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06 - GERENCIAMENTO DE RISCOS E MANUTENÇÃO APLICADA

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Núcleo de Educação a Distância
GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO
Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino
PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira.
O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para 
a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho.
O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por 
fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem.
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Prezado(a) Pós-Graduando(a),
Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional!
Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança 
em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se 
decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as 
suas expectativas.
A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma 
nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra-
dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a 
ascensão social e econômica da população de um país.
Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida-
de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. 
Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas 
pessoais e profissionais.
Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são 
outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi-
ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver 
um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atua-
ção no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo 
importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe-
rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de 
ensino.
E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) 
nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. 
Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos 
conhecimentos.
Um abraço,
Grupo Prominas - Educação e Tecnologia
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Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas! .
É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha 
é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo-
sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é 
você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve-
rança, disciplina e organização. 
Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como 
as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua 
preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo 
foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de 
qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho.
Estude bastante e um grande abraço!
Professor: Max Florentino da Silva
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O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao 
longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc-
nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela 
conhecimento.
Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes 
importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in-
formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao 
seu sucesso profisisional.
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A abordagem desta unidade é compactar uma análise da Gestão 
da Manutenção baseada em referências bibliográficas relativas à manu-
tenção e desempenho de edifícios. Destacou-se a respeito da manuten-
ção com o bom desempenho da edificação e do sistema estruturado de 
manutenção de edifícios, baseados nas Normas Brasileiras relacionadas à 
manutenção e ao desempenho da edificação. Além disso, foi tratado sobre 
os aspectos importantes para a elaboração de um sistema estruturado de 
manutenção, com instruções para o emprego de uma gestão estratégica 
da manutenção. Por fim, sobre a importância do planejamento da manu-
tenção predial, seguindo a normatização, objetivando o nível de desempe-
nho esperado para a edificação e suas aplicações práticas diárias.
Extintor. Edificações. Manutenção. Gerenciamento. Riscos.
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 CAPÍTULO 01
GERENCIAMENTO DE RISCOS CONTRA INCÊNDIO
Apresentação do Módulo ______________________________________ 11
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Gerenciamento de Riscos ______________________________________
Manutenção dos Sistemas de Combate a Incêndio ______________
Técnicas de Análise de Riscos ___________________________________
 CAPÍTULO 02
RISCOS E MANUTENÇÃO APLICADA EM RELAÇÃO AO INCÊNDIO
Instalação e Manutenção dos Sistemas de Combate a Incêndio _ 29
25Recapitulando ________________________________________________
22Gestão da Segurança de Processo baseada em Risco ___________
41
NBR 14037 – Manual de Uso, Operação e Manutenção, direciona-se 
aos Construtores e Incorporadores ______________________________
Recapitulando _________________________________________________ 44
 CAPÍTULO 03
DOENÇAS DO TRABALHO RELACIONADAS À ENGENHARIA DE SE-
GURANÇA CONTRA INCÊNDIO
Posicionamento quanto às Normas de Segurança ______________
Doenças Relacionadas à Engenharia de Segurança contra Incêndio _
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Atuação do Engenheiro de Segurança __________________________
Recapitulando _________________________________________________
Considerações Finais ___________________________________________
Fechando a Unidade ___________________________________________
Referências ____________________________________________________
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O risco em um ambiente de trabalho surge com o homem, evo-
lui com ele, cada avanço por menor que pareça, acarreta uma mudança 
que provoca o desenvolvimento do ser humano. Nessa perspectiva, os 
avanços no controle e gerenciamento dos riscos se tornam mais desa-
fiadores, já que somos mais numerosos. E é aqui que começa o apare-
cimento de mais riscos.
Com o passar do tempo, os desastres afetam mais a humanida-
de, são recorrentes e causam um aumento na perda de vidas humanas, 
bem como grandes perdas econômicas. Isso é evidenciado devido ao 
aumento da população, que, em sua maioria, se alojam em áreas de risco 
no que diz respeito à infraestrutura, aumentando, assim, sua vulnerabili-
dade. Dessa forma, ficam sujeitos à diversos tipos de eventos perigosos 
e, alguns com dimensões irrecuperáveis. Esses fatos e a situação geo-
gráfica do país nos fazem vítimas potenciais de eventos adversos. 
Sendo assim, este módulo foi pensado para abordar o geren-
ciamento de riscos contra incêndio, as técnicas de análise de riscos, as-
sim como da gestão da segurançacurto ou longo prazo; tipo de usuários, proprie-
tários, locatários e/ou público em geral. (MELHADO, 1998).
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As instalações elétricas são de certa forma as mais perigosas 
de serem mantidas uma vez que não se pode ver a corrente elétrica 
atravessando o condutor. Da mesma maneira que o responsável pela 
manutenção elétrica deve ter precaução em suas atividades para que 
não sofra um acidente, o edifício na qual as instalações estão feitas 
deve ter alguns cuidados com elas. 
Muitas vezes, quando um disjuntor dispara, o síndico ou alguém 
não informado pensa que só trocando-o por um com uma capacidade 
de condução de corrente maior tem resolvido o problema, desde que na 
realidade, essa pessoa contribuiu para um problema ainda maior. O dis-
juntor de uma instalação protege a fiação/condutores da corrente que 
por ali passa e do calor que ela gera. Um disjuntor com capacidade de 
condução de corrente maior que a que o condutor suporta pode levar o 
condutor a se fundir, podendo provocar um curto-circuito levando a um 
provável incêndio (ROXO, 2006).
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2018 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: Técnico em Se-
gurança do Trabalho
O intervalo máximo para a execução da manutenção de terceiro ní-
vel nos extintores, contado a partir da sua data de fabricação ou da 
realização do último ensaio hidrostático, de acordo com a norma 
da ABNT NBR 12962:2016 é de:
a) 5 anos.
b) 7 anos.
c) 10 anos.
d) 15 anos.
e) 1 ano.
QUESTÃO 2
Ano: 2018 Banca: CESPE/CEBRASPE Órgão: FUB Prova: Técnico 
em Segurança do Trabalho
Texto associado
Fogo resultante de explosão de uma garrafa de álcool na cantina 
de uma escola atingiu as roupas de cinco pessoas, causando-lhes 
queimaduras de primeiro e de segundo graus. O acidente acon-
teceu no momento em que um empregado colocava o álcool em 
um dispositivo utilizado para aquecer panelas. O empregador não 
adotou medidas de prevenção de incêndios nessa escola.
Considerando essa situação e os vários aspectos a ela relaciona-
dos, julgue o item subsecutivo.
Para combater o fogo nas roupas das vítimas, recomenda-se uso 
de extintor à base de água.
( ) Certo
( ) Errado
QUESTÃO 3
Ano: 2016 Banca: FIOCRUZ Órgão: FIOCRUZ Prova: Técnico em 
Saúde Pública - Segurança do Trabalho
Observe as afirmativas a seguir, em relação à NBR 12692:2013 so-
bre sistemas de proteção por extintor de incêndio.
I – Fogo classe A é aquele que ocorre em combustíveis sólidos que 
se liquefazem por ação do calor, como graxas, substâncias líqui-
das que evaporam e gases inflamáveis, que queimam somente em 
superfície, podendo ou não deixar resíduos. 
II – Fogo classe B é aquele que ocorre em materiais combustíveis 
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sólidos, que queimam em superfície e profundidade através do 
processo de pirólise, deixando resíduos. 
III – Fogo classe C é aquele que ocorre em materiais, equipamentos 
e instalações elétricas energizadas. 
IV – Extintor portátil é o extintor de incêndio que pode ser transpor-
tado manualmente, cuja massa total não pode ultrapassar 20 kg.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que apenas:
a) I está correta.
b) III está correta.
c) IV está correta.
d) II e III estão corretas.
e) III e IV estão corretas.
QUESTÃO 4
Ano: 2011 Banca: Nosso Rumo Órgão: Prefeitura de Mairinque - SP 
Prova: Técnico em Segurança do Trabalho
Quando se fala em manutenção de primeiro nível em extintor de 
incêndio, a situação em que deve ser realizada essa manutenção 
é quando
a) o lacre estiver violado.
b) o lacre estiver vencido.
c) o extintor estiver parcial ou totalmente descarregado.
d) da inexistência da data do último ensaio hidrostático.
e) a mangueira de descarga apresentar danos.
QUESTÃO 5
Ano: 2016 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Venda Nova 
do Imigrante - ES Prova: Técnico em Segurança do Trabalho
A seleção de extintores para uma dada situação deve ser determinada 
pela característica e tamanho do fogo, tipo de construção e sua ocu-
pação, risco a ser protegido e as condições de temperatura do am-
biente, entre outros fatores. De acordo com a ABNT NBR 12693/2010 
quanto à seleção por “risco”, analise as afirmativas a seguir.
I. Os extintores devem ser selecionados para fogo da classe espe-
cífica do risco a ser protegido.
II. Para a proteção de fogo classe A devem ser selecionados extin-
tores com grau de capacidade extintora A adequado.
III. Para a proteção de fogo classe B devem ser selecionados extin-
tores com grau de capacidade extintora B adequado.
IV. Para a proteção de fogo classes A, B, C e D, envolvendo gases 
inflamáveis, devem ser selecionados somente extintores com car-
ga de pó.
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V. Para a proteção de fogo classe C devem ser selecionados extin-
tores que atendam aos ensaios de condutividade, termodinâmica 
e estanqueidade.
VI. Os extintores de incêndio sobre rodas devem ser instalados 
para a proteção de áreas de alto risco onde seja necessária uma 
alta vazão de agente extintor, maior tempo de descarga e alcance 
de jato e maior quantidade de agente extintor, tais como: postos 
de abastecimento de combustíveis ou inflamáveis, heliportos, su-
bestação elétrica e outros locais onde houver manipulação e/ou 
armazenamento de explosivos, inflamáveis ou combustíveis cujos 
reservatórios não estejam enterrados.
Estão corretas as afirmativas
a) I, II, III, IV, V e VI.
b) II, IV e VI, apenas.
c) I, II, III e VI, apenas.
d) II, III, IV e V, apenas.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Cite os princípios básicos que devem ser utilizados no início de um pro-
cesso de incêndio. 
TREINO INÉDITO
Os incêndios são classificados de acordo com as características 
do seu combustível. Assinale a classe abaixo que apresenta suas 
características de forma correta:
a) Classe A – Assim é identificado o fogo em materiais sólidos que dei-
xam resíduos, como madeira, papel, tecido e borracha. Seu princípio de 
extinção é por resfriamento e age em materiais como madeiras, tecidos, 
papéis, borrachas, plásticos e fibras orgânicas. É proibido o seu uso 
para incêndios de classe B e C.
b) Classe B - Classe de incêndio em equipamentos elétricos energiza-
dos. A extinção deve ser feita por agente extintor que não conduza ele-
tricidade. Qualquer incêndio envolvendo equipamentos; materiais ener-
gizados. Alguns combustíveis energizados (aqueles que não possuem 
algum tipo de armazenador de energia) podem se tornar classe A ou B, 
se for desligado da rede elétrica.
c) Classe C - Ocorre quando a queima acontece em líquidos inflamá-
veis, graxas e gases combustíveis. Incêndio de líquidos combustíveis 
(tintas, gordura, solventes, naftas, etc.). Para a sua extinção, é necessá-
rio eliminar o oxigênio ou interromper a reação em cadeia que se produz 
durante a combustão. Usam-se extintores BC, ABC, AFFF (espuma).
d) Classe D - Classe de incêndio em equipamentos elétricos energiza-
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dos. A extinção deve ser feita por agente extintor que não conduza ele-
tricidade. Qualquer incêndio envolvendo equipamentos; materiais ener-
gizados. Alguns combustíveis energizados (aqueles que não possuem 
algum tipo de armazenador de energia) podem se tornar classe A ou B, 
se for desligado da rede elétrica.
NA MÍDIA
PARA ESPECIALISTA, FALHA EM SISTEMA ANTICHAMAS EX-
PLICA GRAVIDADE DE INCÊNDIO - CRÉDITO: CAMPO GRANDE 
NEWS 
Pelo menos quatro erros foram cometidos pela administração do Ataca-
dão da AvenidaDuque de Caxias, em Campo Grande, que foi consumido 
pelo fogo ontem. Engenheiro especialista em segurança contra incêndio 
analisou imagens que correram as redes sociais e afirma que o fogo não 
foi controlado a tempo por falta de manutenção do sistema de combate.
Mário Borges é engenheiro civil e presta consultoria na implantação em 
sistema de segurança contra incêndio. Para ele, houve uma sequência 
de falhas que culminaram na destruição do prédio, que foi inaugurado 
em março de 2012. 
Fonte: Campo Grande News
Data: 14/09/2020
Leia na íntegra em: https://www.campograndenews.com.br/cidades/
capital/para-especialista-falha-em-sistema-antichamas-explica-gravida-
de-de-incendio
NA PRÁTICA
CARGA DE INCÊNDIO NAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO
Neste trabalho de conclusão de curso intitulado de “EXIGÊNCIAS BÁSICAS 
DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO: Um estudo de caso no Instituto de 
Química da UFRN” foi analisada a severidade das consequências dos incên-
dios estampadas nas tragédias presentes na história do Brasil e os recentes 
casos de incêndio envolvendo entidades públicas e privadas que demonstra-
ram o déficit ainda existente quanto a proteção contra incêndio. Destacou-se 
que tais situações podem sim ser mitigadas através da utilização correta de 
procedimentos, bem como atualizações e adequações às normas, a fim de 
garantir a segurança e a preservação da vida e do patrimônio. 
Fonte: http://dep.ct.ufrn.br/wp-content/uploads/2019/04/EXIG%-
C3%8ANCIAS-B%C3%81SICAS-DE-SEGURAN%C3%87A-CONTRA-
-INC%C3%8ANDIO.pdf
PARA SABER MAIS
Filme sobre o assunto: O impossível (2017)
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POSICIONAMENTO QUANTO ÀS NORMAS DE SEGURANÇA
O conjunto de normas de segurança e medicina do trabalho é 
bastante claro quanto à obrigação das empresas na adoção de medi-
das preventivas de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais no 
ambiente organizacional, e quanto aos empregados, cabe o dever de 
cumprimento das instruções expedidas pelo empregador, constituindo 
ato faltoso, a recusa injustificada.
Realização de atividades de conscientização, educação, capa-
citação e orientação: todos os usuários das edificações (sem exceção) 
deveriam receber treinamentos básicos de uso de equipamentos, como 
se comportar num momento de um princípio de incêndio, como evitar o 
pânico, exercícios simulados de evacuação e alerta, combate preliminar 
DOENÇAS DO TRABALHO RELACIONADAS
À ENGENHARIA DE SEGURANÇA CONTRA 
INCÊNDIO
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ao fogo, etc. 
As organizações estão enfrentando um ambiente repleto de 
mudanças e complexidades que interferem profundamente no desem-
penho da produção, no ciclo de vida dos produtos e na velocidade de 
modernização de produtos e processos (MELHADO, 1998).
A internacionalização dos mercados tem aumentado a compe-
titividade entre as empresas, o que as tem conduzido a se empenharem 
em projetos que possam aumentar suas chances de sobrevivência, tal 
como o desenvolvimento de sistemas de gestão normatizados. Porém, 
para alcançar bons resultados, estes projetos precisam ser adequada-
mente planejados, organizados, monitorados, controlados e avaliados 
(MELHADO, 1998).
Nas indústrias brasileiras, o efeito causado por fatores de se-
gurança tem sido constantemente debatido. No entanto, os métodos 
mecânicos de controle não têm sido suficientes para cobrir todas as ne-
cessidades das organizações para a redução dos índices de acidentes.
Para Oliveira (2011, p.1): “Integra o conceito de acidente o fato 
lesivo à saúde física ou mental, o nexo causal entre este e o trabalho e a 
redução da capacidade laborativa”. Os programas de prevenção devem 
ressaltar a obrigatoriedade do cumprimento das normas de segurança 
e medicina do trabalho juntamente com ações motivacionais que enal-
teçam a prevenção como forma de proteção à vida do trabalhador, de 
forma a integrar toda a organização, pois os acidentes comprometem 
não só a capacidade laborativa do trabalhador como a produtividade e 
a boa imagem da empresa.
No caso das equipes de prevenção e combate a incêndios de-
vem operar nas empresas e em estabelecimento ter equipes (compostas 
por funcionários da própria edificação) preparadas e treinadas para agir 
no momento de um sinistro; pessoas adestradas para o uso correto dos 
equipamentos; brigadas de incêndios, composição de SESMT’s (Segu-
rança e Medicina do Trabalho) para aplicar os conhecimentos relativos à 
prevenção e combate a incêndios e explosões nas edificações, composi-
ção de CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), etc.
A previdência social é amplamente afetada pela falta de gestão 
de riscos nas organizações, e um volume cada vez maior de recursos é 
despendido em decorrência do grande número de acidentes nas organiza-
ções. O estudo da representação social do risco permite ampliar o campo 
de análise dos fatores que contribuem para a ocorrência de acidentes.
No âmbito jurídico, define o acidente de trabalho como sendo 
um evento danoso, resultado do exercício do trabalho, que provoca no 
empregado, direta ou indiretamente, lesão corporal, perturbação funcio-
nal ou doença que determine morte, perda total ou parcial, permanente 
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ou temporária, da capacidade para o trabalho (AIChE/CCPS, 2007).
Conforme o art. 19 da Lei 8.213 o acidente de trabalho ca-
racteriza-se pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo 
exercício do trabalho dos segurados em que provocam lesão corporal 
ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, 
permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho: 
§ 1º A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e 
individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador. 
§ 2º Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de 
cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho.
§ 3º É dever da empresa prestar informações pormenorizadas sobre os 
riscos da operação a executar e do produto a manipular
(BRASIL, 1991)
Relacionando as causas dos acidentes de trabalho com as falhas 
no processo de trabalho, Oliveira et al (2012), diz que as fontes de falhas 
são numerosas e originam-se da própria organização ou em seu ambien-
te. Pode-se atribuir como fonte do acidente as falhas no processo, não se 
resumindo a essas, pois geralmente são determinadas por um ou mais 
fatores, como desgaste de diversos mecanismos, isolado ou não, seus di-
versos modos de falha, condições ambientais, administrativas e comporta-
mentais, que em combinação ou isolado propiciam ao evento indesejado. 
Através do estudo das condições reais do trabalho que se torna possível 
desvendar a origem dos problemas de saúde dos trabalhadores e, mais 
ainda, que cada coletivo de trabalhadores traz em si um perfil peculiar de 
desgaste em função do ambiente de trabalho. (OLIVEIRA ET AL, 2012)
Para Llory (1999), discutir sobre a estagnação dos meios de pre-
venção de acidentes, afirma que é preciso direcionar o interesse dos espe-
cialistas e responsáveis pela prevenção para a análise do cotidiano, para 
o comum das situações de trabalho, em que se constroem, ao mesmo 
tempo, as situações de risco e o controle. É necessária uma aproximação 
da realidade vivida pelos trabalhadores, uma descrição do trabalho que 
contextualize as ações e os comportamentos, de forma a evidenciar a dis-
tância entre trabalho prescrito e real, os modos de regular essa distância, 
os compromissos que são estabelecidos, as dificuldades de trabalho, as 
estratégias coletivas de enfrentamento dos riscos. Assim, torna-se impe-
rativo conhecer o processo de trabalho para, a partir daí, compreender o 
gerenciamento de riscos no campo real do trabalho (LLORY,1999).
É premente que as organizações tenham um modelo alternativo 
na gestão do risco e a proposta baseada nas representações sociais se 
apresenta de forma abrangente, pois não delimita o sujeito a um modelo 
mecânico de avaliação, conformando-o e esperando dele uma resposta 
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implícita e subserviente. No caso de acidente de trabalho, a empresa 
ainda tem que respeitar o artigo 118 da Lei 8.213 de 27 de julho de 
1991: “O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantido, pelo 
prazo mínimo de doze meses, a manutenção do seu contrato de tra-
balho na empresa [...]” o que pode causar queda na produtividade em 
função da desmotivação do trabalhador por considerar-se estável, pois 
a preocupação com a eficiência, que está intimamente ligada ao melho-
ramento contínuo, pode sofrer queda.
Os acidentes de trabalho podem causar sofrimento físico, incapa-
cidade para o trabalho e a morte do trabalhador, causa desgaste na ima-
gem da empresa, gastos com primeiros socorros, danos ou perdas mate-
riais e queda na produtividade, em função do afastamento do funcionário. 
Para Lorry (1999): “Não existe acidente sem efeito nocivo. Aci-
dente é fato, súbito e involuntário, de efeitos nocivos. O evento causado 
pelo trabalho, deve dessa maneira, produzir um dano (efeito imediato), 
que consiste na lesão corporal ou perturbação funcional”.
Incapacidade Permanente
A aposentadoria por invalidez está condicionada ao afastamen-
to de todas as atividades. Trata-se, portanto, de um benefício provisório, 
que será pago enquanto permanecer a incapacidade permanente do 
aposentado para o labor. Como bem destaca Lorry (1999): “não há na 
lei previdenciária prazo de duração para a efetivação da aposentadoria 
por invalidez”. Ainda Martins (2009, p. 330) assevera que: 
[...] a aposentadoria por invalidez, de modo geral, é provisória. Ela só será de-
finitiva quando o médico assim entender, pois o segurado não é mais susce-
tível de recuperação. Passados cinco anos da concessão da aposentadoria 
por invalidez, não importa que ela venha a ser definitiva, pois o trabalhador 
pode se recuperar. A necessidade social do benefício decorre da incapacida-
de laboral total e definitiva para o trabalho, impedindo a subsistência digna 
do segurado e a de seus familiares. 
Segundo Ibrahim (2009, p. 526), a princípio, é de se estranhar 
a previsão de recuperação (total ou parcial) de capacidade laborativa do 
aposentado por invalidez. Entretanto, como a medicina evoluiu a cada 
dia, com novos medicamentos e tratamentos mais eficazes, é possível 
que o segurado, hoje inválido, venha a recuperar alguma capacidade la-
borativa em futuro próximo. Daí a reversibilidade deste benefício, o que 
justifica a manutenção das perícias periódicas e tratamento obrigatório 
mesmo após a aposentação.
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Incapacidade Permanente Parcial
Quando o trabalhador possui incapacidade parcial e perma-
nente decorrente de acidente, do trabalho ou não, que limita ou dificulta 
o exercício de suas atividades profissionais, poderá receber o auxílio 
acidente, ou seja, quem estiver trabalhando e teve sua capacidade fun-
cional reduzida ou limitada poderá receber ao mesmo tempo o salário 
e o benefício. A lei garante isso. O melhor de tudo é que esses valores 
serão somados à futura aposentadoria do segurado.
Incapacidade Temporária
É a perda total da capacidade produtiva por um período de até 
um ano. No retorno, a capacidade funcional é total, sem restrições (ME-
LHADO, 1998). As incapacidades temporárias para trabalho são fixadas 
pela perícia médico-pericial: data de Início da Incapacidade - DII e data 
de Início da doença - DID. A data de Início da incapacidade - DII é um dos 
marcos mais importantes para a análise do direito ao benefício de auxílio-
-doença, uma vez que é a data utilizada para aferir se o segurado possuía 
qualidade de segurado e se cumpre a carência prevista, se for o caso.
Em suma, a duração da incapacidade pode ser temporária ou per-
manente. Enquanto a incapacidade temporária é passageira para a qual se 
espera a recuperação da aptidão para o trabalho, a permanente é aquela 
insuscetível de recuperação em prazo previsível. Marina Vasques Duarte, 
discorrendo sobre o tema, diferencia o auxílio-doença da aposentadoria 
por invalidez, mencionando que a incapacidade que dá direito ao primeiro é 
“temporária (seja parcial ou total) e não permanente e total, como se exige 
para concessão de aposentadoria por invalidez. O prognóstico é de que 
haja recuperação para a atividade habitual ou reabilitação para outra”.
A Engenharia de Segurança tem como objetivo atender o con-
junto de exigências para que engenheiros e arquitetos possam atuar 
como engenheiros de segurança do trabalho. Quanto às doenças rela-
cionadas a essa categoria profissional, decorrem da exposição a agen-
tes físicos, químicos e biológicos que agridem o organismo humano. 
Têm no trabalho a sua causa única (BRASIL, 1991). A Fundamentação 
tanto da Doença do Trabalho quanto da Doença Ocupacional está na 
Lei 8213 de 24/07/91, artigo 20, itens 1 e 2. Esse mesmo item da lei 
garante que tanto a Doença do Trabalho como a Doença Ocupacional 
são considerados acidente de trabalho. (BRASIL, 1991)
Doença profissional, assim entendida a produzida ou desen-
cadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e 
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constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e 
da Previdência Social; Doença do trabalho, assim entendida a adquirida 
ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho 
é realizado e com ele se relacione diretamente. 
As áreas nas quais ocorrem mais acidentes são a construção 
civil e o setor de serviços. Na construção, o último dado sobre óbitos é 
de 2009, quando 395 trabalhadores morreram em serviço. Todavia, o 
número pode ser maior, já que, em muitos casos, a certidão de óbito 
não contém a causa exata da morte, nem o local onde ocorreu. 
Já entre o setor de serviços, as maiores vítimas de acidentes 
fatais ou incapacitantes são os motoristas profissionais, com destaque 
para condutores de caminhões e carretas. De acordo com dados do Sis-
tema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, desde 
2010, ocorrem, em média, 15 mil acidentes envolvendo motoristas do 
transporte de cargas, com 1,5 mil mortes por ano (OLIVEIRA, 2012). 
DOENÇAS RELACIONADAS À ENGENHARIA DE SEGURANÇA 
CONTRA INCÊNDIO
Referente às doenças relacionadas os profissionais da Enge-
nharia de Segurança, podemos citar os bombeiros que estão sujeitos 
constantemente a riscos psicossociais e biológicos. O intenso trabalho 
e anos de dedicação ao ofício são fatores potenciais para o surgimento 
de diversas doenças relacionadas às atividades. Como a lombalgia com 
ciática, transtornos de discos lombares e de outros discos intervertebrais 
com radiculopatia, problemas internos de joelho, episódios depressivos 
graves com sintomas psicóticos e a dor lombar (MELHADO, 1998).
Doença ocupacional é toda e qualquer disfunção (ou distúrbio) 
no corpo causada pela alteração na saúde de qualquer empregado, em 
qualquer setor de serviço. Ela pode surgir de danos vindos de tarefas 
simples ou complexas e sempre está relacionada ao tipo de função que 
o trabalhador exerce.
A doença pode ser contraída por meio da exposição do paciente 
a agentes nocivos à saúde — quando expostos sem proteção ou em ní-
veis acima dos tolerados pela lei por períodos curtos, médios ou longos. 
Esses agentes podem ser radioativos; físicos; biológicos; químicos.
Agentes Radioativos
Lesões dos tecidos por radiações ionizantes variam de acordo54
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com a quantidade da radiação, extensão da exposição, tipo da radiação 
e a parte do corpo que foi exposta. Os sintomas podem ser locais (p. ex., 
queimaduras) ou sistêmicos (p. ex., doença aguda da radiação). O diag-
nóstico é feito por histórico da exposição e, às vezes, uso de contador 
de Geiger para identificar partículas alfa. O tratamento foca as lesões 
traumáticas associadas, assepsia, medidas de suporte e exposição mí-
nima dos profissionais da saúde. Pacientes com grave doença aguda 
da radiação são colocados em isolamento reverso e recebem suporte 
para a medula. Inibidores de recaptação ou agentes quelantes podem 
ser úteis no tratamento de contaminação interna com radionucleotídios 
específicos. O prognóstico é estimado pelo tempo entre a exposição e o 
início dos sintomas, a gravidade e pela contagem de linfócitos durante 
as 24 a 72 h iniciais (MELHADO, 1998).
Físicos – Prevenção de Doenças Cardiovasculares 
O Treinamento Físico Militar à base de exercícios funcionais, a 
fim de proporcionar ao bombeiro militar praticante diversos benefícios 
da saúde individual, como por exemplo: combate a obesidade, melho-
ra na circulação sanguínea, aumento do metabolismo celular, fortaleci-
mento do sistema imunológico, diminuição dos riscos de doenças car-
diovasculares, maior resistência nos ossos, melhora na coordenação 
dos movimentos musculares, elevação do nível de equilíbrio corporal.
Agente Biológicos
Este dado está associado não só à origem do hospedeiro do 
agente biológico (humano ou animal, infectado ou não) como também à 
localização geográfica (áreas endêmicas, etc.). A exposição aos riscos 
ocupacionais e o adoecimento na atividade do bombeiro, para a maioria 
dos sujeitos, as exposições aos riscos físicos, pelo contato com o fogo, 
e aos biológicos, são prevalentes no exercício da profissão. A exposição 
ao sangue e fluidos causa muita apreensão nos trabalhadores, devido 
ao risco de transmissão de infecções como hepatites e aids. Outros ris-
cos citados foram os ergonômicos e de acidentes: 
Bombeiro Militar: [...] uma pessoa é soropositiva, estás exposto 
a ela e não sabe, e a pessoa também não irá manifestar-se em dizer; 
então são esses casos que presencio. No incêndio faltam um equipa-
mento de respiração, principalmente fogo em vegetação rasteira. (En-
trevista - Nunes DA, Fontana RT, 2011).
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Para os bombeiros exercer a profissão é sinônimo de colocar-
-se frequentemente diante de situações de perigo a própria vida ou de 
outrem sobre a pressão de riscos e de ocorrências que não podem ser 
controladas e conviver com a necessidade de da as respostas rápidas 
e adequadas em situações extremas. Como se isso não bastasse os 
profissionais em questão, ainda que considerados heróis, lidam com o 
sofrimento das pessoas que atendem e são acometidos do sentimento 
de impotência e frustação por nem sempre realizar o que deles é espe-
rado: salvar vidas (OLIVEIRA, 2012).
A qualidade é, antes de tudo, uma questão de atitude. Quem 
faz e garante a qualidade são as pessoas, muito mais do que o sistema, 
as ferramentas e os métodos de trabalho. Assim, um programa de QVT 
deve atingir todos os níveis, direcionando esforços para a canalização 
da energia disponível para o comprometimento humano. Neste sentido, 
os serviços de acolhimento e cuidados às pessoas em iminente perigo 
de vida, merecem uma especial atenção, posto que, nos últimos anos, 
passaram por um grande desenvolvimento. 
A expansão dos serviços de produção de cuidados favoreceu, 
paradoxalmente, maior visibilidade das formas de adoecimento no tra-
balho, ocasionados pela exposição às condições insalubres, sobre-
carga física, psíquica, intensificação do ritmo de trabalho, entre outras 
(OLIVEIRA, 2012).
A literatura ressalta a importância de pensar sobre os agravos 
decorrentes de acidentes e violência no trabalho perante a gravidade 
deles sobre a população. Oliveira (2012) compreende o acidente como 
uma forma de violência impõe à área de saúde do trabalhador novas re-
lações no interior da Saúde Pública, bem como interfaces disciplinares 
e setoriais. Os autores mencionam a magnitude da mortalidade em fun-
ção de violências no trabalho na sociedade, salientando a precariedade 
do reconhecimento e registro nos sistemas de informação
O bombeiro militar com a dinâmica trabalho/saúde, inferir que 
o trabalho sofre alterações em função do contexto social, econômico e 
político. Consequentemente, tendem a despertar sentimentos parado-
xais nos sujeitos, os quais podem representar tanto vida, realização, 
emoção e ação, como podem conduzir as degradações, doença e morte 
(OLIVEIRA, 2012). 
Ainda existe uma dificuldade em fazer o nexo da doença com o 
trabalho, o que resulta em uma subnotificação dos casos. No acidente tí-
pico, a lesão é evidente e compatível com o relato da vítima, e dificilmente 
há dúvida quanto à relação entre a ocorrência e o trabalho. Nas doenças 
ocupacionais, não”. Segundo ele, o diagnóstico é mais subjetivo e, além 
de realizar a análise clínica, é preciso observar se o trabalho teve ou não 
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influência no desencadeamento ou agravamento dos sintomas. 
Figura 8 – Pirâmide e nomenclatura - Hierarquia das Medidas de Controle de 
Riscos no Trabalho
Fonte: NIOSH, 2016.
Prevenção das Doenças dos Profissionais
A Hierarquia das Medidas de Controle de Riscos no Trabalho 
abrange a eliminação e a substituição dos agentes, processos e materiais 
perigosos; o controle de Engenharia que visa mudanças físicas no proces-
so e na trajetória de propagação dos materiais e energias; os controles 
administrativos que se fundamentam em práticas de gestão do trabalho; e, 
por último, os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) que constituem 
a última barreira para a proteção do trabalhador, acarretam desconforto e 
não devem ser vistos como a melhor opção (MELHADO, 1998).
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Figura 9 – Tipos doenças ocupacionais
Fonte: (MELHADO, 1998)
Abaixo, na figura 10 é possível observar os tipos de equipa-
mentos de proteção individual (EPI):
Figura 10 – Tipos de equipamentos de proteção individual
Fonte: (MELHADO, 1998)
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ATUAÇÃO DO ENGENHEIRO DE SEGURANÇA
O auditor-fiscal e médico do Trabalho Jeferson Seidler, que 
atua no Departamento de Saúde e Segurança no Trabalho da Secreta-
ria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho, explica que 
grande parte das doenças ocupacionais registradas não são reconheci-
das pelas empresas, mas sim pela perícia médica do INSS, ou seja, são 
registros sem emissão da CAT, documento utilizado para reconhecer 
tanto um acidente de trabalho ou de trajeto quanto uma doença ocupa-
cional (MELHADO, 1998). 
De acordo com Melhado (1998), o profissional de engenharia e 
segurança do trabalho poderá atuar na área de consultoria às empresas, 
ser perito judicial e/ou assistente nas questões trabalhistas, fazer parte do 
Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT.
O engenheiro de segurança do trabalho é o profissional que visa 
a proteção do trabalhador em todas as instâncias de sua atuação dentro 
de uma empresa. É ele quem analisa o ambiente de trabalho, segundo as 
condições de higiene, segurança e verifica se as normas do Ministério do 
Trabalho estão sendo cumpridas, para que o trabalhador não seja explo-
rado ou tratado de forma sub-humana pelos seus empregadores.Tem como objetivo prevenir a ocorrência de acidentes e doenças 
dentro da empresa. As responsabilidades do Engenheiro de Segurança 
do Trabalho, enquanto integrante do Serviço Especializado em Seguran-
ça e Medicina do Trabalho – SESMT -, estão estabelecidas na Norma 
Regulamentadora nº 4, entre as quais destacam-se: - aplicar os conheci-
mentos de engenharia de segurança do trabalho ao ambiente de trabalho 
e a todos os seus componentes, inclusive máquinas e equipamentos, de 
modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalha-
dor; - determinar, quando esgotados todos os meios conhecidos para a 
eliminação do risco e este persistir, mesmo reduzido, na utilização, pelo 
trabalhador, de Equipamentos de Proteção Individual - EPI, de acordo 
com o que determina a NR 6, desde que a concentração, a intensidade 
ou característica do agente assim o exija, entre outras atribuições.
É bem verdade que o engenheiro de segurança é tido como 
um técnico analítica de segurança que consiste na análise realizada por 
observação direta das instalações, equipamentos e processos de pro-
dução para identificar os perigos existentes e avaliar os riscos no local 
de trabalho. Quando falamos de instalações, equipamentos, máquinas 
e processos de produção, referimo-nos não só às suas condições e 
características técnicas, mas também às metodologias de trabalho, às 
atitudes e comportamentos humanos, à aptidão dos trabalhadores para 
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o trabalho que desempenham e ao sistema organizacional.
Desse modo, segundo Melhado (1998), o principal objetivo do 
engenheiro de segurança é o de garantir o cumprimento das medidas 
preventivas e detectar situações de risco antes que causem danos. A 
realização da inspeção pelo engenheiro de segurança e saúde ocupa-
cional pode atender aos seguintes objetivos, segundo Melhado (1998):
- Verificar os Perigos:
A detecção de perigos que não foram descobertos durante a 
análise do trabalho ou tarefa torna-se aparente quando o local de traba-
lho é inspecionado e os trabalhadores são observados.
- Identificar Deficiências nas Equipes de Trabalho
Essas deficiências podem ser causadas por desgaste normal, 
bem como abuso ou maus-tratos do equipamento. As inspeções do en-
genheiro ajudam a descobrir se o equipamento se desgastou até o li-
mite de sua condição; se sua capacidade for deficiente ou se tiver sido 
usada de maneira inadequada.
- Reportar Ações Impróprias
Identificar ações inadequadas por parte dos trabalhadores que 
podem ter consequências. Como as inspeções incluem as condições 
do local e as práticas de trabalho, elas ajudam a detectar métodos e 
práticas com potencial de causar danos.
- Detectar Efeitos de Mudanças
Identificar os efeitos indesejados das mudanças introduzidas no 
processo de produção ou materiais. Os processos geralmente mudam em 
relação ao projeto original. À medida que materiais diferentes ficam dispo-
níveis ou quando os materiais originais ou peças sobressalentes acabam, 
são feitas alterações. Essas mudanças ocorrem gradualmente e seus efei-
tos podem passar despercebidos até que uma inspeção os revele.
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- Demonstrar o Compromisso Assumido pela Gestão
Através desta atividade que incentiva o contato e a demonstração 
do interesse pela Saúde e Segurança de pessoal, direção e chefias, en-
volvendo-se em atividades de fiscalização, detecção e correção. Sua fina-
lidade direta é, portanto, determinar os atos inseguros e as condições pe-
rigosas que se apresentam na execução da obra em ordem, corrigindo as 
circunstâncias perigosas, para eliminar o risco, ou se isso não for possível, 
para controlar os fatores de risco para conseguir que o grau de perigo não 
exceda o que poderia ser chamado de grau de risco tolerado ou admitido.
Como já visto, as inspeções de segurança nas empresas são rea-
lizadas pelos engenheiros que têm como função garantir o cumprimento 
das normas da empresa em matéria de segurança e saúde ocupacional. 
Portanto, entre suas funções podemos encontrar, segundo Melhado (1998):
• Monitorar a conformidade com os regulamentos de segurança;
• Treinar e relatar sobre os programas de segurança do traba-
lho implantados na empresa;
• Colaborar no desenvolvimento dos procedimentos de traba-
lho, garantindo o seu cumprimento.
• Promover a ordem e a limpeza nos locais de trabalho;
• Incentivar uma cultura preventiva entre os trabalhadores;
• Relatar sobre o uso correto e manutenção dos equipamentos 
de trabalho;
• Notificar sobre a obrigatoriedade de uso de equipamentos de 
proteção individual e coletiva;
• Comunicar à gerência as deficiências detectadas;
• Colaborar na investigação de acidentes de trabalho;
• Divulgar as medidas emergenciais previstas no plano de 
emergência da empresa;
• Revisar a localização correta do equipamento de extinção de 
incêndio, bem como sua localização correta;
• Verificar o conteúdo do kit de primeiros socorros. (Fig 11.)
Figura 11 – Kit de primeiros socorros para incêndio
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Fonte: (MELHADO, 1998)
É verdade que em nosso país não há muita cultura, por parte dos 
trabalhadores, de se preocupar ativamente com este importante aspecto. 
No entanto, existem outros países em que não só os trabalha-dores, mas 
também os gestores, o aplicam de forma obrigatória. Exemplo disso são 
os modelos de muitas empresas japonesas, que, antes de iniciarem seus 
turnos de trabalho, realizam exercícios juntos para tonificar o corpo e, ao 
mesmo tempo, se preparar para a atividade a ser realizada. 
O problema fundamental é que ainda não é visto como um fa-
tor essencial que, qualquer atividade laboral, seja ela qual for, implica 
em desgastes físicos e psicológicos, por isso é importante nos cuidar-
mos nesses aspectos para sermos iguais ou mais produtivo e, ao mesmo 
tempo, ser mais saudáveis e equilibrados do ponto de vista psicológico. 
Por fim, para o desempenho de suas funções, os engenheiros devem ter 
conhecimentos específicos sobre prevenção de riscos ocupacionais. Em 
suma, deve ter capacidade suficiente para exercer sua função preventiva.
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2020 Banca: IDIB Órgão: Câmara de Ouricuri - PE Prova: 
Agente Administrativo
Higiene do trabalho é uma parte da medicina do trabalho restrita 
às medidas preventivas, que visa proteger o trabalhador, prevendo 
ativamente os perigos que, para a saúde física ou psíquica, se ori-
ginam do trabalho. Assinale a assertiva incorreta.
a) Os riscos ambientais são agentes físicos, químicos e biológicos exis-
tentes nos ambientes de trabalho capazes de causar danos à saúde do 
trabalhador, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e 
tempo de exposição.
b) Agentes químicos são as diversas formas de energia a que possam 
estar expostos os trabalhadores, tais como ruídos, vibrações, pressões 
anormais, temperaturas extremas (calor e frio) e radiações
c) São considerados riscos produtivos de ambiente aqueles que se re-
ferem aos provenientes de ação agressiva dos produtos e do ambiente, 
como presença de gases, ruído, calor, dentre outros.
d) Na determinação dos riscos, sempre deve ser considerado o estudo 
do ambiente de trabalho através de levantamentos qualitativos, quanti-
tativos, tempo real de exposição e susceptibilidades individuais.
QUESTÃO 2
Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: EBSERH Prova: Técnico em Se-
gurança do Trabalho
Qual das alternativas a seguir relaciona corretamente o tipo de ris-
co ao agente?
a) Risco físico – ruído.
b) Risco químico – radiação.
c)Risco biológico – fumo metálico.
d) Risco físico – postura inadequada.
e) Risco de acidente – frio.
QUESTÃO 3
Ano: 2019 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Itaporanga - PB 
Prova: Engenheiro de Segurança do Trabalho
Os riscos biológicos devem ser representados no mapa de riscos 
com a cor:
a) Marrom.
b) Azul.
c) Vermelha.
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d) Verde.
e) Amarela.
QUESTÃO 4
Ano: 2020 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de Novo 
Hamburgo - RS Prova: Médico do Trabalho
Assinale a alternativa correta em relação à exposição a agentes 
causadores de danos à saúde.
a) A NR 8 define que agentes ambientais presentes no ambiente de 
trabalho podem causar riscos ao trabalhador.
b) A insalubridade pode ser entendida como a exposição do trabalhador a 
agentes químicos, físicos e biológicos que podem causar danos à saúde.
c) A NR 16 se encarrega dos critérios de caracterização das atividades 
com agentes ambientais.
d) O pagamento do adicional de insalubridade garante a proteção dos 
trabalhadores expostos.
e) Na exposição do trabalhador aos agentes químicos, a forma de ab-
sorção mais comum é pelo trato gastrointestinal.
QUESTÃO 5
Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: UFPB Prova: Técnico 
de Laboratório - Biossegurança
Ainda sobre os mapas de risco, assinale a alternativa que apre-
senta a relação correta entre o que deve ser avaliado em cada um 
desses mapas.
a) Riscos físicos – ruídos, calor, frio, umidade, pressão.
b) Riscos químicos – presença de animais peçonhentos, iluminação ina-
dequada, explosão, quedas.
c) Riscos biológicos – levantamento de peso, ritmo de trabalho excessi-
vo, posturas inadequadas durante o trabalho.
d) Riscos acidentais – fungos, vírus, bactérias, parasitas.
e) Risco ergonômico – poeiras, fumos, gases, vapores, névoas.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Quais são os riscos para a saúde do trabalhador, em decorrência de um 
incêndio?
TREINO INÉDITO
O profissional de engenharia e segurança do trabalho poderá atuar 
nas atividades listadas abaixo. Todavia, há uma alternativa que re-
presenta uma exceção diante dessas possibilidades. Assinale a al-
ternativa incorreta.
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O profissional de engenharia e segurança do trabalho poderá atuar:
a) na área de consultoria às empresas, ser perito judicial e/ou assistente 
nas questões trabalhistas, fazer parte do Serviço Especializado de Se-
gurança e Medicina do Trabalho – SESMT.
b) na proteção do trabalhador em todas as instâncias de sua atuação 
dentro de uma empresa.
c) É ele quem analisa o ambiente de trabalho, segundo as condições 
de higiene, segurança, mas não é sua responsabilidade verificar se as 
normas do Ministério do Trabalho estão sendo cumpridas, sendo essa 
responsabilidade do inspetor.
d) na prevenção de a ocorrência de acidentes e doenças dentro da em-
presa.
NA MÍDIA
ENGENHEIROS DE SEGURANÇA DO TRABALHO PODEM TREI-
NAR BRIGADISTAS ORGÂNICOS EM TODOS OS NÍVEIS.
O Crea-MG e o Corpo de Bombeiro Militar de Minas Gerais (CBMMG) 
chegaram a um entendimento a respeito da atuação dos engenheiros 
de segurança do trabalho em cursos para formação de brigadas orgâ-
nicas. Depois de algumas reuniões para tratar do assunto, o Crea-MG 
encaminhou ofício ao CBMMG, esclarecendo, detalhadamente, sobre a 
concessão de atribuições no âmbito do Sistema Confea/Crea.
Fonte: CREA-MG
Data: 19 out. de 2020
Leia na íntegra em:
http://www.crea-mg.org.br/index.php/comunicacao/noticias/2020/
165-outubro/2117-engenheiros-de-seguranca-do-trabalho-podem-trei-
nar-brigadistas-organicos-em-todos-os-niveis
NA PRÁTICA
O PROFISSIONAL DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABA-
LHO E A PREVENÇÃO DE ACIDENTES E DOENÇAS LABORAIS
O presente artigo teve como objetivo tecer uma reflexão acerca da co-
memoração do Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. 
Precipuamente, neste dia, são divulgadas estatísticas sobre acidentes 
de trabalho e doenças ocupacionais e o quanto estas despesas oneram 
os cofres públicos. Ressalta-se que tais dados são computados somente 
através dos cadastros dos trabalhadores formais, ou seja, aqueles tra-
balhadores que possuem registro em Carteira de Trabalho e Previdência 
Social. É lastimável constatar que, com o aumento do número de postos 
de trabalho, também há o aumento de acidentes e doenças ocupacionais. 
No Estado do Paraná houve um aumento do número de acidentes de tra-
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balho no ano de 2004 para 2005, passando o referido estado a ocupar a 
terceira posição no ranking nacional. No ano de 2005, dos 491 mil aciden-
tes ocorridos no país, 36 mil foram no Paraná, sendo que o maior número 
de acidentes registrado por classe de trabalho se deu em atividades de 
atendimento hospitalar. Assim, o momento é oportuno para se definir o 
conceito de acidente de trabalho e doença ocupacional, como também 
para pensar como prevenir e tentar eliminar tais ocorrências. Para tanto, 
foi preciso proceder à revisão bibliográfica acerca do tema, bem como 
frisar a necessidade das empresas saberem da importância em contra-
tar profissionais habilitados para que estes minimizem tais problemas. 
Saliente-se a importância da Engenharia de Segurança como forma de 
contribuição nos processos industriais, ergonômicos e de gerenciamento 
nas organizações. Demonstra-se o exemplo de um grupo de hospitais da 
cidade de Curitiba, que adotou medidas de prevenção e de redução do 
número de acidentes para que mais empresas divulguem suas ações.
Fonte: Mírian Lauriano Rodrigues, Zuleide Maria Jahesch
Caderno de administração. V. 17, n. 2 (2009) 
PARA SABER MAIS
Filme sobre o assunto: Tsunami (2016)
http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/CadAdm/issue/view/447
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As construções prediais estão em grande número em basica-
mente todas as partes do país. Devido ao grande número de edifícios é 
necessária a manutenção deles para que dure o tempo correto. Instala-
ções prediais elétricas, hidráulicas, sanitárias e de incêndio devem ser 
inspecionadas periodicamente para darem segurança aos moradores. 
Hoje, a manutenção predial preventiva é realidade, principal-
mente nas instalações elétricas. A falta de manutenção nas instala-
ções mais antigas ocasiona sobrecargas, curto circuitos e até perda do 
patrimônio. Tratando-se de edifícios residenciais, de nada adianta cada 
apartamento verificar seu quadro de luz, de força e demais instalações, 
se as instalações do prédio não estiverem em ordem.
Diante da análise realizada, é possível afirmar que o ponto má-
ximo do gerenciamento de riscos de incêndio em uma instituição tangen-
cia na perspectiva da aplicação e execução dos métodos de combate a 
incêndio e pânico mais eficientes de acordo com as normas vigentes, a 
partir de dados levantados e do planejamento bem elaborado no início 
de todo o processo. 
Conclui-se que o gerenciamento e avaliação de risco contra 
incêndio são importantes no projeto de uma instalação hospitalar, indus-
trial ou residencial, bem como, em possíveis reformas. Desde as fases 
iniciais do projeto os riscos devem ser avaliados e todas as precauções 
para minimizar ou eliminar acidentes indesejáveis devem ser tomadas. 
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GABARITOS
CAPÍTULO 01
QUESTÕES DE CONCURSOS
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E D D B C
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Grupo organizado de pessoas preferencialmente voluntárias ou indica-
das, treinadas e capacitadas para atuar na prevenção e no combate ao 
princípiode incêndio, abandono de área e primeiros-socorros, dentro de 
uma área preestabelecida na planta. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS 2006, p.2).
TREINO INÉDITO 
Gabarito: F
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CAPÍTULO 02
QUESTÕES DE CONCURSOS
01 02 03 04 05
A CERTO E E C
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Para combater o fogo de imediato nos primeiros cinco minutos é es-
sencial que você saiba alguns princípios básicos. Vamos listar algumas 
dicas abaixo.
• Dar o alarme de incêndio;
• Desligar a energia elétrica;
• Acionar os bombeiros;
• Saber avaliar o incêndio.
Fonte: NR23
TREINO INÉDITO
Gabarito: A
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CAPÍTULO 03
QUESTÕES DE CONCURSOS
01 02 03 04 05
B A A B A
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Existem muitas substâncias químicas que podem provocar explosões 
e incêndio. Muitas delas são nossas conhecidas como a gasolina, o 
álcool, vários solventes. Nestas situações que são caracterizadas como 
acidentes, podem também ocorrer danos a saúde, provocando queima-
duras, ferimentos diversos e até a morte. Estes acidentes podem cau-
sar ainda graves danos materiais, como destruição de equipamentos, 
imóveis e outros. São ainda responsáveis pela maioria dos chamados 
acidentes ampliados, que são acidentes cujas consequências ultrapas-
sam os muros do local de trabalho, causando danos à população que 
vive em torno da empresa e o meio ambiente.
Os incêndios ainda podem ser responsáveis por danos à saúde provo-
cados pelos produtos de decomposição das substâncias que se queima-
ram. Alguns plásticos liberam gases altamente tóxicos na queima como o 
gás cianídrico, que era utilizado nas câmaras de gás da segunda guerra 
mundial, o monóxido de carbono e outros. Os plásticos e alguns outros 
produtos como os solventes clorados, isto é, que contém cloro na compo-
sição química, como o percloroetileno, formam um gás muito tóxico cha-
mado fosgênio. Estes produtos clorados podem também formar outras 
substâncias muito tóxicas, que são chamadas de dioxinas e que ficam no 
ambiente por muito tempo. Elas são formadas nos incêndios envolvendo 
estes produtos, mas também podem ser formadas nos incineradores.
Riscos devido a substâncias químicas
Fonte: Nilton Benedito Franco Freitas
Data: sem data
http://www.coshnetwork.org/sites/default/files/caderno2%20risco%20
quimico.pdf
TREINO INÉDITO
Gabarito: C
http://www.coshnetwork.org/sites/default/files/caderno2%20risco%20quimico.pdf
http://www.coshnetwork.org/sites/default/files/caderno2%20risco%20quimico.pdf
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https://cetesb.sp.gov.br/wp-content/uploads/2013/11/P4261-revisada.pdf
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Metodologia TenStep PB, combina a metodologia TenStep PGP (Pro-
cesso de Gerenciamento de Projetos) com o PMBOK. Material aberto 
disponível publicamente: Seção 2.0 - Ciclo de Vida e Organização do 
Projeto, Seção 5.0 - Gerenciamento do Escopo do Projeto.
NIOSH. 2016. “Method 2016: Formaldehyde,” Issue 2. NIOSH Manual 
of Analytical Methods, Third Supplement. DHHS (NIOSH) Publication 
No. 2003-154. Washington, DC.
NR 22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração – Disponível 
em: http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatiza-
cao/normas-regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-22-seguran-
ca-e-saude-ocupacional-na-mineracao
OLIVEIRA, J. H. R. Gerenciamento de Riscos para a Área de Manu-
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OLIVEIRA, UALISON RÉBULA; MARINS, FERNANDO AUGUSTO SIL-
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mar. 2021.
PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0421051/CA.
ROXO, M. (2006). Segurança e Saúde do Trabalho: Avaliação e Con-
trolo de Riscos – 2ª Edição. Coimbra: Almedina.
http://www.multka.com/download/S1.pdf
http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas-regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-22-seguranca-e-saude-ocupacional-na-mineracao
http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas-regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-22-seguranca-e-saude-ocupacional-na-mineracao
http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas-regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-22-seguranca-e-saude-ocupacional-na-mineracao
https://www.pmi.org/
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	_Hlk12781987
	_Hlk12429047
	_Hlk66799932de processo, baseada no risco. Por 
outro lado, também serão abordados os riscos e a manutenção aplicada 
em relação ao incêndio.
Ademais, discorremos a respeito das peculiaridades da NBR 
14037 seu uso, operação e manutenção, direcionado aos construtores 
e incorporadores. Por fim, abordaremos acerca das doenças do traba-
lho relacionadas à engenharia de segurança contra incêndio.
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GERENCIAMENTO DE RISCOS
Os conceitos sobre este tema não variam substancialmente, 
a grande maioria dos autores concorda com sua apreciação e concei-
tuação. O gerenciamento de riscoso contra incêndio e pânico é consi-
derado um processo social que tem como objetivo final a prevenção, 
redução e controle permanente dos fatores de risco de desastres na 
sociedade, bem como a preparação e resposta adequadas às situações 
de desastre, considerando as políticas nacionais, com especial ênfase 
nas de ordem econômica, ambiental, segurança, defesa nacional e ter-
ritorial de forma sustentável. (OLIVEIRA, 2011)
A Gestão de Risco de Desastres inclui três instâncias, a saber, 
segundo Oliveira (2011): 
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GERENCIAMENTO DE RISCOS CONTRA
INCÊNDIO E PÂNICO
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• Prospectiva: envolve a abordagem de medidas e ações no 
planejamento do desenvolvimento para evitar a criação de novas con-
dições de risco. 
• Reativa: envolve a preparação e resposta a emergências.
Abaixo detalhamos cada uma dessas instâncias, de acordo 
com Oliveira (2011): 
Ameaça: um fenômeno, substância, atividade humana ou con-
dição perigosa que pode causar morte, ferimentos ou outros impactos à 
saúde, bem como danos à propriedade, perda de meios de subsistência 
e serviços, desordens sociais e danos econômicos ou ambientais:
Afetada: pessoa que sofreu a perda dos serviços básicos da 
comunidade. Basicamente, requer assistência social.
Ameaça natural: um processo ou fenômeno natural que pode 
causar morte, ferimentos ou outros impactos à saúde, bem como danos 
à propriedade, perda de meios de subsistência e serviços, perturbação 
social e econômica ou dano ambiental. 
Ameaça sócio-natural: o fenômeno de uma maior ocorrência 
de eventos relacionados a certas ameaças geofísicas e hidrometeo-
rológicas, tais como avalanches, inundações, subsidência de terras e 
secas, que surgem da interação de riscos naturais com solos e superex-
plorados ou degradados recursos ambientais. 
Ameaça tecnológica: uma ameaça decorrente de condições 
tecnológicas ou industriais, incluindo acidentes, procedimentos peri-
gosos, falhas de infraestrutura ou atividades humanas específicas que 
podem causar morte, ferimentos, doenças ou outros impactos à saúde, 
bem como danos à propriedade, perda de meios de subsistência e ser-
viços, perturbação social ou econômica ou danos ambientais. 
Abrigo temporário: infra-estruturas geralmente de ordem públi-
ca, que estão condicionadas a receber evacuados por curtos períodos 
de tempo. 
Capacidade: a combinação de forças, atributos e recursos dis-
poníveis dentro de uma comunidade, sociedade ou organização que 
podem ser usados para atingir um determinado objetivo. 
Convolução: é a “relação de continência intrínseca” que existe 
entre a ameaça e a vulnerabilidade, em que, se não houver ameaça, 
nenhum elemento pode ser vulnerável (ou ser exposto) e se não houver 
vulnerabilidade, nenhum elemento estará ameaçado. 
Danificado: pessoa que sofreu perdas em sua casa, bens e 
necessita de um trabalho social, econômico e temporário para garantir 
seu bem-estar e subsistência. 
• Corretiva: refere-se à adoção de medidas após o evento 
ocorrer, com a finalidade de corrigir falhas e evitar recorrências.
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Desenvolvimento de capacidades: processo pelo qual as pes-
soas, organizações e sociedade melhoram seus conhecimentos, habili-
dades, sistemas e instituições para atingir seus objetivos.
Em Roxo (2006), o conceito de risco passa a ter uma configura-
ção de instrumentalidade técnica. Reporta-se a condições em que a pro-
babilidade pode ser estimada e a acontecimentos que podem ser anteci-
pados. É num quadro histórico de movimentos sociais significativos que 
se colocam uma séria de desafios e, visaram elevar para o primeiro plano 
de prioridades a prevenção dos riscos e não as recompensas financeiras 
da penalidade associada ou do dano resultante; Suscitar um alargamento 
de campo de segurança e saúde do trabalho para a própria organização 
do trabalho e não somente para os fatores materiais de risco reconheci-
dos; Uma organização a ação preventiva para a antecipação dos riscos, 
para a sua eliminação na fonte e não apenas uma perspectiva reativa de 
prevenção corretiva dos riscos caracterizados (ROXO, 2006).
De acordo com (Burriel Lluna, 1999; HSE, 1993, in Roxo, 
2006), se da avaliação dos riscos (identificação, estimativa e valoração) 
se deduz que o risco não é aceitável, então procede-se ao conjunto de 
ações de controle do risco. Referimo-nos a processos de decisão/ação 
para a gestão e redução do risco, à sua implantação, concretização e 
reavaliação periódica, utilizando como dados os resultados da avalia-
ção de riscos. Ao processo conjunto de avaliação do risco e de controle 
do risco chama-se gestão do risco que compreende aplicação sistemá-
tica e políticas de gestão, procedimentos e práticas de trabalho para 
analisar, valorar e controlar o risco (ROXO, 2006).
Segundo o Project Management Institute - PMI, o gerencia-
mento de riscos é um processo sistemático que tem por objetivo iden-
tificar, analisar e responder aos riscos de um projeto. Seu objetivo é o 
de diminuir ou até eliminar a probabilidade e o impacto de um evento 
negativo, ou seja, adverso ao projeto, acontecer. Por outro lado, ele 
também se preocupa em aumentar a probabilidade e impacto de um 
evento positivo, ou seja, benéfico para o projeto, acontecer (PMI, 2004).
A palavra risco deriva do italiano antigo “resicare” que significa 
ousar. Neste sentido, risco é uma opção e não um destino. Correr riscos 
faz parte da história antiga (BACK, 2000). Riscos decorre de qualquer ativi-
dade que pode ocorrer e modificar o resultado de uma atividade do projeto 
(GRAF, 1999). O gerenciamento de risco, a sua finalidade do gerenciamen-
to de riscos é aumentar a probabilidade e impacto dos eventos positivos e 
reduzir a probabilidade dos impactos negativos (MULCAHY, 2007).
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Declaração do Escopo do Projeto
Fornece uma percepção clara do intervalo de possibilidades 
associadas com o projeto e suas entregas e estabelece a estrutura 
para o nível de importância que o gerenciamento dos riscos pode atingir 
(PMI, 2004). Um procedimento vital no sentido de se evitar desvios nos 
objetivos do gerenciamento de um projeto de implantação de um siste-
ma ERP, e que é crucial para o sucesso deste projeto, é o gerenciamen-
to de riscos (CLELAND E IRELAND, 2000). 
Embora alguns destes desvios não possam ser previstos, ou-
tros, se identificados a tempo, podem ser controlados através de ações 
de prevenção sobre a sua atuação. O gerenciamento de riscos adiciona 
ao gerenciamento de projetos uma abordagem estruturada para iden-
tificação e análise de riscos no início do planejamento do projeto e no 
decorrer das fases do desenvolvimento do software (PMI, 2004).
Segundo Back & Ogliari (2000a), em termos gerais, reconhece-
-se hoje que decisões não acertadas durante o projeto podem compro-
meter, emmaior ou menor grau, o desempenho do produto nas demais 
fases de seu ciclo de vida. Por isso, a importância de se adotar práticas 
adequadas para o desenvolvimento de produtos, procurando-se minimi-
zar decisões empíricas.
No desenvolvimento do anteprojeto de instalações elétricas – 
envolvendo também instalações de supervisão, telecomunicações e da-
dos, bem como uma parte do preventivo contra incêndio33 –, são analisa-
dos conforme Melhado (1998): o caminhamento das redes de distribuição 
elétrica, telefone, TV/FM e outras; a automação predial (especificação 
das funções a serem automatizadas; tipos, quantidades e localização dos 
sensores e medidores a serem instalados; localização das unidades de 
controle); o número e a localização de pontos de comando ou utilização 
das instalações (e seu confronto com o programa de necessidades); a 
localização e o dimensionamento de elementos (quadros de distribuição, 
de comando ou de proteção; medidores; abrigos; caixas; canaletas); o ín-
dice de interferência com demais subsistemas da edificação; a facilidade 
de execução, padronização e demais aspectos ligados à racionalização.
No contexto do processo de projetos de edificações, a etapa de 
planejamento destina-se à concepção, definições, análise e avaliação 
do conjunto de informações técnicas e econômicas iniciais:
Plano de Gerenciamento dos Custos
O plano de gerenciamento dos custos do projeto define o orça-
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mento, as contingências e as reservas de gerenciamento dos riscos que 
serão reportadas e utilizadas (PMBOK, 2008)
O controle do fluxo financeiro do projeto será realizado pelo 
gerente financeiro do projeto no momento de cada saída e entrada de 
caixa, utilizando-se o MS Excel e curva S como ferramenta de controle. 
As saídas de caixa para aquisições do projeto devem respeitar os pro-
cessos contidos no plano de gerenciamento de aquisições, e todas as 
saídas de caixa devem ter como contrapartida recibo ou nota fiscal que 
confirme a aplicação dos recursos disponibilizados
Plano de Gerenciamento do Cronograma
O adequado gerenciamento do tempo é fundamental para o 
desenvolvimento deste projeto. Assim, este Plano de Gerenciamento do 
Tempo tem como objetivo garantir que o projeto conclua suas atividades 
dentro do prazo estipulado no cronograma. O plano de gerenciamento 
do cronograma define como as contingências serão reportadas e utili-
zadas (PMBOK, 2008).
Plano de Gerenciamento das Comunicações
O plano de gerenciamento das comunicações do projeto define as 
interações que vão ocorrer e determina quem estará disponível para com-
partilhar informações sobre diversos riscos e respostas (PMBOK, 2008).
Processo de desenvolver uma abordagem e um plano adequa-
dos para atividades de comunicação do projeto, com base nas necessi-
dades de informação de cada parte interessada ou grupo de ativos orga-
nizacionais disponíveis e nas necessidades do projeto (PMBOK, 2008).
O principal benefício deste processo é uma abordagem docu-
mentada para envolver as partes interessadas com eficácia e eficiência, 
apresentando informações relevantes de forma oportuna.
Fatores Ambientais da Localidade
Os fatores ambientais podem influenciar o planejamento dos 
riscos em relação ao grau de tolerâncias e atitudes que a organização 
pode suportar (PMBOK, 2008).
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Ativos de Processos Organizacionais
As organizações podem possuir abordagens predefinidas em 
relação ao gerenciamento de riscos, como categorias de riscos, definição 
comum de conceito e termos, modelos padrão, funções e responsabilida-
de padrão e níveis de autoridade para a tomada de decisões (PMI, 2004).
Para entender o processo de Gerenciamento e Risco em caso 
de Incêndio, pode-se analisar a Norma de Regulamento NR-22 – Segu-
rança e Saúde Ocupacional na Mineração, que regula a Proteção contra 
Incêndios e Explosões Acidentais.
O objetivo da NR-22 é disciplinar os preceitos a serem obser-
vados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar 
compatível o planejamento e desenvolvimento da atividade mineira com 
a busca permanente da segurança e saúde dos trabalhadores.
Na minas e instalações sujeitas a emanações de gases tóxi-
cos, explosivos ou inflamáveis o PGR - Programa de Gerenciamento de 
Riscos - deverá incluir ações de prevenção e combate a incêndio e de 
explosões acidentais. As ações de prevenção e combate a incêndio e 
de prevenção de explosões acidentais devem ser implementadas pelo 
responsável pela mina e devem incluir, no mínimo:
Tabela 1 - Ações de prevenção e combate a incêndio
• Indicação de um responsável pelas equipes, serviços e equipamentos para 
realizar as medições;
• Registros dos resultados das medições permanentemente organizados, 
atualizados e disponíveis à fiscalização
• A periodicidade da realização das medições deverá ser determinada em 
função das características dos gases, podendo ser modificada a critério téc-
nico.
Fonte: Elaborada pelo autor (2019).
Todas as minerações devem possuir um sistema com proce-
dimentos escritos, equipes treinadas de combate a incêndio e sistema 
de alarme. Choudhry (2007), destaca que além dos equipamentos de 
fuga rápida deverão estar disponíveis câmaras de refúgio incombus-
tíveis, por tempo mínimo previsto no Programa de Gerenciamento de 
Riscos - PGR- com capacidade para abrigar os trabalhadores em caso 
de emergência possuindo as seguintes características mínimas, sendo 
estas, de acordo com Choudhry (2007), p. 34-37: 
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a) porta capaz de ser selada hermeticamente; 
b) sistema de comunicação com a superfície; 
c) água potável e sistema de ar comprimido;
d) ser facilmente acessíveis e identificados;
A prevenção de incêndio deverá ser promovida em todas as dependências 
da mina através das seguintes medidas: 
• Proibição de se portar ou utilizar produtos inflamáveis ou qualquer objeto 
que produza fogo ou faísca, a não ser os necessários aos trabalhos de mi-
neração subterrânea;
• Disposição adequada de lixo ou material descartável com potencial inflamá-
vel em qualquer dependência da mina;
• Proibição de estocagem de produtos inflamáveis e de explosivos próximo a 
transformadores, caldeiras, e outros equipamentos e instalações que envol-
vam eletricidade e calor;
• Os trabalhos envolvendo soldagem, corte e aquecimento, através de chama 
aberta, só poderão ser executados quando forem providenciados todos os 
meios adequados para prevenção e combate de eventual incêndio;
e) proibição de fumar em subsolo.
Devem ser instaladas, nas minas subterrâneas, redes de água, sistemas ou 
dispositivos que permitam o combate a incêndios. Em toda mina devem ser 
instalados extintores portáteis de incêndio, adequados à classe de risco, cuja 
inspeção deve ser realizada por pessoal treinado. Os equipamentos de com-
bate a incêndios, as tomadas de água e o estoque do material a ser utilizado 
na construção emergencial de diques, na superfície e no subsolo, devem estar 
permanentemente identificados e dispostos em locais apropriados e visíveis.
Todos os trabalhadores devem estar instruídos sobre prevenção e combate 
a princípios de incêndios, através do uso de extintores portáteis, e sobre 
noções de primeiros socorros.
Havendo a constatação de incêndio, toda a área de risco deve ser interditada 
e as pessoas não diretamente envolvidas no seu combate devem ser evacu-
adas para áreas seguras. E por fim, as carpintarias devem estar distantes de 
outras oficinas e demais zonas com risco de incêndio e explosão.
Em continuidade, daremos destaque, ao plano de emergência contra Incêndio 
no qual estabelece a NRB 15.219, esta norma estabelece os requisitos míni-
mospara a elaboração, implantação, manutenção e revisão de um plano de 
emergência contra incêndio, visando proteger a vida e o patrimônio, bem como 
reduzir as consequências sociais do sinistro e os danos ao meio ambiente.
Elaboração do plano de emergência contra incêndio
A situação de risco que uma pessoa é submetida no momento de incên-
dio gera pânico e diversas dificuldades durante o processo de evacuação. 
Este problema é potencializado em pessoas com deficiência, principalmente 
quando o ambiente é inacessível, com barreiras físicas e organizacionais, e 
carece de um Plano de Emergência. Entretanto, ainda que as instalações de 
combate a incêndio sejam de grande importância, muitas vezes não é pre-
vista a sua utilização por pessoas com deficiência. Com isto, surge a preocu-
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pação de garantir que a limitação destas pessoas não a impeça de escapar 
de um incêndio. Nesse sentido, a partir de pesquisas em normas e códigos 
internacionais e nacionais, além de trabalhos científicos, este trabalho obje-
tiva propor alternativas de dispositivos acessíveis de combate a incêndio e 
um modelo de plano de emergência que contemple as necessidades destas 
pessoas diante de um sinistro.
O plano de emergência contra incêndio deve ser elaborado para toda e qual-
quer planta, com exceção das edificações residenciais unifamiliares. O plano 
de emergência contra incêndio deve ser elaborado por escrito por profissio-
nal habilitado, levando-se em conta os seguintes aspectos:
• Localização (por exemplo: urbana, rural, características da vizinhança, dis-
tâncias de outras edificações e/ou riscos, distância da unidade do Corpo de 
Bombeiros, existência de Plano de Auxílio Mútuo-PAM etc.); 
• Recursos humanos (por exemplo: brigada de incêndio, bombeiros profissio-
nais civis, grupos de apoio etc.) e materiais existentes (por exemplo: extin-
tores de incêndio, iluminação de emergência, sinalização, saídas de emer-
gência, sistema de hidrantes, chuveiros automáticos, sistema de detecção e 
alarme de incêndio etc.).
• Característica de funcionamento (horários e turnos de trabalho e os dias e 
horários fora do expediente);
• Pessoas portadoras de deficiências; 
• Outros riscos específicos inerentes à atividade; 
O plano de emergência serve como guia durante uma emer-
gência e deve fazer parte dos treinamentos de formação, treinamentos 
periódicos e reuniões ordinárias dos membros da brigada de incêndio, 
do grupo de apoio, entre outros. Devem ser realizadas reuniões perió-
dicas com o coordenador geral da brigada de incêndio, chefes e líderes 
de brigada de incêndio e um representante do grupo de apoio (tercei-
rizados), com registro em ata e envio às áreas competentes para as 
providências pertinentes. (PMI, 2004).
Choudhry (2007) esclarece que o que se toma sob o rótulo de 
análise de redes é resultado do desenvolvimento de métodos apropria-
dos para o exame de dados relacionais, que reflete nas ligações entre 
atores e permitem a construção e o mapeamento da estrutura em que 
se dá ação social.
Segundo Choudhry (2007), o Mapeamento de Processos deve 
ser apresentado sob a forma de uma linguagem gráfica que permita: 
expor os detalhes do processo de modo gradual e controlado; descre-
ver o processo com precisão; focar a atenção nas interfaces do mapa 
do processo; e fornecer uma análise de processos consistente com o 
vocabulário do projeto.
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Implantação do Plano de Emergência contra Incêndio
Para a implantação do plano de emergência contra incêndio de-
vem ser atendidos os seguintes requisitos: divulgação e treinamento, exer-
cícios simulados e procedimentos básicos nas emergências. (PMI, 2004) O 
plano de emergência contra incêndio deve ser divulgado por meio de uma 
preleção e de um manual básico que deve ser distribuído aos ocupantes da 
planta, de forma a garantir que todos tenham conhecimento dos procedi-
mentos a serem executados em caso de emergência. Os visitantes devem 
ser informados formalmente sobre o plano de emergência contra incêndio 
da planta por meio de panfletos, vídeos e/ou palestras (PMI, 2004).
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCOS
Para instalações onde riscos de acidentes sejam existentes, 
é apresentada uma modelagem objetiva e assertiva com fundamentos 
nos conceitos da Engenharia da Gestão de Riscos de Acidentes, Incên-
dios, Emergências e Catástrofes. Através dela, se consegue elaborar 
uma Matriz de Risco com que se possa desenvolver efetivos e consis-
tentes Planos de Ações Preventivas, Planos de Monitoramento, Planos 
de Contingência e Planos de Atendimento às Emergências. (PMI, 2004)
É possível que, através de uma única Matriz de Riscos, se 
possa elaborar além dos mencionados planos, uma inequívoca e as-
sertiva Matriz de Treinamentos, um eficaz Plano de Adoção de EPI´s e 
também de um robusto Plano de Manutenção Preventiva para as má-
quinas e para as instalações. Portanto, de posse destas informações 
se consegue objetivamente elaborar, implementar e manter um robusto 
e eficaz Plano de Gestão de Riscos com fundamentos específicos em 
riscos de acidentes, incêndios, emergências e catástrofes. É uma ferra-
menta que através dela se pode obter um efetivo e consistente controle 
dos riscos de acidentes ambientais, acidentes do trabalho e de incên-
dios para qualquer tipo de organização (CHOUDHRY, 2007).
Análise de riscos consiste num exame sistemático de uma ins-
talação para identificar os riscos presentes e formar uma opinião sobre 
ocorrências potencialmente perigosas e suas possíveis consequên-
cias. As metodologias são oriundas de duas grandes áreas: engenharia 
de segurança e engenharia de processos. Possuem generalidades e 
abrangência, podendo ser aplicadas a quaisquer situações produtivas 
(PMI, 2004). As técnicas de Análise de Ricos mais utilizadas são:
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Figura 1 – Técnicas de análise de risco
Fonte: Choudhry (2007)
A APR é aplicada a uma análise inicial qualitativa, desenvolvi-
da na fase de projeto e de processo, produto ou sistema, com especial 
importância para investigação de novos sistemas de alta inovação ou 
pouco conhecidos, isto é, quando a experiência em riscos na operação 
é deficiente. Além das características básicas de análise inicial, torna-
-se útil também como uma ferramenta de revisão geral de segurança 
em sistemas já operacionais, mostrando aspectos que poderiam passar 
despercebidos (JACKSON, 2011).
Técnica de incidentes Críticos consiste em um conjunto de 
procedimentos para a coleta de observações diretas do comportamen-
to humano, de modo a facilitar sua utilização potencial na solução de 
problemas práticos e no desenvolvimento de amplos princípios psico-
lógicos, delineando também procedimentos para a coleta de incidentes 
observados que apresentem significação especial e para o encontro de 
critérios sistematicamente definidos. (JACKSON, 2011).
Análise de Modos de falha e efeitos (AMFE) visa aumentar a 
confiabilidade do produto, já que o seu uso permite diminuir as chances 
do produto ou do processo falhar. Dentro do contexto da competitividade 
atual do mercado, a confiabilidade tem se tornado muito importante para 
os consumidores, já que, se um produto falhar, mesmo com garantia e 
assistência técnica, a insatisfação do cliente é inevitável. Além disso, a 
AMFE é essencial para produtos que envolvem risco de vida do consumi-
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dor, como aviões e equipamentos hospitalares. (JACKSON, 2011).
Análise e árvore de falhas (AAF) é um diagrama de sequência 
de eventos que permite através de lógicadedutiva aplicada de trás para 
diante chegar-se às causas-raiz de uma dada falha. Os eventos são 
organizados em uma estrutura lógica que utiliza “portas lógicas” para 
identificar a relação causal entre os eventos imediatamente abaixo da 
“porta lógica”. Árvores de falha podem ser utilizadas na determinação 
dos ramos que irão compor uma árvore de eventos. (JACKSON, 2011).
Análise de Árvore de Eventos (AAE), começa com uma condição 
identificada de falha e prossegue com uma análise para diante, indutiva, 
dos relacionamentos causais envolvidos no sistema em consideração. 
Esta análise para diante segue todas as sequências de eventos possíveis 
que conjuntamente descrevem a consequência possível do evento da 
falha. A estrutura diagramática que descreve estes resultados em uma 
série de eventos discretos conectados entre si constitui-se em uma ár-
vore do evento. Cada ramo representa um estado possível do sistema.
O Estudo de Operabilidade e Riscos - O HAZOP consiste na rea-
lização de uma revisão da instalação, a fim de identificar os perigos poten-
ciais e/ou problemas de operabilidade, por meio de uma série de reuniões, 
durante as quais uma equipe multidisciplinar discute metodicamente o pro-
jeto da instalação. O líder da equipe orienta o grupo através de um conjunto 
de palavras-guias que focalizam os desvios dos parâmetros estabelecidos 
para o processo ou operação em análise (CETESB, 2003, p. 21).
Série de Riscos (SR), surgiu a partir da necessidade de se de-
terminar qual foi o agente diretamente responsável por um evento. A 
Técnica de Identificação, ordena os riscos pela importância ou gravi-
dade. A finalidade do What-If é testar possíveis omissões em projetos, 
procedimentos e normas e ainda aferir comportamento, capacitação 
pessoal etc. nos ambientes de trabalho, com o objetivo de proceder a 
identificação e tratamento de riscos.
GESTÃO DA SEGURANÇA DE PROCESSO BASEADA EM RISCO
Em atividades definidas pelo Ministério do Trabalho e Previdên-
cia Social como de alto risco ocupacional, o empregador arca com adi-
cionais de insalubridade (que remunera a probabilidade de o colabora-
dor vir a ter uma doença ocupacional) e de periculosidade (remunera a 
probabilidade de sofrer um acidente) (DE CICCO; FANTAZZINI, 2003).
Para provimento da saúde ocupacional, é necessária a promo-
ção de condições laborais que garantam uma boa qualidade de vida no 
trabalho, promovendo o bem-estar físico, mental e social, prevenindo e 
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controlando os acidentes e as doenças por meio da redução das condi-
ções de risco (DE CICCO; FANTAZZINI, 2003).
O trabalho do gestor envolve: os processos da segurança do 
trabalho, o conhecimento constante sobre as ferramentas e o conhe-
cimento dos trabalhadores. Sendo assim, a chave de uma boa gestão 
envolve de certa forma a antecipação através do conhecimento prévio.
Figura 2 – Pilares do Sistema de Gestão 
Fonte: AIChE/CCPS (2007).
A ilustração apresenta os quatro pilares do Sistema de Gestão de 
Segurança de Processo Baseada em Risco proposto pelo AIChE/CCPS 
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(2007). A Análise Preliminar de Riscos (APR) é definida como um estudo 
realizado na fase de concepção ou desenvolvimento de um novo sistema 
ou processo, com o objetivo de determinar os riscos que podem estar pre-
sentes na fase operacional do processo (DE CICCO; FANTAZZINI, 2003). 
A abordagem de Segurança de Processo Baseada em Risco 
(RBPS) combina as estratégias anteriores, cumprindo as exigências 
regulatórias, aplica as lições aprendidas através da experiência na em-
presa ou na indústria, e utiliza os indicadores de desempenho na condu-
ção da Segurança de Processo. Além disso, utiliza de um programa de 
gerenciamento de riscos e indicadores de tendência (indicadores proa-
tivos), ajudando a medir e antever, de modo confiável, o desempenho 
dos diversos 18 aspectos do sistema de segurança, independentemen-
te de quaisquer eventos de perda (AIChE/CCPS, 2007).
A operação segura das instalações industriais exige que os sis-
temas de gestão de segurança de processo permaneçam em conformi-
dade com regulamentos e leis aplicáveis, assim como com padrões e 
normas, incluindo padrões adotados de forma voluntária pela empresa. 
Vale ressaltar que mesmo com a aplicação das melhores práticas e 
padrões, sem uma cultura apropriada, as operações não acontecerão 
conforme as normas e códigos (AIChE/CCPS, 2007).
Para o caso de falhas em ambos, tanto no controle de pro-
cessos, quanto nas salvaguardas, medidas mitigadoras devem ser 
consideradas, como: contenções físicas (para o caso de vazamento 
de líquidos), utilização de planificação de emergência da planta e, se 
necessário, até mesmo a utilização de planificação de emergência da 
comunidade. (JACKSON, 2011). 
A aplicação das análises de segurança em fases iniciais do 
projeto visa à identificação e avaliação de potenciais riscos e conse-
quentes medidas preventivas. Na maioria das cidades europeias, essas 
análises são elementos necessários para a aprovação oficial para cons-
trução pelas autoridades nacionais (GRAF e TRAUB, 1999).
Segundo Farber (1992), esses estudos permitem abranger to-
das as possíveis causas de acidentes com danos à propriedade, ao am-
biente, financeiros e ao trabalhador. Desta forma, as 16 análises foram 
realizadas com o intuito de determinar quais medidas serão tomadas a 
fim de adequar a empresa aos itens pertinentes, oferecendo subsídios 
para a tomada de decisão sobre as ações e os riscos que devem ser 
eliminados, tratados, tolerados ou transferidos.
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2021 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Balneário Cambo-
riú - SC Prova: Guarda Patrimonial
Para a manutenção da segurança de todos em um local de trabalho 
é indispensável a utilização de:
a) máquinas sem manutenção.
b) equipamentos sem manutenção.
c) equipamentos e máquinas com defeito.
d) ferramenta inadequada para a tarefa a ser realizada.
e) sinalização visual ou sonora como alerta para riscos.
QUESTÃO 2
Ano: 2018 Banca: MS CONCURSOS Órgão: GHC-RS Prova: Enfer-
meiro do Trabalho
Considerando o Mapa de Riscos Ocupacionais que utiliza cinco cores 
para relacionar a um dos tipos de risco, indique a alternativa incorreta.
a) A cor verde define os riscos físicos: ruídos, vibrações, radiações ioni-
zantes, frio, calor, pressões anormais e umidade.
b) A cor vermelha define os riscos químicos: fumos, névoas, neblinas, 
gases, vapores e substâncias compostas ou produtos químicos em ge-
ral que possam causar algum dano.
c) A cor amarela, associada aos riscos ergonômicos: esforço físico ex-
cessivo, levantamento e transporte de peso, postura inadequada, con-
trole rígido de produtividade, trabalho noturno, jornadas de trabalho ex-
tensas, dentre outros.
d) A cor preta abrange os riscos biológicos: bactérias, protozoários, ví-
rus, fungos, parasitas e bacilos.
e) A cor azul, associada ao risco de acidentes: máquinas e equipamen-
tos sem proteção, ferramentas e iluminação inapropriadas, risco de cho-
que elétrico, risco de incêndio, atmosferas explosivas.
QUESTÃO 3
Ano: 2017 Banca: UERR Órgão: CODESAIMA Prova: Técnico em 
Segurança do Trabalho
Marque a opção que não é técnica de identificação de riscos.
a) Análise de causas e consequências.
b) Análise preliminar de riscos (APR).
c) Estudos de riscos e operabilidade (HAZOP).
d) Mudança/alteração do processo/operação.
e) Análise de modos de falhas e efeitos (FMEA).
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QUESTÃO 4
Ano: 2018 Banca: UFMT Órgão: Prefeitura de Várzea Grande - MTProva: Técnico de Desenvolvimento Econômico e Social - Enge-
nheiro de Segurança no Trabalho
Considerando os conceitos da técnica de Análise Preliminar de 
Riscos (APR), é correto afirmar:
a) Visa a uma revisão sistemática dos modos de falhas de um componente 
que teriam efeito crítico na operação do sistema (falhas de efeito crítico).
b) Para cada risco analisado, busca-se determinar os eventos aciden-
tais a ele associados e as consequências da ocorrência desse evento.
c) Identifica problemas referentes aos procedimentos operacionais por 
meio de um estudo estruturado e sistemático de linha de produção, bus-
cando desvios nos parâmetros de funcionamento do processo.
d) Permite a identificação e correção das principais causas dos aciden-
tes de trabalho.
QUESTÃO 5
Ano: 2018 Banca: UFMT Órgão: Prefeitura de Várzea Grande - MT 
Prova: Engenheiro de Segurança no Trabalho
O Mapa de Risco não deve ser um instrumento estático e sim dinâ-
mico, devendo ser constantemente reavaliado e redefinido. Sobre 
o Mapa de Risco, marque V para as afirmativas verdadeiras e F 
para as falsas.
( ) Os riscos identificados como de maior gravidade merecem prio-
ridade no saneamento das irregularidades.
( ) Corrigida uma irregularidade, os círculos indicativos desse risco 
devem ser retirados do mapa.
( ) Caso a irregularidade tenha sido apenas atenuada, são substi-
tuídos os círculos indicativos desse risco por outros menores.
( ) Caso novos riscos sejam encontrados, deve-se adicionar no 
mapa os círculos correspondentes a esse risco.
Assinale a sequência correta.
a) F, V, F, F
b) V, F, F, V
c) V, V, V, V
d) F, F, V, F
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Explique o que vem a ser brigada de incêndio.
TREINO INÉDITO
A prevenção de incêndio deverá ser promovida em todas as depen-
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dências da mina através das seguintes medidas:
a) Proibição de se portar ou utilizar produtos inflamáveis ou qualquer 
objeto que produza fogo ou faísca, a não ser os necessários aos traba-
lhos de mineração subterrânea;
b) Disposição adequada de lixo ou material descartável com potencial 
inflamável em qualquer dependência da mina;
c) Proibição de estocagem de produtos inflamáveis e de explosivos pró-
ximo a transformadores, caldeiras, e outros equipamentos e instalações 
que envolvam eletricidade e calor;
d) Os trabalhos envolvendo soldagem, corte e aquecimento, através de 
chama aberta, só poderão ser executados quando forem providencia-
dos todos os meios adequados para prevenção e combate de eventual 
incêndio;
e) proibição de fumar em subsolo.
f) Todas as alternativas anteriores
NA MÍDIA
LEGISLAÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO NO BRASIL
No Brasil, a legislação relacionada à segurança contra incêndio e pâni-
co é distribuída da seguinte maneira:
• Por meio de decretos estaduais, que dispõem sobre as exigências das 
medidas de segurança contra incêndio nas edificações e nas áreas de risco
• Através de Instruções Técnicas (IT) dos Corpos de Bombeiros esta-
duais, que prescrevem as regras para execução e implantação das me-
didas de segurança contra incêndio;
• Além disso, há Normas Técnicas da Associação Brasileira de Normas 
Técnicas (ABNT) e normas complementares (federais, estaduais e mu-
nicipais).
Fonte: Portal Incêndio 
Data: Sem data
Leia na íntegra em: https://portalincendio.com.br/conteudos--normas
NA PRÁTICA
NR 23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS
Esse resumo é retirado do artigo “Avaliação dos sistemas de prevenção 
e combate a incêndio do bloco de salas de aula de uma instituição fede-
ral do sertão alagoano”, onde teve por objetivo avaliar a adequação dos 
sistemas de prevenção e combate a incêndio do único prédio de salas 
de aula de uma Instituição Federal de Ensino Superior localizada no Ser-
tão Alagoano as Legislações que regem os requisitos para sistemas de 
prevenção e combate a incêndio. Metodologicamente, foram utilizadas 
legislações do Corpo de Bombeiros do Estado de Alagoas e a Norma 
https://portalincendio.com.br/conteudos--normas
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Regulamentadora 23 (NR-23) para avaliar aspectos relacionados ao sis-
tema de hidrantes, reserva de incêndio, saída de emergência, escadas, 
ascensores e portas corta-fogo. Além disso, foi verificado que, embora 
alguns aspectos do ‘bloco de salas de aula’ atendessem aos requisitos 
estabelecidos pelas Legislações, a maioria dos parâmetros avaliados não 
estavam de acordo com o mínimo estabelecido, como, por exemplo, volu-
me insuficiente de água necessário para reserva de incêndio, a ausência 
de brigada de incêndio, obstáculos nas saídas de emergência e presença 
de escadas feitas de material que propaga calor. Desse modo, a conclu-
são deste artigo foi que que o bloco de salas de aula não se encontrava 
dentro das exigências das Legislações da NR23 no que tange a preven-
ção e combate a incêndio, sendo necessárias intervenções para garantir 
a segurança das pessoas em um eventual incêndio.
Fonte: https://periodicos.ifpb.edu.br/index.php/rebrast/article/view/1590 
PARA SABER MAIS
- Filme sobre o assunto: “Explorer Investigation: O Incêndio no Museu 
Nacional”
- Peça de teatro: Incêndios 
- Documentário dos maiores incêndios do Brasil. Disponível em: .
https://periodicos.ifpb.edu.br/index.php/rebrast/article/view/1590
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INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DOS SISTEMAS DE COMBATE A 
INCÊNDIO
Para a segurança de um ambiente deve ser uma prioridade cons-
tante, sendo assim, é de suma importância buscar meios para cumprir essa 
incumbência. À vista disso, promover a devida preservação em caso de in-
cêndio se faz primordial, considerando a indispensabilidade de ter uma ins-
talação de sistema de combate a incêndio que atue de forma eficiente.
O processo de instalação de sistema de combate a incên-
dio precisa contar não apenas com uma tecnologia avançada, mas tam-
bém com grande experiência operacional, tornando possível identificar 
quais são as necessidades dos usuários e os equipamentos mais indi-
cados, adequar projetos, escolher procedimentos. (BARREIROS, 2002)
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RISCOS E MANUTENÇÃO APLICADA
EM RELAÇÃO AO INCÊNDIO
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A Instalação de equipamentos de combate a incêndio em casas, 
indústrias e áreas comerciais é fundamental para prevenir o fogo. Muitas 
vezes, em empresas há muito material inflamável, ou seja, todo cuidado é 
pouco. É habitual que empresas especializadas sejam contratadas para 
fazer a instalação de equipamentos de combate a incêndio. É importan-
te salientar que, essas corporações possuem profissionais treinados para 
oferecer soluções personalizadas de combate ao incêndio que facilite a 
circulação das pessoas no caso de uma emergência. (BARREIROS, 2002)
As empresas que fazem instalação de equipamentos de com-
bate a incêndio realizam também treinamentos com a brigada de incên-
dio. Os brigadistas são pessoas fundamentais no ambiente de trabalho, 
foram capacitados para trabalhar com prevenção, abandono e combate 
a um princípio de incêndio, estão aptos a prestar os primeiros socorros 
a possíveis vítimas.
Instalações de Combate a Incêndios – Extintores
É permitida a instalação de extintores em abrigo ou sobre o piso 
acabado, desde que permaneçam apoiados em suportes apropriados, 
com altura recomendada entre 0,10 m e 0,20 m do piso. Os extintores 
devem ser instalados em locais acessíveis e disponíveis para o empre-
go imediato em princípios de incêndio.
Figura3 - Extintor
Fonte: CETESB, 2003.
Tipos: 
Extintor de incêndio: aparelho de acionamento manual, consti-
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tuído de recipientes e acessórios, contendo o agente extintor destinado a 
combater princípios de incêndio. Os extintores de incêndio devem ser ade-
quados à classe de incêndio predominante dentro da área de risco a ser 
protegida, de forma que sejam intercalados na proporção de dois extintores 
para o risco predominante e um para a proteção do risco secundário.
Extintor portátil: extintor de incêndio que pode ser transportado 
manualmente, sendo que sua massa total não pode ultrapassar 20 kg.
• O extintor tipo “Espuma” será usado nos fogos de Classe A e B. 
• O extintor tipo “Dióxido de Carbono” será usado, preferencial-
mente, nos fogos das Classes B e C, embora possa ser usado também 
nos fogos de Classe A em seu início.
• O extintor tipo “Químico Seco” usar-se-á nos fogos das Clas-
ses B e C. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser mon-
tadas sobre rodas. Nos incêndios Classe D, será usado o extintor tipo 
“Químico Seco”, porém o pó químico será especial para cada material.
• O extintor tipo “Água Pressurizada”, ou “Água-Gás”, deve ser 
usado em fogos Classe A, com capacidade variável entre 10 e 18 litros. 
Figura 4 – Tipos de Extintores
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Fonte: CETESB, 2003.
Extintor sobre rodas (carreta): extintor de incêndio, montado 
sobre rodas, cuja massa total não pode ultrapassar 250 kg. 
Unidade extintora: extintor que atende à capacidade extintora 
mínima prevista nesta Norma, em função do risco e da natureza do fogo.
Extintor de Gás Carbônico (CO2)
O GÁS CARBÔNICO é material não condutor de ENERGIA 
ELÉTRICA. Atua sobre o FOGO onde este elemento (eletricidade) este 
presente. Ao ser acionado o extintor, o gás é liberado formando uma 
nuvem que ABAFA E RESFRIA. É empregado para extinguir PEQUE-
NOS focos de fogo em líquidos inflamáveis (classe B) e em pequenos 
equipamentos energizados (classe C) Cipa/Puc-Rio. 
Extintor de Pó Químico Seco
O agente extintor pode ser o BICARBONATO DE SÓDIO ou de 
POTÁSSIO que recebem um tratamento para torná-los em absorvente 
de umidade. O agente propulsor pode ser o GÁS CARBÔNICO ou NI-
TROGÊNIO. O agente extintor forma uma nuvem de pó sobre a chama 
que visa a exclusão do OXIGÊNIO; posteriormente são acrescidos à 
nuvem, GÁS CARBÔNICO e o VAPOR DE ÁGUA devido à queima do 
PÓ (Cipa/Puc-Rio).
Extintor de Água Pressurizada - Pressão Permanente
Não é provido de cilindro de gás propelente, visto que a água per-
manece sob pressão dentro do aparelho. Para funcionar, necessita apenas 
da abertura do registro de passagem do líquido extintor (Cipa/Puc-Rio).
Extintor de Água – Pressão Injetada
Fixado na parte externa do aparelho está um pequeno cilindro 
contendo o gás propelente, cuja válvula deve ser aberta no ato da utiliza-
ção do extintor, a fim de pressurizar o ambiente interno do cilindro permi-
tindo o seu funcionamento. O elemento extintor é a água, que atua através 
do resfriamento da área do material em combustão. O agente propulsor 
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(propelente) é o GÁS CARBÔNICO (CO2) (Cipa/Puc-Rio). Equipamentos 
auxiliares no combate ao fogo: luvas de Amianto, asbesto ou Kevlar (iso-
lantes térmicas), machadinha (crash axe, possui um lado cortante e outro 
perfurante, com cabo revestido de borracha isolante), extintor fixo de gás 
Freon (fixado sob a pia do lavatório), detector de fumaça (nos lavatórios).
Classes de Incêndio 
Conforme afirma Barreiros (2002), os incêndios são classifi-
cados de acordo com as características do seu combustível. Cada ma-
terial tem características próprias de inflamabilidade, de teor combus-
tível, e também em relação aos produtos que desprendem ao serem 
queimados. Somente com o conhecimento da natureza do material que 
está sendo queimado é possível descobrir o melhor método para uma 
extinção rápida e segura do fogo. Existem cinco classes de incêndio:
• Classe A – Assim é identificado o fogo em materiais sólidos 
que deixam resíduos, como madeira, papel, tecido e borracha. Seu prin-
cípio de extinção é por resfriamento e age em materiais como madeiras, 
tecidos, papéis, borrachas, plásticos e fibras orgânicas. É proibido o seu 
uso para incêndios de classe B e C.
• Classe B - Ocorre quando a queima acontece em líquidos 
inflamáveis, graxas e gases combustíveis. Incêndio de líquidos com-
bustíveis (tintas, gordura, solventes, naftas, etc.). Para a sua extinção, 
é necessário eliminar o oxigênio ou interromper a reação em cadeia que 
se produz durante a combustão. Usam-se extintores BC, ABC, AFFF 
(espuma). (BARREIROS, 2002)
• Classe C - Classe de incêndio em equipamentos elétricos 
energizados. A extinção deve ser feita por agente extintor que não con-
duza eletricidade. Qualquer incêndio envolvendo equipamentos; mate-
riais energizados. Alguns combustíveis energizados (aqueles que não 
possuem algum tipo de armazenador de energia) podem se tornar clas-
se A ou B, se for desligado da rede elétrica.
• Classe D - Para que possamos entender o que, exatamente, é 
um incêndio de classe D e como ele tem origem é, preciso, primeiro, com-
preender é uma substância pirofosfórica. Piroforicidade é a tendência que 
um determinado material tem de reagir com o ambiente e entrar em com-
bustão quando ele se encontra na forma de partículas finas. Tal proprieda-
de faz com que esses materiais entrem em combustão mesmo sem que 
haja uma fonte clara de ignição. Os metais são alguns dos materiais que 
apresentam maior piroforicidade, podendo ocorrer com elementos como 
sódio, lítio, magnésio, urânio, potássio, césio, alumínio, dentre outros. Por 
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conta da particularidade desses elementos, incêndios de classe D são ex-
tremamente perigosos e difíceis de controlar, devendo-se lidar com o ele 
por meio do uso de material apropriado, como será visto a seguir.
• Classe K - Classificação do fogo em óleo e gordura em cozinhas. 
Os extintores de agente úmido Classe K, contém uma solução especial de 
Acetato de Potássio, diluída em água, que quando acionado, é descarre-
gada com um jato tipo neblina (pulverização) como em um sistema fixo. O 
fogo é extinto por resfriamento e pelo efeito asfixiante da espuma (saponi-
ficação). Ë dotado de um aplicador, que permite ao operador estar á uma 
distância segura da superfície em chamas, e não espalha o óleo quente ou 
gordura. A visão do operador não é obscurecida durante ou após a des-
carga. Ao considerar-se a segurança do pessoal do restaurante, o extintor 
classe K, é o mais fácil de usar, mais fácil para treinamento, e o melhor 
extintor portátil para cozinhas comerciais/industriais (BARREIROS, 2002).
Deve-se chamar a atenção quando configura-se como condição 
adversa, a ação isolada ou combinada de: mudanças bruscas de tempe-
ratura, choques térmicos, umidade do ar elevada (superior à 95%), expo-
sição a agentes químicos, vibrações e exposição prolongada a tempera-
turas extremas: abaixo de –10°C e acima de 50°C, para extintor de pó; 
abaixo de 4°C e acima de 45°C, para extintor de água; e abaixo de 0°C 
e acima de 45°C, para extintores de gás carbônico. (BARREIROS, 2002)
NBR 15219 - Manutenção do Plano de Emergência Contra Incêndio
Recapitulando a NBR 15219, verifiquemos a manutenção do 
plano de emergência contra incêndio, que devem ser realizadas reu-
niões com o coordenador geral da Brigada de Incêndio, os chefes da 
Brigada de Incêndio, um representante dos bombeiros profissionais ci-
vis e um representante do grupo deapoio, com registro em ata e envio 
às áreas competentes para as providências pertinentes e a Revisão do 
plano de emergência contra incêndio (BARREIROS, 2002).
Um profissional habilitado deve realizar uma auditoria do plano 
a cada 12 meses, preferencialmente antes de sua revisão. Nesta audi-
toria deve-se avaliar se o plano está sendo cumprido em conformidade 
com esta Norma, bem como verificar se os riscos encontrados na análi-
se de risco elaborada pelo profissional habilitado, foram minimizados ou 
eliminados (BARREIROS, 2002).
O profissional habilitado deve consultar o coordenador geral da 
Brigada de Incêndio, os chefes da Brigada de Incêndio, um represen-
tante dos bombeiros profissionais civis, um representante do grupo de 
apoio e os profissionais responsáveis pelas alterações significativas nos 
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processos industriais, processos de serviços, de área ou leiaute, bem 
como as atas de reunião ordinárias e extraordinárias e os resultados de 
auditoria do plano, sempre que houver necessidade de revisá-lo.
Tabela 2 - Procedimentos
Procedimentos básicos de emergência contra incêndio
Alerta: Ao ser detectado um princípio de incêndio, o alarme de incêndio 
manual será acionado através da botoeira, tipo quebra-vidro, localizada em 
cada andar ao lado da porta de saída de emergência.
Análise da situação: Após identificação do andar sinistrado (pelo painel da 
central) localizado na portaria, o alarme deverá ser desligado e o Bombeiro 
Profissional Civil, de plantão no Condomínio, deverá comparecer ao local 
para análise final da emergência.
Apoio externo: Um Brigadista deve acionar o Corpo de Bombeiros com in-
formações precisas.
Primeiros-socorros: Os primeiros-socorros devem ser prestados às even-
tuais vítimas, conforme treinamento específico dado aos brigadistas.
Eliminar riscos: Caso necessário, deve ser providenciado o corte da energia 
elétrica (parcial ou total) e o fechamento das válvulas das tubulações. O 
corte geral deverá ser executado pelo pessoal da Manutenção, que deve 
estar à disposição do Chefe da Brigada.
Abandono de área: Caso seja necessário abandonar a edificação, deve ser 
acionado novamente o alarme de incêndio para que se inicie o abandono 
geral.
Isolamento de área: A área sinistrada deve ser isolada fisicamente, de modo 
a garantir os trabalhos de emergência e evitar que pessoas não autorizadas 
adentrem ao local.
Confinamento do incêndio: O incêndio deve ser confinado de modo a evitar 
a sua propagação e consequências.
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Combate ao incêndio: Os demais Brigadistas devem iniciar, se necessário 
e/ou possível, o combate ao fogo sob comando do Bombeiro Profissional 
Civil, podendo ser auxiliados por outros ocupantes do andar, desde que 
devidamente treinados, capacitados e protegidos. O combate ao incêndio 
deve ser efetuado conforme treinamento específico dado aos Brigadistas.
Investigação: Após o controle total da emergência e a volta à normalidade, 
incluindo a liberação do Condomínio pelas autoridades, o Chefe da Brigada 
deve iniciar o processo de investigação e elaborar um relatório, por escrito, 
sobre o sinistro e as ações de controle, para as devidas providências e/ou 
investigação.
Fonte: Elaborado pelo autor (2019), baseado (Barreiros, 2002).
O comprometimento da alta direção e a participação efetiva 
dos colaboradores na criação de uma cultura de segurança consistente 
faz com que todos se sintam mais responsáveis quanto à prevenção 
e à manutenção de um ambiente livre de acidentes e riscos à saúde 
(CHOUDHRY; FANG; MOHAMED, 2007). 
MANUTENÇÃO DOS SISTEMAS DE COMBATE A INCÊNDIO
Pedroso (2002) apud Barreiros (2002), apresenta outras defini-
ções para manutenção:
Manutenção é a combinação de todas as ações técnico-admi-
nistrativas feitas com o objetivo de manter ou restaurar um componente 
(uma instalação, uma edificação), de forma que este apresente um es-
tado de funcionamento tal que lhe permita desempenhar satisfatoria-
mente a função para a qual foi planejado. A Manutenção se presta a 
preservar as características funcionais, e não apenas as características 
físicas (BARREIROS, 2002)
Os profissionais de segurança do trabalho devem constituir um 
programa de manutenção preventiva periódica de todos os equipamen-
tos que envolvem a proteção contra incêndio. As manutenções Preven-
tivas devem ser realizadas em todos os sistemas que envolvem a segu-
rança contra incêndio, sendo os principais:
• Sistema de Hidrantes
É um sistema de proteção ativa, destinado a conduzir e 
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distribuir tomadas de água, com determinada pressão e vazão em uma 
edificação, assegurando seu funcionamento por determinado tempo. 
Sua finalidade é proporcionar aos ocupantes de uma edificação, um 
meio de combate para os princípios de incêndio no qual os extintores 
manuais se tornam insuficientes.
• Sistema de Sprinklers 
Os chuveiros automáticos, também conhecidos como sprinklers, 
são dispositivos de controle e ou extinção de focos de incêndio. São 
construídos com um elemento termo sensível e projetados para serem 
acionados em temperaturas pré-determinadas, fazendo lançar, de for-
ma automática, água sob a forma de aspersão sobre determinada área, 
com vazão e pressão especificadas. Sua aplicação obedece a carga 
térmica encontrada na edificação e especificada no projeto de engenha-
ria de incêndio, bem como a sua distribuição por meio de diagramação 
da área a ser coberta pela pulverização da água.
• Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio 
Um sistema de detecção e alarme de incêndio é um conjunto 
de elementos planejadamente dispostos e adequadamente interligados 
para detectar precocemente princípios de incêndio, fornece sinaliza-
ções audiovisuais e comandar dispositivos. A central de alarme é res-
ponsável por coletar a informação de estado dos detectores e, em caso 
de verificar uma situação de alarme, ativar os sinalizadores.
• Sistema de Iluminação de Emergência 
Na NBR 10898 são descritas as principais características que 
o sistema de iluminação de emergência deve ter, como: permitir o con-
trole visual das áreas abandonadas para que seja possível localizar 
pessoas impedidas de locomoverem-se; proteger a segurança patrimo-
nial e facilitar a localização de pessoas indesejadas pelo pessoal da 
intervenção; sinalizar, de forma inequívoca, as rotas de fuga utilizáveis, 
no momento do abandono de cada local; e ainda sinalizar o topo do 
prédio para a aviação civil e militar (ABNT NBR 10898). 
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• Sistema de Supressão e Extinção Automática 
As instalações de extinção automática de incêndios são forma-
das por canalizações fixas e rígidas instaladas nos edifícios, que permi-
tem alimentar os aspersores, os quais são acionados automaticamente. 
Uma instalação deste tipo é constituída por uma fonte de alimentação, 
um posto de controle, as colunas, os troncos, os ramais, os sub-ramais 
onde são instalados os aspersores. Este tipo de instalação deve ser 
disposto no edifício de húmidos, secos ou de inundação.
Figura 5 - Equipamentos de combate a incêndio estão: extintores, mangueiras 
de incêndio e bombas para hidrantes.
Fonte: AIChE/CCPS (2007).
Todos os ocupantes das edificações devem ser responsáveis 
pela inspeção, de forma bastante simples, sempre que identificando 
qualquer falha deverá reportar ao responsável do sistema. Os prazos 
de manutenção, recarga e ensaio hidrostático previsto pelas respec-
tivas normas técnicas brasileiras devem ser respeitadas, porém caso 
os extintores estejam sujeitos a condiçõesadversas, intempéries e/
ou condições agressivas, esses prazos deverão ser reduzidos, sendo 
mais frequentes quanto mais agressivo/adverso for o ambiente no qual 
o equipamento esteja instalado.
A Segurança deve ser responsabilidade de todos, pequenas 
ações pontuais podem salvar vidas e o patrimônio. Muito mais do que 
inspeções rotineiras a Manutenção Preventiva dos Sistemas de Comba-
te a Incêndio, são ações de extrema responsabilidade e consciência dos 
profissionais de segurança, proprietários e responsáveis da edificação.
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Figura 6 – Inspeções e Manutenções
Fonte: AIChE/CCPS (2007).
Os problemas comuns encontrados em edificações sem manu-
tenção e inspeção são:
• Equipamentos de Combate a incêndio obstruídos ou danifi-
cados;
• Sistemas de detecção e alarme de Incêndio inoperantes.
• Válvulas de controle dos sistemas de Sprinklers e Hidran-
tes inoperantes;
• Bombas de incêndio fora de operação;
• Reservatório de Incêndio vazio;
Estas informações devem constar do plano de manutenção do 
edifico, em acordo com a ABNT NBR 5674, direcionada aos proprietários 
e síndicos. Para Oliveira (2011), a NBR 5674/12 estabelece os requisitos 
para a gestão de manutenção de edificações, cujo objetivo é preservar as 
características originais e prevenir a perda de desempenho da edificação 
ocasionada pela degradação dos sistemas, elementos ou componentes. 
O item 4 aborda os requisitos para a manutenção, que com-
preende a organização da gestão, o conteúdo básico do relatório de 
inspeção e o programa de manutenção. O item 5 trata dos requisitos 
para o planejamento anual das atividades, com previsão dos recursos 
materiais, humanos e financeiros. O item 6 apresenta os requisitos para 
controle do processo de manutenção, com indicação do conteúdo ne-
http://condominioemordem.com.br/plano-de-manutencao-do-seu-edificio/
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cessário dos orçamentos, modo de avaliação das propostas e meios de 
controle de requisitos legais, custo, prazo e qualidade. O item 7 dispõe 
sobre os requisitos para a documentação, que incluiu a relação de do-
cumentos necessários para realização de uma manutenção, a proposta 
de um 42 fluxograma da documentação, a recomendação do conteúdo 
dos registros comprobatórios da manutenção e do arquivamento, e su-
gestão de indicadores gerenciais. O item 8 relata as incumbências ou 
encargos dos proprietários, condomínios, síndicos, construtoras ou in-
corporadoras e empresas terceirizadas ou prestadores de serviços com 
relação à manutenção da edificação.
O sistema de manutenção deve promover a realização coorde-
nada dos diferentes tipos de manutenção das edificações, procurando 
minimizar a ocorrência de serviços de manutenção não planejada. O 
proprietário de uma edificação, responsável pela sua manutenção, deve 
observar o estabelecido nas normas técnicas e no manual de operação, 
uso e manutenção de sua edificação, se houver. O proprietário pode 
delegar a gestão da manutenção de uma edificação para empresa ou 
profissional legalmente habilitado.
Figura 7 – Responsabilidades
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Fonte: AIChE/CCPS (2007)
No caso de propriedade condominial, os proprietários condô-
minos, responsáveis pela manutenção de partes autônomas individua-
lizadas e corresponsáveis pelo conjunto da edificação, devem observar 
e fazer observar o estabelecido nas normas técnicas e no manual de 
operação, uso e manutenção de sua edificação, se houver.
O projeto: “Guia Orientativo para elaboração do manual de uso 
operação e manutenção de edificações” foi desenvolvido pelo Grupo de 
Acompanhamento de Normas da CBIC composto por representantes 
de entidades associadas. A norma aludida na consulta é a ABNT NBR 
16280:14, a qual, entrou em vigor no dia 18/04/2014 e faz parte de um 
movimento de modernização das normas técnicas do setor construti-
vo, mantendo muita pertinência com as normas de desempenho (ABNT 
NBR 15575), com a norma de manutenção de edificações (ABNT NBR 
5674) e com a ABNT NBR 14037 (Diretrizes para elaboração de ma-
nuais de uso, operação e manutenção das edificações – Requisitos 
para elaboração e apresentação dos conteúdos).
O plano de reforma deve ser elaborado por profissional ha-
bilitado por apresentar a descrição de impactos nos sistemas, subsis-
temas, equipamentos e afins da edificação, e por encaminhar a plano 
ao responsável legal da edificação em comunicado formal para análise 
antes do início da obra de reforma (NBR 16280, 2014.p.9). 
De acordo com Oliveira (2012), a NBR 16280 além da legislação, 
estudos, autorizações, entre outros, o plano de reformas também deve 
atender as recomendações do Manual de Operação, Uso e Manutenção 
das Edificações, conforme estabelecido na NBR 14037. A reforma pode ser 
entendida como uma manutenção que busca melhorar, adequar ou prolon-
gar a vida útil das edificações, assim, como também atender a uma nova 
realidade ou necessidades vindas do proprietário (AIChE/CCPS, 2007)
NBR 14037 – MANUAL DE USO, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO, DI-
RECIONA-SE AOS CONSTRUTORES E INCORPORADORES
Os desafios construtivos estão cada vez mais presentes nas 
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edificações, pois são englobados por normas e legislações que determi-
nam o padrão construtivo e também sua conservação após ser ocupada 
pelo proprietário, aprisionando o executante a fornecer todos os docu-
mentos pertinentes a obra e de cunho obrigatório se assim for solicitado 
posteriormente e judicialmente (ROXO, 2006).
Notável é a deficiência por parte das construtoras, incorpora-
doras ou semelhantes, principalmente as de pequeno porte, em dispo-
nibilizar o Manual de Operação, Uso e Manutenção das Edificações, 
normatizado e de entrega obrigatória juntamente com as chaves da 
edificação ao proprietário. “[...] a preocupação com a difusão da infor-
mação entre os vários intervenientes envolvidos na construção civil é 
de grande importância a solução adequada da questão relativa a estes 
Manuais [...]” (ROXO, 2006).
Neste contexto, dar suporte para o uso correto do Manual é de 
fundamental importância, bem como aportar as deficiências durante a 
utilização do manual. Para tanto, verificar a receptividade por parte do 
usuário é a maneira mais eficiente encontrada para a melhoria continua 
no conteúdo empregado no Manual, o que de fato é a grande dificulda-
de encontrada pelas construtoras (ROXO,2006).
O Manual de Uso, Operação e Manutenção de Edifícios tem 
por objetivo:
1. Informar aos usuários da edificação as características técni-
cas de todos os seus sistemas e subsistemas;
2. Descrever procedimentos para conservação da edificação, 
bem como a operação dos equipamentos;
3. Em linguagem didática, informar e orientar os usuários com 
relação às suas obrigações quanto às atividades de uso e manutenção 
da edificação;
4. Prevenir a ocorrência de falhas ou acidentes decorrentes de 
uso inadequado;
5. Contribuir para que a edificação atinja a vida útil de projeto;
6. Minimizando, assim, demandas judiciais decorrentes da falta 
de informação dos usuários.
A manutenção de edifícios é caracterizada não somente pela 
diversidade de atividades envolvidas, mas também pelos interesses 
envolvidos. O primeiro objetivo, na utilização dos recursos financeiros 
gastos em manutenção deveria ser a preservação das edificações e a 
satisfação dos usuários com os resultados obtidos, entretanto existem 
interesses conflitantes; na gestão do assunto, que envolvem aspectos 
diversos, tais como: a propriedade da edificação (pública ou privada); 
ações de manutenção a

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