Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE PAULISTA
 BACHARELADO EM ENFERMAGEM
 CAMPUS CASTANHAL
 DISCENTE 
 Milene do Socorro de Oliveira de Sousa
 
 DOCENTE:
 Marceli de Souza Ferreira
 REDE ALYNE 
 CASTANHAL-2025
 Milene do Socorro de Oliveira de Sousa
 REDE ALYNE
 CASTANHAL-2025
Rede Alyne: o que é, como funciona e história por trás do nome
“A Rede Alyne é uma iniciativa do Governo Federal que visa reduzir a mortalidade 
materna e infantil, promovendo atenção humanizada e equitativa para gestantes, 
puérperas e bebês “
A Rede Alyne foi lançada pelo Governo Federal como parte de uma estratégia de 
reestruturação da antiga Rede Cegonha, com o objetivo de reduzir em 25% a mortalidade 
materna no Brasil. A iniciativa visa ampliar e qualificar as ações voltadas à saúde 
materno-infantil, promovendo um cuidado mais humanizado e integral para gestantes, 
parturientes, puérperas e crianças. O programa foi lançado em setembro de 2024, no Rio 
de Janeiro.Com investimento inicial de R$ 400 milhões em 2024 e R$ 1 bilhão em 2025, o 
programa não apenas amplia as ações voltadas à saúde materno-infantil, como também 
tem como meta reduzir em 50% a mortalidade materna entre mulheres negras até 2027. 
(Arion Wolff,2025)
A mortalidade materna durante a gestação ou puerpério, por causas relacionadas 
ou agravadas pela gravidez, é um grave problema de saúde pública em todo o mundo. 
Esse cenário reflete desigualdades no acesso e na qualidade da assistência oferecida às 
mulheres. O caso Alyne Pimentel se tornou um símbolo das desigualdades e da luta por 
direitos para mulheres no Brasil.
Em 2011, o Ministério da Saúde criou a Rede Cegonha, com o objetivo 
de estruturar o cuidado materno-infantil no país. Com seus resultados enfraquecidos nos 
últimos anos, a estratégia foi retomada e ampliada sob um novo nome: Rede Alyne. A 
proposta busca enfrentar desigualdades na saúde, garantindo atenção integral e 
humanizada a gestantes, puérperas e bebês. Entre as medidas previstas estão: 
- Reestruturação dos serviços de urgência e emergência;
- Incentivo ao aleitamento materno
- Investimento em pré-natal, leitos canguru e modelo de financiamento por nascido vivo.
A Rede Alyne homenageia Alyne Pimentel, jovem negra que morreu grávida de 
seis meses em 2002, vítima de negligência médica em Belford Roxo (RJ). Sua morte se 
tornou um marco internacional: o Brasil foi condenado pela Organização das Nações 
Unidas (ONU) por falhar em garantir atendimento adequado, sendo o primeiro país 
responsabilizado internacionalmente por uma morte materna evitável — reconhecida 
como violação dos direitos humanos das mulheres a uma maternidade segura. 
(RANZANI,2023)
O caso teve início em 11 de novembro de 2002, quando Alyne, mãe de uma 
menina de cinco anos, procurou atendimento após passar mal. Sem exames laboratoriais 
ou ultrassonografia, foi medicada e mandada de volta para casa. Dias depois, com o 
quadro agravado, voltou à unidade de saúde, onde foi constatada a morte do feto. Ela 
esperou horas para a indução do parto, que falhou, e continuou sem o cuidado 
necessário.
Mesmo em estado grave, a curetagem foi adiada e sua transferência hospitalar 
demorou oito horas por falta de ambulância. Nas últimas horas de vida, Alyne entrou em 
coma e faleceu no dia 16 de novembro. Embora a autópsia tenha apontado hemorragia 
digestiva como causa da morte, a Casa de Saúde de Belford Roxo informou 
posteriormente à mãe de Alyne que o feto já estava morto há dias em seu útero — e que 
essa condição teria contribuído para o agravamento do quadro clínico da jovem.
Em 2007, a família levou o caso ao Comitê da ONU para Eliminação da 
Discriminação contra as Mulheres (Cedaw). Em 2011, o comitê condenou o Brasil, 
determinando indenização à família e melhorias nas políticas públicas de saúde materna. 
Em 2014, o governo reconheceu oficialmente sua responsabilidade e reparou a família 
com indenização e um certificado que simboliza o reconhecimento do Estado pela 
violação cometida.
No dia 13 de maio de 2025, o Ministério da Saúde lançou o Edital nº 1/2025 para 
ampliar a formação de especialistas em áreas estratégicas do SUS. A Rede Alyne está 
entre as iniciativas contempladas, com novas vagas de residência em Neonatologia, 
Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Intensiva Pediátrica e Pediatria, reforçando o cuidado 
à saúde materno-infantil. 
https://med.estrategia.com/portal/noticias/ministerio-da-saude-lanca-edital-para-ampliar-formacao-de-especialistas-no-sus/
https://med.estrategia.com/portal/noticias/ministerio-da-saude-lanca-edital-para-ampliar-formacao-de-especialistas-no-sus/
Referências:
• Arion Wolff- jornalista formado pela UNIFATEC e pós-graduado em Jornalismo 
Digital pela UNINTER. Escrevo sobre medicina, residência médica e saúde - 
Publicado em 22 de maio de 2025.
• ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Organização Pan-Americana de Saúde. 
Saúde materna. Disponível em: Saúde materna - OPAS/OMS | Organização Pan-
Americana da Saúde. 
• RANZANI, O. T.; MARINHO, M. F; BIERRENBACH, A. L. Utilidade do Sistema de 
Informação Hospitalar na vigilância da mortalidade materna no Brasil. Rev Bras 
Epidemiol. 2023.

Mais conteúdos dessa disciplina