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RELATÓRIO DE PRÁTICA SAÚDE DO IDOSO 
 
Patrícia Ferreira da Silva Pequeno 
001200414 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
 
RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
______/______/______ 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: SAÚDE DO IDOSO 
 
DADOS DO(A) ALUNO(A): 
 
NOME: Patrícia Ferreira da Silva Pequeno MATRÍCULA: 01200414 
CURSO: Enfermagem POLO: UNINASSAU- Graças 
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Ramon Silva De Sousa 
 
ORIENTAÇÕES GERAIS: 
 
 O relatório deve ser elaborado individualmente e deve ser escrito de forma clara e 
 concisa; 
 O relatório deve conter apenas 01 (uma) lauda por tema; 
 Fonte: Arial ou Times New Roman (Normal e Justificado); 
 Tamanho: 12; 
Margens: Superior 3 cm; Inferior: 2 cm; Esquerda: 3 cm; Direita: 2 cm; 
 Espaçamento entre linhas: simples; 
 Título: Arial ou Times New Roman (Negrito e Centralizado). 
 
 
TEMA DE AULA: DEPRESSÃO EM IDOSOS 
 
 
 
RELATÓRIO 
 
1. LEITURA DO CASO CLÍNICO 
 
Dona Maria, 76 anos, viúva há 5 anos, reside sozinha e apresenta histórico de hipertensão e 
osteoartrite. Nos últimos meses, sua filha notou que ela tem evitado encontros familiares, 
demonstrado pouco interesse por atividades antes prazerosas e queixando-se frequentemente de 
cansaço e dores inespecíficas. Durante a consulta de enfermagem, Dona Maria relata 
dificuldade para dormir e uma sensação persistente de tristeza, mas nega que esteja "deprimida", 
justificando que é "normal para a idade". 
 
Observação: o texto acima serve para você refletir sobre a depressão em idosos, 
a seguir responda as seguintes perguntas: 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
 
RELATÓRIO 02 
DATA: 
 
______/______/______ 
 
O envelhecimento é um processo natural que envolve mudanças físicas, emocionais e sociais, 
podendo impactar significativamente a qualidade de vida do idoso. Entre os problemas mais 
comuns nessa etapa, a depressão destaca-se por comprometer o bem-estar, a autonomia e a 
interação social. Muitas vezes, a doença é confundida com as próprias dificuldades do 
envelhecer, o que dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Nesse contexto, a 
enfermagem desempenha um papel essencial, uma vez que o enfermeiro acompanha de perto o 
idoso e tem condições de identificar sinais e sintomas da depressão, além de promover 
intervenções direcionadas ao cuidado integral. 
 
 
1.1 SOBRE OS SINTOMAS DA DOENÇA: 
 
PERGUNTAS: 
 
A- Quais sinais e sintomas são mais comuns na depressão em idosos e como podem diferir da 
depressão em adultos mais jovens? 
 
Em idosos, a depressão geralmente se manifesta por fadiga constante, fraqueza e dores físicas 
sem causa aparente, além de alterações no sono, apetite e cognição. É comum também o 
isolamento social e a perda de interesse por atividades cotidianas. Diferentemente dos jovens, 
que apresentam mudanças de humor e comportamentos impulsivos, os idosos apresentam 
predominantemente sintomas físicos e redução da energia. 
 
B- Descreva os principais sintomas da depressão geriátrica ou depressão na terceira idade. 
 
Nos idosos, a depressão se apresenta como uma tristeza duradoura e uma diminuição do 
interesse em atividades que antes eram prazerosas. É comum que surjam fadiga, mudanças nos 
padrões de sono e apetite, bem como dificuldades de memória e concentração. Sentimento de 
culpa, desespero e variações no nível de atividade, que podem incluir lentidão ou agitação, 
também podem se manifestar. A solidão, reclamações frequentes de problemas físicos e 
reflexões sobre a morte também podem se manifestar em situações mais sérias. 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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C- Quais diagnósticos diferenciais podem ser considerados? 
Transtorno depressivo maior ou transtorno depressivo persistente (quando de longa duração). 
 
Para diferenciar a depressão na terceira idade, é importante considerar outros transtornos, como 
o transtorno depressivo maior ou persistente, além de transtorno de ajustamento após perdas. 
Também deve-se avaliar se há demência, delírio ou transtornos bipolares, que podem se 
manifestar com sintomas semelhantes. Condições médicas como hipotireoidismo, deficiência 
de vitamina B12, anemia ou doenças crônicas podem causar sintomas depressivos. Problemas 
de sono, uso de álcool ou drogas, além de efeitos colaterais de medicamentos, também podem 
estar relacionados. Por fim, a depressão pode ser induzida por doenças graves ou condições 
médicas específicas. 
 
D. Muitos idosos atribuem os sintomas depressivos ao envelhecimento. Qual o impacto dessa 
crença na identificação e tratamento da depressão em idosos? 
 
Quando idosos consideram os sintomas depressivos como parte natural do envelhecimento, eles 
tendem a não procurar ajuda, dificultando o diagnóstico precoce. Esse entendimento pode 
atrasar o início do tratamento, agravando problemas como isolamento social e declínio físico. 
Familiares e cuidadores também podem subestimar os sinais, impedindo intervenções 
oportunas. Consequentemente, a saúde mental e a qualidade de vida do idoso ficam 
comprometidas. 
 
2. QUAIS MEDIDAS PODEM SER TOMADAS PARA EVITAR A DEPRESSÃO EM 
IDOSOS? 
 
 
INDIVIDUAIS: 
 
Para prevenir a depressão em idosos, é importante manter atividades prazerosas, prática regular 
de exercícios e hábitos saudáveis, como sono adequado e alimentação equilibrada. Manter 
contato social, evitar álcool e outras substâncias, realizar acompanhamento médico e praticar 
técnicas de relaxamento contribuem para o bem-estar emocional e uma melhor qualidade de 
vida na terceira idade. 
 
 
COLETIVAS: 
 
Para prevenir a depressão em idosos coletivamente, é importante oferecer programas 
comunitários, como atividades físicas, hobbies e culturais, e garantir transporte acessível. Redes 
de apoio, visitas domiciliares e voluntariado ajudam a reduzir a solidão. Equipes 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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multiprofissionais de saúde, campanhas de conscientização e telemedicina contribuem para o 
bem-estar mental. Políticas de cuidado de longo prazo promovem uma melhor qualidade de 
vida na terceira idade. 
 
 
3. CUIDADOS DE ENFERMAGEM 
 
 
 A. Quais são os principais instrumentos ou escalas que a enfermagem pode utilizar para avaliar 
a presença e a gravidade da depressão em idosos? 
 
Idosos com depressão muitas vezes procuram a atenção primária, a enfermagem utiliza 
diferentes instrumentos para identificar a depressão em idosos, destacando-se a Escala de 
Depressão Geriátrica (GDS) por sua simplicidade e confiabilidade. especialmente para quem 
tem a cognição preservada. É importante lembrar de considerar dificuldades de memória ou 
problemas de visão ao usar essas ferramentas. 
Para avaliar a gravidade da depressão, podem ser usadas outras escalas como o PHQ-9, voltado 
para comorbidades; a Cornell Scale, indicada quando há suspeita de demência; e a C-SSRS, 
que avalia risco de suicídio. Dependendo da situação clínica, podem ser utilizadas ainda as 
escalas de Hamilton e Zung. O uso desses instrumentos assegura uma avaliação abrangente da 
saúde mental na terceira idade. 
 
B. Você concorda que o paciente necessita de cuidados emergenciais? Explique sua resposta. 
 
No caso da Dona Maria, não há indícios de que seja necessário atendimento de emergência, já 
que ela não apresenta risco imediato, como pensamentos de se machucar ou mudanças bruscas 
de comportamento. Ainda assim, é importante observar de perto sinais de tristeza, cansaço e 
isolamento. Conversar com ela e oferecer apoio emocional ajuda a perceber qualquer piora. 
Agendar uma consulta nos próximos dias permite acompanhamento adequado. Incentivar que 
ela se envolva em atividades e mantenha contato com familiares contribui para seu bem-estar e 
qualidade de vida. 
 
 
C. Como o enfermeiro podeeducar e motivar o paciente idoso a aderir ao tratamento não 
farmacológico da depressão? Cite pelo menos três estratégias. 
 
O enfermeiro pode orientar o idoso sobre como atividades e hábitos saudáveis podem ajudar a 
aliviar a depressão. É útil propor pequenas metas diárias e comemorar cada conquista com ele. 
Também é importante acompanhar seu progresso, incentivar a interação social e criar um 
ambiente de apoio para manter o engajamento no tratamento. 
 
 
D. O isolamento social é um fator de risco para depressão em idosos. Como a equipe de 
enfermagem pode promover a reintegração social desse paciente? 
 
 
 
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O isolamento social é um fator de risco significativo para a depressão em idosos. Nesse sentido, 
a equipe de enfermagem pode ajudar reintegrando esses pacientes por meio de atividades em 
grupo e visitas domiciliares. 
 
 
 
E. Qual a importância do enfermeiro na gestão dos medicamentos em idosos com depressão? 
qual será a sua conduta como profissional de enfermagem? 
 
A gestão medicamentosa também é uma área vital, já que muitos idosos fazem uso de várias 
medicações que podem interagir e agravar os sintomas depressivos. Portanto, o enfermeiro deve 
monitorar a adesão ao tratamento e educar o paciente sobre os possíveis efeitos colaterais. 
O profissional também deve fornecer orientações claras sobre o uso correto dos medicamentos 
e observar sinais como sonolência excessiva ou alterações de humor. Além disso, facilitar a 
adesão ao tratamento por meio de organizadores de pílulas e lembretes é essencial. A 
comunicação constante com a equipe médica e a implementação de protocolos de segurança 
são práticas indispensáveis. Dessa forma, o enfermeiro contribui significativamente para a 
saúde e bem-estar dos pacientes idosos. 
 
 
F. Como a equipe de enfermagem pode oferecer um cuidado humanizado ao idoso com 
depressão, considerando suas fragilidades emocionais? 
 
é fundamental oferecer um cuidado humanizado, considerando as fragilidades emocionais do 
idoso. A enfermagem deve agir para reduzir os impactos da depressão sobre as doenças 
crônicas, promovendo um acompanhamento contínuo e um suporte emocional que seja 
adequado e efetivo. 
 
 
H. Qual a relação entre depressão e doenças crônicas em idosos, e como a enfermagem pode 
atuar para minimizar esse impacto? 
 
A depressão pode ter um impacto negativo na adesão ao tratamento de doenças crônicas, 
exacerbando a dor e reduzindo a qualidade de vida dos pacientes. Para enfrentar esse desafio, a 
enfermagem desempenha um papel crucial. É importante realizar triagens regulares para 
detectar sinais de depressão, além de promover uma abordagem multidisciplinar que envolva 
diversos profissionais de saúde. Também é essencial incentivar os pacientes a se manterem 
comprometidos com seus tratamentos, oferecendo apoio emocional e informações sobre 
autogestão. Intervenções não medicamentosas, como atividades físicas adaptadas e cuidados 
com a alimentação, podem ser benéficas. Por fim, facilitar o acesso a serviços de reabilitação e 
grupos de apoio é fundamental para melhorar o bem-estar geral dos pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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RELATÓRIO 02 
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REFERÊNCIAS: 
 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Escala de Depressão 
Geriátrica (GDS). Disponível em: 
https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/tabagismo/escala-depressao-geriatrica/ 
. Acesso em: 26 set. 2025. 
 
NOVO CUIDAR. Depressão nos idosos: quais os sinais de alerta? Disponível em: 
https://novocuidar.pt/depressao-idosos-quais-os-sinais-de-alerta 
. Acesso em: 27set. 2025. 
 
INSTITUTO DE PSIQUIATRIA DO PARANÁ. Depressão em idosos: depressão geriátrica, 
sintomas e como tratar. 2023. Disponível em: 
https://institutodepsiquiatriapr.com.br/blog/depressao-em-idosos-depressao-geriatrica-
sintomas-e-como-tratar/ 
. Acesso em: 28 ago. 2025. 
 
MARTINS, Nayana Lima et al. A depressão em idosos e o cuidado de enfermagem na 
promoção da saúde mental do idoso. Revista Fisioterapia em Movimento, 2024. Disponível em: 
https://revistaft.com.br/a-depressao-em-idosos-e-o-cuidado-de-enfermagem-na-promocao-da-
saude-mental-do-idoso/ 
. Acesso em: 02 set. 2025. 
 
NATIONAL CENTER FOR BIOTECHNOLOGY INFORMATION. Depression in older 
adults. PubMed Central, 2018. Disponível em: 
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5840909/ 
. Acesso em: 03 set. 2025. 
 
SILVA, Maria J. da; COSTA, Ana P. A depressão em idosos: revisão de literatura. Revista 
Brasileira de Saúde Materno Infantil, Recife, v. 21, n. 4, p. 1023-1032, 2021. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/374WDBwMmGjRDd6PWKjs8Cs/?lang=pt 
. Acesso em: 05 set. 2025.

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