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CPA-20 MAPAS MENTAIS C P A - 2 0 >>> SUMÁRIO >> SUMÁRIO e geralmente seguem as regras de tributação de renda variável. • Contudo, operações casadas (ação e termo) com rentabilidade pré-determinada podem ser tributadas como renda fixa, conforme a Instrução Normativa IRB 1585. 62 Mapa MentalMercado Futuro MERCADO FUTURO 1. Conceito 2. Tipos de Contratos 3. Funcionamento • O mercado futuro é um segmento de derivativos onde investidores negociam contratos para compra ou venda de um ativo a um preço previa- mente acordado para uma data futura. • Esses contratos são padronizados e negociados na bolsa de valores (B3), diferindo do mercado a termo, onde os contratos não são padronizados. • Posição Comprada: Investidor aposta na alta do ativo. • Posição Vendida: Investidor aposta na queda do ativo. • Ajuste Diário: Diferença de preço é ajustada diariamente, com ganhos e perdas realizados no fim de cada dia, garantindo a segurança do contrato. • Contratos Financeiros: Baseados em ativos como o índice Ibovespa e taxas de juros. • Contratos de Commodities: Incluem ativos físicos como boi, soja e café. No entanto, mais de 99% das operações no mercado futuro são finan- ceiras. 63 Mapa MentalMercado Futuro MERCADO FUTURO 4. Margem de Garantia e Alavancagem 5. Vantagens e Riscos • Margem de Garantia: Exigida pela B3 para reduzir o risco de inadimplência. Normalmente, representa uma fração do valor total do contrato. • Alavancagem: Permite que o investidor opere com uma posição maior do que seu capital, maximizando ganhos e riscos. • Vantagens: Alta liquidez devido à padronização e à negociação em bolsa. Protege contra oscilações de preços e permite especulação e arbitra- gem. • Riscos: Ajustes diários podem resultar em perdas significativas, e a alavancagem aumenta o risco das operações. 64 Mapa MentalMercado de Opções MERCADO DE OPÇÕES 1. Conceito de Opções 2. Tipos de Opções 3. Valor Intrínseco • Titular tem o direito de comprar ou vender um ativo a um preço estabelecido no futuro (não é uma obri- gação). • Strike: O preço de exercício da opção, definido previamente. • Prêmio: O valor pago para adquirir o direito de compra ou venda. • Call: Preço do ativo - Strike. • Put: Strike - Preço do ativo. • Call (Opção de Compra): O titular tem o direito de comprar, e o lançador tem a obrigação de vender. • Put (Opção de Venda): O titular tem o direito de vender, e o lançador tem a obrigação de comprar. • Americana: Pode ser exercida a qualquer momento até o vencimento. • Europeia: Só pode ser exercida no vencimento. 65 Mapa MentalMercado de Opções MERCADO DE OPÇÕES 4. Fatores que Influenciam o Preço 5. Operações Estruturadas • Preço do Ativo: Quanto maior o preço do ativo, maior o prêmio da call e menor o da put. • Strike: Quanto maior, menor o prêmio da call e maior o da put. • Tempo até o Vencimento: Quanto maior o tempo, maior o prêmio para ambas. • Taxa de Juros e Volatilidade: Quanto maiores, aumentam o prêmio tanto para calls quanto para puts. • Financiamento (Lançamento Coberto): Compra de ação + venda de call. Objetivo: aumentar a rentabi- lidade, recebendo o prêmio. • Box de 4 Pontas: Compra de call (ITM) + venda de call (OTM) + venda de put (OTM) + compra de put (ITM). Objetivo: garantir uma taxa de juros. Tributado como renda fixa. • Straddle: Compra de call e put com mesmo strike e vencimento. Objetivo: apostar na volatilidade. • Strangle: Compra de call e put com o mesmo vencimento, mas strikes diferentes. Objetivo: apostar na volatilidade. 66 Mapa MentalSwap SWAP 1. Conceito de Swap 2. Posição Ativa x Posição Passiva 4. Encerramento Antecipado 5. Tributação • Swap é a troca de fluxos de pagamento ou indexadores entre duas partes. • São contratos não padronizados, negociados no mercado de balcão. • O contrato de swap pode ser encerrado antes do prazo, conforme acordado entre as partes. • A tabela regressiva de Imposto de Renda é aplicada conforme o prazo da operação. • Posição Ativa: Quem está na ponta ativa "recebe" a variação do indexador acordado. • Posição Passiva: Quem está na ponta passiva "paga" essa variação. • Quando a Ponta Ativa é maior que a Ponta Passiva, ocorre um ajuste positivo. • Quando a Ponta Passiva é maior que a Ponta Ativa, ocorre um ajuste negativo. 3. Garantias • Podem ser exigidas garantias para mitigação de risco. 6. Compensação de Perdas • Não há compensação de perdas entre as operações de swap. Cada contrato é tratado de forma independente. 67 Mapa MentalImposto de Renda - Renda Fixa IMPOSTO DE RENDA - RENDA FIXA 1. IOF: • Reduzido progressivamente até o 30º dia; no dia 30 já é zerado. 3. Isenções: 2. Imposto de Renda (IR): • 22,5%: Para investimentos de até 180 dias. • 20%: Para investimentos entre 181 e 360 dias. • 17,5%: Para investimentos entre 361 e 720 dias. • 15%: Para investimentos com prazo superior a 720 dias. • Responsável pelo Recolhimento: A instituição financeira que paga o rendimento. • LCI, LCA, CRI, CRA, Debêntures Incentivadas e Poupança estão isentos de IR. 4. Título Público: • Recolhimento realizado pelo agente de custódia. • Tributados pela tabela regressiva de IR.5. SWAP e COE: • IR cobrado em cada pagamento de cupom ao investidor.6. Títulos com Cupom: 68 Mapa MentalImposto de Renda - Renda Variável IMPOSTO DE RENDA - RENDA VARIÁVEL 1. Day Trade: • Alíquota: 20% sobre o lucro. • Retenção: 1% na fonte sobre o lucro. • Compensação de perdas: Permite compensação entre operações de day trade (DT x DT). 3. Dividendos: 2. Swing Trade (operações com prazo superior a um dia): • Alíquota: 15% sobre o lucro. • Retenção: 0,005% na fonte sobre o valor de venda (para controle). • Isenção: Lucros de até R$ 20 mil por mês em vendas de ações no mercado à vista (não se aplica a ouro e ativos financeiros). • Compensação de perdas: Permite compensação entre operações de swing trade (ST x ST). • Isenção de IR: Dividendos distribuídos aos acionistas são isentos de imposto de renda. 4. Juros sobre Capital Próprio (JCP): • Alíquota: 15% retido na fonte. • Observação: JCP é uma alternativa ao pagamento de dividendos e é tributado. • As perdas em operações de renda variável podem ser compensadas dentro do mesmo tipo de operação, ou seja: • Day Trade: perdas só compensam ganhos em day trade. • Swing Trade: perdas só compensam ganhos em swing trade. 5. Compensação de Perdas: 69 Mapa MentalIOF - Renda Fixa e Variável IOF 1. Conceito Geral: O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é aplicável aos investimentos de renda fixa quando há resgate em prazo inferior a 30 dias. Em renda variável, como ações, geralmente não há incidência de IOF. 3. Tabela Regressiva: 2. Isenções e Regras Específicas: • Investimentos com isenção tributária (como LCI, LCA, CRI, e CRA) também estão isentos de IOF. • Pessoas físicas são isentas de IOF em alguns casos específicos, conforme a legislação. • Títulos que não permitem resgate antes de 30 dias também não possuem cobrança de IOF. Para resgates com prazo inferior a 30 dias, aplica-se uma tabela regressiva que determina a alíquota sobre os rendimentos, reduzindo-se progressivamente. Exemplos de alíquotas: • 1º dia: 96% • 2º dia: 93% • 3º dia: 90% • Continuação até o 29º dia, a partir do dia 30 já é zerado. 4. Aplicação em Renda Fixa: Incidência sobre rendimentos em resgates de investimentos como: • CDB • Títulos Públicos Federais • Debêntures O IOF é cobrado sobre os rendimentos antes do Imposto de Renda (IR) quando aplicável.5. Ordem de Cobrança: 70 Mapa MentalImposto de Renda - Derivativos IMPOSTO DE RENDA - DERIVATIVOS 1. Swap 2. Mercado Futuro 3. Mercado a Termo 4. Mercado de Opções • Tributação como renda fixa, com retenção na fonte, seguindo os mesmos prazos e alíquotas. • Tributado como renda variável (15%). • Não permite day trade, pois exige um prazo mínimo de 16 dias. • Caso seja um termo coberto (exemplo: compra de ativo e venda futura de derivativo com rentabilidade pré- -determinada), é tributado como renda fixa. • Tributação como rendavariável em operações normais (15%). • Pode ser tributado como day trade (1% da renda). • Operações de box, que garantem ganhos travados, são tributadas como renda fixa. • Tributado como renda variável. • Day trade: alíquota de 20%. • Operações acima de um dia: alíquota de 15%. 71 Mapa MentalCriptoativos CRIPTOATIVOS O que são Criptoativos? • Ativos digitais que funcionam sem bancos • Baseados na tecnologia blockchain • Incluem criptomoedas, NFTs, tokenização e DeFi Finanças Descentralizadas (DeFi) x Tradicionais • Finanças Tradicionais: Dependem de bancos e corretoras • Finanças Descentralizadas (DeFi): Sem intermediários, usam contratos inteligentes Vantagens do DeFi: • Transações diretas entre usuários • Menos taxas e burocracia • Transparência total via blockchain Tokenização: Transformando Ativos em Tokens • Bens físicos (imóveis, obras de arte, ouro) viram tokens digitais • Permite comprar frações de um ativo grande NFTs (Non-Fungible Tokens) • Ativos digitais únicos registrados em blockchain • Usados para arte, músicas, jogos, vídeos e colecionáveis 72 Mapa MentalCriptoativos CRIPTOATIVOS Criptomoedas e Formas de Armazenamento • Moedas digitais descentralizadas, como Bitcoin e Ethereum Onde guardar criptomoedas? • Hot Wallet: Conectada à internet, mais prática, menos segura • Cold Wallet: Offline, mais segura, ideal para longo prazo ETFs de Criptoativos • Fundos negociados na bolsa que investem em criptomoedas • Alternativa para quem não quer lidar com carteiras digitais Vantagens dos ETFs: • Fácil de investir, basta comprar na bolsa • Menos risco de perder criptomoedas por erro humano • Regulamentados pela CVM Principais Riscos dos Criptoativos • Alta volatilidade – Preços mudam muito rapidamente • Risco de ataques cibernéticos – Hackers podem roubar ativos digitais • Falta de regulamentação global – Alguns países proíbem criptomoedas 73 Mapa MentalFundos de Investimento - Introdução FU N DO S DE IN VE ST IM EN TO - IN TR O DU ÇÃ O 1. Cota e Patrimônio Líquido • Patrimônio Líquido: Representa o valor total dos ativos de um fundo, menos as despesas e obrigações. É o montante disponível que pertence coletivamente aos cotistas do fundo. • Cota: Unidade de participação no fundo. O valor da cota é calculado dividindo o patrimônio líquido pela quantidade de cotas emitidas. Quando um investidor compra cotas, ele adquire uma fração proporcional do patrimônio do fundo. 3. Tipificação 2. Vantagens • Diversificação: Permite acesso a uma variedade de ativos, diluindo o risco por meio da exposição a diferentes investimentos. • Gestão Profissional: Fundos são geridos por profissionais qualificados, que realizam análises e tomam decisões estratégicas para otimizar os resultados do fundo. • Acesso a Ativos Exclusivos: Proporciona a investidores pessoa física acesso a ativos que podem não estar disponíveis de forma direta. • Economia de Escala: Compartilhamento de custos entre os cotistas, permitindo acesso a taxas de negociação mais competitivas e a serviços de administração e custódia. • Fundo (Casca): Classificação conforme a política de investimento adotada pelo fundo. • Classe: Refere-se ao tipo de ativos em que o fundo investe, como renda fixa ou ações. • Subclasse: • Público-Alvo: Definição do tipo de investidor (varejo, qualificado, profissional). • Prazos e Condições: Regras para aplicação e resgate. • Taxas: Inclui taxa de administração, taxa de performance, entre outras. • Exemplo: • Fundo (Casca): Renda Fixa. • Classe: Títulos públicos federais. • Subclasse: Taxa de administração de 1%. 74 Mapa MentalProfissionais, Remuneração e Encargos PROFISSIONAIS, REMUMERAÇÃO E ENCARGOS 1. Participantes • Responsável pelo cálculo e divulgação do valor da cota e do patrimônio líquido. • Comunicação com a CVM sobre eventuais desenquadramentos da carteira. • Divulgação de informações periódicas e eventuais. • Realiza a alocação e negociação dos ativos. • Avalia o risco e desenvolve planos de reenquadramento, se necessário. • Constituição e gerenciamento do fundo. • Gerenciamento da liquidez. • Resolução de patrimônio líquido negativo. • Liquidação do fundo. • Guarda e registra os ativos em clearing. • Responsável pela liquidação física e financeira das transações. • Pode ser o próprio administrador, com autorização da CVM. • Vende cotas dos fundos. • Responsável pela prevenção à lavagem de dinheiro e adequação ao perfil do investidor. • Verifica a credibilidade das informações financeiras do fundo. Administrador: Gestor: Administrador + Gestor: Custodiante: Distribuidor: Auditor Independente: 75 Mapa MentalProfissionais, Remuneração e Encargos PROFISSIONAIS, REMUMERAÇÃO E ENCARGOS 2. Remuneração e Encargos • Taxa de Administração: Compensa o administrador e os contratados pelos serviços prestados ao fundo. • Taxa de Gestão: Remunera o gestor e demais contratados pela gestão dos ativos. • Taxa de Performance: Cobrada quando o fundo supera o benchmark, com base na linha d'água. 76 Mapa MentalDocumento, Assembleia e Concentração DOCUMENTO, ASSEMBLEIA E CONCENTRAÇÃO 1. Cota Aberta x Cota Fechada • Cota Aberta: Permite resgates a qualquer momento, proporcionando liquidez ao cotista. • Cota Fechada: O resgate só é permitido ao término do prazo do fundo ou em condições específicas. 3. Regulamento: Parte Comum 2. Documentos Mínimos • Regulamento Atualizado: Define a política de investimento e responsabilidades dos cotistas. • Descrição da Tributação Aplicável: Explicação sobre as tributações incidentes no fundo. • Política de Voto da Classe em Assembleia: Diretrizes para participação em assembleias. • Adicionais FIF (se aplicável): • Lâmina Atualizada. • Demonstração de Desempenho. • Identificação, qualificação e responsabilidade dos prestadores de serviços. • Definição sobre a existência de classes únicas ou múltiplas de cotas. • Disposição sobre a divisão de despesas entre as classes, quando aplicável. • Rateio de despesas e contingências comuns. • Público-Alvo e Política de Investimento: Identificação do público-alvo do fundo. • Regime da Classe: Indica se a classe é aberta ou fechada. • Responsabilidade dos Cotistas: Definição de responsabilidade limitada ou ilimitada. • Prazo de Duração: Compatível com o objetivo do fundo. • Rateio de Despesas: Forma de divisão de despesas comuns. • Taxas: Especificação das taxas aplicáveis a cada classe. 4. Regulamento: Anexo Classes 77 Mapa MentalDocumento, Assembleia e Concentração DOCUMENTO, ASSEMBLEIA E CONCENTRAÇÃO 5. Assembleia Funções: • Deliberar sobre as demonstrações contábeis. • Aprovar substituições de prestadores de serviço. • Alterar o regulamento do fundo conforme necessário. • Observação: Não é necessário realizar assembleia para a redução da taxa de administração. 7. Patrimônio Líquido Negativo 6. Outras Classes • Restrita: Para investidores qualificados e profissionais. • Exclusiva: Destinada a um único investidor ou grupo com vínculo comum. • Previdenciária: Fundos para entidades de previdência, abertas ou fechadas. • Responsabilidade Limitada: Limita a responsabilidade dos cotistas ao valor investido. • Demais Classes: • Cotistas devem aportar para cobrir déficits, se houver. • Exige declaração de ciência dos riscos em casos de responsabilidade ilimitada. • 10%: Limite de concentração para empresas de capital aberto (SA). • 20%: Limite de concentração para instituições financeiras autorizadas pelo BACEN. • Sem Limite: Para investimentos em títulos do Governo. 8. Política de Concentração 78 Mapa MentalFundos de Investimentos Financeiro - FIF FUNDOS DE INVESTIMENTOS FINANCEIRO - FIF1. Fundo de Renda Fixa • Carteira: 80% em renda fixa. • Fator de Risco: Variação de taxa de juros ou índices de preços. • Subtipos de Fundos de Renda Fixa: • Simples: • 95% em títulos públicos de baixo risco. • Dispensa API e Termo de Adesão. • Vedado: aplicação no exterior, taxa de performance. • Derivativosrestritos a hedge. • Referenciado: • 95% do PL atrelado ao benchmark. • Dívida Externa: • 80% em títulos públicos negociados fora do Brasil. • Curto Prazo: • Prazo médio dos ativos menor que 60 dias, prazo máximo de 375 dias. 2. Crédito Privado 4. Fundo Cambial 3. Fundo de Ações 5. Fundo Multimercado • Carteira: Mais de 50% em crédito privado. • Necessário Termo de Adesão e ciência de risco. • Carteira: 67% em ações, subscrição, cotas de FIA, ETFs, BDR. • Permite uso de derivativos sem restrições. • Pode ter taxa de performance. • Cota de Fechamento: Restrição para resgates frequentes. • Carteira: 80% em ativos atrelados à variação de moedas estrangeiras. • Aplicação e resgate realizados em reais. • Sem restrições no uso de derivativos. • Carteira: Diversificação em múltiplos ativos e fatores de risco. • Permite uso de derivativos sem restrições. 79 Mapa MentalFundos de Investimento Não Financeiro FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO FINANCEIRO • Objetivo: Investir em direitos creditórios, que são recebíveis oriundos de operações comerciais, financeiras, e outros tipos de créditos. • Estrutura: Classificados em cotas Sênior, Mezanino e Subordi- nada, onde as cotas subordinadas absorvem primeiro as perdas, protegendo as cotas sênior. • Características: • Fechados, sem possibilidade de resgate antes da liquidação do fundo. • Comum em mercados de crédito, oferecendo uma alternati- va para empresas transformarem seus recebíveis em liquidez imediata. • Objetivo: Investir em empreendimentos imobiliários como shop- pings, lajes corporativas, galpões logísticos, entre outros. • Rendimentos: Isentos para pessoa física, desde que respeitado as regras específicas. • Negociação: As cotas podem ser negociadas em bolsa, o que per- mite liquidez ao investidor. • Riscos: Envolvem riscos de vacância, inadimplência e desvaloriza- ção imobiliária. 1. FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) 2. FII (Fundos de Investimento Imobiliário) 80 Mapa MentalFundos de Investimento Não Financeiro FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO FINANCEIRO • Objetivo: Investir em empresas de capital fechado ou em partici- pações relevantes em empresas de capital aberto, com foco em influenciar a gestão. • Características: • Voltado para investidores qualificados ou profissionais. • Participa ativamente na administração da empresa investida, visando agregar valor. • Oferece vantagens fiscais, como a isenção de imposto para pessoas físicas em alguns casos. • Perfil de Risco: Alto, devido à baixa liquidez e ao envolvimen- to em empresas com potencial de crescimento, mas com ris- cos elevados. • Objetivo: Replicar o desempenho de um índice de referência (como o Ibovespa). • Características: • Negociados em bolsa, permitindo que o investidor compre uma “cesta” de ativos que compõem o índice. • Diversificação e baixo custo de gestão são características-chave. 3. FIP (Fundos de Investimento em Participações) 4. Fundos de Índice (ETFs) 81 Mapa MentalCódigo ANBIMA de Administração e Gestão de Recursos de Terceiros CÓDIGO ANBIMA DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DE RECURSOS DE TERCEIROS 1. Objetivos e Abrangência • Define normas e práticas para a administração e gestão de recursos de terceiros. • Visa garantir a transparência, a integridade e a segurança dos investimentos, além de promover a confiança no mercado. 5. Classificação ANBIMA 4. Responsabilidades 3. Dispensados do Código 2. Fundos Cobertos • Fundos de Investimento regulados pela ANBIMA, que devem seguir as diretrizes de administração e gestão de recursos de terceiros. • Clubes de Investimento • Gestores de recursos de terceiros pessoa física • Administrador Fiduciário: • Gestão de Risco e Gestão de Liquidez. • Fiscalização dos prestadores contratados. • Gestor de Recursos: • Gestão de Risco, Limites de Concentração e Gestão de Liquidez. • Responsável por gerenciar os ativos conforme a política de investimento. • Fundos classificados de acordo com: • Objetivos: Propósitos específicos de investimento. • Políticas de Investimento: Diretrizes de como os recursos são aplicados. • Composição da Carteira: Estrutura dos ativos do fundo. 82 Mapa MentalTributação em Fundos de Investimentos e Carteira Administrada TRIBUTAÇÃO EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS E CARTEIRA ADMINISTRADA 1. Renda Fixa • Curto Prazo (Prazo médio até 365 dias): • 1 a 180 dias: 22,5% • Acima de 180 dias: 20% • Longo Prazo (Prazo médio superior a 365 dias): • 1 a 180 dias: 22,5% • 181 a 360 dias: 20% • 361 a 720 dias: 17,5% • Acima de 720 dias: 15% 2. Renda Variável • Regras: • Mínimo de 67% do patrimônio em ações, bônus de subscrição, BDRs, entre outros. • Fundos Cobertos: • Fundos de Ações, Fundos de Participações, ETFs de Renda Variável. • Alíquota de IR: 15% • Responsável pelo Recolhimento: • Administrador do fundo (retido na fonte), exceto ETFs de Renda Variável, onde o próprio investidor é responsável. 83 Mapa MentalTributação em Fundos de Investimentos e Carteira Administrada 4. IOF • Aplica-se somente em resgates ocorridos nos primeiros 29 dias da aplicação. • Fundo de Ações NÃO tem IOF. 3. Come-Cotas • Incidência semestral em maio e novembro. • Alíquota de 15% para longo prazo e 20% para curto prazo, antecipando o IR devido. 5. Recolhimento • O Administrador é o responsável pelo recolhimento do IR sobre os ganhos dos fundos, exceto em alguns casos específicos. TRIBUTAÇÃO EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS E CARTEIRA ADMINISTRADA 84 Mapa MentalIntrodução à Previdência Privada e Taxas INTRODUÇÃO À PREVIDÊNCIA PRIVADA E TAXAS Item 1: Previdência Social • Sem formação de reserva individual. • RPPS: Regime Próprio para funcionários públicos e militares. • RGPS: Regime Geral para trabalhadores CLT, avulsos e segurados do INSS. • Aposentadoria por Regra Geral: • Mulheres: 62 anos + 15 anos de contribuição. • Homens: 65 anos + 20 anos de contribuição. Item 2: Previdência Complementar (Aberta e Fechada) • Cada pessoa contribui para sua própria aposentadoria, sem teto, variando de acordo com o valor das contribuições. Item 3: Taxas • Taxa de Administração: Incide sobre o patrimônio líquido (PL). • Taxa de Carregamento: • Cobrada sobre aportes. • Pode ser cobrada na entrada, portabilidade ou resgate. • Flexível, podendo variar conforme o plano. • Fiscalizada pela PREVIC. • Destinada a fundos de pensão, sem fins lucrativos. • Necessário estatuto. • Multipatrocinado: Empresas menores se juntam para formar um fundo. • Vesting: Condições para um funcionário obter direito às contribuições da empresa. • Fiscalizada pela SUSEP. • Instituído: Contribuição direta pela empresa. • Averbado: Empresa apenas intermedeia o benefício. Aberta (EAPC): Fechada (EFPC): 85 Mapa MentalPortabilidade na Previdência PORTABILIDADE NA PREVIDÊNCIA • Somente entre letras iguais: A portabilidade pode ocorrer apenas entre os mesmos tipos de planos. • Exemplo: PG ↔ PG, VG ↔ VG, P ↔ P, R ↔ R. • Exceção: Permite-se a portabilidade de uma tabela progressiva para uma tabela regressiva. • Carência Inicial: • Portabilidade é permitida após um período mínimo de 60 dias. • Para planos qualificados, o período de carência é de 180 dias. Regras para Portabilidade: 86 Mapa MentalPGBL x VGBL PGBL x VGBLTipos de Planos: • Recomendado para quem faz a declaração completa do imposto de renda. • Permite dedução de até 12% da renda bruta tributável para fins de IR. • Tributo incide sobre o total acumulado no momento do resgate. Tipos de Benefícios PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): • Indicado para quem utiliza a declaração simplificada do imposto de renda. • Tributação incide apenas sobre os rendimentos e não sobre o montante total. • Valor do benefício é definido na contratação. • Contribuições variáveis, com risco de déficit atuarial. Benefício Definido (BD): • Valor da contribuição é definido. • Benefício varia conforme o acúmulo de saldo. ContribuiçãoDefinida (CD): • Combina características dos modelos BD e CD. Contribuição Variável (CV): 87 Mapa MentalTributação em Previdência TRIBUTAÇÃO EM PREVIDÊNCIA 1. Escolha Inicial - PGBL vs. VGBL • PGBL: Declaração completa do IR permite dedução de até 12% da renda tributável. • VGBL: Declaração simplificada; IR incide apenas sobre o rendimento, não sobre o valor total. 3. Momentos de Resgate 2. Tabelas de Tributação • Tabela Progressiva: • Alíquotas crescentes de acordo com o valor do resgate. • IR fixo de 15% retido na fonte durante o resgate e ajuste feito na declaração anual. • Indicada para resgates de baixo valor e curto prazo. • Tabela Regressiva: • Alíquotas decrescentes ao longo do tempo de permanência. • Alíquotas: 35% (0-2 anos), 30% (2-4 anos), 25% (4-6 anos), 20% (6-8 anos), 15% (8-10 anos), 10% (acima de 10 anos). • Indicada para resgates de alto valor e longo prazo. • PGBL: IR sobre o valor total resgatado. • VGBL: IR sobre o rendimento (lucro) apenas. 88 Mapa MentalRisco x Retorno RISCO X RETORNO 1. Conceito de Retorno • Refere-se à rentabilidade de um investimento ao longo do tempo, geralmente avaliada com base em retornos passados. • Expectativa de Retorno: Calculada pela média dos retornos anteriores, assumindo que o futuro será próximo ao histórico. 3. Relação entre Risco e Retorno 2. Conceito de Risco • Risco é a possibilidade de o retorno efetivo ser diferente do retorno esperado, podendo ser maior ou menor. • Calculado a partir do desvio padrão dos retornos passados, indicando a probabilidade de variação em relação à média. • Quanto maior o risco, maior a incerteza sobre o retorno futuro. • Maior Retorno Esperado: Exige aceitar um nível mais alto de risco, pois a possibilidade de ganho maior vem acompanhada de uma maior incerteza. • Menor Risco: Em investimentos com baixo risco, como a poupança, o retorno é também mais baixo, sendo menos vulnerável a variações. • Regra geral: Para buscar retornos acima do mercado, é necessário aceitar o risco como parte do investimento. 89 Mapa MentalRisco de Liquidez RISCO DE LIQUIDEZ 1. Conceito • Refere-se à facilidade com que um ativo financeiro pode ser convertido em dinheiro. • O risco de liquidez está presente quando a venda de um ativo pode ser demorada ou exigir um ajuste no preço para atrair compradores. 3. Fatores que Influenciam 2. Exemplos de Liquidez • Alta Liquidez: Ativos que podem ser vendidos rapidamente e com facilidade, como dinheiro na conta ou ações de grande negociação na bolsa. • Baixa Liquidez: Ativos que podem demorar para serem vendidos, como imóveis ou ações com pouca procura, onde a venda pode exigir redução de preço para atrair compradores. • Quantidade de Compradores e Vendedores: Mercados com muitos participantes tornam a venda mais rápida, reduzindo o risco de liquidez. • Precificação: Ajustar o preço de um ativo é uma estratégia comum para acelerar sua venda em mercados de baixa liquidez. 90 Mapa MentalRisco de Crédito RISCO DE CRÉDITO 1. Conceito • Refere-se ao risco de inadimplência, ou seja, a possibilidade de uma empresa, instituição financeira ou governo não cumprir com o pagamento de suas obrigações financeiras. • No contexto de investimentos, esse risco é associado a títulos de dívida, como debêntures, CDBs, títulos públicos, LCI/LCA, entre outros. 3. Relação entre Risco e Retorno 2. Agências de Rating • As agências de rating, como Standard & Poor’s (S&P), Fitch e Moody’s, avaliam a capacidade de pagamento das empresas e emitem classificações que ajudam investidores a entender o nível de risco. • As classificações vão desde o grau de investimento (baixo risco) até o grau de especulação (alto risco). • Empresas com alto risco de crédito precisam oferecer um retorno maior para atrair investidores, enquanto aquelas com baixo risco geralmente oferecem retornos menores, seguindo a lógica de risco x retorno. 4. FGC • O FGC protege o investidor em caso de calote para determinados ativos, com cobertura de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ e um limite global de R$ 1 milhão por período de 4 anos. • Não cobre todos os investimentos; ativos como debêntures e ações ficam fora dessa proteção. 91 Mapa MentalRisco de Contraparte RISCO DE CONTRAPARTE 1. Definição 2. Exemplo Prático 3.Diferença entre Risco de Contraparte e Risco de Crédito 4. Mitigação do Risco de Contraparte • O risco de contraparte ocorre quando uma das partes envolvidas em uma transação não cumpre com sua obrigação financeira ou física conforme o contrato. • Embora esteja associado ao risco de crédito, o risco de contraparte é mais amplo e inclui situações de inadimplência pontual, não necessariamente ligadas à falência da parte envolvida. • Risco de Contraparte: Envolve o não cumprimento de qualquer obrigação em uma transação, não necessa- riamente relacionado à insolvência. • Risco de Crédito: Especificamente associado à possibilidade de falência do emissor e consequente inadim- plência completa. • Clearing Houses (como a B3): Intermediam operações e exigem garantias das partes, reduzindo a possibili- dade de inadimplência. • Garantias e Seguros: Instituições financeiras podem exigir colaterais ou seguros, como o seguro prestamis- ta em empréstimos, para reduzir o impacto de um eventual descumprimento. • Em uma negociação de debêntures, João se compromete a comprar um título de Marcos em uma data fu- tura. Se João não realizar o pagamento ou Marcos não entregar a debênture, ocorre o risco de contraparte. 92 Mapa MentalRisco de Liquidação RISCO DE LIQUIDAÇÃO 1. Definição 2. Exemplo Prático 3. Papel das Clearing Houses • O risco de liquidação ocorre quando, em uma transação de compra e venda de ativos, uma das partes não recebe o ativo ou o pagamento devido. • Esse risco é distinto do risco de liquidez, que envolve a dificuldade de vender ou converter um ativo em dinheiro. • As clearing houses garantem a custódia e a liquidação da transação, mitigando o risco de liquidação ao as- segurar que tanto o ativo quanto o dinheiro cheguem ao destinatário correto. • Principais clearings no Brasil: • SELIC: Sistema de liquidação para títulos públicos. • CETIP (atual B3): Custódia e liquidação para títulos privados. • BM&F Bovespa/CBLC: Responsável pela liquidação de ações. • Maria deseja vender uma ação e consegue encontrar um comprador, Clara. Ao vender pela corretora, Maria enfrenta o risco de liquidação caso Clara não receba a ação ou Maria não receba o pagamento. • Na operação, a liquidação financeira ocorre quando o dinheiro é transferido, e a liquidação física acontece com a entrega da ação 93 Mapa MentalRisco de Mercado RISCO DE MERCADO 1. Conceito • O principal risco de um investimento, caracterizado pela variação no valor dos ativos devido às oscilações nas condições de mercado. • Oscilações nas taxas de juros, câmbio e outros fatores externos influenciam diretamente o risco de mercado, causando flutuações que podem gerar prejuízos. 3. Tipos de Risco de Mercado 2. Desvio Padrão • Ferramenta estatística que mede a volatilidade dos retornos de um ativo. Quanto maior o desvio padrão, maior o risco de mercado associado ao investimento. • Risco Sistemático (Não diversificável): Afeta todo o mercado ou sistema financeiro, sem depender de uma empresa específica. • Exemplo: Queda da bolsa de valores devido ao aumento de juros nos EUA. • Risco Não Sistemático (diversificável): Refere-se a eventos específicos de uma empresa ou setor. • Exemplo: Ação da Petrobras sobe após divulgação de lucros recordes. 4. Estratégia de Diversificação • A diversificação ajuda a reduzir o impacto do risco não sistemático, distribuindo o capital em diferentes ativos para compensar perdas específicas. • No entanto, a diversificação não protege contra o risco sistemático, pois em grandes oscilações de mercado, todos os ativos tendem a ser afetados. 94 Mapa MentalMedidas de Posição Central - Média, Mediana e Moda Medidas de PosiçãoCentral - Média, Mediana e Moda 1. Moda 2. Mediana • A moda é o valor mais frequente em um conjunto de dados. • Em investimentos, a moda pode ser usada para identificar a escolha mais comum entre os investidores, como o fundo de investimento mais selecionado. • Exemplo: Imagine que você está analisando o número de fundos escolhidos por cada inves- tidor: • Dados: 2, 3, 3, 3, 4, 5, 6 • A moda é 3, pois é o número que aparece com mais frequência. • Outro exemplo seria o preço mais recorrente de um ativo durante um período: • Dados: R$10, R$12, R$12, R$12, R$15, R$18 • A moda é R$12, porque foi o preço mais frequente. • A mediana é o valor central de um conjunto de dados ordenados. • Em análise financeira, a mediana pode indicar o retorno central de um fundo ao longo de um período, ignorando valores extremos que podem distorcer a média. • Exemplo 1: Em um conjunto com um número ímpar de retornos de um fundo, a mediana é o valor central: • Dados (ordenados): 1%, 2%, 3%, 4%, 5%, 6%, 7% • A mediana é 4%. • Exemplo 2: Com um número par de retornos, a mediana é a média dos valores centrais: • Dados (ordenados): 2%, 3%, 4%, 5%, 6%, 8% • A mediana é (4% + 5%) / 2 = 4,5%. 95 Mapa MentalMedidas de Posição Central - Média, Mediana e Moda Medidas de Posição Central - Média, Mediana e Moda 3. Média 4. Média Ponderada • A média é a soma de todos os valores dividida pelo número de elementos, representando o retorno médio em um período de análise. • Exemplo: Se um fundo teve retornos mensais de 4%, 3%, 6%, 2%, 1%, e 5%, a média é (4% + 3% + 6% + 2% + 1% + 5%) / 6 = 3,5%. • A média ponderada leva em consideração diferentes pesos para cada valor, útil em carteiras diversificadas de investimento. • Exemplo: Em um fundo com vários ativos, a média ponderada é calculada atribuindo pesos de acordo com o valor aplicado em cada ativo. 96 Mapa MentalMedidas de Dispersão - Variância e Desvio Padrão Medidas de Dispersão - Variância e Desvio Padrão 1. Conceito • Medidas de dispersão indicam o quanto os va- lores de um conjunto de dados se distanciam da média. Essas medidas são essenciais em finan- ças para avaliar a volatili- dade e o risco de investi- mentos. 2. Variância (s²) 3. Desvio Padrão (s) • A variância mede a média dos quadrados das diferenças entre cada valor e a média do conjunto. • Cálculo: • 1. Calcule a média dos retornos. • 2. Subtraia a média de cada retorno para encontrar a diferença. • 3. Eleve cada diferença ao quadrado. • 4. Calcule a média desses valores quadrados. • Exemplo: • Retornos anuais de um fundo: 10%, 15%, 20%, 25%, 30%. • Média (Me) = (10 + 15 + 20 + 25 + 30) / 5 = 20%. • Diferenças: -10%, -5%, 0%, 5%, 10%. • Quadrados das diferenças: 100, 25, 0, 25, 100. • Variância (s²) = (100 + 25 + 0 + 25 + 100) / 5 = 50. • O desvio padrão é a raiz qua- drada da variância e fornece uma medida em mesma escala dos dados, facilitando a inter- pretação. • Representa o risco associado ao retorno esperado de um ativo, com maior desvio indi- cando maior volatilidade. • Exemplo: • Se a variância é 10, o des- vio padrão é √10 ≈ 3,16%. • Isso indica que os retornos do fundo podem desviar em média 3,16% da média de 20%. 97 Mapa MentalDistribuição Normal DISTRIBUIÇÃO NORMAL Conceito da Distribuição Normal (Curva de Gauss) Exemplo Prático com Fundo de Investimento Aplicação da Regra Empírica de Gauss • A distribuição normal representa graficamente a dispersão dos dados em torno de uma média (valor central), assumindo um formato de "sino" simétrico. • Em finanças, a curva normal ajuda a prever a probabilidade dos retornos de um investimento, considerando a média e o desvio padrão para avaliar o risco. • Para um investimento com uma média de retorno e um desvio padrão conhecido, a distribuição normal permite prever a faixa de probabilidade: • 68% de chance de o retorno estar a 1 desvio padrão da média. • 95% de chance a 2 desvios padrões. • 99% de chance a 3 desvios padrões. • Imagine um fundo de investimento com retornos passados que têm uma média de 3% e um desvio padrão de 2%. • Na curva normal: • 68% dos retornos futuros estarão entre 1% e 5% (ou seja, 3% ± 1 desvio padrão). • 95% dos retornos estarão entre - 1% e 7% (3% ± 2 desvios padrão). • 99% dos retornos estarão entre - 3% e 9% (3% ± 3 desvios padrão). 98 Mapa MentalCorrelação, Covariância e R² CORRELAÇÃO, COVARIÂNCIA e R² 1. Covariância 2. Correlação 3. Coeficiente R² • A covariância mede como duas variáveis (ex.: retornos de dois ativos) se movem em relação uma à outra. • Tipos de Covariância: • Positiva: Quando as variáveis tendem a se mover na mesma direção. • Negativa: Quando as variáveis tendem a se mover em direções opostas. • Exemplo: A covariância positiva entre ações de empresas de setores similares indica que elas tendem a su- bir e descer juntas, o que pode aumentar o risco em uma carteira. • O coeficiente de determinação, R², indica o percentual da variação de uma variável que é explicado pela outra. • Fórmula: R² = (Correlação)² • Exemplo: Se a correlação entre um fundo e o Ibovespa é de + 0,8, então R² = (0,8)² = 0,64, indicando que 64% das oscilações do fundo são explicadas pelo Ibovespa, enquanto os 36% restantes podem depender de outros fatores, como decisões de gestão ou mudanças econômicas. • A correlação é uma medida normalizada da covariância, variando de - 1 a +1, facilitando a comparação. • Intervalo de Correlação: • +1: Correlação perfeita e positiva (variáveis se movem exatamente na mesma direção). • 0: Nenhuma correlação. • - 1: Correlação perfeita e negativa (variáveis se movem em direções opostas). • Importância: Em uma carteira diversificada, é ideal buscar ativos com correlação próxima de - 1 para reduzir o risco total. 99 Mapa MentalCoeficiente Beta COEFICIENTE BETA Definição Tipos de Beta e Interpretação Aplicação do Beta no Gerenciamento de Risco • O coeficiente beta é uma medida de sensibilidade de um ativo em relação ao risco sistemático do mercado, avaliando o quanto o preço de um ativo varia em compara- ção com o índice de mercado ao qual ele pertence. • Benchmark: Normalmente, compara-se o ativo com um índice de referência, como o Ibovespa para ações brasileiras. • Beta > 1: Indica que o ativo é mais volátil que o mercado, sendo considerado agressi- vo. Por exemplo, se uma ação tem um beta de 1,3, ela tende a variar 30% mais que o Ibovespa, tanto para cima quanto para baixo. • 0ao ativo livre de risco (ex.: Tesouro Selic), e nenhuma conclusão útil pode ser feita. • Considere quatro fundos de investimento: • Fundo A: Retorno de 5% com desvio padrão de 2%. • Fundo D: Retorno de 7% com desvio padrão de 3%. • Com uma taxa livre de risco de 1%, o Fundo D apresenta um Índice Sharpe mais alto (1,66) do que o Fundo A, indicando melhor retorno ajustado ao risco. 101 Mapa MentalDuration de Macaulay DURATION DE MACAULAY 1. Definição 2. Cálculo e Conceito 3. Duration com e sem Cupom 4. Sensibilidade e Risco • A Duration de Macaulay é o prazo médio ponderado de recebimento dos fluxos de caixa de um título ou carteira de ativos. Ela mede em quanto tempo, em média, o investidor recupera o valor investido em termos de valor presente. • Representa uma ferramenta importante para avaliar o risco de taxa de juros, pois a sensibilidade de um títu- lo à variação da taxa de juros depende diretamente de sua duration. • Sem cupom: Para um título sem pagamentos intermediários (ex.: zero-cupom), a duration é igual ao prazo de vencimento. • Com cupom: Para títulos que pagam cupons periodicamente, a duration é menor que o prazo de venci- mento, pois o investidor recebe parte do valor antes do término do título. • Quanto maior a duration, maior a sensibilidade do título às variações de taxa de juros, implicando maior risco e potencial de retorno. • Duration Alta: Alta sensibilidade, maior risco e maior retorno esperado. • Duration Baixa: Menor sensibilidade, menor risco e retorno esperado menor. • Para calcular a duration, é necessário considerar cada fluxo de caixa do título, seu valor e o tempo em que ele será recebido, ponderando pela taxa de desconto. • Exemplo: Em uma carteira com títulos de prazos variados, a duration fornece uma média do prazo em que o investidor será exposto ao risco, considerando o peso de cada título. 102 Mapa MentalÍndice de Treynor ÍNDICE DE TREYNOR 1. Definição 2. Fórmula do Índice de Treynor 3. Interpretação 4. Comparação com o Índice de Sharpe • O Índice de Treynor, assim como o Índice de Sharpe, mede o retorno ajustado ao risco de um investimento, mas com foco apenas no risco siste- mático. • A diferença chave está no denominador: o Índice de Treynor utiliza o coeficiente beta (que reflete o risco de mercado) ao invés do desvio padrão, isolando o risco não diversificável. • Retorno do Ativo: Retorno esperado ou histórico do investimento. • Taxa Livre de Risco: Taxa de um ativo sem risco, como o Tesouro Selic. • Beta: Mede a sensibilidade do ativo ao mercado (ex.: Ibovespa). • Quanto maior o Índice de Treynor, melhor o retorno ajustado ao risco sistemático, indicando um desempenho superior do ativo em relação ao mercado. • Valores negativos indicam que o ativo rendeu menos que a taxa livre de risco, tornando-o uma escolha menos atrativa. • O Índice de Treynor é ideal para carteiras diversificadas, pois considera apenas o risco de mercado (beta), enquanto o Índice de Sharpe inclui todos os tipos de risco. 103 Mapa MentalVaR, Stop Loss e Stress Test V A R , ST O P L O SS E S TR ES S TE ST 1. VaR (Value at Risk) • O Valor em Risco (VaR) é uma medida de risco que estima a perda máxima de um ativo ou portfólio em um período específico e em condições normais de mercado, com um determinado nível de confiança. • Exemplo: Um VaR de 5% em R$ 1 milhão significa que há uma probabilidade de 5% de que as perdas do ativo ou portfólio ultrapassem R$ 1 milhão em um dia específico. • Aplicação: Usado para avaliar a exposição ao risco e determinar se a carteira está dentro do limite aceitável de perda. 2. Stop Loss 3. Stress Test • Stop Loss é um mecanismo de proteção para limitar perdas, definido pelo in- vestidor como um preço-limite para encerrar uma posição automaticamen- te, caso o ativo atinja um determinado valor. • Exemplo: Se um investidor compra uma ação a R$ 50 e define um Stop Loss a R$ 45, a ação será vendida automaticamente se cair para R$ 45, protegendo o investidor de perdas maiores. • Importância: Ajuda a controlar o risco em operações de renda variável e pro- teger o capital do investidor contra quedas bruscas. • O Teste de Estresse avalia o impacto potencial de cenários adversos extre- mos sobre a carteira ou o ativo, simulando variações de mercado que vão além das condições normais. • Exemplo: Testar como uma carteira se comportaria em cenários como uma crise financeira global ou uma alta significativa nas taxas de juros. • Aplicação: Fundamental para gestores de risco, pois permite avaliar a robus- tez de uma carteira em eventos atípicos e preparar estratégias de mitigação. 104a transparência e a proteção dos participantes e assistidos. CMN (Conselho Monetário Nacional) CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados) CNPC (Conselho Nacional de Previdência Complementar) 5 Mapa MentalSFN - Regulação e Fiscalização SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Supervisores: • Controlar a inflação e garantir a estabilidade dos preços. • Conduzir as políticas monetárias. • Exercer a fiscalização das instituições financeiras. • Presidente do BC é indicado pelo presidente da república e deve ser aprovado pelo senado federal. • Mandato de 4 anos, começando no terceiro ano do presidente da república. • Administrar o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). • Definir a meta de juros (através do COPOM) • Proteger os titulares de valores mobiliários e os investidores do mercado. • Assegurar o acesso do público a informações sobre os valores mobiliários. • Fiscalizar e inspecionar as companhias abertas. • Supervisão dos mercados de seguro, previdência aberta, capitalização e resseguro. • Proteção aos consumidores. • Cumprimento das deliberações do CNSP. BACEN (Banco Central do Brasil) CVM (Comissão de Valores Mobiliários) SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) • Fiscalizar e supervisionar entidades fechadas (efpc). • Autorizar constituição e funcionamento das efpc. • Apurar e julgar infrações, aplicando as penalidades cabíveis. • Proteger os interesses dos participantes e assistidos dos planos. PREVIC (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) 6 Mapa MentalSFN - Operacionais SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - OPERACIONAISOperadores: • Captação de recursos através do depósito à vista (Conta Corrente). • Captação de recursos através de depósitos a prazo (ex: CDB). • Oferecem desconto de títulos e cheque especial. • Financiamento de capital fixo e de giro. • Participação no processo de emissão de títulos e valores mobiliários. • Operação em câmbio, mediante autorização específica do Banco Central. • Coordenação de processos de reorganização e reestruturação de sociedades. • Intermediação na oferta pública. • Exercício de funções de agente fiduciário. • Organização e administração de fundos e clubes de investimento. • Intermediação de operações de compra e venda de moeda estrangeira. Bancos Comerciais Bancos de Investimento Corretoras e Distribuidoras • Para ser considerado múltiplo, deve ter duas ou mais carteiras, incluindo obrigatoriamente a carteira comercial e/ou de investimento. • Atua como principal infraestrutura do mercado financeiro brasileiro, oferecendo registro, compensação, liquidação e negociação de ativos. • Opera no mercado de ações, derivativos e títulos privados. • É responsável por garantir a mitigação de riscos através da compensação e liquidação centralizadas de operações financeiras, incluindo transações realizadas na Bolsa e no mercado de balcão organizado. Banco Múltiplo B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) 7 Mapa MentalTipos de Investidores TIPOS DE INVESTIDORES 1. Investidor Profissional 2.Investidor Qualificado 3. Investidor Não-Residente 4.Fundos Específicos para Investidores • Pessoa Física (PF) ou Pessoa Jurídica (PJ) com investimentos superiores a R$ 10 milhões e que possuem ates- tado de tal capacidade. • Inclui agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM. • Instituições financeiras, fundos e clubes de investimento, entidades de previdência, seguradoras, e capitali- zadoras fazem parte dessa categoria. • Pessoas físicas ou jurídicas que não residem no Brasil, mas que possuem acesso ao mercado de capitais bra- sileiro. • Inclui fundos ou outras entidades de investimento coletivo de fora do Brasil, mas que investem no mercado nacional. • Fundos Exclusivos: Disponíveis apenas para investidores profissionais. • Fundos Restritos: Acesso limitado para investidores qualificados. • Pessoa Física (PF) ou Pessoa Jurídica (PJ) com investimentos superiores a R$ 1 milhão e que possuem atesta- do dessa capacidade. • Inclui também pessoas que possuem certificações ou foram aprovadas em exames de qualificação técnica reconhecidos pela CVM. 8 Mapa MentalAmbima e Códigos ANBIMA E CÓDIGOS 1. Quatro Pilares da ANBIMA 2. Principais Códigos • Informar • Representar • Autorregular • Educar 3. Certificação Continuada • Código de Oferta Pública: Regula a oferta pública de produtos de investimento, com foco na transparência e na proteção dos investidores. • Código de Certificação Continuada: Visa elevar a capacitação técnica dos profissionais, assegurando que mantenham um padrão mínimo de conhecimento atualizado. • Código de Distribuição: Define diretrizes para a distribuição de produtos financeiros, garantindo que o processo de venda seja ético e adequado ao perfil do cliente. • Nota: A legislação possui hierarquia superior aos códigos da ANBIMA, prevalecendo em caso de conflito. • CPA-10: Certificação para profissionais que atuam diretamente com o investidor em agências bancárias. • CPA-20: Destinada a profissionais que atendem investidores qualificados e clientes de alta renda. • CEA: Qualificação para assessores na recomendação de produtos de investimento. • Períodos de Validade: • Profissional certificado: validade de 5 anos. • Profissional aprovado: validade de 3 anos. 9 Mapa MentalAmbima e Códigos ANBIMA E CÓDIGOS 4. Distribuição 5. Penalidades 6. Oferta Pública • Avisos Obrigatórios: • “Rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros.” • “A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos.” • “O investimento não é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito.” • “As informações presentes neste material técnico são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes.” • Adequação ao Perfil do Investidor: • Objetivo do investimento. • Situação financeira (receitas/renda, patrimônio). • Conhecimento do investidor (produtos conhecidos, operações realizadas, formação acadêmica). • Não Sujeitos ao Código da ANBIMA: • Produtos de capitalização. • Cadernetas de poupança. • Advertência pública; • Multa; • Proibição temporária do uso do Selo Anbima; • Desligamento da ANBIMA. • Prospecto: Deve conter informações sobre o relacionamento com investidores, possíveis conflitos de interesse e destinação dos recursos. 10 Mapa MentalSPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) SPB (SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO) 1. Conceito • O SPB é responsável pela liquidação de operações de transferência de fundos, operações com moeda estrangeira ou ativos financeiros e valores mobiliários. Essas operações são realizadas por entidades conhecidas como Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMF). 2. Principais Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMF) • Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia): Sistema operado pelo Banco Central que realiza a custódia e liquidação de títulos públicos federais, garantindo segurança e eficiência nas transações de títulos públicos no mercado financeiro. • B3 (Brasil, Bolsa, Balcão): Principal infraestrutura do mercado financeiro brasileiro, responsável pelo registro, compensação, liquidação e negociação de ativos como ações, derivativos e títulos privados. Atua como uma câmara de compensação central, reduzindo o risco de crédito entre as partes. • STR (Sistema de Transferência de Reservas): Sistema operado pelo Banco Central que permite a transferência imediata de reservas bancárias entre instituições financeiras, essencial para a liquidez e o funcionamento contínuo do sistema financeiro. 11 Mapa MentalRisco de Imagem e Risco Legal RISCO DE IMAGEM E RISCO LEGAL 1. Risco Legal • Relacionado à legalidade e conformidade jurídica. • Pode surgir de contratos mal redigidos, cláusulas ambíguas ou brechas legais. • Exemplo: Necessidade de reembolso a clientes devido a problemas contratuais ou falhas de conformidade com regulamentações. • Incluiquestões contratuais e legislações, como normas da CVM que não são total- mente claras e podem gerar interpretações ambíguas. 2. Risco de Imagem • Refere-se à percepção pública da instituição e à confiança dos clientes. • Intangível e difícil de mensurar, diferentemente de outros riscos financeiros que têm medidas específicas. • Exemplo: Escândalos, vazamento de dados ou má prestação de serviços que im- pactam negativamente a reputação. • Um banco com boa imagem tem maior facilidade para manter a confiança e fide- lidade dos clientes, enquanto problemas de imagem podem gerar grandes perdas financeiras pela saída de clientes. 12 Mapa MentalControles Internos CONTROLES INTERNOS 1. Definição 2. Objetivos do Controle Interno 3. Teste e Monitoramento 4. Responsabilidade e Fiscalização • Controle Interno é a legislação que exige que instituições financeiras implementem sistemas de controle voltados para suas atividades, sistemas de informações e cumprimento de normas legais e regulamentares. • Exige a realização de testes periódicos nos sistemas de controle, especialmente para verificar a segurança das informações armazenadas em meios eletrônicos. • A diretoria da instituição é responsável pela implementação dos controles internos. • Fiscalização é realizada pelo Banco Central (BACEN), que exige acesso irrestrito a documentos, relatórios e papéis de trabalho da auditoria interna. • Assegurar que os funcionários estejam cientes das responsabilidades e riscos associados às suas atividades. • Identificar e avaliar fatores internos e externos que possam impactar negativamente os objetivos da insti- tuição. • Disponibilizar um canal de atendimento para que os funcionários obtenham informações confiáveis e rele- vantes para suas atividades. • Segregar atividades para evitar potenciais conflitos de interesse, promovendo transparência e integridade. 13 Mapa MentalNormas e Padrões Éticos NORMAS E PADRÕES ÉTICOS 1. Confidencialidade 2. Conflito de Interesse 3. Informações Privilegiadas 4. Front Running • Proteger e guardar as informações financeiras dos clientes. • Acesso restrito às pessoas autorizadas. • Exceções: • Compartilhamento com superiores para suporte. • Obrigação judicial de divulgar informações. • Não é crime ter informações privilegiadas, mas sim usá-las para vantagem própria antes de serem públicas. • Insider Trading: • Uso de informações não públicas para realizar operações no mercado de capitais. • Exemplo: Comprar ou vender ações com base em dados que ainda não foram divulgados publicamente. • Prática antiética de aproveitar-se de uma ordem de grande porte de um cliente para fazer uma operação pessoal antes, lucrando com a variação de preço gerada pela ordem do cliente. • Exemplo: Executar uma compra pessoal antes de uma grande ordem de compra do cliente para se benefi- ciar da alta no preço. • Situações em que o profissional pode ter benefícios pessoais que conflitam com os interesses do cliente. • Exemplo: Facilitar um empréstimo para benefício pessoal e, ao mesmo tempo, para cumprir metas. 14 Mapa MentalAPI (Análise de Perfil do Investidor) API (ANÁLISE DE PERFIL DO INVESTIDOR) • Conservador: Prefere segurança e preservação do patrimônio. Indicado para produtos de baixo risco, como títulos de renda fixa pós-fixados. • Moderado: Aceita certo nível de risco para obter retornos em longo prazo. Adequado para fundos multimercado, fundos cambiais e títulos atrelados à inflação. • Arrojado: Disposto a assumir riscos para obter alta rentabilidade em curto e médio prazo. Produtos indicados incluem ações, fundos de ações, fundos imobiliários e derivativos. 1. Perfis de Investidor 2. Adequação 4. Termo de Desenquadramento e Ciência de Risco 3. Validade • Objetivo: Define o propósito do investimento, duração e preferência quanto ao risco. • Situação Financeira: Avalia a renda, patrimônio total e necessidade futura de recursos do investidor. • Conhecimento: Considera a familiaridade do cliente com produtos financeiros, frequência de investimentos e formação acadêmica. • O API deve ser atualizado a cada 24 meses para refletir mudanças no perfil do investidor. • Quando o investidor opta por produtos fora de seu perfil, ele deve assinar um Termo de Desenquadramento, reconhecendo que o investimento está fora do perfil recomendado. • Esse termo garante que o cliente está ciente dos riscos envolvidos na escolha e exime a instituição de responsabilidade sobre a adequação ao perfil. 15 Mapa MentalFinanças Comportamentais - Conceito FINANÇAS COMPORTAMENTAIS - CONCEITO 1. Definição 2. Base Teórica 3. Sistema de Decisão 4. Heurísticas e Vieses • Finanças Comportamentais combinam conhecimentos de finanças e psicologia para entender como os in- vestidores tomam decisões. • Estuda o impacto do comportamento humano nos processos de investimento, especialmente em contex- tos onde as decisões são irracionais. • Sistema 1: Toma decisões rápidas e automáticas, com pouca reflexão. • Sistema 2: Processa as informações de forma lenta e deliberada, favorecendo decisões racionais. • Segundo Kahneman, o Sistema 1 pode levar a decisões equivocadas em finanças quando não há tempo para análise profunda. • Heurísticas são atalhos mentais que simplificam a tomada de decisão. • Podem levar a erros quando aplicadas fora do contexto ou sem análise cuidadosa. • Exemplos de vieses comuns incluem excesso de confiança e aversão à perda. • A teoria tradicional assume que investidores são racionais e maximizam retornos com o menor risco possível. • Markowitz desenvolveu a teoria da diversificação e o modelo CAPM, estabelecendo a base para as finanças modernas. • Nos anos 1970, Daniel Kahneman e Amos Tversky introduziram estudos que mostraram que as decisões financeiras nem sempre são racionais, destacando a influência de heurísticas e vieses. 16 Mapa MentalHeurística de Disponibilidade HEURÍSTICA DE DISPONIBILIDADE 1. Definição 2. Exemplo Prático 3. Impacto nas Decisões de Investimento 4. Palavras-chave • A heurística da disponibilidade é um atalho mental em que pessoas avaliam a probabilidade de um evento ocorrer com base na facilidade com que lembram de exemplos desse evento. • Relaciona-se com a tendência de usar informações recentes e acessíveis para tomar decisões, mesmo que elas não representem fielmente a realidade. • Investidores podem vender ou comprar ações baseados em informações recentes, sem analisar dados his- tóricos ou projeções. • Exemplo: Após um evento negativo com uma empresa, como um acidente ou escândalo, investidores po- dem vender ações por medo, mesmo sem avaliar o impacto real a longo prazo. • Atalho mental • Informações “frescas” ou recentes • Tendência a pular processos de análise detalhada • Ao ver uma notícia de um acidente de avião, o indivíduo pode sentir-se inseguro em voar, preferindo uma alternativa, mesmo que estatisticamente a viagem de carro seja mais perigosa. • No mundo dos investimentos, uma informação fresca sobre uma empresa, como um balanço positivo, pode levar alguém a comprar ações impulsivamente, sem análise profunda, acreditando que o bom desempenho recente garante resultados futuros. 17 Mapa MentalHeurística da Representatividade HEURÍSTICA DA REPRESENTATIVIDADE 1. Definição 2. Exemplo Prático 3. Impacto nas Decisões de Investimento 4. Importância do Pensamento Racional • A heurística da representatividade é um atalho mental em que pessoas tomam decisões baseadas em es- tereótipos ou associações, julgando situações ou pessoas por características que representam algo familiar ou uma experiência passada. • Relaciona-se com a tendência de julgar um evento com base na semelhança com um caso conhecido, igno- rando dados estatísticos ou análises mais profundas. • Investidores que tiveram experiências ruins com ações, por exemplo, podem evitar futuros investimentos em ações, julgando-as sempre arriscadas com base em umaexperiência passada negativa. • Outro exemplo é a suposição de que uma ação popular ou recomendada por alguém sempre será lucrativa, ignorando a necessidade de análise dos fundamentos. • O pensamento racional requer questionar os estereótipos e buscar informações objetivas e atualizadas an- tes de tomar decisões financeiras. • Evitar a representatividade permite uma análise mais equilibrada e evita decisões impulsivas baseadas em conceitos pré-estabelecidos. • Ao ver uma pessoa com características específicas (como alguém com dreads e escutando reggae), pode-se pressupor comportamentos ou preferências baseados em estereótipos, mesmo sem conhecê-la. • No contexto de investimentos, investidores podem associar grandes empresas a grandes lucros ou acredi- tar que empresas menores são menos lucrativas, sem considerar o desempenho atual ou histórico real. 18 Mapa MentalHeurística da Ancoragem HEURÍSTICA DA ANCORAGEM 1. Definição 2. Exemplo Prático 3. Impacto nos Investimentos 4. Decisão Racional vs. Ancorada • A heurística da ancoragem ocorre quando uma pessoa toma decisões baseadas em um valor de referência inicial, o qual "ancora" o julgamento. • Esse número ou referência inicial influencia a percepção, mesmo que seja irrelevante para a decisão. • Investidores podem se prender a valores históricos, como "a ação valia R$ 12 antes, então vai voltar a esse valor", mesmo quando o cenário econômico não suporta essa expectativa. • Outra situação é na bolsa de valores: ao atingir um ponto de referência, como 110 mil pontos, investidores podem decidir vender, acreditando que o mercado "sempre recua" a partir daquele valor. • A decisão ancorada é rápida e baseada no valor de referência inicial, enquanto a decisão racional envolve análise de fundamentos, economia, e projeções futuras, evitando depender apenas do número inicial. • Em uma oferta, exibir um preço "anterior" mais alto (como R$ 900) e um preço "com desconto" (como R$ 600) faz com que o cliente sinta que está economizando. • Outro exemplo comum é no cinema, onde o preço das pipocas é estrategicamente definido para "ancorar" o cliente a escolher o tamanho maior, percebendo-o como o melhor custo-benefício. 19 Mapa MentalAversão à Perda AVERSÃO À PERDA 1. Definição 2. Exemplo Prático 3. Teoria da Perspectiva • A aversão à perda é um conceito central em finanças comportamentais, onde as pessoas sentem mais intensamente a dor de uma perda do que o prazer de um ga- nho equivalente. • Esse fenômeno desafia a ideia de racionalidade nas decisões financeiras e explica por que muitas vezes as pessoas evitam riscos, mesmo quando as probabilidades são favoráveis. 4. Impacto nos Investimentos • Experimento de moeda: ao oferecer um ganho de R$ 150 para "cara" e uma perda de R$ 100 para "coroa", a maioria das pessoas rejeita o jogo, apesar de a expectati- va estatística ser positiva. • Esse comportamento ocorre porque a perda de R$ 100 pesa mais do que o ganho de R$ 150 na percepção das pessoas. • Desenvolvida por Daniel Kahneman e Amos Tversky, a teoria da perspectiva mostra que, para cada real perdido, é necessário ganhar mais do que o dobro para compen- sar a dor da perda. • Exemplo: Se um investidor perde R$ 10 mil, ele precisaria ganhar um valor significa- tivamente maior que os mesmos R$ 10 mil para "neutralizar" psicologicamente essa perda. • A aversão à perda ajuda a explicar por que muitos investidores optam por inves- timentos conservadores, como a poupança, evitando alternativas de maior risco, mesmo que possam oferecer retornos melhores. • Em geral, os investidores preferem evitar o risco de perder a buscar oportunidades de ganho, o que limita suas escolhas de investimento. 20 Mapa MentalEfeito de Estruturação EFEITO DE ESTRUTURAÇÃO 1. Definição 2. Exemplo Prático 3. Aplicação em Investimentos 4. Conclusão • O efeito de estruturação é um viés comportamental que ocorre quando uma decisão é influenciada pela forma como a informação é apresentada, mesmo que o conteúdo seja o mesmo. • Em finanças comportamentais, esse viés é causado pela estrutura de apresentação dos dados, levando o investidor a conclusões diferentes dependendo de como o problema é formulado. • Um fundo de investimento que supera o índice Ibovespa em 90% dos casos pode ser apresentado de duas maneiras: • “Esse fundo supera o Ibovespa em 90% das vezes” — interpretação positiva que gera confiança no in- vestidor. • “Esse fundo não supera o Ibovespa em 10% das vezes” — interpretação negativa que pode desestimular o investimento. • A escolha da estrutura impacta diretamente na percepção e decisão do investidor. • O efeito de estruturação evidencia a importância de como a informação é apresentada ao investidor, in- fluenciando sua tomada de decisão de maneira irracional e rápida. • Em uma pesquisa sobre o uso de preservativos, 90% das pessoas aprovaram sua eficácia quando foi dito que ele evita o HIV em 90% dos casos. Porém, quando foi dito que 10% das pessoas ainda podem se conta- minar, apenas 60% aprovaram a mesma eficácia. 21 Mapa MentalFinanças Pessoais FINANÇAS PESSOAIS 1. Finanças Pessoais • Importância do planejamento financeiro para o equilíbrio entre receitas e despesas. • Métodos variados, com premissas básicas de maximizar receitas e minimizar despesas. 3. Modelo de Orçamento Anual 2. Comparação de Receitas e Despesas • Assim como uma empresa, o orçamento pessoal deve considerar receitas (ganhos) e despesas (gastos). • Análise anual é essencial devido a eventos sazonais que afetam tanto receitas quanto despesas. • "Mensalizar" receitas e despesas para distribuir valores de gastos sazonais (como IPTU e IPVA) ao longo do ano. • O mesmo princípio se aplica a receitas variáveis, como PPR/PLR, para obter uma visão anual mais equilibrada. 4. Classificação das Receitas e Despesas • Recorrente e Previsível: Exemplo - Aluguel, salário, mensalidade escolar. • Recorrente e Não Previsível: Exemplo - Plano de saúde após demissão, doações. • Não Recorrente e Previsível: Exemplo - IPVA, IPTU, bônus. • Não Recorrente e Não Previsível: Exemplo - Despesas médicas inesperadas, venda de ativos, ganhos de loteria. 22 Mapa MentalFinanças Pessoais FINANÇAS PESSOAIS 5. Equilíbrio do Orçamento • Maximizar ganhos (promoções, fontes adicionais de renda). • Reduzir despesas, priorizando cortes em gastos menos necessários. 7. Início de Investimentos 6. Uso de Empréstimos • Empréstimos só devem ser usados para reduzir despesas futuras ou aumentar receitas. • Usar crédito para cobrir déficits sem aumentar a receita ou reduzir despesas leva ao aumento do endividamento. • Uma vez equilibrado o orçamento, pensar em investimentos para construir riqueza. • Dividir investimentos entre alta e baixa liquidez: • Alta Liquidez: Para emergências e despesas imprevistas. • Baixa Liquidez: Para maior rentabilidade, com foco no crescimento patrimonial a longo prazo. 23 Mapa MentalConceitos de ASG (Ambiental, Social e Governança) Conceitos de ASG (Ambiental, Social e Governança) 1. Ambiental (A) • Refere-se às práticas de uma empresa que impactam o meio ambiente. • Envolve ações de proteção ambiental, redução de poluição, uso eficiente de recursos naturais e gestão de resíduos. • Inclui o compromisso com práticas sustentáveis, como a diminuição de emissões de carbono, uso de energias renováveis e redução da pegada ecológica. 3. Governança (G) 2. Social (S) • Refere-se ao impacto das operações da empresa na sociedade e nas comunidades em que atua. • Envolve práticas como inclusão e diversidade no ambiente de trabalho, respeito aos direitos humanos, condições de trabalho seguras e saudáveis, e relacionamento com comunidades locais. • Ações sociais também incluem iniciativas de responsabilidade social, como programas de educação, saúde e apoio às comunidades desfavorecidas. • Refere-se à forma como uma empresa é administrada, abrangendo estrutura de liderança, transparência,ética e políticas internas de controle. • Envolve práticas como a transparência nas operações, prevenção de conflitos de interesse, proteção dos direitos dos acionistas, auditorias independentes e implementação de códigos de ética. • Também inclui diversidade no conselho de administração, equidade salarial e políticas contra corrupção e fraudes. 24 Mapa MentalRegulação e Autorregulação ASG (Ambiental, Social e Governança) • Definição: Envolve os riscos associados à forma como uma empresa interage com a sociedade e seus stakeholders, incluindo questões trabalhistas, direi- tos humanos e impacto nas comunida- des locais. • Exemplos: • Condições de trabalho inadequadas. • Relações problemáticas com comunidades afetadas pelas operações. • Violações de direitos humanos. • Impacto: A má gestão dos riscos so- ciais pode levar a conflitos legais, pro- testos sociais e perda de apoio dos consumidores. REGULAÇÃO E AUTORREGULAÇÃO ASG 1. Riscos Ambientais 2. Riscos Sociais 3. Riscos de Clima • Definição: Riscos relacionados ao im- pacto ambiental das atividades empre- sariais, incluindo o uso de recursos na- turais, poluição e degradação do meio ambiente. • Exemplos: • Contaminação de solo e água. • Emissão de gases poluentes e resí- duos tóxicos. • Impacto: Empresas que não gerenciam adequadamente os riscos ambientais podem enfrentar penalidades, além de perda de reputação e investimentos. • Definição: Riscos específicos relacio- nados às mudanças climáticas e suas consequências, como eventos climáti- cos extremos (secas, inundações, fura- cões) que impactam as operações das empresas. • Exemplos: • Impacto nas cadeias de suprimen- tos devido a desastres naturais. • Exposição a regulações mais rígi- das para limitar a emissão de car- bono. • Impacto: Empresas expostas a altos riscos climáticos podem enfrentar per- das financeiras, aumento de custos operacionais e maior exigência por transparência e mitigação desses ris- cos por parte dos investidores. 25 Mapa MentalCrimes Contra o Mercado de Capitais • Definição: Atuação de profissionais no mercado fi- nanceiro sem a devida certificação ou autorização. • Riscos: • Práticas inadequadas e ilegais. • Prejuízo à confiança e segurança do mercado. CRIMES CONTRA O MERCADO DE CAPITAIS 1. Profissional Não Certificado 2. Manipulação de Mercado • Spoofing: • Inserção e cancelamento de ordens para manipular preços. • Cria falsa aparência de demanda ou oferta. • Layering: • Colocação de várias ordens em níveis diferentes de preço. • Objetivo: influenciar investidores com interesse e volume falso. • Money Pass: • Transação entre duas partes para transferência disfarçada de fundos. • Pode ser usada para manipulação de preços ou lavagem de dinheiro. 26 Mapa MentalCrimes Contra o Mercado de Capitais CRIMES CONTRA O MERCADO DE CAPITAIS 3. Informação Privilegiada 4. Churning • Insider Trading: • Uso de informações confidenciais e não divulgadas para obter vantagens. • Primário: Prática realizada por pessoas diretamente liga- das à empresa, como diretores ou conselheiros. • Secundário: Envolvimento de terceiros que recebem as informações de insiders primários. • Front Running: • Uso de conhecimento prévio sobre grandes ordens de compra ou venda para realizar transações antecipadas. • Prática ilegal e prejudicial à equidade do mercado. • Definição: Prática de realizar excessivas transações na conta de um cliente para gerar comissões. • Características: • Não considera o interesse ou objetivo do cliente. • Prática ilegal que causa prejuízo ao cliente para benefício do intermediário. 27 Mapa MentalPrevenção à Lavagem de Dinheiro - PLD/FT PREVENÇÃO À LAVAGEM DE DINHEIRO - PLD/FT 1. Etapas 2. Pena • Reclusão de 3 a 10 anos e multa. • Aumento de 1 a 2/3 se houver organização criminosa. • Redução de 1 a 2/3 em caso de delação. • Dinheiro próximo da origem. • Fracionamento de valores. 3. Participantes • Bancos • Joalherias • Imobiliárias • KYC: Atualização de dados a cada 2 anos e manutenção por 10 anos. Colocação: • Esconder ou atrapalhar a investigação. • Enviar dinheiro para fora, usar laranjas, etc. Ocultação / Estratificação / Dissimulação: • Incorporar o dinheiro legalmente. • Compra de bens. • Dinheiro volta com aparência lícita. Integração: 28 Mapa MentalPrevenção à Lavagem de Dinheiro - PLD/FT PEP (Pessoas Expostas Politicamente): PR EV EN ÇÃ O À L AV AG EM D E DI N HE IR O - PL D/ FT 4. COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) 5. Exemplos de Operações Suspeitas • Movimentações atípicas em relação à atividade econômica do cliente. • Atividade comercial com negociação de bens de luxo. • Depósitos fragmentados e notas em más condições (úmidas, mofadas, etc.). Funções: Movimentação em Espécie: Comunicação ao COAF: • Inclui indivíduos com função pública nos últimos 5 anos, além de seus familiares e associados (até 2º grau). • Transações em espécie acima de R$ 2.000 devem registrar nome e CPF do portador. • Deve ser realizada em até 24 horas. • Inclui operações, depósitos ou saques acima de R$ 50 mil. • Operações suspeitas; o cliente não deve ser informado. • Receber, examinar e identificar ocorrências suspeitas de atividades ilícitas. • Disciplinar e aplicar penalidades administrativas. • Comunicar às autoridades competentes. 29 Mapa MentalCódigo de Conduta Ética da ANBIMA CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA DA ANBIMA Objetivo do Código de Ética 9 Princípios Éticos Regras para Candidatos a Certificação • Garantir transparência e confiança no mercado financeiro • Proteger investidores contra práticas abusivas • Definir padrões éticos para profissionais certificados • Não colar ou fraudar o exame • Não se passar por outra pessoa • Não usar o título de certificado antes de ser aprovado 1️. Comportamento Ético – Manter reputação sólida, sem fraudes ou enganações. 2️. Boa-fé e Transparência – diligência, lealdade 3️. Responsabilidade e Vigilância – Assumir responsabilidade, prudência 4️. Conformidade com Regras – Seguir normas da ANBIMA e órgãos reguladores. 5️. Cumprimento das Obrigações – cumprir todas as obrigações com cuidado 6️. Atualização Técnica – Estudar e se manter atualizado sobre o mercado. 7️. Honestidade e Equidade – Tratar todos os clientes com justiça e imparcialidade. 8️. Independência e Imparcialidade – Evitar conflitos de interesse. 9. Sigilo de Informações – Não divulgar dados confidenciais dos clientes. 30 Mapa MentalCódigo de Conduta Ética da ANBIMA CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA DA ANBIMA Regras para Profissionais Certificados Deveres de Quem Tem CPA-1️0, CPA-2️0 ou CEA • Ser transparente com clientes • Seguir as normas da ANBIMA • Atuar de forma ética e responsável • Evitar conflitos de interesse • Indicar investimentos adequados ao cliente (suitability) • Explicar riscos e regras dos produtos financeiros • Nunca prometer rentabilidade garantida 31 Mapa MentalProduto Interno Bruto (PIB) PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) 1. Definição • O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos dentro de um país em um determinado período, refletindo a riqueza nacional. • É uma medida econômica fundamental que indica o crescimento ou retração econômica de um país ao longo do tempo. 3. Importância do PIB 2. Cálculo do PIB • Considera apenas os bens e serviços finais, evitando a contagem dupla de itens intermediários (por exemplo, pneus em carros já prontos). • Fórmula do PIB pela Ótica da Demanda: • C (Consumo): Total de bens e serviços consumidos pela população. • I (Investimento): Capital direcionado para abrir ou expandir negócios, gerando riqueza. • G (Gastos do Governo): Investimentos e gastos públicos que impulsionam o crescimento econômico. • NX (Saldo da Balança Comercial): Diferença entre exportações e importações (Exportações - Importações). • O PIB é um indicador essencial para atrair investimentos estrangeiros, pois representa o potencial decrescimento e estabilidade de um país. • Investidores internacionais consideram o PIB, juntamente com a inflação, taxa de juros e risco-país, ao avaliar o mercado. 32 Mapa MentalÍndice de Preço IPCA e IGP-M ÍNDICES INFLACIONÁRIOS 1. IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) • Considerado o índice oficial de inflação no Brasil. • Focado no consumo do dia a dia e no varejo, refletindo o custo de vida das famílias com renda entre 1 e 40 salários-mínimos. • Calculado e divulgado mensalmente pelo IBGE. 3. Observação 2. IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) • Usado como referência principalmente para contratos de aluguéis, setor imobiliário e ajustes em empresas e negócios. • Composto por uma média ponderada de três outros índices: • IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo): 60% • IPC (Índice de Preços ao Consumidor): 30% • INCC (Índice Nacional de Custo da Construção): 10% • Calculado e divulgado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). • O IGP-M é mais sensível ao câmbio devido ao peso do IPA, que sofre variações com os custos de insumos e matérias-primas importadas. Isso faz com que o IGP-M seja mais afetado por oscilações na taxa de câmbio do que o IPCA. 33 Mapa MentalTaxa de Juros Selic, CDI e TR SELIC, CDI E TR 1. SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) • SELIC Meta: Taxa básica de juros definida pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central. Serve como referência para a economia, influenciando empréstimos e investimentos. • SELIC Over: Taxa praticada no mercado interbancário para operações compromissadas diárias, onde instituições financeiras negociam títulos públicos como garantia para ajustar sua liquidez. É uma média das taxas diárias e pode variar diariamente. 3. TR (Taxa Referencial) 2. CDI (Certificado de Depósito Interbancário) • Refere-se à taxa média praticada em empréstimos interbancários com títulos privados como garantia. • Essencial para o mercado financeiro brasileiro, pois influencia o rendimento de investimentos atrelados ao CDI, como CDBs e fundos de renda fixa. • Índice de correção monetária utilizado principalmente para ajustar a poupança, FGTS e contratos de crédito imobiliário. • Calculada pelo Banco Central com base na TBF (Taxa Básica Financeira) e ajustada por um fator redutor. • Derivada das LTNs (Letras do Tesouro Nacional) e ajustada para manter os valores das aplicações de baixo risco. 34 Mapa MentalCOPOM (Comitê de Política Monetária) COPOM (COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA) 1. Definição e Objetivo • Criado em 1996, o COPOM tem como objetivo principal o controle da inflação no Brasil. • Atua por meio da definição da Taxa SELIC Meta em reuniões periódicas, influenciando as taxas de juros e o consumo para estabilizar os preços na economia. 3. Atuação sobre a Economia 2. Composição e Estrutura • Composto por diretores do Banco Central (BACEN). • Presidido pelo Presidente do BACEN e vinculado ao Conselho Monetário Nacional (CMN), que estabelece a meta de inflação. • Reuniões ocorrem aproximadamente a cada 45 dias (oito vezes ao ano), com possibilidade de reuniões extraordinárias. • O COPOM controla a inflação ajustando a Taxa de Juros: • Taxa Alta: • Reduz o consumo e dificulta o acesso a crédito. • Atrai investimentos para renda fixa e mantém dinheiro no sistema financeiro. • Pode controlar a inflação, mas aumenta o risco de recessão (PIB baixo). • Taxa Baixa: • Estimula o consumo e facilita o acesso a crédito. • Incentiva investimentos na economia real, como consumo e produção. • Promove o crescimento econômico, mas pode gerar inflação. 35 Mapa MentalCOPOM (Comitê de Política Monetária) COPOM (COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA) 4. Processo de Decisão • Nas reuniões, o COPOM pode decidir: • Manter a taxa de juros. • Aumentar ou diminuir a taxa, indicando o percentual de ajuste. • Viés da Taxa de Juros: Anteriormente, o COPOM podia definir uma "Taxa de Juros com Viés," indicando uma tendência de alta ou baixa, o que permitia ajustes entre reuniões. Esse mecanismo, no entanto, NÃO É mais utilizado no Brasil. • Quiet Period: Período de silêncio, uma semana antes das reuniões, em que diretores do BACEN não podem fazer declarações sobre a taxa de juros. 5 . Responsabilidade e Transparência • Caso a inflação ultrapasse a meta do CMN, o Presidente do COPOM deve enviar uma carta ao Presidente do CMN explicando: • Razões para o desvio. • Medidas corretivas a serem tomadas. • Previsão para a estabilização da inflação dentro da meta. 36 Mapa MentalTaxa de Câmbio: PTAX TAXA DE CÂMBIO: PTAX 1. Definição da PTAX • PTAX é a taxa de câmbio oficial de referência para o real, utilizada como cotação oficial da moeda estrangeira no Brasil. • Divulgada diariamente pelo Banco Central (BACEN). • Inclui dois valores: o valor de compra e o valor de venda. 2. Política Cambial • O Banco Central define uma taxa fixa de câmbio e intervém para manter essa taxa, comprando ou vendendo reservas cambiais conforme necessário. • Vantagem: maior controle da inflação por meio de preços de importação mais estáveis. • Desvantagem: reserva cambial fica vulnerável a ataques especulativos e exige intervenção constante. • A taxa é determinada pelo mercado, mas o Banco Central pode intervir para suavizar oscilações excessivas. • No Brasil, esse é o modelo adotado, onde o BACEN entra para reduzir flutuações abruptas e repor reservas cambiais. • A taxa de câmbio é determinada unicamente pela oferta e demanda do mercado, sem in- tervenção do Banco Central. • Vantagem: maior independência da política monetária e menos dependência de reservas cambiais. • Desvantagem: oscilações podem ser amplas, causando volatilidade e impacto na inflação. Câmbio Fixo: Câmbio Flutuante com Intervenção (Sujo): Câmbio Flutuante (Limpo): 37 Mapa MentalTaxa de Câmbio: PTAX TAXA DE CÂMBIO: PTAX 3. Reserva Internacional • Depósitos em moeda estrangeira que o Banco Central mantém como proteção econômica. • A maior parte das reservas do Brasil está em títulos do Tesouro dos EUA e em euros. • Alta reserva internacional fortalece a capacidade do país de enfrentar crises e atrair investidores. 4. Variação do Preço do Dólar • O preço do dólar no Brasil é influenciado pela oferta e demanda da moeda estrangeira no mercado interno. • Aumento de Dólares no Brasil: • Quando há maior entrada de dólares no país (por exemplo, através de exportações, investimentos estrangeiros ou turismo), a oferta de dólares aumenta. • Esse aumento de oferta tende a reduzir o preço do dólar em relação ao real, valorizando o real. • Redução de Dólares no Brasil: • Quando há uma saída significativa de dólares (por exemplo, devido a importações, remessas de lucros ao exterior ou crises que levam investidores a retirarem capital), a oferta de dólares diminui. • Com menos dólares disponíveis, o preço do dólar tende a subir em relação ao real, o que resulta na desvalorização do real. • O Banco Central pode intervir, comprando ou vendendo reservas de dólares para suavizar variações extremas e garantir maior estabilidade cambial. 38 Mapa MentalPolítica Monetária POLÍTICA MONETÁRIA 1. Definição 2. Papel do Banco Central (BACEN) 3. Instrumentos de Política Monetária 4. Políticas Monetárias • Conjunto de decisões e ações do governo para controlar o dinheiro em circulação na economia. • Objetivo: Ajustar o volume de meios de pagamento para atender as necessidades econômicas, controlando a inflação. • Taxa Selic: Principal taxa de juros da economia. Aumentos visam conter a inflação; reduções estimulam o consumo e o crescimento econômico. • Depósito Compulsório: Percentual de recursos que os bancos devem depositar no BACEN. • Elevação: Menor disponibilidade para empréstimos (política contracionista). • Redução: Maior liquidez para empréstimos (política expansionista). • Taxa de Redesconto: Taxa que o BACEN cobra para empréstimos a bancos. • Elevação: Diminui a oferta de crédito (contracionista). • Redução:Aumenta a liquidez no mercado (expansionista). • Open Market: Compra e venda de Títulos Públicos pelo BACEN. • Venda de Títulos: Retira dinheiro da economia (contracionista). • Compra de Títulos: Injeta dinheiro na economia (expansionista). • Contracionista: Visa reduzir a inflação, retirando dinheiro da economia e aumentando juros e compulsórios. • Expansionista: Estimula o consumo e o crescimento, aumentando a liquidez e reduzindo taxas. • Executa a política monetária definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) através do Comitê de Política Mone- tária (COPOM). • Meta da Inflação: Estabelecida pelo CMN e monitorada pelo COPOM, que ajusta a taxa de juros (Selic) para manter a inflação dentro das metas. 39 Mapa MentalPolítica Fiscal POLÍTICA FISCAL 1. Definição 2. Instrumentos da Política Fiscal 3. Lei de Responsabilidade Fiscal 4. Entidades de Fiscalização • Conjunto de ações do governo voltadas para arrecadação de tributos e controle de gastos públicos. • Objetivo: Ajustar a economia através da arrecadação e dos investimentos, buscando equilíbrio fiscal e sus- tentabilidade financeira. • Estabelece limites e regras para controlar os gastos públicos e garantir que a arrecadação suporte os inves- timentos e despesas. • Condiciona a redução ou aumento de impostos a medidas compensatórias para manter o equilíbrio fiscal. • BACEN (Banco Central do Brasil) e Receita Federal do Brasil são responsáveis pela supervisão e controle financeiro. • Tributos e Impostos: Arrecadação através de impostos para financiar os serviços públicos. • Gasto Público: Investimentos e despesas em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura. • Reforma Tributária: Mudanças nas leis e estrutura de impostos para melhorar a arrecadação ou reduzir de- sigualdades. 40 Mapa MentalContas Externas CONTAS EXTERNAS 1. Definição 2. Balança de Pagamentos 3. Conta Corrente 4. Conta de Capitais 5. Impacto Cambial • Contas externas representam o controle da entrada e saída de moeda estrangeira no país, impactando direta- mente a economia e o valor do câmbio. • São registradas na Balança de Pagamentos, que monitora todas as transações do país com o exterior. • Balança Comercial: Movimentações de exportação e importação, registrando o comércio de bens. • Conta de Serviços e Rendas: Pagamentos e recebimentos por serviços prestados ao exterior. • Transferências Unilaterais: Envio e recebimento de recursos sem contrapartida, como remessas de familiares no exterior. • Registra a compra e venda de ativos entre países, incluindo investimentos estrangeiros no Brasil e brasileiros no exterior. • Impacta diretamente a oferta de moeda estrangeira no país, influenciando a cotação do dólar. • Valorização do Dólar: Real desvaloriza. • Desvalorização do Dólar: Real valoriza. • Cenário Ideal: Maior entrada de moeda estrangeira, fortalecendo o real. • Funciona como um termômetro da economia nacional, registrando o total de dinheiro que entrou e saiu do país. • Composta por duas contas principais: • Conta Corrente: Relacionada ao comércio e aos serviços. • Conta de Capitais: Envolve a compra e venda de ativos financeiros. 41 Mapa MentalJuros Simples e Juros Compostos JUROS SIMPLES E JUROS COMPOSTOS 1. Juros Simples • Cálculo linear, onde os juros são aplicados apenas sobre o valor principal inicial. • Empréstimos com juros simples acumulam o mesmo valor de juros em cada período, sem aumento sobre juros anteriores. 4. Ponto de Equilíbrio 2. Juros Compostos • A escolha entre juros simples e compostos depende do período: • Em períodos curtos e abaixo do prazo de capitalização, os juros simples podem ser mais vantajosos. • Para períodos longos, os juros compostos resultam em valores maiores devido ao efeito acumulado dos juros sobre juros. • Cálculo exponencial, com juros aplicados sobre o valor acumulado (principal + juros anteriores). • Conhecido como "juros sobre juros," o valor cresce mais rapidamente ao longo do tempo. • Curto Prazo: Quando o período é menor que o prazo da capitalização, os juros simples tendem a ser mais vantajosos, pois o cálculo composto ainda não acumulou o efeito dos juros sobre juros. • Longo Prazo: Em prazos mais longos, os juros compostos ultrapassam os juros simples, devido ao crescimento exponencial. 3. Comparação entre Juros Simples e Juros Compostos 42 Mapa MentalTaxa Real x Taxa Nominal TAXA REAL X TAXA NOMINAL 1. Taxa Nominal • Representa o retorno aparente de um investimento, ou seja, os juros recebidos sem considerar a inflação. • Indica o crescimento do valor monetário investido, mas não necessariamente o aumento do poder de compra. 3. Relação entre Taxa Real e Inflação 2. Taxa Real • É o ganho efetivo de um investimento após descontar o efeito da inflação. • A taxa real reflete o aumento do poder de compra, mostrando quanto realmente se ganhou além da variação de preços. • Importante lembrar que o cálculo da taxa real considera uma divisão entre a taxa nominal e o índice de inflação, e não uma simples subtração. • Inflação Alta: Se a inflação for maior do que a taxa nominal, o ganho real pode ser negativo, indicando perda de poder de compra. • Deflação (Inflação Negativa): Quando ocorre deflação, a taxa real tende a ser superior à taxa nominal, indicando um ganho no poder de compra. 43 Mapa MentalCusto Médio do Capital - WACC CU ST O M ÉD IO D O C AP IT AL - W AC C (W EI G HT ED A VE RA G E CO ST O F CA PI TA L) 1. Definição 2. Componentes 3. Estratégia de Redução do Custo de Capital • O WACC é o Custo Médio Ponderado de Capital, que representa o custo do dinheiro de uma empre- sa considerando a proporção de recursos próprios e de terceiros. • Calcula-se como a média ponderada dos custos de capital próprio e de terceiros, cada um ajustado pelo seu peso no total de financiamento da empresa. 4. Alavancagem • Recurso Próprio (Capital Próprio): • Inclui o capital dos sócios e dos acionistas. • Recurso de Terceiros (Capital de Terceiros): • Inclui empréstimos e emissão de títulos de dívida (exemplo: debêntures). • Aumentar a proporção de capital de terceiros pode reduzir o WACC, tornando o capital mais barato. • Contrapartida: Eleva o índice de endividamento, aumentando o risco de alavancagem. • Aumentar o capital de terceiros em relação ao capital próprio para obter um custo de capital mais baixo. • O índice de endividamento indica o nível de alavancagem e a dependência de recursos externos. 44 Mapa MentalRenda Fixa - Conceitos RENDA FIXA - CONCEITOS 1. Conceito Geral • Investimentos onde a rentabilidade é fixada no momento da aplicação ou atrelada a um indexador. • Preferido no Brasil devido às altas taxas de juros em comparação com outros países. 3. Formas de Pagamento de Juros 2. Tipos de Rentabilidade • Pré-Fixada: Rentabilidade conhecida no momento da aplicação. • Exemplo: 6% ao ano, 0,4% ao mês. • Pós-Fixada: Rentabilidade atrelada a um indexador, como taxa DI ou IPCA. • Exemplo: 95% da taxa DI, IPCA + 3%. • Com Cupom: Pagamento de juros periódicos ao investidor. • Zero Cupom: O investidor recebe o valor principal acrescido dos juros apenas no vencimento. 4. Mitos sobre Renda Fixa • Mito: Não é possível perder dinheiro. • Realidade: É possível perder capital em Renda Fixa em casos de: • Resgate antecipado (antes do vencimento). • Rentabilidade negativa em investimentos pós-fixados. 45 Mapa MentalTítulo Público Federal TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS 1. Tesouro Direto 2. Tipos de Títulos • Disponível para pessoas físicas. • Limite de compra: Máximo de R$ 1 milhão por mês. • Alta liquidez com recompra diária pelo Tesouro. • Retenção de imposto é feita pelo agente de custódia. • Pós-fixado, atualizado pela Selic. • Considerado livre de risco (Risk Free). • Sem pagamento de cupom. • Comercializado com ágio, deságio ou ao par. LFT (Letra Financeira do Tesouro): • Prefixado, com valor de face de R$ 1.000,00. • Sem cupom,com possível deságio em relação ao valor de face. LTN (Letra do Tesouro Nacional): • Pós-fixado, atrelado ao IPCA (inflação). • Título de taxa real, sem pagamento de cupom. NTN-B Principal (Nota do Tesouro Nacional Série B): • Prefixado com juros semestrais. • IR cobrado sobre cada recebimento de cupom. • Possui risco de reinvestimento. NTN-F (Nota do Tesouro Nacional Série F): • Atrelado ao IPCA, oferecendo uma taxa real. • Inclui risco de reinvestimento para os cupons semestrais. NTN-B: 46 Mapa MentalTítulos e Produtos Bancários TÍTULOS E PRODUTOS BANCÁRIOS1. Poupança 2. Depósito a Prazo • Taxa Selic Meta ≤ 8,5%: 70% da Selic + TR. • Taxa Selic Meta > 8,5%: 0,5% a.m. + TR. Rentabilidade: • Isento de Imposto de Renda para pessoas físicas e pessoas jurídicas sem fins lucrativos. • Pessoas jurídicas com fins lucrativos estão sujeitas ao pagamento de imposto de renda sobre os rendimentos. Tributação: • Possui cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). • Resgate antes do aniversário mensal perde a rentabilidade do período. • Remuneração calculada pelo menor saldo no dia do aniversário. Características: • Modalidades de rendimento: pré ou pós-fixado. • IOF em tabela regressiva para resgates antes de 30 dias. • Cobertura pelo FGC. CDB (Certificado de Depósito Bancário): • Similar ao CDB, mas, apesar de ser desenhado para resgate no vencimento, pode ser resgatado antecipadamente em alguns casos. • Em caso de resgate antecipado, em geral, o investidor recebe apenas o valor principal, sem rendimentos. • Cobertura pelo FGC. RDB (Recibo de Depósito Bancário): 47 Mapa MentalTítulos e Produtos Bancários TÍTULOS E PRODUTOS BANCÁRIOS3. LCA / LCI 4. Operações Compromissadas • Destinada ao financiamento do setor agropecuário. • Isenção de imposto de renda para pessoas físicas. • Modalidades de rendimento: pré ou pós-fixado. • Cobertura pelo FGC. LCA (Letra de Crédito do Agronegócio): • Destinada ao financiamento do setor imobiliário. • Isenção de imposto de renda para pessoas físicas. • Modalidades de rendimento: pré ou pós-fixado. • Cobertura pelo FGC. LCI (Letra de Crédito Imobiliário): • Operação onde o banco vende um ativo ao cliente com o compromisso de recompra em uma data futura. • Geralmente atrelada à taxa de juros de mercado, como a Selic. • Funciona como uma forma de investimento de curto prazo. 48 Mapa MentalFGC e FGCoop FGC E FGCoop 1. Conceitos do FGC 2. Coberturas do FGC • Produtos Cobertos: • Depósito à vista e poupança. • CDB e RDB. • Letra de Câmbio (LC). • LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). • Letra Hipotecária (LH). • Operações compromissadas com título emitido após 08/03/2012 por empresa ligada. • Produtos Não Cobertos: • Letra Financeira (LF) e Letra Imobiliária (LI). • Letra Imobiliária Garantida (LIG). • COE (Certificado de Operações Estruturadas). • Produtos que não são de instituições financeiras (debêntures, CRI, CRA, etc.). • Ações e Fundos de Investimento. • Títulos Públicos. • Limites de Cobertura: • Por CPF/CNPJ: até R$ 250 mil (exceção para DPGE - Depósito a Prazo com Garantia Especial). • Por instituição financeira: limite de R$ 250 mil. • Por conta: valor dividido pelos titulares da conta conjunta. • Cobertura Máxima: • R$ 1 milhão por CPF, renovável a cada 4 anos. • Observações: • Investidores não residentes também estão cobertos pelo FGC. 3. FGCoop (Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito) • Similar ao FGC, mas específico para cooperativas de crédito. • Cobertura: • Até R$ 250 mil por CPF/CNPJ, por cooperativa. • Cobertura máxima de R$ 1 milhão, renovável a cada 4 anos, como no FGC. • Objetivo: • Proteger os depósitos de cooperados em cooperativas de crédito participantes, em caso de insolvência. 49 Mapa MentalDebêntures DEBÊNTURES 1. Características Gerais 2. Tipos de Debêntures • Simples: • Forma normal e não conversível em ações. • Conversível em Ações: • Possibilidade de resgate em dinheiro ou em ações da empresa emissora. • Debênture Permutável: • Permite resgate em dinheiro ou em ações de outra empresa do mesmo grupo econômico. • Debênture Incentivada: • Também conhecida como debênture de infraestrutura. • Isenta de imposto de renda para pessoa física. • Modalidade de investimento pós ou prefixado. • Não possui cobertura do FGC. • Garantias (refluquisu): podem ser real, flutuante, quirografária (sem garantia específica), ou subordinada (em caso de falência, têm menor prioridade de pagamento). • Agente Fiduciário: responsável por proteger os interesses dos debenturistas, garantindo que os termos do contrato sejam respeitados. 50 Mapa MentalDebêntures Incentivadas DEBÊNTURES INCENTIVADAS 1. Definição • Títulos de Renda Fixa emitidos por empresas para captar recursos destinados a projetos de infraestrutura, especialmente em zonas portuárias e outros setores incentivados pelo governo. 3. Objetivo Governamental 2. Tributação • Pessoa Física: Isenção total de Imposto de Renda (0%). • Pessoa Jurídica: Alíquota de 15%, aplicável a todas as PJ, incluindo aquelas com benefícios fiscais (ONGs, igrejas, etc.). • Incentivar investimentos privados em setores de infraestrutura estratégicos para o desenvolvimento econômico do país. 51 Mapa MentalNota Promissória (Commercial Paper) NOTA PROMISSÓRIA (COMMERCIAL PAPER) • As notas promissórias, conhecidas como Commercial Papers, são títulos de renda fixa emitidos por sociedades anônimas (SAs) não financeiras. • O objetivo é captar recursos para necessidades de capital de giro ou fluxo de caixa da empresa. • Representam um empréstimo do investidor diretamente para a empresa, que paga juros sobre esse valor. • Prazo: Curto prazo, com vencimento máximo de 360 dias. • Tributação: Como é um título de renda fixa de curto prazo, a alí- quota mínima de imposto de renda é de 20%. • Emitente: Exclusivo para SAs não financeiras. • Garantia: Não possui cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). • Valor Legal: Uma nota promissória preenchida e assinada tem va- lor judicial e deve ser paga integralmente na data de vencimento especificada. 1. Definição 2. Características Principais 52 Mapa MentalCri e Cra CRI E CRA 1. Origem 2. Características Principais 3. Tipos • Os Certificados de Recebíveis Imobiliá- rios (CRI) e do Agronegócio (CRA) são tí- tulos de renda fixa emitidos por compa- nhias securitizadoras. • Processo de Emissão: Uma instituição fi- nanceira realiza um financiamento imo- biliário ou agrícola, criando um fluxo de pagamento futuro (recebíveis). • Esses recebíveis são adquiridos por uma companhia securitizadora, que emite CRI e CRA para investidores, transformando esses créditos em títulos de investimento. • Emissão: Realizada exclusivamente por companhias securitizadoras. • Rendimento: São títulos de renda fixa, podendo ter rentabilidade pré ou pós- -fixada. • Risco: Não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que exige análise dos riscos associados ao emissor e ao setor. • Imposto de Renda: Isentos de IR para pessoa física, proporcionando uma van- tagem tributária em relação a outros in- vestimentos. • IOF: Não há incidência de IOF sobre es- ses títulos. • CRI (Certificado de Recebíveis Imobili- ários): Vinculado a recebíveis do setor imobiliário, como financiamentos para compra de imóveis ou construção. • CRA (Certificado de Recebíveis do Agro- negócio): Vinculado a recebíveis do setor do agronegócio, como financiamentos para produção agrícola ou aquisição de equipamentos. 53 Mapa MentalRenda Variável - Conceitos RENDA VARIÁVEL - AÇÕES E BDR • Ações: Representam participação na propriedade de uma empresa, sendo a menor fração do capital social. • Risco de Crédito: Não possui. • Tipos de Acionistas: • Minoritário: Não possui quantidade expressiva de ações com direito a voto. • Controlador: Exerce poder de controle na sociedade. 1. Conceitos 54Mapa MentalAções: Definição AÇÕES: DEFINIÇÃO • Ordinárias (ON): Direito a voto. • Preferenciais (PN): Preferência no recebimento de dividendos. • Units: Pacote de ações ON e PN. 1. Tipos de Ações 2. Split e Inplit • Split (Desdobramento): • Aumenta a quantidade de ações no mercado. • Exemplo: 1 ação vira 10 ações. • Aumenta a liquidez das ações. • Inplit (Grupamento): • Diminui a quantidade de ações no mercado. • Exemplo: 10 ações viram 1. • Diminui a volatilidade e facilita controle do preço. 55 Mapa MentalRenda Variável – Direitos e Proventos RENDA VARIÁVEL – DIREITOS E PROVENTOS 1. Ganhos e Direitos • Ganho de Capital: Diferença positiva entre o valor de compra e de venda de um ativo. • Dividendos: Distribuição de lucros isentos de imposto de renda para acionistas. • Juros sobre Capital Próprio (JCP): • Alternativa ao pagamento de dividendos. • Retenção de 15% na fonte. • Bonificação: Distribuição gratuita de novas ações. • Subscrição: Direito de compra de novas ações em proporção às ações já possuídas, protegendo contra diluição. • Payout: Percentual de lucros distribuído como dividendos ou JCP. 56 Mapa MentalOferta Pública e Governança OFERTA PÚBLICA E GOVERNANÇA 1. Necessidade de Capital x Maturidade 2. Agente Underwriter 3. Mercado Primário x Mercado Secundário • FFF (Friends, Family, and Fools): Primeiro capital da empresa, ainda em fase inicial (startup). • Investimento Anjo: Capital investido na Early Stage para empresas que estão começando a crescer. • Capital Semente: Investimento em Growth Stage, com capital de risco para expandir. • Venture Capital: Capital para empresas em Growth Stage, expandindo operações. • Private Equity: Capital para empresas maduras, prontas para oferta pública. • IPO (Initial Public Offering): Abertura de capital da empresa, com regulamentação pela CVM. • Mercado Primário: Onde ocorre a primeira emissão de ações, com a empresa recebendo recursos direta- mente. • Mercado Secundário: Onde as ações já emitidas são negociadas entre investidores. • Oferta subsequente de ações: Quando uma empresa já listada no mercado de ações decide realizar uma nova oferta pública. • Garantia Firme: A instituição financeira garante a compra de todas as ações ofertadas. • Melhor Esforço: O agente vende as ações sem garantir a venda total. • Garantia Residual: A instituição compra as ações restantes após a oferta ao público. 5. Tag Along e Drag Along • Tag Along: Direito dos acionistas minoritários de vender suas ações nas mesmas condições dos majoritários em caso de venda da empresa. • Drag Along: Direito dos acionistas majoritários de obrigar os minoritários a venderem suas ações em uma venda da empresa. 4. Follow-on 57 Mapa MentalOferta Pública e Governança OFERTA PÚBLICA E GOVERNANÇA 6. Segmentos de Listagem Nível 1 Novo MercadoNível 2 • Requisitos básicos de governança. • Permite ações ON e PN. • Requer 80% de ON no capital social. • 20% de free float. • Conselho com 3 membros, 1 independente (mínimo de 20%). • Relatório financeiro em IFRS. • Divulgação em Português. • Requisitos intermediários de governança. • Ações ON e PN. • 100% de ON e PN. • Free float de 20%. • Conselho com 5 membros, 1 independente (mínimo de 20%). • Relatório financeiro em IFRS ou GAAP (EUA). • Divulgação em Português. • Mais alto nível de governança corporativa. • Permite somente ações ON. • 100% de ON. • Free float de 25%. • Conselho com 3 membros independentes (mínimo de 20%). • Relatório financeiro em IFRS. • Divulgação em Português e Inglês. 58 Mapa MentalADR e BDR ADR e BDR 1. Conceito de ADR e BDR • ADR (American Depositary Receipt): São recibos de ações emitidos por empresas de fora dos Estados Unidos, mas negociados em bolsas americanas. Dessa forma, empresas estrangeiras podem captar re- cursos no mercado norte-americano sem precisar listar diretamente suas ações nos EUA. • BDR (Brazilian Depositary Receipt): São recibos de ações de empre- sas estrangeiras negociados na bolsa brasileira. Empresas que não estão listadas no Brasil podem emitir BDRs, permitindo que investi- dores brasileiros invistam em ações internacionais por meio da B3, a bolsa de valores do Brasil. 2. Riscos Associados 3. Exemplo Prático • Risco Cambial: O investidor pode ser afetado pela variação cambial. Por exemplo, se o dólar valoriza frente ao real enquanto a ação per- manece estável, o retorno efetivo do investidor em dólares pode ser negativo. • Tributação e Legislação: Investidores estrangeiros que compram ADRs ou BDRs estão sujeitos à tributação e regulamentação do país onde o papel é negociado, o que pode representar desafios devido a diferentes regimes de imposto e legislação. • ADR: Empresas como Petrobras emitiram ADRs nos Estados Unidos, o que significa que seus recibos de ações são negociados lá, mesmo sendo uma empresa brasileira. • BDR: O Mercado Pago, empresa argentina, tem seus BDRs negocia- dos no Brasil, permitindo que investidores brasileiros adquiram es- ses papéis na B3 sem precisar abrir conta em bolsas estrangeiras. 59 Mapa MentalClubes de Investimento CLUBES DE INVESTIMENTO 1. Conceito e Estrutura 2. Diferenças entre Fundo e Clube 3. Gestão e Limitações • O Clube de Investimentos é uma comunhão de investidores voltada para o mercado de ações, onde, no mínimo, 67% do patrimônio deve ser investido em ações. • Semelhante aos fundos de investimento, mas com regulamentações mais simples e menos rígidas. • Fiscalizado pela CVM, embora dispensado de registro formal. 4. Tributação • Cotas: Ambos emitem cotas para seus investidores. • Registro: Fundos de investimento precisam de registro na CVM; clubes são dispen- sados. • Fiscalização: Fundos possuem uma fiscalização mais rigorosa. • Número de Investidores: Clubes devem ter entre 3 e 50 investidores, enquanto fun- dos não possuem limite de número de cotistas. • Clubes permitem que os próprios membros elejam o gestor, sendo ele um dos parti- cipantes ou um terceiro. • Um investidor não pode deter mais de 40% do patrimônio total do clube. • Um clube pode investir até 100% em ações, mas nunca menos de 67%. • A tributação do clube de investimento é equivalente à de um fundo de ações. 5. Liquidez • Clubes de investimento são sempre abertos, permitindo o resgate das cotas a qual- quer momento, diferentemente dos fundos, que podem ser abertos ou fechados. 60 Mapa MentalMercado a Termo MERCADO A TERMO 1. Conceito 2. Funcionamento 3. Tipos de Operação • O mercado a termo é um segmento dos derivativos onde duas partes firmam um contrato para comprar ou vender um ativo em uma data futu- ra, com um preço previamente estabelecido. • Nesse mercado, o investidor não possui necessariamente o ativo no momento do contrato; ele apenas assume uma obrigação futura, transfe- rindo o risco entre as partes envolvidas. • Operação Coberta: O investidor já possui o ativo objeto do contrato, garantindo a entrega no vencimento e limitando o risco de oscilação de preço. • Operação Descoberta: O investidor não possui o ativo objeto, assumindo maior risco caso o preço aumente no vencimento, pois terá que com- prá-lo no mercado para cumprir sua obrigação. • Contratos a termo não possuem padronização, o que significa que as condições de cada operação são ajustadas diretamente entre as partes. • O prazo do contrato pode variar, com o mínimo de 16 dias e o máximo de 999 dias, sendo que prazos mais curtos são mais comuns devido à menor incerteza e maior liquidez. 61 Mapa MentalMercado a Termo MERCADO A TERMO 4. Liquidação e Alavancagem 5. Tributação • Liquidação Antecipada: O comprador pode optar por encerrar o contrato antes da data final, visando realizar lucro sem correr mais riscos. • Alavancagem: Como o investidor deposita apenas uma margem de garantia, é possível assumir posições maiores que o capital disponível, au- mentando potencial de lucro e risco. • Operações no mercado a termo são consideradas de renda variável