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1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Tribunal do Júri III DIREITO PROCESSUAL PENAL TRIBUNAL DO JÚRI III RELEMBRANDO É preciso tomar cuidado porque a primeira fase do tribunal do júri é muito semelhante ao procedimento comum ordinário, mas há uma pequena alteração. No que se refere à ab- solvição sumária, ela não vai existir no meio do procedimento, mas será destacada para o final da 1ª fase do tribunal do júri porque, ao final da instrução preliminar, há quatro deci- sões possíveis trabalhadas anteriormente: a pronúncia, a impronúncia, a desclassificação e absolvição sumária. TRIBUNAL DO JÚRI Pensando na segunda fase, deve-se levar em consideração que a decisão proferida na primeira fase foi de pronúncia. Ou seja, aquele réu foi pronunciado, a única daquelas quatro decisões que irá conduzir esse réu para o plenário do tribunal do júri, no qual se terá, efeti- vamente, o conselho de sentença e os sete jurados para julgar aquele caso, sobre o qual o juiz profere a sentença. DESAFORAMENTO Antes de abordar o plenário, será visto a seguir um instituto, que é o desaforamento. Pode ser que esse plenário não seja realizado onde é a competência territorial daquele caso. Supondo que um delito de homicídio doloso, seja com outros crimes conexos ou não, tenha sido praticado e consumado na cidade X. Nesse caso, é do tribunal do júri da cidade X. Por alguns motivos a partir dos artigos 427 e 428, pode ser que esse júri seja retirado dessa cidade e levado para outra cidade; será desaforado. Isso é feito só para a segunda fase. Ao terminar o plenário, o processo volta para a cidade X. 1.só no tribunal do júri. 2.somente na segunda fase - após a preclusão da pronúncia. www.grancursosonline.com.br 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Tribunal do Júri III DIREITO PROCESSUAL PENAL A pronúncia é a decisão que conduz ao plenário. Quando a pronúncia preclui, seja porque não houve recurso em sentido estrito ou porque houve recurso, mas não teve provimento, mantendo-se a pronúncia, encaminha-se para a segunda fase, o plenário. 3.Legitimidade: MP; Querelante; Acusado; Defensor; Assistente da Acusação; Juiz presiden- te: exceto na hipótese do art. 428. Art. 427, §3º Será ouvido o juiz presidente, quando a medida não tiver sido por ele solicitada. Se não foi o Juiz presidente que requereu o desaforamento, ele será ouvido de qualquer forma, antes do tribunal de segundo grau. Isso porque quem decide o desaforamento não é o juiz de primeiro grau do tribunal do júri, mas os desembargadores no segundo grau. Antes de decidir, eles ouvirão o juiz daquele tribunal do júri. Além disso, é imprescindível ouvir a defesa: STF Súmula n. 712 – É nula a decisão que determina o desaforamento de processo da competência do Júri sem audiência da defesa. . Assim, se for outro legitimado que pedir o desaforamento, é preciso ouvir a defesa sempre, senão a decisão que desaforou será nula. Os motivos pelos quais pode acontecer o desaforamento: Art. 427 - Se o interesse da ordem pública o reclamar ou houver dúvida sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado, o Tribunal, a requerimento do Ministério Público, do assistente, do querelante ou do acusado ou mediante representação do juiz competente, poderá determinar o desaforamento do julgamento para outra comarca da mesma região, onde não exis- tam aqueles motivos, preferindo-se as mais próximas. Na prática, vê-se a possibilidade de imparcialidade do júri porque foi um caso de muita repercussão naquela região. Exemplo: um caso de feminicídio sobre o qual já há um pré-jul- gamento por parte da população daquela localidade. Nessa situação, um dos legitimados pede que o plenário do júri seja retirado daquela região sob essa suspeita. A partir disso, ele será levado para um lugar onde não teve essa repercussão toda. O artigo 428, por sua vez, traz outro motivo: Art. 428. O desaforamento também poderá ser determinado, em razão do comprovado excesso de serviço, ouvidos o juiz presidente e a parte contrária, se o julgamento não puder ser realizado no prazo de 6 (seis) meses, contado do trânsito em julgado da decisão de pronúncia. 5m www.grancursosonline.com.br 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Tribunal do Júri III DIREITO PROCESSUAL PENAL Nesse caso, pode sair de uma comarca para outra na intenção de que esse julgamento, que está demorando muito, seja agilizado. Preparação do processo para o julgamento em plenário: Essa preparação é para marcar a data do julgamento. Art. 422. Ao receber os autos, o presidente do Tribunal do Júri determinará a intimação do órgão do Ministério Público ou do querelante, no caso de queixa, e do defensor, para, no prazo de 5 (cin- co) dias, apresentarem rol de testemunhas que irão depor em plenário, até o máximo de 5 (cinco), oportunidade em que poderão juntar documentos e requerer diligência. . Na primeira fase de instrução preliminar, eram oito testemunhas à semelhança do que ocorre no procedimento comum ordinário. Já na segunda fase, há cinco testemunhas, à semelhança do que ocorre no procedimento comum sumário. Art. 423. Deliberando sobre os requerimentos de provas a serem produzidas ou exibidas no plená- rio do júri, e adotadas as providências devidas, o juiz presidente: I –ordenará as diligências necessárias para sanar qualquer nulidade ou esclarecer fato que inte- resse ao julgamento da causa; II –fará relatório sucinto do processo, determinando sua inclusão em pauta da reunião do Tribu- nal do Júri. Incluir em pauta é marcar a data. O relatório feito estará à disposição das partes e dos jurados, que vão acessá-lo para compreender o que aconteceu na primeira fase. Ordem de julgamento no plenário: Há prioridades nessa pauta. Para o juiz organizar as datas de julgamento, as datas da pauta, observa os critérios de preferência do 429: Art. 429. Salvo motivo relevante que autorize alteração na ordem dos julgamentos, terão preferência: I –os acusados presos; 10m www.grancursosonline.com.br 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Tribunal do Júri III DIREITO PROCESSUAL PENAL Na decisão de pronúncia, precisa decidir sobre prisão e medidas cautelares diversas. Se ele foi preso ou se mantiver preso no momento da pronúncia, ele tem preferência na marca- ção de seu plenário. II –dentre os acusados presos, aqueles que estiverem há mais tempo na prisão; III –em igualdade de condições, os precedentemente pronunciados. . § 1º Antes do dia designado para o primeiro julgamento da reunião periódica, será afixada na porta do edifício do Tribunal do Júri a lista dos processos a serem julgados, obedecida a ordem prevista no caput deste artigo. § 2º O juiz presidente reservará datas na mesma reunião periódica para a inclusão de processo que tiver o julgamento adiado. Habilitação de assistente No assistente de acusação, tem-se uma parte secundária que não existe, necessaria- mente, em todos os processos. Em todo processo, tem-se o lado acusatório, a defesa e o juiz, como imparcial. O assistente de acusação pode existir em uma ação penal pública em que a vítima ou os parentes da vítima irão se habilitar como assistente de acusação e atua- rão ao lado do Ministério Público. Pode ser que esse assistente ainda não esteja habilitado no processo. Na habilitação, o advogado terá uma procuração com poderes especiais dessa vítima ou da família e pedirá sua habilitação no processo para que ele atue naquela ação penal pública. Isso pode ter acontecido desde o recebimento da denúncia, porque a partir dele já é possível fazer tal procedimento. Pode ser, no entanto, que esse advogado não tenha se habilitado na instruçãopreliminar, mas deseja atuar na segunda fase para reforçar a acusação perante os jurados. Não estando habilitado ainda, ele tem um prazo para fazê-lo para atuar em plenário. Se perder esse prazo, ele não poderá realizar essa atuação. Art. 430. O assistente somente será admitido se tiver requerido sua habilitação até 5 (cinco) dias antes da data da sessão na qual pretenda atuar. Organização do júri: É formado pelo Juiz presidente + 25 jurados, 7 dos quais irão compor o Conselho de Sentença. 15m www.grancursosonline.com.br 5www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Tribunal do Júri III DIREITO PROCESSUAL PENAL Deve-se ter, pelo menos, 15 jurados para a instalação do plenário. O juiz presidente é aquele que fez o concurso público e é juiz titular daquele tribunal do júri. Esse juiz, na pri- meira fase, presidiu tudo até decidir se pronunciava ou não. Quando chega ao plenário, há a sentença subjetivamente complexa. O Conselho decidirá e o juiz possui capacidade técnica ou jurídica para produzir a sentença de acordo com o entendimento firmado pelo Conselho. . Antes de começar o julgamento, há um sorteio dos jurados. As partes podem recursar esses jurados, seja motivada ou imotivadamente. Pode ser que não se forme o Conselho de Sentença por haver, por exemplo, o estouro da urna – as partes foram recusando os jurados, de modo que não sobraram sete. Quem são esses jurados: •Cidadão com mais de 18 anos. Art. 437. Estão isentos do serviço do júri: IX – os cidadãos maiores de 70 (setenta) anos que requeiram sua dispensa; •Notória idoneidade. Para maior compreensão sobre o assunto, observe o artigo: Art. 425. Anualmente, serão alistados pelo presidente do Tribunal do Júri de 800 (oitocentos) a 1.500 (um mil e quinhentos) jurados nas comarcas de mais de 1.000.000 (um milhão) de habitan- tes, de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) nas comarcas de mais de 100.000 (cem mil) habitantes e de 80 (oitenta) a 400 (quatrocentos) nas comarcas de menor população. § 1º Nas comarcas onde for necessário, poderá ser aumentado o número de jurados e, ainda, organizada lista de suplentes, depositadas as cédulas em urna especial, com as cautelas mencio- nadas na parte final do § 3º do art. 426 deste Código. § 2º O juiz presidente requisitará às autoridades locais, associações de classe e de bairro, entida- des associativas e culturais, instituições de ensino em geral, universidades, sindicatos, repartições públicas e outros núcleos comunitários a indicação de pessoas que reúnam as condições para exercer a função de jurado. Obs.:Tenta-se sempre não repetir jurados. Art. 426. A lista geral dos jurados, com indicação das respectivas profissões, será publicada pela imprensa até o dia 10 de outubro de cada ano e divulgada em editais afixados à porta do Tribu- nal do Júri. 20m www.grancursosonline.com.br 6www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Tribunal do Júri III DIREITO PROCESSUAL PENAL § 1º A lista poderá ser alterada, de ofício ou mediante reclamação de qualquer do povo ao juiz presidente até o dia 10 de novembro, data de sua publicação definitiva. § 2º Juntamente com a lista, serão transcritos os arts. 436 a 446 deste Código. § 3º Os nomes e endereços dos alistados, em cartões iguais, após serem verificados na presença do Ministério Público, de advogado indicado pela Seção local da Ordem dos Advogados do Brasil e de defensor indicado pelas Defensorias Públicas competentes, permanecerão guardados em urna fechada a chave, sob a responsabilidade do juiz presidente. § 4º O jurado que tiver integrado o Conselho de Sentença nos 12 (doze) meses que antecederem à publicação da lista geral fica dela excluído. § 5º Anualmente, a lista geral de jurados será, obrigatoriamente, completada. Recusa injustificada: . Supondo que por conta de uma determinada religião, uma pessoa não possa prestar o serviço do júri, justificando essa recusa de consciência a partir disso. Nesse caso, ele pode prestar um serviço alternativo em substituição da prestação daquele serviço público sob a pena citada. O juiz presidente analisará cada caso, uma vez que a pessoa pode apresentar outros argumentos para essa recusa. Não pode, no entanto, uma recusa sem justificativa: Art. 436, § 2º A recusa injustificada ao serviço do júri acarretará multa no valor de 1 (um) a 10 (dez) salários mínimos, a critério do juiz, de acordo com a condição econômica do jurado. Escusa de consciência: Art. 438. A recusa ao serviço do júri fundada em convicção religiosa, filosófica ou política importará no dever de prestar serviço alternativo, sob pena de suspensão dos direitos políticos, enquanto não prestar o serviço imposto. Impedimento e suspeição dos jurados: Art. 448. São impedidos de servir no mesmo Conselho: I –marido e mulher; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008) II –ascendente e descendente; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008) III –sogro e genro ou nora; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008) IV –irmãos e cunhados, durante o cunhadio; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008) V –tio e sobrinho; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008) VI – padrasto, madrasta ou enteado. (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008) § 1º O mesmo impedimento ocorrerá em relação às pessoas que mantenham união estável reco- nhecida como entidade familiar. (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008) 25m www.grancursosonline.com.br 7www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Tribunal do Júri III DIREITO PROCESSUAL PENAL § 2º Aplicar-se-á aos jurados o disposto sobre os impedimentos, a suspeição e as incompatibilida- des dos juízes togados. Obs.:Parentes, por exemplo, podem estar na mesma lista anual. O que não pode ocorrer é que sirvam no mesmo conselho. É preciso atentar-se também aos artigos 252 e 254 e às hipóteses de impedimento suspei- ção e impedimento do juiz togado: o juiz imparcial, por exemplo. Esses dispositivos também se aplicam aos jurados, que exercem a função de juiz. Art. 449. Não poderá servir o jurado que: (Redação dada pela Lei n. 11.689, de 2008) I –tiver funcionado em julgamento anterior do mesmo processo, independentemente da causa determinante do julgamento posterior; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008) O princípio constitucional da soberania dos veredictos não é absoluto e é possível des- constituir a sentença proferida pelo conselho de sentença, inclusive em sede de apelação. Há uma hipótese de que o julgamento é manifestamente contrário à prova nos autos. O tri- bunal, nesse caso, determina a anulação daquele júri e um novo julgamento. Nesse caso, o jurado que participou do primeiro não pode participar do segundo. . II –no caso do concurso de pessoas, houver integrado o Conselho de Sentença que julgou o outro acusado; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008) Pode haver um crime doloso contra a vida praticado em concurso de pessoas – duas pessoas praticaram um homicídio doloso, por exemplo. Não significa, necessariamente, que eles serão julgados pelo mesmo tribunal do júri e no mesmo dia. Uma das situações que pode ocorrer é que um dos réus, citado por edital, tenha seu processo suspenso por um período. Se forem em datas diferentes, o mesmo jurado não pode participar dos dois mais julgamentos. III –tiver manifestado prévia disposição para condenar ou absolver o acusado. As redes sociais são um exemplo de possibilidade de manifestação. 30m ��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pela professora Lorena Alves Ocampos. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. www.grancursosonline.com.br