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Professora: Paula Rolim
Psicóloga CRP 17|6261
Contato: psipaularolim@hotmail.com
ASPECTOS
INTRODUTÓRIOS:
SEMIOLOGIA E
PSICOPATOLOGIA
PSICOLOGIA - P6
PSICOPATOLOGIA II
Linguagem comum para descrever
experiências humanas em sofrimento.
Ponte entre observação clínica,
compreensão e cuidado.
Limites da ciência: nem tudo em um
ser humano se esgota no
diagnóstico.
POR QUE ESTUDAR
PSICOPATOLOGIA?
O QUE É
SEMIOLOGIA?
Semiologia geral: ciência dos signos,
estudando sistemas de comunicação
(linguagem, música, artes, gestos etc.). É
o estudo dos sinais e sintomas em
qualquer área.
Semiologia médica/psiquiátrica:
descrição sistemática das manifestações
clínicas. É estudo de sinais e sintomas
das doenças, permitindo diagnóstico e
tratamento. comportamentos, linguagem,
etc.).
Semiologia psicopatológica: focada nos
fenômenos psíquicos (vivências,
comportamentos, linguagem, etc.). 
É o estudo dos signos do sofrimento
psíquico, especialmente manifestações
subjetivas e comportamentais ligadas a
transtornos mentais. Ex: Tosse.
Semiologia
Sinais Sintomas Indicador (índice) Símbolos
achado objetivo,
verificável e
observável por
terceiros 
vivência subjetiva
referida pelo
paciente (ex.:
“ouço vozes”).
Carregam
significados
Apontam para
uma disfunção
FEBRE → ÍNDICE DE INFECÇÃO
ANSIEDADE → TREMORES E MÃOS FRIAS (ÍNDICE FISIOLÓGICO) + RELATO DE “NERVOSISMO” (SÍMBOLO
CULTURAL, SÓ TEM SENTIDO DENTRO DA LINGUAGEM).
PSICOPATOLOGIA NUNCA É SÓ BIOLÓGICA: ENVOLVE SEMPRE CULTURA, LINGUAGEM E SUBJETIVIDADE.
Psicopatologia não é apenas lista de
sintomas → é um modo de conhecer
o sofrimento humano.
Sempre em diálogo com a ciência, a
clínica, a cultura e a história.
POR QUE ESTUDAR
PSICOPATOLOGIA?
A QUESTÃO DA NORMALIDADE EM
PSICOPATOLOGIA
Normal e Anormal?
Essas noções recebem grande carga
valorativa atualmente - definir um
sujeito como “normal” ou “anormal”
tem sido associado aquilo que é
“desejável” ou “indesejável”, “bom”
ou “ruim”.
Qual o impacto em ser caracterizado
como alguém “anormal”
psicopatologicamente?
p. 14 (Dalgalarrondo, 2019)
Normal e Anormal?
As mudanças no uso dos termos:
Alienação - doença mental - transtorno
mental
O termo “doença” foi questionado em
psicopatologia, pois nem sempre se
apresenta algo no corpo biológico, no
“cérebro” - como em muitas
psicopatologias não se encontram
anatômicas ou fisiológicas optou-se
por nomear de “transtorno”
Psiquiatria e
psicologia forense
DEBATES SOBRE NORMALIDADE: 
Determinar “anormalidade”
tem implicações éticas,
legais e criminais. 
Anormal - impedimento de
avaliar a realidade,
portanto, pode ser
considerada não
respsonsável por seus atos
Normal - Responsável por
seus atos deve respobnder
legalmente
Epidemiologia dos
Transtornos Mentais
Psiquiatria cultural Planejamento em
saúde mental e
políticas de saúde
Desdobramentos
A normalidade é tanto um
problema quanto um
trabalho de estudo e
pesquisa.
Contribui para a discussão e
o aprimoramento dos
conceitos na saúde geral e
na psicopatologia
O conceito de normalidade
impõe a análise do contexto
sociocultural.
É necessário estudar a
relação fenômeno
supostamente patológico x
contexto social onde o
fenômeno emerge
É preciso estabelecer
critérios de normalidade -
pois é necessário verificar
as necessidades
assistenciais de
determinado grupo - e os
serviços necessários que
devem ser ofertados
DEBATES SOBRE NORMALIDADE: 
Desdobramentos
Orientação e
capacitação
profissional
Definir a capacidade de um
indivíduo em exercer um
cargo/função - Ex.: sujeitos
psicóticos e posse de armas
Prática clínica
Manejo para discernir o que
é normal e o que é
patológico.
É parte de um momento
existencial ou é
francamente patológico?
A prática clínica não é
direcionada somente às
psicopatologias, mas aos
sofrimentos psíquicos -
questões de saúde mental
Normalidade como
ausência de doença
CRITÉRIOS DE NORMALIDADE: 
“normal é o indivíduo que
não possui transtorno
mental”
Critério falho e precário,
pois baseia-se em uma
definição negativa -
“define-se normalidade
por aquilo que ela não
é”
Normalidade ideal Normalidade
estatístical
Normalidade
funcional
Normalidade como “utopia”,
onde se estabelece uma
norma ideal a ser
conquistada, aquilo que é
supostamente “sadio”
Norma socialmente
construída, depende de
critérios socioculturais
Fenômenos quantitativos -
o normal passa a ser aquilo
que se observa com mais
frequência.
Critério por vezes falho,
pois nem tudo que é
frequente é
necessariamente saudável,
assim como nem tudo que é
raro é patológico
Baseia-se em aspectos
funcionais e não
necessariamente
quantitativos.
Pode ser considerado
patológico se está
produzindo sofrimento para
um sujeito ou um grupo
social
Normalidade como
processo
CRITÉRIOS DE NORMALIDADE: 
Considera-se aspectos
dinâmicos do
desenvolvimento
psicossocial.
Muito utilizado na
“psicopatologia do
desenvolvimento”,
principalmente relacionada
a crianças, adolescentes e
idosos
Normalidade
subjetiva
Ênfase a percepção
subjetiva do próprio sujeito
em relação ao seu estado
de saúde.
Problemática em casos de
psicopatologia: sujeitos
“muito saudáveis e felizes”
em casos de mania na
bipolaridade
Portanto, Critérios de normalidade e
anormalidade/doença variam
consideravelmente em psicopatologia -
em função dos fenômenos trabalhados,
dos profissionais que atendem ou das
instituições. 
Essa é uma área da psicopatologia que
exige postura permanentemente ética,
crítica e reflexiva dos profissionais
Um dia escrevi que tudo é autobiografia, que a vida
de cada um de nós a estamos contando em tudo
quanto fazemos e dizemos, nos gestos, na maneira
como nos sentamos, como andamos e olhamos, como
viramos a cabeça ou apanhamos um objeto no chão.
Queria eu dizer então que, vivendo rodeados de
sinais, nós próprios somos um sistema de sinais. 
-José Saramago
REFERÊNCIAS
 Até o próximo encontro
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais.
3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.
Canguilhem, G. O normal e o patológico (6. ed. rev.). Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 2009.

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