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Defina parto e descreva as fases clínicas que o compõem, destacando os principais eventos que ocorrem em cada uma delas. Conjunto de fenômenos mecânicos e fisiológicos que levam à expulsão do feto e seus anexos do corpo da mãe; parturição. Fases clínicas 1. Fase de Dilatação - Dilatação do colo do útero até 10 cm. Subdivisões: · Fase Latente: Dilatação lenta até cerca de 6 cm. Contrações irregulares e leves. Pode durar até 20 horas em primíparas. · Fase Ativa: Dilatação rápida de 6 cm até 10 cm. Contrações intensas e regulares. Pode durar de 4 a 8 horas. · Eventos principais: · Perda do tampão mucoso. · Ruptura da bolsa amniótica (em alguns casos). · Intensificação das contrações. 3 contrações a cada 10 min. 2. Fase Expulsiva - Expulsão do bebê. Quando o colo do útero atinge 10 cm. Pode variar de minutos a algumas horas. · Eventos principais: · Contrações intensas e frequentes. · Vontade de fazer força (reflexo de Ferguson). · Saída do bebê. 3. Fase de Dequitação (Secundamento) - Expulsão da placenta. No máximo 45 min após o parto. · Eventos principais: · Contrações uterinas para desprender a placenta. · Avaliação do útero e controle de sangramento. · Cuidados: Administração de ocitocina, tração controlada do cordão umbilical, monitoramento de hemorragias. Massagens, dequitação. 4. Fase Pós-Parto Imediato (Greenberg) - Monitoramento da mãe na primeira hora após o parto. · Eventos principais: · Contrações uterinas intensas (formação do “globo de segurança de Pinard”). · Risco aumentado de hemorragia pós-parto. · Formação de coágulos (miotamponamento e trombotamponamento). · Cuidados: Avaliação contínua, pesagem de compressas para estimar sangramento, observação de sinais vitais. Explique como se caracteriza a fase de dilatação no trabalho de parto, ressaltando a diferença entre a fase latente e a fase ativa. A fase de dilatação é a primeira fase clínica do trabalho de parto e tem como principal objetivo permitir que o colo do útero se dilate até atingir 10 cm, possibilitando a passagem do bebê pelo canal vaginal. 1. Fase Latente · Dilatação: 0 a 6 cm. · Características: · Contrações leves e irregulares. · Pode durar várias horas, especialmente em primíparas. · A mulher pode estar em casa ou em observação hospitalar. · Eventos: · Início das contrações uterinas. · Amolecimento e apagamento do colo do útero. · Pode ocorrer perda do tampão mucoso. 2. Fase Ativa · Dilatação: 6 a 10 cm. · Características: · Contrações mais fortes, regulares e frequentes (a cada 2-3 minutos). · Progressão mais rápida da dilatação. · Maior desconforto e necessidade de suporte. · Eventos: · Ruptura espontânea ou artificial da bolsa amniótica. · Descida do bebê pelo canal de parto. · Intensificação da dor e da pressão pélvica. Na fase expulsiva do parto, quais são os mecanismos que possibilitam a progressão do feto pelo canal de parto? Descreva-os. A fase expulsiva é a segunda fase clínica do trabalho de parto, iniciada após a dilatação completa do colo do útero (10 cm) e finalizada com o nascimento do bebê. Durante essa fase, ocorrem mecanismos fisiológicos e anatômicos que permitem a progressão do feto pelo canal de parto. Principais Mecanismos da Progressão Fetal Esses mecanismos são conhecidos como movimentos cardinales ou mecanismos do parto, e ocorrem em sequência para facilitar a saída do bebê: 1. Descida · O feto começa a se mover para baixo pela pelve materna. · É impulsionado pelas contrações uterinas e pela força de expulsão da mãe. · A descida é contínua até que a cabeça fetal atinja o assoalho pélvico. 2. Flexão · A cabeça do bebê se flexiona, aproximando o queixo do tórax. · Essa flexão reduz o diâmetro da cabeça, facilitando a passagem pelo canal de parto. 3. Rotação Interna · A cabeça do bebê gira para alinhar-se com o diâmetro maior da pelve. · Normalmente, a rotação é de 45 a 90 graus, posicionando o occipício anteriormente. 4. Extensão · Quando a cabeça alcança a vulva, ela se estende para passar pelo períneo. · Esse movimento permite que a cabeça emerja do canal de parto. 5. Rotação Externa (ou Restituição) · Após a saída da cabeça, ela gira novamente para alinhar-se com os ombros. · Esse movimento facilita a saída dos ombros e do restante do corpo. 6. Expulsão · Os ombros e o corpo do bebê são expulsos com ajuda das contrações e da força materna. · Marca o fim da fase expulsiva. Explique as principais alterações fisiológicas maternas observadas durante a fase de dilatação e como elas contribuem para a progressão do trabalho de parto. Durante a fase de dilatação, o corpo da gestante passa por diversas alterações fisiológicas que têm como objetivo facilitar a progressão do trabalho de parto e garantir a segurança da mãe e do bebê. Essas mudanças envolvem principalmente os sistemas cardiovascular, respiratório, hormonal, musculoesquelético e uterino. Principais Alterações e Suas Contribuições 1. Contrações Uterinas · Descrição: Contrações rítmicas e progressivamente mais intensas do miométrio. · Contribuição: Promovem o apagamento e dilatação do colo do útero, além de ajudar na descida do feto. 2. Aumento do Débito Cardíaco · Descrição: O débito cardíaco materno aumenta até 30% na fase ativa da dilatação. · Contribuição: Garante maior perfusão uterina e placentária, otimizando a oxigenação fetal. 3. Elevação da Frequência Respiratória · Descrição: A respiração se torna mais rápida e superficial. · Contribuição: Compensa o aumento da demanda metabólica e ajuda a manter a oxigenação adequada. 4. Liberação de Ocitocina · Descrição: Hormônio produzido pelo hipotálamo e liberado pela hipófise posterior. · Contribuição: Estimula as contrações uterinas e fortalece o vínculo emocional com o bebê. 5. Aumento da Sensibilidade à Dor · Descrição: A dor se intensifica com a dilatação e contrações. · Contribuição: Estimula a liberação de endorfinas, que ajudam no controle da dor e no preparo emocional da mãe. 6. Deslocamento do Diafragma e Aumento da Pressão Intra-abdominal · Descrição: O útero expandido empurra o diafragma para cima. · Contribuição: Facilita a força de expulsão durante as contrações e melhora a eficácia da pressão intra-abdominal. 7. Alterações no Colo do Útero · Descrição: O colo sofre apagamento (afinamento) e dilatação progressiva. · Contribuição: Permite a passagem do bebê pelo canal de parto. Descreva a fase de dequitação, incluindo os mecanismos fisiológicos responsáveis pela separação da placenta e os riscos associados a sua retenção. A fase de dequitação (ou secundamento) é a terceira fase clínica do trabalho de parto. Ela ocorre após o nascimento do bebê e é caracterizada pela expulsão da placenta e das membranas fetais. Essa fase é curta, geralmente durando entre 5 a 30 minutos, mas é crucial para a segurança da mãe. Mecanismos Fisiológicos da Separação da Placenta A separação da placenta ocorre por uma combinação de fatores mecânicos e hemostáticos: 1. Contrações Uterinas Pós-Parto · Após a saída do bebê, o útero sofre uma súbita diminuição de volume. · Isso gera tensão na área de implantação da placenta, favorecendo seu descolamento. 2. Formação do Hematoma Retroplacentar · O sangue se acumula entre a placenta e o endométrio, formando um hematoma. · Esse hematoma ajuda a separar a placenta da parede uterina. 3. Ruptura das Vilosidades Coriais · A tensão gerada rompe as vilosidades que mantêm a placenta aderida ao útero. · Isso completa o processo de separação. 4. Continuação das Contrações · As contrações persistem após o nascimento e empurram a placenta para fora. · Também atuam como um torniquete natural, comprimindo os vasos sanguíneos para evitar hemorragias. ⚠️ Riscos Associados à Retenção Placentária A retenção da placenta ocorre quando ela não é expulsa espontaneamente dentro de 30 minutos. Os principais riscos incluem: · Hemorragia pós-parto grave, devido à falha na contração uterina (atonia). · Infecção uterina (endometrite). · Choque hipovolêmico, se o sangramento for intenso. · Necessidade de intervenção manual ou cirúrgica pararemoção da placenta. 🧑⚕️ Cuidados e Manejo · Monitoramento contínuo da mãe após o nascimento. · Administração de ocitocina para estimular contrações. · Avaliação da integridade da placenta após a expulsão. · Massagem uterina em casos de dificuldade na dequitação. Explique o papel da contratilidade uterina em cada uma das fases clínicas do parto. 🔄 Papel da Contratilidade Uterina nas Fases Clínicas do Parto A contratilidade uterina é a capacidade do útero de se contrair e relaxar de forma coordenada. Ela é fundamental para a progressão do trabalho de parto, atuando como o “motor” que impulsiona o feto pelo canal de parto. Cada fase clínica do parto tem uma função específica da contratilidade. 🩺 1. Fase de Dilatação · Função das contrações: Apagar e dilatar o colo do útero até 10 cm. · Características: · Início com contrações leves e irregulares (fase latente). · Evolução para contrações intensas e regulares (fase ativa). · Contribuição: As contrações promovem o afinamento do colo e a sua abertura, além de ajudar na descida do feto para a pelve. 🚼 2. Fase Expulsiva · Função das contrações: Expulsar o bebê pelo canal vaginal. · Características: · Contrações fortes e frequentes, geralmente a cada 2-3 minutos. · A mulher sente vontade de fazer força (reflexo de Ferguson). · Contribuição: As contrações, somadas à força de empuxo materna, permitem a progressão dos mecanismos de parto (descida, flexão, rotação, extensão, etc.). FIBRAS MUSCULARES 🧬 3. Fase de Dequitação · Função das contrações: Descolamento e expulsão da placenta. · Características: · Contrações continuam após o nascimento do bebê. · Contribuição: Ajudam a formar o hematoma retroplacentar, facilitando o desprendimento da placenta e evitando hemorragias. 🛡️ 4. Fase Pós-Parto Imediato (Greenberg) · Função das contrações: Promover hemostasia uterina e regressão do útero. · Características: · Contrações intensas formam o “globo de segurança de Pinard”. · Contribuição: Previnem hemorragias pós-parto por compressão dos vasos uterinos (miotamponamento e trombotamponamento). ⚙️ Regulação Hormonal · Ocitocina: Estimula contrações uterinas. · Prostaglandinas: Aumentam a permeabilidade celular ao cálcio, favorecendo a contratilidade. · Progesterona: Durante a gestação, mantém o útero quiescente; sua queda no final da gravidez permite o início das contrações. Analise a importância do acompanhamento do bem-estar fetal em cada fase do trabalho de parto e descreva quais parâmetros clínicos devem ser observados. 👶 Acompanhamento do Bem-Estar Fetal nas Fases do Trabalho de Parto O monitoramento do bem-estar fetal durante o trabalho de parto é essencial para garantir a segurança do bebê e orientar decisões clínicas oportunas. A avaliação contínua permite identificar sinais de sofrimento fetal, como hipóxia, e prevenir complicações graves. 🩺 Importância em Cada Fase Clínica 1. Fase de Dilatação · Objetivo: Detectar precocemente alterações na oxigenação fetal. · Métodos: · Ausculta intermitente da frequência cardíaca fetal (FCF) com Doppler ou estetoscópio. · Cardiotocografia externa (monitoramento eletrônico). · Frequência recomendada: · Gestantes de baixo risco: FCF a cada 30 minutos. · Gestantes de alto risco: FCF a cada 15 minutos. · Parâmetros observados: · FCF entre 110–160 bpm. · Presença de acelerações. · Ausência de desacelerações tardias ou variáveis. 2. Fase Expulsiva · Objetivo: Monitorar o impacto das contrações intensas e da força de expulsão sobre o feto. · Métodos: · Ausculta após cada contração. · Cardiotocografia contínua em casos de risco. · Frequência recomendada: · Baixo risco: FCF a cada 15 minutos. · Alto risco: FCF a cada 3–5 minutos. · Parâmetros observados: · Desacelerações relacionadas às contrações. · Ritmo cardíaco fetal regular. · Sinais de sofrimento fetal (bradicardia, taquicardia, desacelerações prolongadas). 3. Fase de Dequitação · Objetivo: Garantir que o feto já nasceu com vitalidade e que não há complicações pós-nascimento. · Métodos: · Avaliação do índice de Apgar no 1º e 5º minuto. · Observação clínica do recém-nascido. · Parâmetros observados: · Respiração, tônus muscular, reflexos, cor da pele e FCF. · Presença de mecônio no líquido amniótico (indicador de sofrimento fetal anterior). 📊 Parâmetros Clínicos Fundamentais · Frequência Cardíaca Fetal (FCF) · Variabilidade da FCF · Desacelerações e acelerações · Presença de mecônio no líquido amniótico · Índice de Apgar · pH do sangue do couro cabeludo fetal (em casos específicos) Explique a importância da assistência humanizada no trabalho de parto e como as condutas diferem entre cada fase clínica. 🤱 Importância da Assistência Humanizada no Trabalho de Parto A assistência humanizada no trabalho de parto é uma abordagem que respeita a fisiologia do nascimento, os direitos da mulher e o vínculo com o bebê. Ela busca reduzir intervenções desnecessárias, promover o protagonismo da gestante e garantir um ambiente acolhedor, seguro e respeitoso. 🩺 Condutas Humanizadas por Fase Clínica 1. Fase de Dilatação · Condutas humanizadas: · Escuta ativa e acolhimento emocional. · Estímulo à movimentação livre e posições confortáveis. · Uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor (massagem, banho morno, bola de parto). · Presença de acompanhante de escolha da gestante. · Importância: Reduz ansiedade, promove conforto e favorece a progressão fisiológica do parto. 2. Fase Expulsiva · Condutas humanizadas: · Incentivo à posição de escolha para parir (cócoras, lateral, quatro apoios). · Orientação clara e respeitosa sobre os momentos de fazer força. · Proteção do períneo com técnicas suaves. · Evitar manobras invasivas ou desnecessárias. · Importância: Promove segurança, reduz traumas físicos e fortalece o vínculo mãe-bebê. 3. Fase de Dequitação · Condutas humanizadas: · Espera ativa pela expulsão espontânea da placenta. · Monitoramento cuidadoso sem pressa ou intervenções agressivas. · Manutenção do contato pele a pele com o bebê. · Importância: Reduz riscos de hemorragia e favorece o início da amamentação. 4. Pós-Parto Imediato · Condutas humanizadas: · Garantia de privacidade e tranquilidade. · Apoio à amamentação na primeira hora de vida. · Avaliação contínua do bem-estar materno e neonatal. · Importância: Fortalece o vínculo afetivo, melhora os desfechos emocionais e fisiológicos. 🌿 Princípios da Humanização · Respeito à autonomia da mulher. · Comunicação clara e empática. · Ambiente acolhedor e seguro. · Valorização da experiência emocional do parto. A assistência ao parto humanizado é uma abordagem que coloca a mulher e o bebê como protagonistas, priorizando a fisiologia do parto com respeito aos direitos humanos, o acolhimento e o apoio emocional e físico para que a experiência seja o mais segura e acolhedora possível. Não se trata de um local específico (como em casa ou na banheira), mas da forma como o procedimento é realizado, focando na autonomia da gestante, na participação em decisões e na adoção de intervenções médicas apenas quando estritamente necessárias. Princípios da Assistência ao Parto Humanizado · Centralidade da Mulher: A mulher é a protagonista, tendo suas vontades, desejos e escolhas respeitadas e considerados em todas as decisões sobre o parto. · Respeito à Fisiologia: A assistência se baseia no respeito à fisiologia do corpo feminino, intervindo apenas quando há necessidade justificada e com base em evidências científicas. · Ambiente Acolhedor: A gestante e o bebê são recebidos em um ambiente acolhedor, onde a equipe de saúde atua com ética e solidariedade. · Apoio Emocional: É fundamental o suporte emocional para a mulher e sua família durante o parto. · Acompanhamento Integral: A humanização se estende do pré-natal, parto e pós-parto (puerpério), garantindo direitos de cidadania e acesso à saúde. · Menos Medicalização: A abordagem busca uma perspectiva menos medicalizada e hospitalar, utilizando tecnologia e procedimentos médicos de forma benéfica e não indiscriminada. O que a AssistênciaHumanizada Inclui · Liberação da Mulher: Permissão para que a mulher se movimente livremente, beba água e se alimente durante o trabalho de parto. · Escolhas de Conforto: Oferecer opções como banho morno ou massagem para alívio da dor, conforme a preferência da mulher. · Participação da Família: Respeitar o direito da mulher de ter um acompanhante de sua escolha e envolvê-lo no processo. · Foco na Evidência Científica: As práticas adotadas são baseadas em evidências científicas para garantir a segurança da mãe e do bebê. O que a Assistência Humanizada Não é · Apenas um Local Específico: Não se limita a nascer em casa ou na banheira; pode ser um parto hospitalar feito de forma humanizada. · Afastamento da Tecnologia: Não significa não usar tecnologia, mas utilizá-la de forma judiciosa e benéfica. · Exclusão de Intervenções: Não exclui a necessidade de intervenções quando estas são justificadas e necessárias para a segurança da mãe e do bebê. A assistência ao parto humanizado é uma política pública que busca garantir que toda gestante tenha acesso a um atendimento digno e de qualidade, que respeite seus direitos e promova uma experiência positiva e segura. RESUMÃO 1. Definição e Fases Clínicas do Parto · Parto: Processo fisiológico e mecânico de expulsão do feto e anexos. · Fases: · Dilatação: Até 10 cm; fase latente (contrações leves) e ativa (contrações intensas). · Expulsiva: Saída do bebê; força materna e contrações. · Dequitação: Expulsão da placenta; contrações e formação de hematoma. · Pós-parto imediato: Contrações intensas; prevenção de hemorragias. 2. Fase de Dilatação · Latente: Dilatação até 6 cm; contrações leves. · Ativa: Dilatação de 6 a 10 cm; contrações fortes e regulares. · Eventos: Perda do tampão, ruptura da bolsa, dor crescente. 3. Mecanismos da Fase Expulsiva · Movimentos do feto: · Descida · Flexão · Rotação interna · Extensão · Rotação externa · Expulsão 4. Alterações Fisiológicas na Dilatação · Contrações uterinas · Aumento do débito cardíaco e frequência respiratória · Liberação de ocitocina · Sensibilidade à dor · Pressão intra-abdominal · Dilatação cervical 5. Fase de Dequitação · Mecanismos: Contrações, hematoma retroplacentar, ruptura das vilosidades. · Riscos da retenção: Hemorragia, infecção, necessidade de intervenção. 6. Contratilidade Uterina · Dilatação: Dilata o colo. · Expulsiva: Expulsa o bebê. · Dequitação: Expulsa a placenta. · Pós-parto: Hemostasia e regressão uterina. 7. Bem-Estar Fetal · Monitoramento: FCF, Apgar, mecônio, variabilidade. · Métodos: Ausculta, cardiotocografia, avaliação clínica. 8. Assistência Humanizada · Dilatação: Apoio emocional, liberdade de movimento. · Expulsiva: Posição de escolha, proteção do períneo. · Dequitação: Espera ativa, contato pele a pele. · Pós-parto: Privacidade, apoio à amamentação. Tônus uterino A avaliação do tônus uterino após o parto é crucial e é feita principalmente por meio da palpação do útero para verificar a sua firmeza e contração. Um útero com bom tônus estará firme e "duro como um globo". Em caso de atonia uterina, o útero ficará flácido e "mole como um pântano", o que pode levar a hemorragia pós-parto. A atenção a esta avaliação é fundamental nos minutos e na primeira hora após o parto. Como é feita a avaliação: · Palpação Abdominal: O profissional coloca uma mão no abdômen da paciente e apalpa o útero, que deve estar firmemente contraído. · Identificação de Sinais: A palpação permite verificar se o útero está firme ou flácido. O que é atonia uterina e seus sinais: · Útero Mole: Na atonia uterina, o útero não se contrai adequadamente após o parto, resultando em uma consistência flácida e mole. · Sinais Associados: Pode haver sangramento excessivo pelo canal vaginal. · Importância: A atonia uterina é a principal causa de hemorragia pós-parto e exige intervenção médica imediata. Quando é feita essa avaliação: · A avaliação do tônus uterino é essencial na primeira hora após o parto e continua sendo monitorada para garantir a segurança da mãe. Outras avaliações relevantes: · O globo de segurança de Pinard: Um acessório utilizado para monitorar a contração uterina. · Monitoramento dos sinais vitais: A observação da frequência cardíaca e da pressão arterial da paciente é importante para identificar a instabilidade. · Exame do canal do parto: Para verificar a presença de lacerações, que podem ser outra causa de sangramento. AULA DEFINIÇÃO DE PARTO DIAGNÓSTICO DO TRABALHO DE PARTO · Avaliação da dinâmica uterina – Manual – Observação da gestante em 20 min; Presença/Ausência; quantidade em 10 min, Intensidade, Percepção dos movimentos fetais. Cardiotocografia fetal (Cardiotoco) Não invasivo, resultado gráfico; frequência cardíaca; atividade uterina; movimentos fetais; · Exame de toque vaginal CONTRAÇÕES UTERINAS Parâmetros Tônus Intensidade Gravidez 2-4 mmhg Braxton Hicks 10-20 mmhg Parto >25 chegando a 50 mmhg Duração 40-60 seg Frequência 3 contrações a cada 10 min ALTERAÇÕES HIPOATIVIDADE 50mmhg Frequência 5/10 min Tônus >12mmhg Causas: Administração intempestiva de oxitocina. Pré-eclâmpsia. Parto obstruído. Síndrome de compressão da veia cava. Condutas: Decúbito lateral esquerdo. Oxigênio em cateter nasal. Redução da dose de ocitocina administrada. Avaliar obstáculos á progressão do parto. FASES DO PARTO DILATAÇÃO E AFINAMENTO DO COLO DO ÚTERO DILATAÇÃO CERVICAL EXPULSÃO · Fase inicial ou passiva – Sem contração de puxo involuntário. · Fase ativa – contrações de expulsão Puxo- 3 forças somadas para realizar a expulsão. DEQUITAÇÃO Após o parto até 30 min após Aplicação de oxitocina imediata após o parto Manobras: Tração do cordão, massagem, curetagem. GREENBERG Até 1 hora após o parto Loquiação- eliminação de sangue e tecidos ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS MATERNA Puxo Cóccix PARTO CESARIANA – INDICAÇÕES ABSOLUTAS · Gestação única em apresentação pélvica, a termo. · Gemelar com primeiro feto em apresentação pélvica. · Gestantes soropositivas para HIV. · Herpes genital primário no terceiro trimestre. · Placenta prévia total. · Sofrimento fetal agudo. · Desproporção feto-pélvico em trabalho de parto. PLANOS DE De Lee PRÁTICA · Ausculta e Dilatação · Manobra de Leopoldi EXAMES OBRIGATÓRIOS DA GESTANTE · USG 1 por trimestre · TGO e TGP · Hemograma completo VACINAÇÃO DA GESTANTE