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Tribunal do Júri III
DIREITO PROCESSUAL PENAL
TRIBUNAL DO JÚRI III
RELEMBRANDO
É preciso tomar cuidado porque a primeira fase do tribunal do júri é muito semelhante ao 
procedimento comum ordinário, mas há uma pequena alteração. No que se refere à ab-
solvição sumária, ela não vai existir no meio do procedimento, mas será destacada para o 
final da 1ª fase do tribunal do júri porque, ao final da instrução preliminar, há quatro deci-
sões possíveis trabalhadas anteriormente: a pronúncia, a impronúncia, a desclassificação 
e absolvição sumária.
TRIBUNAL DO JÚRI
Pensando na segunda fase, deve-se levar em consideração que a decisão proferida na 
primeira fase foi de pronúncia. Ou seja, aquele réu foi pronunciado, a única daquelas quatro 
decisões que irá conduzir esse réu para o plenário do tribunal do júri, no qual se terá, efeti-
vamente, o conselho de sentença e os sete jurados para julgar aquele caso, sobre o qual o 
juiz profere a sentença.
DESAFORAMENTO
Antes de abordar o plenário, será visto a seguir um instituto, que é o desaforamento. 
Pode ser que esse plenário não seja realizado onde é a competência territorial daquele caso. 
Supondo que um delito de homicídio doloso, seja com outros crimes conexos ou não, tenha 
sido praticado e consumado na cidade X. Nesse caso, é do tribunal do júri da cidade X. Por 
alguns motivos a partir dos artigos 427 e 428, pode ser que esse júri seja retirado dessa 
cidade e levado para outra cidade; será desaforado. Isso é feito só para a segunda fase. Ao 
terminar o plenário, o processo volta para a cidade X.
1.só no tribunal do júri.
2.somente na segunda fase - após a preclusão da pronúncia.
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DIREITO PROCESSUAL PENAL
A pronúncia é a decisão que conduz ao plenário. Quando a pronúncia preclui, seja porque 
não houve recurso em sentido estrito ou porque houve recurso, mas não teve provimento, 
mantendo-se a pronúncia, encaminha-se para a segunda fase, o plenário.
3.Legitimidade: MP; Querelante; Acusado; Defensor; Assistente da Acusação; Juiz presiden-
te: exceto na hipótese do art. 428.
Art. 427, §3º Será ouvido o juiz presidente, quando a medida não tiver sido por ele solicitada.
Se não foi o Juiz presidente que requereu o desaforamento, ele será ouvido de qualquer 
forma, antes do tribunal de segundo grau. Isso porque quem decide o desaforamento não é 
o juiz de primeiro grau do tribunal do júri, mas os desembargadores no segundo grau. Antes 
de decidir, eles ouvirão o juiz daquele tribunal do júri.
Além disso, é imprescindível ouvir a defesa:
STF Súmula n. 712 – É nula a decisão que determina o desaforamento de processo da 
competência do Júri sem audiência da defesa. .
Assim, se for outro legitimado que pedir o desaforamento, é preciso ouvir a defesa sempre, 
senão a decisão que desaforou será nula.
Os motivos pelos quais pode acontecer o desaforamento:
Art. 427 - Se o interesse da ordem pública o reclamar ou houver dúvida sobre a imparcialidade 
do júri ou a segurança pessoal do acusado, o Tribunal, a requerimento do Ministério Público, do 
assistente, do querelante ou do acusado ou mediante representação do juiz competente, poderá 
determinar o desaforamento do julgamento para outra comarca da mesma região, onde não exis-
tam aqueles motivos, preferindo-se as mais próximas.
Na prática, vê-se a possibilidade de imparcialidade do júri porque foi um caso de muita 
repercussão naquela região. Exemplo: um caso de feminicídio sobre o qual já há um pré-jul-
gamento por parte da população daquela localidade. Nessa situação, um dos legitimados 
pede que o plenário do júri seja retirado daquela região sob essa suspeita. A partir disso, ele 
será levado para um lugar onde não teve essa repercussão toda.
O artigo 428, por sua vez, traz outro motivo:
Art. 428. O desaforamento também poderá ser determinado, em razão do comprovado excesso de 
serviço, ouvidos o juiz presidente e a parte contrária, se o julgamento não puder ser realizado no 
prazo de 6 (seis) meses, contado do trânsito em julgado da decisão de pronúncia.
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DIREITO PROCESSUAL PENAL
Nesse caso, pode sair de uma comarca para outra na intenção de que esse julgamento, 
que está demorando muito, seja agilizado.
Preparação do processo para o julgamento em plenário:
Essa preparação é para marcar a data do julgamento.
Art. 422. Ao receber os autos, o presidente do Tribunal do Júri determinará a intimação do órgão 
do Ministério Público ou do querelante, no caso de queixa, e do defensor, para, no prazo de 5 (cin-
co) dias, apresentarem rol de testemunhas que irão depor em plenário, até o máximo de 5 (cinco), 
oportunidade em que poderão juntar documentos e requerer diligência. .
Na primeira fase de instrução preliminar, eram oito testemunhas à semelhança do que 
ocorre no procedimento comum ordinário. Já na segunda fase, há cinco testemunhas, à 
semelhança do que ocorre no procedimento comum sumário.
Art. 423. Deliberando sobre os requerimentos de provas a serem produzidas ou exibidas no plená-
rio do júri, e adotadas as providências devidas, o juiz presidente:
I –ordenará as diligências necessárias para sanar qualquer nulidade ou esclarecer fato que inte-
resse ao julgamento da causa;
II –fará relatório sucinto do processo, determinando sua inclusão em pauta da reunião do Tribu-
nal do Júri.
Incluir em pauta é marcar a data. O relatório feito estará à disposição das partes e dos 
jurados, que vão acessá-lo para compreender o que aconteceu na primeira fase.
Ordem de julgamento no plenário:
Há prioridades nessa pauta. Para o juiz organizar as datas de julgamento, as datas da 
pauta, observa os critérios de preferência do 429:
Art. 429. Salvo motivo relevante que autorize alteração na ordem dos julgamentos,
terão preferência:
I –os acusados presos;
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Na decisão de pronúncia, precisa decidir sobre prisão e medidas cautelares diversas. Se 
ele foi preso ou se mantiver preso no momento da pronúncia, ele tem preferência na marca-
ção de seu plenário.
II –dentre os acusados presos, aqueles que estiverem há mais tempo na prisão;
III –em igualdade de condições, os precedentemente pronunciados. .
§ 1º Antes do dia designado para o primeiro julgamento da reunião periódica, será afixada na porta 
do edifício do Tribunal do Júri a lista dos processos a serem julgados, obedecida a ordem prevista 
no caput deste artigo.
§ 2º O juiz presidente reservará datas na mesma reunião periódica para a inclusão de processo 
que tiver o julgamento adiado.
Habilitação de assistente
No assistente de acusação, tem-se uma parte secundária que não existe, necessaria-
mente, em todos os processos. Em todo processo, tem-se o lado acusatório, a defesa e o 
juiz, como imparcial. O assistente de acusação pode existir em uma ação penal pública em 
que a vítima ou os parentes da vítima irão se habilitar como assistente de acusação e atua-
rão ao lado do Ministério Público. Pode ser que esse assistente ainda não esteja habilitado 
no processo.
Na habilitação, o advogado terá uma procuração com poderes especiais dessa vítima ou 
da família e pedirá sua habilitação no processo para que ele atue naquela ação penal pública. 
Isso pode ter acontecido desde o recebimento da denúncia, porque a partir dele já é possível 
fazer tal procedimento. Pode ser, no entanto, que esse advogado não tenha se habilitado na 
instruçãopreliminar, mas deseja atuar na segunda fase para reforçar a acusação perante os 
jurados. Não estando habilitado ainda, ele tem um prazo para fazê-lo para atuar em plenário. 
Se perder esse prazo, ele não poderá realizar essa atuação.
Art. 430. O assistente somente será admitido se tiver requerido sua habilitação até 5 (cinco) dias 
antes da data da sessão na qual pretenda atuar.
Organização do júri:
É formado pelo Juiz presidente + 25 jurados, 7 dos quais irão compor o Conselho de 
Sentença.
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Deve-se ter, pelo menos, 15 jurados para a instalação do plenário. O juiz presidente é 
aquele que fez o concurso público e é juiz titular daquele tribunal do júri. Esse juiz, na pri-
meira fase, presidiu tudo até decidir se pronunciava ou não. Quando chega ao plenário, há a 
sentença subjetivamente complexa. O Conselho decidirá e o juiz possui capacidade técnica 
ou jurídica para produzir a sentença de acordo com o entendimento firmado pelo Conselho. .
Antes de começar o julgamento, há um sorteio dos jurados. As partes podem recursar 
esses jurados, seja motivada ou imotivadamente. Pode ser que não se forme o Conselho de 
Sentença por haver, por exemplo, o estouro da urna – as partes foram recusando os jurados, 
de modo que não sobraram sete.
Quem são esses jurados:
•Cidadão com mais de 18 anos.
Art. 437. Estão isentos do serviço do júri:
IX – os cidadãos maiores de 70 (setenta) anos que requeiram sua dispensa;
•Notória idoneidade.
Para maior compreensão sobre o assunto, observe o artigo:
Art. 425. Anualmente, serão alistados pelo presidente do Tribunal do Júri de 800 (oitocentos) a 
1.500 (um mil e quinhentos) jurados nas comarcas de mais de 1.000.000 (um milhão) de habitan-
tes, de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) nas comarcas de mais de 100.000 (cem mil) habitantes 
e de 80 (oitenta) a 400 (quatrocentos) nas comarcas de menor população.
§ 1º Nas comarcas onde for necessário, poderá ser aumentado o número de jurados e, ainda, 
organizada lista de suplentes, depositadas as cédulas em urna especial, com as cautelas mencio-
nadas na parte final do § 3º do art. 426 deste Código.
§ 2º O juiz presidente requisitará às autoridades locais, associações de classe e de bairro, entida-
des associativas e culturais, instituições de ensino em geral, universidades, sindicatos, repartições 
públicas e outros núcleos comunitários a indicação de pessoas que reúnam as condições para 
exercer a função de jurado.
Obs.:Tenta-se sempre não repetir jurados.
Art. 426. A lista geral dos jurados, com indicação das respectivas profissões, será publicada pela 
imprensa até o dia 10 de outubro de cada ano e divulgada em editais afixados à porta do Tribu-
nal do Júri.
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§ 1º A lista poderá ser alterada, de ofício ou mediante reclamação de qualquer do povo ao juiz 
presidente até o dia 10 de novembro, data de sua publicação definitiva.
§ 2º Juntamente com a lista, serão transcritos os arts. 436 a 446 deste Código.
§ 3º Os nomes e endereços dos alistados, em cartões iguais, após serem verificados na presença 
do Ministério Público, de advogado indicado pela Seção local da Ordem dos Advogados do Brasil e 
de defensor indicado pelas Defensorias Públicas competentes, permanecerão guardados em urna 
fechada a chave, sob a responsabilidade do juiz presidente.
§ 4º O jurado que tiver integrado o Conselho de Sentença nos 12 (doze) meses que antecederem 
à publicação da lista geral fica dela excluído.
§ 5º Anualmente, a lista geral de jurados será, obrigatoriamente, completada.
Recusa injustificada: .
Supondo que por conta de uma determinada religião, uma pessoa não possa prestar o 
serviço do júri, justificando essa recusa de consciência a partir disso. Nesse caso, ele pode 
prestar um serviço alternativo em substituição da prestação daquele serviço público sob a 
pena citada. O juiz presidente analisará cada caso, uma vez que a pessoa pode apresentar 
outros argumentos para essa recusa. Não pode, no entanto, uma recusa sem justificativa:
Art. 436, § 2º A recusa injustificada ao serviço do júri acarretará multa no valor de 1 (um) a 10 (dez) 
salários mínimos, a critério do juiz, de acordo com a condição econômica do jurado.
Escusa de consciência:
Art. 438. A recusa ao serviço do júri fundada em convicção religiosa, filosófica ou política importará 
no dever de prestar serviço alternativo, sob pena de suspensão dos direitos políticos, enquanto 
não prestar o serviço imposto.
Impedimento e suspeição dos jurados:
Art. 448. São impedidos de servir no mesmo Conselho:
I –marido e mulher; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008)
II –ascendente e descendente; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008)
III –sogro e genro ou nora; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008)
IV –irmãos e cunhados, durante o cunhadio; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008)
V –tio e sobrinho; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008)
VI – padrasto, madrasta ou enteado. (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008)
§ 1º O mesmo impedimento ocorrerá em relação às pessoas que mantenham união estável reco-
nhecida como entidade familiar. (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008)
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§ 2º Aplicar-se-á aos jurados o disposto sobre os impedimentos, a suspeição e as incompatibilida-
des dos juízes togados.
Obs.:Parentes, por exemplo, podem estar na mesma lista anual. O que não pode ocorrer 
é que sirvam no mesmo conselho.
É preciso atentar-se também aos artigos 252 e 254 e às hipóteses de impedimento suspei-
ção e impedimento do juiz togado: o juiz imparcial, por exemplo. Esses dispositivos também 
se aplicam aos jurados, que exercem a função de juiz.
Art. 449. Não poderá servir o jurado que: (Redação dada pela Lei n. 11.689, de 2008)
I –tiver funcionado em julgamento anterior do mesmo processo, independentemente da causa 
determinante do julgamento posterior; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008)
O princípio constitucional da soberania dos veredictos não é absoluto e é possível des-
constituir a sentença proferida pelo conselho de sentença, inclusive em sede de apelação. 
Há uma hipótese de que o julgamento é manifestamente contrário à prova nos autos. O tri-
bunal, nesse caso, determina a anulação daquele júri e um novo julgamento. Nesse caso, o 
jurado que participou do primeiro não pode participar do segundo. .
II –no caso do concurso de pessoas, houver integrado o Conselho de Sentença que julgou o outro 
acusado; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008)
Pode haver um crime doloso contra a vida praticado em concurso de pessoas – duas 
pessoas praticaram um homicídio doloso, por exemplo. Não significa, necessariamente, que 
eles serão julgados pelo mesmo tribunal do júri e no mesmo dia. Uma das situações que 
pode ocorrer é que um dos réus, citado por edital, tenha seu processo suspenso por um 
período. Se forem em datas diferentes, o mesmo jurado não pode participar dos dois mais 
julgamentos.
III –tiver manifestado prévia disposição para condenar ou absolver o acusado.
As redes sociais são um exemplo de possibilidade de manifestação.
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��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pela professora Lorena Alves Ocampos. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
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