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FICHA DE QUESTÕES LÍNGUA PORTUGUESA CADERNO DE QUESTÕES Questão 1 (FUNVAPI – 2024) Texto para a questão seguinte. Dispersão Mário de Sá-Carneiro Perdi-me dentro de mim Porque eu era labirinto. E hoje, quando me sinto, É com saudades de mim. Passei pela minha vida Um astro doido a sonhar. Na ânsia de ultrapassar, Nem dei pela minha vida... Para mim é sempre ontem, Não tenho amanhã nem hoje: O tempo que aos outros foge Cai sobre mim feito ontem. (O Domingo de Paris Lembra-me o desaparecido Que sentia comovido Os Domingos de Paris: Porque um domingo é familia, É bem-estar, é singeleza, E os que olham a beleza Não têm bem-estar nem familia). O pobre moço das ânsias... Tu sim, tu eras alguém! E foi por isso também Que te abismaste nas ânsias. A grande ave dourada Bateu asas para os céus, Mas fechou-as saciada Ao ver que ganhava os céus. Como se chora um amante, Assim me choro a mim mesmo: Eu fui amante inconstante Que se traiu a si mesmo. Não sinto o espaço que encerro Nem as linhas que projeto: Se me olho a um espelho, erro - Não me acho no que projeto. Regresso dentro de mim Mas nada me fala, nada! Tenho a alma amortalhada, Sequinha, dentro de mim. Não perdi a minha alma, Fiquei com ela, perdida. Assim eu choro, da vida, A morte da minha alma. Assinale a alternativa em que o verbo em destaque está no pretérito imperfeito do indicativo. a) "Bateu asas para os céus," b) "Tenho a alma amortalhada" c) "Ao ver que ganhava os céus." d) "Fiquei com ela, perdida." Questão 2 (FUNVAPI – 2024) Texto para a questão seguinte. Dispersão Mário de Sá-Carneiro Perdi-me dentro de mim Porque eu era labirinto. E hoje, quando me sinto, É com saudades de mim. Passei pela minha vida Um astro doido a sonhar. Na ânsia de ultrapassar, Nem dei pela minha vida... Para mim é sempre ontem, Não tenho amanhã nem hoje: O tempo que aos outros foge Cai sobre mim feito ontem. (O Domingo de Paris Lembra-me o desaparecido Que sentia comovido Os Domingos de Paris: Porque um domingo é familia, É bem-estar, é singeleza, E os que olham a beleza Não têm bem-estar nem familia). O pobre moço das ânsias... Tu sim, tu eras alguém! E foi por isso também Que te abismaste nas ânsias. A grande ave dourada Bateu asas para os céus, Mas fechou-as saciada Ao ver que ganhava os céus. Como se chora um amante, Assim me choro a mim mesmo: Eu fui amante inconstante Que se traiu a si mesmo. Não sinto o espaço que encerro Nem as linhas que projeto: Se me olho a um espelho, erro - Não me acho no que projeto. Regresso dentro de mim Mas nada me fala, nada! Tenho a alma amortalhada, Sequinha, dentro de mim. Não perdi a minha alma, Fiquei com ela, perdida. Assim eu choro, da vida, A morte da minha alma. No verso: "Não sinto o espaço que encerro" Como se classifica morfologicamente o termo acima em destaque? a) adjunto adnominal b) adjunto adverbial de negação c) advérbio d) pronome adjetivo Questão 3 (FUNVAPI – 2024) Texto para a questão. Navegar é preciso Fernando Pessoa Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: "Navegar é preciso; viver não é preciso." Quero para mim o espírito desta frase, transformada A forma para a casar com o que eu sou: Viver não É necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso Tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo. Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso Tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho Na essência anímica do meu sangue o propósito Impessoal de engrandecer a pátria e contribuir Para a evolução da humanidade. É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça. Em: "Navegar é preciso; viver não é preciso." Como se classifica morfologicamente o termo acima em destaque? a) adjunto adverbial de negação b) conjunção integrante c) advérbio de negação d) adjunto adnominal de negação Questão 4 (FUNVAPI – 2024) Todas as orações abaixo apresentam casos de próclise, EXCETO. a) Não se queixe de mim. b) Tudo me encantava. c) Que Deus te faça feliz! d) Portou-se bem comigo. Questão 5 (FUNVAPI – 2023) Assinale a alternativa em que o termo em destaque é vocativo. a) Pelé, rei do futebol, faleceu recentemente. b) Zé Ramalho, grande cantor paraibano, fará grande show brevemente. c) Filho, pegue aquele caderno, por favor. d) O filho pegou o caderno para mim. e) O garçom trouxe a conta rapidamente. Questão 6 (FUNVAPI – 2024) Assinale a alternativa em que a oração em destaque é coordenada sindética adversativa. a) Tenho visto criaturas que trabalham demais e não progridem. b) Coma verduras e leve uma vida mais saudável. c) Chame rápido a ambulância, pois o acidente foi grave. d) Nossa encomenda chegou ontem e logo conferimos todo o material. Questão 7 (FUNVAPI – 2024) Em: Maria Carla não estudou nada e foi aprovada. A oração destacada é coordenada: a) explicativa b) alternativa c) conclusiva d) adversativas Questão 8 (FUNVAPI – 2024) Assinale a alternativa em que a oração em destaque é subordinada substantiva objetiva indireta. a) Ele notificou os réus de que a sentença se daria em breve. b) Meu chefe estava convicto de que a festa ocorreria hoje. c) Acontece que seu sucesso não depende de nós. d) Seria conveniente que os fatos fossem esclarecidos. Questão 9 (FUNVAPI – 2024) Em todas as opções há oração subordinada substantiva objetiva direta, EXCETO em: a) Minha irmã julgou que nos enganaria facilmente. b) Ele pediu que pagasse a promissória. c) Os jovens precisam de que haja mais oportunidades de emprego. d) Minha filha desejava que promovessem seu amigo. Questão 10 (FUNVAPI – 2024) Identifique a frase em que o verbo destacado está com a regência INCORRETA. a) O homem visou o pássaro. b) Todos visam ao reconhecimento de seus esforços. c) Meus pais assistiram o jogo. d) Minha filha aspirava ao cargo de psicóloga da empresa. Questão 11 (FUNVAPI – 2024) Assinale a alternativa em que a concordância verbal está INCORRETA. a) Há pessoas bastante crédulas neste mundo! b) Haviam histórias estranhas sobre a mulher do sobrado. c) Aqui perto existem bons restaurantes. d) Tudo seriam lembranças passageiras. Questão 12 (FUNVAPI – 2023) Identifique a alternativa em que ocorre a figura de linguagem denominada METONÍMIA. a) Embora tenha gostado muito, achei difícil ler Camões. b) A propaganda é a alma do negócio. c) O pé da mesa quebrou. d) Uma ilusão gemia em cada canto. e) Ele morreu de rir ao ouvir a piada. Questão 13 (FUNVAPI – 2023) Texto A cultura da amizade A amizade tem sido eleita por pensadores e artistas de diversos tempos como uma das coisas mais importantes da vida. Há quem lhe atribua importância maior que a do amor. Em nosso mundo contemporâneo não faltam produções escritas ou audiovisuais que coloquem a amizade no mais alto patamar. Porém, tanto nas produções de tempos passados como nas de tempos atuais, a amizade é tratada como um ideal, no sentido de que é algo difícil de ser obtido. Na Antiguidade Clássica, Cícero já apontava a existência daqueles que suprimem a amizade de suas vidas ao comentar que os que assim o faziam pareciam-no privar o mundo do sol. Se há um amplo reconhecimento de sua importância, por que a amizade é vista e apresentada como algo difícil e raro? Montaigne, em suas reflexões, oferece alguns elementos que nos permitem abordar melhor a questão. Ao apresentarMário Sérgio. Se você parar para pensar. (Do livro Não nascemos prontos! - provocações filosóficas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006) O significado contextual do termo destacado NÃO está correto em: a) "... a PROPAGAR-SE, em breve acabaria com a espécie." (= espalhar-se). b) "... as amarras da civilidade e partir, CÉLERES..." (= lentos). c) "... nem se relacionava com o PORVIR do mundo capitalista..." (= futuro). d) "... tantas ordens da moda e ADMOESTAÇÕES da mídia..." (= repreensões). Questão 43 (FUNVAPI – 2020) Leia com atenção o fragmento da canção de Chico Buarque, a próxima questão será relativa à mesma. A Banda Estava à toa na vida O meu amor me chamou Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor A minha gente sofrida Despediu-se da dor Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor O homem sério que contava dinheiro parou O faroleiro que contava vantagem parou A namorada que contava as estrelas parou Para ver, ouvir e dar passagem A moça triste que vivia calada sorriu A rosa triste que vivia fechada se abriu E a meninada toda se assanhou Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor ( ... ) A passagem da banda provocou nas pessoas da cidade: a) lndignação com a confusão que a banda promoveu. b) Insensibilidade diante da passagem da banda. c) Mudança do comportamento das pessoas, fazendo-as parar para verem a banda passar. d) Tristeza por não poderem acompanhar a banda de música. Questão 44 (FUNVAPI – 2020) A alternativa em que o sinal indicativo de crase foi empregado CORRETAMENTE, segundo as regras da norma culta, é: a) As equipes de corro chegaram à região atingida pelas enchentes. b) Não diga nada à ninguém a respeito do que combinamos. c) Não temos nada à declarar sobre o ocorrido na sessão de fotos. d) Tive o cuidado de revisar todo o texto linha à linha. Questão 45 (FUNVAPI – 2020) A relação de sentido estabelecida pela oração destacada NÃO está correta em: a) Admirava-o muito, CONQUANTO NÃO O CONHECESSE PESSOALMENTE. (= concessão). b) Chegou cansado, VISTO QUE SEU TRABALHO FORA INTENSO. (= causa). c) Os políticos, QUE NÃO LEVAM A SÉRIO SUA IMPORTANTE FUNÇÃO PÚBLICA, são irresponsáveis. (= explicação). d) Viajaremos ainda hoje, DESDE O E O TEMPO CONTINUE BOM E SEM CHUVA. (= condição). Questão 46 (FUNVAPI – 2020) Assinale a alternativa em que o pronome destacado NÃO está empregado corretamente, de acordo com as regras da gramática normativa. a) A minha expectativa é ESTA: ver meu nome na lista de aprovados do concurso. b) A vida dá muitas voltas. Ela disse ISSO e saiu rapidamente. c) Sempre que viaja, ela leva CONSIGO uma máquina fotográfica profissional. d) Solucionei um problema sério CUJO eu mesmo criei. Questão 47 (FUNVAPI – 2020) Marque a alternativa cuja frase está com a regência verbal INCORRETA, de acordo com a norma culta. a) A sua tarefa consiste no levantamento dos gastos com a reforma da casa. b) Notificou o inquilino sobre o atraso no pagamento do aluguel. c) O uso da máscara é obrigatório na nossa cidade e quem desobedecer à lei será punido com multa. d) Quase esqueci do compromisso que assumi com você. Questão 48 (FUNVAPI – 2020) O emprego da vírgula está CORRETO na alternativa: a) A batida do carro foi violenta, porém, ninguém se machucou seriamente. b) As atitudes de alguns homens públicos são imperdoáveis. c) Eles nunca faltavam às reuniões da escola dos filhos. d) Segundo me contaram, não há sobreviventes no desabamento do prédio. Questão 49 (FUNVAPI – 2020) Tendo em vista a norma culta, assinale a alternativa CORRETA quanto à concordância. a) É necessário a utilização de álcool em gel para higiene das mãos como prevenção ao coronavírus. b) Haviam muitas pessoas interessadas na compra daquele apartamento. c) Levantaram bastante questões sobre a vacina para combater o novo coronavírus. d) Necessita-se de voluntários para testar a vacina. Questão 50 (FUNVAPI-2025) Em qual das alternativas abaixo a palavra foi escrita corretamente, conforme as regras da gramática da língua portuguesa: a) Mussarela. b) Muçarela. c) Excessão. d) Excesão. Questão 51 (FUNVAPI-2025) De acordo com o Novo Acordo Ortográfico, a única alternativa abaixo, que apresenta a grafia CORRETA, é: a) Crêem. b) Antirrealista c) Vôo. d) Alcatéia. Questão 52 (FUNVAPI-2025) Na oração “O candidato fez a prova nervoso.”, a função morfológica da palavra sublinhada é: a) substantivo. b) adjetivo. c) advérbio. d) verbo. Questão 53 (FUNVAPI-2025) Na frase: “Tatiane costumava andar muito devagar”, qual é a classe gramatical da palavra sublinhada? a) artigo. b) adjetivo. c) advérbio. d) substantivo. Questão 54 (FUNVAPI-2025) Assinale a única alternativa em que a colocação pronominal foi empregada INCORRETAMENTE: a) Karla, dar-te-ei todo o meu amor. b) Sabe-se que a água ferve a 100 graus. c) Te amo, filho! d) Não me negue a verdade. Questão 55 (FUNVAPI-2025) Assinale a alternativa que apresenta colocação pronominal CORRETA: a) Nunca senti-me tão apático. b) Se você precisar, me chame. c) Sempre te amarei, filha! d) Se fará o que for necessário. Questão 56 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: Altamente confidencial Quem observa o trabalho de um hacker hoje pode ter a impressão de que a arte de inventar e quebrar códigos secretos é algo extremamente moderno... Ledo engano! O jogo das mensagens cifradas já desafiava a imaginação pelo menos desde a Idade Média. Nessa época, a troca de mensagens era assunto delicado, como mostra o bispo Gregório de Tours, que no século VI escreveu uma história do reino dos francos. Segundo ele, em pleno alvorecer da Idade Média, dois mensageiros de um certo Godovaldo, que reivindicava o trono, foram presos e torturados por homens do rei Gontrão ao tentarem transmitir uma mensagem secreta. O caso mostra que nesse período a escrita era uma forma muito vulnerável de comunicação. Uma carta podia parar com facilidade em mãos inimigas e, por isso, os emissários não apenas levavam consigo documentos oficiais manuscritos, mas também decoravam mensagens que transmitiam oralmente aos destinatários. Os poucos registros deixados pela diplomacia medieval não facilitaram em nada o trabalho dos historiadores, e por isso é preciso ter cuidado quando se fala das técnicas de codificação utilizadas na Europa medieval. No século XVI, o abade alemão Johannes Trithemius, autor de uma das primeiras grandes obras de criptografia do Ocidente, afirmou que reis francos como Faramundo e Carlos Magno já utilizavam alfabetos secretos em suas correspondências. Por mais fascinantes que sejam esses códigos, porém, eles parecem ter saído da imaginação do próprio Trithemius. Carlos Magno mal sabia ler e escrever, e é pouco provável que tenha inventado novos alfabetos. [...] Disponível em: . Que expressão pode substituir Ledo engano no texto, sem alterar-lhe o sentido: a) erro grave. b) erro bobo. c) falta grave. d) mentira grande. Questão 57 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. A última crônica (Fernando Sabino) A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quernum flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa- se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome. Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso. (Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.) Qual das alternativas abaixo traz o antônimo de pitoresco, palavra encontrada no início do texto lido? a) Agradável. b) Fascinante. c) Deleitoso. d) Desagradável. Questão 58 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. "Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.) No texto, a palavra “leporino” pode ser substituída, sem prejuízo do sentido, por: a) com fenda. b) fechado. c) suculento. d) brilhoso. Questão 59 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: O sertanejo é, antes de tudo, um forte. [...] A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam- se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormidas. O homem transfigura-se. Empertigase, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte [...]. (Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995, pp. 129-130. ) No trecho: “...que lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude.”, a palavra "entretanto" introduz uma ideia de: a) Adição. b) Oposição. c) Conclusão. d) Explicação. Questão 60 (FUNVAPI-2025) Na frase: “Entreguei o relatório ao meu chefe”, pode-se afirmar que o termo sublinhado é: a) objeto indireto. b) complemento nominal. c) agente da passiva. d) aposto. Questão 61 (FUNVAPI-2025) Na frase: “Luís Inácio, Presidente do Brasil, viajou para o exterior.”, pode-se afirmar que a função sintática do termo sublinhado é de: a) objeto indireto. b) complemento nominal. c) vocativo. d) aposto. Questão 62 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. "Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora,percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.) Qual é a função sintática do termo sublinhado na frase: "Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos"? a) Objeto direto. b) Objeto indireto. c) Adjunto adverbial. d) Complemento nominal. Questão 63 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. "Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.) Na frase: "Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém", qual é a classificação da oração sublinhada? a) Oração subordinada substantiva subjetiva. b) Oração subordinada substantiva objetiva direta. c) Oração subordinada adverbial comparativa. d) Oração subordinada adjetiva restritiva. Questão 64 (FUNVAPI-2025) Assinale a única alternativa em que os sinais de pontuação foram empregados CORRETAMENTE: a) Naquela escola, os professores ensinam muito bem. b) Os estudantes e a gestora, agradeceram os elogios. c) O rapaz que trouxe a geladeira, não foi simpático. d) O veículo novo que, transita sem placas, pode ser multado. Questão 65 (FUNVAPI-2025) Assinale a única alternativa em que a regência verbal foi empregada INCORRETAMENTE: a) Ana confia muito em suas amigas. b) Karla precisa de minha ajuda. c) Ontem, eu e Solange assistimos ao filme “Ainda estou aqui”. d) Eu prefiro água do que suco. Questão 66 (FUNVAPI-2025) Qual das alternativas abaixo apresenta a regência nominal INCORRETA? a) Amélia tem aversão a maldades. b) Sou grato pelo suporte que recebi. c) Marco é dependente de elogios. d) Ana tem necessidade em atenção. Questão 67 (FUNVAPI-2025) A alternativa que preenche corretamente e respectivamente as lacunas das frases abaixo é: Ele chegou ___ festa atrasado. Referiu-se ___ aluna mais dedicada. Voltei ___ casa muito cansada. Assisti ___ peça teatral. Estou disposta ___ ajudar. a) a; a:à: a; à. b) a; à; a; à; à c) à; à; a; à; a. d) à; a; à; a; a. Questão 68 (FUNVAPI-2025) Com relação ao emprego da crase, a única alternativa INCORRETA é: a) Vou à praia, mas volto logo. b) Muito sal faz mal à saúde. c) Voltei à estudar em 2020. d) Ronaldo fez um gol à Messi. Questão 69 (FUNVAPI-2025) Com relação ao emprego da crase, assinale a única alternativa que preenche CORRETAMENTE e RESPECTIVAMENTE as lacunas do trecho a seguir: “O diretor dirigiu-se ___ aluna e pôs-se __ reclamar da situação ocorrida e, em seguida, pediu mais respeito ___ toda comunidade escolar.” a) à - à - à. b) à - a - a. c) a – a - a d) a – à – à. Questão 70 (FUNVAPI-2025) Assinale a alternativa em que o uso da crase está INCORRETO: a) Fui à feira comprar verduras. b) Chegamos à casa cedo. c) Refiro-me à professora de matemática. d) Dedicou-se à leitura durante todo o dia. Questão 71 (FUNVAPI-2025) Observe o período seguinte: “Albércia e Mônica são policiais super competentes no que fazem. A primeira é mãe de duas meninas; a segunda, de apenas uma.”. A que se refere o termo “a segunda”? a) mãe de duas meninas. b) mãe de uma. c) Albércia d) Mônica Questão 72 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: O sertanejo é, antes de tudo, um forte. [...] A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam- se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormidas. O homem transfigura-se. Empertigase, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte [...]. (Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995, pp. 129-130. ) Na frase "Falta-lhe a plástica impecável...", a que se refere o pronome "lhe"? a) Ao sertanejo. b) À aparência. c) À plástica impecável. d) Ao contrário. Questão 73 (FUNVAPI-2025) Identifique a definição correta da figura de linguagem nomeada como catacrese: a) Uso de uma palavra em um sentido figurado, geralmente relacionado à comparação, onde um termo é usado em lugar de outro por falta de um nome específico. b) Repetição de sons ou sílabas em palavras próximas, criando um efeito sonoro e rítmico. c) Associação entre dois elementos que não têm relação de semelhança, mas são colocados lado a lado para efeito de contraste. d) Atribuição de características humanas a seres não humanos ou a objetos inanimados. e) Figura de linguagem que suaviza a transmissão de uma notíciadesagradável na hora de transmiti-la. Questão 74 (FUNVAPI-2025) Identifique a figura de linguagem presente no trecho a seguir: Dorme tranquila a menina. a) Ironia. b) Hipérbole. c) Hipérbato. d) Metonímia. e) Assíndeto. Questão 75 (FUNVAPI-2025) Ao analisar a frase: “No canto mais alto da sala, o relógio marcava o caminhar do tempo: tic-tac, tic-tac”, pode-se afirmar que a figura de linguagem predominante é: a) metáfora. b) prosopopeia. c) antítese. d) onomatopeia. Questão 76 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: O sertanejo é, antes de tudo, um forte. [...] A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam- se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormidas. O homem transfigura-se. Empertigase, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte [...]. (Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995, pp. 129-130. ) Qual a principal característica física atribuída ao sertanejo no início da descrição? a) Beleza estonteante e força descomunal. b) Fraqueza aparente e postura curvada. c) Inteligência aguçada e astúcia. d) Arrogância e orgulho excessivo. Questão 77 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: O sertanejo é, antes de tudo, um forte. [...] A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam- se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormidas. O homem transfigura-se. Empertigase, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte [...]. (Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995, pp. 129-130. ) Qual é a transformação que o sertanejo experimenta diante de uma situação de perigo? a) Demonstra medo e hesitação. b) Mantém-se apático e indiferente. c) Torna-se violento e agressivo. d) Revela uma força interior surpreendente. Questão 78 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: O sertanejo é, antes de tudo, um forte. [...] A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam- se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormidas. O homem transfigura-se. Empertigase, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte [...]. (Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995, pp. 129-130. ) O que a comparação "Hércules-Quasímodo" sugere sobre o sertanejo? a) Que ele é um deus invencível. b) Que ele possui uma beleza única. c) Que ele reúne qualidades físicas opostas. d) Que ele é uma figura trágica e solitária. Questão 79 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: O sertanejo é, antes de tudo, um forte. [...] A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam- se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormidas. O homem transfigura-se. Empertigase, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado e forte [...]. (Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995, pp. 129-130. ) Qual a intenção do autor ao descrever o sertanejo de forma tão contrastante? a) Criar um estereótipo negativo do sertanejo. b) Mostrar a complexidade e a força interior do sertanejo. c) Ridicularizar a figura do sertanejo. d) Idealizar o sertanejo como um herói perfeito. Questão 80 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: Altamente confidencial Quem observa o trabalho de um hacker hoje pode ter a impressão de que a arte de inventar e quebrar códigos secretos é algo extremamente moderno... Ledo engano! O jogo das mensagens cifradas já desafiava a imaginação pelo menos desde a Idade Média. Nessa época, a troca de mensagens era assunto delicado, como mostra o bispo Gregório de Tours, que no século VI escreveu uma história do reino dos francos. Segundo ele, em pleno alvorecer da Idade Média, dois mensageiros de um certo Godovaldo, que reivindicava o trono, foram presos e torturados por homens do rei Gontrão ao tentarem transmitir uma mensagem secreta. O caso mostra que nesse período a escrita era uma forma muito vulnerável de comunicação. Uma carta podia parar com facilidade em mãos inimigas e, por isso, os emissários não apenas levavam consigo documentos oficiais manuscritos, mas também decoravam mensagens que transmitiam oralmente aos destinatários. Os poucos registros deixados pela diplomacia medieval não facilitaram em nada o trabalho dos historiadores, e por isso é preciso ter cuidado quando se fala das técnicas de codificação utilizadas na Europa medieval. No século XVI, o abade alemão Johannes Trithemius, autor de umadas primeiras grandes obras de criptografia do Ocidente, afirmou que reis francos como Faramundo e Carlos Magno já utilizavam alfabetos secretos em suas correspondências. Por mais fascinantes que sejam esses códigos, porém, eles parecem ter saído da imaginação do próprio Trithemius. Carlos Magno mal sabia ler e escrever, e é pouco provável que tenha inventado novos alfabetos. [...] Disponível em: . Infere-se do texto que o principal objetivo da criptografia na Idade Média era? a) Decorar mensagens para facilitar a memorização. b) Impedir que mensagens fossem interceptadas e decifradas. c) Criar códigos complexos para impressionar os inimigos. d) Desenvolver uma nova forma de escrita secreta. Questão 81 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: Altamente confidencial Quem observa o trabalho de um hacker hoje pode ter a impressão de que a arte de inventar e quebrar códigos secretos é algo extremamente moderno... Ledo engano! O jogo das mensagens cifradas já desafiava a imaginação pelo menos desde a Idade Média. Nessa época, a troca de mensagens era assunto delicado, como mostra o bispo Gregório de Tours, que no século VI escreveu uma história do reino dos francos. Segundo ele, em pleno alvorecer da Idade Média, dois mensageiros de um certo Godovaldo, que reivindicava o trono, foram presos e torturados por homens do rei Gontrão ao tentarem transmitir uma mensagem secreta. O caso mostra que nesse período a escrita era uma forma muito vulnerável de comunicação. Uma carta podia parar com facilidade em mãos inimigas e, por isso, os emissários não apenas levavam consigo documentos oficiais manuscritos, mas também decoravam mensagens que transmitiam oralmente aos destinatários. Os poucos registros deixados pela diplomacia medieval não facilitaram em nada o trabalho dos historiadores, e por isso é preciso ter cuidado quando se fala das técnicas de codificação utilizadas na Europa medieval. No século XVI, o abade alemão Johannes Trithemius, autor de uma das primeiras grandes obras de criptografia do Ocidente, afirmou que reis francos como Faramundo e Carlos Magno já utilizavam alfabetos secretos em suas correspondências. Por mais fascinantes que sejam esses códigos, porém, eles parecem ter saído da imaginação do próprio Trithemius. Carlos Magno mal sabia ler e escrever, e é pouco provável que tenha inventado novos alfabetos. [...] Disponível em: . De acordo com o texto, por que a escrita era considerada uma forma vulnerável de comunicação na Idade Média? a) Porque as pessoas não sabiam escrever. b) Porque a tinta utilizada era de baixa qualidade. c) Porque as cartas podiam ser facilmente interceptadas. d) Porque os papéis eram muito frágeis. Questão 82 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: Altamente confidencial Quem observa o trabalho de um hacker hoje pode ter a impressão de que a arte de inventar e quebrar códigos secretos é algo extremamente moderno... Ledo engano! O jogo das mensagens cifradas já desafiava a imaginação pelo menos desde a Idade Média. Nessa época, a troca de mensagens era assunto delicado, como mostra o bispo Gregório de Tours, que no século VI escreveu uma história do reino dos francos. Segundo ele, em pleno alvorecer da Idade Média, dois mensageiros de um certo Godovaldo, que reivindicava o trono, foram presos e torturados por homens do rei Gontrão ao tentarem transmitir uma mensagem secreta. O caso mostra que nesse período a escrita era uma forma muito vulnerável de comunicação. Uma carta podia parar com facilidade em mãos inimigas e, por isso, os emissários não apenas levavam consigo documentos oficiais manuscritos, mas também decoravam mensagens que transmitiam oralmente aos destinatários. Os poucos registros deixados pela diplomacia medieval não facilitaram em nada o trabalho dos historiadores, e por isso é preciso ter cuidado quando se fala das técnicas de codificação utilizadas na Europa medieval. No século XVI, o abade alemão Johannes Trithemius, autor de uma das primeiras grandes obras de criptografia do Ocidente, afirmou que reis francos como Faramundo e Carlos Magno já utilizavam alfabetos secretos em suas correspondências. Por mais fascinantes que sejam esses códigos, porém, eles parecem ter saído da imaginação do próprio Trithemius. Carlos Magno mal sabia ler e escrever, e é pouco provável que tenha inventado novos alfabetos. [...] Disponível em: . Segundo o texto, qual a importância da obra de Johannes Trithemius para o estudo da criptografia? a) Foi a primeira obra a descrever os métodos de criptografia utilizados pelos romanos. b) É considerada uma das primeiras grandes obras sobre criptografia do Ocidente. c) Revelou os segredos da criptografia utilizada pelos árabes. d) Descreveu em detalhes os métodos de criptografia utilizados por Carlos Magno. Questão 83 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: Altamente confidencial Quem observa o trabalho de um hacker hoje pode ter a impressão de que a arte de inventar e quebrar códigos secretos é algo extremamente moderno... Ledo engano! O jogo das mensagens cifradas já desafiava a imaginação pelo menos desde a Idade Média. Nessa época, a troca de mensagens era assunto delicado, como mostra o bispo Gregório de Tours, que no século VI escreveu uma história do reino dos francos. Segundo ele, em pleno alvorecer da Idade Média, dois mensageiros de um certo Godovaldo, que reivindicava o trono, foram presos e torturados por homens do rei Gontrão ao tentarem transmitir uma mensagem secreta. O caso mostra que nesse período a escrita era uma forma muito vulnerável de comunicação. Uma carta podia parar com facilidade em mãos inimigas e, por isso, os emissários não apenas levavam consigo documentos oficiais manuscritos, mas também decoravam mensagens que transmitiam oralmente aos destinatários. Os poucos registros deixados pela diplomacia medieval não facilitaram em nada o trabalho dos historiadores, e por isso é preciso ter cuidado quando se fala das técnicas de codificação utilizadas na Europa medieval. No século XVI, o abade alemão Johannes Trithemius, autor de uma das primeiras grandes obras de criptografia do Ocidente, afirmou que reis francos como Faramundo e Carlos Magno já utilizavam alfabetos secretos em suas correspondências. Por mais fascinantes que sejam esses códigos, porém, eles parecem ter saído da imaginação do próprio Trithemius. Carlos Magno mal sabia ler e escrever, e é pouco provável que tenha inventado novos alfabetos. [...] Disponível em: . Qual a principal conclusão que se pode inferir do texto sobre a criptografia na Idade Média? a) A criptografia era uma prática desconhecida na Idade Média. b) Os métodos de criptografia da Idade Média eram tão complexos quanto os atuais. c) A criptografia só se tornou importante com o surgimento dos computadores. d) A criptografia era uma ferramenta importante para a comunicação segura, mesmo em épocas sem a tecnologia moderna. Questão 84 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. A última crônica (Fernando Sabino) A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrantede esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa- se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome. Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso. (Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.) De acordo com o texto, qual é a principal razão para o autor entrar no botequim? a) Encontrar inspiração para escrever. b) Tomar um café antes de ir para casa. c) Observar o movimento do local. d) Conversar com o garçom. Questão 85 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. A última crônica (Fernando Sabino) A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa- se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome. Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso. (Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.) Segundo o texto, qual é o sentimento inicial do autor em relação à escrita? a) Entusiasmo. b) Alegria. c) Medo. d) Indiferença. Questão 86 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. A última crônica (Fernando Sabino) A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa- se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome. Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso. (Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.) Infere-se do texto que o objetivo do autor com suas crônicas é? a) Expressar seus sentimentos. b) Criticar a sociedade. c) Narrar fatos pitorescos. d) Denunciar injustiças. Questão 87 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. A última crônica (Fernando Sabino) A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa- se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome. Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso. (Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.) Qual foi a reação do pai ao perceberque estava sendo observado? a) Irritação. b) Indiferença. c) Agradecimento. d) Constrangimento. Questão 88 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. A última crônica (Fernando Sabino) A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa- se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome. Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso. (Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.) Infere-se do texto que o desejo do autor para sua última crônica é? a) Que seja emocionante e impactante. b) Que seja longa e detalhada. c) Que seja pura como o sorriso do pai. d) Que seja engraçada e irônica. Questão 89 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. "Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.) De acordo com o texto, quando foi que aconteceu a transformação do narrador? a) No momento da ligação de Rahim Khan. b) Num dia nublado de inverno em 1975. c) No momento do passeio pelo lago Spreckels. d) Durante a visão das pipas vermelhas no céu. Questão 90 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. "Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém." (HOSSEINI,Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.) Segundo o texto, qual é o sentimento predominante do narrador em relação ao passado? a) Nostalgia. b) Indiferença. c) Culpa. d) Alegria. Questão 91 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. "Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.) O que a visão das pipas vermelhas representa para o narrador? a) A beleza da natureza. b) A saudade da infância. c) A alegria de viver. d) A memória de Hassan. Questão 92 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. "Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.) Infere-se do texto que a característica de Hassan destacada é? a) A sua inteligência. b) A sua lealdade. c) A sua beleza. d) A sua força. Questão 93 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. "Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.) De acordo com o texto, onde o narrador reside atualmente? a) San Francisco. b) Paquistão. c) Afeganistão. d) Londres. Questão 94 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. "Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.) Qual é o tema central do texto apresentado? a) A importância da amizade. b) A busca pela felicidade. c) O peso do passado e a busca por redenção. d) A beleza da natureza e a passagem do tempo. Questão 95 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir: Estudo realizado com 800 pares de gêmeos indica que DNA é o fator que mais influencia nobem-estar de uma pessoa – não o que ela vive durante a vida. O que mais influi na felicidade de uma pessoa? As experiências que ela tem durante a vida? Ou características previamente escritas em seu código genético? Essa discussão, que mobiliza a ciência há décadas, acaba de ser desequilibrada a favor de um lado: o DNA. Foi o que concluiu um estudo feito pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, que analisou 837 pares de gêmeos. Cada par de gêmeos havia sido criado na mesma casa, pelos mesmos pais, e por isso teve experiências parecidas na vida. Metade dos gêmeos era univitelina, ou seja, com DNA idêntico, e a outra metade bivitelina, com DNA diferente. O objetivo do estudo foi comparar univitelinos e bivitelinos, e com isso identificar a influência do DNA sobre determinadas características do ser humano – inclusive de quem não é gêmeo. Os voluntários responderam a questionários que mediam vários aspectos do bem-estar psicológico, como o grau de autonomia da pessoa e sua capacidade de ter relacionamentos saudáveis. Os gêmeos univitelinos, de DNA igual, tiveram pontuação mais parecida que os bivitelinos – que têm DNA diferentes, mas cresceram no mesmo ambiente. Ou seja: na prática, o DNA influencia mais que o ambiente no grau de felicidade da pessoa. "Houve influências genéticas substanciais em todos os componentes", diz o psicólogo Timothy Bates, autor do estudo. "Já os efeitos do ambiente foram insignificantes". Em suma: cada pessoa tende a um nível natural de felicidade, que já vem programado no seu código genético. Lembre-se disso na próxima vez em que você estiver muito feliz – ou infeliz. Fonte: Superinteressante, Julho/2012. Após efetuar a leitura do texto, é correto afirmar que: I. O estudo realizado com gêmeos univitelinos e bivitelinos sugere que as experiências de vida têm um impacto significativo e indispensável no bem-estar psicológico dos indivíduos. II. A pesquisa conclui que a genética exerce uma influência preponderante sobre o grau de felicidade, em comparação ao ambiente em que a pessoa é criada. III. Os gêmeos univitelinos apresentaram pontuações de bem-estar psicológico mais similares entre si do que os gêmeos bivitelinos. IV. O estudo desconsidera a influência do ambiente na formação do bem-estar psicológico das pessoas. a) Apenas I e II estão corretas. b) Apenas II e III estão corretas. c) Apenas III e IV estão corretas. d) Todas as afirmações estão corretas. e) Apenas I e IV estão corretas. Questão 96 (FUNVAPI-2025) Quanto aos aspectos linguísticos, analise as frases a seguir e assinale a alternativa em que o uso da vírgula está correto: a) O estudo realizado com gêmeos univitelinos, e vitelinos, indica que o DNA é o fator que mais influencia no bem-estar de uma pessoa. b) Os gêmeos univitelinos, de DNA igual, tiveram pontuação mais parecida que os bivitelinos, que têm DNA diferente, mas cresceram no mesmo ambiente. c) Em suma, cada pessoa tende a um nível natural de felicidade que já vem programado, no seu código genético. d) A pesquisa, conclui que a genética exerce uma influência preponderante sobre o grau de felicidade em comparação ao ambiente, em que a pessoa é criada. e) Nenhuma das opções. Questão 97 (FUNVAPI-2025) Todas as orações a seguir devem conter o acento grave, exceto: a) Laura ia à igreja todos os dias. b) Ontem à noite eu chorei com saudade de você. c) Letícia estava à espera da sua encomenda. d) Luciana cozinhou para mim uma lasanha à moda da casa. e) Ficamos cara à cara na festa do final do ano. Questão 98 (FUNVAPI-2025) Em qual das alternativas a figura de linguagem conhecida como catacrese é utilizada? a) “olha, sua vó não vem mais brincar com você, ela virou uma estrela.” b) “a floresta clama por socorro.” c) “você é uma flor!” d) “pietra estava feliz e precisava partir logo.” e) “querida, cuidado para não quebrar o braço da cadeira.” Questão 99 (FUNVAPI-2025) Indique em qual das opções abaixo o uso da crase é facultativo: a) Jaiane irá à praia segunda-feira. b) Experimente dar o soro gota à gota. c) Helena mandou presentes de Natal à sua família. d) Manoella estava caminhado dia de segunda às 19 horas. e) Eu vou à São Paulo em dezembro. Questão 100 (FUNVAPI-2025) Todas as alternativas a seguir fazem parte das 10 classes morfológicas variáveis, exceto: a) Substantivo. b) Artigo. c) Numeral. d) Verbo. e) Preposição. Questão 101 (FUNVAPI-2025) Identifique a oração a seguir que contém um erro quanto à regência verbal: a) Isso implica em mudança de horário. b) Eu te verei no dia a dia. c) Mariana estava exausta e ficou deitada na cama o domingo inteiro. d) Teresa quis que eu pulasse com ela para celebrarmos juntas. e) Você sabia que a Júlia namora o João? Questão 102 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir: Das vantagens de ser bobo O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo. O bobo é capaz de ficar sentado, quase sem se mexer por duas horas. Se perguntando por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando." Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia. O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas. O bobo ganha liberdade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski. Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem nota que venceu. Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?" Bobo não reclama. Em compensação, como exclama! Os bobos, com suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz. O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem. Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas! Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que um bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo. Clarice Lispector, a descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. Com base em sua análise, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação correta de um conceito linguístico ou retórico presente no texto: a) A metáforaa amizade como um tipo de relacionamento no qual se busca uma intimidade sem reservas, Montaigne põe foco em um aspecto das relações pessoais que, se foi complexo em seu tempo, seguramente é problemático na sociedade ocidental contemporânea. É uma característica de seus dias atuais o crescente individualismo, que alguns pensadores preferem qualificar como narcisista. Vive-se em um ambiente no qual, mais do que ser, é preciso parecer. A criação da atividade de consultor de imagem nós dá uma dimensão da separação cada vez maior entre o que efetivamente somos e a imagem que buscamos (ou precisamos) transmitir. A nossa aparência não busca refletir o que somos mas, em uma inversão de significado de “imagem”, é ela quem nos define para outros. Em tal contexto, como construir intimidade? E, em consequência, como cultivar amizades? Se tem sido benéfico para o sistema econômico, o individualismo narcisista tem transformado, no plano das relações pessoais, campos aráveis em terras arenosas. Milhares de anos atrás, a humanidade foi desafiada e deu uma resposta e um salto qualitativo ao aprender a cultivar a terra. Hoje o novo desafio é colocado e, novamente, a alternativa pode estar no desenvolvimento do cultivo, da cultura da amizade. Qual é a tese defendida pelo autor? a) A amizade como uma das coisas mais importantes na vida das pessoas. b) A amizade como uma das coisas menos importantes na vida das pessoas. c) A amizade como sendo algo sem muita expressividade na vida das pessoas. d) A amizade como uma das coisas mais decadentes a cada dia que passa na vida das pessoas. e) A amizade como sendo sinônimo de retrocesso na vida das pessoas. Questão 14 (FUNVAPI – 2023) Texto A cultura da amizade A amizade tem sido eleita por pensadores e artistas de diversos tempos como uma das coisas mais importantes da vida. Há quem lhe atribua importância maior que a do amor. Em nosso mundo contemporâneo não faltam produções escritas ou audiovisuais que coloquem a amizade no mais alto patamar. Porém, tanto nas produções de tempos passados como nas de tempos atuais, a amizade é tratada como um ideal, no sentido de que é algo difícil de ser obtido. Na Antiguidade Clássica, Cícero já apontava a existência daqueles que suprimem a amizade de suas vidas ao comentar que os que assim o faziam pareciam-no privar o mundo do sol. Se há um amplo reconhecimento de sua importância, por que a amizade é vista e apresentada como algo difícil e raro? Montaigne, em suas reflexões, oferece alguns elementos que nos permitem abordar melhor a questão. Ao apresentar a amizade como um tipo de relacionamento no qual se busca uma intimidade sem reservas, Montaigne põe foco em um aspecto das relações pessoais que, se foi complexo em seu tempo, seguramente é problemático na sociedade ocidental contemporânea. É uma característica de seus dias atuais o crescente individualismo, que alguns pensadores preferem qualificar como narcisista. Vive-se em um ambiente no qual, mais do que ser, é preciso parecer. A criação da atividade de consultor de imagem nós dá uma dimensão da separação cada vez maior entre o que efetivamente somos e a imagem que buscamos (ou precisamos) transmitir. A nossa aparência não busca refletir o que somos mas, em uma inversão de significado de “imagem”, é ela quem nos define para outros. Em tal contexto, como construir intimidade? E, em consequência, como cultivar amizades? Se tem sido benéfico para o sistema econômico, o individualismo narcisista tem transformado, no plano das relações pessoais, campos aráveis em terras arenosas. Milhares de anos atrás, a humanidade foi desafiada e deu uma resposta e um salto qualitativo ao aprender a cultivar a terra. Hoje o novo desafio é colocado e, novamente, a alternativa pode estar no desenvolvimento do cultivo, da cultura da amizade. Quanto à linguagem do texto, que tempo e modos verbais são predominantes? a) O tempo passado e o modo indicativo b) O tempo presente e o modo indicativo c) O tempo futuro e o modo indicativo d) O tempo presente e o modo subjuntivo e) O tempo passado e o modo subjuntivo Questão 15 (FUNVAPI – 2023) Texto A cultura da amizade A amizade tem sido eleita por pensadores e artistas de diversos tempos como uma das coisas mais importantes da vida. Há quem lhe atribua importância maior que a do amor. Em nosso mundo contemporâneo não faltam produções escritas ou audiovisuais que coloquem a amizade no mais alto patamar. Porém, tanto nas produções de tempos passados como nas de tempos atuais, a amizade é tratada como um ideal, no sentido de que é algo difícil de ser obtido. Na Antiguidade Clássica, Cícero já apontava a existência daqueles que suprimem a amizade de suas vidas ao comentar que os que assim o faziam pareciam-no privar o mundo do sol. Se há um amplo reconhecimento de sua importância, por que a amizade é vista e apresentada como algo difícil e raro? Montaigne, em suas reflexões, oferece alguns elementos que nos permitem abordar melhor a questão. Ao apresentar a amizade como um tipo de relacionamento no qual se busca uma intimidade sem reservas, Montaigne põe foco em um aspecto das relações pessoais que, se foi complexo em seu tempo, seguramente é problemático na sociedade ocidental contemporânea. É uma característica de seus dias atuais o crescente individualismo, que alguns pensadores preferem qualificar como narcisista. Vive-se em um ambiente no qual, mais do que ser, é preciso parecer. A criação da atividade de consultor de imagem nós dá uma dimensão da separação cada vez maior entre o que efetivamente somos e a imagem que buscamos (ou precisamos) transmitir. A nossa aparência não busca refletir o que somos mas, em uma inversão de significado de “imagem”, é ela quem nos define para outros. Em tal contexto, como construir intimidade? E, em consequência, como cultivar amizades? Se tem sido benéfico para o sistema econômico, o individualismo narcisista tem transformado, no plano das relações pessoais, campos aráveis em terras arenosas. Milhares de anos atrás, a humanidade foi desafiada e deu uma resposta e um salto qualitativo ao aprender a cultivar a terra. Hoje o novo desafio é colocado e, novamente, a alternativa pode estar no desenvolvimento do cultivo, da cultura da amizade. O texto revela maior preocupação com: a) a expressividade b) a emotividade c) a precisão das informações d) a linguagem figurada e) a imprecisão das informações Questão 16 (FUNVAPI – 2023) Na frase: As duas lindas meninas nunca mais foram vistas na pacata cidade. Qual a classificação morfológica da palavra acima em destaque? a) adjunto adnominal b) adjunto adverbial c) adjetivo simples d) predicativo do sujeito e) vocativo Questão 17 (FUNVAPI – 2023) Texto No verdô da minha idade Patativa do Assaré No verdô da minha idade mode acalentá meu choro minha vovó de bondade falava em grandes tesôro era história de reinado prencesa, prinspe incantado com feiticêra e condão essas história ingraçada tá selada e carimbada dentro do meu coração. [...] Mas porém eu sinto e vejo que a grande sodade minha não é só de história e bejo da querida vovozinha demanhazinha bem cedo sodade dos meu brinquedo meu bodoque e meu bornó o meu cavalo de pau meu pinhão, meu berimbau e a minha carça cotó. Por que o poeta optou por essa linguagem "matuta", ou seja, pela cultura popular e não erudita? a) Porque tem consciência da importância de se preservar e registrar a linguagem do povo, além de valorizar costumes e cenários da cultura nordestina. b) Porque não tem consciência da importância de se registrar com linguagem culta, além de não valorizar o padrão formal da língua.utilizada por Lispector sugere que a simplicidade do espertos é comparável à complexidade de grandes pensadores. b) O uso de antítese enfatiza a diferença entre a liberdade do bobo e a opressão da esperteza. c) O texto é uma dissertação que defende a ideia de que a esperteza é uma qualidade essencial para o sucesso na vida. d) O tom irônico do texto sugere que a figura do bobo deve ser ridicularizada na sociedade contemporânea. e) A presença de paradoxos no texto revela a contradição entre a vida do bobo e as expectativas sociais. Questão 103 (FUNVAPI-2025) Identifique a função da linguagem predominante no texto a seguir: Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora. Mas aí cessa a analogia: a não palavra, ao morder a isca, incorporou- a. O que salva então é ler distraidamente. (Clarice Lispector) a) Poética. b) Metalinguística. c) Emotiva. d) Fática. e) Conativa. Questão 104 (FUNVAPI-2025) Identifique um parônimo para a palavra “cumprimento”: a) Comprimento. b) Deferido. c) Discreto. d) Colaborativo. e) Contrato. Questão 105 (FUNVAPI-2025) Quanto à colação pronominal, assinale a alternativa incorreta: a) A colocação pronominal indica a posição dos pronomes átonos - me, nos, te, vos, se, o(s), a(s), lhe(s) - em relação ao verbo, do que resulta a próclise, a mesóclise e a ênclise. b) A colocação pronominal é feita com base em prioridades. O caso que tem mais prioridade é a próclise, e se nenhuma das situações satisfizer o seu uso, é utilizada a ênclise. c) Na próclise, o pronome é colocado antes do substantivo. Isso acontece quando a oração contém palavras que atraem o pronome. d) A oração: Para começar, joguem-lhes a bola! Contém um exemplo de ênclise. e) A oração: Rapidamente atendem-nos se formos simpáticos, deveria ser escrita: Rapidamente nos antendem se formos simpáticos. Questão 106 (FUNVAPI-2025) Qual das alternativas a seguir contém um mecanismo de coesão? a) Lexical. b) Inferência. c) Condução. d) Contextualização. e) Conhecimento de mundo. Questão 107 (FUNVAPI-2025) Qual dos seguintes elementos contribui para a coerência textual? a) Contradição. b) Redundância. c) Neologismos. d) Organização. e) Fidelidade. Questão 108 (FUNVAPI-2025) Identifique a alternativa que possui erro no acento grave: a) Hoje à noite eu irei para a praia. b) O nosso encontro será às 18 horas. c) O cabelo de Felipe está à moda de Neymar. d) O funcionamento é de segunda à sexta. e) Nossos pais foram à igreja todos os domingos de março. Questão 109 (FUNVAPI-2025) Identifique a alternativa em que a classe gramatical está identificada de maneira incorreta: a) Todos ouviram falar mal de você, mas nada fizeram. (conectivo aditivo) b) Eu preciso de você. (preposição) c) Alguém sabe de onde ele veio? (pronome) d) Ele fala de uma maneira estranha. (verbo) e) Eu já te disse isso! (advérbio) Questão 110 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir: AUTORRETRATO Até hoje, quando me olho ao espelho, fico assombrado. Então, eu sou aquilo que aparece escovando os dentes, fazendo a barba, verificando o estrago do tempo nos meus olhos? Sempre fui assim? Ou fui pior ou melhor? Quando escovo os dentes, por exemplo, sinto o gosto da infância que nunca foi embora, que me persegue e, em certo sentido, me ameaça. Não pedi para nascer e muito menos para crescer. Não tenho nada com o adulto que substituiu a criança espantada diante do mundo, gostando e temendo o mundo. Fugindo e querendo ser do mundo. Não sou nostálgico, tenho até aversão aos nostálgicos. Sou melancólico — o que é outra coisa, apesar de parecida. Em criança, gostava das histórias em que um menino partia para conhecer o mundo, envolvia-se com os outros, o gigante que morava no castelo, o duende que morava na floresta, a bruxa de olhos verdes que tinha uma cesta de maçãs (como na história da Branca de Neve), a fada que não tinha rosto, silhueta apenas, e que, apesar de tudo, me protegia. Gostando ou não dessa gente, eu não perdia a noção de que estava cumprindo um destino, uma missão: conhecer o mundo. Um dia voltaria para dentro de mim, farto dos outros, farto de mim mesmo. A busca transformou-se num retorno — por isso, talvez, minha atividade mais constante é escrever. Um gesto tão infantil como o de escovar os dentes, sentir na boca o gosto da espuma crescendo. Um rito infantil que talvez nunca tenha mudado, é sempre o mesmo. Daí a pouca ou nenhuma importância que dou ao adulto que me sucedeu. É um farsante. Finge levar a vida com a seriedade possível, mas está louco para que a missão acabe e ele possa voltar a ser o menino que cresceu contra a vontade. Por isso, foi mudo até os cinco anos, não conseguia pronunciar nenhuma palavra, nenhum som articulado. E quando falou, falou errado. Trocava as letras, até os 15 anos tropeçava nas palavras. Fez testes (científicos na época) para avaliar o grau de sua dormência mental. No fundo, ele até que se distraía: falar errado ou nada falar era um recurso para não assumir a vida que não quis nem pediu. Até que fingiu bem. Entre mortos e feridos, teve seus momentos. Mais do que merecia ou precisava. Mesmo assim, nunca soube aproveitar esses momentos. Aos outros, sempre deu a impressão de não estar ali, de estar indo para outro lugar, aflito para ir embora e chegar a um lugar indeterminado onde não é esperado. Mas não importa. A convulsão de ir e de nunca chegar é um truque que ele aprendeu sem querer. Seria impossível viver sem esse truque. O menino mudo até os cinco anos só falou quando levou um susto. Sua primeira palavra foi um grito. Prometeu-se nunca mais gritar, ainda que o preço do não grito fosse a palavra finalmente falada ou confusamente escrita. O menino encontrou um ofício, mas não um destino. (Carlos Heitor Cony, do livro O harém das bananeiras) Leia atentamente o trecho abaixo e indique qual foi a figura de linguagem utilizada: "Quando escovo os dentes, por exemplo, sinto o gosto da infância que nunca foi embora, que me persegue e, em certo sentido, me ameaça." a) Prosopopeia. b) Anacoluto. c) Hipérbole. d) Eufemismo. e) Metáfora. Questão 111 (FUNVAPI-2025) No trecho “Gostando ou não dessa gente, eu não perdia a noção de que estava cumprindo um destino, uma missão: conhecer o mundo. Um dia voltaria para dentro de mim, farto dos outros, farto de mim mesmo. A busca transformou-se num retorno — por isso, talvez, minha atividade mais constante é escrever. Um gesto tão infantil como o de escovar os dentes, sentir na boca o gosto da espuma crescendo”, o pronome “se” é classificado como: a) Pronome indefinido. b) Pronome reflexivo. c) Pronome flexivo. d) Pronome interrogativo. e) Pronome demonstrativo. Questão 112 (FUNVAPI-2025) Leia o trecho a seguir: A palavra alegria vem do latim alacer, alecris, que significa animado, vivaz, alegre, jovial ou risonho. Então, o estado de alegria é uma emoção boa, cheia de satisfação, plenitude e confiança. Quando estamos alegres, temos a sensação de que devemos seguir em frente. Sentimos vontade de realizar coisas, enfim, de viver. A alegria é uma atitude, por isso, não devemos esperar que os outros nos alegrem. Aliás, é muito ruim quando a gente depende das ações dos outros. Afinal, achamos que eles é que tem a obrigação de trazer ânimo e satisfação para as nossas vidas. Entenda que você é o único responsável pelas suas emoções! https://blog.eurekka.me/alegria/?ist_privacy_policy=accepted Com relação à transitividade do verbo no trecho“aliás, é muito ruim quando a gente depende das ações dos outros”, é correto afirmar: a) O verbo “depender” é transitivo direto. b) O verbo “depender” é transitivo indireto. c) O verbo “depender” é intransitivo. d) O verbo “depender” é bitransitivo. e) O verbo “depender” é transitivo direto e indireto. Questão 113 (FUNVAPI-2025) Assinale a alternativa que contém um verbo copulativo: a) Comprar. b) Correr. c) Ser. d) Pontuar. e) Compartilhar. Questão 114 (FUNVAPI-2025) Leia o texto: Há 70 anos, em 3 de outubro de 1953, era criada a PETROBRÁS, uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e exploração do petróleo no território brasileiro. A criação da empresa foi fruto da campanha “O petróleo é nosso”, iniciada após a eleição de Getúlio Vargas para seu segundo, período na Presidência. Sete décadas após sua criação, ficaram para trás o acento agudo e o foco exclusivo no território brasileiro. A PETROBRAS do século XXI opera em 14 países, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados, e ganhou reputação internacional no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas. Ficou para trás também o caráter 100% estatal. Atualmente, PETROBRAS está organizada como sociedade de economia mista, submete-se às regras gerais da administração pública e não mais detém o monopólio da exploração do petróleo em território nacional. Seu papel, no entanto, vai além da obtenção de lucro e envolve aspectos como geração de emprego e renda, além da promoção do desenvolvimento local nos lugares onde instala suas unidades e empreendimentos. Estes, muitas vezes, se situam em regiões remotas, que não despertam o apetite de companhias privadas. Permanece, assim, uma empresa estratégica para diversos aspectos do desenvolvimento econômico do país. Renato Coelho. Jornal da UNESP, 3/10/2023 (com adaptações) Identifique o gênero textual presente no texto acima: a) Ensaio. b) Artigo informativo. c) Narrativa. d) Dissertativo-argumentativo. e) Conto. Questão 115 (FUNVAPI-2025) Leia o trecho a seguir: E Macabéa, com medo de que o silêncio já significasse uma ruptura, disse ao recém-namorado: – Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o senhor? (Clarice Lispector, A hora da estrela, 1977) No fragmento: “E Macabéa, com medo de”, classifique “com medo de”: a) Transitivo indireto. b) Locução prepositiva. c) Intransitivo. d) Objeto indireto. e) Objeto direto. Questão 116 (FUNVAPI-2025) Analise o trecho a seguir e afirme a opção correta quando à reescrita: Quando chegar a hora de voltar à sua estrela, poderá ser difícil dizer adeus para aquele mundo estranhamente lindo. (Sempre em frente, filme) a) É possível substituir o trecho acima por: “Quando chegar a hora de voltar a sua estrela, poderá ser difícil dizer adeus para aquele mundo estranhamente lindo” sem que haja alterações de sentido. b) É possível substituir o verbo “poderá” por “podia” sem que a oração sofra alterações de sentido. c) É possível substituir “dizer adeus” por “despedir” sem que a oração sofra alterações de sentido. d) É possível substituir o termo “estrela” por “casa” sem que a frase sofra alterações de sentido. e) Nenhuma das alternativas acima está correta. Questão 117 (FUNVAPI-2025) Identifique a figura de linguagem presente no trecho a seguir: “Chove, Chuva, chove sem parar.” (Jorge Ben Jor) a) Zeugma. b) Prosopopeia. c) Metonímia. d) Aliteração. e) Antítese. Questão 118 (FUNVAPI-2025) Identifique a alternativa que contém erro quanto ao acento grave: a) Hoje, nós iremos à praia. b) O funcionamento será somente à partir das 11 horas. c) A lasanha era à moda do chefe. d) Eu enviei um e-mail à coordenação ontem. e) Lucas entregou à Letícia uma flor ontem. Questão 119 (FUNVAPI-2025) Identifique a palavra que contém um erro de ortografia: a) Lage. b) Xícara. c) Dirigir. d) Jiboia. e) Prezado. Questão 120 (FUNVAPI-2025) Qual das opções abaixo não faz parte das 10 classes morfológicas da Língua Portuguesa: a) Verbo. b) Interjeição. c) Adjunto. d) Pronome. e) Substantivo. Questão 121 (FUNVAPI-2025) Identifique a alternativa que contém um vício de linguagem: a) Modernismo. b) Solecismo. c) Arcadismo. d) Patrimonialismo. e) Civismo. Questão 122 (FUNVAPI-2025) Indique a opção abaixo que não representa uma estratégia argumentativa: a) Alusão. b) Exemplificação. c) Causa e consequência. d) Composição. e) Enumeração. Questão 123 (FUNVAPI-2025) Identifique a figura de linguagem presente no trecho a seguir: “Tive ouro, tive gado, tive fazendas Hoje sou funcionário público.” (Carlos Drummond de Andrade) a) Metonímia. b) Catacrese. c) Eufemismo. d) Hipérbole. e) Anacoluto. Questão 124 (FUNVAPI-2025) Identifique a figura de linguagem presente na expressão a seguir: “pé da mesa” a) Metonímia. b) Zeugma. c) Elipse. d) Catacrese. e) Nenhuma das alternativas. Questão 125 (FUNVAPI-2025) Identifique a figura de linguagem presente no trecho a seguir: “vem da sala de linotipos a doce música mecânica.” (Carlos Drummond de Andrade) a) Eufemismo. b) Litote. c) Elipse. d) Catacrese. e) Sinestesia. Questão 126 (FUNVAPI-2025) Observe os dois textos: SER PAI [Eno Teodoro Wanke] Ser pai, é desdobrar, libra por libra, a bolsa, amanhecer com o fedelho ao colo — ir trabalhar de olho vermelho, mas agüentar a provação com fibra! Ser pai (melhor diria o velho Coelho) é ouvir a gritaria como vibra, não ver quando o orçamento se equilibra, pegar até mania de conselho... Ser pai é dar palmadas em fundilhos, depois se arrepender, mimar os filhos, e ver que assim não adiantou palmada... Ser pai é padecer dando um sorriso, ser pai é ter a vida abagunçada, ser pai é ter carência de juízo! SER GENRO [Álvaro Armando] Ser genro é arrebentar fibra por fibra o Tesouro. Ser genro é ter o alheio bolso do sogro como um farto seio onde ouro, aos borbotões, palpita e vibra. Ser genro é ser morcego que se libra sobre o Estado dormindo. É ser anseio. Construir quitandinhas sem receio, pensando que a roleta se equilibra! É bem do genro o bem que o sogro goza, é a própria vida noutra retratada, luz que lhe faz os dias cor-de-rosa. Ser genro é andar gozando num sorriso. Fazer por Niterói menos que nada, ser genro é enriquecer num paraíso!... Com base na relação entre os dois textos, observa-se o procedimento de: a) Sobreposição. b) Paragrafação. c) Intertextualidade. d) Substituição. e) Associação. Questão 127 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir: Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! Mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade. Texto escrito pelo poeta para a revista Isto É de 14/11/1984 https://jornalggn.com.br/noticia/mario-quintana-o-anjo-poeta/ No trecho "Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão", considere a transitividade do verbo "escrevi". Assinale a alternativa correta: a) O verbo"escrevi" é transitivo direto, pois exige um objeto direto sem a presença de preposição. b) O verbo "escrevi" é transitivo indireto, pois exige preposição antes do objeto. c) O verbo "escrevi" é intransitivo, pois não exige nenhum complemento. d) O verbo "escrevi" é bitransitivo, pois exige dois objetos (um direto e um indireto). e) O verbo "escrevi" é de ligação, pois estabelece uma relação de identidade entre o sujeito e o predicativo. Questão 128 (FUNVAPI-2025) Qual das palavras abaixo possui um ditongo nasal: a) Uruguai. b) Curioso. c) Lição. d) Ísis. e) Telefone. Questão 129 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir: Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas, minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos. Eu caminho, desequilibrada, em cima de uma linha tênue entre a lucidez e a loucura. De ter amigos eu gosto porque preciso de ajuda para sentir, embora quem se relacione comigo saiba que é por conta própria e alto risco. O que tenho de mais obscuro, é o que me ilumina. E a minha lucidez é que é perigosa (como dizia Clarice Lispector). Se eu pudesse me resumir, diria que sou irremediável! (Marla de Queiroz) https://www.pensador.com/frase/NjA3NDgy/ Assinale a figura de linguagem presente no texto acima: a) Antítese. b) Paradoxo. c) Metáfora. d) Comparação. e) Sinestesia. Questão 130 (FUNVAPI-2025) Identifique a alternativa que possui um exemplo de litote: a) Não é que eles sejam más companhias... b) O coração está batendo forte. c) Eu não irei amanhã porque estou doente. d) A festa será no dia 12 de janeiro. e) A Iana chegará atrasada amanhã. Questão 131 (FUNVAPI-2025) Todas as alternativas estão corretas quanto ao uso do acento grave, exceto: a) Eu vou à terra dos meus avós no final de semana. b) A missa acontecerá à moda antiga. c) Iremos pegar um vôo às 18 horas. d) Pôs-se à escrever. e) Sentou-se à máquina. Questão 132 (FUNVAPI-2025) Assinale o padrão que deve ser inserida a data no documento conhecido como Ofício, de acordo com o Manual de Redação Oficial da Presidência da República: a) Brasília, 8 de agosto de 2018. b) 8 de agosto de 2018, Brasília. c) Brasília, agosto, 2018. d) 2018, Brasília, 8 de agosto. e) Brasília, 2018, 8 de agosto. Questão 133 (FUNVAPI-2025) Identifique qual das opções tem o uso facultativo da crase: a) O senador fez alusão à/a Nise da Silveira. b) Eu fiquei frente à/a frente com o meu pai. c) Ontem à/a noite, eu chorei de saudade. d) Vou à/a praia neste final de semana. e) Iremos às/as 19 horas para Recife. Questão 134 (FUNVAPI-2025) Identifique a oração que contém um adjunto adverbial: a) Andreza correu depressa na avenida. b) Eduardo deu aula de educação física para os alunos. c) O barulho da furadeira me incomodava. d) Liguei o computador para trabalhar. e) Comprei um iphone 15. Questão 135 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir: “Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância.” (CEGALLA, 2007, p. 363). Identifique qual das opções abaixo não é um termo acessório da oração: a) Adjunto adverbial. b) Aposto. c) Advérbio. d) Predicado. e) Adjunto adnominal. Questão 136 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir: “(...) Isso é isto. Simão Bacamarte achou em si os característicos do perfeito equilíbrio mental e moral; pareceu-lhe que possuía a sagacidade, a paciência, a perseverança, a tolerância, a veracidade, o vigor moral, a lealdade, todas as qualidades enfim que podem formar um acabado mentecapto. Duvidou logo, é certo, e chegou mesmo a concluir que era ilusão; mas sendo homem prudente, resolveu convocar um conselho de amigos, a quem interrogou com franqueza. A opinião foi afirmativa. — Nenhum defeito? — Nenhum, disse em coro a assembléia. — Nenhum vício? — Nada. — Tudo perfeito? — Tudo. — Não, impossível, bradou o alienista. Digo que não sinto em mim essa superioridade que acabo de ver definir com tanta magnificência. A simpatia é que vos faz falar. Estudo-me e nada acho que justifique os excessos da vossa bondade. A assembléia insistiu; o alienista resistiu; finalmente o Padre Lopes explicou tudo com este conceito digno de um observador: — Sabe a razão por que não vê as suas elevadas qualidades, que aliás todos nós admiramos? É porque tem ainda uma qualidade que realça as outras: — a modéstia...” (Machado de Assis) De acordo com a leitura do texto, identifique qual é a função da linguagem predominante no texto: a) Emotiva. b) Poética. c) Fática. d) Metalinguística. e) Referencial. Questão 137 (FUNVAPI-2025) Identifique qual dos períodos abaixo possui uma oração subordinada substantiva completiva nominal: a) Eu estava desejando doce mais cedo. b) O mais importante é vencer o jogo. c) Não te liguei porque estava ocupada. d) Nosso desejo é te ver feliz! e) Temos fé de que a humanidade pare de destruir o planeta. Questão 138 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir: A Ética nossa de cada dia Por Rogério Gava Você vai ao restaurante com a família. Na hora da conta, vê que o garçom se esqueceu de anotar parte do pedido. Dois pratos, na verdade. Cem Reais. O diabinho em seu ombro esquerdo (ou direito, tanto faz, o errado não tem lado) vibra de alegria. De contentamento. De emoção. Que trouxas, vamos aproveitar logo, antes que percebam. Eis, no entanto, que do ombro extremo acena o anjo da boa conduta. Ele lhe diz que isso não vale a pena, pelo único e simples motivo de não ser correto. Afinal, o pessoal do restaurante trabalhou, são pessoas como você, estão aí, ganhando a vida, e não se pode aproveitar das pessoas desonestamente. Não há nenhuma lei que mande você avisar o garçom. Você não será preso se não o fizer. Mas a essência do que denominamos de “ética” reside justamente nesse aspecto crucial: “vedar o que a lei não veda”. Nenhuma lei proíbe o egoísmo, a maldade, o ódio. Ninguém é preso por desejar o mal a outrem. Quem me veda de ser um crápula não é a lei: é a consciência de que isso é desprezível. A verdade é que há coisas que a lei não veda, e que, no entanto, não devemos realizar. “Non omne quod licet honestum est”, já diziam os romanos, ensinando que “nem tudo o que é legal, é honesto”. A ética de um homem deve ser mais exigente do que a legislação. Voltemos ao restaurante: você renuncia .... seu próprio interesse e adverte o garçom sobre o erro. Você se proíbe de levar vantagem. Você impõe limite ao próprio egoísmo. Isso se chama “ética”. Você “perdeu” cem Reais. Com certeza seria ridicularizado por muitos. Que bobalhão! Ao sair do restaurante, você se olha no espelho e fica satisfeito com quem vê. Na verdade, você ganhou muito mais do que o valor que pagou. Ética é generosidade; ética é compaixão. Ética é tolerância. É colocar-se no lugar do outro e enxergar os interesses do todo acima dos seus. É lembrar que, apesar das diferenças e acima delas, estamos todos em um mesmo barco. A ética é a base de nossa sociedade democrática e só o que a mantém razoavelmente possível. Essa ética, nascida no bojo da revolução humanista e que nos aquece até hoje, tem como princípio supremo o respeito pelo outro, o que não é fácil, egoístas que somos por natureza. A ética nos pede um esforço sobre nossos desejos. Quando isso não acontece, instala-se o caos. Veja a corrupção: no Brasil (e em vários países, é bom que se diga sempre) ela grassa. Parece ser um vício universal. A corrupção contamina. Vicia. É nojentae perniciosa. E o que é a corrupção senão a total falta de ética, de respeito e consideração por aqueles que vão conosco pela estrada? Ética começa em casa. Começa no coração de cada um de nós. A corrupção não mora só nos governos. Na política. Ela mora no dia a dia, na escola, no estacionamento, nas ruas. A ética torna nossa vida em sociedade minimamente possível. Sem ética acabou-se o futuro. Sem ética estaremos no inferno. (Disponível em: https://www.integracaodaserra.com.br/cronica- rogerio-gava-a-etica-nossa-de-cada-dia/ –). Com base no texto "A Ética nossa de cada dia" de Rogério Gava, analise as seguintes afirmações sobre a ética e sua aplicação no cotidiano e escolha a alternativa que melhor representa a mensagem central do autor. Qual é a principal mensagem do texto sobre ética e comportamento humano? a) A ética deve ser seguida quando é conveniente e traz benefícios pessoais, já que não há penalização legal em caso de desvio. b) A ética é um conceito rígido e legalista que deve ser aplicado apenas em contextos formais e profissionais. c) A ética é uma questão de consciência individual que vai além da legislação, requerendo um compromisso com o bem-estar coletivo e a renúncia ao egoísmo. d) A corrupção é um fenômeno restrito à política e ao governo, e a ética deve ser aplicada exclusivamente em ambientes públicos. e) O comportamento ético é apenas uma forma de evitar problemas legais e sociais, sem impacto real nas relações interpessoais. Questão 139 (FUNVAPI-2025) Leia o trecho a seguir: “Pensaste no sogro e nos cunhados que te esperavam. Estás empapado de crepúsculo, por dentro e por fora. Já é de noite. As noites sempre nascem dentro dos crepúsculos. [...]. As sombras violetas se desfizeram no esterco de morcego da grande noite. A solidão se parece com a morte: região dos caminhos onde vagam os que já morreram e nos deixaram sós. Eles também estarão sós... A morte com seus caminhos de sombra. Os que sentem nos lábios e na língua o silêncio único e profundo da terra. Depois da existência ficam vagando nos lugares por onde se viveu, silenciosamente, as últimas palavras dos que viveram. Depois da existência: quando a lua deixa voarem as borboletas de cinza brumosa... E olhaste devagar: em torno tudo estava vazio, deserto, silencioso, só as estrelas estremeciam. Era noite.” (DICKE, 1995, p.9) (DICKE, Ricardo Guilherme. Cerimônias do esquecimento. Cuiabá: EDUFMT, 1995). Com base no trecho extraído da obra de Ricardo Guilherme Dicke, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta em relação à construção e ao efeito de sentido do texto. Qual das alternativas abaixo melhor caracteriza o uso da linguagem no trecho apresentado? a) O autor utiliza uma linguagem exclusivamente denotativa, visando transmitir informações objetivas sobre a morte e a solidão. b) As expressões figurativas, como "sombras violetas" e "esterco de morcego", criam uma atmosfera de melancolia e desolação, intensificando a sensação de vazio existencial. c) O texto apresenta uma estrutura gramatical rígida, com frases curtas e diretas, enfatizando a clareza e a objetividade na discussão do tema da morte. d) A repetição de termos relacionados à solidão e à morte serve apenas para reforçar a ideia de tristeza, sem adicionar camadas de significado ao texto. e) O uso de adjetivos superlativos, como "grande" e "único", confere um tom otimista ao texto, sugerindo que a morte pode ser compreendida de maneira positiva. Questão 140 (FUNVAPI-2025) Assinale a alternativa que contém um exemplo de sinestesia: a) Com aqueles olhos frios, disse que não gostava mais da namorada. b) Lara ia participar do congresso na sexta-feira à noite. c) Joshua estava organizando uma festa que dava muito trabalho. d) Luan ia ao treino toda segunda-feira pela manhã. e) Diante do problema, Luana parou e calmamente o resolveu. Questão 141 (FUNVAPI-2025) Quanto ao significado da palavra antissemitismo, assinale a alternativa correta: a) Apreciação positiva dos costumes semitas, promovendo sua cultura. b) Adoção de políticas favoráveis à inclusão de grupos semitas na sociedade. c) Respeito e valorização das tradições e religiões semitas. d) Indiferença em relação aos semitas, sem expressar opiniões sobre eles. e) Aversão a alguns povos, em especial aos judeus. Questão 142 (FUNVAPI-2025) Leia as canções a seguir e indique a alternativa que contém um exemplo de hipérbato: a) “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante” (Hino Nacional Brasileiro). b) “Moro Num país tropical Abençoado por Deus E bonito por natureza, mas que beleza.” (Jorge Ben Jor) c) “A novidade veio dar à praia Na qualidade rara de sereia Metade o busto D'uma deusa Maia Metade um grande Rabo de baleia” (Gilberto Gil) d) “Enquanto os homens exercem Seus podres poderes Motos e fuscas avançam Os sinais vermelhos E perdem os verdes Somos uns boçais.” (Caetano Veloso) e) “Preso a canções Entregue a paixões Que nunca tiveram fim Vou me encontrar Longe do meu lugar Eu, caçador de mim.” (Milton Nascimento) Questão 143 (FUNVAPI-2025) A prosopopeia, figura que se observa no verso “A floresta pede socorro”, é também encontrada em: a) “O feijão estava saboroso.” b) “A calçada estava muito quente.” c) “Comi um pedaço de melancia com seus alegres caroços.” d) “Viver não é muito perigoso?” e) “A vida é um grande desafio constante.” Questão 144 (FUNVAPI-2025) Indique em qual das alternativas a seguir o “se” é uma partícula apassivadora: a) Precisa-se de um novo professor. b) Se não chover, nós iremos à praia domingo. c) Ela se machucou durante a corrida. d) Vive-se melhor no campo. e) Aprovou-se o novo candidato. Questão 145 (FUNVAPI-2025) Observe a tirinha a seguir: Com base na análise da tirinha a seguir, assinale a opção que também possui a mesma figura de linguagem contida no texto do quadrinho: a) Eu corri ontem como um queniano. b) O tempo parecia que não passava! c) A vida dele é um conto de fadas. d) A sua esposa já está pronta? e) Lucas ia, todos os dias, aos mesmos lugares. Questão 146 (FUNVAPI-2025) Leia o poema a seguir: POÇAS D’ÁGUA As poças d´água são um mundo mágico Um céu quebrado no chão Onde em vez de tristes estrelas Brilham os letreiros de gás Néon. (Mario Quintana, Preparativos de viagem, São Paulo, Globo, 1994.) Levando-se em conta o texto como um todo, é correto afirmar que a metáfora presente no primeiro verso se justifica porque as poças: a) Refletem a tristeza e a solidão do eu-lírico. b) Representam um espaço de sonhos e imaginação. c) São comparadas a um mundo real e palpável. d) Revelam a fragilidade da vida urbana. e) Simbolizam a escuridão da noite e o desconhecido. Questão 147 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: Nasce um escritor O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no internato, eu vivia da saudade das praias do Pontal onde conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema da minha descrição. Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não regateou elogios. Eu acabarade completar onze anos. Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao lado dos futebolistas, os campeões de matemática e de religião, dos que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em que estudei no colégio dos jesuítas. Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas mãos livros de sua estante. Primeiro “As viagens de Gulliver”, depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norteamericano não figurava entre os prediletos do padre Cabral. Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver dado o amor aos livros, por me haver me revelado o mundo da criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve a minha prisão, a minha primeira prisão. (Jorge Amado. “O menino Grapiúna”. Rio de Janeiro: Record, 1987. p.117-120.) De acordo com o texto lido, que evento central desencadeia a descoberta da vocação literária do narrador? a) A leitura de clássicos portugueses. b) A escrita de uma descrição sobre o mar. c) A entrada no Círculo Literário do colégio. d) O encontro com o escritor Mark Twain. Questão 148 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: Nasce um escritor O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no internato, eu vivia da saudade das praias do Pontal onde conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema da minha descrição. Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos. Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao lado dos futebolistas, os campeões de matemática e de religião, dos que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em que estudei no colégio dos jesuítas. Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas mãos livros de sua estante. Primeiro “As viagens de Gulliver”, depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norteamericano não figurava entre os prediletos do padre Cabral. Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver dado o amor aos livros, por me haver me revelado o mundo da criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve a minha prisão, a minha primeira prisão. (Jorge Amado. “O menino Grapiúna”. Rio de Janeiro: Record, 1987. p.117-120.) Segundo o texto, qual é o papel do Padre Cabral na vida do narrador? a) Impedir que o narrador se dedicasse à literatura. b) Isolar o narrador dos demais alunos. c) Criticar as primeiras escritas do narrador. d) Incentivar e orientar a vocação literária do narrador. Questão 149 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: Nasce um escritor O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no internato, eu vivia da saudade das praias do Pontal onde conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema da minha descrição. Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos. Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao lado dos futebolistas, os campeões de matemática e de religião, dos que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em que estudei no colégio dos jesuítas. Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas mãos livros de sua estante. Primeiro “As viagens de Gulliver”, depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norteamericano não figurava entre os prediletos do padre Cabral. Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver dado o amor aos livros, por me haver me revelado o mundo da criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve a minha prisão, a minha primeira prisão. (Jorge Amado. “O menino Grapiúna”. Rio de Janeiro: Record, 1987. p.117-120.) Infere-se do texto que o Círculo Literário representou para o narrador: a) Uma oportunidade de se conectar com outros escritores. b) Um espaço de repressão e julgamento. c) Um ambiente hostil e competitivo. d) Uma experiência irrelevante para sua formação. Questão 150 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: Nasce um escritor O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no internato, eu vivia da saudade das praias do Pontal onde conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema da minha descrição. Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos. Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao lado dos futebolistas, os campeões de matemática e de religião, dos que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em que estudei no colégio dos jesuítas. Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas mãos livros de sua estante. Primeiro “As viagens de Gulliver”, depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e franceses. Data dessa época minha paixão porCharles Dickens. Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norteamericano não figurava entre os prediletos do padre Cabral. Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver dado o amor aos livros, por me haver me revelado o mundo da criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve a minha prisão, a minha primeira prisão. (Jorge Amado. “O menino Grapiúna”. Rio de Janeiro: Record, 1987. p.117-120.) Qual o significado da frase "Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve a minha prisão, a minha primeira prisão"? a) O internato foi uma experiência positiva para o narrador. b) A leitura e a escrita ajudaram o narrador a lidar com a dificuldade do internato. c) O narrador não sentiu falta da liberdade durante o internato. d) A prisão foi uma experiência necessária para o desenvolvimento do narrador. Questão 151 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: Nasce um escritor O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no internato, eu vivia da saudade das praias do Pontal onde conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema da minha descrição. Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos. Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao lado dos futebolistas, os campeões de matemática e de religião, dos que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em que estudei no colégio dos jesuítas. Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas mãos livros de sua estante. Primeiro “As viagens de Gulliver”, depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norteamericano não figurava entre os prediletos do padre Cabral. Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver dado o amor aos livros, por me haver me revelado o mundo da criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve a minha prisão, a minha primeira prisão. (Jorge Amado. “O menino Grapiúna”. Rio de Janeiro: Record, 1987. p.117-120.) Na frase: “...onde conhecera a liberdade e o sonho.”, qual é o tempo do indicativo verbo sublinhado? a) Presente. b) Pretérito perfeito. c) Pretérito mais-que-perfeito d) Pretérito imperfeito Questão 152 (FUNVAPI-2025) Em se tratando de sinais de pontuação, pode-se afirmar que a vírgula e o ponto e vírgula servem, respectivamente, para: a) separar elementos de uma frase e separar elementos de uma enumeração. b) separar elementos de uma enumeração e separar elementos de uma frase. c) indicar uma pause leve na frase e indicar uma pausa total na frase. d) indicar uma hesitação na fala e anunciar uma enumeração. Questão 153 (FUNVAPI-2025) Na frase: “Rosemere é uma pessoa insipiente na alfabetização de crianças.”, a palavra sublinhada tem como sinônimo: a) ignorante. b) iniciante. c) dedicada. d) receosa. Questão 154 (FUNVAPI-2025) Com relação aos termos essenciais da oração, ao analisar a frase: “Assaltaram a padaria do português ontem à noite.”, pode-se dizer que o sujeito dessa oração é: a) simples. b) inexistente. c) Indeterminado. d) oculto. Questão 155 (FUNVAPI-2025) A classificação da oração subordinada sublinhada “Os alunos que estudaram passaram no concurso.”, é: a) substantiva objetiva direta b) adjetiva restritiva c) adjetiva explicativa d) substantiva subjetiva Questão 156 (FUNVAPI-2025) Das alternativas a seguir, a única em desacordo com as regras de colocação pronominal é: a) Nunca me esqueci de Daniely. b) Dir-te-ei sempre a verdade. c) Ele sempre se esforçou para ser o melhor. d) Me diga o que aconteceu ontem. Questão 157 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: “AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” (Rubens Alves) As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas. O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder. Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis. Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando...” É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. (...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… (Revista Educação, edição 125) O que se pode inferir do texto quando o autor diz: "O saber do sábio dá alegria, razões para viver"? a) Que o conhecimento científico é inútil para a vida. b) Que a sabedoria nos conecta com a experiência humana e nos dá propósito. c) Que o saber do sábio é superior ao do cientista. d) Que a alegria é um sentimento superficial e sem importância. Questão 158 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: “AS PESSOASAINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” (Rubens Alves) As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas. O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder. Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis. Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando...” É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. (...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… (Revista Educação, edição 125) Segundo Riobaldo, qual é a principal característica das pessoas citada no texto? a) As pessoas são sempre iguais. b) As pessoas já foram terminadas e não podem mudar. c) As pessoas são perfeitas e não precisam de educação. d) As pessoas estão em constante mudança e transformação. Questão 159 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: “AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” (Rubens Alves) As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas. O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder. Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis. Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando...” É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. (...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… (Revista Educação, edição 125) De acordo com o texto, qual é o papel da educação no processo de desenvolvimento humano? a) A educação nos torna iguais. b) A educação nos impede de mudar. c) A educação nos ajuda a mudar e a construir novos mundos. d) A educação é inútil para o desenvolvimento humano. Questão 160 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: “AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” (Rubens Alves) As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas. O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder. Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis. Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando...” É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. (...) Parece que, ao nos criar,o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… (Revista Educação, edição 125) Que comparação é utilizada no texto para descrever o papel do educador? a) O educador é como um cientista que busca a verdade. b) O educador é como um cozinheiro que prepara pratos saborosos. c) O educador é como uma bruxa que mexe o caldeirão da transformação. d) O educador é como um sábio que transmite conhecimento. Questão 161 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: “AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” (Rubens Alves) As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas. O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder. Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis. Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando...” É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. (...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… (Revista Educação, edição 125) Infere-se que a principal mensagem deixada pelo texto é que: a) a sabedoria é mais importante que a ciência. b) a ciência é mais importante que a sabedoria. c) a educação é um processo de igualização. d) a vida humana é completa e não precisa de mudanças. Questão 162 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: “AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” (Rubens Alves) As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas. O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder. Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis. Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando...” É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. (...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… (Revista Educação, edição 125) Qual é a função sintática do termo sublinhado na frase: "O sábio conhece com a boca"? a) Objeto direto b) Objeto indireto c) Complemento nominal d) Adjunto adverbial Questão 163 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão: “AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” (Rubens Alves) As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso dizer todas. Só algumas. O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do poder. Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis.Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando...” É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. (...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… (Revista Educação, edição 125) Na frase: "Aquilo que o sábio conhece tem sabor", qual a classificação da oração em destaque? a) oração subordinada substantiva subjetiva b) oração subordinada adjetiva restritiva c) oração subordinada substantiva objetiva direta d) oração subordinada adverbial comparativa Questão 164 (FUNVAPI-2025) Qual é a classificação do verbo grifado na oração: “Prefiro estudar a navegar na internet”: a) verbo transitivo direto e indireto b) verbo transitivo indireto c) verbo transitivo direto d) verbo intransitivo Questão 165 (FUNVAPI-2025) Assinale a alternativa em que a regência nominal está INCORRETA: a) tenho aversão a injustiças. b) sou grato pelo apoio que recebi. c) ele é dependente de drogas. d) ela tem necessidade em atenção. Questão 166 (FUNVAPI-2025) Assinale a alternativa em que a regência verbal está CORRETA: a) nós fomos na festa e nos divertimos muito. b) eu prefiro café do que chá. c) ele assistiu o jogo ontem à noite. d) ela obedeceu aos pais com alegria. Questão 167 (FUNVAPI-2025) Com relação à coesão e coerência, marque a única alternativa INCORRETA: a) coesão e coerência são conceitos importantes para a construção de sentido de um texto. b) a coerência é a ligação entre os elementos linguísticos, enquanto a coesão é a relação entre as ideias. c) a coesão é a ligação entre os elementos linguísticos, enquanto a coerência é a relação entre as ideias. d) a coesão é linguística, ou seja, é baseada em mecanismos gramaticais. Questão 168 (FUNVAPI-2025) Em relação ao sujeito da oração: “Nesta casa, precisa-se de costureira.”, pode-se dizer que é: a) Nesta Casa. b) Costureira. c) Indeterminado. d) Simples. Questão 169 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato) O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de seus filhos. Sim, é este o sentido da vida, ou não. O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar- se ou entristecer-se. Sim, é este o sentido da vida, ou não. Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se no cipoal das palavras? Sim, o sentido da vida é este, ou não. Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas neblina, mistério? Sim, o sentido da vida é bem este, ou não. Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, sonhar? Sim, o sentido da vida é bem este – ou não. Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria? Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.? Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as miragens? Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamente às ideias de grande extensão, consumir-se como o fogo e ver apagar-se a chama? Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão? Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão. Porque é isto – buscar – o sentido da vida. (Texto adaptado – O Estado de S. Paulo) Qual é a ideia central do texto? a) A vida é uma jornada de sofrimento e desilusão. b) O sentido da vida é encontrar respostas definitivas. c) A busca pelo sentido da vida é mais importante que as respostas. d) A vida é um ciclo previsível e sem mistérios. Questão 170 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato) O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de seus filhos. Sim, é este o sentido da vida, ou não. O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar- se ou entristecer-se. Sim, é este o sentido da vida, ou não. Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se no cipoal das palavras? Sim, o sentido da vida é este, ou não. Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas neblina, mistério? Sim, o sentido da vida é bem este, ou não. Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, sonhar? Sim, o sentido da vida é bem este – ou não. Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria? Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.? Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as miragens? Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamente às ideias de grande extensão, consumir-se como o fogo e ver apagar-sea chama? Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão? Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão. Porque é isto – buscar – o sentido da vida. (Texto adaptado – O Estado de S. Paulo) Qual é a visão inicial do autor sobre o sentido da vida? a) Cumprir o ciclo natural de vida e morte. b) Encontrar a felicidade plena. c) Alcançar o sucesso material. d) Desvendar os mistérios do universo. Questão 171 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato) O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de seus filhos. Sim, é este o sentido da vida, ou não. O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar- se ou entristecer-se. Sim, é este o sentido da vida, ou não. Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se no cipoal das palavras? Sim, o sentido da vida é este, ou não. Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas neblina, mistério? Sim, o sentido da vida é bem este, ou não. Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, sonhar? Sim, o sentido da vida é bem este – ou não. Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria? Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.? Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as miragens? Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamente às ideias de grande extensão, consumir-se como o fogo e ver apagar-se a chama? Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão? Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão. Porque é isto – buscar – o sentido da vida. (Texto adaptado – O Estado de S. Paulo) Que metáfora o autor usa para descrever a busca pelo sentido da vida? a) A busca por um tesouro escondido. b) A busca por uma estrela inatingível. c) A busca por um paraíso perdido. d) A busca por um caminho sem volta. Questão 172 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato) O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de seus filhos. Sim, é este o sentido da vida, ou não. O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar- se ou entristecer-se. Sim, é este o sentido da vida, ou não. Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se no cipoal das palavras? Sim, o sentido da vida é este, ou não. Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas neblina, mistério? Sim, o sentido da vida é bem este, ou não. Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, sonhar? Sim, o sentido da vida é bem este – ou não. Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria? Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.? Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as miragens? Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamente às ideias de grande extensão, consumir-se como o fogo e ver apagar-se a chama? Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão? Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão. Porque é isto – buscar – o sentido da vida. (Texto adaptado – O Estado de S. Paulo) O que se pode inferir do texto acerca da busca pelo sentido da vida? a) A busca é uma jornada individual e solitária. b) A busca é marcada por certezas e respostas definitivas. c) A busca é um caminho fácil e sem obstáculos. d) A busca é um processo contínuo e incerto, mas essencial. Questão 173 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato) O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de seus filhos. Sim, é este o sentido da vida, ou não. O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar- se ou entristecer-se. Sim, é este o sentido da vida, ou não. Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se no cipoal das palavras? Sim, o sentido da vida é este, ou não. Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas neblina, mistério? Sim, o sentido da vida é bem este, ou não. Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, sonhar? Sim, o sentido da vida é bem este – ou não. Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria? Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.? Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as miragens? Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamentec) Porque não é uma pessoa versada na linguagem culta e, desse modo, procura registrar a linguagem coloquial para confrontar com os eruditos. d) Porque apresenta total desprezo pelo falar erudito, apesar de ter plena consciência de estar apresentando uma linguagem pobre e sem prestígio. e) Porque tem como objetivo apresentar uma linguagem sem prestígio e, com isso, desencadear comentários a cerca desse modo rude de falar. Questão 18 (FUNVAPI – 2023) Identifique a alternativa em que TODAS as palavras foram formadas por derivação parassintética. a) infelizmente - amanhecer - entardecer b) esburacar - amolecer - empalidecer c) ensurdecer - remexer - adorável d) mexido - desnutrição - indecente e) ilegal - amoral - nutrição Questão 19 (FUNVAPI – 2023) Qual o processo de formação do termo DESNIVELAR? a) derivação imprópria b) derivação prefixal e sufixal c) derivação parassintética d) derivação sufixal e) derivação regressiva Questão 20 (FUNVAPI – 2023) Assinale a alternativa ERRADA quanto à colocação pronominal. a) Vestiu-se como esmero. b) Tudo parecia deixá-la cada vez mais bela. c) Jamais perdoarei-lhe por tudo o que me fez. d) Isso não se diz, menina! e) Nada nos amedrontava. Questão 21 (FUNVAPI – 2022) POEMA DE SETE FACES Quando nasci, um anjo torto Desses que vivem na sombra Disse: Vai, Carlos! Ser Gauche na vida. As casas espiam os homens Que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, Não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: Pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. Porém meus olhos Não perguntam nada. O homem atrás do bigode É sério, simples e forte. Quase não conversa. Tem poucos, raros amigos O homem atrás dos óculos e do bigode. Meu Deus, por que me abandonaste Se sabias que eu não era deus Se sabias que eu era fraco. Mundo mundo vasto mundo, Se eu me chamasse Raimundo Seria uma rima. não seria uma solução. Mundo mundo vasto mundo Mais vasto é meu coração. Eu não devia te dizer Mas essa lua Mas esse conhaque Botam a gente comovido como o diabo. Carlos Drummond de Andrade Na segunda estrofe, o mundo exterior é descrito pela ótica do eu lírico. O que parece interessar mais às pessoas que fazem parte do mundo exterior? a) As relações humanas parecem se reduzir ao desejo sexual. a urna espécie de ''caça sexual'' b) As relações humanas parecem se reduzir ao desejo de possuir bens materiais, uma espécie de ''caça material". c) As relações humanas parecem se reduzir ao desejo incontrolável pelo ódio, uma espécie de ''caça ao ódio". d) As relações humanas parecem se reduzir ao ostentar riquezas, uma espécie de "caça às riquezas". e) As relações humanas parecem se reduzir ao vitimar sua presa, uma espécie de "caça à presas''. Questão 22 (FUNVAPI – 2022) POEMA DE SETE FACES Quando nasci, um anjo torto Desses que vivem na sombra Disse: Vai, Carlos! Ser Gauche na vida. As casas espiam os homens Que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, Não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: Pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. Porém meus olhos Não perguntam nada. O homem atrás do bigode É sério, simples e forte. Quase não conversa. Tem poucos, raros amigos O homem atrás dos óculos e do bigode. Meu Deus, por que me abandonaste Se sabias que eu não era deus Se sabias que eu era fraco. Mundo mundo vasto mundo, Se eu me chamasse Raimundo Seria uma rima. não seria uma solução. Mundo mundo vasto mundo Mais vasto é meu coração. Eu não devia te dizer Mas essa lua Mas esse conhaque Botam a gente comovido como o diabo. Carlos Drummond de Andrade Na 4ª estrofe é descrito o "homem atrás dos óculos e do bigode. Que diferença há em dizer que o homem "usa óculos e bigode" e dizer que está atrás dos óculos e do bigode'"? a) É como se o homem ficasse à frente desses dois elementos, que não têm valor social; como se eles fossem meras alegorias. b) E como se o homem se escondesse antes desses dois elementos, que têm certo valor social: como se eles fossem máscaras sociais. c) É como se o homem se escondes e antes desses dois elementos, não tendo valor social simples alegorias. d) É corno se o homem apresentasse esses dois elementos não possuindo valor social: como sendo objetos de desejo. e) É como se o homem se escondesse atrás desses dois elementos. não existindo relação alguma com valor social; sendo meras alegorias possuídas. Questão 23 (FUNVAPI – 2022) POEMA DE SETE FACES Quando nasci, um anjo torto Desses que vivem na sombra Disse: Vai, Carlos! Ser Gauche na vida. As casas espiam os homens Que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, Não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: Pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. Porém meus olhos Não perguntam nada. O homem atrás do bigode É sério, simples e forte. Quase não conversa. Tem poucos, raros amigos O homem atrás dos óculos e do bigode. Meu Deus, por que me abandonaste Se sabias que eu não era deus Se sabias que eu era fraco. Mundo mundo vasto mundo, Se eu me chamasse Raimundo Seria uma rima. não seria uma solução. Mundo mundo vasto mundo Mais vasto é meu coração. Eu não devia te dizer Mas essa lua Mas esse conhaque Botam a gente comovido como o diabo. Carlos Drummond de Andrade No verso ''Meu Deus por que me abandonaste'' o termo em destaque classifica-se morfologicamente como sendo: a) substantivo abstrato b) substantivo concreto c) adjetivo pátrio d) vocativo e) aposto Questão 24 (FUNVAPI – 2022) A palavra PIAUIENSE é: a) adjetivo superlativo b) substantivo pátrio c) adjetivo biforme d) advérbio de lugar e) adjetivo pátrio Questão 25 (FUNVAPI – 2022) Assinale a alternativa em que o termo em destaque é pronome relativo. a) Este século está trazendo avanços na tecnologia. b) Algum dinheiro ele ganhou. c) quero saber que time ganhou a partida ontem. d) A propaganda que criamos ganhou um prêmio. e) Transmiti teu recado. Questão 26 (FUNVAPI – 2022) Triste de quem vive em casa Contente com o seu lar. Sem que um sonho, no erguer de asa. Faça até mais rubra a brasa Da lareira a abandonar Triste de quem é feliz! Vive porque a vida é dura Nada na alma lhe diz Mais que a lição da raiz Ter por, vida a sepultura. Eras sobre eras se somem No tempo que em eras vem. Ser descontente é ser homem. Fernando Pessoa Na primeira estrofe, o que motiva a tristeza segundo o eu lírico? a) O fato de alguém não sonhar, não ter ideais. b) O fato de alguém sonhar, ter ideais. c) O fato de alguém idealizar seu lar, seus ideais. d) O fato de alguém não ter com quem dialogar sobre seus ideais. e) O fato de alguém se mostrar sonhador e ter ideais. Questão 27 (FUNVAPI – 2022) Triste de quem vive em casa Contente com o seu lar. Sem que um sonho, no erguer de asa. Faça até mais rubra a brasa Da lareira a abandonar Triste de quem é feliz! Vive porque a vida é dura Nada na alma lhe diz Mais que a lição da raiz Ter por, vida a sepultura. Eras sobre eras se somem No tempo que em eras vem. Ser descontente é ser homem. Fernando Pessoa Nos versos: ''Triste de quem vive em casa, Contente com o seu lar,'' Identifique os sentidos das preposições destacadas a) Lugar e modo b) Lugar e tempo c) Lugar e direção d) Lugar e finalidade e) Lugar e causa Questão 28 (FUNVAPI – 2022) Assinale a frase em que o verbo destacado está com a regência INCORRETA. a) O professoràs ideias de grande extensão, consumir-se como o fogo e ver apagar-se a chama? Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão? Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão. Porque é isto – buscar – o sentido da vida. (Texto adaptado – O Estado de S. Paulo) Qual é a função sintática do termo sublinhado na frase: "deixando sob a terra este antigo corpo"? a) Adjunto adverbial. b) Adjunto adnominal. c) Objeto direto. d) Objeto indireto. Questão 174 (FUNVAPI-2025) Com relação ao processo de formação de palavras, assinale a única alternativa abaixo que traz vocábulos formados por SUFIXAÇÃO: a) infeliz, maldade, goleiro. b) felizmente, realizar, garotinho. c) realmente, infeliz, boiada. d) desleal, casinha, chuvisco. Questão 175 (FUNVAPI-2025) Qual é a função sintática da palavra sublinhada na seguinte frase: “Apresentei a minha namorada aos meus familiares ontem à noite.”: a) complemento nominal. b) adjunto adnominal. c) objeto indireto. d) objeto direto. Questão 176 (FUNVAPI-2025) Em se tratando de sinais de pontuação, a única alternativa escrita CORRETAMENTE segundo as regras gramaticais da língua portuguesa é: a) Rosemere venha aqui! b) Ariano Suassuna, professor e escritor brasileiro morreu em 2014. c) Há quatro operações fundamentais na matemática: adição, subtração, divisão e multiplicação. d) Adoro trabalhar mas também gosto de passear. Questão 177 (FUNVAPI-2025) A única alternativa que traz uma oração subordinada substantiva subjetiva é: a) A minha vontade é que seja feliz. b) É essencial que você vença a partida. c) Todo ser humano precisa de paz. d) Tenho esperança de que as crianças sejam melhor educadas. Questão 178 (FUNVAPI-2025) Assinale a única alternativa que traz a regência CORRETA do verbo empregado: a) Os constantes roubos implicaram no fechamento dos negócios. b) Cheguei em João Alfredo ontem à noite. c) Semana passada assisti um filme de grande sucesso. d) O trabalhador visava ao mais alto posto na empresa. Questão 179 (FUNVAPI-2025) Assinale a alternativa INCORRETA no tocante às regras de colocação pronominal da gramática da língua portuguesa: a) Te amo, querida! b) Ensinaram-lhe fazer o correto. c) Dar-lhe-ei o aprendizado necessário. d) Gostaria de beijar-te muito. Questão 180 (FUNVAPI-2025) Das alternativas abaixo, a única escrita CORRETAMENTE segundo as regras gramaticais de uso da crase é: a) Fui à Paris ano passado. b) Dia à dia as coisas vêm se ajustando. c) Saí de casa às 15h15, na semana passada. d) Voltei à estudar mais cedo. Questão 181 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção de felicidade pela carência. Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há possibilidade de se ser feliz sozinho. Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena. Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena. (Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) Qual é a principal característica da felicidade, segundo o autor? a) É um estado contínuo e permanente. b) É uma experiência efêmera e episódica. c) É um sentimento que depende de bens materiais. d) É uma conquista individual e isolada. Questão 182 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por exemplo, em que seu time vence, seja porquealgo que você fez deu certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção de felicidade pela carência. Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há possibilidade de se ser feliz sozinho. Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena. Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena. (Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) De acordo com o texto, o que permite a percepção da felicidade? a) A ausência de momentos tristes. b) A comparação com experiências passadas. c) A constante busca por novos prazeres. d) A carência e a falta de felicidade contínua. Questão 183 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção de felicidade pela carência. Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há possibilidade de se ser feliz sozinho. Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena. Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena. (Cortella, MárioSérgio. Disponível em: https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) De acordo com o autor do texto, qual é a relação entre felicidade e relações humanas? a) A felicidade é possível apenas em momentos de solidão. b) A felicidade depende exclusivamente de conquistas individuais. c) A felicidade é intrinsecamente ligada às relações humanas. d) A felicidade é um estado de espírito independente do convívio social. Questão 184 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção de felicidade pela carência. Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há possibilidade de se ser feliz sozinho. Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena. Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena. (Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) Qual é a principal questão que a humanidade busca responder, segundo o texto? a) Qual o sentido da vida e como transcender a banalidade. b) Como acumular mais bens materiais. c) Como alcançar a fama e o reconhecimento social. d) Como dominar a natureza e controlar o futuro. Questão 185 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção de felicidade pela carência. Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há possibilidade de se ser feliz sozinho. Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegadoa essa hora. Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena. Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena. (Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) Infere-se do texto que a diferença entre ser famoso e ser importante é: a) Ser famoso garante a felicidade, ser importante não. b) Ser famoso é ter reconhecimento público, ser importante é ser relevante para as pessoas. c) Ser famoso é ter muitos bens materiais, ser importante é ter sabedoria. d) Ser famoso é ter poder, ser importante é ter influência. Questão 186 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção de felicidade pela carência. Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há possibilidade de se ser feliz sozinho. Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena. Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena. (Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) Qual é a função sintática do termo sublinhado na frase: "Felicidade é uma vibração intensa"? a) Sujeito b) Objeto direto c) Predicativo do sujeito d) Complemento nominal Questão 187 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção de felicidade pela carência. Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há possibilidade de se ser feliz sozinho. Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde queo homo sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena. Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena. (Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) Qual é a função sintática do termo "me" na frase: "Quando alguém me leva pra dentro"? a) Sujeito b) Objeto direto c) Objeto indireto d) Complemento nominal Questão 188 (FUNVAPI-2025) A única alternativa que NÃO traz uma oração coordenada sindética adversativa é: a) Gosta do campo, mas também de praia. b) Leio muito e não aprendo. c) Márcia estudou demais, porém foi reprovada no concurso. d) Aqui é muito frio, todavia dá para aguentar. Questão 189 (FUNVAPI-2025) Assinale a única alternativa em que há ERRO de pontuação: a) Parabéns, querido André! b) Naquela manhã, todos dormiam tranquilamente. c) Recife, capital mundial do frevo, ficou lotada para o carnaval. d) Hoje o clima está agradável pois choveu durante a madrugada. Questão 190 (FUNVAPI-2025) Na frase: “Ainda não se sabe o porquê das ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos ao mundo.”, qual é a classificação morfológica da palavra sublinhada? a) pronome b) substantivo c) conjunção d) advérbio Questão 191 (FUNVAPI-2025) Assinale a única alternativa que completa CORRETAMENTE e RESPECTIVAMENTE as frases abaixo, de acordo com o sentido de cada uma delas: I. O juiz __________ o réu. II. O réu __________ o seu comparsa. III. O policial ___________ a arma do crime. a) absolveu; delatou; prendeu. b) absorveu; dilatou; apreendeu. c) absolveu; delatou; apreendeu. d) absolveu; dilatou; prendeu. Questão 192 (FUNVAPI-2025) De acordo com o novo acordo ortográfico, qual das alternativas abaixo traz a palavra grafada CORRETAMENTE: a) paranoico b) enjôo c) crêem d) anti-sequestro Questão 193 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector) De acordo com o texto, qual é a principal emoção que a autora descreve sentir desde a infância? a) Alegria b) Raiva c) Tristeza d) Solidão Questão 194 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmominhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector) Segundo o texto, o que a autora deseja ao expressar a vontade de pertencer? a) Fazer parte de um clube ou associação. b) Encontrar um parceiro amoroso. c) Doar-se a algo ou alguém. d) Ter mais amigos. Questão 195 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector) No texto, a autora fala sentir inveja de uma freira. Por quê? a) Pelo sentimento de pertença da freira. b) Pela fé da freira. c) Pelo estilo de vida da freira. d) Pela liberdade da freira. Questão 196 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector) De acordo com a autora, a "pobreza" em si mesma é: a) A falta de bens materiais. b) Apenas ter um corpo e uma alma. c) A falta de amigos e familiares. d) A falta de reconhecimento social. Questão 197 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por queentão nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector) Segundo o texto, de onde vem a vontade intensa de pertencer da autora? a) De sua fraqueza. b) De sua força. c) De sua necessidade de atenção. d) De sua insegurança. Questão 198 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector) Infere-se do texto que a sua principal mensagem é: a) A importância da independência. b) A dificuldade de se relacionar. c) A busca pelo sentido da vida. d) A necessidade de pertencer para viver plenamente. Questão 199 (FUNVAPI-2025) Leia o texto a seguir para responder a questão. Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. (Pertencer, Clarice Lispector) Qual a função sintática do termo sublinhado na frase: "Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente"? a) Adjunto adverbial b) Objeto direto c) Objeto indireto d) Complemento nominal Questão 200 (FUNVAPI-2025) Em se tratando de colocação pronominal, qual das frases abaixo está em DESACORDO com a norma culta da língua portuguesa? a) Não se preocupe, tudo vai ficar bem. b) Gostaria de te abraçar muito. c) Prenda-me, se for capaz!. d) Ana, dar-te-ei o que me pedires. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C C C D C A D A C C 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 B A A B C C A B B C 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 A B B E D A A B A A 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 A B C A D D D C B C 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 C B C A C D D A D B 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 B B C C C B D A B A 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 D C D A D D C C B B 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 D A A C D B B C B B 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 C B D B C A D C B C 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 D B A C B B E E C E 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 A B B A C A D D A E111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 B B C B B A D B A C 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 B D A D E C A C B A 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 D A A A D C E C B A 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 E A C E C B B D A B 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 C A A C B D B D C C 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 A D B A D D B C C A 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 B D A B D C B D A C 181 182 183 184 185 186 187 188 189 190 B D C A B C B A D B 191 192 193 194 195 196 197 198 199 200 C A B D C A B C B A FICHA DE QUESTÕES CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CADERNO DE QUESTÕES Questão 1 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Por ser um espaço de formação integral, um dos compromissos do processo educacional é conscientizar os estudantes da relevância de agir eticamente como imperativo para a construção de convivências urbanizadas. À escola cabe também lembrá-los da pusilanimidade humana, razão pela qual se justificaria a relativização da ética no agir individual e coletivo dos membros da comunidade escolar, como previsto no currículo do Ipojuca. II. É correto afirmar que a ética é muito mais do que um componente curricular. Ela transborda os saberes formais do processo pedagógico e deve permear todos os momentos das atitudes de todos os atores envolvidos no fazer educativo. Em vista disso, a ética reputa a alteridade como condicionante fundamental para a realização de ações formativas humanas. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 2 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Avaliação da aprendizagem é um instrumento empregado para avaliar o desempenho dos alunos, precisamente em um dado momento do processo de ensino-aprendizagem. Esse procedimento centrado na aplicação de testes e na quantificação por meio de notas resulta no acompanhamento do estudante em momentos bastante específicos do processo educativo. É ainda uma oportunidade para observar se os estudantes conseguiram atingir as metas estabelecidas. Desse modo, confirma-se a validade das ações pedagógicas postas em curso. II. A avaliação institucional constitui-se como um processo espontâneo de discussão permanente sobre as práticas vivenciadas na escola, intrínseco à construção da sua autonomia, já que fornece subsídios para melhoria e aperfeiçoamento da qualidade do seu trabalho. Essa autonomia desvincula a escola das demais instâncias do sistema, uma vez que a avaliação institucional articula as avaliações, ensejando uma leitura da totalidade das instituições e do sistema. III. A avaliação da aprendizagem deve buscar a obtenção de informações fidedignas sobre o trabalho realizado com os estudantes nas diferentes áreas do conhecimento e só tem sentido se for encarada pela comunidade escolar como uma aliada tanto do desenvolvimento de cada estudante, como do alcance da consecução das metas de eficácia e qualidades fixadas pela unidade escolar ou pelos sistemas educacionais. Ela deve ser o resultado de uma análise crítica permanente da prática pedagógica, possibilitando a leitura e a compreensão do seu desenvolvimento. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 3 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Todo o processo de construção do conhecimento é realizado sob a égide dos verbos ensinar e aprender. Visando à compreensão do sistema educacional, esses dois verbos são frequentemente questionados, inclusive, infere-se que se houve ensino, a aprendizagem aconteceu. Dessa forma, poderia ser suficiente um professor que dominasse um determinado conhecimento e "ensinasse", transmitisse, esse saber para seu grupo de estudantes. Assim, aquilo que os estudantes repetissem com exatidão e reproduzissem nas avaliações, resultando na medição do quanto tinham conseguido absorver, seria a aprendizagem. Essa perspectiva é atual e predomina nos documentos oficiais brasileiros como, por exemplo, o Currículo do Ipojuca e o Currículo de Pernambuco. II. A concepção do que é aprender, de como se aprende e, por correspondência, de como devem ser desenvolvidas práticas na sala de aula que despertem o interesse, o desejo e a motivação para o efetivo sucesso desse processo têm se modificado a partir das contribuições da epistemologia para os processos de desenvolvimento subjetivo humano e, mais recentemente, das neurociências, com o mapeamento cerebral de todas as condições do sujeito em situações de interação com os outros e com as ideias, fatos e experiências. Dessa forma, as concepções de ensinar também são modificadas. Pode-se afirmar que atualmente em vez de apenas lembrar e repetir informações, o estudante deve ser capaz de encontrá-las e usá-las com autonomia. A recente ciência da aprendizagem enfatiza a importância de se repensar o que é ensinado. III. Um aspecto extremamente relevante também nesse processo do binômio ensino e aprendizagem é compreendêlo como constituído mutuamente — ou seja, o ensino e a aprendizagem enquanto aspectos indissociáveis — assim como são constituídas no estudante as dimensões cognitiva e afetiva. O ensino e a aprendizagem na perspectiva, por exemplo, de currículos como o do Ipojuca, devem mobilizar o aluno para a construção de competências e habilidades, atitudes e valores que o possibilitem aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a fazer e aprender a conviver, bases estruturantes assentadas numa avaliação formativa e processual que emanam da formação integral dos educandos, possibilitando a inserção deles no mundo do trabalho e o pleno exercício da cidadania. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 4 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. À escola, sob a concepção técnico-científica, tem sua preocupação voltada ao mercado de trabalho, sem questioná-lo, mantendo postura neutra frente ao homem e à sociedade. II. Na concepção sociocrítica, a organização escolar, é concebida como espaço de interações sociais, por isso, político, com intencionalidade, direcionada à participação da comunidade escolar, considerando o contexto sociocultural e político. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas Questão 5 (FUNVAPI-2024) Analise as informações a seguir: I. O desenvolvimento humano na perspectiva de Vygotsky foi descrito no livro Seis Estudos de Psicologia, marcando o aparecimento das estruturas mentais que vão se construindo sucessivamente. Os seis estágios de desenvolvimento, segundo Vygotsky, começam com o estágio dos reflexos, o segundo dos hábitos motores e das primeiras percepções organizadas e o terceiro da inteligência sensório motora. II. Para Vygotsky, o quarto estágio do desenvolvimento é o da inteligência intuitiva, o qual dura cerca de sete anos. Já o quinto estágio é o das operações intelectuais concretas, que ocorre entre sete e dez anos. O último é estágio das operações intelectuais abstratas, ou seja, o período da adolescência Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira,e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 6 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Concemnente aos processos e dimensões da aprendizagem, pode- se citar que na teoria de Piaget, a afetividade é caracterizada como um instrumento propulsor das ações, estando a razão a seu favor. A afetividade funciona como a energia que move a ação, enquanto a razão possibilita, ao sujeito, identificar os desejos e sentimentos, e permite obter êxito nas ações efetuadas. Nesse caso, não há conflito entre as duas partes. Assim, pensar sobre a razão, em contraposição à afetividade, ajuda a entender a afetividade, dado que dotar a razão de poder semelhante ao da afetividade, ou seja, reconhecer nela as características do móvel ou de energia é uma postura indicada na percepção de Piaget. II. Vygotsky, psicólogo e educador russo, propõe a unidade entre os processos intelectuais, volitivos e afetivos. Dessa forma, para ele, a separação do intelecto e do afeto, enquanto objeto de estudo, é uma das principais deficiências da psicologia tradicional. Segundo Vygotsky (2003), quem separa o pensamento do afeto nega de antemão a possibilidade de estudar a influência inversa do pensamento no plano afetivo. A vida emocional está conectada a outros processos psicológicos e ao desenvolvimento da consciência de um modo geral. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 7 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Uma proposta pedagógica expressa sempre os valores que a constituem, e precisa estar intimamente ligada à realidade a que se dirige, explicitando seus objetivos de pensar criticamente esta realidade, enfrentando seus mais agudos problemas. II. Uma proposta pedagógica trata-se de uma proposta única, posto que a realidade é unidimensional e composta por homogeneidades. III. Uma proposta pedagógica precisa ser construída com a participação efetiva de todos os sujeitos — crianças e adultos, alunos, professores e profissionais não-docentes, famílias e população em geral —, levando em conta suas necessidades, especificidades e realidade. Marque a alternativa CORRETA: a) Todas as afirmativas estão corretas. b) Nenhuma afirmativa está correta. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 8 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. De acordo com o currículo do Ipojuca, os anos finais devem aprofundar as práticas trabalhadas nos anos anteriores. Logo, devem-se propor maior diversidade de manifestações linguísticas, pensamento mais críticos e níveis mais elevados de abstração para, desta maneira, tornar os estudantes mais reflexivos, empáticos e blasés, e socialmente conformados ao contexto quase sempre adverso à adoção de tais atitudes. II. A perspectiva teórica da enunciação põe em relevo o diálogo entre o sujeito e a linguagem, tal como proposto por Benveniste, para quem a linguagem é o lugar onde o homem se constitui como indivíduo e como sujeito. Portanto, o professor de língua portuguesa deve considerar esta concepção de linguagem e de sujeito, quando do planejamento e execução de suas aulas, tal como recomenda o currículo do Ipojuca. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa d) As duas afirmativas são falsas. Questão 9 (FUNVAPI-2025) Na perspectiva construtivista do ensino de Matemática, o papel do professor é: a) Transmitir conceitos matemáticos de forma direta e sistemática, garantindo que os alunos assimilem o conteúdo por meio da repetição mecânica e da memorização das regras. b) Disponibilizar informações teóricas e práticas de forma uniforme, assegurando que todos os alunos alcancem o mesmo nível de compreensão por meio de exercícios padronizados. c) Promover a construção ativa do conhecimento matemático pelos discentes, utilizando estratégias que fomentem o pensamento crítico, a resolução de problemas contextualizados e a reflexão autônoma sobre os conceitos aprendidos. d) Priorizar abordagens que enfatizem exclusivamente a lógica formal e os algoritmos matemáticos, restringindo o aprendizado a questões internas da disciplina. e) Conduzir as aulas de modo a evitar intervenções práticas e reflexivas, garantindo que o foco permaneça nos objetivos estabelecidos pelo currículo escolar padronizado Questão 10 (FUNVAPI-2024) Analise as informações a seguir: I. A escola progressista libertária parte do pressuposto de que somente o vivido pelo educando é incorporado e utilizado em situações novas, por isso o saber sistematizado só terá relevância se for possível seu uso prático. II. As ideias de Piaget, Vygotsky e Wallon têm em comum o fato de negarem o interacionismo, mesmo concebendo o conhecimento como resultado da ação que se passa entre o sujeito e um objeto. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 11 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Na verdade, o erro escolar resulta exclusivamente de perguntas ou atividades difíceis que são passadas pelo professor ou é, também, falta de interesse do estudante. II. O erro não é uma parte significativa no ensinar e no aprender, ele apenas demonstra que o estudante ainda precisa estudar mais. III. O erro escolar, na verdade, resulta do esforço dos alunos em participar do processo de aprendizagem, produzindo e negociando, a partir do seu mundo e da sua cultura, sentidos e significados sobre o que se ensina e se aprende na escola. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 12 (FUNVAPI-2025) Um oficineiro é contratado por um município para dinamizar projetos vinculados a políticas públicas de lazer. Porém, há falta de infraestrutura adequada no centro comunitário. Com as oficinas prestes a iniciar, ele se depara com espaços pequenos e mal ventilados, e não há verba disponível para ajustes imediatos. Qual a melhor condução diante desse contexto delicado? a) Determinar a suspensão total das oficinas, alegando condições impróprias, deixando a comunidade sem qualquer atividade planejada até que ocorra ampla reforma do local. b) Abandonar o projeto por indisponibilidade de estrutura, declinando de qualquer diálogo com a coordenação ou articulação de possíveis soluções. c) Seguir com as oficinas nas salas reduzidas e pouco arejadas, relativizando as implicações para a saúde e bem-estar dos participantes, mas cumprindo o calendário oficial. d) Organizar saídas alternativas, acionando parcerias em espaços próximos ou áreas abertas, comunicando as dificuldades à secretaria e apontando a necessidade de melhorias futuras, visando segurança e conforto de todos. Questão 13 (FUNVAPI-2024) Analise as informações a seguir: I. A escola liberal tecnicista se caracteriza por acentuar o ensino humanístico, de cultura geral. De acordo com essa escola tradicional, o aluno é educado para atingir sua plena realização através de seu próprio esforço. Sendo assim, as diferenças de classe social não são consideradas e toda a prática escolar não tem nenhuma relação com o cotidiano do aluno. II. A tendência liberal tradicional atua no aperfeiçoamento da ordem social vigente (o sistema capitalista), articulando-se diretamente com o sistema produtivo; para tanto, emprega a ciência damudança de comportamento, ou seja, a tecnologia comportamental. Seu interesse principal é, portanto, produzir indivíduos “competentes” para o mercado de trabalho, não se preocupando com as mudanças sociais. III. A escola progressista libertária parte do pressuposto de que somente o vivido pelo educando é incorporado e utilizado em situações novas, por isso o saber sistematizado só terá relevância se for possível seu uso prático. A ênfase na aprendizagem informal, via grupo, e a negação de toda forma de repressão, visam favorecer o desenvolvimento de pessoas mais livres. Marque a alternativa CORRETA: a) Todas as afirmativas estão corretas. b) Nenhuma afirmativa está correta. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 14 (FUNVAPI-2024) Analise as informações a seguir: I. A pedagogia liberal sustenta a ideia de que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais. II. A pedagogia progressista designa as tendências que, partindo de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente as finalidades sociopolíticas da educação. III. A tendência progressista crítico-social dos conteúdos, assim como a libertadora e a libertária, acentua a primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidades sociais. Marque a alternativa CORRETA: a) Todas as afirmativas estão corretas. b) Nenhuma afirmativa está correta. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 15 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. O processo de ensino e aprendizagem, no que tange à figura do professor e a sua relação com os alunos, não deve ter como cerne, somente o conhecimento resultante através da absorção de informações, mas também o processo de construção da cidadania do aluno. Simplificar o conhecimento científico, sem mudar seu conteúdo essencial, gera sua popularização e aproxima o aluno de algo antes desconhecido. Tem-se, com essa simplificação de "falar a mesma língua do aluno”, um caminho já defendido por Boldernave, que chama esse tipo de educação de Pedagogia da Moldagem. Essa perspectiva barra a ideia de separação que afasta ciência e sociedade e reacende a questão sobre qual é o papel social da ciência. II. Segundo Freire (1996, p. 96) “o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas imaginações, suas dúvidas, suas incertezas". Nesse sentido, o papel da escola nessa tendência pedagógica se acentua na formação de atitudes, razão pela qual deve estar mais preocupada com problemas psicológicos do que com os pedagógicos ou sociais. Todo esforço está em estabelecer um clima favorável a uma mudança dentro do indivíduo, ou seja, a uma adequação pessoal às solicitações do ambiente. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 16 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. De acordo com Dermeval Saviani, existem concepções não críticas de educação, orientando a construção de um currículo com objetivo de reproduzir a sociedade vigente, dentre essas, podemos destacar a pedagogia tradicional, a renovada progressivista e o tecnicismo. II. De acordo com as concepções progressistas de educação em Paulo Freire, para determinação dos conteúdos a serem abordados em sala de aula, é importante que se leve em consideração as problematizações da prática de vida dos estudantes. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é a falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 17 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Sobre o planejamento como instrumento organizador da ação educativa e a organização do ensino, pode-se igualá-lo a um relatório, pois este tem a prática como referência, assim como o planejamento que tem uma relação intrínseca com a ação e se dá numa situação bem concreta. II. O planejamento, enquanto processo contínuo, dinâmico, de reflexão e de tomada de decisão, prescinde de acompanhamento. Já o plano é o produto dessa reflexão e tomada de decisão e, como tal, pode ser explicitado em forma de registro, de documento. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 18 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. O Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação é a junção única e exclusiva dos esforços da União e dos Estados, atuando em regime de colaboração, das famílias e da comunidade, em proveito da melhoria da qualidade da educação básica. II. Dentre as diretrizes do Compromisso Todos Pela Educação, estão o combate à repetência e evasão escolar, inclusive com adoção de aulas de reforço no contraturno escolar. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é a falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 19 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. O Programa Nacional do Livro e do Material Didático é destinado a avaliar e a disponibilizar obras didáticas, pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à prática educativa, de forma sistemática, regular e gratuita. II. O Programa Nacional do Livro e do Material Didático contempla a aquisição de softwares e jogos educacionais, materiais de reforço e correção de fluxo, materiais de formação e materiais destinados à gestão escolar. III. O Programa Nacional do Livro e do Material Didático atende exclusivamente às escolas públicas de educação básica, em nível municipal, estadual e federal. Marque a alternativa CORRETA: a) Todas as afirmativas estão corretas. b) Nenhuma afirmativa está correta. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 20 (FUNVAPI-2024) Analise as informações a seguir: I. O planejamento constitui um processo de racionalização e coordenação da ação docente, relacionando a atividade escolar e a problemática do contexto social. Os elementos do planejamento escolar, objetivos, conteúdos e métodos, estão permeados de implicações sociais, dado que o que acontece no meio escolar está atravessado por influências econômicas, políticas e culturais que caracterizam a sociedade de classes. II. Concernente ao planejamento de uma disciplina, deve-se elaborá-lo concomitantemente ao transcurso do ano letivo, pois isso permite adaptações objetivas ao longo do processo, possibilitando a coparticipação dos alunos, ensejando organização sequencial de decisões. Importante salientar que o planejamento também se configura como um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado à avaliação Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 21 (FUNVAPI-2024) Analise as informações a seguir: I. A gestão democrática implica um processo de participação coletiva e sua efetivação na escola pressupõe instâncias colegiadas de caráter apenas consultivo, pois a deliberação compete à figura do gestor, assim como a ele cabeensina a matéria. . b) Aspirou ao perfume da rosa. c) Ele aspirava ao cargo político d) Agradou a namorada com um presente. e) Os dois assistiam ao jogo. Questão 29 (FUNVAPI – 2022) Assinale a alternativa em que TODAS as palavras estão acentuadas corretamente. a) bíceps. vírus, fóruns b) hífens, caráter, prótons c) ruim, raíz, ainda d) polvóra. anéis, ciúme e) baínha, aínda, ruim Questão 30 (FUNVAPI – 2022) Em: Aquela linda e esperta menina está estudando bastante para o Vestibular, podemos identificar quantas orações ? a) uma oração b) duas orações c) três orações d) quatro orações e) cinco orações Questão 31 (FUNVAPI – 2022) SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... . Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? André disse: - É pra copiar no caderno? Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com isso? Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha frente. Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios? Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular ... Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria ... Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu ..e Ele continuou: - Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês. Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? -Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois ... E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a· luz do mundo... Professor Eduardo Machado Qual foi a intenção do autor com relação ao texto? a) Apresentar a realidade em sala de aula. b) Discutir a religião e a educação. c) Demonstrar a desenvoltura dos alunos em sala de aula. d) Mostrar a precariedade do ensino desde os primórdios. Questão 32 (FUNVAPI – 2022) SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... . Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? André disse: - É pra copiar no caderno? Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com isso? Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha frente. Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios? Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular ... Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria ... Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês. Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? -Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois ... E Jesus concluiu:a implementação do processo de escolha de dirigentes escolares. II. Mesmo sem o caráter deliberativo, instâncias colegiadas de uma gestão democrática, possibilitam a coexistência de visões distintas e que, em harmonia, contribuem para o pensamento da pluralidade escolar, ficando a encargo do gestor principal a análise das decisões coletivas, como por exemplo, o financiamento da escola. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 22 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. O Conselho Escolar é um princípio da gestão democrática que envolve membros da gestão, do corpo docente da escola e a família dos estudantes. II. O Conselho Escolar atua como instrumento de participação e fiscalização na gestão escolar e educacional. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 23 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. O planejamento trata-se de um momento de pesquisa e reflexão independente do processo de avaliação. II. Gerar O planejamento de ensino é fazer previsões das ações, das organizações de atividades e dos procedimentos que os docentes realizarão com os alunos. III. Para o funcionamento de uma instituição de ensino de maneira adequada, é necessária a organização, logo se tem o planejamento. Marque a alternativa CORRETA: a) Todas as afirmativas estão corretas. b) Nenhuma afirmativa está correta. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 24 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A organização do funcionamento da escola pública de maneira proba e transparente é obrigação indeclinável do gestor indicado ou eleito pela comunidade escolar, ainda que para isso precise tomar decisões impopulares e autocratas como fazem os bons líderes. II. O gestor escolar da rede pública de educação deve ter consciência de que seu propósito é gerenciar a equipe pedagógica, os docentes e os recursos materiais, financeiros, pedagógicos e tecnológicos de modo articulado e assim assegurar aos estudantes a aprendizagem dos conhecimentos historicamente produzidos e acumulados pela humanidade. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) À afirmativa I é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 25 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. O planejamento é um processo de racionalização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social. Os elementos do planejamento escolar, objetivos, conteúdos e métodos, estão recheados de implicações sociais, pois tudo o que acontece no meio pode escoar por influências econômicas, políticas e culturais que caracterizam a sociedade de classes. Assim, o planejamento é uma atividade de reflexão acerca das nossas opções e ações, pois se não pensarmos sobre o rumo que devemos dar ao nosso trabalho, ficaremos entregues aos rumos estabelecidos pelos interesses dominantes na sociedade. II. A ação de planejar consiste no preenchimento de formulário para controle administrativo, mas também é secundariamente uma atividade consciente de previsão de ações docentes, baseadas em opções político-pedagógicas, tendo como referência permanente as situações didáticas concretas, ou seja, a problemática social, econômica, política e cultural que envolve a escola, os professores, os alunos, os pais e a comunidade que interagem no processo de ensino. Vale destacar que o planejamento também se configura como um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado à avaliação. III. Em relação ao planejamento de uma disciplina, é aconselhável elaborá-lo concomitantemente ao transcurso do ano letivo, devendo ser flexível, permitindo adaptações ao longo do processo, possibilitando a coparticipação dos alunos, ensejando organização sequencial de decisões. O planejamento de uma disciplina busca eficiência, precisa ser claro e exequível, é elemento de comunicação entre professor e coordenador, tal como entre professores e alunos, evita duplicação de programas e possibilita integração das disciplinas. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 26 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. À gestão transforma metas e objetivos educacionais em ações, dando concretude às direções traçadas pelas políticas e, se entendida como processo político-administrativo contextualizado, coloca-nos diante do desafio de compreender tal processo na área educacional a partir dos conceitos de sistemas e gestão escolar. A gestão de sistema implica o ordenamento normativo e jurídico e a vinculação de instituições sociais por meio de diretrizes comuns. "A democratização dos sistemas de ensino e da escola implica aprendizado e vivência do exercício de participação e de tomadas de decisão. Trata-se de um processo a ser construído coletivamente, que considera a especificidade e a possibilidade histórica e cultural de cada sistema de ensino: municipal, distrital, estadual ou federal de cada escola. II. A democratização da gestão é defendida enquanto possibilidade de melhoria na qualidade pedagógica do processo educacional das escolas, na construção de um currículo pautado na realidade local, na maior integração entre os agentes envolvidos na escola. Assim, a gestão democrática implica um processo de participação coletiva e sua efetivação na escola pressupõe instâncias colegiadas de caráter consultivo, bem como a implementação do processo de escolha de dirigentes escolares, além da participação de todos os segmentos da comunidade escolar na construção do Projeto Político-Pedagógico e na definição da aplicação dos recursos recebidos pela escola, pois mesmo sem o caráter deliberativo, essas instâncias possibilitam a coexistência de visões distintas e que, em harmonia, contribuem para o pensamento da pluralidade escolar, sobretudo em decisões coletivas como o financiamento das escolas, a escolha dos dirigentes escolares, a criação de órgãos colegiados e a construção do PPP. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 27 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Os objetivos educacionais orientam a tomada de decisão no planejamento, porque são proposições que expressam com clareza e objetividade a aprendizagem que se espera do aluno. A seleção e a organização dos conteúdos são elementos norteadores dos objetivos educacionais, da escolha dos procedimentos metodológicos e do que avaliar. II. O planejamento pedagógico é fundamental para a organização e o sucesso das atividades e estratégias educacionais. No entanto, tal ação serve apenas como suporte para os professores dentro da sala de aula, tendo impactos secundários para a administração, gerenciamento e prestação de contas da instituição. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 28 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. Entende-se Gestão da Escola Pública como uma maneira de organizar o funcionamento da escolapública quanto aos aspectos políticos, administrativos, financeiros, tecnológicos, culturais, artísticos e pedagógicos, com a finalidade de dar transparência às suas ações e atos e possibilitar à comunidade escolar e local a aquisição de conhecimentos, saberes, ideias e sonhos, num processo de aprender, inventar, criar, dialogar, construir, transformar e ensinar. II. Compreende-se Gestão de Sistema Educacional como a gestão que implica o ordenamento normativo e jurídico e a vinculação de instituições sociais por meio de diretrizes comuns. A democratização dos sistemas de ensino e da escola implica aprendizado e vivência do exercício de participação e de tomadas de decisão. Trata-se de um processo a ser construído coletivamente, que considera a especificidade e a possibilidade histórica e cultural de cada sistema de ensino: municipal, distrital, estadual ou federal de cada escola. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) À afirmativa I é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 29 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A caracterização do Conselho de Classe está diretamente vinculada às concepções da avaliação escolar nas práticas pedagógicas. II. A importância do Conselho de Classe está na realização coletiva da leitura, reconhecimento e mobilização em prol de atender as necessidades pedagógicas. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 30 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A Gestão da Escola Pública é um modo de organizar o funcionamento da escola pública em seus aspectos pedagógicos, políticos, administrativos, financeiros, culturais, artísticos e tecnológicos com o propósito de dar transparência às suas ações e possibilitar à comunidade escolar e adjacente o acesso a conhecimentos, saberes e ideias. II. Entendendo gestão como direção, isto é, como a utilização produtiva dos recursos disponíveis para realizar com eficiência objetivos específicos e obter ganhos imediatos de novas matrículas, as ações da direção da escola devem ter o caráter empresarial, ainda que a instituição pertença à rede pública. Para isso, métodos, métricas e técnicas do mundo corporativo devem ser usados, pois o que importa são resultados traduzidos essencialmente em números. III. É certo afirmar que a gestão escolar pública objetiva criar condições para a comunidade escolar executar sua função de socializar conhecimentos historicamente produzidos e acumulados pela humanidade. Na direção oposta, a gestão escolar corporativa deve criar condições para que seus funcionários possam maximizar o lucro, ainda que para isso socialize conhecimentos historicamente produzidos e acumulados pela humanidade como faz a gestão escolar pública. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 31 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Discussões que se referem às questões gerais da administração escolar devem acontecer no âmbito do Conselho de Classe, órgão que conta com a participação de diversos representantes da comunidade escolar e tem prerrogativas: consultiva, fiscal, deliberativa e mobilizadora. II. Enquanto órgão colegiado, constituído por Presidente, Vice- Presidente, Secretário e Conselheiros, o Conselho Escolar tem, entre outras atribuições, a de garantir a gestão democrática da escola pública e desenvolver ações concretas que promovam o bom rendimento escolar dos estudantes. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 32 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. Sendo o Projeto Político Pedagógico (PPP) um documento de construção coletiva que norteia os princípios e propostas educacionais da escola, pode-se dizer que ele deve refletir o posicionamento filosófico, político e educacional de toda a comunidade escolar. II. Considerando que o próprio processo de construção do Projeto Político Pedagógico é gerador de mudanças, o PPP age ao esclarecer o cerne do trabalho pedagógico da escola à todos os seus participantes, deixando claro quais os seus cargos na gestão escolar. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 33 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. É necessário, no bojo do processo de ensino e aprendizagem, que o Projeto Político Pedagógico da escola se proponha a valorizar os conhecimentos prévios que os estudantes trazem de suas vivências para a escola, auxiliando os estudantes a desenvolver competências nas diversas áreas de conhecimento, valorizando sua base sólida de sabers, relacionando esses conhecimentos às ideias dentro de um eixo conceitual, visando à mediação da aprendizagem. Ademais, é essencial que o Projeto Político Pedagógico da escola incentive os estudantes em sua autonomia de aprender, ajudando-os a compreender como podem e devem também, sendo autores do seu conhecimento, monitorar seus progressos. II. O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um instrumento teórico- metodológico voltado ao diagnóstico da situação da escola. Seu compromisso é com a identificação dos problemas. As propostas de resolução deles ficam a cargo de documentos conhecidos com planos de ação, cujo objetivo é a intervenção sobre a realidade e a mudança desta. A construção da dimensão cidadã se encontra no horizonte das preocupações do PPP, sendo essa dimensão ligada ao caráter político dele. Vale salientar que esse documento é elaborado coletivamente pela unidade escolar em seu âmbito interno, ou seja, envolve as equipes gestora e pedagógica e o corpo discente, mas também pode contar com a participação de pais ou responsáveis e com a comunidade extramuros da escola. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 34 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. O Projeto Político-Pedagógico (PPP) é o documento responsável por organizar as atividades pedagógicas que a escola realizará, guiando a administração da instituição e a condução do aprendizado dos estudantes com base nos conteúdos previstos nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), documento que normatiza o processo educacional no Brasil. O PPP não é um texto para ser construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas, mas sim construído para ser vivenciado por todos os envolvidos com o processo educativo da escola. II. O Projeto Político-Pedagógico (PPP) é uma ferramenta basilar para orientar as atividades de uma instituição de ensino e sua gestão, servindo como um direcionamento para a atuação dos professores e da equipe pedagógica. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Ademais, contribui para o trato das questões burocráticas e logísticas da escola — como, por exemplo, a quantidade de estudantes por sala e Os recursos necessários para as atividades escolares. III. O Projeto Político-Pedagógico (PPP) representa importante marco na gestão da escola, uma vez queeste proporcionará aos alunos, professores e demais atores da comunidade escolar conhecer, refletir e intervir na sua realidade. O objetivo do PPP é promover, dessa maneira, maior comprometimento de todos quanto ao projeto educativo que se quer construir para e pela escola, em consonância com as diretrizes curriculares para uma educação emancipadora e de convivência democrática. Assim, o projeto político-pedagógico vai além de um simples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas. Marque a alternativa CORRETA: a) Todas as afirmativas estão corretas. b) Nenhuma afirmativa está correta. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 35 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. O Projeto Político Pedagógico é o documento que define o perfil da escola, bem como sua filosofia de ensino, com conjunto de objetivos e metas a serem alcançados pela comunidade escolar. II. Por ser um documento balizador das ações da gestão escolar, deve ser preparado exclusivamente pelos gestores da escola, professores e funcionários administrativos. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é a falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 36 (FUNVAPI-2025) O oficineiro considera a dinâmica familiar dos participantes, pois muitos projetos envolvem crianças e adolescentes cujos responsáveis podem afetar a frequência e o engajamento. Que ação aprimora essa relação? a) Estabelecer proibição de envolvimento de familiares em qualquer instância decisória, mantendo distância total entre responsáveis e as atividades. b) Conduzir relação fria com responsáveis, evitando esclarecimentos sobre metodologias ou justificativas acerca das dinâmicas. c) Organizar encontros de integração, expondo objetivos, colhendo feedback e convidando familiares a cooperar no percurso de desenvolvimento, reconhecendo o papel da família no processo formativo. d) Cobrar valores adicionais dos responsáveis, omitindo a destinação dos recursos arrecadados. Questão 37 (FUNVAPI-2025) O oficineiro interage com diferentes perfis de público. Em oficinas voltadas a adultos em situação de vulnerabilidade social, como enfatizar a relevância de valores morais e conduta no grupo? a) Excluir qualquer análise de valores, partindo da ideia de que adultos estabilizam convicções éticas incondicionalmente. b) Priorizar desenvolvimento técnico, deixando reflexões comportamentais em segundo plano e suprimindo conexões com relacionamentos interpessoais. c) Implementar um conjunto de regras inflexíveis, bloqueando qualquer participação coletiva, com aplicação imediata de sanções aos que desrespeitarem as normas. d) Propor momentos de reflexão conjunta sobre honestidade, respeito e solidariedade, abrindo espaço para trocas e incentivando uma cultura de cooperação ética. Questão 38 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. O papel do professor na relação família-escola envolve estreitar laços com pais que podem nunca ter recebido a educação formal, porém não é educá-los, visto que sua relação imediata é com o aluno. II. O papel da integração professor-família é estabelecer laços que constituam a educação como um processo coletivo, causando transformações positivas na evolução cognitiva, afetiva e social dos alunos. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 39 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Nos Conselhos de Classe e Escolar, não raro ocorre a utilização de critérios extraescolares na avaliação do aluno e da aluna. Tais critérios são reforçados e validados pelo coletivo escolar, e resultam em avaliações baseadas em comentários e opiniões, assumindo dimensões maiores e sendo decisivos na determinação do futuro dos alunos e das alunas. É um erro, porém, afirmar que tal procedimento pode ter por objetivo implícito tornar mais fáceis de suportar as péssimas condições materiais ou institucionais das escolas. II. O Conselho de Classe é mais do que uma reunião da qual normalmente participam professores, orientador educacional, coordenador pedagógico e gestor, pois se configura como um dos mecanismos de participação da comunidade na gestão e no processo de ensino-aprendizagem desenvolvido na unidade escolar. Pode ser considerado uma das instâncias de vital importância num processo de gestão democrática, dado que guarda em si a possibilidade de articular os diversos segmentos da escola, tendo por objeto de estudo o processo de ensino, que é o eixo central em torno do qual se desenvolve o processo de trabalho escolar. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 40 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. O Conselho Escolar é um órgão de representação da comunidade escolar. Trata-se de uma instância colegiada que deve ser composta por representantes de todos os segmentos da comunidade escolar e constitui-se num espaço de discussão de caráter consultivo e/ou deliberativo. Ele não deve ser o único órgão de representação, mas aquele que congrega as diversas representações para se constituir em instrumento que, por sua natureza, criará as condições para a instauração de processos mais democráticos dentro da escola. Portanto, o conselho escolar deve ser fruto de um processo coerente e efetivo de construção coletiva. Il. A associação de pais e mestres, enquanto instância de participação, constitui-se em mais um dos mecanismos de participação da comunidade na escola, tornando-se uma valiosa forma de aproximação entre os pais e a instituição, contribuindo para que a educação escolarizada ultrapasse os muros da escola e a democratização da gestão seja uma conquista possível. O grêmio estudantil se configura como um mecanismo de participação dos estudantes nas discussões do cotidiano escolar e em seus processos decisórios, constituindo-se num laboratório de aprendizagem da função política da educação e do jogo democrático. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa | é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a | é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 41 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. O papel do professor na relação família-escola envolve estreitar laços com pais que podem nunca ter recebido a educação formal, porém isso não é educá-los, visto que sua relação imediata é com o aluno. II. O papel da integração professor-família é estabelecer laços que constituam a educação como um processo coletivo, causando transformações positivas na evolução cognitiva, afetiva e social dos alunos. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 42 (FUNVAPI-2024) Analise as informações a seguir: I. O currículo deve ser entendido como um processo e não como um documento estático com diretrizes oficiais acerca daquilo que deve e o que não deve ser ensinado. Ademais, tendo em vista os múltiplos caminhos e itinerários formativos construídos ao longo do processo educacional, o currículo refere-se à ação. II. O currículo deve ser compreendido como um processo que envolve uma multiplicidade de relações, abertas ou tácitas, em diversos âmbitos, que vão da prescrição à ação, das decisõesadministrativas às práticas pedagógicas, na escola como instituição e nas unidades escolares especificamente. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 43 (FUNVAPI-2024) Para Sacristán: I- O currículo se resume a uma prescrição curricular. II- A autonomia docente é fundamental no desenvolvimento curricular. III- O conhecimento escolar é diferente do conhecimento fora da escola. Estão corretas as afirmativas: a) I e II, apenas. b) II e III, apenas. c) I apenas. d) III apenas. Questão 44 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A formação dos estudantes tem nas Ciências Humanas um de seus maiores suportes, pois elas contribuem para a construção do valor de solidariedade, conscientização sobre a dignidade humana e, por conseguinte, colaboram para o desenvolvimento do senso de justiça social. II. Para o currículo do Ipojuca, o ensino das Ciências Humanas deve mirar na formação da sensibilidade dos estudantes, que se enxergam como sujeitos de diferentes contextos históricos, nos quais suas ações são fundamentais para transformá-los em uma uma sociedade igualitária. III. O ensino de Ciências Humanas, de acordo com o currículo do Ipojuca, deve despertar e desenvolver a criticidade dos estudantes. Nesta perspectiva, é essencial priorizar um ambiente escolar que potencialize as habilidades e saberes fundamentais e gerar condições de interpretações adequadas dos alunos sobre fenômenos sociais, políticos, culturais e econômicos. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 45 (FUNVAPI-2024) Analise as informações a seguir: I. O plano da escola, plano de ensino (ou plano de unidade), é a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para o ano ou semestre; é um documento mais elaborado, dividido por unidades sequenciais, no qual aparecem objetivos específicos, conteúdos e desenvolvimento metodológicos. III. O plano de ensino (ou plano de unidade) é a previsão do desenvolvimento do conteúdo para uma aula ou conjunto de aulas e tem um caráter específico. III. O plano de aula é um documento mais global; expressa orientações gerais que sintetizam, de um lado, as ligações da escola com o sistema escolar mais amplo e, de outro, as ligações do projeto pedagógico da escola com os planos de ensino propriamente ditos. Marque a alternativa CORRETA: a) Todas as afirmativas estão corretas. b) Nenhuma afirmativa está correta. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 46 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. O planejamento é um meio para programar as ações docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado à avaliação. Das três modalidades de planejamento, articulados entre si, o plano da escola, o plano de ensino e o plano de aulas, este último é o mais importante e o que deve ser produzido primeiramente. O plano de aula é um guia de orientação, pois nele são estabelecidas as diretrizes e os meios de realização do trabalho docente. Sua função é orientar a prática partindo da exigência da própria prática. II. O plano da escola é um documento mais global. Expressa orientações gerais que sintetizam, de um lado, as ligações da escola com o sistema escolar mais amplo e, de outro, as ligações do projeto pedagógico da escola com os planos de ensino propriamente ditos. Já o plano de ensino, ou plano de unidade, é a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para o ano ou semestre. É um documento mais elaborado, dividido por unidades sequenciais, no qual aparecem objetivos específicos, conteúdos e desenvolvimento metodológico. III. É correto afirmar que o plano de aula é um detalhamento do plano de ensino. Nele, as unidades e subunidades que foram previstos em linhas gerais são agora especificadas e sistematizadas para uma situação didática real. A preparação de aulas, conforme Libâneo (2013), é uma tarefa indispensável e, assim como o plano de ensino, deve resultar em um documento escrito que servirá não só para orientar ações do professor como também para possibilitar constantes revisões e aprimoramentos de ano para ano. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 47 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Expressões aparentemente próximas, como organização do trabalho pedagógico, organização do trabalho escolar e organização do trabalho docente são comumente trocadas. Numa acepção mais generalista, é possível afirmar que organização do trabalho didático envolve relação educativa que coloca, frente a frente, uma forma histórica de educador, de um lado, e uma forma histórica de educando, de outro, assim como também se realiza com a mediação de recursos didáticos e implica um espaço físico com características peculiares. II. O trabalho docente é parte constitutiva do trabalho didático e se coloca ao lado de todas as demais formas de trabalho atreladas aos serviços e funções que ele abrange. Sua limitada autonomia se traduz nas operações exercidas pelo professor em sala de aula e, submetido à programação produzida fora do espaço escolar, é constitutivo da esfera da execução. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 48 (FUNVAPI-2024) Analise as informações a seguir: I. Didática é um campo do conhecimento da Pedagogia, mas não chega a se concretizar como uma disciplina pedagógica, e tem como objeto o ensino como mediação da relação passiva dos alunos com o saber sistemático. II. A Didática pode ter como ponto de partida a reflexão sobre uma prática, ou, mais especificamente, o processo de ensino- aprendizagem, busca, na compreensão deste, elementos que subsidiem a construção de projetos de ação didática Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 49 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Nos inúmeros desafios que a pandemia trouxe para a educação como um todo, diante da impossibilidade de realização presencial das aulas, tanto a relação interpessoal de professores e alunos como a própria dinâmica das aulas foram diretamente alteradas, sobretudo em termos das avaliações e realizações das dinâmicas, sobretudo com a própria justificativa de realização das aulas em formato remoto. II. Do ponto de vista pedagógico, no ensino presencial, muitos professores têm de lidar com a falta de motivação dos alunos e, para combatê-la, criam diferentes estratégias, desde a argumentação/negociação 'olho no olho' até a adaptação e improvisação de atividades. Todavia, no ensino remoto, as abordagens ganham outras dificuldades, assim, as TDICs, Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação, podem atuam como ferramentas para possibilitar a aprendizagem. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 50 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. O currículo do Ipojuca preconiza que o ensinode História seja focado no universo cultural e conceitual dos alunos, que devem ser escutados para tornar sua aprendizagem significativa, dialogada com a realidade e com seus saberes prévios. II. O currículo do Ipojuca recomenda fortemente que o ensino das disciplinas, incluindo História, contemple os desafios da sociedade contemporânea, entre os quais está o desafio do acesso desigual às Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). Por essa razão, o uso de tais ferramentas tecnológicas deve ser preterido para evitar a possibilidade de discriminação e bullying entre os estudantes. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 51 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. Para que um professor possa utilizar metodologias ativas em sua sala de aula, ele não precisa mudar o plano político-pedagógico (PPP) de sua escola; II. O professor pode usar alguma metodologia ativa de ensino em seu plano de ensino desde que ele não desvie das diretrizes escolares. III. O planejamento de disciplina deve ser flexível, pois com a interação entre estudantes e professor em sala de aula, ambos podem necessitar de outros planos e decisões diferentes daqueles feitos inicialmente. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas duas afirmativas estão corretas. d) Apenas uma afirmativa está correta. Questão 52 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. Uma forma de diminuir a assimetria interacional entre professores e alunos é diminuir, em sala de aula, o tempo preenchido pela fala do aluno, dando espaço para que ele possa gradativamente se constituir sujeito do discurso. II. O tempo de fala do professor em sala de aula pouco afeta o ensino da habilidade oral, visto que o aluno está aprendendo a se colocar no mundo pelo uso da língua estrangeira, portanto, não tem habilidade para construir longos textos orais. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 53 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmações a seguir: I. Nos diversos contextos, números positivos e negativos podem ser representados pelos mesmos valores, mas podem possuir significados diferentes como, por exemplo, uma medida negativa ou uma transformação negativa. II. Para autores como Vergnaud, todo conceito é definido por 3 dimensões: 1) o conjunto de situações que dão significado ao conceito; 2) as propriedades do conceito, invariantes em todas as situações e 3) os sistemas de sinais utilizados para representar, simbolicamente, conceito. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 54 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A Matemática não é uma ciência humana, mas fruto das necessidades e preocupações em resolver problemas em diferentes momentos históricos. II. Segundo o currículo do Ipojuca, o ensino da Matemática deve garantir o desenvolvimento de competências específicas as quais contribuam para a formação integral de cidadãos críticos, éticos, criativos, proativos e conscientes de sua responsabilidade social no mundo contemporâneo. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 55 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Há quem proponha o contrário, mas professor de matemática deverá sempre optar por metodologias e práticas de ensino como um fim em si mesmas para que haja êxito no processo de aprendizagem. II. Em relação ao ensino de matemática, é importante que sejam postas em prática metodologias ativas que coloquem o aluno como protagonista do processo de aprendizagem. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 56 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. No ensino de matemática, podemos utilizar a Aprendizagem baseada em projetos (Project Based Learning), segunda a qual os alunos colocam a “mão na massa", investigando como chegar à resolução. Um exemplo é o Movimento Maker. II A gamificação traz a ideia de trabalhar princípios utilizados nos jogos para criar engajamento e promover o protagonismo em diversos contextos. Esta é uma metodologia ativa não indicada no currículo do Ipojuca, por promover a competitividade exagerada nos alunos. III. Uma outra metodologia ativa não indicada no currículo referência do Ipojuca é a sala de aula invertida, pois acaba com aulas expositivas e faz com que professores deixem de ser os detentores do conhecimento no ambiente escolar. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 57 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. O papel do professor não deve se restringir ao ensino do cálculo, mas deve fazer o estudante descobrir o que está por trás das operações, inclusive das relações existentes entre elas, ajudando-o a resolver situações práticas de seu cotidiano, não apenas questões técnicas e de aplicabilidade de fórmulas. II. Os processos matemáticos de resolução de problemas, de investigação, de desenvolvimento de projetos e da modelagem podem ser citados como formas privilegiadas da atividade matemática, motivo pelo qual são, ao mesmo tempo, objeto e estratégia para a aprendizagem ao longo de todo o Ensino Fundamental. III. Desenvolver o raciocínio lógico, o espírito de investigação e a capacidade de produzir argumentos convincentes, recorrendo aos conhecimentos matemáticos para compreender e atuar no mundo é uma das competências específicas da matemática para o ensino fundamental. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 58 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Recursos didáticos como malhas quadriculadas, ábacos, jogos, livros, vídeos, calculadoras, planilhas eletrônicas e softwares de geometria dinâmica são pouco relevantes para a compreensão e utilização das noções matemáticas, pois apresentam um excesso de informação. II. Na Matemática escolar, o processo de aprender uma noção em um contexto, abstrair e depois aplicá-la em outro contexto é relativamente simples e depende tão somente da vontade do estudante em querer aprender. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 59 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A Etnomatemática considera que o cotidiano está impregnado dos saberes e fazeres próprios da cultura. A todo instante, de algum modo, os indivíduos comparam, classificam, medem, inferem entre outras habilidades. II.A Ftnomatemática não tem demonstrado interesse em estudos sobre práticas matemáticas oriundas da África, pois são quase inexistentes ou muito rudimentares. Marque a alternativaCORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 60 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A avaliação matemática mediante testes e exames diz muito pouco sobre aprendizagem. Na verdade, os alunos passam em testes para os quais são treinados II. A oposição que se estabelece entre professores e alunos via correções autoritárias impede que se estabeleça uma relação dinâmica necessária ao movimento do diálogo. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 61 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Considerando o objetivo 3 do currículo do Ipojuca, segundo o qual os alunos devem ser capazes de "Atuar como sujeitos críticos e reflexivos capazes de exercerem plenamente a sua cidadania na efetivação de seu projeto de vida com autonomia, consciência crítica e responsabilidade..." (2020, p. 40), deve o professor de língua portuguesa oferecer majoritariamente exposições sobre a língua pois são elas que que levarão os estudantes a reter cognitivamente os dados linguísticos importantes que, quando internalizados, traduzir- se-ão em aumento da criticidade necessária à conquista da cidadania de seus aprendizes. II. Considerando o objetivo 5 do currículo do Ipojuca, segundo o qual os alunos devem ser capazes de "Fazer uso das diversas fontes de informação e tecnologias para a construção do conhecimento, contribuindo efetivamente para uma sociedade justa, sustentável, democrática e inclusiva;” (2020, p. 40), deve o professor de língua portuguesa trabalhar estratégias de análise de diferentes fontes produtoras de textos, a fim de constatar a veracidade das informações veiculadas, identificar e combater fake News, discursos antidemocráticos, discriminatórios e supremacistas. Ao ensinar, o docente de língua não deve se ater apenas à forma da linguagem, mas também levar os estudantes à reflexão sobre os conteúdos por ela veiculados. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa d) As duas afirmativas são falsas. Questão 62 (FUNVAPI-2023) Estão alinhadas com a proposta de ensino de português do currículo do Ipojuca I. atividade de ensino de escrita a partir de manifestações de leitores de jornais e revistas impressos ou digitais para compreensão de seu conteúdo temático, estrutura composicional, estilo, argumentação e efeito de sentido produzido, servindo como “gênero modelo" a ser replicado contextualizadamente pelos estudantes. II. atividade de ensino de leitura baseada na ação de memorização e pronúncia individual das letras, para reuni-las em sílabas, passar às palavras e chegar ao entendimento das frases e textos, sendo este o último objeto de conhecimento da cadeia de aprendizagem no eixo da leitura. III. atividade de reescrita de texto como estratégia de adequação à condição de produção, ao efeito de sentido pretendido pelo sujeito autor, às exigências composicionais do gênero e às expectativas dos leitores. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 63 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmações a seguir: I. São estratégias de escrita: planejamento, textualização e revisão/edição a elaboração de texto teatral, a partir da adaptação de romances, contos, mitos, narrativas de enigma e de aventura, novelas, biografias romanceadas, crônicas, dentre outros, preferencialmente de autores pernambucanos sancionadas pelo currículo do Ipojuca. II. São formas de se trabalhar com a oralidade na sala de aula: a formulação de perguntas e especificação de dúvidas, com auxílio dos colegas e dos professores, tema/questão polêmica, explicações e ou argumentos relativos ao objeto de discussão sancionadas pelo currículo do Ipojuca. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa d) As duas afirmativas são falsas. Questão 64 (FUNVAPI-2024) Um ambiente escolar que funciona bem desempenha um papel fundamental no desenvolvimento acadêmico, emocional e social dos alunos, bem como no apoio às famílias. Quando uma escola oferece um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo, os alunos se sentem mais motivados a aprender, desenvolvem relacionamentos positivos com colegas e professores, e têm maior probabilidade de alcançar sucesso acadêmico. Um ambiente escolar que funciona bem não só beneficia diretamente os alunos, mas também fortalece a comunidade escolar como um todo, criando um ambiente propício para o crescimento e o bem-estar de todos os envolvidos. Qual é o papel da liderança na gestão escolar? a) Direcionar todas as atividades dos colaboradores, ignorando suas opiniões e habilidades individuais. b) Direcionar os colaboradores sem considerar suas habilidades individuais, criando um ambiente de trabalho desmotivador e inflexível. c) Motivar e inspirar os colaboradores, além de estar disponível para ajudá-los em momentos diversos. d) Concentrar-se exclusivamente em números e tecnologia, negligenciando o bem-estar e o desenvolvimento da equipe. Questão 65 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Um objetivo da educação é conscientizar os seres humanos a conhecer, interpretar e (reconstruir suas realidades sociais. II. Um objetivo da escola é ser uma instituição social no processo de formação humana neutra, a serviço de todos. III. Um objetivo do processo de educação formal é transmitir conhecimentos acumulados pela sociedade humana aos indivíduos que fazem parte dela. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas duas afirmativas estão corretas. d) Apenas uma afirmativa está correta. Questão 66 (FUNVAPI-2024) Analise as informações a seguir: I. A identidade da escola do campo é definida pela sua vinculação às questões inerentes à sua realidade, ancorando-se na temporalidade e saberes próprios dos estudantes, na memória coletiva que sinaliza futuros, na rede de ciência e tecnologia disponível na sociedade e nos movimentos sociais em defesa de projetos que associem as soluções exigidas por essas questões à qualidade social da vida coletiva no país II. O projeto institucional das escolas do campo, expressão do trabalho compartilhado de todos os setores comprometidos com a universalização da educação escolar com qualidade social, será constituído num espaço público de investigação e articulação de experiências e estudos direcionados para o mundo do trabalho, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo e ecologicamente sustentável. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 67 (FUNVAPI-2024) Analise as informações a seguir: I. A Educação do Campo, de responsabilidade dos Entes Federados, que deverão estabelecer formas de colaboração em seu planejamento e execução, terá como objetivos a universalização do acesso, da permanência e do sucesso escolar com qualidade em todo o nível da Educação Básica. II. A Educação do Campo deverá atender, mediante procedimentos adequados, na modalidade da Educação de Jovens e Adultos, as populações rurais quenão tiveram acesso ou não concluíram seus estudos, no Ensino Fundamental ou no Ensino Médio, em idade própria. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 68 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Segundo Vigotsky (1998), quando se brinca, o ser humano cria, inova, deixa fluir sua capacidade e liberdade de inventar novas maneiras para progredir e resolver problemas circunstanciais. Focando na criança, pode-se afirmar que o ato de brincar, possibilita a ela diversas aprendizagens, permitindo-a apropriar-se do conhecimento, desenvolvendo habilidades relacionadas ao âmbito da linguagem, da cognição, dos valores e da sociabilidade. A escola, por sua vez, não tem o papel de contribuir para que exista ludicidade no ambiente escolar, mas sim que a criança aprenda, pois a preocupação central da escola é com o desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem. II. A brincadeira deve estar presente na educação infantil principalmente para ocupar tempo, mas serve também para que a criança passe a desenvolver a intelectualidade, a autoconfiança, a exploração, a curiosidade, o raciocínio, a emoção, a psicomotricidade, que vai levá-la a ampliar os seus valores e agrupar-se de um modo sadio com as pessoas. O mundo lúdico, ao mesmo tempo que devolve às crianças um estímulo para brincar, resgata a alegria de poder experimentar, descobrir e criar. À medida que vão crescendo, as crianças trazem para suas brincadeiras o que vêem, escutam, observam e experimentam. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 69 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Os jogos e brinquedos tradicionais são aqueles que por suas características de fácil assimilação, desenvolvimento de forma prazerosa, aspecto lúdico e função em seu contexto, foram aceitos coletivamente e preservados através dos tempos, transmitidos oralmente de uma geração à outra. O brinquedo tradicional geralmente é criado ou confeccionado para a criança dentro da concepção infantil de objeto de brincar, mas perdeu seu valor e importância dada a inserção de jogos eletrônicos cada vez mais próximo das crianças. II. Manipular brinquedos remete, entre outras coisas, a manipular significações culturais originadas numa determinada sociedade. O brinquedo simboliza, aos olhos das crianças e, também dos adultos, a imagem que a criança valoriza, contribuindo com uma nova construção cultural. Por meio de uma aula lúdica, o aluno é estimulado a desenvolver sua criatividade e não apenas a produtividade. Sendo sujeito do processo pedagógico, no aluno é despertado o desejo do saber, a vontade de participar e a alegria da conquista. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 70 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A participação da família no processo de aprendizagem ocorre apenas em momentos de reuniões de pais e mestres e reuniões individuais com o professor, nas quais ele pode fornecer uma visão não escolar mais completa do aluno. II. A participação do professor na integração família-escola pode acontecer através da avaliação formativa e qualitativa, que fornece informações sobre problemas de adaptação dos alunos à realidade da escola. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 71 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Para Magda Soares (2018), alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas não inseparáveis, ao contrário: o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja: ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado. Concordando com a autora, é possível afirmar que no processo de aquisição da escrita alfabética, o letramento envolve a compreensão e o saber lidar com diferentes gêneros textuais. II. Na perspectiva tradicional de alfabetização, predominava uma aprendizagem do código desvinculado dos usos sociais da leitura e escrita. Todavia, através do aprofundamento dos estudos sobre essa temática, evidenciou-se que a escrita alfabética não é um código que se aprende memorizando. Ademais, o Sistema de Escrita Alfabética é um sistema notacional, e a aquisição desse conhecimento deve ser promovida, numa perspectiva crítica, através da reflexão ou da repetição. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 72 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A alfabetização e o letramento são dois processos diferentes, porém simultâneos e indissociáveis, já que, a alfabetização, em seu sentido estrito, envolve ações específicas de ler e escrever, ou seja, supõe o acesso instrumental ao mundo da leitura e da escrita, extrapolando a ideia de que escrever é codificar e ler é decodificar. Já o letramento envolve a compreensão, o saber lidar com diferentes gêneros textuais, bem como envolve o estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita. II. O letramento pode ser considerado como a imersão do sujeito na cultura escrita, participação em experiências variadas com a leitura e a escrita, conhecimento e interação com diferentes tipos e gêneros de material escrito. A alfabetização é a consciência fonológica e fonêmica, identificação das relações fonema-grafema, habilidades de codificação e decodificação da língua escrita, conhecimento e reconhecimento dos processos de tradução sonora da fala para a forma gráfica da escrita. III. A escolarização, por sua vez, é uma prática formal e institucional de ensino que visa a uma formação integral do indivíduo, sendo que a alfabetização é apenas uma das atribuições da escola. Vale destacar que a escola possui projetos educacionais amplos, ao passo que a alfabetização é uma habilidade restrita. Segundo Street (1995), é preciso ter cautela diante da tendência à escolarização do letramento, que sofre de um mal crônico ao supor que só existe um letramento. Existem letramentos sociais que surgem e se desenvolvem à margem da escola, não precisando por isso serem depreciados. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 73 (FUNVAPI-2023) Texto: Os dois "multis” dos multiletramentos O termo mutiletramentos refere-se atualmente a dois aspectos principais da construção de significado. O primeiro é a diversidade social, ou a variabilidade de convenções de significado em diferentes situações culturais, sociais ou de domínio específico. Textos variam | enormemente dependendo do contexto social — experiência de vida, assunto, domínio disciplinar, ramo de trabalho, conhecimentos especializados, ambiente cultural ou identidade de gênero, só para citar algumas diferenças importantes. Essas diferenças estão se tornando cada vez mais significativas nos modos como interagimos em nossa vida cotidiana, isto é, nos modos como construímos significados e delesparticipamos, Segundo o NLG (Grupo da Nova Londres, surgido em 1996 com o manifesto "A pedagogia dos multiletramentos" e que conta com pesquisadores como Gunther Kress, William Cope, Jim Gee, Mari Kalantzis e Norman Fairclough), é preciso lidar com as diferenças linguísticas e culturais, que se tornaram centrais para a pragmática de nossas vidas profissionais, cívicas e privadas. Assim, o NLG defende um ensino voltado para projetos que considerem as diferenças multiculturais existentes, dando visibilidade às dimensões profissional, pessoal e de participação cívica. O segundo aspecto da construção de significado destacado pela ideia de multiletramento é a multimodalidade. Essa é uma questão particularmente significativa hoje, em parte como resultado dos novos meios de informação e comunicação. Os significados são construídos cada vez mais multimodalmente, devido à crescente multiplicidade e integração de modos de construção do significado, em que o textual está integrado ao visual, ao áudio, ao espacial, ao comportamental etc. Isso é particularmente importante na mídia de massa, na multimídia e na hipermídia eletrônica. Fonte: Kalantzis, M; Cope, W; Pinheiro, P. Letramentos. Campinas, SP. Editora da Unicamp, 2020. Com base no texto Os dois "multis" dos multiletramentos, bem como nos conhecimentos acerca das reflexões sobre alfabetização, letramento e multiletramentos, analise as informações a seguir: I. Cada vez mais os modos grafocêntricos de significado podem ser complementados ou substituídos por outra forma de cruzar o tempo e a distância, como gravações e transmissões orais, visuais, auditivas, gestuais e outros padrões de significado. Assim, é correto afirmar que uma pedagogia voltada ao ensino de leitura e escrita precisa ir além da comunicação alfabética, incorporando, assim, a essas habilidades tradicionais as comunicações multimodais, particularmente aquelas típicas das novas mídias digitais. II O texto justifica inicialmente o multiletramento pela variabilidade de convenções de significado em diferentes situações culturais, sociais ou de domínio específico. Sendo assim, o processo de alfabetização tradicional aproxima-se dessa variabilidade, pois é caracterizado pelo foco na relação fonema-grafema, na qual o ato de escrever se constitui em tradução dos sons da fala para as imagens simbólicas da escrita, e o ato de ler, em decodificação dos significados das palavras escritas. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 74 (FUNVAPI-2023) Texto: Os dois "multis” dos multiletramentos O termo mutiletramentos refere-se atualmente a dois aspectos principais da construção de significado. O primeiro é a diversidade social, ou a variabilidade de convenções de significado em diferentes situações culturais, sociais ou de domínio específico. Textos variam | enormemente dependendo do contexto social — experiência de vida, assunto, domínio disciplinar, ramo de trabalho, conhecimentos especializados, ambiente cultural ou identidade de gênero, só para citar algumas diferenças importantes. Essas diferenças estão se tornando cada vez mais significativas nos modos como interagimos em nossa vida cotidiana, isto é, nos modos como construímos significados e deles participamos, Segundo o NLG (Grupo da Nova Londres, surgido em 1996 com o manifesto "A pedagogia dos multiletramentos" e que conta com pesquisadores como Gunther Kress, William Cope, Jim Gee, Mari Kalantzis e Norman Fairclough), é preciso lidar com as diferenças linguísticas e culturais, que se tornaram centrais para a pragmática de nossas vidas profissionais, cívicas e privadas. Assim, o NLG defende um ensino voltado para projetos que considerem as diferenças multiculturais existentes, dando visibilidade às dimensões profissional, pessoal e de participação cívica. O segundo aspecto da construção de significado destacado pela ideia de multiletramento é a multimodalidade. Essa é uma questão particularmente significativa hoje, em parte como resultado dos novos meios de informação e comunicação. Os significados são construídos cada vez mais multimodalmente, devido à crescente multiplicidade e integração de modos de construção do significado, em que o textual está integrado ao visual, ao áudio, ao espacial, ao comportamental etc. Isso é particularmente importante na mídia de massa, na multimídia e na hipermídia eletrônica. Fonte: Kalantzis, M; Cope, W; Pinheiro, P. Letramentos. Campinas, SP. Editora da Unicamp, 2020. Com base no texto Os dois "multis" dos multiletramentos, bem como nos conhecimentos acerca das reflexões sobre alfabetização, letramento e multiletramentos, analise as informações a seguir: I. O título faz referência a dois 'multis', sobre o primeiro, é correto afirmar que se propõe a abordar a variabilidade de construção de significado em diferentes contextos culturais, sociais ou específicos, ou seja, não é mais suficiente para o ensino de alfabetização centrar- se apenas nas regras dos formulários normalizados da língua nacional. A representação do significado cada vez mais requer que os alunos se tornem capazes de negociar diferenças nos padrões de significado de um contexto para o outro, sendo essas diferenças consequência de vários fatores, incluindo cultura, gênero e experiência de vida. II. O outro 'muki' surge como característica das novas formas de informação e comunicação, dado que o significado é feito de maneira cada vez mais multimodal, na qual modos linguísticos possuem interface de significado com padrões de significados orais, visuais, de áudio, gestuais, táteis e espaciais. A multimodalidade pode ser entendida como o uso de mais de um modo em um texto ou um evento de construção de significado. Apesar de ser muito mais significativa na era das novas mídias digitais, a multimodalidade não é um fenômeno novo. III. Um ensino voltado para projetos que considerem as diferenças multiculturais existentes, como foi citado no texto, é mais bem compreendido como um conjunto de práticas sociais, inferidas por meio de textos escritos. Assim, podemos falar de práticas de letramento padronizadas por instituições sociais destituídas de relações de poder, não sendo nenhuma delas mais dominante que outras. Pode-se, então, afirmar que práticas de letramento são formas culturalmente gerais de língua escrita que as pessoas dispõem em suas vidas ou, de forma mais simples, são o que as pessoas fazem com a escrita. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 75 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A leitura do texto literário é fonte de prazer e precisa, portanto, ser considerada como meio para garantir o direito de lazer das crianças e dos adolescentes. Todavia, é preciso sair da bolha tanto dos autores clássicos quanto dos autores das editoras clássicas. Há muita produção independente de alta qualidade que poderia chegar à escola, mas esbarra no processo de escolha dos livros para chegar até ela. Se acostumarmos os educandos apenas aos autores clássicos ou canônicos, privamos os alunos, inclusive, de conhecer outras obras que retratam a existência e singularidade do educando, desconsiderando, assim, em certa medida, que a leitura do texto literário também é uma fonte de descobertas. II. As crianças, desde muito cedo, convivem com a língua oral em diferentes situações, a linguagem ocupa, assim, um papel central nas relações sociais vivenciadas por crianças e adultos. Por meio da oralidade, as crianças participam de diferentes situações de interação social e aprendem sobreelas próprias, sobre a natureza e sobre a sociedade. Vivenciando tais situações, as crianças aprendem a falar muito cedo e, quando chegam ao ensino fundamental, salvo algumas exceções, já conseguem interagir com autonomia. No âmbito escolar, todavia, elas aprendem a produzir textos orais mais formais e se deparam com outros que não são comuns no cotidiano de seus grupos familiares, o que é um equívoco da escola há muito tempo repetido. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 76 (FUNVAPI-2025) Na construção do conceito de número pela criança, qual afirmativa apresenta a abordagem mais consistente com os fundamentos teóricos da Psicologia do Desenvolvimento? a) O conceito de número é adquirido exclusivamente após a introdução de operações formais no ambiente escolar, sendo um processo dependente de instrução direta. b) O domínio das operações aritméticas básicas, como adição e subtração, é pré-requisito indispensável para que o aluno comece a conceber o número como uma entidade matemática. c) A ideia de número se forma essencialmente pela memorização de sequências e pela repetição de padrões preestabelecidos no contexto escolar. d) A abstração numérica depende exclusivamente de estímulos teóricos proporcionados pela mediação docente em atividades estruturadas. e) A interação ativa da criança com situações do cotidiano, como contar objetos e agrupar elementos, constitui a base para a internalização e compreensão dos conceitos numéricos. Questão 77 (FUNVAPI-2025) Acerca de como a criança constrói o conceito de número, qual das opções a seguir está correta? a) A criança entende o número como uma série desconexa até os 12 anos de idade. b) A noção de número é formada apenas com base em relações cardinais, sem conexão com o aspecto ordinal. c) A criança desenvolve o conceito de número por meio da memorização de sequências numéricas. d) A abstração numérica ocorre apenas após a escolarização formal. e) A ideia de número surge pela síntese das ações de contar, separar e corresponder elementos. Questão 78 (FUNVAPI-2025) O construtivismo, especialmente na perspectiva piagetiana, tem um papel fundamental na educação matemática. Qual das afirmações a seguir está incorreta com base na teoria construtivista? a) O conhecimento matemático é construído pela interação do indivíduo com o ambiente, em um processo ativo de aprendizado. b) A construção do número na criança envolve a síntese de relações lógicas e a interação com o mundo real. c) O domínio de estruturas lógicas como classes e séries é um pré- requisito absoluto para a introdução de números na educação infantil. d) A aprendizagem matemática deve permitir ao aluno refletir sobre suas ações e construir significados para os conceitos matemáticos. e) A contagem é uma das principais ferramentas utilizadas pelas crianças para iniciar a compreensão dos conceitos matemáticos. Questão 79 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. O processo de educação informal, ou não-intencional, acontece nas relações sociais e trocas cotidianas entre seres humanos. II. A educação intencional está presente na escola ou em meios de informação como a televisão, quando ocorre uma organização planejada e sistemática da aprendizagem. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 80 (FUNVAPI-2024) O equilíbrio é o alicerce na teoria de Piaget. Segundo ele, o desenvolvimento cognitivo ocorre através de equilíbrios e desequilíbrios no próprio meio ambiente, no qual, qualquer alteração resulta impreterivelmente na alteração do estado de repouso. Para alcançar o equilíbrio, é necessário passar pelos estados: a) Assimilação e Acomodação. b) Interação e Acomodação. c) Interiorização e Assimilação. d) Assimilação e Reflexão. Questão 81 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Avaliar é o ato de diagnosticar uma experiência, tendo em vista reorientá-la para produzir o melhor resultado possível. Por isso, não é classificatória nem seletiva, ao contrário, é diagnóstica e inclusiva. O ato de examinar, por outro lado, é classificatório e seletivo e, por isso mesmo, excludente, já que não se destina à construção do melhor resultado possível. Tem a ver, sim, com a classificação estática do que é examinado. O ato de avaliar tem seu foco na construção dos melhores resultados possíveis, enquanto o de examinar está centrado no julgamento de aprovação ou reprovação. II. Não raro, professores e professoras repetem modelos inconscientes de agir na prática da avaliação da aprendizagem escolar. Há um equívoco em denominar sua prática de 'avaliação', quando o que se faz é exercitar 'exames', conforme defende Luckesi (2002). Professores, professoras, escolas e sistemas de ensino dizem, muitas vezes, que estão praticando avaliação, pois, assim, existem dias de avaliação, práticas de avaliação, sistemas de avaliação, porém, efetivamente, são dias de exames, práticas de exames, sistemas de exames, ou seja, hábitos que já passaram para o inconsciente e, dessa forma, atua automaticamente, sem se perguntar sobre o verdadeiro sentido daquilo que está fazendo. Inconscientemente, 'examina', porém diz que 'avalia'. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 82 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Uma das críticas à prática da avaliação escolar ocorre pelo fato de essa prática, muitas vezes, reduzir-se à sua função de controle mediante a qual se faz uma classificação quantitativa dos alunos relativa às notas que obtiveram das provas. Não raro, educandos não têm conseguido usar os procedimentos de avaliação para atender a sua função educativa. II. Tomar uma avaliação como o ato de aplicar provas, atribuir notas e classificar os alunos reduz a avaliação à cobrança daquilo que o aluno memorizou, ficando, assim, a nota apenas como instrumento de controle, como fazem professores que se vangloriam por deter o poder de aprovar ou reprovar. Esses educadores, na verdade, ignoram a complexidade de fatores que envolvem o ensino, tais como os objetivos de formação, a situação social dos alunos, as condições e meios de organização do ensino, as dificuldades de assimilação por conta das condições sociais, econômicas, culturais adversas dos alunos. III. É comum a prática de transformar as notas da avaliação em armas de intimidação e ameaça para alunos desinteressados ou indisciplinados e transformar em prêmios, recompensa, para os "bons" alunos, bem como vem sendo comum atribuir ou subtrair “ponto” de acordo com o comportamento do aluno. Nessas práticas, o professor também cumpre seu papel docente de assegurar as condições e os meios pedagógicos-didáticos para que os alunos sejam estimulados e tenham o aprendizado como objetivo. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 83 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente, o qual deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem. É por meio dela que, no decorrer do trabalho conjunto do professor e dos alunos, os resultados são comparados com os objetivos propostos. II. A avaliação, enquantotarefa complexa que não se resume à realização de provas e atribuição de notas, mensura dados que devem ser submetidos a uma apreciação qualitativa, cumprindo, dessa forma, funções pedagógico-didáticas, de diagnóstico e de controle. III. Segundo Luckesi, a avaliação é uma apreciação quantitativa sobre dados relevantes do processo de ensino e aprendizagem, que auxilia o professor a tomar decisões sobre seu trabalho. Essa apreciação quantitativa dos dados relevantes, por meio de provas, exercícios e respostas dos alunos, é o que permite uma tomada de decisão do educador para o que deve ser feito em seguida. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 84 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Segundo o professor Cipriano Luckesi, a avaliação é uma apreciação qualitativa sobre dados relevantes do processo de ensino e aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre seu trabalho. Vale salientar que os dados relevantes se referem às várias manifestações das situações didáticas, nas quais o professor e os alunos estão empenhados em atingir os objetivos do ensino. II. Verificação, qualificação e apreciação qualitativa constituem tarefas de avaliação nos diversos momentos do processo de ensino. A verificação é a comprovação dos resultados alcançados em relação aos objetivos e, conforme o caso, atribuição de notas ou conceitos. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 85 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Considerando que o currículo do Ipojuca determina que a avaliação deve contemplar diferentes aspectos da aprendizagem do aluno, o momento específico da sua ocorrência deverá receber atenção especial, pois a avaliação adequada precisa observar critérios e responder a perguntas (que informações são necessárias? para quem servem os dados, como as informações são obtidas) fundamentais para se verificar quantidade de informações absorvidas e assim definir o futuro de progressão ou de retenção do aluno no fluxo escolar. II. Apesar de conhecer a proposta político-pedagógica sobre avaliação da rede de ensino da qual faz parte, para evitar a ingerência da subjetividade, ideologia, visão de homem e ideal de sociedade forjadas ao longo da sua vivência, o professor de língua portuguesa deve buscar os critérios mais objetivos para avaliar a qualidade dos textos produzidos pelos alunos. Assim, a identificação de erros gramaticais, a aferição de violação às regras da norma padrão, revelar a burla às convenções dos gêneros textuais mostram-se como os critérios mais ponderados para se atribuir a nota final merecida pelo produto textual apresentado. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa d) As duas afirmativas são falsas. Questão 86 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. De acordo com Cipriano Luckesi, a face mais importante da avaliação é o seu caráter certificatório, objetivando garantir que os estudantes adquiram as competências necessárias à sua certificação como concluintes da educação básica. II. De acordo com Jussara Hoffman, a avaliação deve ser mediadora, no sentido de se configurar como um instrumento de promoção de aprendizagem ao estudante, possibilitando que o professor identifique equívocos de compreensão através da investigação dos erros dos estudantes. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é a falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 87 (FUNVAPI-2024) Analise as informações a seguir: I. Avaliação da aprendizagem é um instrumento centrado na aplicação de testes, utilizado na escola, sobretudo, para avaliar o desempenho dos alunos, precisamente em um dado momento do processo de ensino-aprendizagem. II. A avaliação institucional constitui-se como um processo sistemático de discussão permanente sobre as práticas vivenciadas na escola, intrínseco à construção da sua autonomia, já que fornece subsídios para melhoria e aperfeiçoamento da qualidade do seu trabalho. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 88 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Na perspectiva de Luckesi, pratica-se nas escolas públicas e particulares, nos diversos níveis de ensino, muito mais exames escolares do que avaliação de aprendizagem, corroborando, assim, a ideia de que, no senso comum da vida escolar, os educadores são mais examinadores do que avaliadores. II. O educando vai à escola para aprender, todavia, quando o foco da escola é nos exames, a prática pedagógica que vigora é a de que o educando vai à escola para ser submetido a um processo seletivo. O ato de examinar se caracteriza, dentre outros aspectos, pela classificação e seletividade do educando, já o ato de avaliar é caracterizado pelo seu diagnóstico e pela inclusão. III. A habilidade de examinar do educador é herdada tanto do sistema de ensino estabelecido e praticado na docência, como na trajetória pessoal enquanto educando sucessivamente submetido às práticas examinadoras dos educadores que os acompanharam na trajetória estudantil. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 89 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A expressão "Avaliação da aprendizagem" foi cunhada por Ralph Tyler na década de 1930 para se referir ao cuidado necessário que os educadores necessitam ter com a aprendizagem dos educandos. Esse educador propôs uma prática pedagógica que fosse eficiente, estabelecendo, assim, o ensino por objetivos, que significava estabelecer, com clareza e precisão, o que o educando deveria aprender, bem como o que o educador necessitaria fazer para que o educando efetivamente aprendesse. Essa prática proposta, porém, não conseguiu ainda hoje no ocidente ter vigência significativa. II. A história da avaliação da aprendizagem é mais longa que a história da avaliação dos exames escolares. A avaliação da aprendizagem que se conhece hoje é ainda se pratica foi sistematizada no decorrer dos séculos XVI e XVII, embora seja uma prática utilizada há milênios. Na China, por exemplo, a avaliação de aprendizagem já era utilizada, 3.000 anos antes da era cristã, para selecionar soldados para o exército. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 90 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. A função da avaliação é sustentar e orientar a prática pedagógica essencialmente através da constatação do nível linguístico alcançado pelo aluno. II. A avaliação é uma atividade contínua e alimentadora do processo de ensino unicamente, pois dá retorno ao professor do desenvolvimento no percurso de aprendizagem linguística. III. A avaliação da aprendizagem de língua inglesa não envolve outros participantes do processo educacional como pais ou sociedade, uma vez que evidencia resultados da prática pedagógica em sala- Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a· luz do mundo... Professor Eduardo Machado Qual dos "alunos" se dirigiu ao "professor" numa atitude de se resguardar contra problemas futuros? a) Bartolomeu. b) Judas Tadeu. c) Simão Zelote. d) Tiago Menor. Questão 33 (FUNVAPI – 2022) SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... . Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? André disse: - É pra copiar no caderno? Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com isso? Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha frente. Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios? Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular ... Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria ... Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu.. e Ele continuou: - Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês. Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? -Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois ... E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a· luz do mundo... Professor Eduardo Machado Marque a alternativa que apresenta o objetivo do texto. a) Demonstrar a situação privilegiada do educador no país. b) Indicar a falta de preparo dos profissionais da educação para atuar em sala de aula. c) Mostrar que a profissão de educador visa o aprendizado e não a recompensa pessoal. d) Que os educadores não estão preparados para trabalhar com as divergências encontradas no seu dia-a-dia. Questão 34 (FUNVAPI – 2022) SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... . Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? André disse: - É pra copiar no caderno? Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com isso? Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha frente. Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios? Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular ... Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria ... Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês. Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? -Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois ... E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a· luz do mundo... Professor Eduardo Machado A introdução do texto nos remete a um tipo de prática utilizada por muitos professores. Baseado nessade aula. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas duas afirmativas estão corretas. d) Apenas uma afirmativa está correta. Questão 91 (FUNVAPI-2024) Qual é a abordagem mais indicada para que um professor possa facilitar uma aula produtiva? Marque a opção apropriada. a) O professor deve demonstrar liderança, estabelecendo limites claros e consequências para o comportamento dos alunos. b) O professor deve manter uma postura distante, evitando qualquer forma de interação com os alunos. c) O professor deve impor uma disciplina rigorosa, priorizando constantemente a busca por resultados. d) O professor deve criar um ambiente de aprendizado seguro e inclusivo, encorajando a cooperação entre os estudantes. Questão 92 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. Dentro da discussão sobre profissionalização, a realização do Estágio permite com que a prática do ensino se torne uma atividade cotidana na vida dos estudantesestagiários, ação que é apontada por vários estudos como fator relevante para a construção de condutas de ensino e um acervo de atuação em momentos de aula importantes para que haja uma elaboração pessoal e subjetiva sobre o modo de agir e pensar, o que em outras palavras constitui a autopercepção desses sujeitos. II. A autopercepção de competência profissional em relação aos índices da dimensão Habilidades é construída à medida que lida de maneira prática com os desafios do cotidiano docente. Por outro lado, a autopercepção em relação aos índices da dimensão Conhecimentos adquire-se por meio dos estudos científicos. No final de contas, o estudante não pode ser visto como trabalhador, ao mesmo tempo em que a remuneração é algo secundário. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 93 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. É certo afirmar que o ensino de Ciências Humanas no município do Ipojuca enfatiza a atuação mediadora do docente a fim de viabilizar um processo de ensino-aprendizagem que promova o conhecimento e a formação misantrópica. II. É certo afirmar que o ensino de Ciências Humanas no município do Ipojuca fomenta uma prática política que valoriza os questionamentos e a liberdade de expressão absoluta dos estudantes, bem como respeita a liberdade de cátedra de seus docentes. III. É certo afirmar que o ensino de Ciências Humanas no município de Ipojuca orienta o docente a explorar e explicar os diversos aspectos dos fenômenos predominantemente coletivos, pois a dimensão individual seria quase sempre inexplicável. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 94 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. Além das habilidades linguísticas de comunicação (leitura, escrita e oralidade), a estruturação em eixos visa garantir condições para o desenvolvimento do estudante com relação à dimensão intercultural e conhecimentos linguísticos. II. São objetivos dos eixos leitura e oralidade que o estudante possa interagir com outras visões de mundo, adquirir conhecimentos culturais e posicionar-se criticamente no mundo. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 95 (FUNVAPI-2023) Considerando-se o ensino e a aprendizagem na perspectiva da pluralidade cultural, analise as afirmativas a seguir: I. A pluralidade cultural oferece aos alunos oportunidades de reconhecimento de seu valor cultural em comparação com outros países, valorização das diversas culturas presentes no Brasil e aprendizagem de formas de defesa contra preconceitos. II. A pluralidade cultural é um fator de declínio da democracia por conta de seus efeitos no tecido social, através da fortificação da cultura individual e dos laços entre grupos sociais Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 96 (FUNVAPI-2023) Analise as afirmativas a seguir: I. Ao adotar a perspectiva de multiletramentos e multiculturalidade no ensino de língua estrangeira, a aprendizagem passa a ser reconhecida na troca de experiências entre pessoas, no choque de conceitos e realidades que desenvolvem a consciência crítica. II. Ao trazer a perspectiva da pluralidade cultural à escola, busca-se combater atitudes discriminatórias nas relações sociais entre pessoas de diferentes países ao criar novas formas de relação social e interpessoal com interação e respeito ao estrangeiro. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 97 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A disciplina Geografia tem uma grande contribuição a dar ao conceito de identidade, pois ela oferece aos estudantes a leitura da paisagem e a compreensão do espaço de vivência inter-relacionada a produções espaciais em seus aspectos socioeconômicos e socioculturais. II. O processo de ensino e aprendizagem de Geografia deve não apenas justapor, mas também materializar de forma crítica as diferenças socioculturais e socioeconômicas do espaço onde estão os estudantes, para que eles ampliem sua vivência do conhecimento geográfico a partir de seu respectivo espaço vivido. Marque a alternativa CORRETA: a) As duas afirmativas são verdadeiras. b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. d) As duas afirmativas são falsas. Questão 98 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. A prática da pesquisa, estruturada pelo método científico sob a orientação do professor, deve permear a relação de ensino e aprendizagem das aulas de Geografia, conduzindo o processo de construção do conhecimento dos estudantes em seu contexto sócio- histórico e cultural. II. O trabalho pedagógico na perspectiva da interdisciplinaridade das Ciências Humanas intenciona apresentar os objetos do saber de modo integrado, contudo excesso de informação disponível ao mesmo tempo acaba por dificultar a clareza da compreensão dos estudantes sobre tais objetos de conhecimento. Por essa razão, o currículo do Ipojuca não recomenda a aplicação desta perspectiva de trabalho. III. A investigação de problemáticas específicas da localidade, identificadas pela turma e/ou comunidade escolar, é apoiada pelo currículo do Ipojuca, pois é vista como uma proposta de estudo a ser efetuada em parceria com as demais áreas de conhecimento, pois coloca em prática a interdisciplinaridade. Marque a alternativa CORRETA: a) Nenhuma afirmativa está correta. b) Todas as afirmativas estão corretas. c) Apenas uma afirmativa está correta. d) Apenas duas afirmativas estão corretas. Questão 99 (FUNVAPI-2023) Analise as informações a seguir: I. É certo afirmar que o fundamento da Educação Geográfica é o raciocínio geográfico concebido como processamento cognitivo que toma o contexto espaço-tempo vinculado à diversidade de ações humanas, que constroem o lugar em que habitam a partir da sua compreensão dos processos históricos, físicos e naturais. II. É certo afirmar que o raciocínio geográfico contempla um grande número de aspectos diversos taisinformação identifique a prática mencionada. a) Decorar e reproduzir. b) Indagar. c) Raciocinar. d) Refletir. Questão 35 (FUNVAPI – 2022) SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? André disse: - É pra copiar no caderno? Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com isso? Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha frente. Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios? Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular ... Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria ... Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês. Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? -Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois ... E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a· luz do mundo... Professor Eduardo Machado O texto pode se classificar como: a) Metáfora. b) Metonímia. c) Personificação. d) Sátira. Questão 36 (FUNVAPI – 2022) SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? André disse: - É pra copiar no caderno? Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com isso? Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha frente. Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios? Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular ... Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria ... Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês. Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? -Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois ... E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a· luz do mundo... Professor Eduardo Machado A frase CORRETAMENTE pontuada é a que se encontra na alternativa: a) A empresa dispensará, alguns empregados se continuar a recessão. b) Como aumentou o desemprego a situação, agravou-se. c) Estudei muito portanto, estou preparada para fazer a prova. d) Logo que o avião pousou, caiu uma tempestade. Questão 37 (FUNVAPI – 2022) SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os reparava para seremos educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? André disse: - É pra copiar no caderno? Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com isso? Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha frente. Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios? Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular ... Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria ... Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu..e Ele continuou: - Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês. Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? -Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois ... E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a· luz do mundo... Professor Eduardo Machado A frase em que a grafia está inteiramente CORRETA é: a) A penoza situação dos aposentados deveria sensibilisar a sociedade. b) Chegou a improvizar um pedido de exeusas, mas as palavras lhe saíram quase inaudíveis. c) Os devotos reuniram-se no adro e saíram em permissão. d) Todos concessão de financiamentos será feita pelos bancos. Questão 38 (FUNVAPI – 2022) SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem . Ele os reparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? André disse: - É pra copiar no caderno? Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com isso? Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha frente. Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios? Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular ... Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria ... Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês. Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? -Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois ... E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a· luz do mundo... Professor Eduardo Machado Assinale a alternativa que NÃO apresenta um sinônimo da palavra destacada no trecho abaixo. Agora, que todo os amavam, ninguém o prenderia: o caminho que ele seguisse seria JUNCADO de rosas (Eça de Queirós). a) Alastrado. b) Coberto. c) Extenuado. d) Ladrilhado. Questão 39 (FUNVAPI – 2022) SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito,porque deles é o reino dos céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? André disse: - É pra copiar no caderno? Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com isso? Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha frente. Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios? Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular ... Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria ... Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês. Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? -Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois ... E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a· luz do mundo... Professor Eduardo Machado Identifique a alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas. a) Advogado ⇒ Dogma ⇒ Grafica ⇒ Maximo ⇒ Serie b) Album ⇒ altruita ⇒ Comicio ⇒ Pseudonimo ⇒ Rustico c) Comico ⇒ Hifens ⇒ Palido ⇒ Raiz ⇒ Virus d) Enjoo ⇒ Jiboia ⇒ Juizo ⇒ Rainha ⇒ Saiste Questão 40 (FUNVAPI – 2022) SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? André disse: - É pra copiar no caderno? Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com isso? Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha frente. Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada! Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios? Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular ... Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar pra Nazaré e montar uma padaria ... Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque será grande a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes de vocês. Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? -Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para merecer o que vem depois ... E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da terra e a· luz do mundo... Professor Eduardo Machado Observe com atenção a sequência de palavras acentuadas graficamente. AGRÍCOLA - DÓ - FRÁGIL - SAÚDE Assinale a alternativa em que as palavras foram acentuadas, RESPECTIVAMENTE, pelo mesmo motivo que as da sequência acima. a) Amável - bisavó - óculos - herói. b) Média - através - ruína - saída. c) Política - só - automóvel - país. d) Repórter - pó - imóvel - período. Questão 41 (FUNVAPI – 2020) Leia com atenção a notícia abaixo, as próximas duas questões serão relativas à mesma. Se você parar para pensar ... Na correria do dia a dia, o urgente não vem deixando tempo para o importante. Essa constatação, carregada de estranha ________ , obriga-nos quase a tratar como urna circunstância paralela e eventual aquela que deve ser considerada a marca humana por excelência: a capacidade de reflexão e consciência. Aliás, em alguns momentos, as pessoas usam até uma advertência (quando querem afirmar que algo nãovai bem ou está errado): "Se você parar para pensar ... " Por que parar para pensar? Será tão difícil pensar enquanto continua fazendo outras coisas ou, melhor ainda, seria possível fazer sem pensar e, num determinado momento, ter de parar? Ora, pensar é uma atitude contínua, e não um evento episódico! Não é preciso parar - nem se deve fazê-lo - sob pena de romper com nossa liberdade consciente, Isso, de certa forma, retoma uma séria brincadeira feita pelo escritor francês Anatole France (Nobel de Literatura em 1921, um mestre da ironia e do ceticismo) quando dizia: "O pensamento é uma doença peculiar de certos indivíduos, que, a propagar-se, em breve acabaria com a espécie". Talvez "pensar mais" não levasse necessariamente ao "término da espécie", mas, com muita probabilidade, dificultaria a presença daqueles no mundo dos negócios e da comunicação que só entendem e tratam as pessoas como consumidores vorazes e insanos. Talvez um "pensar mais" nos levasse a gritar que basta de tantos imperativos. Compre! Olhe! Veja! Faça! Leia! Sinta! E a vontade própria e o desejo sem contornos? E (ainda lembra?) a liberdade de decidir, escolher, ________ , aderir? Será um basta do corpo e da mente que não mais aguentam tantas medicinas, tantas dietas compulsórias, tantas ordens da moda e admoestações da mídia; corpo e mente que carecem, cada dia mais, de horas de sono complementares, horas de lazer suplementares e horas de sossego regulamentares, quase esgotados na capacidade de persistir, combater e evitar o amortecimento dos sentidos e dos sonhos pessoais e sinceros. Essa demora em "pensar mais", esse retardamento da reflexão como uma atitude continuada e deliberada, vem produzindo um fenômeno quase coletivo: mais e mais pessoas querendo desistir, largar tudo com vontade imensa de sumir, na ânsia de mudar de vida, transformar-se, livrando-se das pequenas situações que as torturam, que as amarguram, que as esvaem. Vêm à tona impulsos de romper as amarras da civilidade e partir, céleres, em direção ao incerto, ao sedutor repouso oferecido pela irracionalidade e pela inconsequência. Desejo "grandão" de experimentar o famoso "primeiro a gente enlouquece e, depois, vê como é que fica..." Cansaço imenso de um grande sertão com diminutas veredas? . Quando o inglês (nascido na Índia) George Orwell, no final dos anos 40 do século passado, publicou a obra "1984" - uma assustadora utopia negativa quanto ao futuro das sociedades, nas quais não haveria liberdade, individualidade e privacidade -, despontou no Ocidente um disfarçado e ansiado ________ (apoiado em urna simulada expectativa): tudo aquilo que ele colocara no livro jamais poderia acontecer nem se relacionava com o porvir do mundo capitalista. No entanto a macabra história sobre uma sociedade totalitária vai além de fatos abstratos e atinge hoje, em cheio, o terreno da "mercadolatria". Orwell disse que, numa sociedade como a que prenunciou, "o crime de pensar não implica a morte, crime de pensar é a própria morte" Pouco importa, dado que ser humano é ser capaz de dizer "não" ao que parece não ter alternativa. Apesar dos constrangimentos e da tentativa de sequestro da nossa subjetividade, pensar não é, de fato, crime e, por isso claro, não se deve parar. CORTELLA, Mário Sérgio. Se você parar para pensar. (Do livro Não nascemos prontos! - provocações filosóficas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006) Assinale a afirmação INCORRETA. a) A conjunção destacada no fragmento: "Talvez "pensar mais" não levasse necessariamente ao "término da espécie", MAS, com muita probabilidade..." classifica-se como coordenativa adversativa. b) As lacunas serão correta e respectivamente preenchidas por: OBVIEDADE, OPTAR e CONSENSO. c) O termo destacado em "... pensar não é, de fato, crime e, POR ISSO, claro, não se deve parar" pode ser substituído sem alteração de sentido, por CONTUDO. d) Quanto ao tipo textual predominante, o texto lido deve ser classificado como expositivo. Questão 42 (FUNVAPI – 2020) Leia com atenção a notícia abaixo, as próximas duas questões serão relativas à mesma. Se você parar para pensar ... Na correria do dia a dia, o urgente não vem deixando tempo para o importante. Essa constatação, carregada de estranha ________ , obriga-nos quase a tratar como urna circunstância paralela e eventual aquela que deve ser considerada a marca humana por excelência: a capacidade de reflexão e consciência. Aliás, em alguns momentos, as pessoas usam até uma advertência (quando querem afirmar que algo não vai bem ou está errado): "Se você parar para pensar ... " Por que parar para pensar? Será tão difícil pensar enquanto continua fazendo outras coisas ou, melhor ainda, seria possível fazer sem pensar e, num determinado momento, ter de parar? Ora, pensar é uma atitude contínua, e não um evento episódico! Não é preciso parar - nem se deve fazê-lo - sob pena de romper com nossa liberdade consciente, Isso, de certa forma, retoma uma séria brincadeira feita pelo escritor francês Anatole France (Nobel de Literatura em 1921, um mestre da ironia e do ceticismo) quando dizia: "O pensamento é uma doença peculiar de certos indivíduos, que, a propagar-se, em breve acabaria com a espécie". Talvez "pensar mais" não levasse necessariamente ao "término da espécie", mas, com muita probabilidade, dificultaria a presença daqueles no mundo dos negócios e da comunicação que só entendem e tratam as pessoas como consumidores vorazes e insanos. Talvez um "pensar mais" nos levasse a gritar que basta de tantos imperativos. Compre! Olhe! Veja! Faça! Leia! Sinta! E a vontade própria e o desejo sem contornos? E (ainda lembra?) a liberdade de decidir, escolher, ________ , aderir? Será um basta do corpo e da mente que não mais aguentam tantas medicinas, tantas dietas compulsórias, tantas ordens da moda e admoestações da mídia; corpo e mente que carecem, cada dia mais, de horas de sono complementares, horas de lazer suplementares e horas de sossego regulamentares, quase esgotados na capacidade de persistir, combater e evitar o amortecimento dos sentidos e dos sonhos pessoais e sinceros. Essa demora em "pensar mais", esse retardamento da reflexão como uma atitude continuada e deliberada, vem produzindo um fenômeno quase coletivo: mais e mais pessoas querendo desistir, largar tudo com vontade imensa de sumir, na ânsia de mudar de vida, transformar-se, livrando-se das pequenas situações que as torturam, que as amarguram, que as esvaem. Vêm à tona impulsos de romper as amarras da civilidade e partir, céleres, em direção ao incerto, ao sedutor repouso oferecido pela irracionalidade e pela inconsequência. Desejo "grandão" de experimentar o famoso "primeiro a gente enlouquece e, depois, vê como é que fica..." Cansaço imenso de um grande sertão com diminutas veredas? . Quando o inglês (nascido na Índia) George Orwell, no final dos anos 40 do século passado, publicou a obra "1984" - uma assustadora utopia negativa quanto ao futuro das sociedades, nas quais não haveria liberdade, individualidade e privacidade -, despontou no Ocidente um disfarçado e ansiado ________ (apoiado em urna simulada expectativa): tudo aquilo que ele colocara no livro jamais poderia acontecer nem se relacionava com o porvir do mundo capitalista. No entanto a macabra história sobre uma sociedade totalitária vai além de fatos abstratos e atinge hoje, em cheio, o terreno da "mercadolatria". Orwell disse que, numa sociedade como a que prenunciou, "o crime de pensar não implica a morte, crime de pensar é a própria morte" Pouco importa, dado que ser humano é ser capaz de dizer "não" ao que parece não ter alternativa. Apesar dos constrangimentos e da tentativa de sequestro da nossa subjetividade, pensar não é, de fato, crime e, por isso claro, não se deve parar. CORTELLA,