01 - Introdução a Pavimentação
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01 - Introdução a Pavimentação

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Introdução à Pavimentação

Pavimento

 Estrutura composta por um sistema de camadas de

espessuras finitas

 Destinado a distribuir os esforços verticais recebidos do

tráfego ao terreno de fundação (subleito)

 Deve resistir aos esforços horizontais que atuam na sua

superfície

Pavimento

 Suas qualidades não deverão ser alteradas sob qualquer

condição climática

 Deve oferecer aos usuários melhoria nas condições de

rolamento com conforto e segurança

 A concepção da sua estrutura deverá ser contemplar a

máxima qualidade e o menor custo

Elementos que constituem o pavimento

 Subleito: É o terreno de fundação do pavimento (solo natural ou

aterro).

 Regularização de subleito: Camada posta sobre o subleito

destinada a uma conformação transversal e longitudinal (não é uma

camada do pavimento)

 Reforço do subleito: Camada de espessura constante, posta por

razões técnicas e econômicas e colocada acima da regularização do

subleito. Possui características geotécnicas inferiores ao material que

será usada na camada superior, porém melhores que as do subleito.

 Sub-base: camada complementar à base, usada quando por questões

técnicas e econômicas, não seja aconselhável construir a base

diretamente sobre a camada de regularização ou reforço do subleito.

 Base: camada destinada a resistir e distribuir os esforços verticais

oriundos do tráfego e sobre a qual se constrói o revestimento

 Revestimento: é a camada, tanto o quanto possível impermeável,

que recebe diretamente a ação do rolamento dos veículos, devendo

proporcionar o rolamento com segurança, conforto e resistir ao

desgaste.

Elementos que constituem o pavimento

Elementos que constituem o pavimento

Classificação dos Pavimentos

 As operações de manutenção e restauração dos pavimentos são

definidas pelo tipo de revestimento utilizado.

 Assim os pavimentos podem ser divididos em dois grupos:

– Pavimentos Rígidos

– Pavimentos Flexíveis

Pavimentos Semi-rígidos

 Um outro grupo de pavimento também conhecido como semi-rígido,

semi flexível ou composto é constituído por diversas camadas, pelo

menos duas delas com propriedades elásticas muito diferentes, ou seja,

materiais rígidos e flexíveis são postos em contato e solicitados

simultaneamente, resultando num elevado grau de complexidade no que

se refere ao cálculo de tensões e deformações.

 Ex. Uma base de solo cimento revestida por uma camada asfáltica.

Classificação dos Pavimentos

 Diferenças Básicas

 Materiais

 Métodos construtivos

 Camadas (quantidade e espessuras)

 Distribuição de carga no subleito

Distribuição da Tensões

 Pavimento Rígido (Placa) Pavimento Flexível

 Grande área de distribuição de
carga

 Pequena pressão na fundação do
pavimento

 Pequena área de distribuição de
carga

 Grande pressão na fundação do
pavimento

Pavimentos Rígidos (Placa)

 São constituídos por

uma placa de concreto

que absorve toda a

solicitação,

transmitindo-a ao

subleito de forma

suficientemente

amortecida (devido a

um espalhamento das

tensões verticais)

Pavimentos Flexíveis

 São os revestidos com materiais

betuminosos ou asfálticos.

 Chamados de flexíveis porque a sua

estrutura “flete” quando submetida às

cargas do tráfego.

 Estrutura geralmente composta de

diversas camadas de materiais para

absorver as tensões verticais de

compressão até aos níveis em que o

terreno de fundação possa suportar

sem que haja deformações excessivas

na estrutura do pavimento.

Camadas dos pavimentos

Funções Estruturais

 Os pavimentos possuem três componentes primários em sua

estrutura:

 Revestimento

 Estrutura do pavimento

 Fundação (Subleito)

Função estrutural – pavimentos flexíveis

As camadas de base, sub-base e

reforço do subleito são de grande

importância estrutural.

Limitar as tensões e deformações na

estrutura do pavimento, por meio da

combinação de materiais e

espessuras das camadas

constituintes, é o objetivo da

Mecânica dos Pavimentos.

Função estrutural – pavimentos rígidos

 A placa de concreto funciona como revestimento e

base e também é a camada superior destinada a resistir

diretamente às ações do tráfego e transmiti-las de forma

atenuada às camadas inferiores, impermeabilizar o

pavimento, além de melhorar as condições de rolamento

(conforto e segurança).

Camadas do pavimento flexível

REVESTIMENTO

Camada Asfáltica

Ex. Brita graduada

Ex. Rachão, Macadame

Camadas do pavimento rígido

SUB-BASE

Ex. CCR

Ex. BG

SOLO

BASE e REVESTIMENTO

CCR – Concreto Compactado com Rolo (magro)

BG – Brita Graduada

Placa de concreto

Dimensionamento do pavimento

 Condições para que o pavimento possua um desempenho

satisfatório ao longo de sua vida útil:

 Boa concepção de projeto com um dimensionamento estrutural

adequado e aplicação de misturas corretamente formuladas

 Execução caprichada com controle de qualidade permanente

 Implantação de um sistema de drenagem eficaz

Dimensionamento do pavimento

 Consiste na determinação de camadas (reforço de subleito,

sub-base, base e revestimento) de forma que as mesmas

sejam suficientes para resistir, transmitir e distribuir as

pressões resultantes da passagem dos veículos do subleito,

sem que o conjunto sofra ruptura, deformações apreciáveis

ou desgaste superficial excessivo.

Dimensionamento do pavimento

 Número de solicitações

 Cargas aplicadas

– Estáticas

– Repetidas

 Deformações

– Permanentes

– Elásticas

 Fadiga dos materiais

Deformação no pavimento

Estudo do Subleito

 Para uma boa concepção de projeto o subleito deve ser estudado até a

profundidade onde atuam, de forma significativa, as cargas impostas pelo

tráfego.

 Em termos práticos esta profundidade situa-se em uma faixa de 0,50m até

1,5m de profundidade.

 Entre diversos estudos a serem feitos salienta-se a caracterização do

material, seu Índice de Suporte (CBR ou ISC), sua expansão, índices

físicos (LL e LP) e grau de umidade local.

Estudo do Subleito

 O estudo do subleito é feito em duas fases:

– Execução de sondagens de campo no eixo e nas bordas da

plataforma da rodovia para identificação das camadas

(horizontes) e coleta de amostras. Estas sondagens podem ser

a pá, picareta, trado manual ou mecânico, rotativa, SPT, etc.

– Realização de ensaios tecnológicos com as amostras coletadas

para obtenção de suas características e capacidade de suporte.

Degradação do pavimento

 No entanto, o pavimento vai se degradando de forma contínua com o

passar do tempo, por meio de mecanismos complexos e ainda não

inteiramente equacionados.

 Desde a abertura do pavimento ao tráfego vão se acumulando

deformações plásticas de forma gradativa e sendo formadas trincas

nas camadas asfálticas e cimentadas, decorrentes de uma combinação

entre a ação das cargas de tráfego e os efeitos do intemperismo.

Degradação do pavimento

 Ao final da sua vida útil, o pavimento perde sua capacidade de

servir ao tráfego de maneira satisfatória devido ao constante

aparecimento de defeitos na superfície.

 Nesta fase devem ser executadas manutenções periódicas, pois

ao entrar na fase de fadiga a degradação do pavimento é

acelerada, podendo ocorrer colapso na estrutura.

Manutenção dos pavimentos (recomendação)