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32. Síndromes psicóticas (quadros do espectro da esquizofrenia e outras 
psicoses) 
 
Síndromes psicóticas: experiências como alucinações e delírios, desorganização marcante 
do pensamento e/ou do comportamento ou comportamento catatônico. Experiência intensa 
de estar sendo perseguido e alterações evidentes na vida pessoal, familiar e social também 
são frequentes nesses casos. 
 
Definição de psicose: 
- Orientação psicodinâmica: perda de contato com a realidade e/ou distorções na 
percepção e na relação com a realidade. Teste de realidade gravemente prejudicado. 
- Orientação fenomenológica: alterações básicas na estrutura de experiências 
fundamentais, como as do espaço e do tempo. Perda de elementos compartilhados 
do senso comum e mudança do vetor da intencionalidade. Na base da psicose estão 
profundas modificações do eu corporal e do senso de agência do self. 
- Orientação da psiquiatria clínica: ênfase à noção de psicose como presença de 
sintomas psicóticos (delírios, alucinações, desorganização do pensamento e do 
comportamento). 
 
Na psicose o mundo é percebido como se dirigindo ao sujeito; o mundo invade a 
consciência. Há inversão do arco intencional da consciência. 
 
Esquizofrenia: principal forma de psicose ou síndrome psicótica 
- Séc: XIX e início do século XX: quatro subtipos 
- Forma paranoide: alucinações e delírios de conteúdo persecutório. 
- Forma catatônica: alterações motoras, hipertonia, flexibilidade cerácea e 
alterações da vontade (negativismo, mutismo e impulsividade). 
- Forma hebefrênica: pensamento desorganizado, comportamento bizarro e 
afeto pueril, infantilizado. 
- Simples: lento e progressivo empobrecimento psíquico e comportamental, 
negligência de cuidados pessoais , embotamento afetivo e distanciamento 
social. 
 
- CID-11: alterações de pensamento, percepção, do self, volição, afetos e 
psicomotoras, inclusive catatonia. Sintomas nucleares: delírios e/ou alucinações 
persistentes, transtornos formais do pensamento, experiências de influência, 
passividade ou controle. Os sintomas devem estar presentes por, pelo menos, um 
mês. 
- DSM-5: Delírios, alucinações, discurso desorganizado, comportamento 
grosseiramente desorganizado ou catatônico, sintomas negativos. Dois ou mais 
sintomas devem estar presentes por, pelo menos, um mês. Disfunções sociais, no 
trabalho e/ou estudo, perda nas habilidades interpessoais e produtivas. 
 
Principais grupos de sintomas da esquizofrenia: 
1. Sintomas negativos (síndrome negativa ou deficitária): perda de certas funções 
psíquicas e empobrecimento global da vida afetiva, cognitiva e social do indivíduo. 
Ausências e déficits psíquicos e comportamentais. Sintomas incluem distanciamento 
e aplainamento afetivo; retração social; empobrecimento da linguagem e do 
pensamento; diminuição da vontade; e anedonia (diminuição da capacidade de 
experimentar e sentir prazer). 
 
2. Sintomas positivos: manifestações novas, salientes, do processo esquizofrênico. 
Alucinações (auditivas são mais frequentes), ideias delirantes (delírios persecutórios, 
autorreferentes ou de influência são mais frequentes), distorção da realidade. 
a. Sintomas de primeira ordem: percepção delirante, alucinações auditivas 
características, eco do pensamento ou sonorização do pensamento, 
divulgação do pensamento, roubo do pensamento, distúrbios da vivência do 
eu (vivências de influência sobre o corpo e vivências do fabricado). 
 
3. Sintomas de desorganização: pensamento progressivamente desorganizado; 
discurso tangente e circunscrito com neologismos; comportamentos desorganizados, 
bizarros e inadequados; afeto inadequado, incongruente. 
 
4. Sintomas psicomotores/catatonia: lentificação e empobrecimento psicomotor. 
Estereotipias, maneirismo, posturas bizarras e caretas. Catatonia é muito frequente, 
com sintomas de estupor, flexibilidade cerácea, catalepsia, ecolalia e ecopraxia. 
Pode acontecer agitação psicomotora (excitação catatônica). 
 
5. Sintomas/prejuízos cognitivos: alterações cognitivas nos domínios da atenção, 
memória episódica, memória de trabalho, velocidade de processamento e funções 
executivas. Alterações da cognição social, verificando-se déficit na teoria da mente, 
dificuldades na percepção e no gerenciamento de emoções, déficit na percepção 
social e prejudicado viés ou estilo de atribuição. 
 
6. Sintomas de humor: paradoxo emocional da esquizofrenia (combinação de redução 
da expressão emocional com maior reatividade emocional), sintomas ansiosos e 
depressivos. 
7. Outras características e sintomas associados: falta de insight (graus), sintomas 
neuropsicológicos inespecíficos (prejuízo na função olfativa, hipoalgesia e alteração 
na motilidade dos olhos). 
 
Aspectos mais relevantes da Esquizofrenia 
1. Se caracteriza pela combinação de sintomas positivos, negativos, desorganização, 
sintomas cognitivos, psicomotores e de humor. Geralmente é diagnosticada quando 
sintomas (+) e (-) ocorrem em conjunto com perdas no funcionamento social e na 
ausência de sintomas proeminentes de humor mas não são decorrentes de doenças 
neurológicas ou do uso de substâncias. 
2. Os sintomas surgem na adolescência e no início do período adulto; tendem a surgir 
mais cedo nos homens. 
3. É uma doença crônica, com surtos recorrentes; não há remissão completa depois 
dos surtos. O curso da doença é dividido em: fase pré-mórbida, fase de sintomas 
psicóticos e fase crônica. 
4. Causas não conhecidas. 
5. A pior evolução se associa ao sexo masculino. 
6. A diferença nosológica entre a esquizofrenia e outros TM´s é pouco clara. 
7. Há considerável heterogeneidade entre os pacientes acometidos pela esquizofrenia 
em termos de bases neurobiológicas, manifestações clínicas, curso e resposta ao 
tratamento. 
8. A gravidade dos diferentes sintomas e clusters de sintomas varia muito. 
9. Há perdas ou acometimentos cognitivos globais. Insight é raro. 
10. Pode haver perdas adicionais em áreas específicas da cognição, como funções 
executivas, memória, atenção, velocidade de processamento psicomotor e cognição 
social. 
11. Perdas e acometimentos cognitivos estão presentes antes mesmo do surgimento dos 
sintomas psicóticos. 
12. Obesidade, doenças cardiovasculares, tabagismo e uso de substâncias são 
frequentes em pacientes esquizofrênicos. Média de vida reduzida em 15 a 25 anos. 
13. Maior risco de suicídio e comportamentos violentos. Clozapina é o tratamento mais 
eficaz. 
 
Transtorno delirante (paranoia): surgimento de delírios bem organizados e com temática 
complexa mas com preservação da personalidade, da afetividade, da cognição e do resto do 
psiquismo. 
Esquizofrenia tardia (parafrenia): forma tardia da esquizofrenia (após os 50 anos). Surgem 
delírios organizados e acompanhados de alucinações com relativa preservação da 
personalidade e poucas alterações da afetividade e da vontade. 
Transtornos psicóticos agudos, breves e transitórios (psicoses reativas e/ou psicoses 
psicogênicas): Normanetente após estressores evidentes, pacientes psicóticos podem 
apresentar surgimento bem agudo de sintomas semelhantes à esquizofrenia, mas que 
revelam remissão relativamente rápida e não implicam deterioração da vida social ou 
empobrecimento psíquico. De modo geral os sintomas duram poucos dias e o paciente 
retorna completamente ao funcionamento psíquico anterior. No transtorno psicótico breve 
predominam sintomas delirantes, alucinações visuais e/ou auditivas, intensa perplexidade, 
certa confusão mental e turbulência emocional. 
Transtorno esquizoafetivo: caracterizado pela presença concomitante de sintomas 
esquizofrênicos e sintomas de episódio depressivo maior ou episódio maníaco. 
 
CID-11 
F20 Esquizofrenia 
Características 
- Distorções fundamentais e características do pensamento e da percepção 
- Eco, imposição, roubo ou divulgação do pensamento 
- Percepção delirante, ideias delirantes de controle,influência ou passividade 
- Vozes alucinatórias que comentam ou discutem com o paciente na 3º pessoa 
- Transtornos do pensamento 
- Sintomas negativos 
- Afetos inapropriados ou embotados 
- Usualmente mantém-se clara a consciência e a capacidade intelectual 
 
Evolução do transtorno 
- Contínua 
- Episódica com ocorrência de um déficit progressivo ou estável 
- Episódios seguidos de remissão completa ou incompleta 
 
Diagnóstico 
- Não pode ser diagnosticada quando existem sintomas depressivos ou maníacos no 
primeiro plano (a menos que os sintomas esquizofrênicos sejam anteriores aos 
transtornos afetivos); 
- Não pode ser diagnosticada quando existe uma doença cerebral manifesta, uso de 
drogas ou abstinência; 
 
F20.0 Esquizofrenia paranoide: presença de ideias delirantes relativamente estáveis, 
frequentemente de perseguição, em geral acompanhadas de alucinações auditivas e 
perturbação da percepção. Ausência de perturbação do afeto, da vontade da linguagem e de 
sintomas catatônicos. 
F20.1 Esquizofrenia hebefrênica: perturbação dos afetos; ideias delirantes e alucinações 
fugazes e fragmentárias, comportamento irresponsável e imprevisível; maneirismos. 
F20.2 Esquizofrenia catatônica: distúrbios psicomotores proeminentes que podem alternar 
entre extremos como hipercinesia e estupor, ou entre a obediência automática e o 
negativismo. 
F20.3 Esquizofrenia indiferenciada: Afecções psicóticas que preenchem os critérios 
diagnósticos gerais para a esquizofrenia mas que não correspondem a nenhum dos subtipos 
incluídos em F20.0-F20.2, ou que exibam padrões de mais de um deles sem uma clara 
predominância de um conjunto particular de características diagnósticas. 
F20.4 Depressão pós-esquizofrênica: episódio depressivo prolongado após o fim de uma 
afecção esquizofrênica. 
F20.5 Esquizofrenia residual: Estádio crônico da evolução de uma doença esquizofrênica. 
F20.6 Esquizofrenia simples: ocorrência insidiosa e progressiva de excentricidade de 
comportamento, incapacidade de responder às exigências da sociedade, e um declínio 
global do desempenho. 
 
F21 Transtorno esquizotípico 
Características 
- Comportamento estranho ou excêntrico 
- Anomalias do pensamento e do afeto que se assemelham àquelas da esquizofrenia, 
mas não há em nenhum momento da evolução qualquer anomalia esquizofrênica 
manifesta ou característica 
- Afeto frio ou inapropriado, anedonia 
- Tendência ao retraimento social 
- Ideias paranoides ou bizarras sem que se apresentem ideias delirantes autênticas 
- Ruminações obsessivas 
- Transtornos do curso do pensamento e perturbações das percepções 
- Períodos transitórios ocasionais quase psicóticos com ilusões intensas, alucinações 
auditivas ou outras e ideias pseudodelirantes, ocorrendo em geral sem fator 
desencadeante exterior. 
 
F22 Transtornos delirantes persistentes: caracterizados única ou essencialmente pela 
presença de ideias delirantes persistentes e que não podem ser classificadas entre os 
transtornos orgânicos, esquizofrênicos ou afetivos. 
F22.0 Transtorno delirante: ocorrência de uma ideia delirante única ou de um conjunto de 
ideias delirantes aparentadas, em geral persistentes e que por vezes permanecem durante o 
resto da vida. 
F22.8 Outros transtornos delirantes persistentes: ideia ou as ideias delirante(s) são 
acompanhadas de alucinações auditivas persistentes tipo vozes, ou de sintomas 
esquizofrênicos que não satisfazem os critérios diagnósticos da esquizofrenia. 
F23 Transtornos psicóticos agudos e transitórios: ocorrência aguda de sintomas 
psicóticos tais como ideias delirantes, alucinações, perturbações das percepções e por uma 
desorganização maciça do comportamento normal. Não há evidência de uma etiologia 
orgânica. Em geral, se curam completamente em menos de poucos meses, frequentemente 
em algumas semanas ou mesmo dias. Normalmente associado a stress intenso. 
F23.0 Transtorno psicótico agudo polimorfo, sem sintomas esquizofrênicos: comporta 
alucinações, ideias delirantes ou perturbações das percepções manifestas, mas muito 
variáveis. 
F23.1 Transtorno psicótico agudo polimorfo, com sintomas esquizofrênicos: igual 
F23.0 mas comporta, apesar da instabilidade do quadro clínico, alguns sintomas tipicamente 
esquizofrênicos. 
F23.2 Transtorno psicótico agudo de tipo esquizofrênico: caracterizado pela presença 
de sintomas psicóticos relativamente estáveis e justificam o diagnóstico de esquizofrenia 
(F20.-), mas que persistem por menos de um mês. As características polimorfas instáveis 
descritas em F23.0 estão ausentes. 
F23.3 Outros transtornos psicóticos agudos, essencialmente delirantes: presença de 
ideias delirantes ou de alucinações relativamente estáveis, mas que não justificam um 
diagnóstico de esquizofrenia. 
F24 Transtorno delirante induzido: partilhado por duas ou mais pessoas ligadas muito 
estreitamente entre si no plano emocional. 
F25: Transtornos esquizoafetivos: tanto os sintomas afetivos quanto os esquizofrênicos 
são proeminentes 
- F25.0 do tipo maníaco 
- F25.1 do tipo depressivo 
- F25.2 do tipo misto 
 
 
DSM-5 
Espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos: definidos por anormalidades em 
um ou mais dos cinco domínios: delírios, alucinações, pensamento (discurso) 
desorganizado, comportamento motor desorganizado ou anormal e sintomas negativos. 
 
Delírios: crenças fixas, não passíveis de mudança à luz de evidências conflitantes. 
- Delírios persecutórios: crença de que o indivíduo será prejudicado por alguma 
pessoa, grupo ou organização. 
- Delírios de referência: crença de que gestos, comentários e estímulos ambientais 
são direcionados à própria pessoa. 
- Delírios de grandeza: crença de que se tem habilidades excepcionais, riqueza ou 
fama. 
- Delírios erotomaníacos: crença de que outra pessoa está apaixonada por ele. 
- Delírios niilistas: convicção de que uma grande catástrofe ocorrerá. 
- Delírios somáticos: preocupação referente à saúde e a função dos órgãos. 
- Delírios bizarros: claramente implausíveis e incompreensíveis. 
- Delírios não bizarros 
- Delírios de perda de controle da mente ou do corpo: retirada de pensamento, 
inserção de pensamento e delírios de controle. 
 
Alucinações: experiências semelhantes à percepção que ocorrem sem um estímulo 
externo. São vívidas e claras, não são voluntárias. Podem ocorrer em qualquer modalisade 
sensorial. 
Desorganização do pensamento (discurso): descarrilamento ou afrouxamento das 
associações, tangencialidade e incoerência. 
Comportamento motor desorganizado ou anormal: se manifesta de várias formas, desde 
comportamento catatônico até agitação imprevisível. 
Sintomas negativos: expressão emocional diminuída (redução da expressão física de 
emoções), avolia (redução em atividades motivadas, autoiniciadas e com finalidade), alogia 
(produção diminuída do discurso), anedonia (capacidade reduzida de sentir prazer) e falta 
de sociabilidade. 
 
Transtorno delirante 
Critérios diagnósticos: 
A. Presença de delírio com duração de um mês ou mais 
B. Critério A para esquizofrenia jamais foi atendido 
C. Funcionamento psíquico não acentuadamente prejudicado e o comportamento não é 
claramente bizarro ou esquisito 
D. Episódios maníacos e depressivos breves em comparação com os períodos 
delirantes 
E. Perturbações não tributáveis à drogas, condições médicas ou outro transtorno 
 
Subtipos: 
Erotomaníaco, grandioso, ciumento, persecutório, somático, misto e não especificado. 
Conteúdo bizarro ou não. 
 
Transtorno psicótico breve 
Critérios diagnósticos: 
A. Presença de um ou mais sintomas a seguir: 
a. Delírios 
b. Alucinações 
c. Discurso desorganizado 
d. Comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico 
B. Duração menor que um mês e eventual remissão total 
C. Perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno, nem efeitos fisiológicos 
de uma substância ou outra condiçãomédica. 
 
*Especificar-se com estressores evidentes e com início no pós-parto. 
 
Transtorno Esquizofreniforme 
Critérios diagnósticos: 
A. Dois ou mais itens a seguir presentes por uma quantidade significativa de tempo 
durante um período de um mês. 
a. Delírios 
b. Alucinações 
c. Discurso desorganizado 
d. Comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico 
e. Sintomas negativos 
B. Episódio de transtorno dura pelo menos um mês, mas menos que seis meses. 
C. Transtorno esquizoafetivos, depressivo ou bipolar foram descartados 
D. Perturbação não é atribuível a substâncias psicoativas ou condição médica. 
 
Esquizofrenia 
Critérios diagnósticos: 
A. Dois ou mais itens a seguir presentes por uma quantidade significativa de tempo 
durante um período de um mês. 
i. Delírios 
ii. Alucinações 
iii. Discurso desorganizado 
iv. Comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico 
v. Sintomas negativos 
 
B. Nível de funcionamento é progressivamente diminuído. 
C. Sinais contínuos de perturbação persistem durante, pelo menos, seis meses. 
D. Transtorno esquizoafetivo e transtorno depressivo ou transtorno bipolar com 
características psicóticas são descartados. 
E. A perturbação não pode ser atribuída aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. 
ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra condição médica. 
F. Se há história de transtorno do espectro autista ou de um transtorno da comunicação 
iniciado na infância, o diagnóstico adicional de esquizofrenia é realizado somente se 
delírios ou alucinações proeminentes, além dos demais sintomas exigidos de 
esquizofrenia, estão também presentes por pelo menos um mês 
 
Transtorno Esquizoafetivo 
Critérios diagnósticos: 
A. Um período ininterrupto de doença durante o qual há um episódio depressivo maior 
ou maníaco concomitante com o Critério A da esquizofrenia. 
B. Delírios ou alucinações por duas semanas ou mais na ausência de episódio 
depressivo maior ou maníaco durante a duração da doença ao longo da vida 
C. Os sintomas que satisfazem os critérios para um episódio de humor estão presentes 
na maior parte da duração total das fases ativa e residual da doença. 
D. A perturbação não pode ser atribuída aos efeitos de uma substância (p. ex., droga de 
abuso, medicamento) ou a outra condição médica. 
 
Subtipos: 
- Bipolar (mais comuns em adultos jovens) 
- Depressivo (mais comum em adultos velhos) 
 
Transtorno Psicótico Induzido por Substância/Medicamento 
Critérios diagnósticos: 
A. Presença de pelo menos um do sintomas a seguir: 
a. Delírios 
b. Alucinações 
 
B. Existe evidência de que 
a. Os sintomas se desenvolveram durante ou logo após intoxicação, abstinência 
ou exposição a medicamento 
b. A substância é capaz de produzir os sintomas 
 
C. A perturbação não é mais bem explicada por um transtorno psicótico não induzido 
por substância/medicamento. 
D. A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de delirium. 
E. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no 
funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do 
indivíduo. 
 
Transtorno Psicótico Devido A Outra Condição Médica 
Critérios diagnósticos: 
A. Alucinações ou delírios proeminentes 
B. Há evidências da história, do exame físico ou de achados laboratoriais de que a 
perturbação é a consequência fisiopatológica direta de outra condição médica. 
C. A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental. 
D. A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de delirium. 
E. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no 
funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do 
indivíduo. 
 
Subtipos: 
- Com delírios 
- Com alucinações

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