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Vacinas
● Produz células de memória específicas
● Linfócitos TCD8+ mata células infectadas por vírus
● O sucesso da vacinação na erradicação da doença infecciosa depende de
várias propriedades dos microrganismos.
○ + efetivas quando o agente não estabelece latência, não sofre
variação antigênica e não interfere na resposta imune do hospedeiro
● A maioria das vacinas atualmente em uso atua induzindo imunidade humoral
● As melhores vacinas são aquelas que estimulam o desenvolvimento de
plasmócitos de vida longa produtores de anticorpo de alta afinidade, bem
como células B de memória
● Gravidez → mulher se torna imunocomprometida para não abortar
○ Trabalho das Tregulatórias por citocinas
● Indução da imunidade protetora a partir da injeção de um grupo de antígenos
em um indivíduo
● Marcação de proteínas virais dentro da célula → proteossomo →
apresentação do antígeno para CTLs
● Proteína endocitose → degradado (vírus alvo) → peptídeos → MHC classe II
→ T helper
● Principais tipos de vacina:
○ Peptídeo sintético, vírus inativo - menos eficaz menor produção de
peptídeo viral e apresentação por MHC classe II - , vetor viral
recombinante, vírus atenuado - imunodeprimidos não podem receber
essa vacina, melhor tipo ativam MHC classe I e classe II e linfócito B, é
realizado modificações que reduzem a virulência e patogenicidade
(deleção e mutações) - , DNA, proteína recombinante
● Proteína recombinante (subunidade)
○ Imunógeno: a partir de uma parte viral do patógeno
○ Desvantagem: única proteína
■ Baixa cobertura vacinal
■ MHC não reconhece a proteína
● Resposta individual que varia para cada pessoa
○ Essas vacinas são compostas por antígenos purificados de
microrganismos ou toxinas inativadas, e geralmente são administradas
com adjuvante
■ Ausência de adjuvante
● Diminui a qualidade
● Aumenta número de dose
■ Predisposição + adjuvantes
● Início de doenças autoimunes
○ Ativar mecanismos de inflamação de maneira
facilitada
○ Como os polissacarídeos são antígenos T-independentes, tendem a
deflagrar respostas do anticorpo de baixa afinidade e são fracamente
imunogênicas em bebês
○ Acoplamento de polissacarídeos a proteínas para formar vacinas
conjugadas. Essas vacinas elicitam células T auxiliares para estimular
reações de centro germinativo, as quais não ocorreriam vacinas de
polissacarídeos simples.
○ Essas vacinas atuam como conjugados hapteno-carreador e são uma
aplicação prática do princípio de cooperação celular T-B
● Peptídeo sintético
○ Barato
○ Pequeno → conjugado → precisa ser ligado a um complexo
○ É possível deduzir as sequências proteicas dos antígenos microbianos
a partir dos dados da sequência nucleotídica, e preparar grandes
quantidades de proteínas através de DNA recombinante.
○ Vacinas feitas com antígenos derivados de DNA-recombinante são
usados para hepatite B e HPV
● DNA
○ Síntese na célula hospedeira
○ Inoculação de um plasmídeo contendo DNA complementar (cDNA)
codificador de um antígeno proteico leva a respostas imunes humorais
e celulares contra esse antígeno
○ Os plasmídeos bacterianos são ricos em nucleotídeos CpG não
metilados e são reconhecidos por um TLR9 presente em células
dendríticas e outras células, deflagrando assim uma resposta imune
inata que intensifica a imunidade adaptativa
● RNA
○ Síntese na célula hospedeira, instável
● Vetor viral recombinante
○ Vírus parcialmente modificado
○ Introduzir genes codificadores de antígenos microbianos em um vírus
não citopático e infectar indivíduos com este vírus → serve de fonte de
antígeno em um indivíduo inoculado
○ Induzem o complemento integral de respostas imunes, incluindo
respostas fortes de CTL.
○ Potencial desafio: Os vírus recombinantes podem infectar células
hospedeiras e, mesmo que não sejam patogênicas, podem produzir
antígenos que estimulam respostas de CTL que matam as células
hospedeiras infectadas.
● Vírus modificado
○ Vírus totalmente modificado → fagocitose do vírus e apresentação de
Ag
● Inativado
○ IgM/IgG
● Toxoide → modificações na molécula e deixa de ser tóxica
○ Promove modificações na molécula
■ Toxinas inativadas do patógeno
● Conjugada
○ Endógeno quando complexado a uma partícula
● RNA/Ácido nucleico
○ Genes específicos são inseridos em plasmídeos que penetram as
células e produzem antígeno que são reconhecidos (baixa expressão
→ requer mais doses)
● Vivo/atenuado
○ Melhor e mais eficaz
○ Requer menor número de aplicações
○ Desencadeiam todas as respostas imunológicas naturais e adquiridas
(mediada por células e humoral)=melhor resposta protetora
○ Microrganismos intactos que foram tratados de modo a serem
atenuados ou mortos, para assim não mais causarem a doença e, ao
mesmo tempo reterem sua imunogenicidade
○ Induz resposta imune e adaptativa
○ Induzem proteção limitada e são efetivas somente por curtos períodos
○ É feita a partir de mutações (deleções)
○ Casos raros o próprio vírus contido na vacina é reativado e causa a
doença
○ Ex: vacina contra influenza
● A via da injeção deve garantir a resposta imune
○ Oral → dificulta para a produção de resposta devido a produção de
imunoglobulinas
■ Ex: IgA na mucosa
● Baixa produção de IgG
● Vacina da Pfizer → RNA → própria resposta imune irá o eliminar
○ Mais doses porém produção de grandes quantidades
● Efetividade variável → genética
Imunodiagnóstico
● Plasma X soro
● Aplicações:
○ Diferenciação de fases da doença
○ Sintomas e sinais clínicos confundíveis
○ Diagnóstico de alergias, doenças autoimunes, imunodeficiências
congênitas
○ Seleção de doadores de sangue
○ Dosagens hormonais
○ Prognóstico da doença
○ Avaliação da eficácia da terapêutica instituída
○ Avaliação da imunidade específica (vacinação)
○ Pesquisas epidemiológicas
● Importância da Pesquisa de Anticorpos
○ Fase aguda e fase crônica
● Tipos de teste
○ Aglutinação
■ Hemoaglutinação
■ Identificação dos tipos sanguíneos
■ Ac + Ag particulado → agregação visível de partículas
(eritrócitos, bactérias, fungos)
● Aglutinação direta
○ Células ou partículas insolúveis + Ac = aglutinação
○ Detecção de Acs específicos
○ Quantificação
○ Tipagem ABO
■ testes confirmatórios para sífilis
○ Aglutinação bacteriana
■ Presença de infecção
● Caracterizada pela formação de agregados visíveis →
resultado da interação de anticorpos específicos e
partículas insolúveis que contém determinantes
antigênicos na superfície
● Fácil execução e baixo custo
● Boa especificidade e reprodutibilidade
● Baixa sensibilidade e pouca estabilidade Ag Ac (grande
quantidade de Ag)
○ Imunofluorescência
■ Marcação de Acs fluorocromos
■ Tecido + anticorpos marcado fluorescente
■ Imunofluorescência direta
● Anticorpo fluorescente + antígeno
■ Imunofluorescência indireta
● Anticorpo secundário anti-Imunoglobulina humana +
anticorpo humano
● Reagentes secundários:
○ Anticorpo secundário marcado com fluorocromo
○ Proteína A marcada com fluorocromo = porção Fc
das IgGs
● Aplicações:
○ Identificar subpopulações de linfócitos
○ Identificar espécies bacterianas
○ Localização de hormônios
○ Detecção complexos Ag-Ac em doenças
auto-imunes
○ Teste qualitativo
○ Imunohistoquimica
■ Adição de anticorpos monoclonais + anti imunoglobulina
marcada com enzima + solução de substrato para a enzima →
forma precipitado mostrando o componente tumoral porque foi
capaz de se marcar formando o complexo
○ Citometria de fluxo
■ Método para contagem, classificação e isolamento de partículas
(ex: células vivas)
■ Medida da célula em movimento
● Amostra de sangue e tratamento, e o equipamento
consegue quantificar a célula e o tipo de célula na
amostra
■ Características detectadas:
● Tamanho da célula (partícula)
● Presença de granulosidade (eosinófilos, basófilos e
mastócitos)
● Fluorescência emitida (pelo anticorpo marcador)
■ Anticorpos monoclonais
■ Fluorescências
● Detector de FL-1 capta luz verde
● Detector de FL-2 capta luz laranja
● Detector de FL-3 capta luz vermelha
■
■ Aplicações:
● Detecção de anticorpos
● Classificação das imunodeficiências e leucemias
● Avaliaçãoimunológica de paciente transplantado
● Quantificação de células progenitoras
○ Radioimunoensaio
■ Radioisótopo ligado a algum componente
■ Moléculas marcadas com isótopo
■ Hormônios, proteínas séricas, drogas, vitaminas, Ac
○ ELISA (ensaio imunoenzimático)
■ Componente marcado com enzima
■ Ag + soro + Ac marcados com enzima (fosfatase alcalina,
peroxidase, b-galactosidade) + substrato (incolor) = cor
■ Direto = Ag
■ Indireto = Ac
■ Qualitativos e quantitativos
■
○ Western blotting
■ Eletroforese de proteínas
■ Diferença de tamanho (PM)
■ Mobilidade da proteína
■ Detecção Ag ou Ac
● Imunoensaio enzimático - Western blot, ELISA
● Anticorpo c/ fluorescência - imunofluorescência
○ Teste marcado
● Rádioimunoensaio - outro exemplo de teste marcado
○ Teste mais sensível
● Imunoensaios → interação antígeno anticorpo para confirmação da doença
● ELISA sanduíche quantitativo para detecção de tumor
○ Antígeno aderido a um suporte sólido → sensibilização da placa e ao
teste
○ Imunoglobulina se liga a prolactina formando substrato para depois ser
colocado a amostra do paciente
○ Feito em duplicata ou triplicata
○ Teste qualitativo e quantitativo
○ Porção Fab nem sempre estará voltada para a ligação no poço,
utilização de bactérias com proteína A que se ligam a porção Fc
(opsonização, ativação do SC), não permite a porção Fc para cima
(porção Fab fica para cima)
○ A proteína A também permite a purificação da proteína
○ Adição de proteína que não permite que a prolactina se ligue a parede
do poço (saturação)
■ Utiliza albumina ou leite em pó
○ Adição de anticorpos policlonais → diversas populações de Ac para
conhecer sítios distintos
○ IgM contra carboidrato
■ Hemoaglutinação → principio de malha e rede
■ Determinação e diferenciação dos tipos
■ Necessidade de grande quantidade de grupos sanguíneos
■ Ac → baixa sensibilidade
● Dot Blot → único ponto para teste
Hipersensibilidade
● Reações exacerbadas, tanto com componentes estranhos
● Hipersensibilidade tipo I: maior frequência na população ‘’alergias que
envolve IgE’’
● Granulomas (como tuberculose) são hipersensibilidades (linfócito) tipo 4m
hipersensibilidade tardia
● Tipo 2 e 3 → IgM e IgG
○ Formação de imunocomplexos
● Reações anafiláticas → participação de IgE (tipo 1)
● Reações anafilactóides → sem participação de IgE
● Podem:
○ Resultar em resposta excessiva e/ou descontrolada contra um
determinado patógeno (Rh)
○ Decorrer de uma falha na tolerância do organismo aos antígenos
próprios (DAI)
● Basófilo e mastócito tem receptor de IgE → liberação de histamina
(degranulação de mastócito)
● Tais reações compreendem um amplo e heterogêneo grupo de
manifestações clínicas e patológicas e podem ser classificadas segundo o
tipo de mecanismos efetores envolvidos na resposta imune e a natureza e
local do antígeno envolvido.
● Tipo I - imediata, alérgica e anafilática - Degranulação de mastócito e
basófilo - hipersensibilidade ocasionada contra antígenos inócuos que
se ligam ao anticorpo IgE
○ Ínicio poucos minutos após o contato com um alérgeno solúvel
○ A sensibilização é a etapa inicial da reação de hipersensibilidade tipo I
○ O processo de sensibilização se encerra após a ligação da IgE
específica ao alérgeno em seus receptores Fc localizados na
membrana dos mastócitos
○ Após a fase de sensibilização, que gera uma resposta alérgica
assintomática, quando o antígeno entra em contato com o organismo
novamente, inicia-se uma segunda etapa, que gera uma resposta
alérgica sintomática. Os alérgenos se ligam nas IgE que estão nas
membranas dos mastócitos, próximo as mucosas ou vasos
sanguíneos, e essa ligação faz com que essas células sejam ativadas,
promovendo assim, a liberação dos seus constituintes intracelulares
○ Inicia com o contato c/ o antígeno mas depende de um histórico de
exposição prévia ao mesmo antígeno
■ Por não ter IgE no primeiro contato, a reação nunca é no 1º
contato (há ‘’memória’’, Ac circulantes após o contato inicial)
○ Baseia-se na produção de IgE específica contra um antígeno
(alérgenos)
○ IgE não permanece circulantes por muito tempo são captadas por
receptores específicos na superfície de polimorfonucleares (basófilos e
mastócitos). Funciona como receptores para o antígeno nessas
células (sensibilização).
○ Em um segundo contato com o antígeno, mastócitos e basófilos
sofrem degranulação mediada por IgEs de superfície
○ IgE promove degranulação de mastócitos e basófilos. Funções
efetoras dos mastócitos e basófilos são desempenhadas por
mediadores químicos.
■ Pré-formadas: aminas vasoativas (histamina)
■ Sintetizadas de novo: mediadores lípidicos (prostaglandinas e
leucotrienos, citocinas-TNF e IL-4)
○ IL-4 promove switch de classe de células B (retroalimentação da
resposta alérgica)
○ Hipersensibilidade tipo I pode ser localizada ou anafilaxia sistêmica
○ Abordagem terapêutica → medidas ambientais, anti histamínicos,
corticosteróides sistêmicos, epinefrina, tópico, inibidores da
lipoxigenase,
■ Dessensibilização: injeção do alérgeno em quantidades
menores e em vias diferentes do local de alergia
○ Alérgenos comumente associadas com hipersensibilidade do tipo I
■ Proteínas
■ Pólens de plantas;
■ Drogas
■ Alimentos
○ Localizado: TGI, pele e vias aéreas
○ Anafilaxia sistêmica: exposição a alguns alérgenos por via oral ou
subcutânea que se disseminam pela CS ativando os mastócitos
próximos aos vasos sanguíneos.
○ Ativação generalizada dos mastócitos
○ Asma > anticorpo IgE sendo provocado por antígenos solúveis.
○ Para que os mastócitos respondam de forma rápida, é necessário
contato prévio ou recorrente com o alérgeno para sensibilização e
ativação do mesmo.
● Tipo II - A lesão tecidual (células presentes nos tecidos ou no sangue) ocorre
pela ‘’ligação de Acs IgG e IgM’’ e envolve o sistema complemento - IgG e
IgM contra células - opsonização e fagocitose de células, ativação do
complemento.- ocorre contra antígenos de superfície que se ligam aos
IgM e IgG
○ 5 a 8 horas após o segundo contato
○ Mediada por IgM e IgG
○ Há três mecanismos:
■ Anticorpos que se ligam a antígenos de superfície celular e
podem opsonizar essas células diretamente ou ativar a via
clássica do SC
■ Anticorpos ligados ao tecido, favorecem a ativação de
neutrófilos e macrófagos promovendo assim a inflamação e
fagocitose
■ Ligação direta de anticorpos aos receptores ou a proteínas
celulares > não gera inflamação ou dano tecidual
○ Doenças autoimunes:
■ Hipertireoidismo → anticorpos ligam-se ao receptor para TSH,
mimetizando a ação deste hormônio (ativadora)
■ Miastenia grave → anticorpos ligam-se ao receptor para
acetilcolina, impedindo a ação deste neurotransmissor
(bloqueadora)
■ Anemias hemolíticas autoimunes (destrutivas)
● Tipo III - Ex: eritroblastose fetal. IgG e IgM contra antígenos solúveis -
formação de imunocomplexos sobre tecidos, ativação do complemento. -
ocorre contra antígenos solúveis que se ligam a IgM e IgG formando
imunocomplexos
○ Desencadeada de 2 a 8 horas após o segundo contato e seus alvos
são antígenos solúveis
○ Processo de inflamação desencadeada por uma resposta imune
humoral ao antígeno com produção de anticorpos específicos e
formação de imunocomplexos que ativam o sistema complemento
gerando moléculas anafilatoxinas (C5a e C3a)
○ A lesão tecidual ocorre pela deposição de imunocomplexos nos
tecidos e vasos sanguíneos do organismo.
○ Doença do soro antiofídico
● Tipo IV (tardia) - Linfocitos TCD4 e macrófagos - inflamação mediadas por
citocinas, ativação de macrófagos - antígenos que induzem uma resposta
mediada por células, como macrófagos, linfócitos TCD4 e TCD8
○ Imunidade celular
○ 24 e 48 horas
○ Substâncias químicas acopladas a proteínas, proteínas microbianas,
proteínas de micobactéria e proteínas do próprio organismo
○ Mecanismo efetor da hipersensibilidade IV: processo inflamatório
desencadeado por uma resposta imune celular ativada por
macrófagos, linfócitos TCD4 do perfil Th1 e TCD8 que irão produzir
citocinas, como interferon-gama
○ Resistência do antígenoresulta na formação de granulomas e por
vezes inflamação crônica
■ Presença de linfócitos T e macrófagos no local
● Reações de hipersensibilidades: desordens que tem origem em uma resposta
imune que se torna exagerada ou inapropriada ocasionando lesões sobre
células ou tecidos normais do organismo.
Autoimunidade
● Resposta imune contra componentes impróprios → descontrole da resposta
imune → erro no processo de reconhecimento de conteúdo próprio de
maneira descontrolada
● Tolerância imunológica: capacidade do organismo não responder aos
antígenos do indivíduo
○ É a falta de resposta aos antígenos que são induzidos pela exposição
dos linfócitos a esses antígenos
■ Antígenos imunogênicos > proliferação de linfócitos
(microrganismos)
■ Antígenos tolerogênicos > linfócitos funcionalmente inativados
ou eliminados (antígenos próprios)
● Tolerância central dos linfócitos T
○ Morte celular e CD4 a geração de células T reguladoras
○ Proteína AIRE (função de regulação autoimune) é responsável pela
expressão tímica de muitos dos antígenos proteicos restritos aos
tecidos periféricos
■ Mutação gene AIRE > poliendocrinopatia auto-imune
● Tolerância periférica dos linfócitos T
○ Linfócitos T maduros que reconhecem antígenos próprios nos
tecidos-periféricos levam ou a inativação funcional (anergia) ou a
apoptose, ou linfócitos T auto-reativos são suprimidos pelas células T
reguladoras
■ Anergia > inativação funcional de linfócitos T que ocorre quando
essas células reconhecem antígeno sem níveis adequados de
co-estimuladores (segundo sinal) que são necessários para a
ativação total das células T → ausência ou perda de forças.
■ Supressão imune por células T reguladoras > células T
reguladoras podem se desenvolver no timo ou tecidos
periféricos no reconhecimento de antígenos proprios ou
bloquear a ativação de linfócitos T potencialmente prejudiciais
especificos para esses antígenos próprios.
● Deleção → morte celular induzida pela ativação: reconhecimento dos
antígenos que podem estimular apoptose (eliminação dos linfócitos T
auto-reativos) morte celular induzida por ativação
○ Reconhecimento de antígenos induz a produção de proteínas
pró-apoptóticas nas células T que induzem a apoptose
○ Reconhecimento de antígenos próprios pode levar à co-expressão de
receptores para morte e expressão de ligantes. Via dos receptores da
morte: ligante-receptor leva a ativação de caspases → apoptose. Os
antígenos próprios são apresentados por APCs em repouso na
ausência da imunidade inata e de segundos sinais, favorecendo assim
a indução de anergia ou apoptose das células T.
● Tolerância dos linfócitos B
○ Tolerância central dos linfócitos B: linfócito B imaturo interage
fortemente com antígeno próprio na medula óssea ou os linfócitos B
são destruídos ou alteram sua especificidade do seu receptor
○ Tolerância periférica dos linfócitos B: Entram em anergia e não podem
responder aquele antígeno próprio novamente. Se a célula B não
recebe estímulo da célula T (porque a T auxiliar está ausente ou
tolerante), a célula B torna-se anérgica.
● Auto-imunidade: príncipios e patogênese
○ Resposta imune contra antígenos próprios. Herança e estímulo do
meio e fatores para auto-imunidade. Anticorpos ou células T reativas
aos antígenos próprios.
● Fatores genéticos na auto-imunidade
○ Alelos particulares do MHC
○ Alelo particular herdado de HLA, mas não é, por ele mesmo, causa da
doença.
○ Esse alelo de HLA pode expressar MHC incapaz de apresentar
antígenos próprios, levando a falha da seleção negativa ou porque
pode falhar em estimular células T reguladoras.
● Papéis das infecções na auto-imunidade
○ Infecções podem ativar linfócitos auto-reativos, ocasionando doenças
auto-imunes
○ Infecção de um tecido pode induzir uma resposta local da imunidade
inata, e esta pode causar aumento de co-estimuladores e citocinas
pelas APCs teciduais. APCs teciduais são capazes de estimular as
células T auto-reativas que encontram antígenos próprios nos tecidos
e tal infecção pode impedir a anergia das células T.
● Característica importante do sistema imune: sua capacidade de discriminar
entre os antígenos próprios e os não-próprios. Se falhar, sistema imune
agride as células próprias (AUTOIMUNIDADE)
● Autoimunidade é uma resposta imune específica contra um antígeno ou uma
série de antígenos próprios
● Mecanismos efetores das autoimunidades varia
● Doença autoimune é uma síndrome provocada por lesão tissular ou alteração
funcional desencadeadas por uma resposta autoimune
● Distinção próprio e não próprio - como o SI adquire auto-tolerância:
○ Deleção clonal de linfócitos T auto-reativos
○ Deleção clonal de linfócitos B auto-reativos
○ Supressão funcional de linfócitos T e B auto-reativos
■ Anti Inflamatório ajuda nas autoimunidades pois inibe a
resposta imune (processo inflamatório)
○ Falha → liberação de linfócitos que reconhecem componentes próprios
● A etiologia das doenças autoimunes exata não é conhecida, existem
situações que sinalizam:
○ Escape de clones celulares auto-reativos
○ Reatividade cruzada com antígenos
○ Modificações de antígenos próprios
○ Reatividade cruzada a antígenos exógenos (externas)
■ Ex: febre reumática
○ Desregulação de citocinas e expressão inapropriada de MHC
■ Estratégia de células tumorais (tumor é capaz de controlar a
resposta imune)
○ Reversão da energia (IL-2 para tratamento de tumores)
■ Células tumorais tem mais receptores de fator de crescimento,
por isso interesse em aumento na IL-2
■ Desejada no final da resposta imune → células continuam
proliferando
● É uma patologia multifatorial; genética (mantém a resposta imune), ambiental
(bactérias com componentes semelhantes ao próprio) e de regulação do
sistema imune
○ Células Treg e tolerância imunológica
● Fatores desencadeantes/fatores ambientais: infecção (ex: febre reumática),
hormônios (componentes hormonais femininos > maior chance de
autoimunidade), fármacos (ex: malária), radiação UV (alterações gênicas),
estresse psicológico, dieta.
● Mimetismo molecular/reatividade cruzada entre Ags de microrganismos
estruturalmente similares aos antígenos próprios
○ Ex: vírus p24 (HIV) similar com região constante da IgG
● Fatores genéticos na autoimunidade
○ Fenômenos auto imunológicos tendem a se agregar em determinadas
famílias
○ Autoimunidade é geneticamente programada → mapeamento HLA
○ Maior frequência de autoimunidades em mulheres (questões
hormonais)
○ Microderme > maior quantidade na pele e no rim (1º órgão a ser
acometido pelo lúpus)
● Dieta → presença de alguns microrganismos são importantes para a
manutenção da homeostase (microbiota)
○ Ex: transporte de fezes para incentivar a proliferação de certos
microrganismos → dietas drásticas modificam o ambiente e
desencadeiam processos inflamatórios descontrolados
● O espectro das doenças auto imunológicas
○ Doenças órgão-específicas: anticorpos específicos para determinado
órgão/tecido
○ Doenças não órgão-específicas
Imunologia frente a tumores
● Induz angiogênese → aumento de aporte de nutrientes (aumento de vasos)
para favorecer a sua replicação
● Ativação e evasão do sistema imune e metástase (evasão dos mecanismos
supressores no ambiente)
● Permite a replicação da imortalidade
● Resistência a morte celular
● Marcadores tumorais → estudo do câncer
○ Células tumorais serão favorecidas pelos fatores de crescimento
■ Aumento de receptores para TNF
○ Fármacos: bloqueiam a liberação de TNF
○ Sistema imune percebe e elimina células → imunovigilância
● Sistema imunológico → vigilância imunológica → resposta imune capaz de
perceber alterações na célula e impedi-los
○ Retarda o crescimento ou regressão do tumor
■ Alguns tumores regridem sem tratamento
■ Frequência aumentada em imunocomprometidos (possuem
mais chances de ter câncer)
■ Ocorrência em crianças (imunodeficientes natural) e idosos
(menor manutenção de células de memória)
○ Inflamação crônica x desenvolvimento de tumores
■ Citocinas pró inflamatórias estimulam angiogênese
■ Microambiente tumoral →grupo de macrófagos que sustenta ou
elimina o câncer a partir do microambiente
● "Immunoediting" → equilíbrio, eliminação e escape
○ 1º eliminação das células tumorais
■ Grupo efetor que possui potencial de eliminação(NK, CD8,
CD4) → regressão do tumor
○ 2º equilíbrio (‘’briga tumor x células do SI’’)
■ Não há desenvolvimento do tumor, mas há pressão imunológica
■ Sistema imune está sensível
● Efeito externo pode favorecer o crescimento do tumor.
○ 3º escape: paciente com metástase
■ Célula tumoral para de expressar MHC I - CD8 não reconhece
ela e não mata célula tumoral
■ Bloqueia células de reconhecimento para ela: CD4, NK, CD8,
Treg
■ Célula totalmente indiferenciada
■ Célula Treg a favor da proliferação tumoral → deixa de realizar
a regulação e permite sua indiferenciação
● Alguns tratamentos conseguem restabelecer a ativação
do sistema imune novamente
● Massa tumoral → prognóstico do paciente
○ Tratamentos específicos para cada etapa (imunoedição)
● Resposta imune inata x resposta imune adaptativa no câncer
○ Anticorpo para célula tumoral, ativação de linfócitos T CD8 pelo TCR e
MHC I dos fagócitos
● Vigilância imunológica
● Apresentação cruzada de antígenos tumorais
● Mecanismos de escape T CD8
○ Parar de expressar MHC I (células nucleadas)
■ Lack of T recognition of tumor
○ Inibição da ativação da célula T
● Anticorpos
○ Anticorpos anti-marcador tumoral
○ Opsonização
○ Ativação do complemento
○ ADCC antibody-dependent cell cytotoxicity
○ Necessita de um marcador tumoral (anti-fator tumoral) universal para
que seja possível eliminar o tumor por anticorpo
■ Anticorpos recombinantes
● Macrófago → subpopulações de macrofagos
○ M1 → aumento na angiogênese
○ M2 → menos inflamatório
○ Reconhecimento direto do antígeno
● Evasão da resposta imunológica
○ Mecanismo de escape
■ Menor imunogenicidade dos tumores
■ Menor resposta imunológica
● Diminuição da expressão de antígenos estimuladores da resposta
imunológica
● Diminuição de expressão de moléculas coestimulatórias ou do MHC II
○ Permitem maior transdução de sinal e maior tempo de contato da
célula tumoral com linfócito T CD8
■ 1º sinal e 2º sinal
● Expressão de moléculas (imunosupressoras)
○ Moléculas Fas (apoptose)
■ Passa a ser expressa por célula tumoral → favorece inversão
da resposta imune
● Linfócito TCD8 antes de entrar em apoptose libera
citocinas → mudança no microambiente
● Marcadores tumorais
○ Macromoléculas presentes no tumor, sangue ou líquidos biológicos
relacionados com a gênese e o crescimento de células neoplásicas
■ Maior parte proteica
● Vacinas tumorais
○ Proteínas (marcadores tumorais) recombinantes que ativam LTC
○ Células dendríticas do paciente ativadas in vitro ou transfectado com
genes codificadores de antígenos tumorais
○ Vacinas promissoras pois ativam LTC via MHC I
● Citocinas pró-inflamatórias
● Tratamento personalizado
○ Linfócitos do sangue ou tumor infiltrado → expande linfócitos em
cultura de IL-2 → transferência dos linfócitos para expressar anticorpo
recombinante → redução do tumor
● Características: A imunologia tumoral se baseia no fato de que as células
tumorais expressam antígenos que as distinguem das células normais:
○ Antígenos tumorais exclusivos: só estão presentes nas células
tumorais, mas não nas células normais do hospedeiro. Abordagens
moleculares são mais gratificantes para identificar esses antígenos do
que ou de anticorpos monoclonais
○ Antígenos associados a tumores: podem ocorrer em algumas células
normais, porém a expressão quantitativa associada a outros
marcadores serve para identificar
■ Existem 2 tipos de antígenos de transplante associados a tumor
(TATA) que são reconhecidos pela imunidade mediada por
células
● Antígenos T: esses antígenos são compartilhados por
muitos tumores
● Antígenos específicos de tumor (TSTA): esses antígenos
específicos para cada tumor
● Antígenos oncofetais: são antígenos de diferenciação
presentes durante o desenvolvimento fetal, mas que
normalmente não são expressos na vida adulta.
● Mecanismos
○ Mecanismos imunológicos que atuam contra células tumorais
■ Células T: o principal mecanismo de defesa para o organismo
contra essas células. Atuam tanto diretamente sobre elas
(células CD8+) como ativando outros componentes do sistema
imune (as células CD4 que atuam através de linfocinas).
Entretanto, dependem de APCs pois na maioria das vezes as
células tumorais expressam apenas MHC classe I e não a
classe II.
■ Células B: secretam anticorpos (o principal é a IgG) e
funcionam como APC. Os anticorpos podem agir tanto fixando
complemento quanto promovendo a ADCC (citoxicidade
mediada por anticorpo)
■ Células NK: representam a primeira linhagem de defesa do
hospedeiro contra o crescimento das células transformadas.
Também representam um auxílio quando recrutadas pelas
células T. Sua ação mediada pela liberação de fatores
citotóxicos ou de granzinas e perforinas.
■ Macrófagos: importantes na iniciação da resposta imune por
desempenharem o papel de APC. Além disso, podem atuar
diretamente como células efetoras, mediando a lise do tumor.
As principais citocinas envolvidas na ativação dos macrófagos
são o INF-GAMA, a IL-4 e o TNF.
○ Mecanismos de escape das células tumorais
■ Imunosseleção: mutações randômicas, devido a instabilidade
genética, produzem células tumorais que são reconhecidas
como estranhas pelo sistema imune do hospedeiro e essas
células, consequentemente são selecionadas.
■ Fatores solúveis: as células tumorais secretam substâncias que
suprimem diretamente a reatividade imunológica
■ Tolerância: como as células tumorais, na maioria das vezes,
não são apresentadoras de antígenos, elas não fornecem um
sinal co-estimulador para as células T, o que leva a apoptose ou
a um estado de anergia das células T.
■ Perda de antígenos do MHC (modulação): mais de 50% dos
tumores podem perder um tumorais alelos de classe I do MHC,
o que leva a uma incapacidade de apresentação de antígenos
peptídeos tumorais.
● Imunoterapia
○ A imunoterapia age através do crescimento de células T selecionado
antígeno-específicas, da amplificação da resposta imunológica através
de citocinas ou da formação de conjugados anticorpo-toxina dirigidos
contra o tumor
■ Imunização com células tumorais ou antígenos purificados: um
destes métodos consiste na injeção de DNA ou codifica
antígenos MHC estranhos no tumor para que esses antígenos
induzem uma resposta imunológica.
■ Imunoterapia adotiva: Consiste na transferência de células T
singênicas tumor específicas. Esse tratamento exige tempo
para que as células sejam erradicas e as células T transferidas
devem ser capazes de resistir ao sistema imune hospedeiro. A
infusão de IL-2 após a transferência aumenta a eficácia dessas
células T.
■ Administração de anticorpos monoclonais: a ADCC (citoxicidade
celular dependente de anticorpo) é o principal mecanismo efetor
após a infusão de anticorpos.
IMUNODEFICIÊNCIAS
● Anormalidades funcionais levam a falta de componente ou não
funcionalidade adequada de alguma célula
● É possível ser ou não compatível com a vida → sistema imune
redundante
● A principal consequência da imunodeficiência é o aumento da
susceptibilidade a infecção
● Imunodeficiências combinadas graves
○ Imunodeficiências que afetam tanto a imunidade humoral
como a imunidade mediada por células são chamadas
imunodeficiências combinadas graves SCID
○ Mutações em genes envolvidos em diferentes etapas do
desenvolvimento de linfócitos pode causar SCID
● Pacientes com imunodeficiências também são suscetíveis a
certos tipos de câncer
○ Vírus oncogênicos
■ Imunodeficiências de células T
● Algumas imunodeficiências estão associadas a uma maior
incidência de autoimunidade
○ É possível que infecções persistentes causem ativação
da imunidade inata e lesão tecidual, além de promover
ativação de linfócitos autorreativos
○ A imunodeficiência pode resultar de defeitos no
desenvolvimento ou na ativação dos linfócitos, ou de
defeitos nos mecanismos efetores da imunidade inata e
adaptativa● 10 sinais de alerta - imunodeficiência primária
○
● Existem 4 componentes major do nosso sistema imune que
podem ser diagnosticados com desordens e como
consequência com recorrentes infecções
○ Células B e Ac (predispõe infecções por microrganismos
piogênicos)
■ Defeitos restritos as celulas B resultam em
doenças que causam anormalidade primária na
produção de anticorpos
○ Células T (predispõe infecções virais, fungos, infecções
oportunistas)
■ Deficiências de adesão leucocitária representam
um grupo de distúrbios autossômicos recessivos
causados por defeitos nas moléculas de adesão
dos leucócitos e do endotélio
■ Ausência de células NK devido a mutações
autossômicas dominantes no gene que codifica o
fator de transcrição GATA-2. A perda da atividade
de GATA-2 resulta em diminuição das populações
precursoras na medula óssea e perda de células
NK
■ Mutações em heterozigose dominante que
interferem com TLR3 resultam em encefalite
hepática. Quase todos os vírus, incluindo vírus de
DNA como o herpevírus, geram transcritos de
RNA de fita dupla que são reconhecidos pelo
TLR3
■ Distúrbios de composição aos grânulos de
exocitose do CTL e da célula NK
■ Defeitos na ativação das células T que
amadurecem e emergem do timo
○ Sistema fagocítico (predispõe infecções cutâneas
profundas, abscessos e osteomelites)
○ Sistema de complemento (predispõe para infecções de
Estafilococus e N. meningitis)
● Imunodeficiências podem ser dividas em:
○ Fisiológicas (idoso-imunosenescência, ou do recém -
nascido: sem SI desenvolvido)
■ Nasce com a falta
○ Patológicas
■ Primárias (congênitas)
● A etiologia da anormalidade pode estar em
componentes do sistema imune inato, ou
em distintos estágios de desenvolvimento
dos linfócitos, ou nas respostas dos
linfócitos maduros aos estímulos
antigênicos
● Defeitos na imunidade inata
○ Distúrbios congênitos dos fagócitos e
do sistema complemento resultam
em infecções recorrentes
○ Infecções nos fagócitos geralmente
resultam em infecções de pele e do
trato respiratório
● A doença
granulomatosa crônica
(DGC) é causada por
mutações em
componentes do
complexo enzimático
da oxidase dos
fagócitos
■ Secundárias ou adquiridas (agentes físicos,
agentes químicos ou agentes infecciosos,
nutrição, absorção e terapêuticas)
● Evento externo que leva a quadro de
imunodeficiência
●
■ Altamente suspeitas
● Infecções crônicas, infecções microbianas
recorrentes, infecções oportunistas
■ Moderadamente suspeitas
● Lesões cutâneas, diarréias, atraso no
desenvolvimento, desordens hematológicas
■ Associadas com imunodeficiências específicas
● Eczema, periodontite, trombocitopenia
● Avaliação inicial da deficiência
○ Mediada por células B
■ Quantificação dos níveis de IgG, IgM e IgA
■ Resposta específica pós imunização
○ Mediada por células T
■ Avaliação do número total de linfócitos
■ Células T totais, Th e Tc
■ Avaliação da resposta DTH ao Ag
■ Número de NK
○ Atividade fagocítica
■ Avaliação do número total de neutrófilos e
morfologia
■ Avaliação da produção de superóxido e função
neutrofílica
○ Mediada por complemento
■ Número total de proteínas de complemento e
função hemolítica
● Deficiências primárias fagocíticas
○
○
■ Coloração da pele alterada
○
■ Adesão dos leucócitos → rolamento por citocinas
e nesse local começarão a ficar retidas e adentrar
o tecido
● Falta de componentes de adesão → não
permite quimiotaxia
● Imunodeficiências primárias sistema do complemento
○ Pode afetar as três vias de ativação de complemento em
diferentes componentes, levando a ocorrência de
infecções piogênicas repetidas que podem ser fatais, ex:
deficiências convertase da C3b
○
● Deficiências primárias no SI adquirido
○
○ Imunodeficiências podem causar autoimunidade
● Imunohistoquímica
○ Imunoensaio de células tumorais com anticorpos
tumorais ou anticorpo monoclonal e anticorpo anti IgG
marcada com enzima e deposição de substrato na célula
● Imunofluorescência
○ Utiliza anticorpos para detectar antígenos na superfície
de células
○ Empregado em imunodiagnóstico
○ Emprega-se o antígeno em sua forma particulada;
○ Caracterização de moléculas
○ Utilização de anticorpos que se liga a moléculas
específicas → sensor com molécula fluorescente
● Citometria de fluxo
○
○ Medida de células em movimento
○ Características detectadas:
■ Tamanho da célula (partícula)
■ Presença de granulosidade (eosinófilos, basófilos
e mastócitos)
■ Fluorescência emitida (pelo anticorpo marcador)
○ Fluorescência: comprimento de onda gerado pela
excitação dos fluorocromos, após atingir a absorção
máxima da luz do laser
○ Anticorpos monoclonais
■ Incubação de anticorpos monoclonais com
antígenos dos marcadores de superfícies dos
linfócitos, ativados, inativados → estudo por
citometria de fluxo da resposta imune do paciente
○
○ É possível separar populações de células pela citometria
de fluxo
■ Câncer: linfócitos T específicos
○ Identificação pelo tamanho e granulosidade pelos grupos
de células
○ Princípios:
■ Tamanho da sombra
■ Presença de grânulos
■ Fluorescência
○ Anticorpos de marcação → não humanos
Anticorpos monoclonais
● Um anticorpo monoclonal é uma coleção pura de moléculas de
anticorpo idênticas e com a mesma especificidade
● A especificidade do anticorpo derivado do tumor não é conhecida
● O método se baseia na fusão de células B de um animal imunizado
com uma linhagem celular imortalizada de mieloma, seguido pelo
crescimento dessas células sob condições nas quais as células
normais e as células tumorais que não se fundiram não possam
sobreviver. As células fundidas resultantes que crescem são
chamadas hibridomas, porque são híbridas de células B normais e de
um mieloma. Cada hibridoma produz somente uma Ig, derivada de
uma célula B do animal imunizado. Os anticorpos secretados por
vários clones de hibridomas são triados para ligação a um antígeno de
interesse e o clone com a especificidade desejada é selecionado e
expandido. Os produtos desses clones individuais são anticorpos são
anticorpos monoclonais e cada anticorpo é específico para um único
epítopo no antígeno usado para imunizar o animal.
●
● Aplicação dos anticorpos monoclonais:
○ Identificação de marcadores fenotípicos únicos a tipos celulares
particulares
○ Imunodiagnóstico
○ Identificação tumoral
○ Terapia
○ Análise funcional de moléculas da superfície celular e
secretadas
● Proteínas produzidas por linfócitos B e atuam na defesa do organismo
○ Reconhecimento antigênico (epítopo)
○ Função efetora dos anticorpos
● Classificação do tipo de anticorpo
○ Anticorpos policlonais: mistura heterogênea de anticorpos,
derivados da resposta imune de múltiplas células B, e cada um
reconhece um epítopo diferente no mesmo antígeno
○ Anticorpos monoclonais: vêm de um único clone parental de
célula B, portanto, reconhecem apenas um único epítopo por
antígeno. Essas células B são imortalizadas por fusão com
células de hibridoma, permitindo a geração a longo prazo de
anticorpos monoclonais idênticos
● Tecnologia de hibridoma → imortalizar célula secretoras de anticorpo
○ Imunorreação de camundongo (por antígeno)
○ Extração do baço
○ Detenção de células B
○ Fusão das células BEG
■ Células de mieloma
● Células tumorais com alta proliferação mas não
secretam ac
○ Geração de hibridoma
○ Seleção de hibridomas por hipoxantiaminapterinatimidina
■ Mata células tumorais
■ Somente células imortalizadas e capazes de secretar
anticorpo permanecem vivas
○ Seleção de hibridomas reativos
○ Testagem de células (sobrenadante dos hibridomas)
■ Teste de validação - ELISA
● Etapas do ensaio
○ 1 - Antígeno X
○ 2 - Sobrenadante dos hibridomas
○ 3 - Anticorpo secundário conjugado a HRP
○ Monoclonais são testadas para se obter o clone específico
○ Expansão dos clones selecionadas (escalonamento)
○ Purificação e caracterização dos anticorpos
Multiplex
● Ensaio baseado em um sistema que utiliza microesferas que se
diferenciam pela tonalidade de coloração (código), tamanho ou forma
● Cada microesfera pode ser ligada a um reagenteespecífico (sonda de
DNA, proteína, carboidrato, anticorpo) permitindo a captura de analitos
específicos da amostra
●
●
Mapeamento de epitopos contínuos - Técnica
de SPOT
● Epítopos continuos e descontínuos
● Método de identificação de epítopos por anticorpos
● Utilização de síntese de peptídeos no estudo dessas interações
● Síntese paralela
● Compatibilidade da técnica com o ELISA
● Uso de membranas de celulose
● Em um experimento típico por volta de 200 peptídeos podem ser sintetizados
em uma folha de papel 8x12 cm
● Vantagens de ter os peptídeos ligados covalentemente na membrana
● O uso mais comum desta técnica é a determinação de epítopos reconhecidos
por anticorpos
● Caracterização das regiões com anticorpos mono e policlonais
● Técnica de SPOT
○ Protocolo similar para Western Blot;
○ Tratamento prévio: Ativação da membrana;
○ BSA + PBS 20 (PBS-T);
○ Anticorpo primário: soro diluído - sob agitação;
○ Lavagens com PBS-T;
○ Anticorpo secundário: Anti-IgG peroxidase - sob agitação
○
○ Lavagens com PBS-T
○ Peroxidase/ECL (quimioluminescência)
○ Solução de ureia 8M, SDS 1% e B-mercaptoetanol 0,1%
○ Reutilização da membrana após a regeneração
○ Reatividade dos soros frente aos peptídeos
● Mapeamento de epitopos descontínuos - Técnica de Phage display
○ Fragmentos de DNA que codificam diferentes sequências peptídicas
são inseridos em fagos filamentosos ® peptídeos podem ser
expressos de forma acessível a anticorpos específicos. Desse modo
um alvo mimético de antígeno pode ser obtido após os ciclos de
biopanning.
○
○
○
1- O que você entende por autoimunidade e quais mecanismos podem desencadear
essas respostas auto imunes?
Autoimunidade é a situação em que sistema imune combate alvos próprios de
maneira equivocada, desenvolvendo uma resposta imune contra esses antígenos
próprios.
As respostas auto imunes podem ser desencadeadas por diversos mecanismos,
como desregulação de citocinas, expressão inapropriada de MHC, reatividade
cruzada com antígenos (por meio da modificação de antígenos próprios ou
reatividade cruzada com antígenos exógenos) ou pelo escape de clones celulares
auto reativos.
2- Por que LUPUS é considerada uma autoimunidade sistêmica?
LUPUS é considerada uma autoimunidade sistêmica pois a doença afeta múltiplos
órgãos e tecidos, como rins, pele, articulações e vasos sanguíneos.
3- Quais os desafios no diagnóstico e tratamento das autoimunidades?
As autoimunidades são patologias multifatoriais, envolvendo aspectos ambientais,
genéticos e imunológicos. Dessa forma, diagnosticar uma doença autoimune é uma
tarefa árdua pois ela requer tempo, uma anamnese do histórico familiar e diversos
exames laboratoriais para confirmar a doença. Além disso, nem sempre os sintomas
são claros para indicar a presença da doença, portanto realizar exames e consultas
frequentes são importantes para um “check-up” da sua situação, uma vez que
quanto mais cedo o diagnóstico for feito mais fácil será o tratamento.
4- Descreva o mecanismo da hipersensibilidade tipo I?
A hipersensibilidade tipo I é marcada pela presença de IgE contra alérgenos
diversos, como pólen ou pelos de animais domésticos, e após a sensibilização do
indivíduo o mecanismo pelo qual a lesão tecidual acontece é através da
degranulação de mastócitos e basófilos, liberando citocinas e outros mediadores
causando a reação do sistema imune ao alérgeno.
5- O que difere a hipersensibilidade do tipo II da tipo III? Dê exemplos de patologias
que se enquadram nesses tipos.
A hipersensibilidade tipo II ocorre pela ligação de IgG e IgM em células do
organismo, causando a ativação do sistema complemento, a opsonização e a
fagocitose dessas células do organismo. Algumas patologias associadas a
hipersensibilidade tipo II são o hipertireoidismo (com a ligação de anticorpos no
receptor para TSH), a Miastenia gravis e anemias hemolíticas autoimunes. Já na
hipersensibilidade tipo III, ocorre a ligação IgG e IgM em Ag solúveis, também
ativando o sistema complemento, mas levando a formação de imunocomplexos que
serão depositados nos vasos sanguíneos do organismo e posteriormente há
formação de microtrombos nesses vasos e quimiotaxia de neutrófilos. Um exemplo
de patologia associada a hipersensibilidade tipo III é Doença do soro (DS).
6- De que maneira a permanência do antígeno pode ser determinante na
fisiopatologia da hipersensibilidade tipo IV?
A hipersensibilidade tipo IV (hipersensibilidade tardia), é mediada por Linfócitos T
CD4+ associados a células dendríticas, macrófagos e citocinas. Dessa forma, a
permanência do antígeno resulta na ativação de linfócitos Th1, o acumulo de IFN-y
e TNF e consequentemente a ativação prolongada de macrófagos, levando a lesão
tecidual pela formação de granulomas e inflamação crônica tecidual.