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UNIME DIREITO CONSTITUCIONAL DA ORGANIZACAO DO EXECUTIVO E JUDICIARIO 2025

Resumo sobre os Poderes Executivo e Judiciário: apresenta funções e atribuições do Executivo (chefes, mandato, princípios, Art.84) e a organização do Judiciário (STF, STJ, CNJ, TRFs, TRTs, TJs), princípios da magistratura, controle de constitucionalidade, EC45/2004, acesso e celeridade.

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Organização dos Poderes Executivo e Judiciário 
1. Poder Executivo
· Função principal: Administrar o Estado, executar as leis e governar conforme a Constituição.
· Chefe do Executivo:
· União: Presidente da República.
· Estados: Governadores.
· Municípios: Prefeitos.
· 
· Mandato: 4 anos, com possibilidade de reeleição por mais 4 anos.
· Princípios: Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
· Atribuições do Presidente (Art. 84):
· Sancionar, promulgar e vetar leis.
· Nomear ministros e dirigentes de órgãos federais.
· Manter relações internacionais e declarar guerra (com autorização do Congresso).
· Exercer o comando supremo das Forças Armadas.
2. Poder Judiciário
· Função principal: Julgar conflitos, aplicar as leis e garantir direitos fundamentais.
· Características:
· Independência e autonomia funcional e administrativa.
· Composição por juízes concursados e vitalícios.
Órgãos do Judiciário (Art. 92):
· STF (Supremo Tribunal Federal)
· CNJ (Conselho Nacional de Justiça)
· STJ (Superior Tribunal de Justiça)
· Justiça Federal, Eleitoral, do Trabalho, Militar e dos Estados
· Princípios da Magistratura:
· Inamovibilidade, vitaliciedade e irredutibilidade de subsídios.
· 
· Controle de constitucionalidade: O STF exerce o controle concentrado das leis (ADI, ADC, etc.).
· 
	Aspecto
	Poder Executivo
	Poder Judiciário
	Função principal
	Administrar o Estado e executar as leis
	Julgar conflitos, aplicar leis e garantir direitos
	Chefes
	Presidente (União), Governadores (Estados), Prefeitos (Municípios)
	Órgãos colegiados e magistrados (juízes e ministros)
	Mandato
	4 anos, com possibilidade de reeleição
	Vitalício (no caso dos magistrados concursados)
	Forma de ingresso
	Eleição direta pelo povo
	Concurso público (1ª instância); nomeação (tribunais superiores)
	Princípios
	Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência
	Independência, imparcialidade, inamovibilidade, vitaliciedade, irredutibilidade
	Órgãos principais
	Presidência da República, Governos Estaduais e Municipais
	STF, STJ, CNJ, TRFs, TRTs, TREs, TJ, Juízos Federais, Estaduais, do Trabalho etc.
	Atribuições principais
	Governar, sancionar leis, nomear autoridades, representar o país, comandar as FFAA
	Julgar ações, garantir a Constituição, controlar a constitucionalidade das leis
	Controle externo
	Pelo Legislativo e pelo Judiciário
	Pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e controle social
Aspectos Estruturais e Relevantes do Judiciário
	Tópico
	Aspectos Gerais / Natureza Jurídica / Observações
	Tribunal de Contas
	- Órgão de controle externo da administração pública (art. 70-75 CF).- Natureza jurídica: técnico-administrativa, não jurisdicional.- Auxilia o Legislativo no controle financeiro.
	Teoria Geral da Reforma do Judiciário
	- Reforma promovida principalmente pela EC nº 45/2004.- Objetivos: modernizar, dar eficiência, garantir o acesso à justiça e fortalecer a independência judicial.
	Acesso à Justiça
	- Direito fundamental (art. 5º, XXXV, CF).- Envolve gratuidade, defensorias, meios alternativos de solução de conflitos e redução da morosidade.
	Celeridade Processual
	- Princípio expresso no art. 5º, LXXVIII da CF (EC nº 45/2004).- Garante a duração razoável do processo e meios que garantam sua efetividade.
	Tribunal Penal Internacional (TPI)
	- Previsto no art. 5º, §4º da CF.- Competência para julgar crimes internacionais (guerra, genocídio, crimes contra a humanidade).- O Brasil é signatário do Estatuto de Roma.
	Federalização dos Crimes contra Direitos Humanos
	- Art. 109, §5º da CF: permite que o STF, mediante requisição do PGR, transfira a competência para a Justiça Federal quando houver grave violação de DH e risco à responsabilização local.
	Órgãos do Poder Judiciário
	- Art. 92 da CF: STF, CNJ, STJ, Justiça Federal, Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral, Justiça Militar, Justiça dos Estados e do DF.
	Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
	- Criado pela EC nº 45/2004 (art. 103-B CF).- Órgão de controle administrativo e disciplinar do Judiciário.- Natureza administrativa, sem função jurisdicional.
	Súmula Vinculante
	- Art. 103-A da CF.- Criada pelo STF, com efeito vinculante para os demais órgãos do Judiciário e administração pública. - Visa segurança jurídica e celeridade processual.
1. Estrutura do Poder Judiciário (Art. 92 da CF/88)
O Judiciário brasileiro é composto por diversos órgãos com competências específicas. A estrutura é dividida em tribunais superiores, justiças especializadas e justiças comuns:
· Supremo Tribunal Federal (STF) – guarda da Constituição.
· Superior Tribunal de Justiça (STJ) – uniformização da legislação federal.
· Tribunais Regionais Federais (TRFs) e Juízes Federais
· Justiça do Trabalho – TST, TRTs e juízes do trabalho.
· Justiça Eleitoral – TSE, TREs e juízes eleitorais.
· Justiça Militar – STM, tribunais militares estaduais e juízes militares.
· Justiça Estadual e do Distrito Federal – TJs e juízes estaduais.
· Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – controle interno do Poder Judiciário.
SOBRE O QUINTO CONSTITUCIONAL
	
	
	
	
	
	
O Quinto Constitucional é um mecanismo de composição dos tribunais que visa reforçar a participação de advogados e membros do Ministério Público na magistratura. 
1. Fundamento Legal
· Previsto no art. 94 da Constituição Federal de 1988.
· Aplica-se a:
· Tribunais Regionais Federais (TRFs)
· Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs)
· Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal (TJs)
2. Quota de Indicação
· 1/5 (um quinto) das vagas de desembargador nesses tribunais deve ser preenchido por membros provenientes da OAB (advogados) e do Ministério Público.
· Metade dessas vagas (ou seja, 1/10 do total) destina-se a advogados.
· A outra metade (1/10) destina-se a membros do MP.
3. Requisitos para Candidatura:
· Tempo de atividade: mínimo de 10 anos de carreira.
· Advogados: 10 anos de efetiva atividade forense.
· Membros do MP: 10 anos na carreira.
1 Procedimento de Escolha
1. Elaboração da lista sêxtupla
· Cada classe (OAB e MP) elabora uma lista com seis nomes.
2.Formação da lista tríplice
· O tribunal (pleno ou órgão especial) vota e reduz essa lista a três nomes (tríplice).
3.Nomeação
· O Chefe do Executivo (Presidente da República, Governador do Estado ou do DF) escolhe um dos três e faz a nomeação oficial.
4. Prazos e Vacância
· O processo inicia-se assim que surgir vaga por aposentadoria, promoção ou morte de desembargador.
· A lista sêxtupla deve ser enviada ao tribunal dentro de prazo fixado em lei (normalmente 15 dias após a convocação).
· O tribunal tem prazo (em geral 15 dias) para formar a lista tríplice e encaminhar ao Executivo.
Objetivos e Importância
· Democratizar o acesso à magistratura, trazendo perspectivas da advocacia e da defesa do Ministério Público.
· Fortalecer a independência judicial, ao dar voz a quem já atua no sistema de justiça.
· Aprimorar a qualidade técnica dos tribunais, ao selecionar profissionais experientes.
2. Regra do Quinto Constitucional (Art. 94 da CF/88)
· Prevê que 1/5 (um quinto) dos membros dos Tribunais Regionais Federais, Tribunais dos Estados e do Distrito Federal e do TRT sejam escolhidos dentre:
· Membros do Ministério Público com mais de 10 anos de carreira.
· Advogados com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional.
· A escolha segue o seguinte rito:
· A classe (OAB ou MP) forma uma lista sêxtupla.
· O tribunal forma lista tríplice.
· O chefe do Executivo (Presidente ou Governador) escolhe e nomeia.
Tabela – Estrutura do Judiciário e Regra do Quinto
	Órgão
	Competência Principal
	Composição
	Aplicação do Quinto Constitucional
	STF – Supremo Tribunal Federal
	Guarda da Constituição
	11 Ministros indicados pelo Presidente
	Não se aplica
	STJ – Superior Tribunal de Justiça
	Julgar causas infraconstitucionais federais
	Ministros indicados (1/3 vem do MP e OAB)
	Sim, mas com regra específica no art. 104 CF
	TST – Tribunal Superior do Trabalho
	Justiça do Trabalho em última instância
	Ministros indicados
	SimTRFs – Tribunais Regionais Federais
	Recursos da Justiça Federal de 1ª instância
	Desembargadores
	Sim
	TRTs – Tribunais Regionais do Trabalho
	Recursos na Justiça do Trabalho
	Desembargadores
	Sim
	TJs – Tribunais de Justiça dos Estados
	Causas da Justiça Comum Estadual
	Desembargadores
	Sim
	Justiça Eleitoral e Militar
	Matérias eleitorais e militares
	Juízes e tribunais especializados
	Não se aplica
SOBRE O STJ: 
O Superior Tribunal de Justiça (STJ): julga principalmente questões de direito federal infraconstitucional.
Ou seja, o STJ não julga diretamente a Constituição (isso é função do STF), mas interpreta e uniformiza as leis federais (como o Código Civil, Código Penal, Código de Processo Civil, entre outras).
De forma resumida, o STJ julga:
· Recursos especiais (quando há divergência na interpretação da lei federal ou violação dessa lei).
· Ações penais contra governadores, desembargadores, membros dos tribunais regionais, e outras autoridades.
· Conflitos de competência entre tribunais inferiores e juízes de instâncias diferentes.
· Homologação de sentenças estrangeiras e concessão de exequatur a cartas rogatórias.
· Algumas ações originárias específicas previstas na Constituição.
Exemplo prático:
Se dois Tribunais de Justiça interpretam de maneira diferente uma mesma lei federal (por exemplo, sobre responsabilidade civil), o STJ pode uniformizar essa interpretação para o país todo.
SOBRE O CNJ: 
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem competência para determinar a aposentadoria compulsória de juízes e desembargadores, como punição disciplinar.
Explicando melhor:
· Se um juiz ou desembargador pratica uma falta grave (como corrupção, improbidade ou violação de deveres funcionais), o CNJ pode abrir um processo administrativo disciplinar.
· Se ficar comprovada a infração, o CNJ pode aplicar sanções previstas na Constituição, sendo a mais grave a aposentadoria compulsória (com vencimentos proporcionais).
· Essa medida está prevista no artigo 103-B, §4º, III da Constituição Federal.
Importante:
· Essa aposentadoria é uma punição administrativa, não é uma absolvição criminal. Se o fato também for crime, o magistrado poderá responder separadamente na esfera penal e civil.
	Quem pode aplicar?
	Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
	Em que casos?
	Faltas disciplinares graves cometidas por magistrados.
	Qual a consequência?
	Aposentadoria compulsória, perda da função, advertência ou censura.

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