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 Compreender a embriologia do Sistema 
Nervoso; 
 Conhecer a anatomia das meninges e suas 
funções; 
 Compreender a localização, importância e 
histologia do plexo coroide, das meninges e do 
canal ependimário; 
 Estudar a função do líquor, sua produção, 
circulação e reabsorção; 
 Conhecer os ventrículos e cavidades do 
encéfalo; 
 
 Início da 3ª semana de vida o embrião entra na 
fase de gastrulação (inicio da morfogênese), no 
final da gastrulação terá o formato de um disco 
plano, com os 3 folhetos embrionários: 
 
 
 
 
 O tubo neural se origina da placa neural, uma 
área espessada do ectoderma neural na região 
dorsal média, que surge por volta da terceira 
semana, induzida pela notocorda e mesoderma 
paraxial. (MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 O sistema nervoso começa a sua formação a 
partir da quarta semana de vida, formando o tubo 
neural. Esse processo é denominado 
de neurulação. Neurogênese é o surgimento do 
sistema nervoso. (SADLER, 2017) 
 As células localizadas no ectoderma, sobre 
o notocorda, se espessam (caracterizando 
o neuroectoderma – origem do sistema nervoso). 
 Esse espessamento forma no ectoderma uma 
estrutura denominada de placa neural (que formará 
no desenvolvimento cerca de 100 bilhões de 
neurônios). Posteriormente, a placa neural sofre 
uma invaginação, o sulco neural. 
 
 
 
 
 
 
 
 Com o desenvolvimento o sulco neural se 
transforma na goteira neural, com duas cristas 
neurais presas. 
 Ao final da terceira semana de vida a goteira 
neural se desprende do ectoderma, formando o 
tubo neural e, nas regiões laterais do tubo neural 
são formadas as cristas neurais. 
A formação do tubo neural começa em torno do 
22º ao 23º dia, induzido pela epiderme da região 
dorsal e pela notocorda. O tubo neural se fecha 
primeiramente na região medial do embrião. As 
extremidades ainda abertas são denominadas 
neuroporos. Ele apresenta uma luz que se chama 
canal neural. (MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 O neuroporo rostral (abertura anterior) fechará 
por volta do 25º dia; e a abertura caudal, o 
neuroporo caudal, vai se fechar dois dias mais 
tarde. Antes do fechamento do neuroporos, a 
cavidade do tubo neural é preenchida por líquido 
amniótico. Com o fechamento dos neuroporos, a 
cavidade passa então a ser preenchida por líquido 
ependimário. O termo líquido cerebroespinhal só é 
usado quando surgem os plexos coroides. 
 
 
 
 
 
 
 Durante a formação do tubo neural, em 
embriões de cerca de três semanas e meia, na 
região de fusão das pregas neurais, células se 
desprendem da superfície e migram para as laterais 
do tubo neural, essas células constituem a crista 
neural. A crista neural se forma até no mínimo 
quatro semanas e meia, no encéfalo, e durante 
muito mais tempo na medula espinhal. (MOORE, 
2019) 
-O sistema nervoso é dividido em: 
 
 
 
 
 
 
 
 As paredes do tubo neural ao redor do canal 
neural se espessam, formando: duas lâminas 
alares (localizadas posterolateralmente); duas 
lâminas basais (localizadas anterolateralmente), 
separadas pelo sulco limitante; uma lâmina do teto 
(em locais específicos originará as células 
ependimárias); e uma lâmina do soalho. 
 O tubo neural dará origem a toda parte central 
do sistema nervoso (encéfalo e medula espinal). 
• Sistema Nervoso Central (SNC): derivado do 
tubo neural; consiste em encéfalo e 
medula espinhal. 
 
• Sistema Nervoso Periférico (SNP): derivado 
da crista neural; consiste em neurônios fora do SNC 
e nervos cranianos e espinhais, que unem o 
encéfalo e a medula espinhal às estruturas 
periféricas; 
• Sistema Nervoso Autônomo: possui partes 
tanto do SNC como do SNP, consiste em neurônios 
que inervam músculo liso, músculo cardíaco ou 
 
glândulas; dividido em dois componentes: 
Simpático e Parassimpático. 
 
 
 
 
 
 
 
 São contínuas no sentido crânio-caudal do 
embrião. 
 Dividem-se rapidamente formando a parte 
periférica do sistema nervoso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Glioblastos são células de sustentação 
primordiais, provenientes de células neuroepiteliais. 
Elas migram da camada neuroepitelial para as 
camadas do manto e marginal, dando origem 
aos astrócitos e oligodendrócitos. 
As células neuroepiteliais também formam 
as células ependimárias, estas formam o 
epêndima, que reveste o canal central da medula 
espinhal. 
As Células Mesenquimais se diferenciam em 
células microgliais, que fazem parte do sistema 
mononuclear fagocitário. (LARSEN, 2009) 
 Inicialmente, as células da camada germinativa 
mesodérmica se arranjam formando uma fina 
camada de tecido frouxo de cada lado da 
notocorda. Próximo ao 17º dia do desenvolvimento 
embrionário, as células mais próximas à notocorda 
proliferam e formam uma placa espessada 
denominada como mesoderma paraxial. Esta placa 
de mesoderma paraxial é contínua lateralmente ao 
mesoderma intermediário, que gradualmente se 
estreita em uma camada de mesoderma lateral. O 
mesoderma lateral é contínuo com o mesoderma 
extraembrionário somático, que reveste o âmnio, e 
com o mesoderma extraembrionário esplâncnico 
que reveste a vesícula umbilical. 
 
 
 
 Próximo ao fim da terceira semana do 
desenvolvimento, o mesoderma intraembrionário 
paraxial se diferencia, condensa-se e começa a se 
dividir em corpos cuboides pareados, os somitos, 
que se formam em uma sequência cefalocaudal, 
estão localizados em cada lado do tubo neural em 
desenvolvimento, e darão origem à maior parte do 
esqueleto axial e à musculatura associada, assim 
como a derme da pele adjacente. (MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O primeiro par de somitos tem origem na região 
occipital do embrião. Daí, novos somitos aparecem 
em uma velocidade de aproximadamente três pares 
por dia, até que, no final da quinta semana, 42 a 44 
pares de somitos estão presentes. Existem quatro 
pares occipitais, oito cervicais, doze torácicos, cinco 
lombares e oito a 10 coccígeos. O primeiro par 
occipital e os últimos cinco a sete pares de somitos 
desaparecem mais tarde, enquanto os 
remanescentes formam o esqueleto axial. Cada 
somito se diferencia em duas partes: 
 
 A parte ventromedial é denominada de 
esclerótomo – suas células formam as 
vértebras e as costelas; 
 A parte dorsolateral é denominada de 
dermomiótomos – as células provenientes 
do miótomo formam mioblastos (células 
musculares primordiais), enquanto aquelas 
provenientes do dermátomo formam a 
derme (fibroblastos). (MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 É extremamente importante nesse momento 
conservar a ideia do tubo neural, contendo uma luz 
(canal neural). Dilatações ocorrem no tubo, 
consequentemente dilatando a luz naquela região. 
As dilatações da luz do tubo neural constituirão 
os ventrículos encefálicos. 
 O tubo neural sofre três dilatações, produzindo 
as três vesículas encefálicas primordiais, sendo 
elas: Prosencéfalo, Rombencéfalo e 
Metencéfalo. 
 Do grego pro – antes, enkepalos – 
encéfalo: vesícula primordial que se dividirá 
em telencéfalo e diencéfalo. (MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Do grego mesos – meio, enkepalos – 
encéfalo: vesícula primordial que pouco se 
diferencia, constituindo posteriormente o próprio 
mesencéfalo do tronco encefálico. (MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Do grego rhombos – obtuso, enkepalos – 
encéfalo: a vesícula rombencefálica se diferencia 
posteriormente em metencéfalo e mieloencéfalo. 
 O metencéfalo originará a ponte e 
o cerebelo; 
 Enquanto que o mieloencéfalo origina 
o bulbo. 
 
 
 A luz do tubo neural localizada no 
prosencéfalo dilata-se formando, no 
telencéfalo, os ventrículos laterais e no 
diencéfalo o IIIº ventrículo. 
 No mesencéfalo a luz do tubo neural se 
estreita formando o aqueduto do 
mesencéfalo(comunicação entre o IIIº 
ventrículo e IVº ventrículo). 
 No rombencéfalo a dilatação da luz do tubo 
neural forma o IVº ventrículo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Seu primórdio surge na forma de espaços 
celômicos isolados no mesoderma lateral e no 
mesoderma cardiogênico. Esses espaços se unem 
formando o celoma intraembrionário, que divide o 
mesoderma lateral nas camadas visceral (ou 
esplâncnica, que cobre o saco vitelino) e parietal 
(ou somática, que cobre o âmnio). 
 A união do mesoderma somático com o 
ectoderma sobrejacente forma a somatopleura 
(parede do corpo do embrião), enquanto a união do 
mesoderma esplâncnico com o endoderma 
subjacente forma a esplancnopleura (intestino do 
embrião). Durante o segundo mês, o celoma 
intraembrionário é dividido em três cavidades do 
corpo: cavidade pericárdica, cavidades pleurais e 
cavidade peritoneal. (SADLER, 2019) 
 
 
 
 
 
 
Durante a fase de sulco neural e logo após a 
fusão das pregas neurais, o tubo neural é 
constituído por células neuroepiteliais, que formam 
a camada neuroepitelial ou neuroepitélio. Com o 
tubo neural fechado, as células neuroepiteliais dão 
origem a outro tipo celular, as células nervosas 
primitivas ou neuroblastos, que formam a camada 
do manto. Esta camada, por sua vez, forma a 
camada marginal. Portanto, a medula espinhal com 
seis semanas é composta pelas seguintes zonas: 
 Zona Ventricular: constituída por células 
neuroepiteliais da parede do tubo neural, 
dão origem a todos os neurônios e células 
macrogliais da medula espinhal. 
 Zona Intermediária : formada por 
neuroblastos, provenientes das células 
neuroepiteliais em divisão da zona 
ventricular. Neuroblastos se tornam 
neurônios. 
 Zona Marginal : composta pelas partes 
externas das células neuroepiteliais. É a 
futura substância branca da medula 
espinhal. (MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Por volta de oito a dez semanas, a medula 
espinhal é parecida com a do adulto. 
 Com o espessamento das paredes laterais da 
medula surgem às placas alares e placas basais, 
dorsais e ventrais, respectivamente. Essas placas 
 
são separadas pelo sulco limitante. As lâminas 
alares são unidas por uma delgada placa do teto, 
dorsalmente, e as lâminas basais, por uma delgada 
placa do soalho, ventralmente. As placas alares 
formam os cornos dorsais cinzentos (funções 
aferentes) e as placas basais, os cornos cinzentos 
ventrais e laterais (funções eferentes. O sulco 
limitante se estende por toda a medula espinhal e 
até o encéfalo médio, cranialmente. (ROHEN, 2005) 
 
 
 
 
 
 
 Além do corno dorsal e do corno ventral, existe o 
corno intermediário, nas porções torácica e lombar 
superior da medula espinhal, contendo neurônios 
da parte simpática do sistema nervoso autônomo. 
Externamente, a medula espinhal embrionária 
encontra-se delimitada por uma camada fibrosa de 
prolongamentos de células gliais, a membrana 
limitante externa, formada inicialmente pelos 
prolongamentos das células ependimárias, os quais 
posteriormente se retraem. (MULLER, 2005) 
Os neurônios unipolares nos gânglios espinhais 
derivam de células da crista neural. O 
prolongamento periférico das células do gânglio 
espinhal vão através dos nervos espinhais para 
terminações nervosas sensoriais em estruturas 
somáticas ou viscerais. Os prolongamentos centrais 
penetram a medula espinhal e constituem as raízes 
dorsais dos nervos espinhais. (MULLER, 2005) 
As meninges são formadas pela dura-máter, 
pia-máter e aracnóide. A dura-máter é proveniente 
do mesênquima que circunda o tubo neural. E a 
Pia-máter e a aracnóide são derivadas das células 
da crista neural. (LARSEN, 2009) 
O líquido cerebroespinhal (LCE) embrionário 
começa a se formar durante a 5ª semana, 
produzido pelo plexo coroide dos ventrículos 
laterais, 4º ventrículo e 3º ventrículo. Através das 
aberturas mediana e lateral, o LCE passa para o 
espaço subaracnóide. É absorvido pelas 
vilosidades aracnóideas, que são protusões da 
aracnóide nos seios venosos da dura-máter. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 No embrião, a medula espinhal estende-se por 
todo o comprimento do canal vertebral, mas a 
coluna vertebral e a dura-máter crescem mais 
rapidamente, e a extremidade caudal da medula 
espinhal coloca-se gradualmente em níveis 
relativamente mais altos. No recém-nascido, a 
medula termina na vértebra L3; e no adulto, na 
borda inferior da primeira vértebra lombar. Abaixo 
de L2, uma extensão filiforme da pia-máter dá 
origem ao filamento terminal, que se fixa ao 
periósteo da primeira vértebra coccígea. As raízes 
nervosas inferiores à extremidade terminal da 
medula espinhal, o cone medular, formam um feixe 
de raízes nervosas, a cauda equina. A dura-máter 
continua fixada à coluna vertebral até o cóccix. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Correlação Clínica 
A punção lombar pode ser realizada sem lesão 
medular no nível da cauda equina, já que nesse 
espaço só são encontrados feixes de raízes 
nervosas. 
Na medula espinhal, as bainhas de mielina 
começam a se formar durante o período fetal tardio 
e continuam a fazê-lo durante o primeiro ano pós-
natal, pelos olidendrócitos (no SNC) e células de 
Schwann (no SNP). 
: defeito do tubo neural na 
região espinhal, causada por uma divisão dos arcos 
vertebrais, podendo ou não envolver o tecido neural 
subjacente. Tem origem multifatorial, estando 
associada com hipotermia, ácido valpróico e 
hipervitaminose A. A ingestão de ácido fólico com 
início dois meses antes da concepção e durante 
pelo menos até os 3 primeiros meses de gestação 
podem diminuir em até 70% a incidência de defeitos 
no tubo neural. Pode ser de dois tipos: (MOORE, 
2019) 
 
 
 
 
 
 
 
ocorre por um 
defeito no crescimento das metades do arco 
vertebral e da sua fusão no plano mediano na 
região lombossacral (L4 a S1). Esse defeito é 
coberto pela pele e geralmente não envolve o 
tecido neural subjacente. Pode ser marcado por um 
tufo de pêlos sobrejacente à região afetada. 
 
 
 
 
 
 
 
ocorre protrusão da 
medula espinhal e/ou das meninges através do 
defeito no arco vertebral e na pele. É geralmente 
acompanhada de déficit neurológico, dependendo 
do local da lesão, com perda de sensibilidade e 
paralisia completa ou parcial de músculos. Se o 
saco contém meninges junto com o líquido 
cerebroespinhal, a anomalia é chamada de espinha 
bífida com meningocele. Se o saco contém medula 
espinhal e/ou raízes nervosas, a anomalia é 
chamada de espinha bífida com meningomielocele. 
Se as pregas neurais não se elevam, 
permanecendo como uma placa de tecido neural, a 
anomalia se denomina espinha bífida com 
mielosquise. A espinha bífida cística é 
diagnosticada por meio do ultrassonografia com 10 
a 12 semanas de gestação e dos níveis de α-
fetoproteína no soro materno e no líquido amniótico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Os ventrículos são dilatações do canal do tubo 
neural. São quatro ventrículos encefálicos: 
Ventrículo lateral direito, ventrículo lateral 
esquerdo, IIIº ventrículo e IVº ventrículo. 
 No interior dos ventrículos está o plexo coroide, 
produtor do líquido cereberospinal. 
 
 
 
 
 
 
 
 Cada ventrículo lateral é constituído por cinco 
partes: corno frontal, corno occipital, corno 
temporal, parte central e o átrio. Geralmente o 
ventrículo lateral esquerdo é maior que o direito. O 
plexo coroide forma o assoalho dos ventrículos 
laterais. 
 Corno frontal do ventrículo lateral: está 
localizado anteriormente ao forame 
interventricular (comunicação do ventrículo 
lateral com o IIIº ventrículo). A parede 
medial é formada pelo septo pelúcido; 
parede lateral formada pela cabeça do 
núcleo caudado, as paredes anterior e 
superior formadas pelo joelho do corpo 
caloso e, a parede inferior formada pelo 
rostro do corpo caloso. O corno frontal não 
apresenta plexo coroide. 
 Corno temporal do ventrículo lateral:atravessa o lobo temporal. Próximo a sua 
parede medial está a cauda do núcleo 
caudado. O corpo amigdalóide forma uma 
saliência na porção anterior do corno 
temporal. Suas paredes inferior e medial se 
relacionam com o hipocampo. 
 Corno occipital: projeta-se para o lobo 
occipital, geralmente é maior no lado 
esquerdo. 
 Parte central e átrio do ventrículo lateral: 
o corpo estende-se inferiormente ao tronco 
do corpo caloso. Medialmente é limitado 
pelo septo pelúcido. O átrio é a expansão 
do ventrículo lateral na junção entre a parte 
central, corno temporal e corno occipital. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
º
 É uma cavidade mediana estreita, localizada 
no diencéfalo. Comunica-se com os ventrículos 
laterais por meio dos forames interventriculares e, 
com o IVº ventrículo pelo aqueduto do mesencéfalo. 
 
 
 
 
 
 O assoalho do IIIº ventrículo estende-se do 
quiasma óptico até a abertura do aqueduto do 
mesencéfalo. As paredes laterais são formadas 
pelas faces medias dos tálamos. A parede posterior 
é formada pelo epitálamo. (SADLER, 2005) 
 A tela coroidea (com o plexo coroideo) forma o 
teto do IIIº ventrículo. 
 Está localizado entre o tronco encefálico 
(bulbo e ponte anteriormente) e o cerebelo 
(posteriormente). O assoalho do IVº ventrículo é a 
fossa rombóidea. 
 O teto é formado pelo véu medular superior, 
nódulo do cerebelo, véu medular inferior e a tela 
coroidea. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. 
Rio de Janeiro, Elsevier, 2011. 
Circulação liquórica 
O líquido cerebrospinal é incolor, ocupando o espaço 
subaracnóideo. 
 O indivíduo adulto contém cerca de 120 a 150 
ml de líquido cerebrospinal. 
 
 
 
 
 
 
 A produção liquórica é constante, realizada pelo 
epêndima dos plexos coróideos (localizados no 
assoalho dos ventrículos laterais e tetos dos IIIº e 
IVº ventrículos), cerca de 500 ml por dia. 
 O líquido cerebrospinal (LCS) é secretado (400 
a 500 ml/dia) principalmente por células epiteliais 
 
coroidais (células ependimárias modificadas) 
dos plexos coroideos nos ventrículos laterais e 
nos terceiro e quarto. (GUYTON, 2017) 
 
 Os plexos coroides consistem em franjas 
vasculares de pia-máter (tela coroidea) cobertas 
por células epiteliais cúbicas. Invaginam-se para 
os tetos dos terceiro e quarto ventrículos e nos 
assoalhos dos corpos e cornos inferiores dos 
ventrículos laterais. (MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 O componente mais profundo do plexo coroide é 
uma camada simples de células epiteliais cúbicas, 
conhecidas em conjunto como epêndima. Essa 
camada ependimária, com projeções semelhantes a 
cílios, é composta por células ependimárias, células 
gliais especializadas (derivadas das células-tronco 
neurais) com habilidade de produzir líquor, que é 
liberado nos ventrículos. A superfície apical das 
células ependimárias abrigam muitos pequenos 
processos, chamados de microvilos. 
Os microvilos são responsáveis por aumentar a 
área de superfície do epêndima. Há também 
evidência de algumas vilosidades maiores na 
superfície apical, que ajudam a direcionar o fluxo 
liquórico. (ROSS, 2019) 
 
 
 
 
 
 Na superfície lateral das células ependimárias, 
próximo ao polo apical, os desmossomos (junções 
que são especializadas na adesão celular) e 
as junções de oclusão são responsáveis por manter 
as células unidas, constituindo a barreira 
hematoliquórica e impedindo a passagem de 
grandes moléculas. (JUNQUEIRA, 2017) 
 O plexo coroide recebe inervação simpática e 
parassimpática. As fibras simpáticas do gânglio 
cervical superior controlam o fluxo sanguíneo para o 
plexo coroide, enquanto as fibras 
parassimpáticas reduzem a produção de líquor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O LCS deixa os ventrículos laterais através 
dos forames interventriculares e entra no terceiro 
ventrículo. A partir daí, o LCS atravessa 
o aqueduto do mesencéfalo (cerebral ou de 
Sylvius) para o quarto ventrículo. Parte do LCS 
deixa esse ventrículo através de suas aberturas 
mediana (Magendie) e lateral (Luschka) e entra 
no espaço subaracnóideo, que é contínuo ao redor 
da medula espinal e na região posterossuperior 
sobre o cerebelo. (GUYTON, 2017) 
 Entretanto, a maior parte do LCS flui para as 
cisternas interpeduncular e colicular. O LCS das 
várias cisternas subaracnóideas flui superiormente 
pelos sulcos e fissuras nas faces medial e 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/tecido-epitelial
 
superolateral dos hemisférios cerebrais. O LCS 
também penetra nas extensões do espaço 
subaracnóideo ao redor dos nervos cranianos, 
sendo as mais importantes aquelas que circundam 
os nervos ópticos (NC II). 
 Os principais locais de absorção de LCS para 
o sistema venoso são as granulações 
aracnóideas,principalmente aquelas que se 
projetam para o seio sagital superior e suas lacunas 
laterais. O espaço subaracnóideo contendo LCS 
estende-se para os centros das granulações 
aracnóideas. O LCS entra no sistema venoso por 
duas vias: (1) a maior parte do LCS entra no 
sistema venoso por transporte através das células 
das granulações aracnóideas para os seios 
venosos da dura-máter; (2) parte do LCS desloca-
se entre as células que formam as granulações 
aracnóideas (CORBETT ET AL., 2013). 
 
Juntamente com as meninges e a calvária, o LCS 
protege o encéfalo, proporcionando um 
amortecimento contra golpes na cabeça. O LCS no 
espaço subaracnóideo permite que o encéfalo 
flutue, o que impede que seu peso comprima as 
raízes dos nervos cranianos e os vasos sanguíneos 
contra a face interna do crânio. 
 Como o encéfalo é um pouco mais pesado do 
que o LCS, os giros na face basal do encéfalo ficam 
em contato com as fossas cranianas no assoalho 
da cavidade do crânio na posição ereta. Em muitos 
locais na base do encéfalo, apenas as meninges 
cranianas são interpostas entre o encéfalo e os 
ossos do crânio. Na posição ortostática, o LCS está 
nas cisternas subaracnóideas e sulcos nas partes 
superior e lateral do encéfalo; portanto, o LCS e a 
dura-máter normalmente separam a parte superior 
do encéfalo da calvária. (MOORE, 2019) 
Os batimentos cardíacos causam alterações 
pequenas e rapidamente recorrentes da pressão 
intracraniana; as alterações recorrentes lentas 
resultam de causas desconhecidas. A tosse, o 
esforço e as mudanças de posição (ortostática vs. 
decúbito) causam grandes alterações 
momentâneas da pressão. Qualquer modificação 
do volume do conteúdo intracraniano, por exemplo, 
um tumor encefálico, acúmulo de líquido ventricular 
causado por bloqueio do aqueduto do mesencéfalo, 
ou sangue de um aneurisma (dilatação patológica 
de uma artéria) roto será refletida por alteração da 
pressão intracraniana. Essa regra é 
denominada doutrina de Monro-Kellie, que afirma 
que o volume do crânio é uma caixa fechada rígida 
e que o volume de sangue intracraniano só pode 
ser modificado se houver deslocamento ou 
substituição do LCS. (MOORE, 2019) 
 
 As principais funções do lÍquor são fornecer 
amortecimento para o encéfalo e para a medula 
espinal quando são atingidos por uma força 
mecânica, fornecer proteção imunológica básica ao 
SNC, remover resíduos metabólicos, bem como 
 
transportar neuromoduladores e 
neurotransmissores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Cisternas cerebrais, por definição, são 
expansões localizadas no espaço subaracnóideo, 
onde o líquido cefalorraquidiano circula. 
 
 
 
 
 
 
 
-As principais cisternas são: 
 Cisterna magna (cisterna cerebelo medular) 
 Cisterna pontina 
 Cisterna quiasmática 
 Cisterna quadrigeminal 
 Cisterna interpeduncular 
 Cisterna ambiens 
 Cisterna crural ou carotídea 
 Cisterna da fossa cerebral lateral (cisterna 
silviana) 
 Cisterna cerebelo-pontina 
 Cisterna da lâmina terminal 
 Cisterna lombar (L1-S2); com significado 
clínico, pois é o local da punção lombar 
(extraçãode LCR para análise) 
 s a i a es e at avessam os e os o oides 
são e me veis iv emente aos so tos do 
 asma nt etanto e iste ma a ei a nas as 
epiteliais coroides. 
 t ans o te e a t o a de s st n ias nos e os 
 o oides são idi e ionais es ons veis e a 
 ontín a od ção de e e o t ans o te ativo 
de meta itos a a o a do , para o sangue. 
 
 o ondiç es isio gi as os í idos 
 e e os ina e e t a e a do estão em m 
estado esta ion io. s on ent aç es de 
 a2 i a onato e g i ose no são mais 
 ai as do e no asma sang íneo e o 
levemente mais baixo. 
 As meninges cranianas são revestimentos 
membranáceos do encéfalo imediatamente internas 
ao crânio. As meninges cranianas: 
 
•Protegem o encéfalo 
•Compõem a estrutura de sustentação das 
artérias, veias e seios venosos 
•Encerram uma cavidade preenchida por 
líquido, o espaço subaracnóideo, que é 
fundamental para a função normal do 
encéfalo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 As meninges são formadas por três camadas de 
tecido conjuntivo membranáceo: 
 
 camada fibrosa externa 
espessa e resistente. Vem do latim 
dura mater cerebri, “mãe esistente ija 
do e o” 
 camada fina 
intermediária. Do latim arachnoidea 
tem esse nome porque é constituída de 
filamentos que lembram uma teia de 
aranha. 
 delicada camada interna 
vascularizada. o atim signi i a “mãe 
te na a e a e a o he” 
 
 As camadas intermediária e interna (aracnoide-
máter e pia-máter) são membranas contínuas que, 
juntas, formam a leptomeninge. 
 A aracnoide-máter é separada da pia-máter pelo 
espaço subaracnóideo, que contém líquido 
cerebrospinal (LCS). (MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 A dura-máter, uma membrana bilaminar, densa e 
espessa também é denominada paquimeninge. Está 
aderida à lâmina interna da calvária. 
 As duas camadas da dura-máter craniana são uma 
camada periosteal externa, formada pelo periósteo 
que cobre a face interna da calvária, e uma camada 
meníngea interna, uma membrana fibrosa forte e 
 
contínua no forame magno com a parte espinal da 
dura-máter que reveste a medula espinal. 
 
 
 
 
 
 
 A camada periosteal externa da dura-máter 
adere à face interna do crânio. Sua inserção é 
resistente ao longo das linhas de sutura e na base do 
crânio (Haines, 2013). 
 A camada periosteal externa é contínua nos 
forames cranianos com o periósteo na face externa 
da calvária. Essa camada externa não é contínua 
com a dura-máter da medula espinal, que tem 
apenas uma camada meníngea da dura-máter. 
 
 
 
 
 
 Exceto nos locais em que há seios durais e 
invaginações, a camada interna da meninge está 
intimamente fundida à camada periosteal, sendo 
impossível a separação. As camadas externa e 
interna fundidas da dura-máter sobre a calvária 
podem ser facilmente arrancadas dos ossos do 
crânio (p. ex., quando a calvária é removida durante a 
necropsia). Na base do crânio, as duas camadas da 
dura-máter estão firmemente inseridas e é difícil 
separá-las dos ossos. Em vida, essa separação na 
interface da dura-máter com o crânio só ocorre em 
caso de doença, criando um espaço extradural real 
(cheio de sangue ou líquido). 
 A camada meníngea interna da dura-máter é uma 
camada de sustentação que se reflete a partir da 
camada periosteal externa da dura-máter para formar 
invaginações (reflexões) durais. As invaginações de 
dura-máter dividem a cavidade do crânio em 
compartimentos, formando divisões parciais (septos 
durais) entre algumas partes do encéfalo e 
oferecendo suporte para outras partes. As 
invaginações da dura-máter incluem: 
 
•Foi e do cérebro 
•Tent io do e e e o 
•Foi e do e e e o 
•Dia agma da se a 
 A foice do cérebro, a maior invaginação da dura-
máter, está situada na fissura longitudinal do cérebro 
que separa os hemisférios cerebrais direito e 
esquerdo. A foice do cérebro está fixada no plano 
mediano à face interna da calvária, a partir da crista 
frontal do frontal e crista etmoidal do etmoide 
anteriormente até a protuberância occipital interna 
posteriormente. Termina tornando-se contínua com o 
tentório do cerebelo. 
 
 
 
 
 
 
 O tentório do cerebelo, a segunda maior 
invaginação da dura-máter, é um septo largo, em 
formato de meia-lua, que separa os lobos occipitais 
dos hemisférios cerebrais do cerebelo. O tentório do 
cerebelo se insere rostralmente aos processos 
clinoides do esfenoide, na parte rostrolateral à parte 
petrosa do temporal, e na parte posterolateral à face 
interna do occipital e parte do parietal. (MOORE, 
2019) 
 
 
 
 
 
 
 A foice do cérebro fixa-se ao tentório do cerebelo 
e o mantém elevado, conferindo aparência 
semelhante à de uma tenda. O tentório do cerebelo 
divide a cavidade do crânio em compartimentos 
supratentorial e infratentorial. O compartimento 
supratentorial é dividido em metades direita e 
esquerda pela foice do cérebro. A margem 
anteromedial côncava do tentório do cerebelo é livre, 
produzindo uma abertura denominada incisura do 
tentório através da qual o tronco encefálico 
(mesencéfalo, ponte e bulbo) estende-se da fossa 
posterior até a fossa média do crânio. 
 A foice do cerebelo é uma invaginação vertical da 
dura-máter situada inferiormente ao tentório do 
cerebelo na parte posterior da fossa posterior do 
crânio. Está inserida na crista occipital interna e 
separa parcialmente os hemisférios do cerebelo. 
 
 
 
 
 
 
 O diafragma da sela, a menor invaginação da 
dura-máter, é uma lâmina circular de dura, que fica 
suspensa entre os processos clinoides, formando um 
teto parcial sobre a fossa hipofisial no esfenoide. O 
diafragma da sela cobre a hipófise nessa fossa e tem 
uma abertura para a passagem do infundíbulo e das 
veias hipofisiais. (MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 As granulações aracnóideas (conjuntos de 
vilosidades aracnóideas) são prolongamentos em 
tufo da aracnoide-máter que se salientam através 
da lâmina meníngea da dura-máter para os seios 
venosos durais, principalmente as lacunas laterais, 
e possibilitam a transferência de LCS para o 
sistema venoso. Granulações aracnóideas 
aumentadas (corpos de Pacchioni) podem causar 
erosão do osso, formando depressões chamadas 
de fovéolas granulares na calvária. Geralmente são 
observadas na vizinhança do seio sagital superior, 
embora também possam ser encontradas nos seios 
transverso, petroso superior e reto da dura-máter. 
As granulações aracnóideas são adaptadas 
estruturalmente para o transporte de LCS do 
espaço subaracnóideo para o sistema venoso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fóveolas granulares 
 O seio sagital inferior da dura-máter é muito 
menor do que o seio sagital superior. Segue na 
margem livre côncava inferior da foice do cérebro e 
termina no seio reto. O seio reto é formado pela 
união do seio sagital inferior com a veia cerebral 
magna. Segue em sentido inferoposterior ao longo 
da linha de inserção da foice do cérebro até o 
tentório do cerebelo, onde se une à confluência dos 
seios. (MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 Os seios transversos seguem lateralmente a 
partir da confluência dos seios, formando um sulco 
nos occipitais e nos ângulos posteroinferiores dos 
parietais. Os seios transversos seguem ao longo 
das margens do tentório do cerebelo inseridas 
posterolateralmente e, depois, tornam-se os seios 
sigmóideos à medida que se aproximam da face 
posterior das partes petrosas dos temporais. O 
sangue recebido pela confluência dos seios é 
drenado pelos seios transversos, mas raramente de 
forma igual. Em geral, o seio esquerdo é dominante 
(maior). (MOORE, 2019) 
 
 Os seios sigmóideos da dura-máter seguem 
trajetos em forma de S na fossa posterior do crânio, 
formando sulcos profundos no temporal e no 
occipital. Cada seio sigmóideo segue anteriormente 
e depois continua inferiormente como a veiajugular 
interna (VJI) após atravessar o forame jugular. O 
seio occipital da dura-máter situa-se na margem 
fixada da foice do cerebelo e termina superiormente 
na confluência dos seios. O seio occipital 
comunica-se inferiormente com o plexo venoso 
vertebral interno (MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 O seio cavernoso, um grande plexo venoso, 
está localizado de cada lado da sela turca, sobre a 
face superior do corpo do esfenoide, que contém o 
seio esfenoidal (aéreo). O seio cavernoso consiste 
 
em um plexo venoso com paredes extremamente 
finas, que se estende anteriormente da fissura 
orbital superior até o ápice da parte petrosa do 
temporal posteriormente. O seio recebe sangue das 
veias oftálmicas superior e inferior, veia cerebral 
média superficial e seio esfenoparietal. Os canais 
venosos nesses seios comunicam-se entre si 
através de canais venosos anteriores e posteriores 
ao pedículo da hipófise – os seios intercavernosos– 
e algumas vezes através de veias inferiores à 
hipófise. Os seios cavernosos drenam em sentido 
posteroinferior para os seios petrosos superior e 
inferior e as veias emissárias drenam para os 
plexos basilar e pterigoideo.(MOORE, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Em cada seio cavernoso estão a artéria carótida 
interna com seus pequenos ramos, circundados 
pelo plexo carótico de nervo(s) simpático(s), e o 
nervo abducente (NC VI). Os nervos oculomotor 
(NC III) e troclear (NC IV), mais duas das três 
divisões do nervo trigêmeo (NC V), estão embutidos 
na parede lateral do seio. A artéria, que conduz o 
sangue aquecido proveniente do centro do corpo, 
atravessa o seio, que está cheio de sangue mais 
frio que retornou dos capilares da periferia do 
corpo, o que permite a troca de calor para 
conservar energia ou resfriar o sangue arterial. Isso 
não parece ser tão importante nos seres humanos 
quanto nos animais corredores (p. ex., cavalos e 
guepardos) nos quais a artéria carótida tem um 
trajeto mais longo e mais tortuoso através dos seios 
cavernosos, permitindo que o sangue seja resfriado 
antes de entrar no encéfalo. As pulsações da artéria 
no seio cavernoso promovem a propulsão de 
sangue venoso do seio, assim como a gravidade 
Os seios petrosos superiores iniciam-se nas 
extremidades posteriores das veias que formam o 
seio cavernoso e seguem até os seios transversos 
no local onde esses seios curvam-se inferiormente 
para formar os seios sigmóideos. Cada seio petroso 
superior está situado na área de inserção 
anterolateral do tentório do cerebelo, que se insere 
na margem superior da parte petrosa do temporal. 
 
 
 
 
 
 
 
 Os seios petrosos inferiores também 
começam na extremidade posterior do seio 
cavernoso inferiormente. Cada seio petroso inferior 
segue em um sulco entre a parte petrosa do 
temporal e a parte basilar do occipital. Os seios 
petrosos inferiores drenam o seio cavernoso 
diretamente para a transição do seio sigmóideo 
para a VJI no forame jugular. (MOORE, 2019) 
 
 O plexo basilar une os seios petrosos 
inferiores e comunica-se inferiormente com o plexo 
venoso vertebral interno. As veias emissárias 
unem os seios venosos durais às veias fora do 
crânio. Embora não tenham válvulas e o sangue 
possa fluir nas duas direções, o fluxo geralmente se 
faz na direção oposta ao encéfalo. O tamanho e o 
número de veias emissárias variam; muitas veias 
pequenas não têm nome. 
 
 As crianças e alguns adultos têm uma veia 
emissária frontal. Atravessa o forame cego do 
crânio, unindo o seio sagital superior às veias do 
seio frontal e cavidades nasais. Uma veia emissária 
parietal, que pode ser bilateral, atravessa o forame 
parietal na calvária, unindo o seio sagital 
superiormente às veias externas a ele, sobretudo 
aquelas no couro cabeludo. A veia emissária 
mastóidea atravessa o forame mastóideo e une 
cada seio sigmóideo à veia occipital ou auricular 
posterio. Também pode haver uma veia emissária 
condilar posterior, que atravessa o canal condilar, 
unindo o seio sigmóideo ao plexo venoso 
suboccipital. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 As artérias da dura-máter fornecem mais 
sangue para a calvária do que para a dura-máter. O 
maior desses vasos, a artéria meníngea média, é 
um ramo da artéria maxilar. Entra no assoalho da 
fossa média do crânio através do forame 
espinhoso, segue lateralmente na fossa, e vira-se 
em sentido superoanterior sobre a asa maior do 
esfenoide, onde se divide em ramos anterior e 
posterior. O ramo frontal da artéria meníngea média 
segue superiormente até o ptério e depois se curva 
posteriormente para ascender em direção ao vértice 
do crânio. O ramo parietal da artéria meníngea 
média segue em sentido posterossuperior e 
ramifica-se (divide-se em ramos de distribuição) 
sobre a face posterior do crânio. Pequenas áreas 
de dura-máter são supridas por outras artérias: 
ramos meníngeos das artérias oftálmicas, ramos 
das artérias occipitais e pequenos ramos das 
artérias vertebrais. (MOORE, 2019) 
 As veias da dura-máter acompanham as 
artérias meníngeas, com frequência em pares. As 
veias meníngeas médias acompanham a artéria 
meníngea média, deixam a cavidade do crânio 
através do forame espinhoso ou forame oval e 
drenam para o plexo venoso pterigoideo. 
 
 
 
 
 
 
 
 A aracnoide-máter e a pia-máter 
(leptomeninges) desenvolvem-se a partir de uma 
única camada de mesênquima que circunda o 
encéfalo embrionário e forma as partes parietal 
(aracnoide-máter) e visceral (pia-máter) da 
leptomeninge. 
 A derivação da aracnoide–pia de uma única 
camada embrionária é indicada no adulto pelas 
numerosas trabéculas aracnóideas, semelhantes a 
teias, que passam entre a aracnoide-máter e a pia-
máter e que conferem à aracnoide seu nome. As 
trabéculas são formadas por fibroblastos 
achatados, de formato irregular, que formam pontes 
no espaço subaracnóideo (Haines, 2013). 
 A aracnoide-máter e a pia-máter são contínuas 
na parte imediatamente proximal à saída de cada 
nervo craniano da dura-máter. A aracnoide-máter 
craniana contém fibroblastos, fibras de colágeno e 
algumas fibras elásticas. Embora fina, a espessura 
da aracnoide-máter é suficiente para que seja 
manipulada com pinça. A aracnoide-máter 
avascular, embora esteja intimamente aplicada à 
lâmina meníngea da dura-máter, não está inserida 
na dura-máter. É mantida contra a face interna da 
dura-máter pela pressão do LCS no espaço 
subaracnóideo. 
 
 
 A pia-máter craniana é uma membrana ainda 
mais fina do que a aracnoide-máter. É muito 
vascularizada por uma rede de finos vasos 
sanguíneos. É difícil ver a pia-máter, mas ela 
confere uma aparência brilhante à superfície do 
encéfalo. A pia-máter adere à superfície do 
encéfalo e segue todos os seus contornos. Quando 
as artérias cerebrais penetram no córtex cerebral, a 
pia-máter as segue por uma curta distância, 
formando um revestimento pial e um espaço 
periarterial. (MOORE, 2019) 
 A meningite é caracterizada por um processo 
inflamatório das meninges, membranas que 
revestem o encéfalo e a medula espinhal. É 
causada, principalmente, a partir da infecção por 
vírus ou bactérias; no entanto, outros agentes 
etiológicos também podem causar meningite, como 
fungos e parasitos. 
 Dos t ês “es aços” meníngeos comumente 
citados em relação às meninges cranianas, apenas 
um existe como espaço na ausência de doença: 
 
 
 
 
 
 A interface dura-máter–crânio (“es aço” 
extradural, epidural ou peridural) não é um espaço 
natural entre o crânio e a lâmina periosteal externa 
da dura-máter porque a dura-máter está inserida 
nos ossos. Só se torna um espaço extradural em 
caso de afecção (p. ex., quando o sangue 
proveniente da ruptura de vasos meníngeos afasta 
o periósteo do crânio). 
 O espaço extradural cranial potencial ou 
patológico não é contínuo com o espaço extradural 
espinal (um espaço natural ocupado por gordura 
peridural e um plexo venoso), porque o primeiro 
situa-se externamenteao periósteo que reveste o 
crânio, e o segundo situa-se internamente ao 
periósteo que reveste as vértebras. Sendo assim, o 
espaço extradural na caixa craniana é virtual, 
enquanto na medula ele existe independente de 
afecção. 
 
 Do mesmo modo, a interface ou junção da dura-
máter com a aracnoide-m te (“espaço subdural”) 
não é um espaço natural entre a dura-máter e a 
aracnoide-máter. Um espaço pode surgir na 
camada de células da margem dural em virtude de 
traumatismo, como um golpe forte na cabeça 
(Haines, 1993, 2013) 
 O espaço subaracnóideo, entre a aracnoide-
máter e a pia-máter, é um espaço real que contém 
LCS, células trabeculares, artérias e veias. 
 Embora muitas vezes se afirme que o encéfalo 
“ t e” no e e i a s s enso no es aço 
subaracnóideo cheio de LCS pelas trabéculas 
aracnóideas. 
 Assim como o cérebro, a medula espinhal é 
revestida por três membranas (as meninges). A 
medula espinhal e as meninges encontram-se no 
interior do canal vertebral, que se estende pelo 
centro da coluna vertebral.
 Uma diferença presente na medula é que a 
dura-máter apresenta apenas uma camada. 
 
 No centro da substância cinzenta localiza-se o 
canal ependimário ou canal central da medula, 
revestido por células cilíndricas dispostas em uma 
única camada, as células ependimárias. 
 
 
 O canal contém líquor e se continua com a 
cavidade do quarto ventrículo. 
Este canal é um remanescente da cavidade do tubo 
neural formada durante o período embrionário. 
 Esse líquido atua, entre outras 
funções, garantindo que o sistema nervoso central 
receba nutrientes e que resíduos metabólicos sejam 
retirados. (JUNQUEIRA, 2017) 
 
 
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