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CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO JUDAS TADEU – CAMPUS UNIMONTE 
FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS - CURSO PSICOLOGIA 
 
 
 
 
GEOVANNA ALCANTARA HEEZEN 
JULIANA DE ABREU VITORINO SILVA 
 
DEPENDÊNCIA EMOCIONAL NOS RELACIONAMENTOS AMOROSOS NA 
PERSPECTIVA DA TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Santos 
2023
GEOVANNA ALCANTARA HEEZEN 
JULIANA DE ABREU VITORINO SILVA 
 
DEPENDÊNCIA EMOCIONAL NOS RELACIONAMENTOS AMOROSOS NA 
PERSPECTIVA DA TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso 
apresentado ao Curso de graduação em 
Psicologia do Centro Universitário São 
Judas - Campus Unimonte como requisito 
parcial para obtenção do título de Bacharel 
em Psicologia. 
 
Orientadora: Profa. Vanessa Monteiro Bizzo Lobo, Me. 
 
 
 
 
 
 
 
Santos 
2023
GEOVANNA ALCANTARA HEEZEN 
JULIANA DE ABREU VITORINO SILVA 
 
DEPENDÊNCIA EMOCIONAL NOS RELACIONAMENTOS AMOROSOS NA 
PERSPECTIVA DA TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL 
 
 
 
Este Trabalho de Conclusão de Curso foi 
julgado adequado à obtenção do título de 
Bacharel em Psicologia e aprovado em sua 
forma final pelo Curso de Psicologia do 
Centro Universitário São Judas Tadeu, 
campus Unimonte. 
 
 
Santos, __________de ____________________ de 2023. 
 
 
 
_____________________________________________ 
Prof. e Orientador: Vanessa Monteiro Bizzo Lobo, Me 
Centro Universitário São Judas – Campus Unimonte 
 
____________________________________________ 
Prof. Danilo Briscese Martinez, Me 
Centro Universitário São Judas – Campus Unimonte 
 
____________________________________________ 
 Prof. Mariana Januário Samelo Mugnol, Dra 
Centro Universitário São Judas – Campus Unimonte 
 
 
 
DEDICATÓRIA 
 
Dedicamos esta pesquisa à ciência, de forma a contribuir nos próximos estudos 
relacionados a este tema. 
 À todas as pessoas que direta ou indiretamente nos auxiliaram neste processo. 
AGRADECIMENTOS 
Ao concluir o presente trabalho, passa um filme de toda a trajetória no curso de 
Psicologia. É um sentimento de gratidão e emoção concluí-lo, visto que é um momento 
único e marcante em nossa primeira graduação. 
Agradecemos nossa orientadora e professora Vanessa Monteiro Bizzo Lobo, 
por todo conselho e orientação para que conseguíssemos realizar o trabalho. Aos 
demais professores, agradecemos por todo ensinamento e experiências ao longo da 
trajetória acadêmica. 
Eu, Geovanna, agradeço primeiramente a Deus pela força e foco advindos para 
esta realização. Agradeço muito a minha avó, irmão e meu namorado por todo apoio 
e carinho. Em especial aos meus pais, pelo incentivo e que estão sempre ao meu lado 
me apoiando e ajudando de todas as maneiras, e que não mediram esforços para a 
realização deste sonho. À Juliana, que desde o início da faculdade fizemos uma linda 
parceria, com muita sintonia e estudo, com certeza vou levar seus ensinamentos para 
a vida. E por último, mas não menos importante, agradeço a faculdade São Judas e 
aos meus amigos. 
Eu, Juliana, gostaria de agradecer primeiramente ao Divino pela minha 
existência. A minha parceira de curso Geovanna, que foi meu anjo da guarda em 
todos os momentos. E em especial a minha família, marido e filho, que estiveram 
sempre ao meu lado, torcendo por mim e que tiveram que estudar comigo, durante a 
pandemia. E aos meus pais, que me ensinaram a nunca desistir de um desejo. E 
graças a todos vocês hoje estou aqui apresentando este trabalho de conclusão de um 
curso tão esperado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 “Se nossos pensamentos forem limpos e 
claros, estaremos melhor preparados para alcançar 
nossos objetivos. ” 
(Aaron Beck) 
RESUMO 
A dependência emocional é algo bem presente nos relacionamentos amorosos, 
pois cada parceiro tem seu comportamento reforçado, a partir de padrões de 
pensamentos e crenças aprendidas em sua infância ou ambiente em que vive. O 
presente estudo teve como objetivo principal, entender a dinâmica da dependência 
emocional nos casais e apresentar a abordagem da Terapia Cognitivo-
Comportamental, as crenças envolvidas e compreender o papel do psicólogo para 
esses casos. Para elaboração da pesquisa foi realizada uma revisão bibliográfica 
narrativa, utilizando materiais como artigos e livros a fim de fundamentar e se 
aprofundar no assunto abordado. A abordagem cognitivo-comportamental considera 
que os pensamentos, emoções e comportamentos estão interligados e influenciam-se 
mutuamente, sendo vista como padrões de pensamentos distorcidos e 
comportamentos disfuncionais que mantêm uma pessoa a um relacionamento 
prejudicial. O papel do psicólogo é importante para fortalecer as crenças adaptativas, 
para que os pensamentos automáticos e crenças negativas disfuncionais do indivíduo 
não o paralisem ao decorrer da vida. 
 
Palavras-chave: Psicologia. Dependência Emocional. Relacionamentos Amorosos. 
Terapia Cognitiva Comportamental.
ABSTRACT 
Emotional dependence is a prominent aspect in romantic relationships, as each 
partner's behavior is reinforced by patterns of thoughts and beliefs acquired during 
childhood or from their environment. The main objective of this study was to 
understand the dynamics of emotional dependence in couples and present the 
Cognitive-Behavioral Therapy approach, the beliefs involved, and the role of 
psychologists in these cases. A narrative literature review was made to provide a 
foundation and in-depth exploration of the subject, utilizing materials such as articles 
and books. The cognitive-behavioral approach considers that thoughts, emotions, and 
behaviors are interconnected and mutually influential, being seen as distorted thought 
patterns and dysfunctional behaviors that maintain a person in a detrimental 
relationship. The role of psychologists is essential in strengthening adaptive beliefs, 
ensuring that an individual's automatic thoughts and dysfunctional negative beliefs do 
not hinder their progress in life. 
 
Keywords: Psychology. Emotional Dependence. Romantic Relationships. Cognitive-
Behavioral Therapy. 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................................... 10 
2. REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................................... 12 
3. OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS ............................................................................... 13 
3.1. Objetivo Geral ..................................................................................................................... 13 
3.2. Objetivos Específicos ....................................................................................................... 13 
4. METODOLOGIA ...................................................................................................................... 14 
4.1. Tipo de Pesquisa ............................................................................................................... 14 
4.2. Procedimentos de coleta de dados ............................................................................... 14 
4.3. Procedimentos de análise dos dados .......................................................................... 16 
5. ANÁLISE DOS DADOS ......................................................................................................... 17 
5.1. Visão da Terapia Cognitiva Comportamental nos relacionamentos amorosos . 17 
5.2. Identificação dos comportamentos da dependência emocional ........................... 19 
5.3. O papel do psicólogo neste seguimento ..................................................................... 22 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................... 24 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
.................................................................................... 26 
 
10 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O tema “dependência emocional em relacionamentos amorosos”, foi escolhido 
como tema do Trabalho de Conclusão de Curso devido observação de que as 
mulheres aos poucos vão ganhando espaço no mercado de trabalho e autonomia em 
relação as finanças, mas, ainda sim, isso não é suficiente para conseguirem resolver 
outro aspecto de suas vidas: o relacionamento amoroso. A capacidade profissional e 
emocional, pode, inclusive, ficar em desequilíbrio devido a esses relacionamentos. 
Quantas mulheres deixaram seus familiares, afazeres profissionais, amigos e 
cuidados pessoais para suprir uma ausência e carência afetiva, em nome do amor? 
 
Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo estudar os 
relacionamentos amorosos, já que é algo fundamental para a sobrevivência e 
interação dos casais, focando na dependência emocional existente nos 
relacionamentos. Muitas vezes, as pessoas acreditam ter relacionamentos saudáveis, 
mas na verdade, existem atitudes e comportamentos em que acontece uma 
dependência emocional. Intenta-se compreender a dinâmica de dependência 
emocional dos casais e identificar as crenças centrais envolvidas (BRUM, 2020). 
Algumas pessoas vivenciam o relacionamento de maneira muito dependente 
do outro parceiro, até para mínimas coisas do cotidiano, mas, não se percebem numa 
relação desigual, e ainda acreditam que essa seja uma forma saudável de união. Cada 
cônjuge reforça seu comportamento com a bagagem que traz dos casamentos dos 
pais, como: os conflitos, os padrões de pensamentos e as crenças de um 
relacionamento. A forma como aquela pessoa foi ensinada no ambiente em que viveu 
ou ainda vive, reflete diretamente na estrutura cognitiva, crenças e comportamentos 
(BRUM, 2020). 
É muito frequente que, o dependente emocional paralise sua vida em função 
do outro, prejudicando suas próprias realizações, como ter um objetivo pessoal, 
metas, hobbies ou seus próprios desejos colocados de lado, fazendo assim, somente 
sempre para o par, no qual decidiu dedicar sua vida. Comumente configuram outras 
psicopatologias, como depressão, transtornos alimentares e transtornos ansiosos 
(BUTION e WECHSLER, 2016). 
11 
 
Por esses motivos, este trabalho busca trazer o olhar dos pesquisadores sobre 
as mulheres submetidas à própria anulação, por um parceiro, um “amor”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
 
Desde a infância, as pessoas aprendem determinadas crenças de seus pais e 
de todo ambiente de convívio social. Assim, ao se tornarem adultos, essa passa a ser 
a base dos comportamentos. Muitas vezes, o indivíduo age de determinada maneira 
e pensa daquela forma, por ter uma crença construída desde criança. Com a ajuda de 
um psicólogo, é possível identificar certos comportamentos e crenças, e assim, 
modificá-los. A pessoa quando entra em um relacionamento, traz ideias de suas 
crenças centrais da infância, assim, essa relação pode reforçar ou não o 
comportamento do parceiro, sendo mantida, alterada ou rejeitada (PEÇANHA, 2005). 
 
Um tratamento baseado na formulação cognitiva, em que propõe pensamentos 
disfuncionais e que suas crenças sejam reorganizadas de forma saudável, foi 
desenvolvido por Aaron Beck nas décadas de 1960 e 1970. Ele chamou esse 
tratamento de Terapia Cognitiva. 
As crenças fazem parte do desenvolvimento humano como uma forma de 
auxiliar no processo de adaptação do ambiente, seja crença de si mesmo ou das 
pessoas ao seu redor. Todo o ambiente como a família, cultura e o contexto social e 
físico, possuem grande influência na formação dos processos cognitivos (PEÇANHA, 
2005). 
Dessa forma, as percepções e pensamentos influenciam os comportamentos e 
emoções, a partir da interpretação vivenciada em cada evento. A forma como se 
estrutura uma visão de mundo, determina o afeto e comportamento de uma pessoa, 
assim a cognição é influenciada e desenvolvida de acordo com as atitudes e 
pensamentos desde a infância (PEÇANHA, 2005). 
 
De acordo com Beck (1995, apud PEÇANHA, 2005) há muitos problemas 
vivenciados dentro do casamento também poderiam estar relacionados às cognições 
disfuncionais de ambos os parceiros, dentre elas, há a hipótese sobre o papel negativo 
dos pensamentos, crenças, expectativas, atribuições, entre outros, na qualidade dos 
relacionamentos maritais, o que pode (ou não) contribuir para uma dinâmica de 
dependência do cônjuge. 
 
 
13 
 
3. OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS 
 
 
3.1. Objetivo Geral 
 
Entender a dinâmica da dependência emocional nos casais e identificar as 
crenças centrais envolvidas a partir dos artigos pesquisados em psicologia. 
 
3.2. Objetivos Específicos 
 
1. Explicar a visão da TCC (Teoria Cognitiva Comportamental), com 
relação das crenças desde a infância até os relacionamentos na fase adulta. 
2. Identificar os comportamentos na dependência emocional e como se dá 
este processo. 
3. O papel do psicólogo neste seguimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
4. METODOLOGIA 
4.1. Tipo de Pesquisa 
Este trabalho teve como metodologia realizar um estudo teórico de 
caráter qualitativo. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, tendo como 
objetivo contextualizar a situação problema e analisar a literatura para compreensão 
do referencial teórico de pesquisa, em que a escolha do conteúdo e a sua 
interpretação pode ser modificada de acordo com a subjetividade dos autores 
(MORAES, 2015). 
4.2. Procedimentos de coleta de dados 
Os artigos e materiais foram pesquisados nas seguintes bases de 
dados: Scielo; Pepsic; Google Acadêmico. Para composição da amostra foram 
escolhidos os artigos que se encontravam dentro do período de 1995 a 2022 e que 
continham as seguintes palavras-chave: dependência emocional, terapia cognitivo 
comportamental e relacionamentos amorosos. Esse período foi escolhido por se tratar 
de uma fase importante para o tema estudado, porque as redes sociais auxiliaram 
grandemente nesse processo de identificação da dependência nos relacionamentos, 
em que antes não eram identificadas tão facilmente e hoje tem maior visibilidade sobre 
o assunto. Foram excluídos os materiais que não tivessem relação com a psicologia 
ou que estivessem no idioma em espanhol. 
Em uma primeira consulta nas bases de dados acadêmicas via internet, houve 
um retorno de mais de 86.800 artigos com as diferentes palavras-chave. Após a 
seleção foram recrutados apenas 5 artigos e 4 livros. 
Quadro 02 – artigos e livros selecionados 
Nome do 
autor 
Tipo de 
publicação 
(artigo, 
livro, 
revista) 
Ano de 
publicação 
Título Assunto tratado 
PEÇANHA, F. 
Raphael 
Artigo 2005 Desenvolvimento de 
um protocolo piloto 
de tratamento 
cognitivo-
comportamental 
para casais 
Como a TCC utiliza 
de técnicas e como 
essa abordagem 
auxilia bem no 
tratamento para 
casais. 
15 
 
DOS ANJOS 
MOTA, Giselle 
Artigo 2018 Dependência 
Afetiva: Quando 
amar é uma 
patologia –
levantamento, 
intervenção e 
prevenção. 
Como as mulheres 
que frequentam o 
grupo MADA 
enfrentam a 
dependência afetiva. 
Quais distorções 
cognitivas 
influenciam nos 
comportamentos. 
Maneiras de 
enfrentamento e 
como isso repercute 
em suas vidas. 
BECK, Judith 
S. 
Livro 1997 Terapia cognitiva: 
teoria e prática Promove uma 
fundamentação 
teórica sobre a 
prática da terapia 
cognitiva, além de 
diversas aplicações 
embasadas nos 
princípios 
fundamentais do 
livro. 
BECK, Judith 
S. 
Livro 2022 Terapia cognitivo-
comportamental: 
teoria e prática 
Edição mais 
atualizada trazendo 
os tipos de crenças, 
pensamentos 
automáticos, 
técnicas e a prática 
da abordagem em 
alguns exemplos de 
sessões. 
BUTION, D. 
C., & 
WECHSLER,
A. M. 
Artigo 2016 Dependência 
emocional: Uma 
revisão sistemática 
da literatura. 
Retrata a 
dependência 
definida em quatro 
elementos: 
motivacional, 
comportamental, 
afetivo e cognitivo. E 
sobre os 
mecanismos 
neurológicos que 
estão envolvidos 
nas relações 
amorosas. 
BOSCARDIN, 
M. K., & 
KRISTENSEN, 
C. H. 
Artigo 2011 Esquemas iniciais 
desadaptativos em 
mulheres com amor 
patológico 
Explica sobre o 
Amor Patológico e 
como os padrões 
aprendidos na 
infância se repetem 
ao longo da vida. 
16 
 
BRUM, 
Ângela. 
Artigo 2020 Dependência 
emocional nas 
relações conjugais. 
Explicação do que é 
a dependência 
emocional, como ela 
age, sentimentos 
envolvidos e as 
fases do 
relacionamento 
emocionalmente 
dependente. 
NORWOOD, 
Robin. 
Livro 1985 Mulheres que 
amam demais 
Tem como objetivo 
mostrar as crenças 
de cada mulher e 
porque se 
submetem a 
relacionamentos 
abusivos. 
American 
Psychiatric 
Association 
Livro 2014 Manual Diagnóstico 
e Estatístico de 
Transtornos 
Mentais (DSM-5) 
Padroniza os 
critérios 
diagnósticos de 
desordens que 
afetam a saúde 
mental. 
Fonte: elaborado pelas próprias autoras. 
 
4.3. Procedimentos de análise dos dados 
Após a coleta de dados, os artigos e materiais encontrados foram agrupados 
em categorias de análise, de acordo com a classe de respostas, sendo essas 
categorias: a) visão da Terapia Cognitivo Comportamental nos relacionamentos 
amorosos; b) identificação dos comportamentos da dependência emocional; c) o papel 
do psicólogo neste seguimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
5. ANÁLISE DOS DADOS 
5.1. Visão da Terapia Cognitiva Comportamental nos relacionamentos 
amorosos 
Mulheres e homens idealizam seus relacionamentos amorosos a partir do 
cenário em sua infância no meio qual estavam inseridos. A forma como foram criados, 
as suas crenças em relacionamentos, muitas vezes vieram, de uma suposta disputa 
pela atenção, por causa da ausência de um pai, ou por vários outros motivos, como 
um pai alcoólico, separação matrimonial, assim se instalando uma crença central, 
gerada por uma necessidade de cuidar do seu cônjuge, querendo ser sempre útil, ou, 
se sentir inútil. A psicóloga Robin Norwood (1985), fez um trabalho de campo por 
décadas com mulheres, nomeando essas características encontradas como: 
“Mulheres que amam demais”. Neste trabalho, a autora sustenta que as mulheres 
geração após geração vão mantendo relacionamentos tóxicos e abusivos, podendo 
permanecer nessa situação por anos a fio. 
Ao identificar pensamentos atuais e comportamentos disfuncionais na terapia, 
deve-se lembrar que o comportamento de um indivíduo, normalmente é determinado 
pela forma como ele estrutura o mundo ao seu redor, ou seja, os pensamentos e 
emoções da vida adulta são influenciados por atitudes e situações desde a infância, 
como a cultura, influência dos pais, entre outros (BECK et al, 1997). 
Ao longo do desenvolvimento do indivíduo, ocorre a formação 
de esquemas que irão avaliar, processar e classificar os 
eventos, tanto internos como externos. Os esquemas “são 
estruturas cognitivas dentro do pensamento, cujo conteúdo 
específico são as crenças centrais” (BECK, 1964, citado por J. 
Beck, 1997, p. 174). Assim, com a terapia é possível identificar 
pensamentos atuais e comportamentos disfuncionais 
(PEÇANHA, 2005). 
De acordo com o livro “Terapia Cognitivo Comportamental” de Judith Beck, 
(2022) os indivíduos que possuem uma história de vida menos saudável 
psicologicamente, podem possuir crenças mais negativas e disfuncionais com 
consequentes relacionamentos atordoados. Para a autora, existem três categorias de 
crenças negativas disfuncionais, sendo eles: 
Crenças Nucleares de Desamor: acreditam que não merecem ser amados, 
possuem medo de que não tenham a atenção que desejam, possuem uma certa 
incapacidade em manter proximidade com os outros e receber amor. Possuem 
18 
 
pensamentos, como: “Eu não sou querido”, “Eu sou incapaz de ser amado”, “Serei 
rejeitado e ficarei sozinho”. 
Crenças Nucleares de Desvalor: ideia de não ter valor, em um sentido moral, 
de regras sociais, ser um pecador imoral, podendo se sentir incapaz, falho, 
incompetente, etc. Possuem pensamentos como: “Eu sou ruim”, “Eu sou inútil”, “Eu 
não tenho valor”. 
Crenças Nucleares de Desamparo: não é uma questão de abandono, mas 
sim de incompetência, sentindo-se ineficiente, vulnerável e esperando sempre que o 
outro ajude. Surgindo pensamentos como: “Eu sou incompetente”, “Eu sou fraco”, “Eu 
estou sem saída”, “Eu não sou bom o suficiente”. 
Para Beck (1997 apud BOSCARDIN E KRISTENSEN, 2011, p. 4): 
Os esquemas têm um conteúdo denominado crenças centrais, 
que são as ideias nucleares da pessoa a respeito do próprio 
self. Tais crenças se desenvolvem na infância à medida que há 
interação com outras pessoas e ocorre a confirmação dessas 
crenças. 
A maioria desses esquemas não é originada por um acontecimento específico, 
mas sim por padrões continuados de experiências cotidianas com a família e outras 
crianças, que com o tempo vão reforçando e mantendo tais esquemas. O indivíduo, 
quando adulto, desenvolve sua vida para confirmar aquilo que aprendeu durante a 
infância (BOSCARDIN & KRISTENSEN, 2011). 
As crenças nucleares disfuncionais são rígidas e absolutas, 
mantidas pelo processamento mal adaptativo das informações. 
Alguns autores se referem a essas crenças como esquemas 
(BECK, 2022, p. 280). 
 
A ativação do esquema fortalece a crença nuclear e quando modificamos um 
dos esquemas cognitivos disfuncionais, ele acaba impactando em todos os outros, 
ocasionando uma mudança de comportamento do indivíduo. 
Mas, o que então são os esquemas? 
Para Young (2003) esquemas são padrões cognitivos sobre si, que determinam 
seu comportamento e que ao longo da vida são reforçados por suas experiências. Os 
Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDSs), podem vir a gerar um desconforto 
trazendo o indivíduo a sofrimento psíquico. O domínio de autonomia e desempenho 
quando prejudicados refere-se à dependência emocional, ou seja, ativa seus EIDS e 
19 
 
aumenta a vulnerabilidade e insegurança na fase adulta (BOSCARDIN & 
KRISTENSEN, 2011). 
Esses esquemas, descritos por Young (2008), não se podem curar por 
completo, apenas ser reestruturado para que seja menos prejudicial em relação aos 
sentimentos e a frequência em que ocorrem, obtendo assim uma auto avaliação mais 
otimista (MOTA, 2018). 
 
5.2. Identificação dos comportamentos da dependência emocional 
De acordo com o Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais – 5ª 
edição (DSM – 5), o “Transtorno de personalidade dependente" é caracterizado por 
uma necessidade generalizada excessiva de ser cuidado, levando à submissão e 
comportamentos viscosos. ” 
Para Boscardin e Kristensen (2011), a dependência emocional é um transtorno 
no qual o indivíduo é capaz de fazer o que for necessário para não perder seu parceiro, 
e é dependente desse amor, prestando cuidados e atenção de maneira recorrente, 
impulsiva e sem controle com o propósito de evitar o abandono. 
Na dependência emocional, o sujeito passa a não demonstrar interesse por 
assuntos que antes tinham valor, tem o comportamento característico de cuidado e 
atenção para o outro, podendo permanecer em relacionamentos insatisfatórios 
(BRUM, 2020). 
Mas então, o que faz o indivíduo permanecer em um relacionamento “tóxico” e 
destrutivo? 
Algumas crenças identificadas nas pessoas que tem uma desconstrução 
cognitiva e dependência emocional são: desamparo, desvalor e desamor, como 
explicado acima, obtendo em suas crenças intermediárias, a rejeição, abandono, o 
descuidado, deste modo, potencializando a necessidade de ser cuidado (BECK, 
2022). 
A estrutura cognitiva, crenças, valores e comportamentos, condiz com a forma 
como aquela pessoa foi condicionada no ambiente em que viveu ou ainda vive.
A dependência emocional tem atingido vários níveis sociais, no qual não se faz 
mais a diferença pelo o que o parceiro pode proporcionar materialmente para seu 
20 
 
companheiro (a). Potencializando sua baixa autoestima, falta de energia para seus 
afazeres pessoais, desmotivação de objetivos e metas próprias cada vez mais 
abandonadas. Beck trabalha com a hipótese de que as reações emocionais e 
comportamentais, estão diretamente ligadas a maneira como percebem e processam 
os eventos (PEÇANHA, 2005). 
Por esse motivo as suas interpretações influenciam os 
sentimentos e comportamentos. Além disso, eles enxergam 
uma relação recíproca de afeto e cognição, reforçando um ao 
outro, e possibilitando o aumento da limitação cognitiva e 
emocional (DUARTE, NUNES E KRISTENSEN, 2009, p.4). 
A crença central é uma ideia ou pensamento central que molda a forma como 
uma pessoa vê a si mesma e ao mundo ao seu redor. Quando essa crença central é 
negativa, pode levar à dependência emocional em relacionamentos amorosos. Aqui 
estão alguns exemplos: (BECK, 2022) 
"Eu não sou bom o suficiente": Essa crença central pode levar a uma pessoa 
acreditar que não merece amor e afeição, o que pode levá-la a ficar presa em um 
relacionamento em que não é tratada da maneira que merece. 
"Eu preciso de alguém para me completar”: Essa crença central pode levar 
a uma pessoa acreditar que precisa de outra pessoa para se sentir completa ou feliz. 
"Eu não posso confiar em mim mesmo". Essa crença central pode levar a 
uma pessoa acreditar que não pode tomar decisões importantes por si mesma e que 
precisa da aprovação e orientação de outra pessoa, o que pode fazer com que ela se 
sinta dependente emocionalmente em um relacionamento. 
Beck et al. (1997) aponta que as crenças cognitivas podem ser analisadas a 
partir de três perspectivas, que ele denominou tríade cognitiva: desamor, desamparo 
e desvalor. 
Dentro da crença central, a tríade se divide em pontos importantes no modelo 
cognitivo já citado acima. A partir deste ângulo, a crença intermediária vem para 
validar aquilo que o sujeito tem como central ou nuclear, produzindo seus 
pensamentos automáticos que neste caso, faz com que o comportamento seja 
realizado. 
21 
 
Na dependência emocional, as crenças intermediárias podem incluir 
pensamentos como: “Se eu não tiver um parceiro, serei infeliz e incompleto (a) ”; “Eu 
não posso suportar a solidão e a incerteza”. 
Essas crenças intermediárias, podem levar a comportamentos dependentes e 
uma busca por aprovação dos outros, para evitar conflitos ou sacrificar as próprias 
necessidades de agradar aos outros. 
“A terapia cognitiva busca aliviar as tensões psicológicas por 
meio da correção das concepções errôneas. Ao corrigir as 
crenças errôneas, podemos acabar com as reações 
excessivas. ” (BOSCARDIN & KRISTENSEN, 2011, p.5). 
As distorções cognitivas são pensamentos distorcidos da realidade, impedindo 
assim que o indivíduo tenha uma percepção exata das situações. Alguns exemplos: 
Catastrofização: O paciente pensa que o pior sempre pode acontecer, 
desconsiderando outros desfechos mais prováveis, e considerando somente o futuro 
negativo, ou seja, transforma um evento em uma catástrofe ou em algo insuportável. 
EX: “não vou suportar separar da minha esposa, vai ser meu fim” 
Emocionalização: a pessoa toma a emoção como fato, uma emoção muito 
forte que é considerada como justificativa do pensamento. EX: “Sinto que meu marido 
não gosta mais de mim”. 
Polarização: enxerga duas possibilidades em uma situação, sendo uma o 
extremo da outra. EX: “João não falou comigo, então deu tudo errado, não gosta mais 
de mim”. “Todos me rejeitam”. 
Abstração Seletiva: foca em aspectos mais negativos e ignora as situações 
relevantes, ou seja, o lado positivo não é percebido. EX: “Ninguém gosta de mim”. 
Leitura Mental: a pessoa acredita que sabe o que os outros estão pensando, 
quando na verdade, desconsidera outras possibilidades. EX: “Em uma conversa, ele 
está me achando chato”. 
Rotulação: rotula rigidamente a si mesmo ou ao outro, ignorando as outras 
características que possui para focar somente nesta e rotular. EX: “Ela é burra, porque 
não passou no vestibular”. 
Desqualificação ou desconsideração do positivo: o paciente diz 
irracionalmente que os resultados obtidos não foram por mérito próprio, desqualifica 
as conquistas e situações positivas, o elogio é irrelevante. EX: “Fui bem na prova 
22 
 
porque estava muito fácil/ não foi mais que minha obrigação”. “Minha esposa está com 
dó de mim, por isso está me elogiando”. 
Maximização e Minimização: irracionalmente avalia a si mesmo, a situação 
ou o outro de maneira que maximiza o outro, o negativo, as coisas ruins, influências 
externas ou erros e minimiza suas capacidades, coisas positivas ou conquistas. EX: 
“Eu tenho uma ótima namorada, mas todo mundo tem…” 
Personalização: assume a culpa ou as responsabilidades negativas, acredita 
que as pessoas estão agindo daquela forma por conta dela, não considera outras 
explicações ou acontecimentos que podem estar envolvidos. EX: "O casamento 
terminou por minha causa”. 
Generalização Excessiva: o indivíduo foca em um comportamento/ evento, 
em uma conclusão negativa e generaliza, indo além da situação atual. EX: “Nunca 
nada dá certo para mim. As coisas são sempre assim.” 
Pensamentos Imperativos: possui uma ideia fixa de como as coisas devem 
acontecer, e acredita que será muito ruim se essa expectativa não for atingida. 
Declarações do tipo “deveria” e “tenho que”. EX: “Eu tenho que ser perfeito em tudo o 
que faço. ” “Eu não deveria ficar incomodado com meu esposo”. “Eu não deveria estar 
sofrendo com isso”. 
 
Assim, a Terapia Cognitiva tem como objetivo, alinhar essas distorções 
cognitivas, proporcionando uma flexibilidade cognitiva maior e construir pensamentos 
funcionais para que tenha uma melhora no humor do paciente (BECK, 2022) 
 
5.3. O papel do psicólogo neste seguimento 
O processo psicoterapêutico é uma promoção de saúde psicológica para benefícios 
do casal. (BRUM, 2014) 
Neste processo de dependência emocional, é muito necessário 
um psicólogo para auxiliar o paciente a reconhecer esses 
pensamentos automáticos e crenças que distorcem de sua 
realidade. Neste caso, é possível pensar em um fortalecimento 
da autoestima para a valorização do indivíduo e suas 
potencialidades, formas de reestruturar emocionalmente, 
recuperar a autoconfiança, estratégias para obter relações 
mais saudáveis, desenvolver habilidades para o pensamento 
crítico, ação e tomada de decisões. (BRUM, 2014, p. 11) 
 
É muito importante que o psicólogo programe atividades que possam 
proporcionar sentimentos de realização, prazer e conexão. Assim, irá conseguir 
23 
 
analisar quais pensamentos automáticos surgem ao realizar as atividades propostas, 
por exemplo: a paciente é dependente emocionalmente e realiza todas as suas 
atividades com o marido ou alguém de sua família, podemos tentar propor uma 
caminhada pelo bairro ou alguma outra tarefa para a mesma tentar fazer sozinha, 
deste modo, iremos observar suas reações, emoções, sentimentos e sua resposta 
comportamental frente este desafio. Logo após, iremos investigar sobre o ocorrido e 
auxiliar a responder seus pensamentos automáticos, que poderiam possivelmente ser 
um obstáculo para dar sequência, associando também essas atividades propostas a 
seus valores e aspirações. (BECK, 2022) 
O plano de ação é uma parte essencial no tratamento da Terapia Cognitivo 
Comportamental, e que deve ser definido de forma específica e colaborativa com o 
paciente. Se, quando estabelecido, for executado de maneira correta, irá acelerar o 
progresso da terapia, melhorar e aumentar os sentimentos de esperança, auto eficácia 
e controle. (BECK, 2022) 
De acordo com o livro “Terapia Cognitivo Comportamental – teoria e prática”, 
para Judith Beck, existem alguns pontos para a elaboração
do plano de ação: 
1. Ler as anotações da terapia; 
2. Monitorar os pensamentos automáticos; 
3. Avaliar e responder aos pensamentos automáticos; 
4. Realizar experimentos comportamentais; 
5. Desprender-se de pensamentos; 
6. Implementar passos em direção aos objetivos; 
7. Engajar-se em atividades para melhorar o afeto; 
8. Listar os créditos; 
9. Praticar habilidades comportamentais; 
10. Engajar-se em biblioterapia; 
11. Preparar-se para a próxima sessão de terapia. 
Os indivíduos podem ter relações conjugais satisfatórias, pois existem 
habilidades que podem ser adquiridas, como a flexibilidade em resolver conflitos e a 
comunicação mais clara, melhorando então a forma de se relacionar entre os 
cônjuges. (BRUM, 2014) 
 
24 
 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A dependência emocional é um fenômeno complexo que afeta 
significativamente a vida e o bem-estar emocional das pessoas. Este trabalho teve 
como objetivo explorar a dependência emocional com base na abordagem cognitivo-
comportamental, visando compreender suas causas, sintomas e o papel do psicólogo 
nessas situações. 
Por se tratar de uma revisão bibliográfica, não foi possível obter relatos e 
estudos de caso sobre o assunto. Percebe-se também uma limitação sobre como a 
infância reflete na vida adulta, sugerindo assim, que outros profissionais desenvolvam 
mais sobre essa perspectiva, de modo a contribuir na vida acadêmica. 
Através da revisão da literatura, foi possível constatar que a dependência 
emocional está intrinsecamente ligada a padrões de pensamentos e crenças 
disfuncionais, comportamentos de busca de aprovação e validação externa. A terapia 
cognitivo-comportamental surge como uma abordagem eficaz para o tratamento 
dessa condição, proporcionando aos indivíduos as ferramentas necessárias para 
reconhecer e modificar esses padrões destrutivos, que acabam atrapalhando o dia a 
dia. 
Durante o desenvolvimento deste trabalho, também foram discutidos os fatores 
de risco e os impactos da dependência emocional nas diversas áreas da vida, 
incluindo relacionamentos afetivos, trabalho e saúde mental. Essa compreensão mais 
aprofundada permite uma abordagem mais abrangente e integrada no tratamento da 
dependência emocional, considerando não apenas os aspectos cognitivos e 
comportamentais, mas também os aspectos emocionais e interpessoais. 
Além disso, foi enfatizada a importância da relação terapêutica na terapia 
cognitivo-comportamental, destacando o papel do terapeuta como facilitador do 
processo de mudança. Através do estabelecimento de uma aliança terapêutica sólida 
e da aplicação de técnicas específicas, é possível ajudar os indivíduos a adquirir maior 
autoconhecimento, autossuficiência emocional e a desenvolver relacionamentos mais 
saudáveis e equilibrados. 
Em conclusão, este trabalho evidencia a importância da abordagem cognitivo-
comportamental no entendimento e tratamento da dependência emocional. Ao 
considerar os aspectos cognitivos, comportamentais e emocionais envolvidos, é 
25 
 
possível oferecer intervenções mais eficazes e personalizadas para aqueles que 
sofrem com esse padrão disfuncional de relacionamento. É fundamental que 
profissionais da saúde mental, como psicólogos, estejam capacitados e atualizados 
nessa abordagem para melhor auxiliar os indivíduos que buscam ajuda para superar 
a dependência emocional e conquistar uma vida mais saudável e satisfatória. 
 
 
 
 
 
26 
 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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estatístico de transtornos mentais. Artmed Editora, 2014. 
 
BECK, Judith S. Terapia cognitiva: Teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 1997. 
 
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