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FICHA DE QUESTÕES 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
 
 
 
 
CADERNO DE QUESTÕES 
 
 
Questão 1 (FUNVAPI – 2024) 
Texto para a questão seguinte. 
 
Dispersão 
Mário de Sá-Carneiro 
 
Perdi-me dentro de mim 
Porque eu era labirinto. 
E hoje, quando me sinto, 
É com saudades de mim. 
 
Passei pela minha vida 
Um astro doido a sonhar. 
Na ânsia de ultrapassar, 
Nem dei pela minha vida... 
 
Para mim é sempre ontem, 
Não tenho amanhã nem hoje: 
O tempo que aos outros foge 
Cai sobre mim feito ontem. 
 
(O Domingo de Paris 
Lembra-me o desaparecido 
Que sentia comovido 
Os Domingos de Paris: 
 
Porque um domingo é familia, 
É bem-estar, é singeleza, 
E os que olham a beleza 
Não têm bem-estar nem familia). 
 
O pobre moço das ânsias... 
Tu sim, tu eras alguém! 
E foi por isso também 
Que te abismaste nas ânsias. 
 
A grande ave dourada 
Bateu asas para os céus, 
Mas fechou-as saciada 
Ao ver que ganhava os céus. 
 
Como se chora um amante, 
Assim me choro a mim mesmo: 
Eu fui amante inconstante 
Que se traiu a si mesmo. 
Não sinto o espaço que encerro 
Nem as linhas que projeto: 
Se me olho a um espelho, erro - 
Não me acho no que projeto. 
 
Regresso dentro de mim 
Mas nada me fala, nada! 
Tenho a alma amortalhada, 
Sequinha, dentro de mim. 
 
Não perdi a minha alma, 
Fiquei com ela, perdida. 
Assim eu choro, da vida, 
A morte da minha alma. 
 
Assinale a alternativa em que o verbo em destaque está no pretérito 
imperfeito do indicativo. 
 
a) "Bateu asas para os céus," 
b) "Tenho a alma amortalhada" 
c) "Ao ver que ganhava os céus." 
d) "Fiquei com ela, perdida." 
 
Questão 2 (FUNVAPI – 2024) 
Texto para a questão seguinte. 
 
Dispersão 
Mário de Sá-Carneiro 
 
Perdi-me dentro de mim 
Porque eu era labirinto. 
E hoje, quando me sinto, 
É com saudades de mim. 
 
Passei pela minha vida 
Um astro doido a sonhar. 
Na ânsia de ultrapassar, 
Nem dei pela minha vida... 
 
Para mim é sempre ontem, 
Não tenho amanhã nem hoje: 
O tempo que aos outros foge 
Cai sobre mim feito ontem. 
 
(O Domingo de Paris 
Lembra-me o desaparecido 
Que sentia comovido 
Os Domingos de Paris: 
 
Porque um domingo é familia, 
É bem-estar, é singeleza, 
E os que olham a beleza 
Não têm bem-estar nem familia). 
 
O pobre moço das ânsias... 
Tu sim, tu eras alguém! 
E foi por isso também 
Que te abismaste nas ânsias. 
 
A grande ave dourada 
Bateu asas para os céus, 
Mas fechou-as saciada 
Ao ver que ganhava os céus. 
 
Como se chora um amante, 
Assim me choro a mim mesmo: 
Eu fui amante inconstante 
Que se traiu a si mesmo. 
Não sinto o espaço que encerro 
Nem as linhas que projeto: 
Se me olho a um espelho, erro - 
Não me acho no que projeto. 
 
Regresso dentro de mim 
Mas nada me fala, nada! 
Tenho a alma amortalhada, 
 
 
Sequinha, dentro de mim. 
 
Não perdi a minha alma, 
Fiquei com ela, perdida. 
Assim eu choro, da vida, 
A morte da minha alma. 
 
No verso: 
"Não sinto o espaço que encerro" 
 
Como se classifica morfologicamente o termo acima em destaque? 
 
a) adjunto adnominal 
b) adjunto adverbial de negação 
c) advérbio 
d) pronome adjetivo 
 
Questão 3 (FUNVAPI – 2024) 
Texto para a questão. 
 
Navegar é preciso 
Fernando Pessoa 
 
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: 
"Navegar é preciso; viver não é preciso." 
 
Quero para mim o espírito desta frase, transformada 
A forma para a casar com o que eu sou: Viver não 
É necessário; o que é necessário é criar. 
 
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. 
Só quero torná-la grande, ainda que para isso 
Tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo. 
 
Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso 
Tenha de a perder como minha. 
 
Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho 
Na essência anímica do meu sangue o propósito 
Impessoal de engrandecer a pátria e contribuir 
Para a evolução da humanidade. 
 
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça. 
 
Em: 
"Navegar é preciso; viver não é preciso." 
 
Como se classifica morfologicamente o termo acima em destaque? 
 
a) adjunto adverbial de negação 
b) conjunção integrante 
c) advérbio de negação 
d) adjunto adnominal de negação 
 
Questão 4 (FUNVAPI – 2024) 
 Todas as orações abaixo apresentam casos de próclise, EXCETO. 
 
a) Não se queixe de mim. 
b) Tudo me encantava. 
c) Que Deus te faça feliz! 
d) Portou-se bem comigo. 
 
 
 
 
 
Questão 5 (FUNVAPI – 2023) 
Assinale a alternativa em que o termo em destaque é vocativo. 
 
a) Pelé, rei do futebol, faleceu recentemente. 
b) Zé Ramalho, grande cantor paraibano, fará grande show 
brevemente. 
c) Filho, pegue aquele caderno, por favor. 
d) O filho pegou o caderno para mim. 
e) O garçom trouxe a conta rapidamente. 
 
Questão 6 (FUNVAPI – 2024) 
Assinale a alternativa em que a oração em destaque é coordenada 
sindética adversativa. 
 
a) Tenho visto criaturas que trabalham demais e não progridem. 
b) Coma verduras e leve uma vida mais saudável. 
c) Chame rápido a ambulância, pois o acidente foi grave. 
d) Nossa encomenda chegou ontem e logo conferimos todo o 
material. 
 
Questão 7 (FUNVAPI – 2024) 
Em: 
Maria Carla não estudou nada e foi aprovada. 
 
A oração destacada é coordenada: 
 
a) explicativa 
b) alternativa 
c) conclusiva 
d) adversativas 
 
Questão 8 (FUNVAPI – 2024) 
Assinale a alternativa em que a oração em destaque é subordinada 
substantiva objetiva indireta. 
 
a) Ele notificou os réus de que a sentença se daria em breve. 
b) Meu chefe estava convicto de que a festa ocorreria hoje. 
c) Acontece que seu sucesso não depende de nós. 
d) Seria conveniente que os fatos fossem esclarecidos. 
 
Questão 9 (FUNVAPI – 2024) 
Em todas as opções há oração subordinada substantiva objetiva 
direta, EXCETO em: 
 
a) Minha irmã julgou que nos enganaria facilmente. 
b) Ele pediu que pagasse a promissória. 
c) Os jovens precisam de que haja mais oportunidades de emprego. 
d) Minha filha desejava que promovessem seu amigo. 
 
Questão 10 (FUNVAPI – 2024) 
Identifique a frase em que o verbo destacado está com a regência 
INCORRETA. 
 
a) O homem visou o pássaro. 
b) Todos visam ao reconhecimento de seus esforços. 
c) Meus pais assistiram o jogo. 
d) Minha filha aspirava ao cargo de psicóloga da empresa. 
 
Questão 11 (FUNVAPI – 2024) 
Assinale a alternativa em que a concordância verbal 
está INCORRETA. 
 
a) Há pessoas bastante crédulas neste mundo! 
b) Haviam histórias estranhas sobre a mulher do sobrado. 
c) Aqui perto existem bons restaurantes. 
d) Tudo seriam lembranças passageiras. 
 
 
Questão 12 (FUNVAPI – 2023) 
Identifique a alternativa em que ocorre a figura de linguagem 
denominada METONÍMIA. 
 
a) Embora tenha gostado muito, achei difícil ler Camões. 
b) A propaganda é a alma do negócio. 
c) O pé da mesa quebrou. 
d) Uma ilusão gemia em cada canto. 
e) Ele morreu de rir ao ouvir a piada. 
 
Questão 13 (FUNVAPI – 2023) 
Texto 
 
A cultura da amizade 
 
A amizade tem sido eleita por pensadores e artistas de diversos 
tempos como uma das coisas mais importantes da vida. Há quem lhe 
atribua importância maior que a do amor. 
 
Em nosso mundo contemporâneo não faltam produções escritas ou 
audiovisuais que coloquem a amizade no mais alto patamar. Porém, 
tanto nas produções de tempos passados como nas de tempos atuais, 
a amizade é tratada como um ideal, no sentido de que é algo difícil 
de ser obtido. 
 
Na Antiguidade Clássica, Cícero já apontava a existência daqueles 
que suprimem a amizade de suas vidas ao comentar que os que assim 
o faziam pareciam-no privar o mundo do sol. Se há um amplo 
reconhecimento de sua importância, por que a amizade é vista e 
apresentada como algo difícil e raro? 
 
Montaigne, em suas reflexões, oferece alguns elementos que nos 
permitem abordar melhor a questão. Ao apresentarMário Sérgio. Se você parar para pensar. (Do livro 
Não nascemos prontos! - provocações filosóficas. Petrópolis, RJ: 
Vozes, 2006) 
 
O significado contextual do termo destacado NÃO está correto em: 
 
a) "... a PROPAGAR-SE, em breve acabaria com a espécie." (= 
espalhar-se). 
b) "... as amarras da civilidade e partir, CÉLERES..." (= lentos). 
c) "... nem se relacionava com o PORVIR do mundo capitalista..." 
(= futuro). 
d) "... tantas ordens da moda e ADMOESTAÇÕES da mídia..." (= 
repreensões). 
 
Questão 43 (FUNVAPI – 2020) 
Leia com atenção o fragmento da canção de Chico Buarque, a 
próxima questão será relativa à mesma. 
 
A Banda 
 
Estava à toa na vida 
O meu amor me chamou 
Pra ver a banda passar 
Cantando coisas de amor 
 
A minha gente sofrida 
Despediu-se da dor 
Pra ver a banda passar 
Cantando coisas de amor 
 
O homem sério que contava dinheiro parou 
O faroleiro que contava vantagem parou 
A namorada que contava as estrelas parou 
Para ver, ouvir e dar passagem 
 
A moça triste que vivia calada sorriu 
A rosa triste que vivia fechada se abriu 
E a meninada toda se assanhou 
Pra ver a banda passar 
Cantando coisas de amor 
 
( ... ) 
 
 A passagem da banda provocou nas pessoas da cidade: 
 
a) lndignação com a confusão que a banda promoveu. 
b) Insensibilidade diante da passagem da banda. 
c) Mudança do comportamento das pessoas, fazendo-as parar para 
verem a banda passar. 
d) Tristeza por não poderem acompanhar a banda de música. 
 
Questão 44 (FUNVAPI – 2020) 
A alternativa em que o sinal indicativo de crase foi empregado 
CORRETAMENTE, segundo as regras da norma culta, é: 
 
a) As equipes de corro chegaram à região atingida pelas enchentes. 
b) Não diga nada à ninguém a respeito do que combinamos. 
c) Não temos nada à declarar sobre o ocorrido na sessão de fotos. 
d) Tive o cuidado de revisar todo o texto linha à linha. 
 
 
 
 
Questão 45 (FUNVAPI – 2020) 
A relação de sentido estabelecida pela oração destacada NÃO está 
correta em: 
 
a) Admirava-o muito, CONQUANTO NÃO O CONHECESSE 
PESSOALMENTE. (= concessão). 
b) Chegou cansado, VISTO QUE SEU TRABALHO FORA 
INTENSO. (= causa). 
c) Os políticos, QUE NÃO LEVAM A SÉRIO SUA 
IMPORTANTE FUNÇÃO PÚBLICA, são irresponsáveis. (= 
explicação). 
d) Viajaremos ainda hoje, DESDE O E O TEMPO CONTINUE 
BOM E SEM CHUVA. (= condição). 
 
Questão 46 (FUNVAPI – 2020) 
Assinale a alternativa em que o pronome destacado NÃO está 
empregado corretamente, de acordo com as regras da gramática 
normativa. 
 
a) A minha expectativa é ESTA: ver meu nome na lista de 
aprovados do concurso. 
b) A vida dá muitas voltas. Ela disse ISSO e saiu rapidamente. 
c) Sempre que viaja, ela leva CONSIGO uma máquina fotográfica 
profissional. 
d) Solucionei um problema sério CUJO eu mesmo criei. 
 
Questão 47 (FUNVAPI – 2020) 
Marque a alternativa cuja frase está com a regência verbal 
INCORRETA, de acordo com a norma culta. 
 
a) A sua tarefa consiste no levantamento dos gastos com a reforma 
da casa. 
b) Notificou o inquilino sobre o atraso no pagamento do aluguel. 
c) O uso da máscara é obrigatório na nossa cidade e quem 
desobedecer à lei será punido com multa. 
d) Quase esqueci do compromisso que assumi com você. 
 
Questão 48 (FUNVAPI – 2020) 
O emprego da vírgula está CORRETO na alternativa: 
 
a) A batida do carro foi violenta, porém, ninguém se machucou 
seriamente. 
b) As atitudes de alguns homens públicos são imperdoáveis. 
c) Eles nunca faltavam às reuniões da escola dos filhos. 
d) Segundo me contaram, não há sobreviventes no desabamento do 
prédio. 
 
Questão 49 (FUNVAPI – 2020) 
Tendo em vista a norma culta, assinale a alternativa CORRETA 
quanto à concordância. 
 
a) É necessário a utilização de álcool em gel para higiene das mãos 
como prevenção ao coronavírus. 
b) Haviam muitas pessoas interessadas na compra daquele 
apartamento. 
c) Levantaram bastante questões sobre a vacina para combater o 
novo coronavírus. 
d) Necessita-se de voluntários para testar a vacina. 
 
Questão 50 (FUNVAPI-2025) 
Em qual das alternativas abaixo a palavra foi escrita corretamente, 
conforme as regras da gramática da língua portuguesa: 
 
a) Mussarela. 
b) Muçarela. 
c) Excessão. 
d) Excesão. 
 
Questão 51 (FUNVAPI-2025) 
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico, a única alternativa 
abaixo, que apresenta a grafia CORRETA, é: 
 
a) Crêem. 
b) Antirrealista 
c) Vôo. 
d) Alcatéia. 
 
Questão 52 (FUNVAPI-2025) 
Na oração “O candidato fez a prova nervoso.”, a função morfológica 
da palavra sublinhada é: 
 
a) substantivo. 
b) adjetivo. 
c) advérbio. 
d) verbo. 
 
Questão 53 (FUNVAPI-2025) 
Na frase: “Tatiane costumava andar muito devagar”, qual é a classe 
gramatical da palavra sublinhada? 
 
a) artigo. 
b) adjetivo. 
c) advérbio. 
d) substantivo. 
 
Questão 54 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a única alternativa em que a colocação pronominal foi 
empregada INCORRETAMENTE: 
 
a) Karla, dar-te-ei todo o meu amor. 
b) Sabe-se que a água ferve a 100 graus. 
c) Te amo, filho! 
d) Não me negue a verdade. 
 
Questão 55 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a alternativa que apresenta colocação 
pronominal CORRETA: 
 
a) Nunca senti-me tão apático. 
b) Se você precisar, me chame. 
c) Sempre te amarei, filha! 
d) Se fará o que for necessário. 
 
Questão 56 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
Altamente confidencial 
 
Quem observa o trabalho de um hacker hoje pode ter a impressão de 
que a arte de inventar e quebrar códigos secretos é algo 
extremamente moderno... Ledo engano! O jogo das mensagens 
cifradas já desafiava a imaginação pelo menos desde a Idade Média. 
 
Nessa época, a troca de mensagens era assunto delicado, como 
mostra o bispo Gregório de Tours, que no século VI escreveu uma 
história do reino dos francos. Segundo ele, em pleno alvorecer da 
Idade Média, dois mensageiros de um certo Godovaldo, que 
reivindicava o trono, foram presos e torturados por homens do rei 
Gontrão ao tentarem transmitir uma mensagem secreta. 
 
O caso mostra que nesse período a escrita era uma forma muito 
vulnerável de comunicação. Uma carta podia parar com facilidade 
 
 
em mãos inimigas e, por isso, os emissários não apenas levavam 
consigo documentos oficiais manuscritos, mas também decoravam 
mensagens que transmitiam oralmente aos destinatários. Os poucos 
registros deixados pela diplomacia medieval não facilitaram em 
nada o trabalho dos historiadores, e por isso é preciso ter cuidado 
quando se fala das técnicas de codificação utilizadas na Europa 
medieval. 
 
No século XVI, o abade alemão Johannes Trithemius, autor de uma 
das primeiras grandes obras de criptografia do Ocidente, afirmou 
que reis francos como Faramundo e Carlos Magno já utilizavam 
alfabetos secretos em suas correspondências. Por mais fascinantes 
que sejam esses códigos, porém, eles parecem ter saído da 
imaginação do próprio Trithemius. Carlos Magno mal sabia ler e 
escrever, e é pouco provável que tenha inventado novos alfabetos. 
[...] 
 
Disponível em: . 
 
Que expressão pode substituir Ledo engano no texto, sem alterar-lhe 
o sentido: 
 
a) erro grave. 
b) erro bobo. 
c) falta grave. 
d) mentira grande. 
 
Questão 57 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
 
A última crônica (Fernando Sabino) 
 
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um 
café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de 
escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de 
coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do 
irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da 
vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da 
convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao 
circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quernum flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num 
acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do 
essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu 
café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu 
quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. 
Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos 
que merecem uma crônica. 
 
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa 
das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A 
compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-
se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço 
na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou 
também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os 
olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que 
compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula 
da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que 
matar a fome. 
 
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que 
discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para 
trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. 
A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se 
aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o 
pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher 
suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de 
sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do 
freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a 
mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas 
uma pequena fatia triangular. 
 
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola 
e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa 
a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à 
mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e 
brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de 
fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um 
animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. 
 
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta 
caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, 
o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a 
menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, 
apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito 
compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, 
discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe 
recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra 
finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A 
mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no 
cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre 
os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente 
do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos 
olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça 
abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num 
sorriso. 
 
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse 
sorriso. 
 
(Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José 
Olympio, 2005.) 
 
Qual das alternativas abaixo traz o antônimo de pitoresco, palavra 
encontrada no início do texto lido? 
a) Agradável. 
b) Fascinante. 
c) Deleitoso. 
d) Desagradável. 
 
Questão 58 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
"Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia 
nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em 
que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma 
parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que 
ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri 
que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história 
de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele 
sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que 
passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele 
beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan 
me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na 
cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só 
Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu 
passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui 
passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. 
O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas 
de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. 
Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no 
ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima 
das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando 
lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade 
 
 
que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan 
sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" 
Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como 
ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2005.) 
 
No texto, a palavra “leporino” pode ser substituída, sem prejuízo do 
sentido, por: 
 
a) com fenda. 
b) fechado. 
c) suculento. 
d) brilhoso. 
 
Questão 59 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. [...] A sua aparência, 
entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a 
plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das 
organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. 
Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. 
O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, 
aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a 
postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que 
lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta 
aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la 
desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-
se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de 
qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias 
adormidas. O homem transfigura-se. Empertigase, estadeando novos 
relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, 
alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado 
e forte [...]. 
 
(Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. Rio de 
Janeiro: Francisco Alves, 1995, pp. 129-130. ) 
 
No trecho: “...que lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] 
Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude.”, a palavra 
"entretanto" introduz uma ideia de: 
 
a) Adição. 
b) Oposição. 
c) Conclusão. 
d) Explicação. 
 
Questão 60 (FUNVAPI-2025) 
Na frase: “Entreguei o relatório ao meu chefe”, pode-se afirmar que 
o termo sublinhado é: 
 
a) objeto indireto. 
b) complemento nominal. 
c) agente da passiva. 
d) aposto. 
 
Questão 61 (FUNVAPI-2025) 
Na frase: “Luís Inácio, Presidente do Brasil, viajou para o exterior.”, 
pode-se afirmar que a função sintática do termo sublinhado é de: 
 
a) objeto indireto. 
b) complemento nominal. 
c) vocativo. 
d) aposto. 
 
 
 
Questão 62 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
"Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia 
nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em 
que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma 
parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que 
ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri 
que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história 
de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele 
sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora,percebo que 
passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele 
beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan 
me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na 
cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só 
Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu 
passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui 
passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. 
O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas 
de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. 
Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no 
ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima 
das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando 
lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade 
que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan 
sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" 
Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como 
ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2005.) 
 
Qual é a função sintática do termo sublinhado na frase: "Eu ME 
TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos"? 
 
a) Objeto direto. 
b) Objeto indireto. 
c) Adjunto adverbial. 
d) Complemento nominal. 
 
Questão 63 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
"Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia 
nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em 
que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma 
parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que 
ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri 
que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história 
de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele 
sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que 
passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele 
beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan 
me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na 
cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só 
Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu 
passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui 
passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. 
O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas 
de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. 
Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no 
ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima 
das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando 
lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade 
que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan 
sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil 
vezes!" Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das 
pipas como ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. 
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.) 
 
 
 
Na frase: "Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das 
pipas como ninguém", qual é a classificação da oração sublinhada? 
 
a) Oração subordinada substantiva subjetiva. 
b) Oração subordinada substantiva objetiva direta. 
c) Oração subordinada adverbial comparativa. 
d) Oração subordinada adjetiva restritiva. 
 
Questão 64 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a única alternativa em que os sinais de pontuação foram 
empregados CORRETAMENTE: 
 
a) Naquela escola, os professores ensinam muito bem. 
b) Os estudantes e a gestora, agradeceram os elogios. 
c) O rapaz que trouxe a geladeira, não foi simpático. 
d) O veículo novo que, transita sem placas, pode ser multado. 
 
Questão 65 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a única alternativa em que a regência verbal foi 
empregada INCORRETAMENTE: 
 
a) Ana confia muito em suas amigas. 
b) Karla precisa de minha ajuda. 
c) Ontem, eu e Solange assistimos ao filme “Ainda estou aqui”. 
d) Eu prefiro água do que suco. 
 
Questão 66 (FUNVAPI-2025) 
Qual das alternativas abaixo apresenta a regência 
nominal INCORRETA? 
 
a) Amélia tem aversão a maldades. 
b) Sou grato pelo suporte que recebi. 
c) Marco é dependente de elogios. 
d) Ana tem necessidade em atenção. 
 
Questão 67 (FUNVAPI-2025) 
A alternativa que preenche corretamente e respectivamente as 
lacunas das frases abaixo é: 
 
Ele chegou ___ festa atrasado. Referiu-se ___ aluna mais dedicada. 
 
Voltei ___ casa muito cansada. 
 
Assisti ___ peça teatral. 
 
Estou disposta ___ ajudar. 
 
a) a; a:à: a; à. 
b) a; à; a; à; à 
c) à; à; a; à; a. 
d) à; a; à; a; a. 
 
Questão 68 (FUNVAPI-2025) 
Com relação ao emprego da crase, a única 
alternativa INCORRETA é: 
 
a) Vou à praia, mas volto logo. 
b) Muito sal faz mal à saúde. 
c) Voltei à estudar em 2020. 
d) Ronaldo fez um gol à Messi. 
 
Questão 69 (FUNVAPI-2025) 
Com relação ao emprego da crase, assinale a única alternativa que 
preenche CORRETAMENTE e RESPECTIVAMENTE as 
lacunas do trecho a seguir: “O diretor dirigiu-se ___ aluna e pôs-se 
__ reclamar da situação ocorrida e, em seguida, pediu mais respeito 
___ toda comunidade escolar.” 
 
a) à - à - à. 
b) à - a - a. 
c) a – a - a 
d) a – à – à. 
 
Questão 70 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a alternativa em que o uso da crase está INCORRETO: 
 
a) Fui à feira comprar verduras. 
b) Chegamos à casa cedo. 
c) Refiro-me à professora de matemática. 
d) Dedicou-se à leitura durante todo o dia. 
 
Questão 71 (FUNVAPI-2025) 
Observe o período seguinte: “Albércia e Mônica são policiais super 
competentes no que fazem. A primeira é mãe de duas meninas; a 
segunda, de apenas uma.”. A que se refere o termo “a segunda”? 
 
a) mãe de duas meninas. 
b) mãe de uma. 
c) Albércia 
d) Mônica 
 
Questão 72 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. [...] A sua aparência, 
entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a 
plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das 
organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. 
Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. 
O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, 
aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a 
postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que 
lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta 
aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la 
desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-
se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de 
qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias 
adormidas. O homem transfigura-se. Empertigase, estadeando novos 
relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, 
alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado 
e forte [...]. 
 
(Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. Rio de 
Janeiro: Francisco Alves, 1995, pp. 129-130. ) 
 
Na frase "Falta-lhe a plástica impecável...", a que se refere o 
pronome "lhe"? 
 
a) Ao sertanejo. 
b) À aparência. 
c) À plástica impecável. 
d) Ao contrário. 
 
Questão 73 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a definição correta da figura de linguagem nomeada 
como catacrese: 
 
a) Uso de uma palavra em um sentido figurado, geralmente 
relacionado à comparação, onde um termo é usado em lugar de outro 
por falta de um nome específico. 
b) Repetição de sons ou sílabas em palavras próximas, criando um 
efeito sonoro e rítmico. 
 
 
c) Associação entre dois elementos que não têm relação de 
semelhança, mas são colocados lado a lado para efeito de contraste. 
d) Atribuição de características humanas a seres não humanos ou a 
objetos inanimados. 
e) Figura de linguagem que suaviza a transmissão de uma notíciadesagradável na hora de transmiti-la. 
 
Questão 74 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a figura de linguagem presente no trecho a seguir: 
 
Dorme tranquila a menina. 
 
a) Ironia. 
b) Hipérbole. 
c) Hipérbato. 
d) Metonímia. 
e) Assíndeto. 
 
Questão 75 (FUNVAPI-2025) 
Ao analisar a frase: “No canto mais alto da sala, o relógio marcava 
o caminhar do tempo: tic-tac, tic-tac”, pode-se afirmar que a figura 
de linguagem predominante é: 
 
a) metáfora. 
b) prosopopeia. 
c) antítese. 
d) onomatopeia. 
 
Questão 76 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. [...] A sua aparência, 
entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a 
plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das 
organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. 
Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. 
O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, 
aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a 
postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que 
lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta 
aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la 
desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-
se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de 
qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias 
adormidas. O homem transfigura-se. Empertigase, estadeando novos 
relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, 
alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado 
e forte [...]. 
 
(Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. Rio de 
Janeiro: Francisco Alves, 1995, pp. 129-130. ) 
 
Qual a principal característica física atribuída ao sertanejo no início 
da descrição? 
 
a) Beleza estonteante e força descomunal. 
b) Fraqueza aparente e postura curvada. 
c) Inteligência aguçada e astúcia. 
d) Arrogância e orgulho excessivo. 
 
Questão 77 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. [...] A sua aparência, 
entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a 
plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das 
organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. 
Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. 
O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, 
aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a 
postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que 
lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta 
aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la 
desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-
se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de 
qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias 
adormidas. O homem transfigura-se. Empertigase, estadeando novos 
relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, 
alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado 
e forte [...]. 
 
(Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. Rio de 
Janeiro: Francisco Alves, 1995, pp. 129-130. ) 
 
Qual é a transformação que o sertanejo experimenta diante de uma 
situação de perigo? 
 
a) Demonstra medo e hesitação. 
b) Mantém-se apático e indiferente. 
c) Torna-se violento e agressivo. 
d) Revela uma força interior surpreendente. 
 
Questão 78 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. [...] A sua aparência, 
entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a 
plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das 
organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. 
Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. 
O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, 
aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a 
postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que 
lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta 
aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la 
desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-
se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de 
qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias 
adormidas. O homem transfigura-se. Empertigase, estadeando novos 
relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, 
alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado 
e forte [...]. 
 
(Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. Rio de 
Janeiro: Francisco Alves, 1995, pp. 129-130. ) 
 
O que a comparação "Hércules-Quasímodo" sugere sobre o 
sertanejo? 
 
a) Que ele é um deus invencível. 
b) Que ele possui uma beleza única. 
c) Que ele reúne qualidades físicas opostas. 
d) Que ele é uma figura trágica e solitária. 
 
Questão 79 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. [...] A sua aparência, 
entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a 
plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das 
organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. 
Hércules-Quasímodo reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. 
O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, 
aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a 
postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que 
lhe dá um caráter de humildade deprimente. [...] Entretanto, toda esta 
 
 
aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la 
desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-
se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de 
qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias 
adormidas. O homem transfigura-se. Empertigase, estadeando novos 
relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, 
alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar desassombrado 
e forte [...]. 
 
(Euclides da Cunha. Os sertões: campanha de Canudos. Rio de 
Janeiro: Francisco Alves, 1995, pp. 129-130. ) 
 
Qual a intenção do autor ao descrever o sertanejo de forma tão 
contrastante? 
 
a) Criar um estereótipo negativo do sertanejo. 
b) Mostrar a complexidade e a força interior do sertanejo. 
c) Ridicularizar a figura do sertanejo. 
d) Idealizar o sertanejo como um herói perfeito. 
 
Questão 80 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
Altamente confidencial 
 
Quem observa o trabalho de um hacker hoje pode ter a impressão de 
que a arte de inventar e quebrar códigos secretos é algo 
extremamente moderno... Ledo engano! O jogo das mensagens 
cifradas já desafiava a imaginação pelo menos desde a Idade Média. 
 
Nessa época, a troca de mensagens era assunto delicado, como 
mostra o bispo Gregório de Tours, que no século VI escreveu uma 
história do reino dos francos. Segundo ele, em pleno alvorecer da 
Idade Média, dois mensageiros de um certo Godovaldo, que 
reivindicava o trono, foram presos e torturados por homens do rei 
Gontrão ao tentarem transmitir uma mensagem secreta. 
 
O caso mostra que nesse período a escrita era uma forma muito 
vulnerável de comunicação. Uma carta podia parar com facilidade 
em mãos inimigas e, por isso, os emissários não apenas levavam 
consigo documentos oficiais manuscritos, mas também decoravam 
mensagens que transmitiam oralmente aos destinatários. Os poucos 
registros deixados pela diplomacia medieval não facilitaram em 
nada o trabalho dos historiadores, e por isso é preciso ter cuidado 
quando se fala das técnicas de codificação utilizadas na Europa 
medieval. 
 
No século XVI, o abade alemão Johannes Trithemius, autor de umadas primeiras grandes obras de criptografia do Ocidente, afirmou 
que reis francos como Faramundo e Carlos Magno já utilizavam 
alfabetos secretos em suas correspondências. Por mais fascinantes 
que sejam esses códigos, porém, eles parecem ter saído da 
imaginação do próprio Trithemius. Carlos Magno mal sabia ler e 
escrever, e é pouco provável que tenha inventado novos alfabetos. 
[...] 
 
Disponível em: . 
 
Infere-se do texto que o principal objetivo da criptografia na Idade 
Média era? 
 
a) Decorar mensagens para facilitar a memorização. 
b) Impedir que mensagens fossem interceptadas e decifradas. 
c) Criar códigos complexos para impressionar os inimigos. 
d) Desenvolver uma nova forma de escrita secreta. 
 
Questão 81 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
Altamente confidencial 
 
Quem observa o trabalho de um hacker hoje pode ter a impressão de 
que a arte de inventar e quebrar códigos secretos é algo 
extremamente moderno... Ledo engano! O jogo das mensagens 
cifradas já desafiava a imaginação pelo menos desde a Idade Média. 
 
Nessa época, a troca de mensagens era assunto delicado, como 
mostra o bispo Gregório de Tours, que no século VI escreveu uma 
história do reino dos francos. Segundo ele, em pleno alvorecer da 
Idade Média, dois mensageiros de um certo Godovaldo, que 
reivindicava o trono, foram presos e torturados por homens do rei 
Gontrão ao tentarem transmitir uma mensagem secreta. 
 
O caso mostra que nesse período a escrita era uma forma muito 
vulnerável de comunicação. Uma carta podia parar com facilidade 
em mãos inimigas e, por isso, os emissários não apenas levavam 
consigo documentos oficiais manuscritos, mas também decoravam 
mensagens que transmitiam oralmente aos destinatários. Os poucos 
registros deixados pela diplomacia medieval não facilitaram em 
nada o trabalho dos historiadores, e por isso é preciso ter cuidado 
quando se fala das técnicas de codificação utilizadas na Europa 
medieval. 
 
No século XVI, o abade alemão Johannes Trithemius, autor de uma 
das primeiras grandes obras de criptografia do Ocidente, afirmou 
que reis francos como Faramundo e Carlos Magno já utilizavam 
alfabetos secretos em suas correspondências. Por mais fascinantes 
que sejam esses códigos, porém, eles parecem ter saído da 
imaginação do próprio Trithemius. Carlos Magno mal sabia ler e 
escrever, e é pouco provável que tenha inventado novos alfabetos. 
[...] 
 
Disponível em: . 
 
De acordo com o texto, por que a escrita era considerada uma forma 
vulnerável de comunicação na Idade Média? 
a) Porque as pessoas não sabiam escrever. 
b) Porque a tinta utilizada era de baixa qualidade. 
c) Porque as cartas podiam ser facilmente interceptadas. 
d) Porque os papéis eram muito frágeis. 
 
Questão 82 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
Altamente confidencial 
 
Quem observa o trabalho de um hacker hoje pode ter a impressão de 
que a arte de inventar e quebrar códigos secretos é algo 
extremamente moderno... Ledo engano! O jogo das mensagens 
cifradas já desafiava a imaginação pelo menos desde a Idade Média. 
 
Nessa época, a troca de mensagens era assunto delicado, como 
mostra o bispo Gregório de Tours, que no século VI escreveu uma 
história do reino dos francos. Segundo ele, em pleno alvorecer da 
Idade Média, dois mensageiros de um certo Godovaldo, que 
reivindicava o trono, foram presos e torturados por homens do rei 
Gontrão ao tentarem transmitir uma mensagem secreta. 
 
O caso mostra que nesse período a escrita era uma forma muito 
vulnerável de comunicação. Uma carta podia parar com facilidade 
em mãos inimigas e, por isso, os emissários não apenas levavam 
consigo documentos oficiais manuscritos, mas também decoravam 
 
 
mensagens que transmitiam oralmente aos destinatários. Os poucos 
registros deixados pela diplomacia medieval não facilitaram em 
nada o trabalho dos historiadores, e por isso é preciso ter cuidado 
quando se fala das técnicas de codificação utilizadas na Europa 
medieval. 
 
No século XVI, o abade alemão Johannes Trithemius, autor de uma 
das primeiras grandes obras de criptografia do Ocidente, afirmou 
que reis francos como Faramundo e Carlos Magno já utilizavam 
alfabetos secretos em suas correspondências. Por mais fascinantes 
que sejam esses códigos, porém, eles parecem ter saído da 
imaginação do próprio Trithemius. Carlos Magno mal sabia ler e 
escrever, e é pouco provável que tenha inventado novos alfabetos. 
[...] 
 
Disponível em: . 
 
Segundo o texto, qual a importância da obra de Johannes Trithemius 
para o estudo da criptografia? 
 
a) Foi a primeira obra a descrever os métodos de criptografia 
utilizados pelos romanos. 
b) É considerada uma das primeiras grandes obras sobre criptografia 
do Ocidente. 
c) Revelou os segredos da criptografia utilizada pelos árabes. 
d) Descreveu em detalhes os métodos de criptografia utilizados por 
Carlos Magno. 
 
Questão 83 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
Altamente confidencial 
 
Quem observa o trabalho de um hacker hoje pode ter a impressão de 
que a arte de inventar e quebrar códigos secretos é algo 
extremamente moderno... Ledo engano! O jogo das mensagens 
cifradas já desafiava a imaginação pelo menos desde a Idade Média. 
 
Nessa época, a troca de mensagens era assunto delicado, como 
mostra o bispo Gregório de Tours, que no século VI escreveu uma 
história do reino dos francos. Segundo ele, em pleno alvorecer da 
Idade Média, dois mensageiros de um certo Godovaldo, que 
reivindicava o trono, foram presos e torturados por homens do rei 
Gontrão ao tentarem transmitir uma mensagem secreta. 
 
O caso mostra que nesse período a escrita era uma forma muito 
vulnerável de comunicação. Uma carta podia parar com facilidade 
em mãos inimigas e, por isso, os emissários não apenas levavam 
consigo documentos oficiais manuscritos, mas também decoravam 
mensagens que transmitiam oralmente aos destinatários. Os poucos 
registros deixados pela diplomacia medieval não facilitaram em 
nada o trabalho dos historiadores, e por isso é preciso ter cuidado 
quando se fala das técnicas de codificação utilizadas na Europa 
medieval. 
 
No século XVI, o abade alemão Johannes Trithemius, autor de uma 
das primeiras grandes obras de criptografia do Ocidente, afirmou 
que reis francos como Faramundo e Carlos Magno já utilizavam 
alfabetos secretos em suas correspondências. Por mais fascinantes 
que sejam esses códigos, porém, eles parecem ter saído da 
imaginação do próprio Trithemius. Carlos Magno mal sabia ler e 
escrever, e é pouco provável que tenha inventado novos alfabetos. 
[...] 
 
Disponível em: . 
 
Qual a principal conclusão que se pode inferir do texto sobre a 
criptografia na Idade Média? 
 
a) A criptografia era uma prática desconhecida na Idade Média. 
b) Os métodos de criptografia da Idade Média eram tão complexos 
quanto os atuais. 
c) A criptografia só se tornou importante com o surgimento dos 
computadores. 
d) A criptografia era uma ferramenta importante para a 
comunicação segura, mesmo em épocas sem a tecnologia moderna. 
 
Questão 84 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
 
A última crônica (Fernando Sabino) 
 
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um 
café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de 
escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de 
coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do 
irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da 
vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da 
convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao 
circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer 
num flagrantede esquina, quer nas palavras de uma criança ou num 
acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do 
essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu 
café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu 
quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. 
Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos 
que merecem uma crônica. 
 
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa 
das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A 
compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-
se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço 
na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou 
também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os 
olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que 
compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula 
da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que 
matar a fome. 
 
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que 
discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para 
trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. 
A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se 
aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o 
pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher 
suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de 
sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do 
freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a 
mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas 
uma pequena fatia triangular. 
 
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola 
e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa 
a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à 
mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e 
brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de 
fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um 
animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. 
 
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta 
caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, 
o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a 
 
 
menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, 
apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito 
compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, 
discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe 
recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra 
finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A 
mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no 
cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre 
os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente 
do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos 
olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça 
abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num 
sorriso. 
 
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse 
sorriso. 
 
(Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José 
Olympio, 2005.) 
 
De acordo com o texto, qual é a principal razão para o autor entrar 
no botequim? 
 
a) Encontrar inspiração para escrever. 
b) Tomar um café antes de ir para casa. 
c) Observar o movimento do local. 
d) Conversar com o garçom. 
 
Questão 85 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
 
A última crônica (Fernando Sabino) 
 
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um 
café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de 
escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de 
coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do 
irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da 
vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da 
convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao 
circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer 
num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num 
acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do 
essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu 
café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu 
quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. 
Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos 
que merecem uma crônica. 
 
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa 
das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A 
compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-
se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço 
na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou 
também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os 
olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que 
compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula 
da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que 
matar a fome. 
 
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que 
discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para 
trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. 
A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se 
aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o 
pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher 
suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de 
sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do 
freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a 
mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas 
uma pequena fatia triangular. 
 
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola 
e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa 
a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à 
mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e 
brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de 
fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um 
animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. 
 
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta 
caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, 
o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a 
menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, 
apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito 
compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, 
discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe 
recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra 
finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A 
mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no 
cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre 
os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente 
do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos 
olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça 
abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num 
sorriso. 
 
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse 
sorriso. 
 
(Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José 
Olympio, 2005.) 
 
Segundo o texto, qual é o sentimento inicial do autor em relação à 
escrita? 
 
a) Entusiasmo. 
b) Alegria. 
c) Medo. 
d) Indiferença. 
 
Questão 86 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
 
A última crônica (Fernando Sabino) 
 
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um 
café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de 
escrever.A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de 
coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do 
irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da 
vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da 
convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao 
circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer 
num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num 
acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do 
essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu 
café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu 
quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. 
Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos 
que merecem uma crônica. 
 
 
 
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa 
das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A 
compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-
se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço 
na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou 
também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os 
olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que 
compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula 
da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que 
matar a fome. 
 
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que 
discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para 
trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. 
A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se 
aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o 
pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher 
suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de 
sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do 
freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a 
mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas 
uma pequena fatia triangular. 
 
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola 
e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa 
a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à 
mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e 
brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de 
fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um 
animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. 
 
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta 
caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, 
o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a 
menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, 
apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito 
compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, 
discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe 
recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra 
finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A 
mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no 
cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre 
os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente 
do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos 
olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça 
abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num 
sorriso. 
 
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse 
sorriso. 
 
(Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José 
Olympio, 2005.) 
 
Infere-se do texto que o objetivo do autor com suas crônicas é? 
 
a) Expressar seus sentimentos. 
b) Criticar a sociedade. 
c) Narrar fatos pitorescos. 
d) Denunciar injustiças. 
 
 
 
 
 
 
Questão 87 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
 
A última crônica (Fernando Sabino) 
 
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um 
café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de 
escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de 
coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do 
irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da 
vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da 
convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao 
circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer 
num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num 
acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do 
essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu 
café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu 
quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. 
Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos 
que merecem uma crônica. 
 
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa 
das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A 
compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-
se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço 
na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou 
também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os 
olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que 
compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula 
da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que 
matar a fome. 
 
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que 
discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para 
trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. 
A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se 
aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o 
pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher 
suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de 
sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do 
freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a 
mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas 
uma pequena fatia triangular. 
 
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola 
e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa 
a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à 
mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e 
brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de 
fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um 
animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. 
 
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta 
caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, 
o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a 
menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, 
apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito 
compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, 
discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe 
recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra 
finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A 
mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no 
cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre 
os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente 
do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos 
olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça 
 
 
abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num 
sorriso. 
 
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse 
sorriso. 
 
(Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José 
Olympio, 2005.) 
 
Qual foi a reação do pai ao perceberque estava sendo observado? 
a) Irritação. 
b) Indiferença. 
c) Agradecimento. 
d) Constrangimento. 
 
Questão 88 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
 
A última crônica (Fernando Sabino) 
 
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um 
café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de 
escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de 
coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do 
irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da 
vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da 
convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao 
circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer 
num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num 
acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do 
essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu 
café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu 
quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. 
Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos 
que merecem uma crônica. 
 
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa 
das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A 
compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-
se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço 
na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou 
também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os 
olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que 
compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula 
da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que 
matar a fome. 
 
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que 
discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para 
trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. 
A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se 
aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o 
pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher 
suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de 
sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do 
freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a 
mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas 
uma pequena fatia triangular. 
 
A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola 
e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa 
a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à 
mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e 
brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de 
fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um 
animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. 
 
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta 
caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, 
o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a 
menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, 
apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito 
compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, 
discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe 
recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra 
finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A 
mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no 
cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre 
os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente 
do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos 
olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça 
abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num 
sorriso. 
 
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse 
sorriso. 
 
(Elenco de cronistas modernos. 21ª ed. Rio de Janeiro: José 
Olympio, 2005.) 
 
Infere-se do texto que o desejo do autor para sua última crônica é? 
a) Que seja emocionante e impactante. 
b) Que seja longa e detalhada. 
c) Que seja pura como o sorriso do pai. 
d) Que seja engraçada e irônica. 
 
Questão 89 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
"Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia 
nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em 
que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma 
parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que 
ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri 
que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história 
de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele 
sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que 
passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele 
beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan 
me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na 
cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só 
Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu 
passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui 
passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. 
O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas 
de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. 
Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no 
ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima 
das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando 
lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade 
que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan 
sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" 
Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como 
ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2005.) 
 
De acordo com o texto, quando foi que aconteceu a transformação 
do narrador? 
 
a) No momento da ligação de Rahim Khan. 
b) Num dia nublado de inverno em 1975. 
c) No momento do passeio pelo lago Spreckels. 
d) Durante a visão das pipas vermelhas no céu. 
 
 
Questão 90 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
"Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia 
nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em 
que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma 
parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que 
ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri 
que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história 
de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele 
sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que 
passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele 
beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan 
me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na 
cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só 
Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu 
passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui 
passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. 
O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas 
de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. 
Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no 
ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima 
das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando 
lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade 
que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan 
sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" 
Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como 
ninguém." (HOSSEINI,Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2005.) 
 
Segundo o texto, qual é o sentimento predominante do narrador em 
relação ao passado? 
 
a) Nostalgia. 
b) Indiferença. 
c) Culpa. 
d) Alegria. 
 
Questão 91 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
"Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia 
nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em 
que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma 
parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que 
ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri 
que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história 
de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele 
sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que 
passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele 
beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan 
me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na 
cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só 
Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu 
passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui 
passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. 
O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas 
de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. 
Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no 
ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima 
das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando 
lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade 
que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan 
sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" 
Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como 
ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2005.) 
 
O que a visão das pipas vermelhas representa para o narrador? 
 
a) A beleza da natureza. 
b) A saudade da infância. 
c) A alegria de viver. 
d) A memória de Hassan. 
 
Questão 92 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
"Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia 
nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em 
que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma 
parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que 
ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri 
que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história 
de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele 
sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que 
passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele 
beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan 
me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na 
cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só 
Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu 
passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui 
passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. 
O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas 
de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. 
Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no 
ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima 
das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando 
lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade 
que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan 
sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" 
Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como 
ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2005.) 
 
Infere-se do texto que a característica de Hassan destacada é? 
 
a) A sua inteligência. 
b) A sua lealdade. 
c) A sua beleza. 
d) A sua força. 
 
Questão 93 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
"Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia 
nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em 
que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma 
parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que 
ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri 
que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história 
de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele 
sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que 
passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele 
beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan 
me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na 
cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só 
Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu 
passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui 
passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. 
O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas 
de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. 
Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no 
ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima 
das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando 
lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade 
 
 
que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan 
sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" 
Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como 
ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2005.) 
 
De acordo com o texto, onde o narrador reside atualmente? 
 
a) San Francisco. 
b) Paquistão. 
c) Afeganistão. 
d) Londres. 
 
Questão 94 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
"Eu ME TORNEI o QUE sou HOJE aos doze anos, em um dia 
nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em 
que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma 
parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que 
ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri 
que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história 
de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele 
sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que 
passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele 
beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan 
me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na 
cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só 
Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu 
passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui 
passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. 
O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas 
de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. 
Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no 
ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima 
das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando 
lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade 
que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan 
sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" 
Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como 
ninguém." (HOSSEINI, Khaled. O Caçador de Pipas. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2005.) 
 
Qual é o tema central do texto apresentado? 
 
a) A importância da amizade. 
b) A busca pela felicidade. 
c) O peso do passado e a busca por redenção. 
d) A beleza da natureza e a passagem do tempo. 
 
Questão 95 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir: 
 
Estudo realizado com 800 pares de gêmeos indica que DNA é o 
fator que mais influencia nobem-estar de uma pessoa – não o 
que ela vive durante a vida. 
 
O que mais influi na felicidade de uma pessoa? As experiências que 
ela tem durante a vida? Ou características previamente escritas em 
seu código genético? Essa discussão, que mobiliza a ciência há 
décadas, acaba de ser desequilibrada a favor de um lado: o DNA. Foi 
o que concluiu um estudo feito pela Universidade de Edimburgo, na 
Escócia, que analisou 837 pares de gêmeos. Cada par de gêmeos 
havia sido criado na mesma casa, pelos mesmos pais, e por isso teve 
experiências parecidas na vida. Metade dos gêmeos era univitelina, 
ou seja, com DNA idêntico, e a outra metade bivitelina, com DNA 
diferente. O objetivo do estudo foi comparar univitelinos e 
bivitelinos, e com isso identificar a influência do DNA sobre 
determinadas características do ser humano – inclusive de quem não 
é gêmeo. 
 
Os voluntários responderam a questionários que mediam vários 
aspectos do bem-estar psicológico, como o grau de autonomia da 
pessoa e sua capacidade de ter relacionamentos saudáveis. Os 
gêmeos univitelinos, de DNA igual, tiveram pontuação mais 
parecida que os bivitelinos – que têm DNA diferentes, mas 
cresceram no mesmo ambiente. Ou seja: na prática, o DNA 
influencia mais que o ambiente no grau de felicidade da pessoa. 
"Houve influências genéticas substanciais em todos os 
componentes", diz o psicólogo Timothy Bates, autor do estudo. "Já 
os efeitos do ambiente foram insignificantes". Em suma: cada pessoa 
tende a um nível natural de felicidade, que já vem programado no 
seu código genético. Lembre-se disso na próxima vez em que você 
estiver muito feliz – ou infeliz. 
 
Fonte: Superinteressante, Julho/2012. 
 
Após efetuar a leitura do texto, é correto afirmar que: 
 
I. O estudo realizado com gêmeos univitelinos e bivitelinos sugere 
que as experiências de vida têm um impacto significativo e 
indispensável no bem-estar psicológico dos indivíduos. 
 
II. A pesquisa conclui que a genética exerce uma influência 
preponderante sobre o grau de felicidade, em comparação ao 
ambiente em que a pessoa é criada. 
 
III. Os gêmeos univitelinos apresentaram pontuações de bem-estar 
psicológico mais similares entre si do que os gêmeos bivitelinos. 
 
IV. O estudo desconsidera a influência do ambiente na formação do 
bem-estar psicológico das pessoas. 
 
a) Apenas I e II estão corretas. 
b) Apenas II e III estão corretas. 
c) Apenas III e IV estão corretas. 
d) Todas as afirmações estão corretas. 
e) Apenas I e IV estão corretas. 
 
Questão 96 (FUNVAPI-2025) 
Quanto aos aspectos linguísticos, analise as frases a seguir e assinale 
a alternativa em que o uso da vírgula está correto: 
 
a) O estudo realizado com gêmeos univitelinos, e vitelinos, indica 
que o DNA é o fator que mais influencia no bem-estar de uma 
pessoa. 
b) Os gêmeos univitelinos, de DNA igual, tiveram pontuação mais 
parecida que os bivitelinos, que têm DNA diferente, mas cresceram 
no mesmo ambiente. 
c) Em suma, cada pessoa tende a um nível natural de felicidade que 
já vem programado, no seu código genético. 
d) A pesquisa, conclui que a genética exerce uma influência 
preponderante sobre o grau de felicidade em comparação ao 
ambiente, em que a pessoa é criada. 
e) Nenhuma das opções. 
 
Questão 97 (FUNVAPI-2025) 
Todas as orações a seguir devem conter o acento grave, exceto: 
 
a) Laura ia à igreja todos os dias. 
b) Ontem à noite eu chorei com saudade de você. 
c) Letícia estava à espera da sua encomenda. 
d) Luciana cozinhou para mim uma lasanha à moda da casa. 
 
 
e) Ficamos cara à cara na festa do final do ano. 
 
Questão 98 (FUNVAPI-2025) 
Em qual das alternativas a figura de linguagem conhecida como 
catacrese é utilizada? 
 
a) “olha, sua vó não vem mais brincar com você, ela virou uma 
estrela.” 
b) “a floresta clama por socorro.” 
c) “você é uma flor!” 
d) “pietra estava feliz e precisava partir logo.” 
e) “querida, cuidado para não quebrar o braço da cadeira.” 
 
Questão 99 (FUNVAPI-2025) 
Indique em qual das opções abaixo o uso da crase é facultativo: 
 
a) Jaiane irá à praia segunda-feira. 
b) Experimente dar o soro gota à gota. 
c) Helena mandou presentes de Natal à sua família. 
d) Manoella estava caminhado dia de segunda às 19 horas. 
e) Eu vou à São Paulo em dezembro. 
 
Questão 100 (FUNVAPI-2025) 
Todas as alternativas a seguir fazem parte das 10 classes 
morfológicas variáveis, exceto: 
 
a) Substantivo. 
b) Artigo. 
c) Numeral. 
d) Verbo. 
e) Preposição. 
 
Questão 101 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a oração a seguir que contém um erro quanto à regência 
verbal: 
 
a) Isso implica em mudança de horário. 
b) Eu te verei no dia a dia. 
c) Mariana estava exausta e ficou deitada na cama o domingo 
inteiro. 
d) Teresa quis que eu pulasse com ela para celebrarmos juntas. 
e) Você sabia que a Júlia namora o João? 
 
Questão 102 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir: 
 
Das vantagens de ser bobo 
 
O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir 
e tocar no mundo. O bobo é capaz de ficar sentado, quase sem se 
mexer por duas horas. Se perguntando por que não faz alguma coisa, 
responde: "Estou fazendo. Estou pensando." 
 
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só 
se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem 
originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia. O bobo tem 
oportunidade de ver coisas que os espertos não veem. 
 
Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se 
descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples 
pessoas humanas. O bobo ganha liberdade e sabedoria para viver. 
 
O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo 
é um Dostoievski. 
 
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na 
palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de 
segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem 
uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e 
compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. 
Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava 
tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar 
outro. 
 
Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não 
desconfiar, e portanto estar tranquilo. 
 
Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. 
 
O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem nota que 
venceu. 
 
Aviso: não confundir bobos com burros. 
 
Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. 
É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a 
célebre frase: "Até tu, Brutus?" 
 
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama! 
 
Os bobos, com suas palhaçadas, devem estar todos no céu. 
 
Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz. 
 
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar 
por bobos. 
 
Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso 
é que os espertos não conseguem passar por bobos. 
 
Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham 
vida. 
 
Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém 
desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem. 
 
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir 
bobo com burro, com tolo, com fútil). 
 
Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem 
por não nascer em Minas! 
 
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. 
 
É quase impossível evitar excesso de amor que um bobo provoca. É 
que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo. 
 
Clarice Lispector, a descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 
1999. 
 
Com base em sua análise, assinale a alternativa que apresenta uma 
interpretação correta de um conceito linguístico ou retórico 
presente no texto: 
 
a) A metáforaa amizade como 
um tipo de relacionamento no qual se busca uma intimidade sem 
reservas, Montaigne põe foco em um aspecto das relações pessoais 
que, se foi complexo em seu tempo, seguramente é problemático na 
sociedade ocidental contemporânea. 
 
É uma característica de seus dias atuais o crescente individualismo, 
que alguns pensadores preferem qualificar como narcisista. Vive-se 
em um ambiente no qual, mais do que ser, é preciso parecer. A 
criação da atividade de consultor de imagem nós dá uma dimensão 
da separação cada vez maior entre o que efetivamente somos e a 
imagem que buscamos (ou precisamos) transmitir. 
 
A nossa aparência não busca refletir o que somos mas, em uma 
inversão de significado de “imagem”, é ela quem nos define para 
outros. Em tal contexto, como construir intimidade? E, em 
consequência, como cultivar amizades? 
 
Se tem sido benéfico para o sistema econômico, o individualismo 
narcisista tem transformado, no plano das relações pessoais, campos 
aráveis em terras arenosas. 
 
Milhares de anos atrás, a humanidade foi desafiada e deu uma 
resposta e um salto qualitativo ao aprender a cultivar a terra. Hoje o 
novo desafio é colocado e, novamente, a alternativa pode estar no 
desenvolvimento do cultivo, da cultura da amizade. 
 
Qual é a tese defendida pelo autor? 
 
a) A amizade como uma das coisas mais importantes na vida das 
pessoas. 
b) A amizade como uma das coisas menos importantes na vida das 
pessoas. 
c) A amizade como sendo algo sem muita expressividade na vida 
das pessoas. 
d) A amizade como uma das coisas mais decadentes a cada dia que 
passa na vida das pessoas. 
e) A amizade como sendo sinônimo de retrocesso na vida das 
pessoas. 
 
Questão 14 (FUNVAPI – 2023) 
Texto 
 
A cultura da amizade 
 
A amizade tem sido eleita por pensadores e artistas de diversos 
tempos como uma das coisas mais importantes da vida. Há quem lhe 
atribua importância maior que a do amor. 
 
Em nosso mundo contemporâneo não faltam produções escritas ou 
audiovisuais que coloquem a amizade no mais alto patamar. Porém, 
tanto nas produções de tempos passados como nas de tempos atuais, 
a amizade é tratada como um ideal, no sentido de que é algo difícil 
de ser obtido. 
 
Na Antiguidade Clássica, Cícero já apontava a existência daqueles 
que suprimem a amizade de suas vidas ao comentar que os que assim 
o faziam pareciam-no privar o mundo do sol. Se há um amplo 
reconhecimento de sua importância, por que a amizade é vista e 
apresentada como algo difícil e raro? 
 
Montaigne, em suas reflexões, oferece alguns elementos que nos 
permitem abordar melhor a questão. Ao apresentar a amizade como 
um tipo de relacionamento no qual se busca uma intimidade sem 
reservas, Montaigne põe foco em um aspecto das relações pessoais 
que, se foi complexo em seu tempo, seguramente é problemático na 
sociedade ocidental contemporânea. 
 
É uma característica de seus dias atuais o crescente individualismo, 
que alguns pensadores preferem qualificar como narcisista. Vive-se 
em um ambiente no qual, mais do que ser, é preciso parecer. A 
criação da atividade de consultor de imagem nós dá uma dimensão 
da separação cada vez maior entre o que efetivamente somos e a 
imagem que buscamos (ou precisamos) transmitir. 
 
A nossa aparência não busca refletir o que somos mas, em uma 
inversão de significado de “imagem”, é ela quem nos define para 
outros. Em tal contexto, como construir intimidade? E, em 
consequência, como cultivar amizades? 
 
Se tem sido benéfico para o sistema econômico, o individualismo 
narcisista tem transformado, no plano das relações pessoais, campos 
aráveis em terras arenosas. 
 
Milhares de anos atrás, a humanidade foi desafiada e deu uma 
resposta e um salto qualitativo ao aprender a cultivar a terra. Hoje o 
novo desafio é colocado e, novamente, a alternativa pode estar no 
desenvolvimento do cultivo, da cultura da amizade. 
 
Quanto à linguagem do texto, que tempo e modos verbais são 
predominantes? 
 
a) O tempo passado e o modo indicativo 
b) O tempo presente e o modo indicativo 
c) O tempo futuro e o modo indicativo 
d) O tempo presente e o modo subjuntivo 
e) O tempo passado e o modo subjuntivo 
 
 
 
 
Questão 15 (FUNVAPI – 2023) 
Texto 
 
A cultura da amizade 
 
A amizade tem sido eleita por pensadores e artistas de diversos 
tempos como uma das coisas mais importantes da vida. Há quem lhe 
atribua importância maior que a do amor. 
 
Em nosso mundo contemporâneo não faltam produções escritas ou 
audiovisuais que coloquem a amizade no mais alto patamar. Porém, 
tanto nas produções de tempos passados como nas de tempos atuais, 
a amizade é tratada como um ideal, no sentido de que é algo difícil 
de ser obtido. 
 
Na Antiguidade Clássica, Cícero já apontava a existência daqueles 
que suprimem a amizade de suas vidas ao comentar que os que assim 
o faziam pareciam-no privar o mundo do sol. Se há um amplo 
reconhecimento de sua importância, por que a amizade é vista e 
apresentada como algo difícil e raro? 
 
Montaigne, em suas reflexões, oferece alguns elementos que nos 
permitem abordar melhor a questão. Ao apresentar a amizade como 
um tipo de relacionamento no qual se busca uma intimidade sem 
reservas, Montaigne põe foco em um aspecto das relações pessoais 
que, se foi complexo em seu tempo, seguramente é problemático na 
sociedade ocidental contemporânea. 
 
É uma característica de seus dias atuais o crescente individualismo, 
que alguns pensadores preferem qualificar como narcisista. Vive-se 
em um ambiente no qual, mais do que ser, é preciso parecer. A 
criação da atividade de consultor de imagem nós dá uma dimensão 
da separação cada vez maior entre o que efetivamente somos e a 
imagem que buscamos (ou precisamos) transmitir. 
 
A nossa aparência não busca refletir o que somos mas, em uma 
inversão de significado de “imagem”, é ela quem nos define para 
outros. Em tal contexto, como construir intimidade? E, em 
consequência, como cultivar amizades? 
 
Se tem sido benéfico para o sistema econômico, o individualismo 
narcisista tem transformado, no plano das relações pessoais, campos 
aráveis em terras arenosas. 
 
Milhares de anos atrás, a humanidade foi desafiada e deu uma 
resposta e um salto qualitativo ao aprender a cultivar a terra. Hoje o 
novo desafio é colocado e, novamente, a alternativa pode estar no 
desenvolvimento do cultivo, da cultura da amizade. 
 
O texto revela maior preocupação com: 
 
a) a expressividade 
b) a emotividade 
c) a precisão das informações 
d) a linguagem figurada 
e) a imprecisão das informações 
 
Questão 16 (FUNVAPI – 2023) 
Na frase: 
 
As duas lindas meninas nunca mais foram vistas na pacata cidade. 
 
Qual a classificação morfológica da palavra acima em destaque? 
a) adjunto adnominal 
b) adjunto adverbial 
c) adjetivo simples 
d) predicativo do sujeito 
e) vocativo 
 
Questão 17 (FUNVAPI – 2023) 
Texto 
 
No verdô da minha idade 
 
Patativa do Assaré 
 
 
No verdô da minha idade 
mode acalentá meu choro 
minha vovó de bondade 
falava em grandes tesôro 
era história de reinado 
prencesa, prinspe incantado 
com feiticêra e condão 
essas história ingraçada 
tá selada e carimbada 
dentro do meu coração. 
 
 [...] 
 
Mas porém eu sinto e vejo 
que a grande sodade minha 
não é só de história e bejo 
da querida vovozinha 
demanhazinha bem cedo 
sodade dos meu brinquedo 
meu bodoque e meu bornó 
o meu cavalo de pau 
meu pinhão, meu berimbau 
e a minha carça cotó. 
 
Por que o poeta optou por essa linguagem "matuta", ou seja, pela 
cultura popular e não erudita? 
 
a) Porque tem consciência da importância de se preservar e registrar 
a linguagem do povo, além de valorizar costumes e cenários da 
cultura nordestina. 
 
b) Porque não tem consciência da importância de se registrar com 
linguagem culta, além de não valorizar o padrão formal da língua.utilizada por Lispector sugere que a simplicidade do 
espertos é comparável à complexidade de grandes pensadores. 
b) O uso de antítese enfatiza a diferença entre a liberdade do bobo 
e a opressão da esperteza. 
c) O texto é uma dissertação que defende a ideia de que a esperteza 
é uma qualidade essencial para o sucesso na vida. 
 
 
d) O tom irônico do texto sugere que a figura do bobo deve ser 
ridicularizada na sociedade contemporânea. 
e) A presença de paradoxos no texto revela a contradição entre a 
vida do bobo e as expectativas sociais. 
 
Questão 103 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a função da linguagem predominante no texto a seguir: 
 
Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra 
pescando o que não é palavra. Quando essa não palavra – a 
entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que 
se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora. 
Mas aí cessa a analogia: a não palavra, ao morder a isca, incorporou-
a. O que salva então é ler distraidamente. 
 
(Clarice Lispector) 
 
a) Poética. 
b) Metalinguística. 
c) Emotiva. 
d) Fática. 
e) Conativa. 
 
Questão 104 (FUNVAPI-2025) 
Identifique um parônimo para a palavra “cumprimento”: 
 
a) Comprimento. 
b) Deferido. 
c) Discreto. 
d) Colaborativo. 
e) Contrato. 
 
Questão 105 (FUNVAPI-2025) 
Quanto à colação pronominal, assinale a alternativa incorreta: 
 
a) A colocação pronominal indica a posição dos pronomes átonos - 
me, nos, te, vos, se, o(s), a(s), lhe(s) - em relação ao verbo, do que 
resulta a próclise, a mesóclise e a ênclise. 
b) A colocação pronominal é feita com base em prioridades. O caso 
que tem mais prioridade é a próclise, e se nenhuma das situações 
satisfizer o seu uso, é utilizada a ênclise. 
c) Na próclise, o pronome é colocado antes do substantivo. Isso 
acontece quando a oração contém palavras que atraem o pronome. 
d) A oração: Para começar, joguem-lhes a bola! Contém um 
exemplo de ênclise. 
e) A oração: Rapidamente atendem-nos se formos simpáticos, 
deveria ser escrita: Rapidamente nos antendem se formos 
simpáticos. 
 
Questão 106 (FUNVAPI-2025) 
Qual das alternativas a seguir contém um mecanismo de coesão? 
 
a) Lexical. 
b) Inferência. 
c) Condução. 
d) Contextualização. 
e) Conhecimento de mundo. 
 
Questão 107 (FUNVAPI-2025) 
Qual dos seguintes elementos contribui para a coerência textual? 
 
a) Contradição. 
b) Redundância. 
c) Neologismos. 
d) Organização. 
e) Fidelidade. 
Questão 108 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a alternativa que possui erro no acento grave: 
 
a) Hoje à noite eu irei para a praia. 
b) O nosso encontro será às 18 horas. 
c) O cabelo de Felipe está à moda de Neymar. 
d) O funcionamento é de segunda à sexta. 
e) Nossos pais foram à igreja todos os domingos de março. 
 
Questão 109 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a alternativa em que a classe gramatical está identificada 
de maneira incorreta: 
 
a) Todos ouviram falar mal de você, mas nada fizeram. (conectivo 
aditivo) 
b) Eu preciso de você. (preposição) 
c) Alguém sabe de onde ele veio? (pronome) 
d) Ele fala de uma maneira estranha. (verbo) 
e) Eu já te disse isso! (advérbio) 
 
Questão 110 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir: 
 
AUTORRETRATO 
 
Até hoje, quando me olho ao espelho, fico assombrado. Então, eu 
sou aquilo que aparece escovando os dentes, fazendo a barba, 
verificando o estrago do tempo nos meus olhos? Sempre fui assim? 
Ou fui pior ou melhor? Quando escovo os dentes, por exemplo, sinto 
o gosto da infância que nunca foi embora, que me persegue e, em 
certo sentido, me ameaça. 
 
Não pedi para nascer e muito menos para crescer. Não tenho nada 
com o adulto que substituiu a criança espantada diante do mundo, 
gostando e temendo o mundo. Fugindo e querendo ser do mundo. 
Não sou nostálgico, tenho até aversão aos nostálgicos. Sou 
melancólico — o que é outra coisa, apesar de parecida. Em criança, 
gostava das histórias em que um menino partia para conhecer o 
mundo, envolvia-se com os outros, o gigante que morava no castelo, 
o duende que morava na floresta, a bruxa de olhos verdes que tinha 
uma cesta de maçãs (como na história da Branca de Neve), a fada 
que não tinha rosto, silhueta apenas, e que, apesar de tudo, me 
protegia. 
 
Gostando ou não dessa gente, eu não perdia a noção de que estava 
cumprindo um destino, uma missão: conhecer o mundo. Um dia 
voltaria para dentro de mim, farto dos outros, farto de mim mesmo. 
A busca transformou-se num retorno — por isso, talvez, minha 
atividade mais constante é escrever. Um gesto tão infantil como o de 
escovar os dentes, sentir na boca o gosto da espuma crescendo. 
 
Um rito infantil que talvez nunca tenha mudado, é sempre o mesmo. 
Daí a pouca ou nenhuma importância que dou ao adulto que me 
sucedeu. É um farsante. Finge levar a vida com a seriedade possível, 
mas está louco para que a missão acabe e ele possa voltar a ser o 
menino que cresceu contra a vontade. Por isso, foi mudo até os cinco 
anos, não conseguia pronunciar nenhuma palavra, nenhum som 
articulado. E quando falou, falou errado. Trocava as letras, até os 15 
anos tropeçava nas palavras. Fez testes (científicos na época) para 
avaliar o grau de sua dormência mental. No fundo, ele até que se 
distraía: falar errado ou nada falar era um recurso para não assumir 
a vida que não quis nem pediu. Até que fingiu bem. Entre mortos e 
feridos, teve seus momentos. Mais do que merecia ou precisava. 
Mesmo assim, nunca soube aproveitar esses momentos. Aos outros, 
sempre deu a impressão de não estar ali, de estar indo para outro 
lugar, aflito para ir embora e chegar a um lugar indeterminado onde 
 
 
não é esperado. Mas não importa. A convulsão de ir e de nunca 
chegar é um truque que ele aprendeu sem querer. Seria impossível 
viver sem esse truque. 
 
O menino mudo até os cinco anos só falou quando levou um susto. 
Sua primeira palavra foi um grito. Prometeu-se nunca mais gritar, 
ainda que o preço do não grito fosse a palavra finalmente falada ou 
confusamente escrita. O menino encontrou um ofício, mas não um 
destino. 
 
(Carlos Heitor Cony, do livro O harém das bananeiras) 
 
Leia atentamente o trecho abaixo e indique qual foi a figura de 
linguagem utilizada: 
 
"Quando escovo os dentes, por exemplo, sinto o gosto da infância 
que nunca foi embora, que me persegue e, em certo sentido, me 
ameaça." 
 
a) Prosopopeia. 
b) Anacoluto. 
c) Hipérbole. 
d) Eufemismo. 
e) Metáfora. 
 
Questão 111 (FUNVAPI-2025) 
No trecho “Gostando ou não dessa gente, eu não perdia a noção de 
que estava cumprindo um destino, uma missão: conhecer o mundo. 
Um dia voltaria para dentro de mim, farto dos outros, farto de mim 
mesmo. A busca transformou-se num retorno — por isso, talvez, 
minha atividade mais constante é escrever. Um gesto tão infantil 
como o de escovar os dentes, sentir na boca o gosto da espuma 
crescendo”, o pronome “se” é classificado como: 
 
a) Pronome indefinido. 
b) Pronome reflexivo. 
c) Pronome flexivo. 
d) Pronome interrogativo. 
e) Pronome demonstrativo. 
 
Questão 112 (FUNVAPI-2025) 
Leia o trecho a seguir: 
 
A palavra alegria vem do latim alacer, alecris, que significa 
animado, vivaz, alegre, jovial ou risonho. Então, o estado de alegria 
é uma emoção boa, cheia de satisfação, plenitude e confiança. 
Quando estamos alegres, temos a sensação de que devemos seguir 
em frente. Sentimos vontade de realizar coisas, enfim, de viver. 
 
A alegria é uma atitude, por isso, não devemos esperar que os outros 
nos alegrem. Aliás, é muito ruim quando a gente depende das ações 
dos outros. Afinal, achamos que eles é que tem a obrigação de trazer 
ânimo e satisfação para as nossas vidas. Entenda que você é o único 
responsável pelas suas emoções! 
 
https://blog.eurekka.me/alegria/?ist_privacy_policy=accepted 
 
Com relação à transitividade do verbo no trecho“aliás, é muito ruim 
quando a gente depende das ações dos outros”, é correto afirmar: 
 
a) O verbo “depender” é transitivo direto. 
b) O verbo “depender” é transitivo indireto. 
c) O verbo “depender” é intransitivo. 
d) O verbo “depender” é bitransitivo. 
e) O verbo “depender” é transitivo direto e indireto. 
 
Questão 113 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a alternativa que contém um verbo copulativo: 
 
a) Comprar. 
b) Correr. 
c) Ser. 
d) Pontuar. 
e) Compartilhar. 
 
Questão 114 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto: 
Há 70 anos, em 3 de outubro de 1953, era criada a PETROBRÁS, 
uma empresa estatal que detinha o monopólio da prospecção e 
exploração do petróleo no território brasileiro. A criação da empresa 
foi fruto da campanha “O petróleo é nosso”, iniciada após a eleição 
de Getúlio Vargas para seu segundo, período na Presidência. 
Sete décadas após sua criação, ficaram para trás o acento agudo e o 
foco exclusivo no território brasileiro. A PETROBRAS do século 
XXI opera em 14 países, prioritariamente nas áreas de exploração, 
produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás 
natural e seus derivados, e ganhou reputação internacional no 
desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração 
petrolífera em águas profundas e ultraprofundas. Ficou para trás 
também o caráter 100% estatal. 
Atualmente, PETROBRAS está organizada como sociedade de 
economia mista, submete-se às regras gerais da administração 
pública e não mais detém o monopólio da exploração do petróleo em 
território nacional. Seu papel, no entanto, vai além da obtenção de 
lucro e envolve aspectos como geração de emprego e renda, além da 
promoção do desenvolvimento local nos lugares onde instala suas 
unidades e empreendimentos. Estes, muitas vezes, se situam em 
regiões remotas, que não despertam o apetite de companhias 
privadas. Permanece, assim, uma empresa estratégica para diversos 
aspectos do desenvolvimento econômico do país. 
Renato Coelho. Jornal da UNESP, 3/10/2023 (com adaptações) 
Identifique o gênero textual presente no texto acima: 
a) Ensaio. 
b) Artigo informativo. 
c) Narrativa. 
d) Dissertativo-argumentativo. 
e) Conto. 
Questão 115 (FUNVAPI-2025) 
Leia o trecho a seguir: 
 
E Macabéa, com medo de que o silêncio já significasse uma ruptura, 
disse ao recém-namorado: – Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o 
senhor? 
 
(Clarice Lispector, A hora da estrela, 1977) 
 
No fragmento: “E Macabéa, com medo de”, classifique “com medo 
de”: 
 
a) Transitivo indireto. 
 
 
b) Locução prepositiva. 
c) Intransitivo. 
d) Objeto indireto. 
e) Objeto direto. 
 
Questão 116 (FUNVAPI-2025) 
Analise o trecho a seguir e afirme a opção correta quando à reescrita: 
⁠ 
 
Quando chegar a hora de voltar à sua estrela, poderá ser difícil dizer 
adeus para aquele mundo estranhamente lindo. 
 
(Sempre em frente, filme) 
 
a) É possível substituir o trecho acima por: “Quando chegar a hora 
de voltar a sua estrela, poderá ser difícil dizer adeus para aquele 
mundo estranhamente lindo” sem que haja alterações de sentido. 
b) É possível substituir o verbo “poderá” por “podia” sem que a 
oração sofra alterações de sentido. 
c) É possível substituir “dizer adeus” por “despedir” sem que a 
oração sofra alterações de sentido. 
d) É possível substituir o termo “estrela” por “casa” sem que a frase 
sofra alterações de sentido. 
e) Nenhuma das alternativas acima está correta. 
 
Questão 117 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a figura de linguagem presente no trecho a seguir: 
 
“Chove, Chuva, chove sem parar.” (Jorge Ben Jor) 
 
a) Zeugma. 
b) Prosopopeia. 
c) Metonímia. 
d) Aliteração. 
e) Antítese. 
 
Questão 118 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a alternativa que contém erro quanto ao acento grave: 
 
a) Hoje, nós iremos à praia. 
b) O funcionamento será somente à partir das 11 horas. 
c) A lasanha era à moda do chefe. 
d) Eu enviei um e-mail à coordenação ontem. 
e) Lucas entregou à Letícia uma flor ontem. 
 
Questão 119 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a palavra que contém um erro de ortografia: 
 
a) Lage. 
b) Xícara. 
c) Dirigir. 
d) Jiboia. 
e) Prezado. 
 
Questão 120 (FUNVAPI-2025) 
Qual das opções abaixo não faz parte das 10 classes morfológicas da 
Língua Portuguesa: 
 
a) Verbo. 
b) Interjeição. 
c) Adjunto. 
d) Pronome. 
e) Substantivo. 
 
Questão 121 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a alternativa que contém um vício de linguagem: 
 
a) Modernismo. 
b) Solecismo. 
c) Arcadismo. 
d) Patrimonialismo. 
e) Civismo. 
 
Questão 122 (FUNVAPI-2025) 
Indique a opção abaixo que não representa uma estratégia 
argumentativa: 
 
a) Alusão. 
b) Exemplificação. 
c) Causa e consequência. 
d) Composição. 
e) Enumeração. 
 
Questão 123 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a figura de linguagem presente no trecho a seguir: 
 
“Tive ouro, tive gado, tive fazendas 
Hoje sou funcionário público.” 
(Carlos Drummond de Andrade) 
 
a) Metonímia. 
b) Catacrese. 
c) Eufemismo. 
d) Hipérbole. 
e) Anacoluto. 
 
Questão 124 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a figura de linguagem presente na expressão a seguir: 
 
“pé da mesa” 
 
a) Metonímia. 
b) Zeugma. 
c) Elipse. 
d) Catacrese. 
e) Nenhuma das alternativas. 
 
Questão 125 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a figura de linguagem presente no trecho a seguir: 
 
“vem da sala de linotipos a doce música mecânica.” 
(Carlos Drummond de Andrade) 
 
a) Eufemismo. 
b) Litote. 
c) Elipse. 
d) Catacrese. 
e) Sinestesia. 
 
 
 
Questão 126 (FUNVAPI-2025) 
 
 
Observe os dois textos: 
 
SER PAI [Eno Teodoro Wanke] 
Ser pai, é desdobrar, libra por libra, 
a bolsa, amanhecer com o fedelho 
ao colo — ir trabalhar de olho vermelho, 
mas agüentar a provação com fibra! 
 
Ser pai (melhor diria o velho Coelho) 
é ouvir a gritaria como vibra, 
não ver quando o orçamento se equilibra, 
pegar até mania de conselho... 
 
Ser pai é dar palmadas em fundilhos, 
depois se arrepender, mimar os filhos, 
e ver que assim não adiantou palmada... 
 
Ser pai é padecer dando um sorriso, 
ser pai é ter a vida abagunçada, 
ser pai é ter carência de juízo! 
 
SER GENRO [Álvaro Armando] 
Ser genro é arrebentar fibra por fibra 
o Tesouro. Ser genro é ter o alheio 
bolso do sogro como um farto seio 
onde ouro, aos borbotões, palpita e vibra. 
 
Ser genro é ser morcego que se libra 
sobre o Estado dormindo. É ser anseio. 
Construir quitandinhas sem receio, 
pensando que a roleta se equilibra! 
 
É bem do genro o bem que o sogro goza, 
é a própria vida noutra retratada, 
luz que lhe faz os dias cor-de-rosa. 
 
Ser genro é andar gozando num sorriso. 
Fazer por Niterói menos que nada, 
ser genro é enriquecer num paraíso!... 
 
Com base na relação entre os dois textos, observa-se o procedimento 
de: 
 
a) Sobreposição. 
b) Paragrafação. 
c) Intertextualidade. 
d) Substituição. 
e) Associação. 
 
Questão 127 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir: 
 
Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal 
coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim 
mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada 
pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus 
poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma 
confissão. Ah! Mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí 
vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está 
vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos 
prometida a Eternidade. 
 
Texto escrito pelo poeta para a revista Isto É de 14/11/1984 
https://jornalggn.com.br/noticia/mario-quintana-o-anjo-poeta/ 
 
No trecho "Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu 
mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão", 
considere a transitividade do verbo "escrevi". Assinale a 
alternativa correta: 
 
a) O verbo"escrevi" é transitivo direto, pois exige um objeto direto 
sem a presença de preposição. 
b) O verbo "escrevi" é transitivo indireto, pois exige preposição 
antes do objeto. 
c) O verbo "escrevi" é intransitivo, pois não exige nenhum 
complemento. 
d) O verbo "escrevi" é bitransitivo, pois exige dois objetos (um 
direto e um indireto). 
e) O verbo "escrevi" é de ligação, pois estabelece uma relação de 
identidade entre o sujeito e o predicativo. 
 
Questão 128 (FUNVAPI-2025) 
Qual das palavras abaixo possui um ditongo nasal: 
 
a) Uruguai. 
b) Curioso. 
c) Lição. 
d) Ísis. 
e) Telefone. 
 
Questão 129 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir: 
 
Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas, minhas 
tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de 
excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos. Eu 
caminho, desequilibrada, em cima de uma linha tênue entre a lucidez 
e a loucura. De ter amigos eu gosto porque preciso de ajuda para 
sentir, embora quem se relacione comigo saiba que é por conta 
própria e alto risco. O que tenho de mais obscuro, é o que me 
ilumina. E a minha lucidez é que é perigosa (como dizia Clarice 
Lispector). Se eu pudesse me resumir, diria que sou irremediável! 
 
(Marla de Queiroz) 
https://www.pensador.com/frase/NjA3NDgy/ 
 
Assinale a figura de linguagem presente no texto acima: 
 
a) Antítese. 
b) Paradoxo. 
c) Metáfora. 
d) Comparação. 
e) Sinestesia. 
 
Questão 130 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a alternativa que possui um exemplo de litote: 
 
a) Não é que eles sejam más companhias... 
b) O coração está batendo forte. 
c) Eu não irei amanhã porque estou doente. 
d) A festa será no dia 12 de janeiro. 
e) A Iana chegará atrasada amanhã. 
 
 
 
Questão 131 (FUNVAPI-2025) 
Todas as alternativas estão corretas quanto ao uso do acento 
grave, exceto: 
 
a) Eu vou à terra dos meus avós no final de semana. 
b) A missa acontecerá à moda antiga. 
c) Iremos pegar um vôo às 18 horas. 
d) Pôs-se à escrever. 
e) Sentou-se à máquina. 
 
Questão 132 (FUNVAPI-2025) 
Assinale o padrão que deve ser inserida a data no documento 
conhecido como Ofício, de acordo com o Manual de Redação 
Oficial da Presidência da República: 
 
a) Brasília, 8 de agosto de 2018. 
b) 8 de agosto de 2018, Brasília. 
c) Brasília, agosto, 2018. 
d) 2018, Brasília, 8 de agosto. 
e) Brasília, 2018, 8 de agosto. 
 
Questão 133 (FUNVAPI-2025) 
Identifique qual das opções tem o uso facultativo da crase: 
 
a) O senador fez alusão à/a Nise da Silveira. 
b) Eu fiquei frente à/a frente com o meu pai. 
c) Ontem à/a noite, eu chorei de saudade. 
d) Vou à/a praia neste final de semana. 
e) Iremos às/as 19 horas para Recife. 
 
Questão 134 (FUNVAPI-2025) 
Identifique a oração que contém um adjunto adverbial: 
 
a) Andreza correu depressa na avenida. 
b) Eduardo deu aula de educação física para os alunos. 
c) O barulho da furadeira me incomodava. 
d) Liguei o computador para trabalhar. 
e) Comprei um iphone 15. 
 
Questão 135 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir: 
 
“Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função 
secundária, qual seja a de caracterizar um ser, determinar os 
substantivos, exprimir alguma circunstância.” (CEGALLA, 2007, p. 
363). 
 
Identifique qual das opções abaixo não é um termo acessório da 
oração: 
a) Adjunto adverbial. 
b) Aposto. 
c) Advérbio. 
d) Predicado. 
e) Adjunto adnominal. 
 
 
 
 
 
Questão 136 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir: 
 
“(...) 
 
Isso é isto. Simão Bacamarte achou em si os característicos do 
perfeito equilíbrio mental e moral; pareceu-lhe que possuía a 
sagacidade, a paciência, a perseverança, a tolerância, a veracidade, 
o vigor moral, a lealdade, todas as qualidades enfim que podem 
formar um acabado mentecapto. Duvidou logo, é certo, e chegou 
mesmo a concluir que era ilusão; mas sendo homem prudente, 
resolveu convocar um conselho de amigos, a quem interrogou com 
franqueza. A opinião foi afirmativa. 
 
— Nenhum defeito? 
 
— Nenhum, disse em coro a assembléia. 
 
— Nenhum vício? — Nada. 
 
— Tudo perfeito? 
 
— Tudo. 
 
— Não, impossível, bradou o alienista. 
 
Digo que não sinto em mim essa superioridade que acabo de ver 
definir com tanta magnificência. A simpatia é que vos faz falar. 
Estudo-me e nada acho que justifique os excessos da vossa bondade. 
A assembléia insistiu; o alienista resistiu; finalmente o Padre Lopes 
explicou tudo com este conceito digno de um observador: — Sabe a 
razão por que não vê as suas elevadas qualidades, que aliás todos 
nós admiramos? É porque tem ainda uma qualidade que realça as 
outras: 
 
— a modéstia...” 
 
(Machado de Assis) 
 
De acordo com a leitura do texto, identifique qual é a função da 
linguagem predominante no texto: 
 
a) Emotiva. 
b) Poética. 
c) Fática. 
d) Metalinguística. 
e) Referencial. 
 
Questão 137 (FUNVAPI-2025) 
Identifique qual dos períodos abaixo possui uma oração subordinada 
substantiva completiva nominal: 
 
a) Eu estava desejando doce mais cedo. 
b) O mais importante é vencer o jogo. 
c) Não te liguei porque estava ocupada. 
d) Nosso desejo é te ver feliz! 
e) Temos fé de que a humanidade pare de destruir o planeta. 
 
 
 
 
Questão 138 (FUNVAPI-2025) 
 
 
Leia o texto a seguir: 
 
A Ética nossa de cada dia 
Por Rogério Gava 
 
Você vai ao restaurante com a família. Na hora da conta, vê que o 
garçom se esqueceu de anotar parte do pedido. Dois pratos, na 
verdade. Cem Reais. O diabinho em seu ombro esquerdo (ou direito, 
tanto faz, o errado não tem lado) vibra de alegria. De contentamento. 
De emoção. Que trouxas, vamos aproveitar logo, antes que 
percebam. Eis, no entanto, que do ombro extremo acena o anjo da 
boa conduta. Ele lhe diz que isso não vale a pena, pelo único e 
simples motivo de não ser correto. Afinal, o pessoal do restaurante 
trabalhou, são pessoas como você, estão aí, ganhando a vida, e não 
se pode aproveitar das pessoas desonestamente. Não há nenhuma lei 
que mande você avisar o garçom. Você não será preso se não o fizer. 
Mas a essência do que denominamos de “ética” reside justamente 
nesse aspecto crucial: “vedar o que a lei não veda”. Nenhuma lei 
proíbe o egoísmo, a maldade, o ódio. Ninguém é preso por desejar o 
mal a outrem. Quem me veda de ser um crápula não é a lei: é a 
consciência de que isso é desprezível. A verdade é que há coisas que 
a lei não veda, e que, no entanto, não devemos realizar. “Non omne 
quod licet honestum est”, já diziam os romanos, ensinando que “nem 
tudo o que é legal, é honesto”. A ética de um homem deve ser mais 
exigente do que a legislação. Voltemos ao restaurante: você renuncia 
.... seu próprio interesse e adverte o garçom sobre o erro. Você se 
proíbe de levar vantagem. Você impõe limite ao próprio egoísmo. 
Isso se chama “ética”. Você “perdeu” cem Reais. Com certeza seria 
ridicularizado por muitos. Que bobalhão! Ao sair do restaurante, 
você se olha no espelho e fica satisfeito com quem vê. Na verdade, 
você ganhou muito mais do que o valor que pagou. Ética é 
generosidade; ética é compaixão. Ética é tolerância. É colocar-se no 
lugar do outro e enxergar os interesses do todo acima dos seus. É 
lembrar que, apesar das diferenças e acima delas, estamos todos em 
um mesmo barco. A ética é a base de nossa sociedade democrática e 
só o que a mantém razoavelmente possível. 
 
Essa ética, nascida no bojo da revolução humanista e que nos aquece 
até hoje, tem como princípio supremo o respeito pelo outro, o que 
não é fácil, egoístas que somos por natureza. A ética nos pede um 
esforço sobre nossos desejos. Quando isso não acontece, instala-se 
o caos. Veja a corrupção: no Brasil (e em vários países, é bom que 
se diga sempre) ela grassa. Parece ser um vício universal. A 
corrupção contamina. Vicia. É nojentae perniciosa. E o que é a 
corrupção senão a total falta de ética, de respeito e consideração por 
aqueles que vão conosco pela estrada? Ética começa em casa. 
Começa no coração de cada um de nós. A corrupção não mora só 
nos governos. Na política. Ela mora no dia a dia, na escola, no 
estacionamento, nas ruas. A ética torna nossa vida em sociedade 
minimamente possível. Sem ética acabou-se o futuro. Sem ética 
estaremos no inferno. 
 
(Disponível em: https://www.integracaodaserra.com.br/cronica-
rogerio-gava-a-etica-nossa-de-cada-dia/ –). 
 
Com base no texto "A Ética nossa de cada dia" de Rogério Gava, 
analise as seguintes afirmações sobre a ética e sua aplicação no 
cotidiano e escolha a alternativa que melhor representa a mensagem 
central do autor. 
Qual é a principal mensagem do texto sobre ética e comportamento 
humano? 
 
a) A ética deve ser seguida quando é conveniente e traz benefícios 
pessoais, já que não há penalização legal em caso de desvio. 
b) A ética é um conceito rígido e legalista que deve ser aplicado 
apenas em contextos formais e profissionais. 
c) A ética é uma questão de consciência individual que vai além da 
legislação, requerendo um compromisso com o bem-estar coletivo 
e a renúncia ao egoísmo. 
d) A corrupção é um fenômeno restrito à política e ao governo, e a 
ética deve ser aplicada exclusivamente em ambientes públicos. 
e) O comportamento ético é apenas uma forma de evitar 
problemas legais e sociais, sem impacto real nas relações 
interpessoais. 
 
Questão 139 (FUNVAPI-2025) 
Leia o trecho a seguir: 
 
“Pensaste no sogro e nos cunhados que te esperavam. Estás 
empapado de crepúsculo, por dentro e por fora. Já é de noite. As 
noites sempre nascem dentro dos crepúsculos. [...]. As sombras 
violetas se desfizeram no esterco de morcego da grande noite. A 
solidão se parece com a morte: região dos caminhos onde vagam os 
que já morreram e nos deixaram sós. Eles também estarão sós... A 
morte com seus caminhos de sombra. Os que sentem nos lábios e na 
língua o silêncio único e profundo da terra. Depois da existência 
ficam vagando nos lugares por onde se viveu, silenciosamente, as 
últimas palavras dos que viveram. Depois da existência: quando a 
lua deixa voarem as borboletas de cinza brumosa... E olhaste 
devagar: em torno tudo estava vazio, deserto, silencioso, só as 
estrelas estremeciam. Era noite.” 
 
(DICKE, 1995, p.9) 
(DICKE, Ricardo Guilherme. Cerimônias do esquecimento. 
Cuiabá: EDUFMT, 1995). 
 
Com base no trecho extraído da obra de Ricardo Guilherme Dicke, 
analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta em 
relação à construção e ao efeito de sentido do texto. 
 
Qual das alternativas abaixo melhor caracteriza o uso da linguagem 
no trecho apresentado? 
 
a) O autor utiliza uma linguagem exclusivamente denotativa, 
visando transmitir informações objetivas sobre a morte e a solidão. 
b) As expressões figurativas, como "sombras violetas" e "esterco de 
morcego", criam uma atmosfera de melancolia e desolação, 
intensificando a sensação de vazio existencial. 
c) O texto apresenta uma estrutura gramatical rígida, com frases 
curtas e diretas, enfatizando a clareza e a objetividade na discussão 
do tema da morte. 
d) A repetição de termos relacionados à solidão e à morte serve 
apenas para reforçar a ideia de tristeza, sem adicionar camadas de 
significado ao texto. 
e) O uso de adjetivos superlativos, como "grande" e "único", 
confere um tom otimista ao texto, sugerindo que a morte pode ser 
compreendida de maneira positiva. 
 
 
 
Questão 140 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a alternativa que contém um exemplo de sinestesia: 
 
 
 
a) Com aqueles olhos frios, disse que não gostava mais da 
namorada. 
b) Lara ia participar do congresso na sexta-feira à noite. 
c) Joshua estava organizando uma festa que dava muito trabalho. 
d) Luan ia ao treino toda segunda-feira pela manhã. 
e) Diante do problema, Luana parou e calmamente o resolveu. 
 
Questão 141 (FUNVAPI-2025) 
Quanto ao significado da palavra antissemitismo, assinale a 
alternativa correta: 
 
a) Apreciação positiva dos costumes semitas, promovendo sua 
cultura. 
b) Adoção de políticas favoráveis à inclusão de grupos semitas na 
sociedade. 
c) Respeito e valorização das tradições e religiões semitas. 
d) Indiferença em relação aos semitas, sem expressar opiniões sobre 
eles. 
e) Aversão a alguns povos, em especial aos judeus. 
 
Questão 142 (FUNVAPI-2025) 
 
Leia as canções a seguir e indique a alternativa que contém um 
exemplo de hipérbato: 
 
a) “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas 
De um povo heroico o brado retumbante” 
(Hino Nacional Brasileiro). 
b) “Moro Num país tropical 
Abençoado por Deus 
E bonito por natureza, mas que beleza.” 
(Jorge Ben Jor) 
c) “A novidade veio dar à praia 
Na qualidade rara de sereia 
Metade o busto 
D'uma deusa Maia 
Metade um grande 
Rabo de baleia” 
 
(Gilberto Gil) 
 
d) “Enquanto os homens exercem 
Seus podres poderes 
Motos e fuscas avançam 
Os sinais vermelhos 
E perdem os verdes 
Somos uns boçais.” 
 
(Caetano Veloso) 
 
e) “Preso a canções 
Entregue a paixões 
Que nunca tiveram fim 
Vou me encontrar 
Longe do meu lugar 
Eu, caçador de mim.” 
(Milton Nascimento) 
 
 
 
Questão 143 (FUNVAPI-2025) 
A prosopopeia, figura que se observa no verso “A floresta pede 
socorro”, é também encontrada em: 
 
a) “O feijão estava saboroso.” 
b) “A calçada estava muito quente.” 
c) “Comi um pedaço de melancia com seus alegres caroços.” 
d) “Viver não é muito perigoso?” 
e) “A vida é um grande desafio constante.” 
 
Questão 144 (FUNVAPI-2025) 
Indique em qual das alternativas a seguir o “se” é uma partícula 
apassivadora: 
 
a) Precisa-se de um novo professor. 
b) Se não chover, nós iremos à praia domingo. 
c) Ela se machucou durante a corrida. 
d) Vive-se melhor no campo. 
e) Aprovou-se o novo candidato. 
 
Questão 145 (FUNVAPI-2025) 
Observe a tirinha a seguir: 
 
Com base na análise da tirinha a seguir, assinale a opção que também 
possui a mesma figura de linguagem contida no texto do quadrinho: 
 
a) Eu corri ontem como um queniano. 
b) O tempo parecia que não passava! 
c) A vida dele é um conto de fadas. 
d) A sua esposa já está pronta? 
e) Lucas ia, todos os dias, aos mesmos lugares. 
 
Questão 146 (FUNVAPI-2025) 
Leia o poema a seguir: 
POÇAS D’ÁGUA 
As poças d´água são um mundo mágico 
Um céu quebrado no chão 
Onde em vez de tristes estrelas 
Brilham os letreiros de gás Néon. 
 
(Mario Quintana, Preparativos de viagem, São Paulo, Globo, 
1994.) 
 Levando-se em conta o texto como um todo, é correto afirmar que 
a metáfora presente no primeiro verso se justifica porque as poças: 
a) Refletem a tristeza e a solidão do eu-lírico. 
b) Representam um espaço de sonhos e imaginação. 
c) São comparadas a um mundo real e palpável. 
d) Revelam a fragilidade da vida urbana. 
e) Simbolizam a escuridão da noite e o desconhecido. 
 
 
 
Questão 147 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
Nasce um escritor 
 
O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma 
descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou, toda ela, nos 
encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o 
episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no 
internato, eu vivia da saudade das praias do Pontal onde conhecera 
a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema da minha descrição. 
 
Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula 
seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma 
vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que 
escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, 
o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não 
regateou elogios. Eu acabarade completar onze anos. 
 
Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao 
lado dos futebolistas, os campeões de matemática e de religião, dos 
que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo 
Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de 
me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em 
que estudei no colégio dos jesuítas. 
 
Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: 
o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas 
mãos livros de sua estante. Primeiro “As viagens de Gulliver”, 
depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e 
franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. 
Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norteamericano não 
figurava entre os prediletos do padre Cabral. 
 
Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. 
Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver 
dado o amor aos livros, por me haver me revelado o mundo da 
criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de 
internato, a fazer mais leve a minha prisão, a minha primeira prisão. 
 
(Jorge Amado. “O menino Grapiúna”. Rio de Janeiro: Record, 
1987. p.117-120.) 
 
De acordo com o texto lido, que evento central desencadeia a 
descoberta da vocação literária do narrador? 
a) A leitura de clássicos portugueses. 
b) A escrita de uma descrição sobre o mar. 
c) A entrada no Círculo Literário do colégio. 
d) O encontro com o escritor Mark Twain. 
 
Questão 148 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
Nasce um escritor 
 
O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma 
descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou, toda ela, nos 
encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o 
episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no 
internato, eu vivia da saudade das praias do Pontal onde conhecera 
a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema da minha descrição. 
 Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula 
seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma 
vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que 
escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, 
o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não 
regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos. 
 
Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao 
lado dos futebolistas, os campeões de matemática e de religião, dos 
que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo 
Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de 
me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em 
que estudei no colégio dos jesuítas. 
 
Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: 
o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas 
mãos livros de sua estante. Primeiro “As viagens de Gulliver”, 
depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e 
franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. 
Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norteamericano não 
figurava entre os prediletos do padre Cabral. 
 
Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. 
Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver 
dado o amor aos livros, por me haver me revelado o mundo da 
criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de 
internato, a fazer mais leve a minha prisão, a minha primeira prisão. 
 
(Jorge Amado. “O menino Grapiúna”. Rio de Janeiro: Record, 
1987. p.117-120.) 
 
Segundo o texto, qual é o papel do Padre Cabral na vida do narrador? 
 
a) Impedir que o narrador se dedicasse à literatura. 
b) Isolar o narrador dos demais alunos. 
c) Criticar as primeiras escritas do narrador. 
d) Incentivar e orientar a vocação literária do narrador. 
 
Questão 149 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
Nasce um escritor 
 
O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma 
descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou, toda ela, nos 
encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o 
episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no 
internato, eu vivia da saudade das praias do Pontal onde conhecera 
a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema da minha descrição. 
 
Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula 
seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma 
vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que 
escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, 
o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não 
regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos. 
 
Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao 
lado dos futebolistas, os campeões de matemática e de religião, dos 
que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo 
Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de 
 
 
me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em 
que estudei no colégio dos jesuítas. 
 
Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: 
o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas 
mãos livros de sua estante. Primeiro “As viagens de Gulliver”, 
depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e 
franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. 
Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norteamericano não 
figurava entre os prediletos do padre Cabral. 
 
Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. 
Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver 
dado o amor aos livros, por me haver me revelado o mundo da 
criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de 
internato, a fazer mais leve a minha prisão, a minha primeira prisão. 
 
(Jorge Amado. “O menino Grapiúna”. Rio de Janeiro: Record, 
1987. p.117-120.) 
 
Infere-se do texto que o Círculo Literário representou para o 
narrador: 
 
a) Uma oportunidade de se conectar com outros escritores. 
b) Um espaço de repressão e julgamento. 
c) Um ambiente hostil e competitivo. 
d) Uma experiência irrelevante para sua formação. 
 
Questão 150 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
Nasce um escritor 
 
O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma 
descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou, toda ela, nos 
encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o 
episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no 
internato, eu vivia da saudade das praias do Pontal onde conhecera 
a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema da minha descrição. 
 
Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula 
seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma 
vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que 
escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, 
o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não 
regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos. 
 
Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao 
lado dos futebolistas, os campeões de matemática e de religião, dos 
que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo 
Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de 
me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em 
que estudei no colégio dos jesuítas. 
 
Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: 
o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas 
mãos livros de sua estante. Primeiro “As viagens de Gulliver”, 
depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e 
franceses. Data dessa época minha paixão porCharles Dickens. 
Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norteamericano não 
figurava entre os prediletos do padre Cabral. 
 
Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. 
Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver 
dado o amor aos livros, por me haver me revelado o mundo da 
criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de 
internato, a fazer mais leve a minha prisão, a minha primeira prisão. 
 
(Jorge Amado. “O menino Grapiúna”. Rio de Janeiro: Record, 
1987. p.117-120.) 
 
Qual o significado da frase "Ajudou-me a suportar aqueles dois anos 
de internato, a fazer mais leve a minha prisão, a minha primeira 
prisão"? 
a) O internato foi uma experiência positiva para o narrador. 
b) A leitura e a escrita ajudaram o narrador a lidar com a dificuldade 
do internato. 
c) O narrador não sentiu falta da liberdade durante o internato. 
d) A prisão foi uma experiência necessária para o desenvolvimento 
do narrador. 
 
Questão 151 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
Nasce um escritor 
 
O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma 
descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou, toda ela, nos 
encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados, o 
episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no 
internato, eu vivia da saudade das praias do Pontal onde conhecera 
a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema da minha descrição. 
 
Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula 
seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma 
vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que 
escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, 
o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não 
regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos. 
 
Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao 
lado dos futebolistas, os campeões de matemática e de religião, dos 
que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo 
Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de 
me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em 
que estudei no colégio dos jesuítas. 
 
Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: 
o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas 
mãos livros de sua estante. Primeiro “As viagens de Gulliver”, 
depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e 
franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. 
Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norteamericano não 
figurava entre os prediletos do padre Cabral. 
 
Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. 
Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver 
dado o amor aos livros, por me haver me revelado o mundo da 
criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de 
internato, a fazer mais leve a minha prisão, a minha primeira prisão. 
 
 
 
(Jorge Amado. “O menino Grapiúna”. Rio de Janeiro: Record, 
1987. p.117-120.) 
 
Na frase: “...onde conhecera a liberdade e o sonho.”, qual é o tempo 
do indicativo verbo sublinhado? 
 
a) Presente. 
b) Pretérito perfeito. 
c) Pretérito mais-que-perfeito 
d) Pretérito imperfeito 
 
Questão 152 (FUNVAPI-2025) 
Em se tratando de sinais de pontuação, pode-se afirmar que a vírgula 
e o ponto e vírgula servem, respectivamente, para: 
 
a) separar elementos de uma frase e separar elementos de uma 
enumeração. 
b) separar elementos de uma enumeração e separar elementos de 
uma frase. 
c) indicar uma pause leve na frase e indicar uma pausa total na frase. 
d) indicar uma hesitação na fala e anunciar uma enumeração. 
 
Questão 153 (FUNVAPI-2025) 
Na frase: “Rosemere é uma pessoa insipiente na alfabetização de 
crianças.”, a palavra sublinhada tem como sinônimo: 
 
a) ignorante. 
b) iniciante. 
c) dedicada. 
d) receosa. 
 
Questão 154 (FUNVAPI-2025) 
Com relação aos termos essenciais da oração, ao analisar a frase: 
“Assaltaram a padaria do português ontem à noite.”, pode-se dizer 
que o sujeito dessa oração é: 
 
a) simples. 
b) inexistente. 
c) Indeterminado. 
d) oculto. 
 
Questão 155 (FUNVAPI-2025) 
A classificação da oração subordinada sublinhada “Os alunos que 
estudaram passaram no concurso.”, é: 
a) substantiva objetiva direta 
b) adjetiva restritiva 
c) adjetiva explicativa 
d) substantiva subjetiva 
 
Questão 156 (FUNVAPI-2025) 
Das alternativas a seguir, a única em desacordo com as regras de 
colocação pronominal é: 
 
a) Nunca me esqueci de Daniely. 
b) Dir-te-ei sempre a verdade. 
c) Ele sempre se esforçou para ser o melhor. 
d) Me diga o que aconteceu ontem. 
 
 
 
Questão 157 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
“AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” 
(Rubens Alves) 
 
As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso 
dizer todas. Só algumas. 
 
O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que 
o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O 
corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... 
O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida 
oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o 
cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá 
razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem 
poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do 
poder. 
 
Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora 
saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o 
tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como 
disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já 
velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, 
no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis. 
 
Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, 
enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do 
Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia 
alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia 
alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. 
 
Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era 
sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais 
importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão 
sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão 
sempre mudando...” 
 
É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação 
acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de 
mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a 
educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. 
(...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos 
pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso 
DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? 
Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, 
que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, 
jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. 
 
Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... 
Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo 
para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… 
 
(Revista Educação, edição 125) 
 
O que se pode inferir do texto quando o autor diz: "O saber do 
sábio dá alegria, razões para viver"? 
 
a) Que o conhecimento científico é inútil para a vida. 
b) Que a sabedoria nos conecta com a experiência humana e nos 
dá propósito. 
 
 
c) Que o saber do sábio é superior ao do cientista. 
d) Que a alegria é um sentimento superficial e sem importância. 
 
Questão 158 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
“AS PESSOASAINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” 
(Rubens Alves) 
 
As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso 
dizer todas. Só algumas. 
 
O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que 
o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O 
corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... 
O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida 
oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o 
cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá 
razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem 
poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do 
poder. 
 
Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora 
saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o 
tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como 
disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já 
velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, 
no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis. 
 
Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, 
enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do 
Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia 
alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia 
alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. 
 
Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era 
sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais 
importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão 
sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão 
sempre mudando...” 
 
É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação 
acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de 
mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a 
educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. 
(...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos 
pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso 
DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? 
Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, 
que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, 
jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. 
 
Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... 
Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo 
para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… 
 
(Revista Educação, edição 125) 
 
Segundo Riobaldo, qual é a principal característica das pessoas 
citada no texto? 
 
a) As pessoas são sempre iguais. 
b) As pessoas já foram terminadas e não podem mudar. 
c) As pessoas são perfeitas e não precisam de educação. 
d) As pessoas estão em constante mudança e transformação. 
 
Questão 159 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
“AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” 
(Rubens Alves) 
 
As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso 
dizer todas. Só algumas. 
 
O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que 
o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O 
corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... 
O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida 
oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o 
cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá 
razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem 
poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do 
poder. 
 
Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora 
saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o 
tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como 
disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já 
velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, 
no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis. 
 
Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, 
enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do 
Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia 
alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia 
alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. 
 
Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era 
sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais 
importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão 
sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão 
sempre mudando...” 
 
É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação 
acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de 
mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a 
educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. 
(...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos 
pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso 
DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? 
Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, 
que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, 
jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. 
 
Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... 
Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo 
para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… 
 
(Revista Educação, edição 125) 
 
 
 
De acordo com o texto, qual é o papel da educação no processo de 
desenvolvimento humano? 
 
a) A educação nos torna iguais. 
b) A educação nos impede de mudar. 
c) A educação nos ajuda a mudar e a construir novos mundos. 
d) A educação é inútil para o desenvolvimento humano. 
 
Questão 160 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
“AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” 
(Rubens Alves) 
 
As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso 
dizer todas. Só algumas. 
 
O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que 
o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O 
corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... 
O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida 
oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o 
cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá 
razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem 
poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do 
poder. 
 
Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora 
saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o 
tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como 
disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já 
velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, 
no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis. 
 
Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, 
enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do 
Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia 
alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia 
alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. 
 
Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era 
sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais 
importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão 
sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão 
sempre mudando...” 
 
É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação 
acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de 
mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a 
educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. 
(...) Parece que, ao nos criar,o Criador cometeu um erro (ou nos 
pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso 
DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? 
Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, 
que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, 
jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. 
 
Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... 
Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo 
para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… 
 
(Revista Educação, edição 125) 
 
Que comparação é utilizada no texto para descrever o papel do 
educador? 
 
a) O educador é como um cientista que busca a verdade. 
b) O educador é como um cozinheiro que prepara pratos 
saborosos. 
c) O educador é como uma bruxa que mexe o caldeirão da 
transformação. 
d) O educador é como um sábio que transmite conhecimento. 
 
Questão 161 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
“AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” 
(Rubens Alves) 
 
As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso 
dizer todas. Só algumas. 
 
O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que 
o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O 
corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... 
O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida 
oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o 
cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá 
razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem 
poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do 
poder. 
 
Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora 
saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o 
tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como 
disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já 
velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, 
no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis. 
 
Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, 
enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do 
Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia 
alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia 
alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. 
 
Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era 
sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais 
importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão 
sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão 
sempre mudando...” 
 
É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação 
acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de 
mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a 
educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. 
(...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos 
pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso 
DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? 
Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, 
que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, 
jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. 
 
 
 
Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... 
Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo 
para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… 
 
(Revista Educação, edição 125) 
 
Infere-se que a principal mensagem deixada pelo texto é que: 
 
a) a sabedoria é mais importante que a ciência. 
b) a ciência é mais importante que a sabedoria. 
c) a educação é um processo de igualização. 
d) a vida humana é completa e não precisa de mudanças. 
 
Questão 162 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
“AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” 
(Rubens Alves) 
 
As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso 
dizer todas. Só algumas. 
 
O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que 
o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O 
corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... 
O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida 
oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o 
cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá 
razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem 
poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do 
poder. 
 
Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora 
saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o 
tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como 
disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já 
velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, 
no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis. 
 
Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, 
enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do 
Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia 
alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia 
alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. 
 
Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era 
sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais 
importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão 
sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão 
sempre mudando...” 
 
É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação 
acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de 
mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a 
educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. 
(...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos 
pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso 
DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? 
Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, 
que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, 
jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. 
Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... 
Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo 
para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… 
 
(Revista Educação, edição 125) 
 
Qual é a função sintática do termo sublinhado na frase: "O sábio 
conhece com a boca"? 
 
a) Objeto direto 
b) Objeto indireto 
c) Complemento nominal 
d) Adjunto adverbial 
 
Questão 163 (FUNVAPI-2025) 
 Leia o texto a seguir para responder a questão: 
 
“AS PESSOAS AINDA NÃO FORAM TERMINADAS...” 
(Rubens Alves) 
 
As diferenças entre um sábio e um cientista? São muitas e não posso 
dizer todas. Só algumas. 
 
O sábio conhece com a boca, o cientista, com a cabeça. Aquilo que 
o sábio conhece tem sabor, é comida, conhecimento corporal. O 
corpo gosta. A palavra “sapio”, em latim, quer dizer “eu degusto”... 
O sábio é um cozinheiro que faz pratos saborosos com o que a vida 
oferece. O saber do sábio dá alegria, razões para viver. Já o que o 
cientista oferece não tem gosto, não mexe com o corpo, não dá 
razões para viver. O cientista retruca: “Não tem gosto, mas tem 
poder”... É verdade. O sábio ensina coisas do amor. O cientista, do 
poder. 
 
Para o cientista, o silêncio é o espaço da ignorância. Nele não mora 
saber algum; é um vazio que nada diz. Para o sábio o silêncio é o 
tempo da escuta, quando se ouve uma melodia que faz chorar, como 
disse Fernando Pessoa num dos seus poemas. Roland Barthes, já 
velho, confessou que abandonara os saberes faláveis e se dedicava, 
no seu momento crepuscular, aos sabores inefáveis.Outra diferença é que para ser cientista há de se estudar muito, 
enquanto para ser sábio não é preciso estudar. Um dos aforismos do 
Tao-Te-Ching diz o seguinte: “Na busca dos saberes, cada dia 
alguma coisa é acrescentada. Na busca da sabedoria, cada dia 
alguma coisa é abandonada”. O cientista soma. O sábio subtrai. 
 
Riobaldo, ao que me consta, não tinha diploma. E, não obstante, era 
sábio. Vejam só o que ele disse: “O senhor mire e veja: o mais 
importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão 
sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão 
sempre mudando...” 
 
É só por causa dessa sabedoria que há educadores. A educação 
acontece enquanto as pessoas vão mudando, para que não deixem de 
mudar. Se as pessoas estivessem prontas não haveria lugar para a 
educação. O educador ajuda os outros a irem mudando no tempo. 
(...) Parece que, ao nos criar, o Criador cometeu um erro (ou nos 
pregou uma peça!): deu-nos um DNA incompleto. E porque nosso 
DNA é incompleto somos condenados a pensar. Pensar para quê? 
Para inventar a vida! É por isso, porque nosso DNA é incompleto, 
 
 
que inventamos poesia, culinária, música, ciência, arquitetura, 
jardins, religiões, esses mundos a que se dá o nome de cultura. 
 
Pra isso existem os educadores: para cumprir o dito do Riobaldo... 
Uma escola é um caldeirão de bruxas que o educador vai mexendo 
para “desigualizar” as pessoas e fazer outros mundos nascerem… 
 
(Revista Educação, edição 125) 
 
Na frase: "Aquilo que o sábio conhece tem sabor", qual a 
classificação da oração em destaque? 
 
a) oração subordinada substantiva subjetiva 
b) oração subordinada adjetiva restritiva 
c) oração subordinada substantiva objetiva direta 
d) oração subordinada adverbial comparativa 
 
Questão 164 (FUNVAPI-2025) 
Qual é a classificação do verbo grifado na oração: “Prefiro estudar a 
navegar na internet”: 
 
a) verbo transitivo direto e indireto 
b) verbo transitivo indireto 
c) verbo transitivo direto 
d) verbo intransitivo 
 
Questão 165 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a alternativa em que a regência nominal 
está INCORRETA: 
 
a) tenho aversão a injustiças. 
b) sou grato pelo apoio que recebi. 
c) ele é dependente de drogas. 
d) ela tem necessidade em atenção. 
 
Questão 166 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a alternativa em que a regência verbal está CORRETA: 
 
a) nós fomos na festa e nos divertimos muito. 
b) eu prefiro café do que chá. 
c) ele assistiu o jogo ontem à noite. 
d) ela obedeceu aos pais com alegria. 
 
Questão 167 (FUNVAPI-2025) 
Com relação à coesão e coerência, marque a única 
alternativa INCORRETA: 
 
a) coesão e coerência são conceitos importantes para a construção 
de sentido de um texto. 
b) a coerência é a ligação entre os elementos linguísticos, enquanto 
a coesão é a relação entre as ideias. 
c) a coesão é a ligação entre os elementos linguísticos, enquanto a 
coerência é a relação entre as ideias. 
d) a coesão é linguística, ou seja, é baseada em mecanismos 
gramaticais. 
 
Questão 168 (FUNVAPI-2025) 
Em relação ao sujeito da oração: “Nesta casa, precisa-se de 
costureira.”, pode-se dizer que é: 
 
a) Nesta Casa. 
b) Costureira. 
c) Indeterminado. 
d) Simples. 
 
Questão 169 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
 
O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato) 
 
O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando 
sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa 
matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de 
seus filhos. 
 
Sim, é este o sentido da vida, ou não. 
 
O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência 
das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar-
se ou entristecer-se. 
 
Sim, é este o sentido da vida, ou não. 
 
Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma 
velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se 
no cipoal das palavras? 
 
Sim, o sentido da vida é este, ou não. 
 
Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, 
consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar 
o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas 
neblina, mistério? 
 
Sim, o sentido da vida é bem este, ou não. 
 
Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma 
coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos 
pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em 
resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, 
sonhar? 
 
Sim, o sentido da vida é bem este – ou não. 
 
Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a 
insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria? 
 
Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.? 
 
Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a 
estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade 
intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as 
miragens? 
 
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. 
 
Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamente às ideias de 
grande extensão, consumir-se como o fogo e ver apagar-se a chama? 
Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, 
esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão? 
 
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. 
 
 
Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a 
busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão. 
 
Porque é isto – buscar – o sentido da vida. 
 
(Texto adaptado – O Estado de S. Paulo) 
 
Qual é a ideia central do texto? 
 
a) A vida é uma jornada de sofrimento e desilusão. 
b) O sentido da vida é encontrar respostas definitivas. 
c) A busca pelo sentido da vida é mais importante que as respostas. 
d) A vida é um ciclo previsível e sem mistérios. 
 
Questão 170 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
 
O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato) 
 
O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando 
sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa 
matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de 
seus filhos. 
 
Sim, é este o sentido da vida, ou não. 
 
O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência 
das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar-
se ou entristecer-se. 
 
Sim, é este o sentido da vida, ou não. 
 
Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma 
velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se 
no cipoal das palavras? 
 
Sim, o sentido da vida é este, ou não. 
 
Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, 
consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar 
o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas 
neblina, mistério? 
 
Sim, o sentido da vida é bem este, ou não. 
 
Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma 
coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos 
pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em 
resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, 
sonhar? 
 
Sim, o sentido da vida é bem este – ou não. 
 
Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a 
insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria? 
Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.? 
 
Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a 
estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade 
intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as 
miragens? 
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. 
Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamente às ideias de 
grande extensão, consumir-se como o fogo e ver apagar-sea chama? 
Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, 
esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão? 
 
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. 
 
Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a 
busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão. 
 
Porque é isto – buscar – o sentido da vida. 
 
(Texto adaptado – O Estado de S. Paulo) 
 
Qual é a visão inicial do autor sobre o sentido da vida? 
 
a) Cumprir o ciclo natural de vida e morte. 
b) Encontrar a felicidade plena. 
c) Alcançar o sucesso material. 
d) Desvendar os mistérios do universo. 
 
Questão 171 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
 
O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato) 
 
O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando 
sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa 
matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de 
seus filhos. 
 
Sim, é este o sentido da vida, ou não. 
 
O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência 
das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar-
se ou entristecer-se. 
 
Sim, é este o sentido da vida, ou não. 
 
Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma 
velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se 
no cipoal das palavras? 
 
Sim, o sentido da vida é este, ou não. 
 
Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, 
consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar 
o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas 
neblina, mistério? 
 
Sim, o sentido da vida é bem este, ou não. 
 
Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma 
coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos 
pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em 
resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, 
sonhar? 
 
Sim, o sentido da vida é bem este – ou não. 
 
 
 
Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a 
insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria? 
Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.? 
 
Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a 
estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade 
intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as 
miragens? 
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. 
Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamente às ideias de 
grande extensão, consumir-se como o fogo e ver apagar-se a chama? 
Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, 
esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão? 
 
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. 
 
Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a 
busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão. 
 
Porque é isto – buscar – o sentido da vida. 
 
(Texto adaptado – O Estado de S. Paulo) 
 
Que metáfora o autor usa para descrever a busca pelo sentido da 
vida? 
 
a) A busca por um tesouro escondido. 
b) A busca por uma estrela inatingível. 
c) A busca por um paraíso perdido. 
d) A busca por um caminho sem volta. 
 
Questão 172 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
 
O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato) 
 
O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando 
sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa 
matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de 
seus filhos. 
 
Sim, é este o sentido da vida, ou não. 
 
O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência 
das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar-
se ou entristecer-se. 
 
Sim, é este o sentido da vida, ou não. 
 
Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma 
velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se 
no cipoal das palavras? 
 
Sim, o sentido da vida é este, ou não. 
 
Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, 
consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar 
o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas 
neblina, mistério? 
 
Sim, o sentido da vida é bem este, ou não. 
 
Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma 
coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos 
pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em 
resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, 
sonhar? 
 
Sim, o sentido da vida é bem este – ou não. 
 
Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a 
insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria? 
Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.? 
 
Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a 
estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade 
intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as 
miragens? 
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. 
Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamente às ideias de 
grande extensão, consumir-se como o fogo e ver apagar-se a chama? 
Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, 
esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão? 
 
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. 
 
Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a 
busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão. 
 
Porque é isto – buscar – o sentido da vida. 
 
(Texto adaptado – O Estado de S. Paulo) 
 
O que se pode inferir do texto acerca da busca pelo sentido da vida? 
 
a) A busca é uma jornada individual e solitária. 
b) A busca é marcada por certezas e respostas definitivas. 
c) A busca é um caminho fácil e sem obstáculos. 
d) A busca é um processo contínuo e incerto, mas essencial. 
 
Questão 173 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
 
O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato) 
 
O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando 
sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa 
matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de 
seus filhos. 
 
Sim, é este o sentido da vida, ou não. 
 
O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência 
das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar-
se ou entristecer-se. 
 
Sim, é este o sentido da vida, ou não. 
 
Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma 
velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se 
no cipoal das palavras? 
 
 
 
Sim, o sentido da vida é este, ou não. 
 
Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, 
consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar 
o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas 
neblina, mistério? 
 
Sim, o sentido da vida é bem este, ou não. 
 
Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma 
coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos 
pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em 
resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, 
sonhar? 
 
Sim, o sentido da vida é bem este – ou não. 
 
Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a 
insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria? 
Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.? 
 
Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a 
estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade 
intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as 
miragens? 
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. 
Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamentec) Porque não é uma pessoa versada na linguagem culta e, desse 
modo, procura registrar a linguagem coloquial para confrontar com 
os eruditos. 
 
d) Porque apresenta total desprezo pelo falar erudito, apesar de ter 
plena consciência de estar apresentando uma linguagem pobre e sem 
prestígio. 
 
e) Porque tem como objetivo apresentar uma linguagem sem 
prestígio e, com isso, desencadear comentários a cerca desse modo 
rude de falar. 
 
Questão 18 (FUNVAPI – 2023) 
Identifique a alternativa em que TODAS as palavras foram formadas 
por derivação parassintética. 
 
a) infelizmente - amanhecer - entardecer 
b) esburacar - amolecer - empalidecer 
c) ensurdecer - remexer - adorável 
d) mexido - desnutrição - indecente 
e) ilegal - amoral - nutrição 
 
 
Questão 19 (FUNVAPI – 2023) 
Qual o processo de formação do termo DESNIVELAR? 
 
a) derivação imprópria 
b) derivação prefixal e sufixal 
c) derivação parassintética 
d) derivação sufixal 
e) derivação regressiva 
 
Questão 20 (FUNVAPI – 2023) 
Assinale a alternativa ERRADA quanto à colocação pronominal. 
 
a) Vestiu-se como esmero. 
b) Tudo parecia deixá-la cada vez mais bela. 
c) Jamais perdoarei-lhe por tudo o que me fez. 
d) Isso não se diz, menina! 
e) Nada nos amedrontava. 
 
Questão 21 (FUNVAPI – 2022) 
POEMA DE SETE FACES 
 
Quando nasci, um anjo torto 
Desses que vivem na sombra 
Disse: Vai, Carlos! Ser Gauche na vida. 
 
As casas espiam os homens 
Que correm atrás de mulheres. 
A tarde talvez fosse azul, 
Não houvesse tantos desejos. 
 
O bonde passa cheio de pernas: 
Pernas brancas pretas amarelas. 
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. 
Porém meus olhos Não perguntam nada. 
 
O homem atrás do bigode 
É sério, simples e forte. 
Quase não conversa. 
Tem poucos, raros amigos 
O homem atrás dos óculos e do bigode. 
 
Meu Deus, por que me abandonaste 
Se sabias que eu não era deus 
Se sabias que eu era fraco. 
 
Mundo mundo vasto mundo, 
Se eu me chamasse Raimundo 
Seria uma rima. não seria uma solução. 
Mundo mundo vasto mundo 
Mais vasto é meu coração. 
 
Eu não devia te dizer 
Mas essa lua 
Mas esse conhaque 
Botam a gente comovido como o diabo. 
 
Carlos Drummond de Andrade 
Na segunda estrofe, o mundo exterior é descrito pela ótica do eu 
lírico. O que parece interessar mais às pessoas que fazem parte do 
mundo exterior? 
 
a) As relações humanas parecem se reduzir ao desejo sexual. a urna 
espécie de ''caça sexual'' 
b) As relações humanas parecem se reduzir ao desejo de possuir 
bens materiais, uma espécie de ''caça material". 
c) As relações humanas parecem se reduzir ao desejo incontrolável 
pelo ódio, uma espécie de ''caça ao ódio". 
d) As relações humanas parecem se reduzir ao ostentar riquezas, 
uma espécie de "caça às riquezas". 
e) As relações humanas parecem se reduzir ao vitimar sua presa, 
uma espécie de "caça à presas''. 
 
Questão 22 (FUNVAPI – 2022) 
POEMA DE SETE FACES 
 
Quando nasci, um anjo torto 
Desses que vivem na sombra 
Disse: Vai, Carlos! Ser Gauche na vida. 
 
As casas espiam os homens 
Que correm atrás de mulheres. 
A tarde talvez fosse azul, 
Não houvesse tantos desejos. 
 
O bonde passa cheio de pernas: 
Pernas brancas pretas amarelas. 
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. 
Porém meus olhos Não perguntam nada. 
 
O homem atrás do bigode 
É sério, simples e forte. 
Quase não conversa. 
Tem poucos, raros amigos 
O homem atrás dos óculos e do bigode. 
 
Meu Deus, por que me abandonaste 
Se sabias que eu não era deus 
Se sabias que eu era fraco. 
 
Mundo mundo vasto mundo, 
Se eu me chamasse Raimundo 
Seria uma rima. não seria uma solução. 
Mundo mundo vasto mundo 
Mais vasto é meu coração. 
 
Eu não devia te dizer 
Mas essa lua 
Mas esse conhaque 
Botam a gente comovido como o diabo. 
 
Carlos Drummond de Andrade 
Na 4ª estrofe é descrito o "homem atrás dos óculos e do bigode. Que 
diferença há em dizer que o homem "usa óculos e bigode" e dizer 
que está atrás dos óculos e do bigode'"? 
 
a) É como se o homem ficasse à frente desses dois elementos, que 
não têm valor social; como se eles fossem meras alegorias. 
b) E como se o homem se escondesse antes desses dois elementos, 
que têm certo valor social: como se eles fossem máscaras sociais. 
c) É como se o homem se escondes e antes desses dois elementos, 
não tendo valor social simples alegorias. 
d) É corno se o homem apresentasse esses dois elementos não 
possuindo valor social: como sendo objetos de desejo. 
e) É como se o homem se escondesse atrás desses dois elementos. 
não existindo relação alguma com valor social; sendo meras 
alegorias possuídas. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 23 (FUNVAPI – 2022) 
POEMA DE SETE FACES 
 
Quando nasci, um anjo torto 
Desses que vivem na sombra 
Disse: Vai, Carlos! Ser Gauche na vida. 
 
As casas espiam os homens 
Que correm atrás de mulheres. 
A tarde talvez fosse azul, 
Não houvesse tantos desejos. 
 
O bonde passa cheio de pernas: 
Pernas brancas pretas amarelas. 
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. 
Porém meus olhos Não perguntam nada. 
 
O homem atrás do bigode 
É sério, simples e forte. 
Quase não conversa. 
Tem poucos, raros amigos 
O homem atrás dos óculos e do bigode. 
 
Meu Deus, por que me abandonaste 
Se sabias que eu não era deus 
Se sabias que eu era fraco. 
 
Mundo mundo vasto mundo, 
Se eu me chamasse Raimundo 
Seria uma rima. não seria uma solução. 
Mundo mundo vasto mundo 
Mais vasto é meu coração. 
 
Eu não devia te dizer 
Mas essa lua 
Mas esse conhaque 
Botam a gente comovido como o diabo. 
 
Carlos Drummond de Andrade 
No verso ''Meu Deus por que me abandonaste'' o termo em destaque 
classifica-se morfologicamente como sendo: 
 
a) substantivo abstrato 
b) substantivo concreto 
c) adjetivo pátrio 
d) vocativo 
e) aposto 
 
Questão 24 (FUNVAPI – 2022) 
A palavra PIAUIENSE é: 
 
a) adjetivo superlativo 
b) substantivo pátrio 
c) adjetivo biforme 
d) advérbio de lugar 
e) adjetivo pátrio 
 
Questão 25 (FUNVAPI – 2022) 
Assinale a alternativa em que o termo em destaque é pronome 
relativo. 
 
a) Este século está trazendo avanços na tecnologia. 
b) Algum dinheiro ele ganhou. 
c) quero saber que time ganhou a partida ontem. 
d) A propaganda que criamos ganhou um prêmio. 
e) Transmiti teu recado. 
Questão 26 (FUNVAPI – 2022) 
Triste de quem vive em casa 
Contente com o seu lar. 
Sem que um sonho, no erguer de asa. 
Faça até mais rubra a brasa 
Da lareira a abandonar 
 
Triste de quem é feliz! 
Vive porque a vida é dura 
Nada na alma lhe diz 
Mais que a lição da raiz 
Ter por, vida a sepultura. 
 
Eras sobre eras se somem 
No tempo que em eras vem. 
Ser descontente é ser homem. 
 
Fernando Pessoa 
 
Na primeira estrofe, o que motiva a tristeza segundo o eu lírico? 
 
a) O fato de alguém não sonhar, não ter ideais. 
b) O fato de alguém sonhar, ter ideais. 
c) O fato de alguém idealizar seu lar, seus ideais. 
d) O fato de alguém não ter com quem dialogar sobre seus ideais. 
e) O fato de alguém se mostrar sonhador e ter ideais. 
 
Questão 27 (FUNVAPI – 2022) 
Triste de quem vive em casa 
Contente com o seu lar. 
Sem que um sonho, no erguer de asa. 
Faça até mais rubra a brasa 
Da lareira a abandonar 
 
Triste de quem é feliz! 
Vive porque a vida é dura 
Nada na alma lhe diz 
Mais que a lição da raiz 
Ter por, vida a sepultura. 
 
Eras sobre eras se somem 
No tempo que em eras vem. 
Ser descontente é ser homem. 
 
Fernando Pessoa 
Nos versos: 
 
''Triste de quem vive em casa, Contente com o seu lar,'' 
 
Identifique os sentidos das preposições destacadas 
 
a) Lugar e modo 
b) Lugar e tempo 
c) Lugar e direção 
d) Lugar e finalidade 
e) Lugar e causa 
 
Questão 28 (FUNVAPI – 2022) 
Assinale a frase em que o verbo destacado está com a regência 
INCORRETA. 
 
a) O professoràs ideias de 
grande extensão, consumir-se como o fogo e ver apagar-se a chama? 
Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, 
esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão? 
 
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não. 
 
Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a 
busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão. 
 
Porque é isto – buscar – o sentido da vida. 
 
(Texto adaptado – O Estado de S. Paulo) 
 
Qual é a função sintática do termo sublinhado na frase: 
"deixando sob a terra este antigo corpo"? 
 
a) Adjunto adverbial. 
b) Adjunto adnominal. 
c) Objeto direto. 
d) Objeto indireto. 
 
Questão 174 (FUNVAPI-2025) 
Com relação ao processo de formação de palavras, assinale a única 
alternativa abaixo que traz vocábulos formados por SUFIXAÇÃO: 
 
a) infeliz, maldade, goleiro. 
b) felizmente, realizar, garotinho. 
c) realmente, infeliz, boiada. 
d) desleal, casinha, chuvisco. 
 
 
 
 
 
Questão 175 (FUNVAPI-2025) 
Qual é a função sintática da palavra sublinhada na seguinte frase: 
“Apresentei a minha namorada aos meus familiares ontem à noite.”: 
 
a) complemento nominal. 
b) adjunto adnominal. 
c) objeto indireto. 
d) objeto direto. 
 
Questão 176 (FUNVAPI-2025) 
Em se tratando de sinais de pontuação, a única alternativa 
escrita CORRETAMENTE segundo as regras gramaticais da 
língua portuguesa é: 
 
a) Rosemere venha aqui! 
b) Ariano Suassuna, professor e escritor brasileiro morreu em 2014. 
c) Há quatro operações fundamentais na matemática: adição, 
subtração, divisão e multiplicação. 
d) Adoro trabalhar mas também gosto de passear. 
 
Questão 177 (FUNVAPI-2025) 
A única alternativa que traz uma oração subordinada substantiva 
subjetiva é: 
 
a) A minha vontade é que seja feliz. 
b) É essencial que você vença a partida. 
c) Todo ser humano precisa de paz. 
d) Tenho esperança de que as crianças sejam melhor educadas. 
 
Questão 178 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a única alternativa que traz a regência CORRETA do 
verbo empregado: 
 
a) Os constantes roubos implicaram no fechamento dos negócios. 
b) Cheguei em João Alfredo ontem à noite. 
c) Semana passada assisti um filme de grande sucesso. 
d) O trabalhador visava ao mais alto posto na empresa. 
 
Questão 179 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a alternativa INCORRETA no tocante às regras de 
colocação pronominal da gramática da língua portuguesa: 
 
a) Te amo, querida! 
b) Ensinaram-lhe fazer o correto. 
c) Dar-lhe-ei o aprendizado necessário. 
d) Gostaria de beijar-te muito. 
 
Questão 180 (FUNVAPI-2025) 
Das alternativas abaixo, a única 
escrita CORRETAMENTE segundo as regras gramaticais de uso 
da crase é: 
 
a) Fui à Paris ano passado. 
b) Dia à dia as coisas vêm se ajustando. 
c) Saí de casa às 15h15, na semana passada. 
d) Voltei à estudar mais cedo. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 181 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a 
vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. 
Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria 
imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não 
é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A 
felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num 
abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por 
exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu 
certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro 
que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela 
perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção 
de felicidade pela carência. 
 
Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. 
Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela 
não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de 
felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é 
possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só 
acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e 
outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da 
felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz 
sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, 
como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que 
está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as 
outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu 
horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha 
sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há 
possibilidade de se ser feliz sozinho. 
 
Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais 
desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da 
humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo 
sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, 
foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a 
redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais 
permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou 
feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque 
que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não 
só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de 
novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a 
filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, 
a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no 
final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, 
casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos 
o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. 
Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe 
que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. 
Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. 
 
Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um 
fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto 
minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, 
superficial, fútil, pequena. 
 
Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, 
e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, 
significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e 
importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. 
Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta 
pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser 
importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma 
vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si 
mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha 
borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. 
Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que 
ela não seja pequena. 
 
(Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: 
https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) 
 
Qual é a principal característica da felicidade, segundo o autor? 
 
a) É um estado contínuo e permanente. 
b) É uma experiência efêmera e episódica. 
c) É um sentimento que depende de bens materiais. 
d) É uma conquista individual e isolada. 
 
Questão 182 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a 
vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. 
Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria 
imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não 
é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A 
felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num 
abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por 
exemplo, em que seu time vence, seja porquealgo que você fez deu 
certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro 
que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela 
perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção 
de felicidade pela carência. 
 
Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. 
Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela 
não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de 
felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é 
possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só 
acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e 
outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da 
felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz 
sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, 
como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que 
está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as 
outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu 
horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha 
sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há 
possibilidade de se ser feliz sozinho. 
 
Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais 
desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da 
humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo 
sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, 
foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a 
redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais 
permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou 
feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque 
que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não 
só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de 
novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a 
filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, 
 
 
a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no 
final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, 
casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos 
o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. 
Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe 
que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. 
Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. 
 
Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um 
fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto 
minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, 
superficial, fútil, pequena. 
 
Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, 
e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, 
significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e 
importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. 
Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta 
pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser 
importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma 
vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si 
mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha 
borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. 
Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que 
ela não seja pequena. 
 
(Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: 
https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) 
 
De acordo com o texto, o que permite a percepção da felicidade? 
 
a) A ausência de momentos tristes. 
b) A comparação com experiências passadas. 
c) A constante busca por novos prazeres. 
d) A carência e a falta de felicidade contínua. 
 
Questão 183 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a 
vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. 
Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria 
imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não 
é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A 
felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num 
abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por 
exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu 
certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro 
que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela 
perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção 
de felicidade pela carência. 
 
Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. 
Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela 
não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de 
felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é 
possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só 
acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e 
outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da 
felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz 
sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, 
como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que 
está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as 
outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu 
horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha 
sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há 
possibilidade de se ser feliz sozinho. 
 
Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais 
desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da 
humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo 
sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, 
foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a 
redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais 
permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou 
feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque 
que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não 
só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de 
novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a 
filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, 
a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no 
final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, 
casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos 
o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. 
Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe 
que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. 
Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. 
 
Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um 
fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto 
minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, 
superficial, fútil, pequena. 
 
Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, 
e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, 
significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e 
importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. 
Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta 
pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser 
importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma 
vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si 
mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha 
borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. 
Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que 
ela não seja pequena. 
 
(Cortella, MárioSérgio. Disponível em: 
https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) 
 
De acordo com o autor do texto, qual é a relação entre felicidade e 
relações humanas? 
a) A felicidade é possível apenas em momentos de solidão. 
b) A felicidade depende exclusivamente de conquistas individuais. 
c) A felicidade é intrinsecamente ligada às relações humanas. 
d) A felicidade é um estado de espírito independente do convívio 
social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 184 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a 
vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. 
Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria 
imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não 
é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A 
felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num 
abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por 
exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu 
certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro 
que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela 
perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção 
de felicidade pela carência. 
 
Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. 
Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela 
não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de 
felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é 
possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só 
acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e 
outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da 
felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz 
sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, 
como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que 
está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as 
outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu 
horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha 
sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há 
possibilidade de se ser feliz sozinho. 
 
Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais 
desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da 
humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo 
sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, 
foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a 
redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais 
permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou 
feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque 
que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não 
só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de 
novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a 
filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, 
a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no 
final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, 
casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos 
o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. 
Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe 
que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. 
Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. 
 
Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um 
fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto 
minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, 
superficial, fútil, pequena. 
 
Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, 
e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, 
significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e 
importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. 
Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta 
pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser 
importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma 
vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si 
mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha 
borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. 
Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que 
ela não seja pequena. 
 
(Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: 
https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) 
 
Qual é a principal questão que a humanidade busca responder, 
segundo o texto? 
 
a) Qual o sentido da vida e como transcender a banalidade. 
b) Como acumular mais bens materiais. 
c) Como alcançar a fama e o reconhecimento social. 
d) Como dominar a natureza e controlar o futuro. 
 
Questão 185 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a 
vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. 
Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria 
imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não 
é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A 
felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num 
abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por 
exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu 
certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro 
que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela 
perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção 
de felicidade pela carência. 
 
Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. 
Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela 
não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de 
felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é 
possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só 
acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e 
outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da 
felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz 
sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, 
como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que 
está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as 
outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu 
horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha 
sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há 
possibilidade de se ser feliz sozinho. 
 
Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais 
desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da 
humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo 
sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, 
foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a 
redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais 
permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou 
feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque 
que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não 
só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de 
novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a 
 
 
filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, 
a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no 
final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, 
casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos 
o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. 
Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe 
que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegadoa essa hora. 
Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. 
 
Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um 
fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto 
minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, 
superficial, fútil, pequena. 
 
Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, 
e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, 
significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e 
importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. 
Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta 
pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser 
importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma 
vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si 
mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha 
borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. 
Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que 
ela não seja pequena. 
 
(Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: 
https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) 
 
Infere-se do texto que a diferença entre ser famoso e ser importante 
é: 
a) Ser famoso garante a felicidade, ser importante não. 
b) Ser famoso é ter reconhecimento público, ser importante é ser 
relevante para as pessoas. 
c) Ser famoso é ter muitos bens materiais, ser importante é ter 
sabedoria. 
d) Ser famoso é ter poder, ser importante é ter influência. 
 
Questão 186 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a 
vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. 
Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria 
imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não 
é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A 
felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num 
abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por 
exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu 
certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro 
que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela 
perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção 
de felicidade pela carência. 
 
Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. 
Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela 
não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de 
felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é 
possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só 
acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e 
outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da 
felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz 
sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, 
como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que 
está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as 
outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu 
horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha 
sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há 
possibilidade de se ser feliz sozinho. 
 
Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais 
desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da 
humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo 
sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, 
foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a 
redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais 
permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou 
feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque 
que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não 
só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de 
novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a 
filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, 
a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no 
final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, 
casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos 
o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. 
Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe 
que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. 
Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. 
 
Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um 
fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto 
minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, 
superficial, fútil, pequena. 
 
Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, 
e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, 
significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e 
importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. 
Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta 
pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser 
importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma 
vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si 
mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha 
borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. 
Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que 
ela não seja pequena. 
 
(Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: 
https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) 
 
Qual é a função sintática do termo sublinhado na frase: "Felicidade 
é uma vibração intensa"? 
 
a) Sujeito 
b) Objeto direto 
c) Predicativo do sujeito 
d) Complemento nominal 
 
 
 
 
 
 
Questão 187 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a 
vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. 
Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria 
imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não 
é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A 
felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num 
abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por 
exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu 
certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro 
que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela 
perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção 
de felicidade pela carência. 
 
Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. 
Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela 
não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de 
felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é 
possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só 
acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e 
outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da 
felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz 
sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, 
como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que 
está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as 
outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu 
horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha 
sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há 
possibilidade de se ser feliz sozinho. 
 
Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais 
desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da 
humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde queo homo 
sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, 
foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a 
redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais 
permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou 
feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque 
que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não 
só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de 
novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a 
filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, 
a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no 
final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, 
casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos 
o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. 
Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe 
que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. 
Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. 
 
Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um 
fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto 
minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, 
superficial, fútil, pequena. 
 
Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, 
e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, 
significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e 
importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. 
Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta 
pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser 
importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma 
vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si 
mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha 
borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. 
Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que 
ela não seja pequena. 
 
(Cortella, Mário Sérgio. Disponível em: 
https://www.pensador.com/mario_sergio_cortella_textos/) 
 
Qual é a função sintática do termo "me" na frase: "Quando alguém 
me leva pra dentro"? 
 
a) Sujeito 
b) Objeto direto 
c) Objeto indireto 
d) Complemento nominal 
 
Questão 188 (FUNVAPI-2025) 
A única alternativa que NÃO traz uma oração coordenada sindética 
adversativa é: 
 
a) Gosta do campo, mas também de praia. 
b) Leio muito e não aprendo. 
c) Márcia estudou demais, porém foi reprovada no concurso. 
d) Aqui é muito frio, todavia dá para aguentar. 
 
Questão 189 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a única alternativa em que há ERRO de pontuação: 
 
a) Parabéns, querido André! 
b) Naquela manhã, todos dormiam tranquilamente. 
c) Recife, capital mundial do frevo, ficou lotada para o carnaval. 
d) Hoje o clima está agradável pois choveu durante a madrugada. 
 
Questão 190 (FUNVAPI-2025) 
Na frase: “Ainda não se sabe o porquê das ameaças feitas pelo 
presidente dos Estados Unidos ao mundo.”, qual é a classificação 
morfológica da palavra sublinhada? 
 
a) pronome 
b) substantivo 
c) conjunção 
d) advérbio 
 
Questão 191 (FUNVAPI-2025) 
Assinale a única alternativa que 
completa CORRETAMENTE e RESPECTIVAMENTE as 
frases abaixo, de acordo com o sentido de cada uma delas: 
 
I. O juiz __________ o réu. 
II. O réu __________ o seu comparsa. 
III. O policial ___________ a arma do crime. 
 
a) absolveu; delatou; prendeu. 
b) absorveu; dilatou; apreendeu. 
c) absolveu; delatou; apreendeu. 
d) absolveu; dilatou; prendeu. 
 
 
 
 
Questão 192 (FUNVAPI-2025) 
De acordo com o novo acordo ortográfico, qual das alternativas 
abaixo traz a palavra grafada CORRETAMENTE: 
 
a) paranoico 
b) enjôo 
c) crêem 
d) anti-sequestro 
 
Questão 193 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança 
sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço 
mesmo, já começou. 
 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de 
pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo 
devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de 
graça. 
 
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me 
acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de 
meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: 
ela pertence a Deus. 
 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou 
a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de 
quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só 
tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. 
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. 
Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não 
pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
 
 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz 
parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo 
de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo 
o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que 
eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. 
E uma alegria solitária pode se tornar patética. 
 
É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado 
de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! 
Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de 
contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com 
papel de presente os meus sentimentos. 
 
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a 
alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem 
em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha 
força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em 
mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. 
 
Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu 
nasci e fiquei apenas: nascida. 
 
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me 
dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: 
pertencer é viver. 
(Pertencer, Clarice Lispector) 
 
De acordo com o texto, qual é a principal emoção que a autora 
descreve sentir desde a infância? 
 
a) Alegria 
b) Raiva 
c) Tristeza 
d) Solidão 
 
Questão 194 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança 
sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço 
mesmo, já começou. 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de 
pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo 
devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de 
graça. 
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me 
acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de 
meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: 
ela pertence a Deus. 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou 
a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de 
quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só 
tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o 
tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei 
mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não 
pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz 
parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo 
de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo 
o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que 
eu pertenço. Mesmominhas alegrias, como são solitárias às vezes. 
E uma alegria solitária pode se tornar patética. 
 
É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado 
de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! 
Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de 
contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com 
papel de presente os meus sentimentos. 
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a 
alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem 
em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha 
força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em 
mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. 
 
Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu 
nasci e fiquei apenas: nascida. 
 
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me 
dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: 
pertencer é viver. 
(Pertencer, Clarice Lispector) 
 
Segundo o texto, o que a autora deseja ao expressar a vontade de 
pertencer? 
 
 
 
a) Fazer parte de um clube ou associação. 
b) Encontrar um parceiro amoroso. 
c) Doar-se a algo ou alguém. 
d) Ter mais amigos. 
 
Questão 195 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança 
sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço 
mesmo, já começou. 
 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de 
pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo 
devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de 
graça. 
 
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me 
acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de 
meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: 
ela pertence a Deus. 
 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou 
a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de 
quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só 
tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o 
tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei 
mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não 
pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz 
parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo 
de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo 
o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que 
eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. 
E uma alegria solitária pode se tornar patética. 
 
É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado 
de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! 
Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de 
contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com 
papel de presente os meus sentimentos. 
 
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a 
alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem 
em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha 
força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em 
mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. 
 
Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu 
nasci e fiquei apenas: nascida. 
 
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me 
dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: 
pertencer é viver. 
 (Pertencer, Clarice Lispector) 
 
No texto, a autora fala sentir inveja de uma freira. Por quê? 
 
a) Pelo sentimento de pertença da freira. 
b) Pela fé da freira. 
c) Pelo estilo de vida da freira. 
d) Pela liberdade da freira. 
 
Questão 196 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança 
sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço 
mesmo, já começou. 
 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de 
pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo 
devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de 
graça. 
 
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me 
acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de 
meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: 
ela pertence a Deus. 
 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou 
a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de 
quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só 
tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o 
tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei 
mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não 
pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz 
parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo 
de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo 
o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que 
eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. 
E uma alegria solitária pode se tornar patética. 
 
É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado 
de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! 
Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de 
contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com 
papel de presente os meus sentimentos. 
 
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a 
alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem 
em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha 
força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em 
mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. 
 
Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu 
nasci e fiquei apenas: nascida. 
 
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me 
dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: 
pertencer é viver. 
 (Pertencer, Clarice Lispector) 
 
De acordo com a autora, a "pobreza" em si mesma é: 
 
a) A falta de bens materiais. 
b) Apenas ter um corpo e uma alma. 
 
 
c) A falta de amigos e familiares. 
d) A falta de reconhecimento social. 
 
Questão 197 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança 
sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço 
mesmo, já começou. 
 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de 
pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo 
devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de 
graça. 
 
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me 
acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de 
meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: 
ela pertence a Deus. 
 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou 
a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de 
quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só 
tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o 
tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei 
mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não 
pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por queentão nunca fiz 
parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo 
de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo 
o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que 
eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. 
E uma alegria solitária pode se tornar patética. 
 
É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado 
de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! 
Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de 
contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com 
papel de presente os meus sentimentos. 
 
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a 
alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem 
em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha 
força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em 
mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. 
 
Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu 
nasci e fiquei apenas: nascida. 
 
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me 
dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: 
pertencer é viver. 
 (Pertencer, Clarice Lispector) 
 
Segundo o texto, de onde vem a vontade intensa de pertencer da 
autora? 
 
a) De sua fraqueza. 
b) De sua força. 
c) De sua necessidade de atenção. 
d) De sua insegurança. 
 
Questão 198 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança 
sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço 
mesmo, já começou. 
 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de 
pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo 
devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de 
graça. 
 
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me 
acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de 
meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: 
ela pertence a Deus. 
 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou 
a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de 
quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só 
tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o 
tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei 
mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não 
pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz 
parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo 
de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo 
o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que 
eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. 
E uma alegria solitária pode se tornar patética. 
 
É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado 
de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! 
Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de 
contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com 
papel de presente os meus sentimentos. 
 
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a 
alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem 
em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha 
força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em 
mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. 
 
Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu 
nasci e fiquei apenas: nascida. 
 
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me 
dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: 
pertencer é viver. 
 (Pertencer, Clarice Lispector) 
 
Infere-se do texto que a sua principal mensagem é: 
 
a) A importância da independência. 
b) A dificuldade de se relacionar. 
c) A busca pelo sentido da vida. 
 
 
d) A necessidade de pertencer para viver plenamente. 
 
Questão 199 (FUNVAPI-2025) 
Leia o texto a seguir para responder a questão. 
Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança 
sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço 
mesmo, já começou. 
 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de 
pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo 
devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de 
graça. 
 
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me 
acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de 
meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: 
ela pertence a Deus. 
 
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou 
a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de 
quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só 
tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o 
tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei 
mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não 
pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 
 
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz 
parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo 
de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo 
o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que 
eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. 
E uma alegria solitária pode se tornar patética. 
 
É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado 
de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! 
Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de 
contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com 
papel de presente os meus sentimentos. 
 
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a 
alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem 
em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha 
força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 
 
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em 
mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. 
 
Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu 
nasci e fiquei apenas: nascida. 
 
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me 
dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: 
pertencer é viver. 
 (Pertencer, Clarice Lispector) 
 
Qual a função sintática do termo sublinhado na frase: "Um amigo 
meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o 
ambiente"? 
 
a) Adjunto adverbial 
b) Objeto direto 
c) Objeto indireto 
d) Complemento nominal 
 
Questão 200 (FUNVAPI-2025) 
Em se tratando de colocação pronominal, qual das frases abaixo está 
em DESACORDO com a norma culta da língua portuguesa? 
 
a) Não se preocupe, tudo vai ficar bem. 
b) Gostaria de te abraçar muito. 
c) Prenda-me, se for capaz!. 
d) Ana, dar-te-ei o que me pedires. 
 
 
 
GABARITO 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
C C C D C A D A C C 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
B A A B C C A B B C 
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
A B B E D A A B A A 
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 
A B C A D D D C B C 
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 
C B C A C D D A D B 
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 
B B C C C B D A B A 
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 
D C D A D D C C B B 
71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 
D A A C D B B C B B 
81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 
C B D B C A D C B C 
91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 
D B A C B B E E C E 
101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 
A B B A C A D D A E111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 
B B C B B A D B A C 
121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 
B D A D E C A C B A 
131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 
D A A A D C E C B A 
141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 
E A C E C B B D A B 
151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 
C A A C B D B D C C 
161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 
A D B A D D B C C A 
171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 
B D A B D C B D A C 
181 182 183 184 185 186 187 188 189 190 
B D C A B C B A D B 
191 192 193 194 195 196 197 198 199 200 
C A B D C A B C B A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FICHA DE QUESTÕES 
CONHECIMENTOS 
ESPECÍFICOS 
 
 
 
 
 
 
 
CADERNO DE QUESTÕES 
 
 
Questão 1 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Por ser um espaço de formação integral, um dos compromissos do 
processo educacional é conscientizar os estudantes da relevância de 
agir eticamente como imperativo para a construção de convivências 
urbanizadas. À escola cabe também lembrá-los da pusilanimidade 
humana, razão pela qual se justificaria a relativização da ética no 
agir individual e coletivo dos membros da comunidade escolar, 
como previsto no currículo do Ipojuca. 
 
II. É correto afirmar que a ética é muito mais do que um componente 
curricular. Ela transborda os saberes formais do processo 
pedagógico e deve permear todos os momentos das atitudes de todos 
os atores envolvidos no fazer educativo. Em vista disso, a ética 
reputa a alteridade como condicionante fundamental para a 
realização de ações formativas humanas. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 2 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Avaliação da aprendizagem é um instrumento empregado para 
avaliar o desempenho dos alunos, precisamente em um dado 
momento do processo de ensino-aprendizagem. Esse procedimento 
centrado na aplicação de testes e na quantificação por meio de notas 
resulta no acompanhamento do estudante em momentos bastante 
específicos do processo educativo. É ainda uma oportunidade para 
observar se os estudantes conseguiram atingir as metas 
estabelecidas. Desse modo, confirma-se a validade das ações 
pedagógicas postas em curso. 
 
II. A avaliação institucional constitui-se como um processo 
espontâneo de discussão permanente sobre as práticas vivenciadas 
na escola, intrínseco à construção da sua autonomia, já que fornece 
subsídios para melhoria e aperfeiçoamento da qualidade do seu 
trabalho. Essa autonomia desvincula a escola das demais instâncias 
do sistema, uma vez que a avaliação institucional articula as 
avaliações, ensejando uma leitura da totalidade das instituições e do 
sistema. 
 
III. A avaliação da aprendizagem deve buscar a obtenção de 
informações fidedignas sobre o trabalho realizado com os estudantes 
nas diferentes áreas do conhecimento e só tem sentido se for 
encarada pela comunidade escolar como uma aliada tanto do 
desenvolvimento de cada estudante, como do alcance da consecução 
das metas de eficácia e qualidades fixadas pela unidade escolar ou 
pelos sistemas educacionais. Ela deve ser o resultado de uma análise 
crítica permanente da prática pedagógica, possibilitando a leitura e 
a compreensão do seu desenvolvimento. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 3 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Todo o processo de construção do conhecimento é realizado sob a 
égide dos verbos ensinar e aprender. Visando à compreensão do 
sistema educacional, esses dois verbos são frequentemente 
questionados, inclusive, infere-se que se houve ensino, a 
aprendizagem aconteceu. Dessa forma, poderia ser suficiente um 
professor que dominasse um determinado conhecimento e 
"ensinasse", transmitisse, esse saber para seu grupo de estudantes. 
Assim, aquilo que os estudantes repetissem com exatidão e 
reproduzissem nas avaliações, resultando na medição do quanto 
tinham conseguido absorver, seria a aprendizagem. Essa perspectiva 
é atual e predomina nos documentos oficiais brasileiros como, por 
exemplo, o Currículo do Ipojuca e o Currículo de Pernambuco. 
 
II. A concepção do que é aprender, de como se aprende e, por 
correspondência, de como devem ser desenvolvidas práticas na sala 
de aula que despertem o interesse, o desejo e a motivação para o 
efetivo sucesso desse processo têm se modificado a partir das 
contribuições da epistemologia para os processos de 
desenvolvimento subjetivo humano e, mais recentemente, das 
neurociências, com o mapeamento cerebral de todas as condições do 
sujeito em situações de interação com os outros e com as ideias, fatos 
e experiências. Dessa forma, as concepções de ensinar também são 
modificadas. Pode-se afirmar que atualmente em vez de apenas 
lembrar e repetir informações, o estudante deve ser capaz de 
encontrá-las e usá-las com autonomia. A recente ciência da 
aprendizagem enfatiza a importância de se repensar o que é 
ensinado. 
 
III. Um aspecto extremamente relevante também nesse processo do 
binômio ensino e aprendizagem é compreendêlo como constituído 
mutuamente — ou seja, o ensino e a aprendizagem enquanto 
aspectos indissociáveis — assim como são constituídas no estudante 
as dimensões cognitiva e afetiva. O ensino e a aprendizagem na 
perspectiva, por exemplo, de currículos como o do Ipojuca, devem 
mobilizar o aluno para a construção de competências e habilidades, 
atitudes e valores que o possibilitem aprender a ser, aprender a 
conhecer, aprender a fazer e aprender a conviver, bases estruturantes 
assentadas numa avaliação formativa e processual que emanam da 
formação integral dos educandos, possibilitando a inserção deles no 
mundo do trabalho e o pleno exercício da cidadania. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 4 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. À escola, sob a concepção técnico-científica, tem sua preocupação 
voltada ao mercado de trabalho, sem questioná-lo, mantendo postura 
neutra frente ao homem e à sociedade. 
 
II. Na concepção sociocrítica, a organização escolar, é concebida 
como espaço de interações sociais, por isso, político, com 
intencionalidade, direcionada à participação da comunidade escolar, 
considerando o contexto sociocultural e político. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas 
 
Questão 5 (FUNVAPI-2024) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O desenvolvimento humano na perspectiva de Vygotsky foi 
descrito no livro Seis Estudos de Psicologia, marcando o 
aparecimento das estruturas mentais que vão se construindo 
sucessivamente. Os seis estágios de desenvolvimento, segundo 
Vygotsky, começam com o estágio dos reflexos, o segundo dos 
hábitos motores e das primeiras percepções organizadas e o terceiro 
da inteligência sensório motora. 
 
II. Para Vygotsky, o quarto estágio do desenvolvimento é o da 
inteligência intuitiva, o qual dura cerca de sete anos. Já o quinto 
estágio é o das operações intelectuais concretas, que ocorre entre 
sete e dez anos. O último é estágio das operações intelectuais 
abstratas, ou seja, o período da adolescência 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira,e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 6 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Concemnente aos processos e dimensões da aprendizagem, pode-
se citar que na teoria de Piaget, a afetividade é caracterizada como 
um instrumento propulsor das ações, estando a razão a seu favor. A 
afetividade funciona como a energia que move a ação, enquanto a 
razão possibilita, ao sujeito, identificar os desejos e sentimentos, e 
permite obter êxito nas ações efetuadas. Nesse caso, não há conflito 
entre as duas partes. Assim, pensar sobre a razão, em contraposição 
à afetividade, ajuda a entender a afetividade, dado que dotar a razão 
de poder semelhante ao da afetividade, ou seja, reconhecer nela as 
características do móvel ou de energia é uma postura indicada na 
percepção de Piaget. 
 
II. Vygotsky, psicólogo e educador russo, propõe a unidade entre os 
processos intelectuais, volitivos e afetivos. Dessa forma, para ele, a 
separação do intelecto e do afeto, enquanto objeto de estudo, é uma 
das principais deficiências da psicologia tradicional. Segundo 
Vygotsky (2003), quem separa o pensamento do afeto nega de 
antemão a possibilidade de estudar a influência inversa do 
pensamento no plano afetivo. A vida emocional está conectada a 
outros processos psicológicos e ao desenvolvimento da consciência 
de um modo geral. 
 Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 7 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Uma proposta pedagógica expressa sempre os valores que a 
constituem, e precisa estar intimamente ligada à realidade a que se 
dirige, explicitando seus objetivos de pensar criticamente esta 
realidade, enfrentando seus mais agudos problemas. 
 
II. Uma proposta pedagógica trata-se de uma proposta única, posto 
que a realidade é unidimensional e composta por homogeneidades. 
 
III. Uma proposta pedagógica precisa ser construída com a 
participação efetiva de todos os sujeitos — crianças e adultos, 
alunos, professores e profissionais não-docentes, famílias e 
população em geral —, levando em conta suas necessidades, 
especificidades e realidade. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Todas as afirmativas estão corretas. 
b) Nenhuma afirmativa está correta. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 8 (FUNVAPI-2023) 
 Analise as informações a seguir: 
 
I. De acordo com o currículo do Ipojuca, os anos finais devem 
aprofundar as práticas trabalhadas nos anos anteriores. Logo, 
devem-se propor maior diversidade de manifestações linguísticas, 
pensamento mais críticos e níveis mais elevados de abstração para, 
desta maneira, tornar os estudantes mais reflexivos, empáticos e 
blasés, e socialmente conformados ao contexto quase sempre 
adverso à adoção de tais atitudes. 
 
II. A perspectiva teórica da enunciação põe em relevo o diálogo 
entre o sujeito e a linguagem, tal como proposto por Benveniste, para 
quem a linguagem é o lugar onde o homem se constitui como 
indivíduo e como sujeito. Portanto, o professor de língua portuguesa 
deve considerar esta concepção de linguagem e de sujeito, quando 
do planejamento e execução de suas aulas, tal como recomenda o 
currículo do Ipojuca. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 9 (FUNVAPI-2025) 
Na perspectiva construtivista do ensino de Matemática, o papel do 
professor é: 
 
a) Transmitir conceitos matemáticos de forma direta e sistemática, 
garantindo que os alunos assimilem o conteúdo por meio da 
repetição mecânica e da memorização das regras. 
 
 
b) Disponibilizar informações teóricas e práticas de forma 
uniforme, assegurando que todos os alunos alcancem o mesmo nível 
de compreensão por meio de exercícios padronizados. 
c) Promover a construção ativa do conhecimento matemático pelos 
discentes, utilizando estratégias que fomentem o pensamento crítico, 
a resolução de problemas contextualizados e a reflexão autônoma 
sobre os conceitos aprendidos. 
d) Priorizar abordagens que enfatizem exclusivamente a lógica 
formal e os algoritmos matemáticos, restringindo o aprendizado a 
questões internas da disciplina. 
e) Conduzir as aulas de modo a evitar intervenções práticas e 
reflexivas, garantindo que o foco permaneça nos objetivos 
estabelecidos pelo currículo escolar padronizado 
 
Questão 10 (FUNVAPI-2024) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A escola progressista libertária parte do pressuposto de que 
somente o vivido pelo educando é incorporado e utilizado em 
situações novas, por isso o saber sistematizado só terá relevância se 
for possível seu uso prático. 
 
II. As ideias de Piaget, Vygotsky e Wallon têm em comum o fato de 
negarem o interacionismo, mesmo concebendo o conhecimento 
como resultado da ação que se passa entre o sujeito e um objeto. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 11 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Na verdade, o erro escolar resulta exclusivamente de perguntas ou 
atividades difíceis que são passadas pelo professor ou é, também, 
falta de interesse do estudante. 
 
II. O erro não é uma parte significativa no ensinar e no aprender, ele 
apenas demonstra que o estudante ainda precisa estudar mais. 
 
III. O erro escolar, na verdade, resulta do esforço dos alunos em 
participar do processo de aprendizagem, produzindo e negociando, 
a partir do seu mundo e da sua cultura, sentidos e significados sobre 
o que se ensina e se aprende na escola. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 12 (FUNVAPI-2025) 
Um oficineiro é contratado por um município para dinamizar 
projetos vinculados a políticas públicas de lazer. Porém, há falta de 
infraestrutura adequada no centro comunitário. Com as oficinas 
prestes a iniciar, ele se depara com espaços pequenos e mal 
ventilados, e não há verba disponível para ajustes imediatos. Qual a 
melhor condução diante desse contexto delicado? 
 
a) Determinar a suspensão total das oficinas, alegando condições 
impróprias, deixando a comunidade sem qualquer atividade 
planejada até que ocorra ampla reforma do local. 
b) Abandonar o projeto por indisponibilidade de estrutura, 
declinando de qualquer diálogo com a coordenação ou articulação 
de possíveis soluções. 
c) Seguir com as oficinas nas salas reduzidas e pouco arejadas, 
relativizando as implicações para a saúde e bem-estar dos 
participantes, mas cumprindo o calendário oficial. 
d) Organizar saídas alternativas, acionando parcerias em espaços 
próximos ou áreas abertas, comunicando as dificuldades à secretaria 
e apontando a necessidade de melhorias futuras, visando segurança 
e conforto de todos. 
 
Questão 13 (FUNVAPI-2024) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A escola liberal tecnicista se caracteriza por acentuar o ensino 
humanístico, de cultura geral. De acordo com essa escola tradicional, 
o aluno é educado para atingir sua plena realização através de seu 
próprio esforço. Sendo assim, as diferenças de classe social não são 
consideradas e toda a prática escolar não tem nenhuma relação com 
o cotidiano do aluno. 
 
II. A tendência liberal tradicional atua no aperfeiçoamento da ordem 
social vigente (o sistema capitalista), articulando-se diretamente 
com o sistema produtivo; para tanto, emprega a ciência damudança 
de comportamento, ou seja, a tecnologia comportamental. Seu 
interesse principal é, portanto, produzir indivíduos “competentes” 
para o mercado de trabalho, não se preocupando com as mudanças 
sociais. 
 
III. A escola progressista libertária parte do pressuposto de que 
somente o vivido pelo educando é incorporado e utilizado em 
situações novas, por isso o saber sistematizado só terá relevância se 
for possível seu uso prático. A ênfase na aprendizagem informal, via 
grupo, e a negação de toda forma de repressão, visam favorecer o 
desenvolvimento de pessoas mais livres. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Todas as afirmativas estão corretas. 
b) Nenhuma afirmativa está correta. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 14 (FUNVAPI-2024) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A pedagogia liberal sustenta a ideia de que a escola tem por função 
preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de 
acordo com as aptidões individuais. 
 
II. A pedagogia progressista designa as tendências que, partindo de 
uma análise crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente 
as finalidades sociopolíticas da educação. 
 
III. A tendência progressista crítico-social dos conteúdos, assim 
como a libertadora e a libertária, acentua a primazia dos conteúdos 
no seu confronto com as realidades sociais. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Todas as afirmativas estão corretas. 
b) Nenhuma afirmativa está correta. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
 
 
 
Questão 15 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O processo de ensino e aprendizagem, no que tange à figura do 
professor e a sua relação com os alunos, não deve ter como cerne, 
somente o conhecimento resultante através da absorção de 
informações, mas também o processo de construção da cidadania do 
aluno. Simplificar o conhecimento científico, sem mudar seu 
conteúdo essencial, gera sua popularização e aproxima o aluno de 
algo antes desconhecido. Tem-se, com essa simplificação de "falar 
a mesma língua do aluno”, um caminho já defendido por 
Boldernave, que chama esse tipo de educação de Pedagogia da 
Moldagem. Essa perspectiva barra a ideia de separação que afasta 
ciência e sociedade e reacende a questão sobre qual é o papel social 
da ciência. 
 
II. Segundo Freire (1996, p. 96) “o bom professor é o que consegue, 
enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu 
pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. 
Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as 
idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas imaginações, 
suas dúvidas, suas incertezas". Nesse sentido, o papel da escola 
nessa tendência pedagógica se acentua na formação de atitudes, 
razão pela qual deve estar mais preocupada com problemas 
psicológicos do que com os pedagógicos ou sociais. Todo esforço 
está em estabelecer um clima favorável a uma mudança dentro do 
indivíduo, ou seja, a uma adequação pessoal às solicitações do 
ambiente. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 16 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. De acordo com Dermeval Saviani, existem concepções não 
críticas de educação, orientando a construção de um currículo com 
objetivo de reproduzir a sociedade vigente, dentre essas, podemos 
destacar a pedagogia tradicional, a renovada progressivista e o 
tecnicismo. 
 
II. De acordo com as concepções progressistas de educação em 
Paulo Freire, para determinação dos conteúdos a serem abordados 
em sala de aula, é importante que se leve em consideração as 
problematizações da prática de vida dos estudantes. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é a falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 17 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Sobre o planejamento como instrumento organizador da ação 
educativa e a organização do ensino, pode-se igualá-lo a um 
relatório, pois este tem a prática como referência, assim como o 
planejamento que tem uma relação intrínseca com a ação e se dá 
numa situação bem concreta. 
 
II. O planejamento, enquanto processo contínuo, dinâmico, de 
reflexão e de tomada de decisão, prescinde de acompanhamento. Já 
o plano é o produto dessa reflexão e tomada de decisão e, como tal, 
pode ser explicitado em forma de registro, de documento. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 18 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. O Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação é a junção 
única e exclusiva dos esforços da União e dos Estados, atuando em 
regime de colaboração, das famílias e da comunidade, em proveito 
da melhoria da qualidade da educação básica. 
 
II. Dentre as diretrizes do Compromisso Todos Pela Educação, estão 
o combate à repetência e evasão escolar, inclusive com adoção de 
aulas de reforço no contraturno escolar. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é a falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 19 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. O Programa Nacional do Livro e do Material Didático é destinado 
a avaliar e a disponibilizar obras didáticas, pedagógicas e literárias, 
entre outros materiais de apoio à prática educativa, de forma 
sistemática, regular e gratuita. 
 
II. O Programa Nacional do Livro e do Material Didático contempla 
a aquisição de softwares e jogos educacionais, materiais de reforço 
e correção de fluxo, materiais de formação e materiais destinados à 
gestão escolar. 
 
III. O Programa Nacional do Livro e do Material Didático atende 
exclusivamente às escolas públicas de educação básica, em nível 
municipal, estadual e federal. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Todas as afirmativas estão corretas. 
b) Nenhuma afirmativa está correta. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 20 (FUNVAPI-2024) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O planejamento constitui um processo de racionalização e 
coordenação da ação docente, relacionando a atividade escolar e a 
problemática do contexto social. Os elementos do planejamento 
escolar, objetivos, conteúdos e métodos, estão permeados de 
implicações sociais, dado que o que acontece no meio escolar está 
atravessado por influências econômicas, políticas e culturais que 
caracterizam a sociedade de classes. 
 
 
 
II. Concernente ao planejamento de uma disciplina, deve-se 
elaborá-lo concomitantemente ao transcurso do ano letivo, pois isso 
permite adaptações objetivas ao longo do processo, possibilitando a 
coparticipação dos alunos, ensejando organização sequencial de 
decisões. Importante salientar que o planejamento também se 
configura como um momento de pesquisa e reflexão intimamente 
ligado à avaliação 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 21 (FUNVAPI-2024) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A gestão democrática implica um processo de participação 
coletiva e sua efetivação na escola pressupõe instâncias colegiadas 
de caráter apenas consultivo, pois a deliberação compete à figura do 
gestor, assim como a ele cabeensina a matéria. . 
b) Aspirou ao perfume da rosa. 
c) Ele aspirava ao cargo político 
d) Agradou a namorada com um presente. 
e) Os dois assistiam ao jogo. 
 
 
Questão 29 (FUNVAPI – 2022) 
Assinale a alternativa em que TODAS as palavras estão acentuadas 
corretamente. 
 
a) bíceps. vírus, fóruns 
b) hífens, caráter, prótons 
c) ruim, raíz, ainda 
d) polvóra. anéis, ciúme 
e) baínha, aínda, ruim 
 
Questão 30 (FUNVAPI – 2022) 
Em: Aquela linda e esperta menina está estudando bastante para o 
Vestibular, podemos identificar quantas orações ? 
 
a) uma oração 
b) duas orações 
c) três orações 
d) quatro orações 
e) cinco orações 
 
Questão 31 (FUNVAPI – 2022) 
SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... 
 
. Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e 
sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e 
seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os 
educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os 
homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade 
vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos 
céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão 
saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... 
 
Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? 
 
André disse: - É pra copiar no caderno? 
 
Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! 
 
Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? 
 
João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? 
 
Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com 
isso? 
 
Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé 
questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? 
 
Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? 
 
Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha 
frente. 
 
Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a 
resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, 
ninguém entendeu nada! 
 
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem 
ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, 
dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o 
seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos 
gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação 
dos conhecimentos prévios? 
 
Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas 
transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os 
espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os 
conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? 
 
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações 
da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao 
final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as 
promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em 
números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso 
projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você 
ainda não é professor titular ... 
 
Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir 
aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em 
vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. 
 
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar 
pra Nazaré e montar uma padaria ... 
 
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu 
coração de educador se enterneceu ..e Ele continuou: - Felizes vocês, 
se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra 
vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque 
será grande a recompensa no céu. 
 
Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes 
de vocês. 
 
Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? 
 
-Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas 
palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se 
acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma 
recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para 
merecer o que vem depois ... 
 
E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da 
terra e a· luz do mundo... 
 
Professor Eduardo Machado 
 
Qual foi a intenção do autor com relação ao texto? 
 
a) Apresentar a realidade em sala de aula. 
b) Discutir a religião e a educação. 
c) Demonstrar a desenvoltura dos alunos em sala de aula. 
d) Mostrar a precariedade do ensino desde os primórdios. 
 
Questão 32 (FUNVAPI – 2022) 
SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... 
 
. Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e 
sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e 
seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os 
educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os 
homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade 
vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos 
céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão 
saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... 
 
Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? 
 
André disse: - É pra copiar no caderno? 
 
Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! 
 
Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? 
 
 
 João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? 
 
Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com 
isso? 
 
Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé 
questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? 
 
Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? 
 
Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha 
frente. 
 
Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a 
resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, 
ninguém entendeu nada! 
 
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem 
ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, 
dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o 
seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos 
gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação 
dos conhecimentos prévios? 
 
Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas 
transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os 
espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os 
conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? 
 
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações 
da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao 
final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as 
promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em 
números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso 
projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você 
ainda não é professor titular ... 
 
Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir 
aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em 
vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. 
 
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar 
pra Nazaré e montar uma padaria ... 
 
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu 
coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes 
vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras 
contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, 
porque será grande a recompensa no céu. 
 
Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes 
de vocês. 
 
Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? 
 
-Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas 
palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se 
acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma 
recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para 
merecer o que vem depois ... 
 
E Jesus concluiu:a implementação do processo de 
escolha de dirigentes escolares. 
 
II. Mesmo sem o caráter deliberativo, instâncias colegiadas de uma 
gestão democrática, possibilitam a coexistência de visões distintas e 
que, em harmonia, contribuem para o pensamento da pluralidade 
escolar, ficando a encargo do gestor principal a análise das decisões 
coletivas, como por exemplo, o financiamento da escola. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 22 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O Conselho Escolar é um princípio da gestão democrática que 
envolve membros da gestão, do corpo docente da escola e a família 
dos estudantes. 
 
II. O Conselho Escolar atua como instrumento de participação e 
fiscalização na gestão escolar e educacional. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 23 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O planejamento trata-se de um momento de pesquisa e reflexão 
independente do processo de avaliação. 
 
II. Gerar O planejamento de ensino é fazer previsões das ações, das 
organizações de atividades e dos procedimentos que os docentes 
realizarão com os alunos. 
 
III. Para o funcionamento de uma instituição de ensino de maneira 
adequada, é necessária a organização, logo se tem o planejamento. 
 Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Todas as afirmativas estão corretas. 
b) Nenhuma afirmativa está correta. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 24 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A organização do funcionamento da escola pública de maneira 
proba e transparente é obrigação indeclinável do gestor indicado ou 
eleito pela comunidade escolar, ainda que para isso precise tomar 
decisões impopulares e autocratas como fazem os bons líderes. 
 
II. O gestor escolar da rede pública de educação deve ter consciência 
de que seu propósito é gerenciar a equipe pedagógica, os docentes e 
os recursos materiais, financeiros, pedagógicos e tecnológicos de 
modo articulado e assim assegurar aos estudantes a aprendizagem 
dos conhecimentos historicamente produzidos e acumulados pela 
humanidade. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) À afirmativa I é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 25 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O planejamento é um processo de racionalização e coordenação 
da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do 
contexto social. Os elementos do planejamento escolar, objetivos, 
conteúdos e métodos, estão recheados de implicações sociais, pois 
tudo o que acontece no meio pode escoar por influências 
econômicas, políticas e culturais que caracterizam a sociedade de 
classes. Assim, o planejamento é uma atividade de reflexão acerca 
das nossas opções e ações, pois se não pensarmos sobre o rumo que 
devemos dar ao nosso trabalho, ficaremos entregues aos rumos 
estabelecidos pelos interesses dominantes na sociedade. 
 
II. A ação de planejar consiste no preenchimento de formulário para 
controle administrativo, mas também é secundariamente uma 
atividade consciente de previsão de ações docentes, baseadas em 
opções político-pedagógicas, tendo como referência permanente as 
situações didáticas concretas, ou seja, a problemática social, 
econômica, política e cultural que envolve a escola, os professores, 
os alunos, os pais e a comunidade que interagem no processo de 
ensino. Vale destacar que o planejamento também se configura 
como um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado à 
avaliação. 
 
III. Em relação ao planejamento de uma disciplina, é aconselhável 
elaborá-lo concomitantemente ao transcurso do ano letivo, devendo 
ser flexível, permitindo adaptações ao longo do processo, 
possibilitando a coparticipação dos alunos, ensejando organização 
sequencial de decisões. O planejamento de uma disciplina busca 
eficiência, precisa ser claro e exequível, é elemento de comunicação 
entre professor e coordenador, tal como entre professores e alunos, 
evita duplicação de programas e possibilita integração das 
disciplinas. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 26 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. À gestão transforma metas e objetivos educacionais em ações, 
dando concretude às direções traçadas pelas políticas e, se entendida 
como processo político-administrativo contextualizado, coloca-nos 
diante do desafio de compreender tal processo na área educacional a 
partir dos conceitos de sistemas e gestão escolar. A gestão de sistema 
implica o ordenamento normativo e jurídico e a vinculação de 
instituições sociais por meio de diretrizes comuns. "A 
democratização dos sistemas de ensino e da escola implica 
aprendizado e vivência do exercício de participação e de tomadas de 
decisão. Trata-se de um processo a ser construído coletivamente, que 
considera a especificidade e a possibilidade histórica e cultural de 
cada sistema de ensino: municipal, distrital, estadual ou federal de 
cada escola. 
 
II. A democratização da gestão é defendida enquanto possibilidade 
de melhoria na qualidade pedagógica do processo educacional das 
escolas, na construção de um currículo pautado na realidade local, 
na maior integração entre os agentes envolvidos na escola. Assim, a 
gestão democrática implica um processo de participação coletiva e 
sua efetivação na escola pressupõe instâncias colegiadas de caráter 
consultivo, bem como a implementação do processo de escolha de 
dirigentes escolares, além da participação de todos os segmentos da 
comunidade escolar na construção do Projeto Político-Pedagógico e 
na definição da aplicação dos recursos recebidos pela escola, pois 
mesmo sem o caráter deliberativo, essas instâncias possibilitam a 
coexistência de visões distintas e que, em harmonia, contribuem para 
o pensamento da pluralidade escolar, sobretudo em decisões 
coletivas como o financiamento das escolas, a escolha dos dirigentes 
escolares, a criação de órgãos colegiados e a construção do PPP. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 27 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Os objetivos educacionais orientam a tomada de decisão no 
planejamento, porque são proposições que expressam com clareza e 
objetividade a aprendizagem que se espera do aluno. A seleção e a 
organização dos conteúdos são elementos norteadores dos objetivos 
educacionais, da escolha dos procedimentos metodológicos e do que 
avaliar. 
 
II. O planejamento pedagógico é fundamental para a organização e 
o sucesso das atividades e estratégias educacionais. No entanto, tal 
ação serve apenas como suporte para os professores dentro da sala 
de aula, tendo impactos secundários para a administração, 
gerenciamento e prestação de contas da instituição. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 28 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. Entende-se Gestão da Escola Pública como uma maneira de 
organizar o funcionamento da escolapública quanto aos aspectos 
políticos, administrativos, financeiros, tecnológicos, culturais, 
artísticos e pedagógicos, com a finalidade de dar transparência às 
suas ações e atos e possibilitar à comunidade escolar e local a 
aquisição de conhecimentos, saberes, ideias e sonhos, num processo 
de aprender, inventar, criar, dialogar, construir, transformar e 
ensinar. 
 
II. Compreende-se Gestão de Sistema Educacional como a gestão 
que implica o ordenamento normativo e jurídico e a vinculação de 
instituições sociais por meio de diretrizes comuns. A 
democratização dos sistemas de ensino e da escola implica 
aprendizado e vivência do exercício de participação e de tomadas de 
decisão. Trata-se de um processo a ser construído coletivamente, que 
considera a especificidade e a possibilidade histórica e cultural de 
cada sistema de ensino: municipal, distrital, estadual ou federal de 
cada escola. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) À afirmativa I é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 29 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A caracterização do Conselho de Classe está diretamente 
vinculada às concepções da avaliação escolar nas práticas 
pedagógicas. 
 
II. A importância do Conselho de Classe está na realização coletiva 
da leitura, reconhecimento e mobilização em prol de atender as 
necessidades pedagógicas. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 30 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A Gestão da Escola Pública é um modo de organizar o 
funcionamento da escola pública em seus aspectos pedagógicos, 
políticos, administrativos, financeiros, culturais, artísticos e 
tecnológicos com o propósito de dar transparência às suas ações e 
possibilitar à comunidade escolar e adjacente o acesso a 
conhecimentos, saberes e ideias. 
 
II. Entendendo gestão como direção, isto é, como a utilização 
produtiva dos recursos disponíveis para realizar com eficiência 
objetivos específicos e obter ganhos imediatos de novas matrículas, 
as ações da direção da escola devem ter o caráter empresarial, ainda 
que a instituição pertença à rede pública. Para isso, métodos, 
métricas e técnicas do mundo corporativo devem ser usados, pois o 
que importa são resultados traduzidos essencialmente em números. 
 
 
 III. É certo afirmar que a gestão escolar pública objetiva criar 
condições para a comunidade escolar executar sua função de 
socializar conhecimentos historicamente produzidos e acumulados 
pela humanidade. Na direção oposta, a gestão escolar corporativa 
deve criar condições para que seus funcionários possam maximizar 
o lucro, ainda que para isso socialize conhecimentos historicamente 
produzidos e acumulados pela humanidade como faz a gestão 
escolar pública. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 31 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Discussões que se referem às questões gerais da administração 
escolar devem acontecer no âmbito do Conselho de Classe, órgão 
que conta com a participação de diversos representantes da 
comunidade escolar e tem prerrogativas: consultiva, fiscal, 
deliberativa e mobilizadora. 
 
II. Enquanto órgão colegiado, constituído por Presidente, Vice-
Presidente, Secretário e Conselheiros, o Conselho Escolar tem, entre 
outras atribuições, a de garantir a gestão democrática da escola 
pública e desenvolver ações concretas que promovam o bom 
rendimento escolar dos estudantes. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 32 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. Sendo o Projeto Político Pedagógico (PPP) um documento de 
construção coletiva que norteia os princípios e propostas 
educacionais da escola, pode-se dizer que ele deve refletir o 
posicionamento filosófico, político e educacional de toda a 
comunidade escolar. 
 
II. Considerando que o próprio processo de construção do Projeto 
Político Pedagógico é gerador de mudanças, o PPP age ao esclarecer 
o cerne do trabalho pedagógico da escola à todos os seus 
participantes, deixando claro quais os seus cargos na gestão escolar. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 33 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. É necessário, no bojo do processo de ensino e aprendizagem, que 
o Projeto Político Pedagógico da escola se proponha a valorizar os 
conhecimentos prévios que os estudantes trazem de suas vivências 
para a escola, auxiliando os estudantes a desenvolver competências 
nas diversas áreas de conhecimento, valorizando sua base sólida de 
sabers, relacionando esses conhecimentos às ideias dentro de um 
eixo conceitual, visando à mediação da aprendizagem. Ademais, é 
essencial que o Projeto Político Pedagógico da escola incentive os 
estudantes em sua autonomia de aprender, ajudando-os a 
compreender como podem e devem também, sendo autores do seu 
conhecimento, monitorar seus progressos. 
 
II. O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um instrumento teórico-
metodológico voltado ao diagnóstico da situação da escola. Seu 
compromisso é com a identificação dos problemas. As propostas de 
resolução deles ficam a cargo de documentos conhecidos com 
planos de ação, cujo objetivo é a intervenção sobre a realidade e a 
mudança desta. A construção da dimensão cidadã se encontra no 
horizonte das preocupações do PPP, sendo essa dimensão ligada ao 
caráter político dele. Vale salientar que esse documento é elaborado 
coletivamente pela unidade escolar em seu âmbito interno, ou seja, 
envolve as equipes gestora e pedagógica e o corpo discente, mas 
também pode contar com a participação de pais ou responsáveis e 
com a comunidade extramuros da escola. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 34 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O Projeto Político-Pedagógico (PPP) é o documento responsável 
por organizar as atividades pedagógicas que a escola realizará, 
guiando a administração da instituição e a condução do aprendizado 
dos estudantes com base nos conteúdos previstos nos Parâmetros 
Curriculares Nacionais (PCNs), documento que normatiza o 
processo educacional no Brasil. O PPP não é um texto para ser 
construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades 
educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas, 
mas sim construído para ser vivenciado por todos os envolvidos com 
o processo educativo da escola. 
 
II. O Projeto Político-Pedagógico (PPP) é uma ferramenta basilar 
para orientar as atividades de uma instituição de ensino e sua gestão, 
servindo como um direcionamento para a atuação dos professores e 
da equipe pedagógica. É uma ação intencional, com um sentido 
explícito, com um compromisso definido coletivamente. Ademais, 
contribui para o trato das questões burocráticas e logísticas da escola 
— como, por exemplo, a quantidade de estudantes por sala e Os 
recursos necessários para as atividades escolares. 
 
III. O Projeto Político-Pedagógico (PPP) representa importante 
marco na gestão da escola, uma vez queeste proporcionará aos 
alunos, professores e demais atores da comunidade escolar conhecer, 
refletir e intervir na sua realidade. O objetivo do PPP é promover, 
dessa maneira, maior comprometimento de todos quanto ao projeto 
educativo que se quer construir para e pela escola, em consonância 
com as diretrizes curriculares para uma educação emancipadora e de 
convivência democrática. Assim, o projeto político-pedagógico vai 
além de um simples agrupamento de planos de ensino e de atividades 
diversas. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Todas as afirmativas estão corretas. 
b) Nenhuma afirmativa está correta. 
 
 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 35 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. O Projeto Político Pedagógico é o documento que define o perfil 
da escola, bem como sua filosofia de ensino, com conjunto de 
objetivos e metas a serem alcançados pela comunidade escolar. 
 
II. Por ser um documento balizador das ações da gestão escolar, 
deve ser preparado exclusivamente pelos gestores da escola, 
professores e funcionários administrativos. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é a falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 36 (FUNVAPI-2025) 
O oficineiro considera a dinâmica familiar dos participantes, pois 
muitos projetos envolvem crianças e adolescentes cujos 
responsáveis podem afetar a frequência e o engajamento. Que ação 
aprimora essa relação? 
 
a) Estabelecer proibição de envolvimento de familiares em qualquer 
instância decisória, mantendo distância total entre responsáveis e as 
atividades. 
b) Conduzir relação fria com responsáveis, evitando 
esclarecimentos sobre metodologias ou justificativas acerca das 
dinâmicas. 
c) Organizar encontros de integração, expondo objetivos, colhendo 
feedback e convidando familiares a cooperar no percurso de 
desenvolvimento, reconhecendo o papel da família no processo 
formativo. 
d) Cobrar valores adicionais dos responsáveis, omitindo a 
destinação dos recursos arrecadados. 
 
Questão 37 (FUNVAPI-2025) 
O oficineiro interage com diferentes perfis de público. Em oficinas 
voltadas a adultos em situação de vulnerabilidade social, como 
enfatizar a relevância de valores morais e conduta no grupo? 
 
a) Excluir qualquer análise de valores, partindo da ideia de que 
adultos estabilizam convicções éticas incondicionalmente. 
b) Priorizar desenvolvimento técnico, deixando reflexões 
comportamentais em segundo plano e suprimindo conexões com 
relacionamentos interpessoais. 
c) Implementar um conjunto de regras inflexíveis, bloqueando 
qualquer participação coletiva, com aplicação imediata de sanções 
aos que desrespeitarem as normas. 
d) Propor momentos de reflexão conjunta sobre honestidade, 
respeito e solidariedade, abrindo espaço para trocas e incentivando 
uma cultura de cooperação ética. 
 
Questão 38 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O papel do professor na relação família-escola envolve estreitar 
laços com pais que podem nunca ter recebido a educação formal, 
porém não é educá-los, visto que sua relação imediata é com o aluno. 
 
II. O papel da integração professor-família é estabelecer laços que 
constituam a educação como um processo coletivo, causando 
transformações positivas na evolução cognitiva, afetiva e social dos 
alunos. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 39 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Nos Conselhos de Classe e Escolar, não raro ocorre a utilização 
de critérios extraescolares na avaliação do aluno e da aluna. Tais 
critérios são reforçados e validados pelo coletivo escolar, e resultam 
em avaliações baseadas em comentários e opiniões, assumindo 
dimensões maiores e sendo decisivos na determinação do futuro dos 
alunos e das alunas. É um erro, porém, afirmar que tal procedimento 
pode ter por objetivo implícito tornar mais fáceis de suportar as 
péssimas condições materiais ou institucionais das escolas. 
 
II. O Conselho de Classe é mais do que uma reunião da qual 
normalmente participam professores, orientador 
educacional, coordenador pedagógico e gestor, pois se configura 
como um dos mecanismos de participação da comunidade na gestão 
e no processo de ensino-aprendizagem desenvolvido na unidade 
escolar. Pode ser considerado uma das instâncias de vital 
importância num processo de gestão democrática, dado que guarda 
em si a possibilidade de articular os diversos segmentos da escola, 
tendo por objeto de estudo o processo de ensino, que é o eixo central 
em torno do qual se desenvolve o processo de trabalho escolar. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 40 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. O Conselho Escolar é um órgão de representação da comunidade 
escolar. Trata-se de uma instância colegiada que deve ser composta 
por representantes de todos os segmentos da comunidade escolar e 
constitui-se num espaço de discussão de caráter consultivo e/ou 
deliberativo. Ele não deve ser o único órgão de representação, mas 
aquele que congrega as diversas representações para se constituir em 
instrumento que, por sua natureza, criará as condições para a 
instauração de processos mais democráticos dentro da escola. 
Portanto, o conselho escolar deve ser fruto de um processo coerente 
e efetivo de construção coletiva. 
 
Il. A associação de pais e mestres, enquanto instância de 
participação, constitui-se em mais um dos mecanismos de 
participação da comunidade na escola, tornando-se uma valiosa 
forma de aproximação entre os pais e a instituição, contribuindo para 
que a educação escolarizada ultrapasse os muros da escola e a 
democratização da gestão seja uma conquista possível. O grêmio 
estudantil se configura como um mecanismo de participação dos 
estudantes nas discussões do cotidiano escolar e em seus processos 
decisórios, constituindo-se num laboratório de aprendizagem da 
função política da educação e do jogo democrático. 
 Marque a alternativa CORRETA: 
 
 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa | é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a | é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 41 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O papel do professor na relação família-escola envolve estreitar 
laços com pais que podem nunca ter recebido a educação formal, 
porém isso não é educá-los, visto que sua relação imediata é com o 
aluno. 
 
II. O papel da integração professor-família é estabelecer laços que 
constituam a educação como um processo coletivo, causando 
transformações positivas na evolução cognitiva, afetiva e social dos 
alunos. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 42 (FUNVAPI-2024) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O currículo deve ser entendido como um processo e não como um 
documento estático com diretrizes oficiais acerca daquilo que deve 
e o que não deve ser ensinado. Ademais, tendo em vista os múltiplos 
caminhos e itinerários formativos construídos ao longo do processo 
educacional, o currículo refere-se à ação. 
 
II. O currículo deve ser compreendido como um processo que 
envolve uma multiplicidade de relações, abertas ou tácitas, em 
diversos âmbitos, que vão da prescrição à ação, das decisõesadministrativas às práticas pedagógicas, na escola como instituição 
e nas unidades escolares especificamente. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 43 (FUNVAPI-2024) 
Para Sacristán: 
 
I- O currículo se resume a uma prescrição curricular. 
 
II- A autonomia docente é fundamental no desenvolvimento 
curricular. 
 
III- O conhecimento escolar é diferente do conhecimento fora da 
escola. 
 
Estão corretas as afirmativas: 
 
a) I e II, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) I apenas. 
d) III apenas. 
 
 
Questão 44 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A formação dos estudantes tem nas Ciências Humanas um de seus 
maiores suportes, pois elas contribuem para a construção do valor de 
solidariedade, conscientização sobre a dignidade humana e, por 
conseguinte, colaboram para o desenvolvimento do senso de justiça 
social. 
 
II. Para o currículo do Ipojuca, o ensino das Ciências Humanas deve 
mirar na formação da sensibilidade dos estudantes, que se enxergam 
como sujeitos de diferentes contextos históricos, nos quais suas 
ações são fundamentais para transformá-los em uma uma sociedade 
igualitária. 
 
III. O ensino de Ciências Humanas, de acordo com o currículo do 
Ipojuca, deve despertar e desenvolver a criticidade dos estudantes. 
Nesta perspectiva, é essencial priorizar um ambiente escolar que 
potencialize as habilidades e saberes fundamentais e gerar condições 
de interpretações adequadas dos alunos sobre fenômenos sociais, 
políticos, culturais e econômicos. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 45 (FUNVAPI-2024) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O plano da escola, plano de ensino (ou plano de unidade), é a 
previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para o ano ou 
semestre; é um documento mais elaborado, dividido por unidades 
sequenciais, no qual aparecem objetivos específicos, conteúdos e 
desenvolvimento metodológicos. 
 
III. O plano de ensino (ou plano de unidade) é a previsão do 
desenvolvimento do conteúdo para uma aula ou conjunto de aulas e 
tem um caráter específico. 
 
III. O plano de aula é um documento mais global; expressa 
orientações gerais que sintetizam, de um lado, as ligações da escola 
com o sistema escolar mais amplo e, de outro, as ligações do projeto 
pedagógico da escola com os planos de ensino propriamente ditos. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Todas as afirmativas estão corretas. 
b) Nenhuma afirmativa está correta. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 46 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O planejamento é um meio para programar as ações docentes, mas 
é também um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado à 
avaliação. Das três modalidades de planejamento, articulados entre 
si, o plano da escola, o plano de ensino e o plano de aulas, este último 
é o mais importante e o que deve ser produzido primeiramente. O 
plano de aula é um guia de orientação, pois nele são estabelecidas as 
diretrizes e os meios de realização do trabalho docente. Sua função 
é orientar a prática partindo da exigência da própria prática. 
 
 
 
II. O plano da escola é um documento mais global. Expressa 
orientações gerais que sintetizam, de um lado, as ligações da escola 
com o sistema escolar mais amplo e, de outro, as ligações do projeto 
pedagógico da escola com os planos de ensino propriamente ditos. 
Já o plano de ensino, ou plano de unidade, é a previsão dos objetivos 
e tarefas do trabalho docente para o ano ou semestre. É um 
documento mais elaborado, dividido por unidades sequenciais, no 
qual aparecem objetivos específicos, conteúdos e desenvolvimento 
metodológico. 
 
III. É correto afirmar que o plano de aula é um detalhamento do 
plano de ensino. Nele, as unidades e subunidades que foram 
previstos em linhas gerais são agora especificadas e sistematizadas 
para uma situação didática real. A preparação de aulas, conforme 
Libâneo (2013), é uma tarefa indispensável e, assim como o plano 
de ensino, deve resultar em um documento escrito que servirá não 
só para orientar ações do professor como também para possibilitar 
constantes revisões e aprimoramentos de ano para ano. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 47 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Expressões aparentemente próximas, como organização do 
trabalho pedagógico, organização do trabalho escolar e organização 
do trabalho docente são comumente trocadas. Numa acepção mais 
generalista, é possível afirmar que organização do trabalho didático 
envolve relação educativa que coloca, frente a frente, uma forma 
histórica de educador, de um lado, e uma forma histórica de 
educando, de outro, assim como também se realiza com a mediação 
de recursos didáticos e implica um espaço físico com características 
peculiares. 
 
II. O trabalho docente é parte constitutiva do trabalho didático e se 
coloca ao lado de todas as demais formas de trabalho atreladas aos 
serviços e funções que ele abrange. Sua limitada autonomia se traduz 
nas operações exercidas pelo professor em sala de aula e, submetido 
à programação produzida fora do espaço escolar, é constitutivo da 
esfera da execução. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 48 (FUNVAPI-2024) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Didática é um campo do conhecimento da Pedagogia, mas não 
chega a se concretizar como uma disciplina pedagógica, e tem como 
objeto o ensino como mediação da relação passiva dos alunos com 
o saber sistemático. 
 
II. A Didática pode ter como ponto de partida a reflexão sobre uma 
prática, ou, mais especificamente, o processo de ensino-
aprendizagem, busca, na compreensão deste, elementos que 
subsidiem a construção de projetos de ação didática 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 49 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Nos inúmeros desafios que a pandemia trouxe para a educação 
como um todo, diante da impossibilidade de realização presencial 
das aulas, tanto a relação interpessoal de professores e alunos como 
a própria dinâmica das aulas foram diretamente alteradas, sobretudo 
em termos das avaliações e realizações das dinâmicas, sobretudo 
com a própria justificativa de realização das aulas em formato 
remoto. 
 
II. Do ponto de vista pedagógico, no ensino presencial, muitos 
professores têm de lidar com a falta de motivação dos alunos e, para 
combatê-la, criam diferentes estratégias, desde a 
argumentação/negociação 'olho no olho' até a adaptação e 
improvisação de atividades. Todavia, no ensino remoto, as 
abordagens ganham outras dificuldades, assim, as TDICs, 
Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação, podem atuam 
como ferramentas para possibilitar a aprendizagem. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 50 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O currículo do Ipojuca preconiza que o ensinode História seja 
focado no universo cultural e conceitual dos alunos, que devem ser 
escutados para tornar sua aprendizagem significativa, dialogada com 
a realidade e com seus saberes prévios. 
 
II. O currículo do Ipojuca recomenda fortemente que o ensino das 
disciplinas, incluindo História, contemple os desafios da sociedade 
contemporânea, entre os quais está o desafio do acesso desigual às 
Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). Por 
essa razão, o uso de tais ferramentas tecnológicas deve ser preterido 
para evitar a possibilidade de discriminação e bullying entre os 
estudantes. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 51 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. Para que um professor possa utilizar metodologias ativas em sua 
sala de aula, ele não precisa mudar o plano político-pedagógico 
(PPP) de sua escola; 
 
II. O professor pode usar alguma metodologia ativa de ensino em 
seu plano de ensino desde que ele não desvie das diretrizes escolares. 
 
 
 III. O planejamento de disciplina deve ser flexível, pois com a 
interação entre estudantes e professor em sala de aula, ambos podem 
necessitar de outros planos e decisões diferentes daqueles feitos 
inicialmente. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
d) Apenas uma afirmativa está correta. 
 
Questão 52 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. Uma forma de diminuir a assimetria interacional entre professores 
e alunos é diminuir, em sala de aula, o tempo preenchido pela fala 
do aluno, dando espaço para que ele possa gradativamente se 
constituir sujeito do discurso. 
 
II. O tempo de fala do professor em sala de aula pouco afeta o ensino 
da habilidade oral, visto que o aluno está aprendendo a se colocar no 
mundo pelo uso da língua estrangeira, portanto, não tem habilidade 
para construir longos textos orais. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 53 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmações a seguir: 
 
I. Nos diversos contextos, números positivos e negativos podem ser 
representados pelos mesmos valores, mas podem possuir 
significados diferentes como, por exemplo, uma medida negativa ou 
uma transformação negativa. 
 
II. Para autores como Vergnaud, todo conceito é definido por 3 
dimensões: 1) o conjunto de situações que dão significado ao 
conceito; 2) as propriedades do conceito, invariantes em todas as 
situações e 3) os sistemas de sinais utilizados para representar, 
simbolicamente, conceito. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 54 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A Matemática não é uma ciência humana, mas fruto das 
necessidades e preocupações em resolver problemas em diferentes 
momentos históricos. 
 
II. Segundo o currículo do Ipojuca, o ensino da Matemática deve 
garantir o desenvolvimento de competências específicas as quais 
contribuam para a formação integral de cidadãos críticos, éticos, 
criativos, proativos e conscientes de sua responsabilidade social no 
mundo contemporâneo. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 55 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Há quem proponha o contrário, mas professor de matemática 
deverá sempre optar por metodologias e práticas de ensino como um 
fim em si mesmas para que haja êxito no processo de aprendizagem. 
 
II. Em relação ao ensino de matemática, é importante que sejam 
postas em prática metodologias ativas que coloquem o aluno como 
protagonista do processo de aprendizagem. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 56 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. No ensino de matemática, podemos utilizar a Aprendizagem 
baseada em projetos (Project Based Learning), segunda a qual os 
alunos colocam a “mão na massa", investigando como chegar à 
resolução. Um exemplo é o Movimento Maker. 
 
II A gamificação traz a ideia de trabalhar princípios utilizados nos 
jogos para criar engajamento e promover o protagonismo em 
diversos contextos. Esta é uma metodologia ativa não indicada no 
currículo do Ipojuca, por promover a competitividade exagerada nos 
alunos. 
 
III. Uma outra metodologia ativa não indicada no currículo 
referência do Ipojuca é a sala de aula invertida, pois acaba com aulas 
expositivas e faz com que professores deixem de ser os detentores 
do conhecimento no ambiente escolar. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 57 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O papel do professor não deve se restringir ao ensino do cálculo, 
mas deve fazer o estudante descobrir o que está por trás das 
operações, inclusive das relações existentes entre elas, ajudando-o a 
resolver situações práticas de seu cotidiano, não apenas questões 
técnicas e de aplicabilidade de fórmulas. 
 
II. Os processos matemáticos de resolução de problemas, de 
investigação, de desenvolvimento de projetos e da modelagem 
podem ser citados como formas privilegiadas da atividade 
matemática, motivo pelo qual são, ao mesmo tempo, objeto e 
estratégia para a aprendizagem ao longo de todo o Ensino 
Fundamental. 
 
 
 
III. Desenvolver o raciocínio lógico, o espírito de investigação e a 
capacidade de produzir argumentos convincentes, recorrendo aos 
conhecimentos matemáticos para compreender e atuar no mundo é 
uma das competências específicas da matemática para o ensino 
fundamental. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 58 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Recursos didáticos como malhas quadriculadas, ábacos, jogos, 
livros, vídeos, calculadoras, planilhas eletrônicas e softwares de 
geometria dinâmica são pouco relevantes para a compreensão e 
utilização das noções matemáticas, pois apresentam um excesso de 
informação. 
 
II. Na Matemática escolar, o processo de aprender uma noção em 
um contexto, abstrair e depois aplicá-la em outro contexto é 
relativamente simples e depende tão somente da vontade do 
estudante em querer aprender. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 59 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A Etnomatemática considera que o cotidiano está impregnado dos 
saberes e fazeres próprios da cultura. A todo instante, de algum 
modo, os indivíduos comparam, classificam, medem, inferem entre 
outras habilidades. 
 
II.A Ftnomatemática não tem demonstrado interesse em estudos 
sobre práticas matemáticas oriundas da África, pois são quase 
inexistentes ou muito rudimentares. 
 
Marque a alternativaCORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 60 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A avaliação matemática mediante testes e exames diz muito pouco 
sobre aprendizagem. Na verdade, os alunos passam em testes para 
os quais são treinados 
 
II. A oposição que se estabelece entre professores e alunos via 
correções autoritárias impede que se estabeleça uma relação 
dinâmica necessária ao movimento do diálogo. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 61 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Considerando o objetivo 3 do currículo do Ipojuca, segundo o qual 
os alunos devem ser capazes de "Atuar como sujeitos críticos e 
reflexivos capazes de exercerem plenamente a sua cidadania na 
efetivação de seu projeto de vida com autonomia, consciência crítica 
e responsabilidade..." (2020, p. 40), deve o professor de língua 
portuguesa oferecer majoritariamente exposições sobre a língua pois 
são elas que que levarão os estudantes a reter cognitivamente os 
dados linguísticos importantes que, quando internalizados, traduzir-
se-ão em aumento da criticidade necessária à conquista da cidadania 
de seus aprendizes. 
 
II. Considerando o objetivo 5 do currículo do Ipojuca, segundo o 
qual os alunos devem ser capazes de "Fazer uso das diversas fontes 
de informação e tecnologias para a construção do conhecimento, 
contribuindo efetivamente para uma sociedade justa, sustentável, 
democrática e inclusiva;” (2020, p. 40), deve o professor de língua 
portuguesa trabalhar estratégias de análise de diferentes fontes 
produtoras de textos, a fim de constatar a veracidade das 
informações veiculadas, identificar e combater fake News, discursos 
antidemocráticos, discriminatórios e supremacistas. Ao ensinar, o 
docente de língua não deve se ater apenas à forma da linguagem, 
mas também levar os estudantes à reflexão sobre os conteúdos por 
ela veiculados. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 62 (FUNVAPI-2023) 
Estão alinhadas com a proposta de ensino de português do currículo 
do Ipojuca 
 
I. atividade de ensino de escrita a partir de manifestações de leitores 
de jornais e revistas impressos ou digitais para compreensão de seu 
conteúdo temático, estrutura composicional, estilo, argumentação e 
efeito de sentido produzido, servindo como “gênero modelo" a ser 
replicado contextualizadamente pelos estudantes. 
 
II. atividade de ensino de leitura baseada na ação de memorização e 
pronúncia individual das letras, para reuni-las em sílabas, passar às 
palavras e chegar ao entendimento das frases e textos, sendo este o 
último objeto de conhecimento da cadeia de aprendizagem no eixo 
da leitura. 
 
III. atividade de reescrita de texto como estratégia de adequação à 
condição de produção, ao efeito de sentido pretendido pelo sujeito 
autor, às exigências composicionais do gênero e às expectativas dos 
leitores. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
 
Questão 63 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmações a seguir: 
 
I. São estratégias de escrita: planejamento, textualização e 
revisão/edição a elaboração de texto teatral, a partir da adaptação de 
romances, contos, mitos, narrativas de enigma e de aventura, 
novelas, biografias romanceadas, crônicas, dentre outros, 
preferencialmente de autores pernambucanos sancionadas pelo 
currículo do Ipojuca. 
 
II. São formas de se trabalhar com a oralidade na sala de aula: a 
formulação de perguntas e especificação de dúvidas, com auxílio dos 
colegas e dos professores, tema/questão polêmica, explicações e ou 
argumentos relativos ao objeto de discussão sancionadas pelo 
currículo do Ipojuca. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 64 (FUNVAPI-2024) 
Um ambiente escolar que funciona bem desempenha um papel 
fundamental no desenvolvimento acadêmico, emocional e social dos 
alunos, bem como no apoio às famílias. Quando uma escola oferece 
um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo, os alunos se sentem mais 
motivados a aprender, desenvolvem relacionamentos positivos com 
colegas e professores, e têm maior probabilidade de alcançar sucesso 
acadêmico. Um ambiente escolar que funciona bem não só beneficia 
diretamente os alunos, mas também fortalece a comunidade escolar 
como um todo, criando um ambiente propício para o crescimento e 
o bem-estar de todos os envolvidos. Qual é o papel da liderança na 
gestão escolar? 
 
a) Direcionar todas as atividades dos colaboradores, ignorando suas 
opiniões e habilidades individuais. 
b) Direcionar os colaboradores sem considerar suas habilidades 
individuais, criando um ambiente de trabalho desmotivador e 
inflexível. 
c) Motivar e inspirar os colaboradores, além de estar disponível para 
ajudá-los em momentos diversos. 
d) Concentrar-se exclusivamente em números e tecnologia, 
negligenciando o bem-estar e o desenvolvimento da equipe. 
 
Questão 65 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Um objetivo da educação é conscientizar os seres humanos a 
conhecer, interpretar e (reconstruir suas realidades sociais. 
 
II. Um objetivo da escola é ser uma instituição social no processo de 
formação humana neutra, a serviço de todos. 
 
III. Um objetivo do processo de educação formal é transmitir 
conhecimentos acumulados pela sociedade humana aos indivíduos 
que fazem parte dela. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
d) Apenas uma afirmativa está correta. 
 
Questão 66 (FUNVAPI-2024) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A identidade da escola do campo é definida pela sua vinculação 
às questões inerentes à sua realidade, ancorando-se na temporalidade 
e saberes próprios dos estudantes, na memória coletiva que sinaliza 
futuros, na rede de ciência e tecnologia disponível na sociedade e 
nos movimentos sociais em defesa de projetos que associem as 
soluções exigidas por essas questões à qualidade social da vida 
coletiva no país 
 
II. O projeto institucional das escolas do campo, expressão do 
trabalho compartilhado de todos os setores comprometidos com a 
universalização da educação escolar com qualidade social, será 
constituído num espaço público de investigação e articulação de 
experiências e estudos direcionados para o mundo do trabalho, bem 
como para o desenvolvimento social, economicamente justo e 
ecologicamente sustentável. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 67 (FUNVAPI-2024) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A Educação do Campo, de responsabilidade dos Entes Federados, 
que deverão estabelecer formas de colaboração em seu planejamento 
e execução, terá como objetivos a universalização do acesso, da 
permanência e do sucesso escolar com qualidade em todo o nível da 
Educação Básica. 
 
II. A Educação do Campo deverá atender, mediante procedimentos 
adequados, na modalidade da Educação de Jovens e Adultos, as 
populações rurais quenão tiveram acesso ou não concluíram seus 
estudos, no Ensino Fundamental ou no Ensino Médio, em idade 
própria. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 68 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Segundo Vigotsky (1998), quando se brinca, o ser humano cria, 
inova, deixa fluir sua capacidade e liberdade de inventar novas 
maneiras para progredir e resolver problemas circunstanciais. 
Focando na criança, pode-se afirmar que o ato de brincar, possibilita 
a ela diversas aprendizagens, permitindo-a apropriar-se do 
conhecimento, desenvolvendo habilidades relacionadas ao âmbito 
da linguagem, da cognição, dos valores e da sociabilidade. A escola, 
por sua vez, não tem o papel de contribuir para que exista ludicidade 
no ambiente escolar, mas sim que a criança aprenda, pois a 
preocupação central da escola é com o desenvolvimento do processo 
de ensino e de aprendizagem. 
 
II. A brincadeira deve estar presente na educação infantil 
principalmente para ocupar tempo, mas serve também para que a 
criança passe a desenvolver a intelectualidade, a autoconfiança, a 
 
 
exploração, a curiosidade, o raciocínio, a emoção, a 
psicomotricidade, que vai levá-la a ampliar os seus valores e 
agrupar-se de um modo sadio com as pessoas. O mundo lúdico, ao 
mesmo tempo que devolve às crianças um estímulo para brincar, 
resgata a alegria de poder experimentar, descobrir e criar. À medida 
que vão crescendo, as crianças trazem para suas brincadeiras o que 
vêem, escutam, observam e experimentam. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 69 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Os jogos e brinquedos tradicionais são aqueles que por suas 
características de fácil assimilação, desenvolvimento de forma 
prazerosa, aspecto lúdico e função em seu contexto, foram aceitos 
coletivamente e preservados através dos tempos, transmitidos 
oralmente de uma geração à outra. O brinquedo tradicional 
geralmente é criado ou confeccionado para a criança dentro da 
concepção infantil de objeto de brincar, mas perdeu seu valor e 
importância dada a inserção de jogos eletrônicos cada vez mais 
próximo das crianças. 
 
II. Manipular brinquedos remete, entre outras coisas, a manipular 
significações culturais originadas numa determinada sociedade. O 
brinquedo simboliza, aos olhos das crianças e, também dos adultos, 
a imagem que a criança valoriza, contribuindo com uma nova 
construção cultural. Por meio de uma aula lúdica, o aluno é 
estimulado a desenvolver sua criatividade e não apenas a 
produtividade. Sendo sujeito do processo pedagógico, no aluno é 
despertado o desejo do saber, a vontade de participar e a alegria da 
conquista. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 70 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A participação da família no processo de aprendizagem ocorre 
apenas em momentos de reuniões de pais e mestres e reuniões 
individuais com o professor, nas quais ele pode fornecer uma visão 
não escolar mais completa do aluno. 
 
II. A participação do professor na integração família-escola pode 
acontecer através da avaliação formativa e qualitativa, que fornece 
informações sobre problemas de adaptação dos alunos à realidade da 
escola. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
 
Questão 71 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Para Magda Soares (2018), alfabetizar e letrar são duas ações 
distintas, mas não inseparáveis, ao contrário: o ideal seria alfabetizar 
letrando, ou seja: ensinar a ler e escrever no contexto das práticas 
sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, 
ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado. Concordando com a autora, 
é possível afirmar que no processo de aquisição da escrita alfabética, 
o letramento envolve a compreensão e o saber lidar com diferentes 
gêneros textuais. 
 
II. Na perspectiva tradicional de alfabetização, predominava uma 
aprendizagem do código desvinculado dos usos sociais da leitura e 
escrita. Todavia, através do aprofundamento dos estudos sobre essa 
temática, evidenciou-se que a escrita alfabética não é um código que 
se aprende memorizando. Ademais, o Sistema de Escrita Alfabética 
é um sistema notacional, e a aquisição desse conhecimento deve ser 
promovida, numa perspectiva crítica, através da reflexão ou da 
repetição. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 72 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A alfabetização e o letramento são dois processos diferentes, 
porém simultâneos e indissociáveis, já que, a alfabetização, em seu 
sentido estrito, envolve ações específicas de ler e escrever, ou seja, 
supõe o acesso instrumental ao mundo da leitura e da escrita, 
extrapolando a ideia de que escrever é codificar e ler é decodificar. 
Já o letramento envolve a compreensão, o saber lidar com diferentes 
gêneros textuais, bem como envolve o estado ou condição de quem 
não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas 
sociais que usam a escrita. 
 
II. O letramento pode ser considerado como a imersão do sujeito na 
cultura escrita, participação em experiências variadas com a leitura 
e a escrita, conhecimento e interação com diferentes tipos e gêneros 
de material escrito. A alfabetização é a consciência fonológica e 
fonêmica, identificação das relações fonema-grafema, habilidades 
de codificação e decodificação da língua escrita, conhecimento e 
reconhecimento dos processos de tradução sonora da fala para a 
forma gráfica da escrita. 
 
III. A escolarização, por sua vez, é uma prática formal e institucional 
de ensino que visa a uma formação integral do indivíduo, sendo que 
a alfabetização é apenas uma das atribuições da escola. Vale destacar 
que a escola possui projetos educacionais amplos, ao passo que a 
alfabetização é uma habilidade restrita. Segundo Street (1995), é 
preciso ter cautela diante da tendência à escolarização do letramento, 
que sofre de um mal crônico ao supor que só existe um letramento. 
Existem letramentos sociais que surgem e se desenvolvem à margem 
da escola, não precisando por isso serem depreciados. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
 
Questão 73 (FUNVAPI-2023) 
Texto: Os dois "multis” dos multiletramentos 
 
O termo mutiletramentos refere-se atualmente a dois aspectos 
principais da construção de significado. O primeiro é a diversidade 
social, ou a variabilidade de convenções de significado em diferentes 
situações culturais, sociais ou de domínio específico. Textos variam 
| enormemente dependendo do contexto social — experiência de 
vida, assunto, domínio disciplinar, ramo de trabalho, conhecimentos 
especializados, ambiente cultural ou identidade de gênero, só para 
citar algumas diferenças importantes. Essas diferenças estão se 
tornando cada vez mais significativas nos modos como interagimos 
em nossa vida cotidiana, isto é, nos modos como construímos 
significados e delesparticipamos, Segundo o NLG (Grupo da Nova 
Londres, surgido em 1996 com o manifesto "A pedagogia dos 
multiletramentos" e que conta com pesquisadores como Gunther 
Kress, William Cope, Jim Gee, Mari Kalantzis e Norman 
Fairclough), é preciso lidar com as diferenças linguísticas e 
culturais, que se tornaram centrais para a pragmática de nossas vidas 
profissionais, cívicas e privadas. Assim, o NLG defende um ensino 
voltado para projetos que considerem as diferenças multiculturais 
existentes, dando visibilidade às dimensões profissional, pessoal e 
de participação cívica. 
 
O segundo aspecto da construção de significado destacado pela ideia 
de multiletramento é a multimodalidade. Essa é uma questão 
particularmente significativa hoje, em parte como resultado dos 
novos meios de informação e comunicação. Os significados são 
construídos cada vez mais multimodalmente, devido à crescente 
multiplicidade e integração de modos de construção do significado, 
em que o textual está integrado ao visual, ao áudio, ao espacial, ao 
comportamental etc. Isso é particularmente importante na mídia de 
massa, na multimídia e na hipermídia eletrônica. Fonte: Kalantzis, 
M; Cope, W; Pinheiro, P. Letramentos. Campinas, SP. Editora da 
Unicamp, 2020. 
 
Com base no texto Os dois "multis" dos multiletramentos, bem como 
nos conhecimentos acerca das reflexões sobre alfabetização, 
letramento e multiletramentos, analise as informações a seguir: 
 
I. Cada vez mais os modos grafocêntricos de significado podem ser 
complementados ou substituídos por outra forma de cruzar o tempo 
e a distância, como gravações e transmissões orais, visuais, 
auditivas, gestuais e outros padrões de significado. Assim, é correto 
afirmar que uma pedagogia voltada ao ensino de leitura e escrita 
precisa ir além da comunicação alfabética, incorporando, assim, a 
essas habilidades tradicionais as comunicações multimodais, 
particularmente aquelas típicas das novas mídias digitais. 
 
II O texto justifica inicialmente o multiletramento pela variabilidade 
de convenções de significado em diferentes situações culturais, 
sociais ou de domínio específico. Sendo assim, o processo de 
alfabetização tradicional aproxima-se dessa variabilidade, pois é 
caracterizado pelo foco na relação fonema-grafema, na qual o ato de 
escrever se constitui em tradução dos sons da fala para as imagens 
simbólicas da escrita, e o ato de ler, em decodificação dos 
significados das palavras escritas. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
 
Questão 74 (FUNVAPI-2023) 
Texto: Os dois "multis” dos multiletramentos 
 
O termo mutiletramentos refere-se atualmente a dois aspectos 
principais da construção de significado. O primeiro é a diversidade 
social, ou a variabilidade de convenções de significado em diferentes 
situações culturais, sociais ou de domínio específico. Textos variam 
| enormemente dependendo do contexto social — experiência de 
vida, assunto, domínio disciplinar, ramo de trabalho, conhecimentos 
especializados, ambiente cultural ou identidade de gênero, só para 
citar algumas diferenças importantes. Essas diferenças estão se 
tornando cada vez mais significativas nos modos como interagimos 
em nossa vida cotidiana, isto é, nos modos como construímos 
significados e deles participamos, Segundo o NLG (Grupo da Nova 
Londres, surgido em 1996 com o manifesto "A pedagogia dos 
multiletramentos" e que conta com pesquisadores como Gunther 
Kress, William Cope, Jim Gee, Mari Kalantzis e Norman 
Fairclough), é preciso lidar com as diferenças linguísticas e 
culturais, que se tornaram centrais para a pragmática de nossas vidas 
profissionais, cívicas e privadas. Assim, o NLG defende um ensino 
voltado para projetos que considerem as diferenças multiculturais 
existentes, dando visibilidade às dimensões profissional, pessoal e 
de participação cívica. 
 
O segundo aspecto da construção de significado destacado pela ideia 
de multiletramento é a multimodalidade. Essa é uma questão 
particularmente significativa hoje, em parte como resultado dos 
novos meios de informação e comunicação. Os significados são 
construídos cada vez mais multimodalmente, devido à crescente 
multiplicidade e integração de modos de construção do significado, 
em que o textual está integrado ao visual, ao áudio, ao espacial, ao 
comportamental etc. Isso é particularmente importante na mídia de 
massa, na multimídia e na hipermídia eletrônica. Fonte: Kalantzis, 
M; Cope, W; Pinheiro, P. Letramentos. Campinas, SP. Editora da 
Unicamp, 2020. 
 
Com base no texto Os dois "multis" dos multiletramentos, bem como 
nos conhecimentos acerca das reflexões sobre alfabetização, 
letramento e multiletramentos, analise as informações a seguir: 
 
I. O título faz referência a dois 'multis', sobre o primeiro, é correto 
afirmar que se propõe a abordar a variabilidade de construção de 
significado em diferentes contextos culturais, sociais ou específicos, 
ou seja, não é mais suficiente para o ensino de alfabetização centrar-
se apenas nas regras dos formulários normalizados da língua 
nacional. A representação do significado cada vez mais requer que 
os alunos se tornem capazes de negociar diferenças nos padrões de 
significado de um contexto para o outro, sendo essas diferenças 
consequência de vários fatores, incluindo cultura, gênero e 
experiência de vida. 
 
II. O outro 'muki' surge como característica das novas formas de 
informação e comunicação, dado que o significado é feito de 
maneira cada vez mais multimodal, na qual modos linguísticos 
possuem interface de significado com padrões de significados orais, 
visuais, de áudio, gestuais, táteis e espaciais. A multimodalidade 
pode ser entendida como o uso de mais de um modo em um texto ou 
um evento de construção de significado. Apesar de ser muito mais 
significativa na era das novas mídias digitais, a multimodalidade não 
é um fenômeno novo. 
 
III. Um ensino voltado para projetos que considerem as diferenças 
multiculturais existentes, como foi citado no texto, é mais bem 
compreendido como um conjunto de práticas sociais, inferidas por 
meio de textos escritos. Assim, podemos falar de práticas de 
letramento padronizadas por instituições sociais destituídas de 
 
 
relações de poder, não sendo nenhuma delas mais dominante que 
outras. Pode-se, então, afirmar que práticas de letramento são formas 
culturalmente gerais de língua escrita que as pessoas dispõem em 
suas vidas ou, de forma mais simples, são o que as pessoas fazem 
com a escrita. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 75 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A leitura do texto literário é fonte de prazer e precisa, portanto, ser 
considerada como meio para garantir o direito de lazer das crianças 
e dos adolescentes. Todavia, é preciso sair da bolha tanto dos autores 
clássicos quanto dos autores das editoras clássicas. Há muita 
produção independente de alta qualidade que poderia chegar à 
escola, mas esbarra no processo de escolha dos livros para chegar 
até ela. Se acostumarmos os educandos apenas aos autores clássicos 
ou canônicos, privamos os alunos, inclusive, de conhecer outras 
obras que retratam a existência e singularidade do educando, 
desconsiderando, assim, em certa medida, que a leitura do texto 
literário também é uma fonte de descobertas. 
 
II. As crianças, desde muito cedo, convivem com a língua oral em 
diferentes situações, a linguagem ocupa, assim, um papel central nas 
relações sociais vivenciadas por crianças e adultos. Por meio da 
oralidade, as crianças participam de diferentes situações de interação 
social e aprendem sobreelas próprias, sobre a natureza e sobre a 
sociedade. Vivenciando tais situações, as crianças aprendem a falar 
muito cedo e, quando chegam ao ensino fundamental, salvo algumas 
exceções, já conseguem interagir com autonomia. No âmbito 
escolar, todavia, elas aprendem a produzir textos orais mais formais 
e se deparam com outros que não são comuns no cotidiano de seus 
grupos familiares, o que é um equívoco da escola há muito tempo 
repetido. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 76 (FUNVAPI-2025) 
Na construção do conceito de número pela criança, qual afirmativa 
apresenta a abordagem mais consistente com os fundamentos 
teóricos da Psicologia do Desenvolvimento? 
 
a) O conceito de número é adquirido exclusivamente após a 
introdução de operações formais no ambiente escolar, sendo um 
processo dependente de instrução direta. 
b) O domínio das operações aritméticas básicas, como adição e 
subtração, é pré-requisito indispensável para que o aluno comece a 
conceber o número como uma entidade matemática. 
c) A ideia de número se forma essencialmente pela memorização de 
sequências e pela repetição de padrões preestabelecidos no contexto 
escolar. 
d) A abstração numérica depende exclusivamente de estímulos 
teóricos proporcionados pela mediação docente em atividades 
estruturadas. 
e) A interação ativa da criança com situações do cotidiano, como 
contar objetos e agrupar elementos, constitui a base para a 
internalização e compreensão dos conceitos numéricos. 
 
Questão 77 (FUNVAPI-2025) 
Acerca de como a criança constrói o conceito de número, qual das 
opções a seguir está correta? 
 
a) A criança entende o número como uma série desconexa até os 12 
anos de idade. 
b) A noção de número é formada apenas com base em relações 
cardinais, sem conexão com o aspecto ordinal. 
c) A criança desenvolve o conceito de número por meio da 
memorização de sequências numéricas. 
d) A abstração numérica ocorre apenas após a escolarização formal. 
e) A ideia de número surge pela síntese das ações de contar, separar 
e corresponder elementos. 
 
Questão 78 (FUNVAPI-2025) 
O construtivismo, especialmente na perspectiva piagetiana, tem um 
papel fundamental na educação matemática. Qual das afirmações a 
seguir está incorreta com base na teoria construtivista? 
 
a) O conhecimento matemático é construído pela interação do 
indivíduo com o ambiente, em um processo ativo de aprendizado. 
b) A construção do número na criança envolve a síntese de relações 
lógicas e a interação com o mundo real. 
c) O domínio de estruturas lógicas como classes e séries é um pré-
requisito absoluto para a introdução de números na educação 
infantil. 
d) A aprendizagem matemática deve permitir ao aluno refletir sobre 
suas ações e construir significados para os conceitos matemáticos. 
e) A contagem é uma das principais ferramentas utilizadas pelas 
crianças para iniciar a compreensão dos conceitos matemáticos. 
 
Questão 79 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. O processo de educação informal, ou não-intencional, acontece 
nas relações sociais e trocas cotidianas entre seres humanos. 
 
II. A educação intencional está presente na escola ou em meios de 
informação como a televisão, quando ocorre uma organização 
planejada e sistemática da aprendizagem. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 80 (FUNVAPI-2024) 
O equilíbrio é o alicerce na teoria de Piaget. Segundo ele, o 
desenvolvimento cognitivo ocorre através de equilíbrios e 
desequilíbrios no próprio meio ambiente, no qual, qualquer alteração 
resulta impreterivelmente na alteração do estado de repouso. Para 
alcançar o equilíbrio, é necessário passar pelos estados: 
 
a) Assimilação e Acomodação. 
b) Interação e Acomodação. 
c) Interiorização e Assimilação. 
d) Assimilação e Reflexão. 
 
 
 
 
 
Questão 81 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Avaliar é o ato de diagnosticar uma experiência, tendo em vista 
reorientá-la para produzir o melhor resultado possível. Por isso, não 
é classificatória nem seletiva, ao contrário, é diagnóstica e inclusiva. 
O ato de examinar, por outro lado, é classificatório e seletivo e, por 
isso mesmo, excludente, já que não se destina à construção do 
melhor resultado possível. Tem a ver, sim, com a classificação 
estática do que é examinado. O ato de avaliar tem seu foco na 
construção dos melhores resultados possíveis, enquanto o de 
examinar está centrado no julgamento de aprovação ou reprovação. 
 
II. Não raro, professores e professoras repetem modelos 
inconscientes de agir na prática da avaliação da aprendizagem 
escolar. Há um equívoco em denominar sua prática de 'avaliação', 
quando o que se faz é exercitar 'exames', conforme defende Luckesi 
(2002). Professores, professoras, escolas e sistemas de ensino dizem, 
muitas vezes, que estão praticando avaliação, pois, assim, existem 
dias de avaliação, práticas de avaliação, sistemas de avaliação, 
porém, efetivamente, são dias de exames, práticas de exames, 
sistemas de exames, ou seja, hábitos que já passaram para o 
inconsciente e, dessa forma, atua automaticamente, sem se perguntar 
sobre o verdadeiro sentido daquilo que está fazendo. 
Inconscientemente, 'examina', porém diz que 'avalia'. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 82 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Uma das críticas à prática da avaliação escolar ocorre pelo fato de 
essa prática, muitas vezes, reduzir-se à sua função de controle 
mediante a qual se faz uma classificação quantitativa dos alunos 
relativa às notas que obtiveram das provas. Não raro, educandos não 
têm conseguido usar os procedimentos de avaliação para atender a 
sua função educativa. 
 
II. Tomar uma avaliação como o ato de aplicar provas, atribuir notas 
e classificar os alunos reduz a avaliação à cobrança daquilo que o 
aluno memorizou, ficando, assim, a nota apenas como instrumento 
de controle, como fazem professores que se vangloriam por deter o 
poder de aprovar ou reprovar. Esses educadores, na verdade, 
ignoram a complexidade de fatores que envolvem o ensino, tais 
como os objetivos de formação, a situação social dos alunos, as 
condições e meios de organização do ensino, as dificuldades de 
assimilação por conta das condições sociais, econômicas, culturais 
adversas dos alunos. 
 
III. É comum a prática de transformar as notas da avaliação em 
armas de intimidação e ameaça para alunos desinteressados ou 
indisciplinados e transformar em prêmios, recompensa, para os 
"bons" alunos, bem como vem sendo comum atribuir ou subtrair 
“ponto” de acordo com o comportamento do aluno. Nessas práticas, 
o professor também cumpre seu papel docente de assegurar as 
condições e os meios pedagógicos-didáticos para que os alunos 
sejam estimulados e tenham o aprendizado como objetivo. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 83 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente do 
trabalho docente, o qual deve acompanhar passo a passo o processo 
de ensino e aprendizagem. É por meio dela que, no decorrer do 
trabalho conjunto do professor e dos alunos, os resultados são 
comparados com os objetivos propostos. 
 
II. A avaliação, enquantotarefa complexa que não se resume à 
realização de provas e atribuição de notas, mensura dados que 
devem ser submetidos a uma apreciação qualitativa, cumprindo, 
dessa forma, funções pedagógico-didáticas, de diagnóstico e de 
controle. 
 
III. Segundo Luckesi, a avaliação é uma apreciação quantitativa 
sobre dados relevantes do processo de ensino e aprendizagem, que 
auxilia o professor a tomar decisões sobre seu trabalho. Essa 
apreciação quantitativa dos dados relevantes, por meio de provas, 
exercícios e respostas dos alunos, é o que permite uma tomada de 
decisão do educador para o que deve ser feito em seguida. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 84 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Segundo o professor Cipriano Luckesi, a avaliação é uma 
apreciação qualitativa sobre dados relevantes do processo de ensino 
e aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre seu 
trabalho. Vale salientar que os dados relevantes se referem às várias 
manifestações das situações didáticas, nas quais o professor e os 
alunos estão empenhados em atingir os objetivos do ensino. 
 
II. Verificação, qualificação e apreciação qualitativa constituem 
tarefas de avaliação nos diversos momentos do processo de ensino. 
A verificação é a comprovação dos resultados alcançados em relação 
aos objetivos e, conforme o caso, atribuição de notas ou conceitos. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 85 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Considerando que o currículo do Ipojuca determina que a 
avaliação deve contemplar diferentes aspectos da aprendizagem do 
aluno, o momento específico da sua ocorrência deverá receber 
atenção especial, pois a avaliação adequada precisa observar 
critérios e responder a perguntas (que informações são necessárias? 
para quem servem os dados, como as informações são obtidas) 
fundamentais para se verificar quantidade de informações 
 
 
absorvidas e assim definir o futuro de progressão ou de retenção do 
aluno no fluxo escolar. 
 
II. Apesar de conhecer a proposta político-pedagógica sobre 
avaliação da rede de ensino da qual faz parte, para evitar a ingerência 
da subjetividade, ideologia, visão de homem e ideal de sociedade 
forjadas ao longo da sua vivência, o professor de língua portuguesa 
deve buscar os critérios mais objetivos para avaliar a qualidade dos 
textos produzidos pelos alunos. Assim, a identificação de erros 
gramaticais, a aferição de violação às regras da norma padrão, 
revelar a burla às convenções dos gêneros textuais mostram-se como 
os critérios mais ponderados para se atribuir a nota final merecida 
pelo produto textual apresentado. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) À afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 86 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. De acordo com Cipriano Luckesi, a face mais importante da 
avaliação é o seu caráter certificatório, objetivando garantir que os 
estudantes adquiram as competências necessárias à sua certificação 
como concluintes da educação básica. 
 
II. De acordo com Jussara Hoffman, a avaliação deve ser mediadora, 
no sentido de se configurar como um instrumento de promoção de 
aprendizagem ao estudante, possibilitando que o professor 
identifique equívocos de compreensão através da investigação dos 
erros dos estudantes. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é a falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 87 (FUNVAPI-2024) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Avaliação da aprendizagem é um instrumento centrado na 
aplicação de testes, utilizado na escola, sobretudo, para avaliar o 
desempenho dos alunos, precisamente em um dado momento do 
processo de ensino-aprendizagem. 
 
II. A avaliação institucional constitui-se como um processo 
sistemático de discussão permanente sobre as práticas vivenciadas 
na escola, intrínseco à construção da sua autonomia, já que fornece 
subsídios para melhoria e aperfeiçoamento da qualidade do seu 
trabalho. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
 
 
 
Questão 88 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Na perspectiva de Luckesi, pratica-se nas escolas públicas e 
particulares, nos diversos níveis de ensino, muito mais exames 
escolares do que avaliação de aprendizagem, corroborando, assim, a 
ideia de que, no senso comum da vida escolar, os educadores são 
mais examinadores do que avaliadores. 
 
II. O educando vai à escola para aprender, todavia, quando o foco 
da escola é nos exames, a prática pedagógica que vigora é a de que 
o educando vai à escola para ser submetido a um processo seletivo. 
O ato de examinar se caracteriza, dentre outros aspectos, pela 
classificação e seletividade do educando, já o ato de avaliar é 
caracterizado pelo seu diagnóstico e pela inclusão. 
 
III. A habilidade de examinar do educador é herdada tanto do 
sistema de ensino estabelecido e praticado na docência, como na 
trajetória pessoal enquanto educando sucessivamente submetido às 
práticas examinadoras dos educadores que os acompanharam na 
trajetória estudantil. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 89 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A expressão "Avaliação da aprendizagem" foi cunhada por Ralph 
Tyler na década de 1930 para se referir ao cuidado necessário que os 
educadores necessitam ter com a aprendizagem dos educandos. Esse 
educador propôs uma prática pedagógica que fosse eficiente, 
estabelecendo, assim, o ensino por objetivos, que significava 
estabelecer, com clareza e precisão, o que o educando deveria 
aprender, bem como o que o educador necessitaria fazer para que o 
educando efetivamente aprendesse. Essa prática proposta, porém, 
não conseguiu ainda hoje no ocidente ter vigência significativa. 
 
II. A história da avaliação da aprendizagem é mais longa que a 
história da avaliação dos exames escolares. A avaliação da 
aprendizagem que se conhece hoje é ainda se pratica foi 
sistematizada no decorrer dos séculos XVI e XVII, embora seja uma 
prática utilizada há milênios. Na China, por exemplo, a avaliação de 
aprendizagem já era utilizada, 3.000 anos antes da era cristã, para 
selecionar soldados para o exército. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 90 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. A função da avaliação é sustentar e orientar a prática pedagógica 
essencialmente através da constatação do nível linguístico alcançado 
pelo aluno. 
 
 
 
II. A avaliação é uma atividade contínua e alimentadora do processo 
de ensino unicamente, pois dá retorno ao professor do 
desenvolvimento no percurso de aprendizagem linguística. 
 
III. A avaliação da aprendizagem de língua inglesa não envolve 
outros participantes do processo educacional como pais ou 
sociedade, uma vez que evidencia resultados da prática pedagógica 
em sala- Vocês, meus queridos educadores, são o sal da 
terra e a· luz do mundo... 
 
Professor Eduardo Machado 
 
Qual dos "alunos" se dirigiu ao "professor" numa atitude de se 
resguardar contra problemas futuros? 
 
a) Bartolomeu. 
b) Judas Tadeu. 
c) Simão Zelote. 
d) Tiago Menor. 
 
Questão 33 (FUNVAPI – 2022) 
SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... 
 
. Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e 
sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e 
seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os 
educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os 
homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade 
vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos 
céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão 
saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... 
 
Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? 
 
André disse: - É pra copiar no caderno? 
 
Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! 
 
Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? 
 
João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? 
 
Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com 
isso? 
 
Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé 
questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? 
 
Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? 
 
Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha 
frente. 
 
Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a 
resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, 
ninguém entendeu nada! 
 
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem 
ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, 
dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o 
seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos 
gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação 
dos conhecimentos prévios? 
 
Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas 
transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os 
espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os 
conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? 
 
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações 
da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao 
final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as 
promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em 
números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso 
projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você 
ainda não é professor titular ... 
 
 
 
Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir 
aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em 
vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. 
 
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar 
pra Nazaré e montar uma padaria ... 
 
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu 
coração de educador se enterneceu.. e Ele continuou: - Felizes vocês, 
se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra 
vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque 
será grande a recompensa no céu. 
 
Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes 
de vocês. 
 
Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? 
 
-Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas 
palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se 
acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma 
recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para 
merecer o que vem depois ... 
 
E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da 
terra e a· luz do mundo... 
 
Professor Eduardo Machado 
 
Marque a alternativa que apresenta o objetivo do texto. 
a) Demonstrar a situação privilegiada do educador no país. 
b) Indicar a falta de preparo dos profissionais da educação para atuar 
em sala de aula. 
c) Mostrar que a profissão de educador visa o aprendizado e não a 
recompensa pessoal. 
d) Que os educadores não estão preparados para trabalhar com as 
divergências encontradas no seu dia-a-dia. 
 
Questão 34 (FUNVAPI – 2022) 
SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... 
 
. Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e 
sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e 
seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os 
educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os 
homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade 
vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos 
céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão 
saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... 
 
Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? 
 
André disse: - É pra copiar no caderno? 
 
Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! 
 
Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? 
 
João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? 
 
Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com 
isso? 
 
Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé 
questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? 
 
Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? 
 
Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha 
frente. 
 
Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a 
resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, 
ninguém entendeu nada! 
 
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem 
ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, 
dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o 
seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos 
gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação 
dos conhecimentos prévios? 
 
Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas 
transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os 
espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os 
conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? 
 
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações 
da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao 
final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as 
promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em 
números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso 
projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você 
ainda não é professor titular ... 
 
Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir 
aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em 
vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. 
 
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar 
pra Nazaré e montar uma padaria ... 
 
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu 
coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes 
vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras 
contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, 
porque será grande a recompensa no céu. 
 
Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes 
de vocês. 
 
Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? 
 
-Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas 
palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se 
acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma 
recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para 
merecer o que vem depois ... 
 
E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da 
terra e a· luz do mundo... 
 
Professor Eduardo Machado 
 
A introdução do texto nos remete a um tipo de prática utilizada por 
muitos professores. Baseado nessade aula. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
d) Apenas uma afirmativa está correta. 
 
Questão 91 (FUNVAPI-2024) 
Qual é a abordagem mais indicada para que um professor possa 
facilitar uma aula produtiva? Marque a opção apropriada. 
 
a) O professor deve demonstrar liderança, estabelecendo limites 
claros e consequências para o comportamento dos alunos. 
b) O professor deve manter uma postura distante, evitando qualquer 
forma de interação com os alunos. 
c) O professor deve impor uma disciplina rigorosa, priorizando 
constantemente a busca por resultados. 
d) O professor deve criar um ambiente de aprendizado seguro e 
inclusivo, encorajando a cooperação entre os estudantes. 
 
Questão 92 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. Dentro da discussão sobre profissionalização, a realização do 
Estágio permite com que a prática do ensino se torne uma atividade 
cotidana na vida dos estudantesestagiários, ação que é apontada por 
vários estudos como fator relevante para a construção de condutas 
de ensino e um acervo de atuação em momentos de aula importantes 
para que haja uma elaboração pessoal e subjetiva sobre o modo de 
agir e pensar, o que em outras palavras constitui a autopercepção 
desses sujeitos. 
 
II. A autopercepção de competência profissional em relação aos 
índices da dimensão Habilidades é construída à medida que lida de 
maneira prática com os desafios do cotidiano docente. Por outro 
lado, a autopercepção em relação aos índices da dimensão 
Conhecimentos adquire-se por meio dos estudos científicos. No final 
de contas, o estudante não pode ser visto como trabalhador, ao 
mesmo tempo em que a remuneração é algo secundário. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 93 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. É certo afirmar que o ensino de Ciências Humanas no município 
do Ipojuca enfatiza a atuação mediadora do docente a fim de 
viabilizar um processo de ensino-aprendizagem que promova o 
conhecimento e a formação misantrópica. 
 
II. É certo afirmar que o ensino de Ciências Humanas no município 
do Ipojuca fomenta uma prática política que valoriza os 
questionamentos e a liberdade de expressão absoluta dos estudantes, 
bem como respeita a liberdade de cátedra de seus docentes. 
 
III. É certo afirmar que o ensino de Ciências Humanas no município 
de Ipojuca orienta o docente a explorar e explicar os diversos 
aspectos dos fenômenos predominantemente coletivos, pois a 
dimensão individual seria quase sempre inexplicável. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 94 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. Além das habilidades linguísticas de comunicação (leitura, escrita 
e oralidade), a estruturação em eixos visa garantir condições para o 
desenvolvimento do estudante com relação à dimensão intercultural 
e conhecimentos linguísticos. 
 
II. São objetivos dos eixos leitura e oralidade que o estudante possa 
interagir com outras visões de mundo, adquirir conhecimentos 
culturais e posicionar-se criticamente no mundo. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 95 (FUNVAPI-2023) 
Considerando-se o ensino e a aprendizagem na perspectiva da 
pluralidade cultural, analise as afirmativas a seguir: 
 
I. A pluralidade cultural oferece aos alunos oportunidades de 
reconhecimento de seu valor cultural em comparação com outros 
países, valorização das diversas culturas presentes no Brasil e 
aprendizagem de formas de defesa contra preconceitos. 
 
II. A pluralidade cultural é um fator de declínio da democracia por 
conta de seus efeitos no tecido social, através da fortificação da 
cultura individual e dos laços entre grupos sociais 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) À afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 96 (FUNVAPI-2023) 
Analise as afirmativas a seguir: 
 
I. Ao adotar a perspectiva de multiletramentos e multiculturalidade 
no ensino de língua estrangeira, a aprendizagem passa a ser 
reconhecida na troca de experiências entre pessoas, no choque de 
conceitos e realidades que desenvolvem a consciência crítica. 
 
II. Ao trazer a perspectiva da pluralidade cultural à escola, busca-se 
combater atitudes discriminatórias nas relações sociais entre pessoas 
de diferentes países ao criar novas formas de relação social e 
interpessoal com interação e respeito ao estrangeiro. 
 
 
 Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 97 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A disciplina Geografia tem uma grande contribuição a dar ao 
conceito de identidade, pois ela oferece aos estudantes a leitura da 
paisagem e a compreensão do espaço de vivência inter-relacionada 
a produções espaciais em seus aspectos socioeconômicos e 
socioculturais. 
 
II. O processo de ensino e aprendizagem de Geografia deve não 
apenas justapor, mas também materializar de forma crítica as 
diferenças socioculturais e socioeconômicas do espaço onde estão 
os estudantes, para que eles ampliem sua vivência do conhecimento 
geográfico a partir de seu respectivo espaço vivido. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) As duas afirmativas são verdadeiras. 
b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa. 
c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa. 
d) As duas afirmativas são falsas. 
 
Questão 98 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. A prática da pesquisa, estruturada pelo método científico sob a 
orientação do professor, deve permear a relação de ensino e 
aprendizagem das aulas de Geografia, conduzindo o processo de 
construção do conhecimento dos estudantes em seu contexto sócio-
histórico e cultural. 
 
II. O trabalho pedagógico na perspectiva da interdisciplinaridade 
das Ciências Humanas intenciona apresentar os objetos do saber de 
modo integrado, contudo excesso de informação disponível ao 
mesmo tempo acaba por dificultar a clareza da compreensão dos 
estudantes sobre tais objetos de conhecimento. Por essa razão, o 
currículo do Ipojuca não recomenda a aplicação desta perspectiva de 
trabalho. 
 
III. A investigação de problemáticas específicas da localidade, 
identificadas pela turma e/ou comunidade escolar, é apoiada pelo 
currículo do Ipojuca, pois é vista como uma proposta de estudo a ser 
efetuada em parceria com as demais áreas de conhecimento, pois 
coloca em prática a interdisciplinaridade. 
 
Marque a alternativa CORRETA: 
 
a) Nenhuma afirmativa está correta. 
b) Todas as afirmativas estão corretas. 
c) Apenas uma afirmativa está correta. 
d) Apenas duas afirmativas estão corretas. 
 
Questão 99 (FUNVAPI-2023) 
Analise as informações a seguir: 
 
I. É certo afirmar que o fundamento da Educação Geográfica é o 
raciocínio geográfico concebido como processamento cognitivo que 
toma o contexto espaço-tempo vinculado à diversidade de ações 
humanas, que constroem o lugar em que habitam a partir da sua 
compreensão dos processos históricos, físicos e naturais. 
 
II. É certo afirmar que o raciocínio geográfico contempla um grande 
número de aspectos diversos taisinformação identifique a prática 
mencionada. 
 
a) Decorar e reproduzir. 
b) Indagar. 
c) Raciocinar. 
d) Refletir. 
 
 
Questão 35 (FUNVAPI – 2022) 
SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... 
 
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e 
sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e 
seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os 
educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os 
homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade 
vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos 
céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão 
saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... 
 
Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? 
 
André disse: - É pra copiar no caderno? 
 
Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! 
 
Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? 
 
João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? 
 
Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com 
isso? 
 
Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé 
questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? 
 
Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? 
 
Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha 
frente. 
 
Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a 
resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, 
ninguém entendeu nada! 
 
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem 
ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, 
dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o 
seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos 
gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação 
dos conhecimentos prévios? 
 
Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas 
transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os 
espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os 
conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? 
 
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações 
da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao 
final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as 
promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em 
números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso 
projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você 
ainda não é professor titular ... 
 
Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir 
aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em 
vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. 
 
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar 
pra Nazaré e montar uma padaria ... 
 
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu 
coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes 
vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras 
contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, 
porque será grande a recompensa no céu. 
 
Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes 
de vocês. 
 
Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? 
 
-Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas 
palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se 
acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma 
recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para 
merecer o que vem depois ... 
 
E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da 
terra e a· luz do mundo... 
 
Professor Eduardo Machado 
 
O texto pode se classificar como: 
a) Metáfora. 
b) Metonímia. 
c) Personificação. 
d) Sátira. 
 
Questão 36 (FUNVAPI – 2022) 
SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... 
 
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e 
sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e 
seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os 
educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os 
homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade 
vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos 
céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão 
saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... 
 
Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? 
 
André disse: - É pra copiar no caderno? 
 
Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! 
 
Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? 
 
João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? 
 
Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com 
isso? 
 
Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé 
questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? 
 
Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? 
 
Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha 
frente. 
 
Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a 
resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, 
ninguém entendeu nada! 
 
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem 
ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, 
dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o 
 
 
seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos 
gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação 
dos conhecimentos prévios? 
 
Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas 
transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os 
espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os 
conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? 
 
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações 
da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao 
final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as 
promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em 
números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso 
projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você 
ainda não é professor titular ... 
 
Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir 
aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em 
vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. 
 
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar 
pra Nazaré e montar uma padaria ... 
 
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu 
coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes 
vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras 
contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, 
porque será grande a recompensa no céu. 
 
Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes 
de vocês. 
 
Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? 
 
-Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas 
palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se 
acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma 
recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para 
merecer o que vem depois ... 
 
E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da 
terra e a· luz do mundo... 
 
Professor Eduardo Machado 
 
A frase CORRETAMENTE pontuada é a que se encontra na 
alternativa: 
a) A empresa dispensará, alguns empregados se continuar a 
recessão. 
b) Como aumentou o desemprego a situação, agravou-se. 
c) Estudei muito portanto, estou preparada para fazer a prova. 
d) Logo que o avião pousou, caiu uma tempestade. 
 
Questão 37 (FUNVAPI – 2022) 
SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... 
 
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e 
sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e 
seguidores se aproximassem. Ele os reparava para seremos 
educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os 
homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade 
vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos 
céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão 
saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... 
 
Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? 
 
André disse: - É pra copiar no caderno? 
 
Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! 
 
Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? 
 
João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? 
 
Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com 
isso? 
 
Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé 
questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? 
 
Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? 
 
Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha 
frente. 
 
Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a 
resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, 
ninguém entendeu nada! 
 
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem 
ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, 
dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o 
seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos 
gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação 
dos conhecimentos prévios? 
 
Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas 
transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os 
espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os 
conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? 
 
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações 
da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao 
final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as 
promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em 
números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso 
projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você 
ainda não é professor titular ... 
 
Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir 
aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em 
vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. 
 
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar 
pra Nazaré e montar uma padaria ... 
 
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu 
coração de educador se enterneceu..e Ele continuou: - Felizes vocês, 
se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras contra 
vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, porque 
será grande a recompensa no céu. 
 
Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes 
de vocês. 
 
Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? 
 
-Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas 
palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se 
acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma 
 
 
recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para 
merecer o que vem depois ... 
 
E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da 
terra e a· luz do mundo... 
 
Professor Eduardo Machado 
 
A frase em que a grafia está inteiramente CORRETA é: 
a) A penoza situação dos aposentados deveria sensibilisar a 
sociedade. 
b) Chegou a improvizar um pedido de exeusas, mas as palavras lhe 
saíram quase inaudíveis. 
c) Os devotos reuniram-se no adro e saíram em permissão. 
d) Todos concessão de financiamentos será feita pelos bancos. 
 
Questão 38 (FUNVAPI – 2022) 
SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... 
 
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e 
sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e 
seguidores se aproximassem . Ele os reparava para serem os 
educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os 
homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade 
vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos 
céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão 
saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... 
 
Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? 
 
André disse: - É pra copiar no caderno? 
 
Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! 
 
Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? 
 
João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? 
 
Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com 
isso? 
 
Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé 
questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? 
 
Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? 
 
Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha 
frente. 
 
Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a 
resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, 
ninguém entendeu nada! 
 
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem 
ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, 
dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o 
seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos 
gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação 
dos conhecimentos prévios? 
 
Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas 
transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os 
espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os 
conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? 
 
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações 
da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao 
final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as 
promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em 
números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso 
projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você 
ainda não é professor titular ... 
 
Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir 
aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em 
vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. 
 
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar 
pra Nazaré e montar uma padaria ... 
 
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu 
coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes 
vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras 
contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, 
porque será grande a recompensa no céu. 
 
Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes 
de vocês. 
 
Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? 
 
-Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas 
palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se 
acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma 
recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para 
merecer o que vem depois ... 
 
E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da 
terra e a· luz do mundo... 
 
Professor Eduardo Machado 
 
Assinale a alternativa que NÃO apresenta um sinônimo da palavra 
destacada no trecho abaixo. 
 
Agora, que todo os amavam, ninguém o prenderia: o caminho que 
ele seguisse seria JUNCADO de rosas (Eça de Queirós). 
 
a) Alastrado. 
b) Coberto. 
c) Extenuado. 
d) Ladrilhado. 
 
Questão 39 (FUNVAPI – 2022) 
SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... 
 
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e 
sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e 
seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os 
educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os 
homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade 
vos digo: Felizes os pobres de espírito,porque deles é o reino dos 
céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão 
saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... 
 
Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? 
 
André disse: - É pra copiar no caderno? 
 
Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! 
 
 
 
Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? 
 
João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? 
 
Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com 
isso? 
 
Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé 
questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? 
 
Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? 
 
Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha 
frente. 
 
Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a 
resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, 
ninguém entendeu nada! 
 
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem 
ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, 
dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o 
seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos 
gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação 
dos conhecimentos prévios? 
 
Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas 
transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os 
espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os 
conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? 
 
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações 
da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao 
final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as 
promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em 
números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso 
projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você 
ainda não é professor titular ... 
 
Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir 
aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em 
vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. 
 
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar 
pra Nazaré e montar uma padaria ... 
 
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu 
coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes 
vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras 
contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, 
porque será grande a recompensa no céu. 
 
Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes 
de vocês. 
 
Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? 
 
-Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas 
palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se 
acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma 
recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para 
merecer o que vem depois ... 
 
E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da 
terra e a· luz do mundo... 
 
Professor Eduardo Machado 
 
Identifique a alternativa em que todas as palavras devem ser 
acentuadas. 
 
a) Advogado ⇒ Dogma ⇒ Grafica ⇒ Maximo ⇒ Serie 
b) Album ⇒ altruita ⇒ Comicio ⇒ Pseudonimo ⇒ Rustico 
c) Comico ⇒ Hifens ⇒ Palido ⇒ Raiz ⇒ Virus 
d) Enjoo ⇒ Jiboia ⇒ Juizo ⇒ Rainha ⇒ Saiste 
 
Questão 40 (FUNVAPI – 2022) 
SERMÃO DA MONTANIIA, PARA EDUCADORES ... 
 
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e 
sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e 
seguidores se aproximassem. Ele os reparava para serem os 
educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os 
homens. Tomando a palavra, disse-lhes: - Em verdade, em verdade 
vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos 
céus. Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão 
saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles ... 
 
Pedro o interrompeu: - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? 
 
André disse: - É pra copiar no caderno? 
 
Filipe lamentou-se: - Esqueci meu papiro! 
 
Bartolomeu quis saber: - Vai cair na prova? 
 
João levantou a mão: - Posso ir ao banheiro? 
 
Judas Iscariotcs resmungou: - O que é que a gente vai ganhar com 
isso? 
 
Judas Tadeu defendeu-se: - Foi o outro Judas que perguntou! Tomé 
questionou: - Tem uma fórmula pra provar que isso ta certo? 
 
Tiago Maior indagou: - Vai valer nota? 
 
Tiago Menor reclamou: - Não ouvi nada com esse grandão na minha 
frente. 
 
Simão Zelote gritou nervoso: - Mas porque é que não dá logo a 
resposta e pronto!? Mateus queixou-se: - Eu não entendi nada, 
ninguém entendeu nada! 
 
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem 
ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, 
dizendo: - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o 
seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos 
gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação 
dos conhecimentos prévios? 
 
Caifás emendou: - Fez uma programação que inclua os temas 
transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os 
espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os 
conteúdos conceituais, processuais e atitudinais? 
 
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: - Quero ver as avaliações 
da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao 
final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as 
promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em 
números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso 
projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você 
ainda não é professor titular ... 
 
 
 Jesus deu um suspiro profundo, pensou em ir à sinagoga e pedir 
aposentadoria proporcional aos trinta e três anos. Mas, tendo em 
vista o fator previdenciário e a regra dos 95, desistiu. 
 
Pensou em pegar um empréstimo consignado com Zaqueu, voltar 
pra Nazaré e montar uma padaria ... 
 
Mas olhou de novo a multidão. Eram como ovelhas sem pastor... Seu 
coração de educador se enterneceu .. e Ele continuou: - Felizes 
vocês, se forem desrespeitados e perseguidos, se disserem mentiras 
contra vocês por causa, da Educação. Fiquem alegres e contentes, 
porque será grande a recompensa no céu. 
 
Do mesmo modo perseguiram outros educadores que vieram antes 
de vocês. 
 
Tomé, sempre resmungão, reclamou: - Mas só no céu, Senhor? 
 
-Tem razão, Tomé- disse Jesus - há quem queira transformar minhas 
palavras em conformismo e alienação. Eu lhes digo, NÃO! Não se 
acomodem. Não fiquem esperando, de braços cruzados, uma 
recompensa do além. É preciso construir o paraíso aqui e agora, para 
merecer o que vem depois ... 
 
E Jesus concluiu: - Vocês, meus queridos educadores, são o sal da 
terra e a· luz do mundo... 
 
Professor Eduardo Machado 
 
Observe com atenção a sequência de palavras acentuadas 
graficamente. 
 
AGRÍCOLA - DÓ - FRÁGIL - SAÚDE 
 
Assinale a alternativa em que as palavras foram acentuadas, 
RESPECTIVAMENTE, pelo mesmo motivo que as da sequência 
acima. 
 
a) Amável - bisavó - óculos - herói. 
b) Média - através - ruína - saída. 
c) Política - só - automóvel - país. 
d) Repórter - pó - imóvel - período. 
 
Questão 41 (FUNVAPI – 2020) 
Leia com atenção a notícia abaixo, as próximas duas questões serão 
relativas à mesma. 
 
Se você parar para pensar ... 
 
Na correria do dia a dia, o urgente não vem deixando tempo para o 
importante. Essa constatação, carregada de estranha ________ , 
obriga-nos quase a tratar como urna circunstância paralela e eventual 
aquela que deve ser considerada a marca humana por excelência: a 
capacidade de reflexão e consciência. Aliás, em alguns momentos, 
as pessoas usam até uma advertência (quando querem afirmar que 
algo nãovai bem ou está errado): "Se você parar para pensar ... " 
 
Por que parar para pensar? Será tão difícil pensar enquanto continua 
fazendo outras coisas ou, melhor ainda, seria possível fazer sem 
pensar e, num determinado momento, ter de parar? Ora, pensar é 
uma atitude contínua, e não um evento episódico! Não é preciso 
parar - nem se deve fazê-lo - sob pena de romper com nossa 
liberdade consciente, Isso, de certa forma, retoma uma séria 
brincadeira feita pelo escritor francês Anatole France (Nobel de 
Literatura em 1921, um mestre da ironia e do ceticismo) quando 
dizia: "O pensamento é uma doença peculiar de certos indivíduos, 
que, a propagar-se, em breve acabaria com a espécie". 
 
Talvez "pensar mais" não levasse necessariamente ao "término da 
espécie", mas, com muita probabilidade, dificultaria a presença 
daqueles no mundo dos negócios e da comunicação que só entendem 
e tratam as pessoas como consumidores vorazes e insanos. Talvez 
um "pensar mais" nos levasse a gritar que basta de tantos 
imperativos. Compre! Olhe! Veja! Faça! Leia! Sinta! E a vontade 
própria e o desejo sem contornos? E (ainda lembra?) a liberdade de 
decidir, escolher, ________ , aderir? Será um basta do corpo e da 
mente que não mais aguentam tantas medicinas, tantas dietas 
compulsórias, tantas ordens da moda e admoestações da mídia; 
corpo e mente que carecem, cada dia mais, de horas de sono 
complementares, horas de lazer suplementares e horas de sossego 
regulamentares, quase esgotados na capacidade de persistir, 
combater e evitar o amortecimento dos sentidos e dos sonhos 
pessoais e sinceros. 
 
Essa demora em "pensar mais", esse retardamento da reflexão como 
uma atitude continuada e deliberada, vem produzindo um fenômeno 
quase coletivo: mais e mais pessoas querendo desistir, largar tudo 
com vontade imensa de sumir, na ânsia de mudar de vida, 
transformar-se, livrando-se das pequenas situações que as torturam, 
que as amarguram, que as esvaem. Vêm à tona impulsos de romper 
as amarras da civilidade e partir, céleres, em direção ao incerto, ao 
sedutor repouso oferecido pela irracionalidade e pela 
inconsequência. Desejo "grandão" de experimentar o famoso 
"primeiro a gente enlouquece e, depois, vê como é que fica..." 
Cansaço imenso de um grande sertão com diminutas veredas? . 
 
Quando o inglês (nascido na Índia) George Orwell, no final dos anos 
40 do século passado, publicou a obra "1984" - uma assustadora 
utopia negativa quanto ao futuro das sociedades, nas quais não 
haveria liberdade, individualidade e privacidade -, despontou no 
Ocidente um disfarçado e ansiado ________ (apoiado em urna 
simulada expectativa): tudo aquilo que ele colocara no livro jamais 
poderia acontecer nem se relacionava com o porvir do mundo 
capitalista. No entanto a macabra história sobre uma sociedade 
totalitária vai além de fatos abstratos e atinge hoje, em cheio, o 
terreno da "mercadolatria". Orwell disse que, numa sociedade como 
a que prenunciou, "o crime de pensar não implica a morte, crime de 
pensar é a própria morte" 
 
Pouco importa, dado que ser humano é ser capaz de dizer "não" ao 
que parece não ter alternativa. Apesar dos constrangimentos e da 
tentativa de sequestro da nossa subjetividade, pensar não é, de fato, 
crime e, por isso claro, não se deve parar. 
 
CORTELLA, Mário Sérgio. Se você parar para pensar. (Do livro 
Não nascemos prontos! - provocações filosóficas. Petrópolis, RJ: 
Vozes, 2006) 
 
Assinale a afirmação INCORRETA. 
 
a) A conjunção destacada no fragmento: "Talvez "pensar mais" não 
levasse necessariamente ao "término da espécie", MAS, com muita 
probabilidade..." classifica-se como coordenativa adversativa. 
b) As lacunas serão correta e respectivamente preenchidas 
por: OBVIEDADE, OPTAR e CONSENSO. 
c) O termo destacado em "... pensar não é, de fato, crime e, POR 
ISSO, claro, não se deve parar" pode ser substituído sem alteração 
de sentido, por CONTUDO. 
d) Quanto ao tipo textual predominante, o texto lido deve ser 
classificado como expositivo. 
 
 
 
Questão 42 (FUNVAPI – 2020) 
Leia com atenção a notícia abaixo, as próximas duas questões serão 
relativas à mesma. 
 
Se você parar para pensar ... 
 
Na correria do dia a dia, o urgente não vem deixando tempo para o 
importante. Essa constatação, carregada de estranha ________ , 
obriga-nos quase a tratar como urna circunstância paralela e eventual 
aquela que deve ser considerada a marca humana por excelência: a 
capacidade de reflexão e consciência. Aliás, em alguns momentos, 
as pessoas usam até uma advertência (quando querem afirmar que 
algo não vai bem ou está errado): "Se você parar para pensar ... " 
 
Por que parar para pensar? Será tão difícil pensar enquanto continua 
fazendo outras coisas ou, melhor ainda, seria possível fazer sem 
pensar e, num determinado momento, ter de parar? Ora, pensar é 
uma atitude contínua, e não um evento episódico! Não é preciso 
parar - nem se deve fazê-lo - sob pena de romper com nossa 
liberdade consciente, Isso, de certa forma, retoma uma séria 
brincadeira feita pelo escritor francês Anatole France (Nobel de 
Literatura em 1921, um mestre da ironia e do ceticismo) quando 
dizia: "O pensamento é uma doença peculiar de certos indivíduos, 
que, a propagar-se, em breve acabaria com a espécie". 
 
Talvez "pensar mais" não levasse necessariamente ao "término da 
espécie", mas, com muita probabilidade, dificultaria a presença 
daqueles no mundo dos negócios e da comunicação que só entendem 
e tratam as pessoas como consumidores vorazes e insanos. Talvez 
um "pensar mais" nos levasse a gritar que basta de tantos 
imperativos. Compre! Olhe! Veja! Faça! Leia! Sinta! E a vontade 
própria e o desejo sem contornos? E (ainda lembra?) a liberdade de 
decidir, escolher, ________ , aderir? Será um basta do corpo e da 
mente que não mais aguentam tantas medicinas, tantas dietas 
compulsórias, tantas ordens da moda e admoestações da mídia; 
corpo e mente que carecem, cada dia mais, de horas de sono 
complementares, horas de lazer suplementares e horas de sossego 
regulamentares, quase esgotados na capacidade de persistir, 
combater e evitar o amortecimento dos sentidos e dos sonhos 
pessoais e sinceros. 
 
Essa demora em "pensar mais", esse retardamento da reflexão como 
uma atitude continuada e deliberada, vem produzindo um fenômeno 
quase coletivo: mais e mais pessoas querendo desistir, largar tudo 
com vontade imensa de sumir, na ânsia de mudar de vida, 
transformar-se, livrando-se das pequenas situações que as torturam, 
que as amarguram, que as esvaem. Vêm à tona impulsos de romper 
as amarras da civilidade e partir, céleres, em direção ao incerto, ao 
sedutor repouso oferecido pela irracionalidade e pela 
inconsequência. Desejo "grandão" de experimentar o famoso 
"primeiro a gente enlouquece e, depois, vê como é que fica..." 
Cansaço imenso de um grande sertão com diminutas veredas? . 
 
Quando o inglês (nascido na Índia) George Orwell, no final dos anos 
40 do século passado, publicou a obra "1984" - uma assustadora 
utopia negativa quanto ao futuro das sociedades, nas quais não 
haveria liberdade, individualidade e privacidade -, despontou no 
Ocidente um disfarçado e ansiado ________ (apoiado em urna 
simulada expectativa): tudo aquilo que ele colocara no livro jamais 
poderia acontecer nem se relacionava com o porvir do mundo 
capitalista. No entanto a macabra história sobre uma sociedade 
totalitária vai além de fatos abstratos e atinge hoje, em cheio, o 
terreno da "mercadolatria". Orwell disse que, numa sociedade como 
a que prenunciou, "o crime de pensar não implica a morte, crime de 
pensar é a própria morte" 
 
Pouco importa, dado que ser humano é ser capaz de dizer "não" ao 
que parece não ter alternativa. Apesar dos constrangimentos e da 
tentativa de sequestro da nossa subjetividade, pensar não é, de fato, 
crime e, por isso claro, não se deve parar. 
 
CORTELLA,

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