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Organização dos Poderes Executivo e Judiciário 1. Poder Executivo · Função principal: Administrar o Estado, executar as leis e governar conforme a Constituição. · Chefe do Executivo: · União: Presidente da República. · Estados: Governadores. · Municípios: Prefeitos. · · Mandato: 4 anos, com possibilidade de reeleição por mais 4 anos. · Princípios: Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. · Atribuições do Presidente (Art. 84): · Sancionar, promulgar e vetar leis. · Nomear ministros e dirigentes de órgãos federais. · Manter relações internacionais e declarar guerra (com autorização do Congresso). · Exercer o comando supremo das Forças Armadas. 2. Poder Judiciário · Função principal: Julgar conflitos, aplicar as leis e garantir direitos fundamentais. · Características: · Independência e autonomia funcional e administrativa. · Composição por juízes concursados e vitalícios. Órgãos do Judiciário (Art. 92): · STF (Supremo Tribunal Federal) · CNJ (Conselho Nacional de Justiça) · STJ (Superior Tribunal de Justiça) · Justiça Federal, Eleitoral, do Trabalho, Militar e dos Estados · Princípios da Magistratura: · Inamovibilidade, vitaliciedade e irredutibilidade de subsídios. · · Controle de constitucionalidade: O STF exerce o controle concentrado das leis (ADI, ADC, etc.). · Aspecto Poder Executivo Poder Judiciário Função principal Administrar o Estado e executar as leis Julgar conflitos, aplicar leis e garantir direitos Chefes Presidente (União), Governadores (Estados), Prefeitos (Municípios) Órgãos colegiados e magistrados (juízes e ministros) Mandato 4 anos, com possibilidade de reeleição Vitalício (no caso dos magistrados concursados) Forma de ingresso Eleição direta pelo povo Concurso público (1ª instância); nomeação (tribunais superiores) Princípios Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência Independência, imparcialidade, inamovibilidade, vitaliciedade, irredutibilidade Órgãos principais Presidência da República, Governos Estaduais e Municipais STF, STJ, CNJ, TRFs, TRTs, TREs, TJ, Juízos Federais, Estaduais, do Trabalho etc. Atribuições principais Governar, sancionar leis, nomear autoridades, representar o país, comandar as FFAA Julgar ações, garantir a Constituição, controlar a constitucionalidade das leis Controle externo Pelo Legislativo e pelo Judiciário Pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e controle social Aspectos Estruturais e Relevantes do Judiciário Tópico Aspectos Gerais / Natureza Jurídica / Observações Tribunal de Contas - Órgão de controle externo da administração pública (art. 70-75 CF).- Natureza jurídica: técnico-administrativa, não jurisdicional.- Auxilia o Legislativo no controle financeiro. Teoria Geral da Reforma do Judiciário - Reforma promovida principalmente pela EC nº 45/2004.- Objetivos: modernizar, dar eficiência, garantir o acesso à justiça e fortalecer a independência judicial. Acesso à Justiça - Direito fundamental (art. 5º, XXXV, CF).- Envolve gratuidade, defensorias, meios alternativos de solução de conflitos e redução da morosidade. Celeridade Processual - Princípio expresso no art. 5º, LXXVIII da CF (EC nº 45/2004).- Garante a duração razoável do processo e meios que garantam sua efetividade. Tribunal Penal Internacional (TPI) - Previsto no art. 5º, §4º da CF.- Competência para julgar crimes internacionais (guerra, genocídio, crimes contra a humanidade).- O Brasil é signatário do Estatuto de Roma. Federalização dos Crimes contra Direitos Humanos - Art. 109, §5º da CF: permite que o STF, mediante requisição do PGR, transfira a competência para a Justiça Federal quando houver grave violação de DH e risco à responsabilização local. Órgãos do Poder Judiciário - Art. 92 da CF: STF, CNJ, STJ, Justiça Federal, Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral, Justiça Militar, Justiça dos Estados e do DF. Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - Criado pela EC nº 45/2004 (art. 103-B CF).- Órgão de controle administrativo e disciplinar do Judiciário.- Natureza administrativa, sem função jurisdicional. Súmula Vinculante - Art. 103-A da CF.- Criada pelo STF, com efeito vinculante para os demais órgãos do Judiciário e administração pública. - Visa segurança jurídica e celeridade processual. 1. Estrutura do Poder Judiciário (Art. 92 da CF/88) O Judiciário brasileiro é composto por diversos órgãos com competências específicas. A estrutura é dividida em tribunais superiores, justiças especializadas e justiças comuns: · Supremo Tribunal Federal (STF) – guarda da Constituição. · Superior Tribunal de Justiça (STJ) – uniformização da legislação federal. · Tribunais Regionais Federais (TRFs) e Juízes Federais · Justiça do Trabalho – TST, TRTs e juízes do trabalho. · Justiça Eleitoral – TSE, TREs e juízes eleitorais. · Justiça Militar – STM, tribunais militares estaduais e juízes militares. · Justiça Estadual e do Distrito Federal – TJs e juízes estaduais. · Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – controle interno do Poder Judiciário. SOBRE O QUINTO CONSTITUCIONAL O Quinto Constitucional é um mecanismo de composição dos tribunais que visa reforçar a participação de advogados e membros do Ministério Público na magistratura. 1. Fundamento Legal · Previsto no art. 94 da Constituição Federal de 1988. · Aplica-se a: · Tribunais Regionais Federais (TRFs) · Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) · Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal (TJs) 2. Quota de Indicação · 1/5 (um quinto) das vagas de desembargador nesses tribunais deve ser preenchido por membros provenientes da OAB (advogados) e do Ministério Público. · Metade dessas vagas (ou seja, 1/10 do total) destina-se a advogados. · A outra metade (1/10) destina-se a membros do MP. 3. Requisitos para Candidatura: · Tempo de atividade: mínimo de 10 anos de carreira. · Advogados: 10 anos de efetiva atividade forense. · Membros do MP: 10 anos na carreira. 1 Procedimento de Escolha 1. Elaboração da lista sêxtupla · Cada classe (OAB e MP) elabora uma lista com seis nomes. 2.Formação da lista tríplice · O tribunal (pleno ou órgão especial) vota e reduz essa lista a três nomes (tríplice). 3.Nomeação · O Chefe do Executivo (Presidente da República, Governador do Estado ou do DF) escolhe um dos três e faz a nomeação oficial. 4. Prazos e Vacância · O processo inicia-se assim que surgir vaga por aposentadoria, promoção ou morte de desembargador. · A lista sêxtupla deve ser enviada ao tribunal dentro de prazo fixado em lei (normalmente 15 dias após a convocação). · O tribunal tem prazo (em geral 15 dias) para formar a lista tríplice e encaminhar ao Executivo. Objetivos e Importância · Democratizar o acesso à magistratura, trazendo perspectivas da advocacia e da defesa do Ministério Público. · Fortalecer a independência judicial, ao dar voz a quem já atua no sistema de justiça. · Aprimorar a qualidade técnica dos tribunais, ao selecionar profissionais experientes. 2. Regra do Quinto Constitucional (Art. 94 da CF/88) · Prevê que 1/5 (um quinto) dos membros dos Tribunais Regionais Federais, Tribunais dos Estados e do Distrito Federal e do TRT sejam escolhidos dentre: · Membros do Ministério Público com mais de 10 anos de carreira. · Advogados com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional. · A escolha segue o seguinte rito: · A classe (OAB ou MP) forma uma lista sêxtupla. · O tribunal forma lista tríplice. · O chefe do Executivo (Presidente ou Governador) escolhe e nomeia. Tabela – Estrutura do Judiciário e Regra do Quinto Órgão Competência Principal Composição Aplicação do Quinto Constitucional STF – Supremo Tribunal Federal Guarda da Constituição 11 Ministros indicados pelo Presidente Não se aplica STJ – Superior Tribunal de Justiça Julgar causas infraconstitucionais federais Ministros indicados (1/3 vem do MP e OAB) Sim, mas com regra específica no art. 104 CF TST – Tribunal Superior do Trabalho Justiça do Trabalho em última instância Ministros indicados SimTRFs – Tribunais Regionais Federais Recursos da Justiça Federal de 1ª instância Desembargadores Sim TRTs – Tribunais Regionais do Trabalho Recursos na Justiça do Trabalho Desembargadores Sim TJs – Tribunais de Justiça dos Estados Causas da Justiça Comum Estadual Desembargadores Sim Justiça Eleitoral e Militar Matérias eleitorais e militares Juízes e tribunais especializados Não se aplica SOBRE O STJ: O Superior Tribunal de Justiça (STJ): julga principalmente questões de direito federal infraconstitucional. Ou seja, o STJ não julga diretamente a Constituição (isso é função do STF), mas interpreta e uniformiza as leis federais (como o Código Civil, Código Penal, Código de Processo Civil, entre outras). De forma resumida, o STJ julga: · Recursos especiais (quando há divergência na interpretação da lei federal ou violação dessa lei). · Ações penais contra governadores, desembargadores, membros dos tribunais regionais, e outras autoridades. · Conflitos de competência entre tribunais inferiores e juízes de instâncias diferentes. · Homologação de sentenças estrangeiras e concessão de exequatur a cartas rogatórias. · Algumas ações originárias específicas previstas na Constituição. Exemplo prático: Se dois Tribunais de Justiça interpretam de maneira diferente uma mesma lei federal (por exemplo, sobre responsabilidade civil), o STJ pode uniformizar essa interpretação para o país todo. SOBRE O CNJ: O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem competência para determinar a aposentadoria compulsória de juízes e desembargadores, como punição disciplinar. Explicando melhor: · Se um juiz ou desembargador pratica uma falta grave (como corrupção, improbidade ou violação de deveres funcionais), o CNJ pode abrir um processo administrativo disciplinar. · Se ficar comprovada a infração, o CNJ pode aplicar sanções previstas na Constituição, sendo a mais grave a aposentadoria compulsória (com vencimentos proporcionais). · Essa medida está prevista no artigo 103-B, §4º, III da Constituição Federal. Importante: · Essa aposentadoria é uma punição administrativa, não é uma absolvição criminal. Se o fato também for crime, o magistrado poderá responder separadamente na esfera penal e civil. Quem pode aplicar? Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Em que casos? Faltas disciplinares graves cometidas por magistrados. Qual a consequência? Aposentadoria compulsória, perda da função, advertência ou censura.