Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original
CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO JUDAS TADEU – CAMPUS UNIMONTE FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS - CURSO PSICOLOGIA GEOVANNA ALCANTARA HEEZEN JULIANA DE ABREU VITORINO SILVA DEPENDÊNCIA EMOCIONAL NOS RELACIONAMENTOS AMOROSOS NA PERSPECTIVA DA TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL Santos 2023 GEOVANNA ALCANTARA HEEZEN JULIANA DE ABREU VITORINO SILVA DEPENDÊNCIA EMOCIONAL NOS RELACIONAMENTOS AMOROSOS NA PERSPECTIVA DA TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de graduação em Psicologia do Centro Universitário São Judas - Campus Unimonte como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Psicologia. Orientadora: Profa. Vanessa Monteiro Bizzo Lobo, Me. Santos 2023 GEOVANNA ALCANTARA HEEZEN JULIANA DE ABREU VITORINO SILVA DEPENDÊNCIA EMOCIONAL NOS RELACIONAMENTOS AMOROSOS NA PERSPECTIVA DA TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado à obtenção do título de Bacharel em Psicologia e aprovado em sua forma final pelo Curso de Psicologia do Centro Universitário São Judas Tadeu, campus Unimonte. Santos, __________de ____________________ de 2023. _____________________________________________ Prof. e Orientador: Vanessa Monteiro Bizzo Lobo, Me Centro Universitário São Judas – Campus Unimonte ____________________________________________ Prof. Danilo Briscese Martinez, Me Centro Universitário São Judas – Campus Unimonte ____________________________________________ Prof. Mariana Januário Samelo Mugnol, Dra Centro Universitário São Judas – Campus Unimonte DEDICATÓRIA Dedicamos esta pesquisa à ciência, de forma a contribuir nos próximos estudos relacionados a este tema. À todas as pessoas que direta ou indiretamente nos auxiliaram neste processo. AGRADECIMENTOS Ao concluir o presente trabalho, passa um filme de toda a trajetória no curso de Psicologia. É um sentimento de gratidão e emoção concluí-lo, visto que é um momento único e marcante em nossa primeira graduação. Agradecemos nossa orientadora e professora Vanessa Monteiro Bizzo Lobo, por todo conselho e orientação para que conseguíssemos realizar o trabalho. Aos demais professores, agradecemos por todo ensinamento e experiências ao longo da trajetória acadêmica. Eu, Geovanna, agradeço primeiramente a Deus pela força e foco advindos para esta realização. Agradeço muito a minha avó, irmão e meu namorado por todo apoio e carinho. Em especial aos meus pais, pelo incentivo e que estão sempre ao meu lado me apoiando e ajudando de todas as maneiras, e que não mediram esforços para a realização deste sonho. À Juliana, que desde o início da faculdade fizemos uma linda parceria, com muita sintonia e estudo, com certeza vou levar seus ensinamentos para a vida. E por último, mas não menos importante, agradeço a faculdade São Judas e aos meus amigos. Eu, Juliana, gostaria de agradecer primeiramente ao Divino pela minha existência. A minha parceira de curso Geovanna, que foi meu anjo da guarda em todos os momentos. E em especial a minha família, marido e filho, que estiveram sempre ao meu lado, torcendo por mim e que tiveram que estudar comigo, durante a pandemia. E aos meus pais, que me ensinaram a nunca desistir de um desejo. E graças a todos vocês hoje estou aqui apresentando este trabalho de conclusão de um curso tão esperado. “Se nossos pensamentos forem limpos e claros, estaremos melhor preparados para alcançar nossos objetivos. ” (Aaron Beck) RESUMO A dependência emocional é algo bem presente nos relacionamentos amorosos, pois cada parceiro tem seu comportamento reforçado, a partir de padrões de pensamentos e crenças aprendidas em sua infância ou ambiente em que vive. O presente estudo teve como objetivo principal, entender a dinâmica da dependência emocional nos casais e apresentar a abordagem da Terapia Cognitivo- Comportamental, as crenças envolvidas e compreender o papel do psicólogo para esses casos. Para elaboração da pesquisa foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa, utilizando materiais como artigos e livros a fim de fundamentar e se aprofundar no assunto abordado. A abordagem cognitivo-comportamental considera que os pensamentos, emoções e comportamentos estão interligados e influenciam-se mutuamente, sendo vista como padrões de pensamentos distorcidos e comportamentos disfuncionais que mantêm uma pessoa a um relacionamento prejudicial. O papel do psicólogo é importante para fortalecer as crenças adaptativas, para que os pensamentos automáticos e crenças negativas disfuncionais do indivíduo não o paralisem ao decorrer da vida. Palavras-chave: Psicologia. Dependência Emocional. Relacionamentos Amorosos. Terapia Cognitiva Comportamental. ABSTRACT Emotional dependence is a prominent aspect in romantic relationships, as each partner's behavior is reinforced by patterns of thoughts and beliefs acquired during childhood or from their environment. The main objective of this study was to understand the dynamics of emotional dependence in couples and present the Cognitive-Behavioral Therapy approach, the beliefs involved, and the role of psychologists in these cases. A narrative literature review was made to provide a foundation and in-depth exploration of the subject, utilizing materials such as articles and books. The cognitive-behavioral approach considers that thoughts, emotions, and behaviors are interconnected and mutually influential, being seen as distorted thought patterns and dysfunctional behaviors that maintain a person in a detrimental relationship. The role of psychologists is essential in strengthening adaptive beliefs, ensuring that an individual's automatic thoughts and dysfunctional negative beliefs do not hinder their progress in life. Keywords: Psychology. Emotional Dependence. Romantic Relationships. Cognitive- Behavioral Therapy. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................................... 10 2. REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................................... 12 3. OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS ............................................................................... 13 3.1. Objetivo Geral ..................................................................................................................... 13 3.2. Objetivos Específicos ....................................................................................................... 13 4. METODOLOGIA ...................................................................................................................... 14 4.1. Tipo de Pesquisa ............................................................................................................... 14 4.2. Procedimentos de coleta de dados ............................................................................... 14 4.3. Procedimentos de análise dos dados .......................................................................... 16 5. ANÁLISE DOS DADOS ......................................................................................................... 17 5.1. Visão da Terapia Cognitiva Comportamental nos relacionamentos amorosos . 17 5.2. Identificação dos comportamentos da dependência emocional ........................... 19 5.3. O papel do psicólogo neste seguimento ..................................................................... 22 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................... 24 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................... 26 10 1. INTRODUÇÃO O tema “dependência emocional em relacionamentos amorosos”, foi escolhido como tema do Trabalho de Conclusão de Curso devido observação de que as mulheres aos poucos vão ganhando espaço no mercado de trabalho e autonomia em relação as finanças, mas, ainda sim, isso não é suficiente para conseguirem resolver outro aspecto de suas vidas: o relacionamento amoroso. A capacidade profissional e emocional, pode, inclusive, ficar em desequilíbrio devido a esses relacionamentos. Quantas mulheres deixaram seus familiares, afazeres profissionais, amigos e cuidados pessoais para suprir uma ausência e carência afetiva, em nome do amor? Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo estudar os relacionamentos amorosos, já que é algo fundamental para a sobrevivência e interação dos casais, focando na dependência emocional existente nos relacionamentos. Muitas vezes, as pessoas acreditam ter relacionamentos saudáveis, mas na verdade, existem atitudes e comportamentos em que acontece uma dependência emocional. Intenta-se compreender a dinâmica de dependência emocional dos casais e identificar as crenças centrais envolvidas (BRUM, 2020). Algumas pessoas vivenciam o relacionamento de maneira muito dependente do outro parceiro, até para mínimas coisas do cotidiano, mas, não se percebem numa relação desigual, e ainda acreditam que essa seja uma forma saudável de união. Cada cônjuge reforça seu comportamento com a bagagem que traz dos casamentos dos pais, como: os conflitos, os padrões de pensamentos e as crenças de um relacionamento. A forma como aquela pessoa foi ensinada no ambiente em que viveu ou ainda vive, reflete diretamente na estrutura cognitiva, crenças e comportamentos (BRUM, 2020). É muito frequente que, o dependente emocional paralise sua vida em função do outro, prejudicando suas próprias realizações, como ter um objetivo pessoal, metas, hobbies ou seus próprios desejos colocados de lado, fazendo assim, somente sempre para o par, no qual decidiu dedicar sua vida. Comumente configuram outras psicopatologias, como depressão, transtornos alimentares e transtornos ansiosos (BUTION e WECHSLER, 2016). 11 Por esses motivos, este trabalho busca trazer o olhar dos pesquisadores sobre as mulheres submetidas à própria anulação, por um parceiro, um “amor”. 12 2. REFERENCIAL TEÓRICO Desde a infância, as pessoas aprendem determinadas crenças de seus pais e de todo ambiente de convívio social. Assim, ao se tornarem adultos, essa passa a ser a base dos comportamentos. Muitas vezes, o indivíduo age de determinada maneira e pensa daquela forma, por ter uma crença construída desde criança. Com a ajuda de um psicólogo, é possível identificar certos comportamentos e crenças, e assim, modificá-los. A pessoa quando entra em um relacionamento, traz ideias de suas crenças centrais da infância, assim, essa relação pode reforçar ou não o comportamento do parceiro, sendo mantida, alterada ou rejeitada (PEÇANHA, 2005). Um tratamento baseado na formulação cognitiva, em que propõe pensamentos disfuncionais e que suas crenças sejam reorganizadas de forma saudável, foi desenvolvido por Aaron Beck nas décadas de 1960 e 1970. Ele chamou esse tratamento de Terapia Cognitiva. As crenças fazem parte do desenvolvimento humano como uma forma de auxiliar no processo de adaptação do ambiente, seja crença de si mesmo ou das pessoas ao seu redor. Todo o ambiente como a família, cultura e o contexto social e físico, possuem grande influência na formação dos processos cognitivos (PEÇANHA, 2005). Dessa forma, as percepções e pensamentos influenciam os comportamentos e emoções, a partir da interpretação vivenciada em cada evento. A forma como se estrutura uma visão de mundo, determina o afeto e comportamento de uma pessoa, assim a cognição é influenciada e desenvolvida de acordo com as atitudes e pensamentos desde a infância (PEÇANHA, 2005). De acordo com Beck (1995, apud PEÇANHA, 2005) há muitos problemas vivenciados dentro do casamento também poderiam estar relacionados às cognições disfuncionais de ambos os parceiros, dentre elas, há a hipótese sobre o papel negativo dos pensamentos, crenças, expectativas, atribuições, entre outros, na qualidade dos relacionamentos maritais, o que pode (ou não) contribuir para uma dinâmica de dependência do cônjuge. 13 3. OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS 3.1. Objetivo Geral Entender a dinâmica da dependência emocional nos casais e identificar as crenças centrais envolvidas a partir dos artigos pesquisados em psicologia. 3.2. Objetivos Específicos 1. Explicar a visão da TCC (Teoria Cognitiva Comportamental), com relação das crenças desde a infância até os relacionamentos na fase adulta. 2. Identificar os comportamentos na dependência emocional e como se dá este processo. 3. O papel do psicólogo neste seguimento. 14 4. METODOLOGIA 4.1. Tipo de Pesquisa Este trabalho teve como metodologia realizar um estudo teórico de caráter qualitativo. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, tendo como objetivo contextualizar a situação problema e analisar a literatura para compreensão do referencial teórico de pesquisa, em que a escolha do conteúdo e a sua interpretação pode ser modificada de acordo com a subjetividade dos autores (MORAES, 2015). 4.2. Procedimentos de coleta de dados Os artigos e materiais foram pesquisados nas seguintes bases de dados: Scielo; Pepsic; Google Acadêmico. Para composição da amostra foram escolhidos os artigos que se encontravam dentro do período de 1995 a 2022 e que continham as seguintes palavras-chave: dependência emocional, terapia cognitivo comportamental e relacionamentos amorosos. Esse período foi escolhido por se tratar de uma fase importante para o tema estudado, porque as redes sociais auxiliaram grandemente nesse processo de identificação da dependência nos relacionamentos, em que antes não eram identificadas tão facilmente e hoje tem maior visibilidade sobre o assunto. Foram excluídos os materiais que não tivessem relação com a psicologia ou que estivessem no idioma em espanhol. Em uma primeira consulta nas bases de dados acadêmicas via internet, houve um retorno de mais de 86.800 artigos com as diferentes palavras-chave. Após a seleção foram recrutados apenas 5 artigos e 4 livros. Quadro 02 – artigos e livros selecionados Nome do autor Tipo de publicação (artigo, livro, revista) Ano de publicação Título Assunto tratado PEÇANHA, F. Raphael Artigo 2005 Desenvolvimento de um protocolo piloto de tratamento cognitivo- comportamental para casais Como a TCC utiliza de técnicas e como essa abordagem auxilia bem no tratamento para casais. 15 DOS ANJOS MOTA, Giselle Artigo 2018 Dependência Afetiva: Quando amar é uma patologia – levantamento, intervenção e prevenção. Como as mulheres que frequentam o grupo MADA enfrentam a dependência afetiva. Quais distorções cognitivas influenciam nos comportamentos. Maneiras de enfrentamento e como isso repercute em suas vidas. BECK, Judith S. Livro 1997 Terapia cognitiva: teoria e prática Promove uma fundamentação teórica sobre a prática da terapia cognitiva, além de diversas aplicações embasadas nos princípios fundamentais do livro. BECK, Judith S. Livro 2022 Terapia cognitivo- comportamental: teoria e prática Edição mais atualizada trazendo os tipos de crenças, pensamentos automáticos, técnicas e a prática da abordagem em alguns exemplos de sessões. BUTION, D. C., & WECHSLER, A. M. Artigo 2016 Dependência emocional: Uma revisão sistemática da literatura. Retrata a dependência definida em quatro elementos: motivacional, comportamental, afetivo e cognitivo. E sobre os mecanismos neurológicos que estão envolvidos nas relações amorosas. BOSCARDIN, M. K., & KRISTENSEN, C. H. Artigo 2011 Esquemas iniciais desadaptativos em mulheres com amor patológico Explica sobre o Amor Patológico e como os padrões aprendidos na infância se repetem ao longo da vida. 16 BRUM, Ângela. Artigo 2020 Dependência emocional nas relações conjugais. Explicação do que é a dependência emocional, como ela age, sentimentos envolvidos e as fases do relacionamento emocionalmente dependente. NORWOOD, Robin. Livro 1985 Mulheres que amam demais Tem como objetivo mostrar as crenças de cada mulher e porque se submetem a relacionamentos abusivos. American Psychiatric Association Livro 2014 Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) Padroniza os critérios diagnósticos de desordens que afetam a saúde mental. Fonte: elaborado pelas próprias autoras. 4.3. Procedimentos de análise dos dados Após a coleta de dados, os artigos e materiais encontrados foram agrupados em categorias de análise, de acordo com a classe de respostas, sendo essas categorias: a) visão da Terapia Cognitivo Comportamental nos relacionamentos amorosos; b) identificação dos comportamentos da dependência emocional; c) o papel do psicólogo neste seguimento. 17 5. ANÁLISE DOS DADOS 5.1. Visão da Terapia Cognitiva Comportamental nos relacionamentos amorosos Mulheres e homens idealizam seus relacionamentos amorosos a partir do cenário em sua infância no meio qual estavam inseridos. A forma como foram criados, as suas crenças em relacionamentos, muitas vezes vieram, de uma suposta disputa pela atenção, por causa da ausência de um pai, ou por vários outros motivos, como um pai alcoólico, separação matrimonial, assim se instalando uma crença central, gerada por uma necessidade de cuidar do seu cônjuge, querendo ser sempre útil, ou, se sentir inútil. A psicóloga Robin Norwood (1985), fez um trabalho de campo por décadas com mulheres, nomeando essas características encontradas como: “Mulheres que amam demais”. Neste trabalho, a autora sustenta que as mulheres geração após geração vão mantendo relacionamentos tóxicos e abusivos, podendo permanecer nessa situação por anos a fio. Ao identificar pensamentos atuais e comportamentos disfuncionais na terapia, deve-se lembrar que o comportamento de um indivíduo, normalmente é determinado pela forma como ele estrutura o mundo ao seu redor, ou seja, os pensamentos e emoções da vida adulta são influenciados por atitudes e situações desde a infância, como a cultura, influência dos pais, entre outros (BECK et al, 1997). Ao longo do desenvolvimento do indivíduo, ocorre a formação de esquemas que irão avaliar, processar e classificar os eventos, tanto internos como externos. Os esquemas “são estruturas cognitivas dentro do pensamento, cujo conteúdo específico são as crenças centrais” (BECK, 1964, citado por J. Beck, 1997, p. 174). Assim, com a terapia é possível identificar pensamentos atuais e comportamentos disfuncionais (PEÇANHA, 2005). De acordo com o livro “Terapia Cognitivo Comportamental” de Judith Beck, (2022) os indivíduos que possuem uma história de vida menos saudável psicologicamente, podem possuir crenças mais negativas e disfuncionais com consequentes relacionamentos atordoados. Para a autora, existem três categorias de crenças negativas disfuncionais, sendo eles: Crenças Nucleares de Desamor: acreditam que não merecem ser amados, possuem medo de que não tenham a atenção que desejam, possuem uma certa incapacidade em manter proximidade com os outros e receber amor. Possuem 18 pensamentos, como: “Eu não sou querido”, “Eu sou incapaz de ser amado”, “Serei rejeitado e ficarei sozinho”. Crenças Nucleares de Desvalor: ideia de não ter valor, em um sentido moral, de regras sociais, ser um pecador imoral, podendo se sentir incapaz, falho, incompetente, etc. Possuem pensamentos como: “Eu sou ruim”, “Eu sou inútil”, “Eu não tenho valor”. Crenças Nucleares de Desamparo: não é uma questão de abandono, mas sim de incompetência, sentindo-se ineficiente, vulnerável e esperando sempre que o outro ajude. Surgindo pensamentos como: “Eu sou incompetente”, “Eu sou fraco”, “Eu estou sem saída”, “Eu não sou bom o suficiente”. Para Beck (1997 apud BOSCARDIN E KRISTENSEN, 2011, p. 4): Os esquemas têm um conteúdo denominado crenças centrais, que são as ideias nucleares da pessoa a respeito do próprio self. Tais crenças se desenvolvem na infância à medida que há interação com outras pessoas e ocorre a confirmação dessas crenças. A maioria desses esquemas não é originada por um acontecimento específico, mas sim por padrões continuados de experiências cotidianas com a família e outras crianças, que com o tempo vão reforçando e mantendo tais esquemas. O indivíduo, quando adulto, desenvolve sua vida para confirmar aquilo que aprendeu durante a infância (BOSCARDIN & KRISTENSEN, 2011). As crenças nucleares disfuncionais são rígidas e absolutas, mantidas pelo processamento mal adaptativo das informações. Alguns autores se referem a essas crenças como esquemas (BECK, 2022, p. 280). A ativação do esquema fortalece a crença nuclear e quando modificamos um dos esquemas cognitivos disfuncionais, ele acaba impactando em todos os outros, ocasionando uma mudança de comportamento do indivíduo. Mas, o que então são os esquemas? Para Young (2003) esquemas são padrões cognitivos sobre si, que determinam seu comportamento e que ao longo da vida são reforçados por suas experiências. Os Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDSs), podem vir a gerar um desconforto trazendo o indivíduo a sofrimento psíquico. O domínio de autonomia e desempenho quando prejudicados refere-se à dependência emocional, ou seja, ativa seus EIDS e 19 aumenta a vulnerabilidade e insegurança na fase adulta (BOSCARDIN & KRISTENSEN, 2011). Esses esquemas, descritos por Young (2008), não se podem curar por completo, apenas ser reestruturado para que seja menos prejudicial em relação aos sentimentos e a frequência em que ocorrem, obtendo assim uma auto avaliação mais otimista (MOTA, 2018). 5.2. Identificação dos comportamentos da dependência emocional De acordo com o Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais – 5ª edição (DSM – 5), o “Transtorno de personalidade dependente" é caracterizado por uma necessidade generalizada excessiva de ser cuidado, levando à submissão e comportamentos viscosos. ” Para Boscardin e Kristensen (2011), a dependência emocional é um transtorno no qual o indivíduo é capaz de fazer o que for necessário para não perder seu parceiro, e é dependente desse amor, prestando cuidados e atenção de maneira recorrente, impulsiva e sem controle com o propósito de evitar o abandono. Na dependência emocional, o sujeito passa a não demonstrar interesse por assuntos que antes tinham valor, tem o comportamento característico de cuidado e atenção para o outro, podendo permanecer em relacionamentos insatisfatórios (BRUM, 2020). Mas então, o que faz o indivíduo permanecer em um relacionamento “tóxico” e destrutivo? Algumas crenças identificadas nas pessoas que tem uma desconstrução cognitiva e dependência emocional são: desamparo, desvalor e desamor, como explicado acima, obtendo em suas crenças intermediárias, a rejeição, abandono, o descuidado, deste modo, potencializando a necessidade de ser cuidado (BECK, 2022). A estrutura cognitiva, crenças, valores e comportamentos, condiz com a forma como aquela pessoa foi condicionada no ambiente em que viveu ou ainda vive. A dependência emocional tem atingido vários níveis sociais, no qual não se faz mais a diferença pelo o que o parceiro pode proporcionar materialmente para seu 20 companheiro (a). Potencializando sua baixa autoestima, falta de energia para seus afazeres pessoais, desmotivação de objetivos e metas próprias cada vez mais abandonadas. Beck trabalha com a hipótese de que as reações emocionais e comportamentais, estão diretamente ligadas a maneira como percebem e processam os eventos (PEÇANHA, 2005). Por esse motivo as suas interpretações influenciam os sentimentos e comportamentos. Além disso, eles enxergam uma relação recíproca de afeto e cognição, reforçando um ao outro, e possibilitando o aumento da limitação cognitiva e emocional (DUARTE, NUNES E KRISTENSEN, 2009, p.4). A crença central é uma ideia ou pensamento central que molda a forma como uma pessoa vê a si mesma e ao mundo ao seu redor. Quando essa crença central é negativa, pode levar à dependência emocional em relacionamentos amorosos. Aqui estão alguns exemplos: (BECK, 2022) "Eu não sou bom o suficiente": Essa crença central pode levar a uma pessoa acreditar que não merece amor e afeição, o que pode levá-la a ficar presa em um relacionamento em que não é tratada da maneira que merece. "Eu preciso de alguém para me completar”: Essa crença central pode levar a uma pessoa acreditar que precisa de outra pessoa para se sentir completa ou feliz. "Eu não posso confiar em mim mesmo". Essa crença central pode levar a uma pessoa acreditar que não pode tomar decisões importantes por si mesma e que precisa da aprovação e orientação de outra pessoa, o que pode fazer com que ela se sinta dependente emocionalmente em um relacionamento. Beck et al. (1997) aponta que as crenças cognitivas podem ser analisadas a partir de três perspectivas, que ele denominou tríade cognitiva: desamor, desamparo e desvalor. Dentro da crença central, a tríade se divide em pontos importantes no modelo cognitivo já citado acima. A partir deste ângulo, a crença intermediária vem para validar aquilo que o sujeito tem como central ou nuclear, produzindo seus pensamentos automáticos que neste caso, faz com que o comportamento seja realizado. 21 Na dependência emocional, as crenças intermediárias podem incluir pensamentos como: “Se eu não tiver um parceiro, serei infeliz e incompleto (a) ”; “Eu não posso suportar a solidão e a incerteza”. Essas crenças intermediárias, podem levar a comportamentos dependentes e uma busca por aprovação dos outros, para evitar conflitos ou sacrificar as próprias necessidades de agradar aos outros. “A terapia cognitiva busca aliviar as tensões psicológicas por meio da correção das concepções errôneas. Ao corrigir as crenças errôneas, podemos acabar com as reações excessivas. ” (BOSCARDIN & KRISTENSEN, 2011, p.5). As distorções cognitivas são pensamentos distorcidos da realidade, impedindo assim que o indivíduo tenha uma percepção exata das situações. Alguns exemplos: Catastrofização: O paciente pensa que o pior sempre pode acontecer, desconsiderando outros desfechos mais prováveis, e considerando somente o futuro negativo, ou seja, transforma um evento em uma catástrofe ou em algo insuportável. EX: “não vou suportar separar da minha esposa, vai ser meu fim” Emocionalização: a pessoa toma a emoção como fato, uma emoção muito forte que é considerada como justificativa do pensamento. EX: “Sinto que meu marido não gosta mais de mim”. Polarização: enxerga duas possibilidades em uma situação, sendo uma o extremo da outra. EX: “João não falou comigo, então deu tudo errado, não gosta mais de mim”. “Todos me rejeitam”. Abstração Seletiva: foca em aspectos mais negativos e ignora as situações relevantes, ou seja, o lado positivo não é percebido. EX: “Ninguém gosta de mim”. Leitura Mental: a pessoa acredita que sabe o que os outros estão pensando, quando na verdade, desconsidera outras possibilidades. EX: “Em uma conversa, ele está me achando chato”. Rotulação: rotula rigidamente a si mesmo ou ao outro, ignorando as outras características que possui para focar somente nesta e rotular. EX: “Ela é burra, porque não passou no vestibular”. Desqualificação ou desconsideração do positivo: o paciente diz irracionalmente que os resultados obtidos não foram por mérito próprio, desqualifica as conquistas e situações positivas, o elogio é irrelevante. EX: “Fui bem na prova 22 porque estava muito fácil/ não foi mais que minha obrigação”. “Minha esposa está com dó de mim, por isso está me elogiando”. Maximização e Minimização: irracionalmente avalia a si mesmo, a situação ou o outro de maneira que maximiza o outro, o negativo, as coisas ruins, influências externas ou erros e minimiza suas capacidades, coisas positivas ou conquistas. EX: “Eu tenho uma ótima namorada, mas todo mundo tem…” Personalização: assume a culpa ou as responsabilidades negativas, acredita que as pessoas estão agindo daquela forma por conta dela, não considera outras explicações ou acontecimentos que podem estar envolvidos. EX: "O casamento terminou por minha causa”. Generalização Excessiva: o indivíduo foca em um comportamento/ evento, em uma conclusão negativa e generaliza, indo além da situação atual. EX: “Nunca nada dá certo para mim. As coisas são sempre assim.” Pensamentos Imperativos: possui uma ideia fixa de como as coisas devem acontecer, e acredita que será muito ruim se essa expectativa não for atingida. Declarações do tipo “deveria” e “tenho que”. EX: “Eu tenho que ser perfeito em tudo o que faço. ” “Eu não deveria ficar incomodado com meu esposo”. “Eu não deveria estar sofrendo com isso”. Assim, a Terapia Cognitiva tem como objetivo, alinhar essas distorções cognitivas, proporcionando uma flexibilidade cognitiva maior e construir pensamentos funcionais para que tenha uma melhora no humor do paciente (BECK, 2022) 5.3. O papel do psicólogo neste seguimento O processo psicoterapêutico é uma promoção de saúde psicológica para benefícios do casal. (BRUM, 2014) Neste processo de dependência emocional, é muito necessário um psicólogo para auxiliar o paciente a reconhecer esses pensamentos automáticos e crenças que distorcem de sua realidade. Neste caso, é possível pensar em um fortalecimento da autoestima para a valorização do indivíduo e suas potencialidades, formas de reestruturar emocionalmente, recuperar a autoconfiança, estratégias para obter relações mais saudáveis, desenvolver habilidades para o pensamento crítico, ação e tomada de decisões. (BRUM, 2014, p. 11) É muito importante que o psicólogo programe atividades que possam proporcionar sentimentos de realização, prazer e conexão. Assim, irá conseguir 23 analisar quais pensamentos automáticos surgem ao realizar as atividades propostas, por exemplo: a paciente é dependente emocionalmente e realiza todas as suas atividades com o marido ou alguém de sua família, podemos tentar propor uma caminhada pelo bairro ou alguma outra tarefa para a mesma tentar fazer sozinha, deste modo, iremos observar suas reações, emoções, sentimentos e sua resposta comportamental frente este desafio. Logo após, iremos investigar sobre o ocorrido e auxiliar a responder seus pensamentos automáticos, que poderiam possivelmente ser um obstáculo para dar sequência, associando também essas atividades propostas a seus valores e aspirações. (BECK, 2022) O plano de ação é uma parte essencial no tratamento da Terapia Cognitivo Comportamental, e que deve ser definido de forma específica e colaborativa com o paciente. Se, quando estabelecido, for executado de maneira correta, irá acelerar o progresso da terapia, melhorar e aumentar os sentimentos de esperança, auto eficácia e controle. (BECK, 2022) De acordo com o livro “Terapia Cognitivo Comportamental – teoria e prática”, para Judith Beck, existem alguns pontos para a elaboração do plano de ação: 1. Ler as anotações da terapia; 2. Monitorar os pensamentos automáticos; 3. Avaliar e responder aos pensamentos automáticos; 4. Realizar experimentos comportamentais; 5. Desprender-se de pensamentos; 6. Implementar passos em direção aos objetivos; 7. Engajar-se em atividades para melhorar o afeto; 8. Listar os créditos; 9. Praticar habilidades comportamentais; 10. Engajar-se em biblioterapia; 11. Preparar-se para a próxima sessão de terapia. Os indivíduos podem ter relações conjugais satisfatórias, pois existem habilidades que podem ser adquiridas, como a flexibilidade em resolver conflitos e a comunicação mais clara, melhorando então a forma de se relacionar entre os cônjuges. (BRUM, 2014) 24 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS A dependência emocional é um fenômeno complexo que afeta significativamente a vida e o bem-estar emocional das pessoas. Este trabalho teve como objetivo explorar a dependência emocional com base na abordagem cognitivo- comportamental, visando compreender suas causas, sintomas e o papel do psicólogo nessas situações. Por se tratar de uma revisão bibliográfica, não foi possível obter relatos e estudos de caso sobre o assunto. Percebe-se também uma limitação sobre como a infância reflete na vida adulta, sugerindo assim, que outros profissionais desenvolvam mais sobre essa perspectiva, de modo a contribuir na vida acadêmica. Através da revisão da literatura, foi possível constatar que a dependência emocional está intrinsecamente ligada a padrões de pensamentos e crenças disfuncionais, comportamentos de busca de aprovação e validação externa. A terapia cognitivo-comportamental surge como uma abordagem eficaz para o tratamento dessa condição, proporcionando aos indivíduos as ferramentas necessárias para reconhecer e modificar esses padrões destrutivos, que acabam atrapalhando o dia a dia. Durante o desenvolvimento deste trabalho, também foram discutidos os fatores de risco e os impactos da dependência emocional nas diversas áreas da vida, incluindo relacionamentos afetivos, trabalho e saúde mental. Essa compreensão mais aprofundada permite uma abordagem mais abrangente e integrada no tratamento da dependência emocional, considerando não apenas os aspectos cognitivos e comportamentais, mas também os aspectos emocionais e interpessoais. Além disso, foi enfatizada a importância da relação terapêutica na terapia cognitivo-comportamental, destacando o papel do terapeuta como facilitador do processo de mudança. Através do estabelecimento de uma aliança terapêutica sólida e da aplicação de técnicas específicas, é possível ajudar os indivíduos a adquirir maior autoconhecimento, autossuficiência emocional e a desenvolver relacionamentos mais saudáveis e equilibrados. Em conclusão, este trabalho evidencia a importância da abordagem cognitivo- comportamental no entendimento e tratamento da dependência emocional. Ao considerar os aspectos cognitivos, comportamentais e emocionais envolvidos, é 25 possível oferecer intervenções mais eficazes e personalizadas para aqueles que sofrem com esse padrão disfuncional de relacionamento. É fundamental que profissionais da saúde mental, como psicólogos, estejam capacitados e atualizados nessa abordagem para melhor auxiliar os indivíduos que buscam ajuda para superar a dependência emocional e conquistar uma vida mais saudável e satisfatória. 26 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION et al. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Artmed Editora, 2014. BECK, Judith S. Terapia cognitiva: Teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 1997. BECK, Judith S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2022 BOSCARDIN, M. K., & KRISTENSEN, C. H. (2011). Esquemas iniciais desadaptativos em mulheres com amor patológico. Revista de Psicologia da IMED, 3(1), 517-526. Disponível em: https://meriva.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/23509/2/Esquemas_Iniciais_Desada ptativos_em_Mulheres_com_Amor_Patolgico.pdf. Acesso em: 18 abr. 2023 BUTION, D. C. & WECHSLER, A. M. (2016). Dependência emocional: uma revisão sistemática da literatura. Estudos Interdisciplinares em Psicologia, Londrina, 6(1), 77-101. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236- 64072016000100006. Acesso em: 14 out. 2022. DOS ANJOS MOTA, Giselle. DEPENDÊNCIA AFETIVA: QUANDO AMAR É UMA PATOLOGIA–LEVANTAMENTO, INTERVENÇÃO E PREVENÇÃO. 2018. Tese de Doutorado. UNIVERSIDADE PAULISTA. Disponível em: https://www.conic- semesp.org.br/anais/files/2018/1000002547.pdf. Acesso em 02 nov. 2022. DUARTE, A.L.C., NUNES, M.L.T. & KRISTENSEN, C.H. (2008). Esquemas desadaptativos: revisão sistemática qualitativa. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 4(1). Disponível em: https://meriva.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/23548/2/Esquemas_Desadaptativos_ Reviso_Sistemtica_Qualitativa.pdf. Acesso em: 18 abr. 2023. FABENI, L. et al. O discurso do "amor" e da "dependência afetiva" no atendimento às mulheres em situação de violência. Revista do NUFEN, Belém, v. 7, n. 1, p. 32- 47, 2015. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175- 25912015000100003&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 18 nov. 2022. https://meriva.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/23509/2/Esquemas_Iniciais_Desadaptativos_em_Mulheres_com_Amor_Patolgico.pdf https://meriva.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/23509/2/Esquemas_Iniciais_Desadaptativos_em_Mulheres_com_Amor_Patolgico.pdf http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-64072016000100006 http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-64072016000100006 https://www.conic-semesp.org.br/anais/files/2018/1000002547.pdf https://www.conic-semesp.org.br/anais/files/2018/1000002547.pdf https://meriva.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/23548/2/Esquemas_Desadaptativos_Reviso_Sistemtica_Qualitativa.pdf https://meriva.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/23548/2/Esquemas_Desadaptativos_Reviso_Sistemtica_Qualitativa.pdf http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-25912015000100003&lng=pt&nrm=iso http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-25912015000100003&lng=pt&nrm=iso 27 GOMES, Nadirlene Pereira et al. Cuidado às mulheres em situação de violência conjugal: importância do psicólogo na Estratégia de Saúde da Família. Psicologia USP, v. 25, p. 63-69, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pusp/a/j53JvdHqMh3Q6xB4CxCbsQN/abstract/?lang=pt. Acesso em: 14 mar. 2023. MORAES, de Mello. Tipos de revisão de literatura. Universidade de São Paulo– Botucatu, 2015. Acesso em: 20 mar. 2023. NEUFELD CB, CANAVAGE CC. Conceitualização cognitiva de um caso: uma proposta de sistematização a partir da prática clínica. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas. 2010;6(2):3-35. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1808-56872010000200002. Acesso em: 6 fev. 2023. NORWOOD, R. Mulheres que amam demais. São Paulo: Siciliano, 1998. PEÇANHA, R. F. (2005). Desenvolvimento de um protocolo piloto de tratamento cognitivo-comportamental para casais. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós- Graduação em Psicologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Disponível em: http://teses. ufrj. br/IP_m/RaphaelFischerPecanha. pdf. Acesso em: 30 out. 2022. RISO, Walter. Amar ou depender: Como superar o apego afetivo e fazer do amor uma experiência plena e saudável. Academia, 2021. SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Mentes que amam demais: O jeito borderline de ser (Edição revista, atualizada e ampliada). Globo Livros, 2018. YOUNG, J. E. Terapia do esquema: guia de técnicas cognitivo- comportamentais inovadoras. Porto Alegre: Artmed, 2008 https://www.scielo.br/j/pusp/a/j53JvdHqMh3Q6xB4CxCbsQN/abstract/?lang=pt http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1808-56872010000200002