos específicos.
13. Precisamos aproximar o assunto da linguagem deles. Estudos de caso, rodas de conversa, vídeos curtos, participação de profissionais da saúde e projetos organizados pelos próprios estudantes poderiam produzir mais envolvimento.
RESPONDENTE 6
1. (X) Sim ( ) Não
2. (X) Sim ( ) Não
3. (X) Sim ( ) Não
4. (X) Sim ( ) Não
5. (X) Sim ( ) Não
6. (X) Sim ( ) Não
7. (X) Sim ( ) Não
8. Na adolescência, o grupo funciona muito como referência. O estudante observa o que os amigos fazem e muitas vezes repete para ser aceito. Isso vale para coisas positivas e também para comportamentos de risco.
9. Nas festas da cidade e encontros sociais. Em períodos festivos isso parece ficar ainda mais evidente porque existe uma presença maior de bebidas nos ambientes frequentados pelas famílias e pelos jovens.
10. Questões econômicas e sociais podem contribuir, mas não são as únicas. A naturalização do álcool na sociedade é muito forte. A bebida aparece ligada à comemoração, lazer e encontro entre pessoas, e o jovem observa tudo isso desde cedo.
11. Muitos sabem dos riscos físicos, porém talvez conheçam menos as consequências sociais, escolares e familiares. Também existe aquela ideia de que conseguem controlar e parar quando quiserem.
12. Já tivemos ações de prevenção e orientação, algumas com apoio da Patrulha Escolar. Existe interesse, principalmente quando a atividade permite perguntas. O que poderia melhorar seria a continuidade dessas ações.
13. O desafio é não trabalhar apenas depois que aparece algum problema. A prevenção deveria fazer parte de um trabalho contínuo. Escola, família, saúde e comunidade poderiam atuar de forma mais integrada.
RESPONDENTE 7
1. (X) Sim ( ) Não
2. (X) Sim ( ) Não
3. (X) Sim ( ) Não
4. (X) Sim ( ) Não
5. (X) Sim ( ) Não
6. (X) Sim ( ) Não
7. (X) Sim ( ) Não
8. Percebo principalmente pela necessidade de pertencimento. Alguns alunos têm receio de serem excluídos ou chamados de caretas quando não acompanham determinadas atitudes dos amigos.
9. Festas, shows, encontros de fim de semana e comemorações familiares. Em alguns desses espaços o adolescente convive com o consumo feito pelos próprios adultos.
10. Família, amizades e cultura estão muito relacionadas. Em determinados contextos, beber é apresentado como algo normal da vida adulta. O jovem começa a ter curiosidade e pode receber incentivo dos próprios colegas.
11. Existe informação, mas nem sempre existe consciência do risco. Muitos conseguem explicar que o álcool prejudica a saúde, porém isso não significa que relacionem aquela informação com uma decisão que precisam tomar em uma festa, por exemplo.
12. A escola já promoveu palestras e orientações. Também existem conversas feitas pelos professores quando surge oportunidade. A recepção é melhor quando existe diálogo e pior quando os estudantes sentem que estão apenas recebendo uma repreensão.
13. O desafio é conquistar confiança. O aluno pode evitar falar porque teme julgamento, punição ou exposição. Seria importante criar espaços de conversa com algum grau de privacidade e desenvolver projetos protagonizados pelos próprios jovens.
RESPONDENTE 8
1. (X) Sim ( ) Não
2. (X) Sim ( ) Não
3. (X) Sim ( ) Não
4. (X) Sim ( ) Não
5. (X) Sim ( ) Não
6. (X) Sim ( ) Não
7. (X) Sim ( ) Não
8. Os grupos influenciam porque os adolescentes compartilham experiências e procuram aprovação. Às vezes uma prática que inicialmente causava receio passa a parecer normal depois que vários amigos começam a fazer.
9. Vejo maior aproximação em festas e encontros realizados fora da escola. As redes sociais também podem contribuir para divulgar uma imagem de diversão associada à bebida, mesmo não sendo um espaço físico de convivência.
10. O consumo dos adultos dentro da família, a disponibilidade da bebida, festas, amigos e conteúdos vistos nas redes sociais. Também considero importante a falta de opções de lazer em alguns contextos.
11. Eles conhecem os riscos mais conhecidos, mas existe uma diferença entre conhecer e levar aquilo em consideração. O jovem pode saber que existe perigo e ainda assim pensar que experimentar ou consumir poucas vezes não terá consequência.
12. Já ocorreram palestras e atividades educativas. Os estudantes geralmente recebem bem, mas percebo que palestras muito formais despertam menos participação. Eles interagem mais quando podem contar situações, perguntar e discutir.
13. As ações poderiam utilizar mais situações reais e linguagem próxima dos estudantes. Não significa abandonar a informação científica, mas apresentá-la de uma forma que dialogue com experiências que eles reconhecem no cotidiano.
RESPONDENTE 9
1. (X) Sim ( ) Não
2. (X) Sim ( ) Não
3. (X) Sim ( ) Não
4. (X) Sim ( ) Não
5. (X) Sim ( ) Não
6. (X) Sim ( ) Não
7. (X) Sim ( ) Não
8. Vejo influência, mas não colocaria toda a responsabilidade nos amigos. O jovem também faz escolhas próprias. O grupo pode facilitar determinadas experiências porque cria um ambiente em que ele sente que aquilo é aceito.
9. Principalmente eventos festivos, encontros entre amigos e algumas comemorações familiares. A bebida está presente em muitos ambientes sociais frequentados pelos adultos e isso acaba alcançando os adolescentes.
10. Acredito que o principal fator seja a soma de várias situações. O exemplo familiar, a curiosidade, a influência dos amigos, problemas sociais e emocionais e a facilidade de acesso podem contribuir.
11. Muitos conhecem os riscos, mas existe uma tendência de acreditar que conseguem manter o controle. Eles diferenciam muito o consumo ocasional do consumo problemático e podem acreditar que somente quem bebe com frequência corre riscos.
12. Já presenciei atividades de orientação e palestras. São importantes, mas acredito que os resultados seriam melhores se houvesse um planejamento durante todo o ano e participação maior das famílias.
13.Um dos desafios é que a escola não consegue resolver sozinha uma questão que também é familiar, cultural e social. Precisamos de articulação com saúde, assistência social, segurança, famílias e organizações da própria comunidade, sem transformar o estudante em alvo ou problema.
RESPONDENTE 10
1. (X) Sim ( ) Não
2. (X) Sim ( ) Não
3. (X) Sim ( ) Não
4. ( ) Sim (X) Não
5. (X) Sim ( ) Não
6. (X) Sim ( ) Não
7. (X) Sim ( ) Não
8. Alguns jovens acabam acompanhando o comportamento dos colegas porque querem participar daquele círculo de amizade. A influência nem sempre ocorre por pressão direta. Muitas vezes ninguém obriga, mas o estudante percebe que determinado comportamento é valorizado pelo grupo.
9. Festas da cidade, shows, comemorações e encontros particulares. São situações nas quais existe maior liberdade e menor acompanhamento de responsáveis.
10. Acredito que a própria aceitação social da bebida influencia muito. O álcool é diferente de outras drogas porque o jovem vê propaganda, vê adultos consumindo, encontra em festas e percebe que socialmente existe uma tolerância maior.
11. Não considero que o conhecimento seja suficiente. Eles recebem informações, mas nem sempre compreendem questões como vulnerabilidade, acidentes, conflitos familiares e prejuízo no rendimento escolar. Também existe a sensação própria da juventude de que determinadas consequências estão distantes.
12. Existem orientações em sala e palestras, inclusive com a presença da Patrulha Escolar. São ações válidas e os estudantes costumam ouvir. O problema é que não existe uma sequência contínua voltada especificamente para álcool durante todo o período escolar.
13. A realidade social ao redor da escola interfere no trabalho. Existem famílias com dificuldades econômicas e sociais e áreas onde os estudantes ficam expostos a diferentes situações de risco. A escola precisa abordar isso sem expor nenhum aluno. Projetos de esporte, cultura, grêmio estudantil, rodas de conversa e maior aproximação com as famílias poderiam ajudar.

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