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Exercícios de Fixação 3 Fisiologia
Fisiologia veterinária (Centro Universitário Maurício de Nassau)
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Exercícios de Fixação 3 Fisiologia
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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA 
DISCIPLINA: FISIOLOGIA VETERINÁRIA AVANÇADA 
PROFESSOR: JOÃO AUGUSTO RODRIGUES ALVES DINIZ 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 3 
 
1 - Explique a função dos testículos e seus componentes estruturais. 
Os testículos são órgãos reprodutivos masculinos fundamentais cuja principal função é 
a produção de espermatozoides e hormônios sexuais, principalmente a testosterona. 
Sua estrutura complexa é essencial para o desempenho dessas funções. Vamos explorar 
em detalhes: 
 
Funções dos Testículos 
1. Produção de Espermatozoides (Espermatogênese): O processo de formação dos 
espermatozoides ocorre dentro dos testículos, especificamente nos túbulos 
seminíferos, que são estruturas cruciais para a geração dos gametas masculinos. 
2. Produção de Hormônios: A testosterona é o principal hormônio produzido pelos 
testículos, responsável pelo desenvolvimento das características sexuais 
secundárias, pela manutenção da libido, e pelo suporte à espermatogênese. 
 
Componentes Estruturais dos Testículos 
1. Túbulos Seminíferos 
• Função: São a estrutura onde ocorre a espermatogênese. Aproximadamente 250 
a 1.000 túbulos estão enrolados em cada testículo, proporcionando uma grande 
área para a produção de espermatozoides. 
• Composição: Os túbulos são revestidos por células germinativas em diferentes 
estágios de desenvolvimento, além de células de Sertoli que sustentam e nutrem 
as células germinativas em desenvolvimento. 
 
2. Células de Sertoli 
• Função: Proporcionam suporte estrutural e nutricional aos espermatozoides em 
desenvolvimento. Também participam da criação da barreira hemato-testicular, 
que protege as células germinativas de fatores imunológicos. 
 
3. Células de Leydig 
• Localização: Encontradas no tecido intersticial, entre os túbulos seminíferos. 
• Função: Produzem testosterona em resposta ao hormônio luteinizante (LH) 
oriundo da hipófise, importante para a regulação da espermatogênese e 
desenvolvimento das características sexuais masculinas. 
 
 
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4. Epidídimo 
• Função: Embora não parte estrutural dos testículos, é intimamente associado a 
eles. Os espermatozoides são transportados para o epidídimo, onde 
amadurecem e são armazenados até a ejaculação. 
5. Barreiras e Tecido de Suporte 
• Albugínea: Camada de tecido fibroso que envolve o testículo, fornecendo 
proteção e uma estrutura para a inserção dos túbulos. 
• Tecido Intersticial: Contém vasos sanguíneos, linfáticos, e fibras de tecido 
conjuntivo que sustentam a estrutura e função dos testículos. 
 
Resumo 
Os testículos desempenham papéis críticos na reprodução e na regulação hormonal 
masculina. A combinação de múltiplos componentes estruturais dentro deles permite 
uma produção eficiente de espermatozoides e hormônios essenciais, tudo em um 
ambiente protegido e otimizado para a função reprodutiva. 
 
2 - Explique os processos para a regulação térmica dos testículos. 
 
Nos animais, assim como nos humanos, a regulação térmica dos testículos é essencial 
para a produção eficiente de espermatozoides e, portanto, para a fertilidade. No 
entanto, a diversidade de espécies leva a algumas variações nos mecanismos e 
estratégias utilizadas. Aqui estão alguns dos principais processos e adaptações vistas na 
regulação térmica dos testículos em animais: 
 
A regulação térmica dos testículos é crucial para o funcionamento adequado do sistema 
reprodutivo masculino, já que a espermatogênese (produção de espermatozoides) 
requer uma temperatura ligeiramente inferior à temperatura corporal normal. Aqui 
estão os principais processos que contribuem para a regulação térmica dos testículos: 
 
1. Anatomia e Localização 
 
Escroto: Os testículos estão localizados no escroto, que é uma bolsa de pele fora do 
corpo. Este posicionamento externo permite que os testículos sejam mantidos a uma 
temperatura mais baixa que a temperatura corporal interna, que é tipicamente cerca de 
1 a 3°C abaixo da temperatura corporal normal. 
 
2. Mecanismos de Regulação 
 
a. Músculos do Escroto 
•Músculo Cremáster: Este músculo ajuda a mover os testículos para mais perto do corpo 
em resposta a temperaturas frias, e afastá-los em resposta ao calor. Isso permite o 
controle fino da temperatura testicular. 
•Músculo Dartos: Localizado logo abaixo da pele escrotal, esse músculo liso contrai para 
enrugar a pele do escroto, reduzindo a superfície externa e minimizando a perda de calor 
em ambiente frio. Na presença de calor, ele relaxa, aumentando a superfície e ajudando 
na dissipação do calor. 
 
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b. Sistema Vascular 
•Plexo Pampiniforme: Um conjunto de veias que envolve a artéria testicular. Este 
sistema atua como um trocador de calor, resfriando o sangue arterial que chega aos 
testículos com o sangue venoso que está voltando ao corpo, ajudando a manter uma 
temperatura mais baixa. 
 
3. Comportamento e Adaptações Ambientais 
 
a. Comportamento 
• Seleção do Ambiente: Muitos animais exibem comportamentos que minimizam 
a exposição a temperaturas extremas. Isso pode incluir buscar sombra ou muda 
frequente de posição para otimizar a ventilação ao redor do escroto. 
b. Adaptações Fisiológicas 
• Abertura e Fechamento de Poros: Algumas espécies possuem adaptações para 
facilitar a perda de calor através de mecanismos como a sudorese localizada ou 
a ventilação. 
4. Estratégias Evolutivas 
• Evolução para Ambientes Específicos: Em animais aquáticos, como peixes e 
cetáceos, onde a manutenção dos testículos fora do corpo não é viável, foram 
desenvolvidas estratégias evolutivas alternativas para garantir a eficácia 
reprodutiva em temperaturas corporais mais elevadas. 
Importância 
A regulação térmica dos testículos é um fator crítico para garantir a fertilidade e a 
sobrevivência das espécies. A adaptação e os mecanismos variam consideravelmente 
entre as espécies, refletindo a diversidade e a eficiênciaevolutiva dos animais no 
controle das condições térmicas internas. 
Resumo 
Nos animais, a regulação térmica dos testículos envolve uma combinação de adaptações 
anatômicas, comportamentais e fisiológicas para garantir a produção ideal de 
espermatozoides. A evolução tem moldado estas estratégias de acordo com o ambiente 
e os desafios específicos enfrentados por cada espécie. 
 
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3 - Quais são as funções das glândulas genitais acessórias? 
 
As glândulas genitais acessórias desempenham papéis vitais na reprodução masculina, 
tanto em seres humanos quanto em animais. Elas estão envolvidas na produção de 
fluidos que compõem o sêmen, criando um ambiente adequado para a sobrevivência e 
movimentação dos espermatozoides. Aqui estão as principais glândulas genitais 
acessórias e suas funções: 
1. Próstata 
• Secreção de Fluido Prostático: A próstata produz um fluido leitoso e ligeiramente 
alcalino, que ajuda a neutralizar os ácidos no trato reprodutivo feminino, 
prolongando a vida útil dos espermatozoides. 
• Ativação dos Espermatozoides: O fluido prostático contém enzimas e outras 
substâncias que ajudam a ativar os espermatozoides, melhorando sua 
mobilidade. 
2. Vesículas Seminais 
• Produção de Fluido Seminal: As vesículas seminais produzem uma grande parte 
do fluido seminal. Este líquido é rico em frutose, que fornece energia para os 
espermatozoides, e contém prostaglandinas, que ajudam a estimular as 
contrações no trato reprodutivo feminino, facilitando o movimento do sêmen. 
• Neutralização de Ácidos: O fluido seminal também ajuda a neutralizar o 
ambiente ácido da uretra masculina e do trato vaginal feminino, protegendo os 
espermatozoides. 
3. Glândulas Bulbouretrais (Cowper) 
• Lubrificação e Limpeza: Estas glândulas secretam um fluido aquoso e claro antes 
da ejaculação, que ajuda a lubrificar a uretra e neutraliza qualquer ácido residual, 
tornando-a favorável para a passagem dos espermatozoides. 
4. Funções Gerais do Fluido Seminal 
• Transporte de Espermatozoides: O fluido seminal facilita o transporte de 
espermatozoides através do trato reprodutivo masculino e deposita-os no trato 
feminino. 
• Proteção e Nutrição: Proporciona um meio que protege os espermatozoides 
contra o ambiente hostil do trato reprodutivo feminino e fornece nutrientes 
essenciais para sua vitalidade. 
• Facilitação da Fertilização: As secreções das glândulas acessórias também 
contêm substâncias que modulam as reações imunológicas no trato feminino, 
permitindo que o sêmen sobreviva por mais tempo. 
Resumo 
As glândulas genitais acessórias são essenciais para a função reprodutiva masculina, 
oferecendo suporte energético, proteção química e facilitação mecânica para os 
espermatozoides. Elas asseguram que os espermatozoides tenham as melhores 
condições possíveis para alcançar e fertilizar um óvulo, tanto em humanos quanto em 
animais. 
 
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4 - Explique a função das células de Sertoli e como ocorre sua interação com os 
hormônios hipofisários. 
 
As células de Sertoli, localizadas nos túbulos seminíferos dos testículos, desempenham 
um papel crucial na espermatogênese (produção de espermatozoides) e na regulação 
do ambiente testicular. Estas células servem como suporte estrutural e nutricional para 
as células germinativas (espermatogônias) em desenvolvimento. Funções e como elas 
interagem com os hormônios hipofisários: 
 
Funções das Células de Sertoli 
1. Suporte e Nutrição 
• Apoio Estrutural: As células de Sertoli formam a barreira hematotesticular, que 
separa os espermatozoides em desenvolvimento do sistema imunológico do 
corpo, prevenindo reações autoimunes. 
• Suporte Nutricional: Elas fornecem nutrientes e fatores de crescimento 
essenciais para a maturação das células germinativas. 
2. Regulação 
• Liberação de Fatores: Produzem e secretam proteínas e fatores como a inibina e 
o fator de crescimento semelhante à insulina (IGF), que são fundamentais para a 
progressão da espermatogênese. 
• Fagocitose: Células de Sertoli também removem detritos celulares e células 
germinativas danificadas ou degeneradas através da fagocitose, mantendo um 
ambiente adequado para o desenvolvimento celular. 
3. Modulação Hormonal 
• Produção de Hormônios: Secretam inibina, um hormônio que regula a produção 
de hormônio folículo-estimulante (FSH) pela hipófise, ajudando a controlar a taxa 
de espermatogênese. 
 
Interação com Hormônios Hipofisários 
1. Hormônio Folículo-Estimulante (FSH) 
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• Estimulação Direta: O FSH, produzido pela hipófise anterior, se liga aos 
receptores na superfície das células de Sertoli. Esta ligação promove a produção 
e secreção de proteínas e fatores necessários para a espermatogênese. 
• Aumento da Espermatogênese: O FSH estimula a secreção de substâncias como 
a proteína de ligação a andrógeno (ABP), que aumenta a concentração de 
testosterona nos túbulos seminíferos, facilitando ainda mais a maturação das 
células germinativas. 
2. Testosterona 
• Potencialização com FSH: A testosterona atua em sinergia com o FSH para 
otimizar a função das células de Sertoli. Ela é produzida pelas células de Leydig, 
localizadas entre os túbulos seminíferos, e sua alta concentração nos túbulos é 
vital para a manutenção da espermatogênese. 
3. Inibina 
• Feedback Negativo: A inibina secretada pelas células de Sertoli inibe a liberação 
de FSH pela hipófise, criando um loop de feedback que ajuda a regular a 
produção de espermatozoides conforme a necessidade. 
 
Resumo 
As células de Sertoli são essenciais para o suporte estrutural e funcional na produção de 
espermatozoides. Elas interagem de maneira complexa com hormônios hipofisários, 
como o FSH, e com a testosterona, para regular e otimizar a espermatogênese. Esse 
intricado sistema de feedback hormonal garante o equilíbrio na produção de 
espermatozoides, essencial para a fertilidade e saúde reprodutiva masculina. 
 
 
5 - Explique a função das células de Leydig e como ocorre sua interação com os 
hormônios hipofisários. 
 
As células de Leydig, também conhecidas como células intersticiais, são encontradas nos 
testículos entre os túbulos seminíferos. Elas são responsáveis pela produção e secreção 
de hormônios androgênicos, principalmente testosterona, que é fundamental para o 
desenvolvimento e manutenção das características sexuais masculinas e para a 
espermatogênese. Vamos explorar suas funções e como interagem com os hormônios 
hipofisários: 
 
 
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Funções das Células de Leydig 
1. Produção de Testosterona 
• Síntese de Hormônios Androgênicos: As células de Leydig produzem 
testosterona, o principal hormônio sexual masculino que é responsável pelo 
desenvolvimento das características sexuais secundárias, como a profundidade 
da voz, crescimento de pelos faciais e corporais, e aumento da massa muscular. 
2. Suporte à Espermatogênese 
• Estimulação das Células de Sertoli: A testosterona secretada pelas células de 
Leydig é crucial para a espermatogênese, pois age diretamente nas células de 
Sertoli para promover a maturação das células germinativas (espermatogônias). 
 
Interação com Hormônios Hipofisários 
1. Hormônio Luteinizante (LH) 
• Estímulo Direto à Produção de Testosterona: O LH, produzido pela hipófise 
anterior, liga-se aos receptores nas células de Leydig, estimulando a produção e 
secreção de testosterona. Essa interação é crucial para o controle da taxa de 
produção de testosterona,que é essencial para várias funções reprodutivas e 
metabólicas. 
2. Feedback Hormonal 
• Regulação Via Feedback Negativo: A testosterona exerce um efeito de feedback 
negativo na hipófise e no hipotálamo para regular a secreção de LH e do 
hormônio liberador de gonadotropina (GnRH). Quando os níveis de testosterona 
estão altos, a produção de LH é reduzida, diminuindo a produção de testosterona 
pelas células de Leydig, e vice-versa. 
Papel na Reprodução e Desenvolvimento 
1. Influência no Desenvolvimento Masculino 
• Diferenciação Sexual: A testosterona é crítica durante o desenvolvimento fetal 
para a diferenciação dos órgãos genitais internos e externos masculinos. 
2. Manutenção de Funções Reprodutivas 
• Libido e Comportamento Sexual: A testosterona também influencia o desejo 
sexual e é importante para a função erétil. 
Resumo 
As células de Leydig desempenham um papel central na síntese de testosterona, que é 
vital para o desenvolvimento das características sexuais masculinas, a manutenção da 
saúde reprodutiva e o suporte à espermatogênese. Elas interagem diretamente com 
hormônios hipofisários, especialmente o LH, em um sistema regulatório de feedback que 
assegura a homeostase hormonal e a funcionalidade reprodutiva. Este equilíbrio permite 
a adaptação às necessidades reprodutivas e metabólicas do organismo. 
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6 - Qual o papel da testosterona no organismo do macho? 
 
A testosterona é o principal hormônio sexual masculino e desempenha múltiplos papéis 
essenciais no organismo, desde o desenvolvimento de características sexuais até a 
regulação de processos fisiológicos. Aqui estão algumas das principais funções da 
testosterona no organismo do macho: 
 
Desenvolvimento e Diferenciação Sexual 
• Desenvolvimento Fetal: Durante o desenvolvimento embrionário, a testosterona 
é fundamental para a diferenciação dos órgãos genitais masculinos. Ela influencia 
a formação do pênis, escroto e a descida dos testículos. 
• Desenvolvimento Puberal: Na puberdade, a testosterona estimula o crescimento 
dos órgãos genitais, aumento da massa muscular e a profundidade da voz. Além 
disso, desencadeia o crescimento de pelos faciais, axilares e pubianos. 
Manutenção das Características Sexuais Secundárias 
• Crescimento Muscular e Densidade Óssea: A testosterona contribui para o 
aumento da massa muscular e força. Além disso, desempenha um papel na 
manutenção da densidade óssea, ajudando a prevenir a osteoporose. 
• Distribuição de Gordura Corporal: Ela influencia a distribuição de gordura no 
corpo, que em homens é tipicamente mais acumulada na região abdominal. 
Função Reprodutiva 
• Espermatogênese: A testosterona é essencial para a produção e maturação dos 
espermatozoides nos testículos. Atua nas células de Sertoli para promover 
condições ideais para a espermatogênese. 
• Libido e Comportamento Sexual: É um importante modulador do desejo sexual 
e desempenha um papel nas funções eréteis. 
Influência Metabólica 
• Regulação Metabólica: A testosterona influencia o metabolismo de carboidratos, 
gorduras e proteínas. Contribui para o aumento da taxa metabólica basal e pode 
impactar os níveis de insulina e a resistência insulínica. 
Efeitos Psicológicos e Cognitivos 
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• Humor e Energia: Níveis adequados de testosterona estão associados a um 
humor estável e sensação geral de vigor e energia. A deficiência pode levar à 
fadiga e depressão. 
• Função Cognitiva: Pode influenciar aspectos da função cognitiva, como memória 
e concentração. 
Regulação Hormonal 
• Feedback Negativo: A testosterona exerce controle sobre o eixo hipotálamo-
hipófise-gonadal, inibindo a produção de LH e FSH para manter um equilíbrio 
hormonal adequado. 
Resumo 
A testosterona é um hormônio multifacetado que atua em quase todos os sistemas do 
corpo masculino. É crucial não apenas para o desenvolvimento das características 
sexuais mas também para a manutenção da função reprodutiva, saúde metabólica, e 
bem-estar psicológico. Este hormônio possibilita adaptação e resposta a diversas 
demandas fisiológicas ao longo da vida de um homem. 
 
 
7 - Quais os fatores que influenciam na qualidade do sêmen? 
 
A qualidade do sêmen é influenciada por uma ampla gama de fatores biológicos, 
ambientais e comportamentais. Estes fatores podem afetar aspectos como o 
volume do sêmen, a concentração de espermatozoides, sua motilidade e 
morfologia. Vamos explorar alguns dos principais fatores que influenciam a 
qualidade do sêmen: 
1. Fatores Biológicos 
a. Idade 
• Impacto do Envelhecimento: A qualidade do sêmen pode diminuir com a 
idade. Embora a produção de espermatozoides continue durante a maior 
parte da vida de um homem, fatores como motilidade e morfologia podem 
ser afetados à medida que se envelhece. 
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b. Saúde Geral 
• Doenças Crônicas: Condições como diabetes, hipertensão e doenças 
cardiovasculares podem impactar negativamente a qualidade do sêmen. 
• Infecções e Inflamações: Infecções do trato reprodutivo, como a prostatite, 
podem afetar a produção e qualidade dos espermatozoides. 
2. Fatores Ambientais 
a. Exposição a Toxinas 
• Produtos Químicos e Poluentes: Exposição a pesticidas, metais pesados e 
outras toxinas ambientais pode diminuir a qualidade do sêmen. 
• Fumaça de Cigarro: O tabagismo é associado a uma menor contagem de 
espermatozoides e alterações na motilidade e morfologia. 
3. Fatores Comportamentais e de Estilo de Vida 
a. Dieta 
• Nutrientes Essenciais: Uma dieta rica em antioxidantes (como vitamina C 
e E), zinco e ácidos graxos ômega-3 é benéfica para a qualidade do sêmen. 
• Álcool e Drogas: O consumo elevado de álcool e o uso de drogas recreativas 
podem reduzir a qualidade do sêmen. 
b. Atividade Física 
• Exercício Regular: Exercício moderado pode melhorar a qualidade do 
sêmen, enquanto exercício excessivo, como no caso de atletas de 
resistência extremos, pode ter o efeito contrário. 
• Peso: A obesidade está associada a uma diminuição na qualidade do 
sêmen. 
c. Estresse 
• Impacto Psicológico: Altos níveis de estresse psicológico podem 
influenciar negativamente a produção e qualidade dos espermatozoides. 
4. Fatores Físicos 
a. Temperatura 
• Exposição ao Calor: Os testículos precisam estar a uma temperatura 
ligeiramente mais baixa que o corpo para uma produção eficiente de 
espermatozoides. Roupas apertadas, banhos quentes frequentes e o uso 
extensivo de laptops no colo podem aumentar a temperatura testicular, 
afetando a qualidade do sêmen. 
Resumo 
A qualidade do sêmen é influenciada por uma combinação de fatores biológicos, 
ambientais e comportamentais. Manter um estilo de vida saudável, evitando 
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exposições nocivas e gerenciando o estresse, pode melhorar significativamente a 
qualidade do sêmen e, consequentemente, a fertilidade masculina. Estes fatores 
destacam a importância do cuidado integral com a saúde para o bem-estar 
reprodutivo. 
 
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