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Glicólise A glicólise é o processo metabólico que ocorre no citoplasma das células, no qual uma molécula de glicose é quebrada em duas moléculas de ácido pirúvico. Esse processo é uma etapa fundamental na obtenção de energia para as células Hexoquinase* A glicose sofre ação da enzima hexoquinase. Essa enzima gasta um ATP para fazer a glicose-6-fosfato, a qual não apresenta permeabilidade pela membrana plasmática A hexoquinase fosforila a glicose, formando a glicose-6-fosfato para que ela não passe pela membrana Sua ação é favorável (não é necessário investir mais energia, o fosfato usado do ATP foi para a glicose) e irreversível Fosfofrutoquinase* Complexo enzimático regulado por diferentes fatores Etapa chave da glicólise Sua ação é favorável e irreversível É o ponto mais regulado da glicose, onde começa a ação da insulina e do glucagon Faz a adição de mais um fosfato na glicose Gliceraldeído-3-fosfato-desidrogenase* Sua ação é favorável e irreversível Gera NAD+ reduzido a NADH (NAD+ fundamental para a reação) A ausência NAD+ para a glicólise gerando a perda de 2 ATPs Piruvatoquinase* Sua ação é favorável e irreversível Converte ADP em ATP Fermentação lática Lactato desidrogenase*: a ausência dessa enzima gera falta de NAD+ diminuindo as taxas de glicólise pela falta de NAD+ Esses pontos são importantes pois regulam as reações de glicólise. Quando a enzima é irreversível é possível regular a reação pois existe apenas uma via Regulação da glicólise São três os processos de regulação 1. Fatores alostéricos 2. Modificação covalente 3. Controle da expressão gênica Regulação covalente A ligação covalente regula a ação da enzima e sua atividade enzimática A regulação covalente é a adição ou a remoção de uma ligação fosfato que pode ativar ou inibir a ação de uma enzima Determinada proteína apresenta um formato podendo ser fosforilada por uma quinase, obtendo uma proteína fosforilada com diferente conformação Adição ou remoção de uma ligação fosfato que pode ativar ou inibir a ação de uma enzima, porque sua forma é alterada Depende da insulina e do glucagon, por isso não é uma regulação tão rápida Regulação alostérica O regulador alostérico se liga a porção regulatória, a qual vai comandar a porção catalítica Determinadas moléculas quando se ligam a enzimas, podem regular sua atividade catalítica, sendo chamadas de reguladores alostéricos que podem ativar ou inibir a ação de uma enzima O regulador alostérico se liga à enzima e mexe na sua conformação, dando ou tirando a atividade dessa enzima Induz ou inibe a atividade de uma enzima Atuam em sinergia ou não com a covalente para dar mais atividade a enzima ou para retirar essa atividade Atua diretamente na enzima alvo Regulação mais RÁPIDA Enzimas reguladas covalentemente e alostericamente ao mesmo tempo: podem atuar ao mesmo tempo em uma enzima levando a indução sinergística (adicional) ou antagônica A covalente pode dar atividade a uma enzima e nessa mesma enzima pode se ligar um regulador alostérico que tira sua atividade. Pode ocorrer o contrário, um regulador covalente pode tirar a atividade da enzima e o alostérico pode dar atividade a ela Alostérica sempre passa por cima da regulação covalente. Se ela inibir a enzima a enzima fica inativa e a regulação covalente não consegue ativá-la Regulação gênica As vias metabólicas se ajustam conforme a dieta O organismo se adapta a alimentação, de forma a produzir em maior quantidade as enzimas que são mais necessárias e requisitadas pelo corpo Regulação mais LENTA, pois depende da dieta Lívia Francisco T28 Propriedades da hexoquinase Não responde a regulação covalente (não é alterada pela insulina e pelo glucagon) Cada tipo de célula apresenta um tipo de hexoquinase A diferença entre os tipos de hexoquinases está na afinidade que ela tem pela glicose, ou seja, pode ser sensível à glicose ou não – Hexoquinase muito sensível a glicose: apresenta afinidade grande pela glicose, apresentando atividade mesmo em pequenas quantidades dessa molécula (presente em neurônios e músculos) Dependendo da disponibilidade de glicose, a célula pode ter hexoquinase com maior ou menor afinidade pela glicose Isoforma I,II,III: sensibilidade grande pela glicose (tecidos que precisam muito da glicose) – Atuam na concentraçãoreguladora frutose 2,6-bifosfato, a qual vai estimular alostericamente a enzima fosfofrutoquinase Enzima bi-funcional A fosfofrutoquinase é estimulada pela frutose 2,6 fosfato. A enzima bi-funcional regula a quantidade de frutose 2,6 fosfato e pode funcionar como quinase ou fosfatase (por isso seu nome). Sua atividade depende se ela está fosforilada ou não, ou seja, se o processo de transdução de sinal coloca ou remove o fosfato dela A enzima bi-funcional atua ativando ou inibindo o regular da fosfofrutoquinase Bi-funcional como quinase: adiciona um fosfato a frutose-6-fosfato, formando a frutose-2,6-fosfato, induzindo a fosfofrutoquinase Bi-funcional como fosfatase: retira um fosfato da frutose-2,6-fosfato, formando frutose-6-fosfato, inibindo a fosfofrutoquinase Glucagon O glucagon, na sua transdução de sinal, ativa a proteína quinase PKA. Ele induz a PKA, a qual vai fosforilar a enzima bi-funcional dando atividade de fosfatase para ela, diminuindo a quantidade de frutose-2,6-fosfato fazendo frutose-6-fosfato e a inibição da fosfofrutoquinase O glucagon tem um receptor chamado GPCR que ativa a proteína G estimulatória que estimula a adenilato ciclase a converter ATP em AMPc, o qual se liga a PKA dando atividade catalítica para a bi-funcional, a qual passa a atuar como fosfatase Insulina Na sua transdução de sinal ativa a fosfoproteína fosfatase, por meio da retirada de um fosfato Insulina: estimula as taxas de glicólise A insulina da atividade de quinase para a bi-funcional, a qual vai fosforilar a frutose-2,6-fosfato para que ela possa a estimular a fosfofrutoquinase A insulina se liga a quinases que estimulam a atividade da fosfoproteína fosfatase que vai retirar o fosfato da bi-funcional, a qual atuará como quinase aumentando os níveis da frutose-2,6-fosfato estimulando a fosfofrutoquinase aumentando as taxas de glicólise Adrenalina O uso de adrenalina no coração, estimula o batimento cardíaco e para isso é necessário o uso de ATP vindo da glicólise. No entanto, a glicólise é inibida, não sendo possível pegar esse ATP No coração, existe uma isoforma da enzima bi-funcional que age de maneira oposta à do fígado Quando a bi-funcional estiver fosforilada ela tem atividade de quinase, aumento os níveis da frutose-2,6-fosfato, estimulando a glicólise Regulação da piruvatoquinase Inibida alostericamente por ATP e alanina Ao apresentar ATP, não é mais necessário estimular a glicólise A alanina fornece cadeia carbônica para a formação de piruvato para alimentar o ciclo de krebs, de forma que a glicólise não seja tão necessária É induzida alostericamente pela frutose-1,6-fosfato É regulada covalentemente pelo glucagon (PKA - diminui sua atividade, inativando-a) e pela insulina (fosfoproteína fosfatase tira o fosfato e acelera sua atividade catalítica) Em células tumorais, existe alta taxa de glicólise Ação aumentada da hexoquinase Ação aumentada da fosfofrutoquinase, com uma proteína mutada (TIGAR) com atividade de fosfatase que retira fosfato da bi-funcional (ativa) estimulando a fosfofrutoquinase Indução da glicólise Aumento da atividade catalítica da piruvato quinase e não diminui sua atividade quando fosforilada Em células tumorais os aumentos são pontuais para disponibilidade do piruvato e de ATP Lívia Francisco T28