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Ângela Maria Montel Naimayer 
TESTES PSICOMÉTRICOS 
Técnicas de Exame Psicológico: Testes Psicométricos 
Definição de Testes Psicológicos: instrumentos 
padronizados para avaliar comportamento, 
funções cognitivas, emoções, motivação, 
personalidade etc.
Teste: conjunto de tarefas em situação 
controlada, onde o comportamento é 
observado.
Psicometria: área que estuda/testa 
procedimentos de avaliação. Surgiu no séc. XIX 
para diferenciar a psicologia da filosofia.
Primeiro teste psicológico: 1900, focado em 
aptidões acadêmicas.
CFP Resolução 25/2001: uso de testes é 
privativo do psicólogo.
TIPOS DE TESTES 
Psicométricos: padronizados, estruturados, usam 
números (ex.: escalas, inventários).
Projetivos: respostas livres, menos estruturados, 
interpretação subjetiva (ex.: HTP, Rorschach).
Testes Psicométricos 
Baseados na psicometria (teoria da medida).
Padronizados: mesma aplicação para todos.
Estruturados (escalas, inventários, tarefas 
objetivas).
Resultados em números/escores, comparados 
a normas.
Avaliam o produto final (ex.: acertos, tempo, 
frequência).
Objetivo
Mensurar de forma quantitativa aspectos psicológicos, 
como:
Cognição (atenção, memória, inteligência).
Traços de personalidade.
Sintomas clínicos (depressão, ansiedade).
Exemplos:
WAIS inteligência.
Teste AC (Atenção Concentrada).
EBADEP sintomas depressivos.
Inventário Beck de Ansiedade/Depressão 
(BAI/BDI).
 Vantagens
Maior objetividade e padronização.
Permite comparações normativas.
Alta confiabilidade e validade quando bem 
construídos.
 Limitações
Pode não captar nuances subjetivas.
Dependem muito da motivação e contexto do 
avaliado. 
Testes Projetivos
Não baseados em medida numérica.
Pouco estruturados respostas livres.
Avaliam o processo (como a pessoa responde, 
não só o resultado).
Interpretação mais subjetiva, exige 
treinamento clínico.
Partem da ideia de projeção: o sujeito revela 
inconscientemente aspectos de sua 
personalidade.
Objetivo
Investigar conteúdos inconscientes e traços de 
personalidade:
Dinâmica interna.
Conflitos emocionais.
Representações de si e dos outros.
Exemplos
HTP (House-Tree-Person) desenho de casa, 
árvore, pessoa.
Ângela Maria Montel Naimayer 
Rorschach interpretação de manchas de 
tinta.
TAT (Teste de Apercepção Temática) histórias 
criadas a partir de imagens.
DFH (Desenho da Figura Humana).
 Vantagens
Menos suscetíveis a manipulação consciente.
Revelam aspectos subjetivos difíceis de medir.
Úteis para compreender a dinâmica 
emocional.
 Limitações
Menor objetividade.
Interpretação varia conforme o examinador 
(risco de baixa fidedignidade).
Questionamentos quanto à validade científica.
Finalidades dos testes
Classificação – seleção, psicotécnico.
Autodesenvolvimento – autoconhecimento 
(ex.: orientação profissional).
Psicodiagnóstico – detalhar problemática e 
apoiar prognóstico.
Pesquisa científica – coleta de dados.
Aplicações gerais – vestibular, saúde, perícia, 
trânsito etc.
Fundamentos e Conceitos em Psicometria 
Por que quantificar?
A ciência precisa de hipóteses testáveis e de 
resultados que possam ser replicados e 
comparados (referência a Karl Popper).
A quantificação aumenta a objetividade, 
permitindo verificar se um fenômeno existe, em 
que intensidade, e como varia.
Sem medida, a psicologia se aproximaria mais 
de filosofia ou opinião pessoal.
Ex: número de acertos em teste de atenção.
 
Escore Bruto:
É o número que resume o desempenho do 
sujeito em um teste (ex.: quantidade de acertos 
em um teste de atenção).
Por si só, não significa nada.
Só ganha valor quando comparado a uma 
norma ou grupo de referência (faixa etária, 
escolaridade, população clínica)
Normas:
São os parâmetros de comparação que dão 
sentido ao escore bruto.
Permitem dizer se o resultado é baixo, médio 
ou alto em relação à população.
Tipos de normas:
Por idade Ex.: desenvolvimento infantil.
Por série escolar desempenho acadêmico.
Por estágios de desenvolvimento 
adolescência, fase adulta etc.
Exemplo: EBADEP-IJ (escala brasileira de depressão 
infantil) com normas específicas para 7 a 18 anos.
Percentis:
 Escore de percentil indica a posição relativa de um 
testando comparada a um grupo de referência
 Especificamente, representa a percentagem de 
pessoas no grupo de referência que teve escore igual 
ou inferior a um determinado escore bruto.
Fidedignidade (Confiabilidade)
Indica se o teste é consistente e estável em 
diferentes aplicações.
Quanto mais similares forem os escores em 
aplicações distintas, maior será a 
fidedignidade.
Fatores que reduzem a fidedignidade:
Ambiente de aplicação/ambiente inapropriado 
(barulho, distrações).
Instruções de aplicação correta/aplicação 
incorreta.
Correção correta/Erros de correção.
Estado emocional, físico e psíquico do avaliado.
Qualidade do aplicador/Falta de preparo do 
aplicador.
Ângela Maria Montel Naimayer 
Interpretação dos Resultados
Normas adequadas ao perfil da pessoa.
Contexto social e cultural.
Outras fontes de informação (entrevista, 
observação, histórico).
Ou seja, o resultado de um teste não é uma 
verdade absoluta, mas uma parte do processo 
avaliativo.
Resumindo: 
1. Psicometria garante objetividade e precisão à 
Psicologia.
2. O escore bruto sozinho não tem sentido 
precisa ser comparado a normas.
3. A fidedignidade mostra o quanto podemos 
confiar nos resultados.
4. Vários fatores externos podem comprometer o 
teste.
5. Resultados devem ser integrados a outras 
fontes na avaliação psicológica.
Fundamentos em Uso de Testes
Usar teste envolve: 
Habilidades do aplicador;
Adequação aos testando;
Qualificações para o aplicador de testes psicológico:
Princípios psicométricos e estatístico;
Seleção de testes à luz de suas qualidades 
técnicos
Da finalidade para o qual eles serão usados 
objetivo do uso do teste)
As características dos examinandos;
O que é necessário para usar em testes psicológicos?
Conhecimento em psicometria entender 
validade, fidedignidade, padronização.
Escolha adequada do teste para o objetivo da 
avaliação.
Treinamento e supervisão do aplicador 
evitar erros técnicos.
Regulamentação do uso: Resolução CFP nº 31/2022.
Testes devem identificar, mensurar e descrever 
características psicológicas.
Uso é exclusivo do psicólogo.
Testes devem ser aprovados pelo SATEPSI 
(Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos).
Diretrizes e Resolução:
Resolução CFP no 31/2022, que estabelece 
diretrizes para a realização de Avaliação 
Psicológica no exercício profissional da 
psicóloga e do psicólogo, regulamenta o 
Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos – 
SATEPSI.
CAP III: Art. 7o Os testes psicológicos têm como 
objetivos identificar, descrever, qualificar e 
mensurar características psicológicas, por 
meio de procedimentos sistemáticos de 
observação e descrição do comportamento 
humano, nas suas diversas formas de 
expressão, acordados pela comunidade 
científica.
CAP III: Art. 8oO uso profissional dos testes 
psicológicos é privativo da psicóloga e do 
psicólogo, conforme estabelece o art. 13, da Lei 
4.119, de 27 de agosto de 1962.
CAP III
Art. 11. A aplicação, correção e interpretação 
dos testes psicológicos devem seguir 
rigorosamente as orientações, padronização e 
normatização contidas no manual técnico 
aprovado no SATEPSI.
Riscos do mau uso dos testes:
Seleção inadequada usar teste que não 
mede o que deveria.
Uso como única fonte de dados ignora 
entrevista, observação, anamnese.
Aplicar normas impróprias exemplo: usar 
teste infantil em adulto, ou sem adaptação 
cultural.
Uso de material não autorizado cópias, 
versões piratas, testes não reconhecidos pelo 
CFP.
Curiosadade: Até mesmo o instrumento melhor 
desenvolvido e psícometricamente íntegro está sujeito 
ao uso impróprio.
Ângela Maria Montel Naimayer 
O uso de testes na maioria dos contextos envolvem 
decisões importantes:
Avaliação Psicológica;
Direciona decisões clínicas – tratamento, 
prognósticos;
Testagem – psicotécnico, âmbito judicial, 
organizacional,escolar, clínico…
Direciona decisões clínicas;
Competência: Psicólogo
Fundamentação teórica;
Escolha adequada dos instrumentos;
Estudo e treino;
Supervisão;
Prática;
Aperfeiçoamento e atualização.
Condições físicas e cognitivas.
Competência: Testando
Condições físicas e cognitivas suficientes para 
fazer o mínimo necessário para realizar a 
tarefa proposta.
Boas práticas no uso de testes:
Diversificar fontes de dados entrevistas, 
observações, anamnese, testes.
Garantir ambiente adequado silencioso, 
confortável, sem distrações, salas devem ser 
adequadamente ventiladas e iluminadas, 
assentos adequados, ambiente livres de ruídos 
ou outros estímulos, evitar possíveis 
interrupções, material a ser utilizado 
organizado. 
Construir rapport vínculo e confiança com a 
pessoa avaliada.
Respeitar o manual aplicação, tempo, 
correção e interpretação exatamente como 
descrito.
Observação: O examinador deve tentar despertar o 
interesse e a colaboração dos testandos no processo, 
para que eles reajam às tarefas propostas de maneira 
adequada, esforçando-se ao máximo nos testes de 
habilidade e respondendo aberta e honestamente aos 
instrumentos de avaliação.
Eficácia e Objetividade:
Vantagens mais significativas que os testes 
psicológicos oferecem.
Utilidade dos testes na tomada de decisões clínicas:
Decisões diagnósticas;
Decisões clínicas;
Monitoramento de resultados.
Outras ferramentas de avaliação:
Instrumentos psicológicos;
Técnicas de Observação do Comportamento;
Dados de Entrevistas;
Fontes Complementares; (Técnicas de 
Anamnese).
Fundamentos em Interpretação e Relato de Escores 
de Teste:
Os testes psicológicos por vezes podem ser as 
ferramentas mais eficientes e objetivas 
disponíveis para a coleta de dados fidedignos 
e válidos a respeito de pessoas.
A testagem psicológica muitas vezes pode ser 
um componente valioso do processo de 
avaliação de indivíduos e grupos.
Os escores de testes psicológicos nunca 
devem ser a única fonte de informações sobre 
a qual basear decisões que afetam a vida de 
indivíduos.
Aspectos éticos:
É vedado usar testes não reconhecidos ou 
reprovados pelo SATEPSI.
É proibido usar fotocópias ou versões 
adulteradas.
O resultado do teste não pode ser interpretado 
isoladamente deve integrar outros dados 
clínicos.
O Psicólogo tem o dever de garantir sigilo, ética 
e responsabilidade técnica.
Capítulo III dos Testes Psicológicos: Aspectos Éticos
Art.11o A aplicação, correção e interpretação 
dos testes psicológicos devem seguir 
rigorosamente as orientações, padronização e 
normatização contidas no manual técnico 
aprovado no SATEPSI.
Art.12o A utilização de testes psicológicos com 
parecer desfavorável, ou que constem na lista 
de Testes Psicológicos Não Avaliados no site do 
SATEPSI, será considerada falta ética.
Curiosidade: O uso de cópias de testes não são 
permitidos pois comprometem a validade dos testes. 
Ângela Maria Montel Naimayer 
Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos 
(SATEPSI):
 É o SATEPSI que informa quais testes são 
validados. 
Resumindo:
O uso de testes exige formação, ética e rigor 
técnico.
O CFP regula esse uso para garantir validade 
científica e evitar abusos.
Testes não são verdades absolutas devem 
ser integrados com entrevistas, observações e 
contexto.
O psicólogo é responsável pela aplicação 
correta e pelas implicações éticas dos 
resultados.
Avaliação Psicológica X Testagem Psicológica 
Contexto: 
Muitas vezes os termos avaliação psicológica e 
testagem psicológica são usados como 
sinônimos.
Mas, na prática, são processos diferentes 
(embora relacionados).
A origem dessa “confusão” tem ligação com a 
forma como surgiu a avaliação psicológica ;
No passado, a avaliação psicológica era 
limitada à utilização de testes isolados, sem 
considerar o contexto de aplicação ou 
necessidade de adaptação.
Diferenciação: 
Atualmente a avaliação psicológica não se 
resume à aplicação e correção de testes;
No entanto, os testes são agregados ao 
processo de avaliação psicológica.
Observação: Visando amenizar dúvidas na área de 
avaliação, em 2013 o CFP lançou a “cartilha de 
avaliação psicológica”. Onde diferencia os termos : 
“Avaliação psicológica" e “Testagem psicológica”.
Testagem Psicológica
Refere-se somente à aplicação, correção e 
interpretação de testes psicológicos.
Produz resultados quantitativos (escores, 
percentis) e qualitativos.
É uma etapa da avaliação psicológica, mas 
não equivale a ela: diz respeito às informações 
obtidas pela aplicação dos testes psicológicos.
Avaliação Psicológica
Processo mais amplo e integrado que envolve 
integração de informações através de: 
entrevistas clínicas ou estruturadas, 
observações do comportamento, anamnese 
(histórico pessoal, familiar, social), testagem 
psicológica.
O psicólogo precisa integrar todas as 
informações para chegar a uma conclusão 
diagnóstica, de orientação ou de intervenção.
Diferenciação: 
Testagem psicológica coleta dados objetivos 
através de testes.
Avaliação psicológica processo 
interpretativo e integrador, que dá sentido 
clínico aos dados.
Resumindo:
Testagem é parte da avaliação, não o todo.
Avaliar = integrar entrevistas, observações, 
anamnese e testes.
Avaliação psicológica é processo científico e 
clínico, não apenas aplicação de instrumentos.

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