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POSSE, PROPRIEDADE E PROCEDIMENTOS ESPECIAIS Prof. Marcelo da Costa Teixeira Curso: Direito – Campus: Bagé Centro Universitário da Região da Campanha – URCAMP FUNDAÇÃO ÁTTILA TABORDA – FAT 2. POSSE 2.1. Teorias e definições 1 Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão POSSE em sessão do Congresso Nacional, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL CÓDIGO PENAL Art. 168. Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a POSSE ou a detenção. 2 3 4 TEORIA SUBJETIVA TEORIA OBJETIVA S U J E I T O O B J E T O PESSOAL / PESSOAS IMPESSOAL 5 Teoria Subjetiva (Savigny): “Posse é o poder que tem a pessoa de dispor fisicamente de uma coisa, com intenção de tê-la para si e de defendê-la contra a intervenção de outrem”. 1º ELEMENTO CORPUS 2º ELEMENTO ANIMUS 6 Para Savigny a ausência de qualquer um dos elementos descaracteriza a posse. “CORPUS” SEM “ANIMUS” = DETENÇÃO – Art. 1198 do CC Art. 1.198. Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas. “ANIMUS” SEM “CORPUS” = ? TEORIA SUBJETIVA – SAVIGNY POSSE = CORPUS + ANIMUS 7 TEORIA SUBJETIVA – SAVIGNY POSSE = CORPUS + ANIMUS Imagem do livro de Washington de Barros Monteiro (Curso de Direito Civil - Volume 3 - 33ª Edição - 1997 - Página 17) com o raciocínio de Savigny no sentido de que Posse resulta da soma dos elementos Corpus + Animus e que a ausência de um dos dois, descaracteriza a posse. 8 Teoria Objetiva (Ihering): “Posse é a exteriorização da propriedade, a visibilidade do domínio, o poder de dispor da coisa”. ELEMENTO ÚNICO CORPUS 9 - Ihering, contesta Savigny. - Entende que o elemento “corpus” é o único elemento visível e suscetível de comprovação. - Entende que o “animus” encontra-se inserido no “corpus” - O “corpus” é a manifestação externa do “animus” da mesma forma que a palavra é a expressão do pensamento. TEORIA OBJETIVA – IHERING POSSE = CORPUS 10 Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade. CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO USO, GOZO (FRUIÇÃO), DISPOSIÇÃO E REIVINDICAÇÃO G R U D ozo eivindicação so isposição 11 Art. 1.197. A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto. Art. 1.206. A posse transmite-se aos herdeiros ou legatários do possuidor com os mesmos caracteres. CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO 12 CRÍTICA – PONTES DE MIRANDA A teoria subjetiva, ao exigir o animus, acaba colocando em xeque inúmeras situações de posse que existem apartadas da propriedade. Admite que a teoria objetiva é melhor que a subjetiva, mas não está livre de críticas em virtude da excessiva valorização do “corpus” e cita várias circunstâncias em que mesmo não tendo contato com a coisa a posse existe. 13 “POSSE É UM PODER FÁTICO”, ou seja, possibilidade concreta de se exercitar poder inerente ao domínio ou propriedade. PONTES DE MIRANDA 14 POSSE, PROPRIEDADE E PROCEDIMENTOS ESPECIAIS Prof. Marcelo da Costa Teixeira Curso: Direito – Campus: Bagé Centro Universitário da Região da Campanha – URCAMP FUNDAÇÃO ÁTTILA TABORDA – FAT 2. POSSE 2.2. Natureza 15 FATO OU DIREITO? 16 DIREITO DAS COISAS POSSE DIREITOS REAIS PROPRIEDADE DIREITOS REAIS SOBRE COISAS ALHEIAS CONDOMÍNIO PROPRIEDADE RESOLÚVEL PROPRIEDADE FIDUCIÁRIA SUPERFÍCIE SERVIDÕES USUFRUTO USO HABITAÇÃO DIR. PROMITENTE COMP. IMOV. PENHOR HIPOTECA ANTICRESE CONC. DE USO ESP. ... (2007) CONC. DIR. REAL DE USO (2017) LAJE (2017) Art. 1225 do CC, II ao XIII A DIVERGÊNCIA É GRANDE, SÉRIA E TEORICAMENTE IMPORTANTE! TEM TEORIA PARA TUDO QUE É GOSTO. DIVERSOS AUTORES OPINAM SOBRE A POLÊMICA: - POSSE É FATO. - POSSE É FATO E DIREITO. - POSSE É DIREITO (REAL, PESSOAL OU NENHUM DOS DOIS). 18 Pontes de Miranda Os fatos comuns transformam-se em fatos jurídicos quando, sobre eles, incide uma norma jurídica. Posse é um fato. FATO + NORMA = DIREITO JURIDICIZAÇÃO SUPORTE FÁTICO 19 Savigny A posse, independe das regras do direito e, por isso, é um fato. Apesar de ser um fato produz conseqüências jurídicas. Será, portanto, simultaneamente, um fato e um direito. Wodon Na mesma linha de Savigny afirma que a posse considerada na sua causa é um fato e, nos seus efeitos, um direito. 20 Rudolf Von Ihering Posse é um direito real! Direito porque se trata de um interesse juridicamente protegido*. Real porque regula a relação entre uma pessoa e uma coisa. * - Definição de Direito Subjetivo de Ihering 21 Clóvis Beviláqua Autor do primeiro Código Civil Brasileiro (Lei nº 3071/16 revogada em 2003 pelo atual Código Civil – Lei nº 10.406/02) e criador do rol de Direitos Reais: Art. 674. São direitos reais, além da propriedade: I - A enfiteuse. II - As servidões. III - O usufruto. IV - O uso. V - A habitação. VI - As rendas expressamente constituídas sobre imóveis. VII - O penhor. VIII - A anticrese. IX - A hipoteca. Este artigo foi repetido em parte no art. 1225 da lei revogadora. 22 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL Art. 73. O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens. § 1o Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a ação: I - que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens; II - resultante de fato que diga respeito a ambos os cônjuges ou de ato praticado por eles; III - fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a bem da família; IV - que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus sobre imóvel de um ou de ambos os cônjuges. § 2o Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nas hipóteses de composse ou de ato por ambos praticado. 24 Jean Jacques Rousseau em sua obra “Do Contrato Social”, no Livro Primeiro Capítulo VIII faz interessante paralelo entre POSSE e PROPRIEDADE, entendendo que POSSE É FATO: “A fim de não fazer um julgamento errado dessas compensações, impõe-se distinguir entre a liberdade natural, que só conhece limites nas forças do indivíduo, e a liberdade civil, que se limita pela vontade geral, e, mais, distinguir a posse, que não é senão o efeito da força ou o direito do primeiro ocupante, da propriedade, que só pode fundar-se num título positivo.” 25 MAS, AFINAL, POSSE É FATO OU DIREITO? 26 SE VOCÊ DISSER QUE POSSE É FATO É SÓ ESCOLHER ALGUM OU ALGUNS DOS ARGUMENTOS ABAIXO: JURIDICIZAÇÃO (Pontes de Miranda) INDEPENDE DAS REGRAS DO DIREITO (Savigny) NÃO ESTÁ NA LISTA DOS DIREITOS REAIS (Beviláqua) EFEITO DA FORÇA E NÃO DE UM TÍTULO (Rousseau) 27 SE VOCÊ DISSER QUE POSSE É DIREITO VEM A PERGUNTA SEGUINTE: É REAL OU PESSOAL? 28 POSSE, PROPRIEDADE E PROCEDIMENTOS ESPECIAIS Prof. Marcelo da Costa Teixeira Curso: Direito – Campus: Bagé Centro Universitário da Região da Campanha – URCAMP FUNDAÇÃO ÁTTILA TABORDA – FAT 2. POSSE 2.3. Classificação 29 Art. 1.197. A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto. Art. 1.198. Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas.Parágrafo único. Aquele que começou a comportar-se do modo como prescreve este artigo, em relação ao bem e à outra pessoa, presume-se detentor, até que prove o contrário. Art. 1.199. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela atos possessórios, contanto que não excluam os dos outros compossuidores. Art. 1.200. É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária. Art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa. Parágrafo único. O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, salvo prova em contrário, ou quando a lei expressamente não admite esta presunção. Art. 1.202. A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o possuidor não ignora que possui indevidamente. CÓDIGO CIVIL – POSSE – CLASSIFICAÇÃO 30 a) Posse direta e indireta Art. 1.197. A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto. EFEITO – DIVISÃO DE DESPESAS Posse Indireta Posse Direta LOCAÇÃO LOCADOR LOCATÁRIO/INQUILINO COMODATO COMODANTE COMODATÁRIO USUFRUTO NÚ-PROPRIETÁRIO USUFRUTUÁRIO 31 a) Posse direta e indireta Art. 1.399. O usufrutuário pode usufruir em pessoa, ou mediante arrendamento, o prédio,... Posse Indireta Posse Direta ? USUFRUTO NÚ-PROPRIETÁRIO USUFRUTUÁRIO INQUILINO 32 a) Posse direta e indireta Art. 1.399. O usufrutuário pode usufruir em pessoa, ou mediante arrendamento, o prédio,... Posse Indireta Posse Indireta Posse Direta USUFRUTO NÚ-PROPRIETÁRIO USUFRUTUÁRIO INQUILINO 33 b) Posse natural e posse civil Posse Natural = Detenção Posse Civil = a que não for natural Art. 1.198. Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas. Parágrafo único. Aquele que começou a comportar-se do modo como prescreve este artigo, em relação ao bem e à outra pessoa, presume-se detentor, até que prove o contrário. Efeito – Vínculo trabalhista 34 c) Composse CONDOMÍNIO = CON + DOMÍNIO COMPROPRIEDADE = COM + PROPRIEDADE COMPOSSE = COM + POSSE Art. 1.199. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela atos possessórios, contanto que não excluam os dos outros compossuidores. 35 c) Composse CONDOMÍNIO = CON + DOMÍNIO COMPROPRIEDADE = COM + PROPRIEDADE COMPOSSE = COM + POSSE Art. 1.199. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela atos possessórios, contanto que não excluam os dos outros compossuidores. CPC – Art. 104. O advogado não será admitido a postular em juízo sem procuração, salvo para evitar preclusão, decadência ou prescrição, ou para praticar ato considerado urgente. § 1º Nas hipóteses previstas no caput, o advogado deverá, independentemente de caução, exibir a procuração no prazo de 15 (quinze) dias,... 36 d) Posse justa e injusta Art. 1.200. É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária. Violenta: é aquela que se adquire pela força desde o início do ato. A violência pode ser física ou moral e não precisa ser necessariamente contra o possuidor diretamente, basta que seja ato ofensivo sem permissão dele. Posse não violenta é denominada de posse mansa, pacífica e tranqüila. Clandestina: É a que se estabelece às ocultas, ou seja, o possuidor ignora a perda de sua posse. Não é necessária a intenção de esconder, basta o fato de esconder. O contrário dessa característica é a publicidade. Precária: é aquela que se origina do abuso de confiança, ou seja, possuidor precário é aquele que se recusa em restituir a posse ao legítimo possuidor. 37 POSSE VIOLENTA 38 d) Posse justa e injusta Art. 1.200. É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária. Violenta: é aquela que se adquire pela força desde o início do ato. A violência pode ser física ou moral e não precisa ser necessariamente contra o possuidor diretamente, basta que seja ato ofensivo sem permissão dele. Posse não violenta é denominada de posse mansa, pacífica e tranqüila. Clandestina: É a que se estabelece às ocultas, ou seja, o possuidor ignora a perda de sua posse. Não é necessária a intenção de esconder, basta o fato de esconder. O contrário dessa característica é a publicidade. Precária: é aquela que se origina do abuso de confiança, ou seja, possuidor precário é aquele que se recusa em restituir a posse ao legítimo possuidor. Efeitos: Art. 1208 do Código Civil 39 Art. 1.208. Não induzem posse os atos de mera permissão ou tolerância assim como não autorizam a sua aquisição os atos violentos, ou clandestinos, senão depois de cessar a violência ou a clandestinidade. VIOLÊNCIA CLANDESTINIDADE PRECARIEDADE CESSAM NÃO CESSA A posse precária não convalesce. 40 e) Posse de boa ou de má-fé Art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa. Parágrafo único. O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, salvo prova em contrário, ou quando a lei expressamente não admite esta presunção. Art. 1.202. A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o possuidor não ignora que possui indevidamente. BOA-FÉ / JUSTA MÁ-FÉ / INJUSTA 41 Efeitos: - Usucapião ordinário; Art. 1.242. Adquire também a propriedade do imóvel aquele que, contínua e incontestadamente, com justo título e boa-fé, o possuir por dez anos. Art. 1.260. Aquele que possuir coisa móvel como sua, contínua e incontestadamente durante três anos, com justo título e boa-fé, adquirir-lhe-á a propriedade. - Benfeitorias: Art. 1.216. O possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem como pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, desde o momento em que se constituiu de má-fé;.... Art. 1.217. O possuidor de boa-fé não responde pela perda ou deterioração da coisa,... Art. 1.218. O possuidor de má-fé responde pela perda, ou deterioração da coisa,... Art. 1.219. O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias necessárias e úteis,... Art. 1.220. Ao possuidor de má-fé serão ressarcidas somente as benfeitorias necessárias; 44 CONSTRUÇÕES Art. 1.254. Aquele que semeia, planta ou edifica em terreno próprio com sementes, plantas ou materiais alheios, adquire a propriedade destes; mas fica obrigado a pagar-lhes o valor, além de responder por perdas e danos, se agiu de má-fé. Art. 1.255. Aquele que semeia, planta ou edifica em terreno alheio perde, em proveito do proprietário, as sementes, plantas e construções; se procedeu de boa-fé, terá direito a indenização. Parágrafo único. Se a construção ou a plantação exceder consideravelmente o valor do terreno, aquele que, de boa-fé, plantou ou edificou, ... Art. 1.256. Se de ambas as partes houve má-fé, ... Parágrafo único. Presume-se má-fé no proprietário, quando ... Art. 1.257. O disposto no artigo antecedente aplica-se ao caso de não pertencerem as sementes, plantas ou materiais a quem de boa-fé os empregou em solo alheio. ... Art. 1.258. Se a construção, feita parcialmente em solo próprio, invade solo alheio em proporção não superior à vigésima parte deste, adquire o construtor de boa-fé a propriedade da parte do solo invadido,... Parágrafo único. Pagando em décuplo as perdas e danos previstos neste artigo, o construtor de má-fé... Art. 1.259. Se o construtor estiver de boa-fé,(...); se de má-fé, é obrigado a.., 45 CLASSIFICAÇÃO DA POSSE DIREITO DAS COISAS Art. 1197 a 1202 do CC CLASSIFICAÇÃO DA POSSE CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL CÓDIGO CIVIL – PARTE GERAL DOUTRINA 46 f) Posse nova e posse velhaCódigo de Processo Civil TÍTULO III DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS CAPÍTULO III DAS AÇÕES POSSESSÓRIAS Art. 558. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da Seção II deste Capítulo quando a ação for proposta dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho afirmado na petição inicial. Parágrafo único. Passado o prazo referido no caput, será comum o procedimento, não perdendo, contudo, o caráter possessório. Seção II Da Manutenção e da Reintegração de Posse Art. 562. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada. 47 VIOLAÇÃO DA POSSE Turbação ou esbulho POSSE NOVA POSSE VELHA ANO E DIA CABE LIMINAR PROCEDIMENTO ESPECIAL Art. 554 e ss. do CPC NÃO CABE LIMINAR PROCEDIMENTO COMUM Art. 318 e ss. CPC 48 g) Posse provisória e definitiva CÓDIGO CIVIL Art. 30. ... § 1o Aquele que tiver direito à posse provisória, ... ... Art. 34. O excluído, segundo o art. 30, da posse provisória ... Art. 35. Se durante a posse provisória ... Art. 36. Se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, depois de estabelecida a posse provisória, ... POSSE PROVISÓRIA = POSSE POSSE DEFINITIVA = PROPRIEDADE 49 h) Posse “ad interdicta” e “ad usucapionem”: “Ad interdicta” é a posse no sentido técnico da palavra, ou seja, toda a posse que pode ser protegida pelos interditos possessórios no caso de ser ameaçada, turbada ou esbulhada. “Ad usucapionem” é a posse que preenche os requisitos capazes de outorgar a propriedade pelo exercício prolongado da mesma – USUCAPIÃO. Opinião de Sérgio José Porto Posse “ad interdicta” = Detenção Posse “ad usucapionem” = Posse Art. 1.198. Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas. 50 O ANIMUS DOMINII NA USUCAPIÃO Art. 1.238. Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade,... Art. 1.239. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como sua,… Art. 1.240. Aquele que possuir, como sua,.. (...) Art. 1.260. Aquele que possuir coisa móvel como sua,... 51 image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.png image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image1.png