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Aula 05
PGE-AL (Procurador) Direito Civil - 2022
(Pré-Edital)
Autor:
Equipe Materiais Carreiras
Jurídicas
03 de Novembro de 2022
76294005272 - JEAN CARLOS DA SILVA OLIVEIRA
 
 
 
Sumário 
Considerações iniciais ........................................................................................................................................ 3 
IV. Teoria do fato jurídico................................................................................................................................... 5 
1. Noções gerais ............................................................................................................................................. 5 
2. Estrutura do suporte fático ........................................................................................................................ 8 
3. Classificação dos fatos jurídicos ............................................................................................................... 10 
3.1. Fatos jurídicos em sentido amplo (lato sensu) ...................................................................................... 11 
Fato jurídico em sentido estrito (stricto sensu) .............................................................................................................. 11 
Atos-fatos jurídicos (atos reais) ...................................................................................................................................... 11 
Atos jurídicos em sentido amplo (lato sensu) ................................................................................................................ 12 
3.2. Fatos ilícitos em sentido amplo (lato sensu) ......................................................................................... 14 
Fato ilícito em sentido estrito (stricto sensu) ................................................................................................................. 14 
Ato-fato ilícito ................................................................................................................................................................. 14 
Ato ilícito em sentido amplo (lato sensu) ....................................................................................................................... 14 
3.3. Pré-excludentes de juridicização ........................................................................................................... 15 
Legítima defesa ............................................................................................................................................................... 15 
Exercício regular de direito ............................................................................................................................................. 16 
Estado de necessidade ................................................................................................................................................... 16 
4. Eficacização do negócio jurídico .............................................................................................................. 17 
5. Provas ........................................................................................................................................................... 24 
5.1. Noções gerais ........................................................................................................................................ 24 
5.2. Espécies ................................................................................................................................................. 26 
Confissão ........................................................................................................................................................................ 26 
Documento ..................................................................................................................................................................... 27 
Testemunha .................................................................................................................................................................... 29 
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Presunção ....................................................................................................................................................................... 31 
Perícia ............................................................................................................................................................................. 32 
Legislação Pertinente ....................................................................................................................................... 32 
Teoria do fato jurídico .................................................................................................................................. 32 
Jurisprudência Correlata .................................................................................................................................. 33 
Provas ........................................................................................................................................................... 33 
Jornadas de Direito Civil ................................................................................................................................... 33 
Teoria do fato jurídico .................................................................................................................................. 33 
Provas ............................................................................................................................................................................. 35 
Considerações finais ......................................................................................................................................... 36 
Questões Comentadas ..................................................................................................................................... 36 
Lista de Questões ............................................................................................................................................. 58 
Gabarito............................................................................................................................................................ 68 
 
 
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CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Inicialmente, lembro que sempre estou disponível, para você, aluno Estratégia, no Fórum de Dúvidas do 
Portal do Aluno e, alternativamente, também, nas minhas redes sociais: 
 
prof.phms@estrategiaconcursos.com.br 
 
prof.phms 
 
prof.phms 
 
prof.phms 
 
Fórum de Dúvidas do Portal do Aluno 
A Teoria Geral do Direito Civil continua nesta aula, agora com a Teoria do Fato Jurídico. Pela complexidade e 
extensão, eu vou desdobrar os temas em duas aulas. Aqui, você verá a primeira parte. 
Nessa primeira parte, eu tratarei do assunto a partir da teoria criada por Francisco Cavalcanti Pontes de 
Miranda, de maneira inédita no mundo. A teoria ponteana não encontra paralelo igual no Direito pelo 
rigorismo técnico-científico e pela capacidade de se compreender uma vasta gama de fenômenos e institutos 
do Direito Privado (mas não só) a partir de uma “lógica” quase matemática. 
É na obra de Pontes de Miranda que eu me inspiro a tentar traduzir para você a “lógica” dos ramos e 
institutos de Direito Civil. Isso porque esse autor teve a grandeza de compreender o Direito Privado com um 
grau de profundidade incomparável. 
Como ele se aprofundou absurdamente, conseguiu captar as nuances do(Procurador) Direito Civil - 2022 (Pré-Edital)
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de condições com as demais pessoas, sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. Ou 
seja, não simplesmente dispense a pessoa com deficiência, mas lhe dê meios para colaborar! 
Não podem ser admitidos como testemunhas: 
I - os menores de dezesseis anos; 
IV - o interessado no litígio, o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes; 
V - os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro grau de alguma 
das partes, por consanguinidade, ou afinidade. 
Excepcionalmente, porém, para a prova de fatos que só elas conheçam, pode o juiz admitir o depoimento 
das pessoas a que se refere esse artigo. Nada mais justo e óbvio, não? Imagine que só o seu filho de 12 anos 
viu você entregando dinheiro para alguém. Como você vai provar que emprestou dinheiro para o seu amigo, 
se não com o testemunho do seu filho? Logicamente que o juiz analisará as coisas com ressalvas, mas 
analisará. 
 
 
 
(CESPE / PC-BA - 2013) Considere que Pedro seja filho de Lúcia e primo de Maria e que ele pretenda 
provar determinado fato jurídico. Nessa situação hipotética, Maria poderá testemunhar, mas Lúcia 
somente poderá ser testemunha se for a única conhecedora do fato além de Pedro. 
Comentários 
O item está correto. Primeiramente, a questão foi muito criticada porque se alegou que Lúcia poderia 
“depor” e não “testemunhar”. Vale destacar que testemunhar e depor são sinônimos; quem depõe, 
depõe como testemunha. O depoente depõe porque testemunhou um fato. Além disso, se a 
testemunha não presta compromisso legal, ela é ouvida “na qualidade de informante”; veja que a 
expressão omite, propositadamente, a primeira parte: “a testemunha é ouvida na qualidade de 
informante”, ou seja, testemunha é e, portanto, testemunha, depõe. Informante é qualidade de uma 
testemunha que tem restrição quanto à dizer a verdade; e ponto. A parte, igualmente, depõe (“põe 
em juízo”), ainda que não seja testemunha, evidentemente, pois é parte. 
O CPC e o CPP assim tratam da situação. Por isso, indevida a gritaria pela anulação da questão ou pela 
sua formulação inadequada. Inadequado é o “senso comum jurídico” que, pelo uso corrente do termo, 
estabelece que “depoente” não é testemunha. 
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O próprio CC/2002 é bastante claro a respeito, quando se vê, pelo art. 228, §1º que “pode o juiz admitir 
o depoimento das pessoas a que se refere este artigo”. Quem são essas pessoas? As testemunhas. Ora, 
por lógica, a testemunha (substantivo) testemunha (verbo), e o faz mediante depoimento. 
Quanto à questão em si, Maria, parenta em quarto grau, pode prestar depoimento livremente, ao 
passo que Lúcia só pode testemunhar em juízo excepcionalmente, já que parenta em primeiro grau. É 
a conjugação do art. 228, inc. V (“Não podem ser admitidos como testemunhas os cônjuges, os 
ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro grau de alguma das partes, por 
consangüinidade, ou afinidade”) com seu § 1º (“Para a prova de fatos que só elas conheçam, pode o 
juiz admitir o depoimento das pessoas a que se refere este artigo”). 
Presunção 
Existem duas presunções no Direito. 
De um lado, as presunções relativas (juris tantum), que admitem prova em contrário. Assim é, por exemplo, 
a presunção de inocência do Direito Penal; presume-se inocente até que o Ministério Público prove que é 
culpado. O marido presume-se pai dos filhos na constância do casamento, até que DNA prove que ele não é 
o pai. 
Outro exemplo é o constante no art. 219: 
As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários. 
No entanto, o próprio parágrafo único desse artigo já traz exceção, ou seja, nem sempre tudo o que estiver 
escrito se presume verdadeiro em relação ao signatário: 
Não tendo relação direta, porém, com as disposições principais ou com a legitimidade das partes, 
as declarações enunciativas não eximem os interessados em sua veracidade do ônus de prová-
las. 
Além disso, outras fontes de prova como áudios, textos, imagens, vídeos (Facebook, Whatsapp, Instagram, 
por exemplo), também servem de meio de prova, conforme estabelece o art. 225. Porém, a contraparte 
pode impugnar essas provas, e, aí, a solução é, em geral, pericial. 
De outro lado, existem as presunções absolutas (juris et de jure), que não admitem prova em contrário. O 
Direito Civil é pobre em presunções absolutas, assim como o Direito em geral. Via de regra, admite-se que 
se prove em contrário. A presunção de maternidade, por exemplo, era uma das poucas presunções absolutas 
que tínhamos: nasceu daquela barriga, aquela é a mãe (mater semper certa est). No entanto, com o 
desenvolvimento científico, a maternidade por substituição (a popular barriga de aluguel) fez essa presunção 
absoluta se tornar relativa; se nasceu daquela barriga, mas há maternidade por sub-rogação, ela não é a 
mãe... 
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Perícia 
Por fim, o CC/2002 tem duas regras sobre perícia, apenas. 
Primeiro, diferentemente do Direito Penal, no qual o sujeito não é obrigado a fazer prova contra 
si, o art. 231 estabelece que aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não 
poderá aproveitar-se de sua recusa. 
É por isso que o pretenso pai que se nega a fazer o teste de DNA é presumido pai, por extensão 
dessa regra (há regra própria em lei especial, mas ela segue exatamente o mesmo raciocínio desta). Por isso, 
como consequência, se eu queria provar algo que depende dessa perícia e a pessoa se nega a se submeter a 
ela, não preciso mais provar aquilo por outros meios de prova: 
Art. 232. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia 
obter com o exame. 
LEGISLAÇÃO PERTINENTE 
TEORIA DO FATO JURÍDICO 
Atente para as disposições finais do CC/2002 que impactam análise dos fatos jurídicos ocorridos na 
“transição” dos Códigos de 1916 e 2002. Especial atenção ao art. 2.035, que traz disposição de retroação, 
em contrariedade ao art. 6º da LINDB, pelo que foi reputado inconstitucional pelo STF, incidentalmente, 
em uma oportunidade: 
Art. 2.031. As associações, sociedades e fundações, constituídas na forma das leis anteriores, 
bem como os empresários, deverão se adaptar às disposições deste Código até 11 de janeiro de 
2007. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica às organizações religiosas nem aos partidos 
políticos. 
Art. 2.032. As fundações, instituídas segundo a legislação anterior, inclusive as de fins diversos 
dos previstos no parágrafo único do art. 62, subordinam-se, quanto ao seu funcionamento, ao 
disposto neste Código. 
Art. 2.033. Salvo o disposto em lei especial, as modificações dos atos constitutivos das pessoas 
jurídicas referidas no art. 44, bem como a sua transformação, incorporação, cisão ou fusão, 
regem-se desde logo por este Código. 
Art. 2.034. A dissolução e a liquidação das pessoas jurídicas referidas no artigo antecedente, 
quando iniciadas antes da vigência deste Código, obedecerão ao disposto nas leis anteriores. 
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Art. 2.035. A validade dos negócios e demais atos jurídicos, constituídos antes da entrada em 
vigor deste Código, obedece ao disposto nas leis anteriores, referidas no art. 2.045, mas os seus 
efeitos, produzidos após a vigênciadeste Código, aos preceitos dele se subordinam, salvo se 
houver sido prevista pelas partes determinada forma de execução. 
Parágrafo único. Nenhuma convenção prevalecerá se contrariar preceitos de ordem pública, tais 
como os estabelecidos por este Código para assegurar a função social da propriedade e dos 
contratos. 
JURISPRUDÊNCIA CORRELATA 
PROVAS 
O STJ já decidiu que a gravação de áudio e/ou imagem por um dos interlocutores da conversa, sem o 
conhecimento do outro, é lícita, tanto no processo penal quanto no processo civil, ainda que obtida sem 
autorização judicial. Por isso, nada impede que ela seja utilizada como meio de prova no processo: 
PENAL E PROCESSUAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. OPERAÇÃO 
"URAGANO". CORRUPÇÃO ATIVA. GRAVAÇÃO AMBIENTAL. CAPTAÇÃO DE ÁUDIO E IMAGEM 
REALIZADA POR UM DOS INTERLOCUTORES. DESCONHECIMENTO DO OUTRO (ORA PACIENTE). 
CONVERSA GRAVADA NA RESIDÊNCIA DO ACUSADO. LICITUDE DA PROVA. TRANCAMENTO DA 
AÇÃO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. O acórdão 
hostilizado encontra-se em harmonia com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça no 
sentido de que a gravação ambiental realizada por um dos interlocutores, sem o consentimento 
do outro, é lícita, ainda que obtida sem autorização judicial, podendo ser validamente utilizada 
como elemento de prova, uma vez que a proteção conferida pela Lei n. 9.296/1996 se restringe 
às interceptações de comunicações telefônicas. No caso, a gravação ambiental ocorreu no 
domicílio do paciente, com o conhecimento de um dos interlocutores ex-secretário de governo 
que agiu na condição de informante e colaborador, sendo realizada com a devida autorização 
judicial. Na ocasião, o acusado convidou o servidor público municipal a entrar e permanecer na 
sua residência, não restando evidenciado na hipótese o caráter secreto da conversa captada, 
tampouco a obrigação jurídica de sigilo (HC 222.818/MS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, 
QUINTA TURMA, julgado em 18/11/2014, DJe 25/11/2014). 
JORNADAS DE DIREITO CIVIL 
TEORIA DO FATO JURÍDICO 
Na V Jornada de Direito Civil aprovou-se enunciado que esclarece que os bons costumes previstos no art. 
187 (“Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites 
impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes”) têm dupla natureza. 
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De um lado, os bons costumes, tradicionalmente e de maneira subjetiva, apontam para o controle da 
moralidade social de determinada época. Por outro lado, porém, objetivamente permitem a sindicância 
da violação dos negócios jurídicos em questões não abrangidas pela função social e pela boa-fé objetiva. 
Ou seja, “bons costumes” no sentido moral, de algo “bom”, e no sentido consuetudinário de “costume”: 
Enunciado 413 
Os bons costumes previstos no art. 187 do CC possuem natureza subjetiva, destinada ao controle 
da moralidade social de determinada época, e objetiva, para permitir a sindicância da violação 
dos negócios jurídicos em questões não abrangidas pela função social e pela boa-fé objetiva. 
O Enunciado 414 do CJF esclarece que o art. 187 do CC/2002 é uma cláusula geral, cuja noção de “abuso de 
direito” não se aplica apenas ao Direito Civil, mas a qualquer ramo do Direito. Isso porque é possível abusar 
de um “direito tributário” ou um “direito processual” da mesma forma que de um “direito civil” (rectius: 
direito material de índole eminentemente privada): 
Enunciado 414 
A cláusula geral do art. 187 do Código Civil tem fundamento constitucional nos princípios da 
solidariedade, devido processo legal e proteção da confiança, e aplica-se a todos os ramos do 
direito. 
A indesejável vinculação do abuso de direito à responsabilidade civil, consequência de uma opção legislativa 
equívoca, que o define no capítulo relativo ao ato ilícito (art. 187) e o refere especificamente na obrigação 
de indenizar (art. 927 do CC), lamentavelmente tem subtraído bastante as potencialidades dessa categoria 
jurídica e comprometido a sua principal função (de controle), modificando-lhe indevidamente a estrutura. 
Não resta dúvida sobre a possibilidade de a responsabilidade civil surgir por danos decorrentes do exercício 
abusivo de uma posição jurídica. 
Por outro lado, não é menos possível o exercício abusivo dispensar qualquer espécie de dano, embora, ainda 
assim, mereça ser duramente coibido com respostas jurisdicionais eficazes. Pode haver abuso sem dano e, 
portanto, sem responsabilidade civil. 
Será rara, inclusive, a aplicação do abuso como fundamento para o dever de indenizar, sendo mais útil 
admiti-lo como base para frear o exercício. E isso torna a aplicação da categoria bastante cerimoniosa pela 
jurisprudência, mesmo após uma década de vigência do código. 
O abuso de direito também deve ser utilizado para o controle preventivo e repressivo. No primeiro caso, em 
demandas inibitórias, buscando a abstenção de condutas antes mesmo de elas ocorrerem irregularmente, 
não para reparar, mas para prevenir a ocorrência do dano. No segundo caso, para fazer cessar (exercício 
inadmissível) um ato ou para impor um agir (não exercício inadmissível). Pouco importa se haverá ou não 
cumulação com a pretensão de reparação civil. 
Segundo o Enunciado 539, da VI Jornada de Direito Civil, em que pese o abuso de direito ter íntima ligação 
com o dever de indenizar da responsabilidade civil, o exercício abusivo de posições jurídicas desafia controle 
independentemente de dano, já que configura categoria jurídica autônoma: 
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Enunciado 539 
O abuso de direito é uma categoria jurídica autônoma em relação à responsabilidade civil. Por 
isso, o exercício abusivo de posições jurídicas desafia controle independentemente de dano. 
Provas 
O Enunciado 157, da III Jornada de Direito Civil, estabelece que o termo “confissão” não pode ser analisado 
numa perspectiva estrita. Ao contrário, significa “depoimento pessoal”, ou seja, o depoimento da parte é 
meio de prova, e não apenas quando “confessa” ela precisamente o que fora imputado na lide. 
Assim, o juiz pode avaliar o depoimento pessoal, de modo a extrair dali elementos de convicção para o 
julgamento, sem que para isso precise recorrer à confissão propriamente dita. O silêncio da parte numa 
audiência, muitas vezes, é mais eloquente que as palavras ditas; igualmente, ainda que sem confessar, um 
depoimento contraditório permite avaliar as declarações de vontade sob outra perspectiva: 
Enunciado 157 
O termo "confissão" deve abarcar o conceito lato de depoimento pessoal, tendo em vista que 
este consiste em meio de prova de maior abrangência, plenamente admissível no ordenamento 
jurídico brasileiro. 
Estatui o art. 215 que a escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé pública, 
fazendo prova plena. Na sequência, o §1º e incisos desse artigo delimitam os requisitos essenciais da 
escritura pública. 
Adiante, o art. 219 esclarece que as declarações constantes de documentos assinados se presumem 
verdadeiras em relação aos signatários. Não tendo relação direta, porém, com as disposições principais ou 
com a legitimidade das partes, as declarações enunciativas não eximem os interessados em sua veracidade 
do ônus de prová-las. 
O Enunciado 158 do CJF afiança que a “prova plena” mencionada pelo art. 215 deve ser vista cum granu 
salis, já que a escritura pública lavrada fará apenas que se repute relativa a presunção de veracidade dos 
elementos nela encartados: 
Enunciado 158 
A amplitude da noção de “prova plena” (isto é, “completa”) importapresunção relativa acerca 
dos elementos indicados nos incisos do § 1º, devendo ser conjugada com o disposto no parágrafo 
único do art. 219. 
Reconhecendo a relevância da tecnologia nas questões probatórias, na IV Jornada de Direito Civil aprovou-
se o Enunciado 297. Segundo ele, o documento eletrônico tem valor probante, desde que seja apto a 
conservar a integridade de seu conteúdo e idôneo a apontar sua autoria, independentemente da 
tecnologia empregada. 
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Assim, mesmo que criada nova tecnologia, novo instrumento de conservação de prova, novo meio 
probatório, resguarda-se o valor probante do documento eletrônico. Irrelevante qual é a tecnologia que se 
utilize, até porque é impossível ao CC/2002 prever o desenvolvimento tecnológico: 
Enunciado 297 
O documento eletrônico tem valor probante, desde que seja apto a conservar a integridade de 
seu conteúdo e idôneo a apontar sua autoria, independentemente da tecnologia empregada. 
Já o Enunciado 298 do CJF evidencia algo já bastante comum na praxe forense: arquivos eletrônicos são 
reputados como prova documental, pois se incluem no conceito de “reproduções eletrônicas de fatos ou 
de coisas” do art. 225: 
Enunciado 298 
Os arquivos eletrônicos incluem-se no conceito de “reproduções eletrônicas de fatos ou de 
coisas” do art. 225 do Código Civil, aos quais deve ser aplicado o regime jurídico da prova 
documental. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Chegamos ao final de mais uma aula! Mais uma vez eu indico, se você tiver disponibilidade de tempo, se 
aprofundar um pouco mais na teoria ponteana. Para mim, compreendê-la significou “tirar a venda” de 
muitos institutos jurídicos; me permitiu compreender a interlocução de temas que aparentemente não 
tinham conexão alguma. 
Ainda assim, com o resumo que tracei no início da aula, você já conseguirá compreender com muito mais 
facilidade uma quantidade grande de elementos que vão aparecer mais adiante no Direito Civil. Novamente, 
é a “lógica” que eu tão frequentemente menciono que vai se desnudando aos poucos. 
Quaisquer dúvidas, sugestões, críticas ou mesmo elogios, não hesite em entrar em contato comigo. Estou 
disponível preferencialmente no Fórum de Dúvidas do Curso, mas também nas redes sociais, claro. Estou 
aguardando você na próxima aula. Até lá! 
 
Paulo H M Sousa 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
Além das questões vistas ao longo da aula, agora você agora terá uma longa lista de questões para treino. 
Eu as apresento assim: a. questões sem comentários; b. gabaritos das questões; c. questões com 
comentários. Mesmo as questões vistas na aula estarão nessa bateria, para que você faça o máximo de 
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exercícios que puder. Lembre-se de que as questões comentadas são parte fundamental do seu 
aprendizado com nosso material eletrônico! 
Se você quer testar seus conhecimentos, faça as questões sem os comentários, anote os gabaritos e confira 
com o gabarito apresentado; nas que você não sabia responder, chutou, ou ficou com dúvida, vá aos 
comentários. Se preferir, passe diretamente às questões comentadas! 
TEORIA DO FATO JURÍDICO 
Juiz 
1. (VUNESP – TJ/AC – Juiz Substituto – 2019) Assinale a alternativa correta sobre os defeitos e validade 
dos negócios jurídicos. 
a) Anulado o negócio jurídico realizado em fraude contra credores, a vantagem resultante será revertida em 
favor do autor da ação pauliana. 
b) É anulável o negócio jurídico quando o seu motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito. 
c) É absolutamente nula a obrigação, excessivamente onerosa, assumida por alguém que necessita salvar-se 
de grave dano conhecido da outra parte. 
d) É válido o negócio jurídico de compra e venda de bem imóvel (de valor superior a trinta vezes o maior 
salário-mínimo vigente no país), com pacto de alienação fiduciária em garantia, realizado por meio de 
instrumento particular. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo art. 165: “Anulados os negócios fraudulentos, a vantagem resultante 
reverterá em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores”. 
A alternativa B está incorreta, como preconiza o art. 166, inc. III: “É nulo o negócio jurídico quando: o motivo 
determinante, comum a ambas as partes, for ilícito”. 
A alternativa C está incorreta, pois, nos termos do art. 171, inc. II, a obrigação é anulável, na medida em que 
se trata de hipótese caracterizada pelo estado de perigo. Conforme prevê o art. 156: “Configura-se o estado 
de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano 
conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa”. 
A alternativa D está correta, consoante regra disposta no art. 38 da Lei 9.514/1997: “Os atos e contratos 
referidos nesta Lei ou resultantes da sua aplicação, mesmo aqueles que visem à constituição, transferência, 
modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis, poderão ser celebrados por escritura pública ou por 
instrumento particular com efeitos de escritura pública”. 
2. (FCC – TJ/AL – Juiz Substituto – 2019) De acordo com o Código Civil, o negócio cujo objeto, ao tempo 
da celebração, é impossível 
a) é nulo de pleno de direito, ainda que se trate de impossibilidade relativa. 
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b) terá validade se a impossibilidade inicial do objeto cessar antes de realizada a condição a que ele estiver 
subordinado. 
c) é valido, ainda que se trate de impossibilidade absoluta, desde que ela não tenha sido criada por nenhuma 
das partes. 
d) é válido, porém ineficaz, ainda que se trate de impossibilidade absoluta. 
e) é nulo de pleno direito, porém eficaz, desde que se trate de impossibilidade relativa. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, uma vez que a obrigação impossível não é nula de pleno direito, quando se 
trata de impossibilidade relativa. 
A alternativa B está correta, pois nos apresenta a literalidade do art. 106: “A impossibilidade inicial do objeto 
NÃO INVALIDA o negócio jurídico se for relativa, OU se cessar antes de realizada a condição a que ele estiver 
subordinado”. 
A alternativa C está incorreta, uma vez que a alternativa não coaduna com a previsão do art. 106. 
A alternativa D está incorreta, conforme dito anteriormente, porque a alternativa não corresponde à 
previsão do art. 106. 
A alternativa E está incorreta, pois não observam os requisitos presentes no art. 106. 
3. (CESPE – TJ/SC – Juiz Substituto – 2019) A declaração enganosa de vontade que vise à produção, no 
negócio jurídico, de efeito diverso do apontado como pretendido consiste em defeito denominado 
a) simulação. 
b) erro. 
c) dolo. 
d) lesão. 
e) reserva mental. 
Comentários 
A alternativa A está correta. Entende-se por simulação como a “declaração negocial de vontade que, de 
modo intencional e deliberado, disfarça outra intenção. Há, nela, um descompasso consciente entre o que 
as partes dizem querer e aquilo que querem". Logo, esse conceito descreve a perfeitamente a hipótese 
apresentada pela questão. 
A alternativa B está incorreta, já que de acordo com o entendimento doutrinário, caracteriza-se erro como 
“um equívoco, uma percepção falsa sobre algo (acho, por exemplo, que hoje é quarta e na verdade é quinta. 
Isso é um exemplo prosaico de erro). Trata-se, portanto, de uma falsa representação da realidade”. 
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A alternativa C está incorreta. Doutrinariamente, caracteriza-se dolo como “um engano provocado por umas 
das partes ou por terceiro. [...] Há utilização de meios ardilosos, fazendo com que a parte tenha uma falsa 
ideia da realidade". 
A alternativa D está incorreta, segundo dispõe o art. 157: “Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente 
necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da 
prestação oposta”. 
A alternativa E está incorreta. A reserva mental está prevista no art. 110 da seguinte maneira: “A 
manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que 
manifestou, salvo se dela o destinatário tinha conhecimento”. 
4. (CESPE – TJ/CE – Juiz Estadual Substituto – 2018) Elemento acidental do negócio jurídico, a condição 
possui, entre outras, as seguintes características: 
a) impositividade e certeza. 
b) acessoriedade e voluntariedade. 
c) legalidade e futuridade. 
d) involuntariedade e incerteza. 
e) legalidade e brevidade. 
Comentários 
Primeiramente, necessário rememorar o conceito de condição, que figura no plano eficacial, como elemento 
acidental do negócio jurídico. É uma cláusula acessória, não exigida pela lei, mas pode ser convencionada 
por meio de negociação entre as partes, ou seja, pela vontade destas. Ela tem o condão de subordinar a 
eficácia do ato jurídico a evento futuro e incerto. 
Conforme dispõe o art. 121: “ Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade 
das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto”. Logo, são características 
intrínsecas à condição a acessoriedade e a voluntariedade. 
A alternativa A está incorreta, porque a condição não é impositiva, mas acidental. 
A alternativa B está correta, que traz ambas as características supramencionadas. 
A alternativa C está incorreta, e em larga medida non sense, já que não se fala em legalidade de condição. 
A alternativa D está incorreta, sendo que a voluntariedade é conditio sine qua non para as condições. 
A alternativa E está incorreta, mais uma vez, porque brevidade não tem sentido algum à condição. 
5. (CESPE – TJ/CE – Juiz Estadual Substituto – 2018) Maria decidiu alugar um imóvel de sua 
propriedade para Ana, que, no momento da assinatura do contrato, tinha dezessete anos de idade. Nessa 
situação hipotética, o contrato celebrado pelas partes é 
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a) nulo, uma vez que foi firmado por pessoa absolutamente incapaz, condição que pode servir de argumento 
para Ana extinguir o contrato. 
b) anulável, portanto passível de convalidação, ressalvado direito de terceiros. 
c) válido, desde que tenha sido formalizado por escritura pública, visto que tem por objeto um imóvel. 
d) nulo, porque Ana deveria ter sido representada por um de seus genitores. 
e) válido, ainda que Ana não possua capacidade de direito para celebrar o contrato de aluguel. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, conforme preconiza o art. 4º, inc. I: São incapazes, relativamente a certos atos 
ou à maneira de os exercer: os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos”. 
A alternativa B está correta, na medida em que nos apresenta a literalidade do art. 171, inc. I: “Além dos 
casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: por incapacidade relativa do agente”. 
Destaca-se, ainda, que o negócio jurídico pode ser convalidado, por força da disposição do art. 172: “O 
negócio anulável pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro”. 
A alternativa C está incorreta, conforme dito anteriormente, o negócio não é válido, mas anulável. 
A alternativa D está incorreta, porque os relativamente incapazes não são representados, mas assistidos. 
A alternativa E está incorreta, pois o negócio não é válido, é anulável, haja vista que a capacidade é um dos 
requisitos legais para a validade do negócio jurídico. 
6. (TRT 4ª REGIÃO / TRT 4ª REGIÃO(RS) - 2016) Assinale a assertiva correta sobre negócio jurídico. 
a) É anulável o negócio jurídico quando não revestir a forma prescrita em lei. 
b) Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar onde se dará seu 
cumprimento. 
c) O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, mas convalesce pelo decurso do tempo. 
d) O negócio jurídico anulável pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro. 
e) O termo inicial suspende a aquisição do direito. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo o art. 166, inc. IV: “É nulo o negócio jurídico quando não revestir a 
forma prescrita em lei”. 
A alternativa B está incorreta, pela parte final do art. 113: “Os negócios jurídicos devem ser interpretados 
conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração”. 
A alternativa C está incorreta, de acordo com o art. 169: “O negócio jurídico nulo não é suscetível de 
confirmação, nem convalesce pelo decurso do tempo”. 
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A alternativa D está correta, pela literalidade do art. 172: “O negócio anulável pode ser confirmado pelas 
partes, salvo direito de terceiro”. 
7. (FCC / TJ(PI) - 2015) Quando o testamento foi aberto, Rubião quase caiu para trás. Advinhas por 
quê. Era nomeado herdeiro universal do testador. Não cinco, nem dez, nem vinte contos, mas tudo, o 
capital inteiro, especificados os bens, casa na Corte, uma em Barbacena, escravos, apólices, ações do 
Banco do Brasil e de outras instituições, joias, dinheiro amoedado, livros − tudo finalmente passava às 
mãos do Rubião, sem desvios, sem deixas a nenhuma pessoa, nem esmolas, nem dívidas. Uma só condição 
havia no testamento, a de guardar o herdeiro consigo o seu pobre cachorro Quincas Borba, nome que lhe 
deu por motivo da grande afeição que lhe tinha. Exigia do dito Rubião que o tratasse como se fosse a ele 
próprio testador, nada poupando em seu benefício, resguardando-o de moléstias, de fugas, de roubo ou 
de morte que lhe quisessem dar por maldade; cuidar finalmente como se cão não fosse, mas pessoa 
humana. Item, impunha-lhe a condição, quando morresse o cachorro, de lhe dar sepultura decente, em 
terreno próprio, que cobriria de flores e plantas cheirosas; e mais desenterraria os ossos do dito cachorro, 
quando fosse tempo idôneo, e os recolheria a uma urna de madeira preciosa para depositá-los no lugar 
mais honrado da casa. (Assis, Machado de. Quincas Borba. p. 25. Saraiva, 2011). 
As exigências feitas a Rubião consubstanciam 
a) termo final. 
b) condição resolutiva. 
c) condição suspensiva. 
d) termo inicial. 
e) encargo. 
Comentários 
A alternativa E está correta, já que o recebimento da herança não se subordinava a evento futuro, certo ou 
incerto, mas a cláusula acessória que impunha a Rubião uma obrigação em contemplação ao recebimento 
da herança. 
As alternativas A, B, C e D estão incorretas, consequentemente. 
8. (TRT 16ª REGIÃO / TRT 16ª REGIÃO(MA) - 2015) Acerca da condição, do termo e do encargo, é 
CORRETO afirmar que: 
a) Termo essencial é a cláusula acessória inserida no negócio jurídico em que não se permite o seu 
cumprimento fora do advento do termo fixado, por não mais interessar ao credor. 
b) Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito 
do negócio jurídico a evento futuro e certo. 
c) Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou resolutiva, será sempre vedada a 
prática de quaisquer atos, enquantonão satisfeita a condição, mesmo aqueles destinados a conservar o dito 
direito. 
d) O encargo sempre suspende a aquisição e o exercício do direito, sendo desnecessária a sua imposição 
expressa, no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva. 
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e) No legado com encargo, se o herdeiro ou legatário descumprir o encargo, não será possível a revogação 
da liberalidade, em razão da falta de previsão legal. 
Comentários 
A alternativa A está correta, sendo o termo razão de ser do negócio, perdendo o interesse o credor se 
inadimplida a obrigação em seu termo, como no velho exemplo do vestido de noiva não entregue antes do 
casamento. 
A alternativa B está incorreta, pois a situação narrada evidencia o termo, e não a condição. 
A alternativa C está incorreta, dada a dicção do art. 130: “Ao titular do direito eventual, nos casos de 
condição suspensiva ou resolutiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo”. 
A alternativa D está incorreta, pela previsão inversa do art. 136: “O encargo não suspende a aquisição nem 
o exercício do direito, salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como 
condição suspensiva”. 
A alternativa E está incorreta, pala conjugação do art. 1.938 (“Nos legados com encargo, aplica-se ao 
legatário o disposto neste Código quanto às doações de igual natureza”) com o art. 562 (“A doação onerosa 
pode ser revogada por inexecução do encargo, se o donatário incorrer em mora. Não havendo prazo para o 
cumprimento, o doador poderá notificar judicialmente o donatário, assinando-lhe prazo razoável para que 
cumpra a obrigação assumida”). 
9. (FCC / TJ(AL) - 2015) É anulável 
a) o negócio que tenha por objetivo fraudar lei imperativa. 
b) o contrato que tem por objeto herança de pessoa viva. 
c) a troca de bens com valores desiguais entre ascendentes e descendentes sem o consentimento dos outros 
descendentes. 
d) o negócio jurídico simulado. 
e) o negócio proibido por lei, que não lhe comina sanção. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo o art. 166, inc. VI: “É nulo o negócio jurídico quando tiver por objetivo 
fraudar lei imperativa”. 
A alternativa B está incorreta, pois, como o art. 426 (“Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa 
viva”), não estipula sanção à prática do ato, trata-se de nulidade virtual. 
A alternativa C está correta, na literalidade do art. 523, inc. II: “é anulável a troca de valores desiguais entre 
ascendentes e descendentes, sem consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante”. 
A alternativa D está incorreta, conforme o art. 167: “É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que 
se dissimulou, se válido for na substância e na forma”. 
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A alternativa E está incorreta, de acordo com o art. 166, inc. VII: “É nulo o negócio jurídico quando a lei 
taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção”. 
10. (TRT 8ª REGIÃO / TRT 8ª REGIÃO (PA e AP) - 2015) Quanto à validade e eficácia dos negócios e 
demais atos jurídicos, constituídos antes da entrada em vigor do atual Código Civil Brasileiro, assinale a 
alternativa CORRETA: 
a) O ato jurídico de criação das fundações, com quaisquer fins, instituídas segundo a legislação anterior à 
entrada em vigor do Código Civil atual, subordina-se, quanto ao seu funcionamento, ao Código Civil de 1916 
tendo em vista a eficácia temporal. 
b) É válida convenção firmada sob a égide do Código Civil de 1916, ainda que contrarie preceito de ordem 
pública estabelecido no novo Código Civil, desde que para assegurar a função social dos contratos e da 
propriedade. 
c) Os atos jurídicos de dissolução e liquidação de associações, sociedades, fundações, organizações religiosas, 
partidos políticos e empresas individuais de responsabilidade limitada, mesmo que inicialmente submetidos 
às regras do Código Civil de 1916, com a entrada em vigor do novo Código Civil, deverão amoldar-se às regras 
deste último. 
d) A validade dos negócios e demais atos jurídicos, constituídos antes da entrada em vigor do atual Código 
Civil Brasileiro, obedece ao disposto nas leis anteriores, Código Civil de 1916 (Lei nº 3.071/16) e Código 
Comercial (Lei nº 556/50), mas os seus efeitos, produzidos após a vigência do atual Código Civil Brasileiro, 
aos preceitos dele se subordinam, salvo se houver sido prevista pelas partes determinada forma de 
execução. 
e) As modificações dos atos constitutivos das associações, sociedades, fundações, organizações religiosas, 
partidos políticos e empresas individuais de responsabilidade limitada criadas na vigência do Código Civil 
anterior, bem como, a sua transformação, incorporação, cisão ou fusão, regem-se pelo Código Civil Brasileiro 
anterior tendo em vista a eficácia temporal. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, de acordo com o art. 2.032: “As fundações, instituídas segundo a legislação 
anterior, inclusive as de fins diversos dos previstos no parágrafo único do art. 62, subordinam-se, quanto ao 
seu funcionamento, ao disposto neste Código”. 
A alternativa B está incorreta, pela literalidade do art. 2.035, parágrafo único: “Nenhuma convenção 
prevalecerá se contrariar preceitos de ordem pública, tais como os estabelecidos por este Código para 
assegurar a função social da propriedade e dos contratos”. 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 2.034: “A dissolução e a liquidação das pessoas jurídicas 
referidas no artigo antecedente, quando iniciadas antes da vigência deste Código, obedecerão ao disposto 
nas leis anteriores. 
A alternativa D está correta, segundo o art. 2.035: “A validade dos negócios e demais atos jurídicos, 
constituídos antes da entrada em vigor deste Código, obedece ao disposto nas leis anteriores, referidas no 
art. 2.045, mas os seus efeitos, produzidos após a vigência deste Código, aos preceitos dele se subordinam, 
salvo se houver sido prevista pelas partes determinada forma de execução”. 
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A alternativa E está incorreta, consoante regra do art. 2.033: “Salvo o disposto em lei especial, as 
modificações dos atos constitutivos das pessoas jurídicas referidas no art. 44, bem como a sua 
transformação, incorporação, cisão ou fusão, regem-se desde logo por este Código”. 
11. (FCC / TRT 6ª REGIÃO (PE) - 2015) Em relação ao negócio jurídico, 
a) quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação, 
será este de quatro anos, a contar sempre da data da conclusão do ato. 
b) a invalidade da obrigação principal implica a das obrigações acessórias, bem como a destas induz à 
invalidade da obrigação principal, dado o princípio da correspondência dos negócios jurídicos em geral. 
c) a incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem 
aproveita aos cointeressados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação 
comum. 
d) não ocorrendo a condição objetiva do negócio jurídico, ou seja, objeto lícito, possível, determinado ou 
determinável, a consequência jurídica será sua anulabilidade. 
e) ninguém pode reclamar o que, por uma obrigação anulada, pagou a um incapaz, mostrando-se irrelevante 
eventual prova de que reverteu em proveito dessa incapaz a importância paga. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo o art. 179: “Quando a lei dispuser quedeterminado ato é anulável, 
sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação, será este de dois anos, a contar da data da conclusão do 
ato”. 
A alternativa B está incorreta, por aplicação da clássica regra do “acessório segue a sorte do principal”, sendo 
que o inverso não ocorre, em regra também. 
A alternativa C está correta, pela literalidade do art. 105: “A incapacidade relativa de uma das partes não 
pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos cointeressados capazes, salvo se, 
neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum”. 
A alternativa D está incorreta, conforme o art. 166, inc. II: “É nulo o negócio jurídico quando for ilícito, 
impossível ou indeterminável o seu objeto”. 
A alternativa E está incorreta, de acordo com o art. 181: “Ninguém pode reclamar o que, por uma obrigação 
anulada, pagou a um incapaz, se não provar que reverteu em proveito dele a importância paga”. 
12. (TRT 16ª Região / TRT 16ª Região - 2015) Assinale a opção CORRETA no que se refere a disposições 
gerais do Código Civil: 
a) Caso um profissional que tenha negócios nas cidades A, B e C seja demandado judicialmente por fato 
ocorrido na cidade C e a demanda tenha relação com o exercício de sua profissão, essa cidade será 
considerada o domicílio do profissional para esse fim. 
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b) A teoria da realidade objetiva não confere à pessoa jurídica, existência real, imaginando-a como mera 
abstração, mera criação legal. Segundo essa teoria, somente os sujeitos dotados de vontade poderiam, por 
si mesmos, titularizar direitos subjetivos. 
c) A lei é extremamente clara ao referir que a sua existência legal começa a partir do registro, de maneira 
que a preterição dessa solenidade implica o reconhecimento somente da sociedade irregular ou de fato, 
desprovida de personalidade jurídica e incapaz de firmar obrigações perante terceiros. 
d) O domicílio civil do indivíduo é conceituado pelo nosso Código Civil como o local onde ele estabelece 
residência ou estabelece como centro de suas atividades profissionais, ainda que com ânimo temporário. 
e) O encargo, como regra, suspende a aquisição e o exercício do direito, de modo que a sua ausência de 
cumprimento impedirá a transferência do direito ao qual faria jus o seu destinatário. 
Comentários 
A alternativa A está correta, como dispõe o art. 72, parágrafo único: “Se a pessoa exercitar profissão em 
lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem”. 
A alternativa B está incorreta, de acordo com a Teoria da Realidade Técnica, adotada pelo art. 45: “Começa 
a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo 
registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no 
registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo”. 
A alternativa C está incorreta, dado que a despeito de a sociedade não estar personificada, pode ela contrair 
obrigações com terceiros. 
A alternativa D está incorreta, pela previsão final do art. 70: “O domicílio da pessoa natural é o lugar onde 
ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo”. 
A alternativa E está incorreta, segundo o art. 136: “O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do 
direito, salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição 
suspensiva”. 
13. (VUNESP / TJ(SP) - 2014) Com relação às nulidades do negócio jurídico disciplinadas no artigo 166 
do Código Civil, é correto dizer: 
a) As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico ou de seus efeitos e 
as encontrar provadas. 
b) O juiz pode suprir as nulidades, desde que a requerimento das partes. 
c) Só podem ser alegadas pelos próprios contratantes. 
d) O tema referente a nulidade absoluta não é de ordem pública. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pela dicção do art. 168, parágrafo único: “As nulidades devem ser pronunciadas 
pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas, não lhe sendo 
permitido supri-las, ainda que a requerimento das partes”. 
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A alternativa B está incorreta, dada a literalidade do supracitado art. 168. Frise-se que a conversão 
substancial do negócio jurídico nulo não afasta a aplicação desse dispositivo, pois por meio dela o juiz ou as 
partes não suprem a nulidade, mas apenas convertem o negócio. 
A alternativa C está incorreta, de acordo com o art. 168: “As nulidades dos artigos antecedentes podem ser 
alegadas por qualquer interessado, ou pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir”. 
A alternativa D está incorreta, pela conjugação do caput e do parágrafo único do art. 168, que, inclusive, 
permitem que qualquer interessado se manifeste a respeito da nulidade, por se tratar de matéria de ordem 
pública. 
14. (VUNESP / TJ(SP) - 2014) Assinale a opção correta. 
a) O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. 
b) Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito 
do negócio jurídico a evento futuro e certo. 
c) Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou resolutiva, não é permitido praticar os 
atos destinados a conservá-los. 
d) Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, adquire-se desde logo o direito a 
que ele visa. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pela literalidade do art. 131: “O termo inicial suspende o exercício, mas não a 
aquisição do direito”. 
A alternativa B está incorreta, já que a condição trata de evento futuro e incerto, sendo o termo futuro e 
certo. 
A alternativa C está incorreta, na dicção do art. 130: “Ao titular do direito eventual, nos casos de condição 
suspensiva ou resolutiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo”. 
A alternativa D está incorreta, segundo o art. 125: “Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição 
suspensiva, enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa”. 
Defensor 
15. (CESPE / DPE(AL) - 2017) Se, após uma tempestade, uma árvore cair sobre um veículo e causar 
danos a alguém, esse evento será classificado como: 
a) ato fato jurídico. 
b) ato unilateral. 
c) negócio jurídico. 
d) fato jurídico em sentido estrito. 
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e) ato jurídico em sentido estrito. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, já que o ato-fato jurídico é o ato em que a conduta humana é essencial para 
sua existência, mas o direito considera irrelevante a vontade ou não de praticá-los. 
A alternativa B está incorreta, sendo os atos são fontes de obrigações resultantes da expressão da vontade 
de uma única parte. 
A alternativa C está incorreta, pois o negócio jurídico se consubstancia em autorregramento da vontade (ou 
autonomia privada), em que se pode haver escolha de categoria jurídica e estruturação do conteúdo e 
eficácia. 
A alternativa D está correta, porque se trata de um acontecimento natural com repercussão no mundo 
jurídico. “Ao sofrer a incidência de norma jurídica juridicizante, a parte relevante do suporte fático é 
transportada para o mundo do direito, ingressando no plano da existência” (Marcos Bernardes de Mello). 
A alternativa E está incorreta, dado que o ato jurídico em sentido estrito é aqueleno qual a conduta humana 
é essencial para sua existência e que a vontade é também fundamental, todavia, diferencia-se do negócio 
jurídico, pois não se pode fazer escolha de categoria jurídica e os efeitos são estabelecidos por lei. 
16. (FCC / DPE(RS) - 2011) Incidência dos Institutos da prescrição e da decadência na teoria das 
invalidades do negócio jurídico. 
a) Segundo o Código Civil, as nulidades, por ofenderem interesse público, podem ser arguidas pelas partes, 
sendo vedado ao juiz conhecê-las de ofício em processo que verse sobre a validade de determinado negócio 
jurídico. 
b) O negócio jurídico nulo não convalesce pelo decurso do tempo, razão pela qual apenas as anulabilidades 
estão sujeitas a prazos prescricionais. 
c) A invalidade do instrumento contratual induz necessariamente a invalidade do negócio jurídico. 
d) A decretação judicial é necessária para o reconhecimento de nulidades e anulabilidades, pois estas 
espécies de vícios não têm efeito antes de julgados por sentença. 
e) Respeitada a intenção das partes, é cabível a manutenção do negócio jurídico no caso de reconhecimento 
de invalidade parcial, a qual não o prejudicará na parte válida se desta for separável. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, por aplicação inversa do art. 177: “A anulabilidade não tem efeito antes de 
julgada por sentença, nem se pronuncia de ofício; só os interessados a podem alegar, e aproveita 
exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade”. 
A alternativa B está incorreta. Cuidado! O art. 169 assim estabelece: “O negócio jurídico nulo não é suscetível 
de confirmação, nem convalesce pelo decurso do tempo”. No entanto, há exceções, como se as veem 
espraiadas ao longo da aula. 
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A alternativa C está incorreta, porque a norma expressa do art. 183 estabelece que “A invalidade do 
instrumento não induz a do negócio jurídico sempre que este puder provar-se por outro meio”. 
A alternativa D está incorreta, pois, por força de aplicação do art. 177 somente a anulabilidade não tem 
efeito antes de julgada por sentença. 
A alternativa E está correta, já que, de acordo com o art. 184: “Respeitada a intenção das partes, a invalidade 
parcial de um negócio jurídico não o prejudicará na parte válida, se esta for separável; a invalidade da 
obrigação principal implica a das obrigações acessórias, mas a destas não induz a da obrigação principal.” 
17. (CESPE / DPE(BA) - 2010) 
Tanto nos casos de declaração de nulidade quanto nos de decretação de anulação do negócio jurídico, ocorre 
o retorno das partes à situação anterior. 
Comentários 
O item está correto, já que na invalidação do ato, seja tal invalidade decorrente de uma nulidade, seja ela 
decorrente de anulabilidade, o objetivo é exatamente retornar as coisas ao estado anterior. 
18. (CESPE / DPE(ES) - 2009) 
Será nulo o negócio jurídico se o motivo determinante de uma das partes for ilícito. 
Comentários 
O item está incorreto, por aplicação do art. 166, inc. III: “É nulo o negócio jurídico quando o motivo 
determinante, comum a ambas as partes, for ilícito”. 
PROVAS 
Juiz 
19. (CONSULPLAN / TJ(MG) - 2018) Quanto às provas, segundo o Código Civil, analise as afirmativas a 
seguir. 
I. Os documentos redigidos em língua estrangeira não precisam ser traduzidos para o português para ter 
efeitos legais no Brasil. 
II. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários, porém, não tendo relação direta com as disposições principais ou com a legitimidade das partes, 
as declarações enunciativas não eximem os interessados do ônus de prová-las. 
III. A escritura pública, redigida em língua portuguesa e lavrada em notas de tabelião, é documento dotado 
de fé pública, fazendo prova plena, mesmo que o comparecente não saiba a língua nacional e, neste caso, 
desde que o tabelião entenda o idioma em que se expressa. 
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IV. O fato jurídico pode ser provado pela confissão que é irrevogável, porém, pode ser anulada se decorreu 
de erro de fato ou de coação. 
Estão corretas as afirmativas 
a) I, II, III e IV. 
b) I e IV, apenas. 
c) I, II e III, apenas. 
d) II, III e IV, apenas. 
Comentários 
O item I está incorreto, pois todos os documentos em língua estrangeira deverão ser traduzidos para o 
português para que passem a poder gerar efeitos legais no Brasil. É o que dispõe o art. 224. 
O item II está correto, pois traz o texto do art. 219, que assim dispõe: “As declarações constantes de 
documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários. Parágrafo único. Não tendo 
relação direta, porém, com as disposições principais ou com a legitimidade das partes, as declarações 
enunciativas não eximem os interessados em sua veracidade do ônus de prová-las”. 
O item III está correto, conforme preconiza o art. 215, caput (“A escritura pública, lavrada em notas de 
tabelião, é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena”, e seu §4º (“Se qualquer dos 
comparecentes não souber a língua nacional e o tabelião não entender o idioma em que se expressa, deverá 
comparecer tradutor público para servir de intérprete, ou, não o havendo na localidade, outra pessoa capaz 
que, a juízo do tabelião, tenha idoneidade e conhecimento bastantes”). 
O item IV está correto, uma vez que traz em seu texto a aplicação cumulativa do art. 212 – que coloca a 
confissão como meio de prova aceito pelo direito civil – e do art. 214 – que dispõe que a confissão é 
irrevogável, mas passível de anulação quando decorrer de erro de fato ou de coração. 
Portanto, a alternativa D é a correta, pois traz como verdadeiras as afirmativas II, III e IV. 
20. (TRT 2ª Região / TRT 2ª Região - 2016) É INCORRETO afirmar que, não havendo imposição legal de 
forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
a) Confissão. 
b) Presunção. 
c) Testemunha. 
d) Dedução 
e) Perícia. 
Comentários 
A alternativa A está correta, art. 212, inc. I: “Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico 
pode ser provado mediante confissão”. 
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A alternativa B está correta, art. 212, inc. IV: “Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico 
pode ser provado mediante presunção”. 
A alternativa C está correta, art. 212, inc. III: “Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico 
pode ser provado mediante testemunha”. 
A alternativa D está incorreta, já que “dedução” não está no rol do art. 212. 
A alternativa E está correta, art. 212, inc. V: “Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico 
pode ser provado mediante perícia”. 
21. (TRT 8ª Região / TRT 8ª Região - 2015) Quanto às reproduções eletrônicas de fatos ou de coisas no 
Código Civil Brasileiro, é CORRETO afirmar que: 
a) São consideradas prova apenas quando improcedente a impugnação sobre sua exatidão. 
b) São válidas como prova plena de fatos ou de coisas desde que acompanhadas de outro meio probante. 
c) Têm presunção de prova juris et de jure. 
d) Não são consideradas prova, se não demonstrada sua fonte de registro, reprodução ou divulgação. 
e) São consideradas prova plena, se a parte, contra quem forem exibidas, não lhes impugnar a exatidão. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que pode a prova não ser impugnada. 
A alternativa B está incorreta, sendo desnecessário outraprova. 
A alternativa C está incorreta, já que a presunção é juris tantum (relativa), apenas. 
A alternativa D está incorreta, não se exigindo indicação “bibliográfica” da prova. 
A alternativa E está correta, como dispõe o art. 225: “As reproduções fotográficas, cinematográficas, os 
registros fonográficos e, em geral, quaisquer outras reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de 
coisas fazem prova plena destes, se a parte, contra quem forem exibidos, não lhes impugnar a exatidão”. 
22. (FCC / TJ(SE) - 2015) A escritura pública lavrada em notas de Tabelião, 
a) faz prova plena, mas não é documento dotado de fé pública, podendo ser impugnada por qualquer 
interessado. 
b) é documento dotado de fé pública, mas não faz prova plena, porque o convencimento do juiz é livre. 
c) é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena. 
d) firma presunção absoluta de veracidade do que nele constar, por ser documento dotado de fé pública. 
e) é documento público, mas não dotado de fé pública, porque o Tabelião exerce suas funções em caráter 
privado, por delegação do Estado, por isso, também, não faz prova plena. 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo o art. 215: “A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é 
documento dotado de fé pública, fazendo prova plena”. 
A alternativa B está incorreta, pelas mesmas razões supramencionadas. 
A alternativa C está correta, igualmente, pela previsão literal do ar. 215 supracitado. 
A alternativa D está incorreta, já que sua forma pública lhe dota de presunção relativa de veracidade, que 
pode ser infirmada pelo interessado. 
A alternativa E está incorreta, mais uma vez, pela previsão do mencionado art. 215. 
23. (FCC / TJ(AL) - 2015) Em ação de investigação de paternidade, recusando-se o suposto pai a 
submeter-se a exame de DNA, 
a) poderá ele aproveitar-se de sua recusa, porque haverá apenas presunção relativa de paternidade. 
b) não poderá aproveitar-se da recusa, mas não corre contra ele presunção absoluta de paternidade. 
c) não poderá ser suprida a prova que se pretendia obter com o exame. 
d) corre contra ele presunção absoluta de paternidade. 
e) não poderá ele produzir qualquer outra prova que infirme a paternidade. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo o art. 231: “Aquele que se nega a submeter-se a exame médico 
necessário não poderá aproveitar-se de sua recusa”. 
A alternativa B está correta, como definiu o STJ na Súmula 301: “Em ação investigatória, a recusa do suposto 
pai a submeter-se ao exame de DNA induz presunção juris tantum de paternidade”. 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 232: “A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá 
suprir a prova que se pretendia obter com o exame”. 
A alternativa D está incorreta, como se extrai da referida Súmula do STJ. 
24. (VUNESP / TJ(MS) - 2015) Assinale a alternativa correta no que tange às provas e seus meios de 
produção, de acordo com a legislação civil aplicável e entendimento jurisprudencial sobre a matéria. 
a) A confissão prevalece sobre os demais meios de prova e a prova documental, em regra, prevalece sobre a 
prova testemunhal. 
b) Os relativamente incapazes podem ser admitidos como testemunhas, desde que não haja outra causa 
impeditiva. 
c) Admite-se a prova exclusivamente testemunhal para os negócios jurídicos cujo valor não ultrapasse o 
décuplo do maior salário-mínimo vigente no país, desde que a testemunha não seja única. 
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d) Não se presume verdadeiro aquilo que consta em ata notarial, pois a fé pública do notário não alcança 
esse tipo de documento. 
e) A recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA implica na presunção juris et de jure de 
paternidade. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que, a rigor, as provas não têm prevalência umas sobre as outras, mas 
se complementam. 
A alternativa B está correta, já que, pela previsão do art. 228, inc. I, somente os absolutamente incapazes 
são “intestemunháveis”, mas não os relativamente. 
A alternativa C está incorreta, porque não mais subsiste a regra do art. 227, revogado pelo CPC/2015 (“Art. 
442. A prova testemunhal é sempre admissível, não dispondo a lei de modo diverso”). 
A alternativa D está incorreta, pois as atas notariais, regradas pelos arts. 6º e 7º da Lei Federal 8.935/1994, 
são dotadas de fé-pública. 
A alternativa E está incorreta, porque a presunção é meramente relativa (juris tantum) e não absoluta. 
25. (CESPE / TRF 2ª REGIÃO - 2013) 
A prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos cujo valor não ultrapasse vinte 
vezes o maior salário mínimo vigente no país ao tempo em que esses negócios tenham sido celebrados. 
Comentários 
O item está incorreto, pela revogação do art. 227 do CC/2002 e pela previsão expressa do art. 442 do 
CPC/2015: ”A prova testemunhal é sempre admissível, não dispondo a lei de modo diverso”. 
26. (FCC / TRT 18ª REGIÃO - 2012) Considere as afirmações: 
I. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários. 
II. Se algum dos comparecentes à lavratura da escritura pública não for conhecido do tabelião, nem puder 
identificar-se por documento, não poderá participar do ato. 
III. Os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos públicos, se os originais se houverem produzido 
em juízo como prova de algum ato. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, II e III. 
b) I e III, apenas. 
c) II, apenas. 
d) I e II, apenas. 
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e) II e III, apenas. 
Comentários 
O item I está correto, de acordo com o art. 219: “As declarações constantes de documentos assinados 
presumem-se verdadeiras em relação aos signatários”. 
O item II está incorreto, segundo o art. 215, §5º: “Se algum dos comparecentes não for conhecido do 
tabelião, nem puder identificar-se por documento, deverão participar do ato pelo menos duas testemunhas 
que o conheçam e atestem sua identidade”. 
O item III está correto, conforme o art. 218: “Os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos 
públicos, se os originais se houverem produzido em juízo como prova de algum ato”. 
Portanto, a alternativa B é a correta. 
27. (NC(UFPR) / TJ(PR) - 2012) Com base na Parte Geral do Código Civil brasileiro, é correto afirmar: 
a) No que concerne a matéria de provas, pode-se dizer que as presunções legais não são admitidas nos casos 
em que a lei exclui a prova testemunhal. 
b) Os bens públicos dominicais não estão sujeitos a usucapião e não podem ser alienados. 
c) Em relação às fundações, caberá ao Ministério Público Federal velar por elas caso a fundação atue em 
mais de um estado. 
d) Os contratos escritos podem conter cláusula que especifique o domicílio onde se exercitem e cumpram 
os direitos e obrigações resultantes do contrato. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, mesmo na dicção do REVOGADO art. 230 (“As presunções, que não as legais, 
não se admitem nos casos em que a lei exclui a prova testemunhal”), e mais incorreta agora, já que essa 
previsão sequer existe mais. 
A alternativa B está incorreta, de acordo com o art. 101: “Os bens públicos dominicais podem ser alienados, 
observadas as exigências da lei”. 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 66, §2º: “Se estenderem a atividade por mais de um Estado, 
caberá o encargo, em cada um deles, ao respectivoMinistério Público”. 
A alternativa D está correta, na literalidade do art. 78: “Nos contratos escritos, poderão os contratantes 
especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes”. 
28. (CESPE / TJ(CE) - 2012) Acerca da prova, no âmbito civil, assinale a opção correta. 
a) No caso de fraude contra credor, a má-fé não pode ser presumida. 
b) Se a prova for obtida ilicitamente, será vedado ao juiz permitir sua utilização. 
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c) O fato de uma pessoa ter sido testemunha em determinado contrato não constitui impedimento para ela 
testemunhar em juízo. 
d) Caso o declarante se equivoque sobre a natureza do negócio jurídico, a confissão poderá ser revogada. 
e) Cópia autenticada de título de crédito é considerada prova hábil quando perdido o título. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pela literalidade dos arts. 163 (“Presumem-se fraudatórias dos direitos dos 
outros credores as garantias de dívidas que o devedor insolvente tiver dado a algum credor”) e 164 
(“Presumem-se, porém, de boa-fé e valem os negócios ordinários indispensáveis à manutenção de 
estabelecimento mercantil, rural, ou industrial, ou à subsistência do devedor e de sua família”). 
A alternativa B está incorreta, porque, excepcionalmente, a prova ilícita pode ser utilizada no processo, seja 
no penal (muito mais excepcionalmente), seja no civil (nem tão excepcionalmente assim), segundo 
controvertidas decisões do STJ (HC 3.982/RJ) e do STF (HC 70.814/STF), que afastam a absolutização do art. 
5º, inc. LVI da CF/1988, por aplicação da atualização constitucional (Verfassungsaktualisierung), da 
razoabilidade (reasonbleness) e regra de exclusão (exclusionary rule). 
A alternativa C está correta, porque inexiste na norma qualquer limitação a esse respeito. 
A alternativa D está incorreta, pela norma do art. 214: “A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se 
decorreu de erro de fato ou de coação”. 
A alternativa E está incorreta, por força do art. 223, parágrafo único: “A prova não supre a ausência do título 
de crédito, ou do original, nos casos em que a lei ou as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à 
sua exibição”. 
29. (CESPE / TRF 2ª REGIÃO - 2011) Assinale a opção correta de acordo com as normas do direito civil 
no que se refere à prova. 
a) É defeso ao juiz requisitar documentos protegidos por sigilo legal. 
b) A confissão poderá ser revogada caso seja realizada com vício de consentimento 
c) Não será reconhecida força probante ao traslado conferido por serventuário sem poderes para tanto. 
d) É aceita no processo a gravação de conversa por um dos interlocutores, sem o conhecimento do outro 
e) A jurisprudência do STJ admite interceptação telefônica em sede cível. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, como fica claro 38, §1º da Lei 4.595/1964: “As informações e esclarecimentos 
ordenados pelo Poder Judiciário, prestados pelo Banco Central do Brasil ou pelas instituições financeiras, e 
a exibição de livros e documentos em juízo, se revestirão sempre do mesmo caráter sigiloso, só podendo a 
eles ter acesso as partes legítimas na causa, que deles não poderão servir-se para fins estranhos à mesma”. 
A alternativa B está incorreta, segundo o art. 214: “A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se 
decorreu de erro de fato ou de coação”. 
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A alternativa C está incorreta, já que, segundo o art. 217 (“Terão a mesma força probante os traslados e as 
certidões, extraídos por tabelião ou oficial de registro, de instrumentos ou documentos lançados em suas 
notas”), não há que se distinguir o serventuário com ou sem poderes. Posteriormente, porém, por 
procedimento próprio, pode-se requerer a nulidade do traslado. 
A alternativa D está correta, conforme a jurisprudência do STJ: “GRAVAÇÃO AMBIENTAL. CAPTAÇÃO DE 
ÁUDIO E IMAGEM REALIZADA POR UM DOS INTERLOCUTORES. DESCONHECIMENTO DO OUTRO (ORA 
PACIENTE). CONVERSA GRAVADA NA RESIDÊNCIA DO ACUSADO. LICITUDE DA PROVA (HC 222.818/MS, Rel. 
Ministro GURGEL DE FARIA, Quinta Turma, julgado em 18/11/2014, DJe 25/11/2014)”. 
A alternativa E está incorreta, porque o STJ, numa decisão isolada, certa vez permitiu a interceptação, tão 
somente (RMS 17.488). 
30. (CESPE / TRF 5ª REGIÃO - 2011) No curso de determinado processo, o réu, em depoimento pessoal, 
confessou fato contrário a seu interesse. Em momento seguinte à coleta da prova, foi juntada aos autos a 
informação de que à época o réu já era absolutamente incapaz. 
Nessa situação hipotética, a confissão é 
a) inexistente, porque carece de elemento essencial. 
b) inadmissível, mas pode servir ao convencimento do juiz conforme sua avaliação. 
c) inválida para todos os fins. 
d) admissível e vincula a decisão do juiz acerca do fato confessado. 
e) admissível, mas não vincula a decisão do juiz, que é livre para valorar as provas. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, ainda que apresente problemas, existiram objeto, sujeito e forma na 
confissão havida. 
A alternativa B está correta, porque o art. 213 (“Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é 
capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados”) determina a ineficácia da confissão 
enquanto tal, ou seja, reputa-a inadmissível como confissão, mas não a invalida, pelo que pode o juiz valorá-
la talqualmente um testemunho. 
A alternativa C está incorreta, pois se anula apenas nos casos do art. 214: “A confissão é irrevogável, mas 
pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação”. 
A alternativa D está incorreta, por conta do já supracitado art. 213. 
A alternativa E está incorreta, mais uma vez, de acordo com o art. 213. 
31. (TRT 15ª REGIÃO / TRT 15ª REGIÃO - 2011) Assinale a alternativa correta: 
a) o fato jurídico pode ser provado, sem exceção, mediante: confissão, documento, testemunha, presunção 
e perícia; 
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b) os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos públicos, se os originais se houverem produzido 
em juízo como prova de algum ato; 
c) as presunções, que não as legais, são admitidas nos casos em que a lei exclui a prova testemunhal; 
d) o terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que 
pagar, sub-rogando-se nos direitos do credor; 
e) se o devedor pagar ao credor, apesar de intimado da penhora feita sobre o crédito, ou da impugnação a 
ele oposta por terceiros, o pagamento não valerá contra estes, que poderão constranger o devedor a pagar 
de novo, vedado o regresso contra o credor. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pela primeira parte do art. 212: “Salvo o negócio a que se impõe forma 
especial, o fato jurídico pode ser provado...”. 
A alternativa B está correta, conforme o art. 218: “Os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos 
públicos, se os originais se houverem produzido em juízo como prova de algum ato”. 
A alternativa C está incorreta, segundo a previsão do art. 230, REVOGADO pelo CPC/2015. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com o art. 305: “O terceiro não interessado, que paga a dívida em 
seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor”. 
A alternativa E está incorreta, na literalidade da parte final do art. 312: “Se o devedor pagar ao credor, apesar 
de intimado da penhora feita sobre o crédito, ou da impugnaçãoa ele oposta por terceiros, o pagamento 
não valerá contra estes, que poderão constranger o devedor a pagar de novo, ficando-lhe ressalvado o 
regresso contra o credor”. 
Defensor 
32. (FCC / DPE(AM) - 2013) Em relação à prova é correto afirmar que 
a) a recusa ao exame de DNA, quando ordenado pelo juiz, gera presunção relativa de paternidade. 
b) os fatos jurídicos não podem ser provados por presunção. 
c) é sempre nula a convenção que distribui de maneira diversa o ônus da prova. 
d) o interrogatório das partes não pode ser determinado de ofício. 
e) os documentos podem ser juntados a qualquer momento ao processo, sejam novos ou não. 
Comentários 
A alternativa A está correta, a teor do art. 231: “Aquele que se nega a submeter-se a exame médico 
necessário não poderá aproveitar-se de sua recusa”. 
A alternativa B está incorreta, já que a presunção é meio de prova, a exemplo do art. 219: “As declarações 
constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários”. 
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A alternativa C está incorreta, conforme o art. 357, inc. III do CPC: “Não ocorrendo nenhuma das hipóteses 
deste Capítulo, deverá o juiz, em decisão de saneamento e de organização do processo definir a distribuição 
do ônus da prova, observado o art. 373”. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com a regra expressa do art. 385 do CPC: “Cabe à parte requerer o 
depoimento pessoal da outra parte, a fim de que esta seja interrogada na audiência de instrução e 
julgamento, sem prejuízo do poder do juiz de ordená-lo de ofício”. 
A alternativa E está incorreta, consoante o art. 435 do CPC: “É lícito às partes, em qualquer tempo, juntar 
aos autos documentos novos, quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados ou 
para contrapô-los aos que foram produzidos nos autos.” 
33. (CESPE / DPE(ES) - 2012) 
Admite-se prova exclusivamente testemunhal para comprovar os efeitos decorrentes do contrato firmado 
entre as partes. 
Comentários 
O item está incorreto, por aplicação do art. 227, parágrafo único: “Qualquer que seja o valor do negócio 
jurídico, a prova testemunhal é admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito”. 
34. (CESPE / DPE(SE) - 2012) No que diz respeito às provas, assinale a opção correta. 
a) Segundo estatui o Código Civil brasileiro, ninguém está obrigado a produzir prova contra si; portanto, à 
pessoa é garantido o direito de se negar a submeter-se a exame médico necessário, sem qualquer 
consequência. 
b) Os contratos firmados por instrumento particular feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja 
na livre disposição e administração de seus bens, provam as obrigações convencionais, independentemente 
do seu valor, e os seus efeitos se operam em relação a terceiros, independentemente de qualquer registro. 
c) A confissão, ato irrevogável, pode ser anulada se decorrer de erro de fato ou de coação e não terá eficácia 
se provier de quem não seja capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados. 
d) A lei impede que sirvam como testemunhas aquele que tiver interesse no litígio e o amigo íntimo ou 
inimigo capital de qualquer das partes, podendo, contudo, o juiz, à sua conveniência, determinar o 
depoimento dessas pessoas. 
e) Em se tratando das obrigações provenientes de contrato, não se admite, ainda que subsidiariamente, a 
prova testemunhal caso o valor do negócio jurídico ultrapasse, na ocasião da celebração do contrato, o 
décuplo do maior salário mínimo vigente no país. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo o art. 231: “Aquele que se nega a submeter-se a exame médico 
necessário não poderá aproveitar-se de sua recusa”. 
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A alternativa B está incorreta, conforme o art. 221: “O instrumento particular, feito e assinado, ou somente 
assinado por quem esteja na livre disposição e administração de seus bens, prova as obrigações 
convencionais de qualquer valor; mas os seus efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito de 
terceiros, antes de registrado no registro público”. 
A alternativa C está correta, pela conjugação do art. 213 (“Não tem eficácia a confissão se provém de quem 
não é capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados”) com o art. 214 (“A confissão é 
irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação”). 
A alternativa D está incorreta, já que o depoimento dessas pessoas não ocorre por mera conveniência do 
juiz, de acordo com o art. 228, §1º: “Para a prova de fatos que só elas conheçam, pode o juiz admitir o 
depoimento das pessoas a que se refere este artigo”. 
A alternativa E está incorreta, na dicção do art. 227, parágrafo único: “Qualquer que seja o valor do negócio 
jurídico, a prova testemunhal é admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito”. 
LISTA DE QUESTÕES 
TEORIA DO FATO JURÍDICO 
Juiz 
1. (VUNESP – TJ/AC – Juiz Substituto – 2019) Assinale a alternativa correta sobre os defeitos e validade 
dos negócios jurídicos. 
a) Anulado o negócio jurídico realizado em fraude contra credores, a vantagem resultante será revertida em 
favor do autor da ação pauliana. 
b) É anulável o negócio jurídico quando o seu motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito. 
c) É absolutamente nula a obrigação, excessivamente onerosa, assumida por alguém que necessita salvar-se 
de grave dano conhecido da outra parte. 
e) É válido o negócio jurídico de compra e venda de bem imóvel (de valor superior a trinta vezes o maior 
salário-mínimo vigente no país), com pacto de alienação fiduciária em garantia, realizado por meio de 
instrumento particular. 
2. (FCC – TJ/AL – Juiz Substituto – 2019) De acordo com o Código Civil, o negócio cujo objeto, ao tempo 
da celebração, é impossível 
a) é nulo de pleno de direito, ainda que se trate de impossibilidade relativa. 
b) terá validade se a impossibilidade inicial do objeto cessar antes de realizada a condição a que ele estiver 
subordinado. 
c) é valido, ainda que se trate de impossibilidade absoluta, desde que ela não tenha sido criada por nenhuma 
das partes. 
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d) é válido, porém ineficaz, ainda que se trate de impossibilidade absoluta. 
e) é nulo de pleno direito, porém eficaz, desde que se trate de impossibilidade relativa. 
3. (CESPE – TJ/SC – Juiz Substituto – 2019) A declaração enganosa de vontade que vise à produção, no 
negócio jurídico, de efeito diverso do apontado como pretendido consiste em defeito denominado 
a) simulação. 
b) erro. 
c) dolo. 
d) lesão. 
e) reserva mental. 
4. (CESPE – TJ/CE – Juiz Estadual Substituto – 2018) Elemento acidental do negócio jurídico, a condição 
possui, entre outras, as seguintes características: 
a) impositividade e certeza. 
b) acessoriedade e voluntariedade. 
c) legalidade e futuridade. 
d) involuntariedade e incerteza. 
e) legalidade e brevidade. 
5. (CESPE – TJ/CE – Juiz Estadual Substituto – 2018) Maria decidiu alugar um imóvel de sua 
propriedade para Ana, que, no momento da assinatura do contrato, tinha dezessete anos de idade. Nessa 
situação hipotética, o contrato celebrado pelas partes é 
a) nulo, uma vez que foi firmado por pessoa absolutamente incapaz, condição que pode servir de argumento 
para Ana extinguir o contrato. 
b) anulável, portanto passível de convalidação, ressalvado direito de terceiros. 
c) válido, desdefuncionamento das regras do 
Código. Isso permitiu a construção de um sistema jurídico de Direito Privado que obedece a premissas 
“lógicas”. Parte fundamental desse trabalho sem paralelo está assentado precisamente na Teoria do Fato 
Jurídico por Pontes de Miranda criada. 
Eu, evidentemente, não me aprofundarei com o mesmo grau dele no tema. Isso porque isso tomaria tempo 
em demasia de alguém que está se preparando para um certame. De qualquer forma, eu indico fortemente 
que, se for o caso, você, tendo disponibilidade de tempo, estude a teoria a partir da obra de Marcos 
Bernardes de Mello, em sua trilogia sobre o fato jurídico. Vale a pena. 
No mais, as provas não cobrarão a teoria em si, mas suas consequências. Compreender bem a teoria 
ponteana, porém, facilita enormemente sua tarefa, já que ela, ao captar a “lógica” fundamental do Direito, 
permite enxergar os fenômenos jurídicos de maneira... “lógica”, evitando que você tenha que decorar muitos 
dispositivos legais. 
E qual é o ponto do seu Edital que eu analisarei nesta aula? Veja: 
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Fato jurídico 
 
 
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TEORIA GERAL 
IV. TEORIA DO FATO JURÍDICO 
1. NOÇÕES GERAIS 
Essa parte da disciplina não costuma cair isoladamente nas provas, à exceção dos chamados vícios de 
vontade e da prescrição e da decadência. Ainda assim, a compreensão adequada da Teoria do Fato Jurídico 
fará você compreender com muito mais facilidade a sequência do Direito Civil. Por isso, é muito importante 
retomarmos algumas noções gerais do fato jurídico. 
Dentro do mundo fático, alguns fatos são adjetivados pela incidência da norma jurídica e se tornam fatos 
especiais: são os fatos jurídicos. A norma jurídica imputa efeitos a determinados fatos, portanto. Por isso, 
um mesmo fato pode ter diferentes efeitos, a depender de certos fatores. 
Cuidado para não inverter o raciocínio. Frequentemente eu escuto que “certos fatos são irrelevantes, pelo 
que o ordenamento...”. Ora, esse é um juízo de valor incompatível com a Teoria do Fato Jurídico. 
Determinado fato pode ser socialmente muito relevante, mas juridicamente irrelevante, ou vice-versa. 
Vide o exemplo das uniões homoafetivas. Relevantíssimas socialmente, mas por muito tempo relegadas a 
um plano de irrelevância jurídica. Ao contrário, o perdão da vítima (mulher), por crime de violência, 
relevantíssimo socialmente, mas irrelevante na persecução criminal do ofensor. 
Por vezes, mesmo dentro do ordenamento jurídico um fato perde importância num ramo, mas não em outro. 
“Pular a cerca” já foi muito importante para o Direito Penal (tipo penal) e para o Direito de Família (causa 
para o divórcio); hoje, porém, limita-se à Responsabilidade Civil. 
Ou seja, para a Teoria do Fato Jurídico, se os fatos são ou não relevantes para fora do Direito isso é 
irrelevante. O Direito, por razões extrajurídicas, capta determinados fatos do mundo concreto e os eleva à 
categoria “jurídica”, mas não faz isso com todos eles. 
A responsabilidade civil é profícua a respeito, já que frequentemente a jurisprudência é chamada a responder 
à questão: “essa conduta é relevante juridicamente?”; vale dizer, criará ela o dever de indenizar? Talvez para 
a pessoa em questão ter sido barrada na festa porque o segurança disse que sua roupa era inapropriada ao 
recinto tenha efetivamente sido motivo de desgosto; para o Direito, porém, não. 
Como eu disse, o mesmo fato pode ter variadas consequências jurídicas. Por exemplo, entregar um presente 
a alguém tem, em geral, determinados efeitos previstos no contrato de doação; presentear um juiz, dias 
antes do meu julgamento, tem outros efeitos; presentear alguém com um bem de uma pessoa jurídica que 
se encontra em processo falimentar, outros efeitos; presentear um amigo com uma cartela de ecstasy, 
outros; presentar minha mãe com o produto de um crime, outros; presentear um consumidor com um 
produto defeituoso, outro, completamente diferente; e assim por diante. 
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Segundo a Teoria do Fato Jurídico trazida por Marcos Bernardes de Mello, a partir da obra de Francisco 
Cavalcanti Pontes de Miranda, a inserção dos fatos no mundo jurídico ocorre na seguinte sequência: 
a) Definição, pela norma, das hipóteses fáticas 
Trata-se da definição normativa hipotética do fato jurídico. Ou seja, a lei prevê, hipoteticamente, 
determinados eventos. 
b) Concreção da hipótese no mundo fático 
Independentemente da definição normativa, o fato ocorre no mundo real, já que os fatos concretos ocorrem 
existindo ou não previsão legal a respeito do assunto. 
c) Consequente juridicização pela incidência da norma (imputação) e entrada do fato no plano da 
existência no mundo jurídico 
Em outras palavras, a norma jurídica incide sobre o fato que ocorreu no mundo real, tornando aquele fato 
um fato jurídico e levando-o ao mundo jurídico. É precisamente aqui que se vê a quais fatos o Direito dá 
relevância ou não. A juridicização é destinada apenas àqueles fatos concretos que o Direito decotou da 
realidade. 
d) Passagem do fato (juridicamente) existente ao plano da validade 
O fato pode ser válido, nulo ou anulável. Em outras palavras, o fato real (que existe no mundo real apenas), 
passa a existir e valer dentro do mundo jurídico (existe juridicamente falando, não apenas na realidade). 
e) Chegada do fato jurídico existente e válido ao plano da eficácia 
Aqui, haverá a verificação dos efeitos que o fato terá, pela adjetivação jurídica. O fato, agora jurídico, já existe 
e é válido, mas eu ainda preciso verificar se ele realmente produz o efeito jurídico que eu desejei, ou se 
produz, ao menos, algum efeito jurídico outro, ainda que não desejado. 
Cuidado! Não confunda eficácia (que é a imposição de determinados efeitos pelo Direito) com efetividade 
(que é o fato de os efeitos prescritos serem respeitados pela comunidade). Por exemplo, diz-se que a norma 
jurídica que prescreve dada punição ao jogo do bicho tem eficácia (produz determinados efeitos, como, por 
exemplo, a possibilidade de o Estado perseguir o contraventor e tomar seus bens), mas não efetividade 
(apesar de o Estado poder fazer isso, não faz). 
 
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Matematicamente, para Pontes de Miranda: 
 
 
Se ocorre um determinado fato no mundo real (por exemplo, eu assino um documento), e esse fato é o 
suporte fático suficiente (esse papel é um contrato de locação, na forma da lei), há a incidência da norma e 
criam-se consequentes efeitos, pelo preceito (eu passo a dever aluguel, conforme o art. 565 do CC/2002: 
“Na locação de coisas, uma das partes se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso e 
gozo de coisa não fungível, mediante certa retribuição”). 
Em outras palavras, se o fato da vida real é suficiente para preencher um suporte, eu aplico o 
preceito (a norma jurídica): é suficiente que eu assine o tal documento para que o art. 565 seja 
aplicado? Sim. Então, aplique! 
Agora, nem sempre um fato que existe na realidade fática (eu doei a minha casa para você, 
mediante um aperto de mão), atrairá a aplicação de um preceito (art. 538 do CC/2002: 
“Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou 
vantagens para o de outra”).que tenha sido formalizado por escritura pública, visto que tem por objeto um imóvel. 
d) nulo, porque Ana deveria ter sido representada por um de seus genitores. 
e) válido, ainda que Ana não possua capacidade de direito para celebrar o contrato de aluguel. 
6. (TRT 4ª REGIÃO / TRT 4ª REGIÃO(RS) - 2016) Assinale a assertiva correta sobre negócio jurídico. 
a) É anulável o negócio jurídico quando não revestir a forma prescrita em lei. 
b) Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar onde se dará seu 
cumprimento. 
c) O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, mas convalesce pelo decurso do tempo. 
d) O negócio jurídico anulável pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro. 
e) O termo inicial suspende a aquisição do direito. 
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7. (FCC / TJ(PI) - 2015) Quando o testamento foi aberto, Rubião quase caiu para trás. Advinhas por 
quê. Era nomeado herdeiro universal do testador. Não cinco, nem dez, nem vinte contos, mas tudo, o 
capital inteiro, especificados os bens, casa na Corte, uma em Barbacena, escravos, apólices, ações do 
Banco do Brasil e de outras instituições, joias, dinheiro amoedado, livros − tudo finalmente passava às 
mãos do Rubião, sem desvios, sem deixas a nenhuma pessoa, nem esmolas, nem dívidas. Uma só condição 
havia no testamento, a de guardar o herdeiro consigo o seu pobre cachorro Quincas Borba, nome que lhe 
deu por motivo da grande afeição que lhe tinha. Exigia do dito Rubião que o tratasse como se fosse a ele 
próprio testador, nada poupando em seu benefício, resguardando-o de moléstias, de fugas, de roubo ou 
de morte que lhe quisessem dar por maldade; cuidar finalmente como se cão não fosse, mas pessoa 
humana. Item, impunha-lhe a condição, quando morresse o cachorro, de lhe dar sepultura decente, em 
terreno próprio, que cobriria de flores e plantas cheirosas; e mais desenterraria os ossos do dito cachorro, 
quando fosse tempo idôneo, e os recolheria a uma urna de madeira preciosa para depositá-los no lugar 
mais honrado da casa. (Assis, Machado de. Quincas Borba. p. 25. Saraiva, 2011). 
As exigências feitas a Rubião consubstanciam 
a) termo final. 
b) condição resolutiva. 
c) condição suspensiva. 
d) termo inicial. 
e) encargo. 
8. (TRT 16ª REGIÃO / TRT 16ª REGIÃO(MA) - 2015) Acerca da condição, do termo e do encargo, é 
CORRETO afirmar que: 
a) Termo essencial é a cláusula acessória inserida no negócio jurídico em que não se permite o seu 
cumprimento fora do advento do termo fixado, por não mais interessar ao credor. 
b) Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito 
do negócio jurídico a evento futuro e certo. 
c) Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou resolutiva, será sempre vedada a 
prática de quaisquer atos, enquanto não satisfeita a condição, mesmo aqueles destinados a conservar o dito 
direito. 
d) O encargo sempre suspende a aquisição e o exercício do direito, sendo desnecessária a sua imposição 
expressa, no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva. 
e) No legado com encargo, se o herdeiro ou legatário descumprir o encargo, não será possível a revogação 
da liberalidade, em razão da falta de previsão legal. 
9. (FCC / TJ(AL) - 2015) É anulável 
a) o negócio que tenha por objetivo fraudar lei imperativa. 
b) o contrato que tem por objeto herança de pessoa viva. 
c) a troca de bens com valores desiguais entre ascendentes e descendentes sem o consentimento dos outros 
descendentes. 
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d) o negócio jurídico simulado. 
e) o negócio proibido por lei, que não lhe comina sanção. 
10. (TRT 8ª REGIÃO / TRT 8ª REGIÃO (PA e AP) - 2015) Quanto à validade e eficácia dos negócios e 
demais atos jurídicos, constituídos antes da entrada em vigor do atual Código Civil Brasileiro, assinale a 
alternativa CORRETA: 
a) O ato jurídico de criação das fundações, com quaisquer fins, instituídas segundo a legislação anterior à 
entrada em vigor do Código Civil atual, subordina-se, quanto ao seu funcionamento, ao Código Civil de 1916 
tendo em vista a eficácia temporal. 
b) É válida convenção firmada sob a égide do Código Civil de 1916, ainda que contrarie preceito de ordem 
pública estabelecido no novo Código Civil, desde que para assegurar a função social dos contratos e da 
propriedade. 
c) Os atos jurídicos de dissolução e liquidação de associações, sociedades, fundações, organizações religiosas, 
partidos políticos e empresas individuais de responsabilidade limitada, mesmo que inicialmente submetidos 
às regras do Código Civil de 1916, com a entrada em vigor do novo Código Civil, deverão amoldar-se às regras 
deste último. 
d) A validade dos negócios e demais atos jurídicos, constituídos antes da entrada em vigor do atual Código 
Civil Brasileiro, obedece ao disposto nas leis anteriores, Código Civil de 1916 (Lei nº 3.071/16) e Código 
Comercial (Lei nº 556/50), mas os seus efeitos, produzidos após a vigência do atual Código Civil Brasileiro, 
aos preceitos dele se subordinam, salvo se houver sido prevista pelas partes determinada forma de 
execução. 
e) As modificações dos atos constitutivos das associações, sociedades, fundações, organizações religiosas, 
partidos políticos e empresas individuais de responsabilidade limitada criadas na vigência do Código Civil 
anterior, bem como, a sua transformação, incorporação, cisão ou fusão, regem-se pelo Código Civil Brasileiro 
anterior tendo em vista a eficácia temporal. 
11. (FCC / TRT 6ª REGIÃO (PE) - 2015) Em relação ao negócio jurídico, 
a) quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação, 
será este de quatro anos, a contar sempre da data da conclusão do ato. 
b) a invalidade da obrigação principal implica a das obrigações acessórias, bem como a destas induz à 
invalidade da obrigação principal, dado o princípio da correspondência dos negócios jurídicos em geral. 
c) a incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem 
aproveita aos cointeressados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação 
comum. 
d) não ocorrendo a condição objetiva do negócio jurídico, ou seja, objeto lícito, possível, determinado ou 
determinável, a consequência jurídica será sua anulabilidade. 
e) ninguém pode reclamar o que, por uma obrigação anulada, pagou a um incapaz, mostrando-se irrelevante 
eventual prova de que reverteu em proveito dessa incapaz a importância paga. 
12. (TRT 16ª Região / TRT 16ª Região - 2015) Assinale a opção CORRETA no que se refere a disposições 
gerais do Código Civil: 
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a) Caso um profissional que tenha negócios nas cidades A, B e C seja demandado judicialmente por fato 
ocorrido na cidade C e a demanda tenha relação com o exercício de sua profissão, essa cidade será 
considerada o domicílio do profissional para esse fim. 
b) A teoria da realidade objetiva não confere à pessoa jurídica, existência real, imaginando-a como mera 
abstração, mera criação legal. Segundo essa teoria, somente os sujeitos dotados de vontade poderiam, por 
si mesmos, titularizar direitos subjetivos. 
c) A lei é extremamente clara ao referir que a sua existência legal começa a partir do registro, de maneira 
que a preterição dessa solenidade implica o reconhecimentosomente da sociedade irregular ou de fato, 
desprovida de personalidade jurídica e incapaz de firmar obrigações perante terceiros. 
d) O domicílio civil do indivíduo é conceituado pelo nosso Código Civil como o local onde ele estabelece 
residência ou estabelece como centro de suas atividades profissionais, ainda que com ânimo temporário. 
e) O encargo, como regra, suspende a aquisição e o exercício do direito, de modo que a sua ausência de 
cumprimento impedirá a transferência do direito ao qual faria jus o seu destinatário. 
13. (VUNESP / TJ(SP) - 2014) Com relação às nulidades do negócio jurídico disciplinadas no artigo 166 
do Código Civil, é correto dizer: 
a) As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico ou de seus efeitos e 
as encontrar provadas. 
b) O juiz pode suprir as nulidades, desde que a requerimento das partes. 
c) Só podem ser alegadas pelos próprios contratantes. 
d) O tema referente a nulidade absoluta não é de ordem pública. 
14. (VUNESP / TJ(SP) - 2014) Assinale a opção correta. 
a) O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. 
b) Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito 
do negócio jurídico a evento futuro e certo. 
c) Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou resolutiva, não é permitido praticar os 
atos destinados a conservá-los. 
d) Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, adquire-se desde logo o direito a 
que ele visa. 
Defensor 
15. (CESPE / DPE(AL) - 2017) Se, após uma tempestade, uma árvore cair sobre um veículo e causar 
danos a alguém, esse evento será classificado como: 
a) ato fato jurídico. 
b) ato unilateral. 
c) negócio jurídico. 
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d) fato jurídico em sentido estrito. 
e) ato jurídico em sentido estrito. 
16. (FCC / DPE(RS) - 2011) Incidência dos Institutos da prescrição e da decadência na teoria das 
invalidades do negócio jurídico. 
a) Segundo o Código Civil, as nulidades, por ofenderem interesse público, podem ser arguidas pelas partes, 
sendo vedado ao juiz conhecê-las de ofício em processo que verse sobre a validade de determinado negócio 
jurídico. 
b) O negócio jurídico nulo não convalesce pelo decurso do tempo, razão pela qual apenas as anulabilidades 
estão sujeitas a prazos prescricionais. 
c) A invalidade do instrumento contratual induz necessariamente a invalidade do negócio jurídico. 
d) A decretação judicial é necessária para o reconhecimento de nulidades e anulabilidades, pois estas 
espécies de vícios não têm efeito antes de julgados por sentença. 
e) Respeitada a intenção das partes, é cabível a manutenção do negócio jurídico no caso de reconhecimento 
de invalidade parcial, a qual não o prejudicará na parte válida se desta for separável. 
17. (CESPE / DPE(BA) - 2010) 
Tanto nos casos de declaração de nulidade quanto nos de decretação de anulação do negócio jurídico, ocorre 
o retorno das partes à situação anterior. 
18. (CESPE / DPE(ES) - 2009) 
Será nulo o negócio jurídico se o motivo determinante de uma das partes for ilícito. 
PROVAS 
Juiz 
19. (CONSULPLAN / TJ(MG) - 2018) Quanto às provas, segundo o Código Civil, analise as afirmativas a 
seguir. 
I. Os documentos redigidos em língua estrangeira não precisam ser traduzidos para o português para ter 
efeitos legais no Brasil. 
II. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos 
signatários, porém, não tendo relação direta com as disposições principais ou com a legitimidade das partes, 
as declarações enunciativas não eximem os interessados do ônus de prová-las. 
III. A escritura pública, redigida em língua portuguesa e lavrada em notas de tabelião, é documento dotado 
de fé pública, fazendo prova plena, mesmo que o comparecente não saiba a língua nacional e, neste caso, 
desde que o tabelião entenda o idioma em que se expressa. 
IV. O fato jurídico pode ser provado pela confissão que é irrevogável, porém, pode ser anulada se decorreu 
de erro de fato ou de coação. 
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Estão corretas as afirmativas 
a) I, II, III e IV. 
b) I e IV, apenas. 
c) I, II e III, apenas. 
d) II, III e IV, apenas. 
20. (TRT 2ª Região / TRT 2ª Região - 2016) É INCORRETO afirmar que, não havendo imposição legal de 
forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
a) Confissão. 
b) Presunção. 
c) Testemunha. 
d) Dedução 
e) Perícia. 
21. (TRT 8ª Região / TRT 8ª Região - 2015) Quanto às reproduções eletrônicas de fatos ou de coisas no 
Código Civil Brasileiro, é CORRETO afirmar que: 
a) São consideradas prova apenas quando improcedente a impugnação sobre sua exatidão. 
b) São válidas como prova plena de fatos ou de coisas desde que acompanhadas de outro meio probante. 
c) Têm presunção de prova juris et de jure. 
d) Não são consideradas prova, se não demonstrada sua fonte de registro, reprodução ou divulgação. 
e) São consideradas prova plena, se a parte, contra quem forem exibidas, não lhes impugnar a exatidão. 
22. (FCC / TJ(SE) - 2015) A escritura pública lavrada em notas de Tabelião, 
a) faz prova plena, mas não é documento dotado de fé pública, podendo ser impugnada por qualquer 
interessado. 
b) é documento dotado de fé pública, mas não faz prova plena, porque o convencimento do juiz é livre. 
c) é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena. 
d) firma presunção absoluta de veracidade do que nele constar, por ser documento dotado de fé pública. 
e) é documento público, mas não dotado de fé pública, porque o Tabelião exerce suas funções em caráter 
privado, por delegação do Estado, por isso, também, não faz prova plena. 
23. (FCC / TJ(AL) - 2015) Em ação de investigação de paternidade, recusando-se o suposto pai a 
submeter-se a exame de DNA, 
a) poderá ele aproveitar-se de sua recusa, porque haverá apenas presunção relativa de paternidade. 
b) não poderá aproveitar-se da recusa, mas não corre contra ele presunção absoluta de paternidade. 
c) não poderá ser suprida a prova que se pretendia obter com o exame. 
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d) corre contra ele presunção absoluta de paternidade. 
e) não poderá ele produzir qualquer outra prova que infirme a paternidade. 
24. (VUNESP / TJ(MS) - 2015) Assinale a alternativa correta no que tange às provas e seus meios de 
produção, de acordo com a legislação civil aplicável e entendimento jurisprudencial sobre a matéria. 
a) A confissão prevalece sobre os demais meios de prova e a prova documental, em regra, prevalece sobre a 
prova testemunhal. 
b) Os relativamente incapazes podem ser admitidos como testemunhas, desde que não haja outra causa 
impeditiva. 
c) Admite-se a prova exclusivamente testemunhal para os negócios jurídicos cujo valor não ultrapasse o 
décuplo do maior salário-mínimo vigente no país, desde que a testemunha não seja única. 
d) Não se presume verdadeiro aquilo que consta em ata notarial, pois a fé pública do notário não alcança 
esse tipo de documento. 
e) A recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA implica na presunção juris et de jure de 
paternidade. 
25. (CESPE / TRF 2ª REGIÃO - 2013) 
A prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos cujo valor não ultrapasse vinte 
vezes o maior salário mínimo vigente no país ao tempo em que esses negócios tenham sidocelebrados. 
26. (FCC / TRT 18ª REGIÃO - 2012) Considere as afirmações: 
I. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários. 
II. Se algum dos comparecentes à lavratura da escritura pública não for conhecido do tabelião, nem puder 
identificar-se por documento, não poderá participar do ato. 
III. Os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos públicos, se os originais se houverem produzido 
em juízo como prova de algum ato. 
Está correto o que se afirma em 
a) I, II e III. 
b) I e III, apenas. 
c) II, apenas. 
d) I e II, apenas. 
e) II e III, apenas. 
27. (NC(UFPR) / TJ(PR) - 2012) Com base na Parte Geral do Código Civil brasileiro, é correto afirmar: 
a) No que concerne a matéria de provas, pode-se dizer que as presunções legais não são admitidas nos casos 
em que a lei exclui a prova testemunhal. 
b) Os bens públicos dominicais não estão sujeitos a usucapião e não podem ser alienados. 
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c) Em relação às fundações, caberá ao Ministério Público Federal velar por elas caso a fundação atue em 
mais de um estado. 
d) Os contratos escritos podem conter cláusula que especifique o domicílio onde se exercitem e cumpram 
os direitos e obrigações resultantes do contrato. 
28. (CESPE / TJ(CE) - 2012) Acerca da prova, no âmbito civil, assinale a opção correta. 
a) No caso de fraude contra credor, a má-fé não pode ser presumida. 
b) Se a prova for obtida ilicitamente, será vedado ao juiz permitir sua utilização. 
c) O fato de uma pessoa ter sido testemunha em determinado contrato não constitui impedimento para ela 
testemunhar em juízo. 
d) Caso o declarante se equivoque sobre a natureza do negócio jurídico, a confissão poderá ser revogada. 
e) Cópia autenticada de título de crédito é considerada prova hábil quando perdido o título. 
29. (CESPE / TRF 2ª REGIÃO - 2011) Assinale a opção correta de acordo com as normas do direito civil 
no que se refere à prova. 
a) É defeso ao juiz requisitar documentos protegidos por sigilo legal. 
b) A confissão poderá ser revogada caso seja realizada com vício de consentimento 
c) Não será reconhecida força probante ao traslado conferido por serventuário sem poderes para tanto. 
d) É aceita no processo a gravação de conversa por um dos interlocutores, sem o conhecimento do outro 
e) A jurisprudência do STJ admite interceptação telefônica em sede cível. 
30. (CESPE / TRF 5ª REGIÃO - 2011) No curso de determinado processo, o réu, em depoimento pessoal, 
confessou fato contrário a seu interesse. Em momento seguinte à coleta da prova, foi juntada aos autos a 
informação de que à época o réu já era absolutamente incapaz. 
Nessa situação hipotética, a confissão é 
a) inexistente, porque carece de elemento essencial. 
b) inadmissível, mas pode servir ao convencimento do juiz conforme sua avaliação. 
c) inválida para todos os fins. 
d) admissível e vincula a decisão do juiz acerca do fato confessado. 
e) admissível, mas não vincula a decisão do juiz, que é livre para valorar as provas. 
31. (TRT 15ª REGIÃO / TRT 15ª REGIÃO - 2011) Assinale a alternativa correta: 
a) o fato jurídico pode ser provado, sem exceção, mediante: confissão, documento, testemunha, presunção 
e perícia; 
b) os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos públicos, se os originais se houverem produzido 
em juízo como prova de algum ato; 
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==64240==
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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69 
c) as presunções, que não as legais, são admitidas nos casos em que a lei exclui a prova testemunhal; 
d) o terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que 
pagar, sub-rogando-se nos direitos do credor; 
e) se o devedor pagar ao credor, apesar de intimado da penhora feita sobre o crédito, ou da impugnação a 
ele oposta por terceiros, o pagamento não valerá contra estes, que poderão constranger o devedor a pagar 
de novo, vedado o regresso contra o credor. 
Defensor 
32. (FCC / DPE(AM) - 2013) Em relação à prova é correto afirmar que 
a) a recusa ao exame de DNA, quando ordenado pelo juiz, gera presunção relativa de paternidade. 
b) os fatos jurídicos não podem ser provados por presunção. 
c) é sempre nula a convenção que distribui de maneira diversa o ônus da prova. 
d) o interrogatório das partes não pode ser determinado de ofício. 
e) os documentos podem ser juntados a qualquer momento ao processo, sejam novos ou não. 
33. (CESPE / DPE(ES) - 2012) 
Admite-se prova exclusivamente testemunhal para comprovar os efeitos decorrentes do contrato firmado 
entre as partes. 
34. (CESPE / DPE(SE) - 2012) No que diz respeito às provas, assinale a opção correta. 
a) Segundo estatui o Código Civil brasileiro, ninguém está obrigado a produzir prova contra si; portanto, à 
pessoa é garantido o direito de se negar a submeter-se a exame médico necessário, sem qualquer 
consequência. 
b) Os contratos firmados por instrumento particular feito e assinado, ou somente assinado por quem esteja 
na livre disposição e administração de seus bens, provam as obrigações convencionais, independentemente 
do seu valor, e os seus efeitos se operam em relação a terceiros, independentemente de qualquer registro. 
c) A confissão, ato irrevogável, pode ser anulada se decorrer de erro de fato ou de coação e não terá eficácia 
se provier de quem não seja capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados. 
d) A lei impede que sirvam como testemunhas aquele que tiver interesse no litígio e o amigo íntimo ou 
inimigo capital de qualquer das partes, podendo, contudo, o juiz, à sua conveniência, determinar o 
depoimento dessas pessoas. 
e) Em se tratando das obrigações provenientes de contrato, não se admite, ainda que subsidiariamente, a 
prova testemunhal caso o valor do negócio jurídico ultrapasse, na ocasião da celebração do contrato, o 
décuplo do maior salário mínimo vigente no país. 
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GABARITO 
TEORIA DO FATO JURÍDICO 
Juiz 
1. TJ-AC D 
2. TJ-AL B 
3. TJ-SC A 
4. TJ-CE B 
5. TJ-CE B 
6. TRT 4ªR D 
7. TJ-PI E 
8. TRT 16ªR A 
9. TJ-AL C 
10. TRT 8ªR D 
11. TRT 6ªR C 
12. TRT 16ªR A 
13. TJ-SP A 
14. TJ-SP A 
Defensor 
15. DPE-AL D 
16. DPE-RS E 
17. DPE-BA C 
18. DPE-ES E 
PROVAS
Juiz
19. TJ-MG D 
20. TRT 2ª D 
21. TRT 8ªR E 
22. TJ-SE C 
23. TJ-AL B 
24. TJ-MS B 
25. TRF 2ªR E 
26. TRT 18ªR B 
27. TJ-PR D 
28. TJ-CE C 
29. TRF 2ª R D 
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30. TRF 5ªR B 
31. TRT 15ªR B 
Defensor 
32. DPE-AM A 
33. DPE-ES E 
34. DPE-SE C 
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76294005272 - JEAN CARLOS DA SILVA OLIVEIRAdefinição, pela norma, das hipóteses fáticas
concreção da hipótese no mundo fático
consequente juridicização pela incidência da norma
passagem do fato (juridicamente) existente ao plano da validade 
chegada do fato jurídico existente e válido ao plano da eficácia
se SF (suporte 
fático)
então
deve ser P 
(preceito)
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Por quê? Pois o fato do mundo real não chegou a entrar no mundo jurídico porque ele não foi suficiente 
para preencher o suporte fático exigido no art. 541 do CC/2002 (“A doação far-se-á por escritura pública ou 
instrumento particular”). Mas, o que acontece com essa “doação” que eu fiz? 
E eu te respondo te perguntando: se o fato do mundo real não conseguiu fazer com que a norma jurídica da 
doação fosse aplicada, esse fato existe, no mundo jurídico? Claro que não, pois a norma nem chegou a incidir, 
e se a norma não incidiu, o fato não existe para o Direito. Ela existe no mundo fático? Existe; mas não no 
mundo jurídico. 
Porém, curiosamente, esse meu aperto de mão pode significar outra coisa. Como? Apesar de não ser suporte 
fático suficiente para o art. 541, o meu aperto de mão, com a entrega da chave da minha casa a você, pode 
ser suporte fático suficiente para a aplicação de outro artigo, o art. 462 (“O contrato preliminar, exceto 
quanto à forma, deve conter todos os requisitos essenciais ao contrato a ser celebrado”). 
Assim, eu não fiz uma doação, mas um contrato preliminar de doação, ou uma “promessa de doação”, que 
atrai a indecência das normas sobre o pré-contrato. 
Agora, e se eu pensei em doar minha casa a você, disse a um vizinho que doaria a casa a 
você, mandei uma mensagem para a minha esposa falando que iria doar a casa a você, 
mas não falei nada para você? Nesse caso, todos esses fatos não são suficientes nem para 
aplicar o art. 541 nem para aplicar o art. 462. Ou seja, não existe nem doação, nem 
promessa. Existe alguma coisa no mundo jurídico? Não, apesar de no mundo fático 
existir muita coisa. 
Essa é a dificuldade que você deve superar: compreender que quando se fala, na Teoria do Fato Jurídico, que 
o fato é “inexistente”, não significa dizer que nada existiu, de fato. Significa apenas que juridicamente aquilo 
não existiu. Compreender que o mundo fático, concreto, real, nem sempre corresponde ao mundo jurídico 
é fundamental! Entender isso facilita o trabalho de compreender a “lógica” que está por trás de toda a Teoria 
do Fato Jurídico. 
2. ESTRUTURA DO SUPORTE FÁTICO 
O fato (evento ou conduta) caracteriza o suporte fático. Em cada ramo do Direito há nomes diferentes para 
essa mesma coisa: fattispecie, fato gerador, fato imponível, tipo legal, pressuposto de incidência, ou, o 
clássico e fundamental, suporte fático. 
O suporte fático divide-se em dois elementos: 
1. subjetivo: o suporte fático tem de referir-se a um sujeito de direitos 
Parte importante é que se o sujeito do fato não for o sujeito da norma não há incidência. Assim, por exemplo, 
eu não pago IPVA porque não tenho carro, ou não devo IPVA porque o carro não está no meu nome, pelo 
que não há suporte fático suficiente para que eu me enquadre no suporte de contribuinte. Igualmente, o 
Banco do Brasil SA não pode ser considerado consumidor, porque não consegue se incluir no suporte fático 
de uma relação de consumo. 
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2. objetivo: podem servir de suporte fático quaisquer bens da vida, exceto os bens pré-excluídos ou 
inapropriáveis pelo homem 
Se o elemento for parte do núcleo ou um elemento completante, o fato jurídico será inexistente sem que 
estejam esses elementos presentes. Exemplo é o art. 481 do CC/2002: se não existir preço num contrato de 
compra e venda, não existe contrato de compra e venda. Posso pensar em algum efeito? Não, porque não 
existe coisa alguma. 
Se o elemento for complementar, ele se refere ao aperfeiçoamento do fato jurídico. Assim, se ele não 
estiver presente, o fato jurídico existe, mas será defeituoso. Os elementos complementares dividem-se em 
três: 
a. sujeito: capacidade, legitimação e perfeição da manifestação (sem vícios) 
b. objeto: licitude, possibilidade, determinação 
c. forma: prescrita ou não defesa em lei 
Se o elemento foi integrativo, falamos apenas de uma carga eficacial especial geralmente não prevista nas 
situações comuns. Esses elementos são exclusivos dos negócios jurídicos. Um exemplo é o registro do 
imóvel. Se a pessoa não fizer o registro, o contrato de compra e venda existe, vale e é plenamente eficaz 
entre os contratantes. Mas, em geral, os contratantes, em casos como esse, querem que o contrato tenha 
efeito apenas entre eles? 
Evidente que não; quer-se que tenha efeitos em relação a terceiros. Como se faz isso? Com um elemento 
integrativo do registo da transferência junto à matrícula do imóvel, que dá uma eficácia real sobre a eficácia 
obrigacional comum. 
Assim, nessa ordem, podemos pensar no exemplo de um contrato de compra e venda celebrado por 
nascituro (que será inexistente), por incapaz (será nulo ou anulável, a depender de ser o incapaz 
relativamente ou absolutamente, respectivamente), a non domino (ineficaz mesmo entre partes) ou por 
capaz que não registra o imóvel na matrícula (eficaz entre as partes, mas ineficaz perante terceiros). 
 
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3. CLASSIFICAÇÃO DOS FATOS JURÍDICOS 
Um suporte fático pode conter inúmeros fatos jurídicos diferentes ou um único fato jurídico ser uma 
complexidade de fatos que seja unitária. A classificação é feita pelos os elementos nucleares do fato: 
1. a conformidade ou contrariedade com o direito 
2. a presença ou não de ato humano de vontade 
Vale lembrar que o cerne tratado aqui é o elemento nuclear do suporte fático hipotético previsto na norma 
jurídica e não o suporte fático advindo do mundo real. Ou seja, não importa o nome que as pessoas dão a 
esse fato no mundo real, mas como o Direito o classifica. Assim, a compra e venda de um bem sem a 
previsão de preço não torna aquele contrato um contrato de compra e venda; ele será um contrato de 
doação. Não existe contrato de compra e venda sem preço, e ponto. 
Igualmente, não interessam outros fatos, por mais importantes que sejam, mas que nada têm a ver com a 
incidência da norma. Por exemplo, a causa da morte não interessa à transmissão da propriedade aos 
herdeiros. Morreu, transfere e pronto. Porém, a causa da morte pode ser relevante para outros fatos 
jurídicos, como para a anulação de uma doação realizada pelo morto à pessoa que o matou (art. 557, inc. I). 
Partindo da classificação do suporte fático a respeito da conformidade/contrariedade ao Direito e 
presença/ausência de ato humano de vontade, pode-se analisar cada um dos fatos jurídicos. Vou começar 
com os fatos jurídicos conforme o Direito, ou seja, as espécies lícitas. 
Su
p
o
rt
e 
Fá
ti
co
Núcleo Inexistente
Elemento completante Inexistente
Elemento complementar
a. sujeito: capacidade, 
legitimação e perfeição da 
manifestação
Defeito
b. objeto: licitude, 
possibilidade, 
determinação
Defeito
c. forma: prescrita ou não 
defesa em lei
Defeito
Elemento integrativo Carga eficacial especial
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3.1. FATOS JURÍDICOS EM SENTIDO AMPLO (LATO SENSU) 
Fato jurídico em sentido estrito (strictosensu) 
É todo fato que independe da conduta humana na composição do suporte fático. Cuidado! A 
conduta humana pode estar presente, mas ela não interessa. Por exemplo, a frutificação de 
uma árvore ou o nascimento de uma criança, a maioridade e a morte. 
Em qualquer caso, o ato humano não é elemento necessário à composição do suporte fático 
suficiente, daí nominá-los de eventos, pois ocorrerão independentemente da vontade humana, 
naturalmente. 
Cuidado! Geralmente se chamam esses fatos de “naturais”. Não confunda com atos da natureza, eles são 
naturais porque são independentes da vontade humana. 
Atos-fatos jurídicos (atos reais) 
Outros fatos dependem de conduta humana para a concreção do suporte fático. Nos fatos jurídicos em 
sentido estrito não existia conduta humana nenhuma; aqui, existe conduta humana, mas a vontade humana 
não é relevante, pelo que são considerados condutas avolitivas (sem vontade ou com vontade irrelevante). 
Temos, por exemplo, a caça ou a pesca, bem como a tomada de posse ou o descobrimento do tesouro. 
Precisa-se de uma conduta humana, ou o peixe ou o pássaro não se tornarão propriedade de ninguém, mas 
a vontade não interessa. Se eu queria apenas retirar o peixe do rio, mas não o tomar como minha 
propriedade, isso não importa; se eu pesquei, pesquei e adquiri propriedade. 
O atos-fatos jurídicos podem ser: 
 
• Ato humano com eficácia jurídica, como a ocupação, a caça, a pesca, que independem
da capacidade/legimitidade (o peixe pescado pelo menor de 16 anos lhe gera direito de
propriedade)
Atos reais/materiais
• Ato humano lícito que gera prejuízo a terceiro e consequente dever de indenizar, como o
exercício regular de direito ou o estado de necessidade que gera dano a terceiro
Atos-fatos indenizativos
• Fatos jurídicos de eficácia extintiva, determinados em razão da passagem do tempo,
independentemente da vontade do titular quanto ao fluir temporal, como a prescrição e
a decadência
Atos-fatos caducificantes/extintivos
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Atos jurídicos em sentido amplo (lato sensu) 
Conforme explica Marcos Bernardes de Mello, ato jurídico é o fato jurídico cujo suporte fático 
tem como núcleo uma exteriorização consciente de vontade, que tenha por objeto obter 
um resultado juridicamente protegido ou não proibido e possível. 
Em outras palavras, o suporte fático deve ser composto, primeiro, por uma exteriorização da 
vontade. Caso a pessoa não exteriorize a vontade, inexiste o ato jurídico. Por exemplo, tenho 
vontade de comprar um carro, mas não exteriorizo, não contrato; tenho vontade de matar, mas não mato. 
Essa exteriorização se externa de determinada forma, ou através de uma manifestação de vontade (passar 
o cartão do ônibus na catraca) ou de uma declaração de vontade (afirma que vai se divorciar, acena com a 
mão num leilão). 
Segundo, o suporte fático deve ser composto pela consciência na vontade exteriorizada. A pessoa deve fazer 
a exteriorização com intuito de realizar aquela conduta relevante; se não há vontade de realizar aquele ato, 
ele é inexistente. Por exemplo, o aceno que eu fiz no leilão foi resultado de um espasmo muscular; não houve 
sinal, pelo que não houve aceitação da compra. 
Havendo tais elementos, o suporte fático se compõe, produzindo duas situações distintas: 
1. Ato jurídico em sentido estrito (stricto sensu – ato não negocial) 
O direito acolhe a manifestação de vontade e pré-determina os efeitos que ela terá. Tais 
efeitos são inafastáveis e invariáveis, ou seja, são efeitos necessários, constituindo a chamada 
eficácia ex lege. Por exemplo, o art. 304 do CC/2002: 
Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se opuser, dos 
meios conducentes à exoneração do devedor. 
O pagamento é um ato jurídico em sentido estrito, por quê? 
Não há necessidade de declarar, nem é necessário que queira constituir e nem se pode escolher efeitos 
outros que não previstos em lei. Se há um pagamento, inúmeros efeitos jurídicos se criam, 
independentemente da vontade das partes e mesmo contra a vontade das partes. Pagou, não ocorrem mais 
os efeitos da mora, e ponto. 
2. Negócio jurídico (ato negocial) 
A manifestação de vontade não é apenas elemento do núcleo do suporte fático, mas se 
reconhece o poder de autorregulamento, dentro de certos limites, de modular os efeitos. São 
os chamados efeitos voluntários, ou eficácia ex voluntatae. 
É fácil visualizar o que isso significa na prática. Você, na fila do Subway, pode escolher variados 
ingredientes para colocar no seu sanduíche, incluindo o tamanho do sanduíche e do que ele é 
feito. Posso escolher salada, mas não brigadeiro. Apesar de poder autorregulamentar meu pão, há limites. 
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O mesmo ocorre nos negócios jurídicos. Posso escolher variadas categorias eficaciais, mas isso não significa 
que há liberdade plena de modulação. 
Nesses atos, o sistema jurídico não predetermina os efeitos do fato jurídico, ou seja, podem as pessoas 
escolher livremente a eficácia jurídica de sua atuação. Exemplo: no contrato de compra e venda a minha 
vontade é relevante para saber quais bens acessórios acompanharão o bem principal, como deixa claro o 
art. 94: 
Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se 
o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. 
Se as partes quiserem que as pertenças acompanhem, elas acompanham; se não, não acompanham. Podem, 
portanto, autorregularem-se. 
O ato negocial pode gerar-se de emanação de vontade de apenas um agente; são os chamados atos 
unilaterais. A vinculação dependerá da anuência da contraparte, mas isso são significa que o ato não 
produza, desde já, efeitos na esfera jurídica alheia. A exemplo, o art. 854: 
Aquele que, por anúncios públicos, se comprometer a recompensar, ou gratificar, a quem 
preencha certa condição, ou desempenhe certo serviço, contrai obrigação de cumprir o 
prometido. 
Os negócios jurídicos podem ser classificados quanto ao seu aperfeiçoamento. Assim, são unilaterais os 
negócios jurídicos nos quais se exige apenas uma manifestação de vontade para sua perfectibilização, 
como ocorre com a aceitação da herança ou a instituição de uma fundação. Esses negócios podem exigir 
conhecimento da contraparte, no caso da denúncia contratual (negócio jurídico unilateral receptício), ou 
não, como ocorre na confissão de dívida (negócio jurídico unilateral não-receptício). 
Serão bilaterais os negócios jurídicos nos quais se exige a manifestação de vontade recíproca das partes, 
a exemplo do contrato de compra e venda. Plurilaterais os negócios jurídicos que exigem uma pluralidade 
de manifestações de vontade, como, por exemplo, o contrato social de uma sociedade empresária. 
 
Espécies lícitas
Fato jurídico em 
sentido estrito
Atos-fatos jurídicos
Atos jurídicos em 
sentido amplo
Ato jurídico em sentido estrito 
(ato não negocial)
Negócio jurídico (ato negocial)
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3.2. FATOS ILÍCITOS EM SENTIDO AMPLO (LATO SENSU) 
Marcos Bernardes de Mello aponta que as espécies ilícitas se classificam da mesma forma que as lícitas. 
Partindo dessa classificação, vou mostrar a você, agora, cada uma das situações em que o fato está contrário 
ao Direito, as espécies lícitas. Em resumo, as espécies ilícitas são idênticas às lícitas, exceto em relação à 
conformidade/contrariedade com o Direito. 
Fato ilícitoem sentido estrito (stricto sensu) 
Os fatos ilícitos em sentido estrito são as situações em que há imputabilidade de uma conduta a alguém, 
independentemente de ação ou culpa. São os casos de caso fortuito e força maior. Exemplo: o art. 1.251 
estabelece que: 
Quando, por força natural violenta, uma porção de terra se destacar de um prédio e se juntar a 
outro, o dono deste adquirirá a propriedade do acréscimo, se indenizar o dono do primeiro. 
Ou seja, eu não tenho nada a ver com o fato de um pedaço de terra ter se grudado ao meu, mas ainda assim 
eu terei de indenizar (fato ilícito). 
Muito cuidado aqui, pois nisso o Direito Civil é radicalmente diferente do Direito Penal, cuja ilicitude 
depende de comportamento humano (noção comum de delito: conduta típica, antijurídica e culpável). 
Ato-fato ilícito 
O ato-fato ilícito é o ato humano cuja vontade é abstraída pela norma jurídica, ou seja, a vontade é 
irrelevante. O exemplo são todos os danos causados por menores, pois, segundo o ECA, os menores são 
inimputáveis, mas, para o Direito Civil, a vontade é irrelevante, gerando-se o dever de indenizar. 
Ato ilícito em sentido amplo (lato sensu) 
O elemento distintivo do ato ilícito em sentido amplo é a “vontade determinante da conduta”. Essa conduta 
pode ser tanto uma ação como uma omissão. Segundo o art. 186 do CC/2002: 
Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar 
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
Há de se cuidar porque a culpa não é elemento necessário da ilicitude, como dito. Veja-se a 
conhecida “culpa objetiva”, presumida ou invertida, ou a chamada responsabilidade civil sem 
culpa, ou responsabilidade civil objetiva. Cuidado! A vontade de conduta é necessária, não a 
vontade de causar dano. 
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Veja-se que o ato ilícito é uma conduta antijurídica, que não se circunscreve apenas ao Direito Civil. Segundo 
Cezar Fiúza: 
No Direito Civil, pode-se falar em ilícito na esfera dos contratos, da família, da propriedade, da 
posse etc. [...] Restringindo-se à esfera civil, os atos ilícitos podem ser contratuais, quando 
consistirem na conduta antijurídica na celebração ou execução de um contrato [...] Há alguns 
atos que são ilícitos intrinsecamente e desde o início. Também estes são ilícitos para o Direito 
Civil na medida em que causem danos ressarcíveis. Exemplos seriam o homicídio, as lesões 
corporais, uma batida de carros, o estilhaçar de uma vidraça etc. 
Aqui, eu tratei do ato ilícito apenas dentro da classificação da Teoria do Fato Jurídico, para 
distingui-lo das demais situações de ilicitude. Mais detalhes a respeito desse tema são 
vistos na responsabilidade civil apenas. Isso porque é nesse ramo do Direito Civil que a 
ilicitude tem maior relevância. 
Atenção! O abuso de direito não serve como excludente de ilicitude (pré-excludente de 
juridicização), pelo que ele gera dever de indenizar e é ilícito. O art. 187 do CC/2002 assim 
o delimita: 
Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
Mesmo o silêncio pode ser encarado como abuso de direito, como, por exemplo, na venda de produto que 
se sabe que não poderá ser comercializado, tendo agido o vendedor com dolo. Quais são as situações em 
que se exclui a ilicitude (pré-exclui a antijuridicidade)? Vejamos: 
3.3. PRÉ-EXCLUDENTES DE JURIDICIZAÇÃO 
Legítima defesa 
O art. 188, inc. I, do CC/2002, prevê a legítima defesa na seara privada: 
Não constituem atos ilícitos os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um 
direito reconhecido. 
Espécies Ilícitas 
Fato ilícito em 
sentido estrito
Ato-fato ilícito
Ato ilícito em 
sentido amplo
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É a chamada autotutela ou autodefesa, numa quebra do monopólio estatal do uso da violência. Segundo 
Pontes de Miranda, é a aplicação da lei pelo próprio interessado, em substituição ao juiz, quando o sujeito 
não respeita a norma. 
A legítima defesa real exime o violador de indenização, mas não a legítima defesa putativa 
(achei que ele iria me atacar e causei um dano a ele, mas ele não me atacaria) e nem a legítima 
defesa excessiva (na defesa, me empolguei e causei mais dano do que o necessário). 
Exercício regular de direito 
O art. 188, inc. I, do CC/2002, prevê o exercício regular de direito na seara privada: 
Não constituem atos ilícitos os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um 
direito reconhecido. 
A rigor, exercer seu direito não causa dano. Há um exercício sem fim danoso, com exercício legítimo, 
responsabilidade e moderação do próprio direito. Quais são os limites ao exercício do direito? Geralmente, 
a jurisprudência os fixa através da hierarquia de direitos. Assim, protestar o devedor não é abuso, mas 
utilizar um carro de som em frente ao seu local de trabalho é. 
Estado de necessidade 
O art. 188, inc. II, do CC/2002 prevê o estado de necessidade : 
Não constituem atos ilícitos a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a 
fim de remover perigo iminente. 
A remoção de perigo iminente ocasiona destruição da coisa alheia; porém, o ato será legítimo somente 
quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do 
indispensável para a remoção do perigo, segundo o parágrafo único do mesmo dispositivo. 
 
(CESPE / PC-GO - 2017) Um oficial do corpo de bombeiros arrombou a porta de determinada 
residência para ingressar no imóvel vizinho e salvar uma criança que corria grave perigo em razão de 
um incêndio. A respeito dessa situação hipotética e conforme a doutrina dominante e o Código Civil, 
assinale a opção correta. 
a) O oficial tem o dever de indenizar o proprietário do imóvel danificado, devendo o valor da 
indenização ser mitigado em razão da presença de culpa concorrente. 
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b) O ato praticado pelo oficial é ilícito porque causou prejuízo ao dono do imóvel, inexistindo, 
entretanto, o dever de indenizar, dada a ausência de nexo causal. 
c) Não se aplica ao referido oficial a regra do Código Civil segundo a qual o agente que atua para 
remover perigo iminente pode ser chamado a indenizar terceiro inocente. 
d) Conforme disposição do Código Civil, o oficial teria o dever de indenizar o dono do imóvel no valor 
integral dos prejuízos existentes, tendo direito de regresso contra o responsável pelo incêndio. 
e) Não se pode falar em responsabilidade civil nesse caso, pois, na hipótese de estado de necessidade, 
o agente causador do dano nunca terá o dever de indenizar. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, já que, a rigor, não se verifica culpa concorrente do proprietário do 
imóvel danificado, pois o exercício nada mencionou a respeito. 
A alternativa B está incorreta, já que pela conjugação do art. 188, inc. II (“Não constituem atos ilícitos 
a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente”) 
com o art. 929 (“Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem 
culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram”, o ato, apesar de 
lícito, poderia gerar indenização. 
A alternativa C está correta, porque, nesse caso, havia dever legal de agir, como prevê, em linhas 
gerais, o art.24, §§, do Código Penal. 
A alternativa D está incorreta, mas, se aplicável fosse o CC/2002, estaria correta, na conjugação dos 
supracitados arts. 188, inc. II, e 929. 
A alternativa E está incorreta, como se viu nas assertivas B e C. 
4. EFICACIZAÇÃO DO NEGÓCIO JURÍDICO 
Eventualmente, há a subordinação de um negócio jurídico a um elemento eficacial. A doutrina menos 
técnica chama esses elementos de elementos acidentais do negócio jurídico. De modo sucinto, o CC/2002, 
introdutoriamente, estabelece três elementos eficaciais que nos interessam: a condição, o termo e o 
encargo. Mas, como distingui-los? Primeiro, a condição está claramente disposta no Código: 
Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, 
subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
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(CESPE / PGE-SE - 2017) Assinale a opção que apresenta o conceito de condição, no âmbito dos 
negócios jurídicos. 
A. Cláusula que sujeita o negócio ao emprego das técnicas de domínio do devedor. 
B. Cláusula que submete a eficácia do negócio jurídico a determinado acontecimento. 
C. Acontecimento futuro e certo que suspende a eficácia de um negócio jurídico. 
D. Imposição de obrigação ao beneficiário de determinada liberalidade. 
E. Cláusula que visa eliminar um risco que pesa sobre o credor. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, estabelecendo a alternativa conceito vazio de conteúdo. 
A alternativa B está correta, como se extrai do art. 121: “Considera-se condição a cláusula que, 
derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento 
futuro e incerto”. 
A alternativa C está incorreta, já que evento futuro e certo é termo, não condição. 
A alternativa D está incorreta, sendo esse o conceito de encargo, não de condição. 
A alternativa E está incorreta, talvez pretendendo o examinador aqui conceituar a cláusula del credere 
de determinados contratos. 
A condição se caracteriza, portanto, pela incerteza. Mas essa incerteza pode ser mais ou menos incerta. Na 
condição incertus an incertus há absoluta incerteza em relação à ocorrência do evento futuro e incerto; já na 
condição incertus an certus se verifica hipótese na qual não se sabe se o evento efetivamente irá ocorrer, 
mas se acontecer, deve sê-lo em um prazo determinado. 
No entanto, não é qualquer condição que pode ser estipulada pelas partes. Ao contrário, o art. 
122 estabelece que a condição não pode violar a lei, a ordem pública e os bons costumes. Ainda, 
são proibidas as condições que privem de todo efeito o negócio jurídico, ou que o sujeitem ao 
puro arbítrio de uma das partes. 
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A doutrina aponta que a condição potestativa (em sentido amplo) é aquela imposta pelo arbítrio das 
partes. Distinguem-se, então, as condições potestativas inseridas num negócio jurídico em condições 
simplesmente potestativas e condições puramente potestativas. 
As condições simplesmente potestativas – ou meramente potestativas – são lícitas, já que exigem da parte 
um certo esforço, ou determinado trabalho. Vale dizer, a eficácia do negócio jurídico depende da 
manifestação de vontade de apenas uma das partes, mas também a um evento outro. Assim, “se, enquanto 
eu viajar, ficar num hotel de valor inferior a...” constitui condição simplesmente potestativa, válida. 
Já as condições puramente potestativas, por deixarem a eficácia do negócio jurídico ao arbítrio puro de uma 
das partes invalidam, tornam nulo, o negócio. Exemplo é o contrato de compra e venda no qual eu estipulo 
que “quando quiser, farei o pagamento” (em outras palavras, se quiser, eu pago), que é, ao fim e ao cabo, 
nulo. 
Há ainda as condições mistas, que dependem tanto de um ao humano volitivo quanto de um evento alheio 
à conduta humana. Exemplo é a situação na qual “se estiver chovendo enquanto você é aplaudido 
cantando...”. 
O art. 123, por sua vez, estabelece que invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados: 
I - as condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas; 
II - as condições ilícitas, ou de fazer coisa ilícita; 
III - as condições incompreensíveis ou contraditórias. 
Se a condição for impossível, preste atenção. Invalidam o negócio jurídico as condições impossíveis se elas 
forem suspensivas; contrariamente se a condição for resolutiva, será tida ela simplesmente como 
inexistente (art. 124), mantendo-se os efeitos do negócio. 
As condições ilícitas ou de fazer coisa ilícita são afastadas por violarem o ordenamento jurídico, a moral ou 
os bons costumes. Por isso, é proibido condicionar o negócio à mudança de religião, à renúncia ao direito de 
se casar ou quaisquer outras que frustrem as liberdades individuais. Nada impede, porém, que se condicione 
o negócio a que a contraparte contraia núpcias com certa e determinada pessoa. São inválidas, portanto, as 
condições ilícitas absolutas, mas não as relativas. 
Além disso, são também invalidantes as condições perplexas, assim chamadas aquelas incompreensíveis ou 
contraditórias. É o caso do comodato clausulado com a condição de que o comodatário não pode usar o 
bem. A cláusula é invalidante porque priva o negócio jurídico precisamente dos atos que são esperados. 
Igualmente perplexa a condição incompreensível, resultado, em geral, de redação defeituosa. 
 
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(FAPEC / MPE-MS - 2015) Em relação à Parte Geral do Código Civil, analise os seguintes enunciados: 
I - As fundações, conhecidas como universitas bonorum, resultam da afetação de um patrimônio para 
a realização de uma finalidade ideal, sendo que ao Ministério Público Federal, no âmbito do Distrito 
Federal e Territórios, e, em relação aos demais Estados, ao respectivo Ministério Público do Estado, 
onde situadas, cabe o papel de fiscalizá-las e, inclusive, poderá a instituição ministerial formular o 
estatuto em havendo omissão do instituidor. 
II - O bem de família pode ser: a) voluntário, decorrente da manifestação da vontade dos interessados 
e observados os requisitos legais do Código Civil; b) legal, oriundo da própria força da Lei nº 8.009/90, 
sem qualquer ato voluntário do interessado. Contudo, quanto ao bem de família legal, mostra-se 
impossível a aplicação de tal proteção jurídica, proveniente da Lei nº 8.009/90, em relação às penhoras 
realizadas anteriormente à vigência da lei especial, sob pena de se ofender o ato jurídico perfeito. 
III - Sendo a simulação causa de nulidade do negócio jurídico, pode ser alegada por uma das partes 
contra a outra, razão pela qual, comprovado o vício, é nulo o contrato “vaca-papel". 
IV - A condição perplexa pode ser definida como sendo contraditória em seus próprios termos, 
culminando por privar o negócio jurídico de seus efeitos; enquanto a condição simplesmente 
potestativa é aquela subordinada ao exclusivo arbítrio de uma das partes, sendo que tanto a condição 
perplexa quanto a simplesmente potestativa são ilícitas. 
Assinale a alternativa correta: 
a) Somente o enunciado III está correto. 
b) Somente o enunciado IV está correto. 
c) Somente os enunciados I e III estão corretos. 
d) Somente o enunciado II está correto. 
e) Somente os enunciados I, II e IV estão corretos. 
Comentários 
O item I está incorreto, na conjugação do art. 66 (“Velará pelas fundações o Ministério Público do 
Estado onde situadas”) com seu §1º (“Se funcionarem no DistritoFederal ou em Território, caberá o 
encargo ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios”). 
O item II está incorreto, segundo a Súmula 205 do STJ: “A Lei nº 8.009/90 aplica-se à penhora realizada 
antes de sua vigência”. 
O item III está correto, já que esse tipo de contrato é um mútuo a juros dissimulado de parceria rural: 
“Cuida-se do conhecido "vaca-papel", contrato onzenário através do qual o emprestador do dinheiro 
cobra juros acima do permitido na lei, simulando um contrato de parceria, com a obrigação de 
devolução em dobro de cabeças de gado após um certo tempo, e, em caso de mora, a obrigação de 
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pagar os frutos da produção normal do rebanho. Isto é, uma obrigação em dinheiro foi transformada 
em dívida de valor, com ofensa ao disposto no art. 1º do Decreto 22.626/33, e desvirtuado o contrato 
de parceria pecuária, previsto nos arts. 4º e 5º do Decreto 59.566/66, sem nenhum risco para o 
emprestador, ou seja, o contrato em exame violou duas vezes a legislação federal, sendo contrato nulo 
porque realizado com fraude à lei (REsp nº 196319/MS, 4ª Turma, voto-vista, DJ 04/09/2000)”. 
O item IV está incorreto, porque em que pese as condições perplexas gerarem a nulidade do negócio 
jurídico, as simplesmente potestativas são lícitas. Ilícitas são as puramente potestativas, por deixarem 
a eficácia do negócio jurídico ao arbítrio puro de uma das partes. 
A alternativa A está correta, portanto. 
A condição será resolutiva quando por fim ao negócio, extingui-lo. Assim, por exemplo, doarei mensalmente 
a você uma quantia em dinheiro enquanto você estiver na faculdade. No momento em que você sai da 
faculdade, resolve-se o negócio. A condição suspensiva, por sua vez, subordina a eficácia do negócio. Assim, 
por exemplo, doarei uma quantia em dinheiro a você se você passar na prova. 
Se a condição for suspensiva, se adquire o direito apenas quando de seu implemento, conforme regra do 
art. 125. Se for resolutiva, o direito já se adquiriu, vigorando até sua resolução, de acordo com o art. 127. 
Por isso, segundo o art. 128: 
Sobrevindo a condição resolutiva, extingue-se, para todos os efeitos, o direito a que ela se opõe; 
mas, se aposta a um negócio de execução continuada ou periódica, a sua realização, salvo 
disposição em contrário, não tem eficácia quanto aos atos já praticados, desde que compatíveis 
com a natureza da condição pendente e conforme aos ditames de boa-fé. 
Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, tome cuidado. Ainda pendente a condição, e a 
pessoa fizer quanto à coisa novas disposições, essas novas disposições valerão apenas se forem compatíveis 
com a condição inicialmente prevista. Realizada a condição, as adições não terão valor, se forem 
incompatíveis com aquela, trata o art. 126. 
Aqui se distinguem as condições pelo estado. A condição pode ser pendente, implementada ou cumprida e 
frustrada ou descumprida. A condição pendente é aquela na qual não se verificou o evento ainda; 
implementa, quando já efetivado o evento e; frustrada, quando o evento não tem mais possiblidade de ser 
implementado e a condição cumprida. 
No entanto, mesmo que pendente condição suspensiva ou resolutiva, permite-se que o titular desse direito 
ainda eventual pratique os atos destinados a conservar tal direito (art. 130). Do contrário, se o titular do 
direito individual não pudesse fazê-lo, poderia vir a perder esse direito sem que pudesse sequer defendê-lo. 
Por fim, se aquele que estipulou a condição manipula de má-fé a situação, de modo que a condição não se 
implemente, presume-se o implemento dessa condição em favor do outro. Ao contrário, se aquele a quem 
aproveita a condição age de má-fé para que ela se implemente, perderá o direito, por força do art. 129. 
O termo, por sua vez, é aquilo que chamamos de “prazo” (na verdade, o prazo é o espaço de tempo entre o 
termo inicial – dies a quo – e o termo final – dies ad quem). É, portanto, um evento futuro e certo. Pode o 
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termo ser inicial (“início do prazo”) ou final (“fim do prazo”). Como se trata de evento certo, o termo inicial 
suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. 
Aqui há uma semelhança e uma diferença importantes entre a condição e o termo. Por isso, segundo o art. 
135, ao termo inicial e final aplicam-se, no que couber, as disposições relativas à condição suspensiva e 
resolutiva. 
Isso porque a condição suspensiva se assemelha ao termo inicial e a condição resolutiva ao 
termo final. Qual a diferença? A CERTEZA! O termo é certo; a condição, incerta. É por isso que 
na condição suspensiva suspende-se a aquisição do direito e no termo inicial não; porque na 
condição eu não sei se a condição vai se implementar, no termo eu sei que ele vai ocorrer. Não 
há como se “fugir” do termo... 
Se houver uma condição resolutiva, o negócio será eficaz, tornando-se ineficaz quando do evento. A 
condição resolutiva, portanto, subordina a ineficácia do negócio a um evento (que é futuro e incerto). O 
mesmo ocorre em relação ao termo final, que subordina a ineficácia do negócio a um evento (que é futuro 
e certo, ao contrário da condição resolutiva). 
Já se houver uma condição suspensiva, o negócio será ineficaz, tornando-se eficaz quando do evento. A 
condição suspensiva, portanto, subordina a eficácia do negócio a um evento (que é igualmente futuro e 
incerto). O mesmo ocorre em relação ao termo inicial, que subordina a eficácia do negócio a um evento 
(que é futuro e certo, ao contrário da condição suspensiva). 
Talqualmente à condição, apesar de ser certo, o termo também comporta certa incerteza. Quanto à certeza 
da ocorrência, o termo classifica-se em termo certus an certus (certo ou determinado), quando a prefixação 
do termo é certa quanto ao fato e ao tempo de duração. Exemplo de termo certo é o “próximo equinócio de 
primavera”, ou 1º/01/2020. Já o termo certus an incertus (incerto ou indeterminado) se verifica quando o 
termo é certo quanto ao fato, mas incerto quanto à duração. Exemplifico com a morte; a morte é certa, mas 
incerta quanto à ocorrência específica. 
O tempo pode ser visto ainda a partir de sua essencialidade. Termo essencial é a cláusula acessória inserida 
no negócio jurídico em que não se permite o seu cumprimento fora do advento do termo fixado, por não 
mais interessar (juridicamente) ao credor. Será o termo essencial relevante, por exemplo, nas questões que 
envolvem o inadimplemento das obrigações. 
O termo pode ser fixado pelas próprias partes, termo convencional, ou mesmo previsto em lei, termo legal. 
Há termo convencional na regra que limita a prestação de serviços a quatro anos, por exemplo. 
O CC/2002, além de regular o termo, também regula os prazos. Segundo o art. 132, salvo disposição em 
contrário, computam-se os prazos, excluído o dia do começo, e incluído o do vencimento: 
§ 1o Se o dia do vencimento cair em feriado, considerar-se-á prorrogado o prazo até o seguinte 
dia útil. 
§ 2o Meado considera-se, em qualquer mês, o seu décimo quinto dia. 
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§ 3o Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou no imediato, se 
faltar exata correspondência. 
§ 4o Os prazos fixados por hora contar-se-ão de minuto a minuto. 
Caso não esteja previsto prazo, os negócios jurídicos entre vivos devem ser executados logo, exceto se a 
execução tiver de ser feita em lugar diverso ou depender detempo (art. 134). 
O encargo, ou modo, fardo, ônus, por sua vez, impõe ao beneficiário de uma liberalidade uma dada 
obrigação. Por exemplo, eu doarei meu apartamento a você, desde que você cuide do cachorro da família 
até sua morte; ou eu doarei um terreno para você para que seja edificado um museu; ou eu doarei meu 
patrimônio a você com a obrigação de que você não derrube a casa de meus pais. 
Por isso, o encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, por força do art. 136 
do CC/2002. No entanto, há exceção: quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo 
disponente, como condição suspensiva. Aí, na realidade, a situação mais parecerá uma condição 
do que um encargo propriamente dito. 
Caso se estabeleça encargo ilícito ou impossível, ele será simplesmente considerado não 
escrito. A exceção fica para o caso de o encargo ilícito ou impossível constituir o motivo determinante da 
liberalidade, caso em que se invalida o negócio jurídico (art. 137). 
 
 
 
(FCC / TJ-PI - 2015) Quando o testamento foi aberto, Rubião quase caiu para trás. Advinhas por quê. 
Era nomeado herdeiro universal do testador. Não cinco, nem dez, nem vinte contos, mas tudo, o 
capital inteiro, especificados os bens, casa na Corte, uma em Barbacena, escravos, apólices, ações do 
Banco do Brasil e de outras instituições, joias, dinheiro amoedado, livros − tudo finalmente passava 
às mãos do Rubião, sem desvios, sem deixas a nenhuma pessoa, nem esmolas, nem dívidas. Uma só 
condição havia no testamento, a de guardar o herdeiro consigo o seu pobre cachorro Quincas Borba, 
nome que lhe deu por motivo da grande afeição que lhe tinha. Exigia do dito Rubião que o tratasse 
como se fosse a ele próprio testador, nada poupando em seu benefício, resguardando-o de 
moléstias, de fugas, de roubo ou de morte que lhe quisessem dar por maldade; cuidar finalmente 
como se cão não fosse, mas pessoa humana. Item, impunha-lhe a condição, quando morresse o 
cachorro, de lhe dar sepultura decente, em terreno próprio, que cobriria de flores e plantas 
cheirosas; e mais desenterraria os ossos do dito cachorro, quando fosse tempo idôneo, e os 
recolheria a uma urna de madeira preciosa para depositá-los no lugar mais honrado da casa. (Assis, 
Machado de. Quincas Borba. p. 25. Saraiva, 2011). 
As exigências feitas a Rubião consubstanciam 
a. termo final. 
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b. condição resolutiva. 
c. condição suspensiva. 
d. termo inicial. 
e. encargo. 
Comentários 
A alternativa E está correta, já que o recebimento da herança não se subordinava a evento futuro, 
certo ou incerto, mas a cláusula acessória que impunha a Rubião uma obrigação em contemplação ao 
recebimento da herança. 
As alternativas A, B, C e D estão incorretas, consequentemente. 
Por isso, se estabeleço que doarei um carro a você SE você for aprovado na prova, sua 
aprovação é uma condição para o negócio jurídico. Se estabeleço que doarei meu carro 
a você QUANDO você fizer 18 anos, seu aniversário é um termo para o negócio jurídico. 
Se estabeleço que doarei o carro a você DESDE QUE você o mantenha original, a 
manutenção da originalidade constitui um encargo do negócio jurídico. 
 
5. PROVAS 
5.1. NOÇÕES GERAIS 
Quando falei, no início dessa aula, sobre o plano da existência dos fatos jurídicos, algumas coisas talvez 
chamaram sua atenção. Como, por exemplo, as situações em que o fato existe na realidade social, mas não 
existe para o Direito, por numerosas razões. 
Uma delas é, assim, pela ausência de prova. Se você, num lugar sem câmeras, testemunhas ou qualquer 
outro meio de prova, me promete um bem, estamos diante de uma doação. Agora, na hora em que eu exijo 
a doação, você simplesmente pode dizer que nunca doou. Como eu farei para demonstrar a existência dessa 
doação? Por meio de provas. 
Condição (SE)
Resolutiva Suspensiva
Termo (QUANDO)
Inicial Final
Encargo (DESDE 
QUE)
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Se você não confessar, nem houver situação de presunção legal, dificilmente conseguirei provar que você 
efetivamente me doou algo. A doação existiu, no mundo fático, mas não no mundo jurídico, porque a 
incidência da norma nunca ocorrerá... 
Mas, então, como se prova um fato jurídico? Primeiro, tenho de atentar se o negócio jurídico 
não exige alguma forma especial; se exige, tenho de observar aquela forma. Se o negócio 
jurídico não exige forma especial ou em se tratando dos demais fatos jurídicos, segundo o 
art. 212 do CC/2002, prova-se mediante: 
I - confissão; 
II - documento; 
III - testemunha; 
IV - presunção; 
V - perícia. 
 
(TRT 2ª Região / TRT 2ª Região - 2016) É INCORRETO afirmar que, não havendo imposição legal de 
forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: 
a) Confissão. 
b) Presunção. 
c) Testemunha. 
d) Dedução 
e) Perícia. 
Comentários 
A alternativa A está correta, art. 212, inc. I: “Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato 
jurídico pode ser provado mediante confissão”. 
A alternativa B está correta, art. 212, inc. IV: “Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato 
jurídico pode ser provado mediante presunção”. 
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A alternativa C está correta, art. 212, inc. III: “Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato 
jurídico pode ser provado mediante testemunha”. 
A alternativa D está incorreta, já que “dedução” não está no rol do art. 212. 
A alternativa E está correta, art. 212, inc. V: “Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato 
jurídico pode ser provado mediante perícia”. 
Vou analisar detidamente cada uma dessas modalidades de prova, agora. 
5.2. ESPÉCIES 
Confissão 
A confissão é a “rainha” das provas e, por isso, é irrevogável. Confessou, não pode mais voltar atrás. Daí 
nasce a regra relativa à paternidade, por exemplo. Aquele que reconhece a paternidade de um filho fora do 
casamento não pode posteriormente “voltar atrás”, pois esse reconhecimento é como uma confissão. 
Claro que se decorreu de erro de fato ou de coação, estaremos diante de um vício de consentimento, que 
permite anulação desse reconhecimento, mas será necessário prová-lo. Veja-se que a anulação é limitada 
ao erro de fato, não se podendo anular a confissão decorrente de erro de direito. 
Assim, se confesso que te vendi um bem, não posso querer anular essa confissão porque não sabia que, ao 
confessar a venda, eu reconheço que realizei uma fraude contra credores. Esse é um erro de direito, não de 
fato. 
Além disso, o art. 214 do CC/2002 limita a anulação da confissão apenas ao erro e à coação, 
mas se entende também que o dolo é apto a anular a confissão (já que o dolo é “induzir alguém 
em erro”, resumidamente). 
O art. 213 do CC/2002, por sua vez, estabelece uma regra óbvia: 
Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se 
referem os fatos confessados. 
Pois bem. Você celebrou um contrato de doação com um terceiro. Posso eu confessar alguma coisa sobre 
essa negociação? Não! Pois eu não posso dispor desse direito. Posso, na qualidade de testemunha, 
testemunhar sobre a situação, mas nunca confessar. 
Quem confessa é aquele que pode dispor do direito, apenas. Por isso, a confissão feita pelo representante 
somente é eficaz nos limites em que este pode vincular o representado. Se outrem me representa num 
dado negócio jurídico, não poderá confessar fatos alheios a essa negociação. Se eu sou seu procurador para 
fechara venda de um apartamento, não posso confessar sua paternidade/maternidade de uma criança, pois 
alheia à representação, por exemplo. 
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(CESPE / PGE-AM - 2016) A confissão como instrumento de prova de fato jurídico pode ser firmada 
pela parte ou por seu representante ou pode, ainda, ser obtida por intermédio de testemunha. 
Comentários 
O item está incorreto, porque a confissão pode, segundo o art. 213, parágrafo único do CC/2002 ser 
realizada por representante (“Se feita a confissão por um representante, somente é eficaz nos limites 
em que este pode vincular o representado”). No entanto, não existe confissão que não pela própria 
parte ou pelo representante dela, ou seja, testemunha não confessa. 
Documento 
Pode-se provar, e é o mais comum na realidade processual brasileira pouco acostumada e um tanto reticente 
à prova oral, através de documento. Os documentos podem ser públicos ou particulares. 
Quando você escuta alguém falando numa “escritura pública de compra e venda” a pessoa nada mais está 
do que falando de um contrato de compra e venda feito sob forma escrita perante uma autoridade pública 
investida no poder estatal de dar àquele documento fé pública. 
Quando o CC/2002 trata da escritura, ele trata daquela lavrada no cartório de notas. Nesse caso, segundo o 
art. 215, essa escritura constituirá um documento dotado de fé pública, fazendo prova plena. A rigor, a 
escritura pública deve conter: 
I - data e local de sua realização; 
II - reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos hajam comparecido ao 
ato, por si, como representantes, intervenientes ou testemunhas; 
III - nome, nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência das partes e demais 
comparecentes, com a indicação, quando necessário, do regime de bens do casamento, nome 
do outro cônjuge e filiação; 
IV - manifestação clara da vontade das partes e dos intervenientes; 
V - referência ao cumprimento das exigências legais e fiscais inerentes à legitimidade do ato; 
VI - declaração de ter sido lida na presença das partes e demais comparecentes, ou de que todos 
a leram; 
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VII - assinatura das partes e dos demais comparecentes, bem como a do tabelião ou seu 
substituto legal, encerrando o ato. 
 
(FCC / TJ-SE - 2015) A escritura pública lavrada em notas de Tabelião, 
a) faz prova plena, mas não é documento dotado de fé pública, podendo ser impugnada por qualquer 
interessado. 
b) é documento dotado de fé pública, mas não faz prova plena, porque o convencimento do juiz é livre. 
c) é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena. 
d) firma presunção absoluta de veracidade do que nele constar, por ser documento dotado de fé 
pública. 
e) é documento público, mas não dotado de fé pública, porque o Tabelião exerce suas funções em 
caráter privado, por delegação do Estado, por isso, também, não faz prova plena. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo o art. 215: “A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, 
é documento dotado de fé pública, fazendo prova plena”. 
A alternativa B está incorreta, pelas mesmas razões supramencionadas. 
A alternativa C está correta, igualmente, pela previsão literal do ar. 215 supracitado. 
A alternativa D está incorreta, já que sua forma pública lhe dota de presunção relativa de veracidade, 
que pode ser infirmada pelo interessado. 
A alternativa E está incorreta, mais uma vez, pela previsão do mencionado art. 215. 
Como todo documento público, em regra, a escritura deverá ser redigida na língua nacional. Por isso, os 
documentos redigidos em língua estrangeira devem ser traduzidos para o português para ter efeitos legais 
no Brasil. 
Mesmo os analfabetos ou aqueles que, por alguma outra razão, não podem escrever, podem celebrar 
negócios por meio de escritura pública. Nesse caso, a assinatura será a rogo (assinatura feita por terceiro a 
pedido da pessoa). 
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Mesmo que não saiba português, pode fazer a escritura, explicando o tabelião a ela o que se fez, em sua 
língua. Por exemplo, se o tabelião sabe alemão e um alemão compra uma casa, o alemão pode assinar a 
escritura, caso o tabelião lhe explique o teor. Mas e se o tabelião não sabe alemão? 
Nesse caso, deverá comparecer tradutor público para servir de intérprete à pessoa. Se, no lugar (uma cidade 
muito pequena do interior distante, por exemplo), não houver tradutor público, será indicada outra pessoa 
capaz que, a juízo do tabelião, tenha idoneidade e conhecimento bastantes. 
Tamanha é a força desses documentos públicos, por conta da fé pública, que têm a mesma força probante 
os traslados e as certidões, extraídos pelo tabelião ou oficial de registro, de instrumentos ou documentos 
lançados em suas notas, segundo aponta o art. 217. Eles, inclusive, serão considerados instrumentos 
públicos, se os originais se houverem produzido em juízo como prova de algum ato. 
Os atos judiciais, por sua vez, também se consideram documentos públicos. Por isso, fazem a mesma prova 
que os originais as certidões textuais de qualquer peça judicial, do protocolo das audiências, ou de outro 
qualquer livro a cargo do escrivão, sendo extraídas por ele, e por ele subscritas, assim como os traslados de 
autos, quando por outro escrivão consertados. 
Já o instrumento particular não exige a formalidade dos documentos públicos. A rigor, suas 
formalidades são bem pequenas, já constituindo meio de prova daquilo que foi convencionado. 
Se lhe faltar algum elemento, não perde o valor completamente, pois a prova do instrumento 
particular pode ser suprida por outras de caráter legal, como a confissão, o testemunho, a 
perícia etc., segundo o parágrafo único do art. 221 do CC/2002. 
Já os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, em seu 
favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros subsídios. A 
prova resultante dos livros e fichas não é bastante nos casos em que a lei exige escritura pública, ou escrito 
particular revestido de requisitos especiais, e pode ser ilidida pela comprovação da falsidade ou inexatidão 
dos lançamentos. 
Testemunha 
O NCPC revogou o art. 227 do CC/2002, em boa hora. Exemplificando o absurdo, 
anteriormente, se você emprestasse, para um amigo R$10.000,00, sendo que vocês dois estão 
com 45 pessoas ao redor, todas prestando atenção ao ato, segundo esse artigo você não poderia 
tentar provar esse empréstimo a ele! O NCPC, porém, manteve o parágrafo único, que 
estabelece que a prova testemunhal é admissível como subsidiária ou complementar da prova 
por escrito qualquer que seja o valor do negócio jurídico. 
Mas quem pode ser testemunha? O art. 228 do CC/2002 estabelece o rol dos “intestemunháveis”. Aqui, 
cuidado, novamente, pois a Lei 13.146/2015, o Estatuto da Pessoa com Deficiência revogou uma série de 
dispositivos. A rigor, as pessoas com deficiência não eram admitidas como testemunhas, já que eram 
absolutamente incapazes. Como o Estatuto acabou com essa noção, acabou também, consequentemente, 
com a noção geral de “incapacitação para testemunhar”. 
Mas, e como ficará o depoimento das pessoas com deficiência, eventualmente prejudicado exatamente pela 
deficiência? O §2º do art. 228 estabelece que a pessoa com deficiência poderá testemunhar em igualdade 
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