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Ortopedia- aula sobre joelho 
Parte 01 
 
Introdução e Objetivos 
 
O instrutor inicia a aula sobre joelho, focando 
na importância da palpação e inspeção para 
diagnóstico, e na realização de testes 
ortopédicos. O objetivo principal é que os 
alunos compreendam a anatomia do joelho, 
saibam diagnosticar condições como 
síndrome patelar dolorosa, desalinhamento e 
derrame articular. 
 
Anatomia do Joelho 
 
O joelho é definido como o contato dos 
côndilos femorais (convexos) com os platôs 
tibiais (planos). Para compensar essa 
incongruência, a natureza inseriu os 
meniscos (medial e lateral), estruturas 
fibrocartilaginosas pouco vascularizadas que 
aumentam a congruência e absorvem o 
impacto. Além disso, ligamentos (cruzado 
anterior e posterior, colateral medial e lateral) 
são essenciais para a estabilidade, 
impedindo o deslocamento excessivo da 
tíbia. 
 
 
 
Funções e Estruturas Adicionais 
 
Os meniscos têm funções cruciais como 
preencher o espaço entre as superfícies 
articulares, aumentar a estabilidade, 
absorver o impacto e distribuir o líquido 
sinovial. Os ligamentos cruzados (anterior e 
posterior) impedem o deslocamento da tíbia 
para frente e para trás, respectivamente. Os 
ligamentos colaterais (medial e lateral) 
estabilizam o joelho contra movimentos 
laterais (varo e valgo). A cápsula articular, 
com suas camadas fibrosa e sinovial, envolve 
a articulação, produzindo o líquido sinovial 
que lubrifica e diminui a temperatura da 
articulação. 
 
Patela e Região Anterior do Joelho 
 
A patela, um osso sesamoide, está fixada ao 
tendão quadricipital (superiormente) e ao 
ligamento patelar (inferiormente). Ela desliza 
entre os côndilos femorais, facilitando a 
flexo-extensão do joelho. A patela possui 
facetas articulares revestidas por cartilagem 
espessa para reduzir o atrito. Anormalidades 
como a patela plana podem levar à luxação. 
 
Lesões Comuns e Mecanismos 
 
A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) é 
comum, frequentemente causada por trauma 
com o joelho fletido e rotação. Lesões de 
menisco também são frequentes, ocorrendo 
quando o joelho é flexionado e rotacionado 
sob carga. A síndrome patelar dolorosa 
resulta do atrito excessivo da cartilagem da 
patela, enquanto a condromalácia patelar 
envolve o amolecimento da cartilagem. 
 
Músculos e Estabilidade 
 
Os músculos da coxa, como o quadríceps 
(reto femoral, vasto lateral e vasto medial), 
são cruciais para a estabilidade do joelho. Os 
isquiotibiais (músculos do jarrete) também 
contribuem para a estabilidade, 
especialmente em extensão. O 
fortalecimento muscular é fundamental para 
compensar lesões ligamentares e prevenir 
problemas articulares. 
 
Exames e Diagnóstico 
 
O raio-x é útil para avaliar os contornos 
ósseos e o espaço articular. A ressonância 
magnética (RM) é utilizada para visualizar 
tecidos moles, como meniscos e ligamentos. 
O exame físico, incluindo palpação e testes 
específicos, é essencial para o diagnóstico. 
 
Considerações Finais 
 
A aula enfatiza a importância de entender a 
anatomia e biomecânica do joelho para 
diagnosticar e tratar lesões. O instrutor 
destaca a necessidade de um raciocínio 
clínico apurado e a importância do 
fortalecimento muscular para a estabilidade 
articular. 
 
Descrição do que foi Sumarizado: 
 
1. 
2. Anatomia Detalhada: Explicação das 
estruturas ósseas, cartilaginosas, 
ligamentares e musculares do joelho. 
 
3. Funções: Descrição das funções de cada 
componente, como estabilidade, 
absorção de impacto e lubrificação. 
 
4. Lesões Comuns: Discussão sobre as 
lesões mais frequentes, seus 
mecanismos e sintomas. 
 
5. Diagnóstico: Métodos de exame físico e 
exames complementares para identificar 
patologias. 
 
6. Tratamento: Abordagens de tratamento, 
incluindo fortalecimento muscular e 
considerações cirúrgicas. 
 
 
Conteúdo Mais Importante: 
 
1. 
2. A importância dos meniscos e 
ligamentos para a estabilidade e função 
do joelho. 
 
3. Os mecanismos de lesão comuns e como 
diagnosticá-los. 
 
4. O papel crucial dos músculos na 
estabilidade e prevenção de lesões. 
 
5. A relevância do exame físico e exames de 
imagem para um diagnóstico preciso 
 
 
Parte 02 
Priorização do Movimento em Articulações 
Sinoviais 
 
O foco principal deve ser sempre o 
movimento ao avaliar articulações sinoviais 
como tornozelo, joelho, quadril, cotovelo e 
ombro. Priorizar e preservar o movimento o 
mais cedo possível é crucial. No caso do 
joelho, flexão e extensão são fundamentais, 
com a força sendo secundária. O objetivo é 
restaurar a amplitude de movimento (ADM) 
para que o paciente possa retomar suas 
atividades diárias (AVDs) rapidamente. 
 
Raciocínio Clínico e Anamnese Detalhada 
 
Ao avaliar um paciente com dor no joelho, é 
essencial seguir uma ordem de raciocínio. 
Comece com uma anamnese detalhada, 
demonstrando interesse pelo paciente e 
coletando informações precisas sobre o 
incidente que causou a dor. Questione sobre 
a localização exata da dor e suas 
características (pontual, ardida, 
formigamento). Considere fatores como 
idade, peso e marcha do paciente para 
construir um raciocínio clínico sólido. 
 
Inspeção Visual e Avaliação Morfológica 
 
A inspeção visual é crucial para identificar 
alterações morfológicas no paciente. 
Observe como ele caminha (marcha 
claudicante), procure por edema, alterações 
de eixo (genu valgo ou varo) e cicatrizes. 
Avalie o tipo de joelho do paciente, 
observando se há hiperextensão (frouxidão 
ligamentar) ou flexão excessiva. A inspeção 
fornece informações valiosas sobre possíveis 
causas da dor. 
 
Exame Físico: Palpação e Avaliação 
Funcional 
 
O exame físico se divide em palpação e 
avaliação funcional. A palpação envolve 
identificar estruturas ósseas e de tecidos 
moles para localizar a fonte da dor. Em 
seguida, avalie a funcionalidade da 
articulação, observando a amplitude de 
movimento ativa e passiva. Testes específicos 
são realizados para confirmar suspeitas 
diagnósticas. 
 
 
 
 
 
Ordem Cronológica no Exame do Joelho 
 
É fundamental seguir uma ordem cronológica 
no exame do joelho: anamnese, inspeção, 
palpação de tecidos ósseos e moles, exame 
físico (mobilidade articular). A palpação deve 
incluir a patela (base, ápice, bordas), a 
interlinha articular, a tuberosidade da tíbia e a 
cabeça da fíbula. No tecido mole, palpe o 
tendão quadricipital, o ligamento patelar e os 
ligamentos colaterais medial e lateral. 
 
Palpação em Decúbito Dorsal e Sentado 
 
A palpação pode ser realizada com o paciente 
em decúbito dorsal e sentado. Em decúbito 
dorsal, foque na patela e nas estruturas 
ósseas adjacentes. Sentado, a interlinha 
articular se torna mais acessível, permitindo 
a palpação dos côndilos femorais e tibiais. Na 
região posterior, atente-se ao cisto de Baker. 
 
Raciocínio Clínico na Palpação 
 
Ao palpar, associe a localização da dor a 
possíveis lesões. Dor na base da patela pode 
indicar tendinite quadricipital, enquanto dor 
no ápice pode sugerir lesão do ligamento 
patelar. Dor na interlinha articular pode 
indicar lesão meniscal ou ligamentar. A 
palpação deve ser combinada com a 
anamnese para um diagnóstico preciso. 
 
Testes Específicos e Exames 
Complementares 
 
Testes específicos, como os de apreensão 
patelar, podem ser utilizados para confirmar 
suspeitas diagnósticas. Em casos de suspeita 
de lesão cartilaginosa ou artrose, exames 
complementares como raio-x podem ser 
solicitados para avaliar o espaço articular e 
os contornos ósseos. 
 
Anatomia Palpatória e Referências Ósseas 
 
A anatomia palpatória é essencial para um 
exame preciso. As referências ósseas, como 
a patela, a tuberosidade da tíbia e a cabeça 
da fíbula, servem como guias para a palpação 
das estruturas adjacentes. A familiaridade 
com a anatomia permite identificar 
rapidamente as estruturas lesionadas. 
 
 
 
 
Dicas e Considerações Adicionais 
 
 
1. Patelas Trábicas: Observe o alinhamento 
das patelas, pois patelas voltadas paradentro (trábicas) podem indicar rotação 
tibial. 
 
2. Vasto Medial: O vasto medial é o primeiro 
músculo da coxa a atrofiar e é crucial 
para manter a patela alinhada. 
 
3. Sinal da Tecla: Avalie a mobilidade da 
patela e procure pelo sinal da tecla, que 
indica acúmulo de líquido na articulação. 
 
4. Confiança: Demonstre confiança ao 
examinar o paciente, mesmo que esteja 
inseguro, e pesquise posteriormente para 
aprimorar seus conhecimentos. 
 
 
Resumo Conciso 
 
 
1. Foco: Priorizar o movimento em 
articulações sinoviais, especialmente no 
joelho. 
 
2. Processo: Anamnese detalhada, 
inspeção visual, palpação sistemática e 
testes específicos. 
 
3. Anatomia: Domínio da anatomia 
palpatória e identificação de referências 
ósseas. 
 
4. Raciocínio: Associar a localização da dor 
a possíveis lesões e utilizar exames 
complementares quando necessário. 
 
5. Objetivo: Diagnóstico preciso e plano de 
tratamento eficaz para restaurar a função 
do joelho

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