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Relevo, solo e bacias hidrográficas no estudo das paisagens
DISCIPLINA: RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS DOCENTE: SIMONE M. SANTOS
GEOMORFOLOGIA
QUASE TODAS AS ATIVIDADES HUMANAS QUE SE DESENVOLVEM NA SUPERFÍCIE TERRESTRE ESTÃO SOBRE ALGUMA FORMA DE RELEVO OU ALGUM TIPO DE SOLO
ABORDAGEM
Estuda a origem e a estrutura das
formas de relevo
Formas de relevo, rochas, solos
e materiais trabalhados.
Características distintas – riscos e benefícios diferenciados
Diagnóstico, prognóstico e prevenção
ESCALA E INTERFACES
Origem e evolução no tempo e
no espaço
Diferentes escalas espaciais e temporais
Conhecimentos de
pedologia, climatologia, geologia,
biogeografia, hidrologia, etc.
GEOMORFOLOGIA E PROCESSOS ASSOCIADOS
Encostas - Declividades a partir de 2o a 3o, delimitadas por um interflúvio e um talvegue
Predominam processos de transporte e erosão
Elevado risco/propensão à formação de voçorocas, sulcos e ravinas.
Áreas planas (entre 0o e 2o) em terras baixas (planícies) ou em áreas elevadas (topo das chapadas)
Predominam processos de acúmulo e infiltração
Baixo risco de erosão
GEOMORGOLOGIA E RELEVO
SOLOS EM GERAL
Maior ou menor resistência à agentes externos
Maiores teores de areia e silte – maior suscetibilidade à
processos erosivos
Solos argilosos – maior retenção de água e contaminantes e menor suscetibilidade à erosão.
NAS ENCOSTAS
Textura e granulometria do solo
Contato abrupto rocha e solo
Presença de fraturas no material rochoso
Presença de matacões na matriz do solo
Forma (côncavas, convexas e retilíneas)
Declividade - a partir de 30º apresentam risco de deslizamentos mais frequente - cima de 60º o regolito é menos espesso e, teoricamente, diminuiria o risco de escorregamentos
Comprimento - o aumento do comprimento de rampa de uma encosta é diretamente proporcional ao aumento da velocidade e quantidade de material removido pelo escoamento superficial
Escala granulométrica de Udden-Wentworth. As partículas classificam-se de acordo com a sua dimensão, desde argilas (as mais finas) até blocos (as mais grosseiras). Quando essas partículas se agregam de modo a formar uma rocha sedimentar, esta adquire o nome de acordo com o tipo de partícula dominante.
Udden, J. A. 1898. The mechanical composition of wind deposits. Augustana Library Pub. 1, Lutheran Augustana Library, Rock Island, Ill., USA.
C K Wentworth, "A scale of grade and class terms for clastic sediments", J. Geology 30:377–392 (1922).
Krumbein, W.C. (1936) - Application of Logarithmic Moments to Size Frequency Distributions of Sediments. Journal of Sedimentary Petrology, 6:35-47.
TEXTURA E
GRANULOMETRIA
A IMPORTÂNCIA DOS ESTUDO DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS
Hidrografia
Uso e ocupação do solo
BACIA HIDROGRÁFICA
Não podemos pensar na bacia levando-se em conta apenas os processos que ocorrem no leito dos rios, pois grande parte dos sedimentos que eles transportam é oriunda de áreas situadas mais a montante, vindos principalmente de encostas.
Um conjunto de terras drenadas por um rio e seus afluentes, delimitadas por divisores de água nas regiões mais altas do
relevo, onde as águas das chuvas, escoam superficialmente formando os rios e riachos, ou infiltram no solo para formação do lençol freático e afloramento de nascentes (BARRELLA, 2001)
CANAIS FLUVIAIS
ANASTOMASADO
PADRÕES DE DRENAGEM
INTERPRETAÇÕES
RETILÍNEOS
MEÂNDRICOS
EVOLUÇÃO DOS MEANDROS
MEANDROS DIVAGANTES
MEANDROS ENCAIXADOS
INFLUÊNCIAS ANTRÓPICAS
Mudanças indiretas, resultantes da ação fora do canal mas que modifica o comportamento de carga e descarga de sedimentos.
Controlar vazões e/ou estabilizar margens
CANALIZAÇÃO
BARRAGENS
REGIME HIDROLÓGICO - fluxo de água e transporte de sedimentos
COBERTURA VEGETAL – desmatamento, soterramento e inundação
ECOLOGIA - migração e reprodução de espécie
CONSEQUÊNCIAS
Acúmulo de áreas degradadas, com problemas de:
Erosão
Contaminação
Superexploração
Desertificação
No Brasil, praticamente não existem levantamentos sistemáticos sobre áreas contaminadas ou degradadas – destaque para a atuação da CETESB (Órgão Ambiental do Estado de São Paulo)
ESTUDOS DA PAISAGEM
Grande contribuição para a RAD
Emprego de modelos e de Sistema de
Informações Geográficas - SIG
Atuação de grupos interdisciplinares
Contribuição para projetos mais eficazes e redução dos custos envolvidos
COMO MENSURAR OS IMPACTOS?
Dificuldade de se avaliar o impacto devido principalmente à falta de padrões de comparação e de clara definição das características originais das áreas
No caso de contaminação de solos e águas subterrâneas, com modificação da estrutura interna ou perda de funções, a avaliação é ainda mais complicada
Quando se trata de impactos visíveis (processos erosivos, disposição de resíduos, remoção da vegetação...) a avaliação é facilitada
Sempre necessário definir uma escala para avaliar o grau de degradação.
ÍNDICADORES E ÍNDICES
Permitem avaliar o nível de 	modificação imposta por uma ação 	ou intervenção no ambiente
Devem ser sensíveis às mudanças, fornecendo informações por meio de parâmetros quali e quantitativos
Os modelos baseados em força 	motriz, pressão, impacto e resposta 	(DPSIR) é bastante utilizado
FORÇA MOTRIZ, PRESSÃO, ESTADO, IMPACTO E RESPOSTA
IMPACTOS DA OCUPAÇÃO EM ÁREAS RURAIS
Produção de alimentos ou estabelecimento de atividades econômicas (mineração, papel celulose, usina de açúcar e álcool, produção de café, entre outros)
Se bem planejada – pode conduzir a um novo estado de equilíbrio
Práticas inadequadas e avanço sobre áreas de preservação levam à degradação ambiental – principalmente devido à processos erosivos
SAIBA MAIS...
IMPACTOS DA MINERAÇÃO
Importante atividade econômica - base de sustentação de diversas atividades industriais
Deve ser planejada, com a recuperação sendo realizada simultaneamente
Incluem mineração de minérios de ferro, urânio, areias, pedras e argilas
Independentemente do porte, sempre altera o meio: remoção de vegetação, alteração da superfície topográfica, rebaixamento do lençol, geração de resíduos e alteração da paisagem
A céu aberto, subterrânea e mista
IMPACTOS DA MINERAÇÃO
FASES DA MINERAÇÃO
ATERRO SANITÁRIO
Manta geotextil - PEAD (polietileno de alta densidade)
Fonte: Manual de gerenciamento de lixo - IPT (2000)
CONTAMINAÇÃO DE SOLO E ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
Assim como vazamentos de redes de esgotos, lagoas de tratamento, efluentes 	industriais, vazamento de tanques enterrados podem contaminar solo e águas 	subterrâneas com contaminantes orgânicos, inorgânicos e patogênicos
Orgânicos:
Hidrocarbonetos (etenos, benzenos, toluenos, xilenos e outros)
Orgânicos sintéticos (fenóis, éteres, aldeídos, cetonas, entre outros)
Orgânicos nitrogenados, sulfonados e fosforados
Compostos orgânicos voláteis (cloroetileno)
Contaminantes inorgânicos: metais tóxicos (As, Cd, Pb e Hg) e metais alcalinos e
alcalinos terrosos, quando em elevadas concentrações (Na, Ca, Mg, K)
VAMOS FINALIZAR O DIAGNÓSTICO?
Relatório de diagnóstico
Conteúdo para o comunicação da sociedade
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