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buscam intimidar ou assustar a vítima. A intenção principal é dominar ou submeter a vítima por meio do medo e da opressão psicológica. Assédio sexual ambiental. O assediador busca criar condições de trabalho inaceitáveis intimidando e hostilizando. 2- Assédio por chantagem: a pessoa utiliza informações, segredos ou ações prejudiciais contra a vítima como uma forma de pressioná-la a fazer algo em troca de não divulgar essas informações ou prejudicá-la. A chantagem é sempre ligada à ideia de troca ou de extorsão. Ofertas de vantagens por atitudes sexuais, insistência, importunação para fins sexuais. - Caracterização: não é necessário o contato físico. A prática pode ser clara (expressões verbais ou escritas) ou de formas mais sutis (comentários, gestos, imagens enviadas etc.) - Sujeitos do crime: ATIVO – superior hierárquico ou pessoa com ascendência laboral ou funcional em relação a vítima. Admite-se participação de terceiros. PASSIVO- funcionário, empregado ou pessoa em relação de inferioridade ou obediência na relação profissional (pública ou privada). - Consumação: se consuma com o simples constrangimento da vítima, destinado a obtenção de favor ou vantagem sexual. Crime formal. - Tentativa: é admitida apenas se a prática for realizada por meio de escritos que podem ser extraviados e não chegar ao conhecimento de seu destinatário. - CIPAA – Comissao Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio : lei nº 14.457/2022; medidas de prevenção e combate ao assédio sexual e outras formas de violência no âmbito de trabalho. · REGISTRO NÃO AUTORIZADO DA INTIMIDADE SEXUAL (Art.216-B) Art. 216-B. Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes. Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa. Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem realiza montagem em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo. - BEM TUTELADO: a dignidade sexual, de maneira ampla, e a intimidade sexual das pessoas de modo específico, concretizando a proteção aos direitos fundamentais (art. 5º, inciso X, da CF.) - TIPO OBJETIVO: São os atos de produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio (crime de forma livre), conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes. OBS: só filmar ato obsceno na rua não é crime, mas se a pessoa divulgar de qualquer modo incorrerá no art. 218-C do CP (punindo-se o ato com reclusão, de 1 a 5 anos). O crime de registro não autorizado da intimidade sexual pode configurar ato preparatório do delito de divulgação de cena de sexo ou de pornografia, tipificado no art. 218-C do CP. Se o caso, o crime-meio (216-B) ficará absorvido pelo crime-fim (218-C), pelo princípio da consunção. - Tipo subjetivo: Trata-se de crime doloso - o sujeito ativo deve atuar de modo voluntário, tendo consciência de que o registro por ele efetuado se refere a ato libidinoso ou cena de nudez ou sexo realizados em caráter íntimo e privado, sem que os envolvidos o tenham autorizado a tanto. -Sujeito ativo: Qualquer pessoa - delito comum. - Sujeito passivo: São as pessoas retratadas, cuja intimidade sexual foi devassada contra a sua vontade, devendo ser, necessariamente, maiores de 18 anos de idade (se a vítima for criança ou adolescente, a conduta está no tipo penal do art. 240 do ECA). - Consumação: é crime de mera conduta ou simples atividade. Sua realização integral dá-se com a produção, filmagem, registro ou fotografia do ato ou da cena com o conteúdo relativo à nudez, de cunho sexual ou libidinoso - crime instantâneo e plurissubsistente. - Não é necessário que o registro capturado seja visto por terceiros. -Se houver a divulgação do conteúdo o agente incorrerá no crime de divulgação de cena de sexo, nudez ou pornografia (art. 218-C), o qual absorverá o art. 216-B. - Tentativa: afigura-se possível a forma tentada, pois as ações descritas no tipo penal são plurissubsistentes. Ex.: inserir uma câmera sub-repticiamente no quarto das vítimas, com o intuito de filmá-las praticando sexo, mas não concluir a filmagem por circunstâncias alheias à sua vontade, uma vez que a bateria da máquina se esgotou pouco antes do início do ato sexual. · LEI 9.099/95 - O delito é de ação penal de iniciativa pública incondicionada. - Pena: detenção de 6 meses a 1 ano e multa. - Art.218,CP induzir alguém menor de 14 anos a satisfazer a lascívia de outrem. Pena – reclusão de 2 a 5 anos. - Alerta: Art. 227, § 1o , CP Alguém maior de 14 anos e menor de 18 anos. Pena – 2 a 5 anos. -Tipo objetivo: induzir. (influenciar moralmente, inclui na mente a ideia de realizar o ato.). o crime não pode ultrapassar o simples induzimento. (Se o sujeito colaborar ativamente com a realização do contato libidinoso será partícipe de estupro de vulnerável (art.217-A), ficando absorvida a infração do art.218,CP. - Tipo subjetivo: crime material ou de resultado – é necessário que a vítima seja efetivamente influenciada e se convença a realizar o ato libidinoso com terceiro. A realização do ato libidinoso configurará exaurimento. Basta que se de o ato de libidinagem entre este e a vítima. - Sujeitos do crime: ATIVO- qualquer pessoa; crime comum, menos por aquele com quem se pratica o ato libidinoso (este responderá por estupro de vulnerável Art.217-A, CP). PASSIVO- apenas a pessoa que não completou 14 anos. Vítima maior de 14 mas menor de 18 anos = lenocínio qualificado (art.227, § 1o ,CP); se maior de 18 anos = lenocínio simples (art.227, caput). - Consumação: - Tentativa: caso o agente tente influenciar psicologicamente o menor, que por circunstâncias alheias a vontade do autor, não ceda as suas táticas suasivas. - Causas de aumento: aplica-se as exasperantes do art.226,CP. Aquelas previstas no art.234-A (resultar gravidez ou contaminação de DST), só terão incidência se o agente tiver ciência sobre a possibilidade de sua ocorrência.buscam intimidar ou assustar a vítima. A intenção principal é dominar ou submeter a vítima por meio do medo e da opressão psicológica. Assédio sexual ambiental. O assediador busca criar condições de trabalho inaceitáveis intimidando e hostilizando. 2- Assédio por chantagem: a pessoa utiliza informações, segredos ou ações prejudiciais contra a vítima como uma forma de pressioná-la a fazer algo em troca de não divulgar essas informações ou prejudicá-la. A chantagem é sempre ligada à ideia de troca ou de extorsão. Ofertas de vantagens por atitudes sexuais, insistência, importunação para fins sexuais. - Caracterização: não é necessário o contato físico. A prática pode ser clara (expressões verbais ou escritas) ou de formas mais sutis (comentários, gestos, imagens enviadas etc.) - Sujeitos do crime: ATIVO – superior hierárquico ou pessoa com ascendência laboral ou funcional em relação a vítima. Admite-se participação de terceiros. PASSIVO- funcionário, empregado ou pessoa em relação de inferioridade ou obediência na relação profissional (pública ou privada). - Consumação: se consuma com o simples constrangimento da vítima, destinado a obtenção de favor ou vantagem sexual. Crime formal. - Tentativa: é admitida apenas se a prática for realizada por meio de escritos que podem ser extraviados e não chegar ao conhecimento de seu destinatário. - CIPAA – Comissao Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio : lei nº 14.457/2022; medidas de prevenção e combate ao assédio sexual e outras formas de violência no âmbito de trabalho. · REGISTRO NÃO AUTORIZADO DA INTIMIDADE SEXUAL (Art.216-B) Art. 216-B. Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes. Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa. Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem realiza montagem em fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo. - BEM TUTELADO: a dignidade sexual, de maneira ampla, e a intimidade sexual das pessoas de modo específico, concretizando a proteção aos direitos fundamentais (art. 5º, inciso X, da CF.) - TIPO OBJETIVO: São os atos de produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio (crime de forma livre), conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes. OBS: só filmar ato obsceno na rua não é crime, mas se a pessoa divulgar de qualquer modo incorrerá no art. 218-C do CP (punindo-se o ato com reclusão, de 1 a 5 anos). O crime de registro não autorizado da intimidade sexual pode configurar ato preparatório do delito de divulgação de cena de sexo ou de pornografia, tipificado no art. 218-C do CP. Se o caso, o crime-meio (216-B) ficará absorvido pelo crime-fim (218-C), pelo princípio da consunção. - Tipo subjetivo: Trata-se de crime doloso - o sujeito ativo deve atuar de modo voluntário, tendo consciência de que o registro por ele efetuado se refere a ato libidinoso ou cena de nudez ou sexo realizados em caráter íntimo e privado, sem que os envolvidos o tenham autorizado a tanto. -Sujeito ativo: Qualquer pessoa - delito comum. - Sujeito passivo: São as pessoas retratadas, cuja intimidade sexual foi devassada contra a sua vontade, devendo ser, necessariamente, maiores de 18 anos de idade (se a vítima for criança ou adolescente, a conduta está no tipo penal do art. 240 do ECA). - Consumação: é crime de mera conduta ou simples atividade. Sua realização integral dá-se com a produção, filmagem, registro ou fotografia do ato ou da cena com o conteúdo relativo à nudez, de cunho sexual ou libidinoso - crime instantâneo e plurissubsistente. - Não é necessário que o registro capturado seja visto por terceiros. -Se houver a divulgação do conteúdo o agente incorrerá no crime de divulgação de cena de sexo, nudez ou pornografia (art. 218-C), o qual absorverá o art. 216-B. - Tentativa: afigura-se possível a forma tentada, pois as ações descritas no tipo penal são plurissubsistentes. Ex.: inserir uma câmera sub-repticiamente no quarto das vítimas, com o intuito de filmá-las praticando sexo, mas não concluir a filmagem por circunstâncias alheias à sua vontade, uma vez que a bateria da máquina se esgotou pouco antes do início do ato sexual. · LEI 9.099/95 - O delito é de ação penal de iniciativa pública incondicionada. - Pena: detenção de 6 meses a 1 ano e multa. - Art.218,CP induzir alguém menor de 14 anos a satisfazer a lascívia de outrem. Pena – reclusão de 2 a 5 anos. - Alerta: Art. 227, § 1o , CP Alguém maior de 14 anos e menor de 18 anos. Pena – 2 a 5 anos. -Tipo objetivo: induzir. (influenciar moralmente, inclui na mente a ideia de realizar o ato.). o crime não pode ultrapassar o simples induzimento. (Se o sujeito colaborar ativamente com a realização do contato libidinoso será partícipe de estupro de vulnerável (art.217-A), ficando absorvida a infração do art.218,CP. - Tipo subjetivo: crime material ou de resultado – é necessário que a vítima seja efetivamente influenciada e se convença a realizar o ato libidinoso com terceiro. A realização do ato libidinoso configurará exaurimento. Basta que se de o ato de libidinagem entre este e a vítima. - Sujeitos do crime: ATIVO- qualquer pessoa; crime comum, menos por aquele com quem se pratica o ato libidinoso (este responderá por estupro de vulnerável Art.217-A, CP). PASSIVO- apenas a pessoa que não completou 14 anos. Vítima maior de 14 mas menor de 18 anos = lenocínio qualificado (art.227, § 1o ,CP); se maior de 18 anos = lenocínio simples (art.227, caput). - Consumação: - Tentativa: caso o agente tente influenciar psicologicamente o menor, que por circunstâncias alheias a vontade do autor, não ceda as suas táticas suasivas. - Causas de aumento: aplica-se as exasperantes do art.226,CP. Aquelas previstas no art.234-A (resultar gravidez ou contaminação de DST), só terão incidência se o agente tiver ciência sobre a possibilidade de sua ocorrência.